quinta-feira, 30 de junho de 2011

BAR X ACADEMIA



Por que será que é mais fácil freqüentar
um bar do que uma academia?

Para resolver esse grande dilema, foi necessário freqüentar os dois (o bar e a academia) por uma semana. Vejam o resultado desta importante pesquisa:

Vantagem numérica:

- Existem mais bares do que academias.
Logo, é mais fácil encontrar um bar no
seu caminho.
1x0 pro bar.

Ambiente:

- No bar, todo mundo está alegre.
É o lugar onde a dureza do dia-a-dia
amolece no primeiro gole de cerveja.
- Na academia, todo mundo fica suando,
carregando peso, bufando e fazendo cara feia.
2x0.

Amizade simples e sincera:

- No bar, ninguém fica reparando se você
está usando o tênis da moda. Os companheiros
do bar só reparam se o seu copo está
cheio ou vazio.
3x0.

Compaixão:

- Você já ganhou alguma saideira na academia? Alguém já te deu uma semana de ginástica
de graça?
- No bar, com certeza, você já ganhou uma
cerveja 'por conta'.
4x0.

Liberdade:

- Você pode falar palavrão na academia?
5x0.

Libertinagem e democracia:

- No bar, você pode dividir um banco com
outra pessoa do sexo oposto, ou do mesmo
sexo, problema é seu...
- Na academia, dividir um aparelho dá até briga.
6x0.

Saúde:

- Você já viu um 'barista' (freqüentador de bar) reclamando de dores musculares, joelho bichado, tendinite?
7x0.

Saudosismo:

- Alguém já tocou a sua música romântica
preferida na academia?
É só 'bate-estaca', né?
8x0.

Emoção:

- Onde você comemora a vitória do seu time?
No bar ou na academia?
9x0.

Memória:

- Você já aprontou algo na academia digno
de contar para os seus netos?
10x0 pro BAR!!!

Portanto, se você tem amigos na academia,
repasse este e-mail para salvá-los do mau
caminho!

PS: Você já fez amizade com alguém bebendo Gatorade???

ENTÃO, VAMOS PRO BAR!!!
Te espero lá..

Cocaína-Cola




Qual uma das lutas mais difíceis que os Países Ocidentais travam? A luta contra a droga.

Qual uma das bebidas mais vendidas no Mundo Ocidental? A Coca Cola.

Não sei se repararam: "Coca", como "cocaina".

Sim, mas a Coca Cola Company não utiliza a droga, só o nome ficou.

Não é bem assim.

The New York Times, 1988:

Esta semana surgiram, a partir de entrevistas com representantes do governo e cientistas envolvidos em programas de pesquisa sobre drogas, alguns detalhes sobre como a Coca-Cola obtém a coca e como esta é processada.

Eles identificaram a Stepan Company, no Illinois, qual importadora e empresa que processa a cocaína usada na Coca-Cola. Depois dos representantes da Stepan terem declarados os laços com a Coca-Cola, a gigante das bebidas confirmou os detalhes das operações.

Em entrevista telefônica com a sede da Coca-Cola em Atlanta, Randy Donaldson, porta-voz da empresa, disse: "Usamos ingredientes da folha de coca, mas não há cocaína e tudo é rigidamente controlado pelas autoridades ".

Nos Andes, as folhas de coca são mastigadas e usadas ​​como chás de ervas desde milhares de anos.

São ricos em nutrientes essenciais, reduzem as dificuldades respiratórias e digestivas e são um estimulante e um calmante natural.

Os estudos confirmaram que no estado natural, as folhas são totalmente seguras e não levam ao vício: é para a produção da cocaína que são utilizados ingredientes químicos tóxicos.

No entanto, os EUA ainda têm uma política de erradicação, que apela para que os países andinos queimem as florestas com produtos químicos tóxicos, tudo para eliminar esta planta medicinal.

Para travar a expansão da cocaína nas próprias terras, Washington pede que outros países destruam tradições milenárias e inócuas.

Segundo a lei dos Estados Unidos, é ilegal importar ou estar na posse de folhas de coca.

No entanto, há uma excepção: a Coca-Cola. Na tentativa de manter o sabor tradicional da bebida best-seller, a empresa de Atlanta convenceu o governo dos EUA a isentá-la de respeitar a lei. O que vale para um traficante não vale para uma empresa privada.
Mas atenção: as coisas não são assim simples. Vamos ver porque.

A Stepan Company importa a cada ano cerca de 100 toneladas de folhas de coca com uma "autorização especial" da DEA. Não esqueçam este "pormenor", sabendo que os jovens africano-americanos recebem penas de 10 anos por posse de algumas gramas de cocaína enquanto uma das maiores corporações da América está a importar as folhas utilizadas para a produção de cocaína.

A cocaína é extraída das folhas, uma vez entrada nos Estados Unidos, com uma permissão especial da DEA. A Coca-Cola não usa cocaína, como sabemos, hoje não há cocaína na Coca-Cola.

E chegamos a uma pergunta óbvia: para onde acaba a cocaína em forma de pó branco que é extraída das folhas de coca mas que não é utilizada na Coca-Cola?
Acontece que esta cocaína é vendida a uma empresa chamada Mallinckrodt Incorporated, de St. Louis.

A Mallinckrodt recebe não só as importações de cocaína da Coca-Cola, mas também ópio importado da Índia. Além disso, compra também THC extraído da marijuana cultivada nos Estados Unidos.

Nada mal como "Guerra contra as drogas", não é?



Mas quanta cocaína é adquirida pela Mallinckrodt Incorporated?
Mais de um quarto de tonelada.

É razoável perguntar para onde vai toda esta cocaína e ópio depois de ter chegado nos armazéns da Mallinckrodt. A explicação oficial é que destinam-se a "uso medicinal".

Vamos fazer duas contas.

De acordo com vários sites, são precisos cerca de 300 gramas de folhas de coca para produzir 1 grama de cocaína refinada.

Isso significa que 100 toneladas de folhas de coca podem produzir cerca de 333 quilos de cocaína a cada ano.

É um monte de cocaína. Lembrem-se que são 333 quilos de cocaína aprovada pela DEA, agência que pretende combater a "Guerra contra as Drogas", mas que de alguma forma concede imunidade aos fornecedores da Coca-Cola. Porque se a Coca-Cola goza de uma autorização especial para a importação, deve haver fornecedores com uma autorização especial também.

Tudo isso leva à segunda óbvia pergunta: o que faz a Mallinckrodt Incorporated com 333 quilos de cocaína refinada a cada ano? É impossível imaginar que 333 quilos de cocaína possam ser usados para "fins médicos", a menos que você tenha uma ideia bastante ampla deste conceito.

Mas vamos em frente com os cálculos.

333 quilogramas são, obviamente, 333 mil gramas de cocaína. De quanta cocaína falamos? Segundo The Goods Drugs Store, uma "normal pista" de cocaína (uma tira que o consumidor inala para assumir a droga) contem 50-75 mg, um vigésimo de grama.

Isso significa que uma grama é suficiente para obter 20 tiras. Multiplicamos tudo vezes 333 mil gramas de cocaína produzida com as 100 toneladas de folhas de coca importada legalmente pela Coca-Cola e obtemos 6,66 milhões de tiras de cocaína anuais.

100 toneladas de folhas de coca = 100 mil quilogramas de folhas de coca

100 mil quilogramas de folhas de coca = 333 quilogramas de cocaína

333 quilogramas de cocaína = 333 mil gramas de cocaína

333 mil gramas de cocaína = 6,66 milhões de tiras de cocaína.

Só como curiosidade: 333 mil gramas de cocaína representam 16,7 milhões de Dólares (50 dólares/grama).

333 mil gramas que acabam onde?

Nota: se a quantidade acima parece ao leitor um bocado "esquisito", é bom lembrar que este é o fruto de uma pesquisa de Natural News, um site de confiança, e que o material faz parte de um projeto maior, condensado no livro 25 Amazing Facts About Food, que é possível baixar de forma livre neste link (livro em Inglês).

Ipse dixit.

Fontes: The New York Times, The Good Drugs, Natural News

By: Gilson Sampaio


Fonte: Blog Com Texto Livre

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ateísmo, ceticismo e niilismo

Ernesto Von Rückert


Ateu, por definição, é a pessoa que considera que não existam deuses de espécie alguma.

Cético é a pessoa que não acredita em nada sem comprovação ou, pelo menos, fortes indícios de credibilidade. Um cético ortodoxo em seu ceticismo, em verdade, não crê. Ele sabe, com garantia, ou não sabe. Mas é impossível viver sem alguma crença, desde que com uma base grande de plausibilidade e de forma provisória. Por exemplo, não é garantido que exista um mundo externo à nossa mente. Mas acreditamos que sim.
Os conceitos são distintos, de modo que é possível ser ateu sem ser cético, bem como ser cético sem ser ateu.

Apesar disso, há uma forte correlação entre as duas posturas. A maioria dos ateus é cética e vice-versa.

A descrença em deuses, normalmente (mas nem sempre), advém do ceticismo, pois eles não possuem evidências nem provas de sua existência.

Da mesma forma, quase todo ateu não acredita em espíritos e elementais de qualquer tipo, nem em superstições, crendices e pseudociências.

Também não acredita em teorias de conspiração, parapsicologia, contatos com extraterrestres e coisas do tipo.

Isto porque, geralmente, é cético e tais fatos não têm comprovação objetiva nenhuma.
Mas, se o ateu não for cético, pode acreditar. Tais casos existem.

Existe um ceticismo filosófico, o pirrônico, que não admite a possibilidade de se conhecer a verdade e existe um ceticismo metodológico, que, mesmo admitindo que se possa conhecer a verdade, sempre coloca alguma dúvida sobre o fato de se já a ter alcançado ou não. Este último ceticismo é o que alavanca a ciência a sempre perseguir a busca da verdade, mesmo sem ter a certeza de já a ter obtido e estando sempre disposta a rever qualquer proposição, em razão de novas informações. Isto não é dogmatismo cienticifista, mas uma postura sensata e madura, pois não se pode garantir que se já tenha obtido a verdade, mas apenas que se tem a melhor aproximação da verdade, face os conhecimentos disponíveis.

Existe o ateísmo forte ou dogmático, que considera que a inexistência de deuses é um fato inconteste e o ateísmo fraco ou cético que considera que não há provas de que existam quaisquer deuses, logo, como eles não são evidentes, é melhor considerar que não existem, mas que se dispõe a aceitar sua existência, caso comprovada. A maioria dos ateus que conheço, como eu, enquadra-se nesta última posição. O agnosticismo, por sua vez, considera que é impossível provar se existe ou não algum deus, ficando a escolha por conta do palpíte.

Muitos confundem o niilismo com o ateísmo. A razão é que colocam o fundamento da moral na pretensa revelação divina que, não existindo, autorizaria automaticamente qualquer comportamento. Isto é falso. O fundamento da moral deve ser a ética. Enquanto a moral é uma disciplina prescritiva, a ética é filosófica e investiga as razões para que qualquer ação tenha algum balizamento. Ética não tem nada a ver com nenhuma revelação divina. Seus fundamentos estão no fato do homem ser um animal social e o bem estar da sociedade requerer que cada um de seus membros tenha uma conduta que não seja prejudicial à coletividade e, em decorrência a cada um de seus membros.

Em verdade há três critérios éticos norteadores da moral: o deontológico, o teleológico e o da reciprocidade. Pelo primeiro, toda ação só é lícita se puder ser erigida como prescrição universal, pelo segundo, se promover a maximização do bem estar para o maior número de seres e pelo terceiro se for aquilo que se deseja para si mesmo. Uma síntese trialética delas pode ser feita pela aplicação da razão e do bom senso na análise da moralidade de cada ato. Isto não tem nada a ver com a existência ou não de deuses.

Assim, o ateísmo não implica no niilismo, pois a vida em sociedade impõe a todos uma conduta ética, creiam ou não em deuses. Além disso, a axiologia, ou a consideração dos valores e das virtudes, é algo válido por si mesmo, sem apelo a nenhuma revelação, mas sim uma questão a ser considerada pela razão.

O niilismo, pois, não encontra justificativa, mesmo sabendo que não existem deuses.


Fonte: Blog Ernesto Von Rückert

Olívio Dutra, o anti-Palocci

Olívio Dutra é um exemplo de coerência política que, infelizmente, por vezes parece ser um "artigo raro". Em tempos onde petistas como Palocci ganham milhões e não se incomodam com isso, mirar em um exemplo como o do companheiro Olívio serve para mostrar como deve ser a postura de alguém que de fato é socialista. A matéria da Carta Capital é extremamente elucidativa, recomendo a leitura.




Em um velho prédio numa barulhenta avenida de Porto Alegre, em companhia da mulher, vive há quatro décadas o ex-governador e ex-ministro Olívio Dutra. Em três ocasiões, Dutra abandonou seu apartamento: nas duas vezes em que morou em Brasília, uma como deputado federal e outra como ministro, e nos anos em que ocupou o Palácio do Paratini, sede do governo gaúcho. Apesar dos diversos cargos (também foi prefeito de Porto Alegre), o sindicalista de Bossoroca, nos grotões do Rio Grande, leva uma vida simples, incomum para os padrões atuais da porção petista que se refastela no poder.
No momento em que o PT passa por mais uma crise ética, dessa vez causada pela multiplicação extraordinária dos bens de ex-ministro Palocci, Dutra completou 70 anos. Diante de mais uma denúncia que mina o resto da credibilidade da legenda, ele faz uma reflexão: “Política não é profissão, mas uma missão transitória que deve ser assumida com responsabilidade”.

De chinelos, o ex-governador me recebe em seu apartamento na manhã de terça-feira 14. Sugeriu que eu me “aprochegasse”. Seu apartamento, que ele diz ter comprado por meio do extinto BNH e levado 20 anos para quitar, tem 64 metros quadrados, provavelmente menor do que a varanda do apê comprado por Palocci em São Paulo por módicos 6,6 milhões de reais. Além dele, o ex-governador possui a quinta parte de um terreno herdado dos pais em São Luiz Gonzaga, na região das Missões, e o apartamento térreo que está comprando no mesmo prédio em que vive. “A Judite (sua mulher) não pode mais subir esses três lances de escada. Antes eu subia de dois em dois degraus. Hoje, vou de um em um.” E por que nunca mudou de edifício ou de bairro? “A vida foi me fixando aqui. E fui aceitando e gostando”.

Sobre a mesa, o jornal do dia dividia espaço com vários documentos, uma bergamota (tangerina), e um CD de lições de latim. Depois de exercer um papel de destaque na campanha vitoriosa de Tarso Genro ao governo estadual, atualmente ele se dedica, como presidente de honra do PT gaúcho, à agenda do partido pelos diretórios municipais e às aulas de língua latina no Instituto de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “O latim é belíssimo, porque não tem nenhuma palavra na sentença latina que seja gratuita, sem finalidade. É como deveria ser feita a política”, inicia a conversa, enquanto descasca uma banana durante seu improvisado café da manhã.

Antes de se tornar sindicalista, Dutra graduou-se em Letras. A vontade de estudar sempre foi incentivada pela mãe, que aprendeu a ler com os filhos. E, claro, o nível superior e a fluência em uma língua estrangeira poderiam servir para alcançar um cargo maior no banco. Mas o interior gaúcho nunca o abandonou. Uma de suas características marcantes é o forte sotaque campeiro e suas frases encerradas com um “não é?” “Este é o meu tio Olívio, por isso tenho esse nome, não é? Ele saiu cedo lá daquele fundão de campo por conta do autoritarismo de fazendeiro e capataz que ele não quis se submeter, não é?”, relembra, ao exibir outra velha foto emoldurada na parede, em que posam seus tios e o avô materno com indumentárias gaudérias. “É o gaúcho a pé. Aquele que não está montado no cavalo, o empobrecido, que foi preciso ir pra cidade e deixar a vida campeira”.

Na sala, com exceção da tevê de tela plana, todos os móveis são antigos. O sofá, por exemplo, “tem uns 20 anos”. Pelo apartamento de dois quartos acomodam-se livros e CDs, além de souvenires diversos, presentes de amigos ou lembrança dos tempos em que viajava como ministro das Cidades no primeiro mandato de Lula.

Dutra aposentou-se no Banrisul, o banco estadual, com salário de 3.020 reais. Somado ao vencimento mensal de 18.127 reais de ex-governador, ele leva uma vida tranquila. “Mas não mudei de padrão por causa desses 18 mil. Além do mais, um porcentual sempre vai para o partido. Nunca deixei de contribuir”.

Foi como presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, em 1975, que iniciou sua trajetória política. Em 1980, participou da fundação do PT e presidiu o partido no Rio Grande do Sul até 1986, quando foi eleito deputado federal constituinte. Em 1987, elegeu-se presidente nacional da sigla, época em que dividiu apartamento em Brasília com Lula e com o atual senador Paulo Paim, também do Rio Grande do Sul. “Só a sala daquele já era maior do que todo esse meu apartamento”.

Foi nessa época que Dutra comprou um carro, logo ele que não sabe e nem quer aprender a dirigir. “Meu cunhado, que também era o encarregado da nossa boia, ficava com o carro para me carregar.” Mas ele prefere mesmo é o ônibus. “Essa coisa de cada um ter automóvel é um despropósito, uma impostura da indústria automobilística, do consumismo”. Por isso, ou anda de carona ou de coletivo, que usa para ir à faculdade duas vezes por semana.

“Só pra ir para a universidade, gasto 10,80 reais por dia. Como mais de 16 milhões de brasileiros sobrevivem com 2,30 reais de renda diária? Este país está cheio de desigualdades enraizadas”, avalia, e aproveita a deixa para criticar a administração Lula. “O governo não ajudou a ir fundo nas reformas necessárias. As prioridades não podem ser definidas pela vaidade do governante, pelos interesses de seus amigos e financiadores de campanha. Mas, sim, pelos interesses e necessidades da maioria da população”.

O ex-governador lamenta os deslizes do PT e reconhece que sempre haverá questões delicadas a serem resolvidas. Mas cabe à própria sigla fazer as correções. “Não somos um convento de freiras nem um grupo de varões de Plutarco, mas o partido tem de ter na sua estrutura processos democráticos para evitar que a política seja também um jogo de esperteza”.

Aproveitei a deixa: e o Palocci? “Acho que o Palocci fez tudo dentro da legitimidade e da legalidade do status quo. Mas o PT não veio para legitimar esse status quo, em que o sujeito, pelas regras que estão aí e utilizando de espertezas e habilidades, enriquece”.

E o senhor, com toda a sua experiência política, ainda não foi convidado para prestar consultoria? Dutra sorri e, com seu gestual característico, abrindo os braços e gesticulando bastante, responde: “Tem muita gente com menos experiência que ganha muito dinheiro fazendo as tais assessorias. Mas não quero saber disso”.
Mas o senhor nunca recebeu por uma palestra? “Certa vez, palestrei numa empresa, onde me pagaram a condução, o hotel e, depois, perguntaram quanto eu iria cobrar. Eu disse que não cobro por isso. Então me deram de presente uma caneta. E nem era uma caneta fina”, resumiu, antes de soltar uma boa risada.

Lucas Azevedo

By: Aldeia Gaulesa


Fonte: Blog Com Texto Livre

terça-feira, 28 de junho de 2011

Sobre as correntes que recebo por email



MEUS AMIGOS (a), MUITO OBRIGADO PELAS 4512 CORRENTES QUE ME FORAM ENVIADAS ATÉ AGORA!!!

NESTE ANO, GRAÇAS A ELAS, TOMEI ALGUMAS ATITUDES QUE MUDARAM MINHA VIDA:

1.
JÁ NÃO SACO DINHEIRO EM CAIXA ELETRÔNICO
PORQUE VÃO ME COLAR UM ADESIVO AMARELO OU JOGAR UMA LINHA NO MEU OMBRO E QUANDO EU DOBRAR A ESQUINA VÃO ME ROUBAR;

2.
JÁ NÃO TOMO COCA-COLA PORQUE ME AVISARAM QUE SERVE PRA LIMPAR MÁRMORE E QUE UM CARA CAIU NO TANQUE DA FÁBRICA
E FICOU TOTALMENTE CORROÍDO;

3.
NÃO VOU AO CINEMA COM MEDO DE SENTAR
NUMA AGULHA CONTAMINADA COM O VÍRUS DA AIDS;

4.
ESTOU COMO UMA INHACA DE GAMBÁ VIOLENTA
PORQUE DESODORANTE CAUSA CÂNCER DE MAMA;

5.
NÃO ESTACIONO O CARRO EM SHOPPING CENTER
COM MEDO DE CHEIRAR PERFUME E SER SEQÜESTRADO;

6.
NÃO ATENDO MEU CELULAR COM MEDO
QUE ALGUÉM PEÇA PARA DIGITAR 55533216450123=T4RH2
E EU TENHA QUE PAGAR UMA FORTUNA DE LIGAÇÃO PARA O IRÃ, OU ENTÃO OUÇA UM ANALFABETO DIZER QUE SEQUESTROU MINHA FILHA ENQUANTO UM OUTRO ANALFABETO BANDIDO FICA GRITANDO QUE NEM VIADO…....AI, PAI... AI, PAI;

7.
NÃO COMO MAIS BIGMAC POIS É TUDO FEITO
COM CARNE DE MINHOCA COM ANABOLIZANTE;

8.
NÃO COMO MAIS CARNE DE FRANGO, CHESTER E NEM VOU NO KFC
POIS OS FRANGOS FORAM ALTERADOS GENETICAMENTE, TOMAM HORMÔNIOS FEMININOS E TÊM SEIS ASAS, OITO COXAS E NÃO TÊM BICO, PENAS NEM CABEÇA;

9.
NÃO SAIO COM MAIS NINGUÉM
PORQUE TENHO MEDO DE ACORDAR
NA BANHEIRA CHEIO DE GELO
E SEM MEUS RINS;

10.
REFRIGERANTE EM LATA, NEM PENSAR!!!
TENHO MEDO DE MORRER DE LEPTOSPIROSE DO MIJO DO RATO;

11.
NÃO TENHO MAIS NENHUM TOSTÃO
POIS DOEI TUDO PARA A CAMPANHA EM PROL
DA OPERAÇÃO DA NILDINHA, QUE É UMA MENINA
QUE PRECISA FAZER UMA OPERAÇÃO URGENTE,
QUE SÓ TEM MAIS DOIS MESES DE VIDA (DESDE 1993);

12.
ESCREVI EM 500 NOTAS DE R$1,00 UMA MENSAGEM
PARA A NOSSA SENHORA DA FRIEIRA,
PARA ME DAR MUITO DINHEIRO, E ACABEI PERDENDO
UMAS 20 NOTAS POIS EU ESCREVI DEMAIS;

13.
ESTE MÊS DEVO RECEBER O MEU CELULAR ERICSSON,
POR TER REPASSADO OS E-MAILS PARA 2366 AMIGOS,
E MÊS QUE VEM RECEBO OS U$1.000,00 DA AOL E DA MICROSOFT,
ALÉM DOS PRÊMIOS DA NESTLÉ;

14.
NÃO BEBO MAIS REFRIGERANTE KUAT,
POIS ELE TEM UMA SUBSTÂNCIA QUE CAUSA CÂNCER;

15.
JESUS E NOSSA SENHORA JÁ DEVEM ESTAR MORANDO
LÁ EM CASA DE TANTA VISITA DELES QUE RECEBO POR EMAIL;



“ENTÃO PUTOS CRIADORES DE CORRENTES, SE VOCÊS NÃO PASSAREM ESTA CORRENTE, PARA CENTO E QUINZE MIL AMIGOS, EM EXATOS CINCO MINUTOS , UM URUBU VAI TE CAGAR, E VOCÊ VAI VIVER COM PISICA PRO RESTO DA VIDA!!!”


Tenho dito! hahahahahaha!!!!

Várias formas de dar a mesma notícia‏



A história de Chapeuzinho Vermelho na imprensa e cada versão


JORNAL NACIONAL
(William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um Lobo na noite de ontem...'.
(Fátima Bernardes):'... mas a atuação de um caçador evitou uma
tragédia'.


PROGRAMA DA HEBE
(Hebe Camargo): ... que gracinha gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?'


BRASIL URGENTE (muiiito boa)
(Datena): '... onde é que a gente vai parar? Cadê as Autoridades? Cadê as autoridades? !
A menina ia para a casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público!
Não tem transporte público!
E foi devorada viva... Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!!
Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não.'
O LOBO NÃO TEM DEUS NO CORAÇÃO,ELE É ATEU (GRIFO MEU!!!HAHAHAHA)

REVISTA VEJA
Lula sabia das intenções do lobo.


REVISTA CLÁUDIA
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no Caminho.


REVISTA NOVA
Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.


FOLHA DE S. PAULO
Legendada foto: 'Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador'.
Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.


O ESTADO DE S. PAULO
Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.


O GLOBO

Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo pra salvar menor de idade carente.


ZERO HORA
Avó de Chapeuzinho nasceu no RS.


AGORA
Sangue e tragédia na casa da vovó.


JORNAL SUPER NOTÍCIAS

Lobo mastiga as tripas da chapeuzinho e lenhador destrói tripas do lobo para retirar a garota (foto ao lado da barriga do lobo com as tripas pra fora).


REVISTA CARAS

(Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte)
Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: Até ser devorada,eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa.


PLAYBOY (Ensaio fotográfico no mês seguinte)
Veja o que só o lobo viu.


REVISTA ISTO É
Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.


G MAGAZINE (Ensaio fotográfico com lenhador)
Lenhador mostra o machado.


SUPER INTERESSANTE
Lobo mau! Mito ou verdade?


DISCOVERY CHANNEL
Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.

domingo, 26 de junho de 2011

Coisas mais fáceis que prender político corrupto


É mais fácil um elefante passar em um buraco de agulha; dar nó em pingo de éter; encontrar o rascunho da Bíblia; descobrir a cidade perdida de Atlântida, que político corrupto cumprir pena por roubo de dinheiro público no Brasil.


Fonte: Blog Interrogações

Ética e Religião

Ernesto Ruckert

Ética não tem nada a ver com a crença ou descrença em Deus. Portanto é um disciplina puramente humana. Não há diferença entre uma ética ateísta, teísta, deísta, panteísta ou o que seja. A ética não faz nenhuma consideração a respeito de divindades. Apenas trata do que deve ser considerado certo ou errado, bom ou mau, isto é, dos critérios para se estabelecer a qualidade de uma ação em termos de ser um bem ou um mal. Foram as religiões que se apropriaram da ética e formularam a noção de Deus em atendimento a seus princípios. Esta, certamente, é uma visão puramente antropológica das religiões, mas, eu pergunto: há alguma outra válida? Em outras palavras, não é porque é da vontade de Deus que algo seja certo ou errado, mas a dita vontade de Deus é que foi inventada como sendo coerente com o que seja certo ou errado, ou, pelo menos, com o que os que a inventaram consideraram que fosse.

Falando de bibliografia, recomendo os livros “Moral”, de Bernard Williams e “Ética” de Dwight Furrow, para um apanhado sobre o tema, inclusive abordando a ingerência da religião na moral e na ética (que são conceitos distintos, apesar de correlatos).

Dentre os clássicos, para quem queira ficar inteirado do tema, é importante a leitura da “Ética a Nicômaco”, da Aristóteles, “Os Deveres”, de Cícero, “Ética”, de Espinoza, “Indrodução aos Princípios da Moral” de Bentham, “Utilitarismo”, de Stuart Mill, “Princípios Éticos”, de Moore e, sob um prisma mais prático, certamente os “Ensaios” de Montaigne.

Esqueci de mencionar as obras de Kant: Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Crítica da Razão Prática e Crítica do Julgamento, bem como de Hume: Tratado da Natureza Humana (livro 3) e Investigação sobre os Princípios da Moral.

Fonte: Blog Ernesto Ruckert

Eleição de Graziano é vitória da política externa do Brasil Leia mais em: O Esquerdopata: Eleição de Graziano é vitória da política externa do Brasil


Carta Maior
Marco Aurélio Weissheimer

A eleição de José Graziano da Silva para a direção-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) é uma vitória da política externa brasileira, do governo da presidenta Dilma Rousseff e da agricultura brasileira, disse à Carta Maior o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, Alto Representante-Geral do Mercosul. “A eleição de Graziano significa o reconhecimento da importância do Brasil na área da agricultura, tanto na agricultura voltada para a exportação, quanto na agricultura familiar, onde o país teve um grande desenvolvimento agrário e social nos últimos anos, com programas altamente eficientes”.

Samuel Pinheiro Guimarães enfatizou o significado da escolha para a política externa brasileira. “A eleição do doutor Graziano significa o reconhecimento do êxito da política externa da presidenta Dilma. Disputamos essa eleição com um candidato muito forte (o espanhol Miguel Anges Moratinos). Foi uma disputa política muito dura onde só um vence. É preciso que se reconheça isso internamente. Foi uma vitória do governo e do Brasil”.

José Graziano da Silva assumirá a FAO num momento em que a segurança alimentar mundial voltou a ser tema de preocupação em virtude do preço dos alimentos. Samuel Pinheiro Guimarães lembrou que há uma demanda crescente por alimentos no mundo, o que abre uma grande oportunidade para o Brasil. “Temos a oportunidade de aproveitar essa situação para gerar receita para o país. Internamente, devemos aproveitar para agregar valor aos nossos principais produtos, como açúcar, soja e outros”.

O Alto Representante-Geral do Mercosul também destacou a importância da eleição de Graziano para as políticas de integração na área da agricultura que vem sendo implementadas no bloco sulamericano. “Isso naturalmente vai facilitar o aprofundamento dessas políticas que avançaram bastante nos últimos anos. Já uma cooperação muito estreita nesta área no âmbito do Mercosul, com um intercâmbio muito importante de experiências como o Programa de Aquisição de Alimentos e as políticas de micro-crédito”.

Fonte: Blog O Esquerdopata

Vizinhos reagem a Brasil "expansionista"

Embora "consenso de Brasília" seja modelo, empresas brasileiras enfrentam desconfiança em países da América Latina
Argentina e Peru já suspenderam projetos; para analistas, investir em cooperação técnica amenizaria hostilidade


PATRÍCIA CAMPOS MELLO
DE SÃO PAULO

FLÁVIA MARREIRO
DE CARACAS

LUCAS FERRAZ DE BUENOS AIRES

A expansão da influência do Brasil começa a gerar, segundo analistas, um sentimento antibrasileiro na América do Sul. Ao mesmo tempo em que o "consenso de Brasília" é um modelo de sucesso econômico que a região quer emular, a crescente presença de empresas brasileiras nas nações vizinhas desperta desconfiança.

O governo da província argentina de Mendoza sustou um projeto de exploração de potássio da Vale (investimento de R$ 8 bilhões) e acusa a mineradora de não cumprir acordo para usar fornecedores e mão de obra local.

No Peru, foi cancelada a licença para a construção da hidrelétrica de Inambari, a maior do país, a ser tocada por OAS, Furnas e Eletrobras. A obra estava estimada em US$ 4,9 bilhões. A concessão será submetida a consulta popular, o que pode acontecer com outros investimentos brasileiros no país.

O presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, disse à Folha em abril não querer "repetir com o Brasil o ditado que diz que a desgraça do México é estar tão longe de Deus e tão perto dos EUA".

Para Matias Spektor, coordenador do Centro de Relações Internacionais da FGV, "há uma percepção de que o Brasil em ascensão vai se comportar do mesmo modo que as potências coloniais tradicionais, como EUA e Espanha. Esses países querem, sim, receber investimentos do Brasil, mas coibindo abusos".

O especialista diz que o Brasil terá de ser mais cuidadoso para administrar as reações a sua expansão. Investir em cooperação técnica é essencial, acredita. Spektor cita programas de bolsas de estudos, cooperação em programas como Bolsa Família e combate ao crime.

O modelo é similar ao que a China usa em sua vizinhança, com o ensino de sua língua e cultura ""mas diferente da expansão na África e América Latina, baseada em trocar crédito e investimentos por matérias-primas.

COOPERAÇÃO SUL-SUL

O governo brasileiro quer convencer os vizinhos de que a cooperação "sul-sul" é para valer. Ou seja: as iniciativas de compartilhamento tecnológico não são medidas para vencer resistências, mas passos de uma política de "desenvolvimento comum".

Pedro Barros, titular da missão do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) na Venezuela, defende a unificação de cadeias produtivas, como Brasil e Argentina fizeram no setor automobilístico. Para o consultor Ricardo Sennes, apesar do discurso de cooperação, o país "transborda sua economia de forma não organizada".

Segundo ele, como muitas vezes as empresas se expandem com ajuda do BNDES, ou são investimentos da Eletrobras e Petrobras, braços do Estado, isso gera resistências.

Como disse o presidente da União Industrial Argentina, Jose Inacio de Mendiguren, "vou parar de defender as empresas argentinas quando o país tiver seu BNDES".

By: APOSENTADO INVOCADO

Fonte: Blog OpenSante

Lenda do Cabloco D’Água deixa região de Mariana em pânico

Quando estava nadando nu em uma represa, o rapaz foi puxado para baixo por uma força misteriosa. Ao voltar à superfície, segundos depois, estava sem os testículos. Como ninguém soube dizer que bicho tinha comido o escroto dele, a conclusão foi de que se tratou de mais um ataque do Cabloco D’Água.

Histórias como essa têm deixado em pânico a população da região de Mariana, em Minas Gerais.

Milton Brigolini Neme, 50, professor universitário, disse que o Cabloco D’Água é um velho conhecido de Mariana, mas nas histórias contadas pelos avós.

Agora, o monstro faminto ronda os arredores da cidade, e pelo menos 30 pessoas juram tê-lo visto. Ele seria o cruzamento de macaco, galinha e lagartixa. Dele, já foi feito um retrato falado, que corre de uma mão temerosa para outra.

Até o professor universitário crê na possibilidade de que um bicho sobrenatural esteja atacando pessoas e animais. Ele criou a Associação dos Caçadores de Assombração com o propósito de mobilizar os mais destemidos na busca do ser estranho.

"Moradores de Mariana, Barra Longo e Diogo Vasconcelos estão convocados para essa missão", disse Neme. Ele prometeu pagar R$ 10 mil a quem conseguir ao menos fotografar o Cabloco D’Água e recomendou que os caçadores estejam prevenidos, que tenham sal grosso e crucifixo nos bolsos e galho de arruda em cada orelha. É um kit assombração.

Os ataques do bicho lendário se intensificaram nos últimos oito meses. Pelos relatos mais recentes, ele comeu um boi (entre outros animais), feriu a perna de homem de 92 anos e deu uma porretada na cabeça de um pedreiro.

O açougueiro Mucci Daniel Kfuri, 27, disse ter visto o monstro duas vezes. A primeira foi há três anos. "Eu estava com um amigo investigando a morte de animais quando o bicho apareceu", contou. "Ele tem o tamanho de um homem, é peludo e possui braços bem fortes. Ele sentou em uma pedra com um bezerro ensanguentado nas mãos, e nós saímos correndo.”

O folclore tem várias versões sobre a origem do Cabloco D’Água. A de mais credibilidade na região de Mariana dá conta de que o bicho é a encarnação de uma mulher que no século 16 produzia sabão com as crianças que matava.

Mariana tem 51 mil habitantes e fica a 110 km de Belo Horizonte. É uma da cidade histórica com forte influência da Igreja Católica, desde a sua fundação. Dali saiu grande quantidade de ouro para a coroa de Portugal. Hoje, talvez a sua maioria riqueza sejam seu passado e suas lendas.

Com informação da Folha e da imprensa de Minas.


Fonte: Paulopes Weblog

Critérios para ser Voluntário



A Declaração Universal do Voluntariado (Paris, 1990) estabeleceu alguns critérios para a ação voluntária, definindo como:


I. O VOLUNTARIADO:
- É baseado numa escolha e motivação pessoal, livremente assumida;
- É uma forma de estimular a cidadania ativa e o envolvimento comunitário;
- É exercido em grupos, geralmente, inseridos em uma organização;
- Valoriza o potencial humano, a qualidade de vida e a solidariedade;
- Dá respostas aos grandes desafios que se colocam para a construção de um mundo melhor e mais pacífico.

II. O VOLUNTÁRIO PÕE EM PRÁTICA OS SEGUINTES PRINCÍPIOS:
- Reconhece a cada homem, mulher e criança o direito de se associar, independente de raça, religião, condição física, social e econômica;
- Respeita a dignidade e cultura de cada ser humano;
- Oferece seus serviços, sem remuneração, dentro do espírito de solidariedade e esforço mútuo;
- Detecta necessidades e estimula a atuação da comunidade para solução de seus próprios problemas;
- Está aberto a crescer como pessoa, através do voluntariado, adquirindo novas habilidades e conhecimentos, desenvolvendo seu potencial, autoconfiança, criatividade e capacitando outras pessoas para a transformação de sua realidade de exclusão;
- Estimula responsabilidade social e promove solidariedades familiares, comunitárias e internacionais.



III – CONSIDERANDO ESTES PRINCIPIOS, O VOLUNTÁRIO DEVE:
- Encorajar o comprometimento individual nos movimentos coletivos;
- Procurar o fortalecimento de sua organização, informando-se e aderindo a suas metas e políticas;
- Empenhar-se no cumprimento das tarefas definidas em conjunto, levando em conta as suas aptidões pessoais, tempo disponíveis e responsabilidades aceitas;
- Cooperar com os outros membros da organização, dentro do espírito de mútua compreensão e respeito;
- Empenhar-se nas atividades de formação e capacitação quando necessário;
- Guardar a confidencialidade de aspectos específicos, das suas atividades.

Fonte: Site Voluntariado PUCRS

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Passa tempo divino





Fonte: Blog Um Sábado Qualquer

Satanás é invenção da Igreja Católica porque não existe no judaísmo

por Stephano Gualtieri

Satanás é apenas o planeta Vênus, que em grego se chamava LUXPHOROS, e significa a estrela d'Alva, aquele que é portador da Luz, justamente porque é a primeira que aparece quando o sol se põe e a última a desaparecer quando o sol nasce.



Erronea e propositalmente os padres da Igreja Católica Latina traduziram a profecia do rei de Tiro -- "...Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!", Isaías 14:12 -- para Lúcifer, no latim, como versão de Luxphoros.

Eles associaram a legenda com o mito que inventaram de Satanás, que não consta na teologia judaica, uma vez que o deus de Israel é tão exclusivamente único que não tem opositor, conforme está escrito: "Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá". (Isaías 43:10).

Essa história de possessão é outra farsa criada por traduções e contextualizações errôneas. Epilepsia e até febre eram consideradas demoníacas, quanto mais transtornos afetivos e surtos psicóticos.

A verdadeira "incorporação" é a dos fiéis ignorantes, que em transes semi-hipnóticos provocados por autossugestão, sentem arrepios, calores, frios e suores, tremedeiras e muito barulho na cabeça, crendo-se endemoninhados, quanto estão é sugestionados.

Alie-se a essa ilusão a performance dos atores, que, apesar de amadores, contorcem-se e falam com a manjadíssima voz inflexionada e rouca: “Eu sou o diabo, eu vou destruir a vida de quem não dá ofertas”.

Isso faz parte das manipulações dos espertalhões, e sabidos dos pastores, obreiros e artífices destas e outras sandices.


Fonte: Paulopes Weblog

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Perguntas para um crente #2

Kaio Costa

Eu já tinha feito um post desse tipo e ele rendeu bastante, então separei mais algumas perguntas pra postar aqui. Espero que dessa vez as respostas sejam melhores que a ultima vez.

Mas antes de postar, eu queria dizer algo pessoal. Vocês, religiosos que leiam meus textos, não me mandem mais ameaças por e-mail, se for pra ameaçar, ameace aqui nos comentários, mostrem pelo menos que são honestos e fazem seus ataques pessoais abertamente. Então é isso, vamos às perguntas:

1) deus pensa? Por que um ser que já sabe de tudo precisaria pensar?

2) Se a alma é imaterial e o corpo é material, como é que a alma fica ligada ao nosso corpo?

3) Por que um deus todo-poderoso teve que se tornar carne para poder se sacrificar em seu próprio nome, de modo a livrar sua criação de sua própria ira? Será que deus, em sua sabedoria infinita, não teria uma solução menos primitiva?

4) Se deus não é a causa da confusão, o que dizer da Torre de Babel?

5) Se a reencarnação é real, porque é que a população mundial continua crescendo? Da onde vêm todas essas almas novas?

6) Como pode um deus de infinito amor e misericórdia assistir a bilhões de seus filhos queimarem por toda a eternidade?

7) Que deus de infinito amor aceitaria sacrifícios humanos, inclusive de seu próprio filho e dos filhos de suas criaturas?

8) Se os crentes aceitam que deus sempre existiu, por que eles não aceitam que o universo sempre existiu?

9) Por que deus não aparece a todo mundo e nos convence de sua existência? Por que ele só se revela de maneira tão duvidosa e tão obscura?

10) Por nós já não nascemos sabendo tudo sobre deus, por que temos que descobrir qual é a religião certa e ainda decifrar seus enigmas?

11) Por que deus criou o mal (Isaías 45:6-7) se ele não quer que o pratiquemos? Por ele cria as pessoas que já sabem vão para o inferno?

12) Como Adão e Eva podiam saber que era errado comer da fruta do conhecimento se só ao comê-la saberiam o que era bom e mal, certo e errado?

13) Por que precisamos rezar se deus já sabe de tudo o que vamos dizer e do que precisamos? Será que ele gosta que nos humilhemos diante dele?

14) Por que deus é do sexo masculino?

15) Se o homem é feito à imagem de deus, então deus tem pênis?

Então é isso galera, espero as respostas aqui nos comentários, e continuo com o que eu disse antes, se forem fazer ataques pessoais, façam também pelos comentários e não por e-mails.


Fonte: Blog Ateísmo Pelo Mundo

domingo, 19 de junho de 2011

Já somos vitoriosos



Guilherme de Oliveira

A mais de uma semana estamos protestando contra o que a de pior na sociedade. Alienação, violência, covardia, preconceito, ignorância. Pedimos democracia e ganhamos um cala boca. Lutamos pelos estudantes e nos tacharam de oportunistas. Censurados, fomos monitorados com seguranças e câmeras de vigilância por querer debater idéias em um grande grupo.

A PUCRS não se constrangeu em processar, ameaçar, intimidar os estudantes. A atual gestão do DCE não pestanejou na hora de agredir gurias, ameaçar e caluniar os alunos. Mesmo com tudo seguimos firmes, seguimos com o espírito de luta e as ações necessárias. Honramos um passado de luta com grandes atos, como duas grandes marchas que trancaram a Avenida Ipiranga e mostraram que os estudantes não toleram uma ditadura mafiosa. Erguemos monumentos construídos com muita solidariedade, coragem, alegria, amor e luta. Um monumento que incomoda aqueles que repudiam a mudança por entenderem que o presente lhes convêm. Um monumento que é exemplo de beleza, que na arquitetura tão única e exigente se identifica com outros que são o que há de mais fascinante no mundo.

Os membros do atual DCE condenam, repudiam, odeiam o movimento estudantil da PUCRS. Não só porque ele apresenta um risco de por um fim naquilo que é a única coisa que move a gangue, ganhar dinheiro e ter status. Os estudantes representam aquilo que eles querem, mas nunca terão pois não está a venda. Amizades verdadeiras, poesia, sonhos, solidariedade. O sorriso sincero, a mão estendida sem pedir nada em troca, o olhar confiante ao próximo, a coragem de dar a vida por uma causa. Somos o que só pedem democracia e liberdade para nos apresentarmos com nossas diferenças, nossos sonhos, nossa vontade de construir algo com o trabalho de todos. A atual gestão do DCE, a PUCRS, a Zero Hora podem falar tudo do movimento estudatil da PUCRS, menos que saímos derrotados. Por mais que todos os nossos sonhos não se transformem em realidade, nós já somos vitoriosos. Porque nós mostramos para milhares de pessoas que os estudantes unidos por uma causa justa são capazes de tudo. Porque nós desmascaramos para o mundo uma máfia que a mais de 20 anos vem roubando, agredindo, ofendendo estudantes que podem um dia ter estado inertes, mas que hoje estão com os dois pés na luta. Porque esclarecemos que uma instituição privada presa pelo lucro, pelo dinheiro e pela imagem e que se necessário ela pode tapar os olhos para a covardia, ditadura, violência. Somos a luz e se os olhos já estão cansados iluminamos não só com uma lanterna, mas com uma massa unida em forma de um holofote. Entramos sem pedir licença e agora não iremos sair enquanto todos não compreenderem que devemos sim escolher nosso destino e exercer nossa cidadania em todos os lugares.

Não mais! Não toleraremos que mais mulheres sejam agredidas, não toleraremos mais que estudantes que lutam por justiça sejam criminalizados, que o nosso direito de escolher nos seja privado. A nossa luta é justa, o nosso elo é forte e os nossos sonhos serão verdade pois aqueles que sonham e lutam podem não só mudar o mundo, como revolucionar-lo.


Fonte: Blog Megafonadores

Movimento 89 de junho conquista democracia dentro da PUCRS

Vinícius Rauber

Sobre o processo das eleições

Após reunião que durou aproximadamente 4 horas, o Movimento 89 de junho garantiu o pleito democrático para a próxima eleição do Diretório Central dos Estudantes da PUCRS. O processo eleitoral ocorrerá com urnas eletrônicas cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral e será fiscalizada pelo Ministério Público Estadual, Ordem dos Advogados do Brasil e PUCRS.

Sobre a data das eleições

O Movimento 89 de junho em conjunto com a Reitoria da PUCRS estabeleceu uma posição de consenso sobre a data que ocorre as eleições do DCE da PUCRS. A proposta é para que ocorra na primeira quinzena de novembro de 2011. O DCE da PUCRS contesta e propõe que seja para abril de 2012. O DCE da PUCRS contesta a proposta por que não tem força de se mobilizar para as eleições do CAAP, CAMC e DCE neste ano. Estas duas propostas, ‘novembro de 2011’ e ‘abril de 2012’ entrarão em regime de votação no Conselho Universitário da PUCRS (CONSUN).

A importância do CONSUN

Diferente da opinião expressada pelo atual presidente do DCE da PUCRS, Thiago Brozoza que não legitima o Conselho Universitário da PUCRS (CONSUN). O Movimento 89 de junho vê como fundamental a participação do CONSUN neste processo, de modo que, temos a convicção de que a comunidade acadêmica da PUCRS precisa estar mobilizada para consolidar o processo num todo.

E agora?

O Movimento 89 de junho tem uma certeza, tudo isso que conquistamos é fruto da nossa mobilização, da nossa garra, da nossa ternura e da nossa vontade de realizar o nosso grande sonho, “a democracia”. O Movimento 89 de junho se mantém absolutamente fortalecido, respaldado e prestigiado. A nossa grande tarefa a partir deste momento é chamar mais pessoas para juntarem-se a nós e construir o que muitas companheiras e companheiros tentaram e infelizmente não conseguiram.

Todas e todos que acreditam na justiça na democracia e na liberdade.

Nós não vamos parar!






Fonte: Blog Tua Universidade Te Censura?


sábado, 18 de junho de 2011

Porque eu critico o Cristianismo?

Kaio Costa

Resolvi fazer esse post depois de uma crítica que recebi de um amigo, ele me perguntou por que eu só critico o cristianismo e não critico as outras religiões.
Que todas as outras fazem tanto o mal quanto o bem para o mundo, e eu sou injusto em ‘atacar’ somente o cristianismo.
Esse post vai ser curto, eu vou expor as minhas razões para priorizar as criticas ao cristianismo. Então lá vai:

São razões fáceis de compreender, embora os religiosos em geral recusem-se a entendê-las. Os ateus vêem a religião como um combustível para os mais diversos absurdos e maldades.

Algumas funções maléficas da religião apontadas são:

1) Ilusão sustentada por dignitários para ajudar a controlarem a mentalidade do povo, muitas vezes servindo de legitimação divina do poder do monarca e da nobreza, como é o caso de muitos déspotas que queriam justificar sua dominação sobre seu povo;

2) Ilusão cheia de fantasias que mantém as pessoas dependentes de uma muleta psicológica usada em questões filosóficas de vida e de morte e em batalhas da vida que requerem força própria da pessoa.

3) Instrumento de dominação para se extrair riquezas do povo, mesmo sendo ele pobre;

4) Rocha que obstrui o avanço científico, vide as perseguições católicas a cientistas nas
Idades Média e Moderna, as tentativas religiosas de censurar pesquisas com células-tronco e as investidas de bloquear o ensino do evolucionismo nas escolas com a imposição da "alternativa" criacionista

5) Regente do preconceito contra homossexuais e religiosos crentes em outros deuses.

6) Portador de normas morais que hoje soam extremamente absurdas, como o tratamento de certos animais como inferiores e impuros, inferiorização e opressão da mulher, regulamentação da escravidão, suplementação do crime contra mulheres estupradas (casos em que, não bastasse a dor da violência sexual, a vítima ainda terá que sofrer castigos corporais pelo "crime" de ter sofrido um crime) e tantas outras desgraças sustentadas por leis arcaicas, absurdas e desumanas.

7) Combustível para muitas das maiores atrocidades da história da humanidade, como a Inquisição, os genocídios contra os ameríndios, as guerras abençoadas por meio de sacerdotes na Antiguidade, a perseguição a cientistas e intelectuais que discordavam dos dogmas da Igreja Católica, as sangrentas rixas entre sunitas e xiitas no mundo islâmico e o terrorismo internacional contemporâneo.

Existem várias razões secundárias pensadas por grupos menores de ateus, mas temos aqui razões suficientes para justificar a repulsa da maioria dos descrentes por religião.
O Ateísmo não é feito de um dogma que te obriga a concordar com as críticas de outros ateus. Como por exemplo: Eu não quero que a religião acabe de uma hora para outra, eu acho que ela deve ser dispensada quando as massas perceberem que não precisam da existência dela. Muitos ateus acham que a religião deve acabar hoje (Agora) eu não concordo, acredito que ela ainda faz um papel de ‘educação’ para algumas pessoas. E se elas perderem essa religiosidade de uma hora pra outra o que reinará será o completo caos.
Então, ateus, não se sintam obrigados a concordar com tudo que outros ateus falam, somos acima de tudo livres-pensadores. E essas são as minhas razões para criticar o cristianismo.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Primavera árabe chega a PUCRS




Adriano Couto

Faz alguns dias que não escrevo e peço desculpas à vocês leitores(as) e justifico com os vídeos abaixo, pois estou na luta contra o DCE da PUCRS, conforme muitos tem acompanhado pela imprensa ou através do meu Facebook onde me articulo com os demais camaradas revolucionários.




Nossa luta iniciou na quarta-feira passada(08/06)após o DCE ter impugnado as chapas que disputariam a eleição no congresso da UNE que ser realizará em Goiânia. Os dirigentes do DCE estão no poder há exatos 23 anos, ligados diretamente ao PDT. Durante este período houveram fraudes eleitorais, corrupção, agressões a estudantes e entre outras atocidades.



Tenho particpado ativamente nas manifestações, passeatas, bloqueios da Avenida Ipiranga exigindo eleições para o DCE, protestando contra as agressões sofridas por colegas e manifestando solidariedade e apoio aos companheiros nos períodos em que não posso estar presente.



É uma experiência gratificante para mim, pois como militante de esquerda, que luta por justiça social, igualdade, pela democracia, pelos direitos humanos, isso é por as teorias revolucionárias em prática, mesmo com as represálias que venho sofrendo por por parte de veteranos do meu curso (que tratarei em uma outra oportunidade).Pode ser utópico, porém luto pelo que acredito e meus companheiros também. Nas manifestações respiramos a revolução, todos unidos pelo mesmo ideal e nessa sintonia nasceu o "MOVIMENTO OITENTAENOVE DEJUNHO". Nos inspiramos na Primavera Árabe, onde jovens se mobilizaram pelo Facebook e após tomaram as ruas derrubando os governos da Tunísia e do Egito. Fazemos protestos diariamente, já saímos no Correio do Povo, Zero Hora, O Sul, na Folha de São Paulo, no Portal Terra, na RBS, TV COM, RECORD...temos também conquistados muitos apoios a nossa causa e mais recentemente o DCE-Livre da USP fechou conosco. Só iremos parar quando o DCE cair e tiver eleições transparentes, onde os interesses estudantais serão atendidos.




Confira abaixo alguns vídeos das manifestações:














VIVA A REVOLUÇÃO!!!!!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Batista torturava à noite presos da ditadura e de dia lhes falava da Bíblia



O pastor batista e capelão Roberto Pontuschka era um assíduo frequentador dos porões da ditadura militar (1964-1985). À noite ele torturava os presos políticos, no pau de arara, e de dia os consolava falando de Deus e lhes dava exemplares do Novo Testamento. Entre os presos, havia evangélicos, como o presbiteriano Rubem Cesar Fernandes, 68.

Fernandes foi preso em 1962 pelos policiais da Oban (Operação Bandeirantes) por ser militante estudantil. Ele disse ter sido dedurado por pastores por ser considerado “elemento perigoso”. Até hoje o antropólogo não se conforma: “Não é justificável usar o poder militar para prender irmãos”.

Outras histórias como a de Fernandes estão vindo à tona a partir do exame das cópias de documentação de tribunais militares que o CMI (Conselho Mundial de Igrejas), organização internacional ecumênica, acaba de repatriar ao Brasil. Mais de um milhão de páginas estavam protegidas em Chicago, no Center For Research Libraries. Sem que os militares suspeitassem, as cópias foram feitas quando os advogados dos presos retiravam dos tribunais os processos para examiná-los por 24 horas.

Os militantes de oposição à ditadura sempre acusaram as igrejas evangélicas de terem dado apoio à repressão, diferentemente da Igreja Católica de dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo, que se colocou na linha de frente da resistência ao regime.

A documentação do CMI confirma a conivência institucional dos evangélicos.


Anivaldo Padilha (foto), hoje com 71 anos, foi denunciado pelo pastor José Sucasas Jr. e pelo bispo Isaías Fernandes Sucasas, ambos metodistas e já falecidos.

Padilha foi torturado por 20 dias no DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna) de São Paulo entre fevereiro e março de 1970. Estava com 29 anos. Era metodista e estudava ciências sociais na USP (Universidade de São Paulo). O trauma quase o levou ao suicídio. Viveu 13 anos no exílio.

Preso em 1969, Leonildo Silveira Campos foi torturado por dez dias. Estava com 21 anos e era seminarista da Igreja Presbiteriana Independente. Hoje é teólogo e professor de ciências da religião na Umesp. Ele também não se esqueceu das “pregações” de Pontuschka, o pastor torturador.

Zwinglio Mota Dias, 70, hoje pastor emérito da IPU (Igreja Presbiteriana Unida do Brasil), foi expulso em 1962 do Seminário Presbiteriano de Campinas porque defendia que a salvação das almas passava pelas questões sociais. Outros 38 seminaristas foram expulsos.

Na Faculdade de Teologia de São Paulo, da Igreja Metodista, o pastor Boanerges Ribeiro, presidente na época da denominação, “convidou” alunos e professores a se retirarem.

Anivaldo Padilha afirmou que vários evangélicos colaboraram com a repressão, delataram irmãos e assumiram o discurso dos militares. “Eu acreditava ser impossível que alguém que se dedica a ser padre ou pastor, cuja função é proteger suas ovelhas, pudesse dedurar alguém.”

Ele contou que anos depois se encontrou com um de seus torturadores em um Carnaval e o perdoou. “O perdão, para mim, foi uma forma de exorcizar os demônios das torturas que me causaram pesadelos durante quase seis anos”.

Mas nem por isso os torturadores devem ficar impunes, disse.

“A punição deles é importante para resgatar a dignidade dos que foram torturados, da memória dos assassinados, das famílias que não puderam ainda sepultar seus membros desaparecido.”

Com informação da Istoé.

Fonte: Paulopes Weblog

terça-feira, 14 de junho de 2011

Mitos sobre ateus/ateísmo

Kaio Costa

Como eu já postei algumas coisas relacionadas aos religiosos, hoje eu vou postar sobre alguns mitos que aderem aos ateus/ateísmo e vou refutá-los:


1) "Ateus são seguidores do demônio/diabo/lúcifer."
Como se pode seguir um demônio quando não se crê em nenhum? Como seguir alguém em cuja existência simplesmente não se acredita? Normalmente quem crê em demônios crê imediatamente em entidades supremas, em deuses que os tais demônios antagonizam. Como o ateu não crê em deuses, não há razão nenhuma que o faça crer nos seus antagonistas malvados. Além do mais, a proferição desse mito dá à pessoa que o ouve o direito de responder algo do tipo "Você está rejeitando os deuses tupis. Está seguindo direitinho o caminho de Anhangá*!".
*o deus demoníaco da mitologia tupi

2) "Ateus são mais propensos ao suicídio."
A realidade nos mostra exatamente o contrário. Como já dito, os ateus têm muita paixão pela vida, como sendo ela única e desprovida de sucessão. A maioria dos ateus convictos, que largaram a fé pela Razão e pelo convencimento científico, costuma valorizar muito a vida que têm, dedica-a a produzir o máximo possível de bons frutos e bons legados e a curtir os prazeres oferecidos pelo universo o máximo possível. É ao menos uma razão especial que protege muitos descrentes de pensarem na "alternativa" de "fugir" de uma vida reversivelmente problemática. É certo que o ateísmo, no entanto, não imuniza ninguém contra fraquezas psicológicas ou situações críticas virtualmente irreversíveis que despertam tendências suicidas. Em contrapartida, a religião também não: estatísticas policiais ao redor do mundo mostram que religiões não protegem as pessoas de fraquezas psicológicas que levam ao suicídio; e Durkheim, no final do século 19, mostrava num de seus livros mais importantes que, por motivos envolvendo coesão social, livre-arbítrio e severidade de pecado, protestantes se matavam mais do que católicos, os quais por sua vez se suicidavam mais do que judeus. Nem por isso os mesmos cristãos que acusam repetidamente o ateísmo de facilitar o suicídio aceitam a conversão ao judaísmo.

3) "Para os ateus, a vida não tem sentido."
Como eu disse no mito nº2, lembramos que grande parte dos ateus convictos geralmente são apaixonados pela única vida que possuem, preocupam-se a construir bons legados, bons frutos. E o melhor, sem os interesses da expectativa por recompensas divinas ou o medo de perder pontos com alguma divindade ou ser punido por ela. O sentido de viver varia subjetivamente de um ateu para outro, dependendo da função e condição pessoal de vida que abraçou, mas há os interesses comuns de gerar bons frutos -- como filhos bem-educados e amados, escrever livros e deixar lembranças saudosas -- e aproveitar os prazeres fornecidos pela vida, pela natureza, pela tecnologia. Mesmo que, depois de tudo, venha um cometa "furioso" e destroce a Terra pondo fim a qualquer legado humano. O que interessa é o prazer de fazer o bem a si mesmo e aos outros. Vale também questionar: será que as vidas de pessoas como Auguste Comte, Richard Dawkins, Sigmund Freud, Steve Jobs e José Saramago realmente não têm/tinham sentido?

4) “Os ateus são fechados para experiências espirituais e sentimentos."
Muitos religiosos insistem na falácia de condicionamento da existência de sentimentos à crença em divindades. Contra ela, é de se relevar que amor, medo, alegria, admiração prazerosa, são sentimentos que ocorrem em todos. Sentimentalidade é inerente ao humano e independe de divindades. A única "diferença" entre os sentimentos dos ateus e os dos religiosos é que os primeiros não os atribuem a deuses, espíritos ou manifestações divinas, e sim a estímulos cerebrais. Não é por essa noção de sentimentos serem estímulos cerebrais que quem a adota não pode tê-los. Lembremos também que animais não-humanos de inúmeras espécies com complexidade neurológica significativa também possuem sentimentos explicitamente expostos. Também sentem alegria, medo, tristeza, prazer, etc. e não precisam de nenhuma crença religiosa para tal.

5) "Ateus são arrogantes e acham que sabem tudo."
Esse é um mito carregado de injúria vindo de pessoas que não "vão com a cara" de uma ciência que freqüentemente derruba suas "teorias" mitológicas. Um ateu geralmente tem a humildade de reconhecer que não sabe o que é tal coisa quando se depara com algo desconhecido. Por exemplo, o que ele vai responder quando alguém lhe pergunta quantos planetas há naquela galáxia localizada a 100 milhões de anos-luz da Terra, fora um natural "não sei"? Ao contrário das religiões, ateus não criam narrativas fantasiosas para acharem que conhecem aquilo que no fundo não sabem do que se trata.


Fonte: Blog Ateísmo Pelo Mundo

Algumas contradições da bíblia #1

Kaio Costa

Faz algum tempo que eu não escrevo sobre esse livrinho que muitos dizem ser sagrado, a bíblia.
Então resolvi fazer esse post sobre algumas das contradições encontradas na bíblia (Não são poucas)

Começamos com umas das questões éticas e morais, que muitos religiosos dizem que a bíblia é um exemplo de moralidade, então lá vai:

Devemos Matar?
- Êxodo 20:13 "Não Matarás"
- Levítico 24:17 "Quem matar alguém, será morto"

Contra:

- Êxodo 32:27 "mas teus servos passarão, cada um armado para a guerra, perante o senhor, como diz meu senhor."
- I Samuel 6:19 "... feriu deles setenta homens; então o povo chorou, porquanto o Senhor fizera tão grande morticínio entre eles"
- I Samuel 15:2,3,7,8 "Assim diz o senhor dos Exércitos: Castigarei a Amaleque pelo que fez a Israel...... Vai pois, agora e fere a Amaleque, destrói totalmente a tudo o que tiver; nada lhe poupes, porém matarás homem e mulher, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos... Então feriu Saul os amalequitas... Tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas; porém a todo povo destruiu ao fio da espada."
- Números 15:36 "Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o senhor ordenara a Moisés"
- Oséias 13:16 "Cairá à espada, seus filhos serão despedaçados, e suas mulheres grávidas serão abertas pelo meio." (destaquei essa parte, porque ela realmente me chama atenção)


Devemos Roubar?
- Êxodo 20:15 "Não furtarás"
- Levítico 19:13 "Não oprimirás o teu próximo nem o roubarás."

Contra:

- Êxodo 3:22 "e despojareis os egípcios."
- Êxodo 12:35-36 "Fizeram, pois os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés... E despojaram os egípcios."
- Lucas 19:29-34 "[Jesus] enviou dois de seus discípulos, dizendo-lhes: Ide à aldeia fronteira e ali, ao entrar, achareis preso um jumentinho que jamais homem algum montou; soltai-o e trazei-o. Se alguém vos perguntar: Por que o soltais? respondereis assim: Porque o Senhor precisa dele. E indo os que foram mandados, acharam segundo lhes dissera Jesus. Quando eles estavam soltando o jumentinho, seus donos lhes disseram: Por que o soltais? Responderam: Porque o senhor precisa dele."

Aprendi desde criança que pegar algo sem pedir é roubo.


Deus muda de opinião?
- Malaquias 3:6 "Porque eu, o senhor, não mudo."
- Números 23:19 "Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? ou tendo falado, não o cumprirá?"
- Ezequiel 24:14 "Eu, o senhor, o disse: Será assim, e assim e eu o farei; não tornarei atrás, não pouparei nem me arrependerei."
- Tiago 1:17 "...descendo do Pai das Luzes, em que não pode existir variação, ou sombra de mudança."

Contra:

- Êxodo 32:14 "Então se arrependeu o senhor do mal que dissera havia de fazer ao povo."
- Gênesis 6:6,7 "Então se arrependeu o senhor de ter feito o homem na terra...Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei...porque me arrependo de os haver feito."
- Jonas 3:10 "E Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria, e não o fez."
(Veja também II Reis 20:1-7, Números 16:20-35, Números 16:44-50.)
Em Gênesis 18:23-33, tenta barganhar com o senhor sobre o numero mínimo de justos requeridos em Sodoma para que a mesma não fosse destruída, o numero de 50 baixou para 10. (Um deus onisciente deveria ter sabido que estava jogando com as esperanças de misericórdia de Abraão - ele destruiu a cidade assim mesmo.)


Quando Jesus Foi Crucificado?
- Marcos 15:25 "Era a hora terceira quando o crucificaram."

Contra:

- João 19:14-15 "E era a parasceve[sexta feira] pascal, cerca da sexta hora; e disse aos judeus: Eis aqui vosso rei. Eles porém clamaram...crucificai-o."

Separei mais algumas passagens, e vou postando aqui em outros post, realmente são muitas contradições e ficaria enorme pra postar tudo em uma só vez.


Fonte: Blog Ateísmo Pelo Mundo

domingo, 12 de junho de 2011

Honduras: um menino contra o golpe




Fonte: Youtube

Não há nenhum relato da época de Jesus sobre a existência dele



por Staks Rosch, do Examiner

É bastante comum os cristãos afirmarem que há mais evidência da existência de Jesus do que a de outros personagens históricos, como Alexandre, o Grande, e George Washington. Mas isso não é verdade. O fato é que não há relatos da época de Jesus sobre ele.

Observo, contudo, que Jesus, mesmo não tendo existido, não deixaria de ter a importância atribuída a ele.

Eu estou bem ciente, por exemplo, de que Luke Skywalker [protagonista da trilogia Guerra nas Estrelas] é ficcional, mas ainda assim ele é para mim uma fonte real de inspiração.

Muitos cristãos pautam sua vida se perguntando “O que Jesus faria se estivesse em meu lugar?” Essa pergunta não perde a validade no caso de o Jesus não ter existido, porque ele, mesmo como ser imaginário, serve para inspirar um padrão de comportamento.

Mas a maioria dos cristãos parece acreditar que a sua religião se tornaria uma farsa sem a crença de um Jesus histórico. O que talvez explique por que, quando falo sobre a falta de relatos da época de Jesus, os cristãos se apressam a dizer que a maioria dos estudiosos aceita a sua historicidade.

Mas a historicidade atribuída a Jesus se refere à fé cristã, à crença nesses dois mil anos de que ele foi real, porque, quanto aos testemunhos de contemporâneos, que são inexistentes, há poucas razões para se acreditar que ele tenha existido.

Os cristãos costumam apresentar os evangelhos como provas da existência de Jesus. Isso é ridículo porque os evangelhos não são fontes da contemporaneidade dele.

O Evangelho de Marcos, que é o mais antigo, foi escrito cerca de 65 anos depois de Cristo. Esse evangelho, diferentemente do que muitos acreditam, é de autoria desconhecida. Sabe-se também que outros evangelhos usaram o de Marcos como fonte primária, e ao longo de centenas de anos essas escrituras foram alteradas várias vezes.

Os cristãos também afirmam que autores como Josephus, Tácito, Plínio (o Jovem) e Luciano de Samosata escreveram sobre Jesus. Não é bem assim, porque esses autores escreveram pouco sobre Jesus – do qual, aliás, não foram contemporâneos –, e ainda assim, quando o fizeram, se referiram a alguém chamado “Cristo”.

Não há nenhuma evidência de que esse “Cristo” seja o dos cristãos. Muitas pessoas, em diferentes períodos históricos, se apresentaram com Cristo.

Com tradução deste blog.

Fonte: Paulopes Weblog

sábado, 11 de junho de 2011

Mao Tsé-tung não é o autor de "O Livro Vermelho"



Mao Tsé-tung: como intelectual, o líder chinês era uma farsa. O intelectual Hu Qiaomu foi o ghost-writer do maior best seller comunista de todos os tempos


Os mitos do socialismo estão ruindo um a um. Agora, cai mais um. O jornal espanhol “El Mundo” noticiou na terça-feira, 7, que o best seller comunista “O Livro Vermelho”, de Mao Tsé-tung, é assinado pelo falecido líder político chinês, mas foi elaborado, integralmente, por um ghost-writer. “O ‘grande timoneiro’ teve um escritor encarregado de redigir ou criar suas inspirações. As fontes dessas dúvidas, procedentes do Partido Comunista Chinês, indicam que seu secretário-geral durante os anos 90, Jiang Zemin, recebeu três informes (dois em 1993 e um em 1995) sobre a autoria do livro mais lido da história do comunismo”, conta “El Mundo”. O livro, para se ter uma ideia, é mais vendido do qualquer outra obra de Lênin, Stálin e Fidel Castro.
O jornal “China Daily”, porta-voz em inglês do governo chinês, tentou desmentir as informações, mas sem credibilidade. Mas ao menos admitiu que a história do “escritor fantasma” existe. Sabe-se que Hu Qiaomu (1912-1992), um intelectual comunista, é o verdadeiro autor de “O Livro Vermelho”. Mesmo assim, o governo chinês, no contra-ataque, alega que Mao é quem ajudou Hu a escrever seus poemas e seus discursos. Na verdade, ocorreu o oposto. Hu Qiaomu, nome esquecido até por historiadores, “foi um personagem capital na China de Mao”, diz “El Mundo”. “Hu foi secretário-particular do líder do Partido Comunista Chinês durante 25 anos e seu homem de confiança em assuntos de ciência e cultura.” Depois da morte de Mao, Hu “se converteu em grande opositor das reformas econômicas de Deng Xiaoping” e se tornou “o último defensor da Revolução Cultural e da ortodoxia maoísta”.
“El Mundo” conta que a China oficial tenta passar a imagem de que vai tratar sua história com mais rigor acadêmico. Porque lá, como em qualquer outro regime comunista, fala-se muito em “verdade”, mas essa é diariamente sacrificada. O livro “História do Partido Comunista Chinês” (1949-1978) pretende ser mais objetivo e menos apologético. O PCC decidiu que precisa discutir a fundo “períodos delicados”, como “o grande salto adiante” e a Revolução Cultural (verdadeiro massacre da cultura e de seres humanos). O livro foi editado pelo partido — o que, desde já, retira sua independência. A prova de que a China não permite nenhuma abertura consistente (exceto a econômica, ainda assim, relativa), lembra “El Mundo”, é que o artista e dissidente Ai Weiwei está detido há três meses pelo Estado, mas o governo não informa o lugar da prisão.
O jornal inglês “The Independent” perguntou a chineses o que eles acham do assunto. A maioria está perplexa. “Os veteranos da era Mao se mostraram estupefatos”, registrou o “Independent”. Por mais que tenha cometido atrocidades — o regime comunista matou cerca de 70 milhões de pessoas —, Mao é considerado uma espécie de santo ímpio pelo menos para parte dos chineses. A história está fartamente documentada na excelente biografia “Mao — A História Desconhecida” (Companhia das Letras, 960 páginas), de Jung Chang (autora do ótimo “Cisnes Selvagens”) e Jon Halliday.
Bem, se até os “pensamentos” (aforismos) de Mao não eram dele, o que era verdadeiro no ditador sanguinário? Talvez o corpo e o nome. Nunca um nome (Mao) foi tão apropriado para um serial killer.
Euler de França Belém
By: Bula Revista

Fonte: Blog Com Texto Livre

Brasil desrespeita princípios laicos, alega ONU




Agradeço a colaboração do amigo Chalinho que enviou-me este texto


O Rio Grande do Sul figura entre os 11 estados brasileiros que desrespeitam preceitos de caráter laico do Brasil. Esta informação consta em Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que aborda a imposição do ensino religioso em escolas públicas em países que se denominam “estados laicos”, ou seja, nações que sejam oficialmente neutras em relação às questões religiosas. O documento será apresentado na semana que vem ao Conselho de Direitos Humanos da ONU e questiona a validade do ensino religioso nas escolas, assunto que pode gerar incidentes diplomáticos entre o Governo Brasileiro e o Vaticano.

A elaboração do documento ficou a cargo da relatora da ONU para o direito à cultura, Farida Shaheed. Na sua argumentação, Farida alerta que a intolerância religiosa e o racismo persistem na sociedade brasileira, a exemplo dos seguidos ataques realizados por “seguidores de religiões pentecostais” contra praticantes de religiões afro-brasileiras no Pais. Para evitar esse preconceito religioso, afirma Farina, seria necessária uma posição mais firme por parte do governo brasileiro.

Além do Rio Grande do Sul, os estados citados no levantamento são Alagoas, Amapá, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, o ensino religioso deve ser oferecido em todas as escolas públicas de ensino fundamental, embora a matrícula seja facultativa.

A intenção da relatora é que o material contribua para uma revisão, por parte de especialistas, sobre os assuntos tratados nas aulas de religião das escolas públicas. ”Deixar o conteúdo de cursos religiosos ser determinado pelo sistema de crença pessoal de professores ou administradores de escolas, usar o ensino religioso como proselitismo, ensino religioso compulsório e excluir religiões de origem africana do curriculum foram relatadas como as principais preocupações que impedem a implementação efetiva do que é previsto na Constituição”, sustenta Farida.

A definição do conteúdo é feita pelos Estado e municípios, mas a legislação afirma que o conteúdo deve assegurar o respeito à diversidade cultural religiosa e proíbe qualquer forma de proselitismo.

Com informações da Rede Primeira Infância

Refutando frases teístas #2

Kaio Costa

Como no outro post eu comecei refutando alguns provérbios, ditados e frases teístas, vou começar esse post de onde parei o outro:

3) "Quem não acredita em deus vai levar uma lição de vida lá na frente.”

Costuma-se dizer que deus irá causar algum evento que, diretamente ou por aproveitamento, fará a pessoa crer nele depois de enfrentar dificuldades e provações que apontarão para uma prova irrefutável da sua existência. Porém, vejamos que dezenas de bilhões de pessoas ao longo da história da humanidade, hoje obviamente mortas, podem ter aprendido as mais diversas lições em suas vidas, mas sabe-se que muitas jamais conheceram um deus único ou qualquer divindade que fosse alheia ao panteão de sua cultura. Noto isso porque teríamos resquícios de cultos monoteístas em todos os lugares possíveis se o deus único realmente tivesse aparecido para cada humano em algum momento de sua vida, visto que havia muita credulidade e suscetibilidade para trocar de deuses e/ou fundar novas religiões quando o sujeito fosse surpreendido por um cataclismo que sua mitologia não previsse. O que dizer também de Buda, que não deixou nenhum legado teísta, não aprendeu nenhuma significante “lição de deus”? Sem falar nos povos nativos das Américas nos séculos passados: a única “lição monoteísta” que levaram foi o assassinato por parte de cristãos brancos ou a infecção por doenças mortais trazidas pelos mesmos. Pergunto então: que deus é esse cuja lição para incrédulos é uma morte cruel e/ou dolorosa? E por que “ele” é sentido ou ilumina pessoas apenas em civilizações que conhecem seu culto, com pouquíssimas exceções?

4) “Tem coisas que sem a ajuda de deus não faremos."

Essa frase é usada para dizer que feitos humanos grandiosos, como conquista de prêmios de mérito (como campeonatos esportivos, medalhas olímpicas e troféus do quilate do Oscar), atos de heroísmo (como em resgates e defesa de inocentes contra bandidos), conquista de posições altas em vestibulares e concursos públicos, operações médicas complicadas e grandes ascensões profissionais não são possíveis com o mérito principal da pessoa, e sim sendo este de deus - e a pessoa terá apenas o mérito secundário e a obrigação de agradecer à divindade. Também tenta alegar que não existe perseverança sem a invocação da graça do deus único. Entretanto, é facilmente contestável.
Em primeiro lugar, retomo todos os nomes que, segundo a frase 1, seriam meros “nadas” por não crerem em deuses, tampouco no monoteísta. Nota-se que chegaram muito longe sem recorrerem a nenhuma divindade e tampouco tiveram em algum momento provas lógicas de que suas vidas vitoriosas foram impulsionadas por ajuda divina.
Em seguida, vem um exemplo histórico: o que dizer dos Mapuches, povo indígena nativo da Argentina e do Chile que resistiu à invasão dos espanhóis e às suas tentativas de conquistá-lo durante 300 anos? O lado que tinha crença em deuses diversos venceu o que acreditava no deus cristão. Isso, segundo julgaria um teísta de hoje, não seria possível. E o que dizer das Guerras Médicas, em que os gregos contiveram a invasão dos persas? Não havia nenhuma religião monoteísta em jogo ali. No máximo os persas eram zoroastristas e veneravam unicamente Ahura-Mazda, o que poderia ser confundido com um “culto a deus”. E perderam a guerra, depois de muitas vitórias nas regiões entre a Ásia Menor e os arredores da Índia.
Sem falar que ateus freqüentemente conseguem resultados melhores que muitos teístas em vestibulares e concursos públicos. Não quero dizer que ateus são sempre os primeiros, mas é freqüente que, por exemplo, um descrente apareça como 18º lugar de um concurso e tenha grandes chances de ser investido pela primeira convocação, enquanto um religioso que se esforçou tanto quanto ele apareceu em 320º, com chances remotíssimas de ser investido no cargo pretendido. Há exemplos que eu mesmo vivi em concursos públicos - todos feitos sendo eu ateu - em que isso ocorreu de fato.
E uma pergunta que não quer calar: quer dizer que no mundo politeísta antigo ninguém, mas ninguém mesmo, conseguia atos heróicos e de superação? O que dizer então dos Jogos Olímpicos, realizados em Olímpia? Se a frase arrogante fosse verdade, não haveria nenhuma grande façanha esportiva dali e as Olimpíadas Antigas não teriam nenhum sentido em sua realização.
Esse “provérbio” - de baixíssima inspiração sábia, cá para nós - de certa forma demonstra mais pequenez e incapacidade de reconhecimento do mérito próprio, ao denunciar que a crença da pessoa é uma muleta psicológica, do que necessariamente fé e inspiração.


Fonte: Blog Ateísmo Pelo Mundo

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A moda agora é ser reaça


por Marcelo Rubens Paiva
"Como comentou uma leitora, Natália, no post anterior: Cara, acho tão engraçada essa mania das pessoas de falarem com orgulho que são “politicamente incorretas” quando dizem absurdos… o sujeito vem, fala um monte de merda e diz que faz isso porque é inteligente (é um livre pensador, não segue o pensamento burro e dirigido das massas, etc) e porque não liga de ser “politicamente ncorreto” porque afinal esse é o certo, a sociedade de hoje que está deturpada. Eu tinha pensado na mesma coisa. O governador e o secretário municipal de segurança reconheceram que tanto a PM quanto a Guarda Municipa exageraram na repressão à MARCHA DA MACONHA, que virou MARCHA PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Alckmin chegou a dizer que não compactua com a ação da PM na Marcha.
Mas muitos leitores e alguns blogueiros continuam achando que o certo mesmo era enfiar o cacete nos manifestantes.
A onda agora é ser bem REAÇA.
Se é humorista, e uma piada ultrapassa o limite do bom gosto, diz ser adepto do ideal do politicamente incorreto.
Que babaca é fazer censura contra intolerância.
Pode zoar com judeu, gay, falar palavrão, é isso, que se foda, viva a liberdade!
Se alguém defende a Marcha da Maconha, faz apologia, é vagabundo.
Se defende a descriminalização do aborto, é contra a vida.
Se aplaude a iniciativa da aprovação da união homossexual quer enviadar o Brasil todo, país que se orgulha de ser bem macho, bem família!
Se defende a punição de torturadores, é porque pactua com terroristas que só queriam implodir o estado de direito e instituir a ditadura do proletariado. Deu, né?
Esta DiogoMainardização da imprensa e da pequena burguesia brasileira tem um nome na minha terra: má educação.
Esta recusa ao pensamento humanista que ressurgiu após a eva de ditaduras que caiu como um dominó a partir dos anos 80 tem outro nome: neofascismo.
É legal ser de direita? Tá bacana desprezar os movimentos sociais, aplaudir a repressão a eles?
Eu não acho.
Apesar de considerar o termo “ politicamente correto”, do começo dos anos 90, a coisa mais fora de moda que existe, diante do que vejo e leio, afirmo: eu, aleijado com tendências esquerdizantes, não era, mas agora sou TOTALMENTE politicamente correto.
Foi uma semana marcada pelo protesto da gente diferenciada e gafes nas redes sociais, que têm 600 milhões de vigilantes no Facebook e 120 milhões no Twitter.
Postaram Rafinha Bastos, no dia das mães: “Ae órfãos! Dia triste hoje, hein?”.
Danilo Gentili, sobre os “velhos” de Higienópolis que temem uma estação de metrô: “A última vez que eles chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz.”
Amanda Régis, torcedora do Flamengo, time eliminado da Copa do Brasil pelo Ceará: “Esses nordestinos pardos, bugres, índios acham que têm moral, cambada de feios. Não é à toa que não gosto desse tipo de raça.”
Ed Motta, ao chegar em Curitiba: “O Sul do Brasil como é bom, tem dignidade isso aqui. Sim porque ooo povo feio o brasileiro rs. Em avião dá vontade chorar rs. Mas chega no Sul ou SP gente bonita compondo o ambiance rs.”
Quando um leitor replicou que Motta não era “um arquétipo de beleza”, ele respondeu que estava “num plano superior”. “Eu tenho pena de ignorantes como vc… Brasileiros…”, escreveu. “A cultura que eu vivo é a CULTURA superior. Melhor que a maioria ya know?”
E na MTV, a Casa dos Autistas, quadro humorístico, chocou pelo mau gosto Todos pediram desculpas depois.
Danilo, um dos maiores humoristas de stand-up que já vi, recebeu telefonema do departamento comercial da Band, pedindo para tirar o comentário.
Ed Motta se revoltou contra a imprensa. Pergunta se temos o direito de reproduzir seus escritos particulares.
A internet trouxe a incrível rapidez na troca de informações e espaço para exposição de ideias. Alguns se lambuzam. Dizem que são contra as patrulhas do politicamente correto.
Mas como ficam as domésticas ofendidas, os órfãos recentes, aqueles que perderam parentes em Auschwitz, os nordestinos e os pais de autistas?
Tomara que, depois do pensamento grego, democracia Renascença, a revolução industrial e tecnológica nos luminem.
O preconceito não é apenas sintoma de ignorância, mas lapsos de um narcisista. Ele nunca va acabar?
Enquanto no Itaú Cultural, um símbolo de excelência em apoio às artes e alta tecnologia, em plena Avenida Paulista uma mãe foi expulsa por amamentar o filho em público na exposição do Leonilson, artista que sofreu inúmeros preconceitos, morto vítima da Aids.
Ou melhor, viadão que morreu da peste gay, porque era promíscuo, diriam os reaças.
By: Tudo em Cima

Fonte: Blog OpenSante

Declaração dos Direitos Humanos (versão popular)




Frei Beto

Refutando frases teístas #1

Kaio Costa

Ateus, agnósticos e outras pessoas que não crêem plenamente no deus monoteísta abraâmico freqüentemente passam por insossos momentos em que teístas intolerantes, contrariados com a descrença neste ou nos seus poderes, começam a expor frases que, na tentativa de exporem uma “verdade” ou uma “lição”, tornam-se inconvenientes, chateadoras e arrogantes. Esses religiosos, convencidos de que o deus em que crêem é o único verdadeiro e que todas as outras mais de 40 mil divindades em que o ser humano, em culturas diferentes, já acreditou (ou acredita) no passado e no presente são falsas ou inválidas, costumam esbanjar essas frases arrogantes, crendo piamente que elas serão levadas a sério e tratadas como tema de reflexão pelos incrédulos. Para eles, ou seu deus existe ou não há um universo válido existente. Diante dessa realidade em que freqüentemente damos de cara com pessoas que não admitem que haja as possibilidades de o mundo estar sob guarida de outros deuses ou de nenhum, cabe mostrar nossa defesa e refutação às frases e provérbios mais freqüentes proferidos por elas. Argumentos céticos que derrubam e murcham essas “repreensões de fé” de gente que tem essa arrogante certeza de que seu deus é o único válido e real.

Exponho aqui dez frases (Vou dividir em alguns posts), extraídas em comunidades virtuais na internet, que são algumas das mais citadas para se contrariar a descrença nesse deus único chamado simplesmente de deus, acompanhado da defesa cética:


1) “Deus sem você continua deus, você sem deus não é nada."

Primeiro, sobre deus continuar deus sem a pessoa que não crê nele, posso dizer exatamente a mesma coisa sobre qualquer outra divindade que o javeísta ignora ou nega: “Odin sem você continua sendo o glorioso Odin”, “Zeus sem você continua Zeus, imponentemente”, “Tlaloc sem você continua Tlaloc e não deixará de mandar chuvas”, “Shamash sem você continua Shamash”, “Amon sem você continuará sendo Amon”, entre milhares de frases possíveis. E quero ver um monoteísta conseguir refutar, a partir de suas convicções crentes, todas essas afirmações.
Segundo, eu gostaria de saber se Bill Gates, Jean-Paul Sartre (um dos maiores filósofos do século 20), Peter Singer (um dos mais renomados e aclamados defensores animais da atualidade), os irmãos Gallagher (da banda inglesa Oasis), José Saramago, Jorge Amado, Paulo Autran, Oscar Niemeyer, Drauzio Varella e tantos outros realmente não são ou eram NADA. E não venha o teísta dizer que eles são ou eram “espiritualmente infelizes” porque ele, a menos que seja um estudioso de biografias especializado no estudo da vida de ateus e agnósticos famosos, não sabe quase nada de verdade sobre a intimidade de todas essas personalidades.
E, por último, iria o proferido de a inconveniente frase gostar se eu dissesse “Metnetmatnamet, Mivunak e Ahmok continuarão sendo Eles, os Grandes Deuses, e você sem Eles não é nada!”?



2) “Todos sabem que deus tem vários nomes e cada povo acredita nele de um jeito."

Isso só valeria se todo povo tivesse uma religião essencialmente monoteísta, dualista ou henoteísta (em que apenas um deus é venerado, mas não é o único existente). Mas a realidade exibe centenas de religiões em que vários deuses são venerados ao mesmo tempo, com preferência alternada por pessoa ou por cidade da civilização específica. Por exemplo, quem era “Deus” na Mesopotâmia, em que cada Cidade-Estado tinha um deus diferente como padroeiro (a cidade de Uruk tinha Anu e Ishtar como deuses patronos; em Der, cidade ao leste do rio Tigre, era Angal; em Assur, capital assíria, era Ashur/Enlil; na cidade de Babilônia, era Marduk)?
E outra: deus/Javé não é o único que tem um nome por civilização. Tomemos o Sol, outrora venerado como um deus. Eis seus nomes, de acordo com as civilizações que o veneravam ou acreditavam: Helios (grego), Inti (inca), Rá (egípcio), Aton (heresia monoteísta egípcia), Surya (deva hindu), Shamash (mesopotâmio), Nah-too-si (dos índios Blackfoot), etc.
Com um detalhe importante: nem todos esses deuses eram os principais de seus panteões! Logo, esqueça que o Sol era sempre uma referência a um deus supremo que por tabela seria uma alusão ao deus monoteísta.
E vou apelar, com mais um exemplo: o mítico mundo dos mortos (inferno, submundo, mundo inferior, mundo subterrâneo, seja como quiser). Eis a lista: Hades (grego), Veles (eslavo), Nergal (mesopotâmio), Anúbis (egípcio), Hel (nórdica), Sedna (esquimó), Yanluo (chinês), Enma (japonês), etc. Eram deuses que julgavam os mortos e/ou administravam o necro-mundo. O crente abraâmico pode pensar que eram alusões a Satanás, mas note que nem a maioria dessa turma era de divindades malignas nem o diabo é incumbido do julgamento na mitologia monoteísta - quem julga os mortos nesse caso é o deus Javé. Logo, nem todas as religiões são passíveis da visão islamo-judaico-cristã de que estariam fazendo alusão a um diabo supremo quando falam de um deus dos mortos e do destino derradeiro destes.
Só mais uma, para deixar os fanáticos mais frustrados: o deus que era o rei do panteão nem sempre era o mais venerado. Muitos antigos veneravam deuses (as) coadjuvantes, como Athena, Hórus, Marte, Cibele, Ganesha, Ishtar e o próprio Javé pré-monoteísta (era um dos deuses subordinados a El, deus supremo cananeu). Como, então, um politeísta diria “Deus” com D maiúsculo - ou qualquer outra alusão a um deus magno - quando sua divindade patronal muito provavelmente era distinta do (a) líder dos deuses?

Vou dividir esse texto em alguns post para não ficar muito grande, então a continuação dos questionamentos dos provérbios feitos por teísta continua no próximo post no blog. (Que provavelmente seja amanhã)


Fonte: Blog Ateísmo Pelo Mundo