terça-feira, 13 de julho de 2010

Visão hierofânica do mundo

Adriano Couto

Para o homem medieval, o referencial de todas as coisas era o sagrado, tudo era relacionado ao sobrenatural, temia-se tudo, ávida era árdua, difícil, devido a brevidade da vida, pestes, calamidades, guerras constantes, o homem convivia com o medo da morte. Portanto com a influência exclusiva da igreja, ele torna-se “místico”, “espiritualizado”, tudo tem ligação ao transcendental, mas acima de tudo o homem medieval não passa de um supersticioso, agarrando-se a mitos, crendices. A sociedade medieval estava habituada a viver sob o signo do sobrenatural. A hierofania manifestava-se também em setores diferentes do campo religioso, tais como a política e a economia.
A comunicação entre os mundos humano e divino, estavam sempre aberta, os anjos e demônios eram onipresentes a quem procurava atrair ou exorcizar. As narrações da época falam de batalhas entre Deus e os demônios, inclusive evocando-se as mediações destes em suas batalhas temporais.
A magia era largamente praticada, pois era entendida como uma hierofania e se manifestava de três formas: o milagre, o maravilhoso e a feitiçaria.
A feitiçaria era considerada uma hierofania maligna, juntamente com a bruxaria, cuja diferença é a que a primeira é técnica dominada conscientemente por alguém e a segunda provém de poderes inconscientes, inerentes ao indivíduo. Não posso deixar de citar a teofania que é a manifestação do próprio Deus, cuja manifestação citei anteriormente que quando evocado, o mesmo participava das batalhas e definia seus resultados.
Polêmica era a questão do ordálio, este se baseava na idéia de que Deus se manifestaria quando lhe fosse pedido um julgamento, em 1215 a igreja aboliu a prática do mesmo como prova jurídica.
Tudo se dava em torno do sobrenatural, a igreja oferecia seus sacramentos para livrar os fiéis dos males, as relíquias dos santos para os protegerem das investidas dos demônios e a mesma apresentava-se como protetora espiritual das pessoas, somente através dela e seus “favores”, bênçãos e etc, o homem poderia proteger-se do mal e salvar a sua alma.
A Inquisição era o instrumento de repressão e “justiça” da igreja, aplicando condenações contra os hereges, cujos ensinamentos estavam desacordo com a mesma.
A sociedade medieval era teocêntrica, Deus era o centro de tudo, por isso esse hierofanismo, que tudo girava em torno do sagrado, que o mundo era uma constante batalha entre o bem e o mal, o que não era de Deus, era do Diabo, tornando o homem inseguro, medroso, supersticioso, alienado, fanático e a igreja colaborava para que a sociedade se tornasse assim, devido as suas pressões, devido as suas pressões, ensinamentos e monopólio do ensino, da cultura, suprimindo o homem da sua liberdade de pensamento, pois tudo aquilo que não era de acordo com sua doutrina, era considerado pecado, tornando a Idade Média conhecida como Idade das Trevas.

2 comentários:

  1. não tah muito bom!pensei que seria algo diferente do original mais está praticamente igual.

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