sábado, 31 de dezembro de 2011

A Privataria Tucana - O Filme

A Privataria Tucana - O Filme from Cloaca News on Vimeo.



Fonte: Cloaca News

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Chávez diz que EUA usaram tecnologia para causar câncer em líderes latinos


Depois de prestar solidariedade à presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, que iniciará um tratamento de combate a um câncer de tireoide, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse estranhar o fato de cinco chefes de Estado da América Latina estarem sofrendo do mesmo mal: tumor maligno. Para Chávez, há uma estratégia liderada por norte-americanos para minar os líderes latino-americanos.

Durante seu programa de rádio, Chávez lembrou que há provas de que médicos dos Estados Unidos fizeram, nos anos de 1940, na Guatemala, experiências com cidadãos guatemaltecos sobre doenças sexualmente transmissíveis que levaram 83 pessoas à morte.

O caso teve repercussão internacional e o governo dos Estados Unidos se desculpou pelo fato. "É muito difícil explicar, com base na lei das probabilidades, por exemplo, o que tem ocorrido com alguns de nós [líderes] na América Latina", disse Chávez, que também está em tratamento médico para combater um câncer. Em meados deste ano, ele retirou um abscesso na região pélvica durante cirurgia em Cuba. Além de Chávez e Cristina Kirchner, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz quimioterapia para curar um câncer na laringe.

A presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, foram submetidos a um tratamento para a cura de linfoma. "Fidel [Castro, ex-presidente de Cuba] sempre me disse: 'Chávez tenha cuidado, essa gente desenvolveu tecnologia, atenção ao que te dão para comer e cuidado com uma pequena agulha que te injetem e não se sabe o porquê'", disse o venezuelano.


JB Online

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

83 países podem deixar de existir

Estudo da ONU aponta países onde as taxas de natalidade são baixas demais ­ e não nasce gente suficiente para repor os mortos



Fonte: Site da Revista Superinteressante

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Judeus, muçulmanos e episcopais vão construir bairro multireligioso



A Iniciativa das Três Fés, organismo integrado pelas comunidades judaica, islamita e episcopal de Omaha, adquiriu 14 hectares de um antigo campo de golfe no centro da cidade, onde vão erguer residências, uma instalação de moradia assistida, escritórios, lojas e hotel.

O Sterling Ridge, nome que será dado ao empreendimento, é uma iniciativa do Templo Israel, do Instituto Americano de Estudos e Cultura Islâmicos e da Diocese Episcopal de Nebraska. O conjunto foi denominado de “bairro de colaboração multireligiosa”, e incluirá uma sinagoga, uma mesquita e um templo episcopal junto a um centro ecumênico.

A área foi adquirida por cerca de 6 milhões de dólares, informou o The Omaha World-Herald. As três organizações contrataram arquitetos e os primeiros prédios devem estar concluídos em 2013.

A bispa Katherine Jefferts Schori, primaz da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, saudou a iniciativa e apontou-a como um dos exemplos mais notáveis do que é possível fazer quando irmãos habitam juntos em paz.

"As tradições abraâmicas compartilham uma visão comum do que seria um mundo restaurado, e esta comunidade de Omaha é um modelo vivo", disse a primaz ao Serviço Episcopal de Noticias.

O objetivo de Três Fés é conseguir um maior entendimento mediante uma maior proximidade. "A experiência nos ensina que a interação pode transformar a intolerância, a ignorância e o temor em entendimento, respeito e confiança", disse o presidente da Junta Diretiva da Tri-Faith Iniciative, Bob Freeman.

A declaração de princípios de Três Fés enfatiza que sua missão é a de “estender pontes de respeito, confiança e aceitação, recusar os estereótipos e neutralizar a influência dos extremistas e agentes do ódio”.

O reverendo anglicano Tim Anderson lembrou que diálogos inter-religiosos acontecem em várias partes do mundo. “Mas quando o evento termina, a gente se vai do hotel, volta para casa. Nós já estamos em casa e seguiremos vendo os mesmos vizinhos todos os dias”, disse.

O presidente do Templo Israel, John Lehr, classificou de extraordinário o fato de judeus de Omaha, que costumavam reunir-se no único clube que os admitia, estejam agora a ponto de se congregarem de novo, “mas desta vez num formoso e pacífico bairro multireligioso, vinculados pelas pontes de diálogo e do entendimento mútuo”.

"Num momento em que o mundo se dedica a levantar muros, essa é uma celebração da extensão das pontes”, disse o presidente do Instituto Islâmico, Syed M. Mohiuddin. O Alcorão, frisou, diz que “nosso Deus e vosso Deus é um só e o mesmo”.

A Iniciativa das Três Fés foi constituída formalmente em 2006, depois de anos de debates e diálogos.


Fonte: Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)/ Blog Libertos do Opressor



OBS: Uma iniciativa pela paz tão sonhada, é um modelo a ser seguido.

Prates, Neymar e o "retardado mental"




Fonte: Youtube

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"Igreja da Maconha" é descoberta em São Paulo



Uma horta de maconha foi descoberta em Americana, no interior de São Paulo pela polícia da cidade, que recebeu denúncia de que havia plantação da erva no local. Quando os guardas municipais chegaram lá, descobriram que era uma igreja onde os frequentadores idolatram a droga.

Os policiais encontraram 32 árvores da erva e em um dos cômodos da casa acharam um prato com maconha pronta para uso.

O dono da igreja já havia sido preso por tráfico de drogas, mas garante que as árvores plantadas em seu quintal eram para uso pessoal e para o consumo dos membros de sua religião.

A ação da polícia foi filmada e divulgada no programa Brasil Urgente, da Band. Confira!








Fonte: Band/ Blog Libertos do Opressor

Hezbollah aos cristãos do mundo: “Mensagem de Natal”


24/12/2011, Al-Manar TV, Beirute
Hezbollah Congratulates Lebanese, Christians on Christmas
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

“O Hezbollah congratula-se com os libaneses cristãos e o povo cristão em todo o mundo, nessa data abençoada. Rogamos que Alá, o Generoso, traga de volta aos cristãos, no Líbano e em todo o mundo, tempos de bem-estar e bênçãos, esperando que nossa região e todo o mundo sejam iluminados com as graças da unidade e da cooperação, superando a longa crise que atinge o mundo e especialmente essa nossa parte do mundo.

O nascimento de Cristo é ocasião para reafirmar a conexão que liga todas as santas religiões, nos seus clamores por justiça e igualdade, na defesa dos oprimidos contra os tiranos de todos os tempos.

Hoje, a violência maior, a maior tirania, é a que atinge Belém, lugar santo onde nasceu Jesus, filho de Maria, e Jerusalém e toda a Palestina.

Esses locais sagrados para todos nós continuam a enfrentar a violência da ocupação pela entidade sionista, apoiada ainda pelos Estados Unidos da América, onde hoje se concentram todos os poderes arrogantes do mundo.”


Fonte: Blog Redecastorphoto

domingo, 25 de dezembro de 2011

Veja porque o setor da segurança privada cresce tanto no Brasil




Fonte: Portal R7

7 dicas de como ler um ebook sem doer a vista

Publicado originalmente na Universia


Usar ebooks é uma ótima forma de alternativa ao papel. O meio-ambiente agradece. No entanto, há muitos que reclamam que ler coisas digitais cansa e dói a vista. Mesmo assim, por mais que seja difícil se acostumar, eles vieram para ficar. Mais cedo ou mais tarde, eles substituirão os livros impressos.

Por isso, não adianta nadar contra a maré. Leia sete dicas para ler ebooks sem doer a vista:

1- Não os use quando estiver cansado de mais
2- Utilize-o em uma iluminação uniforme evitando gerar sombrar e reflexos
3- Adeque o tipo de letra para enxergar corretamente a 30/45 centímetros de distância
4- Evite a secura ocular piscando várias vezes
5- Realize pausas a cada hora, para relaxar a vista
6- Administre de forma inteligente sua exposição ocular
7- Não se esqueça de realizar uma revisão anual da sua vista


Fonte: Blog Livros só mudam pessoas

sábado, 24 de dezembro de 2011

Quais os truques do shopping para você comprar mais?

Arquitetura, decoração e administração dos shopping centers conspiram para que você consuma mais. Veja como essas estratégias são aplicadas


por Emiliano Urbim, Gabriel Gianordoli, Lívia Aguiar e Samuel Rodrigues

PORTA POPULAR
Na maioria dos shoppings, quem chega sem carro é quem tem menos grana. Pensando nisso, o comércio popular fica perto da porta. Além disso, o público de menor poder aquisitivo fica mais à vontade ao ver marcas conhecidas logo de cara.

EXPOR EXEMPLO
Todo centro de compras tem um espacinho para pequenas exposições - processos industriais, esculturas de material reciclado, roupas da Barbie, por aí vai. Pode inspirar bocejos, mas quem é do ramo jura que isso atrai visitantes.

180 DEGRAUS
Ainda há shopping em que a escassez de escadas rolantes obriga a caminhar e "conhecer lojas". Felizmente, hoje a regra é atrolhar o prédio de escadas, até de meio andar, para que você chegue aonde quiser sem se cansar.

DANÇA DAS VITRINES
Lojas substituídas, reformadas, mudando de ponto - a administração prevê e estimula essas alterações. Isso dá aos visitantes desculpa para voltar: conhecer os novos espaços.

EM CASA
Espaços com poltronas e plantas existem para criar "situações residenciais". A ideia é que um marido sinta-se na sua sala de estar e deixe a esposa livre para consumir.

AOS ESTACIONADOS
Calculando que o público que chega de carro é o que tem mais dinheiro, as lojas mais luxuosas costumam ficar próximas do acesso aos estacionamentos.

LUZ E SOMBRA
Repare: os corredores dos shoppings são muito mal iluminados. Mas isso não é um acidente, a pouca iluminação das passagens faz as luzes das vitrines se destacar, atraindo seus olhos.

CHEIRO, SOM E FÚRIA
No exterior dá certo, mas aromatização e sonorização do ambiente foram banidos dos shoppings brasileiros - se tem, irrita, se não tem, ninguém liga. Perfume e trilha sonora ficam restritos a algumas lojas.

A PRAÇA É FOSSA
Sim, praças de alimentação são legais pela variedade de opções. Mas esse não é o único motivo para sua existência: o shopping concentra canalização de água e esgoto em apenas um local e barateia custos.

MUNDO LÁ FORA
Shoppings eram como cassinos, sem janelas que lembrassem a passagem do tempo. Para amenizar a sensação de que você perdeu o dia lá dentro, os prédios mais modernos incluíram painéis de vidro ou mesmo aberturas para o sol (e o luar) entrar.


Fontes Manoel Alves Lima, diretor da FAL Design Estratégico para Varejo; Alberto Botti, diretor da Botti Rubin Arquitetos Associados.


Fonte: Site da Revista Superinteressante

Por que não festejo e me faz mal o Natal


por Mário Maestri*

Não festejo e me faz mal o Natal por diversas razões, algumas fracas, outras mais fortes. Primeiro, sou ateu praticante e, sobretudo, adulto. Portanto, não participo da solução fácil e infantil de responsabilizar entidade superior, o tal de “pai eterno”, pelos desastres espirituais e materiais de cuja produção e, sobretudo, necessária reparação, nós mesmos, humanos, somos responsáveis.

Sobretudo como historiador, não vejo como celebrar o natalício de personagem sobre o qual quase não temos informação positiva e não sabemos nada sobre a data, local e condições de nascimento. Personagem que, confesso, não me é simpático, mesmo na narrativa mítico-religiosa, pois amarelou na hora de liderar seu povo, mandando-o pagar o exigido pelo invasor romano: “Dai a deus o que é de deus, dai a César, o que é de César”!

O Natal me faz mal por constituir promoção mercadológica escandalosa que invade crescentemente o mundo exigindo que, sob a pena da imediata sanção moral e afetiva, a população, seja qual for o credo, caso o tenha, presenteie familiares, amigos, superiores e subalternos, para o gáudio do comércio e tristeza de suas finanças, numa redução miserável do valor do sentimento ao custo do presente.

Não festejo e me desgosta o Natal por ser momento de ritual mecânico de hipócrita fraternidade que, em vez de fortalecer a solidariedade agonizante em cada um de nós, reforça a pretensão da redenção e do poder do indivíduo, maldição mitológica do liberalismo, simbolizada na excelência do aniversariante, exclusivo e único demiurgo dos males sociais e espirituais da humanidade.

Desgosta-me o caráter anti-social e exclusivista de celebração que reúne egoísta apenas os membros da família restrita, mesmo os que não se freqüentaram e se suportaram durante o ano vencido, e não o farão, no ano vindouro. Festa que acolhe somente os estrangeiros incorporados por vínculos matrimoniais ao grupo familiar excelente, expulsos da cerimônia apenas ousam romper aqueles liames.

Horroriza-me o sentimento de falsa e melosa fraternidade geral, com que nos intoxica com impudícia crescente a grande mídia, ano após ano, quando a celebração aproxima-se, no contexto da contraditória santificação social do egoísmo e do individualismo, ao igual dos armistícios natalinos das grandes guerras que reforçavam, e ainda reforçam – vide o peru de Bush, no Iraque – o consenso sobre a bondade dos valores que justificavam o massacre de cada dia, interrompendo-o por uma noite apenas.

Não festejo o Natal porque, desde criança, como creio para muitíssimos de nós, a festa, não sei muito bem por que, constituía um momento de tensão e angústia, talvez por prometer sentimentos de paz e fraternidade há muito perdidos, substituindo-os pela comilança indigesta e a abertura sôfrega de presentes, ciumentamente cotejados com os cantos dos olhos aos dos outros presenteados.

Por tudo isso, celebro, sim, o Primeiro do Ano, festa plebéia, hedonista, aberta a todos, sem discursos melosos, celebrada na praça e na rua, no virar da noite, ao pipocar dos fogos lançados contra os céus. Celebro o Primeiro do Ano, tradição pagã, sem religião e cor, quando os extrovertidos abraçam os mais próximos e os introvertidos levantam tímidos a taça aos estranhos, despedindo-se com esperança de um ano mais ou menos pesado, mais ou menos frutífero, mais ou menos sofrido, na certeza renovada de que, enquanto houver vida e luta, haverá esperança.


* Historiador e professor do curso de História e do Programa de Pós-Graduação em História da UPF, RS. Publicado em La Insignia.



Fonte: Blog da Revista Espaço Acadêmico

O verdadeiro sentido do Natal




Fonte: Blog Humor Ateu

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Por que deletamos amigos das redes sociais?

Basta surgir uma nova rede social para as pessoas começarem a adicionar contatos aos montes: no começo os amigos mais próximos, depois a família, os colegas de trabalho, os amigos de amigos, aquele cara que você meio que acha que estudou contigo na terceira série…

O resultado é que os usuários do Facebook têm 130 contatos, em média. Um monte de gente possui centenas a mais. Mas acontece que, com frequentes mudanças no Facebook, as atualizações dos amigos ganharam mais evidência. E não sei quanto a vocês, leitores, mas a gente aqui do blog se depara de vez em quando com umas coisas desagradáveis em nossa página.

Quero fazer uma pausa na entrevista que estou transcrevendo, abro o Facebook e PAM, lá está a foto de uma pessoa morta em um acidente de carro. A Letícia decide procurar por um contato entre seus amigos e se depara com a foto de algum animal de estimação morto. Ou criança doente. As causas podem ser nobres, como conscientizar as pessoas sobre acidentes no trânsito ou maus tratos aos animais. Só que muitos não querem ter esse tipo de imagem na tela de seus computadores. A solução? Para 55% dos usuários, a saída é deletar. Pelo menos isso é o que diz uma pesquisa recente da Nielsen.

Depois dos comentários ofensivos, o principal motivo para tirar alguém de seus contatos é não conhecer aquela pessoa tão bem. Sabe quando você começa a seguir cada passo do fulano: o aniversário da sobrinha, as fotos na piscina, os comentários alegres ou tristes, e em um momento pensa “por que estou vendo isso, nem sei direito quem é esse cara?” Acho que é isso que acontece com os 41% dos usuários que excluem os amigos não tão amigos assim. A falta de interação entre o dono da conta e o ex-amigo também ocupa 20% dos “delete” na pesquisa.

Em seguida na pesquisa, o principal motivo para excluir alguém é “ele tentou me vender alguma coisa”, com 39%. Acho que o meu poder de compra deve ser baixo, porque ninguém nunca tentou me vender nada. (Ok, leitores, não tentem. Juro que excluo vocês! Rá!)

E aquelas pessoas que postam coisas como “hoje o dia não poderia ser pior”, “solidão, minha grande companheira”, “acaba 2011, ano insuportável”?! Pois os comentários depressivos são motivos para 23% dos amigos deletados. Então tente superar a tristeza – ou pelo menos não espalhe a melancolia para todo o Facebook.

Em sequência na pesquisa, temos duas coisas complicadas. Os fins de relacionamentos (com 11%) e os comentários políticos (com 14%). Aposto que épocas de eleições são épocas de exclusões de amigos. Quanto aos fins de namoros, não excluí ninguém quando terminei o meu último, mas já deletei uma pessoa por amor à amiga que levou o fora. Irmandade é isso!

A última coisa interessante da pesquisa é que 6% das pessoas deletam quem atualiza muito o perfil. Facebook não é Twitter, né?

E você, por que limou seus últimos amigos? Conte pra gente. E por falar nisso, adicione o Mulher 7X7 no Facebook, hein?

Margarida Telles é repórter de ÉPOCA em São Paulo.


Fonte: Site da Revista Época

A síndrome do Natal

WALCYR CARRASCO

A pior coisa do Natal é a obrigação de ser feliz. Haja data complicada. À medida que os dias de dezembro são devorados pelo calendário, a pessoa se defronta com a questão inexorável: onde passar o Natal? Com quem? É mais cruel que o Carnaval. Sim, nos dias de Momo também impera a obrigação de exalar felicidade. Os precavidos entram numa escola de samba meses antes e desfilam na avenida. Em última análise, os solitários podem comprar ingresso para um baile, saltitar num bloco ou rasgar a fantasia num trio elétrico. Até mesmo se faz retiro espiritual. É socialmente aceitável. O Natal é bem mais exigente. Há de ter alguém para partilhar a data. Ou a pessoa sente que tem alguma coisa errada.

WALCYR CARRASCO
é jornalista, autor de livros, peças teatrais e novelas de televisão

Pode parecer uma visão bem negativa do Natal. Admito que é. Já passei pelo trauma. Meu pior Natal foi aquele em que toda a minha família decidiu comemorar na casa de meu irmão Ney. Minha mãe ainda era viva. Eu morava numa chácara distante, de difícil acesso na época, a mais de 200 quilômetros da casa fraterna. No final da tarde do dia 24, quando provavelmente o peru já estava no forno e minha cunhada Bia, excelente cozinheira, tirava um pudim da forma, tomei banho, me arrumei e entrei no carro repleto de presentes. Dei a partida. E o traidor do carro não pegou. De jeito nenhum. Um vizinho até me ajudou a empurrá-lo ladeira abaixo, para ver se funcionava. Não teve jeito. Mecânico em final de tarde do dia 24 era impossível. Meu seguro não oferecia ajuda do tipo. Voltei para casa. Telefonei avisando que não ia. E fritei dois ovos para passar a noite de Natal. Teria me conformado se não fossem as luzes nas casas mais próximas. O som de risadas. Alegria. Meu espírito natalino foi para o ralo. Nunca tive tanta raiva da felicidade alheia. Confesso, desde então peguei certo trauma do Natal. Não sou o único. Tenho um amigo cuja família simplesmente não se importa com a data. É raro, mas existe. Na infância, poucas vezes ganhou presentes. Mesmo assim, das tias. Encontrou uma maneira especial de passar pela noite fatídica sem pensar em suicídio – cujo número costuma crescer na data. Arrumou trabalho como Papai Noel em ceias particulares. Famílias ricas costumam contratar atores para alegrar as crianças enquanto se esbaldam nos comes e bebes. De barriga falsa, barba e gorro, meu amigo circula de mansão em mansão. Passa a noite levando alegria aos pequeninos. Ou tentando.

– Em muitas casas, as crianças estão tristes. Entro, faço “ho ho ho” e ninguém dá a mínima.
Dezembro é o mês da síndrome natalina, aquela obrigação de exalar felicidade. Dá para se libertar dela?

A mídia pressiona: no Natal é preciso confraternizar com os seus. Não fazê-lo é uma derrota. A cultura ocidental reforça esse sentimento. Um dos mais famosos textos do britânico Charles Dickens, do século XIX, chama-se, não por acaso, “Conto de Natal”. É a história do avarento Scrooge, que, com a visita do fantasma de seu antigo sócio, Marley, confronta-se com a própria solidão. Mais trágica é a “Menina dos fósforos”, do dinamarquês Hans Christian Andersen, também do século XIX. Sozinha na noite fria, a garota vê as pessoas comemorar a data através das janelas. Morre, gélida, sonhando com um Natal onde possa ser feliz. Diante de tais patrimônios literários, que lemos ou a que assistimos em versões cinematográficas desde criança, quem se atreve a dizer que não se importa? Pode até fingir. Mas se importa, sim.

A competição para evitar rusgas familiares torna o trânsito da noite perigosíssimo. Mães, sogras, avós, tias, madrinhas exigem como prova de amor que filhos, noras, genros, netos, sobrinhos e afilhados façam pelo menos uma visitinha durante a ceia. O resultado são comboios vagando de endereço em endereço para entregar o presente, trinar amenidades e voar em direção ao próximo parente. Um cansaço. Pior é ir à festa da família alheia. Reforça o sentimento de exclusão. Passar sozinho é mico, já disse. E depois fica dificílimo explicar aos amigos que tudo está bem. Suportar os olhares de dó. Não ganhar coisa alguma depois da maciça campanha publicitária que nos faz relacionar presente com amor? Impossível.

Quem se separou, tem família distante, perdeu alguém ou nunca teve apavora-se em dezembro. É a síndrome natalina. Já quis me libertar dela. Não consegui. Lutar contra séculos de felicidade obrigatória? Não dá. Prefiro me organizar com antecedência. É o melhor. Para na noite em questão não cair na armadilha de fazer uma revisão da vida inteira e arrancar os cabelos ao som de “Jingle bells”.


Fonte: Site da Revista Época

domingo, 11 de dezembro de 2011

Parece que somos incapazes de viver sem crer em algo superior, diz Gleiser

Título original: Acreditar é humano

por Marcelo Gleiser para Folha


O ser humano é um animal acreditador. Talvez esse seja um bom modo de definir nossa espécie. "Humanos são primatas com autoconsciência e a habilidade de acreditar." Já que " acreditar" sempre pede um "em quê?", refiro-me aqui a acreditar em poderes que transcendem a percepção do real, algo além da dimensão da vida ordinária, além do que podemos perceber apenas com nossos sentidos.

Eu me pergunto se a necessidade de acreditar em algo (não uso a palavra "fé", pois essa tem toda uma conotação religiosa) é consequência da consciência. Será que outras inteligências cósmicas também acreditam?

Parece que somos incapazes de viver nossas vidas sem acreditar na existência de algo maior do que nós, algo além do "meramente" humano. Bem, nem todos nós, mas a maioria. Isso desde muito tempo. Para os babilônios e egípcios, os céus eram mágicos, a morada dos deuses, ponte entre o humano e o divino. Interpretar os céus era interpretar mensagens dos deuses, muitas vezes dirigidas a nós mortais.

Essa divinização da natureza é muito mais antiga do que a civilização. Pinturas rupestres, os símbolos mais antigos da expressão humana, já demonstram a atração que nossos ancestrais nas cavernas tinham pelo desconhecido, sua reverência por poderes além de seu controle. As pinturas de animais representavam encantamentos, uma mágica gráfica criada com o objetivo de auxiliar os caçadores em sua empreitada, cujo sucesso garantia a sobrevivência do grupo.

Fico imaginando o poder que essas imagens -que dançavam à luz do fogo- exerciam sobre o grupo reunido na caverna, uma tentativa de recriar a realidade para ter algum controle sobre ela. A religião nasceu da combinação de reverência e necessidade. E assim continua, definindo como a maioria dos humanos vê o mundo.

Mesmo após termos desenvolvido meios para explorar fontes de energia da natureza, estamos ainda à mercê dos elementos. Muitos chamam enchentes, tornados, erupções vulcânicas ou terremotos de atos divinos, representando forças além do nosso controle.

A ciência, claro, atribui esses desastres a causas naturais, o que acarreta abandonar a crença de que a fé pode nos ajudar de alguma forma a controlá-los. Fica difícil, hoje em dia, rezar para o deus do vulcão ou para o deus da chuva.

Esse é um desafio para a ciência e para os seus educadores: a ciência pode explicar, às vezes prever e, até certo ponto, proteger-nos de desastres naturais. Porém, não pode competir com o poder da crença na imaginação humana, mesmo na completa ausência de evidência de que possa nos proteger contra desastres naturais.

O mundo estava cheio de deuses no início da história da nossa espécie e, para muitas pessoas, assim continua. A resposta, parece, não é tentar transformar a ciência numa espécie de deus, substituindo uma crença por outra, mas, ao contrário, mostrar que vidas podem ser vividas sem a crença em poderes divinos cuja intenção é nos manipular, seja para o bem ou para o mal.

Talvez a maior invenção da vida na Terra tenha sido essa espécie de primatas com a capacidade de imaginar realidades que a transcendem.

Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de "Criação Imperfeita".



Fonte: Paulopes Weblog

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Quem é judeu?

Abraão não era judeu.

Moisés não era judeu.

Davi não era judeu.

Salomão não era judeu.

Sobrou Israel que era judeu e na acepção da palavra significa inimigo de Deus.

Como é que ficamos?

Mas vamos aos fatos para que não pairem dúvidas.

Abraão não era judeu porque ele é anterior ao judaísmo.

Historicamente, Abraão era iraquiano da cidade de Ur.

Moisés era egípcio no nome e pelo nascimento e não se sabe quem foi sua mãe.

Davi não era judeu porque os judeus só reconhecem quem é judeu pelo lado materno. E a mãe de Davi era moabita.

Salomão, filho de Davi, era neto de Ruth, a moabita.

E por falar em descendência, Jesus, o Messias, é descendente, de acordo com a Bíblia, de Davi, o neto da moabita.

Jesus era palestino de nascimento.

Sobrou Israel.

Israel era judeu e arrogante.

O nome verdadeiro de Israel é Jacó e recebeu o nome de Israel porque ofendeu e lutou contra o anjo do Senhor.

Isso também está na Bíblia.

E quem agride um anjo não se torna seu amigo, mas inimigo.

Portanto, tecnicamente Israel significa inimigo de Deus.

Talvez agora se consiga entender porque os governantes de Israel são tão arrogantes e cruéis.


Fonte: Blog do Bourdoukan

Escolhendo sua religião… Ou não…

Um pequeno manual para os perdidos no tempo ou aqueles que não têm tempo para pensar por sí mesmo.

Visto no Treta

por Rick Machado






Fonte: Blog Humor Ateu

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O QUE DEVEMOS (OU NÃO) FAZER NAS REDES SOCIAIS

Especialistas em etiqueta e usuários das plataformas dão dicas de como tornar o ambiente virtual mais harmonioso.



Quando Luis XIV, rei da França no século 17, inventou as regras de etiqueta, nem imaginava que algumas delas seriam seguidas até hoje. Muito menos que certas práticas, que ele escrevia em pequenos bilhetes para ensinar os convidados da Corte a se comportar, seriam levadas até para o mundo digital.

Segundo a jornalista e consultora de etiqueta Claudia Matarazzo, autora do livro “Net.com.classe”, é essencial que as pessoas transportem a etiqueta convencional para o mundo virtual, ainda que seja difícil. “Se você não bate a porta na cara de ninguém que vai te visitar, não deve rejeitar uma pessoa que te adicionou no Orkut ou Facebook”, explica.

Nessas horas, o ideal é encontrar uma maneira de ser educado, mas, também não passar por cima de suas vontades. Fábio Arruda, consultor de estilo, acredita que os recursos dos sites como Facebook ou Orkut conseguem dar conta do recado. Portanto, usar ferramentas para bloquear um conhecido ou manter certos posts em anonimato não faz mal algum. Pelo contrário, é uma ótima forma de garantir discrição e não se expor para pessoas que você não gostaria.

Outro ponto que sempre merece atenção é a publicação de fotos. Para Fábio, é muito importante que dentro das redes sociais as pessoas não exponham seus amigos, familiares e, muito menos, a si mesmos. “É de bom tom pedir autorização da pessoa antes de publicar uma foto em que ela esteja aparecendo”, sugere. Ainda que pareça exagero para alguns, para outros, isso faz uma grande diferença. “Já tive problemas com fotos que amigos postaram no Facebook. Briguei com namorado e discuti com os próprios colegas por terem exposto fotos de mim em uma balada”, lembra Juliana, que não quis se identificar.

No Facebook também é bastante comum pessoas marcarem umas às outras em publicações. E isso pode ser bastante constrangedor para a pessoa “taggeada”, especialmente se a marcação envolve algum tipo de cobrança. “Já vi gente cobrando dinheiro e, outras, favores. Esse tipo de comportamento é muito mal educado”, comenta Juliana. Para essas situações, o jornalista Gavroche Fukuma, usuário assíduo do Facebook, dá a dica: “Se você não falaria em público, então não publique”.

A falta de etiqueta também ocorre na quantidade de mensagens pessoais publicadas por alguns usuários. Ao questionarmos nossos leitores sobre essa mania, todos foram unânimes: ninguém gosta de saber o que os outros estão fazendo a cada momento. É constrangedor e enche a timeline com assuntos irrelevantes. Há ainda outras manias que têm afastado alguns usuários das redes sociais: retuítes constantes e a repetição de informações e brincadeirinhas. O gestor de TI William Ribeiro, um de nossos leitores, conta que excluiu sua conta no Facebook justamente pela alta exposição e irrelevância dos assuntos postados na rede. “Acho que é primordial, antes de se postar qualquer coisa, avaliar como a mensagem vai ‘atingir’ a outra pessoa”, diz.

E ele tem razão. Os consultores acreditam que as redes sociais são uma extensão de nossas vidas, portanto, ter educação é essencial. Além disso, o bom senso e o critério na hora das postagens podem ajudar a construir plataformas mais interessantes e seguras. “O princípio básico da etiqueta é ser educado com todos e se aprimorar como ser humano dentro e fora da rede”, conclui Fábio.

Então, vamos recapitular? Veja abaixo as principais dicas de etiquetas nas redes sociais.

Facebook:

Antes de marcar alguém em alguma foto, peça permissão. Afinal, nunca sabemos se a pessoa vai querer se expor naquela situação.

Se você precisa dar um recado a alguém, cobrar ou até mesmo relembrar algum caso, faça por mensagem privada. Nem sempre a pessoa marcada no post gostaria de compartilhar essas informações com todos os amigos da rede.

Cuidado ao compartilhar correntes, vídeo, fotos e textos pronto. Você pode estar entupindo a timeline de seu amigo com coisas repetidas, além de ser tachado de chato ou sem opinião. Tenha critério ao republicar conteúdos.

Evite postar informações irrelevantes sobre o seu dia a dia. Se expor sem necessidade pode soar egocêntrico da sua parte, além de, mais uma vez, encher a timeline de seus colegas com conteúdos pouco interessantes.

Tenha cuidado ao expor suas opiniões, especialmente sobre assuntos polêmicos. Lembre-se que, diferente de uma discussão ao vivo, suas palavras serão armazenadas por muito tempo e, se você for grosso ou mal educado, todos vão se lembrar disso com frequência.

Jogos e aplicativos são legais, mas pare de ficar mandando convite para esse tipo de coisa dentro da rede social. Cada um tem suas preferências e, provavelmente, já deve conhecer algum joguinho que o agrade.

Twitter:

O retuíte é uma ferramenta que deve ser usada de vez em quando, ou seja, nada de ficar retuitando qualquer post. Assim como no Facebook, o critério é essencial para não atrapalhar a timeline dos outros e não queimar seu próprio filme.

Como a rede social só permite 140 caracteres, é preciso se expressar com cuidado. Uma frase pode ser facilmente mal interpretada. Por isso, preste atenção no que você tem a dizer e diga com cautela.

Nada mais feio do que “roubar” frases de alguém. Se você gostou de alguma citação, dê a fonte e indique qual amigo foi o autor da mensagem.

Não use o Twitter como MSN. Poste mensagens relevantes e com intervalos de tempo. As pessoas não vão querer que você encha a timeline delas somente com seus posts.

Uma das vantagens do Twitter é poder estar próximo de seus ídolos. Mas, cuidado para não bancar o fã maluco e ficar enviando mensagens de cinco em cinco minutos. E muito menos comentando qualquer post da pessoa.


Fonte: OlharDigital/ Blog História Vermelha

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Saint Seya

..a verdade…





POR QUE AINDA ENSINAM ERRADO?!! POR QUEEEEE???????
por Rick Machado



Fonte: Blog Humor Ateu

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Discutindo a TV religiosa

Luciano Martins Costa - para o Observatório da Imprensa

Reportagem no jornal O Estado de S.Paulo informa que o Ministério Público Federal na cidade de Guaratinguetá pediu à Justiça a anulação das concessões das emissoras de TV Canção Nova e TV Aparecida, sediadas no interior paulista e controladas por organizações ligadas à igreja católica

O motivo apresentado é técnico – a TV Canção Nova é controlada pela Fundação João Paulo II, grupo ligado à Renovação Carismática, e a TV Aparecida é parte da rede do Santuário de Aparecida – e, nos processos administrativos no Ministério das Comunicações, seus pedidos de concessão têm como justificativa o suposto caráter educativo das emissoras.

Por essa razão, segundo o Ministério Público, deveria ter havido uma licitação para selecionar a organização que apresentasse o melhor projeto educacional.

É mais do que sabido que nenhuma das duas emissoras tem qualquer vínculo com projetos de educação. Elas servem como veículos para pregação religiosa e apoio a políticos ligados aos dois grupos católicos. Portanto, houve fraude no processo administrativo.

Suas programações são ocupadas por transmissões de missas, entrevistas com sacerdotes e próceres do catolicismo ligados a uma e outra das tendências que dominam a igreja, e alguns programas com palestras e debates variados, sempre pontuados por pregação religiosa.

Em meio aos religiosos profissionais, parlamentares e outras autoridades disputam o espaço de influência sobre os fiéis telespectadores.

Não há o menor sinal de diversidade de crenças ou sequer de tolerância com relação a outras confissões.

Motivação política

Mesmo com a declaração do Ministério Público de que se trata de um procedimento normal, uma vez que a concessão foi dada sem licitação, a reportagem do Estadão dá a entender que se trata de uma iniciativa de inspiração política.

As duas emissoras estiveram envolvidas, no ano passado, na polêmica em torno da questão do aborto. A TV Canção Nova chegou a transmitir, durante a campanha eleitoral, um programa ao vivo no qual um padre pedia aos católicos que não votassem na então candidata Dilma Rousseff.

A mera insinuação de que poderia estar havendo interesses políticos envolvidos na iniciativa do Ministério Público Federal desvia a questão do tema central, que se refere à democratização dos meios de comunicação.

A concessão para exploração de canais de televisão é feita pela Presidência da República, após análise do Ministério das Comunicações, e ratificada pelo Congresso.

No caso das duas emissoras católicas, o que está sendo contestado é o processo administrativo, onde costumam ocorrer os vícios que levam a transgressões na lei, como a outorga de canais de rádio e TV a parlamentares.

Televisão para todos

Contribui para desviar o assunto das razões apresentadas pelo Ministério Público o fato de que, recentemente, o conselho deliberativo da TV Canção Nova decidiu suspender a transmissão do programa Justiça e Paz, apresentado pelo presidente do PT de São Paulo, deputado estadual Edinho Silva. A suspensão ocorreu no dia da estreia, quando o dublê de parlamentar e apresentador levou como convidado, para uma entrevista, o secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho.

Segundo o Estadão, o ministro, que é católico e ligado a grupos religiosos, havia intermediado a reaproximação entre a presidente Dilma Rousseff e dirigentes da Canção Nova.

A inclusão dessa informação na notícia sobre a medida do Ministério Público contribui para dar um caráter político à iniciativa da procuradoria.

Segundo a direção da emissora, o afastamento do deputado-apresentador faz parte de um processo de mudanças na grade de programação. Também foram suspensos os programas de outros políticos, como o deputado federal Gabriel Chalita, os deputados estaduais Eros Biondini e Myriam Rios, além do secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Paulo Barbosa, e da primeira-dama paulista, Maria Lúcia Alckmin.

A ação do Ministério Público Federal abre espaço para uma discussão que a imprensa aparentemente não tem intenção de abrigar: a outorga de concessões de canais de rádio e TV para grupos eminentemente religiosos cuja militância é travestida de ação educativa.

Segundo o procurador Adjame Oliveira, autor das ações contra a TV Canção Nova e TV Aparecida, o processo de outorga sem licitação contraria o princípio da utilização democrática e transparente dos canais de televisão.

A rigor, se grupos católicos podem ter suas emissoras, com o argumento da atividade educacional, nada impede que qualquer cidadão crie uma seita e pleiteie também sua própria televisão.

Afinal, três jornalistas da Folha de S.Paulo já demonstraram em novembro de 2009 (ver aqui) que no Brasil se pode criar uma igreja em cinco dias úteis, com a quantia de R$ 418,42 em taxas e emolumentos.

Muito mais fácil do que abrir uma microempresa.


Comentário para o programa radiofônico do OI, 24/11/2011



Fonte: Site Observatório do Direito à Comunicação

Missionário desabafa e desafia pregadores da TV a levarem o “evangelho falso da prosperidade” ao sertão



Junto a uma ossada, o Missionário Claudio Pimenta gravou um protesto bastante contundente, e convidou os Pastores que pregam na TV a conhecerem a realidade das cidades mais pobres do sertão brasileiro.

“Esse vídeo é um desabafo. Eu queria convidar os senhores evangelistas da TV, que estão nas grandes metrópoles, cidades com maiores índices de desenvolvimento humano, para virem pregar o evangelho falso da prosperidade nessa região, uma terra em que urubu morre de fome e só missionário compromissado com o Reino dos céus sobrevive”, declara o Missionário.

Ironizando a prática recorrente nas igrejas neopentecostais, o Missionário pede para que os pregadores da televisão visitem a região assolada pela seca e pobreza para que levem as riquezas mencionadas em suas pregações ao local: “Eu faço um apelo a vocês: se quiserem conhecer essa região, uma das localidades menos evangelizadas do Brasil, já que tudo que vocês tocam vira ouro podem vir aqui, transformar a vida desse povo. Aí sim, nós vamos dar credibilidade ao falso evangelho da falsa prosperidade”.

Citando passagens bíblicas em que o cristão é exortado a viver com o básico, como roupas e alimento, ele desafia novamente os pregadores da teologia da prosperidade. “Quero ver você, pregador da TV, pregar o evangelho da prosperidade na favela da Rocinha, ou no sertão do Ceará ou do Piauí, nas regiões menos evangelizadas, com pobreza extrema, onde as pessoas vivem com bolsas do governo federal, R$ 90, R$ 130, R$ 160 por mês. Quero ver vocês construírem suas catedrais, comprarem aviões, viverem luxuosamente, num lugar como esse” desafia Pimenta.

O Missionário encerra seu desabafo convidando os líderes cristãos a uma reflexão: “Fica aqui o meu apelo: usem o dinheiro que vocês estão gastando na compra de jatinhos, mansões, ternos de R$ 10 a R$ 2o mil e relógios caros, para pregar o evangelho e abrir igrejas nas cidades de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano, que é estabelecido pela ONU – quanto menor, maior a pobreza) do Brasil, nas cidades mais miseráveis desse país. Aí sim, vocês estarão cumprindo o mandamento de Cristo”.

Assista ao vídeo na íntegra:




Fonte: Gospel +/ Blog Libertos do Opressor

Diga não à Renovação Carismática



Shaka (Rafael Vilaça)

A Renovação Carismática Católica é um movimento da Igreja surgido nos EUA no começo dos anos 60. Mesclando aspectos da espiritualidade cultuada no meio evangélico com os dogmas e a tradição Católica, a RCC tornou-se um fenômeno no Brasil principalmente no fim dos anos 90 com a popularização de fenômenos como Padre Marcelo Rossi, que tornaram a Igreja mais moderna frente a um novo milênio que vinha pela frente. Com essa renovação da Igreja, a imagem de uma instituição antiquada foi revista, criando uma nova onda de fiéis muito mais focados na reafirmação da tradição da Igreja. Entretanto com essa repaginação da prática da doutrina e do modo de vivenciar a fé católica, criou-se uma Igreja alienada, através de um movimento conservador que cresce perigosamente a cada dia desvirtuando cada vez mais o papel social da Igreja Católica.

O movimento originou-se nos EUA, no qual, grupos de católicos buscavam uma aproximação maior da espiritualidade. Através da afirmação de dogmas como os dons do Espírito Santo juntamente com a tradição católica, os fiéis iniciaram um movimento baseado no pentecostalismo evangélico americano, entretanto baseado na tradição da Igreja. Com isso criava-se o Movimento da Renovação Carismática. Ao chegar ao Brasil o movimento rapidamente se espalhou através das paróquias de cidades pequenas até atingir os grandes centros urbanos. Em uma época turbulenta vivida pelo país por causa da ditadura, cada vez mais buscava-se uma afirmação da fé por parte dos fiéis, e o Movimento Carismático era uma opção para terem uma aproximação mais direta com Deus. Por buscar uma espiritualidade puramente pautada na doutrina da Igreja, o movimento da RCC tornou-se bastante conservador. Para a RCC, a base da espiritualidade católica deve ser norteada pela total entrega do fiel à Deus, isto é, tornar-se um instrumento nas mãos de Deus. Por isso, o centro da espiritualidade é a figura de Jesus, incansavelmente adorado e louvado durante as missas e celebrações. Com isso a afirmação dos dogmas e das doutrinas da Igreja chega a ser praticada de modo cego, tornando a RCC um dos movimentos mais conservadores da Igreja, mascarado pelas músicas e celebrações fantásticas.

Muito se critica o fanatismo presente nas igrejas evangélicas, mas o fanatismo presente na RCC não é muito diferente. O show visto durante os cultos evangélicos também é presenciado nas celebrações da RCC onde práticas como o "falar em línguas", "exorcismos", "avivamento" e outras práticas exarcebadas são tão abordadas no movimento da Renovação quanto nos cultos protestantes. Outro fator muito valorizado na RCC é a crença na existência do Mal. Assim como no protestantismo pentencostalista, o Mal é tão abordado quanto a figura de Jesus chegando a "rivalizar" com o próprio. A questão do pecado e do arrependimento do homem é tratado de modo tão alienante quanto a própria espiritualidade. Para eles, tudo é obra do demônio, como se o homem atual vivesse na Idade Média. E pior, enquanto que para outros movimentos cristãos mais moderados, o Mal é algo abstrato, fruto das ações do homem, na RCC, o Mal é algo material, encarnado pela figura de Satanás, que é de fato um espírito malígno. Esse retrocesso doutrinário é um perigo para o fanatismo cristão, uma vez que com a personificação do Mal, há a personificação dos inimigos. E com esse dualismo entre Bem e Mal, Certo e Errado, a RCC passou atacar outras crenças assim como os movimentos evangélicos mais conservadores. Os alvos tornam-se comuns, sendo constantemente as religiões afro-brasileiras e o Espiritismo, tão difundido no Brasil, onde muitas vezes mescla-se com a crença católica, criando o chamado "Catolicismo Mesclado".

Esse fanatismo já rendeu até críticas da própria CNBB, que condena a prática do "falar em línguas" e do "avivamento", assim como os ataques gratuitos à outras religiões, o que distancia os fiéis da verdadeira prática da fé católica proposta pela Igreja. Por falar em ataques à outros credos, atualmente isto é o que mais tem na RCC, onde muitos padres, criticam em seus sermões, práticas e crenças de outras religiões simplesmente por não condizerem com a fé Católica. Estes ataques são principalmente realizados através dos meios de comunicação como emissoras de TV. Nesta área, a RCC tem feito seu maior avanço, onde a cada dia, expande a divulgação de sua doutrina através de vários meios de comunicação, como a rede de TV Canção Nova, a principal emissora da RCC. A Canção Nova tornou-se um meio de divulgação e financiamento do movimento, onde através de práticas originalmente evangélicas, aos moldes da Igreja Universal, Assembléia de Deus e demais igrejas pentencostais, a cada dia, são feitas inúmeras doações à emissora, numa verdadeira troca entre os "favores" prestados por Deus, e a "boa vontade" dos fiéis. A questão do dízimo é altamente explorada, fazendo desta, uma das principais fontes de financiamento do movimento, fora os diversos produtos vendidos, desde velas, medalhas, imagens, livros, filmes e terra santa direta de Jerusalém. Por sinal, a atual campanha de valorização do dízimo, que está varrendo todas as paróquias do Brasil, tem sua fonte neste incentivo da RCC.

O movimento da Renovação tornou-se um retrocesso à todo esforço que o Vaticano II e a ala progressista da Igreja produziu ultimamente na tentativa de criar uma Igreja mais voltada para a sociedade, enquanto que indo no caminho contrário, a RCC preocupa-se unicamente com a questão espiritual e a divulgação de sua doutrina. Curiosamente este conservadorismo doutrinário explica-se pelo fato dos fundadores do movimento nos EUA terem ligações diretas com membros da Opus Dei americana. Embora a Opus Dei seja contrária às inovações e modernidades do culto, características como a rígida defesa da doutrina e tradição católica são frutos da prática da Obra. Esse conservadorismo criou uma legião de fiéis alienados com sua fé, tornando-os verdadeiros "soldados de Cristo", um termo comumente utilizado na RCC. Essa ideia da estrita defesa da fé tem tornado a RCC alvo de várias críticas dentro e fora da Igreja, na qual a mesma vem sendo transformada num novo pasto, onde o rebanho segue obedientemente ao pastor, nesse caso, seus padres que teimam em não seguir os conselhos da CNBB, continuando a praticar uma fé sem nenhum compromisso social para com a população, apenas criando um verdadeiro show onde o artista principal é Jesus e eles são os animadores da torcida.

Por falar em animadores de torcida, o maior exemplo desse espetáculo é o Padre Marcelo Rossi. O grande popstar da RCC, Padre Marcelo tornou-se um fenônemo nacional no fim dos anos 90 com a explosão do movimento através da mídia relevisiva como a Rede Globo e o SBT, principalmente. Com seu carisma e animação, Padre Marcelo renovou o modo de conduzir as celebrações, de rezar e de praticar a fé católica. Apelando para uma espiritualidade escatológica, utilizou-se do fim do milênio, no qual ignorantemente a população interpretava como o Fim dos Tempos e a volta de Jesus, com isso, criando uma onda de espiritualidade centrada na adoração a Jesus e na rígida obediência aos ensinamentos da Igreja. Com isso garantia-se um maior número de fiéis assim como uma "cruzada" contra movimentos que ganhavam força na época como a Nova Era, que defendia uma "nova espiritualidade" com o começo do novo milênio. Com esse alistamento dos "soldados de Cristo", a Igreja criava literalmente um exército de fiéis que acreditavam numa espiritualidade renovada, resgatando coisas que há muito tempo não se viam. Anjos, Milagres, Salvação, Cura e Esperança eram os temas principais presentes nas músicas do movimento. A adoração a Jesus também tornou-se o centro do culto, criando uma fé fantasiosa, baseada puramente na crença: Ou você crê, ou você não crê. Ou você está conosco, ou está contra nós. Em resumo, a RCC tomava para si a velha afirmação de que "nós estamos certos, logo você está errado". Entretanto não era bem assim.

O novo milênio chegou, Jesus não veio, e agora a RCC precisava redirecionar o seu o foco, com isso buscou-se os problemas humanos numa nova sociedade. Novamente apelando para a emoção, o movimento buscou a conversão dos homens através da fé. Nesta linha, a atuação de Padre Marcelo é bem traduzida a partir de suas músicas. "Sucessos" como "Tudo é do Pai", "Como Zaqueu", dentre outras músicas, mostra o ser humano como algo sem valor ou capacidade de viver por si mesmo, tornando-se dependente de Deus. Com isso Deus torna-se literalmente uma muleta na qual os homens depositam seus problemas para o mesmo resolver. Ao invés de lutarem para encontrar soluções, o homem entrega-se a Deus na espera de um milagre, tornando-se um ser passivo no mundo, enquanto que Deus é o foco de tudo e de todos. Esta é a principal característica do movimento atual. A entrega a Deus torna-se algo cego, onde o homem deixa de agir, pensar e falar por si mesmo e coloca tudo isso nas "mãos de Deus". Essa alienação vem fazendo com que se crie uma nova leva de fiéis totalmente apáticos frente à Igreja e a sociedade. Além disso, atualmente esta alienação da RCC está atingindo também as crianças. Antes esta formação alienadora era "normal", se dava basicamente através do Batismo, do Catecismo e da regular ida à missa. Agora, a RCC vem alienando as crianças de modo direto através das suas músicas e celebrações.

Novamente pegando o exemplo de Padre Marcelo, o mesmo vem em seu programa diário de rádio, "Momentos de Fé" fazendo com que crianças cantem, rezem, e professem sua fé. O problema nisto tudo é que são crianças pequenas de 4, 5, 6 anos as quais não sabem nem o que é um "A", quanto mais o que é espiritualidade ou crença em Deus, mal conseguem proferir as palavras, quanto mais entenderem o significado de um "Creio em Deus Pai" ou "Salve Rainha". Desde cedo são doutrinadas a repetirem orações e músicas nas quais elas não tem um pingo de compreensão a respeito do conteúdo. E este é um dos problemas da religião. Desde cedo somos doutrinados a aceitar tudo isso como verdade. E como uma criança jamais contesta a "ordem superior", elas se tornarão adultos que também não contestarão a "ordem superior". Como disse, o movimento da RCC apela intensamente para a emoção. Com isso, várias pessoas que passam por problemas, ao ouvirem esta mensagem de renovação como "Deus está contigo nos teus problemas" ou "Deus mudará tua vida", depositam todas suas esperanças em Jesus, quando muitas vezes elas poderiam resolver seus próprios problemas. Deus não é o office boy que vai entregar o pão nosso de cada dia. O próprio Jesus enfatizava o fato de buscarmos resolver nossos problemas sozinhos e não largar tudo nas mãos de Deus como se ele fosse nosso empregado. E a RCC doutrina justamente o contrário com uma espiritualidade voltada somente à fé e não às obras.

E este é outro problema da RCC. Enquanto que outros movimentos como a Teologia da Libertação e ordens religiosas como os Jesuítas e Franciscanos fazem um grande trabalho social, a RCC dedica-se somente ao culto e às orações, esperando que algum dia Deus resolva por a mão na massa. Não há um trabalho social sério na RCC, há não ser doações e trabalhos assistencialistas vez ou outra. O que podemos chamar de trabalho social na RCC, seria o acompanhamento espiritual, os quais os padres chamam de psicológico-espiritual, um acompanhamento básico para que os fiéis tenham um contato mínimo com a Igreja. O resto é ir para a missa, dedicar-se à grupos de oração e outras coisas que envolvam somente a fé. O próprio Padre Marcelo já falou várias vezes em seus sermões que somente a oração pode mudar as coisas. Em nenhum momento ele cita o trabalho social, movimentos populares ou consciência crítica. Pelo contrário, ele desencoraja ações desse tipo, como se somente a fé em Deus pudesse resolver os problemas do país. E em ano de eleição isto é muito perigoso, uma vez que a própria RCC criou uma campanha que vem sendo lamentavelmente alimentada.

"Católico não vota em abortista". Com esse mote, a RCC não só reafirma a tradição católica de ser contra o aborto, mas manda uma mensagem política: Não votem em progressistas. Dilma, Plínio e outros candidatos que defendem o aborto legal ou a própria legalização são condenados pela RCC, onde a mesma dita em quem o fiel deve votar, neste caso, Serra, e os demais conservadores. O próprio Padre Marcelo votará em Serra. Nada contra o fato dele votar em Serra, embora ache isso falta de cultura política. O problema está no fato desta influência da Igreja e principalmente, dos religiosos. A CNBB está de parabéns, pois neste ano juntamente com as principais dioceses vêm criando uma campanha de consciência política, como aqui em Pernambuco, onde a Arquidiocese de Olinda e Recife, juntamente com a OAB e a Universidade Católica, criou o Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral. Mas o que se vê, principalmente no interior do país, e também nas capitais, são padres/ pastores/ religiosos utilizando-se da religião como palanque político. Principalmente Serra e Marina estão se utilizando das igrejas como um púlpito para defenderem questões intimamente ligadas à religião como a legalização do aborto e o casamento e adoção homossexual. Esta politização através da religião é um perigo para um país onde o povo é politicamente alienado e religiosamente obediente. As políticas públicas se mesclam com a crença religiosa, fazendo com que no fim das contas a religião dite a organização social.

As pessoas estão chegando ao cúmulo de decidirem seu voto à partir da visão religiosa do candidato. "Não voto em Dilma porque ela é abortista", "Não voto em Plínio porque ele é Comunista", "Eu voto em Marina porque ela é evangélica", "Eu voto em Serra porque ele é Católico", "Eu voto em Eymael porque ele é um democrata cristão". Venho ouvindo coisas desse tipo regularmente, e tenho medo de que a política realmente se torne refém da religião, principalmente através de movimentos fanáticos como a RCC, onde a cada dia desvirtua a função social da Igreja e a real prática da fé Católica. Por mais que a Igreja critique as fantásticas práticas pentencostais e evangélicas, a mesma está indo no mesmo caminho, se afastando da real mensagem de Jesus que era a libertação do homem da escravidão, não através da fé cega que disputa com as outras crenças quem é dono da verdade, mas por meio de uma consciência de mundo pautada no respeito ao próximo e na coexistência das diferenças. A única coisa que a RCC realmente constroi é seu império religioso com um exército de soldados alienados que financiam um movimento puramente apático sem ação na sociedade, o qual defende uma fé cega sem obras que não possui um mínimo de compromisso em construir o Reino de Deus na Terra. Portanto diga não à Renovação Carismática Católica, e busque os verdadeiros movimentos da Igreja que buscam agir ao lado de sua fé, não somente se limitando à Missa e seu estrito ritual dogmatizado. A verdadeira Igreja busca a prática da mensagem de Jesus, o Cristo Libertador.


Fonte: Blog O Iluminador

domingo, 27 de novembro de 2011

Defesa contra gás lacrimogênio


Este guia foi feito em solidariedade com o movimento occupy wall street e não é diretamente afiliado
O método abaixo é usado por muitas pessoas, incluindo fotógrafos na Grécia durante protestos


As dicas a seguir devem ser usadas apenas para defesa pessoal e em eventos onde a polícia/oficiais do governo usarem gás lacrimogênio em protestos pacíficos. Nunca incite a violência.

Itens de que você precisa

Máscaras para pintura/contra poeira - (Encontrada em lojas de materiais de construção)
Proteção para os olhos - (Também nestas lojas)
Borrifador de água - (Cuidado para não usar garrafas com produtos de limpeza)
Antiácido líquido - (Qualquer um, como Maalox ou Mylanta)

Ajude você mesm@ e os outros

- Depois de usar o método do antiácido líquido e água em você mesm@, use o borrifador em pessoas que venham até você pedindo ajuda. Borrife no rosto e na boca;
- Se você estiver usando proteção para os olhos ou a máscara, tenha atitude e chute a lata de gás pra longe da multidão. Se você chutar no esgoto ou mergulhar na água, você reduzirá os efeitos;
- Aja pacificamente. Protestos pacíficos são a única forma de ser levad@ a sério e de ser verdadeiramente ouvid@.

Conheça seu inimigo

Gás lacrimogênio é uma arma química não letal que estimula os nervos da córnea e faz lacrimejar, causa dor e até cegueira. O gás atua na irritação das membranas e muco dos olhos, nariz, boca e pulmões, e causa o lacrimejar, espirros, tosse, dificuldade para respirar, dor nos olhos, cegueira temporária etc.

Remédio para gás lacrimogênio (Antiácido Líquido e Água - ALA)

Esteja preparad@ para se expor. O gás lacrimogênio é composto por partículas, não é realmente um gás, assim as máscaras de pintura/contra poeira ajudam.
"Os gregos estão qualificados para escolher o equipamento de proteção correto. Maalox é o máximo"
1) Encontre um bom borrifador e limpe-o bem;
2) Encha metade da garrafa com antiácido líquido (Maalox);
3) Encha a outra metade com água;
4) Quando se expor, borrife nos olhos e boca e engula.
Também é eficaz como recurso para "spray" de pimenta
Um estudo baseado na Universidade da Califórnia verificou que a aplicação de antiácidos para dor induzida por capsaicina é eficaz, particularmente no tratamento logo após a exposição da capsaicina refinada.

Fique espert@. Fique unid@. Fique informad@. Proteja suas/seus compas. Não acredite na mídia.

No Boca no Trombone


Fonte: Blog Com Texto Livre

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O PMDB DO GOVERNO DILMA E O PARLAMENTARISMO DE JANGO



Por Alexandre Figueiredo

É de se notar que a pouca ousadia do governo Dilma Rousseff se deve sobretudo à influência do PMDB que, mesmo na condição de partido da vice-presidência, parece domar politicamente a titular.

Afinal, o PMDB é o único partido remanescente do regime militar que continua existindo até hoje. E que, herdeiro da antiga linha eclética do MDB, sofre os efeitos desse ecletismo. Afinal o (P)MDB sempre foi um balaio de gatos que misturou de setores flexíveis do PSD (o de Juscelino, não o de Kassab) a membros moderados do PCB que não foram pegos pelo AI-1 do começo do dito "governo revolucionário".

O PMDB de hoje parece asséptico, não-ideológico, mas torna-se o que o escritor Tariq Ali define como um dos maiores perigos da política contemporânea: a ascensão do "extremo-centro", de uma nova direita "limpa", "sem ideologias", "cordial" e com um verniz "progressista" que, mesmo bem apresentado, soa muito grotesco e forçado.

Aliás, a atual manobra da centro-direita contemporânea é "aliar para destruir". É uma espécie de sabotagem ideológica. Forja-se um apoio que esconde uma grande cobrança. "Eu te apoiei, não vá me decepcionar", diz o neo-direitista ao esquerdista que aquele disse ser aliado.

E é isso que vemos no governo Dilma Rousseff que tinha tudo para ser mais ousado do que os dois governos Lula que o antecederam. Condições não faltaram para isso, sobretudo pelo temperamento enérgico da presidenta. Expectativas também não faltaram, e lá estavam elas nas apostas que as esquerdas fizeram durante a campanha de 2010. E apoio também não faltava.

Mas se podemos comparar a campanha eleitoral de 2010 com a Campanha pela Legalidade da posse de João Goulart, podemos comparar o atual governo Dilma Rousseff ao governo parlamentarista que se seguiu à referida campanha de 1961, quando a oposição determinou como condição para a posse de Jango a criação de um governo parlamentarista, cujo primeiro presidente do Conselho de Ministros (ou primeiro-ministro) era o nosso conhecido Tancredo Neves, avô do tucano Aécio.

Para quem não sabe, a Campanha pela Legalidade de agosto-setembro de 1961, quando as esquerdas torciam para que João Goulart, o vice do renunciado Jânio Quadros, assumisse a presidência, condição prevista pela Constituição de 1946 mas que era radicalmente combatida pelos ministros militares, mesmo para o ministro da Guerra, Odílio Denys, que em 1955 chegou a aconselhar o marechal Henrique Lott a defender a posse de Juscelino, também ameaçada então (e Juscelino tinha o mesmo Jango como vice).

E os ministros militares eram o demotucanato da época, e havia até a tal "Operação Mosquito" que os milicos planejavam que era abater o avião em que estava Jango, e, fosse quem estivesse junto - desde que não seja algum udenista importante ou qualquer simpatizante da "boa sociedade" direitista - , sofreria a mesma sina trágica.

Mas felizmente os soldados da Aeronáutica, ao decidirem prender nos aviões seus superiores para não cumprirem o plano de atentado, enquanto o Rio Grande do Sul já havia descontentado os ministros militares quando o general Machado Lopes aderiu abertamente à causa da Legalidade, e assim tragédias maiores não aconteceram naquela época. De toda forma, outras tragédias ocorreriam depois, mas são outras histórias.

Dilma Rousseff carece de ousadia em seu governo. Enquanto hesita em relação à reforma agrária, hesitação que pode piorar com o "apoio" que receberá do PSD (o de Kassab, não o de Juscelino), que já conta com a ex-oposicionista Kátia Abreu, a musa do agronegócio, que reúne os "coronéis" de amanhã, hoje posando de neo-empreendedores rurais.

Enquanto isso, Dilma parece consentir com a construção da hidrelétrica de Belo Monte sem saber do risco sócio-ambiental que isso traz. E sem saber, sobretudo, que o projeto Belo Monte é herança do "milagre brasileiro", que originalmente bolou a hidrelétrica mas não pôs o projeto adiante porque a Transamazônica gerou muitas despesas e, naqueles idos de 1974, o regime militar foi abatido pela crise econômica mundial causada pelo aumento do preço de petróleo imposto pela OPEP, no ano anterior.

A hidrelétrica de Belo Monte é daqueles projetos "desenvolvimentistas" que no entanto ameaçam seriamente o meio ambiente, o ecossistema e a sociedade, como foi o projeto de transposição do Rio São Francisco durante o governo Lula, que só iria favorecer alguns fazendeiros, em detrimento da sociedade e do próprio desenho paisagístico da natureza.

E, como Belo Monte, a transposição do Velho Chico traria sérios danos ambientais, causando novos prejuízos em detrimento de supostos benefícios que não vão além de paliativos.

Isso lembra a castração política que o primeiro-ministro Tancredo Neves - que chegou a integrar o mesmo PMDB de Michel Temer - fez com Jango, sobretudo com uma equipe de governo conservadora em que o PSD (ainda o de Juscelino e Tancredo, não o de Kassab e Kátia Abreu) abocanhou seis pastas, e a UDN e o PDC (este com André Franco Montoro, depois um dos fundadores do PSDB) abocanharam uma pasta cada.

Além disso, a disputa partidária e a corrupção dos bastidores no governo Dilma, que atinge nas entranhas tanto o PT, o PDT quanto a centro-direita governista, é um prato cheio para a direitona oposicionista, que assim pode "lavar" seus pecados com o "purgatório" do denuncismo e da calúnia.

Por isso, é necessário que Dilma Rousseff repense sua política, talvez até abrindo mão do pragmatismo. A pressão dos movimentos sociais de fora e a realidade política que se desenha no exterior servem de bons exemplos para o que se deve fazer e para o que não se deve fazer, e os milhares de votos valem muito mais do que qualquer aliança partidária ou programática com forças conservadoras que só atrapalham o progresso do país.


Fonte: Blog Mingau de Aço

Nota 10: humor e criatividade a serviço da ciência (imperdível)

Sanguessugado do Janela do Mundo

Prova de Química - Olha a resposta!

Pergunta feita pelo Professor Fernando, da matéria Termodinâmica, no curso de Engenharia Química da FATEC em sua prova final.

Este Professor é conhecido por fazer perguntas do tipo 'Por que os aviões voam?'

Nos últimos exames, sua única questão nesta prova para a turma foi:

'O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta'

Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma.

Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:

Primeiramente, postulemos que o inferno exista e que esse é o lugar para onde vão algumas almas.

Agora postulemos que as almas existem; assim elas devem ter alguma massa e ocupam algum volume. Então um conjunto de almas também tem massa e também ocupa um certo volume.

Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do inferno?

Podemos assumir seguramente que, uma vez que certa alma entra no inferno ela nunca mais sai de lá. Logo, não há almas saindo.

Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo e no que pregam algumas delas hoje em dia.

Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno....

Se você descumprir algum dos 10 mandamentos ou se desagradar a Deus, você vai para o inferno.

Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno.

A experiência mostra que poucos acatam os mandamentos.

Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno.

A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante.

Existem, então, duas opções:

1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir, portanto EXOTÉRMICO.

2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele, portanto ENDOTÉRMICO.

Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FATEC me disse no primeiro ano: 'Só irei pra cama com você no dia que o inferno congelar' e, levando-se em conta que AINDA NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações amorosas com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o inferno é exotérmico.'

O aluno Thiago Faria Lima tirou o único 10 da turma.

CONCLUSÕES:

1) 'A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original.' (Albert Einstein)

2) 'A imaginação é muito mais importante que o conhecimento.' (Albert Einstein)

3) 'Um raciocínio lógico leva você de A a B. Imaginação leva você a qualquer lugar que você quiser.'

(Albert. Einstein)


Fonte: Blog Gilson Sampaio

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Pesquisa revela: O número crescente de ateus se dá por danos causados por igreja



O apologista cristão Dr. Alex McFarland concluiu, após entrevistar diversos céticos para seu novo livro, 10 respostas para céticos, que a maioria desenvolveu ceticismo devido à sua má experiência pessoal com a religião organizada.

"Através de quase um ano de pesquisas e numerosas entrevistas pessoais, meu objetivo era realmente entrar dentro da mente cética ", disse McFarland em entrevista ao The Christian Post.

"O tipo mais comum de céticos que encontro são pessoas feridas. Muitos foram atingidos pela igreja, religião, ou por outro cristão ", acrescentou McFarland, que explicou que" praticamente todos os céticos que conversou neste livro surgiram de um fundo religioso.

Em seu livro, McFarland identifica dez tipos diferentes de ateus. Nestes, estão incluidos "O Educado", que é alguém que tem objeções intelectuais ao cristianismo, "O Tolerante", que pensa em todas as crenças religiosas como sendo verdadeiras e não aceitam conversas sérias sobre a religião, e "O Ferido", que é alguém que rejeita o cristianismo porque teve uma má experiência com a igreja.

"Me compadeço com muito dos céticos que encontro. Dúvida intelectual é muitas vezes precedida por dor emocional", disse McFarland, que é presidente da Southern Evangelical Seminary na Carolina do Norte.

A situação espiritual nos Estados Unidos descrita pelo reconhecido orador cristão em seu livro pode ser angustiante. Muitas vezes ele descreve como uma mistura de laicidade no ensino público e más experiências pessoais tem levado muitos a rejeitar a crença cristã.

"Circunstâncias pessoais, feridas emocionais, experiências danosas na igreja - para não mencionar ensino público - tudo conspira para levar as pessoas longe da crença em um Deus benevolente, sábio e poderoso."

McFarland considera a ascensão do ceticismo anti-religioso nos Estados Unidos possa ter ocorrido em parte por causa do "recuo" da igreja provocado pela cultura popular durante o século 20.

"A igreja norte-americana, em grande parte, abdicou de seu papel como líder na sala de aula, a mídia, o Judiciário, o mercado, as artes, as ciências", disse ele.

"Nas mentes de muitos cristãos, tornou-se evidente que" religião e política não se misturam. "Imagino que essa dicotomia é exatamente o que os inimigos de Deus e da democracia querem os cristãos acreditam".

Apesar da situação melancólica geral descrito, McFarland, no entanto, inclui várias histórias promissor: Um homem que desiste de uma vida cheia de drogas para um relacionamento com Cristo, outro cujo sentimento de aceitação em uma igreja a levou a converter.

McFarland destaca em seu livro que construir relacionamentos é fundamental, independentemente do tipo de cético. Ele escreve em um ponto que "evangelismo eficaz para os céticos é provavelmente cerca de 80 relações por cento e 20 por cento evidência persuasiva".

"A importância de estabelecer e nutrir um relacionamento real é de vital importância se o diálogo significativo com um cético se vai realizar", escreve McFarland.

O livro é dividido em três seções com uma frente escrito pelo apologista do companheiro e autor best-seller Dinesh D'Souza. Seção I, intitulada "Dentro da Mente de um Cético", dá uma visão geral dos vários tipos de céticos e as experiências de vários apologistas que evangelizam e intelectualmente defender a fé. Seção II, intitulado "Respondendo a céticos", é dividido em dez capítulos, cada um descrevendo as dez categorias de céticos e depois termina com um capítulo conclusão. A última seção é um conjunto de apêndices sobre vários temas, inclusive respondendo equívocos comuns sobre o cristianismo e informações sobre as crenças de outras grandes religiões.

Além de livros de autoria diversas e sendo o presidente de um seminário, McFarland também hospeda um talk show na rede do Broadcaster Religioso Nacional, e participa de passeios falando sobre religião e cultura.

10 Respostas para Céticos foi lançado em outubro, e é um dos vários livros escritos por McFarland lançado este ano.


Fonte:Christian Post/ Blog Genizah

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Intolerância do secularismo quer excluir Deus da Europa, diz Vaticano


Dom Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, criticou o “secularismo intolerante” europeu que tem tentado construir uma ditadura do relativismo “para excluir Deus da sociedade”.

“Na Europa de hoje é cada vez mais difícil distinguir entre verdades, erros e mentiras”, disse o cardeal durante reunião do CCEE (Conselho de Conferências Episcopais Europeias) realizada recentemente em Roma.

“Hoje se fala em Deus em um contexto muitas vezes indiferente ou mesmo hostil”, disse, citando como exemplos a retirada de símbolos católicos do espaço público e a tentativa de restringir a fé a uma questão privada, de cada indivíduo.

Ele afirmou que, em consequência disso, “os valores cristãos tradicionais”, como o casamento entre homem e mulher e a defesa da vida desde a concepção até a morte natural, estão sendo atacados pelos secularistas radicais.

Aos participantes do encontro, ele disse que, tendo em vista essa hostilidade, hoje em dia é preciso "preparar antes o terreno" para se plantar as sementes do evangelho.

Com informação das agências e do Religión Digital.


Fonte: Paulopes Weblog

Os deuses do Brasil


Paramos de chamar as pessoas de burras. É proibido dizer de um estúpido que ele é estúpido. Na tentativa de sermos polidos, demos um passo a mais e nos tornamos, na verdade, um país de gênios. Mas, agora, já estamos chegando ao limite máximo da condescendência. Pois as pessoas não querem mais admitir erro – nenhuma errro. Assim, nunca estão erradas. Falam abobrinha e, no entanto, “é um ponto de vista”. Caso você aponte o erro para ensinar a pessoa e fazê-la crescer, ela não quer. Ela tem um “ponto de vista” que precisa ser respeitado! – eis aí o berro dos oprimidos do mundo. O aprendizado fica truncado e, assim, nossos jovens vão indo de “ponto de vista” em “ponto de vista” para o poço sagrado … dos pontos de vista.

A democracia é coisa boa. Ter direitos individuais garantidos é ótimo. Mas ter o direito de não ser corrigido não é ter direito algum, é apenas ganhar o tratamento “café com leite”. E isso é uma das coisas mais desrespeitosas no mundo.

Afirmar “pluralidade dos pontos de vista” é lutar contra o “absoluto”. Concordo, claro. Mas a discussão do absoluto é uma discussão filosófica, a discussão do erro e acerto é metodológica. A discussão do absoluto é uma discussão metafísica – tem a ver com o “Deus morreu”, de Nietzsche. O que Nietzsche aponta nessa expressão diz respeito à fase da história da filosofia em que nós, bípedes-sem-penas, começamos a desconfiar que não precisamos mais falar “de coisa em si” e “coisa para nós”, pois, uma vez que tudo com o que lidamos na ciência é só o “para nós”, o fenomênico, então, que acreditemos só nele. Eis aí o positivismo. Jogamos fora o absoluto. Mas, jogando fora uma parte da polaridade, perdemos também o outro polo, ou seja, diluímos as dicotomias. Ficamos em um mundo em que, do ponto de vista metafísico, não há verdade e mentira. Ora, então, não há nem mais a própria metafísica, mas também o próprio positivismo, inimigo da metafísica, perde sua razão de ser. Trata-se do fim da filosofia. Ou, na terminologia de Nietzsche, estamos diante da constatação de que “Deus está morto”.

E aí saímos nas ruas berrando “Deus morreu, Deus morreu, agora tudo é permitido”! Ora, será? É o fim então da vida social?

Erro e acerto são decididos a partir de parâmetros claros, fixados. Pode-se sempre avaliá-los, dado que o parâmetro é posto antecipadamente. Posto por nós, a cada tarefa humana! A questão filosófica e metafísica é diluída pela maioria das correntes filosóficas contemporâneas, a partir de Nietzsche, mas a discussão da avaliação de cada tarefa humana, dentro de parâmetros postos por nós segundo objetivos prévios, não é atingida e arranhada por isso. Nosso sistema axiológico, isto é, nossa tábua de valores é posta socialmente e, na sociedade, vamos articular valores a objetivos e, então, objetivos a notas de performance nas tarefas pedidas para se alcançar esse objetivos. Isso muda segundo nós mesmos a partir do que queremos fazer. Esse tipo de coisa é bem autônomo em relação à filosofia.

Caso eu queira que alguém faça um bolo, dou-lhe uma receita. Ele segue a receita e faz o bolo. O outro segue a receita e faz o bolo melhor. Um acertou. O outro acertou mais! O outro pode ter mais experiência e, então, não apenas colocou os ingredientes na panela e marcou o tempo, mas foi controlando o fogo alto e o fogo baixo, de modo que o bolo, por esse pequeno detalhe, ficou melhor. A performance de melhor resultado é apontada, então, como a correta. A primeira, de mais ou menos certa pode cair para algo que é errado. Pronto, eis aí como é fácil fixar o certo e o errado. Desse modo, daí para diante, há sim quem possa errar. E se a pessoa errar e errar e errar, ora, podemos não chamá-la de “uma anta” por respeito às antas ou por polidez com ela, a pessoa. Mas, a quatro paredes, não vamos deixar de dizer “nossa, como é uma anta, não consegue fazer um bolo com a receita na mão”.

Não entendendo isso, a diferença entre filosofia e discussão de avaliação de tarefas, os jovens e, agora, seu professores, não mais podem se envolver com o ensino, pois não podem ser avaliados e não podem avaliar, dado que não há mais quem erre ou acerte. O Brasil, agora, ficou acima do erro e do acerto. Já nem somos só gênios, somos deuses.

Paulo Ghiraldelli Jr. filósofo, escritor e professor da UFRRJ


Fonte: Blog do Paulo Ghiraldelli Jr

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Judeus são mesmos judeus?

Palavra da Bíblia


Ganhei uma bíblia, mas tive que assistir a missa.

O que acabou me remetendo à minha infância no Líbano quando era obrigado a assistir a missa todos os domingos.

Dos cinco aos nove anos de idade fui coroinha.

Explico: meu tio-avô era o padre da nossa aldeia.

Padre católico melquita, esclareça-se.

O sacerdote que me presenteou a Bíblia pediu para que eu lesse o capítulo que fala de Ruth.

Disse ao padre que já havia lido e relido a Bíblia, assim como também o Alcorão.
Ele insistiu para que eu lesse a história de Ruth.

Li e reli.

É impressionante como a gente deixa passar fatos tão importantes.

Repito, li, reli e conheço muitos trechos da Bíblia devidamente decorados, mas a leitura de Ruth me surpreendeu.

Principalmente quando descubro que ela não era judia, mas moabita.

Ruth, como os leitores do Livro Sagrado sabem, vem a ser Avó de David e bisavó de Salomão e, naturalmente de todos os seus descendentes, principalmente o mais nobre de todos, Jesus Cristo, o ilustre filho da Palestina.

E o que isso significa?

Tudo e muito mais.

Como se sabe, os judeus reconhecem como judeu somente quem nasce de mãe judia.

Em poucas palavras, Ruth era moabita, portanto David, Salomão e Jesus não são judeus.

É verdade que isso não teria a menor importância não fosse a avassaladora propaganda judaica, em nome deles e de Abraão, para justificar a invasão e a ocupação da Palestina.

E pesquisando ainda mais, não encontrei nenhuma escritura onde Deus oferece a Palestina ou qualquer pedaço de terra a Abraão e seus descendentes.

E se houve alguma oferta de Deus, ela sem dúvida alguma coube ao primogênito de Abraão, pois nas sociedades semíticas, o primogênito era sempre o herdeiro.

E o primogênito de Abraão como todos sabem foi Ismael, considerado o pai dos árabes.
Portanto meus amigos e de acordo com o Livro Sagrado, a Palestina ( incluindo Israel) sempre foi terra árabe e aos palestinos pertence.

Palavra da Bíblia.

Ou será que a Bíblia está equivocada?

No Blog do Bourdoukan


Fonte: Blog Com Texto Livre

O verdadeiro governante do planeta



Espanha quebrou.

Portugal quebrou.

Grécia quebrou.

Irlanda quebrou.

E falando claramente, a Europa está quebrada, os Estados Unidos também.

Mas os bancos estão cada vez mais robustos.

Alguém tem dúvidas sobre quem governa o planeta?

Eles é que decidem quem continua no poder e quem deve ceder o lugar.

O melhor exemplo é Berlusconi.

Que reinou como quis até o momento em que recebeu ordem para arrumar as malas.

Era um intocável.

Era.

Mas quem são esses bancos?

A quem pertencem?

Será que eles não têm face como nos querem fazer crer?

Dirão: bancos quebraram, outros fecharam, outros estão agonizantes.

Bobagem.

Os bancos pulverizados não passam de meros varejistas que são sempre sacrificados para manter as aparências.

O grande banco tem nome e endereço e há séculos manipula o sistema a seu bel prazer.

É o banco da família Rothschild.

Que desde o século XIV reina.

Seja o governo monarquia ou republica, capitalista ou socialista.

Jamais sofreu qualquer abalo, nem mesmo durante todas as guerras ou revoluções que afligiram a humanidade.

Até a Alemanha nazista teve que se curvar diante de seu poderio econômico.

Ou alguém acha que as guerras se ganham apenas com armas?

Não se esqueçam que sem fundos não se compra armamento.

O banco da família Rothschild controla também, através de prepostos, a mídia e a industria de entretenimento.

É tão poderosa essa família que controla até a Organização das Nações Unidas (ONU) que foi criada principalmente para criar o Estado de Israel.

E ameaçar e apoiar a invasão de nações que se recusam a se curvar ou entregar seus tesouros.

Alias essa família é tão poderosa que possui o titulo de “Guardiã do Tesouro do Vaticano”.

Quem quiser aprofundar esse texto, e ele precisa ser muito mais aprofundado e detalhado, basta consultar a História.

Alguém se habilita?

No Blog do Bourdoukan


Fonte: Blog Com Texto Livre

Sociologismos e psicologismos

Juremir Machado da Silva

Cada época tem a sua disciplina e o seu credo.

O século XIX teve a História e a Ciência.

Cabia descobrir as leis científicas da História.

Disso resultou um efeito perverso, o historicismo.

O mundo, segundo os marxistas, que pretendiam ser donos da verdade por se declarar científicos, caminhava inexoravelmente para a sua emancipação por força da dialética das suas contradições.

Nos anos 1960, uma disciplina do século XIX virou moda: a sociologia.

Era a disciplina dos que pretendiam enfrentar a psicologia comportamentalista conservadora.

Em paralelo, outra disciplina do século XIX, a antropologia, buscando mostrar o relativismo dos valores e das culturas.

Papo cabeça.

Pois é, a sociologia é uma explicação do mundo pelas estruturas, pela sociedade, pelos sistemas.

A sociologia está fora de moda.

Voltou a psicologia.

Faz sentido.

A psicologia é a disciplina por excelência das sociedades individualistas.

O sociologismo tira toda a responsabilidade das coisas das costas dos indivíduos, que se tornam marionetes da sociedade.

O psicologismo tira toda a responsabilidade das coisas das costas da sociedade, que se torna o produto das ações individuais.

Para o psicologismo todo fracasso é individual.

Sou formado em História.

Cursei mestrado em Antropologia.

Sou doutor em Sociologia.

Sei que o psicologismo é fenômeno histórico típico de determinadas culturas e que precisa ser estudado sociologicamente.

O psicologismo cai bem ao gosto do neoliberalismo.

A complexidade, pregada por Edgar Morin, consiste em ver o indivíduo na sociedade e a sociedade no indivíduo.

O indíviduo tem uma autonomia relativa.

Quando o psicologismo diz, “ele não faz nada para mudar”, a sociologia pergunta: “O que ele pode fazer?”

É o temas dos livros de Michel Houellebecq “Extensão do domínio da luta” e “Partículas elementares”.

A sociedade do espetáculo e do consumo estimula os indivíduos a desejar o que não podem alcançar.

Desejam o que a indústria do desejo deseja que eles desejem.

Iphone ou smartphone?

A não realização desses desejos gera frustração

E a doença da nossa época, a depressão.

É o tema do livro de Gilles Lipovestky, “A sociedade da decepção”.

O psicologismo é característico das sociedades da literatura de autoajuda.

Nelas, Harry Potter prepara os futuros leitores de Paulo Coelho.

Cada obra deve ter uma mensagem positiva.

O cientificismo do século XIX ainda permeia o marxismo anacrônico e o astrologismo intemporal.

A Nova Era é um velho tempo.

Com licença que quero ter ciência do que está escrito na minha mão.


Fonte: Site Correio do Povo