Sob a coordenação da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República, o levantamento mostra que entre os fatores da informalidade está o baixo reconhecimento, a não valorização da atividade doméstica e a discriminação. De acordo com a pesquisa, uma trabalhadora doméstica na informalidade recebe cerca de 30% a menos das que possuem carteira assinada. Entre as negras, a situação é pior, pois a maioria (59%) não possui vínculo formal de trabalho e recebe o equivalente a 67,4% do salário mínimo.
O estudo ainda observa que, pelo fato de não produzir valor agregado e ser realizado no ambiente doméstico, o trabalho é marcado pela invisibilidade, pela subvalorização, além de precariedade. As raízes históricas estão na escravidão, diz a pesquisa.
Em nota, a subsecretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas da SPM, Maria Angélica Fernandes, disse que o objetivo do documento é contribuir para a redução do índice de informalidade na área, em sintonia com as metas do governo federal de combater a pobreza e a miséria extrema.
Em 2008, o rendimento médio mensal entre as trabalhadoras com carteira assinada foi de R$ 523,50; já para as trabalhadoras sem registro na carteira, o valor foi de R$ 303,00. A quantia é 27% abaixo do salário mínimo vigente em setembro daquele ano, ou seja, R$ 415,00. Ainda em 2008, os valores se mostravam inferiores para as mulheres negras que trabalhavam na informalidade: aproximadamente R$ 280,00.
Bruno de Pierro
Agência Dinheiro Vivo
Fonte: Blog Com Texto Livre
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