sexta-feira, 16 de julho de 2010

Dia dos Namorados

Adriano Couto

O dia dos namorados é uma das datas comemorativas mais lucrativas para o comércio, perdendo somente para o Natal e o Dia das Mães, o capitalismo opressor se utiliza do romantismo das pessoas, de seus sentimentos, colocando na cabeça dos casais que para demonstrar uma prova de amor, é necessário dar um presente bom e caro, pura ilusão e alienação, pois não leva em conta a pessoa em si, mas o consumo de bens e produtos, enriquecendo o sistema e atolando em dívidas os apaixonados.
O dia dos namorados em minha concepção deve ser celebrado todos os dias, quando os namorados vivenciam situações do cotidiano, adversidades, formando uma verdadeira parceria, demonstrando seus sentimentos um ao outro e não somente em uma data que o sistema impõe e prega que quem não dá presentes não ama a pessoa que está a seu lado. Em nosso país, a data é comemorada no dia 12 de Junho por ser véspera do 13 de Junho, Dia de Santo António, santo português com tradição de casamenteiro, provavelmente devido suas pregações a respeito da importância da união familiar que era combatida pela heresia da época chamada Catarismo. O casamento - em queda na Idade Média - gerava filhos que a seita catara condenava pois para esta o mundo era intrinsecamente mau pois, ao invés de ter sido criado por um Deus bom, teria sido criado por um Deus mau.
A data provavelmente surgiu no comércio paulista quando o publicitário João Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes e depois foi assumida por todo o comércio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito do Dia de São Valentin, equivalente nos paises do hemisfério norte, comemorado no dia 14 de fevereiro para incentivar a troca de presentes entre os apaixonados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário