Adriano Couto
Não podemos falar de Idade Média, sem citar a Igreja Católica, esta que
exerceu influência fundamental na política, cultura, economia e claro, na fé
do mundo medieval. A Igreja Católica exerceu seu poderio soberanamente
sobre os senhores feudais, servos e o restante da população, determinando
o rumo da história, diga-se, a organização das Cruzadas. Porém, o
cristianismo medieval difere do cristianismo atual, pois o mesmo estava
impregnado pelo transcendental, milagres, santos “travando combates” com
o maligno, pregações apocalípticas e visão hierofânica do mundo. Nesta
época dá-se também o surgimento de grandes teólogos, denominados “pais
da igreja”, citamos os mais conhecidos Santos Agostinho e São Tomás de
Aquino, exercitando bravamente a apologética (defesa da fé cristã) contra
os hereges e infiéis (muçulmanos). Eis apenas alguns exemplos de como a
Igreja Católica impunha-se como a instituição mais poderosa do período,
inclusive coroando reis, ditando leis, tendo seu tribunal próprio, chamado
Tribunal do Santo Ofício, também conhecido por Tribunal da Inquisição,
onde julgava-se as causas temporais de ordem espiritual, denominadas
heresias. Mantinha sua economia forte, sustentada pelos dízimos, venda de
indulgências e perdão dos pecados.
Esta pesquisa tem por objetivo refletir os reflexos da igreja medieval nos
dias de hoje, ressaltando que a mesma pregava um cristianismo religioso e
não baseado somente na bíblia, pois somente o clero detinha as escrituras
não permitindo o acesso dos leigos as mesmas. Hoje as estruturas da igreja
pouco mudaram, porém os fiéis têm mais acesso a bíblia e mais
participação na vida eclesial.
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