terça-feira, 28 de setembro de 2010

Não "tiririque" seu voto






Por Renato Vargens


Quem não se lembra quando a população do Rio de Janeiro votou em massa no macaco Tião?

Pois é, a candidatura do Macaco Tião foi lançada pelos humoristas da revista Casseta e Planeta em defesa do voto nulo nas eleições municipais de 1988. Na ocasião, 9,5% dos cariocas que compareceram as urnas, votaram no primata mais famoso do Brasil. Se somada aos votos em branco(14,9%), a votação de Tião superaria a de todos os candidatos- exceto Marcello Alencar, eleito prefeito com 31,6%.

Caro leitor, o voto de protesto na História da democracia brasileira é extremamente comum. Volta e meia observamos o aparecimento de candidatos absolutamente despreparados para vida pública. O caso mais recente é o do palhaço Tiririca que lidera a disputa pela Câmara dos Deputados por São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Expert em análises eleitorais, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia capturou essa mensagem popular que permeia o voto de protesto atual e esboçou o neologismo Tiriricar. O povo está tiriricando a escolha. E essa tiriricarização, digo, para incrementar o vocabulário tão propício, pode tornar-se um fenômeno nacional., afirmou Maia.

Caro leitor, em 2002, Enéas Carneiro, teve mais de 1,55 milhão de votos. A consequência disso é que a reboque ele elegeu consigo cinco dos sete concorrentes do minúsculo Prona à Câmara dos Deputados, na bancada de São Paulo.


Diante do exposto, acredito que "tiriricar" não seja o melhor para Brasil. Sem sombra de dúvidas a melhor maneira do cidadão brasileiro protestar é votando em canditados sérios e compromissados com a justiça, com a ética e com a verdade.


Pense nisso!



Fonte: Blog Renato Vargens

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Aberta temporada de “caça aos ciganos”

Adriano Couto



Na terra do champagne está sendo promovida uma verdadeira caça as bruxas, no que diz respeito ao povo cigano, cujas tradições, história, cultura, costumes está sendo praticamente extirpada, banida do território francês, para satisfazer os caprichos do “fascista” Nicolas Sarkozy, político de extrema-direita, com sua xenofobia, perseguição desenfreada contra as minorias, desrespeitando os Direitos Humanos. O mesmo está assemelhando-se a Hitler em sua “caçada” aos judeus e a Stálin com seus “expurgos”, eliminando quem não compactua com suas monstruosidades ou simplesmente não pensa igual aos seus interesses megalomaníacos.

O povo cigano desde sempre foi perseguido, vivendo como nômades, sendo perseguidos pela Igreja na Idade Média durante a Inquisição e também pelos regimes totalitários, em especial o Nazista.

Os ciganos são chamados também de rômanis, existem dúvidas quanto a sua origem, porém a mais aceita é a de que são originários da Índia. Este povo apesar de todo o histórico de perseguições, sempre preservou sua cultura, que é muito bonita, diga-se de passagem, porém as pessoas os vêem com desprezo e muitas vezes como malfeitores, exatamente como Sarkozy está fazendo.

Os ciganos vivem praticamente marginalizados, desrespeitados, são seres humanos com todos os direitos como qualquer outra etnia, inclusive o termo cigano é frequentemente utilizado como pejorativo para rotular pessoas.

Este megalomaníaco tem que ser detido e se a União Européia ficar de braços cruzados, quem sabe não estará abrindo as portas para um “novo holocausto” só que desta vez não com judeus, mas sim com ciganos?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Contrastes do Catolicismo com o subdesenvolvimento

Adriano Couto

Rui Barbosa, grande tribuno brasileiro, prefaciando Janus escreveu: “A Igreja Católica não é uma religião, mas sim uma política, a mais viciosa, a mais sem escrúpulo e a mais funesta de todas as políticas, cuja fermentação decompõe a sociedade brasileira. Olhai a América Latina, olhai o Brasil, pôr toda parte só farisaísmo religioso, beataria e fanatismo.” Getúlio Vargas, ex-presidente do Brasil, também lamentava a situação religiosa do país dizendo: "A alta sociedade acida um catolicismo elegante enquanto as massas vivem a fase fetichista adorando imagens de várias especialidades milagreiras". (O País, Rio, 29-8-25).

A "MAIORIA católica" tão mencionada pelo Clero encontra-se nos países mal alfabetizados e pôr isso, subdesenvolvidos; o analfabeto é mais bem explorado e acredita em tudo; são massas impedidas pela Igreja pôr séculos seguidos de examinarem a Bíblia, fonte de progresso e liberdade. Quando mencionam religiões minoritárias esquecem que o Papado eliminou milhões de mártires cristãos não católicos retardando sua conseqüente multiplicação. Isso sem contar o massacre nas colônias espanholas da América, onde existem inúmeros relatos das carnificinas promovidas pela Coroa Espanhola, cujos governantes eram os piedosos e venerados reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela. Para um melhor aprofundamento no assunto, recomendo a leitura do livro, “O paraíso Destruído, A sangrenta história da conquista da América” de autoria do Frei Bartolomé de Las Casas.

Os papas abençoavam as espadas dos “conquistadores” que viriam desbravar o novo mundo, submetendo-os os “pagãos “a fé católica.
O catolicismo pregava que os índios não possuíam alma, assim como os negros. Além do mais, os papas se julgam infalíveis, intocáveis, acima do bem e do mal, quase que como deuses, assemelhando-se aos faraós do Egito Antigo, se utilizando do nome de Deus para cometer as mais horrendas barbáries que a história mostra.

Há duas civilizações bem definidas: Uma chamada protestante com a Bíblia aberta, governos estáveis, alfabetizadas e desenvolvidas, representadas pela Alemanha (que sofreu com o nazismo, lembrando que metade de sua população professa a fé católica e que Hitler era católico de comungar nas missas dominicais, ressalto também que o ditador nazista era profundamente devoto de Maria, pois existem muitas pinturas em que o mesmo expressa sua devoção), Escandinávia, Inglaterra, Escócia, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Suíça e outras; todas de maioria protestante. A outra, tendo a frente o Vaticano seguido pela Espanha, Portugal e América Latina, mal alfabetizados, com todos os problemas que conhecemos e a Itália, onde floresce o maior partido Comunista (ideologia esta tão combatida pelo Vaticano) fora da Rússia.

Convém lembrar que países com orientação católica têm governos instáveis, tendo a influência direta de Roma, considero isto uma afronta, violação da soberania dos países, pois o Vaticano é um país, logo o pontífice é um chefe de estado, o mesmo sendo governante, interfere diretamente nos assuntos destes países, manipulando-os a seu gosto. Os países católicos são mais suscetíveis a Golpes de Estado, a história relata que isso é freqüente nestes locais, exemplo disto foi a Operação Condor nos anos 60, elaborada pelos EUA e fortemente apoiada pela Igreja, derrubando governos eleitos democraticamente pelo povo em toda a América Latina. Exemplo clássico em nosso país, a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, que culminou numa ditadura sangrenta, promovida pelos militares que por vinte anos, ceifou a vida de milhares de brasileiros. Tudo em nome da moral e dos bons costumes, como gosta de pregar o catolicismo e com um slogan mais hipócrita ainda, de completa inspiração fascista, totalitária: “Deus, pátria e família”.

Ainda hoje impera esses resquícios de atraso em nossa sociedade, sinônimo de nação subdesenvolvida, a aceitação passiva do povo em relação aos mandos e desmandos do catolicismo em nosso país, esta instituição é sempre a primeira a opinar sobre moral e bons costumes, quando a instituição não tem lá sua moral muito exemplar, começando pelos escândalos de pedofilia, sabemos que contra fatos não existem argumentos... Nas cerimônias cívicas sempre se convida um padre para dar uma bênção, ignorando o credo dos demais habitantes da comunidade, violando assim a constituição, ou se convida representantes de todas as religiões ou não se realiza um ato arbitrário como este, pois vivemos num estado laico e democrático e não num regime absolutista católico, pois aqui não é o Vaticano!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Maçonaria

Adriano Couto


A Maçonaria se apresenta como uma instituição educativa, filantrópica e filosófica que tem por objetivo os aperfeiçoamentos morais, sociais e intelectuais do homem por meio do culto inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência, da investigação constante da verdade. É uma instituição que, historicamente, prega a manutenção das grandes conquistas sociais, tendo como base o Liberalismo. Ela atua como um centro de trabalho de “pensantes” com o intuito de transformação social.
A Maçonaria possui rituais em seus encontros, nos quais encontram-se concepções hinduísticas baseadas na sobrevivência da alma e o aperfeiçoamento espiritual. Em contrapartida, a Maçonaria não obriga, nem delimita a religião de seus pertencentes; o assunto “fé” não é discutido dentro da Loja.
Os encontros são feitos nos templos (lojas) maçônicos. Os integrantes da Maçonaria se consideram e se chamam de irmãos, assim seus filhos são primos e suas mulheres são cunhadas. Possuem como lema a IGUALDADE, LIBERDADE E FRATERNIDADE, acreditam que o ser humano é uma pedra grosseira que deve ser polida ao longo da vida; com atuações benéficas, questionamento e principalmente, estudo da pedra grosseira pode vir a se tornar uma pedra preciosa. Essa comparação com pedras se deve ao fato de terem sua origem como pedreiros.
Os maçons são formadores de opinião, fazem beneficência, porém não gostam que o nome deles apareça; as doações são quase todas sem remetentes. Quando existe o encontro de irmãos que não se conhecem, acabam sabendo que assim os são mesmo sem fazerem comentários. Reconhecem-se por aperto de mão, adesivos e buzinas de carro, além dos três pontos que finalizam suas assinaturas.
Não se vê pessoas da classe baixa, homens sem profissão ilustre socialmente, ou ao menos uma ótima condição financeira como membro integrante da Maçonaria. Não se vê também pessoas sem famílias e homens sem “status” social. Hoje, ser maçom é estar presente no topo da hierarquia social.
Para se adentrar na instituição é necessário um convite; posteriormente à indicação de alguma pessoa por algum maçom, os irmãos se reúnem e analisam a conveniência do possível convite àquela pessoa. Avaliam a família, o trabalho e a moral social que o provável integrante da instituição possui.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Igreja Católica cobra ingressos de fiéis ingleses para assistirem missas do Papa Bento XVI

Adriano Couto



Está causando polêmica a visita do Papa Bento XVI à Grã-Bretanha, devido a igreja estar cobrando ingresso dos fiéis para assistirem as missas do pontífice. Veja só, os ingleses terão que desembolsar 25 libras (R$66) para assistir a missa ao ar livre de domingo do déspota romano em Birmingham, 20 libras (R$ 53) na celebração pela manhã em Glasgow e 5 libras (R$ 13) por uma vigília no sábado em Londres.

A igreja alega que é “apenas uma contribuição” (já conheço estas
contribuições desde a Idade Média) para cobrir os custos de segurança do evento e de transporte dos peregrinos.

Lembrando que o anglicanismo é o credo majoritário naquelas terras e não bastando isto, o tirano de Roma afronta diretamente os anglicanos promovendo a cerimônia de beatificação do Cardeal John Henry Newman (1801-1890), religioso este que era um dos mais famosos líderes da Igreja Anglicana que posteriormente converteu-se ao Romanismo (como é que consegue? Legítimo retrocesso). Setores desta Igreja consideram o ato do pontífice como um “tapa na cara” do anglicanismo. Concordo com os líderes anglicanos, é uma verdadeira provocação, canonizar um ex líder da referida igreja, em plena Inglaterra, onde somente 10% da população se diz católica e ainda tem a cara de pau de cobrar ingresso do povo.

O pontífice se comporta como um legítimo Pop Star, cobrando por suas aparições públicas, chega a ser ridículo, bem como diz a música dos Engenheiros do Havaí: “O Papa é Pop, o pop não poupa ninguém”.

Estas arrecadações remontam a época da eclosão da Reforma Protestante, onde Martinho Lutero (este sim é um revolucionário de verdade!) afixou suas 95 teses na porta da Catedral de Wittenberg onde denunciava os abusos da “angariação de fundos” para a construção megalomaníaca da Basílica de São Pedro, episódio este conhecido pela venda de indulgências em troca do perdão dos pecados e um lugarzinho no céu, extraindo assim até o último centavo de camponeses miseráveis que mal tinham para o seu sustento. Este acontecimento tem semelhança com a celebração na terra da Rainha Elisabeth, onde os fiéis receberão em troca da “contribuição”, ou seja, do ingresso, umas quinquilharias chamadas “Kit do Peregrino”, que contém um CD e um cartão-postal comemorativo.

Além deste “escambo” religioso, convém acrescentar que fora o desrespeito aos anglicanos, esta visita “non grata” do soldado do Führer custará aos cofres britânicos à bagatela de 10 a 12 milhões de libras (R$ 26,6 a R$31.9 milhões) das 20 milhões de libras (R$ 53,1 milhões), este restante será pago pela Igreja Católica inglesa. Verdadeiro absurdo, onde milhões de pessoas passam fome, pessoas não têm moradia digna, não tem acesso ao básico para a sua sobrevivência. O próprio Jesus não tinha onde reclinar a sua cabeça como está escrito, morreu ultrajado em uma cruz e o Vaticano todo coberto de ouro, contrastando com a miséria de países católicos subdesenvolvidos, tendo a sua frente um governante soberbo, prepotente, ávido por holofotes, se achando no direito de se sobrepor aos anglicanos dentro de sua terra. Felizmente a Idade das Trevas ficou confinada na Idade Média, mas parece que este pontífice quer fazê-la ressurgir...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A invenção do grito





A imagem mais conhecida da Independência mostra d. Pedro às margens do Ipiranga. Mas o acontecimento nem sequer era comemorado no início do Império.


A imagem de d. Pedro I desembainhando a espada no alto do Ipiranga é uma das representações mais populares da história do Brasil. Há muitas décadas ela figura em livros didáticos e ilustra páginas de revistas e jornais por ocasião das comemorações da Independência. Diante dela temos a impressão de sermos testemunhas do evento histórico, aceito naturalmente como o “marco zero” da fundação da nação. No entanto, essa imagem é fruto da imaginação de um artista que nem mesmo tinha nascido no momento em que o episódio ocorreu.

Historiadores têm demonstrado que foram necessárias muitas décadas para que o hoje famoso episódio do “Grito do Ipiranga” adquirisse o status que ele possui no contexto das narrativas sobre a Independência. Como demonstra a pesquisadora Cecília Helena Salles de Oliveira em seu estudo sobre o tema, a data de 7 de setembro não foi considerada, de início, particularmente relevante como marco simbólico da formação da nação, nem pela imprensa, nem pelo próprio d. Pedro.

Em carta dirigida aos paulistas, no dia seguinte ao episódio ocorrido às margens do Ipiranga, o príncipe fala da necessidade urgente de retornar ao Rio de Janeiro em função das notícias recebidas de Portugal. Na longa carta, não há qualquer referência ao “grito”. A Independência do Brasil não estava inteiramente consumada. Dependia também de negociações políticas. Também em carta dirigida ao seu pai a 22 de setembro, d. Pedro não faz referência ao evento.

Da mesma forma, os jornais de época, que ensaiaram as primeiras narrativas sobre a Independência do Brasil, não traziam qualquer menção à data de 7 de setembro. O Correio Braziliense, por exemplo, publicou uma notícia declarando a data de 1º de agosto como marco da emancipação. Era a data em que o príncipe enviou o Manifesto às Províncias do Brasil, no qual se desobrigava de obedecer às ordens das Cortes de Lisboa. O redator do jornal Regulador Brasileiro, por sua vez, apontaria a data de 12 de outubro, na qual ocorreu a aclamação de d. Pedro I como Imperador do Brasil, como o verdadeiro marco da criação da jovem nação. Outras datas, como o 9 de janeiro, dia do “Fico”, em que d. Pedro I recusou-se a embarcar para Portugal desobedecendo as ordens dadas pelas Cortes de Lisboa, ou a de 1o de dezembro, data da coroação, foram mencionadas, mas nunca o 7 de setembro.


Fonte: Site História Viva

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Butiá para todos

Adriano Couto







Em 1º de janeiro de 2005, foi inaugurado um novo tempo em nossa cidade, deixamos para trás o coronelismo, todo resquício de peronismo que pairava em nossa terra, onde a esperança venceu o medo e foi dado início ao novo modo de se fazer governo, de trabalhar, de se fazer política séria e honesta, gestão voltada para o povo, para os anseios da comunidade, uma administração mais humana, solidária e popular.

O Prefeito Sérgio Malta deu início as suas atividades com todo o respaldo popular demonstrado nas urnas, escolhendo como lema de seu governo BUTIÁ PARA TODOS, onde ali deixava bem claro que governaria para todos os cidadãos butiaenses, sem distinção de pessoas.

Entre as inúmeras realizações que com certeza este texto não seria o suficiente para explanar, quero destacar a pavimentação da Rua 15 de Novembro, uma via muito importante para nossa cidade, onde os moradores sofriam com a poeira e o barro, devido ao fluxo intenso de veículos. Acrescento também a conclusão das obras do Ginásio Municipal Gastão Hoff, obras estas que em gestões anteriores estavam paralisadas. Este ginásio é um sonho antigo de nosso povo.

Infelizmente sofremos a perda irreparável de nosso prefeito no final do ano passado, homem este que amou esta terra até o fim, que tanto fez por nossa cidade e também foi o primeiro prefeito reeleito da história de Butiá. Foi empossado então o seu vice-prefeito srº Paulo Machado, pessoa competente e muito popular entre os butiaenses, que desde sua posse já pôs suas mãos a obras, dando continuidade no projeto de construir um Butiá para todos.

O Prefeito Paulo Machado têm feito um governo popular, voltado aos interesses dos trabalhadores, estritamente ligado à comunidade, visitando cada bairro, acompanhado de seus secretários ouvindo os anseios e necessidades dos moradores.

Convém destacar os trabalhos da SMTCAS (Secretaria Municipal de Trabalho Cidadania e Assistência Social) através de seu Secretário Édson Martinez de Souza (Mocreto) e da SMAMA (Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente) quem tem o Secretário Everton Pereira no comando da pasta. Destaco estas duas secretarias, que no meu ponto de vista são as que mais se destacam. A SMTCAS está realizando um trabalho excepcional, creio que jamais visto em nossa cidade e também a SMAMA juntamente com a EMATER indo ao encontro dos produtores rurais, através da Gestão Participativa, trabalhando de mãos dadas com o homem do campo, como diz o slogan da referida secretaria: “Quando o campo produz, a cidade cresce”. Claro que não esquecendo do excelente trabalho do Secretário de Finanças Fábio Raguse e do também competente Secretário de Administração Edílson Nunes Francisco. Todos estes secretários e os demais estão trabalhando em harmonia com o Gabinete do Prefeito na construção de uma cidade melhor para todos.

Uma importante conquista da Gestão do Prefeito Paulo Machado, com certeza é a vinda de uma unidade da Granja Filippsen pra nossa cidade, que dentro de alguns meses estará se instalando no Distrito Industrial, gerando emprego e renda para nossa população, tornando real a possibilidade de um Butiá para todos e cumprindo suas promessas de campanha, diferente de gestões passadas...

Outra conquista para nossa comunidade será com certeza a pavimentação de parte da Perimetral a partir ano que vem, deixando os críticos no ostracismo, que só sabem desdenhar e que não apresentam alternativas, que não se conformam em ver o governo atual colher os louros do progresso. Concordo que nossa cidade está longe ainda de ser a cidade dos sonhos, não é perfeita, ainda tem as suas limitações, dificuldades, mas de 2005 para cá, com certeza cresceu muito, tornou-se um lugar melhor para se viver, promovendo a dignidade das pessoas.

Ainda restam praticamente dois anos de governo, muito há de se fazer por nossa cidade, muitas conquistas, muitos projetos ainda sairão do papel, fazendo inflar em nós o amor a esta terra e o orgulho de ser butiaense, ao contrário de muitos parasitas que cospem literalmente no prato que comem e querem ver o declínio de nossa cidade. Mas vejo que hoje está se consolidando o objetivo principal desta administração que com certeza chegou para ficar, que é construir um BUTIÁ PARA TODOS.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Peronismo butiaense




Adriano Couto


Caro leitor você deve estar se perguntando, de onde retirei a expressão “peronismo butiaense”. Criei para fazer alusão ao governo anterior a 2005. Vou tecer aqui algumas comparações e você leitor vai associar claramente este governo que será citado com o de Perón na Argentina.

O governo dito “progressista” que na realidade foi retrógrado se comportou tipicamente como uma gestão peronista, de cunho populista, demagógico e com aparato repressor. Começando que lembro como se fosse hoje, que no seu último comício, na eleição de 2000, o ex-prefeito, pediu que: “é pra deixar filmado e gravado, me cobrem depois se isto não acontecer”, trouxe o deputado Chiamulera de Lajeado, o qual prometeu uma unidade da sua fábrica de refrigerantes em Butiá e também um representante da Motrisa também fez a promessa de instalação de uma filial de sua empresa em nossa terra. Já começo por aí só para frisar que não tenho memória curta...

Enquanto gestor, nosso Perón butiaense desenvolveu um forte paternalismo, um assistencialismo que beirava o ridículo, juntamente com sua esposa e secretária de assistência social, cuja popularidade se parecia com Evita Perón (entendeu a ligação?), distribuindo sacolas, estimulando povo ao ócio. Este desgoverno promoveu também festas ao ar livre, shows, lembrando a legítima política romana de pão e circo, onde eram promovidos espetáculos públicos para mascarar a miséria do povo!

Esta gestão construiu elefantes brancos que ficaram ociosos (Packing House e Shopping Rural), estes que foram reaproveitados pelo governo atual. Também não pavimentou nenhum metro de rua, foi desencadeada uma verdadeira perseguição ao funcionalismo público, em especial contra aqueles não tinham o mesmo alinhamento político, principalmente na área da educação, onde o despotismo imperava cuja secretária era uma verdadeira tirana, relembrando os tempos da ditadura (não é por acaso que o PP é herdeiro da ARENA e o ex-prefeito era policial civil, combinação perfeita não é mesmo?). Sem contar que empregou todos os familiares na prefeitura, promovendo um nepotismo descarado.

Nossa cidade era governada por uma aristocracia rural, por latifundiários, formando uma verdadeira oligarquia, que estava alheia aos interesses do povo, isto estava bem claro na composição do secretariado municipal...

Mas o povo é soberano e expurgou do poder os herdeiros da ditadura, governo este com traços peronistas, repleto de populismo, demagogia, perseguição e miséria, igualando-se ao peronismo argentino.

Os peronistas “made in Butiá” estão se articulando para voltar ao paço municipal em 2012, estão fazendo suas barganhas eleitoreiras e coligações visando interesses escusos. Nesta campanha de 2010, apóiam a candidata da RBS, representante do agronegócio que promove miséria no campo e o enriquecimento dos latifundiários, apóia também o deputado que está envolvido no escândalo do desvio de R$ 40 milhões do DETRAN e claro, apóiam a atual DESGOVERNADORA que disse que os professores (entre os quais me incluo) “vocês não são professores, mas sim torturadores de crianças” e também disse que “o CPERS quer transformar o Rio Grande do Sul num Iraque”. Relembrando que eu não tenho memória curta, creio que o povo também não, tanto que retiramos estes parasitas do poder, mas ainda tem pessoas que tem saudade do peronismo, do seu amado Perón e sua primeira dama Evita, semelhante aquelas mulheres que sentem prazer em apanhar do marido. Prezados leitores, to começando a desconfiar que Perón não morreu, ele habita entre nós...

domingo, 12 de setembro de 2010

Projovem qualifica jovens butiaenses para o mercado de trabalho

Adriano Couto






O Projovem em nossa cidade está resgatando a dignidade da nossa juventude que até então estava relegada ao desemprego, a falta de oportunidades, condenada ao ostracismo. Não é minha intenção fazer aqui apologia ao Governo Federal, mas todo e qualquer trabalho de inclusão social, que vá promover a dignidade da pessoa humana, deve ser louvada e tornada conhecida, ainda mais quando os resultados já estão aparecendo.

A SMTCAS (Secretaria Municipal de Trabalho Cidadania e Assistência Social) se tornou uma referência em nossa região, devido à implantação com sucesso do Projovem. Este programa de inserção social em Butiá prepara nossos jovens em duas etapas distintas, o Projovem Adolescente e o Projovem Trabalhador.

O Projovem Adolescente ocorre diariamente nos turnos manha e tarde, inverso ao turno escolar. Jovens de faixa etária de 15 a 17 anos de idade. Curso em dois ciclos (2anos) o primeiro de desenvolvimento pessoal, cultural e social e, o segundo desenvolvimento e orientação profissional.

Preparar o jovem para o mercado de trabalho e para ocupações alternativas geradoras de renda são os principais objetivos do ProJovem Trabalhador. Podem participar do programa os jovens desempregados com idades entre 18 e 29 anos, e que sejam membros de famílias com renda per capta de até meio salário mínimo.

Segundo o Secretário Municipal de Assistência Social, Édson Martinez de Souza (Mocreto), quando faz suas explanações em relação ao Projovem faz questão de deixar bem claro que “devemos quebrar os paradigmas assistencialistas”. Concordo em gênero, número e grau com o secretario, pois em governos anteriores, a Secretaria de Assistência Social, tinha forte cunho assistencialista e paternalista, só dava o peixe e não ensinava a pescar, pois só distribuir sacolas, não promove a dignidade das pessoas, mas sim estimula a ociosidade.

O IECPAC (Instituto de Educação Cenecista Professor Alcides Conter) através de seu diretor José Maria Medeiros também está de parabéns por abrir as portas desta instituição educacional para receber estes jovens que estão lutando por um futuro melhor, no Projovem Trabalhador, onde eles já aprendem uma profissão, entre as várias opções de escolha e recebem todo o auxílio necessário por parte da SMTCAS.

Em reunião destinada aos empresários locais, buscando o apoio dos mesmos para o ingresso destes jovens no mercado de trabalho, acompanhei o relato emocionado do diretor José Maria sobre o dia a dia dos estudantes, destacando a dedicação e zelo destes alunos, superando até mesmo os estudantes da instituição que são de famílias mais abastadas. Além do programa ter aceitação geral entre os empresários presentes, alguns deles se comprometeram em dar oportunidades aos jovens em suas empresas logo após o término dos cursos.

Cada vez que vejo relatos dos jovens participantes do programa,fico emocionado, pois eles estão dispondo de uma oportunidade que até então não existia e os mesmos agarram com unhas e dentes, lutam por uma vida melhor para si e ajudar no sustento de suas famílias, jovens excluídos pelo sistema capitalista voraz e impiedoso, onde somente os mais preparados podem competir, estimulando uma competição egoísta e desumana, gerando violência, injustiças e miséria. O Projovem surge então como a porta de entrada para o mercado de trabalho e também como a realização de um sonho para se ter uma vida mais digna e justa.

Considerações sobre o escândalo de Triunfo

Adriano Couto


O escândalo das diárias, ocorrido em agosto deste ano, envolvendo os vereadores de Triunfo e General Câmara, onde os mesmos promoveram uma farra com o dinheiro público, fazendo turismo em Foz do Iguaçu, é um fato que não deve cair no esquecimento e quero aqui tecer alguns comentários a respeito deste episódio veiculado nacionalmente.

Ao acompanhar a excelente matéria do repórter Giovanni Grisotti da Rádio Gaúcha fiquei profundamente indignado, mesmo não sendo morador de Triunfo, isso me deixou revoltado, pois os edis triunfenses e seus vizinhos de General Câmara simplesmente desrespeitam os seus eleitores que lhe confiaram seu voto e o dever de representá-los na casa legislativa municipal.

Apesar de que, escândalos não são nenhuma novidade na terra do Pólo Petroquímico, que por sinal tem o maior PIB per capita do estado (e a população é pobre!), desde o final da década de 80 já existem históricos de corrupção envolvendo políticos da cidade.

Como boa parte da população depende dos cargos públicos ou empregos municipais, o silêncio dos moradores foi a forma de cumplicidade encontrada para proteger a administração; exceto um homem não se calou e, este foi o Pe. Genico Schneider.

Pe. Genico em entrevista ao Jornal Zero Hora relatou que: “Triunfo era uma antes da instalação do Pólo Petroquímico e virou outra depois. Todo mundo depende economicamente da prefeitura, tem alguém da família empregado ali, ou na Câmara, ou numa escola, ou no Posto de Saúde. Por isso, o medo de enfrentar a corrupção.” Comenta também que a Câmara não tem políticos de oposição para punir os responsáveis pelo escândalo das diárias. O padre foi a única autoridade com reconhecimento público do município a se manifestar sobre o assunto.

O referido padre teve que pagar um alto preço por suas declarações, recebeu telefonemas onde era intimidado, recebendo ameaças e também lhe foi informado que não seria mais bem recebido nos órgãos públicos daquela cidade, foi coagido a deixar Triunfo, pois o mesmo não se corrompeu, agiu como o sal da terra, como luz nas trevas da corrupção, um verdadeiro cristão! O mundo precisa de mais pessoas como o padre Genico!

Como cristão protestante, me alegro com a atitude deste sacerdote que exerceu o profetismo com autoridade! Denunciando as maracutaias locais! A corrupção! Isso é o mesmo que Jesus fazia, pagando com sua vida por mexer na posição de alguns privilegiados e, também ao mesmo tempo me envergonho de muitos pseudo- cristãos que se dizem evangélicos, que só querem dar glórias e aleluias e se calam feito covardes! Esquecem de olhar pro mundo que tem a sua volta e ver as injustiças, não lutam por uma sociedade mais justa e mais fraterna, só querem satisfazer o seu ego, a estes, Jesus chamou de hipócritas! Túmulos caiados, bonitos por fora e podres por dentro! Só pensam em bênçãos e esquecem dos necessitados que sofrem devido a corrupção vigente...

Triunfo virou uma verdadeira barganha, os governantes usam a arrecadação milionária, a máquina administrativa em troca de apoio popular, gerando empregos e comprometimento político, corrompendo os moradores, virando uma politicagem de quinta categoria! É uma vergonha estas maracutaias, mesquinharia, verdadeira baixaria os políticos já deixam a população propositalmente numa situação de pobreza para justamente poder corrompê-las e barganhar, para se perpetuarem no poder, já que muitas pessoas necessitadas não estão em condições de recusar tais ofertas, daí os nobres representantes deitam e rolam, fazem farra com o dinheiro público e riem da cara dos eleitores! Chega de corrupção! Nossa sociedade não agüenta mais! Cadeia nesses pilantras!

sábado, 11 de setembro de 2010

A guerra dos farrapos foi realmente uma “Revolução”?

Adriano Couto

Está se aproximando o 20 de Setembro, data do orgulho gaúcho e de exaltar o amor a nossa terra, então dedico este artigo um tanto quanto polêmico aqueles que são “gaúchos” somente na Semana Farroupilha, que nem sabem direito o que tão fazendo ou vestindo e muito menos sabem o significado da cor do lenço que trazem em seu pescoço e também aqueles cujo tradicionalismo exarcebado tiveram seu intelecto cauterizado pela alienação positivista que nossa história propõe, esta que é transmitida de geração em geração que nos leva a idolatrar um panteão de latifundiários. Como sou um gaúcho que ama esta terra sou a favor de um revisionismo histórico nesta fábula e a desmascarar a farsa que nos é imposta!

Começando que não há por que considerar como Revolução a Guerra Farroupilha de 1835. Não foi uma revolta popular, levando em conta os interesses em jogo; todavia, na condição de classe subordinada, o povo lutou. E se considerarmos os projetos da República e Federalismo, houve componentes progressistas no ideário político gaúcho, repletos de dispositivos maçons (um exemplo, a “fuga” de Bento Gonçalves do Forte do Mar na Bahia) e nestes, estão impregnados os interesses da elite.

Pode-se começar justificando o fato de estar errado o termo Revolução para o levante farrapo. Há um senso comum que diz ser Revolução uma troca dos que estão no poder, por meios drásticos. Trata-se de um entendimento equivocado das coisas. Revolução implica troca de classes no poder, uma alteração radical na estrutura institucional. O termo é usado gratuitamente na História do Brasil, tais como 1835, 1893, 1923, 1930 e 1964. Tal manipulação tem servido para valorizar os interesses da elite dominante, os quais não tinham projetos radicais de alteração das classes no poder.

A historiografia positivista oculta a instabilidade e miséria da peonada, submetida a uma dominação disfarçada de convívio paternal e fraternal. Convém lembrar que o povo jamais lutou por uma causa verdadeiramente sua embora as elites continuem festejando o 20 de setembro como se tivesse sido uma revolução popular, a verdade histórica está demonstrando que aquele evento nada teve de jacobino.

Complementando que nossa independência tão celebrada no dia 7 de setembro, por exemplo, não foi uma revolução, mas sim a substituição da expropriação e opressão de Lisboa pela hegemonia do sudeste, enfim, um prolongamento interno do antigo colonialismo.

Citando o movimento maragato de 1923, foi ideologicamente herdeiro do pensamento liberal-conservador de 1835, ancorado socialmente na elite dos estancieiros que, a despeito do apoio de outras classes, não tinha nenhum projeto para elas. Esta herança se manifestou na oposição ao centralismo borgista em nome de um sentimento liberal que buscou legitimar evocando o discurso sobre liberdade dos rebeldes farrapos. Quer dizer, os borgistas podiam recolher, no baú da ideologia farroupilha, o republicanismo, amortecido com a derrota de 1845 e revivido por Júlio de Castilhos em 1882. E os maragatos, no mesmo baú, foram recolher o entusiasmo liberal que animara a luta contra a tirania do Governo central. Enfim, os eventos de 1835 forneceram subsídios para diferentes ramificações do ideário político gaúcho posterior.

Acrescento um fato curioso e cômico
ao mesmo tempo ocorrido no ano de 1838, que ao tomar Rio Pardo, os farrapos prenderam a banda imperial e o maestro Joaquim José de Medanha e o coagiram literalmente a compor o hino farroupilha, hoje Hino do Rio Grande do Sul.

O gaúcho daquela época não era um homem “livre” e altivo como apregoam os tradicionalistas, mas sim sempre esteve submetido aos caprichos e vontades do estancieiro, sempre foi um solitário miserável, apenas acompanhado pelo álcool, do jogo e da cordeona, compondo um setor social rarefeito, pouco unido, muito débil diante da elite dominante e sem consciência de classe para entender e lutar por seus interesses, o verdadeiro gaúcho se caracterizou por ter uma vida errante, dura e difícil, o que inclusive o habilitou a enfrentar as durezas da longa e árdua revolta farroupilha, ou seja, seu cotidiano nada possuiu de lúdico e idílico como muita gente pensa.

Concluo argumentando que não se justifica fazer todo um povo compartilhar de um ufanismo que só tem sentido em nível de interesses restritos. As camadas populares sempre perderam no campo de luta, desde os tempos de Cabral... Porque utilizar o nome do povo para encobrir interesses apenas de um grupo significa uma nova derrota popular, na medida em que, desse modo, impede-se que um episódio histórico sirva para a formação de uma consciência crítica. Como nossa historiografia é tipicamente positivista, então ela busca seus heróis do passado nas oligarquias é claro, e na Guerra Farroupilha existe um panteão de nomes a serem cultuados e idolatrados pelo povo gaúcho.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

7 de setembro é uma invenção política

Quando se deu realmente a Independência do Brasil? Porque, quando consultamos os jornais de 1822, não há nenhuma referência ao que se passou nas margens do Ipiranga em 7 de setembro? Porque aquele episódio foi escolhido em detrimento de outros, quando sabe que, em 1822, a data tomada como marco da Independência foi o 12 de outubro, dia do aniversário de dom Pedro I e de sua aclamação como imperador?
Essas e outras questões foram respondidas, em artigo de enorme valor acadêmico, porém pouco conhecido, publicado em 1995, pela historiadora Maria de Lourdes Viana Lyra, sócia titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Intrigada com o silêncio da documentação e das publicações do ano de 1822 sobre o 7 de setembro, Lourdes Lyra devassou essa história e estabeleceu ponto por ponto o processo e os interesses envolvidos na escolha do 7 de setembro como data da Independência.
Um ponto que merece realce é que os documentos que supostamente dom Pedro I teria lido às margens do Ipiranga no dia 7 só teriam chegado ao Rio de Janeiro em 22 de setembro.
Outro é que o primeiro relato detalhado do episódio do Ipiranga só foi publicado em 1826, em momento de desprestígio do imperador diante dos brasileiros que tinham feito a Independência e que se indignaram com as bases do tratado assinado com Portugal.
A Inglaterra, que representou junto à Corte do Rio de Janeiro seus próprios interesses e os da Coroa portuguesa, pressionara o imperador. Dom Pedro foi convencido a aceitar que, no tratado pelo qual Portugal reconhecia a nossa Independência, ao contrário de todos os documentos do ano de 1822 que a davam como uma conquista dos brasileiros, constasse que esta nos fora concedida por dom João VI.
Este era também reconhecido como imperador do Brasil que abdicava de seus direitos ao trono em favor do filho e ao qual ainda tivemos de pagar vultosa indenização. O patente interesse de dom Pedro em conservar seus direitos à sucessão do trono de Portugal, que essa fórmula do tratado revelava, apontava no sentido de uma posterior reunificação dos dois reinos.
Um príncipe que se declarara constitucional, que desde o Fico (9 de janeiro de 1821) vinha sendo aclamado até pelos setores mais liberais, que rompera com Lisboa e convocara eleições para uma Assembleia Constituinte, tão amado que recebera da Câmara o título de Defensor Perpétuo do Brasil, fora pouco a pouco se convertendo num tirano. Primeiro, ao dissolver a Assembleia Constituinte, depois, pela forma violenta com que reprimiu a Confederação do Equador e, finalmente, pela assinatura do vergonhoso tratado.
É nesse contexto que a escolha do 7 de setembro como data da Independência ganha sentido. Segundo Lourdes Lyra, até então tinham sido consideradas as seguintes datas decisivas para o processo: o 9 de janeiro, dia do Fico; o 3 de maio, dia da inauguração da Assembleia Constituinte Brasileira; e o 12 de outubro, dia da Aclamação. Foi o esforço concentrado do Senado da Câmara (atual Câmara Municipal) do Rio de Janeiro, durante o mês de setembro de 1822, enviando mensagem à Câmaras das principais vilas do Brasil - num tempo em que eram as vilas e cidades as instâncias decisivas da política portuguesa -, que fez com que, na fórmula consagrada, constasse que dom Pedro fora feito imperador pela "unânime aclamação dos povos".
Foi o apoio das Câmaras e de setores da elite e do povo do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais que deu forças ao príncipe para se contrapor às decisões de Lisboa.


By: Rudá Ricci


Fonte: Blog Com Texto Livre