terça-feira, 28 de setembro de 2010

Não "tiririque" seu voto






Por Renato Vargens


Quem não se lembra quando a população do Rio de Janeiro votou em massa no macaco Tião?

Pois é, a candidatura do Macaco Tião foi lançada pelos humoristas da revista Casseta e Planeta em defesa do voto nulo nas eleições municipais de 1988. Na ocasião, 9,5% dos cariocas que compareceram as urnas, votaram no primata mais famoso do Brasil. Se somada aos votos em branco(14,9%), a votação de Tião superaria a de todos os candidatos- exceto Marcello Alencar, eleito prefeito com 31,6%.

Caro leitor, o voto de protesto na História da democracia brasileira é extremamente comum. Volta e meia observamos o aparecimento de candidatos absolutamente despreparados para vida pública. O caso mais recente é o do palhaço Tiririca que lidera a disputa pela Câmara dos Deputados por São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Expert em análises eleitorais, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia capturou essa mensagem popular que permeia o voto de protesto atual e esboçou o neologismo Tiriricar. O povo está tiriricando a escolha. E essa tiriricarização, digo, para incrementar o vocabulário tão propício, pode tornar-se um fenômeno nacional., afirmou Maia.

Caro leitor, em 2002, Enéas Carneiro, teve mais de 1,55 milhão de votos. A consequência disso é que a reboque ele elegeu consigo cinco dos sete concorrentes do minúsculo Prona à Câmara dos Deputados, na bancada de São Paulo.


Diante do exposto, acredito que "tiriricar" não seja o melhor para Brasil. Sem sombra de dúvidas a melhor maneira do cidadão brasileiro protestar é votando em canditados sérios e compromissados com a justiça, com a ética e com a verdade.


Pense nisso!



Fonte: Blog Renato Vargens

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Aberta temporada de “caça aos ciganos”

Adriano Couto



Na terra do champagne está sendo promovida uma verdadeira caça as bruxas, no que diz respeito ao povo cigano, cujas tradições, história, cultura, costumes está sendo praticamente extirpada, banida do território francês, para satisfazer os caprichos do “fascista” Nicolas Sarkozy, político de extrema-direita, com sua xenofobia, perseguição desenfreada contra as minorias, desrespeitando os Direitos Humanos. O mesmo está assemelhando-se a Hitler em sua “caçada” aos judeus e a Stálin com seus “expurgos”, eliminando quem não compactua com suas monstruosidades ou simplesmente não pensa igual aos seus interesses megalomaníacos.

O povo cigano desde sempre foi perseguido, vivendo como nômades, sendo perseguidos pela Igreja na Idade Média durante a Inquisição e também pelos regimes totalitários, em especial o Nazista.

Os ciganos são chamados também de rômanis, existem dúvidas quanto a sua origem, porém a mais aceita é a de que são originários da Índia. Este povo apesar de todo o histórico de perseguições, sempre preservou sua cultura, que é muito bonita, diga-se de passagem, porém as pessoas os vêem com desprezo e muitas vezes como malfeitores, exatamente como Sarkozy está fazendo.

Os ciganos vivem praticamente marginalizados, desrespeitados, são seres humanos com todos os direitos como qualquer outra etnia, inclusive o termo cigano é frequentemente utilizado como pejorativo para rotular pessoas.

Este megalomaníaco tem que ser detido e se a União Européia ficar de braços cruzados, quem sabe não estará abrindo as portas para um “novo holocausto” só que desta vez não com judeus, mas sim com ciganos?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Contrastes do Catolicismo com o subdesenvolvimento

Adriano Couto

Rui Barbosa, grande tribuno brasileiro, prefaciando Janus escreveu: “A Igreja Católica não é uma religião, mas sim uma política, a mais viciosa, a mais sem escrúpulo e a mais funesta de todas as políticas, cuja fermentação decompõe a sociedade brasileira. Olhai a América Latina, olhai o Brasil, pôr toda parte só farisaísmo religioso, beataria e fanatismo.” Getúlio Vargas, ex-presidente do Brasil, também lamentava a situação religiosa do país dizendo: "A alta sociedade acida um catolicismo elegante enquanto as massas vivem a fase fetichista adorando imagens de várias especialidades milagreiras". (O País, Rio, 29-8-25).

A "MAIORIA católica" tão mencionada pelo Clero encontra-se nos países mal alfabetizados e pôr isso, subdesenvolvidos; o analfabeto é mais bem explorado e acredita em tudo; são massas impedidas pela Igreja pôr séculos seguidos de examinarem a Bíblia, fonte de progresso e liberdade. Quando mencionam religiões minoritárias esquecem que o Papado eliminou milhões de mártires cristãos não católicos retardando sua conseqüente multiplicação. Isso sem contar o massacre nas colônias espanholas da América, onde existem inúmeros relatos das carnificinas promovidas pela Coroa Espanhola, cujos governantes eram os piedosos e venerados reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela. Para um melhor aprofundamento no assunto, recomendo a leitura do livro, “O paraíso Destruído, A sangrenta história da conquista da América” de autoria do Frei Bartolomé de Las Casas.

Os papas abençoavam as espadas dos “conquistadores” que viriam desbravar o novo mundo, submetendo-os os “pagãos “a fé católica.
O catolicismo pregava que os índios não possuíam alma, assim como os negros. Além do mais, os papas se julgam infalíveis, intocáveis, acima do bem e do mal, quase que como deuses, assemelhando-se aos faraós do Egito Antigo, se utilizando do nome de Deus para cometer as mais horrendas barbáries que a história mostra.

Há duas civilizações bem definidas: Uma chamada protestante com a Bíblia aberta, governos estáveis, alfabetizadas e desenvolvidas, representadas pela Alemanha (que sofreu com o nazismo, lembrando que metade de sua população professa a fé católica e que Hitler era católico de comungar nas missas dominicais, ressalto também que o ditador nazista era profundamente devoto de Maria, pois existem muitas pinturas em que o mesmo expressa sua devoção), Escandinávia, Inglaterra, Escócia, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Suíça e outras; todas de maioria protestante. A outra, tendo a frente o Vaticano seguido pela Espanha, Portugal e América Latina, mal alfabetizados, com todos os problemas que conhecemos e a Itália, onde floresce o maior partido Comunista (ideologia esta tão combatida pelo Vaticano) fora da Rússia.

Convém lembrar que países com orientação católica têm governos instáveis, tendo a influência direta de Roma, considero isto uma afronta, violação da soberania dos países, pois o Vaticano é um país, logo o pontífice é um chefe de estado, o mesmo sendo governante, interfere diretamente nos assuntos destes países, manipulando-os a seu gosto. Os países católicos são mais suscetíveis a Golpes de Estado, a história relata que isso é freqüente nestes locais, exemplo disto foi a Operação Condor nos anos 60, elaborada pelos EUA e fortemente apoiada pela Igreja, derrubando governos eleitos democraticamente pelo povo em toda a América Latina. Exemplo clássico em nosso país, a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, que culminou numa ditadura sangrenta, promovida pelos militares que por vinte anos, ceifou a vida de milhares de brasileiros. Tudo em nome da moral e dos bons costumes, como gosta de pregar o catolicismo e com um slogan mais hipócrita ainda, de completa inspiração fascista, totalitária: “Deus, pátria e família”.

Ainda hoje impera esses resquícios de atraso em nossa sociedade, sinônimo de nação subdesenvolvida, a aceitação passiva do povo em relação aos mandos e desmandos do catolicismo em nosso país, esta instituição é sempre a primeira a opinar sobre moral e bons costumes, quando a instituição não tem lá sua moral muito exemplar, começando pelos escândalos de pedofilia, sabemos que contra fatos não existem argumentos... Nas cerimônias cívicas sempre se convida um padre para dar uma bênção, ignorando o credo dos demais habitantes da comunidade, violando assim a constituição, ou se convida representantes de todas as religiões ou não se realiza um ato arbitrário como este, pois vivemos num estado laico e democrático e não num regime absolutista católico, pois aqui não é o Vaticano!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Maçonaria

Adriano Couto


A Maçonaria se apresenta como uma instituição educativa, filantrópica e filosófica que tem por objetivo os aperfeiçoamentos morais, sociais e intelectuais do homem por meio do culto inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência, da investigação constante da verdade. É uma instituição que, historicamente, prega a manutenção das grandes conquistas sociais, tendo como base o Liberalismo. Ela atua como um centro de trabalho de “pensantes” com o intuito de transformação social.
A Maçonaria possui rituais em seus encontros, nos quais encontram-se concepções hinduísticas baseadas na sobrevivência da alma e o aperfeiçoamento espiritual. Em contrapartida, a Maçonaria não obriga, nem delimita a religião de seus pertencentes; o assunto “fé” não é discutido dentro da Loja.
Os encontros são feitos nos templos (lojas) maçônicos. Os integrantes da Maçonaria se consideram e se chamam de irmãos, assim seus filhos são primos e suas mulheres são cunhadas. Possuem como lema a IGUALDADE, LIBERDADE E FRATERNIDADE, acreditam que o ser humano é uma pedra grosseira que deve ser polida ao longo da vida; com atuações benéficas, questionamento e principalmente, estudo da pedra grosseira pode vir a se tornar uma pedra preciosa. Essa comparação com pedras se deve ao fato de terem sua origem como pedreiros.
Os maçons são formadores de opinião, fazem beneficência, porém não gostam que o nome deles apareça; as doações são quase todas sem remetentes. Quando existe o encontro de irmãos que não se conhecem, acabam sabendo que assim os são mesmo sem fazerem comentários. Reconhecem-se por aperto de mão, adesivos e buzinas de carro, além dos três pontos que finalizam suas assinaturas.
Não se vê pessoas da classe baixa, homens sem profissão ilustre socialmente, ou ao menos uma ótima condição financeira como membro integrante da Maçonaria. Não se vê também pessoas sem famílias e homens sem “status” social. Hoje, ser maçom é estar presente no topo da hierarquia social.
Para se adentrar na instituição é necessário um convite; posteriormente à indicação de alguma pessoa por algum maçom, os irmãos se reúnem e analisam a conveniência do possível convite àquela pessoa. Avaliam a família, o trabalho e a moral social que o provável integrante da instituição possui.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Igreja Católica cobra ingressos de fiéis ingleses para assistirem missas do Papa Bento XVI

Adriano Couto



Está causando polêmica a visita do Papa Bento XVI à Grã-Bretanha, devido a igreja estar cobrando ingresso dos fiéis para assistirem as missas do pontífice. Veja só, os ingleses terão que desembolsar 25 libras (R$66) para assistir a missa ao ar livre de domingo do déspota romano em Birmingham, 20 libras (R$ 53) na celebração pela manhã em Glasgow e 5 libras (R$ 13) por uma vigília no sábado em Londres.

A igreja alega que é “apenas uma contribuição” (já conheço estas
contribuições desde a Idade Média) para cobrir os custos de segurança do evento e de transporte dos peregrinos.

Lembrando que o anglicanismo é o credo majoritário naquelas terras e não bastando isto, o tirano de Roma afronta diretamente os anglicanos promovendo a cerimônia de beatificação do Cardeal John Henry Newman (1801-1890), religioso este que era um dos mais famosos líderes da Igreja Anglicana que posteriormente converteu-se ao Romanismo (como é que consegue? Legítimo retrocesso). Setores desta Igreja consideram o ato do pontífice como um “tapa na cara” do anglicanismo. Concordo com os líderes anglicanos, é uma verdadeira provocação, canonizar um ex líder da referida igreja, em plena Inglaterra, onde somente 10% da população se diz católica e ainda tem a cara de pau de cobrar ingresso do povo.

O pontífice se comporta como um legítimo Pop Star, cobrando por suas aparições públicas, chega a ser ridículo, bem como diz a música dos Engenheiros do Havaí: “O Papa é Pop, o pop não poupa ninguém”.

Estas arrecadações remontam a época da eclosão da Reforma Protestante, onde Martinho Lutero (este sim é um revolucionário de verdade!) afixou suas 95 teses na porta da Catedral de Wittenberg onde denunciava os abusos da “angariação de fundos” para a construção megalomaníaca da Basílica de São Pedro, episódio este conhecido pela venda de indulgências em troca do perdão dos pecados e um lugarzinho no céu, extraindo assim até o último centavo de camponeses miseráveis que mal tinham para o seu sustento. Este acontecimento tem semelhança com a celebração na terra da Rainha Elisabeth, onde os fiéis receberão em troca da “contribuição”, ou seja, do ingresso, umas quinquilharias chamadas “Kit do Peregrino”, que contém um CD e um cartão-postal comemorativo.

Além deste “escambo” religioso, convém acrescentar que fora o desrespeito aos anglicanos, esta visita “non grata” do soldado do Führer custará aos cofres britânicos à bagatela de 10 a 12 milhões de libras (R$ 26,6 a R$31.9 milhões) das 20 milhões de libras (R$ 53,1 milhões), este restante será pago pela Igreja Católica inglesa. Verdadeiro absurdo, onde milhões de pessoas passam fome, pessoas não têm moradia digna, não tem acesso ao básico para a sua sobrevivência. O próprio Jesus não tinha onde reclinar a sua cabeça como está escrito, morreu ultrajado em uma cruz e o Vaticano todo coberto de ouro, contrastando com a miséria de países católicos subdesenvolvidos, tendo a sua frente um governante soberbo, prepotente, ávido por holofotes, se achando no direito de se sobrepor aos anglicanos dentro de sua terra. Felizmente a Idade das Trevas ficou confinada na Idade Média, mas parece que este pontífice quer fazê-la ressurgir...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A invenção do grito





A imagem mais conhecida da Independência mostra d. Pedro às margens do Ipiranga. Mas o acontecimento nem sequer era comemorado no início do Império.


A imagem de d. Pedro I desembainhando a espada no alto do Ipiranga é uma das representações mais populares da história do Brasil. Há muitas décadas ela figura em livros didáticos e ilustra páginas de revistas e jornais por ocasião das comemorações da Independência. Diante dela temos a impressão de sermos testemunhas do evento histórico, aceito naturalmente como o “marco zero” da fundação da nação. No entanto, essa imagem é fruto da imaginação de um artista que nem mesmo tinha nascido no momento em que o episódio ocorreu.

Historiadores têm demonstrado que foram necessárias muitas décadas para que o hoje famoso episódio do “Grito do Ipiranga” adquirisse o status que ele possui no contexto das narrativas sobre a Independência. Como demonstra a pesquisadora Cecília Helena Salles de Oliveira em seu estudo sobre o tema, a data de 7 de setembro não foi considerada, de início, particularmente relevante como marco simbólico da formação da nação, nem pela imprensa, nem pelo próprio d. Pedro.

Em carta dirigida aos paulistas, no dia seguinte ao episódio ocorrido às margens do Ipiranga, o príncipe fala da necessidade urgente de retornar ao Rio de Janeiro em função das notícias recebidas de Portugal. Na longa carta, não há qualquer referência ao “grito”. A Independência do Brasil não estava inteiramente consumada. Dependia também de negociações políticas. Também em carta dirigida ao seu pai a 22 de setembro, d. Pedro não faz referência ao evento.

Da mesma forma, os jornais de época, que ensaiaram as primeiras narrativas sobre a Independência do Brasil, não traziam qualquer menção à data de 7 de setembro. O Correio Braziliense, por exemplo, publicou uma notícia declarando a data de 1º de agosto como marco da emancipação. Era a data em que o príncipe enviou o Manifesto às Províncias do Brasil, no qual se desobrigava de obedecer às ordens das Cortes de Lisboa. O redator do jornal Regulador Brasileiro, por sua vez, apontaria a data de 12 de outubro, na qual ocorreu a aclamação de d. Pedro I como Imperador do Brasil, como o verdadeiro marco da criação da jovem nação. Outras datas, como o 9 de janeiro, dia do “Fico”, em que d. Pedro I recusou-se a embarcar para Portugal desobedecendo as ordens dadas pelas Cortes de Lisboa, ou a de 1o de dezembro, data da coroação, foram mencionadas, mas nunca o 7 de setembro.


Fonte: Site História Viva

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Butiá para todos

Adriano Couto







Em 1º de janeiro de 2005, foi inaugurado um novo tempo em nossa cidade, deixamos para trás o coronelismo, todo resquício de peronismo que pairava em nossa terra, onde a esperança venceu o medo e foi dado início ao novo modo de se fazer governo, de trabalhar, de se fazer política séria e honesta, gestão voltada para o povo, para os anseios da comunidade, uma administração mais humana, solidária e popular.

O Prefeito Sérgio Malta deu início as suas atividades com todo o respaldo popular demonstrado nas urnas, escolhendo como lema de seu governo BUTIÁ PARA TODOS, onde ali deixava bem claro que governaria para todos os cidadãos butiaenses, sem distinção de pessoas.

Entre as inúmeras realizações que com certeza este texto não seria o suficiente para explanar, quero destacar a pavimentação da Rua 15 de Novembro, uma via muito importante para nossa cidade, onde os moradores sofriam com a poeira e o barro, devido ao fluxo intenso de veículos. Acrescento também a conclusão das obras do Ginásio Municipal Gastão Hoff, obras estas que em gestões anteriores estavam paralisadas. Este ginásio é um sonho antigo de nosso povo.

Infelizmente sofremos a perda irreparável de nosso prefeito no final do ano passado, homem este que amou esta terra até o fim, que tanto fez por nossa cidade e também foi o primeiro prefeito reeleito da história de Butiá. Foi empossado então o seu vice-prefeito srº Paulo Machado, pessoa competente e muito popular entre os butiaenses, que desde sua posse já pôs suas mãos a obras, dando continuidade no projeto de construir um Butiá para todos.

O Prefeito Paulo Machado têm feito um governo popular, voltado aos interesses dos trabalhadores, estritamente ligado à comunidade, visitando cada bairro, acompanhado de seus secretários ouvindo os anseios e necessidades dos moradores.

Convém destacar os trabalhos da SMTCAS (Secretaria Municipal de Trabalho Cidadania e Assistência Social) através de seu Secretário Édson Martinez de Souza (Mocreto) e da SMAMA (Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente) quem tem o Secretário Everton Pereira no comando da pasta. Destaco estas duas secretarias, que no meu ponto de vista são as que mais se destacam. A SMTCAS está realizando um trabalho excepcional, creio que jamais visto em nossa cidade e também a SMAMA juntamente com a EMATER indo ao encontro dos produtores rurais, através da Gestão Participativa, trabalhando de mãos dadas com o homem do campo, como diz o slogan da referida secretaria: “Quando o campo produz, a cidade cresce”. Claro que não esquecendo do excelente trabalho do Secretário de Finanças Fábio Raguse e do também competente Secretário de Administração Edílson Nunes Francisco. Todos estes secretários e os demais estão trabalhando em harmonia com o Gabinete do Prefeito na construção de uma cidade melhor para todos.

Uma importante conquista da Gestão do Prefeito Paulo Machado, com certeza é a vinda de uma unidade da Granja Filippsen pra nossa cidade, que dentro de alguns meses estará se instalando no Distrito Industrial, gerando emprego e renda para nossa população, tornando real a possibilidade de um Butiá para todos e cumprindo suas promessas de campanha, diferente de gestões passadas...

Outra conquista para nossa comunidade será com certeza a pavimentação de parte da Perimetral a partir ano que vem, deixando os críticos no ostracismo, que só sabem desdenhar e que não apresentam alternativas, que não se conformam em ver o governo atual colher os louros do progresso. Concordo que nossa cidade está longe ainda de ser a cidade dos sonhos, não é perfeita, ainda tem as suas limitações, dificuldades, mas de 2005 para cá, com certeza cresceu muito, tornou-se um lugar melhor para se viver, promovendo a dignidade das pessoas.

Ainda restam praticamente dois anos de governo, muito há de se fazer por nossa cidade, muitas conquistas, muitos projetos ainda sairão do papel, fazendo inflar em nós o amor a esta terra e o orgulho de ser butiaense, ao contrário de muitos parasitas que cospem literalmente no prato que comem e querem ver o declínio de nossa cidade. Mas vejo que hoje está se consolidando o objetivo principal desta administração que com certeza chegou para ficar, que é construir um BUTIÁ PARA TODOS.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Peronismo butiaense




Adriano Couto


Caro leitor você deve estar se perguntando, de onde retirei a expressão “peronismo butiaense”. Criei para fazer alusão ao governo anterior a 2005. Vou tecer aqui algumas comparações e você leitor vai associar claramente este governo que será citado com o de Perón na Argentina.

O governo dito “progressista” que na realidade foi retrógrado se comportou tipicamente como uma gestão peronista, de cunho populista, demagógico e com aparato repressor. Começando que lembro como se fosse hoje, que no seu último comício, na eleição de 2000, o ex-prefeito, pediu que: “é pra deixar filmado e gravado, me cobrem depois se isto não acontecer”, trouxe o deputado Chiamulera de Lajeado, o qual prometeu uma unidade da sua fábrica de refrigerantes em Butiá e também um representante da Motrisa também fez a promessa de instalação de uma filial de sua empresa em nossa terra. Já começo por aí só para frisar que não tenho memória curta...

Enquanto gestor, nosso Perón butiaense desenvolveu um forte paternalismo, um assistencialismo que beirava o ridículo, juntamente com sua esposa e secretária de assistência social, cuja popularidade se parecia com Evita Perón (entendeu a ligação?), distribuindo sacolas, estimulando povo ao ócio. Este desgoverno promoveu também festas ao ar livre, shows, lembrando a legítima política romana de pão e circo, onde eram promovidos espetáculos públicos para mascarar a miséria do povo!

Esta gestão construiu elefantes brancos que ficaram ociosos (Packing House e Shopping Rural), estes que foram reaproveitados pelo governo atual. Também não pavimentou nenhum metro de rua, foi desencadeada uma verdadeira perseguição ao funcionalismo público, em especial contra aqueles não tinham o mesmo alinhamento político, principalmente na área da educação, onde o despotismo imperava cuja secretária era uma verdadeira tirana, relembrando os tempos da ditadura (não é por acaso que o PP é herdeiro da ARENA e o ex-prefeito era policial civil, combinação perfeita não é mesmo?). Sem contar que empregou todos os familiares na prefeitura, promovendo um nepotismo descarado.

Nossa cidade era governada por uma aristocracia rural, por latifundiários, formando uma verdadeira oligarquia, que estava alheia aos interesses do povo, isto estava bem claro na composição do secretariado municipal...

Mas o povo é soberano e expurgou do poder os herdeiros da ditadura, governo este com traços peronistas, repleto de populismo, demagogia, perseguição e miséria, igualando-se ao peronismo argentino.

Os peronistas “made in Butiá” estão se articulando para voltar ao paço municipal em 2012, estão fazendo suas barganhas eleitoreiras e coligações visando interesses escusos. Nesta campanha de 2010, apóiam a candidata da RBS, representante do agronegócio que promove miséria no campo e o enriquecimento dos latifundiários, apóia também o deputado que está envolvido no escândalo do desvio de R$ 40 milhões do DETRAN e claro, apóiam a atual DESGOVERNADORA que disse que os professores (entre os quais me incluo) “vocês não são professores, mas sim torturadores de crianças” e também disse que “o CPERS quer transformar o Rio Grande do Sul num Iraque”. Relembrando que eu não tenho memória curta, creio que o povo também não, tanto que retiramos estes parasitas do poder, mas ainda tem pessoas que tem saudade do peronismo, do seu amado Perón e sua primeira dama Evita, semelhante aquelas mulheres que sentem prazer em apanhar do marido. Prezados leitores, to começando a desconfiar que Perón não morreu, ele habita entre nós...

domingo, 12 de setembro de 2010

Projovem qualifica jovens butiaenses para o mercado de trabalho

Adriano Couto






O Projovem em nossa cidade está resgatando a dignidade da nossa juventude que até então estava relegada ao desemprego, a falta de oportunidades, condenada ao ostracismo. Não é minha intenção fazer aqui apologia ao Governo Federal, mas todo e qualquer trabalho de inclusão social, que vá promover a dignidade da pessoa humana, deve ser louvada e tornada conhecida, ainda mais quando os resultados já estão aparecendo.

A SMTCAS (Secretaria Municipal de Trabalho Cidadania e Assistência Social) se tornou uma referência em nossa região, devido à implantação com sucesso do Projovem. Este programa de inserção social em Butiá prepara nossos jovens em duas etapas distintas, o Projovem Adolescente e o Projovem Trabalhador.

O Projovem Adolescente ocorre diariamente nos turnos manha e tarde, inverso ao turno escolar. Jovens de faixa etária de 15 a 17 anos de idade. Curso em dois ciclos (2anos) o primeiro de desenvolvimento pessoal, cultural e social e, o segundo desenvolvimento e orientação profissional.

Preparar o jovem para o mercado de trabalho e para ocupações alternativas geradoras de renda são os principais objetivos do ProJovem Trabalhador. Podem participar do programa os jovens desempregados com idades entre 18 e 29 anos, e que sejam membros de famílias com renda per capta de até meio salário mínimo.

Segundo o Secretário Municipal de Assistência Social, Édson Martinez de Souza (Mocreto), quando faz suas explanações em relação ao Projovem faz questão de deixar bem claro que “devemos quebrar os paradigmas assistencialistas”. Concordo em gênero, número e grau com o secretario, pois em governos anteriores, a Secretaria de Assistência Social, tinha forte cunho assistencialista e paternalista, só dava o peixe e não ensinava a pescar, pois só distribuir sacolas, não promove a dignidade das pessoas, mas sim estimula a ociosidade.

O IECPAC (Instituto de Educação Cenecista Professor Alcides Conter) através de seu diretor José Maria Medeiros também está de parabéns por abrir as portas desta instituição educacional para receber estes jovens que estão lutando por um futuro melhor, no Projovem Trabalhador, onde eles já aprendem uma profissão, entre as várias opções de escolha e recebem todo o auxílio necessário por parte da SMTCAS.

Em reunião destinada aos empresários locais, buscando o apoio dos mesmos para o ingresso destes jovens no mercado de trabalho, acompanhei o relato emocionado do diretor José Maria sobre o dia a dia dos estudantes, destacando a dedicação e zelo destes alunos, superando até mesmo os estudantes da instituição que são de famílias mais abastadas. Além do programa ter aceitação geral entre os empresários presentes, alguns deles se comprometeram em dar oportunidades aos jovens em suas empresas logo após o término dos cursos.

Cada vez que vejo relatos dos jovens participantes do programa,fico emocionado, pois eles estão dispondo de uma oportunidade que até então não existia e os mesmos agarram com unhas e dentes, lutam por uma vida melhor para si e ajudar no sustento de suas famílias, jovens excluídos pelo sistema capitalista voraz e impiedoso, onde somente os mais preparados podem competir, estimulando uma competição egoísta e desumana, gerando violência, injustiças e miséria. O Projovem surge então como a porta de entrada para o mercado de trabalho e também como a realização de um sonho para se ter uma vida mais digna e justa.

Considerações sobre o escândalo de Triunfo

Adriano Couto


O escândalo das diárias, ocorrido em agosto deste ano, envolvendo os vereadores de Triunfo e General Câmara, onde os mesmos promoveram uma farra com o dinheiro público, fazendo turismo em Foz do Iguaçu, é um fato que não deve cair no esquecimento e quero aqui tecer alguns comentários a respeito deste episódio veiculado nacionalmente.

Ao acompanhar a excelente matéria do repórter Giovanni Grisotti da Rádio Gaúcha fiquei profundamente indignado, mesmo não sendo morador de Triunfo, isso me deixou revoltado, pois os edis triunfenses e seus vizinhos de General Câmara simplesmente desrespeitam os seus eleitores que lhe confiaram seu voto e o dever de representá-los na casa legislativa municipal.

Apesar de que, escândalos não são nenhuma novidade na terra do Pólo Petroquímico, que por sinal tem o maior PIB per capita do estado (e a população é pobre!), desde o final da década de 80 já existem históricos de corrupção envolvendo políticos da cidade.

Como boa parte da população depende dos cargos públicos ou empregos municipais, o silêncio dos moradores foi a forma de cumplicidade encontrada para proteger a administração; exceto um homem não se calou e, este foi o Pe. Genico Schneider.

Pe. Genico em entrevista ao Jornal Zero Hora relatou que: “Triunfo era uma antes da instalação do Pólo Petroquímico e virou outra depois. Todo mundo depende economicamente da prefeitura, tem alguém da família empregado ali, ou na Câmara, ou numa escola, ou no Posto de Saúde. Por isso, o medo de enfrentar a corrupção.” Comenta também que a Câmara não tem políticos de oposição para punir os responsáveis pelo escândalo das diárias. O padre foi a única autoridade com reconhecimento público do município a se manifestar sobre o assunto.

O referido padre teve que pagar um alto preço por suas declarações, recebeu telefonemas onde era intimidado, recebendo ameaças e também lhe foi informado que não seria mais bem recebido nos órgãos públicos daquela cidade, foi coagido a deixar Triunfo, pois o mesmo não se corrompeu, agiu como o sal da terra, como luz nas trevas da corrupção, um verdadeiro cristão! O mundo precisa de mais pessoas como o padre Genico!

Como cristão protestante, me alegro com a atitude deste sacerdote que exerceu o profetismo com autoridade! Denunciando as maracutaias locais! A corrupção! Isso é o mesmo que Jesus fazia, pagando com sua vida por mexer na posição de alguns privilegiados e, também ao mesmo tempo me envergonho de muitos pseudo- cristãos que se dizem evangélicos, que só querem dar glórias e aleluias e se calam feito covardes! Esquecem de olhar pro mundo que tem a sua volta e ver as injustiças, não lutam por uma sociedade mais justa e mais fraterna, só querem satisfazer o seu ego, a estes, Jesus chamou de hipócritas! Túmulos caiados, bonitos por fora e podres por dentro! Só pensam em bênçãos e esquecem dos necessitados que sofrem devido a corrupção vigente...

Triunfo virou uma verdadeira barganha, os governantes usam a arrecadação milionária, a máquina administrativa em troca de apoio popular, gerando empregos e comprometimento político, corrompendo os moradores, virando uma politicagem de quinta categoria! É uma vergonha estas maracutaias, mesquinharia, verdadeira baixaria os políticos já deixam a população propositalmente numa situação de pobreza para justamente poder corrompê-las e barganhar, para se perpetuarem no poder, já que muitas pessoas necessitadas não estão em condições de recusar tais ofertas, daí os nobres representantes deitam e rolam, fazem farra com o dinheiro público e riem da cara dos eleitores! Chega de corrupção! Nossa sociedade não agüenta mais! Cadeia nesses pilantras!

sábado, 11 de setembro de 2010

Jesus, o homem que dividiu a História

Adriano Couto


Poucas figuras históricas tiveram um impacto tão significativo no curso da humanidade como Jesus Cristo. Um dos maiores filósofos de todos os tempos, ele lançou as bases para uma religião que não só transmitiu a herança Greco-romana às gerações seguintes, como também preservou muito da antiga civilização pagã. Ao mesmo tempo, Jesus propagou uma mensagem diferente, uma doutrina de paz e amor que, finalmente, irmanava os homens e prometia a justiça e a esperança de um reino baseado no princípio divino. Como nenhum outro antes dele, ensinou a revolucionária verdade de que todos os homens e mulheres são iguais perante Deus. Falou de amor de uma forma mais profunda e abrangente que os filósofos gregos (os únicos a discutir o tema até então). Não hesitou em sacrificar a vida em defesa dos ideais que semeava. Como professam os seus seguidores, Jesus lançou as bases para o lançamento do Reino dos Céus na Terra. No entanto, ele não deixou uma única palavra escrita pelo seu próprio punho: Ficou conhecido apenas pelas tradições baseadas nas recordações dos discípulos.
Os feitos, os ensinamentos e a própria figura de Jesus foram envolvidos em lendas, misturados a fatos obscuros para confirmar profecias feitas muito antes de sua época e interpretados de formas tão diversas, que ainda hoje não se sabe exatamente quem foi realmente Jesus Cristo. Para mim que sou cristão, pela fé, sei que Jesus é o Filho de Deus encarnado em homem que veio ao mundo com a missão de salvar a humanidade através do seu sacrifício. Já para os judeus contemporâneos de Jesus, ele era o Messias que viria libertar Israel do jugo romano, restaurando a antiga glória da nação. E para você leitor, Quem é Jesus Cristo?

A guerra dos farrapos foi realmente uma “Revolução”?

Adriano Couto

Está se aproximando o 20 de Setembro, data do orgulho gaúcho e de exaltar o amor a nossa terra, então dedico este artigo um tanto quanto polêmico aqueles que são “gaúchos” somente na Semana Farroupilha, que nem sabem direito o que tão fazendo ou vestindo e muito menos sabem o significado da cor do lenço que trazem em seu pescoço e também aqueles cujo tradicionalismo exarcebado tiveram seu intelecto cauterizado pela alienação positivista que nossa história propõe, esta que é transmitida de geração em geração que nos leva a idolatrar um panteão de latifundiários. Como sou um gaúcho que ama esta terra sou a favor de um revisionismo histórico nesta fábula e a desmascarar a farsa que nos é imposta!

Começando que não há por que considerar como Revolução a Guerra Farroupilha de 1835. Não foi uma revolta popular, levando em conta os interesses em jogo; todavia, na condição de classe subordinada, o povo lutou. E se considerarmos os projetos da República e Federalismo, houve componentes progressistas no ideário político gaúcho, repletos de dispositivos maçons (um exemplo, a “fuga” de Bento Gonçalves do Forte do Mar na Bahia) e nestes, estão impregnados os interesses da elite.

Pode-se começar justificando o fato de estar errado o termo Revolução para o levante farrapo. Há um senso comum que diz ser Revolução uma troca dos que estão no poder, por meios drásticos. Trata-se de um entendimento equivocado das coisas. Revolução implica troca de classes no poder, uma alteração radical na estrutura institucional. O termo é usado gratuitamente na História do Brasil, tais como 1835, 1893, 1923, 1930 e 1964. Tal manipulação tem servido para valorizar os interesses da elite dominante, os quais não tinham projetos radicais de alteração das classes no poder.

A historiografia positivista oculta a instabilidade e miséria da peonada, submetida a uma dominação disfarçada de convívio paternal e fraternal. Convém lembrar que o povo jamais lutou por uma causa verdadeiramente sua embora as elites continuem festejando o 20 de setembro como se tivesse sido uma revolução popular, a verdade histórica está demonstrando que aquele evento nada teve de jacobino.

Complementando que nossa independência tão celebrada no dia 7 de setembro, por exemplo, não foi uma revolução, mas sim a substituição da expropriação e opressão de Lisboa pela hegemonia do sudeste, enfim, um prolongamento interno do antigo colonialismo.

Citando o movimento maragato de 1923, foi ideologicamente herdeiro do pensamento liberal-conservador de 1835, ancorado socialmente na elite dos estancieiros que, a despeito do apoio de outras classes, não tinha nenhum projeto para elas. Esta herança se manifestou na oposição ao centralismo borgista em nome de um sentimento liberal que buscou legitimar evocando o discurso sobre liberdade dos rebeldes farrapos. Quer dizer, os borgistas podiam recolher, no baú da ideologia farroupilha, o republicanismo, amortecido com a derrota de 1845 e revivido por Júlio de Castilhos em 1882. E os maragatos, no mesmo baú, foram recolher o entusiasmo liberal que animara a luta contra a tirania do Governo central. Enfim, os eventos de 1835 forneceram subsídios para diferentes ramificações do ideário político gaúcho posterior.

Acrescento um fato curioso e cômico
ao mesmo tempo ocorrido no ano de 1838, que ao tomar Rio Pardo, os farrapos prenderam a banda imperial e o maestro Joaquim José de Medanha e o coagiram literalmente a compor o hino farroupilha, hoje Hino do Rio Grande do Sul.

O gaúcho daquela época não era um homem “livre” e altivo como apregoam os tradicionalistas, mas sim sempre esteve submetido aos caprichos e vontades do estancieiro, sempre foi um solitário miserável, apenas acompanhado pelo álcool, do jogo e da cordeona, compondo um setor social rarefeito, pouco unido, muito débil diante da elite dominante e sem consciência de classe para entender e lutar por seus interesses, o verdadeiro gaúcho se caracterizou por ter uma vida errante, dura e difícil, o que inclusive o habilitou a enfrentar as durezas da longa e árdua revolta farroupilha, ou seja, seu cotidiano nada possuiu de lúdico e idílico como muita gente pensa.

Concluo argumentando que não se justifica fazer todo um povo compartilhar de um ufanismo que só tem sentido em nível de interesses restritos. As camadas populares sempre perderam no campo de luta, desde os tempos de Cabral... Porque utilizar o nome do povo para encobrir interesses apenas de um grupo significa uma nova derrota popular, na medida em que, desse modo, impede-se que um episódio histórico sirva para a formação de uma consciência crítica. Como nossa historiografia é tipicamente positivista, então ela busca seus heróis do passado nas oligarquias é claro, e na Guerra Farroupilha existe um panteão de nomes a serem cultuados e idolatrados pelo povo gaúcho.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Enclausurai-vos e alienai-vos

Adriano Couto


Estava folheando um jornal ao acaso e me deparo com uma reportagem que me causa profunda indignação, muitos podem discordar sobre o que vou abordar aqui, porque até mesmo eu, há pouco tempo atrás, achava linda tal atitude, pois em uma época de minha vida tive vontade de conhecer melhor a vida monástica, me correspondi um bom tempo com os irmãos cistercienses. Hoje vejo que é a mais profunda alienação a clausura de religiosos católicos. Desde já ressalto aqui que não tenho nada contra os monges, tenho amizade com monges da abadia citada anteriormente, são pessoas amáveis e pelos quais tenho o maior carinho e respeito, os admiro pela coragem e abnegação em nome de uma vida austera no mosteiro, inclusive carrego comigo uma regra beneditina bem conhecida e que tento aplicar no meu cotidiano que é “Ora et Labora” (Oração e Trabalho).

Começando pelo nome que é conhecido seus aposentos, denominados CELAS (porventura são criminosos para estarem enjaulados?). Os monges obedecem a preceitos rígidos, conhecidos também pelo nome de regras. Sua rotina diária é semelhante a um quartel no sentido de cumprimento de tarefas, horários, por exemplo , cerca de nove horas de orações, duas de recreação e trabalhos manuais ao longo do dia. Os mesmos para ingressarem na vida monástica, renunciam ao “mundo”, a convivência familiar e toda sua vida secular em nome da “vocação” retirando para o claustro, vivendo o resto de seus dias na mais profunda reclusão, “morrendo” para as coisas terrenas.

Os religiosos vivem quase que praticamente alienados do mundo, fruto do despotismo romano. Conforme matéria do jornal, no mosteiro carmelita em questão, a leitura de jornais, por exemplo, é restrita, definida pela madre do mosteiro o que as monjas devem ler, quanto a canais de televisão, só é permitido assistir emissoras católicas, no que diz respeito à internet as monjas somente podem realizar pesquisas e comunicar-se com outros mosteiros e algum telefonema para a família. Isso não demonstra a você leitor uma alienação completa que estas pessoas estão submetidas? Sem falar em que muitos conventos por aí, de outras ordens monásticas, os monges também fazem penitências, utilizando-se da autoflagelação, supliciando seus corpos para expiar seus pecados.

As saídas do convento são raras, somente para votar ou em casos médicos conforme a reportagem. Estas pessoas sublimaram a sua vida em prol da espiritualidade, mas acabam isoladas totalmente do mundo, isto na minha concepção é desumano, todo ser humano tem direito a liberdade e não deve ser oprimido em nome do papismo tirânico, despótico. Jesus Cristo disse aos seus discípulos “ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16,15), ele não disse enclausurai-vos e alienai-vos do mundo, o ser humano não foi feito para viver solitário, lá no Gênesis foi dito “crescei-vos e multiplicai-vos”, ou seja, as regras monásticas estão contrariando totalmente a ordenança de Jesus que vivia livre entre as pessoas e não enclausurado, os seus discípulos espalharam a fé cristã pelo mundo e não ficaram reclusos, se fosse ao contrário, com certeza hoje não existiria o cristianismo que nós conhecemos.

Estas pessoas são privadas de uma convivência saudável com outras pessoas, além daquelas que convivem no mesmo ambiente, muito restrito por sinal, são desprovidas de quase todo o contato com o mundo externo, vivendo numa alienação extrema, sendo presas fáceis a manipulação de seus superiores, submetidas a sofrimentos que devem suportar caladas em nome do amor cristão. Hoje em pleno o século XXI, apesar de todas as conquistas sociais e avanços tecnológicos, as mesmas só possuem acesso aquilo que diz respeito à doutrina católica e os interesses do Vaticano! Isto é um absurdo! É um desrespeito com a dignidade da pessoa, privá-las de seus direitos básicos, vivendo sob um regime de opressão e confinamento, mesmo que as pessoas estejam lá por sua livre e espontânea vontade, não deixa de ser uma tortura psicológica, uma negação de si próprio, tendo como principal argumento de que estão servindo a Deus com a totalidade de seu ser. Será que estão mesmo? Será que não existem muitos depressivos? Desolados? Desesperançosos? Será que todos estão alegres e contentes? Será que muitos lá no fundo do seu coração não desejam estar longe dali, porém não tem pra onde ir e temem as penalidades eclesiásticas? Fica a reflexão, pois para encontrar-se com Deus, tu não precisa se isolar do mundo, ele pode estar presente em uma pessoa necessitada bem ao teu lado...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Zapping Gospel de um não crente

O autor não é evangélico, tão pouco o blog onde o artigo foi publicado. Contudo, achei interessante postar este relato aqui no Genizah no intuito de mostrar como os programas de TV dos "picaretapóstolos" são mesmo voltados apenas ao interesse e propósito do público contribuinte gospel, longe de cumprir uma proposta digna de nota de evangelizar alguém.

Se algum dos promotores destes programas, em sinceridade, se arvora a missão de evangelização, é melhor repensar o foco e o propósito planejado, pois o que se vê ou são ações comerciais e de arrecadação de ofertas, ou um esforço para a própria manutenção do programa.

Os esquemas e truques de palco são tão óbvios, os apelos emocionais tão canastrões e a base teológica para a função teatral é tão deprimente que não há como não perceber o estelionato de base religiosa envolvendo esta corrida armamentista para ver qual "apóstolo" compra o avião maior, adquire mais horários de TV, faz mais shows, inventa o modismo mais radical e por ai vai...

Não seria melhor se o povo de Deus, efetivamente interessado em contribuir para a proclamação do Evangelho investisse na sua igreja local, nas vidas de missionários e em outras ações capazes de contribuir para que as Boas Novas cheguem a quem realmente precisa?

O texto a seguir nem chega a ser uma visão preconceituosa do baixo neopentecostalismo de TV nacional, trata-se da opinião média de qualquer expectador dotado do mínimo de discernimento ou cultura. Lamentável.



Zapping Gospel


Vinicius Duarte



Ontem à noite, depois de muito tempo, resolvi dar aquela zapeada na programação neopentecostal televisiva, uma atividade deveras edificante.

De saída, o “Show da Fé”, (aquele que começa com um tema folk-gospel e palmas ritmadas da galera, a la Silvio Santos) do RR Soares, o homem que vende TV a cabo ungida (jabá-link gratuito). Como era o começo do programa, uma palavrinha sobre prosperidade, rei Salomão no trono do rei Davi e a galera de Israel pagando um pau pra ele, Crônicas e a coisa toda, mostrando aos fiéis que basta assumir o trono ao lado de Deus e tudo se resolverá. Aquela autoajudazinha básica pra esquentar o povo e abrir-lhes o bolso. Tava bem light, o RR.

Seguindo a ordem numérica de canais, da Band fomos ao Canal 21 (também da Band, né?), onde se apresenta Valdomiro Santiago (aquele que vende toalhinha suada e pedaço de véu por 100 reais e pede trízimo). E ali o esquema é heavy-metal: galera dando “testemunho” na platéia e ele, com aquele jeitão capiau-intimista, prometendo que vai comer galinha caipira no sítio da tiazinha conseguido pela graça de Jesus. Outra senhorinha, embevecida, recebeu uma carta daquelas empresas de cobrança (que superestimam o débito e depois oferecem “superdescontos”) e se sentiu “premiada”, vendo uma dívida de R$ 9 mil transformar-se (só com o poder da Palavra!) em “apenas” R$ 2 mil. Realmente, é um milagre. Claro que 10% do “superdesconto-prêmio-de-Jesus” irão para os já abarrotados cofres da IMPD do Valdomiro, ela garantiu. Amém?

Logo depois, visitei a videoigreja do Estevam Hernandes, em canal próprio (TV Gospel). E lá o bicho tava pegando: é carnê de Neemias, carnê do Gideão planos Diamante, Ouro, Prata e Bronze. Ao telefone, uma humilde servidora pública relacionava a celeridade de um processo judicial ganho e liquidado à obra de Jesus. Dele, mas com a corretagem espiritual de Estevam e Sônia, conseguida pela providencial aquisição de DOIS carnês do Gideão (modelo bronze, R$ 100 mensais), uma oferta de R$ 400 num culto (com a pobre fiel afirmando que era TUDO o que ela tinha na bolsa – Glória a Deus!), e, pra garantir, MAIS R$ 1.000 a título de “desafio”. Com a benção alcançada – e chequinho da Sec. Fazenda na bolsa -, 10% da bolada vão para a construção da nova sede da Renascer, em substituição àquela do Cambuci, que o Diabo fez desabar sobre a cabeça do rebanho dos Hernandes.

Nada contra as pessoas pagarem por auxílio espiritual e conforto para suas almas sofredoras. Alguns ficam viciados em psicoterapia, outros em remedinhos antidepressivos e outros bálsamos. O que me assusta, na verdade, é o poder manipulador dos pastores neopentecostais sobre grandes multidões, poder que extorque não só o dinheiro, mas a capacidade de julgamento e as decisões individuais dos fiéis, criando uma dependência psicológica bastante perigosa. Essas pessoas acreditam estar entregando a vida a Jesus Cristo e, na verdade, estão completamente disponíveis para uso e abuso de meia-dúzia de falsos profetas, apóstolos, bispos e pastores.

A idéia de “rebanho” é muito forte entre os evangélicos, mas é sempre bom lembrar que um pastor cuida de ovelhas com o intuito de retirar-lhes primeiro a lã, para depois fazer um bom assado com as pobrezinhas. Elas só servem para isso.



Fonte: Blog Genizah

Pergunte ao pastor

O Alcorão proíbe o Álcool porque era mal o mé?

Se um crente dá seu dízimo de vez em quando, ele dizima periódica?

Se um pastor não prega direito sua mensagem cai?

Funcionários da Eletropaulo eram forçados a adorar os postes-ídolos?

É correta a oração em que o sujeito vai à frente do Verbo?

Um doador universal é aquele que contribui com a igreja do Edir Macedo?

Quem soltou o livre arbítrio?

Salmodiar é o ato de cantar salmos a quem se odeia?

Se um gato escaldado se converte, como fazer para batizá-lo?

Os juízes do V.T. apitavam as faltas do povo?

O crente que não dispensa um bom cação ao forno é dado à fornicação?

O que leva um crente a ser vegetariano se a luta não é contra a carne?

A torcida independente do São Paulo F.C., tem suas origens na IPI?

Que outro “apóstolo” também caiu do cavalo?

Quem ganhou a licitação da Reforma protestante?

Se Paulo pregou aos gentios, quem pregou aos mal-educados?

É problema da junta de missões, quando uma igreja não consegue articular seus membros?

Um excelente fotógrafo tem o dom da revelação?

Uma obra em que um missionário trabalha, mas que foi seu tio quem fundou é uma obra prima?

Não dando pérola aos porcos, os palmeirenses ficarão mais pobres?

Um palhaço que se converte deve freqüentar a comunidade da graça?

Os profetas menores podiam beber vinho e conduzir camelos?

Se somos sal, o irmão ruim de bola seria o sal grosso?

Há carecas na igreja pentecostal?

Ou, há pentecostal no calvinismo?

Quem apostata faz mais fezinhanha?

O mosaico é uma técnica criada quando Moisés quebrou as pedras da lei e alguém colou pedacinho por pedacinho; falso ou verdadeiro?


Fonte: Blog Genizah

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Neo ateismo e juventude - Estamos criando uma geração de ateus?



Reubert Marques Pacheco


Nunca se debateu tanto o ateismo quanto agora, no século XX e XXI. Vimos uma crescente no número de ateus assumidos aflorar em nossa sociedade ao ponto de redigir livros, ensaios, artigos e escritos gerais sobre o ateismo e suas duras criticas voltadas as religiões monoteistas [principalmente cristianismo] enquanto que séculos antes, a simples mensão no ateismo poderia acarretar num processo inquisitorial.

Vemos cada dia mais e mais jovens se declarando ateus num ato de subversão aos valores impostos pelos pais e numa tentativa singular de barrar a influência metafísica em suas vidas. Autores como Richard Dawkins, Bertrand Russell, Marx, Nietzsche entre outros formentam esse ideal de contextação a religião cristã de modo geral.

Será que estamos vendo um surgimento de uma civilização que não estará calcada em valores morais religiosos ou esse acontecimento é algo isolado? A juventude atual está revendo melhor os conceitos e paradigmas entre fé e razão possibilitando a gerações futuras se desprenderem mais de laços religiosos?


Fonte: Blog Café História

Cronologia histórica das Testemunhas de Jeová

Autor : Matéria extraída de uma ou mais obras literárias.

Ao longo da história da organização, muitos foram os desencontros, profecias falsas e contradições da Sociedade Torre de Vigia. Curiosamente todos seus dirigentes máximos foram membros de igrejas protestantes dos Estados Unidos, antes de aderirem ao movimento.

1870 – Charles Taze Russell, filho de uma família presbiteriana e com passagem pelo Adventismo, apregoa que todas as religiões são falsas e não representavam o verdadeiro cristianismo. Reúne então um grupo em Pittsburg (EUA) para estudos da Bíblia, negando doutrinas como a existência do inferno, da Trindade e da imortalidade da alma.

1877 – Russell renuncia aos negócios da família e passa a dedicar-se integralmente à divulgação de suas doutrinas, insinuando-se como o escolhido de Jeová para trazer as pessoas de volta às verdades bíblicas.

1879 – É publicada a primeira edição da revista Torre de Vigia (hoje Sentinela). Nela Russel anuncia para 1914 o início do Milênio bíblico, com a destruição dos sistemas políticos e das religiões, além da volta dos judeus à Terra Santa, além disso, afirma que Cristo já voltara ao mundo, de forma invisível, em 1874.

1914 – Diante do fracasso de suas previsões, Russell muda a versão e diz que a data marcou, na verdade, o “fim dos tempos dos gentios”. Ele remarca então os acontecimentos apocalípticos para 1918.

1917 – Joseph Rutherford, ex-crente batista, assume a presidência com a morte de Russell, no ano anterior. Introduz mudanças doutrinárias que acabam gerando cisões no movimento. Faz uma série de profecias, inclusive a de que os patriarcas bíblicos Abraão, Isaque e Jacó ressuscitariam em 1925, para se tornarem “príncipes” da Terra. Prevê também que o Armagedom, a guerra final entre Jeová e a humanidade desobediente, aconteceria em 1925.

1931 – É adotada pela primeira vez a designação “Testemunhas de Jeová”, com base no texto de Isaías 43.10. Rutherford desmente Russel, afirmando que a volta invisível de Cristo aconteceu em 1914.

1935 – Diante do crescimento numérico do movimento das Testemunhas de Jeová, surge a concepção de que apenas os 144 mil ungidos irão para o céu, enquanto o resto do “rebanho” de justos viveria eternamente na Terra. Assim contornou-se um dilema – até então, ensinava-se que somente aquele número de 144 mil seriam salvos. Surge também a idéia de que Cristo morreu numa estaca, e não numa cruz. Alguns anos depois Rutherford proibiu aos fiéis a comemoração de aniversários e do Natal, bem como o serviço militar e uso de vacinas.

1942 – Morre Rutherford e Nathan Knorr, que fora integrante da Igreja Reformada, assume a direção do grupo. O comando passa a ser exercido por um colegiado, mais tarde designado Corpo Governante. A produção editorial e a divulgação da literatura ganham grande impulso.

1945 – Proíbe-se a transfusão de sangue e o transplante de órgãos. Na sua gestão, Knorr também faz uma profecia sobre o Armagedom, fixando a data para 1975.

1950 – Congresso Internacional sepulta a ideia de que os patriarcas bíblicos ressuscitariam. Dois anos depois seria revogada a proibição de vacinas.

1977 – Frederick Frans, ex-presbiteriano, sucede Knorr e, para minimizar o fracasso profético, sinaliza que o Armagedom deveria ocorrer no início dos anos 80. Como nada aconteceu, fixou a data em 1994. Abolida a proibição ao transplante de órgãos, mantendo-se vedadas as transfusões de sangue.

1992 – Milton Henschel torna-se o quinto presidente da Sociedade Torre de Vigia. Diante do sexto fracasso profético, a organização passa a defender a tese de que o fim acontecerá “a qualquer momento”. Henschel moderniza a instituição e sua doutrina é espalhada pelo mundo.

CONCLUSÃO

Os erros teológicos do grupo beiram ao absurdo. O seu intitulado “escravo fiel e discreto”(que é o Corpo Governante das TJs ou líderes da Organização), expressão inspirada em Mateus 24.45, não acertou uma só de suas previsões. E dizem que falam em nome de Jeová. As previsões do final dos tempos são um erro recorrente na profecia dos líderes do movimento. Além disso, as práticas doutrinárias determinadas por essa organização variam periodicamente.

Fonte: Revista Eclésia

Você sabe quem foi Tupac Amaru?


Martírio de Tupac Amaru



Por Mara (Oro Onijá/ Culturalmentes)


Tupac Amaru. Já ouviu falar dele? Não, não estou falando do rapper que vemos a toda hora nas camisetas e lojas de CDs.
O cenário é outro, bem diferente. José Gabriel Tupac Amaru era um cacique mestiço, descendente direto dos incas e líder rebelde do movimento de libertação contra o sistema colonial. O cenário é Peru, um dos países colonizados pela Espanha.

Tupac Amaru iniciou o processo de defesa dos direitos dos indígenas, que eram submetidos a condições subumanas de trabalho através de reivindicações às autoridades coloniais, baseado nas leis de trabalho indígena que não eram cumpridas. No entanto, essas reivindicações não foram atendidas, pois, afinal, não estavam de acordo com o propósito do sistema colonial (exploração, exploração, exploração!!!). A partir daí, sem outra alternativa, iniciou-se a mobilização e organização das forças rebeldes para a luta armada, em 1780.

O trabalho forçado, a cobrança dos altos tributos e os excessivos "repartos" mercantis fizeram com que o número de rebeldes crescesse rapidamente. Foi montada uma armadilha contra o corregedor da província de Tinta, Antonio de Arriaga. Ele foi preso e executado após a leitura de um documento que determinava sua morte pelos abusos cometidos contra os indígenas, em seu próprio benefício.

Continuando a luta, os rebeldes fizeram uma expedição à Cuzco; no percurso libertaram escravos e tomaram terras dos latifundiários a serem distribuídas entre as famílias pobres. Nesse momento, o exército libertador de Tupac já contava com cerca de 10.000 índios e mais de 1.000 mestiços e negros.

Em 18 de novembro de 1780, aconteceu a primeira batalha vitoriosa e principal ação militar favorável à rebelião, em Sangarará. É importante ressaltar a posição da Igreja que repudiou e combateu diretamente a luta dos rebeldes. Prova disso foi seu apoio às tropas realistas, montadas para deter o avanço dos tupamaristas.

A incursão das tropas de Tupac prosseguia pelo sul, rumo à Cuzco, onde aumentava a expectativa devido ao risco de invasão e as autoridades agilizavam a organização de suas tropas. Os rebeldes, que a essa altura, eram cerca de 40.000, no entanto, não conseguiram tomar Cuzco devido a vários fatores: a inferioridade em armas do exército tupamarista, o fracasso do plano estabelecido com Diego Cristóbal (que lutava para conquistar as províncias do norte e se uniria às tropas de Tupac), a não-adesão das camadas indígenas de Cuzco e as sabotagens praticadas por realistas que se infiltravam no exército rebelde.

As tropas realistas, então, armaram uma ofensiva contra a província de Tinta (o contingente militar neste momento era de 17.000 homens bem armados, sendo 14.000 índios). No dia 06 de abril de 1781, os realistas cercaram o exército rebelde nas imediações da cidade, causando muitas mortes.

Tupac Amaru e seus colaboradores mais próximos tomaram rumo do sul em direção ao povoado de Langui. No percurso foram vítimas de uma emboscada e levados à Tinta e depois à Cuzco. Durante um mês os líderes rebeldes passaram por interrogatórios sob tortura nos quais as autoridades tentaram obter mais informações sobre os demais líderes, o que não conseguiram. Os principais chefes da rebelião foram condenados à pena de morte por enforcamento ou estrangulamento. Antes de ser executado, Tupac teve sua língua arrancada. O depoimento de um testemunho da época assim relatou: "(...) Ataram-lhe às mãos e pés quatro cordas e prenderam-lhe ao dorso de quatro cavalos (...) Não sei se porque os cavalos não fossem muito fortes, ou o índio, em realidade, fosse de ferro, não puderam absolutamente dividi-lo, depois de um interminável momento em que o mantiveram puxando, de modo que o tinham no ar, num estado em que parecia uma aranha. Tanto que o visitado, movido de compaixão, para que não mais padecesse aquele infeliz, despachou uma ordem mandando que o carrasco cortasse sua cabeça, como se executou (...)".

Enviaram sua cabeça para Tinta. Um de seus braços foi para Tungasuca e outro para Carabaya. Uma perna foi para Santa Rosa e outra para Livitaca. O tronco foi queimado. Foi recomendado que fosse extinta toda sua descendência, até o quarto grau.

Hoje não se sabe como era o rosto de Tupac Amaru. Homens das autoridades da época são homenageados em estátuas, nomes de locais públicos, etc. A História Tradicional exalta personagens das classes dominantes, enquanto exemplos de resistência popular são sempre omitidos ou relatados como movimentos fracos, sem propósitos coerentes, baderneiros,... Algo mudou?

Para saber mais sobre o assunto, procure os livros:
"A Rebelião de Tupac Amaru", de Kátia Gerab e M. Angélica Resende, Ed. Brasiliense; e "As veias abertas da América Latina", de Eduardo Galeano


Fonte: Site CMI Brasil

Estado policial: filhos de deputada são espionados e seguidos no RS

Clima de faroeste segue no Rio Grande do Sul, beneficiado pelo silêncio da chamada grande mídia. Na tarde de segunda-feira (6) promotor que investiga sargento segurança de Yeda Crusius preso por extorsão avisou a deputada Stela Farias (PT), que presidiu CPI da Corrupção na Assembléia Legislativa, que seus três filhos, incluindo uma criança, foram espionados e seguidos pelo ex-integrante da Casa Militar do governo Yeda. O araponga do governo tucano no RS armazenou fotos e o itinerário dos filhos da parlamentar.
A deputada Stela Farias (PT) denunciou ontem (6), em entrevista coletiva na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, que seus três filhos foram espionados pelo sargento César Rodrigues de Carvalho, preso semana passada por extorquir proprietários de caça-níqueis e interferir nas investigações sobre o caso. O promotor Amílcar Macedo ligou ontem para Stela Farias e avisou-a que seus filhos tinham sido monitorados pelo integrante da Casa Militar do governo Yeda Crusius (PSDB). Monitorados, no caso, significa, fotos e registro do itinerário que eles percorriam, inclusive o filho mais novo, ainda uma criança. Na coletiva, a parlamentar questionou:
“Chamei essa coletiva, principalmente como mãe, porque estou muito preocupada com a segurança dos meus filhos. Durante a CPI da Corrupção, em julho do ano passado, recebi informações anônimas de que estava sendo monitorada pelo Palácio Piratini. Denunciei isto na Tribuna da Assembléia. Mas o que o promotor Amílcar me alertou hoje, vai muito além da política. A questão que paira agora é a mando de quem agia o sargento da BM e para que? Para que montar dossiês com a rotina de uma criança e de jovens filhos de parlamentares?”
Stela informou que vai aguardar as investigações do Ministério Público para tomar as devidas providências legais. Além disso, ela informou o presidente da Assembléia, deputado Giovani Cherini (PDT) sobre o ocorrido.
Deputada questionou chefe da Casa Militar
No dia 18 de junho de 2009, Stela Farias questionou a nomeação, pela governadora Yeda Crusius, do coronel João Batista Gil para o comando da Casa Militar do governo do Estado. Na ocasião, Yeda declarou à imprensa que que “o comando da Casa Militar tem no coronel Gil a continuidade daquilo que ele tem feito ao longo de seus 34 anos na Brigada Militar”.
“Qual é o serviço prestado pelo coronel ao longo de 34 anos? Por acaso seria ele ligado ao Serviço de Informações da Brigada Militar, a PM-2? Teve alguma relação com o extinto SNI? Seria esta a vocação que a governadora pretende imprimir à Casa Militar?”, perguntou a deputada.
Não é exagero supor, acrescentou, que essa mudança tem o objetivo de viabilizar o uso da estrutura da Casa Militar para investigar a oposição. “Não é a primeira vez que pesa sobre o governo gaúcho a acusação de utilizar o aparato do Estado para investigar opositores”, observou. Em março de 2009, o ex-ouvidor da Secretaria da Segurança Adão Paiani denunciou o uso político desse aparato para espionar adversários políticos do governo.

Marco Aurélio Weissheimer

By: Carta Maior

Fonte: Blog Com Texto Livre

7 de setembro é uma invenção política

Quando se deu realmente a Independência do Brasil? Porque, quando consultamos os jornais de 1822, não há nenhuma referência ao que se passou nas margens do Ipiranga em 7 de setembro? Porque aquele episódio foi escolhido em detrimento de outros, quando sabe que, em 1822, a data tomada como marco da Independência foi o 12 de outubro, dia do aniversário de dom Pedro I e de sua aclamação como imperador?
Essas e outras questões foram respondidas, em artigo de enorme valor acadêmico, porém pouco conhecido, publicado em 1995, pela historiadora Maria de Lourdes Viana Lyra, sócia titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Intrigada com o silêncio da documentação e das publicações do ano de 1822 sobre o 7 de setembro, Lourdes Lyra devassou essa história e estabeleceu ponto por ponto o processo e os interesses envolvidos na escolha do 7 de setembro como data da Independência.
Um ponto que merece realce é que os documentos que supostamente dom Pedro I teria lido às margens do Ipiranga no dia 7 só teriam chegado ao Rio de Janeiro em 22 de setembro.
Outro é que o primeiro relato detalhado do episódio do Ipiranga só foi publicado em 1826, em momento de desprestígio do imperador diante dos brasileiros que tinham feito a Independência e que se indignaram com as bases do tratado assinado com Portugal.
A Inglaterra, que representou junto à Corte do Rio de Janeiro seus próprios interesses e os da Coroa portuguesa, pressionara o imperador. Dom Pedro foi convencido a aceitar que, no tratado pelo qual Portugal reconhecia a nossa Independência, ao contrário de todos os documentos do ano de 1822 que a davam como uma conquista dos brasileiros, constasse que esta nos fora concedida por dom João VI.
Este era também reconhecido como imperador do Brasil que abdicava de seus direitos ao trono em favor do filho e ao qual ainda tivemos de pagar vultosa indenização. O patente interesse de dom Pedro em conservar seus direitos à sucessão do trono de Portugal, que essa fórmula do tratado revelava, apontava no sentido de uma posterior reunificação dos dois reinos.
Um príncipe que se declarara constitucional, que desde o Fico (9 de janeiro de 1821) vinha sendo aclamado até pelos setores mais liberais, que rompera com Lisboa e convocara eleições para uma Assembleia Constituinte, tão amado que recebera da Câmara o título de Defensor Perpétuo do Brasil, fora pouco a pouco se convertendo num tirano. Primeiro, ao dissolver a Assembleia Constituinte, depois, pela forma violenta com que reprimiu a Confederação do Equador e, finalmente, pela assinatura do vergonhoso tratado.
É nesse contexto que a escolha do 7 de setembro como data da Independência ganha sentido. Segundo Lourdes Lyra, até então tinham sido consideradas as seguintes datas decisivas para o processo: o 9 de janeiro, dia do Fico; o 3 de maio, dia da inauguração da Assembleia Constituinte Brasileira; e o 12 de outubro, dia da Aclamação. Foi o esforço concentrado do Senado da Câmara (atual Câmara Municipal) do Rio de Janeiro, durante o mês de setembro de 1822, enviando mensagem à Câmaras das principais vilas do Brasil - num tempo em que eram as vilas e cidades as instâncias decisivas da política portuguesa -, que fez com que, na fórmula consagrada, constasse que dom Pedro fora feito imperador pela "unânime aclamação dos povos".
Foi o apoio das Câmaras e de setores da elite e do povo do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais que deu forças ao príncipe para se contrapor às decisões de Lisboa.


By: Rudá Ricci


Fonte: Blog Com Texto Livre

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A CPI DO MST – OS ESCRAVAGISTAS

Laerte Braga

Quem quer que se dirija ao GOOGLE, pesquisa, digitar o nome do deputado Ronaldo Caiado do DEM (partido de José Roberto Arruda) vai encontrar, entreoutras coisas, seu vínculo com o trabalho escravo. O deputado é contrário à emenda constitucional que pune com a perda das terras para fim de reforma agrária, o proprietário ou empresa que fizer uso de trabalho escravo. Ele próprio o faz.
Quem for procurar informações sobre a senadora Kátia Abreu (DEM, partidode José Roberto Arruda) vai encontrar que a senhora em questão encalhou no Senado Federal às custas de dinheiro da Confederação Nacional da Agricultura da qual era presidente e repassado àquela entidade para ser utilizado em financiamentos de projetos agrícolas.

Não são necessariamente corruptos por corrupção. São corruptos pelo que representam. Interesses do mais atrasado e boçal latifúndio brasileiro (se bemque não existe latifúndio não atrasado e não boçal). Kátia Abreu responde a processo por desvio de recursos da Confederação Nacional da Agricultura, tanto quanto por ter lesado um lavrador em suaregião, tomando-lhe a terra num típico conto do vigário.

Nem a senadora e nem o deputado descobriram ainda a existência de garfo e faca, por exemplo, para se possa comer. Conhecem chicote, pelourinho, senzala e toda a sorte de boçalidades possíveis em termos de se tratar escravos.

Ronaldo Caiado e Kátia Abreu associaram-se a empresas estrangeiras, a MONSANTO principalmente, entupindo a mesa do brasileiro e lá fora também, de produtos transgênicos, sabidamente nocivos à saúde e que para muito além disso transformam num curto prazo qualquer terra em imprestável ao plantio do quer que seja, mas aí, suas contas bancárias já estarão aptas a lhes garantir futuro tranqüilo e risonho.

A CPI do MST tem dois vieses que se casam. O primeiro deles assegurar apermanência do regime de escravidão mantido pelo latifúndio brasileiro e o segundo assegurar a posse da terra a empresas estrangeiras, logo, ferindo de morte a soberania nacional, tal a extensão de terras em poder desse tipo de gente.

Se a agricultura brasileira, sustentada na prática pelo pequeno e médio produtor rurais, vai se lascar e o “celeiro do mundo” virar um grande deserto dentro de alguns anos, gerando fome e doenças, isso não é problema deles, pois não são humanos, são figuras desprezíveis e abjetas em todos os sentidos. O patriotismo deles é aquela forma canalha a que se refere o pensador inglês Samuel Johnson.

A CPI é simples. Estigmatizar o MST com apoio da mídia (a grande mídia GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, BANDEIRANTES, etc) venal e serve aos mesmos patrões, assegurar os privilégios dos latifundiários entre eles o de não pagar suas dívidas com o Banco do Brasil e outras agências de fomento do governo (nunca pagaram e nem pensam em pagar, são caloteiros por natureza), garantindo que permanecerão senhores de escravos e a serviço de potência estrangeira.

São bandidos, bandoleiros lato senso.

Não têm escrúpulos e nem têm nada além da capacidade de urrar e rosnar asneiras.

Que tenham recebido apoio expresso e público do deputado Ônix Lorenzoni, também do DEM (partido do governador José Roberto Arruda) não é novidade. O Rio Grande do Sul embora seja um dos estados mais próspero do País, terra de Mário Quintana entre outros, tem o latifundiário mais brutal e estúpido do Brasil. Ainda desconhecem a existência da roda, mas conhecem a da pólvora com que seus pistoleiros assassinam trabalhadores rurais e pequenos produtores.

E todos eles são financiados tanto por recursos desviados da Agricultura, como por empresas estrangeiras.

A senadora Kátia Abreu, uma espécie de pré-ornitorrinco, tal e qual Ronaldo Caiado. Lorenzoni não. É só um sem vergonha querendo aumentar o por fora. Foi eleita “miss desmatamento". Por que não levantar os débitos dessa gente com as agências de fomento à agricultura do governo federal? Os assassinatos cometidos por seus pistoleiros? Será que o brasileiro comum faz idéia de quanto um pilantra como Agripino Maia deve aos cofres públicos de financiamentos para a agricultura e usado em especulação financeira, mas que a GLOBO não informa, pois chega aliboa parte da grana?

A turma de abóboras que gosta de bom dia e escolher a gravata do Bonner? O que está por trás da CPI do MST? Num primeiro momento garantir privilégiosde bandidos como Kátia Abreu, Ronaldo Caiado. Num segundo atender a interesses de grupos econômicos estrangeiros e num terceiro, finalmente, inscrever o Brasil no rol de colônias da corte de Washington, à qual servem com devoção e altos salários.

Isolar um movimento popular que luta por algo que até um general fascista como Douglas MacArthur fez ao final da guerra, no Japão, a reforma agrária. Quando a fome bater em “grandes plantações”, como afirma Vandré em suacanção “pra não dizer que não falei de flores”, não adianta mandar o xerife atrás desses bandidos. Já estarão longe e o Brasil já será BRAZIL.

A propósito, mesmo o ministro do Meio-ambiente, Carlos Minc, sendo um bobalhão, atrapalha interesses dessa gente e Kátia Abreu usou o recurso mais comum entre os seus. Ameaçou-o de morte por não aceitar assentar-se de quatro no colo do latifúndio.

A CPI do MST é isso. Uma traulitada no interesse nacional. O tal “terrorismo” do MST é uma luta legítima em favor do BRASIL, ao contrário dos que lutam pelo BRAZIL.

Há uma diferença fundamental entre um e outro.


Fonte: Site do PCB