terça-feira, 23 de novembro de 2010

Quando a religião torna-se um mal

Adriano Couto


Este texto pode parecer estranho para quem me conhece e sabe que participo de uma igreja cristã, mas antes de abordar o tema, quero ressaltar que as religiões, independentemente da confissão de fé, traz inúmeros benefícios às pessoas, muitas tiveram suas vidas transformadas, curas através de sua fé, reintegração social devido ao engajamento em agremiações religiosas, isso é inegável e inquestionável, também no aspecto social, trabalho desenvolvido com doentes, órfãos, apenados, moradores de rua e entre outras pessoas menos favorecidas de nossa sociedade que muitas vezes são negligenciadas pelo governo, trazendo a estes, conforto e esperança, atitude louvável e digna de aplauso. Porém como toda instituição humana tem seu lado bom e ruim, vou abordar seu aspecto negativo, a mesma traz também dor e sofrimento, e criado muitos obstáculos à felicidade humana. Isso acontece, por que em minha opinião, os princípios básicos de amor, caridade e perdão, proclamados pelos mestres do passado – Krishna, Lao Tsé, Confúcio, Zoroastro, Buda e Jesus - foram suplantados por dogmas e rituais que contrariam as leis do bom senso e da razão. Mas que triunfaram a custo de muita dor e sangue.

Não há dúvida de que a fé religiosa é fundamental para muitos, os benefícios que ela traz são inquestionáveis como afirmei anteriormente, mas, no entanto, pela fé, também se cometem muitos danos aos seres humanos. Penso que as superstições, preconceitos, discriminações, perseguições, guerras e mortes provocadas por motivos religiosos só serão extintas quando a maioria das pessoas possuírem o conhecimento sobre como as religiões foram manipuladas ao longo do tempo, visando dar poder e privilégio para uns poucos.

Não quero aqui, atacar nenhuma denominação, mas tenho muitos amigos que são reprimidos por seus líderes religiosos (muitos são verdadeiros déspotas), não podendo sequer sair à noite com os amigos ou participar de qualquer outra diversão sadia próprias dos jovens ou até mesmo adquirir certos bens ou trabalhar em determinados locais, pois sofrem penalidades severas, onde a mais rigorosa é conhecida pelo nome de “disciplina” (o indivíduo fica um tempo X no “banco” sem funções eclesiais, é como se colocassem o antigo chapéu de burro na cabeça do infeliz, para o resto da congregação ficar julgando e condenado o suposto pecador) uma verdadeira tortura psicológica, impregnando um sentimento de culpa e botando medo literalmente! Muitos pastores (principalmente pentecostais) comportam-se como verdadeiros clérigos xiitas, com seus discursos retrógrados, arcaicos, recheados de ignorância, fanatismo, preconceito, intolerância, racismo e xenofobia, inúmeros deles sem o mínimo conhecimento de teologia, filosofia, psicologia (áreas do conhecimento demonizada pelos mesmos) muitos até mesmos são semi-analfabetos, não sabendo lidar com os conflitos da adolescência, acabam incitando o ódio a quem não está inserido em suas fileiras, fazendo uma verdadeira lavagem cerebral, promovendo um verdadeiro processo de alienação, movidos pelo mesmo fanatismo que alimenta os homens-bomba.

Todas as religiões possuem um potencial intrínseco pra a violência. Como elas falam com a autoridade da Palavra de Deus, muitas vezes sentem que isso lhe confere licença para inúmeros absurdos e até mesmo para matar, até mesmo o budismo com sua filosofia tolerante e pacifista, já deu origem a movimentos extremistas como no Sri Lanka em meados do século XX.

Estes penteco-xiitas acabam afastando estas pessoas de suas igrejas, lançando todos os seus infortúnios e frustrações pessoais sobre uma geração de jovens, causando-lhes mágoas, ressentimentos, traumas, sentimento de culpa, lotando os consultórios de psiquiatria e fazendo com que muitos acabem tornando-se usuários de antidepressivos e álcool e sei de casos de pessoas que se suicidaram devido a estes sentimentos, outras ficam complexadas para o resto da vida, numa ótica onde tudo é feio, tudo é pecado e aquilo que não se consegue admitir ou aceitar é coisa do diabo, então entra em cena aquela história de que tudo que é proibido é gostoso, de tanta repressão que o jovem sofre, quando o mesmo consegue se “libertar” do jugo dos pais e pastores, ele acaba extrapolando, excedendo todos os limites, caindo muitas vezes nas drogas, sofrendo com muitas adversidades, arcando com as conseqüências e posteriormente com o abandono e desprezo de seus “irmãos”, daí logo vem o julgamento: “Foi o capeta que tomou conta do fulaninho...”

Só para ilustrar um exemplo, para quem não sabe, a Bíblia faz 40 REFERÊNCIAS NEGATIVAS AO USO DE BEBIDAS ALCOOLICAS, 62 NEUTRAS E 145 POSITIVAS! Daí o que tu prefere seguir? Líderes religiosos manipulam os livros sagrados conforme lhe convém, criando um Deus a sua imagem e semelhança, como dizia Nietzche.

Não creio sinceramente, que os grandes mestres do passado, mandariam para a forca ou para a fogueira, quem não se juntasse aos seus discípulos. Ao contrário, penso que a maioria de nós, tem absoluta certeza de que Buda e Jesus, Krishna e Confúcio, desejavam apenas diminuir o sofrimento e ensinar o caminho da felicidade aos seus ouvintes.

Castigos no além e a punição com torturas nada tem a ver com o discurso daqueles mestres. A promessa de um inferno, os castigos corporais aos que não se submetessem aos imperativos da Igreja, foi uma arma poderosa para dar poder e enriquecer as autoridades eclesiásticas.

É preciso que saibamos as origens de nossas crenças. Que não sejamos fantoches nas mãos de um grupo que diz ter certeza o que Deus quer de nós, pois sempre coincide exatamente com o que eles (líderes religiosos) consideram certos, pois acredito que crer não significa deixar de pensar, o que muitas vezes parece o contrário, antes é preciso saber pensar para que a fé não se torne um perigo para o próprio crente ou para as pessoas que com ele convivem, saber pensar é poder tomar decisões com valores que colocam a vida e o ser humano acima das crenças.

Acredito que as pessoas devem ser livres para acreditarem em Deus, nos anjos, na vida após a morte, no que achar melhor, no entanto, todos têm o direito também de saber como as religiões, através de seus dogmas - inventados por líderes religiosos que tinham em mente manipular o povo - foram usadas para causar grandes sofrimentos à humanidade, pois foi neste contexto que Karl Marx afirmou certa vez que “a religião é o ópio do povo.” Um mundo mais fraterno, e melhor de se viver, será aquele onde a ética e moral sejam produtos da razão, e do bom senso humanos, e não do que receitam textos antigos, vindos da sabedoria de algumas tribos selvagens e bárbaras. A fé deve existir para promover o amor e a paz, construindo assim um mundo mais justo e fraterno, servindo o seu semelhante e não para aliená-lo e promover atrocidades em nome de Deus!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Psicopatologia do fanatismo

Do ponto de vista psicopatológico, todo fanatismo parece ter relação com a fuga da realidade. A crença cega ou irracional parece loucura quando se manifesta em momentos ou situações específicas, porém se sua inteligência não está afetada, o fanático aparentemente é um sujeito normal. No entanto, torna-se um ser potencialmente explosivo, sobretudo se o fanatismo se combinar com uma inteligência tecnologicamente preparada.

Fanático inteligente é um perigo para a civilização. O terrorismo, por exemplo, que atua com a única meta de destruir inimigos aleatórios é realizado por indivíduos fanáticos cuja inteligência é instrumentada apenas para essa finalidade. No terrorismo é uma das expressões do fanatismo combinado com uma inteligência tecnológico, mas totalmente incapaz de exercitá-la por meios mais racionais, políticos e legais. Para o terrorismo sustentado no fanatismo, os inocentes devem pagar pelos inimigos; a destruição deve ser a única linguagem possível e a construção de um novo projeto político-econômico, não está em questão, porque a realidade no seu todo é forcluída.

O fanatismo parece surgir de uma estrutura psicótica. O fato do sujeito se ver como o único que está no lugar de certeza absoluta, de "ter sido escolhido por Deus para uma missão "x", já constitui sintoma suficiente para muitos psiquiatras diagnosticarem aí uma loucura ou psicose. Mas, seguindo o raciocínio de Freud, vemos que "aquilo que o psicótico paranóico vivencia na própria pele, o parafrênico experiência na pele do outro", ou seja, somos levados a supor que o fanatismo está mais para a parafrenia que para a paranóia. Hitler, antes considerado um paranóico, hoje é mais aceito enquanto parafrênico, pois seus atos indicam sua idéia fixa pela supremacia da raça ariana e a eliminação dos "impuros"; mais ainda, o gozo psíquico do parafrênico não se limita "ser olhado" ou "ser perseguido", tal como acontece com paranóicos, mas sim se desenvolve "uma ação inteligente de perseguição e extermínio de milhares de seres humanos", donde extrai um quantum de gozo sádico. Portanto, deve existir membros de um grupo de fanáticos paranóicos, mas certamente o pior fanático é o determinado pela parafrenia, pois visa de fato destruir em atos calculados "os impuros", "os infiéis", enfim, todos os que não concordam com ele.

Hitler e seus comparsas usaram de inteligência para inventar e administrar a chamada "solução final" contra os judeus, porém, antes de ser este um fato criminoso era uma exigência interna de seu próprio psiquismo. Na parafrenia vigora a compulsão de observar e atuar o ser do Outro como alimentador de seu delírio interno. O parafrênico "faz acting out em nome de..." e jamais assume seu ato criminoso, pondo a responsabilidade em alguém que para ele encarna o "mal". Para sua "lógica", as vítimas são os únicos responsáveis. É curioso observar que ontem os judeus se agarravam ao sacrifício do holocausto como modo de explicação da tragédia em que eram vítimas, mas hoje a ultra direita israelense, no poder, parece resgatar dos nazistas essa terrível idéia da "solução final" contra os palestinos. "Quem lutou muito contra dragão, também vira dragão", diz um antigo provérbio chinês.

Os fanáticos pela "solução final" dos judeus, no Julgamento de Nuremberg, não se consideravam culpados ou com remorsos pelo extermínio coletivo. Goering, considerado o segundo homem depois de Hitler, tentou se defender segundo o princípio de sua lealdade e fidelidade para com o Führer; "cumprira ordens" e "nenhuma vez ele se considerou um criminoso". Eis a "razão cínica": a culpa pelo genocídio era dos próprios judeus gananciosos por dinheiro, não de seus carrascos nazistas. Os israelenses da "era Sharon" também não se responsabilizam pelos atos criminosos de Israel contra os palestinos generalizados como terroristas.

Se no fanatismo o sujeito inexiste para dar lugar ao Senhor absoluto e maravilhoso, então faz sentido não assumir a sua própria responsabilidade, porque ela é "obra do Senhor" [Werk de herrn.], "o Senhor quer que eu faça", "foi a mão de Allah", etc. São mais do que frases, são efeitos de uma poderosa "fantasia da eleição divina" [sic!] onde o sujeito é nadificado para dar lugar ao discurso delirante da salvação messiânica. O mundo fanático foi dividido entre "os eleitos" e os que continuam nas trevas e que precisam ser salvos ou serem combatidos por todos os meios, pois "são forças do mal".

O famoso caso Schreber, analisado por Freud, que acreditava ter recebido um chamado de Deus para salvar o mundo, que lhe era transmitido por uma linguagem particular - só entre ele e Deus - , tornou-se o modelo psicanalítico para se pensar a relação loucura e fanatismo. Como já dissemos, o fanatismo é sustentado por sistema de crença delirante, psicótico, dominado por uma autoridade absoluta e invisível (Deus ou a causa da "supremacia da raça ariana", ou a "missão do povo judeu", ou "a Jihad islâmica", "ou salvar o mundo do diabo", enfim, um significante posto no lugar "absoluto" que comanda a ação do grupo fanático, etc). Segundo a psicanálise, isso poderia apontar para a hipótese de um "complexo paterno" de origem.

A leitura lacaniana fala de "um buraco no Nome-do-Pai, que produz no sujeito um buraco correspondente, no lugar da significação fálica, o que provoca nele, quando é confrontado com essa significação fálica, a mais completa confusão. É isso que desencadeia a psicose de Schreber, no momento em que ele próprio é chamado a ocupar uma função simbólica de autoridade, situação à qual só teria podido reagir com manifestações alucinatórias agudas, às quais a construção de seu delírio iria pouco a pouco fornecer uma solução, constituindo, no lugar da metáfora paterna fracassada, uma "metáfora delirante", destinada a dar um sentido àquilo que, para ele, era totalmente desprovido de sentido".


Fonte: Espaço Acadêmico/ Blog Libertos do Opressor

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A Burguesia fede e me causa repugnância

Adriano Couto

Já dizia Cazuza que era burguês também. Pra justificar isso ele dizia: "Eu sou burguês, mas eu sou artista!" hahahaha! Grande coisa! Pra mim não muda nada, só piora. Antes de entrar no assunto em si eu gostaria de esclarecer que quando digo que não gosto da burguesia, não estou falando que não gosto de gente que tem condição financeira.

Ter uma boa condição financeira não faz de você um burguês, faz de você abençoado materialmente (nem sempre, pois muitas fortunas foram adquiridas por meios ilícitos). O que faz de você um burguês é adotar um comportamento burguês. Logo, o que importa não é se você é rico, mas o que você faz com o dinheiro que você possui.

Quando digo que a burguesia fede é porque a burguesia é fútil e tem motivações superficiais. A grande questão pela qual Deus abençoa pessoas financeiramente (para quem crê, lembrando que dinheiro não “cai do céu”, mas sim, fruto do trabalho e na minha concepção Deus capacita o homem para que ele possa batalhar pelo seu sustento) é para que elas abençoem outras pessoas também (entende-se aqui por ajudar as pessoas necessitadas). Mas ao contrário disso as pessoas que tem uma determinada condição elevada prefere acumular a dividir. E esse é o motivo da crise em qualquer esfera. É o acúmulo de renda nas mãos de poucas pessoas, aumentando assim as desigualdades e injustiças sociais, “pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males” (1 Tm 6,10).

A burguesia fede porque ao invés de dar pão ao faminto, ela permite que esse cate o lixo de sua mansão pra comer, a burguesia fede porque ao invés de vestir o nu, ela prefere repassar suas roupas para brechós de luxo, a burguesia fede porque ao invés de se misturar a multidão dando exemplo de modéstia, pavoneia suas plumas, relógios rolex, ternos Armani e carros de luxo enquanto o pobre chafurda a cara na merda diariamente. A burguesia fede porque mesmo depois de pavonear pelas ruas da cidade cheios de pompa, reclamam da violência porque um morto de fome roubou seu relógio de R$50.000,00.

Pois é depois desse discurso, tenho certeza de uma coisa, alguns concordarão em gênero, número e grau com o meu texto, mas outros se importarão mais com o "merda" que eu escrevi do que com o caos social que atravessamos. Mas é assim mesmo! Vamos pra frente! A hipocrisia do ser humano faz parte...

Não faço mais o ENEM!!!

Adriano Couto


Pelo segundo ano consecutivo, a organização do ENEM foi um desastre! Um fiasco! Desta vez foram questões repetidas ou fora de ordem, grade de respostas trocadas, fiscais confusos e sem contar que achei muitas restrições totalmente sem fundamento, tais como não se podia sequer utilizar lápis, não podia anotar o gabarito para conferir as respostas posteriormente, exceto se o estudante ficasse até as 17 horas para levar o caderno com as questões, não esquecendo que os estudantes tiveram que tirar suas carteiras do bolso e seus relógios do pulso e deixa-los com o monitor, sem contar que inúmeras salas, inclusive a que eu estava fazendo a prova, não tinha sequer um relógio na parede, não tínhamos noção do tempo, exceto quando os monitores diziam a hora, por exemplo, às 15 horas.

Muitas pessoas faltaram a seu trabalho, tiveram gastos com deslocamento, hospedagem, alimentação e entre outros para realizar a prova, além de todos os transtornos e do fiasco, dependendo da extensão dos prejuízos, o INEP poderá realizar outro teste, somente para candidatos afetados pelos erros da prova. Ela seria aplicada em dezembro, já a OAB exige anulação da prova, porém será repetido todo o processo novamente, mais perda de tempo, quem vai ressarcir os gastos dos estudantes? Já é definitivamente comprovado que o INEP é totalmente desorganizado e incompetente para a realização do exame e como coloquei no artigo da semana passada, realmente esta instituição não merece a mínima confiança, todo ano acontece algo diferente, nem é mais novidade, gerando transtornos a milhões de inscritos.

Já ta virado uma palhaçada, uma piada de mau gosto, parece que gostam de fazer os estudantes de trouxa! Não farei mais o ENEM, não vou mais perder o meu tempo. Como pode o MEC permitir tamanha desorganização, sou a favor da regionalização das provas, já que em esfera federal não existe a mínima organização para se realizar um exame bem sucedido, não creio que o objetivo seria a levar as pessoas a desistirem do exame, seria muito leviano pensar desta forma, mas é o que dá a entender... mas claro isso faz parte do caduco, retrógrado e arcaico sistema educacional brasileiro que ainda insiste em perseguir professores que não rezam a cartilha do sistema, modelo tradicional positivista, educadores que são coibidos de ensinar os alunos a pensarem e são praticamente forçados a produzirem um bando de robôs alienados.

Gosto de parafrasear o cantor nativista João de Almeida Neto: “quando eu gosto eu elogio, quando eu não gosto eu critico”, pois o Governo Federal não é uma teocracia, nem uma instituição divina que não pode sofrer criticas, por medo de castigos, pois ele não está acima do bem e do mal, é uma instituição humana passível de erros, não estou fazendo gol contra apesar das minhas convicções partidárias, mas temos que ser justos, pois sempre fui defensor do governo no que diz respeito aos inúmeros benefícios sociais concedidos à nação, mas quando ocorrem fiascos destes consecutivamente é intolerável! É atentar contra a inteligência humana.

Como vivemos num país democrático, onde gozamos de plena liberdade de expressão, devemos sim expor a nossa opinião sem temor! A constituição nos ampara somente o anonimato é vedado. Mas que não venha nenhum engraçadinho, puxa-saco do governo insinuar uma repreensão ao meu texto dizendo que sou contra o PROUNI e etc, porque seria muito ridículo, pois se eu fosse contra, não estaria prestando o referido exame, porém não sou alienado e nem idiota, pelo que sei o regime de exceção terminou em 1985.

Minha caneta é uma espada, dilacerando o pensamento, muitos escritos na história da humanidade provocaram revoluções e derrubaram governos. Se os meus camaradas tentarem me censurar de alguma forma, contrariando o que nosso presidente Lula costuma dizer que em nosso país existe democracia porque temos liberdade de imprensa e respeito com as opiniões e plena liberdade de expressão, então cuidado! Um dia poderei me tornar um Lacerda! Quem sabe... Ele incomodou muita gente... E isso poderá ser só começo... Censura nunca mais!