domingo, 27 de fevereiro de 2011

A ministra das trombadas

Ao comprar briga com a Igreja, militares e ruralistas, a secretária nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, dá ao cargo uma dimensão que ele jamais teve




Aos 12 anos de idade, a gaúcha Maria do Rosário Nunes entrou no grêmio estudantil da escola e iniciou o seu histórico de militância. Aos 14, fez um jornal para tentar derrubar o vice-diretor do colégio.

Na vida adulta, se destacou no movimento dos professores, filiou-se ao PT e foi eleita vereadora, deputada estadual e depois deputada federal. Em outubro passado, conquistou o terceiro mandato para a Câmara, com 143 mil votos, na sexta maior votação do Rio Grande do Sul, mas pediu licença para assumir a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, como uma das nove ministras de Dilma Rousseff.

Em apenas dois meses, Maria do Rosário, 44 anos, deu ao cargo uma dimensão que ele jamais teve. Conseguiu isso ao defender com veemência a união civil de homossexuais, a comissão da verdade sobre os mortos da ditadura e a desapropriação de fazendas que exploram trabalho escravo.

Destemida, também cobrou espaço para sua secretaria na coordenação da comissão que procura as ossadas de guerrilheiros no Araguaia.

O efeito da postura agressiva foi imediato.

Em menos de 100 dias de governo, ela comprou brigas com a Igreja, militares e ruralistas. “Para sentar nesta cadeira aqui, tem que ter coragem”, disse Maria do Rosário à ISTOÉ.

Os principais embates da ministra têm como alvo a área militar e começaram quando o ministro da Defesa, Nelson Jobim, avisou que não ia cumprir decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos que responsabiliza o Brasil pelos guerrilheiros desaparecidos do Araguaia. “Ministra, as decisões da corte internacional não se sobrepõem às decisões do STF”, afirmou Jobim a Maria do Rosário, quando conversavam sobre a questão. A resposta foi ligeira e sem meias palavras. “Vamos cumprir a decisão da corte da OEA. Temos de reconhecer as mortes no Araguaia e a responsabilidade do Estado”, rebateu a ministra, que pretende abrir os arquivos da ditadura que as Forças Armadas se recusam a revelar.

Há divergências também quanto à proposta de criação da comissão da verdade, para investigar os crimes do regime militar. Maria do Rosário quer passar a limpo os anos de chumbo e tem aval dos grupos de direitos humanos para cobrar responsabilidades. “A criação da comissão é uma determinação da presidente Dilma”, diz ela.

Pressionado pelo Exército, Jobim prefere uma comissão mais burocrática. “Não sou favorável à punição de eventuais culpados, porque a Lei da Anistia veda”, explicou Jobim à ministra.

Em entrevista à ISTOÉ, Maria do Rosário reforçou sua postura assertiva. “A minha conversa com o ministro Jobim é de igual para igual, todos os ministérios têm igual importância”, disse. “Uma questão essencial do nosso diálogo é que quem comanda é a presidente Dilma. Nós dois temos que seguir as diretrizes dela”, afirmou a ministra, mostrando força política.




Logo nos primeiros dias do governo, Maria do Rosário exibiu sua marca ao pedir explicações ao ministro-chefe do Gabinete Institucional da Presidência da República, general José Elito Siqueira, por uma declaração que o Palácio do Planalto considerou desastrada. O general dissera que os desaparecidos políticos durante a ditadura eram um “fato histórico” do qual os militares não tinham que se envergonhar.

Maria do Rosário foi pessoalmente ao gabinete de Elito. “Eu queria que o senhor esclarecesse sua posição”, afirmou a ministra. O general saiu-se com um pedido de desculpas atravessado, para não criar mais polêmica. “Foi um mal-entendido, ministra, eu não quis dizer aquilo”, justificou-se Elito.

Há dez dias, a ministra foi à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na pauta do governo com a Igreja está o 3º Plano Nacional dos Direitos Humanos, que trata do casamento de homossexuais, do aborto e da invasão de terras.
“Ministra, do governo, esperamos diálogo”, ponderou o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha. “Há outras instituições, além do Estado, que também podem colaborar muito na questão dos direitos humanos.” Maria do Rosário concordou, mas com ressalvas. “Reconhecemos a importância do trabalho da Igreja Católica, mas temos um Estado laico.”

A ministra também foi à Câmara dos Deputados pedir ajuda à bancada feminina para aprovar matérias de interesse do governo. Mas ela não poupa críticas ao Congresso. “O Poder Judiciário no Brasil avançou muito mais que o Legislativo”, ataca.

A disposição da ministra para brigas se estende a representantes de diversos setores. Recentemente, ela procurou o senador Blairo Maggi (PR-MT), maior produtor de soja do mundo, e entrou de sola no delicado assunto dos conflitos agrários. “Precisamos do apoio do agronegócio para enfrentar esse problema e o trabalho escravo”, disse ela. Maggi, que não quer entrar em guerra com a bancada ruralista da Câmara, prometeu considerar o assunto. “Vamos ver, ministra”, respondeu, sem grande entusiasmo.

Maria do Rosário, porém, insistiu e afirmou que quer “separar o agronegócio da pistolagem”. À ISTOÉ, a ministra ratificou que vai fazer de tudo para separar o joio do trigo no campo. Como se vê, a gaúcha Maria do Rosário está na cadeira certa e é realmente um osso duro de roer.








Fonte: Blog Com Texto Livre

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O poder transformador da EDUCAÇÃO

Leonardo Montenegro, Secretáro-Geral do PT de Butiá/RS



A educação exerce um papel fundamental numa sociedade, tanto que onde ela é reconhecida como prioridade, resulta em prosperidade e avanços, assim como onde é relegada, os efeitos revelam-se através do atraso econômico e social.

No Brasil, a preocupação com a educação só virou política de governo com Getúlio Vargas nos anos 30, que criou o primeiro Ministério da Educação. Como resultado, amargamos indicadores vergonhosos: em 1960, 46% da população brasileira era analfabeta e metade das crianças e jovens de 7 a 14 anos estava fora da escola. Hoje, o analfabetismo está em torno de 11% e não há crianças fora da escola, mas a briga é pela qualidade.
Mas afinal, por que a educação faz tanta diferença? Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad “porque é uma dimensão da vida em sociedade que afeta todas as demais. Incide sobre a qualidade da representação política, a distribuição de renda, o desenvolvimento econômico e a justiça social”.

Exemplos que inspiram...





São vários os exemplos de pessoas que perceberam que sempre é tempo de recomeçar uma nova vida, de que é possível sair da escuridão para encontrar a luz do saber como sugeria Platão. Neste sentido, iniciativas como o EJA – Educação de Jovens e Adultos devem ser valorizadas e reconhecidas e, os homens e mulheres que retornam aos estudos devem servir de exemplo aos demais que ainda tem dúvida das maravilhosas oportunidades que se abrem com esta atitude. Trago aqui o exemplo do CIDADÃO da foto acima, o Sr. José Carlos Fernando Alves, que voltou a estudar em 2005 e que em janeiro passado, aos 44 anos de idade, formou-se no ensino médio na Escola Mauá. Foi o primeiro dos 14 irmãos a concluir o ensino médio e pretende cursar uma faculdade. O Sr. José Carlos Fernando Alves foi aplaudido de pé por todos os que estavam no ginásio lotado no dia de sua formatura...
Este virtuoso cidadão é um exemplo do poder transformador da EDUCAÇÃO!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ateus Famosos




Fonte: Youtube

Drauzio Varella fala sobre ser ateu



Fonte: Youtube

Holocausto, el Presidente de Irán responde a la NBC




Fonte: Youtube

Bispo de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson da Cruz recusa come...



Fonte: Youtube

"Apóstolo" Silvio Ribeiro usa arma em culto para dar “tiros no diabo” durante ato profético em igreja. Assista

Um curioso ato profético causou muita polêmica na comunidade evangélica. Durante o evento denominado Festa da Colheita, realizado no dia 19 de dezembro de 2010, o apóstolo Silvio Ribeiro teria dado disparos com um revólver como dramatização daquilo que estaria fazendo contra o diabo no mundo espiritual, o que é conhecido por algumas igrejas como “ato profético”.

O culto foi organizada pelo Centro de Avivamento para as Nações em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

No vídeo que mostra o ato profético, o apóstolo Manuel entrega ao apóstolo Silvio Ribeiro duas armas de calibre 38, que então avisa à igreja que trata-se de uma oferta, “como missão”.

Empunhando a arma para baixo e pedindo para que o apóstolo Manuel faça o mesmo, o apóstolo Silvio Ribeiro usa um grave, acentuado e dramático tom de voz para dizer: “Ó o que diz Eclesiastes 10:19 – pra se rir se convidam pra festas. O vinho que você não gosta e até Jesus tomava alegra a vida. E o dinheiro que você não acha que não tem que falar na igreja, diabo, é a resposta para todas as coisas. Agora aponta aí teu 38 e repita assim comigo: Satanás, Diabo, bala de fogo na tua cabeça!”.

Aparentemente, o apóstolo fala sobre duas coisas diferentes – o vinho, que alegraria a vida e o dinheiro, que seria a resposta para todas as coisas. Depois de falar à igreja, o pastor inicia o que seriam os disparos. O vídeo não deixa claro se os apóstolos dispararam de fato ou não.

Apesar da violência do ato profético, a igreja declara ser contra atos de violência e o uso de armas.


Vídeo: Pastor dando tiros do diabo em ato profético







Fonte: Gospel + / Blog Libertos do Opressor

Grandes cidades têm 23.973 crianças de rua; 63% vão parar lá por brigas em casa




Pela primeira vez, 20 anos depois da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Brasil conseguiu traçar o perfil de crianças e adolescentes que trabalham ou dormem nas ruas do País. São 23.973 espalhados pelas 75 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes. E 63% foram parar lá por causa de brigas domésticas.

Os resultados, ainda inéditos e obtidos com exclusividade pelo Estado, vêm do censo nacional encomendado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) e pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável (Idesp). "O resultado ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). Servirá para a criação de uma política nacional para essa população, a partir de cinco grandes encontros nas diferentes regiões do Brasil", diz Marco Antonio da Silva, conselheiro do Conanda e diretor nacional do Movimento de Meninos e Meninas de Rua.

A pesquisa ajuda a aprofundar as causas que levam as crianças e os jovens para as ruas, além de permitir conhecer quem são. Conforme os resultados, 59% dos que estão na rua voltam para dormir na casa dos pais, parentes ou amigos, o que indica que a rua é vista por muitos como um local para ganhar dinheiro, por meio de esmolas e venda de produtos, entre outras ações. "Hoje há um consenso de que o dinheiro dado para a criança na rua a estimula a voltar no dia seguinte, assim como incentiva os pais a forçarem o jovem a continuar. A sociedade precisa abandonar essa visão de caridade", diz Marcelo Caran, coordenador da Fundação Projeto Travessia.

Crack

Para reverter esse quadro são necessários trabalhos técnicos voltados à reestruturação familiar, à resolução de conflitos dentro da casa e nas comunidades onde vivem os jovens, suporte escolar e medidas de saúde voltadas principalmente à dependência de drogas. Conforme os dados, as brigas verbais com pais e irmãos (32,2%), a violência doméstica (30,6%) e o uso de álcool e drogas (30,4%) são os motivos principais que levam os jovens às ruas.

"Hoje o maior desafio é descobrir como lidar com o crack. Se é por meio da saúde, de assistência social... São debates que precisamos aprofundar", diz Karina Figueiredo, secretária executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente.

Em relação ao perfil, aparece uma predominância de jovens que se revelam pardos, morenos e negros. Representam 72,8%, quase o dobro da proporção na população brasileira (44,6%). Outro aspecto importante é o educacional: apenas 6,7% dos que estão na rua concluíram o ensino fundamental.

Bruno Paes Manso

O Estado de S.Paulo

By: Nassif

Fonte: Blog Com Texto Livre

Quem é menos louco?





Fonte: Blog Igreja Ateísta

Muammar al-Khadafi: Homem muito religioso

Adriano Couto




Muammar al-Khadafi está em seu momento de oração, prestando culto ao seu Deus Alá. Ou seja, é um homem muito devoto, religioso, assim como Hitler que era católico de missa dominical.


Foto extraída do site Portal Terra

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Cultura como Centro e Centro Cultural!

Guilherme Machado
Vereador do PT de Butiá


O Centro Cultural de Butiá será um espaço amplo e moderno que integrará Museu Municipal, Biblioteca Pública, Telecentro Comunitário com acesso a internet banda larga para uso gratuito pela comunidade, espaço fisíco para amostras artísticas e um aconchegante Auditório – que hoje o município não dispõe - com capacidade para mais de 300 pessoas com um amplo palco, para receber manifestações culturais, teatro, formaturas escolares, shows, coral municipal, palestras, teatro, cinema, cerimoniais, etc...

Para realizar a obra o município dispõe de R$ 300 mil do Ministério do Turismo e irá captar o restante do recurso necessário através da Lei de Incentivo a Cultura – LIC.
Fiquei perplexo com algumas manifestações contrárias a criação do Centro Cultural. É oportuno esclarecer que os recursos para este projeto estão sendo cooptados via governo federal. Portanto não está sendo reduzido o orçamento municipal de outras áreas, como a saúde por exemplo. Esta verba é específica para execução deste projeto.

O local a ser construído o Centro Cultural está sendo estudado pela Admnistração Municipal. Num primeiro momento foi dito – inclusive por mim – que possivelmente esta obra seria realizada junto as proximidades da Praça Santa Terezinha, e jamais na Praça Santa Terezinha. O melhor local será indicado e escolhido, evidentemente, com a participação legítima da comunidade.

Como sou radicalmente favorável a democracia, respeito opiniões contrárias a criação do Centro Cultural. Porém, como um dos idealizadores deste projeto, e um agente político comprometido em trabalhar por uma melhor qualidade de vida para nossa população, acredito que o acesso irrestrito da população ao esporte, ao lazer e principalmente a cultura são instrumentos fundamentais para a transformação de uma sociedade que visa seu desenvolvimento socioeconômico.
As ações e investimentos em prol da cultura, que em governos anteriores tinham como prioridade a contratação de bandas famosas de fora de Butiá, agora não representam mais a realidade. Atualmente a prioridade é investir nos músicos da nossa terra, nos grupos de dança locais, nas equipes de gincana, nas nossas escolas de samba e blocos carnavalescos e nos tantos outros segmentos com as mais variadas aspirações artísticas locais. Estes são os agentes protagonistas e estão no centro deste processo.

A administração municipal que vai construir o Centro Cultural é a mesma que concluiu a histórica e tão esperada obra do Ginásio municipal. E que, neste Ginásio realizou o Festival Coxilha Negra resgatando-o após mais de uma década. Quem afirmaria que isto seria possível seis anos atrás?

Sim, nós podemos! Vamos ter um Centro Cultural em Butiá!


Fonte: Blog do PT de Butiá

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Companheiro se solidariza com minha indignação

Adriano Couto

Transcrevo abaixo, e-mail que recebi do Companheiro José Carlos, editor do Blog Com Texto Livre (http://www.contextolivre.blogspot.com; recomendo é de ótimo conteúdo, vale a pena conferir),que me forneceu mais informações a respeito do autor do texto.


Veja o que encontrei nesse mesmo blog que vc menciona: uma entrevista do autor do blog que mostra o quanto ele entende de política...


9- Faça uma análise da corrida presidencial de 2010: O que você entende que ocorrerá provavelmente?

Em resumo: o lulismo será varrido do mapa eleitoral. Ou, para dizer isso em termos que deixam os petistas ouriçados, “vamos nos livrar deles por uns vinte anos”. Mas que se note: digo que o lulismo perderá apenas eleitoralmente… Para que o o Brasil se limpe do estrago feito pelo PT, desaparelhando completamente o Estado, vamos ter que esperar gerações… E contar com muita sorte também!

Sendo um pouco mais específico, posso dizer que Serra é o grande favorito. Isso é questão de fato, não de gosto: o Governador de São Paulo vence em todas as faixas etárias e de renda, além de estar em primeiro no norte e no nordeste, dois redutos lulistas. Só um desastre tirará a vitória dele. E é aí que entra a aborrecida imprevisibilidade eleitoral brasileira… Lembro de uma frase dita por Bill Clinton, em 1992: “Nunca subestimem a capacidade que o meu partido tem de perder uma eleição”. Ela pode ser aplicada também ao PSDB, que já deveria ter vencido em 2006, mas preferiu jogar a oportunidade fora. Andou ensaiando algo parecido com essa guerrinha estúpida entre Serra e Aécio, mas, parece, se aprumou.

Dilma acabou! Se o país achou Alckmin antipático, o que não pensará diante da ex-terrorista e ex-sequestradora, que mente até mesmo sobre sua formação profissional? Anotem aí: a mulher já era! Não tem Lula no mundo capaz de levá-la à vitória final.

Ciro não me convence… Até o recente crescimento dele tem ares de déjà vu. Depois a campanha começa, o “marido da Flora” se estressa e cuida de minar as próprias chances, falando uma de suas grosserias típicas. Vejo Ciro como uma espécie de Collor dos anos 2000. É o “oligarquinha da mamãe”, falando em mudança, transformação, ruptura, ao mesmo tempo em que se senta em cima de uma herança coronelista. Patético!

Quanto a Marina… Ah, dá uma preguiça… A “Rainha dos povos da floresta” não vai levar. Querem fazer dela uma espécie de “Obama de chale”, mas o próprio Obama já acabou! A retórica salvacionista de Marina vai, sim, seduzir uma parcela dos tais “petistas históricos”, descontentes com Lula e Dilma. Vai também arregimentar parte dessa classe média engajada, que acredita na “Igreja do aquecimento global dos últimos dias”. E… só! Acho que ela nem chega no segundo turno – sempre que haja um.

abraços,

zcarlos


NOTA: Obrigado companheiro Jose Carlos pela tua colaboração, juntos somos agentes transformadores neste processo, onde nosso país está seguindo no rumo certo!

As seitas mais loucas do mundo




Você teria de viver em outro planeta (provavelmente com o malvado deus Xenu) para nunca ter ouvido falar em Cientologia, a seita favorita das estrelas de Hollywood. Mas o papo das crenças estranhas vai muito além. Se você acredita em deuses interplanetários, ou que algum hippie fedorento seja a reencarnação de Jesus, bem-vindo! Fomos em busca das mais bizarras seitas do mundo! Que Inri Cristo proteja quem não ler esta reportagem até o final…

Pana Wave


A igreja mais parecida com uma lavanderia de todos os tempos

Todos nós temos fobias – altura, aranhas, Galvão Bueno… mas quando você descobre que um colega japonês tem pavor de “ondas eletromagnéticas”, é hora de rever conceitos. Ele pode ser um membro da Pana Wave, uma seita de 3 mil membros fundada em 1977. Os seguidores são facilmente identificáveis: estão sempre cobertos por lençóis brancos e andando em carros brancos, para se proteger das ondas eletromagnéticas.

Eles vivem por aí tentando (e não conseguindo) salvar focas e levá-las de volta para o oceano, pregando que é preciso salvar o planeta da total destruição e anunciando que o fim do mundo acontecerá em maio de 2003 (sim, que já passou!), como resultado de um revertério nos polos magnéticos da Terra. São caras que não vão bater na sua porta domingo de manhã para vender revistinhas, porque estarão mais ocupados em livrar a terra de uma guerra nas estrelas.

Iglesia Maradoniana



Existe cerca de 100 mil pessoas espalhadas por mais de 60 nações de todo o mundo que acreditam que Diego Maradona pode ter as verdadeiras “mãos de Deus”. Você acha que estamos em 2009? Esqueça. De acordo com os seguidores da Iglesia Maradoniana – que baseiam o calendário no nascimento da lenda argentina – nós estamos no ano 47 d.D. Não contentes em re-escrever a história, eles celebram sua versão do Natal em 30 de outubro, aniversário de “Dieguito”, e decoram as árvores com fotografias do cara.

Eles também têm uma novíssima e adaptada versão dos dez mandamentos, que inclui uma ordem divina de batizar algum filho homem de Diego. Só para constar: a religião pode coexistir com outras. “Eu tenho minha religião racional, que é a da igreja católica-romana. Mas tenho a religião do coração, que é do Diego Maradona”, revela o fundador da seita maradoniana, Alejandro Verón. Quem diria que o homem que marcou o gol mais polêmico da história e declarou que o mesmo foi feito com a mano de Dios poderia juntar tantas pessoas para orar?

Clube de Corrida Loucura Divina




Poucos nomes são mais autênticos do que esse. Os ex-membros do Clube de Corrida Loucura Divina, fundado pelo fanático Marc “Yo” Tizer, são os primeiros a confessar que o grupo é um culto completamente pirado. Os seguidores possuem uma visão única sobre como alcançar a salvação por meio “do rompimento das limitações pessoais e aderência àstradições espirituais do oriente”. Resumindo: eles saem correndo.

Não estamos falando de uma volta no parque. Os caras preferem odisseias que podem variar de 80 a 100 quilômetros em um único dia. Essa autoflagelação esportiva teve seu resultado trágico em janeiro de 2004, quando Mark Heinemann foi encontrado morto num quarto de hotel, após correr 410 quilômetros em 48 horas. De acordo com a autópsia, Heinemann desenvolveu uma megapneumonia durante a façanha (mesmo assim, continuou até o final). O controle mental estilo “Forest Gump” que Tizer exerce sobre os “estudantes” é total: ele diz quando eles dormem e acordam, e regula suas vidas sexuais e hábitos culinários.

Culto Canibal de Steven Tari



É fácil ficar entediado nas montanhas, o que provavelmente explica o comportamento extremo de Steven Tari: montanhista, maníaco, canibal e autointitulado “Jesus Negro”. Depois de um breve treinamento em uma escola religiosa em Madang (uma cidade no litoral norte da Nova Guiné), Tari proclamou-se o novo messias e abandonou a civilização para viver nas montanhas. O que era para ser apenas o comportamento excêntrico de um sujeito bizarro saiu do controle quando 6 mil fiéis decidiram segui-lo.

Em pouco tempo, o culto passou a envolver sacrifícios humanos, organizar coleções de concubinas (geralmente jovens virgens), fazer canibalismo ritual e espalhar o terror pelos vilarejos mais próximos. Após acusações de estupro e assassinato, Tari foi capturado em 2007 por uma multidão furiosa e agora está confinado na prisão de Beon, em Madang. A maioria dos seus seguidores que foram capturados diz ter renunciado ao culto, mas não se sabe quantos fiéis escondidos ainda podem existir (isso se um deles não resolver assumir o humilde título de “filho de Deus” uma hora dessas e continuar a obra).

Cultura Racional



A seita ficou famosa quando Tim Maia decidiu segui-la, mas nem ouse chamá-los de religiosos: eles acham que a Cultura não é religião, e sim ciência, como química ou física. Sim, é divertido. Mas a diversão mesmo fica por conta da história do surgimento do “Deus” carioca Manoel Jacintho Coelho: “Nasceu no dia 30 de dezembro de 1903, quando os jornais noticiaram a queda de um meteoro no Rio de Janeiro, mas foi um erro da imprensa”, diz o site oficial.

“Tratou-se, na verdade, de um corpo de massa cósmica que [...] depois de penetrar paredes, entrou no corpo de um bebê”. A bíblia da turma é o livro Universo em Desencanto. Quem não o ler vai supostamente regredir na escala evolucionária: você vai de macaco para cachorro, cobra, jacaré, porco, sapo, burro, boi, carrapato, barata, rato, mosca, urubu, lesma, galinha, minhoca, borboleta, javali, gambá, porco-espinho e por fim onça. Porque onça é pior que lesma, também não sabemos.

Movimento do Príncipe Philip



Se a sua seita terá um líder espiritual, é aconselhável ter certeza de que ele (ou ela) será alguém, digamos, heroico. Uma pessoa benevolente, sensata e com senso de justiça – e não um atrapalhado que não consegue manter a boca fechada na frente de estranhos. Mas, pelo jeito, ninguém avisou isso para a tribo Yaohnanen. Os moradores da Ilha de Tanna (na região sul do Pacífico) encontraram sua maior divindade em ninguém menos do que no rei das gafes, o Príncipe Philip, da Inglaterra.

Tudo começou quando a família real visitou a ilha e os locais puderam o avistar de longe. Ali eles entenderam que Philip “era” a lenda local do filho do espírito da montanha (hein?), que atravessaria os mares, se casaria com uma mulher rica e voltaria para seu povo (é, sejamos justos, eles estavam meio certos). A interação de Philip com os Yaohnanen – que, no começo, se limitava a mandar algumas (na verdade três) fotos autografadas – se aprofundou em 2007, quando ele concedeu uma audiência aos nativos. Não, nenhuma gafe durante o encontro.

Grupo dos Soldados Livres



Há coisas em comum entre todos os grupos de motociclistas: a aura da união, a partilha por crenças bizarras, o gosto por barbas, etc. Mas o grupo dos Soldados Livres está num nível bem mais complexo. eles se dizem “um grupo de homens que amam Jesus e sua longa trajetória na Terra”. Porém, Jesus não é a única coisa que eles amam.

Eles também curtem arrumar brigas, adoram armas e admitem ser uma gangue de luta. Fundada há 25 anos por Phil Aguilar, ex-condenado como molestador de crianças, a religião tem métodos bem violentos para converter ex-criminosos e viciados. Recentemente, Aguilar – que tem a tatuagem de uma aranha na cara – esteve no banco dos réus com outros quatro seguidores da sua seita (um deles está sendo indiciado por assassinato), tentando explicar seus “cultos” esquisitos.

Ministério do THC



Alimentar o povo com pão, alguns peixes e vinho, vá lá. Mas existem movimentos religiosos que requerem um tipo diferente de culinária, que inclui a aparição de olhos vermelhos e o armazenamento de barras de chocolate, pacotes de batatas fritas e muito refrigerante. É o caso do Ministério do THC, uma religião que considera que fumar maconha deve ser uma atividade sagrada. Mas, ao contrário de outras religiões adeptas da maconha, o Ministério do THC é baseado inteiramente na adoração às virtudes da plantinha.

Ou seja, seus sermões incontestavelmente devem ser feitos em casas de estudantes, com um ambiente de festa hippie, gente tocando bongô e mulheres peludas com cabelos estranhos. Criada no Havaí, a seita já tem ramificações em todo mundo. Seu principal objetivo é a legalização da cannabis, sob o argumento de que ela é um direito humano, fornecido por Deus.

Vida Universal



É preciso ter certo grau de confiança para publicar uma autobiografia intitulada “Esta é minha Palavra”. Mas confiança é o que não falta para Gabriele Wittek, fundadora da Vida Universal, cuja interpretação abstrata de crenças religiosas atraiu 40 mil seguidores na Alemanha e mais 100 mil ao redor do mundo. As doutrinas da Vida Universal (reencarnação e vegetarianismo) não são particularmente sinistras, mas basta dar uma olhada na agenda telefônica de Wittek para ter certeza de que ela é uma lunática espumante.

Ela não apenas tem como melhor amigo um alienígena chamado “Mairadi” como já encontrou Jesus (pessoalmente) e recebe visitas frequentes de fantasmas, incluindo o de sua falecida mãe. Mas o pessoal da Vida Universal pode ser tudo, menos preguiçoso. Eles controlam um grupo de fazendas, administram escolas, clínicas e editoras, tudo para espalhar a crença.

Pomba da União



Para a maioria de nós, e-mails que começam com a frase “prezados, Caros Amigos ou Cavaleiros Brancos” vão direto para a pasta ‘lixo’. Infelizmente, existem indivíduos menos brilhantes, que dão toda atenção a esse tipo de conversa. Os melhores exemplos são os 15 mil seguidores atraídos pelo cyber-culto Pomba da União. Comparando com as outras associações de loucos, a Pomba está (relativamente) mais próxima da realidade.

A fundadora Shaini goodwin defende o ato de Reforma e Segurança Econômica Nacional, um projeto para eliminar todos os impostos dos EUA e instaurar a paz mundial. O fato de que o tal ato não existe e nem nunca existiu fora dos sonhos febris da fundadora não a impede de exigir sua consolidação – nem de pedir que seus seguidores entreguem a ela todas suas economias para esse propósito. Os adeptos acreditam em “espíritos canalizados” e “seres interdimensionais”, e acham que “uma raça de répteis ditadores do espaço” está impedindo o sucesso deles. Sim, alguém ali assistiu ficção demais na infância

Pessoas Universais



Da República Checa já saíram muitas coisas boas para o mundo, como os romances de Milan kundera, o jazz de Emil Viklicky e até um time invencível de hóquei. Mas se existe uma coisa da qual eles não se orgulham e querem varrer para debaixo do tapete é a seita das Pessoas Universais. Também conhecida como Pessoas Cósmicas com Poder da Luz, eles seguem à risca as palavras do seu mestre Ivo A. Benda, que afirma ter contato direto com Ashtar Sheran – líder do Comando galáctico de Ashtar, uma frota de alienígenas que está em órbita eterna em torno da Terra (deve ser por isso que a TV a cabo está sempre com problemas).

Papo de louco? Louca mesmo é uma das histórias que os seguidores contam: em 1977, Ashtar tentou se comunicar com a humanidade sabotando a transmissão de TV das cidades de Hampshire e Berkshire, nos EUA, o que deve ter deixado puto da vida quem estava sentado no sofá assistindo ao último capítulo da novela. Uma das profecias diabólicas da seita diz que alguém vai implantar chips de identidade na população do mundo, para controlar a tudo e a todos. O que as Pessoas Universais estarão fazendo quando isso acontecer? Sendo transportadas para outra dimensão por Ashtar, claro. Adeus, estranhos!


Fonte: Maxim/ Blog Libertos do Opressor

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Testamento de um Cão




Este texto foi extraído do blog Com Texto Livre (http://contextolivre.blogspot.com/) que é um dos meus blogs favoritos. Confesso que me emocionei com suas palavras, pois gosto muito de cachorros, tanto que tenho três em casa e se tivesse condições teria mais, diga-se de passagem, que confio muito mais em meus cães do que muitas pessoas por aí, porque eles sim são os melhores amigos do homem, embora o mesmo não o mereça e muitos deles dão a vida pelos seus donos como vemos em muitos casos na TV.

Segue abaixo o “Testamento de um Cão” para sua análise e reflexão:


“Minhas posses materiais são poucas e eu deixo tudo para você...

Uma coleira mastigada em uma das extremidades, faltando dois botões, uma desajeitada cama de cachorro e uma vasilha de água que se encontra rachada na borda.

Deixo para você a metade de uma bola de borracha, uma boneca rasgada que você vai encontrar debaixo da geladeira, um ratinho de borracha sem apito que está debaixo do fogão da cozinha e uma porção de ossos enterrados no canteiro de rosas e sob o assoalho da minha casinha.

Além disso, eu deixo para você a memória, que, aliás, são muitas.

Deixo para você a memória de dois enormes e meigos olhos, marrons, de uma caudinha curta e espetada, de um nariz molhado e de choradeira atrás da porta.

Deixo para você uma mancha no tapete da sala de estar junto à janela, quando nas tardes de inverno eu me apropriava daquele lugar, como se fosse meu, e me enrolava feito uma bolinha para pegar um pouco de sol.

Deixo para você um tapete esfarrapado em frente de sua cadeira preferida, o qual nunca foi consertado com o tipo de linha certo... Isso é verdade. Eu o mastiguei todinho, quando ainda tinha cinco meses de idade, lembra-se?

Deixo para você um esconderijo que fiz no jardim debaixo dos arbustos perto da varanda da frente, onde eu encontrava asilo durante aqueles dias de verão. Ele deve estar cheio de folhas agora e por isso talvez você tenha dificuldades em encontrá-lo. Sinto muito!

Deixo também só para você, o barulho que eu fazia ao sair correndo sobre as folhas de outono, quando passeávamos pelo bosque. Deixo ainda, a lembrança de momentos pelas manhãs, quando saíamos junto pela margem do riacho, e você me dava aqueles biscoitos de baunilha. Recordo-me das suas risadas, porque eu não consegui alcançar aquele coelho impertinente.

Deixo-lhe como herança minha devoção, minha simpatia, meu apoio quando as coisas não iam bem, meus latidos quando você levantava a voz aborrecido... e minha frustração por você ter ralhado comigo. Eu nunca fui à igreja e nunca escutei um sermão. No entanto, mesmo sem haver falado sequer uma palavra em toda a minha vida, deixo para você o exemplo de paciência, amor e compreensão.

Sua vida tem sido mais alegre, porque eu estive ao seu lado!”


Fonte: Blog Com Texto Livre

Oração de um cão




Deus, eu te agradeço por me deixar ver o outro dia, porque o meu irmão, o homem tentou contra mim, como ele descansou por tomar fôlego e força para continuar minha caminhada diária ... Caminho que é muitas vezes sem rumo, tentando encontrar alguém que possa me dar um pedaço de terra onde a noite, um pouco de água e alimentos, ou apenas relaxar.

Agradeço-lhe que, mesmo com tão muitas adversidades desse jeito, eu ainda pode ter o mesmo espírito de luta ... Terminando a luta, muitas vezes, até que meu irmão permite ao homem.

Eu imploro, não deixe que ele mudar o meu sentimento de gratidão, porque parece que o único valor que temos, para o ser humano.

Para os meus companheiros, dar-lhe conhecimento de que você está fazendo, a dotação da capacidade de valorizar a nós mesmos como somos ... Os seres vivos que sentem como ele.

Eu rezo por ele, que, mesmo sabendo que ele faz, ele age pior do que não sabemos a razão. Rogo-vos que nos guia para encontrar alguém, se, pelo menos, podemos ter nos ajudar para que não mantenham a transmissão de nós mesmos e por isso são menos capazes de ter uma vida um pouco mais fácil.

Eu rezo para o repouso de meu, que não pôde escapar das garras do meu irmão, homem, tão cruel, por exigências de uma sociedade que exige dolo ou simplesmente quieto, sacrificando nós, fazendo da morte certa, um eterno agonia.

Amen.


Fonte: Blog Com Texto Livre

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ainda acredito na bondade do ser humano




Adriano Couto



O título deste texto parece soar estranho em um contexto tão violento em que vivemos atualmente, mas afirmo que ninguém é totalmente mau, toda pessoa possui qualidades também, quanto a mim prefiro ressaltar sempre as virtudes do próximo e não suas debilidades.

Nestes últimos dias presenciei duas situações de altruísmo, abnegação, benevolência e amor ao próximo, provindas de pessoas que sequer são religiosas ou que tenham vínculo a alguma igreja, pois tem pessoas que passam à vida toda pregando o amor entre as pessoas, porém nem sabem o que é isto, pois são intolerantes e não sabem perdoar, enganam-se a si próprias.

Uma destas pessoas abriu mão de seu emprego em favor de uma amiga que estava passando por uma situação difícil, pode parecer loucura para muitas pessoas, mas isto sim que é o amor ao próximo posto em prática. Esta pessoa que teve tal atitude digna de louvor e aplauso aplicou exatamente o que certa vez falou Jesus Cristo, conforme registrado no Evangelho de João: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos” (Jo 15,13). Neste caso podemos substituir o dar a vida, pelo emprego conforme a situação apresentada ou inúmeras outras.

Possuo o ideário iluminista, o legado da razão, sou antropocêntrico, ou seja, o ser humano é o centro das situações e o responsável por suas ações sejam elas boas ou ruins e não divindades, gnomos ou duendes. Por isso afirmo que mesmo em um mundo tão corrompido, com pessoas tão perversas, acredito na bondade do ser humano, ainda existem pessoas boas.

Creio que somente uma mãe faria algo semelhante por um filho e não sei todas procederiam desta forma, ainda mais numa situação que sequer laços sanguíneos existem, somente laços de amizade, que neste sim acredito, pois no livro de Provérbios também na Bíblia fala que “algumas amizades não duram nada, mas um verdadeiro amigo é mais chegado que um irmão” (Pv 18,24).

Quem está lendo estas linhas pode pensar que estou em contradição, pois neste espaço escrevi alguns artigos questionando a Bíblia e neste momento estou citando trechos da mesma, porém a critico no ponto de vista histórico e científico e não como um livro de aconselhamento e conforto, pois nela também existem mensagens boas, é o que costumo chamar de “a parte boa da Bíblia” e também porque não suporto a hipocrisia que vem das igrejas, de muitos que se dizem cristãos, pois duvido que tal acontecimento se daria num local como este, pode até acontecer, mas acho muito difícil, pois as vaidades pessoais e o sectarismo falam mais alto.

Vamos acreditar na bondade do ser humano, pode parecer ingênuo da minha parte, mas ainda existem pessoas boas conforme citei anteriormente, pratiquemos a benevolência, ajudando o próximo, pois agindo desta maneira iremos construir um mundo mais justo e fraterno.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Pastor Kenneth Boa analisa se protestos no Egito teriam sidos previstos na Bíblia




*Achei interessante e resolvi publicar, agora deixo para vocês leitores debaterem, ao final do texto coloco minha opinião


Kenneth Boa, presidente do Reflections Ministries em Atlanta e autor de vários livros, incluindo Conformed to His Image, recentemente falou ao The Christian Post sobre sua experiência no Egito, e os seus pensamentos sobre a agitação civil e os sinais do fim dos tempos.

CP: Eu entendo que você estava no Egito, recentemente, durante esta revolução. Conte-nos sobre isso.

Boa: Minha esposa e eu estávamos em um cruzeiro pelo rio Nilo e fomos levadas de avião de volta para o Cairo na noite de segunda-feira, 31 jan. A revolta começou em 25 de janeiro, por isso era um bocado perigoso. Chegamos após o toque de recolher e nosso ônibus teve que passar por vários postos de fiscalização com guardas armados e grupos de vigilantes. Conseguimos chegar ao hotel naquela noite e pudemos voar no dia seguinte só porque s Viking River Cruises fretou um avião para os seus clientes. Sabíamos que muitas pessoas estavam orando por nós e, sobrenaturalmente, nem minha mulher nem tive qualquer sentimento de ansiedade.

CP: Quais são seus pensamentos sobre como o Egito se relaciona com a profecia bíblica?

Boa: Eu quero ser cuidadoso para não me envolver no exegero jornalístico – você sabe, isso é o que diz o jornal, e aqui é o que diz a Bíblia. Há muitas surpresas. Mas, tendo dito isso, acredito que o Egito é importante para os propósitos e os planos de Deus.
Estou impressionado com a conexão do Egito com Israel. Quando Abraão, que era então Abrão, foi para o Egito, em Gênesis 12, ele mais do que provavelmente viu as pirâmides no planalto de Gizé, que eu e você podemos ver hoje. A Grande Pirâmide de Quéops, com seus 2,3 milhões de blocos de pedra, pesando cada uma cerca de 2,5 toneladas, já tinha sido construida há 500 anos. Um feito incrível.
José subiria para o Egito, e como você sabe, encontraria o favor de um faraó lá. Em seguida, a opressão que teve lugar durante 400 anos até Moisés ter se levantado. De acordo com Moisés, o Egito foi usado por Deus como uma mãe que deu à luz a uma nação, era o útero no qual 70 crianças de Israel entraram, e após 400 anos de gestação, cerca de 2,5 milhões partiram. E eles nasceram através da água e do sangue (o Êxodo e a Páscoa). Muito interessante as imagens lá – o nascimento através da separação das águas do Mar Vermelho.
Nosso Senhor Jesus foi para o Egito. Mateus, em seu evangelho, cita Oséias 11:1, “Do Egito chamei meu filho”, e aplica isso de forma messiânica. Portanto, há uma ligação muito direta, muito rica entre essas nações.

CP: Quais são seus pensamentos sobre a revolta em curso no Egito agora?

Boa: Há uma enorme incerteza quanto ao que essa revolução vai trazer, se Mubarak vai deixar o cargo ainda é uma questão. Nós não sabemos o que vai acontecer com a Irmandade Muçulmana. Mas eles são muito claramente, por sua própria admissão, desejosos da destruição de Israel. Eles falam sobre isso, em termos inequívocos, a hostilidade em relação a Israel.

CP: Como você vê as coisas se desenrolando no futuro?

Boa: Eu acredito que temos o privilégio de estar vivendo um momento em que estamos começando a ver a consumação de todas as coisas.
Há uma série de sinais do fim dos tempos que eu acredito que não poderiam ter sido descrito como tal até as últimas décadas. As coisas estão trabalhando em conjunto, nos dando uma maior sensação de iminência da volta de Cristo. E assim eu vejo essas coisas que estão sendo preparadas. E eu vejo que nós somos parte deste processo mais amplo.
Por exemplo, Ezequiel 38 descreve como vai haver uma invasão de Israel do Norte e Sul, Leste e Oeste e como essas nações conspiram contra Israel. Mas ele também descreve muito claramente que haverá um livramento sobrenatural de Israel.
O que eu acredito que está sendo descrito aqui, é na verdade uma invasão por estes vários estados islâmicos ao redor de Israel. Por exemplo, Gomer, Magogue, Meseque e Tubal – as terras nomeadas em Ezequiel – todos correspondem aos vários estados que fazem parte da Comunidade de Estados Independentes (CEI) e são muçulmanos na ideologia. A terra de Put agora é a Líbia, Etiópia é o Sudão, e a Pérsia, como sabemos, é agora o Irã. Se você olhar no mapa, você veria essa convergência de Norte e Sul, Leste e Oeste.

CP: Mas e quanto ao argumento de que a maioria daqueles que praticam o Islã são pacíficos em sua natureza?

Boa: Sim, em minha opinião, é apenas uma minoria de muçulmanos que praticam o islamismo militante, mas aqueles que o fazem têm um impacto desproporcional em termos de seu poder ideológico e compromisso. E o moderno islamismo militante acredita que o Islã eventualmente será ascendente e Israel será derrotado.
Então eu realmente vejo uma invasão islâmica, que é impulsionada pela ideologia militante islâmica moderna que não existia na época de Ezequiel. O Islã é uma a religião relativamente nova, que data do século 7.
Mas se nós vemos e sabemos que essas nações descrita em Ezequiel são agora, e eu acredito que nós fazemos isso, nós podemos ver biblicamente como haveria uma base para a inimizade e a hostilidade que acabariam por levar a essa tentativa de destruição de Israel – que, como você sabe, é um povo que tem sido muitas vezes vítima de tentativas de extermínio.

CP: Como você vê esse fim?

Boa: Eu acho que haverá um futuro pacto de paz assinado, como descreve Daniel 9:27, no Oriente Médio, que será negociado para durar sete anos, mas será quebrado no meio. Este acordo será entre com o falso messias, chamado o Príncipe em Daniel e de Anticristo em João. E a minha suspeita é que essa invasão de Israel irá ocorrer um pouco antes disso. Haverá uma ilusão de paz e segurança. Haverá um quadro de pessoas dizendo: “paz e segurança”, como I Tessalonicenses 5:03 diz, quando de repente essas coisas vão acontecer.
O período de tribulação só começa quando Israel assina esta aliança com este falso messias que surgirá.
Eventualmente haverá um reagrupamento final em Israel que Ezequiel 39 descreve quando o verdadeiro Messias vier. E o que é interessante nisso é que as Escrituras predizem um futuro de paz entre as nações árabes e Israel – que o Egito vai estar em paz com os seus dois antigos inimigos, Assíria e Israel, como Isaías 19 profetiza. Mas isso será trazido do reino do Messias, e não do falso messias.
Eu quero ser cuidadoso. Eu não quero dizer que os acontecimentos que vemos agora trarão eventos maiores, mas eu estou vendo padrões que são consistentes com o que li em Ezequiel. Eu suspeito fortemente que as hostilidades serão cada vez maiores e conduzirão a uma unificação que acabará nessa invasão de Israel pelas nações vizinhas, que são Islâmicas.
Nós estamos vendo sinais de que as coisas estão sendo preparadas. E então, as nações verão Jesus reinando em Jerusalém no trono de Davi na glória e na beleza e na honra. E o que nós realmente aspiramos e desejamos a muito tempo se tornará realidade. E mesmo as experiências mais dolorosas que nos ocorrerem na vida serão nada em comparação com a glória que Ele irá revelar.

Fonte: Christian Post


NOTA: Hmmm... tava demorando para aparecer um "profeteiro" de plantão, deixa o sionismo matar em nome do seu Deus e viva Israel! hahaha!os eleitos, os intocáveis!o que acham meus amigos (as) leitores (as)? deixem sua opinião.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A ORIGEM DA BÍBLIA

Robert G. Ingersoll

Algumas famílias errantes – pobres, esfarrapadas, sem educação, arte ou poder; descendentes daqueles que foram escravizados por quatro séculos; ignorantes como os habitantes da África Central – haviam acabado de escapar de seus senhores ao deserto do Sinai. Seu líder era Moisés, um homem que havia sido criado pela família do faraó e que havia aprendido a lei e a mitologia do Egito. No intuito de controlar seus seguidores, fingiu ser instruído e assistido por Jeová, o Deus desses andarilhos.

Tudo que acontecia era atribuído à interferência desse Deus. Moisés disse que encontrou esse Deus face a face; disse que no topo do Monte Sinai recebeu das mãos desse Deus as tábuas de pedra nas quais, pelas próprias mãos de Deus, os Dez Mandamentos foram escritos, e que, além disso, Jeová o informou sobre quais sacrifícios e cerimônias lhe eram agradáveis e quais leis deveriam governar esse povo.

Deste modo a religião judaica e o Código Mosaico foram estabelecidos.
Agora se alega que essa religião e essas leis foram reveladas e estabelecidas para toda a humanidade.

Naquele tempo esses andarilhos não possuíam comércio com outras nações, não possuíam linguagem escrita, não podiam ler nem escrever. Não possuíam meios para fazer com que outras nações tomassem conhecimento daquela revelação, que assim permaneceu enterrada no linguajar de umas poucas tribos ignorantes, empobrecidas e desconhecidas por mais de dois mil anos.

Muitos séculos após Moisés – o líder – ter morrido, muitos séculos após todos seus seguidores terem morrido, o Pentateuco foi escrito – uma obra de muitos escritores –, e para lhe conferir força e autoridade, afirmou-se que era de autoria de Moisés.
Hoje sabemos que o Pentateuco não foi escrito por Moisés.

Nele são mencionadas cidades que nem existiam na época em que Moisés viveu.
Nele é mencionado dinheiro que só foi cunhado séculos após sua morte.
Assim, muitas das leis não eram compatíveis com viajantes do deserto – leis sobre agricultura, sobre o sacrifício de bois, ovelhas e pombas, sobre tecelagem de roupas, sobre ornamentos de ouro e prata, sobre o cultivo da terra, sobre a colheita, sobre o debulhamento de grãos, sobre casas e templos, sobre cidades de refúgio e sobre muitos outros assuntos que não possuíam qualquer relação possível com uns poucos viajantes famintos.

Não apenas os teólogos inteligentes e honestos admitem que Moisés não foi o autor do Pentateuco; todos admitem que ninguém sabe quem foram os autores ou quem escreveu qual daqueles livros, capítulo ou linha. Sabemos que os livros não foram escritos na mesma geração; que não foram todos escritos por uma única pessoa; que estão repletos de erros e contradições. Admite-se também que Josué não escreveu o livro que leva seu nome, pois nele há referências a eventos que ocorreram muito tempo após sua morte.

Ninguém conhece ou finge conhecer o autor de Juízes; todos sabemos que foi escrito séculos após os juízes terem deixado de existir. Ninguém conhece o autor de Rute, nem o Primeiro ou o Segundo de Samuel; sabemos apenas que Samuel não escreveu os livros que têm seu nome. No 25o capítulo de I Samuel é narrada a criação de Samuel pela feiticeira de Endora.

Ninguém sabe quem foi o autor de I e II Reis ou de I e II Crônicas; tudo que sabemos é que tais livros não têm qualquer valor.

Sabemos que os Salmos não foram escritos por Davi. Neles fala-se da escravidão, a qual somente ocorreu por volta de cinco séculos após Davi ter “dormido” com seus pais.

Sabemos que Salomão não escreveu os Provérbios nem os Cânticos; que Isaías não foi o autor do livro com seu nome; que ninguém conhece o autor de Jó, Eclesiastes, Éster ou qualquer outro livro do Novo Testamento, com exceção de Esdras.
Sabemos que Deus não é citado nem aludido em qualquer aspecto no livro de Éster. Sabemos também que o livro é cruel, absurdo e impossível.

Deus não é mencionado no Cântico dos Cânticos, o melhor livro no Velho Testamento.
E sabemos que Eclesiastes foi escrito por um incrédulo.

Sabemos também que os próprios judeus não haviam decidido quais livros eram inspirados – ou seja, autênticos – até o segundo século após Cristo.

Sabemos que a idéia de inspiração difundiu-se lentamente, e que a inspiração era determinada por indivíduos que tinham certos fins a serem atingidos. "

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Wikisource ( http://pt.wikisource.org/wiki/Sobre_a_B%C3%ADblia_Sagrada/I )

Fonte: Blog Irreligiosos

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Após trabalho com índios no Amazonas, missionário evangélico vira cientista ateu

CLAUDIO ANGELO

editor de Ciência da Folha de S.Paulo

O americano Daniel Everett, 55, negou Deus por duas vezes. Primeiro o Deus literal, cristão, cuja inexistência declarou depois de conviver por décadas com os índios pirahãs, do Amazonas, com o propósito inicial --frustrado-- de traduzir a Bíblia para a sua língua. Depois, o deus dos intelectuais, Noam Chomsky, cuja Gramática Universal, a mais ilustre de todas as teorias linguísticas, passou a ser questionada por Everett justamente por causa de peculiaridades do idioma pirahã.

Professor da Universidade do Estado de Illinois, Everett tem protagonizado nos últimos anos uma verdadeira guerra com os linguistas da escola de Chomsky, os generativistas.

Ele afirma que seus estudos sobre a língua pirahã --iniciados em 1977 quando ele veio para o Brasil a serviço da organização missionária Summer Institute of Linguistics, ou SIL-- derrubam a Gramática Universal por uma série de fatores.
O idioma pirahã, diz Everett, não partilha supostos universais linguísticos tidos como essenciais para a Gramática Universal, segundo a qual a biologia humana molda a linguagem e a variação gramatical possível nas diferentes línguas. O principal ponto é a alegada falta de recursividade do pirahã, ou seja, a capacidade de formar frases infinitamente longas encaixando elementos um no outro.

No fim do ano passado, Everett lançou no Reino Unido o livro "Don't Sleep, There Are Snakes" ("Não Durma, Aqui Tem Cobra"), no qual desenvolve mais amplamente, para o público leigo, sua tese.

A obra vai muito além da linguística. Ele narra sua trajetória de três décadas entre a tribo, uma verdadeira saga que envolveu mudar-se com a mulher e três filhos pequenos dos EUA para o meio da selva, uma crise de malária que o fez remar por horas e viajar por dias de barco para salvar sua mulher (que insistia para ficar na aldeia, esperando que Deus a curasse) e ameaças de morte. E todo o processo que o fez se transformar de missionário evangélico em cientista ateu.

É cedo para dizer se as ideias de Everett representam um golpe mortal para a teoria chomskiana. (Não seria de todo impensável: o próprio Chomsky protagonizou um episódio desses, quando pôs abaixo em 1959, com um único artigo, toda a psicologia behaviorista de B. F. Skinner.) "Don't Sleep, There Are Snakes" não avança nesse sentido.

No entanto, é um livro que precisa ganhar logo uma versão brasileira, por conta do olhar perspicaz de Everett sobre a vida na Amazônia.

Enquanto militares e ministros do Supremo discutem se as terras indígenas representam perda de soberania sobre a floresta, Everett e outros "gringos" que escrevem bons livros a respeito da região acabam por internacionalizá-la metaforicamente, ao aproximá-la do coração e da mente de seus leitores... em inglês.
De seu escritório em Illinois, falando um português com sotaque manauara, Everett deu a seguinte entrevista à Folha:
*
Folha - O sr. entrou na Amazônia como um missionário cristão e saiu de lá como um cientista ateu. Como aconteceu essa "desconversão"?

Daniel Everett - Eu nunca me converti até os 17 anos, quando comecei a namorar uma filha de missionários. Eles me falaram sobre as necessidades dos índios do Amazonas. Eu, como novo cristão, pensei que isso seria melhor que ficar nos EUA. Em 1978 eu fui para a Unicamp fazer mestrado, e obviamente não tem muito fundamentalista lá. E comecei a admirar muito o Aryon [Rodrigues, orientador de mestrado de Everett e principal estudioso de línguas indígenas do Brasil, hoje na UnB].

Uma vez ele me convidou para uma palestra que o Darcy Ribeiro foi dar na Unicamp quando voltou do exílio. A ideia de chegar para o Darcy Ribeiro e dizer que ele ia para o inferno sem Jesus Cristo parecia tão ridícula que eu comecei a pensar sobre essas crenças. Quando comecei a falar com os pirahãs, fiquei no meio do mato conversando com um grupo de pessoas que nunca manifestaram interesse nesse Deus do qual eu falava.

Pensei: "O que eu estou dizendo realmente deve ser muito irrelevante para eles". E finalmente eu vi que intelectualmente eu não podia mais sustentar essa crença em mim.

Folha - Como é a sua relação com os missionários do SIL hoje?
Everett - Tenho relação próxima apenas com minha filha é missionária lá, e o Steve Sheldon, que trabalhava entre os pirahãs antes de mim. Eles não viraram meus inimigos, mas sou contra o trabalho. Minha filha e eu não falamos sobre isso.

Folha - O sr. conhece algum caso de evangelização que tenha sido danoso para os índios?

Everett - Você tem entre os índios banawás e os índios jamamadis os missionários mais conservadores. Os banawás tiveram um casal pentecostal entre eles e um casal do SIL. Você tinha dois casais de missionários num grupo de 79 pessoas.

É demais. Você tinha índios que achavam que Deus ia curar picada de cobra, malária, essas coisas. Os missionários sempre justificam sua presença nas aldeias pelo trabalho médico.

Hoje, com a Funasa assumindo um papel importante nas aldeias, eu não vejo nem essa necessidade para os missionários.

Acho que pregação, traduções, "testemunhos" etc. são superstições e não vejo como superstições podem ajudar os índios.

É a mesma coisa de dizer que os índios não podem viver bem sem crer em Papai Noel.

Folha - O sr. publicou suas conclusões sobre a língua pirahã num livro para o público leigo, quando o procedimento padrão é publicar em um periódico científico. O livro vem em vez de uma publicação científica ou além dela?

Everett - Além. Vai sair em setembro. A revista "Language", a mais importante da linguística dos EUA, terá um artigo de 50 páginas atacando meu trabalho e uma resposta minha do mesmo tamanho. Eu não considero meu livro um livro principalmente linguístico. Ele trata de aspectos da minha vida e da minha interação com os pirahãs.

Folha - Qual é sua crítica à Gramática Universal de Noam Chomsky?

Everett - A Gramática Universal tem muitas formas. Se você tomar a ultima versão dela, nas formulações mais recentes do Chomsky, a GU (Gramática Universal) é a "teoria verdadeira da base biológica da gramática". Bom, se aceitarmos isso, a proposta perde todo o interesse, porque ninguém duvida de que os humanos têm uma biologia que é responsável pela linguagem. Mas as versões anteriores atribuíam princípios e parâmetros à Gramática Universal.

No trabalho com Tecumseh Fitch e Marc Hauser [de 2003], Chomsky fala ainda de outros conceitos, a Faculdade Ampla da Linguagem e a Faculdade Estrita. Eles dizem que "talvez" a única característica específica da faculdade estrita seja a recursividade. Isso faria parte dos genes. Tudo bem. Então, digamos que haja uma língua sem recursividade --candidatos além do pirahã incluem o nunggubuyu, da Austrália, e o hixkaryana, do Brasil. Bom, Chomsky diz que nem todas as línguas são obrigadas a manifestar a recursividade. Mas, se existe uma língua sem ela, poderia haver duas? Três? Se uma língua pode existir sem recursividade, todas poderiam. Então que sentido faz dizer que recursividade é fundamental mas não é obrigatória?

Folha - Como a academia tem reagido às suas ideias?

Everett - Você tem quatro tipos de reação. Há pessoas que não gostam de Chomsky e vão aceitar qualquer argumento contra Chomsky; você tem os chomskianos, que não vão aceitar de jeito nenhum um ataque à Gramática Universal; você tem pessoas que têm inveja, ou reagem mal, a toda a publicidade que eu venho recebendo; e tem pessoas que querem saber onde estão os dados. Esta é a reação mais saudável.

Folha - O sr. diz que o pirahã é uma língua única, que coloca em questão a teoria chomskiana. E, ao mesmo tempo, diz ser o único não-pirahã a dominar a língua. Então a questão permanecerá em aberto até alguém mais aprender a língua e confirmar ou não os seus achados.

Everett - Ou até um pirahã fazer um doutorado em linguística. Eu já levei pessoas para fazer experiências. Há 20 anos, quando eu publiquei um artigo sobre o sistema de acentuação na língua pirahã, isso criou uma controvérsia na linguística. Então o maior foneticista do mundo, Peter Ladefoged, foi comigo para a aldeia, fez testes e agora isso é aceito entre os linguistas.

Há maneiras de fazer a experiência sem usar a língua, ou usando a língua muito pouco.

Minha hipótese é falseável. Você tem de planejar as experiências, ir lá fazer e contar a história. Mas é difícil. Eu já trabalhei com vários grupos indígenas do Brasil e os pirahãs são o único grupo com o qual eu não posso trabalhar usando o português.

É falseável, mas não vai ser fácil. Eu sei que não vai ter uma aceitação de 100% dos linguistas. Mas eu não acho que os pirahãs sejam um caso único em tudo. Estou dizendo que é um caso primeiro de um contraexemplo da teoria de Chomsky.

Folha - Chomsky diz que o sr. entendeu tudo errado.

Everett - Meu primeiro aluno de doutorado foi o professor Ed Gibson, que trabalha no departamento do Chomsky no MIT.

Ele não conseguiu esse emprego porque teve uma má orientação. Eu passei um ano com o Chomsky e em todos os anos em que eu praticava a teoria generativa o Chomsky me deu cartas de recomendação. Só agora, que eu estou tentando dizer que ele está errado, é que eu não entendo a teoria.

Folha - O sr. diz que os pirahãs são monoglotas, mas eles estão em contato há 200 anos. Como é possível?

Everett - Alguns pirahãs falam um pouquinho de português, ainda mais os termos de troca.

Mas tem outro fenômeno interessante: às vezes, quando os pirahãs falam com um comerciante, eles usam palavras da língua geral, e o comerciante responde em língua geral [mistura de tupi, português e outras línguas amazônicas]. O comerciante acha que está falando pirahã e o pirahã acha que está falando português.

Folha - O sr. apresenta no livro uma ideia chamada "princípio da experiência imediata", segundo o qual o ambiente torna a gramática pirahã tão peculiar. Mas há várias outras tribos que compartilham esse ambiente e não têm essa mesma limitação gramatical.

Everett - Essa preocupação com a experiência é comum na Amazônia. Os pirahãs a valorizam mais que outros grupos. A evidência é esse termo que eu menciono no livro, "xibipíío" (pronuncia-se "ibipíu"), algo que entra ou sai da experiência imediata. Esse é um termo que eu nunca vi em nenhuma outra língua amazônica. Digamos que haja um certo número de coisas do ambiente que são comuns a todas as línguas amazônicas. Entre elas, cada língua tem o direito de valorizar ou ordenar as coisas de forma diferente. Uma cultura pode dizer que a experiência imediata é importante, mas é colocada num degrau mais baixo da escala de valores. Os pirahãs colocam esse princípio, que é compartilhado com outros grupos amazônicos, muito alto na escala de valores deles. E isso explica coisas muito particulares da cultura e da língua deles e que são raras em outros grupos, como a ausência de números.

Folha - No ano passado, um general disse que a política indigenista do Brasil é caótica. Diz-se também que é muita terra para pouco índio. O sr. concorda?

Everett - Os pirahãs, que são 300 pessoas, junto com os parintintins, que são menos de cem pessoas, têm 330 mil hectares. Eles usam toda essa terra. E para os pirahãs ela deveria ter o dobro do tamanho. Os índios, tanto no Brasil quanto nos EUA, foram conquistados por culturas europeias, e essas culturas devem reconhecer o dever de deixar os índios em suas áreas tradicionais vivendo sem interferência, se quiserem.

Folha - Nos EUA essa discussão está encerrada, não? Os índios têm terras grandes e o governo dos EUA não acha que elas sejam uma ameaça à soberania nacional.

Everett - É, mas o governo dos EUA tirou os índios dos melhores lugares há mais de cem anos. Os cherokees tinham terras lindas no Kentucky e no Tennessee e foram removidos para Oklahoma, que não tem nada! Agora, que eles descobriram como ganhar a vida com cassinos, as pessoas questionam seu direito de controlarem as reservas, porque fazem concorrência com Las Vegas.

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Contra o tabagismo

Juremir Machado da Silva

Cada um deve ter o direito de se matar do jeito que bem entender. Afinal, vivemos em democracias liberais. Mas não pode tentar levar junto seus colegas, amigos, amores ou simples conhecidos. O mundo anda cada vez mais bizarro. O leitor Renato Sant''Anna me chamou a atenção para o processo no Tribunal do Banco Mundial, movido pela Philip Morris, contra as políticas antitabagismo do Uruguai. A poderosa empresa americana de cigarros acha-se prejudicada nos seus ganhos pelas decisões das autoridades uruguaias. Consta que, em três anos, 115 mil hermanos deixaram de fumar. A Philip Morris não pode aceitar que tantas vítimas escapem assim das suas presas. O Uruguai é pequeno. Mais fácil, quem sabe, de pressionar. Por que a Philip Morris não processa as cidades americanas que estão proibindo fumar em praças?

Uma das melhores coisas dos últimos anos é o cerco aos fumantes. Os "realistas" diziam que nada mudaria. Riam da ingenuidade dos críticos do tabagismo. Citavam as verbas publicitárias como prova de que a indústria do cigarro ganharia qualquer batalha. Erraram tudo. O Uruguai é que deveria processar a Philip Morris pelos estragos causados ao longo do tempo à população do país. A fúria da empresa é maior na medida em que os uruguaios acabaram com certas propagandas enganosas, como essa história de baixos teores, light, suave e ultralight. Os americanos, quase sempre fundamentalistas em tudo, caminham para a proibição do cigarro. É um erro. Vai gerar tráfico, violência e tudo o que vem com a interdição. Mas o cerco deve continuar e ser impiedoso.

Tenho amigos que fumam. Gosto deles. Quero que tenham vida longa. Espero que encontrem coragem para abandonar esse vício idiota. A Taline Oppitz já largou. O Márcio Beher também. Eu tentei fumar quando era jovem. Era fumaça para todo lado. E nenhum barato. Larguei. Adotei um princípio: nada que cause dependência é legal. Isso não tem a ver com moralismo. É puro desejo de conservar a máquina em dia mais tempo. Até água em excesso faz mal. Comprei a enciclopédia Universalis de um amigo fumante há 15 anos. Tem cheiro de cigarro até hoje. Não dá para abrir. Nada mais patético do que ver grupinhos de pessoas no frio ou praticamente na chuva, embaixo de abas de concreto, só para fumar. Saudades dos tempos panfletários: viva o Uruguai! Abaixo a Philip Morris! Precisamos planejar o futuro daqueles que hoje vivem do fumo no Rio Grande do Sul. É preciso encontrar logo culturas de substituição. O fumo vai virar fumaça.

Apesar dos impostos pesados, o cigarro ainda é muito barato. A Philip Morris ajuda a produzir doentes que vão parar em hospitais públicos. O Uruguai deve reclamar indenização pelos doentes que já cuidou e pelos que continua cuidando. E dizer que um dia foi possível dar aula fumando, apresentar telejornal fumando, entrar em igreja fumando. E dizer que havia quem acreditasse só ser capaz de ter boas ideias fumando, ou seja, praticando uma má ideia. Todo mundo pode deixar de fumar. É só querer.


Fonte: Site Jornal Correio do Povo

As origens do mal




Os frequentes atos extremistas que assolam o Oriente Médio remetem à pergunta: hoje palco de tamanha violência, por que Jerusalém foi há pouco mais de um século lugar de convivência respeitosa entre judeus, muçulmanos e cristãos? Devemos considerar que até então a cidade encontrava-se sob a tutela do império turco-otomano, cujo califa de outrora, o sultão Osman III, através de um edito de 1757, delimitou muito bem os direitos e competências de cada religião que entendia ser sua a sagrada Jerusalém. As maiores confusões ficavam por conta dos cristãos, particularmente durante a Páscoa, quando a boa convivência dava lugar a vergonhosos acirramentos entre gregos ortodoxos, católicos armênios, coptas egípcios, maronitas sírios e outras comunidades cristãs. Mas, no geral, a convivência era boa e pautada pela tolerância, salvo excessos eventuais. Certa vez, entrevistei um octogenário palestino que me disse ser um judeu o melhor amigo de seu pai. Vizinhos, era - comum caminharem juntos pelas ruas da Palestina; seu pai virava à esquerda e entrava na mesquita, o amigo à direita para a sinagoga. Finalizadas as orações, encontravam-se na saída e continuavam o passeio. Essa utópica cena para os dias de hoje foi fato um dia na Terra Santa.

Não obstante celeumas ideológicas, é quase impossível não atribuir ao imperialismo europeu (logo, ao capitalismo), o barril de pólvora em que se transformou o Oriente Médio. O desarranjo lógico do território forjou ali as mais esdrúxulas unidades sem o mínimo lastro histórico-geográfico que justificasse a existência de certos países, em particular às margens do Golfo Pérsico, mas também nas areias do deserto. Fronteiras mal formuladas construíram gradativamente o clima de tensão que hoje se abate na região. A tensão evoluiu para violência na segunda metade do século XX, cujas três últimas décadas assistiram ao surgimento de um novo fenômeno: o fundamentalismo.

INTOLERÂNCIA: FENÔMENO DO SÉCULO XX

Quem matou o Mahatma Gandhi? Quem matou Yitzhak Rabin? Quem matou Anwar Sadat? Cada um desses líderes foi morto pelo fundamentalismo intrínseco à sua própria religião.
Apesar de litígios religiosos serem antiquíssimos, é no século XX que o extremismo torna-se fenômeno comum. Temos notícias de atentados religiosos desde o fim do século XIX, quando a Irmandade Muçulmana lutava contra o domínio britânico no Egito.

Mas o parâmetro contemporâneo para aquilo que se convencionou designar como “fundamentalismo” podemos encontrar na Revolução Islâmica de 1979, quando o Irã converteu-se em uma teocracia xiita.

Contudo, é no cristianismo que residem os primórdios do fundamentalismo. Suas raízes estão ligadas ao protestantismo cristão norte-americano do século XIX, cuja leitura literal e dogmática da Bíblia difundia a crença de uma supremacia cristã e a não aceitação de outras verdades religiosas, fundamentos que tanto contribuíram para a formação da cultura Wasp (White, Anglo-Saxon and Protestant ou Branco, Anglo-Saxão e Protestante). Líderes norte-americanos passaram a se inspirar nesses preceitos para a orientação do modo de vida, num claro enfrentamento com a modernização da sociedade. Nessa linha, o homem deve pautar-se numa leitura ortodoxa da palavra de Deus, o Ser infalível que orienta todo o modus vivendi da sociedade. Para os fundamentalistas, qualquer interpretação da vida que não encontre uma justificativa bíblica deve ser refutada. A Bíblia não deve ser interpretada, como fazem os teólogos mais progressistas, mas simplesmente obedecida, pois é a verdadeira palavra de Deus: basta segui-la. A História, a Geografia e, principalmente, a Biologia nada acrescentam ao conhecimento. O evolucionismo deve ser banido como teoria e ser substituído plenamente pelo criacionismo – esta, sim, uma teoria embasada na palavra divina. O fundamentalismo consiste nesse comportamento de obediência extrema a um credo religioso, que não aceita conviver com outra perspectiva ou forma de explicação da vida. Há uma única verdade: Deus.

Na perspectiva fanática, portanto, a crença do outro está equivocada. Acontece que, quando o outro pensa da mesma forma, aflora a intolerância e a coexistência torna-se impossível. Resultado: conflitos e mortes. A origem disso é cristã, mas, nos dias de hoje, é o fundamentalismo islâmico o mais atuante de todos e seus feitos, os mais impressionantes.

O fundamentalismo é um movimento reacionário, pois pretende um retorno aos valores tradicionais que fundamentam sua crença, numa clara oposição ao secularismo e à modernidade. A emergente Índia, por exemplo, candidata à condição de potência econômica nos anos vindouros, tem no combate ao extremismo religioso interno seu maior desafio. O Partido do Congresso, laico, tenta, a duras penas, construir uma nação secular, mas o oposicionista Barhatya Janart Party (BJP), de orientação fundamentalista hindu e que já governou nos anos 1990, luta por uma Índia teocrática, caminhando no sentido contrário e investindo na supremacia bramanista perante uma minoria muçulmana de mais de 150 milhões de habitantes. A atmosfera indiana é de pura tensão.

Tendo como grande ícone a Revolução Islâmica, a opção fundamentalista não ficou restrita ao xiismo; inclusive, nos dias de hoje, é na vertente do sunismo que temos os principais grupos atuando. A falta de atenção, no entanto, pode levar muitos a incorrer no mais comum dos erros: a confusão entre islamismo e fundamentalismo, visto que o noticiário pouco contribui ao discernimento das diferenças, podendo levar a entender o extremismo religioso como circunscrito ao islamismo. Sobre o significado da palavra Islã, o xeque Jihad Hassan Hammadeh, vice-presidente da Assembleia Mundial da Juventude Islâmica, uma das maiores autoridades brasileiras no assunto, informa que “islã”, na língua árabe, deriva da palavra “salam”, que significa paz, portanto, a essência da religião islâmica é a paz, seu alicerce é a paz, por isso é que a definição de islam é: submissão total e voluntária a Deus Único, então quem é voluntário a Deus deve praticar o que Ele ordena, que é a justiça, a paz, o amor, a solidariedade etc. Quanto à violência, a religião islâmica proíbe qualquer ato de injustiça contra qualquer ser e inclui também a agressão contra o meio ambiente. Deus disse no Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos): “E quem tirar uma vida inocente é como se tivesse assassinado toda a Humanidade, e quem salvá-la é como se tivesse salvado toda a Humanidade”, portanto, o muçulmano é proibido de cometer qualquer ato de agressão injusta, dando-lhe, somente, o direito à legítima defesa, que é direito de qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo e em todas as religiões. Deus disse no Alcorão Sagrado: “E se punirem,- que punam da mesma forma como foram punidos,- e quem tiver paciência, é melhor para os pacientes”.
Alguns estudiosos do Islã afirmam ser equivocada a expressão “fundamentalismo” para designar os atos extremistas que marcaram o fim do século XX. Em sua concepção, o termo é totalmente infeliz, uma vez que se faz uma adaptação da realidade cristã à islâmica. Tal analogia é então descabida, pois as escolas de filiação religiosa são distintas. Enquanto no cristianismo a interpretação do fundamentalismo é visceralmente conservadora, antimodernista e arraigada aos valores tradicionais da Bíblia, no Islã, dá-se o contrário. Logo, o que vemos e classificamos hoje como fundamentalismo islâmico é exatamente o oposto daquilo que pregam os verdadeiros estudos dos fundamentos do Islã. Regimes como o iraniano ou o que era vigente até há pouco tempo no Afeganistão seguem o oposto daquilo que seriam os “fundamentos do Islã.”

Edilson Adão Cândido da Silva é mestre em Ciências pela USP, autor de Oriente Médio: A Gênese das Fronteiras (Editora Zapt) e professor de Geopolítica e Teoria das Relações Internacionais no Ensino Superior

By: CartaCapital

Fonte: Blog Com Texto Livre

Teólogo e escritor Rubem Alves afirma que Deus é culpado por mortes e tragédias ambientais




O escritor Rubem Alves (foto), 78, está indignado com Deus, em quem, aliás, não acredita. Em recente entrevista ao jornal Valor, disse: “Se Deus amasse realmente o mundo, Ele tomaria uma providência [contra as catástrofes naturais]. Em primeiro lugar, mataria as pessoas certas. Ele está com a pontaria péssima. Se fosse meu
empregado, já estaria demitido há muito tempo por incompetência administrativa.”

Há quem, depois de ter superado grave doença, torna-se mais religioso, passa a acreditar em milagres, adquire fé. O caso de Alves, um mestre em teologia, foi diferente.

Em 2010, ele teve de extrair o estômago por causa de um câncer, trocou uma válvula coração e a coluna lhe deu sofrimento. E agora Alves parece estar mais convicto do ateísmo, com um discurso mais veemente, conforme verificaram os leitores de seu artigo mais recente na Folha de S. Paulo.
Sobre as mortes por causa de deslizamento de encostas na serra fluminense, escreveu: “Se é onipotente, onisciente e onipresente, por que Deus nada fez? Estava dormindo?”

Ao jornal Valor, disse: “Fé para curar o câncer eu não tenho. Sabe o que é fé? É estar no avião com um paraquedas nas costas e de repente dar um salto no abismo, acreditando que o paraquedas vai abrir.”

Criticar Deus tem sido, nestes dias, a forma que Alves tem usado para criticar uma sociedade excessivamente impregnada pelo cristianismo. Observa, nesse sentido, que muitos cristãos, por exemplo, renegam o erotismo do tato, do olfato e da contemplação estética.

“Os cristãos têm um problema com o prazer. Você não vê ninguém fazendo uma promessa dizendo assim: ‘Oh, Deus, se tu me deres esta bênção, prometo tocar toda manhã um CD de Bach, ou tomar toda noite uma taça de bom vinho’”, disse ele à jornalista Marília de Camargo César.

“As pessoas oferecem a Deus cascas de ferida porque elas acham que Deus fica feliz quando a gente está sofrendo. Elas têm uma ideia sádica de Deus.”
Além de teólogo formado em Princeton (EUA), Alves é filósofo, psicanalista e autor de mais de cem livros — alguns deles, escritos em outras épocas, continuam inspirando seminaristas e pastores progressistas.


Fonte: Paulopes Weblogs

Fiel da Igreja Mundial afirma ter comido toalhinha milagrosa do Apóstolo Valdemiro Santiago e ter se curado




A fiel Ana Maria Lima do Nascimento (foto), 41, contou que se curou do vício da bebida e do cigarro graças a um milagre da Igreja Mundial do Poder de Deus.

“Cortei a toalhinha Sê Tu Uma Benção, peguei um pedaço dela e comi”, contou ela, conforme seu testemunho publicado no site da igreja.

A toalhinha é aquela que a Mundial vende aos fiéis para que eles enxuguem o suor do apóstolo Valdemiro Santigo e levem para casa. Não se sabe se a toalhinha que Ana comeu tinha a secreção milagrosa.

Ela disse que não foi a primeira a degustar o paninho porque já tinha visto na TV uma idosa afirmar que se livrou de vícios com a tal dieta.

“Aquilo me tocou, não consegui esquecer e, quando fiquei só, fiz a mesma coisa. Peguei o cigarro [que estava aceso], isqueiro e cinzeiro e joguei na rua. Depois disso, nunca mais entrou cigarro ou bebida na minha casa, desde fevereiro de 2010”.


Fonte: IMDP

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pastor e Veado são presos após serem flagrados aos beijos no interior de um veículo (humor)




Fonte: Blog Libertos do Opressor

Reportagem revela o fervor religioso do apresentador Datena




Uma longa reportagem do Estadão de domingo sobre o perfil do jornalista policial José Luiz Datena (foto), 53, dá ideia do fervor religioso do apresentador que tem sido o responsável pelos maiores índices de audiência da Band, com a média de 6 pontos.

Ele tem no antebraço esquerdo a tatuagem ‘Cristo’ e em seu camarim há duas imagens, uma de Jesus (a maior) e outra de Nossa Senhora Aparecida. É ali, em um cubículo, que o apresentador que ganha R$ 500 mil por mês almoço de segunda a sexta-feira.

Datena reza antes de começar o Brasil Urgente, programa onde vocifera sua acidez contra todos, incluindo os funcionários da Band.

O apresentador não expõe a sua religiosidade exacerbada durante o desfilar das ocorrências de crimes, com exceção de uma vez, quando, ao comentar um homicídio, disse que os ateus são a origem dos males da humanidade. Uma associação que representa os ateus recorreu ao Ministério Público acusando o apresentador de preconceituoso. A mesma acusação já tinha sido apresentada por uma entidade de homossexuais.

Brasil Urgente é o segundo no Ranking da Baixaria da TV tabulado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorais da Câmara dos Deputados.

Datena afirmou que gosta mesmo é de apresentar o programa esportivo da TV e o rádio Bandeirantes. “[Nesses programas] tenho a oportunidade de conter a acidez que é natural em mim, usar o humor e falar de coisas leves.”

Disse que se sente incomodado com o Brasil Urgente. “Não é legal ser o arauto das coisas ruins”, disse. “Se pudesse, eu largava agora o programa.”

A saúde de Datena não anda bem. Ele precisa extrair uma hérnia. "Já marquei sete vezes a cirurgia para resolver isso. Não apareci em nenhuma, morro de medo de hospital."

Toma injeções de insulina todos os dias e 18 medicamentos. Fez uma referência ao Viagra: "Até sexo só faço dopado".



Fonte: Paulo Weblogs

Quer um Brasil melhor? Podemos começar por repudiar todo e qualquer tipo de discriminação contra os professores

Atualmente tudo o que acontece nas escolas e/ou que se refere à educação é culpa do professor. O IDEB caiu? A violência nas escolas aumentou? Outras questões não vão bem na educação? A culpa... é do professor. A mídia golpista juntamente com os interesses dominantes da política são os primeiros à condenação sem direito a nenhuma defesa.

Interessante que ninguém trata sobre o salário de fome que o professor recebe e que o obriga a dar aulas em até três escolas sem direito a ajuda de transporte, de alimentação, sem nada!

As pesquisas indicam que a cada ano cai o número de ingressantes nos cursos de formação de professores e licenciaturas para a docência. A profissão Professor está em extinção!?!

Vale destacar alguns dos fatores que têm levado a conjectura atual. Entre a principal causa está nas palavras de Antonio Nóvoa que “cada vez que a sociedade tem menos capacidade para fazer certas coisas, mais sobem as exigências sobre a escola” e consequentemente sobre os agentes educacionais nela inseridos.

“... é um paradoxo absolutamente intolerável e tem criado para os professores uma situação insustentável do ponto de vista profissional, submetendo-os a uma crítica pública, submetendo-os a uma violência simbólica nos jornais, na sociedade, etc. o que é absolutamente intolerável.” (NÓVOA, 2001)

À medida que os educadores se sobrecarregam de funções paternalistas, assistencialistas, médicas, psicológicas e outras, além das que lhe cabem dentro do processo de ensino aprendizagem, este fica definitivamente comprometido.

A formação continuada é uma necessidade indiscutível para a prática docente, entretanto, quanto mais conhecimento se adquire mais inquietudes se somam pelo caminho que se decidiu trilhar. Esses conhecimentos somados as observações e avaliações do ensino no cotidiano da escola e por todo país só aumentam consideravelmente as angústias dessa profissão que já foi respeitada e ainda o é em muitos países, aliás, respeito superior a todas as demais profissões.

Não se pretende aqui desmerecer qualquer profissão da mais humilde a mais qualificada, longe disso. A pretensão é tratar de um tema que cada vez mais se torna o pesadelo dos educadores: a desvalorização total do profissional “professor” no Brasil.

Foi com total indignação que soube dos casos ocorridos na secretaria de educação de SP em que professores obesos foram considerados inaptos para exercer a docência e tbém dos casos de professores míopes ou com astigmatismo na visão barrados no exame médico. Pensei: isso não é mais preconceito e/ou discriminação é uma violência (mais uma) contra a nossa profissão. Como se já não bastasse a violência propriamente dita que sofremos diariamente nas escolas pelos alunos, pelos pais, pela administração da escola seja pública ou privada, agora somos obrigados a ser estéticamente perfeitos?! E aí... ninguém faz nada? Cadê o MEC para tomar as medidas contra esse despudor? Cadê o Ministério Público para fazer valer sua função de zelar pelo interesse público? Ou será que a educação não é mais de interesse público?

Ninguém desconfia do motivo de campanhas do MEC e até de municípios para que mais pessoas/jovens busquem a formação para professores? A resposta é óbvia: simplesmente quase ninguém quer ter a profissão professor neste país e os motivos são mais óbvios ainda.

Contudo, um país onde a educação formal não é vista como princípios básicos nas ações políticas, muito pelo contrário, a situação tende a piorar muito. A pergunta que fica é: até quando? Até quando ficaremos inertes diante de tantas transgressões e agressões à nossa profissão? Esperar por ações benevolentes que venham de cima para baixo é ficar de braços cruzados aceitando o fatalismo sendo conivente com todas as transgressões sofridas dessa ordem perversa. Necessitamos ser fiel ao que o nosso grande Mestre Paulo Freire nos deixou como uma de suas lições:

“Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor que, por não poder ser neutra, minha prática exige de mim uma definição. Uma tomada de decisão. Decisão. Ruptura. Exige de mim que escolha entre isto e aquilo. Não posso ser professor a favor de quem quer que seja e a favor de não importa o quê. Não posso ser professor a favor simplesmente do Homem ou da Humanidade, frase de uma vaguidade demasiado contrastante com a concretude da prática educativa.

Sou professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a ditadura de direita ou d esquerda. Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação, contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais. Sou professor contra a ordem capitalista vigente que inventou esta aberração: a miséria na fartura. Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo. Sou professsor contra o desengano que me consome e imobiliza. Sou professor a favor da boniteza de minha própria prática, boniteza que dela some se não cuido do saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo, descuidado, corre o risco de se amofinar e de já não ser o testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa mas não desiste.”

Como uma educadora pertinaz, que não desiste e todos os dias busca forças para se reanimar proponho a vocês meus amigos e parceiros que promovam esse debate em todas as suas possibilidades, em especial, por toda a rede: blogosfera, emails, redes sociais, enfim, aos companheiros de profissão é um chamado para voltarem para dentro de si mesmo e enxergar a importância de nos mobilizarmos, aos parceiros de todas as demais áreas é um convite de uma classe profissional que carece urgentemente da solidariedade dos demais profissionais deste país.

Rosa Zamp

By: Palavras de um novo mundo


Fonte: Blog Com Texto Livre

As Santíssimas Trindades



Shaka (Rafael Vilaça)


Já cansamos de saber que a santíssima trindade é composta pelo Pai, Filho e Espírito Santo. Mas não é só o cristianismo que a possui. Diversas religiões antes do cristianismo possuem a trindade santa, onde Deus é um só, mas possui várias naturezas atuantes.

A mais famosa dela é a trindade hindu onde Deus (Brahman, o Todo, Deus em sua forma pura), é dividido em três naturezas: Brahma, a natureza criadora (o Pai), Vishnu, a natureza conservadora (o Filho), e Shiva, a natureza renovadora (o Espírito Santo). Só lembrando que Vishnu é o espírito já feito homem, no caso, Krishna, Buddha e Jesus segundo o hinduísmo. E Shiva é o espírito que renova tudo, seja a criação, seja a vida(uma nova vida), seja a existência.

Outra religião que possui sua "trindade" é o Taoísmo. Muitos dizem que o Taoísmo não é uma religião teísta assim como o budismo. Mas se analisarmos a definição do Tao, veremos que é a mesma definição de Deus:

"O Tao é tudo e o nada. O início e o fim. O Tao é tudo o que existe e tudo vem dele". - Tao Te Ching


Pois bem, como sabemos, o Tao é representado pelo símbolo do Yin e Yang. O Yin representa a vida, a criação e o Yang representa a morte, a renovação. Pois bem, se formos analisar temos o Pai criador (Yin) e o Espírito Santo renovador (Yang), mas aonde entra o Filho? Segundo o Taoísmo, todos nós temos um pouco do Yin e Yang. O nosso dever é encontrar a harmonia entre eles para nos firmarmos na existência. Logo o equilíbrio entre a criação e a renovação é o Filho, ou seja, achando esse equilíbrio nos tornamos eternos assim como o Filho é, e passamos a fazer parte da terceira essência do Tao.

Muitos condenam os politeístas por adorarem muitos deuses, mas já pararam para pensar que em vez de vários deuses distintos, não estariam adorando as naturezas de Deus?

Vou começar por uma trindade "pagã" bem nacional, a Tupi-Guarani. Segundo nosso conhecimento de História, o Deus Tupi-Guarani era Tupã, mas isso é errado, uma vez que Tupã era o mensageiro de Deus, uma espécie de Anjo Gabriel que os jesuítas reconheceram erroneamente como sendo o Deus na religião Tupi. Na verdade a religião Tupi-Guarani possui uma trindade composta por Guaraci (Deus Pai criador), Rudá (Deus Filho conservador, mais precisamente, Ele vem à Terra com a mesma missão de Jesus e cia) e Jaci (Espírito Santo renovador, aqui as semelhanças com o Hinduísmo são tremendas). Outra trindade conhecida é a Nórdica composta por Odin, Thor e Frigga. No Egito temos Rá (Deus em sua totalidade assim como Brahman), Osíris (Deus Pai), Hórus (Filho) e Ísis (Espírito Santo). Na cultura fenícia temos El (Elohim? Depois dizem que só o judaísmo e o cristianismo possuem o Deus Elohim/Javé), Tamuz e Nilore. E por aí vai.

É interessante notarmos que as trindades "pagãs" possuem uma figura feminina como "Espírito Santo", afinal, assim como o Espírito Santo, é a mulher que dá a vida e a renova. Por isso a representação mais "completa" para a trindade cristã seria a representação de uma mulher como sendo o Espírito Santo. Algo notado no Hinduísmo, cuja trindade divide-se em duas: Masculina e Feminina, com as mesmas "funções" na tentativa de equilibrar as naturezas divinas, afinal, Deus não tem sexo, mas se é para ter (afinal, essa é uma maneira sábia de explicar a natureza de Deus para simples mortais ignorantes).

Uma trindade curiosa é a trindade romana: Júpiter(Zeus), Minerva(Atena), e Juno(Hera). Pois bem, primeiro vou ter que explicar o porque de Zeus ser não só o rei dos deuses como o próprio o Pai. Zeus é "filho" de Cronos(tempo) e Reia. Antes Cronos devorava seus filhos, para que não tomassem seu lugar como rei do universo. Pois bem, Reia, teve mais seis filhos que foram devorados menos um, Zeus que ela escondeu de Cronos. Muito tempo se passou, até que Zeus Matou Cronos e expulsou Reia do Universo mandando-os para a Terra. Então Zeus assumiu o lugar de rei dos deuses e como venceu Cronos(tempo) virou imortal junto com todos os outros Deuses. Mas então Zeus foi criado? Não. Quando dizemos que Cronos e Reia foram seus pais e que Zeus os venceu, quer dizer que Zeus virou eterno, senhor do tempo e da existência, ele sempre existiu, mesmo antes de Cronos. Os 6 filhos de Cronos eram: Zeus(Rei(Pai) dos deuses), Deméter(deusa da natureza), Hades(deus do mundo dos mortos(não necessariamente o inferno), Hera(deusa da fertilidade e dos nascimento), Héstia(Deusa da união), Poseidon(Deus dos mares).

Muitos pensam que esses 6 deuses são deuses distintos, mas não são. Eles representam as naturezas de Deus, que nesse caso não tem uma representação específica na mitologia grega, sendo dividido entre essas diversas naturezas: Pai, Natureza, Reino espiritual, Vida, Existência, Oceanos. Deus representa o Universo em sua totalidade, podemos dizer que Deus na mitologia grega é o panteísmo. Mas onde entra a trindade? Zeus é casado com Hera, e tiveram uma filha: Atena(Minerva). Na religião romana existe essa trindade simbolizando os "deuses" mais importantes e fundamentais para a existência: Zeus, pai dos deuses(naturezas) e dos homens, Atena, filha de Zeus, onde representa a sabedoria divina, e Hera, o espírito que gera a vida.

Para finalizar, vou expor uma analogia comparando a religião greco-romana com a zoroastra, algo que muitos perguntariam o que teriam em comum, mas é a partir desse ponto que se concretiza a confirmação da trindade no zoroastrismo. Segundo a crença zoroastra, Ahura Mazda (Deus em sua natureza absoluta) possui seis espíritos/naturezas que emanam Dele. Esses espíritos são:

Vohu Manah ("Bom Pensamento"): os animais (Héstia, pois todos os animais, incluindo os humanos devem viver em harmonia)

Asha Vahishta ("Verdade Perfeita"): o fogo; (Hera, o fogo representa o Espírito Santo, assim como a vida, a renovação)

Spenta Ameraiti ("Devoção Benfeitora"): a terra (Hades, pois segundo a mitologia grega, o mundo dos mortos existia abaixo da terra)

Khashathra Vairya ("Governo Desejável"): o céu e os metais (Zeus, o céu representa o universo, e os metais os planetas e tudo o que existe nele. De um ponto de vista mais científico, o céu representa os gases e os metais, os metais, ora. Os primeiros elementos do universo quando foi criado)

Hauravatat ("Plenitude"): a água (Poseidon, quer que eu comente?)

Ameretat ("Imortalidade"): a vida (Deméter, que representa a natureza)

Enfim, não é só o cristianismo que possui o Deus verdadeiro, afinal, não existe Deus verdadeiro, o que simplesmente existe é Deus. Este, definido por palavras e reflexões humanas, nunca será compreendido na sua totalidade, mas a partir de uma busca racional com a intensão de compreendê-Lo, podemos chegar a conclusões como estas: Que Deus existe segundo a necessidade do Universo, podendo ser Um e Vários ao mesmo tempo. Deus não tem forma, nome ou definição, Ele simplesmente é. Por isso pode ser compreendido segundo o coração de cada homem, não como uma Verdade Absoluta, mas como um reflexo de uma Consciência.


Fonte: Blo O Iluminador