terça-feira, 31 de agosto de 2010

Proclamação da República: Um feito heróico???

Adriano Couto

No dia 15 de Novembro de 1889 caía a Monarquia e nascia a República em nosso país. Mudou a forma de governo sem revolucionar a sociedade. Foi elaborada uma nova Constituição, trocada a bandeira e a Igreja separada do Estado (graças a Deus!), porém mantendo o povo na pobreza e a elite vivendo da exploração, o que hoje não muda muito.

A República era uma monarquia disfarçada, pois não houve transformações sociais com a mudança de governo, nosso país anoiteceu monarquia e amanheceu república devido ao caráter não revolucionário da dita proclamação.

A Proclamação da República tão celebrada foi um fenômeno militar e não civil, como é de praxe da história positivista, criou-se um mito fundador com o falseamento dos fatos e heróis para criar uma nova versão para ela, como já dizia o reformador João Calvino “a cabeça do homem é uma fábrica de ídolos”.

Os republicanos confabularam um plano simplista para ganhar o apoio de alguns militares, objetivando a deposição de alguns ministros de D. Pedro II, que também não ofereceu a mínima resistência e partiu para a Europa. Sabemos que durante a “epopéia” da “Cavalgada da República” Deodoro da Fonseca estava de repouso em seu leito, tendo saído de casa pela manhã, visitando quartéis e conversando com alguns militares e depois retornou para casa, botou o pijama e foi dormir! Imaginem a cena! Chega a ser cômico...

Marechal Deodoro ao ficar sabendo que um político fora convidado pelo Imperador para formar um novo governo, decide assinar o manifesto proclamando a República que para ele deveria ser militar, para Quintino Bocaiúva, liberal e para Benjamim Constant, sociocrática.

Inspirados nos ideais franceses, fazendo coincidir o movimento do 15 de novembro de 1889 com o centenário da Revolução Francesa de 1789, repleto de disposições positivistas, foi criado um panteão cívico e a heroificação dos envolvidos no movimento.

Já que não existia uma identidade republicana, foi criada a figura de um herói personalizada! (veja só a fábrica de ídolos em ação) quem é ele? Tiradentes!!! Isso mesmo! Um herói em heroísmo, o herói republicano por excelência é contraditório, veja só, ele é o Cristo e o herói cívico, é o mártir e libertador, é o símbolo da pátria e o subversivo, em nossos livros didáticos, o nosso alferes aparece de barba, túnica, longos cabelos e com semblante contristado, isso te lembra alguém? Não seria mera coincidência? Pois é, propositalmente assemelhado a Jesus Cristo, numa espécie de Redentor da República, dando a sua vida para semear os ideais republicanos.

Se você caro leitor observar atentamente na pintura do quadro da Proclamação da República, mostra o Marechal Deodoro em seu cavalo (não é o cavalo branco de Napoleão!) com o boné erguido e com a espada levantada! Isso te lembra alguém? Dom Pedro I no quadro da Proclamação da Independência, não é mera coincidência? Mas me diga uma coisa, cadê o povo nestes quadros? Cadê os cidadãos? Não é data em que honramos os feitos heróicos da nação?

Nosso Marechal em questão tentou dar um golpe na mesma República que ele mesmo “proclamou”, censurou a imprensa, fechou o congresso e por fim renunciou.

Acho que chega por hoje não é mesmo? É muita hipocrisia, muita mentira num acontecimento só! Vamos construir uma nova história, nós que dizemos amar nosso país temos por obrigação rever os fatos e desmascarar estas farsas que até hoje foi nos imposta pelo sistema dominador positivista, abaixo a alienação e vamos nos tornar agentes transformadores de uma nova sociedade mais justa e fraterna para todos!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Quem está disposto a repartir o pão?

Adriano Couto

É freqüente alguém tocar a campainha de nossa casa para pedir algum auxílio, uma peça de roupa, um litro de leite e, Às vezes aquele inevitável “pão velho”. Confesso que me sinto muito mal nesses momentos. Primeiro, porque me parece humilhante alguém ter de pedir comida para sobreviver e isto num país como o Brasil. Segundo, porque me parece algo próximo à perda da dignidade se contentar com “pão velho”. As pessoas têm o direito, antes de qualquer julgamento, de comer o pão novo de cada dia, como pedimos na oração de Jesus. E não há nenhuma lei humana, a meu ver, que possa contestar este direito humano básico fundamental para a sua sobrevivência.
O próprio Jesus entrou em conflito com os fariseus e escribas ao concordar que seus discípulos, com fome ao passar pelos campos colhessem espigas para se alimentar (Marcos 2, 23-28; Mateus 12,1-8).
Na oração do Pai Nosso, quando pedimos pelo pão de cada dia,significa que somos desafiados a lutar pelo pão nosso, o que inclui o pão de nossos vizinhos, amigos e mesmo vizinhos, a deixar o nosso comodismo e lutar por uma sociedade mais justa e fraterna em vez de ficarmos indiferentes ao sofrimento do próximo e neste ano temos a oportunidade para esta transformação, pois é ano eleitoral, os palanques estarão repletos de demagogia barata cada qual apresentado à solução mágica para os problemas sociais. Apesar de nos últimos anos nosso país ter avançado muito no aspecto social, a renda ainda é muito mal distribuída, quase toda a riqueza fica concentrada nas mãos dos poderosos, enquanto a maioria da população tem que sobreviver com migalhas. Compete a nós sermos agentes transformadores neste processo, exercendo a cidadania, votando naqueles candidatos que realmente estão comprometidos a lutar pelos menos favorecidos e não pelos interesses da burguesia. Numa canção pouco conhecida do Pr. Sílvio Meincke diz assim: “Ao rezar o Pai Nosso, amigo, oração que Cristo ensinou, você lembra o irmão sem abrigo, que na terra não achou. Do caboclo, posseiro, migrante que sem terra na vida ficou, enxotado, expulso, errante, toda a vida com terra sonhou. Se a terra pertence a Deus, como ele mesmo ensinou, reparti-la com todos os seus, do princípio ao fim desejou.”
Pense nisto! Reflita! De que maneira tu podes ser um agente transformador em tua comunidade?

Apedrejamento no Irã- Onde as trevas e a ignorância imperam

25 pessoas aguardam execução por apedrejamento no Irã, estima ONG

SÃO PAULO - Além de Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, condenada à morte acusada de adultério e por supostamente conspirar para o homicídio do marido, outras 25 pessoas, entre homens e mulheres, aguardam pena de morte por apedrejamento no Irã, segundo o Comitê Internacional Contra Apedrejamento, ONG que monitora execuções deste tipo na República Islâmica.

Segundo a ativista iraniana Mina Ahadi, coordenadora do comitê, podem haver 50 pessoas esperando serem apedrejadas no país. Segundo outra ONG, a Campanha Global pelo Fim da Morte de Mulheres por Apedrejamento (SKSW Campaign, na sigla em inglês), desde 2006, sete pessoas morreram deste modo no país.

O sistema judiciário iraniano considera ilegal que cidadãos monitorem suas ações. Por isso, organizações de direitos humanos têm dificuldade em saber quantas pessoas estão atualmente esperando a sentença de apedrejamento, e quantas morreram desse modo nos últimos anos.

Além disso, para não despertar protestos, o Judiciário executa os condenados em segredo, em locais remotos ou mesmo nas prisões. Em alguns casos, os corpos nem mesmo são retornados às famílias.

Este tipo de sentença não é compatível com a cultura do Irã, cuja população condena essas execuções, dizem as ONGs. Segundo Ahadi, no passado os apedrejamentos eram públicos, mas nos últimos anos essa prática se tornou velada. A ativista conta que haviam casos em que as pessoas presentes na execução pegavam pedras do chão e as jogavam contra as autoridades do governo e autoridades religiosas presentes.

O próprio termo "apedrejamento" é proibido na imprensa iraniana, para evitar protestos. O caso de Sakineh só veio à tona no país depois que ganhou repercussão na comunidade internacional. Seu advogado, Mohammad Mostafaei, escreveu um artigo em seu blog clamando pela vida da cliente. Dias depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu o Brasil como 'asilo humanitário' para a iraniana, o que foi descartado pelo governo.

Onde é aplicada
O apedrejamento está previsto na lei islâmica, a Sharia, para punir tanto mulheres como homens adúlteros e homossexuais. Alguns países muçulmanos, como o Irã, o Sudão e a Nigéria instituíram esta visão radical do Islã em seu sistema judicial. A prática resiste também no Afeganistão e no Paquistão, que já aboliram esta pena.

Nesses países, a pena é raramente aplicada pelo Estado, o que não significa que pessoas não sejam apedrejadas até a morte. Encorajadas pela Sharia, comunidades aplicam o apedrejamento como uma forma de fazer justiça com as próprias mãos, e mulheres que, ao contrário de Sakineh, não tiveram sequer um julgamento, morrem em silêncio, muitas vezes pelas mãos dos homens da própria família.

A pena de morte por apedrejamento voltou a ser imposta no Irã após a Revolução Iraniana de 1979, quando o país passou a ter um regime teocrático islâmico. Desde então, 109 pessoas morreram apedrejadas, segundo o Comitê Internacional Contra Apedrejamento. Mesmo que o judiciário iraniano regularmente suspenda as execuções por apedrejamento, frequentemente os condenados são executados de outras maneiras, como na forca.

Dificuldades legais
As mulheres são mais propensas a ser acusadas de adultério no Irã porque elas não podem requerer o divórcio, ao contrário de seus maridos, que podem o fazer quando estiverem insatisfeitos. Além do homem ter o direito de se casar com cinco mulheres, ele também pode manter relações sexuais com uma mulher solteira por meio do "casamento temporário".

Essa opção legal não existe para as mulheres, que só podem ter relações dentro do casamento, mesmo após a morte de seu marido. Assim, se uma mulher se relacionar com outro homem, e ainda não for casada com ele, mesmo sendo viúva, como Sakineh, estará cometendo o crime de adultério.

As mulheres também são desfavorecidas na própria aplicação da pena. Em alguns casos, se o condenado a apedrejamento conseguir escapar durante a execução da sentença, pode ser libertado. No entanto, o artigo 102 do Código Penal Islâmico iraniano determina que os homens que serão apedrejados devem ser enterrados até a cintura, ao passo que as mulheres devem ser cobertas até a altura do peito, o que dificulta a sua fuga.

Segundo o artigo 106 do código, as pedras não podem ser grandes o suficiente para matarem a pessoa em um ou dois golpes, nem muito pequenas.

Enfrentar a Justiça é outro desafio para as mulheres iranianas. Em Estados onde o apedrejamento é previsto na lei, o adultério precisa ser provado na corte por quatro testemunhas oculares apenas homens ou três homens e duas mulheres. O crime também pode ser provado por meio de quatro confissões separadas do acusado perante o juiz.

O artigo 105 da lei iraniana, no entanto, prevê que uma pessoa pode ser condenada por adultério com base na "intuição" ou "conhecimento" do magistrado responsável pelo caso, o que dá brecha para julgamentos arbitrários. Sakineh foi condenada por adultério com base no "conhecimento" de três juízes.

O que diz o Corão
Apesar de não haver menção ao apedrejamento no Alcorão - que estipula a pena de cem chibatadas ou de prisão perpétua para adúlteros - defensores deste tipo de condenação afirmam que ela está no Hadith, uma compilação sagrada de leis, lendas e histórias sobre Maomé e, por isso, faz parte da Sharia, a lei muçulmana.

No entanto, não há consenso na comunidade islâmica sobre a validade da prática do apedrejamento. Em 2002, o então chefe do Judiciário iraniano, o aiatolá Mahmoud Hashemi-Shahroudi, ordenou a suspensão das execuções por apedrejamento. Contudo, juízes locais ainda podem ordenar apedrejamentos, enquanto as leis não forem integradas.

Arícia Martins - estadão.com.br


Fonte: Blog Escritura em Foco

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Recado aos gananciosos capitalistas opressores

“pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar;
por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.
Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição,
pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males.” (1 Tm 6, 7-10)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Os Fenícios No Brasil

Marcos Clayton Assis Sodré


Este trabalho não tem cunho acadêmico. Sua elaboração se deu no primeiro período do curso de História sem que houvesse uma preocupação rigorosa com fontes e/ou documentos. Cabe ressaltar que não há evidências históricas, impíricas ou documentais suficientes para comprovar esta hipótese; portanto, trata-se de um debate e algo a ser explorado.
“Um imenso bloco de granito que surge abruptamente no mar”. Esta é a descrição mais simples e mais sintética da Pedra da Gávea, que recebeu este nome dos portugueses na descoberta do Brasil; uma montanha de 842 mts acima do nível do mar, que impressiona muito, tanto por sua imponência, como por sua estranha beleza e sua forma parecida com uma grande bigorna que do lado esquerdo parece com uma face humana com barbas.
A Pedra da Gávea é um dos pontos mais exuberantes e misteriosos da cidade do Rio de Janeiro; é o maior monolito a beira mar do planeta, formado por dois tipos de rochas distintas: a base de gnaisse e o topo de granito. Com uma localização privilegiada à beira mar, no bairro de São Conrado, encanta moradores e visitantes; no entanto, vem a algum tempo intrigando seus observadores mais atentos, assim como a estudiosos e cientistas, por alguns detalhes que a Pedra apresenta. Por conta disso, algumas teorias e expedições foram organizadas na tentativa de desvendar os mistérios da montanha. O que em todos os resultados me faz acreditar ter sido ela “um templo fenício”. Talvez não haja no Brasil uma montanha cercada de tantas lendas e mistérios.
Eu já havia ouvido falar na possível presença dos fenícios no Brasil, sobretudo no Rio de Janeiro e ao receber a incumbência de produzir um trabalho científico sobre algum tema, elegi a estada dos fenícios na cidade maravilhosa, e especificamente na Pedra da Gávea como minha afirmativa.
A Pedra da Gávea apresenta além de seu formato inusitado, que lembra em muito um homem com barbas, várias inscrições que, depois de alguns estudos, soube-se que se trata de inscrições fenícias. D. João VI já havia recebido de um religioso, um relatório que citava os caracteres como sendo idiomáticos e do tempo do descobrimento do Brasil, por isso de relevada importância; mais tarde essas inscrições chamaram a atenção também de seu filho, o Imperador D. Pedro I.
Um sábio cientista amazonense chamado Bernardo da Silva Ramos publicou um livro que veio aclarar, em muito os arcanos pelos quais a Pedra da Gávea encontra-se envolta. O livro Inscrições e Tradições da América Pré-Histórica, especialmente do Brasil, publicado em dois volumes e com 1.100 páginas, reproduzia as inscrições encontradas em todo Brasil; inscrições que pela apreciação, se mostraram repletas de caracteres fenícios, gregos, árabes e até chineses. Os fenícios se estabeleceram em nosso país de maneira ostensiva e deixaram marcas por todos os lugares. O pesquisador alemão Ludwig Shwennhagen, diz que os fenícios estiveram no Brasil por pelo menos 800 anos, no mínimo.
Outro que se dedicou a elucidar os mistérios da Pedra da Gávea, antes mesmo de Bernardo Ramos, foi o Prof. Henrique José de Souza, fundador do movimento eubiótico, ele revelou com minudência, a função e o simbolismo da montanha, mostrando o formato da esfinge que fora esculpida pelos fenícios, retratando um touro alado e coroado, figura conhecida na arte antiga, decorrente dos povos do Oriente Médio e Mesopotâmia, e ainda desvendando toda a história que deu origem ao monumento e à própria presença dos fenícios no Brasil.
Bernardo da Silva Ramos publicou também no seu livro, a correspondência entre o alfabeto fenício e o hebraico, o que possibilitou a tradução de algumas inscrições da Pedra da Gávea, confirmando que os fenícios estiveram lá. Diante de tais fatos e de opiniões tão abalizadas e respaldadas, é difícil não acreditar que o Brasil tenha sido descoberto pelos fenícios.

Há algumas inscrições fenícias na Pedra da Gávea, transcritas no livro de Bernardo Ramos.
Na primeira fileira, como as letras estão dispostas na Pedra. Abaixo, os caracteres isolados. Em seguida, a tradução para o hebraico e a transliteração para o português. Essa tradução foi posteriormente revisada pelo prof. Henrique de Souza para: “TYRO PHENICIA, JETHBAAL, PRIMOGÊNITO DE BADEZIR.”
Segundo o Prof. Henrique José de Souza, um rei fenício chamado Badezir, que viveu cerca de 800 a.C. dirigiu-se para o Brasil depois de ser expulso da Fenícia, por um conluio entre as castas militar e religiosa, juntamente com dois de seus filhos (gêmeos) e uma frota de sacerdotes, escravos, soldados, gente do povo, e militares que foram expulsos por permanecerem fiéis a ele, e 222 seguidores que representavam a elite do povo fenício. Para o Prof. Henrique, o Brasil já era um local há muito conhecido pelos fenícios. O próprio nome “Brasil” seria derivado de “Badezir”.
Foram encontradas na Pedra da Gávea inscrições que fazem menção ao nome do rei Badezir e de seu pai; no topo da “cabeça” podem ser encontradas inscrições que representam serpentes, raios de sol, entre outras; inscrições que eram constantes nas escritas pré-históricas.
Mais uma prova da presença fenícia no Rio de Janeiro serra que, em 1982, um arqueólogo americano chamado Robert Frank Marx, que se interessava em encontrar provas de navegação pré-colombiana dentro do Brasil, iniciou uma série de mergulhos na baía de Guanabara, e encontrou 3 (três) vasos de cerâmica de origem fenícia, dos quais 2 (dois) foram entregues à Marinha e 1 (um) ficou com o mergulhador José Roberto Teixeira, que o acompanhava.
As marcas deixadas pelos fenícios também foram encontradas em outras partes do Brasil; no Piauí por exemplo, foram encontrados em um lago, estaleiros fenícios e um porto. No Maranhão, o pesquisador Raimundo Lopes fez algumas escavações na década de 20 no lago Pensiva, onde encontrou alguns objetos fenícios. Um pesquisador francês chamado Apollinaire Frot encontrou inscrições fenícias em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia; segundo ele, são tantas inscrições que “ocupariam vários volumes se fossem publicados”. No Nordeste ainda hoje pode-se encontrar resquícios de canais de irrigação e monumentos como “A Galinha Choca”, na entrada de Fortaleza.
Na época dos fenícios a Pedra da Gávea teria sido um grande Templo, esculpido interiormente e formado por grandes salões que se comunicavam, como ainda acontece, com a praia rochosa situada abaixo da Pedra, e com uma infindável rede de comunicação. Nesse Templo foram encontrados os corpos mumificados dos filhos gêmeos do rei Badezir. Infelizmente a entrada para o local onde as múmias estavam, foi encontrada uma única vez.
Uma equipe de parapsicólogos descreveu o interior da Pedra como sendo oca, com túneis, câmaras e túmulos. Em sua face oeste pode-se observar uma reentrância na rocha, com as dimensões de 15 metros de altura e 7 metros de largura. A pedra também era usada como mirante, daí vem o nome “Gávea” que significa Mirante dos Navios.
A origem do povo libanês remonta a cerca de 3.500 anos antes do nascimento de Cristo, quando os cananeus vieram da Mesopotâmia (atual Iraque) para se estabelecer na atual costa libanesa. Foi o início da civilização Fenícia, notória pela habilidade no comércio e nas grandes navegações. A florescente atividade econômica fez dos fenícios uma potência comercial no Mediterrâneo, com suas poderosas cidades-estados de Byblos, Beirute, Sidon, Tiro (no atual Líbano) Arvad, Ugarit (na Síria) e Cartago (na Tunísia). Seu legado é notável: inventaram e difundiram o alfabeto que deu origem ao alfabeto moderno e também foram os primeiros a fabricar o vidro.
A Fenícia não tinha um governo unificado, era constituída por cidades-Estados, cada qual com seu governante; algumas adotavam a Monarquia Hereditária, outras eram governadas por um conselho de Anciãos, formado por grandes comerciantes, donos de terras e armadores. As cidades-Estados disputavam entre si e com outros povos, o controle das principais rotas comerciais. Viviam da pesca e da agricultura, mas quando a produção passou a não acompanhar o crescimento da população, resolveram partir para outras atividades, entre elas o artesanato e o comércio. Para obter matérias-primas e conseguir vender sua produção, voltaram-se para o comércio marítimo, que se transformou na principal atividade econômica.
Os fenícios não eram guerreiros e não pretendiam conquistar terras, tinham apenas a intenção de abrir novos entrepostos comercias, intenção que os fez tornarem-se exímios navegadores. Eles visitaram com suas numerosas frotas de navios toda a orla mediterrânea da Europa, a costa sententrional da África, penetraram no Mar Negro, e ultrapassaram o Mediterrâneo alcançando a costa africana do Atlântico e atravessaram o Atlântico para visitar o chamado “Novo Continente”.
Alexandre Magno destruiu a metrópole da Fenícia , a cidade de Tiro, em 332 a.C. e até esta data foi constante as relações comercias entre a Fenícia (atual Síria) e o Brasil; nessa época foram escritos os letreiros que ainda hoje podem ser encontrados na Pedra da Gávea e em outros pontos do país.
O escritor grego chamado Diodoro (da Sicília) que publicou uma coleção de 45 livros sobre a história universal, descreve nos capítulos 19 e 20 do 5° livro, a primeira viagem dos fenícios ao Brasil; segundo ele, saiu da costa da África, próximo à Dacar, uma frota fenícia que atravessou a costa do Oceano Atlântico no rumo do Sudoeste. Assim conta Diodoro a viagem dos fenícios: “Os navios andavam para o Sul, ao longo da costa da África, mas, subitamente, perderam a vista do continente e uma violenta tempestade levou-os ao alto mar. Ali, perseguindo as mesmas correntezas, descobriram eles uma grande ilha, com praias lindas, com rios navegáveis, com muitas serras no interior, cobertas por imensas florestas, com um clima ameno, abundante em frutas, caça e peixe, e com uma população pacífica e inteligente”. Assim se deu “a descoberta do Brasil”
Muito tempo após o que foi relatado acima, um rei fenício chamado Badezir, aportou em terras brasileiras, ele foi deposto do seu reino e expulso da Fenícia, com dois de seus filhos, além de escravos, militares e outros. O rei Badezir estabeleceu seu reino aqui e dividiu o Brasil em duas partes: da região que hoje compreende do Amazonas a Bahia para Badezir “representando a parte material”; da Bahia ao Rio Grande do Sul para Yet-Baal, “representando a parte espiritual”. Mas, os promissores dias do Império de Badezir e Yet-Baal no Brasil tinham os dias contados... Uma lenda árabe, citada por Gustavo Barroso, fala que na entrada de uma baía num continente no Sul, havia uma grande mole de pedra chamada MANO SATANAS, que o Prof. Henrique José de Souza identificou como sendo o famoso morro do Pão de Açúcar, que fica justamente na entrada da barra da baía de Guanabara. Para quem deseja atravessar a água entre as duas porções de terra que correspondem hoje a Rio e Niterói, este local é o mais próximo. Como entrada da baía é um local de grande profundidade, águas escuras, e intensas correntes marinhas; em uma de suas travessias, a barquinha que conduzia os Gêmeos, que eram considerados seres divinos, juntamente com o casal de escravos núbios que os acompanhavam, vindo seus ocupantes a morrer por afogamento.Os corpos dos irmãos, foram levados para o interior da Pedra da Gávea. Transformava-se o Divino Templo em triste túmulo...
O Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA descreve num impressionante relato, desconhecido para o vulgo, o interior da Pedra da Gávea: “Duas múmias, colocadas uma junto à outra sobre uma mesa de pedra; nos pés também se acham duas outras, dos dois escravos núbios, (...) sendo que na cabeceira se encontram dois jarrões contendo flores em parafina, etc. e dos lados, em dois vasos canópicos, como outrora nos túmulos faraônicos do velho Egito, os manes das duas referidas múmias... E mais adiante, depois de uma rampa que vai dar ao mar, pela parte traseira da mesma Pedra, como esfinge fenícia que é – uma barquinha de teto esmaltado de azul, movida por uma roda que ia ter à pequena hélice na popa, sendo acionada pelo referido escravo núbio. A escrava morreu alguns anos depois.” Acrescenta o Professor Henrique: “Badezir acorreu com Baal-Zin e um mago, chegando muitos dias
depois. Morreu pouco tempo depois, pedindo ao sacerdote que o mumificasse, deixando-o ao lado de seus filhos, na Pedra da Gávea, por sete anos, e que depois o transferisse para certa região do Amazonas, num santuário oculto pelas selvas .
São muitas as correntes que não acreditam que as inscrições na Pedra da Gávea tenham suas origens nos fenícios, e até mesmo desacreditam que eles estiveram por aqui. O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro fez uma expedição à montanha em 23 de março de 1839 e o resultado da expedição assegurava que as inscrições na Pedra eram meramente resultado da ação da natureza e que antes de Cabral, ninguém havia passado pelas terras brasileiras. O instituto de arqueologia brasileira no ano de 1961 promoveu um trabalho arqueológico considerado sério na Pedra da Gávea, levando 13 pesquisadores sob o comando do presidente da instituição, o Prof. Claro Calazans Rodrigues, e descartaram qualquer hipótese da presença dos fenícios.
Em 1931 foi organizada uma expedição em busca do túmulo de um rei fenício que teria desaparecido em 850 a.C. Foram realizadas algumas escavações, no entanto, sem nenhum resultado.
Repórteres do jornal O GLOBO acompanharam uma expedição de cientistas da UFRJ e da UERJ e publicaram uma matéria que mostrava o resultado da expedição. Com um GPR (radar de penetração no solo) que tem a capacidade de “enxergar” através da rocha, eles afirmaram não ter visto nada além da rocha maciça, o que “derruba” a hipótese de a Pedra da Gávea ter sido a tumba do rei Badezir.
“As tais inscrições não passam de falhas geológicas. Com as intempéries, os minérios mais sensíveis gastam e o resultado ficou com a aparência de inscrições” - afirmou o geólogo Marco André Malmann Medeiros, da Uerj.
“Ainda não há prova científica da vinda dos fenícios ao Brasil. Nem no Rio, nem em outro estado” - afirmou o professor Francisco Otávio da Silva Bezerra, antropólogo cultural e um dos fundadores do Centro Brasileiro de Arqueologia.
“Os dados obtidos não mostram nada além da rocha maciça” – Disse a geofísica Paula Ferrúcio, professora da UFRJ.
Partindo do princípio de que o Brasil já havia sido descoberto pelos fenícios antes de Cabral, o carnavalesco Max Lopes da escola de samba carioca Estação Primeira da Mangueira, levou para a Avenida no carnaval de 2001 o enredo: “No embalo dos fenícios” que contava a história do comércio, partindo da Fenícia até chegar na Mangueira.
Reprodução de moeda fenícia mostrando o que parece ser um mapa-múndi com todos os continentes conhecidos atualmente, inclusive a América.

Apesar de muitas correntes não aceitarem a presença dos fenícios por aqui, as provas de que ela ocorreu são inúmeras. Inscrições com características fenícias em rochas em todo o Brasil, a tradução de algumas delas, os vasos de cerâmica encontrados na baía de Guanabara, e a afirmação de abalizados pesquisadores do assunto nos fazem ao menos pensar.
A revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, na folha 66 do primeiro volume traz a seguinte carta: “Em uma das montanhas do litoral do Rio de Janeiro, ao sul da Barra, há uma inscrição em caracteres fenícios, já muito destruídos pelo tempo e que revelam antiguidade. Essa inscrição foi vista e observada por um conhecedor das línguas orientais que, ao vê-la, concluiu que o Brasil tinha sido visitado por nações conhecedoras da navegação que aqui estiveram antes dos portugueses”.

ATENÇÃO

Este trabalho não tem cunho acadêmico. Sua elaboração se deu no primeiro período do curso de História sem que houvesse uma preocupação rigorosa com fontes e/ou documentos. Cabe ressaltar que não há evidências históricas, impíricas ou documentais suficientes para comprovar esta hipótese; portanto, trata-se de um debate e algo a ser explorado.

BIBLIOGRAFIA

site: www.novolibano.com.br
site: www.vidhya-virtual.com
Fragmentos da matéria publicada no jornal O GLOBO de 06 de agosto de 2000.

Livro Inscrições e Tradições da América Pré-Histórica, especialmente do Brasil – Bernardo Ramos.

GLOSSÁRIO

Bigorna : Peça de ferro, com o corpo central quadrangular e as extremidades em ponta geralmente cônica, sobre a qual se malham e amoldam metais.
Monólito : 1- Pedra de grandes dimensões 2 – Monumento feito de um só bloco de pedra.
Gnaisse : Rocha laminada, cristalina, de composição mineralógica muito
variável.
Granito : Rocha granular caracterizada essencialmente por quartzo e um feldspato alcalino.
Aclarar : Esclarecer; Elucidar.
Arcanos: Mistérios.
Minudência : Pormenor; Particularidade.
Esfinge : Monstro mitológico.
Conluio : Trama.
Castas : Camada social hereditária, cujos membros são da mesma raça, etnia, religião ou profissão, e se casam entre si.
Vulgo : O Povo; A Plebe.


Fonte: Site Artigonal

Fenícios, descobridores e colonizadores do Brasil.

Ricardo Augusto Bezerra Tiné


Milhares de obras já foram escritas apresentando a tese de que os pré-egípicios teriam saído da América do Sul, e que foi também aqui o berço da civilização européia. Frequentemente vemos surgirem aqui e ali indícios que reavivam esta tese, seja devido à escavações, quando se descobrem prováveis cidades soterradas, túneis e cavernas com objetos de origem antiga, ou inscrições petroglíficas.
O Brasil tem sido, talvez, o menos estudado em assuntos arqueológicos ou, exporadicamente, um cientista estrangeiro descobre um indício e chama nossa atenção.
Mas ultimamente tem sido despertada a consciência dos brasileiros para a necessidade de conhecer melhor a sua terra, a sua origem. O dizer-se que os´nativos brasileiros nasceram autóctones há 50 ou 100 mil anos é teoria já não muito aceita, ou dizer-se que os primeiros habitantes da terra surgiram na África ou na Ásia, e um pouco no Brasil, é assunto para estudar-se com maior profundidade. Mas o afirmar-se que os primeiros brasileiros emigraram do lendário continente Atlântida, via Venezuela, ou chegaram em pirogas, ou desceram os Andes, ou são pré-egípicios, ou grande parte descende dos Fenícios, ou por que nossos nativos possuem uma memória do dilúvio, é assunto para estudar-se mais ainda. A história existe, mas ela é também uma teoria que poderá ser ampliada ou renegada algumas de suas verdades. As teorias e verdades aristotélicas dominaram a civilização durante mais de 1000 anos, e tentando reformular essas verdades, muitos cientistas moreram em fogueiras, quando os senhores da verdade oficial (igreja católica) achavam que a nova verdade poria em perigo sua hegemonia sobre os homens. Se tivermo que amanhã reformular a história brasileira, por que não o fazemos, a bem da verdade ?
Se aqui e ali aparecem indícios que os Fenícios descobriram e colonizaram parte do Brasil há 3 000 anos antes da era cristã, estudemos os indícios, os sinais de sua passagem, as escritas cuneiformes, as inscrições petroglíficas, a mão vermelha que alguém deixou na pedra ou a marca noutra pedra que deixaram para indicar que por aqui passaram outros.
A obra que ora apresentamos, Antiga História do Brasil, (de 1100 A.C. a 1500 D.C.) de Ludwig Schwennhagen, é um desafio aos arqueólogos, geógrafos, aos antropólogos, filólogos, etimólogos, indianistas e outros, para que estudem e espliquem melhor a sua terra , a sua gente e suas heranças remotas.
Ao tomar o leitor este livro às mãos, por certo se fará perguntas que talvez nunca tenha ouvido, como por exemplo: Foi Pedro Álvares Cabral quem descobriu o Brasil em 1500 D.C. ou navegadores Fenícios em 1100 A.C. ? Cabral o terá descoberto por acaso como narram os compêndios de história, ou ele já conhecia detalhadamente a descrição feita pelo historiador grego Diodoro, no século I antes de cristo, na sua história universal ? Ou teria Cabral em mãos a carta de navegação, descrevendo as costas do Brasil, confeccionada por Toscanelli, a mando de Fernando Teles, em 1473 ? Onde fica a lendária Insula Septem Civitatum, ou ilha das sete cidades, que os romanos tanto buscaram e já aparecia a sua descrição em latim numa crônica de Porto- Cale (Pôrto), em 740 D.C. como sendo um novo Éden, a ilha dos sete povos, onde existiam ouro e muitas outras riquezas? Ficaria nos Açores, na ilha da madeira, mas antilhas ou nas costas do Piaui, no Brasil ? Quais os primeiros mineradores que exploraram ouro e pedras preciosas no Brasil ? Os Portuguêses ou engenheiros Egípcios ? Buscavam apenas ouro e metais preciosos ou também salitre para o embalsamamento de seus mortos ? Ou engenheiros mandados pelo rei Davi e Salomão, em aliança com o rei Hirã nos anos 991 a 960 A.C. ? Quem primeiro oficiou funções religiosas aos nativos brasileiros ? Henrique de Coimbra ou sacerdotes da ordem dos Magos da Caldea, da Suméria ou da Mesopotâmia? Foram os portugueses os primeiro a exportar o pau Brasil ? Mas se na memória de Georg Fournier, da marinha francêsa, não consta que os Bretões e Normandos já traficavam com os nativos do Rio São Francisco, que lhes vendia o Pau Brasil ?
Em maio de 1968 lemos no jornal O Dia, do Rio de Janeiro, uma notícia vinda dos EUA, acompanhada da reprodução de um quadro de símbolos; dizia o texto: "Encontrados na Paraíba e levados para Walthan, em Massachustes, estes símbolos foram estudados durante quase 100 anos. Finalmente o professor Cyrus Gordon, especialista em assuntos mediterrâneos, conseguiu decifrá-los. Indicam que os Fenícios estiveram nas terras que hoje formam nosso país, pelo menos doi mil anos antes de Cristovam Colombo descobrir a América e Cabral chegar ao Brasil".

Vejamos o que traduziu o professor Cyrus Gordon dos símbolos encontrados na Paraíba:

"Somos filhos de Canaã, de Sidon, a cidade do rei. O comércio nos troxe a esta distante praia, uma terra de montanhas. Sacrificamos um jovem aos Deuses e Deusas exaltados no ano 19 de Hirã, nosso poderoso rei. Embarcamos em Ezion-Geber no mar vermelho, e viajamos com dez navios. Permanecemos no mar juntos por dois anos, em volta da terra pertencente a Ham (África), mas fomos separados por uma tempestade e nos afastamos de nossos companheiros e assim aportamos aqui, 12 homens e 3 mulheres, numa nova praia, que eu, o almirante, controlo. Mas auspiciosamente possam os exaltados deuses e deusas intercederem em nosso favor ".

O nosso grande historiador e arqueólogo Bernardo de Azevedo da Silva Ramos, amazonense, chegou a juntar cópias de 3000 letreiros e inscrições encontrados no Brasil e em outros países americanos, e aponta semelhanças com inscrições encontradas em outros países do velho mundo. Bernardo Ramos esteve na pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, estudou a inscrição ali encontrada, afirmou ser de caracteres Fenícios e traduziu-as:

"Tiro, Fenícia, Bedezir primogênito de Jethabaal".

Essas inscrições foram encontradas em 1836, no pico dessa montanha, a uma altitude de 840 metros, e mede cada uma três metros. Bedezir reinou na Fenícia de 855 a 850a.c. Como seu pai reinara em 887 a 856 , pode-se concluir que a inscrição teria sido gravada entre os anos 887 a 850a.c. e provaria a evidência de que os Fenícios já antes da era cristã teriam estendido suas expedições à América do Sul, e essas inscrições teriam o intuito de imortalizar a glória do nome Fenício, além da simples demarcação das entradas ao interior do Brasil.........


Fonte: Blog Café História

sábado, 14 de agosto de 2010

Vai tchutchuca!

Adriano Couto

Em outra ocasião postei um artigo através do qual falei sobre a influência da música entre os adolescentes, fazendo um comparativo que outrora as mulheres eram chamadas de coisa mais linda, cheia de graça, atualmente são conhecidas por tchutchucas, cachorras, piranhas e etc. Esses são alguns dos rótulos que a turma do funk deu a nossas meninas. E sabe o que é pior, elas ainda obedecem aos comandos que as desmerecem. Há uma crise de identidade no meio das mulheres, pois elas já não gostam de ser chamadas de princesas, lindas, gatas e outros elogios piegas. O lance é ser chamado de vadia, popozuda, safada e outros apelidos depreciativos.

Nos bailes, o pancadão rola e os MC’s falam o que querem das mulheres. Pior, as próprias mulheres do funk não se dão o respeito. Veja só esse trecho de um funk cantado por um grupo de mulheres:

“Eu vou pro baile, eu vou pro baile
Sem, sem calcinha
Agora eu sou piranha e ninguém vai me segurar
Daquele jeito!”


Gente é exatamente isso que elas cantam. E com orgulho. A declaração soa como um grito de libertação, mas na verdade é um grito de desvalorização. Não podemos concordar que chamem nossas meninas de cachorras e etc... Precisamos assumir uma postura de defendê-las e assim gerar uma resistência aos que insistem em minimizar a mulher e torná-la um simples objeto sexual.

Não estou aqui apregoando moral, mas creio que tem que haver pelo menos o mínimo de decência, pois crianças são expostas a esta pornografia escancarada, explícita. As pessoas nem mais percebem o que ouvem e o que cantam! Perderam completamente o senso estético, ético, moral, comunitário, sem falar que estas músicas são de uma pobreza cultural sem precedentes.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ração de cachorro e o salário dos trabalhadores

Adriano Couto

A declaração do goleiro Felipe do Santos Futebol Clube, está causando polêmica, o qual via twitcam, respondendo uma provocação de um torcedor, o mesmo dispara:
Aí fera… aí… cadê… aí fera… o que eu gasto com o meu cachorro de ração é o teu salário por mês. Então não f…” Fico profundamente indignado com a arrogância e prepotência deste atleta, fico me questionando a respeito dos salários astronômicos que jogadores de futebol ganham sem o mínimo esforço para isto, enquanto milhares de trabalhadores têm de sobreviver com salário miserável para sustentar suas famílias.
Essa é a inversão de valores em nosso país! Um semi-analfabeto, que ganha rios de dinheiro para jogar futebol, não tem controle emocional e nem um mínimo de inteligência para responder a um torcedor de sue time, em contrapartida um professor para concluir seus estudos gasta muito além de suas possibilidades e não é reconhecido e nem valorizado, ganhando salários medíocres.
Não sou contra o futebol, longe disto, pois sou torcedor também, mas creio que deveriam existir leis que regulamentassem os salários dos jogadores de futebol (parece utópico), pois os mesmos em sua maioria nem chegaram a sequer concluir o ensino médio, muitos foram péssimos alunos e o pior que servem de estimulo para muitos jovens que em vez de estudarem, matam aulas para jogar futebol e como nesta profissão não é qualquer um que alcança o almejado sucesso, então muitos deles ficam por aí, desempregados e sem qualificação para o mercado de trabalho, pois trocaram a sala de aula pelas “peladas”.
Muitos desses “meninos prodígios” do futebol, são oriundos de famílias humildes, passaram pelas mais diversas privações que um ser humano pode sofrer então os mesmos, ficam vislumbrados com os holofotes, a mídia, o sucesso, a fama, dinheiro, não se tem maturidade psicológica para lidar com estas situações, por isso muitos botam tudo que ganham fora com farras, orgias ou acabam se metendo em escândalos como este, existe muitos casos que conhecemos em que atletas perderam tudo que tinham por agirem desta forma e a mídia muitas vezes é culpada por ficar enchendo a bola dessa gente que pensam que estão acima do bem e do mal.
Um trabalhador literalmente mendiga o seu pão de cada dia durante uma vida toda, aposenta-se com um salário miserável, não chega a ganhar o equivalente a 1% da renda dos “astros da bola” passando todas as necessidades possíveis enquanto um medíocre ganha milhões e esnoba as pessoas humildes. Tem que haver uma justa distribuição de renda, não são todos os jogadores que tem este tipo de comportamento, mas estes são pessoas que em nada acrescentam a nossa sociedade, é um desrespeito ao torcedor que paga caro pelo ingresso nos estádios onde muitas vezes ocorrem brigas, mortes por causa dos clubes, dos “ídolos” enquanto os jogadores nem se importam, vão para os bares encherem a cara e depositar seus milhões no banco.
É a legítima máxima que o povão fala “quem nunca comeu mel quando come se lambuza” ou será ração de cachorro???

Cientistas afirmam que não existe um “gene gay”

Uma equipe da Universidade de Illinois, que analisou todo o genoma humano, afirma que não existe um “gene gay”.
Num artigo publicado no jornal Human Genetics, eles disseram que fatores ambientais também podem estar envolvidos.
As conclusões incendeiam o debate sobre se a orientação sexual é uma questão de escolha.
Cromossomo
Segundo o chefe da equipe de pesquisadores, Brian Mustanski, boa parte das pesquisas anteriores sobre homossexualidade masculina se concentrou apenas no cromossomo X, passado para meninos por suas mães.
Os cientistas examinaram 22 pares de cromossomos não-sexuais de 456 pessoas, todas parte de 146 famílias com dois ou mais irmãos gays.
Eles encontraram diversos pedaços idênticos de DNA compartilhados por irmãos gays em outros cromossomos que não apenas o X.
Cerca de 60% desses irmãos compartilhavam DNA idêntico em três cromossomos.
“Nosso estudo ajuda a estabelecer que genes desempenham um papel importante em determinar se um homem é hetero ou homossexual”, disse, acrescentando que outros fatores também são importantes.
“A melhor suposição é que genes múltiplos, potencialmente interagindo com influências ambientais, explicam diferenças em orientação sexual.”
Alan Wardle, do grupo ativista gay Stonewall, disse: “É um estudo interessante que contribui para o debate”.
“Independentemente de a orientação sexual ser determinada pela natureza, pela criação ou pelos dois, a coisa mais importante é que gays e lésbicas sejam tratados com igualdade e possam viver sem sofrer discriminação”, afirmou ele.
Mustanski disse que o próximo passo será tentar confirmar as descobertas com novos estudos, e identificar genes particulares dentro das seqüências recém-descobertas que estão ligados à orientação sexual.



Fonte: BBC Brasil / Gospel Prime / Escritura Em Foco

Pérolas de Boletins Informativos nas Igrejas...

Olha só que coletânea gostosa de nossas "trincheiras" evangélicas! Muito engraçado!

Segundo dizem, é verídico! Teria saido em boletins de Igrejas. Eis para que é bom haver um revisor. De Eduardo Antônio da Silva Paranhos Néris. As frases a seguir foram retiradas de boletins dominicais das nossas Igrejas. Por razões óbvias, as mesmas não são citadas. Vamos nos deleitar, então, na leitura:

1) "No estudo desta noite nosso pastor trará a mensagem intitulada: 'o que é o inferno' venha cedo e assista o ensaio do coral."

2) "Teremos sorvetada na igreja próximo sábado; as irmãs que forem doar leite, cheguem mais cedo."

3) "Para aquelas irmãs que têm filhos e não sabem o berçário fica no segundo andar".

4) "Após a feijoada do próximo sábado teremos um período de meditação."

5) "Os adolescentes apresentarão no dia 1º uma peça de Shakespeare. Venha assistir esta tragédia."

6) "A irmã Laura agradece a todos os muitos irmãos que contribuíram para que finalmente ela engravidasse. Foi muito difícil, foi uma luta. Sem suas orações..."

7) "A irmã Zilda estará distribuindo Bíblias na favela na próxima terça. O diabo que se cuide."

8) "Precisamos orar intensamente pelo problema de saúde da irmã Cândida. Não
tem Cristo que resolva."

9) "Os irmãos e irmãs que não sabem ler devem devolver os boletins da igreja no final do culto, assim que já tiverem usado."

10) "O novo zelador é o irmão Manuel. Não é casado, mas faz tudo
que os outros mandam."

11) "O pastor viajou para o enterro da mãe do irmão Paulo. No culto cantaremos Ouve-se o Júbilo de Todos os Povos."

12) "O diácono irmão Zaqueu convida os homens da igreja para no próximo sábado podarem as árvores."

13) "A todos os irmãos que doaram alimentos à família da irmã Lurdes a igreja agradece, ela morreu em paz."

14) "Convidamos a todos para possessão do nosso novo pastor no dia 25. Traga convidados para assistirem."

E alguns erros, puramente de digitação, para consolar alguns:

1) "E Jesus montado na sua jamanta entra em Jerusalém...."

2) "... ao subir Jesus no pinículo para pregar...."

3) "... e aquele pobre homem deixa cair suas mulatas confiante que sairá andando ... "

4) "... e os irmãos que participarão da reunião de senhoras..."

5) "... a igreja local dever ser como um corpo, com as partes assustadas para funcionar ..."


Fonte: Blog Libertos do Opressor

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vivemos num estado laico e não ateu!

Adriano Couto

Hoje pela manhã olhando as notícias do portal O Galileo, li uma entrevista da candidata do PV à Presidência da República Marina Silva, onde consta sua indignação por ser “caçada” literalmente falando devido a sua profissão de fé evangélica. Marina já havia reclamado dos preconceitos que sofre por parte da sociedade por ser "evangélica" e advertiu que não se podem privar aqueles que seguem essa orientação religiosa de ter os "seus alinhamentos políticos", porque quem o fizer estará condenando a "segregação política uma comunidade que é muito importante para o país".
Marina externa sua indignação falando assim:
- Já fui discriminada por ser pobre, por ser negra, por ser mulher. Agora tenho sofrido preconceito por ser evangélica, o que é estranho. Porque, graças a Deus, eu sei que o Estado é laico. E Estado laico não é estado ateu, mas para favorecer os que crêem e os que não crêem. Do mesmo jeito que quero ter o direito de professar a minha fé, a Constituição assegura o direito de quem não tem fé nenhuma e de quem professa uma outra fé, que não é a minha, a cristã evangélica. O que não se pode privar é aos cristãos evangélicos de terem seus alinhamentos políticos. Se não, a gente vai fazer segregação política de uma comunidade que é muito importante para o nosso país.
Lembrando que neste blog não faço campanha para nenhum partido, apesar de ter minhas convicções políticas, pois recebo visitas de pessoas das mais diversas agremiações partidárias, portanto devo respeitar meus leitores e não tornar este local, um espaço tendencioso, como muitos tablóides e emissoras que vemos por aí, que tentam manipular a opinião pública.
Porque cito a candidata Marina Silva? Pois a discriminação que ela sofre por ser cristã, também sofro no âmbito acadêmico. Como o curso de história é ateu por excelência, os professores falam de tolerância religiosa, de respeitar os credos e etc, mas “caem de pau” literalmente se tem algum cristão em sala de aula, não respeitando a laicidade do Estado que garante a liberdade religiosa das pessoas.
Tempos atrás em uma aula questionei o porquê de ataques à fé cristã em sala de aula em detrimento a outras filosofias, muitas vezes engrandecendo o islã, o hinduísmo ou até mesmo pregando um ateísmo escancarado, professores levando para o lado pessoal suas convicções e as impondo em sala de aula como “dogmas”, tornando as aulas tendenciosas e manipuladoras, não respeitando o credo religioso dos presentes, pois fazer críticas a igreja como instituição tudo bem, é saudável o questionamento, mas contra a fé das pessoas, é condenável!tem outros professores e colegas que quando percebem que foram longe de mais em seus ataques preconceituosos falam assim : “Ah! Eu acredito em Deus...” esta afirmação para mim é muito subjetiva, banal e não tem sentido nenhum, pois a própria bíblia cristã diz: “Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem.” (Tiago 2,19). Se tu queres ser ateu, cristão ou independente da confissão religiosa, tudo bem, mas vamos nos respeitar, vamos debater idéias e não pessoas, pois na mídia, nas universidades estão pregando um ateísmo escancarado, ridicularizando quem pensa diferente principalmente com quem é cristão, uma verdadeira “caça as bruxas”, não respeitando o artigo v, parágrafo VI da nossa constituição que diz assim: “ é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.”