
O que é meditação
Meditar é a única maneira de compreender o que é a meditação. É a arte de se abrir a cada momento com consciência calma: é a arte de entrar em contato consigo mesmo e de se tornar mais consciente do que faz a cada momento.
O que se espera alcançar através da meditação?
Felicidade interior e / ou paz mental.
Redução do stress, de um problema cardíaco, da asma, da pressão alta ou de qualquer outro problema clínico.
Uma experiência espiritual / Comunhão com Deus.
Autodescoberta ou autoconhecimento.
Solução para um dilema pessoal ou profissional.
Idéias criativas.
Cura do stress e da dor provocados por acontecimentos traumáticos, como a morte de uma pessoa querida, maus-tratos, guerra, acidente, divórcio.
Alívio da ansiedade, da confusão, da depressão.
Ajuda para se recuperar do alcoolismo, de outras dependências ou de outros comportamentos obsessivo-compulsivos.
Aumento da memória e da inteligência.
Redução ou eliminação da dor física crônica.
Controle sobre peso, temperamento, passividade, raiva ou outras áreas da vida que estejam em desequilíbrio.
O que a ciência comprova?
A meditação pode trazer:
A) Benefícios Psicológicos:
Mais saúde mental
Maior estabilidade emocional
Desprendimento
Independência
Espontaneidade
Menos ansiedade e depressão
Redução de dependência por drogas lícitas ou ilícitas
Mais interesse pelas coisas espirituais
Raciocínio mais acurado
Pensamentos mais criativos
Aumento de concentração
Empatia
Melhora da memória e inteligência
B) Benefícios Físicos:
Aumenta a energia
Aumenta o vigor
Acelera a recuperação
Diminui a freqüência e a gravidade de ataques de asma e de outras reações alérgicas
Baixa significativamente a pressão sangüínea
Reduz o stress e doenças relacionadas a ele, como cardiopatias, hipertensão e insônia
Alivia significativamente dores esporádicas e crônicas devidas à artrite, problemas nas costas, etc.
Melhora o tempo de resposta, a capacidade motora, a coordenação e outras respostas físicas
O que precisamos para meditar?
Apenas cinco coisas são necessárias para se chegar a um estado de meditação perfeita:
Ter vontade sincera para meditar;
Alguns momentos para relaxar;
Um ambiente silencioso para eliminar as distrações;
Uma postura confortável que permita completo relaxamento;
Um “artifício mental” (mantra, prece...) para ajudar a bloquear o fluxo constante dos pensamentos gerados pele mente desperta.
O estado meditativo é diferente do estado do sono ou do estado hipnótico. É em estado fisiológico único, marcado por uma notável redução na quantidade de sinais que o corpo e o cérebro são obrigados a processar.
Normalmente, nossos sentidos são bombardeados por uma ampla variedade de estímulos que exigem reações imediatas do cérebro. São estímulos físicos, como a fome, mentais, como o pensamento, ou emocionais, como o medo. Quando são enviadas mensagens demais ao mesmo tempo, o cérebro fica super aquecido, como um sistema elétrico sobrecarregado, o que se manifesta no nível consciente: ficamos ansiosos, assoberbados, confusos, estressados.
Quando nós concentramos num único objeto, o número de sinais enviados ao cérebro fica muito reduzido, o que permite que a mente se acomode num estado profundamente relaxado, mas alerta.
No estado meditativo, a consciência, a concentração e a atenção são dirigidos a uma só coisa, tal como a respiração, que é chamada de objeto da consciência. Ela se transforma numa âncora no mar de pensamentos e sentimentos que chamamos de consciência. Concentrados na respiração deixamos ir os pensamentos e as sensações assim que tomamos consciência deles e voltamos imediatamente a respiração.
A raj ioga apresenta um roteiro completo de como praticar a meditação em oito passos, ou astangas. Conforme a raj ioga, o ser humano é constituído de quatro camadas principais: a esfera do corpo físico, a da mente consciente, a da mente subconsciente individual e a do Atman, a esfera do Ser. O praticante, sob a supervisão de um guru competente, segue o método de introversão intencional, pratica os exercícios físicos e mentais prescritos, observando seus efeitos subjetivos. Procura direcionar a energia psíquica do eu para a sua parte mais profunda. Os oito passos da raj ioga são:
O primeiro passo, Yama, consiste na prática de cinco abstenções: maldade, roubo, sensualidade e cobiça.
O segundo passo, Niama, a prática de cinco observâncias: limpeza, contentamento, autocontrole, aplicação, e contemplação do divino.
O terceiro passo, asana, são posturas que visa aquietar o corpo para que este não distraia a mente durante a concentração. Para uma meditação eficaz, é necessário que o meditador adote uma postura que seja confortável e, ao mesmo tempo, não induza sonolência. Das oitenta e quatro posturas descritas nos manuais de ioga, somente cinco são consideradas importantes para a meditação. Dessas cinco, a mais recomendada é a posição de lótus na qual o iogue se senta com as pernas cruzadas, a coluna vertebral ereta, as mãos colocadas uma sobre a outra e os olhos fechados ou semi-abertos.
O quarto passo, pranaiama, é o controle de respiração. Ainda quando o corpo está quieto, as atividades corporais permanecem. O iogui tem que treinar para ter domínio sobre a respiração para que a respiração descontrolada não atrapalhe o repouso da mente.
O quinto passo, pratiahara, é o controle dos sentidos. O iogue tem que ter o controle absoluto sobre os seus sentidos, ou melhor, aprender a fechar as portas de percepção do mundo exterior.
O sexto passo, dharna, concentração que induz a mente a focalizar num objeto, a mente se flui em direção a um único objeto.
O sétimo, dhiana, e o oitavo, samadhi, são os dois estágios nos quais a concentração se aprofunda progressivamente. Dhiana é o estágio no qual o eu desaparece completamente de vista e toda a atenção se concentra no objeto que está sendo focalizado; samadhi indica o estado em que a mente humana está completamente absorvida no objeto contemplado. Neste estágio não há a distinção entre o objeto contemplado e o eu que o contempla.
Quanto aos métodos, esses são artifícios.
Os mestres dizem que há mais de cinco mil métodos para praticar a meditação. Se a pessoa estiver pronta, então qualquer método pode funcionar. Eles são apenas truques para ajudar a dar o salto, eles são trampolins. A pessoa pode experimentar métodos variados e verificar em qual se sente melhor, e a partir do momento em que já tenha a certeza deste o daquele método, adote-o para sempre.
Como começar a prática da meditação?
A meditação é uma técnica que exige esforço e que não é dominada de um dia para o outro. Mas também não é complexa, secreta e nem está além da sua compreensão. Ela não é difícil de aprender e é acessível para todos.
• Comece devagar. Seja paciente.
No começo, uma meditação de dez minutos por dia já está ótimo. Aos poucos, vai aperfeiçoando e aumentando o tempo. Do contrário, a impaciência levará à frustração e ao abandono da atividade meditativa como se ela fosse difícil demais ou não valesse a pena.
• Escolha o melhor lugar.
Pode ser a própria casa ou pode ser qualquer outro lugar onde é possível ter um grau de controle sobre os fatores que venham a causar distrações.
• Escolha o melhor momento do dia.
Pode ser ao acordar, ou antes, de ir para a cama ou qualquer horário que a pessoa achar propício. Procure meditar no mesmo horário todos os dias.
• Escolha uma postura confortável. Que seja apropriada para a meditação, que não cause dor nem sonolência, que não obstrua a respiração adequada e não atrapalhe o fluxo das energias sutis. O corpo sentado, a espinha mantida reta, a cabeça levantada, os pés totalmente apoiados sobre o chão, as mãos descansando com as palmas para cima, uma sobre cada coxa. Sinta o corpo nesta postura.
Ao iniciar, em vez de meditar imediatamente, é bom tirar um ou dois minutos para aquietar a mente. É normal que surjam distrações durante a meditação, mas não procure afastá-las a qualquer custo, antes procure tomar consciência delas, e volte para o objeto de concentração.
Ao terminar a sessão, reserve alguns minutos para fazer a transição do estado de meditação para o estado de vigília. Saia com cuidado da postura de meditação, prestando atenção no corpo inteiro. Diga a você mesmo que vai levar consigo, para onde for, os benefícios dessa meditação.
Fonte: Site Centro de Pastoral e Solidariedade PUCRS
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