quinta-feira, 31 de março de 2011

Recordista de memória diz que não há esquecidos, mas pessoas que não exercitam a mente



Veja truques para acabar com os "esquecimentos" mais comuns

Você é daqueles que esquece o nome de um cliente e ao encontrá-lo no shopping faz de tudo para que ele não venha lhe cumprimentar? E a chave do carro? Já perdeu algumas vezes pela casa? Conta de telefone, então, quantas vezes já esqueceu de pagar na data certa? Se alguma dessas situações já tirou você do sério, não pense que está ficando desmemoriado. A pergunta certa a se fazer é: o que você faz para se lembrar de nomes, objetos e compromissos?

É com esse questionamento que o primeiro recordista brasileiro de memória, Renato Alves, 38 anos, desperta a atenção daqueles que participam das palestras de memorização — ramo em que trabalha há 20 anos. Formado em computação e especialista em ciências cognitivas e filosofia da mente, Renato não demonstra superpoderes quanto à memória. Ele apenas revela que, se prestarmos atenção, podemos guardar na memória tudo aquilo que nos interessa.

Para provar que não há esquecidos, mas pessoas que não exercitam a memória. Em entrevista, Renato esclarece algumas dúvidas, dá dicas e avisa: não é bom se lembrar de tudo. "Aprender a selecionar o que se quer guardar na memória é o mais importante."

No seu curso, você conta ao público que assim que percebeu não ter uma boa
memória, você começou a exercitá-la. Como foi esse processo?

Achava que tinha uma memória ruim, assim como a maioria das pessoas que vêm ao meu curso. Minha memória não era tão boa e percebi isso na escola. Mais tarde, fui descobrir que tinha um problema de deficit de atenção, já na época da pós-graduação em filosofia, quando pesquisei a área de DDA, hoje conhecida como TDH. E isso atrapalhava os meus estudos. Minha rotina na infância era: não gostava de estudar, mas se me dessem uma cartolina e um vidro de cola, fazia naves espaciais e qualquer tipo de maquete. Até que, aos 16 anos, um amigo me presenteou com um livro de memorização. Acho que todo mundo deveria ter contato, pelo menos uma vez na vida, com técnicas mnemônicas (de memorização). Foi aí que percebi que não existia memória ruim e que é possível exercitá-la. Acho que daí veio a vocação para pesquisador nessa área.

Podemos falar que uma pessoa "esquecida" é alguém que não exercita a memória?

O que falta é conhecer a memória e saber quais são os mecanismos que facilitam esse processo. Não é útil querer memorizar tudo ao mesmo tempo. O ideal é focar naquilo que lhe interessa. Exemplo: duas pessoas são orientadas, ao entrar na sala: uma deve prestar atenção em tudo ao redor e a outra, simplesmente ficar sentada. Ambas têm uma ótima memória, só que a orientação dada para cada uma determinará aquilo que será registrado.

Até que ponto mídias sociais, ferramentas tecnológicas e inúmeros veículos de
comunicação podem trazer problemas à memória? A "falta" de memória estaria associada à falta de concentração?

Memória e concentração estão intimamente ligadas. A memória depende da concentração. A concentração é o interesse sobre algo que quero memorizar. Primeiro você se concentra, depois você memoriza. Só que neste século, em que há um bombardeio de informações, você quer se concentrar em tudo ao mesmo tempo e acaba perdendo a chance de registrar uma informação. Estudando ciência cognitiva percebi como estamos criando uma dependência dos meios eletrônicos. Não sei atribuir de quem foi essa frase, se de Sócrates ou de Platão. Diz o seguinte: a partir do momento que a humanidade inventou o papiro para facilitar a escrita, acabou a memória humana. Quer dizer que, a partir do momento em que você pode transferir para um papel suas memórias, você sente que não precisa guardar informações. Com a tecnologia, tudo o que a gente quer, registra em uma ferramenta, como um celular. Num show, usamos a câmera para filmar; numa viagem, não damos um passo sem fazer uma fotografia. Agora, pergunto: e na sua memória? O que ficou? E a experiência que viveu? Deveríamos guardar espaço para contemplar o que estamos vivendo, mesmo que também tiremos uma foto. Assim, não teremos o impacto negativo da tecnologia sobre a nossa memória.

E qual é o grande desafio, hoje, para guardarmos tantas informações?

O que determina ou não o que é importante para se guardar na memória é o seu objetivo. Carreira, interesses, necessidades. Um concurseiro, por exemplo, tem como objetivo passar no concurso. Então, ele sabe o que é importante frente à avalanche de informações que recebe todos os dias. Se você prestar atenção no que realmente contribui para seu objetivo, o pouco que ficar de tudo que você ver, ler e aprender ainda será muito. Porque mesmo quando isolamos um único tema, a quantidade de informações sobre aquele tema ainda será grande e haverá uma segunda seleção sobre ele. O resultado fará a diferença. O excesso de informações não faz um profissional melhor, uma mãe ou um pai melhores. Aprender a selecionar o que se quer guardar na memória é o mais importante.

Três dicas rápidas para se exercitar

Celular

Para quem esquece a chave do carro ou o celular
Mantenha um espaço ou um recipiente na entrada de casa para acomodá-los. O local deve ser de fácil acesso para que fiquem sempre à vista.

Carro

Para quem esquece de fechar a janela, a porta de casa ou de ativar o alarme do carro: fale, mentalmente "Estou fechando a janela", "estou ligando o alarme" para direcionar a atenção ao realizar atividades corriqueiras.

Pessoa

Para quem esquece o nome de clientes ou de pessoas próximas
Ao ser apresentado a uma pessoa, fale o nome dela por seis vezes ao longo da conversa. Outra técnica interessante é associar características da pessoa a quem você foi apresentado com algum amigo ou parente de mesmo nome. Por exemplo: "Juliana (prima) tem sardas. Essa outra Juliana que acabei de conhecer também tem."

Fonte: Site da Zero Hora

Deus tinha uma esposa? Francesca Stavrakopoulou, teóloga e ateia inglesa afirma que sim!



Conquistar um título de doutorado em Teologia na conceituada Universidade de Oxford, Inglaterra, não é algo fácil. Quando se é mulher e ateia, torna-se algo ainda mais complicado. Mas Francesca Stavrakopoulou (foto) chegou lá e hoje é professora do departamento de Teologia e Religião na Universidade de Exeter e apresenta semanalmente uma série produzida pela BBC chamada Os Segredos Escondidos da Bíblia.

No episódio que foi ao ar duas semanas atrás, ela divulgou a sua tese: os antigos israelitas pensavam que o seu Deus Yahweh [Jeová] foi casado. Ou seja, o politeísmo, adoração de muitos deuses, não foi uma corrupção de alguns israelitas do monoteísmo. Eles tinham, segundo ela, bons motivos para crer que havia mais de um deus.

Segundo a pesquisadora, as primeiras versões da Bíblia apresentavam uma deusa da fertilidade, Aserá, como a possível companheira de Deus. Mas essa não é uma ideia nova. Em 1967, o historiador Raphael Patai já defendia que os antigos israelitas adoraram tanto Yahweh quanto Asherah (Aserá, em português).

Para “provar” a existência dessa suposta “esposa de Deus” são citados indícios em textos antigos, amuletos e estatuetas encontradas por arqueólogos nas ruínas de uma cidade cananéia, na região de Kuntillet Ajrud, que hoje pertence à Síria. Inscrições em cerâmica encontrada no deserto do Sinai também mostrariam que Yahweh e Asherah eram adorados em conjunto. Também colaboraria para isso a passagem no Livro de 1 Reis que menciona uma imagem da deusa colocada no templo do Senhor e teria sido adulterada posteriormente.

Presidente do Centro de Estudos Judaicos do Arizona e do Instituto Albright de Pesquisas Arqueológicas, J. Edward Wright defende a tese de Stavrakopoulou, afirmando que várias inscrições hebraicas mencionam “Yahweh e sua Asherah”. Ele acrescenta que o nome de Asherah não foi inteiramente retirado da Bíblia por seu editores do sexo masculino.



Wright explica que ela era uma divindade importante, símbolo de fertilidade no antigo Oriente (foto), conhecida por sua força e cuidado. Afirma ainda que seu nome por vezes foi traduzido como “árvore sagrada”. Há relatos de que essa árvore foi “cortada e queimada fora do Templo, numa atitude de certos governantes que tentavam ‘purificar’ o culto e dedicar-se à adoração de um único Deus masculino, Yahweh”. ”Mas os vestígios dela permanecem e, com base nisso, podemos reconstruir o seu papel nas religiões do Levante do Sul”, conclui o estudioso.

Aaron Brody, diretor do Museu Bade e professor adjunto de Bíblia e Arqueologia na Pacific School of Religion, diz que os antigos israelitas eram politeístas e que só uma “pequena porção” adorava apenas a um Deus. Para ele, foi o exílio de uma comunidade de elite dentro da Judeia e após destruição do Templo de Jerusalém em 586 AC que os levaram a uma “visão universal do monoteísmo restrito.”

A popularidade de Stavrakopoulou com o programa de TV está gerando curiosidade sobre seus livros e artigos, que são a base da série da BBC. Tradicionalmente o material da emissora inglesa é exportado para o mundo todo, portanto essa questão logo deverá chegar a muitos países.


Fonte:Agência Pavanews, com informações de Huffington Post, Time e Discovery./ Blog Libertos do Opressor

Com apoio evangélico, Obama mantém ofensiva na Líbia



O Presidente dos EUA Barack Obama apontou para as questões humanitárias em defesa da sua decisão de apoiar a ação militar na Líbia, durante um discurso televisionado na National Defense University, em Washington, DC na noite de segunda-feira.

Obama está sob pressão, especialmente dos membros do Congresso, para explicar o motivo e a missão dos EUA em assumir um grande papel no ataque aéreo contra a Líbia. Os Estados Unidos dispararam 200 mísseis perto de Tomahawk, na Líbia, o que custa entre US $ 250 milhões e US $ 300 milhões.

"Haverá momentos, porém, quando a nossa segurança não esteja diretamente ameaçada, mas sim os nossos interesses e valores," disse Obama. "Estes podem não ser somente problemas da América, mas eles são importantes para nós ... e, nessas circunstâncias, sabemos que os Estados Unidos, como nação mais poderosa do mundo, muitas vezes será chamada a ajudar."

Desde o mês passado, mais de mil pessoas morreram na rebelião sangrenta contra o homem forte da Líbia, Muammar al-Gaddafi, que governa com mão de ferro durante mais de quatro décadas.

Durante o discurso de Obama, ele enfatizou que Gaddafi tinha chamado os rebeldes de "ratos" e teve uma longa história de assassinatos aos "adversários nacionais e no exterior."

"Para deixar de lado a responsabilidade dos Estados Unidos como um líder e mais profundamente nossas responsabilidades para com nossos companheiros seres humanos em tais circunstâncias, teria sido uma traição de quem somos," disse Obama "Algumas nações podem ser capaz de fazer vista grossa às atrocidades cometidas em outros países. Os Estados Unidos da América são diferentes. E como presidente, me recusei a aguardar as imagens de túmulos e abate em massa antes de agir."

O presidente também citou a resposta da comunidade internacional para a "crise humanitária" na nação Norte-Africana.

"Como temos na Líbia, a nossa tarefa é, ao invés de mobilizar a comunidade internacional para a ação coletiva," disse Obama. "Porque ao contrário do que dizem alguns, a liderança Americana não é simplesmente uma questão de ir sozinho e carregar o todo o fardo sobre nós mesmos."

No sábado, os aviões franceses interromperam com sucesso os avanços de Gaddafi em território controlado pelos rebeldes. Os navios de guerra britânicos e americanos lançaram mais de 140 mísseis de longo alcance Tomahawk contra alvos militares em Misurata e Trípoli. Um edifício no complexo de Gaddafi foi atingido, embora o Pentágono negue que o ditador líbio esteja ativamente sendo alvejado.

Encorajado por ataques aéreos, os rebeldes lançaram uma contraofensiva da sua fortaleza em Benghazi, apontando de volta as forças pró Gaddafi em um impulso para o oeste em direção à capital líbia de Trípoli. Na segunda-feira, os rebeldes reunidos em torno da terra natal de Gaddafi em Sirte, uma cidade conhecida tanto por seu significado simbólico e valor estratégico. Os rebeldes terão um caminho aberto para Tripoli caso consigam tomar a cidade. Se não, um impasse entre forças rebeldes e o governo provavelmente vai ocorrer.
Obama anunciou na quarta-feira passada que os EUA vão em breve mudar de liderança operacional para o comando da OTAN, mas não ofereceu nenhuma estimativa de quando o conflito da Líbia vai terminar.

Os líderes conservadores evangélicos dos Estados Unidos foram amplamente favoráveis ​​à causa para a ação militar, mas criticaram a rapidez da resposta de Obama à crise.

"Pelo menos no final estamos fazendo a coisa certa," disse Richard Lang, presidente de ética e Liberdade Religiosa da Comissão da Convenção Batista do Sul, em seu programa semanal de rádio. "Eu só espero e oro para que não seja tarde demais, porque Gaddafi está assassinando seus concidadãos, massacrando-os - é assim que parece o mundo sem a liderança dos EUA."

Na página da Web Breakpoint, o fundador do ministério Chuck Colson disse que a mostra internacional de força deve refletir "a tradição cristã da guerra justa."

"Para ser justa, uma ação militar deve ser por justa causa e feita pelo motivo certo. Ela deve ser conduzida por uma autoridade legítima, como último recurso," escreveu Colson. "Não posso imaginar uma resposta mais justa e proporcional ao massacre de pessoas inocentes do que estabelecer uma zona de exclusão aérea. Então, eu estava confuso e decepcionado pela falta de ação da nossa nação."

Do outro lado do Atlântico, no entanto, no Reino Unido evangélicos expressam preocupações de que o conflito da Líbia possa se transformar em "outro ao Iraque."

"Reconhecemos que existem muitas atitudes diferentes em relação à guerra entre os Cristãos, mas a guerra é sempre lamentável e deve ser encarada como um último recurso," disse Steve Clifford, diretor-geral da Aliança Evangélica na Grã-Bretanha. "Pedimos que a campanha atual da ONU não vá além do seu mandato e que as vidas dos civis sejam protegidos de toda forma possível."

Mas nem todos os evangélicos têm sido apanhados nas implicações políticas do conflito armado na nação rica em petróleo. A Portas Abertas, um ministério que monitora perseguição contra os Cristãos, expressou preocupação para a minoria cristã da Líbia, cuja situação tem sido quase sempre ignorada pela mídia do mundo.

"Com tudo o que está acontecendo na Líbia, é vital que oremos para os Cristãos nesta região," disse o Presidente / Diretor Executivo, Carl Moeller, da Portas Abertas nos EUA. "é um momento perigoso para todos os cidadãos na Líbia, mas especialmente para a população da minoria cristã. Por favor, orem para que o Senhor os proteja durante este tempo traiçoeiro."


Fonte: Christian Post/ Blog Libertos do Opressor

terça-feira, 29 de março de 2011

Como investir na Bolsa de Valores




Um quarto do volume financeiro negociado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em 2006 saiu da carteira de "pessoas comuns", ou seja, gente com pouco conhecimento em finanças e o desejo de ganhar dinheiro no longo prazo. As perspectivas para o futuro próximo - com taxa de juros em queda e economia em ascensão - também são boas. Por isso, vale a pena entender como comprar e vender ações, uma operação bem mais simples do que os tumultuados e já superados pregões da Bolsa faziam supor.


1. Investir em ações é um bom negócio?

Em 2006, os papéis da Bovespa valorizaram-se 32% - o dobro da média de rendimento de um fundo de renda fixa. As perspectivas para o médio e o longo prazo também são boas, concordam os analistas. Os principais indicadores financeiros do Brasil mostram que o país tem tudo para atravessar um ciclo de crescimento sustentável, com estabilidade para a economia e oportunidades para as empresas. E uma vez que as empresas lucram mais, seus sócios - ou seja, todos os acionistas - também ganham mais. É importante ressaltar, porém, que investir neste mercado exige cautela: é preciso analisar os riscos e contar com a possibilidade de retorno do investimento no longo prazo.

2. Como faço para investir na Bolsa?

Há dois caminhos para o investidor comprar e vender ações: via corretora de valores ou bancos. As corretoras são membros das Bolsas de Valores credenciados pelo Banco Central e habilitados a negociar valores mobiliários com exclusividade no sistema eletrônico da Bovespa. Para comercializar ações, portanto, o investidor precisa ser cliente de uma dessas empresas. Elas oferecem análises de mercado que indicam o melhor momento para comprar e vender papéis para obter melhores resultados. Já os bancos administram fundos de ações, cestas que variam conforme os resultados das empresas cotadas na Bolsa. Neste caso, é o banco quem decide quando e como investir.

3. Afinal, o que são ações?

Ações são pequenos "pedaços" de uma empresa. Por isso, quem detém ações de uma companhia é dono de uma parte dela - ou melhor, é um dos seus sócios. As ações também são chamadas de "papéis", pois, segundo a definição formal, ações são "títulos nominativos" que representam frações do capital social de uma empresa.

4. Como ocorrem as operações de compra e venda?

É simples. Imagine a seguinte situação: o investidor A quer comprar ações de uma determinada empresa; já o investidor B quer vender papéis da mesma companhia. Ambos enviam ordens de compra e de venda, respectivamente, para suas corretoras. Estas, então, transmitem os pedidos para o Mega Bolsa - o sistema eletrônico de negociação da Bovespa, que compara todas as ofertas em tempo real. Caso o valor oferecido pelo investidor A seja igual ao valor pedido pelo investidor B, o negócio é fechado instantaneamente. Se os valores não forem compatíveis, o sistema compara outras ofertas até encontrar um negócio que satisfaça as duas partes. Com milhares de investidores comprando e vendendo ações todos os dias, as operações são fechadas rapidamente.

5. Existe um valor mínimo para começar?

Não. O valor a ser aplicado varia em função do preço das ações que o investidor deseja adquirir e também das taxas cobradas pela sua corretora. Em geral, porém, a compra é feita por lotes de ações, de 100, 200 ações, e assim por diante. Um exemplo: se o investidor quiser comprar um lote de 100 ações ao custo de 50 reais por ação, pagará 5 000 reais. O investidor pode recorrer ainda ao mercado fracionário, comprando ações fora do lote: nesse caso, em tese, ele poderia adquirir até mesmo 1 ação. Porém, devido a custos de corretagem, a operação seria inviável.

6. Após a compra, é preciso ficar com as ações por tempo determinado?

Não. Não há prazo mínimo nem máximo para que os papéis fiquem nas mãos de um investidor. Exemplo disso é a operação conhecida como "day trade", em que o investidor vende a ação no mesmo dia em que a comprou. De outro lado, há pessoas que mantêm os mesmos papéis durante anos e até décadas.

7. É possível negociar ações via internet?

Sim. Para isso, é preciso que o investidor seja cliente de uma corretora membro da Bovespa que disponha do sistema home broker. É por meio dele que são feitas as negociações de compra e venda de ações via internet.

8. O que é home broker?

É a ferramenta que permite a negociação de ações via internet. Ela está interligada ao sistema de negociação da Bovespa e permite que o investidor envie ordens de compra e venda de ações através do site de sua corretora. Segundo dados da própria Bovespa, dezenas de milhares de pessoas compram ou vendem ações por esse sistema todos os meses. Essas páginas oferecem ambientes amigáveis, com informações sobre andamento do pregão, gráficos e análises do mercado. Tudo para minimizar riscos e ampliar ganhos do investidor.

9. Que cuidados devem tomar os investidores iniciantes?

Em primeiro ligar, é preciso ter em mente que o mercado de ações envolve riscos. Ainda que os resultados recentes da Bolsa indiquem lucros altos, os ganhos podem variar devido a conjunturas econômicas, setoriais ou relativas às empresas propriamente. Outro ponto importante: é preciso se manter atualizado. Para isso, é necessário ler publicações com indicadores econômicos e tendências de mercado. É possível também participar de sites que simulam investimentos, como o http://folhainvest.folha.com.br/ Outra dica para quem está começando é participar de clubes de investimento, associações de investidores com interesses afinados. Nesses grupos, é possível reunir recursos para os investimentos, fazendo com que cada participante desembolse quantias baixas - o que minimiza perdas expressivas.

10. O que é preciso levar em conta no momento do investimento?

Deve-se levar em conta três pontos: liquidez da ação escolhida, ou seja, a facilidade de vender os papéis no momento do resgate do investimento; retorno, que são as possibilidades de ganho; risco, as possíveis perdas. A combinação desses três elementos determina a ação a ser comprada ou vendida.

11. Quais são as melhores aplicações?

No início de 2007, VEJA ouviu quatro analistas que mais acertaram em suas dicas de investimento nos dois anos anteriores. Todos atuam em grandes bancos ou corretoras. Eles revelaram suas apostas para 2007. Valder Nogueira recomendou papéis da Netserviços porque a empresa vem aliando crescimento e rentabilidade de maneira "exemplar". Ricardo Araújo Silva escolheu ações da Profarma, que abrira capital recentemente e apresentava uma curva estável de crescimento. Já Roger Downey optou pela Vale do Rio Doce, pela grande demanda do mercado chinês pelo minério de ferro. Ana Cristina Ibri apostou em papéis da Gerdau, cuja receita estava vinculada, em boa parte, ao mercado de construção civil, que tende a ter bons resultados.


Fonte: Veja.com

Militante ateu faz tratamento contra câncer indicado por cientista crente



O ateu Christopher Hitchens (foto) – que se notabilizou pelo livro ‘Deus Não é Grande’ e por contundentes críticas à Igreja Católica – está se submetendo a um tratamento científico-experimental recomendado pelo geneticista e militante religioso Francis Collins.

“Sou um experimento”, disse Hitchens, 61, ao deixar claro que o tratamento exclui qualquer possibilidade que poderia ser descrita como cura milagrosa.

No ano passado, após ter saber que estava com câncer no esôfago, Hitchens deu uma entrevista no qual fez a indagação: “Por não eu?”

Hitchens e Collins se encontraram como adversários em debate sobre a existência de Deus e se tornaram amigos.

O cientista foi diretor do National Human Genome Research Project e atualmente é responsável pelo America's National Institutes of Health.

Ele decifrou toda a composição genética de Hitchens, que é uma das poucas pessoas que têm esse tipo de mapeamento. O objetivo do tratamento é atacar diretamente o DNA danificado.

O tratamento está no começo, e Hitchens tem esperança de que dê certo. “Se isso ocorrer, não será uma boa notícia apenas para mim, mas para as pessoas em geral.”

Ainda assim, pelo histórico de pacientes que tiveram o mesmo tipo de câncer, ele afirmou que é provável que daqui a um ano esteja morto.

Disse que Collins provavelmente esteja rezando por ele, com o que não se importa. Sobre isso, eles nunca conversaram.

Hitchens garantiu que o seu ateísmo continua inabalável. E advertiu que, se um dia disser que se converteu, será por causa dos efeitos colaterais dos remédios ou, por causa disso, adquiriu demência.


Fonte: Paulopes Weblog

Família que saiu para encontro com Jesus foi localizada em Ourinhos (SP)



Religiosos percorreram cerca de 400 km, partindo de Diadema


A família que saiu para encontro com Jesus foi localizada em Ourinhos (SP), a cerca de 400 km da cidade onde moram, Diadema, na Grande São Paulo. O casal Pedro José Dias, 49, e Antônia Aparecida Gomes, 49, e os filhos Henrique, 22, e Thais, 18, foram reconhecidos por funcionários de um albergue. Eles passaram o fim de semana ali.

Não há informação sobre os três pregadores que teriam no dia 14 saído a pé com eles para serem arrebatados por Jesus. O pregador Roberto Carlos da Silva, com base em um calendário hebraico, calculou que Jesus voltaria à Terra por volta das 14h daquele dia.

Por orientação de Silva, após um jantar no dia anterior chamado de “última ceia”, a família rasgou dinheiro e picotou documentos, "coisas deste mundo". Um pregador teria dito que o CPF é o número da besta.

O grupo saiu em direção à Rodovia Fernão Dias na expectativa de que fosse avisado por um anjo sobre a chegada de Jesus.



Patrícia Gomes Carvalho (foto), filha de Antônia e enteada de Pedro, ao manifestar alívio com a localização da família, lamentou os transtornos causados por “falsos profetas”. Ela agradeceu o apoio das pessoas que distribuíram em Diadema cartazes de “procura-se” e de comunidades criadas no Orkut.

A assistência social Márcia Moraes disse que a família está bem. De acordo com ela, Pedro afirmou que eles estavam cumprindo os desígnios da Bíblia.

Com informação da TV Record.


Fonte: Paulopes Weblog

segunda-feira, 28 de março de 2011

Família rasga dinheiro, sai para encontro com Jesus e desaparece



Pedro e Antônia e os filhos Henrique e Thais



No dia 13, domingo, doze pessoas (número dos apóstolos) se reuniram na casa de Pedro, em Diadema, na Grande São Paulo, para “última ceia”, conforme afirmaram. Eles leram a Bíblia, escreveram recados para parentes, rasgaram dinheiro e documentos e quebraram instrumentos do demônio, como computador e televisor, preparando-se para o dia seguinte. O dia em que, por volta das 14h, provavelmente em algum lugar da rodovia Fernão Dias, Jesus ia voltar e os levaria para o Pai. Era o dia do arrebatamento, previsto na Bíblia.

Desde então o vendedor Pedro, sua mulher Antônia, seu irmão José Carlos e os filhos Henrique, 22, e Thais, 18, estão desaparecidos. Eles saíram só com a roupa do corpo com a convicção de que um anjo os abordaria anunciado a chegada de Jesus.

Valcilene Dias, mulher de José Carlos, e os filhos do casal (a adolescente Carla e os meninos Rubens e Moisés) também saíram para o encontro com Jesus, mas voltaram quando sentiram sede e fome. “Eles estavam levando aquilo muito a sério”, disse Valcilene, que está desesperada com o desaparecimento do marido.

Antônia deixou um emprego em uma empresa onde estava havia 14 anos. Seu filho Henrique terminou a faculdade no ano passado, tinha emprego e era noivo. Thais também abandonou o emprego.

Foi Patrícia Gomes Carvalho, filha adotiva de Pedro e Antônia, a primeira a notar o desaparecimento do casal e filhos. Ela mora com marido e dois filhos pequenos em uma casa vizinha à da família de religiosos.

Patrícia e outros vizinhos contaram que Pedro tinha mudado abruptamente de comportamento, influenciando toda a família. “Eles só falavam sobre o fim dos tempos e da volta de Jesus”, disse Patrícia.

Os vizinhos apontaram três pregadores que se revezavam na Praça da Sé, em São Paulo, como os responsáveis pelo fanatismo religioso da família. O líder deles é Roberto Carlos da Silva, que teria calculado o dia da volta de Jesus com base em um calendário hebraico. Dono de uma pequena gráfica, ele deixou mulher, três filhos e dívidas.

A polícia está investigando o caso.

Com informações da TV Record


Fonte: Paulopes Weblog

10 Questões que todo Cristão deveria responder





Fonte: Blog Com Texto Livre/ Youtube

domingo, 27 de março de 2011

Relato da tortura de Frei Tito por ele mesmo




Este é o depoimento de um preso político, frei Tito de Alencar Lima, 24 anos. Dominicano. (redigido por ele mesmo na prisão). Este depoimento escrito em fevereiro de 1970 saiu clandestinamente da prisão e foi publicado, entre outros, pelas revistas Look e Europeo.


Fui levado do presídio Tiradentes para a "Operação Bandeirantes", OB (Polícia do Exército), no dia 17 de fevereiro de 1970, 3ª feira, às 14 horas. O capitão Maurício veio buscar-me em companhia de dois policiais e disse: "Você agora vai conhecer a sucursal do inferno". Algemaram minhas mãos, jogaram me no porta-malas da perua. No caminho as torturas tiveram início: cutiladas na cabeça e no pescoço, apontavam-me seus revólveres.

Preso desde novembro de 1969, eu já havia sido torturado no DOPS. Em dezembro, tive minha prisão preventiva decretada pela 2ª auditoria de guerra da 2ª região militar. Fiquei sob responsabilidade do juiz auditor dr Nelson Guimarães. Soube posteriormente que este juiz autorizara minha ida para a OB sob “garantias de integridade física”.

Ao chegar à OB fui conduzido à sala de interrogatórios. A equipe do capitão Maurício passou a acarear-me com duas pessoas. O assunto era o Congresso da UNE em Ibiúna, em outubro de 1968. Queriam que eu esclarecesse fatos ocorridos naquela época. Apesar de declarar nada saber, insistiam para que eu “confessasse”. Pouco depois levaram me para o “pau-de-arara”. Dependurado nu, com mãos e pés amarrados, recebi choques elétricos, de pilha seca, nos tendões dos pés e na cabeça. Eram seis os torturadores, comandados pelo capitão Maurício. Davam-me "telefones" (tapas nos ouvidos) e berravam impropérios. Isto durou cerca de uma hora. Descansei quinze minutos ao ser retirado do "pau-de-arara". O interrogatório reiniciou. As mesmas perguntas, sob cutiladas e ameaças. Quanto mais eu negava mais fortes as pancadas. A tortura, alternada de perguntas, prosseguiu até às 20 horas. Ao sair da sala, tinha o corpo marcado de hematomas, o rosto inchado, a cabeça pesada e dolorida. Um soldado, carregou-me até a cela 3, onde fiquei sozinho. Era uma cela de 3 x 2,5 m, cheia de pulgas e baratas. Terrível mau cheiro, sem colchão e cobertor. Dormi de barriga vazia sobre o cimento frio e sujo.

Na quarta-feira fui acordado às 8 h. Subi para a sala de interrogatórios onde a equipe do capitão Homero esperava-me. Repetiram as mesmas perguntas do dia anterior. A cada resposta negativa, eu recebia cutiladas na cabeça, nos braços e no peito. Nesse ritmo prosseguiram até o início da noite, quando serviram a primeira refeição naquelas 48 horas: arroz, feijão e um pedaço de carne. Um preso, na cela ao lado da minha, ofereceu-me copo, água e cobertor. Fui dormir com a advertência do capitão Homero de que no dia seguinte enfrentaria a “equipe da pesada”.

Na quinta-feira três policiais acordaram-me à mesma hora do dia anterior. De estômago vazio, fui para a sala de interrogatórios. Um capitão cercado por sua equipe, voltou às mesmas perguntas. "Vai ter que falar senão só sai morto daqui", gritou. Logo depois vi que isto não era apenas uma ameaça, era quase uma certeza. Sentaram-me na "cadeira do dragão" (com chapas metálicas e fios), descarregaram choques nas mãos, nos pés, nos ouvidos e na cabeça. Dois fios foram amarrados em minhas mãos e um na orelha esquerda. A cada descarga, eu estremecia todo, como se o organismo fosse se decompor. Da sessão de choques passaram-me ao "pau-de-arara". Mais choques, pauladas no peito e nas pernas a cada vez que elas se curvavam para aliviar a dor. Uma hora depois, com o corpo todo ferido e sangrando, desmaiei. Fui desamarrado e reanimado. Conduziram-me a outra sala dizendo que passariam a carga elétrica para 230 volts a fim de que eu falasse "antes de morrer". Não chegaram a fazê-lo. Voltaram às perguntas, batiam em minhas mãos com palmatória. As mãos ficaram roxas e inchadas, a ponto de não ser possível fechá-las. Novas pauladas. Era impossível saber qual parte do corpo doía mais; tudo parecia massacrado. Mesmo que quisesse, não poderia responder às perguntas: o raciocínio não se ordenava mais, restava apenas o desejo de perder novamente os sentidos. Isto durou até às 10 h quando chegou o capitão Albernaz.

"Nosso assunto agora é especial", disse o capitão Albernaz, ligou os fios em meus membros. "Quando venho para a OB - disse - deixo o coração em casa. Tenho verdadeiro pavor a padre e para matar terrorista nada me impede... Guerra é guerra, ou se mata ou se morre. Você deve conhecer fulano e sicrano (citou os nomes de dois presos políticos que foram barbaramente torturados por ele), darei a você o mesmo tratamento que dei a eles: choques o dia todo. Todo "não" que você disser, maior a descarga elétrica que vai receber". Eram três militares na sala. Um deles gritou: "Quero nomes e aparelhos (endereços de pessoas)". Quando respondi: "não sei" recebi uma descarga elétrica tão forte, diretamente ligada à tomada, que houve um descontrole em minhas funções fisiológicas. O capitão Albernaz queria que eu dissesse onde estava o Frei Ratton. Como não soubesse, levei choques durante quarenta minutos.

Queria os nomes de outros padres de São Paulo, Rio e Belo Horizonte "metidos na subversão". Partiu para a ofensa moral: "Quais os padres que têm amantes? Por que a Igreja não expulsou vocês? Quem são os outros padres terroristas?". Declarou que o interrogatório dos dominicanos feito pele DEOPS tinha sido "a toque de caixa" e que todos os religiosos presos iriam à OB prestar novos depoimentos. Receberiam também o mesmo "tratamento". Disse que a "Igreja é corrupta, pratica agiotagem, o Vaticano é dono das maiores empresas do mundo". Diante de minhas negativas, aplicavam-me choques, davam-me socos, pontapés e pauladas nas costas. À certa altura, o capitão Albernaz mandou que eu abrisse a boca "para receber a hóstia sagrada". Introduziu um fio elétrico. Fiquei com a boca toda inchada, sem poder falar direito. Gritaram difamações contra a Igreja, berraram que os padres são homossexuais porque não se casam. Às 14 horas encerraram a sessão. Carregado, voltei à cela onde fiquei estirado no chão.

Às 18 horas serviram jantar, mas não consegui comer. Minha boca era uma ferida só. Pouco depois levaram-me para uma "explicação". Encontrei a mesma equipe do capitão Albernaz. Voltaram às mesmas perguntas. Repetiram as difamações. Disse que, em vista de minha resistência à tortura, concluíram que eu era um guerrilheiro e devia estar escondendo minha participação em assaltos a bancos. O "interrogatório" reiniciou para que eu confessasse os assaltos: choques, pontapés nos órgãos genitais e no estomago palmatórias, pontas de cigarro no meu corpo. Durante cinco horas apanhei como um cachorro. No fim, fizeram-me passar pelo "corredor polonês". Avisaram que aquilo era a estréia do que iria ocorrer com os outros dominicanos. Quiseram me deixar dependurado toda a noite no "pau-de-arara". Mas o capitão Albernaz objetou: "não é preciso, vamos ficar com ele aqui mais dias. Se não falar, será quebrado por dentro, pois sabemos fazer as coisas sem deixar marcas visíveis". "Se sobreviver, jamais esquecerá o preço de sua valentia".

Na cela eu não conseguia dormir. A dor crescia a cada momento. Sentia a cabeça dez vezes maior do que o corpo. Angustiava-me a possibilidade de os outros padres sofrerem o mesmo. Era preciso pôr um fim àquilo. Sentia que não iria aguentar mais o sofrimento prolongado. Só havia uma solução: matar-me.

Na cela cheia de lixo, encontrei uma lata vazia. Comecei a amolar sua ponta no cimento. O preso ao lado pressentiu minha decisão e pediu que eu me acalmasse. Havia sofrido mais do que eu (teve os testículos esmagados) e não chegara ao desespero. Mas no meu caso, tratava-se de impedir que outros viessem a ser torturados e de denunciar à opinião pública e à Igreja o que se passa nos cárceres brasileiros. Só com o sacrifício de minha vida isto seria possível, pensei. Como havia um Novo Testamento na cela, li a Paixão segundo São Mateus. O Pai havia exigido o sacrifício do Filho como prova de amor aos homens. Desmaiei envolto em dor e febre.

Na sexta-feira fui acordado por um policial. Havia ao meu lado um novo preso: um rapaz português que chorava pelas torturas sofridas durante a madrugada. O policial advertiu-me: "o senhor tem hoje e amanhã para decidir falar. Senão a turma da pesada repete o mesmo pau. Já perderam a paciência e estão dispostos a matá-lo aos pouquinhos". Voltei aos meus pensamentos da noite anterior. Nos pulsos, eu havia marcado o lugar dos cortes. Continuei amolando a lata. Ao meio-dia tiraram-me para fazer a barba. Disseram que eu iria para a penitenciária. Raspei mal a barba, voltei à cela. Passou um soldado. Pedi que me emprestasse a "gillete" para terminar a barba. O português dormia. Tomei a gillete. Enfiei-a com força na dobra interna do cotovelo, no braço esquerdo. O corte fundo atingiu a artéria. O jato de sangue manchou o chão da cela. Aproximei-me da privada, apertei o braço para que o sangue jorrasse mais depressa. Mais tarde recobrei os sentidos num leito do pronto-socorro do Hospital das Clínicas. No mesmo dia transferiram-me para um leito do Hospital Militar. O Exército temia a repercussão, não avisaram a ninguém do que ocorrera comigo. No corredor do Hospital Militar, o capitão Maurício dizia desesperado aos médicos: "Doutor, ele não pode morrer de jeito nenhum. Temos que fazer tudo, senão estamos perdidos". No meu quarto a OB deixou seis soldados de guarda.

No sábado teve início a tortura psicológica. Diziam: "A situação agora vai piorar para você, que é um padre suicida e terrorista. A Igreja vai expulsá-lo". Não deixavam que eu repousasse. Falavam o tempo todo, jogavam, contavam-me estranhas histórias. Percebi logo que, a fim de fugirem à responsabilidade de meu ato e o justificarem, queriam que eu enlouquecesse.

Na segunda noite recebi a visita do juiz auditor acompanhado de um padre do Convento e um bispo auxiliar de São Paulo. Haviam sido avisados pelos presos políticos do presídio Tiradentes. Um médico do hospital examinou-me à frente deles mostrando os hematomas e cicatrizes, os pontos recebidos no hospital das Clínicas e as marcas de tortura. O juiz declarou que aquilo era "uma estupidez" e que iria apurar responsabilidades. Pedi a ele garantias de vida e que eu não voltaria à OB, o que prometeu.

De fato fui bem tratado pelos militares do Hospital Militar, exceto os da OB que montavam guarda em meu quarto. As irmãs vicentinas deram-me toda a assistência necessária Mas não se cumpriu a promessa do juiz. Na sexta-feira, dia 27, fui levado de manhã para a OB. Fiquei numa cela até o fim da tarde sem comer. Sentia-me tonto e fraco, pois havia perdido muito sangue e os ferimentos começavam a cicatrizar-se. À noite entregaram-me de volta ao Presídio Tiradentes.

É preciso dizer que o que ocorreu comigo não é exceção, é regra. Raros os presos políticos brasileiros que não sofreram torturas. Muitos, como Schael Schneiber e Virgílio Gomes da Silva, morreram na sala de torturas. Outros ficaram surdos, estéreis ou com outros defeitos físicos. A esperança desses presos coloca-se na Igreja, única instituição brasileira fora do controle estatal-militar. Sua missão é: defender e promover a dignidade humana. Onde houver um homem sofrendo, é o Mestre que sofre. É hora de nossos bispos dizerem um BASTA às torturas e injustiças promovidas pelo regime, antes que seja tarde.

A Igreja não pode omitir-se. As provas das torturas trazemos no corpo. Se a Igreja não se manifestar contra essa situação, quem o fará? Ou seria necessário que eu morresse para que alguma atitude fosse tomada? Num momento como este o silêncio é omissão. Se falar é um risco, é muito mais um testemunho. A Igreja existe como sinal e sacramento da justiça de Deus no mundo

"Não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio. Fomos maltratados desmedidamente, além das nossas forças, a ponto de termos perdido a esperança de sairmos com vida. Sentíamos dentro de nós mesmos a sentença de morte: deu-se isso para que saibamos pôr a nossa confiança, não em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos" (2Cor, 8-9).

Faço esta denúncia e este apelo a fim de que se evite amanhã a triste notícia de mais um morto pelas torturas.

Frei Tito de Alencar Lima, OP
Fevereiro de 1970



Fonte: Frei Tito Memorial Online

sábado, 26 de março de 2011

Blog Opinião e Cia é selecionado pela VejaBlog como um dos melhores do país





Adriano Couto

Sinto-me honrado com esta escolha, em coluna anterior destacava o papel dos blogueiros butiaenses na Região Carbonífera, sendo que este blog já era um dos mais lidos na região, hoje recebo a notificação da VejaBlog parabenizando-me, pois meu blog foi selecionando como sendo um dos melhores do país! Se conquistei este mérito foi graças a você leitor que sempre participa, com suas comentários, sugestões, críticas, que é seguidor deste blog, visitante e também aqueles que comentam os links via facebook. partilho este conquista com vocês, pois ninguém faz nada sozinho. Muito obrigado a todos.
Transcrevo abaixo a notificação recebida via e-mail:



Vej@Blog
Seleção dos melhores Blogs/Sites do Brasil!
http://www.vejablog.com.br
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Parabéns pelo excelente Site!
[ Opinião e Cia ]

Você está fazendo parte da melhor e maior
seleção de Blogs/Sites do País!!! - Só Sites e Blogs premiados -
Selecionado pela nossa equipe, você está agora
entre os melhores e mais prestigiados Blogs/Sites do Brasil!
- Parabenizamos pelo ótimo trabalho! -


Um forte abraço,
Dário Dutra

http://www.vejablog.com.br

Agnóstico



Essa é uma bela palavra. "Gnóstico" significa alguém que conhece, pois gnosis significa "conhecimento". "Agnóstico" significa alguém que não conhece. Agnóstico é aquele que sabe uma única coisa: que ele nada sabe.

Ser um agnóstico — esse é o princípio de uma verdadeira religião.

Não tenha crenças, mas não perca a crença. Não seja um hindu, não seja um jainista, não seja um cristão. Do contrário, você irá continuar tateando na escuridão para sempre.

A menos que deixe de lado todas as ideologias, todas as filosofias, todas as religiões, todos os sistemas de pensamento e penetre no vazio, sem nada em suas mãos, sem ideias prévias...

Como você pode ter uma ideia de Deus? Você não o conheceu. Apenas vá em frente, com um grande desejo de conhecer, mas sem ideias preconcebidas do conhecimento.

Vá com um desejo intenso de conhecer, com um sentimento de profundo amor para conhecer o que está lá, mas não leve junto ideias que lhe foram passadas por outras pessoas.

Deixe-as de fora. Essa é a maior barreira para os que buscam trilhar o caminho da verdade.


Osho, em "Osho de A a Z — Um Dicionário Espiritual do Aqui e Agora"



Fonte: Blog Com Texto Livre

O Ateísmo como militância social




Dentro do respeito às crenças individuais dos homens e das mulheres de bem, a militância ateísta é dever social inarredável para todos os que se mobilizam pela redenção da humanidade da alienação social, material e espiritual que a submerge crescentemente neste início de milênio, ameaçando a sua própria existência. Por mais subjetiva, introspectiva e sublimada que se apresente, a crença religiosa jamais nasce, se realiza e se esgota no indivíduo. Ela é fenômeno parido no mundo social, que influencia essencialmente a ação individual e coletiva.

Em forma mais ou menos radical, mais ou menos plena, mais ou menos consciente, a crença religiosa dissocia-se da objetividade material e social. Ela desqualifica o doloroso esforço histórico que permitiu ao ser humano superar sua origem animal e, percebendo a si e à natureza, começar a conhecer as leis imanentes ao mundo, na difícil, necessária e inconclusa luta pela harmonização da existência social.
A crença religiosa nega as crescentes conquistas da racionalidade, da objetividade, da materialidade, da historicidade, encobrindo-as com as espessas sombras da irracionalidade, da subjetividade, do espiritualismo. Desequilibra a difícil luta do ser humano para erguer-se sobre as pernas e moldar o mundo com as mãos, forçando-o a ajoelhar-se novamente, apequenado, temeroso, embasbacado diante do "desconhecido", sob o peso de alienação socialmente alimentada.

A crença religiosa droga o ser social com suas ilusões infantis de redenção conquistada através da obediência incondicional a estranho super-pai, que em muitas das mais importantes tradições espiritualistas, apesar de onisciente, onipotente e onipresente, e, assim, capaz de tudo dar aos filhos, lançou-os – no singular e no plural – em desnecessárias desassistência, miséria e tristeza.

É porque é!

A essência anti-científica da religião, que não argumenta, pois se nutre da crença incondicional no arbitrário, materializa-se na oposição visceral, mais ou menos realizada, ao maior tesouro humano, a capacidade de diálogo e de compreensão tendencial do universo. Que o digam Galileu e Giordano Bruno! Daí sua histórica intolerância, desconfiança e ojeriza para com o pensamento científico. E, verdadeiro tiro no pé, seu constante e paradoxal esforço para afirmar que a ciência seja uma crença a mais.

O pensamento religioso nega e aborta o ativismo e o otimismo racionalistas e materialistas, nascidos da possibilidade de compreensão, domínio e transformação do mundo social e material. Impõe visão pessimista, quietista, introspectiva e infantil do universo, essencialmente petrificado e eternizado pela materialização de transcendência, à qual o homem deve apenas submeter-se e render-se, para merecer a liberação.

Para tais visões, o ativismo e otimismo social são incongruências, ao não haver imperfeição social superável, já que esta última nasce da própria natureza humana, habitada pelo mal e pelo pecado, devido ao desrespeito a interdições primordiais do pai eterno – olha aí ele de novo –, origem do pecado. Pecado que exige incessante expiação e penitência, lançando o ser religioso em triste e mórbido mundo de culpa, de submissão, de punição.

Ativismo e otimismo sociais impensáveis para uma forma de compreender a sociedade em que não há história. Ou o que compreendemos como história se mostra ininteligível, pois regida essencialmente por determinações transcendentais paridas e concluídas à margem das práticas humanas. Realidade à qual, segundo tal visão, podemos ascender, muito limitadamente, apenas através da revelação.





Quando deus mata o homem

Na sua petrificação a-social e a-histórica, a religião cria um mundo chato, triste, deprimente, infantil, mórbido. Um universo que valoriza a paciência, a submissão, o imobilismo, o quietismo, a humildade, a transcendência, a espiritualidade etc., valores e comportamentos historicamente explorados pelos opressores, no esforço de manter o mundo imóvel, através de alienação e submissão dos oprimidos, nesta vida, é claro, pois na outra se sentarão à direita de deus-pai.

O ateísmo militante é necessário ao retrocesso da alienação, enormemente crescente em tempos de vitória da contra-revolução neoliberal. Ele impõe-se na luta por um mundo mais rico, mais pleno, mais livre, mais fraterno, em que o homem seja o amigo, não o lobo do homem. É imprescindível ao esforço de superação da miséria, da tristeza e da dor, materiais e espirituais, nos limites férreos da natureza humana historicamente determinada.

O ateísmo militante é democrático, pois tem como essencial meio de pregação a conscientização, individual e coletiva, da necessidade de assentar as práticas sociais nos valores da humanidade, da racionalidade, da liberdade, da solidariedade, da igualdade. Pregação racionalista e materialista que compreende que a superação da alienação espiritual será materializada plenamente apenas através da superação da alienação social e material.

O que exige intransigente luta política, cultural e ideológica pela defesa dos maltratados valores do laicismo, única base possível para convivência social mínima por sobre crenças religiosas, étnicas, ideológicas etc. singulares. Laicismo agredido pela despudorada exploração mercantil, política e social, direta ou indireta, por parte das religiões novas e antigas, da crescente fragilidade popular contemporânea. O monopólio público da educação e da grande mídia televisiva e radiofônica, sob controle democrático, e a ilegalização do escorcho religioso popular direto são pontos programáticos dessa mobilização.

O Céu e o Inferno

O ateísmo militante é pregação de adultos, conscientes do limite e dos perigos de empreitada subversiva, dessacralizante e mobilizadora, pois voltada para a necessidade do homem de retomar as rédeas de sua vida material e espiritual, no aqui e no agora. É jornada sem esperanças de premiações e de graças na outra vida, e sobretudo nessa, ao contrário do habitual nas religiões oferecidas como vias expressas para o sucesso individual, no rentável balcão da exploração da alienação.
O racionalismo militante é caminho difícil que premia os que nele perseveram com a experiência, mesmo fugidia, com o que há de melhor nos seres humanos, a racionalidade, a solidariedade, a fraternidade. Sentimentos e práticas vividos em forma direta, sem tabelas, pois a única ponte que liga os homens são as lançadas pelos próprios homens, entre homens construídos pela história à imagem e semelhança dos homens.

A vida racional é aventura recompensada, sobretudo, pelo inebriante desvelamento do encoberto pela ignorância e irracionalidade e pelo equilíbrio obtido na procura da harmonia social, por mais difícil e limitada que seja. Trata-se de caminho que permite, sem sonhar nem crer, seguir decifrando, alegre e desvairadamente, esse mundo crescentemente encantado e terrível. Viagem por esta vida terrena, valiosa, breve e única, sempre apoiada na lembrança de que, diante das penas e tristezas, não se há de rir ou chorar, mas sobretudo entender, para poder transformar.
Uma experiência de vida que, mesmo bordejando não raro o inferno, ou sendo elevada fugidamente aos reinos dos céus, sabe-se que tudo se passa e se conclui nesse mundo, concreto, terrivelmente triste e belo, sobre o qual somos plena, total, sem desculpas e irremediavelmente responsáveis.

Mário Maestri é rio-grandense, historiador, ateu, marxista, comunista sem partido.

E-mail: maestri@via-rs.net

By: Correio da Cidadania


Fonte: Blog Com Texto Livre

Pastor dos EUA é demitido por duvidar da existência do inferno




O pastor americano Chad Holtz foi demitido do cargo, em uma igreja em Henderson, na Carolina do Norte, nos EUA, depois de postar em sua página no Facebook um comentário a favor de um livro que levanta questões sobre algumas crenças do que acontece depois da morte. Dois dias depois do comentário, Holtz foi demitido.

No livro recém-lançado “Love Wins” (“Amor Vence”, em português), o autor Rob Bell, também pastor, questiona se o inferno seria mesmo um lugar de tormento como muitas religiões afirmam.

“Acho que a justiça virá, e o julgamento final vai acontecer. Mas não acho que isso signifique vida eterna ou um tormento”, disse Holtz ao site "MSNBC". “Mas não entendo porque pessoas da minha igreja não estão prontas para deixar isso [essa interpretação] para traz. É algo com o que eu ainda estou lutando”, completou o pastor.

No livro, Bell, que é fundador da Mars Hill Bible Church, em Grandville (Michigan), hoje com mais de 10.000 seguidores, critica a crença de que um número seleto de cristãos vai passar a eternidade na felicidade do céu, enquanto todos os outros serão atormentados eternamente no inferno.

"Isso é um equívoco, é tóxico e subverte a disseminação contagiosa da mensagem de amor, perdão, paz e alegria de Jesus que o nosso mundo precisa, desesperadamente, ouvir", escreve ele no livro.

Bell afirma que o inferno assumiu uma alto grau de importância na doutrina cristã. Em sua visão, o inferno se tornou uma questão de livre arbítrio e já existe na vida real. Ele cita como exemplos as guerras e as relações de abuso.

"Eu pensei, ‘está OK’", disse o presidente da igreja Batista do sul, Albert Mohler, depois de participar de em um fórum na semana passada sobre o livro de Bell. "Em um certo sentido, todos nós queremos desesperadamente dizer isso. A questão é com base em quê podemos dizer isso?", questiona Mohler.


Fonte: UOL
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sexta-feira, 25 de março de 2011

GEÓGRAFO...




Geógrafo não vê, mapeia;

Geógrafo não come, ingere alimentos de origem vegetal ou animal;

Geógrafo não respira, troca O² e CO² com a troposfera;

Geógrafo não resume, analisa a totalidade de maneira interdisciplinar;

Geógrafo não ensina, forma cidadãos críticos;

Geógrafo não exclui, distingue diferentes elementos da paisagem;

Geógrafo não elogia, descreve fenômenos positivos;

Geógrafo não trabalha em outra cidade, desloca-se pendularmente;

Geógrafo não casa, faz simbiose múltipla;

Geógrafo não faz turismo, faz viagem de campo;

Geógrafo não pensa, analisa as dinâmicas sócio espaciais;

Geógrafo não cultiva plantas, pratica agricultura extensiva;

Geógrafo não vai a praia, visita plataforma continental que dá acesso a talude;

GEÓGRAFO não é turista, faz viagem de campo ou viaja com propósitos recreativos.

Geógrafo não admite algo sem resposta, analisa as vertentes;

Geógrafo não toma chuva, molha-se com precipitações atmosféricas;

GEÓGRAFO não vai a praia, visita um depósito sedimentar.

Geógrafo não sente calor, transfere energias térmicas;

Geógrafo não é pobre, tem carência de recursos econômicos;

GEÓGRAFO não anda - se desloca no espaço;

GEÓGRAFO não se perde - sabe se localizar cartograficamente;

GEÓGRAFO não toma banho em piscina - toma banho em bacia hidrográfica;

GEÓGRAFO não usa relógio de pulso - usa bússola de limbo móvel;

GEÓGRAFO não usa telefone celular - usa GPS;

GEÓGRAFO não usa câmera fotográfica - usa agrimensor e prisma;

GEÓGRAFO não curte os hits em seu IPOD - aprecia os bips do sismograma;

GEÓGRAFO não usa mesa de vidro - utiliza bancada de rocha ígnea intrusiva (granito);

GEÓGRAFO não acompanha previsão do tempo - faz sensoriamento remoto;

GEÓGRAFO não é surpreendido pela chuva - sofre ação do intemperismo;

GEÓGRAFO não sobe e desce ladeira - muda de nível topográfico;

GEÓGRAFO não vive andando em beira de barranco - analisa taludes;

GEÓGRAFO não escavaca pedras - busca rochas metamórficas;

GEÓGRAFO não faz contas ao esmo - faz estatística;

GEÓGRAFO não pega ônibus lotado - sofre consequências da alta densidade demográfica urbana;

GEÓGRAFO não faz pedido a estrela cadente - faz observação da desestruturação do meteorito na atmosfera terrestre;

GEÓGRAFO não fica perguntando sobre a vida dos amigos - pra isso realiza o CENSO

GEÓGRAFO não come terra, tem GEOFAGIA.

Geógrafo não vai ao centro da cidade, ela visita o centro capitalista urbano.

Geógrafo não vai a Índia, visita a região indo-malaia;

Geógrafo não é forte, é uma rocha magmática intrusiva;

quarta-feira, 23 de março de 2011

Jovem butiaense é vítima de preconceito em escola por se declarar atéia

Adriano Couto




Mais uma vez torno a este assunto, você que está lendo pode estar pensando, lá vem ele de novo com essa história, mas fico me perguntando, até quando vou ter que continuar denunciando situações como esta? Nesta ocasião a minha amiga (a mesma do outro texto) na aula de Ensino Religioso da sua escola, foi perguntada pela sua professora se acreditava em Deus, qual religião que professava. Então a jovem deu sua resposta com argumentos contundentes, gerando desta forma a indignação da regente da classe que a interpelou dizendo que a mesma era obrigada a acreditar em Deus, que era inconcebível alguém não acreditar em Deus e outros absurdos... Antes de explanar minha indignação, afirmo que é louvável uma pessoa desenvolver sua espiritualidade, a transcendência, também não gosto de gerar conflitos, debato idéias e não pessoas. Porém paciência tem limite e a minha já foi pro espaço faz muito tempo! Enquanto tiver pessoas mesquinhas e preconceituosas nesta cidade, vou erguer minha voz em protesto!

Ninguém pode ser obrigado a crer ou a não crer e nem ser constrangido por não querer rezar a cartilha do professor. Nosso estado é laico, e por falar em estado, não sou acadêmico de Direito, mas conheço algumas leis e procuro citar, neste caso encontrei duas que são as seguintes:

INCITAÇÃO À DISCRIMINAÇÃO E PRECONCEITO POR RELIGIÃO:
LEI 7.716/1989 – Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, RELIGIÃO ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa;

INJÚRIA
CÓDIGO PENAL – Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
(…)
§ 3º – Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.
Pena – reclusão de um a três anos e multa.

Ou seja, ninguém pode ser obrigado a torcer pelo time A ou B, militar politicamente no partido C ou D, então quando se fala em religião, nem se fala, pior ainda, porque para muitas pessoas é aquilo que ela cultiva de mais especial em seu interior, é algo que envolve expectativas futuras, o além túmulo, todas as incertezas e inseguranças do ser humano, por isso é um assunto tão delicado e que não se deve obrigar a ninguém a tomar um posicionamento, cada um sabe o que é melhor para si.

Um questionamento que há muito tempo me incomoda, porque muitas dessas pessoas que se dizem acreditar em Deus vivem como se o mesmo não existisse??? O testemunho deveria falar mais alto, tem que viver aquilo que professa, seja lá o credo que for! Vamos deixar de ser hipócritas, sejamos coerentes com si próprios! Um exemplo típico vai numa penitenciária e pergunta aos que cometeram os crimes mais hediondos qual deles acredita em Deus e qual é ateu? Tu vai te surpreender com as respostas!

Os cristãos, em especial evangélicos sempre reclamam que são perseguidos, que a sociedade não os entende e etc, porém são os maiores perseguidores! Usam de preconceito, intolerância, fanatismo, racismo, xenofobia, homofobia e entre outros, se você não está inserido nas suas fileiras, tu és fuzilado com rotulações toscas, grosseiras, sendo amaldiçoado, espragejado, perseguido e vítima de fofocas é claro, que podem arruinar tua vida social conforme tenho presenciado alguns exemplos e se tu és ateu ou agnóstico nem se fala, as agressões se intensificam.

Falando em fofoca, muitos deles são peritos nesta “arte”, acho que rasgaram de suas bíblias o trecho da Carta do Apóstolo Tiago, capítulo 3, versículos 5-6.8 que diz o seguinte: “É isto o que acontece com a língua: mesmo pequena, ela se gaba de grandes coisas. Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama!A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa o seu lugar no nosso corpo e espalha o mal em todo o nosso ser. Com o fogo que vem do próprio inferno, ela põe toda a nossa vida em chamas.Mas ninguém ainda foi capaz de dominar a língua. Ela é má, cheia de veneno mortal, e ninguém a pode controlar”. Quem estiver pensando em vir pregar para mim, achando que estou supostamente endemoniado, nem tentem porque vão passar vergonha, pois modéstia a parte, estudei Teologia um bom tempo, tenho conhecimento em exegese, hermenêutica (ambos compreendem estudo da Bíblia em si e sua interpretação), teologia sistemática (engloba teologia doutrinal, dogmática e filosófica), soteriologia (doutrina da salvação), escatologia (estudo do fim dos tempos), apologética (defesa da fé cristã contra seitas e heresias) e entre outras ramificações do conhecimento teológico. Quando critico neste espaço, escrevo com propriedade, com conhecimento de causa, sei muito bem o que escrevo, ao contrário de muita gente que só fala besteira e arruínam a vida dos seus irmãos de fé, não quero ser o dono da verdade e nem pretendo ser, é um apenas um desabafo, pois não suporto este tipo de coisa, para concluir utilizo as mesmas palavras que o próprio Jesus disse naquela época para qualificar este tipo de gente: HIPÓCRITAS!!! RAÇA DE VÍBORAS!!!

Religiões se encontram em extinção em 9 países, revela estudo




Religiões se encontram em extinção em 9 países, revela estudo



As religiões se encontram em processo de extinção na Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Suíça por falta de adeptos.

É o que revela um estudo de progressão matemática com dados desde o século 19 que foi feito pela Universidade do Arizona e divulgado pela American Physical Society, em Dallas (EUA).

Richard Wiener, da universidade, disse que nas democracias seculares modernas há uma forte tendência de as pessoas não se identificarem com nenhuma crença.

Informou que essas pessoas na República Checa correspondem a 60% da população. Essa foi a maior taxa registrada pelo estudo. Em seguida, com 40%, vem a Holanda, país onde a taxa chegará a 70% até 2050.

Com informação da BBC Brasil.


Fonte: Paulopes Weblog

terça-feira, 22 de março de 2011

Blogosfera butiaense

Adriano Couto





Aproveitando a carona da excelente matéria publicada pelo Jornal Butiá Notícias sobre blogueiros butiaenses, também vou tratar aqui um pouco mais sobre este assunto. Segundo o Jornal, nós blogueiros butiaenses somos maioria em toda a Região Carbonífera e claro, na matéria constava os mais lidos, que por sinal fiquei muito contente ao ver meu blog citado entre os demais.

Na blogosfera, nós butiaenses somos formadores de opinião, temos escritores excelentes, verdadeiros gênios das letras, como Everton Pereira proprietário do Blog Galope Soberano (http://www.evertonpereirablog.blogspot.com); Guilherme Machado (http://www.vereadorguilhermemachado.blogspot.com); Gianinne de Souza Santos dona do blog O Mundo de Nine (http://www.omundodenine.blogspot.com); Alan dos Santos que tem o blog Democracia Verdadeira (http://www.democraciaverdadeira.blogspot.com); Kaoni Kenne com seu excelente blog Pensa à toa! (http://www.pensaatoa.blogspot.com) e entre outros butiaenses, porém cito estes devido à proximidade, correspondência e também porque somos alinhados ideologicamente.

O blogueiro é agente transformador na sociedade onde vive, é protagonista do processo democrático na web, em seus textos falam de suas utopias, aspirações, bradando sua voz contra as injustiças sociais. O jovem butiaenses conquista seu espaço na rede mundial de computadores.

Não posso deixar de citar meus colaboradores mais próximos, aqueles que me auxiliam com idéias, sugestões, fazem suas críticas construtivas, mandam e-mails, ligam, estas pessoas não tem blog, porém participam ativamente nos bastidores, são eles, Chalinho, Lucas Garcia Marques, Leonardo Montenegro e o professor da Ulbra São Jerônimo Maurício Lopes que influenciou muito minha forma de pensar, o modo como enxergo o mundo hoje, considero um dos melhores professores que tive até hoje.

Sem contar que outra ferramenta de troca de idéias e debate que é muito utilizada por butiaenses é o Facebook, inclusive possuo um perfil nesta rede social, cujo mural costumo levantar questionamentos, onde prontamente surgem debatedores pró e contra os assuntos abordados. Aproveito para convidar você leitor para adicionar o meu perfil e vamos trocar idéias.

As revoltas nos países árabes que acompanhamos pela TV, tiveram seu início através das redes sociais, em especial Facebook, Twitter e blogs, onde jovens se mobilizaram contra a repressão de seus governantes.

Você que está lendo este texto também pode ser um protagonista neste processo! O jovem tem que ter vez e voz ativa! Se tu gostas de escrever, debater, trocar idéias, crie um blog e faça suas palavras ecoarem pelo mundo.

Para encerrar é claro, não poderia deixar de fazer um comercial do blog que se chama Opinião & Cia (http://www.opiniocia.blogspot.com), visite, siga, comente, critique, faça sugestões, aguardo sua visita!

ONU autoriza ataques a Líbia




Fonte: Portal Terra

Soldados americanos matam afegãos e posam sorridentes com os cadáveres

Esse é o cabo Jeremy Morlock posando ao lado de um civil afegão assassinado a sangue frio por ele mesmo:





Aqui Morlock e David Bram, outro membro do grupo de extermínio:





Fonte: Der Spiegel/ Blog O Esquerdopata

segunda-feira, 21 de março de 2011

21 de março será comemorado com ações de rechaço à discriminação racial




Adital - [Camila Queiroz]

Na América Latina, o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado em 21 de março, será marcado por ações em prol da igualdade e em rechaço à discriminação. Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data rememora o Massacre de Shaperville, ocorrido em 1960, quando negros em manifestação pacífica contra a lei do passe, na África do Sul, foram assassinados pelo exército.


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Neste ano, as atividades ganham mais força com a proclamação, pelas Nações Unidas, do Ano Internacional para Descendentes de Africanos.

Na Argentina, afrodescentes e africanos realizarão, já no dia 20, o festival "Soy Afro”, na Praça de Maio, a partir das 15 horas. A intenção é manifestar-se a favor da igualdade de oportunidades e contra o racismo. O evento contará com a participação dos artistas afrodescentes Fidel Nadal e Carlos García Lopez e acontece junto ao Primeiro Congresso de Afrodescentes e Africanos da Argentina.

No Brasil, o Comitê de Mobilização Contra o Genocídio da População Negra, de São Paulo, organizará o ‘Ato contra o Genocídio da População Negra', no dia 21, na Praça Ramos, em frente ao Teatro Municipal de São Paulo, com ações a partir de meio-dia e ato político-cultural às 18 horas. No mesmo dia, na cidade de São Bernardo do Campo, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) convida para um debate contra o preconceito racial, seguida da exibição de um filme ligado à temática, na sede da entidade, a partir das 18 horas.

Os organizadores dos eventos destacam o aumento do número de homicídio de negros no país, principalmente jovens do sexo masculino, o que consideram como um genocídio da população negra. Divulgado em fevereiro pelo Ministério da Justiça (MJ), o Mapa da Violência 2011 aponta que, em 2008, morriam 103% negros a mais que brancos, enquanto em 2002 o percentual ficava em 46%. A taxa de homicídios entre os negros, em 2008, foi de 33,6 em cada 100 mil.

Na capital do Uruguai, Montevidéu, haverá o lançamento oficial da publicação "Coalizão Latino-Americana e Caribenha de Cidades contra o Racismo, a Discriminação e a Xenofobia”, produzida a partir de uma parceria entre a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em Montevidéu, e a Organização Mundo Afro.

Com as palavras de ordem "O povo diz e tem razão, não mais racismo na Colômbia, não mais discriminação”, será realizada a Jornada de Luta contra a Discriminação Racial, que reivindica a criação de uma entidade nacional autônoma para executar a coordenação de políticas públicas a favor da população afrocolombiana, bem como do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da População Afrocolombiana, dentre outras medidas.

Para fortalecer os conhecimentos teóricos e práticos dos servidores públicos e representantes de organizações da sociedade civil, o Ministério de Descolonização da Bolívia iniciará, na próxima segunda-feira, o primeiro curso "Gestão de Políticas Públicas e Estratégias Interculturais de Descolonização. A abertura será às 10 horas, nos pátios do prédio central do Ministério de Cultura.

OEA discute projeto para Convenção contra discriminação
Durante a sessão extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) para celebrar o Ano Internacional dos Afrodescendentes, ocorrida no último dia 15, o presidente do Grupo Encarregado do ‘Projeto de Convenção Interamericana contra o Racismo e Toda Forma de Discriminação e Intolerância', o ministro conselheiro Danilo González, da Costa Rica, informou como estão as negociações para o Projeto, cujo preparo teve início em 2005.

Ele apontou divergências sobre a adoção de um único instrumento internacional. Frente ao impasse, na próxima Assembleia Geral da OEA, em junho deste ano, o grupo encarregado deverá apresentar um projeto de resolução para tentar facilitar o consenso entre os países.


Fonte: Blog do Turquinho

Origens babilônicas do mito de Adão e Eva





Por: Fernando Silva

Grande parte da Bíblia, principalmente o Gênesis, se baseia em uma mistura de mitos babilônicos. Em lugar de começar do zero, os hebreus os adotaram como se fossem um fato da vida, mas, em repúdio ao politeísmo dos mitos originais, eles os reinterpretaram e, em muitos casos, inverteram o contexto e o significado das narrativas.

No mito sumeriano original, por exemplo, os deuses maiores (Anunnaki) escravizaram os deuses menores (Igigi) e os forçaram a trabalhar a terra para produzir comida para eles. Um deles (We-ila) se revoltou e foi morto. Sua energia vital foi aplicada ao barro e dele foi criado o homem, que passou a cultivar a terra no lugar dos Igigi, e estes tiveram então direito à ociosidade junto aos Anunnaki.

Desta forma, os sumerianos explicavam a rebeldia, a desonestidade e a luxúria do homem: eram características herdadas dos deuses, que o haviam criado, e não culpa dele, criado à imagem divina.
Os hebreus adotaram este mito, mas inverteram as coisas: Deus era um ser perfeito e criou o homem perfeito, mas este, por iniciativa própria, se rebelou, mentiu, pecou. A culpa seria então do homem, não de Deus.
Para os sumerianos, o homem era vítima dos deuses e não perdeu a inocência porque nunca a teve. Para os hebreus, o homem, criado inocente, torna-se o vilão e a vítima é Deus.

Para os sumerianos, os deuses viviam em cidades como Uruk, cercada de terras cultivadas que produziam os alimentos. As terras selvagens que ficavam além eram denominadas eden ou edin e eram habitadas por animais selvagens, sem língua e sem cultura. Para a cultura sumeriana, a vida nas cidades era o ideal, não a selvageria do eden. Em outras versões, eden/edin era o local onde a humanidade trabalhava sem parar para alimentar os deuses. Para os antigos, o atual desejo dos cristãos e mussulmanos de voltar para o Eden pareceria loucura.

O épico de Gilgamesh mostra uma das visões do eden/edin: Enkidu, criado por uma deusa, vivia como um animal, comendo capim e bebendo água do rio junto com os animais. Um caçador queixou-se aos deuses que Enkidu destruía suas armadilhas e então Shamhat, uma prostituta do templo, foi enviada para seduzí-lo. Enkidu nunca tinha visto uma mulher e se apaixonou por ela, esquecendo-se dos animais. No caminho para Uruk, Shamhat lhe deu pão e vinho (ou cerveja) para beber. Acostumado a comer capim e beber água, ele a princípio recusou, mas acabou convencido. Depois de comer, tornou-se humano e então aceitou as roupas que Shamhat lhe deu. Enkidu foi viver em Uruk e, com o tempo, tornou-se como um irmão para Gilgamesh.

Ao inverter este mito, os judeus transformaram o eden num lugar ideal, onde o homem foi posto por Deus para cuidar de seus jardins, vivendo em paz com os animais. Após o pecado, ou seja, após comer da fruta proibida, percebeu que estava nu, foi expulso e teve que cultivar a terra.

Numa outra versão, Anu, o deus principal, proíbe que os Anunnak, deuses secundários, ensinem segredos aos homens, que devem ser mantidos ignorantes e trabalhando na lavoura. Os Anunnak, entretanto, concluem que os homens serão mais úteis se aprenderem os segredos do pão, do vinho, da cerveja e das roupas. Com este conhecimento, os homens passam a produzí-los para si e para os deuses. Inicialmente, os homens não consomem o pão e as bebidas, pois Ea, o deus que criou o homem, lhes disse que morreriam se o fizessem, mas outro deus - Enki, apelidado "ushumgal" ("A Grande Serpente", embora ele tivesse forma de homem) - lhes explica que não haveria problema. O curioso é que Enki parece ser uma outra versão de Ea, o que significa que Javé e o Diabo/Serpente são, na verdade, Ea/Enki, mas os hebreus recusaram a idéia de terem sido enganados por seu próprio deus e transformaram Ea/Enki num simples animal.

Há também uma versão em que o homem vivia no reino celestial e o deus principal, Anu, lhe oferece o alimento que lhe daria vida eterna, mas ele o recusa porque Ea/Enki lhe dissera que o alimento o mataria. O homem é então expulso do reino. Mais uma inversão, portanto, já que aqui é Deus que quer lhe dar vida eterna e é a serpente que o engana.

A Árvore do Conhecimento hebraica tem origem no pinheiro, cuja pinha a deusa Inanna (a "Senhora do Éden") comeu para adquirir conhecimento e a Árvore da Vida se origina do "pão da vida" que Anu oferece ao homem.

Querubins guardam a Árvore da Vida no Gênesis assim como querubins a guardavam na mitologia assíria.

Os deuses babilônicos eram mortais e precisavam comer 2 vezes ao dia e, para isto, exigiam sacrifícios de alimentos nos templos.
Javé também exige sacrifícios 2 vezes por dia no monte Sinai e, mais tarde, no templo de Jerusalém, o que é estranho, já que não é mortal nem material e não precisa de alimentos.

A criação de Eva a partir de uma costela de Adão deve ter vindo do mito sobre a deusa Nin-Ti, criada para curar a costela de Enki.

Se o texto acima parece confuso, é porque ele realmente é. Os mitos babilônicos tinham muitas versões, onde os deuses trocavam de nomes e de papéis, se fundiam em um só deus ou se dividiam em dois, onde cada "fato" era narrado de formas diferentes em contextos diferentes. E foi desta confusão que nasceu a Bíblia...

Mais sobre o assunto aqui:
http://www.bibleorigins.net/
Meio confuso porque o autor despejou fatos sem muita organização.

Um texto em português:
http://www.pauloliveira.com/MySiteOLD/Zigurate/Zigurates.htm

Este aqui é mais organizado e bem documentado, com muitas fotos:
http://www.dhushara.com/book/orsin/origsin.htm
O defeito é que o cara acredita na Deusa Mãe e o objetivo do site é detonar as religiões patriarcais, mas vale pela quantidade de material pesquisado.



Fonte: Fernando's Multiply Site

Estados Unidos criam programa para manipular com perfis falsos o que é dito em redes sociais



Os que acreditam em teorias da conspiração ganharam mais um incentivo à crença nesta sexta-feira. Reportagem do jornal britânico "The Guardian" revelou que as Forças Armadas americanas estão desenvolvendo um software para manipular redes sociais como Twitter e Facebook por meio de perfis falsos. O objetivo é influenciar no que é dito nesses sites, disseminando propaganda pró-EUA e combatendo discursos "extremistas" e contrários ao país.

Contratada por US$ 2,76 milhões pela United States Central Command (Centcom), órgão que supervisiona operações militares dos EUA no Oriente Médio e na Ásia Central, a empresa californiana Ntrepid está criando o programa, que permitirá que cada agente americano controle dez perfis na rede.

O contrato exige do software que os perfis tenham origem em servidores baseados em vários lugares do mundo e possuam uma "história convincente" (ou seja, detalhes que passem a impressão de se tratar de uma pessoa real). A Centcom também pediu que o sistema permita que mais de 50 agentes sejam capazes de controlar as contas desde suas estações de trabalho nos EUA, "sem o medo de serem descobertos por adversários sofisticados".

O governo americano designará um local - provavelmente na toda-poderosa base aérea MacDill, na Flórida - onde os agentes trabalharão exclusivamente nas redes sociais. Acredita-se que o contrato esteja dentro da Operação Earnest Voice (OEV), um colosso de estimados US$ 200 milhões criado originalmente para combater a presença on-line de apoiadores da al-Qaeda na guerra do Iraque e que estendeu sua atuação para o restante do Oriente Médio.

Por considerar ilegal direcionar o uso da tecnologia contra audiências americanas, a Centcom decidiu que toda ação será feita em línguas estrangeiras, entre elas árabe, farsi, urdo e pachto.

- A tecnologia suporta atividades blogueiras secretas de sites em línguas estrangeiras de modo a permitir que a Centcom combata extremistas violentos e propaganda inimiga fora dos Estados Unidos - afirmou o comandante Bill Speaks, porta-voz da Centcom.

O analista especializado em novas tecnologias Jeff Jarvis afirmou ao "Guardian" que o projeto é contrário à liberdade de expressão na internet e que seu único objetivo é controlar a sociedade.


Fonte: Blog Com Texto Livre

domingo, 20 de março de 2011

Você não vai ver isso nos jornais!




A partir de informações do serviço secreto russo, o Pravda publicou matéria muito esclarecedora sobre a situação na Líbia. Por exemplo: a contratação de mercenários pelo Pentágono através da Halliburton e da Blackwater e que o serviço secreto da Rússia, que controla 100% do espaço aéreo da Líbia, garante que nenhum avião levantou vôo na Líbia desde o inicio das manifestações.Acho que essas informações nunca veremos publicadas na velha mídia do Brasil:

“O serviço secreto russo confirmou ontem através de Nicolai Patrushev, que na verdade o que está existindo é um verdadeiro bombardeio da mídia internacional contra Kadhafi, pois a Russia controla totalmente o espaço aéreo do norte da África e cem por cento da Líbia e que os aviões que supostamente levantaram vôo para executar os bombardeios contra o povo líbio não saíram do chão e portanto não executaram qualquer ação militar; que somado a isso, por não existirem imagens de qualquer vôo, configura uma armação do Pentágono. O Secretário de Defesa do EUA admitiu o erro das informações dizendo que podem ter sido outros aviões, mas setores independentes da mídia internacional já haviam colocado a entrevista dos russos no ar e assim desmoralizado a ação do Pentágono.”

“Outro escândalo que ronda Washington é a participação de mercenários contratados pelo Pentágono, através da Halliburton e da Blackwater para participarem das batalhas na região de Cerenaica, em especial Bengazhi e Trobuk ao lado dos opositores que começam a perder terreno para os simpatizantes de Khadafy. A missão dos mercenários que ficariam sob controle da CIA, Agência Central de Inteligência e até executariam ações secretas com a aliada Al-Qaeda de Bin Laden, contra Khadafi seria manter o controle dos poços de petróleo já sob controle da oposição na região de Bengazhi.”

“Ontem um dos principais líderes da oposição a Kadafi, Khaled Maassou, na região de Cerinaica, confirmou que estava desistindo da luta por não concordar com a participação de mercencários e militares norte americanos em território líbio contra Kadhafi, e que em nenhuma situação irá contribuir com a CIA, que agora começa a assumir com a Al Qaeda o comando da situação na região de Cirenaica.”

http://port.pravda.ru/mundo/15-03-2011/31379-libia_massacre-0/

By: Stanley Burburinho


Fonte: Blog Com Texto Livre

Como se tornar o crente chato da sua vizinhança







Fonte: Blog Profetirando

Não fume! Seus pulmões agradecem

sexta-feira, 18 de março de 2011

A Indústria por trás dos boatos do Fim do Mundo




Uma pessoa bem sucedida geralmente é alguém que vê uma oportunidade onde os outros vêem uma crise. Então, quem se atreveria a capitalizar com o iminente fim do mundo? Poderíamos chamá-los de “vendedores do Armagedon”. Existem dezenas de pregadores cristãos que vêem nas manchetes de hoje uma sinalização que o mundo se aproxima do seu último dia.

Alguns deles parecem passar o dia todo lendo reportagens em busca dos acontecimentos que, para eles, se alinham com as profecias bíblicas. O desastre natural no Japão na semana passada é um bom exemplo disso. Outras catástrofes naturais, bem como agitação política dos países do Oriente Médio, a subida dos preços do petróleo e as guerras civis, parecem ser seus assuntos prediletos. Nestes últimos meses parece que lugares como Egito, Líbia, Coreia do Norte e Arábia Saudita tem lhes oferecido material de sobra.

Os primeiros meses de 2011 está marcando a alta do mercado para os especialistas em prever o final dos tempos. RaptureReady.com [Pronto pro Arrebatamento] é um site que tenta prever quanto tempo nos resta até a volta de Cristo. O mês passado registrou um recorde no número de acessos. A editora evangélica Tyndale House começou a preparar o relançamento de sua série de maior sucesso, a versão romanceada de Apocalipse: “Deixados para Trás”. Seus 16 volumes apresentam uma minuciosa descrição de como seria o fim do mundo. Traduzida para diversas línguas, já vendeu mais de 65 milhões de cópias e inspirou três longa-metragens e dois jogos de vídeo game.



David Endrody, vice-presidente de vendas da Tyndale, explica que em breve sairão edições com novas capas, que usarão as notícias recentes. “Nós mudamos a contracapa para traçar um paralelo com eventos atuais”, esclarece Cheryl Kerwin, gerente de marketing da editora. ”Também atualizamos nosso livro ‘À Beira do Apocalipse. O começo do fim‘ para refletir melhor o que está acontecendo no mundo de hoje”.

Tim LaHaye, autor da vários livros sobre o assunto, inclusive da série Deixados para Trás, explica que: “A Bíblia diz em Mateus 24 que um dos sinais dos últimos dias – entre as dores de parto – é o aumento da frequência e da intensidade dos tremores de terra”. Ele acredita ainda que está ajudando a esclarecer seus leitores, oferecendo respostas às dúvidas mais comuns.





Parece estar havendo uma explosão nas vendas de títulos sobre o assunto. É isso que ocorre, por exemplo, com Joel Rosenberg, que tornou-se um autor de sucesso depois de publicar The Twelft Iman [O 12° Imã], que narra de forma romanceada o cumprimento das profecias sobre a destruição de Israel.

A conferência ”Epicentro”, idealizada por Joel e que será realizada em Jerusalém dentro de dois meses já está totalmente esgotada. Esse tipo de “fervor apocalíptico” não era visto entre os pastores americanos desde os ataques de 11 de setembro de 2001. Dez anos atrás, alguns deles sugeriram que o evento era um precursor do retorno de Jesus à terra, que marcaria o fim do mundo. É bom lembrar que na virada do milênio passado, muitos diziam que o fator determinante seria o caos da tecnologia por causa do chamado “bug do milênio”. Surgiram então livros, vídeos e diversas conferências para tratar dessas profecias, que não se cumpriram.

A aparente onipresença da internet também tem contribuído para a disseminação de pregadores e profetas que tem como obsessão explicar quando e como o fim virá. Daniel Wojcik, professor da Universidade do Oregon é um pesquisador do assunto. Ele escreveu The End of the World As We Know It: Faith, Fatalism, and Apocalypse in America [O fim do mundo que conhecemos: fé, fatalismo e o Apocalipse na América] e explica que as crenças populares sobre o final dos tempos sempre habitaram o imaginário popular.

Ele destaca o discurso do “profeta” Harold Camping , que previu e tem anunciado em outdoors pelos Estados Unidos que em 21 de maio de 2011, os cristãos serão levados para o céu e o mundo será destruído cinco meses depois. Mas Camping parece que não pretende lucrar com suas previsões, pois todo o material disponível em seu site pode ser baixado gratuitamente.

O sucesso de tudo que se refere a profecias sobre o fim não é exatamente um novidade. Outros tipos de profetas também ficaram famosos com esse tipo de previsão, como Nostradamus. Seus escritos enigmáticos são vendidos até hoje e eventualmente citados em meio a grandes crises mundiais.

John Hagee, pastor da mega igreja Cornerstone em San Antonio, Texas, usa seus sites para promover suas idéias e passou recentemente a oferecer um DVD chamado “Armagedon financeiro” por US $ 12 e está vendendo ingressos para um seminário profético por US $ 10. Em uma de suas newsletters mais recentes ele escreve: ”Preparem-se! O planeta Terra está prestes a tornar-se o parque de diversão do Anticristo e da sua Nova Ordem Mundial. A igreja será arrebatada antes do Anticristo aparecer. Acredito que ele poderá se levantar na Europa a qualquer momento. Igreja, ore e prepare-se para subir”.

Embora a maioria desses pregadores utiliza como base de seus argumentos livros da Bíblia como Apocalipse e os profetas Isaías e Daniel, um grande segmento dos cristãos salienta que o próprio Jesus advertiu que ninguém poderia saber quando o fim do mundo vai acontecer.

Mas existem até índices como o do site RaptureReady.com, cujo “Arrebatamentômetro” mede 45 itens proféticos em escalas de 1 a 5. Desde a presença de “falsos cristos”, até a incidência de enchentes e terremotos, passando por crises financeiras, cada elemento é medido. O último índice divulgado (14/03/11) é de 180, não muito longe do recorde histórico de 182 (em 24/09/01). Segundo o site, o arrebatamento chegar quando o total for igual a 225.

Todd Strandberg fundou o site 24 anos atrás, quando os computadores tinham telas verde e a velocidade dos modens chegava apenas a 1200 baud. Em sua análise mais recente, ele afirma: “Nunca vi uma época em que tantas manchetes parecem ter sido arrancadas das páginas da Bíblia.”

Para quem domina o inglês existem também canais do Youtube com atualizações regulares de pastores e profetas que analisam as notícias do jornal e as páginas da Bíblia. Os mais populares no momento sã o Paul Begley (500 vídeos) e William Tapley (187 vídeos). Em português há sites como Tempo Final, que inclui um canal de vídeo e vários livros e DVDs sobre o assunto. As recentes mortes misteriosas de animais, a suposta aparição de um dos cavaleiros do Apocalipse, o vazamento nuclear do Japão, está tudo lá, na pauta do dia.

Ao que parece devem ser acessados enquanto é tempo!

Agência Pavanews, com informações de CNBC e God Discussion


Fonte: Blog do Hermes Fernandes