sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pastor diz ter pena de um fiel, 'tão jovem e caduco - um fundamentalista'

Título original: O porquê do fundamentalismo

do blog do pastor Ricardo Gondim

Ao terminar o culto, notei um rapaz, aparentando não mais que 25 anos, entre os que desejavam conversar comigo. Trajava um terno escuro, gravata sóbria e camisa bem engomada. Era meio-dia. O calor insuportável dava uma sensação de desconforto só em vê-lo apertado sob tantas camadas. Ele queria conversar sobre teologia. A hora era imprópria e havia mais algumas pessoas pedindo atenção. Sugeri que me procurasse durante a semana para um bate-papo mais calmo. Dito e feito. Na quarta-feira à tarde, José Antônio (nome fictício) estava em minha sala, novamente trajado com seu paletó grafite.




Logo nas primeiras frases, ficou claro que ele não fazia perguntas. Pela entonação dos questionamentos, bastava trocar os pontos de interrogação por exclamação e eu era severamente exortado. Vez por outra colocava o dedo em riste e pontificava como se acabasse de levantar da cadeira de Moisés. Tive pena daquele rapaz, tão jovem e tão caduco. Não julgo suas verdades, apenas me inquieto com sua postura rancorosa, anacrônica e trancada ao diálogo.

Os estudiosos deste tempo são unânimes em afirmar que experimentamos o recrudescimento do fundamentalismo. Não trato o fundamentalismo como uma categoria teológica, mas como uma atitude comportamental. O mundo experimenta uma crescente animosidade nas discordâncias.

As pessoas se entrincheiram com seus argumentos, não ouvem o arrazoamento dos outros e, ao se sentirem ameaçadas, partem para algum tipo de violência. O fundamentalismo tem se mostrado exuberante na radicalização ideológica dos Estados Unidos, tanto da esquerda como da direita, no isolamento de facções islâmicas e nos preconceitos entre movimentos cristãos, no xenofobismo europeu e nos nacionalismos africanos.

O fundamentalismo não respeita fronteiras de qualquer espécie -- geográficas, cronológicas ou culturais. Um jovem, que ainda não amadureceu sua reflexão, pode ser mais intolerante que um idoso, já bem enraizado em suas convicções. Eu ouvia o José Antônio e pensava: “Este rapaz lê pouco e, quando o faz, nunca terá coragem de aprender com quem não tem a chancela de sua igreja”.

Os fundamentalismos não aceitam contribuição de quem não comunga com os mesmos signos, com os mesmos cacoetes de seu grupo. Os diferentes podem até tentar comunicar alguma verdade, mas serão rechaçados por não serem identificados como “um dos nossos”. Romancistas, músicos, poetas e místicos de outros arraiais estão impedidos de ajudar um fundamentalista a arejar sua mente.

Fundamentalistas desprezam conteúdos e se espantam com rótulos. Aliás, lideranças fundamentalistas adoram xingar com estereótipos. Etiquetam uma pessoa como herege para que seus argumentos fiquem sob judice antes de serem articulados. O pavor de deixar-se contaminar por um apóstata encerra qualquer diálogo.

José Antônio tentava me persuadir de que o futuro da fé cristã jaz no passado. “Temos que voltar”, repetiu várias vezes. Como eu sabia que qualquer iniciativa de estabelecer uma conversa seria frustrada, apenas pensei: “Mas, voltar ao quê?”. A idealização do passado é arma bastante usada por aqueles que enxergam a coragem de pensar fora da caixa como pecado mortal. Veneram teólogos do século 17 como autênticos instrumentos de Deus e consideram os atuais pretensiosos por desejarem articular teologia para sua geração. Mal sabem que muito do que se considera ortodoxo hoje, soou esquisito para alguém do passado.

Depois de quase cinquenta minutos de monólogo, antes que José Antônio tomasse fôlego, consegui dizer que Jesus Cristo foi relativista. Ele relativizou a lei em nome da misericórdia ao perdoar uma mulher apanhada em adultério; relativizou a tradição ao curar no sábado; relativizou sua própria proibição de alcançar os gentios ao atender ao pedido de uma mulher aflita devido à doença da filha. José Antônio arregalou os olhos quando eu disse que Jesus foi um vanguardista. Ele estava à frente do seu tempo quanto à valorização da mulher e o trato com a riqueza.

Minha cartada final, que escandalizou até os fios de cabelo de José Antônio, foi quando eu disse que nem ele nem eu podemos nos arvorar de ter toda a verdade. Jesus afirmou: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32). Porém, há pelo menos três verdades para conhecermos, todas inexauríveis: a pessoal, subjetiva, a externa, do mundo, e a de Deus, transcendente. Quem se aventurar a conhecer a si, o mundo que o rodeia e a Deus, deve saber que nunca chegará à sua meta.

Abracei afetuosamente José Antônio quando nos despedimos, mas temi por sua alma. Vi que ele corria o sério risco de perpetuar uma fé amarga, obtusa e, crescentemente, isolada. No escanteio e sem credibilidade, seu cristianismo parecerá com o sal que perdeu seu sabor. Torço para que a geração que me sucederá seja tão assustadoramente revolucionária como foi Jesus de Nazaré.


Fonte: Paulopes Weblog

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O homem e a religião: uma sinopse





Imagina de fosse de guerra, então!


Fonte: Blog Igreja Ateísta

Informalidade atinge 73,8% das trabalhadoras domésticas, diz estudo

Um estudo divulgado em Brasília nesta quarta-feira, 27, Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas, revela que o trabalho doméstico é a ocupação que mais emprega mulheres no país. A atividade é realizada por 15,8% do total da mão de obra feminina, aproximadamente sete milhões de mulheres, sendo a maioria negras. Desse total, 73,8% não possuem carteira assinada.



Sob a coordenação da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República, o levantamento mostra que entre os fatores da informalidade está o baixo reconhecimento, a não valorização da atividade doméstica e a discriminação. De acordo com a pesquisa, uma trabalhadora doméstica na informalidade recebe cerca de 30% a menos das que possuem carteira assinada. Entre as negras, a situação é pior, pois a maioria (59%) não possui vínculo formal de trabalho e recebe o equivalente a 67,4% do salário mínimo.

O estudo ainda observa que, pelo fato de não produzir valor agregado e ser realizado no ambiente doméstico, o trabalho é marcado pela invisibilidade, pela subvalorização, além de precariedade. As raízes históricas estão na escravidão, diz a pesquisa.

Em nota, a subsecretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas da SPM, Maria Angélica Fernandes, disse que o objetivo do documento é contribuir para a redução do índice de informalidade na área, em sintonia com as metas do governo federal de combater a pobreza e a miséria extrema.

Em 2008, o rendimento médio mensal entre as trabalhadoras com carteira assinada foi de R$ 523,50; já para as trabalhadoras sem registro na carteira, o valor foi de R$ 303,00. A quantia é 27% abaixo do salário mínimo vigente em setembro daquele ano, ou seja, R$ 415,00. Ainda em 2008, os valores se mostravam inferiores para as mulheres negras que trabalhavam na informalidade: aproximadamente R$ 280,00.

Bruno de Pierro

Agência Dinheiro Vivo


Fonte: Blog Com Texto Livre

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Prova: quanto mais desenvolvido um país, menos gosta de religião

Autor: Eli Vieira
Fontes: Ipsos Reid e ONU

Saiu uma pesquisa recentemente mostrando que o Brasil é o terceiro país que mais acredita em “Deus”, atrás apenas de Turquia e Indonésia. Por isso vim trazer uma correlação interessante entre baixo apreço pela religião e desenvolvimento de um país. O IDH está por posição, quanto menor a posição maior o IDH.





Impopularidade da religião é porcentagem dos entrevistados que concordaram que "a religião promove intolerância, divisões étnicas exacerbadas, e impede o progresso social tanto em nações em desenvolvimento quanto nações desenvolvidas". O IDH é o índice de desenvolvimento humano medido pelo PNUD/ONU.

Fonte: Blog Bule Voador

Partido dos homens bons é o que mais cresce e se solidifica


Coroados pelo crescimento descomunal do partido, os líderes não conseguem conter o entusiasmo


Caminhai no caminho da retidão e os bons se aproximarão de vós; esta é a máxima dos líderes dos homens de bem no PSDB, é também a divisa do mestre da harmonia, da concórdia e da união, J. Serra, que é o ponto de aglutinação maior do partido, conforme observou com grande sobriedade Aécio Neves, referendado pelo impoluto líder das massas, FHC. Essa é a grande justificativa do aumento de qualidade que o partido enfrenta na atualidade em relação aos seus quadros, com o crescimento da filiação e da migração de políticos oriundos de outras agremiações partidárias.

Com o atual inchaço, o exército dos homens bons, ficará mais poderoso para enfrentar e vencer as hostes bolchevistas comandadas pelos marechais demoníacos, como Stalin, Lenin, Ho Chi Min, Mao Tsung e Lula, na grande batalha do armagedon que se aproxima. Não terão chances, os parcos gatos pingados da esquerda contra ãqueles que estão se unindo aos bons, para aos milhares conquistarem todos os cargos eletivos das próximas eleições, desalojando de uma vez por todas os petralhas do poder.

É claro que sempre tem aqueles fracos, que seduzidos pelo canto da sereia peruquenta, abandonam o barco dos homens bons, mas são uma minoria pouco representativa e inexpressiva que faz bem em se afastar dos iluminados para que estes brilhem cada vez mais. Aleluia.

By: Professor Hariovaldo Almeida Prado


Fonte: Blog Com Texto Livre

terça-feira, 26 de abril de 2011

Drauzio Varella critica tentativa dos religiosos de controle da sociedade

O médico cancerologista Drauzio Varella (foto), 67, criticou os religiosos por quererem se impor a toda sociedade em questões como planejamento familiar e saúde.


“Eles são autoritários”, disse ao ser entrevistado pelo programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, que foi ao ar na noite de ontem (25).

Ele citou o caso dos prefeitos das pequenas cidades que não distribuem camisinhas diretamente à população carente por temer desagradar "ao padre".

Assim, o que ocorre, segundo ele, é que as camisinhas distribuídas pelo governo federal nos postos de saúde são retiradas mais por pessoas que correm menos risco de contrair o vírus da Aids, como as mulheres casadas.

As garotas da periferia não aparecem nos postos porque têm vergonha, disse o médico. Para ele, o poder público deveria levar o preservativo até elas, mas a pressão dos religiosos contra essa tipo de iniciativa de prevenção é muito forte.

Varella disse que a consequência disso é uma epidemia de gravidezes precoces, condenando as jovens à pobreza porque, para cuidar dos filhos, elas acabam abandonando o estudo e muitas vezes recorrendo ao tráfico de drogas para sobreviver.

Questionado se aceitaria um convite para assumir o Ministério da Saúde, Varella disse que não, porque, argumentou, para ser um bom ministro não é necessário ser médico, mas um bom administrador, alguém que conheça a máquina administrativa do governo e que tenha força política para fazê-la funcionar. Ele disse que o melhor ministro da Saúde que o Brasil já teve, o José Serra, não é médico.

Ainda assim, se fosse o ministro da Saúde, em uma situação hipotética, Varella disse que daria prioridade ao planejamento familiar. Disse que o Brasil em 1970 tinha 90 milhões de habitantes e hoje mais de 190 milhões, o que é um crescimento populacional que dificulta a adoção de uma política de bem-estar social.

Ele elogiou a luta de José Alencar, ex-vice presidente da República, contra o câncer, expondo-se ao público, diferentemente do que ocorria até recentemente, quando as pessoas evitam revelar que tinha a doença e às vezes a própria família não informava ao doente do que sofria.

Mas discordou da afirmação segundo a qual Alencar teve sua vida prolongada por causa de sua vontade de viver. Segundo ele, todo mundo gosta de viver e a tal afirmação desmerece aqueles que morrem de câncer sem que tivessem a sobrevida que Alencar teve.

Varella, que é ateu, disse que nenhum de seus pacientes que tenham passado pela experiência da quase-morte lhe contou como seria o depois da morte. Ele mesmo, disse, quando esteve muito ruim por ter contraído a febre amarela, “não viu nada”.


Fonte: Paulopes Weblog

segunda-feira, 25 de abril de 2011

E-mails de Páscoa

Luiz Guilherme Amaral

NÃO É SEMPRE QUE eu tenho paciência para responder e-mails religiosos, mas este em especial, não sei por quê, instigou-me. Acredito que seja pela insolência do remetente em enviar tamanhos absurdos para mim. Bom, abaixo você tem o e-mail todo picotado: primeiro o que veio e logo abaixo a resposta que eu enviei. Divirta-se!

Páscoa…

Há dois mil anos atrás, um homem veio ao mundo disposto a ser o maior exemplo de amor e verdade que a humanidade conheceria.

Mentira. Existiram outros deuses que diziam muitas coisas que o cristianismo diz, principalmente o hinduísmo e o budismo. O cristianismo é um apanhado de culturas mais antigas e uma tentativa por parte dos essênios em estipular um monoteísmo. De todas as religiões abraãmicas, no entanto, é a que mais se distancia do monoteísmo, já que a trindade também pode ser considerada como três deuses, o que caracterizaria em politeísmo. Isso sem contar o catolicismo, que tem santos, anjos e muitos outros elementos míticos.

Sua proposta de vida não foi entendida por muitos e então, condenaram este homem e crucificaram-no, ignorando todos os seus propósitos de um mundo melhor.

Mentira. Jesus foi crucificado porque era uma ameaça ao governo romano. Roma era, àquela época, essencialmente paganista e a ideia de uma religião que acreditava em um messias causava a desordem na população, o que ameaçaria o poder de Herodes. Mas essa ameaça não tem nada a ver com algum “poder divino” que Jesus teria — porque sabemos que ele nunca teve qualquer poder sobrenatural. O problema é que Roma estava se inclinando ao cristianismo, mas sempre com ares de religião proibida. Foi somente por volta de 300 d.C. que Constantino, o Magno, declarou o cristianismo como religião oficial de Roma para que voltasse a centralizar seu poder. Jesus foi crucificado porque este era o método de execução de ladrões e agitadores políticos. E propósitos para um mundo melhor muitos deuses tiveram; cabe a cada cultura dizer quais lhe aprazem.

Ouve dor, angústia e escuridão. Por três dias, o sol se recusou a brilhar, a lua se negou a iluminar a Terra, até que ao terceiro dia aconteceu…..

Mentira. Não há qualquer explicação ou registro na astronomia para um fenômeno como este, sendo que isso é tratado tão somente como uma parábola. E obviamente Jesus não ressuscitou de lugar nenhum, pois não existe este tipo de evento na natureza. Do mesmo jeito que em muitas outras religiões outros deuses ressuscitaram no terceiro dia, isto é uma parábola para o solstício de inverno.

A Páscoa existe para nos lembrar deste espetáculo inigualável chamado Ressurreição.

Mentira. A páscoa, na verdade, foi uma festa surrupiada dos judeus, chamada Pessach, que celebra a libertação do povo de Israel no Egito. Os cristãos utilizam a mesma data com o propósito de abafar o festejo judeu, já que, como o propósito dos cristãos sempre foi enfiar a religião goela abaixo dos outros, então foi uma forma que eles encontraram de reprimir os judeus.

Páscoa, ressurreição do sorriso, da alegria de viver, do amor, ressurreição da amizade, do perdão e da vontade de ser feliz.

Ressurreição dos sonhos, das lembranças e de uma verdade que está acima dos ovos de chocolate ou até dos coelhinhos.


Mentira. A páscoa nos dias atuais tem apenas significado para quem vende ovo de chocolate. Ninguém perdoa ninguém, nenhuma amizade ressurge, nada disso acontece. Os católicos ficam em suas casas comendo bacalhau e os protestantes ficam criticando. Os judeus não estão nem aí, assim como o resto do mundo e na semana seguinte a vida continua do mesmo jeito.

Cristo morreu, mas ressuscitou e fez isso somente para nos ensinar a matar os nossos piores defeitos e ressuscitar as maiores virtudes sepultadas no íntimo de nossos corações.

Enfim, Páscoa: renascimento das idéias e das atitudes. Amar as outras pessoas com alegria e sem esperar reconhecimento. Amor verdadeiro!

Feliz Páscoa!!!


Mentira. Já esclarecemos o fato de que Jesus era um agitador aos olhos de Roma e que nem ele nem ninguém tem poder de ressuscitar. Aliás, o fato de Jesus “ressuscitar” é o pilar do cristianismo, pois sem essa história o judaísmo seguiria seu curso normal. Hoje os cristãos somam algo em torno de 2.3 bilhões, sendo o islamismo a segunda maior. Fazendo uma conta grosseira, se não houvesse cristianismo, nós teríamos um número de judeus que poderia chegar a quase 2 bilhões, se levarmos em conta que muitas religiões pagãs latinoamericanas perdurariam e que Hitler, um cristão fervoroso, não teria em sua mente matar judeus para honrar o nome do seu messias.

ESCLARECIMENTO:

Antes de enviar um absurdo desses, lembre-se de duas coisas: em primeiro lugar, que existem pessoas que nem sempre podem concordar com você, ou que não pensam da maneira que você pensa. Portanto, conheça seu público. Em segundo lugar, não é interessante que eu, um ateu, sei mais do que você sobre sua própria religião? E olha que aqui nem falamos em hermenêutica! Eu só mostrei do que é formado o cristianismo. Já dizia o ditado que “para falar mal de algo, deve-se conhecê-lo muito bem”. Então, menos bíblia e mais escola para vocês.

Estou à disposição.

Um abraço,

Luiz Guilherme Amaral


Fonte: Site Humor Ateu

Um em cada 4 brasileiros acredita em Adão e Eva, diz pesquisa

por Hélio Schwartsman para Folha

Um de cada quatro brasileiros acredita em algo parecido com o mito de Adão e Eva. Para eles, o homem foi criado por Deus há menos de 10 mil anos. Esse dado consta da primeira pesquisa Datafolha que investigou as convicções da população sobre a origem e o desenvolvimento da espécie humana.




A maioria das pessoas crê em Deus e Darwin. Para 59%, o ser humano é o resultado de milhões de anos de evolução, mas em processo guiado por um ente supremo. Apenas 8% consideram que a evolução ocorre sem interferência divina.

A crença no mito de Adão e Eva despenca à medida que aumentam renda e escolaridade. Quando se acrescentam dinheiro e instrução, a proporção dos darwinistas puros mais do que dobra do menor para o maior estrato. Entre os que acatam a evolução sob gerência divina, o aumento é mais modesto: fica entre 15% (renda) e 20% (escolaridade).

O Datafolha ouviu 4.158 pessoas com mais de 16 anos. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

Os 25% de criacionistas da Terra jovem (que atribuem menos de 10 mil anos a nosso planeta de 4,6 bilhões de anos) surpreendem porque o fundamentalismo bíblico, em que as Escrituras são interpretadas literalmente, não faz parte das tradições religiosas do Brasil.

A Igreja Católica, ainda a mais influente no país, jamais condenou a evolução. Pelo contrário até, o Vaticano vem já há algumas décadas flertando discretamente com o autor de "Origem das Espécies".

Em 1950, o papa Pio 12, na encíclica "Humani generis", classificou o darwinismo como "hipótese séria" e afirmou que a igreja não deveria rejeitá-la, embora tenha advertido para o mau uso que os comunistas poderiam fazer dessa teoria. Em 1996 foi a vez de João Paulo 2º declarar que a evolução era "mais do que uma hipótese".

Também entre evangélicos, a literalidade do Gênesis, o livro da Bíblia que relata a criação do mundo e do homem, está longe de unânime. Na verdade, só algumas poucas denominações como adventistas e Testemunhas de Jeová pregam abertamente contra a evolução.

Boa parte das demais se limita a apontar "problemas" no neodarwinismo, tentando reservar algum espaço para Deus, que pode ter papel mais ou menos ativo. Ele pode ser desde o demiurgo, que se limitou a criar o mundo com todas as suas leis (incluindo a seleção natural), e retirou-se até o "Deus ex machina" que interfere o tempo todo, projetando bichos, atendendo a preces etc.

Em tese, qualquer uma dessas posições se encaixa na afirmação de que Deus e evolução atuam juntos. Ela funciona como um guarda-sol que abriga desde católicos estritos a deístas, passando por entusiastas do "design inteligente", que nada mais é do que criacionismo com pretensões científicas.

Como os adeptos de religiões que defendem a literalidade do Gênesis não chegam nem perto de 25% da população, é forçoso reconhecer que a boa parte das pessoas que abraçaram a hipótese de Adão e Eva o fez seguindo suas próprias intuições, sem prestar muita atenção ao que afirmam suas respectivas lideranças espirituais.

Essa impressão é reforçada quando se considera que a adesão ao criacionismo bíblico se distribui de forma generosa entre todos os credos. Umbandistas (33%) e evangélicos pentecostais (30%) ficam um pouco acima da média nacional, mas católicos comparecem com 24% e evangélicos não pentecostais, com 25%.

Uma nota curiosa vai para os que se declaram ateus. Entre eles, 7% também se classificam como criacionistas da Terra jovem e 23% como partidários da evolução comandada por Deus.

Os resultados obtidos no Brasil contrastam com os colhidos nos EUA, mas se aproximam com os de nações europeias. Entre os norte-americanos, a proporção de criacionistas bíblicos chega a 44%. Os evolucionistas com Deus são 36%, e os neodarwinistas puros, 14%. Esses números foram apurados em 2008 pelo Gallup, numa pesquisa que vem sendo aplicada naquele país desde 1982 e que serviu de modelo para a sondagem do Datafolha.

Em relação à Europa, o Brasil se encontra mais ou menos na média. De acordo com uma pesquisa de 2005 do Eurobarômetro, que aferiu o número de pessoas que rejeita a evolução, os criacionistas por ali variam de 7% (Islândia) a 51% (na islâmica Turquia), com a maioria dos países apresentando algum número na casa dos 20%.


Fonte: Paulopes Weblog

Brasil é 3º país onde mais se crê em Deus, afirma pesquisa




da BBC Brasil

O Brasil foi o terceiro país em que mais se acredita em "Deus ou em um ser supremo" em uma pesquisa conduzida em 23 países.

A pesquisa, feita pelo empresa de pesquisa de mercado Ipsos para a agência de notícias Reuters, ouviu 18.829 adultos e concluiu que 51% dos entrevistados "definitivamente acreditam em uma 'entidade divina' comparados com os 18% que não acreditam e 17% que não tem certeza".

O país onde mais se acredita na existência de Deus ou de um ser supremo é a Indonésia, com 93% dos entrevistados. A Turquia vem em segundo, com 91% dos entrevistados e o Brasil é o terceiro, com 84% dos pesquisados.

Entre todos os pesquisados, 51% também acreditam em algum tipo de vida após a morte, enquanto que apenas 23% acreditam que as pessoas param de existir depois da morte e 26% "simplesmente não sabem".

Entre os 51% que acreditam em algum tipo de vida após a morte, 23% acreditam na vida após a morte, mas "não especificamente em um paraíso ou inferno", 19% acreditam "que a pessoa vai para o paraíso ou inferno", outros 7% acreditam que "basicamente na reencarnação" e 2% acreditam "no paraíso, mas não no inferno".

Nesse mesmo quesito, o México vem em primeiro lugar, com 40% dos entrevistados afirmando que acreditam em uma vida após a morte, mas não em paraíso ou inferno. Em segundo está a Rússia, com 34%. O Brasil fica novamente em terceiro nesta questão, com 32% dos entrevistados.

Mas o Brasil está em segundo entre os países onde as pessoas acreditam "basicamente na reencarnação", com 12% dos entrevistados. Apenas a Hungria está à frente dos brasileiros, com 13% dos entrevistados. Em terceiro, está o México, com 11%.

Entre os que acreditam que a pessoa vai para o paraíso ou para o inferno depois da morte, o Brasil está em quinto lugar, com 28%. Em primeiro, está a Indonésia, com 62%, seguida pela África do Sul, 52%, Turquia, 52% e Estados Unidos, 41%.

As discussões entre evolucionistas e criacionistas também foram abordadas pela pesquisa do instituto Ipsos.

Entre os entrevistados no mundo todo, 28% se definiram como criacionistas, acreditam que os seres humanos foram criados por uma força espiritual como o Deus em que acreditam e não acreditam que a origem do homem viesse da evolução de outras espécies como os macacos.

Nesta categoria, o Brasil está em quinto lugar, com 47% dos entrevistados, à frente dos Estados Unidos (40%). Em primeiro lugar está a Arábia Saudita, com 75%, seguida pela Turquia, com 60%, Indonésia em terceiro (57%) e África do Sul em quarto lugar, com 56%.

Por outro lado, 41% dos entrevistados no mundo todo se consideram evolucionistas, acreditam que os seres humanos são fruto de um lento processo de evolução a partir de espécies menos evoluídas como macacos.

Entre os evolucionistas, a Suécia está em primeiro lugar, com 68% dos entrevistados. A Alemanha vem em segundo, com 65%, seguida pela China, com 64%, e a Bélgica em quarto lugar, com 61% dos pesquisados.

Entre os 18.829 adultos pesquisados no mundo todo, um total de 18% afirmam que não acreditam em "Deus, deuses, ser ou seres supremos".

No topo da lista dos descrentes está a França, com 39% dos entrevistados. A Suécia vem em segundo lugar, com 37% e a Bélgica em terceiro, com 36%. No Brasil, apenas 3% dos entrevistados declararam que não acreditam em Deus, ou deuses ou seres supremos.

A pesquisa também concluiu que 17% dos entrevistados em todo o mundo "às vezes acreditam, mas às vezes não acreditam em Deus, deuses, ser ou seres supremos".

Entre estes, o Japão está em primeiro lugar, com 34%, seguido pela China, com 32% e a Coréia do Sul, também com 32%. Nesta categoria, o Brasil tem 4% dos entrevistados.

Fonte: Paulopes Weblog

Carta de Hitchens aos ateus americanos

Fonte: Pharyngula
Tradução: Åsa Heuser e Eli Vieira


Christopher Hitchens estava agendado para aparecer na convenção de ateus americanos, mas teve de cancelar por causa de sua doença. Então, em vez de comparecer à convenção, mandou esta carta.



Caros companheiros descrentes,

Nada me impediria de me juntar a vocês exceto a perda da minha voz (ao menos a voz falada) que por sua vez é devida à longa discussão que no momento estou tendo com o espectro da morte. Ninguém jamais ganha esse debate, embora haja alguns sólidos argumentos a serem feitos enquanto a arguição continua. Eu descobri, enquanto o inimigo se torna mais familiar, que todo o apelo especial por salvação, redenção e libertação sobrenatural me parece ainda mais oco e artificial do que antes. Espero ajudar a defender e passar adiante as lições disso para muitos anos vindouros, mas por agora encontro minha confiança melhor aplicada em duas coisas: as técnicas e princípios da ciência médica avançada, e a camaradagem de inúmeros amigos e da família, todos eles imunes ao falso consolo da religião. São essas forças entre outras que acelerarão o dia em que a humanidade se emancipará das algemas mentais da subserviência e da superstição. É nossa solidariedade inata, e não algum despotismo celeste, que é a fonte da nossa moralidade e do nosso senso de decência.
Esse sentido essencial de decência está sendo ultrajado todos os dias. O nosso inimigo teocrático está à plena vista. Em múltiplas formas, ele se estende desde a evidente ameaça de mulás armados com artefatos nucleares às insidiosas campanhas para termos absurdas pseudociências ensinadas nas escolas americanas. Mas nos últimos anos, houve sinais animadores de uma genuína e espontânea resistência a essa baboseira sinistra: uma resistência que repudia o direito de valentões e tiranos de fazer a absurda alegação de que deus está do lado deles. Ter tido um pequeno papel nessa resistência foi a maior honra da minha vida: o padrão e propósito de todas as ditaduras é a rendição da razão ao absolutismo e o abandono do questionamento crítico e objetivo. O apelido vulgar para esse delírio letal é religião, e nós temos que aprender novas formas de combatê-la na esfera pública, da mesma forma que aprendemos a nos libertar dela na nossa vida privada.

Nossas armas são a mente irônica contra a literal; a mente aberta contra a crédula; a busca corajosa pela verdade contra as forças amedrontadas e abjetas que querem colocar limites à investigação (e que estupidamente alegam que já temos toda a verdade de que precisamos). Talvez acima de tudo, nós afirmamos a vida acima dos cultos à morte e ao sacrifício humano e temos medo, não da morte inevitável, mas de uma vida que é limitada e distorcida pela necessidade patética de oferecer uma adulação acéfala, ou a triste crença que as leis da natureza respondem a lamúrias e encantamentos.

Como herdeiros de uma revolução secular, os americanos ateus têm uma responsabilidade especial para defender e segurar a Constituição que patrulha as fronteiras entre igreja e Estado. Isso, também, é uma honra e um privilégio. Acreditem em mim quando digo que estou presente junto a vocês, mesmo que não corporeamente (e apenas metaforicamente em espírito…). Determinem-se em reforçar o muro laico do sr. Jefferson. E não mantenham a fé.

Sinceramente,

Christopher Hitchens


Fonte: Bule Voador

domingo, 24 de abril de 2011

Teaser - Novela Amor e Revolução - SBT




Fonte: Youtube/ Alberto Pereira Jr (Zapping)
Site: http://sbtpedia.blogspot.com/2011/02/claudio-cavalcanti-e-aclamado-em.html

Amor & Revolução : Compilado De Cenas Da Novela.. By AmorRevolucaoTvOn




Fonte: Youtube/ http://amorerevolucaotvonline.webnode.com.br/ - © SBT 2011 Todos Os Direitos Reservados.

Neopentecostais querem assumir o poder do Brasil, afirma pastor




O objetivo do movimento neopentecostal é assumir o poder político do Brasil, com a eleição, se possível, de um presidente da República já nas próximas eleições.

Essa avaliação é de Ricardo Gondim, 54, da Igreja Betesda, mestre em teologia da Universidade Metodista e, entre os pastores, o mais contundente crítico do movimento neopentecostal brasileiro.

Gondim afirmou que o projeto político dos neopentecostais tem ficado mais evidente na Igreja Universal do Reino de Deus, que tem pastores em diversas instâncias do poder, incluindo um no Senado, o bispo Marcelo Crivella.

O pastor disse que a obtenção do poder político possibilitará que as igrejas evangélicas se expandam com mais facilidade.

No começo do ano, Gondim deixou pastores abismados com um texto publicado em seu blog no qual afirmou que “Deus nos livre de ter um Brasil evangélico”.

Ele escreveu que, se a maioria da população se tornar evangélica, o efeito do puritanismo na cultura seria devastador, colocando em risco, por exemplo, o Carnaval, o futebol, a música de Ney Matogrosso, Caetano e Chico e o folclore.

Agora, em entrevista à Carta Capital, o pastor afirmou que, que houvesse essa hegemonia, “seria a talebanização do Brasil”, em uma referência aos fundamentalistas islâmicos dos Talibãs.

Gondim disse à revista que, em termos de fundamentalismo, a maior influência no movimento evangélico brasileiro vem dos Estados Unidos.


“Nos Estados Unidos, a igreja se apega a três assuntos: aborto, homossexualidade e a influência islâmica no mundo. No Brasil, não é diferente. Existe um conservadorismo extremo nessas áreas, mas um relaxamento em outras. Há aberrações éticas enormes.”

Mas antes que os evangélicos transformem o Brasil em um país de comportamento fundamentalista, é possível que os brasileiros acabem transformando as igrejas evangélicas, o que já estaria ocorrendo, de acordo com o pastor.

Ele afirmou que já existem evangélicos que pertencem a comunidades católicas ou espíritas. “Já se fala em um ‘evangelicalismo popular’, nos modelos do catolicismo popular, e em evangélicos não praticantes, o que não existia até pouco tempo atrás.”

O pastor observou que há no movimento evangélico duas tendências aparentemente contraditórias: de um lado absorção de elementos religiosos da tradição brasileira, o sincretismo, e, de outro, radicalização na oposição a questões como o aborto e direitos dos homossexuais.

No entendimento do pastor, o ‘evangelicalismo popular’ está descaracterizando a religião. “O rigor doutrinário e os valores típicos dos pequenos grupos estão se dispersando.”


Com informação da Carta Capital.


Fonte: Paulopes Weblog

Deus nos livre de um Brasil evangélico

Pr.Ricardo Gondim

Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.

Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.

Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar "crente", com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).

Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.

Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?

Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?

Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.

Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.

Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?

Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.

Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.

Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.

Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.

Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.


O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.

Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.

Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.


Fonte: Site do Pr. Ricardo Gondim

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Não faz isto porque não presta! Hoje é Sexta-feira Santa!!!




Adriano Couto

Quem de nós nunca ouviu esta frase pela menos uma vez na vida? Não FAZ ISTO PORQUE NÃO PRESTA!!!Ainda mais no dia de hoje, SEXTA-FEIRA SANTA! Dia que tudo “não presta”, segundo nossa realidade brasileira permeada pelo sincretismo religioso, em especial gaúcha, minha realidade local, povo supersticioso por excelência, fato relatado em uma canção regional que explana exatamente a mentalidade mítica deste povo: “gaúcho é supersticioso, acredita em assombração, acredita em lobisomem, boitatá e bicho-papão”.

Desde pequeno ouço histórias do tipo: “Não faz tal coisa porque não presta, pois hoje é sexta-feira santa”. Alguns exemplos: “Não ordenhe vacas hoje porque em vez de leite, sairá sangue de suas “tetas”; “não faça a barba hoje porque senão tu vai virar lobisomem” (acho que é ao contrário! Hehe); “não presta andar a cavalo porque entre as orelhas do mesmo tu verás uma bruxa”;” olha, não saia por aí porque o diabo está solto, porque Jesus está morto!” “E também não ande pelos matos porque as cobras estão mais “brabas” este dia”; “é muito bom colher marcela neste dia, pois ela está abençoada com o sereno da madrugada”. Vale também acrescentar que os mais antigos neste dia sequer varriam a casa, lavavam o rosto, penteavam os cabelos, etc., porém quem lucrava com tudo isto eram as crianças, pois aprontavam muito pois sabiam que não seriam castigadas por suas travessuras neste dia, pois “não presta bater em criança na sexta-feira santa”. Porém em contrapartida, no alvorecer do dia seguinte, os pais batiam nas mesmas com toda fúria, pois segundo eles era para “tirar as aleluias” e também para compensar a abstinência de carne, praticavam com verdadeira selvageria uma verdadeira carnificina de animais, promovendo uma verdadeira comilança e beberagem sem limites!( me digam caros leitores, adiantou a abstinência destas pessoas?).

Mas sempre me questionei: ONDE ESTÁ ESCRITO ISTO??? Onde está a justificativa para tais atos, que para fazer isto ou aquilo “presta” ou “não presta”? Onde está à fundamentação para tudo isto? Na Bíblia sei que não é! A mesma pode ter seus absurdos, até mesmo muito mais atrozes, mas sobre estas prescrições ela não trata.

Vejam só caros leitores! Que RIDÍCULO! Não consigo encontrar outra palavra para qualificar tais atitudes! Cresci presenciando estes absurdos, as pessoas impondo restrições a si próprias por medo de um suposto inferno e não por devoção! Sei de pessoas que nunca botaram os pés em uma igreja, seja ela católica ou evangélica, mas seguem estas superstições a risca! Muito bizarro! Como fui um ministro religioso sei distinguir muito bem o que é fé do que é superstição, diga-se de passagem, que é um abismo! Para quem não crê ambas se equivalem, mas trato aqui sobre a ótica religiosa!

Sempre digo a superstição é disseminada pela ignorância religiosa, que se torna na evidente na chamada RELIGIOSIDADE POPULAR, onde o indivíduo não conhece as bases da religião que se diz professar e cria uma religião a seu gosto, ou seja, grande parte do povo brasileiro, principalmente aqueles que se dizem CATÓLICOS NÃO PRATICANTES.

Desculpem-me pelo que vou dizer, mas ao longo do ministério que exerci, aprendi que não existe católico não praticante! Ou você católico ou você não é! Como afirmei anteriormente, vivemos em uma cultura sincrética, herdada dos colonizadores portugueses, daí a conseqüência, pois a criatura vai na calada da noite em terreiros de umbanda ou centros espíritas, mas como tem medo da discriminação diz:” Ah! Eu sou católico!” Mentira! Católico praticante é aquele que vai as missas e freqüenta os sacramentos, caso contrário é ledo engano, massagem para o ego. Mas se os leitores desejarem, em outro texto posso tratar especificamente sobre superstições, religiosidade popular.

Concluo afirmando que não passam de besteira essas tradições disseminadas na sexta-feira santa, devemos afastar de nossa vida tudo aquilo que nos faz mal, que nos traz sofrimentos, devemos buscar a sabedoria, o conhecimento, temos que questionar os valores que são impostos de geração em geração, pois como disse certa vez Albert Einstein: “A tradição é a personalidade dos imbecis”. Analise como o dia da sexta-feira santa é vivenciado na tua casa, faça sua reflexão a respeito, questione! A superstição não resiste ao conhecimento, para os céticos, a fé não subsiste a dúvida, mas aí é outra história...

Bom feriadão a todos!

Teoria da evolução é ignorada por 1 bilhão de muçulmanos, diz estudo



Quase a totalidade de 1 bilhão de muçulmanos do mundo ignora a teoria da evolução das espécies e acredita que a atual configuração dos continentes é a mesma desde que Deus criou o mundo.

Essa é a conclusão de um estudo de Salman Hameed, professor paquistanês radicado nos Estados Unidos, onde dá aula no Hampshire College.

Dos muçulmanos da Turquia, 20% afirmam que a teoria desenvolvida por Charles Darwin pode ser verdadeira. Trata-se, em relação a países, do maior índice apresentado pelo estudo. No Paquistão e Indonésia, por exemplo, a taxa de credibilidade da teoria é de 15% dos muçulmanos, caindo para menos de 10% no Egito.

Em países desenvolvidos onde os muçulmanos são minoria, como a França, Dinamarca e Japão, a credibilidade da teoria chega perto de 80%. No ocidente, o mais baixo índice é apresentado pelos Estados Unidos: 40%.

O Brasil se destaca pela mescla da ciência com a religião: de acordo com a Datafolha, 60% das pessoas acreditam na evolução, que teria tido uma "mãozinha" de Deus.

Hameed disse que, para a maioria dos islâmicos, a evolução é um conceito relativamente novo. Ele acredita que os muçulmanos com formação cultural mais abrangente possam a se interessar pela evolução, desde que não seja citado o nome do pai da teoria, Darwin, e muito menos que haja uma associação com o ateísmo.

Afirmou que, para a difusão da teoria entre os muçulmanos, seria ruim se ela se tornasse um símbolo da modernidadel. “Devemos evitar que ela seja ligada a tudo que eles consideram ruim sobre o Ocidente, como uma cultura materialista."

Com informação da Folha de S.Paulo.


Fonte: Paulopes Weblog

Amantes bíblicos gostam mais de sexo do que o Satanás dos crentes



por Lukretia

A Bíblia exalta amantes sexuais, que são mais tarados que o Satanás dos crentes. O desempenho do garanhão bíblico é superior ao dos crentes ruins de cama e com a obsessão de que sexo é pecado.

Pobres crentes, tenho pena deles. São intolerantes, neuróticos, fóbicos, xenófobos, racistas, homofóbicos. Atormentados pela obsessão e psicose sexuais. Isso hipocritamente porque sabemos que seus humores sexuais vazam, e vazam frequentemente. Mas não admitem que façam sexo, que gostam, que são aficionados, porque é pecado.

Culpam por gozar, mas não deixam de gozar, um gozo sem predicativos, sem gozações verbalizadas e fluidas, como o gozo sexual descrito pela Bíblia, pela sunamita dos Cantares (Cantares de Salomão, da Bíblia protestante, ou Cântico dos Cânticos, da Bíblia católica, capítulo 6, VS 13).

Se os crentes lessem realmente a Bíblia, iriam entender o jogo erótico daquelas palavras do chamado Cântico dos Cânticos de Salomão, onde o amor sexual é humano, naturalíssimo, e é transformado em metáfora religiosa. (Cântico 7, 10).

O problema é que os crentes possuem pelo seu deus um amor sádico, negado até às vísceras, porque revela um ódio contra a humanidade, enquanto que o seu deus, pelo menos numa perspectiva artística, literária, ama a humanidade do jeito que ela é (Cântico/cantares 1, 5), do jeito que ele fez.

Os personagens da Bíblia gozam bastante. Que o diga a sunamita que estremece de gozo só em ouvir a voz do amado (Cântico/cantares 5, 2), que se deixa beijar por ele com beijos apaixonados (Cântico/Cantares 1: 2), que ousa deixá-lo beber nos seu umbigo o vinho como numa taça (Cântico/Cantares 7, 12), que o introduz nas câmaras onde aquela que lhe deu à luz (a madre corporal ou a vagina, Cânticos 3,4) o recebe prazerosa (Cântico/cantares, 6:VS9) com o seu estandarte (o pênis ereto, Cânticos/Cantares 2, 4), fogoso como os cavalos , enquanto ela se deixa apascentar como uma ovelha.

O amante sagrado refere que a boca da sunamita é doce e seus dentes macios como ovelhas, clara alusão ao sexo oral. Ela coloca, inclusive, o ramalhete dele (pênis) entre os seus seios (Cânticos 1, 13)... (Os teus dentes são como o rebanho das ovelhas tosquiadas, que sobem do lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e nenhuma há estéril entre elas. Os teus lábios são como um fio de escarlate, e o teu falar é agradável; a tua fronte é qual um pedaço de romã entre os teus cabelos)

E ela deixa-se ser ensinada por ele na felação de sua "porta" (outra metáfora para a "câmara" vaginal), entre aromas e unguentos, analogia do esperma vertido como libação criativa... (Que belos são os teus amores, minha irmã, esposa minha! Quanto melhor é o teu amor do que o vinho! E o aroma dos teus unguentos do que o de todas as especiarias! Favos de mel manam dos teus lábios, minha esposa! Mel e leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro do Líbano.)

Pena que os crentes, com a mentalidade suja dos reprimidos, não usufruam de sua própria literatura erótica, por considerarem-na "pornografia", da qual , aliás, diga-se de passagem, a Bíblia também é cheia e fez escola filosófica de alcova.


Fonte: Paulopes Weblog

Incoerência da Redenção

Ernesto Von Rückert

Nesta semana a cristandade reverencia a morte daquele que consideram o redentor da humanidade, Jesus. É a morte, e não o nascimento ou a ressureição, o fulcro da doutrina cristã. Seu significado reside em que, por ela, Deus pai sentiu-se aplacado de sua ira pelo pecado original e permitiu aos homens ascenderem ao céu após sua morte, caso ela os tenha encontrado em estado de graça. Nisto consiste a chamada “redenção”. Tendo criado o homem à sua imagem e semelhança, no paraíso, em que não teriam sofrimentos nem encargos e ascenderiam de corpo e alma ao céu, após algum tempo de estadia terrestre, Deus proibiu-os de comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. Mas, tentados pela encarnação de satanás em uma serpente, eles comeram desse fruto e, com esta desobediência, foram expulsos por Deus do paraíso e condenados a ganhar o pão com o suor do rosto e a parir os filhos com dores, além de ficarem impedidos de subir aos céus e que seu corpo morresse. Em vão imolaram os homens cordeiros e outros animais para aplacar a ira de Deus. Todavia, sendo misericordioso, Deus abriu uma possibilidade para o homem poder ir para o céu. Esta seria uma oferta de um sacrifício infinito. Nada menos do que a imolação de si a si mesmo, encarnado em um ser humano, que seria Jesus. A condição exigida para usufruir da redenção seria aceitar que Jesus tenha sido o redentor e levar a vida de forma a que a morte encontre a pessoa em estado de graça, isto é, sem pecados. Caso contrário a pessoa estaria condenada à danação eterna no inferno ou a um período de purificação no purgatório, após o que poderia ir para o céu. Por enquanto apenas a alma, mas, depois do Juízo Final, que se daria no fim do mundo, com o corpo também.

Uma análise cuidadosa de tudo isso mostra o quanto esta história é implausível e o quanto de crueldade está contido nela. Para começar, supondo que, de fato, Deus tenha criado a humanidade na figura do casal Adão e Eva e que eles tenham cometido o pecado original, sendo Deus a fonte da própria bondade, do amor e do perdão, porque não os perdoou simplesmente, sem exigir sacrifício expiatório nenhum? Os cristãos consideram até blasfêmia discutir os desígnios de Deus, mas esta atitude divina é incoerente com a concepção de Deus como santíssimo. Além disso, promover a encarnação de si, em sua segunda pessoa, no homem Jesus, para que este sofresse toda a paixão como é relatada nos evangelhos revela uma mente divina requintadamente cruel e sádica. O islamismo, que coloca a salvação do homem em suas obras, orações e piedade, sem considerar nenhum pecado original e nenhuma redenção, é uma religião muito mais coerente do que o cristianismo.


Fonte: Blog do Ernesto Von Rückert

quinta-feira, 21 de abril de 2011

MUDANÇAS

Luiz Fernando Veríssimo

E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã,

Que virou lib,

Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
'Problemas de moça' viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou musse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD

A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do 'não' não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também

O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis

Polícia e ladrão virou Counter Strike

Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV

Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita ?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência esta coisa maldita!

A maconha é calmante

O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.

Inclusive de notar essas diferenças.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Pornô Gospel

Encontrei na Internet...



... um artigo do rev. Rodrigo da Silva da Igreja Presbiteriana do Brasil. (original aqui: http://blogdorevrodrigo.blogspot.com/2011/04/pornografia-crista-e-so-o-que-faltava.html)

Quando a gente pensa que já viu de tudo no meio cristão, sempre aparece algo para nos surpreender negativamente. Umas das mais recentes novidades nos EUA é a criação de uma indústria pornô voltada para o público cristão. Isso mesmo! Você não leu errado amado (a) leitor (a)! Abaixo, republico um texto do Pavablog: Pornô Gospel (com algumas alterações e ênfases minhas), a respeito do assunto. De faro, estamos vivendo os últimos dias. Que Deus tenha misericórdia de nós! Confira.




Se já é um perigo não se falar de sexo na igreja (visto a atração que o mundo exerce sobre a juventude), falar sobre a sexualidade tomando por base o "Tudo posso..." pode ser fatal para a Igreja. Ultimamente, diversas igrejas decidiram misturar a sexualidade (que é natural do ser humano) aos costumes e doutrinas da comunidade.
Primeiro foi a polêmica "Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), que começou a levantar a bandeira da causa "gayspel". A igreja não só aceitava os homossexuas (o que todas deveriam fazer), mas abria espaço para militância GLBT, defendo o homossexualismo. Ora, assim como não (ou pelo menos não deveriam) existir igrejas heterossexuais, também não deveriam existir igrejas homossexuais. Púlpito não é lugar para movimento homo, hetero, bi, multi ou assexuado (nada contra os celibatários).

Depois dessa polêmica, vieram os casais cristãos evangélicos que realizavam e defendiam a prática do "sono inocente", fazendo swing (troca de casais) de uma maneira "conforme a palavra de Deus". Imagine: "Sou chifrudo e gosto disso, porque é a vontade de Deus", deveria dizer um deles.

Pois, qual será a próxima travessura que os crentes mais, digamos, safadinhos vão aprontar, você deve estar se perguntando. Agora, surgiu nos EUA um movimento para produzir filmes e materiais pornográficos especiais para casais cristãos. O interessante é que eles colocam algumas coisas de maneira sutil, com alguns pontos que podem tranquilamente enganar quem não toma cuidado. Mas quando você percebe o real objetivo deles (misturar o evangelho com sexo e pornografia), é de ficar abismado. Afinal, pecar já é ofensa suficiente a Deus, mas buscar respaldo na bíblia para isso é herético e indecente. Só falta agora convidarem a Gretchen que é crente e tem muita experiência nesse ramo do cinema(?). "Uma proposta para uma pornografia cristã", diz o movimento. Veja seus argumentos aqui.

Os crentes pornógrafos desenvolveram até um conjunto de diretrizes de Filmes Cristãos Pornô. Deixei em negrito alguns que considero irônicos. Veja:

• Deve retratar só casais matrimonialmente ligados em atos sexuais. Isto significa que quaisquer parceiros sexuais, em uma produção pornô cristã devem ser marido e mulher, dentro e fora da tela. Todos os agentes devem ser casados na vida real e retratarem a vida real. E eles só devem ter relações sexuais com seus cônjuges.

• Deve retratar o sexo dentro de contexto de um casamento cristão. Devem-se aparentar através das ações, comportamentos e fala dos personagens retratados que são cristãos e que levam um estilo de vida cristã, e tem um casamento no qual sua fé é o ponto principal. Isto pode ser ilustrado em uma variedade de formas, com cenas mostrando por exemplo, um jovem orando em conjunto e estudando a Bíblia e freqüentando a Igreja ou realizando funções na Igreja e outras cenas relativas a um outro casal cristão fazendo sexo fora do seu quarto.

• Devem ser instrutivos. Parte da missão da pornografia cristã é o de educar crentes casados em como conseguir mais prazer sexual na intimidade de seus relacionamentos. Isso pode ser muito bem feito através da dramatização de diversas técnicas e posições sexuais, para que jovens possam aprender a incorporá-las em suas rotinas de fazer amor. Nos seus papéis na tela, os atores-crentes devem ser um modelo correto tanto em técnicas como de atitudes sexuais adequadas, portando-se de uma forma respeitosa com os órgãos uns dos outros como um sagrado dom de Deus que eles são.

• Não deve haver sexo extraconjugal, a não ser que seja para ilustrar as quedas de adultério. Os casais, em uma produção pornô cristã nunca devem ter relações adúlteras, a menos que seja para demonstrar que eles e seus parceiros sofrem e são punidos pelos seus pecados.

• Deve ser inspirador, centrada no reforço do matrimônio cristão e da fé cristã. Pornô cristão deve ter uma mensagem positiva. Evidentemente, a sua mensagem principal seria o de demonstrar o uso sagrado da sexualidade e sensualidade para reforçar os laços do casamento cristão. Mas em todos os outros aspectos, deverá afirmar valores cristãos na comunidade, na família, valores de fé, honestidade, caridade, e assim por diante. O filme deve demonstrar que ter uma vida sexual alegre e que satisfaça o casamento é um dos frutos de seguir o caminho da retidão.

• Sem obscenidades. Embora exclamações de prazer sejam aceitáveis, como são os sons naturais nas expressões no ato sexual, Cristianismo pornô não deve conter obscenidades ou juramentos. Os participantes deverão abordar uns aos outros com amor e respeito em todas as ocasiões

• A utilização correta do pornô cristão

O principal objetivo da pornografia cristã é permitir que casais cristãos casados possam celebrar melhor a sua sexualidade, a fim de se tornar mais íntimo entre si e desfrutar de uma vida mais íntima com o Senhor. Nós encaramos os casais assistindo estes filmes e vídeos em conjunto, utilizando-os para iniciar um diálogo franco e aberto sobre a sexualidade e as suas próprias relações sexuais e, em seguida, aplicar as técnicas ilustradas nos filmes e incorporá-las em seus próprios atos. “O pornô cristão não se destina a substituir o sexo no casamento, nem o seu objetivo é simplesmente o de despertar o apetite sexual do marido e da mulher mas incentivá-los a usar os seus apetites sexuais com maior efeito”.

Será que ninguém percebe que há exageiro de todos lados? De um lado, temos os cristãos reacionários e conservadores (fundamentalistas) que acham que sexo prazeiroso, no momento e com a pessoa certa, é "coisa do diabo". Do outro, cristãos liberais que dizem que vale tudo (não só entre quatro paredes e a dois), desde sexo a três, filme pornô cristão e troca de casais. Será que é tão difícil para a Igreja ser equilibrada e menos polarizada?

Outras propostas bizarras acerca da sexualidade dos cristãos, são ensinadas "biblicamente" aqui: Sexo Anal em conformidade com a vontade de Deus. São coisas como essas que nos leva a clamar "Maranatha"! Ora, vem Senhor Jesus!

Fontes: Rev. Rodrigo G. da Silva/PavaBlog/ Blog Com Texto Livre

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Como é ser ateu? Entrevista com André Cancian, editor do site Ateus.net



1) Qual sua idade?
Nasci em 19/02/1982.

2) Há quanto tempo você é ateu?
Se a pergunta quer dizer “Há quanto tempo você tem consciência de que é ateu”, a resposta é desde os catorze anos, que foi quando adquiri maturidade suficiente para pensar independentemente sobre tais assuntos. Entretanto, tomando-se a definição correta de ateísmo, que é “ausência de teísmo”, ou seja, “ausência de crença em deus(es)”, então, em certo sentido, pode-se dizer que sempre fui ateu, antes implícito, agora explícito. Como ninguém nasce acreditando em deus, então, em rigor, todos nascemos ateus e permanecemos como tais até que surja em nós a crença em algum tipo de deus. No meu caso, não surgiu.

3) O que o levou a essa escolha?
Como disse, eu nunca “escolhi” o ateísmo. Nasci ateu e permaneço como tal até hoje. Permaneço ateu porque essa posição me parece a mais sensata ante a ausência de evidências para a existência de um “deus” — seja isso o que for. O raciocínio que fundamenta tal posicionamento é algo muito simples: não devemos acreditar em algo se não tivermos motivos para fazê-lo. Note que, em geral, há a tendência de se tentar inverter o “ônus da prova” nessa questão, ou seja, faz-se parecer que são os ateus que devem se justificar por não crer, como se precisassem provar a inexistência de deus para validar sua posição. Contudo, veja o seguinte detalhe: como poderíamos fazer isso — provar a inexistência de deus — se, na realidade, nem sequer existem provas de sua existência para refutarmos? Assim, em princípio, o ateísmo não precisa “provar” nada, pois ele não é uma “crença”, mas uma descrença — e qual justificativa poderia ser necessária para o fato de alguém não acreditar em algo porque não há evidências? É quem afirma a existência de algo que cabe o dever de fornecer provas. Além disso, se não adotarmos a descrença como posição padrão para a ausência de evidências, precisaríamos acreditar em tudo por padrão — e isso inclui acreditar em todos os deuses ao mesmo tempo, por exemplo. Uma situação bem estranha.

4) Há outras pessoas que não creem em deus em sua família?
Sim, há outros membros da família que são descrentes. Meus dois irmãos, por exemplo.

5) Em caso negativo, como seus pais encararam sua escolha?
Meus pais a encaram com naturalidade e, acima de tudo, respeitam minha escolha, assim como eu respeito a deles.

6) Em caso afirmativo, o que você reconhece de diferente no dia a dia de sua família?
Nunca fui capaz de perceber qualquer reflexo do ateísmo no dia a dia, num sentido prático. Ateus costumam viver como a maioria das pessoas: tentando levar uma existência feliz e agradável, lutando para conquistar nossos sonhos.

7) Você já acreditou na existência de deus em algum momento?
Não, nunca acreditei. Claro, eu considerei a hipótese. Considerei-a, analisei-a e, então, descartei-a. Entretanto, deve ficar claro que estou e sempre estive aberto às evidências. Não sou ateu porque decidi que deus simplesmente não existe e ponto final. Apenas pesei as evidências disponíveis contra e em favor da existência deste “ser”, e cheguei à conclusão de que não existem motivos que justifiquem a crença. Mas, por exemplo, se chegasse a mim um indivíduo que pudesse provar, sem margem de dúvida, a existência de deus, não há qualquer dúvida quanto a isto: eu acreditaria imediatamente em sua existência. Não sou um ateu irrevogavelmente convicto, pois, como dizia Nietzsche, Homens convictos são prisioneiros. Mantenho sempre minha cabeça aberta. Esse é todo o conceito por detrás do meu ateísmo. A única coisa que me nego a fazer é acreditar em algo sem possuir justificativas.

8) Como é o dia a dia sem deus?
Pelo que percebi até hoje, praticamente como o de qualquer outra pessoa. Teoricamente, parece que sermos o centro da criação ou apenas animais racionais faria muita diferença sobre como viveremos nossa vida, mas na realidade não parece virtualmente nenhuma. Provavelmente porque, no dia a dia, preocupamo-nos com nossas necessidades humanas, ou seja, com trabalhar, comer, dormir, não com ser “salvos”. Então, por isso mesmo, se alguém chegasse a mim e provasse a existência de deus, claro, eu passaria a acreditar em deus. Talvez fosse até interessante a situação de ter uma “vida eterna”. Porém, no que toca a prática, não acho que isso mudaria o modo como vivo minha vida.

9) Você usa ou já usou expressões como “graças a Deus”, “Deus me livre”, “se deus quiser”, mesmo que por força de expressão?
Não vejo problema nelas em si mesmas, são só palavras. Contudo, não deixo de sentir que refletem a expectativa de uma “intervenção divina” em nossas vidas, algo que, a meu ver, poderia incentivar uma espécie de comodismo, uma postura de passividade frente aos problemas da vida.

10) Deus é, muitas vezes, uma espécie de suporte para enfrentar as turbulências da vida. Quando não há fé em Deus, o que substitui esse “suporte” nos momentos de dor? Onde você busca consolo/conforto?
Depende do problema: se estou com dor de dente, vou ao dentista; se estou doente, vou ao médico. Acho que procurar entender as verdadeiras causas de nosso sofrimento é o método mais eficiente para solucioná-lo pela raiz, em vez de apenas remediá-lo com placebos espirituais. Além disso, como a maiorias das pessoas, tenho amigos, tenho familiares, e eles me apoiam nesses momentos. Não preciso de mais que isso.

11) Quando se acredita em deus, é possível associar valores éticos e morais à lógica cristã. Quando não se crê em deus, como se fundamentam esses valores? Qual o parâmetro para definir o “certo e o errado”, o “justo e o injusto”, por exemplo?
A moral dos ateus costuma ter uma orientação humanista, baseada no reconhecimento de que seres humanos têm muitas necessidades, interesses e objetivos comuns, e que, portanto, é possível fundamentar valores morais em termos de necessidades humanas compartilhadas — necessidades biológicas, psicológicas, sociais, emocionais etc. Em grande medida, a moralidade humana baseia-se, não em “crenças”, mas em nossa própria natureza humana, nas respostas emocionais comuns que apresentamos diante das mesmas situações. Compaixão, altruísmo e solidariedade são coisas que estão presentes tanto em crentes quanto em descrentes, e isso não é algo que se escolhe. Faz parte de quem somos. Então, voltando à pergunta inicial, para ateus a moral é um conjunto de regras de conduta feitas por humanos para satisfazer necessidades humanas, cuja finalidade última é promover o nosso próprio bem-estar e permitir a vida em sociedade.

12) Como você encara datas festivas religiosas como Natal e Páscoa, por exemplo? Comemora ou não? De que forma?
Bem, não faria muito sentido “comemorar” algo em que não acredito. Então, na prática, vejo essas datas como tempo livre para fazer o que gosto — ler um bom livro, passear, conversar com os amigos etc.

13) Você já se sentiu/sente-se discriminado por ser ateu? Em caso afirmativo, como foi/é a situação?
Pelo menos em minha experiência pessoal, todos os que me circundam sempre respeitaram meu ponto de vista.

14) Você teve que tipo de formação escolar: pública ou privada?
Até o ensino médio, estudei em escolas particulares católicas.

15) Quais os fundamentos do ateísmo?
O ateísmo não possui propriamente um “fundamento”. Quero dizer, ele, em si mesmo, não diz nada sobre como a pessoa vai comportar-se, pois o ateísmo não é um conjunto de “princípios” a serem seguidos, não é um é um conjunto de valores. Ateísmo é apenas o nome que se dá à descrença em deus.

16) Como surgiu a ideia de seu site?
Vi na internet um canal para realizar aquilo que quase todos desejam: possuir um espaço para compartilhar suas ideias. O objetivo principal do site é disponibilizar textos ricos em conteúdo informativo, convidando o leitor a refletir sobre assuntos nos quais, em geral, não pensamos muito. Assim, a ideia não é “converter” o leitor. A proposta é apenas disponibilizar o material, deixando que cada qual tire suas próprias conclusões.

17) Há quanto tempo ele está no ar?
Seus rudimentos datam de 1999, mas ele começou, com o formato que tem atualmente, em 2001.

18) Você tem noção do volume de acessos dia/mês?
O site recebe em torno de 5000 visitas diárias.

Entrevista: Revista Época

Fonte: Site Ateus.net

Perdi a fé




Pr. Ricardo Gondim

Sentado na quarta fileira de um auditório superlotado, eu ouvia um renomado orador cativar mais de mil pessoas com sua oratória carismática. Na contramão do frenesi provocado por ele eu repetia para mim mesmo: “Não, não posso negar, já não comungo com os mesmos pressupostos deste senhor”. Aliás, parece que ultimamente vivo em controvérsias, tanto pelo que escuto quanto pelo que falo. Algumas pessoas me perguntam se provoco polêmica para fazer tipo. Outros querem saber se sei aonde quero chegar. Respondo: “Estou mais certo dos caminhos que não quero trilhar”.

Muito de minhas controvérsias surgiram porque eu me recuso a escamotear dúvidas com cinismo. Fujo de tornar-me inconseqüente nas declarações que possa fazer a respeito de Deus e da fé. Receio perpetuar uma espiritualidade desconectada da vida.

Reconheço, algumas intuições sobre teologia ainda estão verdes. Mas, nem sei se quero que elas amadureçam. O pouco de sentido que me fazem basta para que eu me ponha a garimpar a verdade. E isso é bom. Há um fluxo que me faz abandonar certas pedras onde outrora tomei pé. O que abandonei?

1. Não consigo mais acreditar no Deus inativo, que carece de preces “verdadeiras” para mover-se. Uma frase que não faz nenhum sentido para mim? “Oração move o braço de Deus”.

2. Não consigo mais acreditar que os milagres de Deus sejam prêmios que privilegiam poucos. Não consigo entender que Deus se comporte como um “intervencionista” de micro realidades, deixando exércitos de ditadores “correrem frouxos”. Inquieta-me saber que Deus tenha uma “vontade permissiva” para multinacionais lucrarem com remédios que poderiam salvar vidas. Não aceito que haja uma razão eterna para que governos corruptos atolem os mais pobres na mais abjeta miséria.

3. Não consigo mais acreditar que Deus, mantendo o controle absoluto de tudo o que acontece no universo, tenha sujado as mãos com Aushwitz, Ruanda, Darfur, Iraque e outras hecatombes humanas. Não aceito que ele, parecido com um tapeceiro, precisa dar nós malditos do lado de cá da história enquanto, do outro lado, na eternidade, faz tudo perfeito. Qual o propósito de Deus ao “permitir” que crianças sejam mortas pela loucura de um atirador ou que uma menina esteja paraplégica com bala perdida?

4. Não consigo mais acreditar que a função primordial da religião seja acessar o sobrenatural para tornar a vida menos sofrida. Os cristãos, em sua grande maioria, tentam fazer da religião um meio de controlar o futuro; praticam uma fé preventiva, pois aceitam como verdade que os verdadeiros adoradores conseguem se antecipar aos percalços da vida; afirmam que os ungidos sabem prever e anular possíveis acidentes, doenças, ou quaisquer outros problemas existenciais do futuro. Creio que a verdadeira fé não foge da lida, mas encara o drama de viver com coragem.

5. Não consigo mais acreditar em determinismo, mesmo chamado por qualquer nome: fatalismo, carma, destino, oráculo. Depois de ler e reler o Eclesiastes, parei de acreditar que o cosmo funcione como um relógio de quartzo. Acredito que Deus criou o mundo com espaço para a contingência. Sem esse espaço não seria possível a liberdade humana. Creio que no meio do caminho entre determinismo e absoluta casualidade resida o arbítrio humano. Entendo que liberdade é vocação: homens e mulheres acolhendo o intento do Criador para que a história e o porvir sejam construídos responsavelmente.

Reconheço que posso assustar na teimosia de importar do mundo do rock para dentro da espiritualidade o significado de “metamorfose ambulante”. Nessa constante fluidez, a verdade pode ser simples, mas nunca deixará de ser perigosa. A senda sulcada da verdade foi sulcada por muitos, entre os passos, porém, percebo a marca das sandálias do meu Senhor. E só isso basta para eu prosseguir.


Fonte: Ricardo Gondim em seu site/ Blog Libertos do Opressor

sábado, 16 de abril de 2011

Aula de Mitologia Cristã



Séculos a frente do nosso tempo, um professor de história está diante de sua turma de adolescentes ensinando sobre algumas religiões do passado, e após uma passagem pelos temperamentais deuses gregos, era hora do seu assunto favorito:

- O cristianismo, principalmente a igreja católica, foi a religião mais poderosa do mundo durante séculos, principalmente no ocidente, de modo que ela acabou ganhando muito poder político, uma vez que a influencia que mantinha sobre seus seguidores era muito importante para os mais diversos tipos de governantes através dos séculos, desde reis a presidentes e até ditadores.

- Os antigos seguidores dessa mitologia tinham umas crenças engraçadas, por exemplo: Nas reuniões dos adeptos, que eram chamadas de missas, (aliás, no centro da cidade até ainda tem algumas igrejas que eles usavam para fazer essas reuniões...) Enfim, nessas missas havia um ritual em que eles simbolicamente comiam o corpo e bebiam o sangue do seu messias, o Jesus Cristo – O professor sorri ao ver os sorrisos incrédulos dos alunos – É isso ai, eles supostamente faziam isso pra reencenar o que Cristo teria feito na sua última ceia antes de ser crucificado.

- Já Jesus Cristo, que é o centro de toda essa mitologia, era um cara que supostamente era filho de Jeová, que era o criador do universo e tudo que há nele. Ele teria sido colocado no útero de uma mulher virgem chamada Maria através de uma espécie de inseminação artificial divina. Ele era um cara legal e, principalmente, era mágico. Ele andava sobre águas, multiplicava comida, transformava água em bebidas alcoólicas, curava diversas doenças, e conseguiu uma vez até ressuscitar um cara, o cheiro que deve ter sido é melhor nem imaginar.

Em meio às risadas dos alunos, um levantou a mão e perguntou:

- Professor, como as pessoas acreditavam em coisas assim?

- As razões para religiões terem sobrevivido por tanto tempo são muito complexas. Existem aspectos culturais, psicológicos, até mesmo políticos, como eu disse, era algo útil ter a população presa sobre uma crença cega. Mas eu acredito que um dos principais era o condicionamento de crianças. Vejam bem, voltando à igreja católica, o batismo, que era o ritual de iniciação deles, era feito em bebês e se os pais não os levassem tão logo quanto possível após o nascimento, isso era considerado uma falta grave.

- Ainda na infância havia uma espécie de curso, chamado catequese, em que as crianças, ainda descobrindo o mundo eram apresentadas aos conceitos básicos da religião, a toda a sua mitologia que colocava o universo como mero projeto de alguma entidade poderosa, aos costumes, como deveriam se portar, aos rituais, e principalmente o quanto aquilo tudo seria importante para que após a morte elas fossem levadas para um local melhor, já que eles acreditavam em uma espécie de “pós-vida” eterna e que se você não seguisse Jeová nessa vida, você seria mandado para um local em que sofreria tormento eterno. Agora imagine isso na mente das crianças da época.

-E todas as religiões seguiam essa lógica de doutrinar seus seguidores desde cedo, enraizando seus conceitos ao máximo na mente dos jovens, até os mais absurdos, de um modo que mesmo depois de adulto se tornava difícil a pessoa se livrar deles, principalmente quando a maioria nem mesmo chegava a ser apresentado a idéias diferentes que poderiam libertá-las. O Cristianismo em particular, era tão poderoso e tão aceito pela sociedade que, na época, quem não acreditava que era considerado anormal. Por mais absurdo que isso possa parecer para nós.

- Pára professor, sério isso? – Um jovem perguntou mal conseguindo esconder o sorriso.

-Sério, por muito tempo os descrentes eram quase inexistentes, ou inexpressivos, demorou séculos até que a razão tomasse conta do mundo, hoje vocês ainda podem encontrar exemplares do livro sagrados deles, a bíblia, e irão se surpreender com o tipo de coisas que se encontram lá, como eles acharem que a idade da terra era de alguns poucos milênios, que um único casal foi o início de toda população da Terra, entre várias coisas absurdas.

-Mas enfim meus jovens. Por hoje é só, estão dispensados, tenham um bom dia, até a próxima aula.


By: Bule Voador


Fonte: Blog Com Texto Livre

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Evolução ou Retrocesso das cantadas...‏

Triste realidade

Uma análise da evolução da relação de conquista e do amor do homem para a mulher,
através das músicas que marcaram época.
Não é saudosismo, mas vejam como os quarentões, cinquentões tratavam seus amores.

É por isso que de vez em quando vemos uma mulher nova enroscada no pescoço de um quarentão.
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Década de 30:
Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta:
"Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa! Do amor por Deus esculturada.

És formada com o ardor da alma da mais linda flor,
de mais ativo olor, na vida é a preferida pelo beija-flor...."
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Década de 40:
Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira,escreve para Rádio Nacional e,

manda oferecer a ela uma linda música:
"A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua,costuma se embriagar. Nos seus olhos eu suponho,
que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar"
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Década de 50:
Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa:
" Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.

É ela a menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar.
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema. O teu balançado é mais que um poema.

É a coisa mais linda que eu já vi passar."
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Década de 60:
Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço,

ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme:

"Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito não é maior que o meu amor, nem
mais bonito. Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar, como é grande o meu amor por você...."
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Década de 70:
Ele chega em seu fusca, com roda tala larga, sacode o cabelão,

abre porta pra mina entrar e bota uma melô jóia no toca-fitas:
"Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que os meus olhos se viram no teu olhar....

Quando eu mergulhei no azul do mar, sabia que era amor e vinha pra ficar...."
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Década de 80:
Ele telefona pra ela e deixa rolar um:
"Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki, máscara. Choque entre o azul e o cacho de acácias,

luz das acácias, você é mãe do sol. Linda...."
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Década de 90:
Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica:
"Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz. Mas já não há caminhos pra voltar.

E o que é que a vida fez da nossa vida? O que é que a gente não faz por amor?"
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Em 2001:
Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail:
"Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão. Vou te jogar na cama e te dar muita pressão!

Eu vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim! Eu vou te cortar na mão!

Vou sim, vou sim! Vou aparar pela rabiola! Vou sim, vou sim"!
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Em 2002:
Ele manda um e-mail oferecendo uma música:

"Só as cachorras! Hu Hu Hu Hu Hu!
As preparadas! Hu Hu Hu Hu!

As poposudas! Hu Hu Hu Hu Hu!"
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Em 2003:
Ele oferece uma música no baile:
"Pocotó pocotó pocotó...minha éguinha pocotó!
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Em 2004:
Ele a chama p/ dançar no meio da pista:
"Ah! Que isso? Elas estão descontroladas! Ah! Que isso? Elas Estão descontroladas!

Ela sobe, ela desce, ela da uma rodada, elas estão descontroladas!"
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Em 2005:
Ele resolve mandar um convite para ela, através da rádio:
"Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bunda lele!"
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Em 2006:
Ele a convida para curtir um baile ao som da música mais pedida e tocada no país:
"Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha!!!

Calma, calma foguetinha!!! Piriri Piriri Piriri, alguém ligou p/ mim!"
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Em 2010:
Ele encosta com seu carro com o porta-malas cheio de som e no máximo volume:
" Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás.
Pra que você quer saber?
Eu sou o lobo mau, au, au
Eu sou o lobo mau, au, au
E o que você vai fazer?
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer"


ONDE FOI QUE NÓS ERRAMOS?

SERÁ QUE AINDA É POSSÍVEL PIORAR?




Autor desconhecido

O que é o inferno?

Paulo Luiz Mendonça


Quando crianças, estávamos sujeitos a receber de nossos pais algum tipo de ameaça para nos amedrontar quando não obedecíamos as suas ordens, ou quando fazíamos alguma peraltice. Diziam eles que o bicho papão vinha nos pegar, ou ainda, papai do céu chora se você fizer arte, e muitas outras expressões folclóricas. Isso aplicado em crianças tudo bem, são apenas fantasias infantis Quando a pessoa cresce estas figuras se apagam do seu cérebro, não deixando nenhum resquício de preocupação.

Não sei como é em outras partes do planeta, onde não acreditam na Bíblia Sagrada, mas aqui no nosso país, onde a maioria acredita, foi criado a figura do diabo, o representante do mal e a ele deram vários nomes tais como como satanás, belzebu e muitos outros. Ele é um sujeito mau, ostenta na cabeça um par de chifres. Segundo dizem as religiões, ele é tenebroso, horripilante e é também cheio de artimanhas que usa para atrair os seres humanos descuidados Seu reino se chama inferno, cujos portões estão sempre abertos para receber os pecadores que perecerão lá eternamente.

Se falarmos isso hoje para uma criança com um mínimo de inteligência ela irá rir e levar na brincadeira, se por acaso ela acreditar no momento. Quando ela se desenvolver, se tornar adulta verá que esta figura diabo e inferno, não passa de uma coisa ridícula. Se fosse no tempo da idade média, até se podia aceitar que as pessoas acreditassem, mas hoje no século vinte um, uma época com grande avanço nos conhecimentos, grande avanço na tecnologia e um tremendo avanço nos meios de comunicação, é uma vergonha ter pessoas adultas acreditando em uma coisa tão bizarra quanto a figura do diabo cuja morada é o inferno. Será que ainda não perceberam que a figura diabo foi criada para amedrontar e atrair as pessoas para as religiões? Quando falam que o problema com o diabo é depois da morte é ai que o medo cresce e toma proporções gigantescas, porque o medo da pós-morte é terrível para os seres humanos, porque o medo é terrível, porque temos o raciocínio, podemos pensar no futuro. Os animais, por exemplo, não têm esta preocupação porque eles não raciocinam. Os seres humanos sim, raciocinam e temem a morte. As religiões aproveitam-se deste medo mórbido para atrair mais e mais adeptos. No futuro quando a mente humana estiver mais desenvolvida, a inteligência estará mais aprimorada e religião será coisa do passado.

Na minha modesta opinião, Deus ou o diabo os quais representam o bem e o mal. Estas figuras estão com toda certeza dentro da nossa própria consciência. Nós podemos ser Deus, e também ser o diabo; tudo depende do nosso procedimento. Se agirmos com decência, dignidade, amor ao próximo, e não formos egoístas, maledicentes e hipócritas, seremos a essência de Deus. Se formos indecentes, indignos, maldosos, Hipócritas, egoístas e maledicentes fatalmente teremos a essência do diabo. Esta é a verdade nua e crua o resto é tudo fantasia, não tem nenhum sentido prático, portanto, religião não nos levará a nenhum paraíso glorioso, povoado por anjos com suas liras entoando cânticos celestiais. Se levarmos uma vida exemplar, correta, de trabalho e honestidade, a única coisa que poderemos conseguir será uma exuberante paz de espírito, que nos dará coragem e tranqüilidade para enfrentar a morte. Assim iremos para o túmulo em paz, com a consciência de dever cumprido. Quem teve uma vida decente e produtiva para a humanidade nunca temerá a morte. A morte somente será temida por aqueles que têm a consciência pesada por não ter cumprido seu dever de maneira exemplar e correta.


Fonte: Blog Irreligiosos

Escola Benjamin Constant: A qualidade da Escola Rural




Adriano Couto

Devido a sordidez da oposição após reunião realizada no interior de nosso município, alardearam na imprensa local que a referida escola estava atirada, então como integrante da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Butiá, tive que me deslocar até o interior e averiguar tal situação e constatei é claro que não passa de mais um disparate. Confira abaixo a matéria:

A Escola Municipal Benjamin Constant, situada na Água Boa, tem como sua diretora, a Professora Rosa Lúcia Azambuja Vieira. Compõem o corpo docente da instituição seis professoras e uma estagiária. Também trabalham na escola três funcionários, dentre os quais uma servente, uma doméstica e um vigia noturno.

Estão matriculados 27 alunos, que estudam em quatro salas de duas turmas cada, no sistema denominado multiseriado, funcionando em turno integral nas segundas, quartas e sextas-feiras.

A escola dispõe de Laboratório de Informática com cinco computadores, mais uma impressora, possui também TV, DVD e retro-projetor. É disponibilizada para a comunidade escolar a biblioteca com acervo diversificado contando com mais de 300 títulos, tais como literatura infantil, romances dentre outros, qualquer morador da localidade pode contrair empréstimo da biblioteca.

Estão sendo desenvolvidos projetos tais como: Horta Escolar, preparando para incrementar a merenda escolar com alface, couve, repolho, tomate, tempero verde entre outros. A merenda oferecida aos alunos é de ótima qualidade, complementada com frutas, verduras e legumes. São oferecidas três refeições diárias, café da manhã, almoço e café da tarde; Também existem projetos de Língua Inglesa e Hora do Conto, estes realizados com alunos desde o 1º ano escolar. Os professores estão desenvolvendo juntamente com os alunos projeto de pintura interna das salas de aula onde cada turma escolherá a cor de sua preferência e para pintura externa foi decidido em conjunto que será a cor branca.

Dentro de 30 dias a escola já contará com conexão de internet via rádio, onde os alunos poderão fazer suas pesquisas no laboratório de informática.

A SMED está repassando a escola, verba de pequenas despesas para auxílio em reparos e serviços de manutenção, sendo que a mesma está em ótimo estado de conservação e higiene. A escola dispõe também de um diário onde são registradas todas as atividades desde o ano 2000.

Todas as terceiras 4º feiras do mês são realizadas missas na escola, onde estão sendo preparadas 15 crianças para sua Primeira Eucaristia.

A Diretora Rosa Lúcia destaca: “A escola está sempre à disposição da comunidade escolar, interagindo com moradores da localidade, quaisquer dúvidas pode procurar a direção”.


Todos os ataques contra a Administração Popular, qualquer tentativa de dessestabilizar o governo com boatarias e coisas deste gênero, terão resposta imediata!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Os humanos só usam uma fração do poder de seus cérebros: mito ou verdade?



Muitas pessoas acreditam que nós só usamos uma pequena fração do nosso cérebro, digamos, 20% de nossa capacidade real. Algumas pessoas até afirmam que são capazes de usar mais o cérebro do que outros, o que lhes confere poderes psíquicos.

Será que isso existe? Um novo filme, “Limitless” (em português, “Sem limites”), conta a história ficcional de uma escritora que toma uma droga experimental que lhe permite utilizar 100% de seu cérebro, adquirindo uma memória e concentração sobre-humanas, além de outras habilidades fantásticas.

Como o enredo sugere, quem sabe do que seríamos capazes se usássemos os 80 ou 90% do nosso cérebro que estão sendo desperdiçados?

Isso só o filme vai saber mesmo. Porque, na vida real, isso não passa de baboseira.

Pois é, a boa (ou má) notícia é que você já está usando 100% do seu cérebro. Não há velocidade superior ou grande potencial que você ainda não tenha acesso. Muitas pesquisas mostram claramente que o cérebro inteiro já está empenhado. Não há peças “livres” ou “inacessíveis”. Na realidade, especialistas comentam que até mesmo simples tarefas geralmente exigem contribuições de áreas de processamento espalhadas por praticamente todo o cérebro.

É verdade que alguns produtos químicos ou drogas podem aumentar a capacidade do cérebro de lembrar, de processar informações, ou estar alerta, como qualquer bebedor de café ou energético já sabe.

Aliás, se esse mito fosse verdade, sugeriria que a maior parte do cérebro é desnecessária ou irrelevante. Quando alguém fosse baleado na cabeça, ao invés de nunca mais se recuperar, ouviríamos seus médicos dizerem: “Felizmente, a bala só danificou os 80% de seu cérebro que ele não usava”.

O roteirista de “Sem Limites” não deve se sentir mal, entretanto. O cinema está perdoado. Até porque, mesmo o brilhante filme “A origem” (“Inception”) incluía um personagem dizendo: “Nós todos usamos apenas uma fração do potencial do nosso cérebro”. [LiveScience]


Fonte: Site Hype Science

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Paulo Machado reúne a base do governo e afirma que é Pré-candidato à reeleição em 2012



Éverton Pereira

O prefeito Paulo Machado convocou na tarde de terça-feira, 12, todos os secretários municipais, presidentes do PDT, PT e PPS e a bancada governista da Câmara de Vereadores para uma das mais importantes reuniões de governo de sua gestão até aqui. Na pauta estava à avaliação do governo e a preparação para as eleições municipais de 2012.

Em sua fala o prefeito declarou que é pré-candidato à reeleição e que o governo não sofrerá nenhuma mudança até o pleito de 2012. “Convoquei esta reunião que é talvez uma das mais importantes de nessa gestão para informar que sou pré-candidato a reeleição no ano que vêm e que estou disposto a representar nosso projeto iniciado em 2005 com o ex-prefeito Sergio Malta e que agora tem o fortalecimento do PDT”. Buscando acabar com rumores divulgados constantemente sobre eventuais mudanças no governo, o prefeito foi taxativo. “Em time que está ganhando não se mexe. Quero deixar claro de uma vez por todas que não haverá nenhuma mudança no alto escalão do governo até o fim do mandato. Estamos realizando ações excelentes em todas as áreas da administração e não há porque mexer no governo neste momento”. Quanto aos principais pontos positivos do governo, Paulo Machado destacou o trabalho de todas as secretarias do governo. “Estou satisfeito com todos os meus secretários e não mudarei nenhum deles, estarão conosco até o fim”, disse o prefeito em tom enfático. Sobre as prioridades da gestão até as eleições, o prefeito disse que será nas áreas de infra-estrutura, saúde e combate a pobreza. O prefeito finalizou seu discurso dizendo que a partir de agora é um novo tempo. “Entramos em uma nova fase. Acabou o tempo de rumores e fofocas. O PT está unificado e alinhado com o PDT e PPS e por isso temos grandes chances de vencer o próximo pleito”. Sobre a inclusão de outras siglas no governo o prefeito afirmou que acredita que os três partidos têm condições de obter um resultado positivo e manter a linha adotada desde 2005. O prefeito entregou uma carta de sua autoria aos presentes em que entre outras coisas pede dedicação e união de todos e afirma que “são apenas 450 dias para a produção de mudanças, é o tempo que temos”.

Além dos secretários, vereadores e dos presidentes dos partidos da coligação, estava presente a ex-primeira dama Berenice Pinto que afirmou que estará ao lado de Paulo Machado até o fim, defendendo o governo iniciado por seu marido. O ex-secretário de Finanças é um dos nomes mais cogitados para concorrer à vice na chapa, Fábio Raguse, disse que o governo está muito bom e uma das principais marcas é a honestidade e a forma transparente e republicana com que administra a coisa pública. “Nossa principal marca é a seriedade e foi graças a ela que vencemos em 2004 e em 2008 e venceremos com certeza em 2012. Estão do nosso lado os melhores quadros da política do município. As pessoas mais capazes e com capacidade de visão e o povo butiaense sabe disso”.