domingo, 31 de julho de 2011

67 MANEIRAS DE MUDAR O MUNDO

Nelson Mandela



Pensar nos outros

1. Faça um novo amigo. Conheça alguém de um meio cultural diferente. Somente através da compreensão mútua podemos livrar as nossas comunidades da intolerância e xenofobia.

2. Leia a alguém que não pode. Visite uma casa local para cegos e abra um novo mundo para alguém.

3. Arranje os buracos na sua rua ou bairro.

4. Ajude no abrigo animal local. Cães sem casas também precisam de um passeio e de um pouco de amor.

5. Descubra na sua biblioteca local têm uma hora para uma história e ofereça-ser para ler durante a mesma.

6. Ofereça-se para levar um vizinho idoso que não pode conduzir para fazer suas compras ou tarefas.

7. Organize um dia de limpeza do lixo na sua área.

8. Arranje um grupo de pessoas para tricotar um quadrado de malha e fazer um cobertor para alguém que precise.

9. Voluntarie-se na sua estação de polícia ou organizações locais de ajuda.

10. Doe suas habilidades!

11. Se você é um construtor, ajude alguém a construir ou melhorar a casa.

12. Ajude alguém a iniciar o seu negócio.

13. Construa um site para alguém que precisa, ou para uma causa você acha que precisa do apoio.

14. Ajude alguém a conseguir um emprego. Redija e imprimir um curriculum vitae, ou ajude a preparar as entrevistas.

15. Se você é um advogado, faça algum trabalho pro bono por uma causa que vale a pena ou pessoa que precisa.

16. Escreva para o vereador da área acerca de um problema que requer atenção, e que você não tem possibilidade de resolver.

17. Patrocine um grupo de alunos para ir ao teatro ou ao jardim zoológico.


Ajudar a uma boa saúde


18. Entre em contacto com organizações locais de HIV e descubra como pode ajudar.

19. Ajude no hospital local, pois além dos pacientes, os funcionários muitas vezes precisam de apoio.

20. Muitos doentes terminais não têm ninguém com quem falar. Demore um pouco a ter uma conversa e a trazer alguma luz nas suas vidas.

21. Converse com seus amigos e família sobre o HIV.

22. Faça o teste de HIV e encoraje o seu parceiro a fazê-lo também.

23. Leve um saco cheio de brinquedos para a ala de crianças de um hospital local.

24. Leve os membros mais jovens da sua família para um passeio no parque.

25. Doe algum material médico a uma clínica da comunidade local.

26. Leve alguém que você conhece e não pode pagar, para fazer um exame ou consulta aos olhos ou aos dentes.

27. Cozinhe algo para um grupo de apoio de sua escolha.

28. Inicie uma horta comunitária para promover a alimentação saudável na sua comunidade.

29. Doe uma cadeira de rodas ou um cão guia, a alguém em necessidade.

30. Faça um cabaz de alimentos e dê a alguém em necessidade.


Tornar-se um educador


31. Ofereça-se para ajudar na sua escola local.

32. Oriente um aluno ou um jovem que abandonou a escola no seu campo de especialização.

33. Seja treinador numa das actividades extra que a escola oferece. Também pode se voluntariar para treinador de uma actividade que a escola não oferece.

34. Ofereça-se para dar aulas de reforço numa matéria escolar em que você é bom.

35. Doe seu computador velho.

36. Ajudar a manter os campos de desporto.

37. Arranje uma sala de aula, substituindo janelas partidas, portas e lâmpadas.

38. Doe um saco de material de arte.

39. Ensine uma turma de alfabetização de adultos.

40. Pinte salas de aula e edifícios escolares.

41. Doe seus manuais escolares, livros ou outros bens, a uma biblioteca escolar.


Ajudar os que vivem na pobreza


42. Compre alguns cobertores, ou pegue os que você tem em casa e não precisa mais, e dê-os a alguém em necessidade.

43. Limpe os seus armários e doe as roupas que já não usa a alguém que precisa delas.

44. Monte cabazes de alimentos para uma família carente.

45. Organize uma venda de bolos, lavagens de carros ou vendas de garagem de caridade e doe os lucros.

46. Para os mais pobres dos pobres, sapatos podem ser um luxo. Não os acumule se você não os usa. Dê-os!

47. Voluntarie-se para ajudar na “sopa dos pobres” local.


Cuidados para a juventude

48. Ajude num orfanato ou abrigo de crianças local.

49. Ajude crianças com os seus estudos.

50. Organize um jogo amigável de futebol, ou patrocine as crianças para assistir a um jogo no estádio local.

51. Treine uma equipe de desporto e faça novos amigos.

52. Dê equipamentos desportivos a abrigos de crianças.

53. Doe brinquedos educativos e livros a um orfanato.

54. Pinte, repare ou infra-estruture um orfanato ou um centro de juventude.

55. Oriente alguém. Arranje tempo para ouvir o que as crianças têm a dizer e dê-lhes bons conselhos.


Acarinhar os idosos


56. Se você tocar um instrumento, visite um lar de idosos local e toque durante uma hora os moradores e funcionários.

57. Ouça a história de alguém mais velho do que você. As pessoas esquecem que os idosos têm sabedoria e uma experiência enriquecedora, e, muitas vezes, uma história interessante para contar.

58. Leve uma pessoa idosa às compras no mercado, pois eles vão apreciar sua companhia e assistência.

59. Leve o cão de alguém a passear, se essa pessoa for demasiado frágil para fazê-lo.

60. Corte a relva de alguém e ajude-o a consertar as coisas no quintal.


Cuidar do seu ambiente


61. Se não houver ecopontos para reciclagem na sua zona, peça ao vereador da área para fornecer um.

62. Doe árvores nativas para embelezar bairros nas zonas mais pobres.

63. Recolha jornais velhos de uma escola, centro comunitário ou hospital e leve-os a um centro de reciclagem.

64. Identifique tampas de saneamento abertas na sua área e relate às autoridades locais.

65. Organize a empresa, escola ou organização em que você trabalha para que desliguem todas as luzes desnecessárias e fontes de alimentação à noite e nos fins de semana.

66. Ajude a convencer pessoas que deitam lixo fora de qualquer maneira, do valor do ambiente limpo.

67. Organize com alguns amigos uma limpeza do seu parque local, rio, praia, rua, praça ou recintos desportivos. As nossas crianças merecem crescer em um ambiente limpo e saudável.



Fonte: Site Luz da Serra

Quem são moradores de rua?



Celina Fontes de Andrade

Moradores de Ruas são crianças, adolescentes, adultos, velhos e idosos.

São moradores de ruas por causas variadas como: abandono familiar ou até falta da família, situação econômica, desemprego, desajuste social e problema psicológico. Nas ruas, eles tem liberdade de vida para fazer o que quer, o que pensa sem compromisso nem responsabilidade com nada.

O que levam a serem moradores de ruas são as conseqüências ou opção.

A filosofia de vida dessas pessoas é bastante complexa. Baseia-se no hoje, naquele momento; muitas vezes não tem sonhos, não tem esperança de mudanças.

Estando com fome tem que conseguir algo para comer, não importa como, se pedindo, comprando, o até roubando ou furtando. A roupa, geralmente só tem aquela que está vestindo, porque não tem guarda-roupa, não tem aonde guardar nada, às vezes tem apenas uma sacola velha ou um saco.

A proteção à noite é feita através de papelões e plásticos. Quando recebem cobertores doados pelas entidades sociais ou grupos religiosos não tem como preservar. Basta molhar para deixar no local, pois não tem como secar.

Uma das características biológicas mais importantes dos seres vivos é preservada:

Adaptação ao meio em que vivem

Tem capacidade biológica de adaptação à fome, à sede, ao frio, falta de higiene corporal (sem banho, sem escovar os dentes), vivem sem conforto nenhum.

Outro fator impressionante é a resistência biológica às doenças causadas por vírus, bactérias, vermes e fungos.

Moradores de ruas são seres humanos que vivem fora do contexto social e a pobreza é um dos fatores que mais contribui para o desequilíbrio social.


Fonte: http://cf-andrade.zip.net/

Modos de se enxergar o mundo

Editor: Francisco Boni





Fonte: Blog OpenSante

sexta-feira, 29 de julho de 2011

AVALIE SEU CANDIDATO



As questões a seguir contém sugestões de critérios gerais válidos para escolha de qualquer candidato, seja majoritário ou proporcional.

Faça o teste antes de escolher os seus candidatos:

01. CORRUPÇÃO

(a) O candidato nunca foi acusado de corrupção;
(b) Foi acusado de corrupção, mas as acusações não se comprovaram;
(c) Foi acusado de corrupção (crime e/ou improbidade administrativa) e está respondendo a processo judicial;
(d) O candidato foi condenado por crime de corrupção ou improbidade administrativa.

Se o seu candidato se enquadra na alternativa “d”, melhor não votar nele. Se ele se insere nas alternativas “b” ou “c”, informe-se melhor antes de definir o seu voto.

02. RESPEITO AO ELEITOR

(a) O candidato pediu voto, foi eleito e nunca mais apareceu;
(b) Pediu seu voto e só apareceu as vésperas da nova eleição;
(c) Pediu voto, foi eleito e prestou contas do que fez no exercício do mandato – pelo menos uma vez antes do período eleitoral.

Se você marcou as alternativas “a” e “b”, reflita bem antes de votar novamente neste candidato.

03. MAU USO DA FUNÇÃO PÚBLICA

(a) O candidato, uma vez eleito, empregou parentes nos órgãos públicos (praticou nepotismo);
(b) Nomeou cabos eleitorais e amigos para trabalharem em cargos públicos, sem considerar critérios de competência técnica;
(c) Utilizou dinheiro público para seu enriquecimento pessoal;
(d) O candidato direcionou recursos públicos para atender , preferencialmente, interesses de seus aliados e partidários.

Se a atuação do candidato se enquadra em qualquer dos itens anteriores, ele não merece o seu voto.

04. COMPROMISSO COM A VERDADE


(a) O candidato assume publicamente, como seus, projetos e obras realizados em outras administrações, buscando, com isso, vantagem eleitoral;
(b) O candidato atribui culpa exclusiva aos outros por irregularidades ocorridas em administração da qual participou;
(c) Apresenta dados falsos em relação a obras e realizações de sua administração
(d) Fez promessas que não podem ser cumpridas.

Se você marcou qualquer uma das alternativas acima, procure outro candidato. Lembre-se que lealdade, boa-fé e transparência são virtudes fundamentais para o exercício da função pública.

05. RESPEITO PELO PROCESSO DEMOCRÁTICO

(a) O candidato tentou obter seu voto oferecendo algum favor ou vantagem (emprego, alimentos, material de construção, remédio, tratamento médico, etc);
(b) O candidato promete “facilitar” sua inscrição em programas assistenciais, em troca do seu voto.

Se você marcou qualquer das alternativas acima, não vote no candidato. Além disso, denuncie as práticas ilícitas ao Ministério Público ou a outro órgão de controle.

06. COMPROMISSO COM A CIDADANIA

O candidato está disposto a:

(a) Implantar uma gestão de pessoal plenamente adequada à legislação e à Constituição Federal;
(b) Respeitar as leis e cumprir as decisões judiciais;
(c) Melhorar a qualidade da educação;
(d) Melhorar a rede de saúde no âmbito de sua administração;
(e) Não utilizar o dinheiro público com propaganda pessoal (lembrando que a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas de órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, § 1º do artigo 37 da CF);
(f) Realizar uma administração transparente e, assim, permitir o efetivo controle social sobre o uso do dinheiro público.

A partir destes itens , avalie o comprometimento do candidato. Então, consciente e responsavelmente, exerça o seu direito-dever de cidadão, lembrando que, com esta atitude, estará contribuindo para a redução dos índices de corrupção e para a qualificação de administração pública brasileira.

UM ÚLTIMO LEMBRETE:

A responsabilidade do eleitor inicia-se muito antes de apertar o botão da urna e não se esgota no ato de votar. Com essas orientações, o Ministério Público e seus parceiros pretendem conscientizá-los sobre a responsabilidade da escolha do candidato. Mas isto não é suficiente. O compromisso do eleitor também é o de acompanhar o trabalho do eleito, monitorando o cumprimento, ou não, das promessas de campanha, a eficiência de seu trabalho e, especialmente, a conduta ética dele durante o exercício da função pública que você-cidadão-lhe delegou.

Combatendo a Corrupção pela Informação

Conforme o Código Eleitoral, Lei n° 4737/65, Capítulo II – Dos Crimes Eleitorais, é crime:

Art.299 –
Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita.
Pena – reclusão de até quatro anos e pagamento de cinco a quinze dias de multa.

Lei das Eleições – Lei n° 9.504/97

Art. 41-A- (...) constitui captação de sufrágio, vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive sob pena de multa de 1000 a 50.000 UFIR, e cassação do registro ou do diploma (...)

Conforme a lei de Improbidade Administrativa, Lei 8.429/1992, é improbidade administrativa:

Art. 11 – Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente: (...)

Fonte: Programa Portas Abertas do Ministério Público do RS

Cultura e relativismo



José Luiz dos Santos

Em outras palavras, substitui-se um equívoco por outro. Consideremos um pouco mais este segundo. Ele deriva da constatação de que a avaliação de cada cultura e do conjunto das culturas existentes varia de acordo com a cultura particular da qual se efetue a observação e análise; isso diria respeito a qualquer caso e não só ao da visão européia de evolução social única dos grupos humanos; poderia ser aplicado por exemplo àquela comparação entre duas sociedades primitivas de que falei atrás.

Verifica-se assim que a observação de cultura alheias se faz segundo pontos de vista definidos pela cultura do observador, que os critérios que se usa para classificar uma cultura são também culturais. Ou seja, segundo essa visão, na avaliação de culturas e traços culturais tudo é relativo.

Passa-se assim da demonstração da diversidade das culturas para a constatação do relativismo cultural. Observem o quanto essa equação é enganosa. Só se pode propriamente respeitar a diversidade cultural se se entender a inserção dessas culturas particulares na história mundial. Se insistirmos em relativizar as culturas e só vê-las de dentro para fora, teremos de nos recusar a admitir os aspectos objetivos que o desenvolvimento histórico e da relação entre povos e nações impõe.

Não há superioridade ou inferioridade de culturas ou traços culturais de modo absoluto, não há nenhuma lei natural que diga que as características de uma cultura a façam superior a outras. Existem no entanto processos históricos que as relacionam e estabelecem marcas verdadeiras e concretas entre elas.

O absurdo daquela equação acima referida se manifesta no fato de que enquanto a ciência social dos países capitalistas centrais elaborava teorias relativistas da cultura, sua civilização avançava implacavelmente, conquistando e destruindo povos e nações, tendo como instrumento uma capacidade de produção material que não é nem um pouco relativa.

Vemos, pois, que a questão não é só pensar na evolução de sociedades humanas, mas fundamentalmente entender a história da humanidade. O século XIX, em que esse confronto de idéias se consolidou, indicava os caminhos de uma civilização mundial em que as muitas culturas humanas deveriam inevitavelmente encontrar o seu destino, quando não seu fim. Já agora a compreensão dessa civilização mundial exige o entendimento dos múltiplos percursos que levaram a ela. O estudo das culturas e de suas transformações é fundamental para isso. Enfatizar a relatividade de critérios culturais é uma questão estéril quando se depara com a história concreta, que faz com que essas realidades culturais se relacionem e se hierarquizem.

As culturas e sociedades humanas se relacionam de modo desigual. As relações internacionais registram desigualdades de poder em todos os sentidos, os quais hierarquizam de fato os povos e nações. Este é um fato evidente da história contemporânea e não há como refletir sobre cultura ignorando essas desigualdades. É necessário reconhecê-las e buscar sua superação.

Fonte: Livro “O que é cultura”



OBS: Melhor livro sobre cultura que já li! Recomendo!!!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Brasileiro Reclama De Quê?

Tá Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arruda? do Sarney? do Collor? Do Renan? do Palocci? do Delubio? Da Roseanne Sarney? Dos políticos distritais de Brasília? do Jucá? do Kassab? dos mais 300 picaretas do Congresso?

Brasileiro Reclama De Quê?

O Brasileiro é assim:

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.

8. - Viola a lei do silêncio.

9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

13. - Faz "gato" de luz, de água e de TV a cabo.

14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.

16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.

18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.

21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.

22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

25. - Frequenta os caça-niqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.

27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos...

Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?
Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo!

Espalhe essa ideia!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..."

Joel decepa sua mão direita e pênis 'porque Deus quis'


Bíblia que Joel estava lendo

Joel Lima de Almeida, 22, teve um acesso de loucura no fim da manhã de domingo (5): com uma faca de cozinha, ele cortou o seu pênis e depois decepou a mão direita.

No caminho do hospital, ele disse o seu irmão que se mutilou a mando de Deus. “Ele quis”.

Na cozinha de sua casa, sobre a mesa, ao lado de um prato de comida, havia uma Bíblia aberta (foto).

Especula-se que ele estaria pensando em masturbação quando leu Mateus 5:29: "Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno".

A vizinhaça dele, na rua Ruy Pupo Campos Ferreira, no Jardim Londres, em Campinas (SP), ficou chocada. Joaquim era um tanto esquisito, um sujeito quieto, mas era boa-alma, pessoa religioso, um crente. Ninguém imaginaria que ele faria o que fez.

Marcos Antônio Ivanof, 45, um dos vizinhos e proprietário da casa onde Joel mora, disse ter ficado impressionado não só por causa da mutilação, mas também porque não houve um só gemido, um ‘ai’.

"Meu pai mora na casa ao lado e tem também o vizinho da frente. Nenhum deles ouviu nada. Se não fosse o irmão [de Joel] pedir por socorro, ninguém ia perceber o que se passava", disse Ivanof, conforme relato da agência de notícias Cosmos, que cobre o interior de São Paulo.

Joaquim, irmão de irmão de Joel, ao chegar em casa por volta das 11h30min, vindo do trabalho, ficou horrorizado: na área externa, perto do tanque de lavar roupas, havia muito sangue e, no chão, estavam a faca, a mão e o pênis. As paredes da casa de três cômodos estavam manchadas de vermelho escuro. Quase inconsciente, Joel estava no banheiro.

O sapateiro Norival Machado, 61, outro vizinho, levou em seu Uno Joel, acompanhado por Joaquim, para o hospital. “Durante o caminho, Joaquim perguntou ao irmão duas vezes por que ele havia feito aquilo, e ele respondeu: “Porque Deus quis”.

O hospital não conseguiu reimplantar a mão. Até a noite desta segunda, urologistas estavam tentando reconstituir o pênis, para tentar o reimplante.


Fonte: Paulopes Weblog

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Banrisul deve financiar dívida americana

Para terminar com impasse, banco Gaúcho investe nos EUA.


WASHINGTON, EUA - Após mais uma rodada de negociações e a continuação do impasse entre democratas e republicanos o Presidente Barack Obama resolveu pedir ajuda ao maior banco do RS e do Mundo, o Banrisul, para auxiliar os EUA na questão do aumento da capacidade de endividamento americano.

Para evitar o calote internacional os EUA buscam um aumento no teto da dívida e maiores impostos sobre as grandes fortunas. Os republicanos não aceitam o pedido do Presidente democrata.

Afim de resolver a situação o Banrisul resolveu emprestar os pila que os americanos precisam e de quebra selou a paz entre democratas e republicanos com um belo churrasco LeBon.

- Realmente está delicioso o churrasco. E a dívida, bom a dívida deixa pra lá, o que importa é essa carne maravilhosa - disse o líder dos republicanos, John Boehner.

Obama agradeceu a ajuda dos Gaúchos e disse que sem ela nada disso seria possível.

- Os Gaúchos nos emprestaram a grana e ainda conseguiram coalizar o governo. Thank you Gaúchos - disse Obama em comunicado em rede de tv.


Fonte: O Bairrista

Líder de associação de ateus: Somos cidadãos de segunda categoria

Eliano Jorge


Propagandas de ateus exibidas em outdoors de Porto Alegre (foto: Divulgação)


Eles reclamam de discriminação, se veem subjugados, se sentem na pior casta social. E são os únicos que nem podem apelar para Deus. Trata-se dos ateus, que resolveram recorrer à publicidade para combater o preconceito. Obviamente, só remexeram a polêmica em relação às suas descrenças.

Criada em 2008, a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) teve negados seus pedidos para manifestar sua falta de credo em anúncios nos ônibus de São Paulo, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis a partir do fim do ano passado. Mas conseguiu propagar suas mensagens em outdoors da capital gaúcha neste mês de julho e ganhou repercussão na mídia.

Um dos líderes da entidade, Daniel Sottomaior, queixa-se da premissa recíproca:
- Falar mal de ateus, ninguém nota, isso não dá notícia - afirma em entrevista a Terra Magazine.

A Atea divulga que nasceu para defender os direitos de ateus e agnósticos, lutar contra a discriminação, promover o Estado independente de religiões, zelar pelo pensamento crítico e pelo método científico.

Para Sottomaior, o País marginaliza seu grupo. "Temos o direito de ser ateu, mas como cidadãos de segunda categoria", lamenta. "Na minha opinião, nós somos párias oficiais. Tem pesquisa mostrando claramente isso", declara, referindo-se a um trabalho da Fundação Perseu Abramo. "Nem travestis, nem garotas de programas, nem usuários de drogas, nada. Não conheço nenhuma categoria que tenha mais rejeição que nós".

Ele avisa que a campanha de visibilidade dos ateus continuará e se ampliará. "Para deixar muito claro que não vamos embora, não vamos nos acovardar, não interessa quem seja que não queira que as mensagens sejam mostradas. Elas serão mostradas enquanto tivermos dinheiro e nossos financiadores", promete.

Sobram críticas também para a proximidade do poder público com a Igreja. "Quando as pessoas falam do Estado laico, é, no máximo, da boca pra fora. Isto está em conluio tanto com os membros do Executivo, como do Legislativo e do Judiciário", condena Sottomaior, sem fé em nenhuma instância.

Leia a entrevista.

Terra Magazine - Quando começou essa campanha em outdoors? Só existe em Porto Alegre por enquanto?
Daniel Sottomaior - Ela começou em 4 de julho. Por ora, é só em Porto Alegre.

Mas vocês são sediados em São Paulo, não? Por que a opção por Porto Alegre?
Isso, a sede é em São Paulo. Porque (Porto Alegre) foi uma das capitais que negaram a campanha dos ônibus. Aqui em São Paulo, a Lei da Cidade Limpa não permite (outdoor). O Rio Grande do Sul é um dos Estados que mais tem membros da Atea. São Paulo tem mais, porém lá per capita tem quase o dobro.

Quantos filiados possui a Atea?
Somos 2.700.

Vocês estimam que há quantos ateus no Brasil e no mundo?
No Brasil, cerca de 2% (da população). No mundo, alguma coisa aí perto de 10%, 15%.

Há uma noção sobre quais países possuem mais ateus?
Existem vários países com muitos ateus, em especial quase todos os países da Europa têm, no mínimo, 10%, 20% de ateus, frequentemente 40%, 50%. O Japão também tem bastante porque o xintoísmo e o budismo não falam de divindades.

Qual é a motivação para esta campanha publicitária da Atea? Para quem não pertence ao movimento, talvez aqui no Brasil não seja perceptiva a discriminação que vocês alegam sofrer. Como isso ocorre no dia a dia?
Uma das coisas que descobri, entrando em contato com pessoas do Movimento Negro e do Movimento LGBT, é que aparentemente o preconceito não muda quando mudam os alvos, só muda o endereço mesmo. Ele acontece na família, com pessoas ostracizadas dentro da própria família, com pessoas que perdem amigos ou emprego, pessoas que são hostilizadas na rua por desconhecidos, pessoas que perdem até o marido ou a esposa quando se descobre que são ateias. Existe todo tipo de reação negativa que a gente enfrenta no dia a dia. Uma amostra pode ser vista no blog Ateus Atentos (http://ateusatentos.blogspot.com/). Ele e seu Twitter existem só para pegar e registrar casos de declarações a respeito de ateus. Todos os dias, você vê lá pessoas dizendo: "Não respeito ateu", "Ateus deveriam morrer", "Ateus são criminosos, são maus, são incapazes de amar". Todo tipo de coisa que se imaginar está dito lá.
Há até declarações, por exemplo, do (candidato tucano José) Serra na campanha. A primeira pergunta que fizeram a ele na Rede Vida foi se era importante que o presidente cresse em Deus. Claro que era uma pergunta obviamente dirigida para espinafrar a Dilma. Ele jogou para a plateia e disse: "Com certeza, é importante porque o ateísmo causaria males para o Brasil e pro mundo". Imagine se ele dissesse isso do judaísmo. Este sujeito seria execrado em praça pública. Ia gerar uma comoção nacional. Os jornais, na hora, iam entrevistar os rabinos da comunidade judaica. Este sujeito ia ser processado por racismo, discriminação. Enfim, ia dar notícia na CNN por falar mal de judeus. Falar mal de ateus, ninguém nota, isso não dá notícia.

Como a Atea avaliou o excesso de referências religiosas na campanha eleitoral de 2010? Para vocês, era importante que um presidente da República se manifestasse ateu? É possível que um candidato ateu se eleja no Brasil?
Já existe uma pesquisa feita no Brasil, seguindo uma série de outras pesquisas que se faz desde os anos 20, se não me engano, sempre com a mesma pergunta. "Você considera que é bem qualificado um candidato, independentemente de qualquer coisa. Você não votaria nele nestas condições, se ele fosse..." Aí tem umas 15 categorias: mulher, negro, judeu, homossexual, um monte de coisas. Uma delas é "ateu". Desde que esta pesquisa começou a ser feita, o maior índice de rejeição é dos ateus. Mesmo superior ao dos negros, mesmo em época de apartheid. E continua sendo.
No Brasil, foi feita uma pesquisa pela revista Veja que deu exatamente a mesma coisa. No topo de qualquer outra rejeição política, estão os ateus. A imensa parte dos eleitores fala com todas as letras: não votariam num ateu, mesmo que fosse bem qualificado. Então, a Dilma, tudo indica que seja ateia pelas declarações que ela deu à Folha de S. Paulo numa sabatina, um ou dois anos antes da eleição. Perguntaram se ela acredita em Deus. "Se eu acredito em Deus, se eu não acredito, sobre essa questão, eu me equilibro". Mais na tangente, impossível, né? E a gente sabe que na campanha ela virou católica fervorosa.
Pouca gente sabe, mas o Brasil recentemente assinou um acordo com o Vaticano, dando amplos privilégios à Igreja Católica. Não por acaso, para assinar o acordo, quem foi? O (então presidente) Lula, a (primeira-dama) Marisa e a Dilma. Tem foto da Dilma de veuzinho de católica, beijando o anel do papa.

Existem outros exemplos...
Esta interferência é tristíssima porque, entre outras coisas, além de eventos como esse do Serra que suscitou, gerou várias outras oportunidades para políticos e eleitores manifestarem seu ódio aos ateus. Por exemplo, o (Leonardo) Boff, que é o católico preferido do PT, escreveu um artigo na Folha de S. Paulo para defender a Dilma das acusações de ateísmo. No meio do artigo, ele diz que os torturadores, durante a ditadura, praticavam o ateísmo militante. A Folha de S. Paulo deu direito de resposta para a Atea por isso aí que o cara falou. E ele depois reafirmou em novo artigo. Não só ele associa a tortura ao ateísmo militante como ele se dá ao trabalho de escrever um artigo para defender um candidato da acusação de ateísmo num país laico, livre. Ateísmo não é acusação. Ele tinha que dizer: "Olha, este é um país em que o Estado é laico, e o ateísmo não é acusação coisa nenhuma". Mas, não, ele segue a corrente de "Deus me acuda de ter uma candidata ateia", como ele claramente sabe que ela é.
A mistura de religião e política sempre deu maus resultados. Na história, resultou em sangue no mais das vezes. Por que se conseguia justificar os poderes ilimitados dos monarcas e dos déspostas até o século 17. Só tem um jeito de você dizer: "Eu posso ser rei e nenhum de vocês pode". O direito divino, né? Uma das grandes sacadas do iluminismo foi essa, a separação da Igreja e do Estado. Eles defenderam que isso sempre gerava problemas para as minorias. Quando o governo assume uma religião, todo mundo que não é daquela religião está na roça. Infelizmente, aqui no Brasil, não há essa percepção. A mistura entre Igreja e Estado é uma coisa corriqueira. Quando as pessoas falam do Estado laico, é, no máximo, da boca pra fora. Isto está em conluio tanto com os membros do Executivo, como do Legislativo e do Judiciário. Você vê, nos três poderes, as repartições públicas cheias de figuras religiosas. Quem vai tirar? Não tem nenhum político, ninguém do Executivo, do Legislativo e do Judiciário nessa briga. É um símbolo muito claro do conluio de interesse entre Igreja e Estado. Como tantos outros: a mensagem religiosa no nosso dinheiro, a imunidade fiscal das igrejas...

Vocês se sentem como se não tivessem o direito de serem ateus?

Temos o direito de ser ateu, mas como cidadãos de segunda categoria. Imagine se, num país em que está escrito na cédula de dinheiro "Thor seja louvado", as pessoas que não louvam Thor são cidadãs como todas as outras? Eu acho que não. É uma mensagem clara de que: "Aqui nós é que mandamos, vocês são estranhos no ninho, não são cidadãos como nós". Está no nosso dinheiro, na nossa Constituição, a religião não paga imposto... A Atea tem que pagar imposto. Mas, se eu montar a Igreja do Sagrado Evangelho Quadrangular, eu não pago imposto. As redes de TV, mesmo as particulares, todas mostram programas religiosos, às vezes até de graça. Fala-se em praça pública que os ateus são execráveis e nada acontece com as pessoas. Pode ser desde um bicheiro até um candidato a presidente da República, o Ministério Público não faz absolutamente nada a respeito disso.
Na minha opinião, nós somos párias oficiais. Tem uma pesquisa mostrando claramente isso. A Fundação Perseu Abramo queria uma pesquisa sobre diversidade sexual para ver qual era a rejeição das pessoas a homossexuais. Eles pegaram os níveis de rejeição com relação a gays, lésbicas, travestis, garotas de programas, uma série de categorias. Alguém teve a brilhante ideia de incluir ateus só para fazer a comparação. Moral da história: os ateus têm a maior rejeição do que todos os outros. Nem travestis, nem garotas de programas, nem usuários de drogas, nada. Não conheço nenhuma categoria que tenha mais rejeição que nós. Se não me engano, deu 43%. Não é só uma percepção subjetiva, não são só relatos.

Como seguirá essa tentativa de vocês de dar publicidade às suas manifestações?
Não tentamos em Florianópolis e Salvador ainda. A intenção é expandir para outras capitais. Essas preferencialmente, para deixar muito claro que não vamos embora, não vamos nos acovardar, não interessa quem seja que não queira que as mensagens sejam mostradas. Elas serão mostradas enquanto tivermos dinheiro e nossos financiadores. Vamos continuar fazendo esta campanha e outras.

Vocês sofrem retaliações? Isso aumentou depois da campanha?

Na verdade, praticamente não nos chega este tipo de reações. São coisas muito esparsas, mesmo porque muitas pessoas só vão conseguir chegar até nós através do site. Tem gente que nem lê nosso endereço lá. A imensa parte das manifestações que chegam até nós são extremamente positivas. No primeiro dia da campanha, em que começaram a sair notícias na internet, até esteve no número 1 dos trending topics do Twitter. Contei centenas de alusões favoráveis à campanha e uma ou duas negativas. Mas sabemos que existem pessoas que ficaram bem bravas com isso. Um site importante de notícias no Sul, o Sul21, publicou declarações um pouco mais irritadas, se não me engano, de um arcebispo de lá, dizendo que tínhamos sido desrespeitosos, coisa que eu realmente não consigo enxergar.


Fonte: Portal Terra Magazine

terça-feira, 26 de julho de 2011

MENSAGEM CRIATIVA DE UMA ESCOLA …



Esta é a mensagem que os professores de uma escola da Califórnia decidiram
gravar na secretária eletrônica.
A escola cobra responsabilidade dos alunos e dos pais perante as faltas
e trabalhos de casa e, por isso, ela e os professores estão sendo
processados por pais que querem que seus filhos sejam aprovados
mesmo com muitas faltas e sem fazer os trabalhos escolares.

Eis a mensagem gravada:

– Olá! Para que possamos ajudá-lo, por favor, ouça todas as opções:
– Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho – tecle 1.
– Para dar uma desculpa por seu filho não ter feito o trabalho de casa – tecle 2.
– Para se queixar sobre o que nós fazemos – tecle 3.
– Para insultar os professores – tecle 4.
– Para saber por que não foi informado sobre o que consta no boletim do seu filho ou em diversos documentos que lhe enviamos – tecle 5.
– Se quiser que criemos o seu filho – tecle 6.
– Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém – tecle 7.
– Para pedir um professor novo pela terceira vez este ano – tecle 8.
– Para se queixar do transporte escolar – tecle 9.
– Para se queixar da alimentação fornecida pela escola – tecle 0.

– Mas se você já compreendeu que este é um mundo real e que seu filho deve ser responsabilizado pelo próprio comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelas tarefas de casa, e que a culpa da falta de esforço do seu filho não é culpa do professor, desligue e tenha um bom dia!”

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O atentado na Noruega e Israel: apenas coincidências?




Apenas coincidências... ou não?

A Noruega é um dos Países (primeiro na Europa) que anunciou o voto favorável à criação de um Estado Palestino na votação na ONU, no próximo setembro.

Mas esta é uma coincidência.

A Noruega, por questões éticas, no ano passado impediu que duas empresas israelenses participassem na exploração dos poços petrolíferos no Mar do Norte.

Esta parece mesmo uma coincidência.

O Sosialistisk Venstreparti (Partido Socialista de Esquerda), que faz parte da coligação de governo, apresentou uma proposta na qual é pedida uma ação militar contra Israel no caso deste decidir intervir militarmente contra Hamas em Gaza. Como se chama esta?…

Talvez coincidência.


Jonas Gahr Støre, Ministro dos Negócios Estrangeiros, ao longo da semana passada visitou um campo de Verão da juventude trabalhista, e pediu que o muro de Jerusalém seja derrubado. O campo era o da ilha de Utoya.
Isso também só pode ser uma coincidência.

“Yo no creo en las brujas: pero que las hay, las hay...

By: MiguelGrazziotinOnline


Fonte: Blog Com Texto Livre

Declaração do terrorista norueguês:

"Rezei pela primeira vez em muito tempo hoje. Expliquei para Deus que, a menos que ele quisesse que uma aliança marxista-islâmica e certos grupos islâmicos dominassem a Europa para aniquilar o cristianismo europeu nos próximos cem anos, que ele deve garantir a vitória dos guerreiros pela preservação da cristandade européia."


Acho que não preciso dizer mais nada.



Fonte: Blog Uma atéia de bom humor

Origem do milagre da hóstia que sangrou é bactéria, diz universidade


Milagre da Serratia marcescens
Na missa do domingo 19 de junho, durante a comunhão, um auxiliar do padre John Echert, da Igreja de Santo Agostinho, em South St. Paulo (Minissota, EUA), deixou que uma hóstia caísse no chão. Echert a colocou em uma tigela com água para se dissolvesse. No domingo seguinte, o padre teve uma surpresa: a hóstia estava vermelha, além de não se ter diluído (foto acima).

Entre os fiéis e blogs católicos correu a informação de que tinha havido um milagre e o próprio padre admitiu que pode ter ocorrido algo sobrenatural. A hóstia estaria vertendo o sangue de Jesus Cristo.

Contudo, para o Centro de Ecologia Microbiana da Universidade do Estado de Michigan, o que causou o “milagre” deve ter sido uma colônia da bactéria Serratia marcescens, que se reproduz em massas armazenadas em lugar úmido, avermelhando-as.

A universidade não examinou a hóstia, mas, conforme divulgou em seu site Microbe Zoo, há um precedente famoso ocorrido em 1263, quando um padre de passagem pela cidade de Bolsena, Itália, viu sair “sangue” de uma hóstia consagrada quando celebrava uma missa. O evento passou a ser conhecido como “O Milagre de Bolsena”.

A relíquia santa foi levada ao papa Urbano 4º, que morava em uma cidade vizinha, Orvieto. Houve uma procissão na cidade para mostrar o milagre à população, o que originou a Procissão de “Corpus Christi”, que ocorre até hoje. Naquela época não se sabia da existência da Serratia marcescens.

No caso de agora, o padre Echert não se deu por convencido com a explicação da Universidade de Michigan e disse que ele próprio vai investigar o fenômeno.


Colônia da bactéria
O seu relato tem impressionado os fiéis. “Em meus 24 anos de sacerdócio, nunca tinha visto ou tido conhecimento uma hóstia consagrada ficar da cor de sangue, um vermelho brilhante”, disse. “Se eu não soubesse que se tratava de uma hóstia, diria que era um pedaço de carne sangrenta.”

A Arquidiocese de St. Paul não reconheceu ter havido um milagre. Mas também não negou.

Em Bolsena, o milagre da hóstia ensanguentada atrai turistas até hoje.

Com informação e foto do TwinCities, entre outras fontes

Fonte: Paulopes Weblog

domingo, 24 de julho de 2011

Porque uma parte do povo nordestino sao chamados de "cabeca chata"??? Saiba aqui o porque???



O povo nordestino é uma mistura entre povos de origem Européia, africana e amerindia (indios).

Uma parte do povo nordestino, tem sim, o cranio ligeiramente "achatado", orelhas protuberantes e queixo ligeiramente fino.

O que acontece é que, aproximadamente 2000 anos na regiao do Nordeste do Brasil, existia uma população homogênea de braquicéfalos (cabeças-chatas), não aparentada com outros grupos já estudados no Brasil.

Os indivíduos apresentam estatura médio-baixa, tendo os homens entre 1,57m e 1,63m e as mulheres entre 1,49m e 1,59m. Capacidade craniana variável de média 1.419 cc para os homens e 1.284 cc nas mulheres.

Tais descobertas foram feitas em Pernambuco pela Equipe de arqueologia da Universidade Católica de Pernambuco, em escavações no Sítio Furna do Estrago.
Este povo, com o passar do tempo, se misturaram com outros povos que ali chegaram, fazendo com que estas "caracteristicas" fossem preservadas, principalmente em certos lugares do Nordeste.

Gostaria de ressaltar aqui, que nao são TODAS as pessoas que possuem estas caracteristicas, por causa das misturas consecutivas com outros povos como os africanos e europeus.

Deixo aqui o link para qualquer esclarecimento posterior http://www.pousadapeter.com.br/brejomuseu.htm.

Há muita descriminação no Brasil, por causa do povo nordestino, em geral, pela falta de conhecimento das pessoas. Gostaria aqui, com este Post, contribuir neste esclarecimento.


Fonte: Blog Saúde e Harmonia


OBS: Postei este artigo em respeito aos amigos nordestinos, para servir de esclarecimento e evitar as piadinhas de mau gosto que provocam a xenofobia! Todos somos irmãos! Todos somos iguais!

SOMÁLIA: AS REAIS CAUSAS DA FOME


Há 20 anos a Somália se vê envolvida em uma "guerra civil", em meio à destruição de suas economias tanto rural quanto urbana.
O país enfrenta agora uma fome generalizada. De acordo com as últimas informações, dezenas de milhares de pessoas morreram de desnutrição nos últimos meses. As vidas de milhões de pessoas estão ameaçadas.

A mídia hegemônica atribui a fome casualmente a uma forte seca sem examinar questões de fundo.

Uma atmosfera de "ilegalidade, brigas de gangues e anarquia" também é apontada como uma das maiores causas por detrás da fome.

Mas quem está por trás da ilegalidade e das gangues armadas?

A Somlia é categorizada como um "estado falido", um país sem governo.

Mas como ela se tornou um "estado falido"? Há ampla evidência de intervenção estrangeira, assim como apoio às milícias armadas. Criar "estados falidos" faz parte da política externa dos EUA. É parte de sua agenda de inteligência militar.

De acordo com a ONU, a situação de fome prevalece em Bakool e Shabelle, áreas parcialmente controladas pela Al Shahab, uma milícia jihadista afiliada à Al Qaeda.
Tanto a ONU quanto a administração Obama acusaram a Al Shahab de impor uma "proibição de agências de ajuda estrangeiras em seus territórios em 2009". O que as notícias não mencionam, no entanto, é que a Jarakat al-Shabaab al-Mujahideen (HSM) ("Movimento da Juventude em Luta") foi fundada pela Arábia Saudita e financiada por agências de inteligência ocidentais.

O suporte ocidental de milícias islâmicas é parte de um padrão histórico mais amplo de suporte a organizações jihadistas e afiliadas à Al Qaeda em vários países, incluindo, mais recentemente, a Líbia e a Síria.

A grande questão é: que forças externas precipitaram a destruição do Estado Somali no início da década de 1990?

A Somália foi autosuficiente em alimentos até o final dos anos 1970 apesar de recorrentes secas. No início da década de 1980, sua economia nacional foi desestabilizada e a agricultura alimentar destruída.

O processo de desarticulação econômica precedeu a guerra civil em 1991. O caos econômico e social resultante da "economia de recuperação" do FMI preparou o terreno para a guerra civil financiada pelos EUA.

Todo um país com uma rica história de comércio e desenvolvimento econômico foi transformado em um mero território.

Ironicamente, este território possui uma significante reserva de petróleo. Quatro gigantes petroleiras estadunidenses já estavam alertas antes mesmo do começo da guerra civil em 1991.

O início dos anos 1980 foi um ponto decisivo.

O programa de ajuste estrutural do FMI e do Banco Mundial foi imposto na África subsaariana. As fomes recorrentes de 1980 e 1990 são em grande parte as consequências da "economia de recuperação" do FMI e do Banco Mundial.

Na Somália, dez anos de economia de recuperação do FMI jogaram o país numa economia desarticulada e no caos.

No final dos anos 1980, depois de recorrentes "medidas de austeridade" impostas pelo consenso de Washington, os salários no setor público caíram a três dólares mensais.

Tradução e edição de Glauber Ataide para o Marxista/leninista

Fonte: Global Reserach

Via: BLOG DO TURQUINHO


Fonte: Blog OpenSante

A cara do terror cristão




Número de mortos sobe para 91 em Oslo
por Rui Martins - de Genebra

É a maior tragédia cometida na Europa, depois dos atentados em Madri, há sete anos. Com uma diferença – os atentados a bomba no centro administrativo de Oslo, capital da Noruega, onde morreram sete pessoas, e os disparos contra os jovens, na ilha de Utoya, duas horas depois, na ilha de Utoya, matando 84 participantes de um congresso juvenil do Partido Trabalhista, parecem ter sido atos de uma só pessoa ligada à extrema-direita.

Embora a polícia até agora não tenha as razões que moveram o terrorista, ao que parece solitário, uma coisa parece certa – os atentados nada têm a ver com a Al-Qaeda e estariam ligados à crescente ascensão das antigas ideologias racistas neonazistas. Atualmente, os extremistas de direita constituem a segunda força política na Noruega, contrários ao aumento de imigrantes verificado nos últimos anos. Uma tendência que vem se afirmando nos países nórdicos, da Dinamarca à Suécia e que preocupa as lideranças européias.

Anders Behring Breivik, jovem de 32 anos, loiro, magro, um típico escandinavo, extremamente frio quando abatia os jovens na ilha de Utoya com seu fuzil-metralhadora, seria ligado ao movimento fundamentalista cristão, sendo se informou nesta manhã, em Oslo. Sabe-se também ser o autor dos disparos contrário ao Islã.


Fonte: Blog O Esquerdopata

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Lula ironiza a Bíblia: 'É bobagem que pobre terá o céu só após a morte'


Ao participar ontem (21) do lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar da Bahia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (foto) fez declarações que têm desagradado evangélicos, ao se julgar pela repercussão em sites gospel.

Ele disse: “É bobagem, essa coisa que inventaram que os pobres vão ganhar o reino dos céus. Nós queremos o reino agora, aqui na Terra. Para nós inventaram um slogan que tudo tá no futuro. É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico ir para o céu. O rico já está no céu, aqui”.

Trata-se de uma referência a Lucas 18.25, que diz: ”Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”.

Em seus discursos – e em muitos deles pobres e ricos são colocados em oposição, como neste --, Lula costuma recorrer às metáforas futebolísticas, mas raramente toma passagens bíblicas como referências negativas.

Lula fez o discurso de improviso, mas ainda assim não se pode dizer que a citação bíblica “escapou”, porque em seguida ele a reafirmou.

“[...] um cara que levanta de manhã todo o dia, come do bom e do melhor, viaja para onde quer, janta do bom e do melhor, passeia, esse já está no céu. Agora o coitado que levanta de manhã, de sol a sol, no cabo de uma enxada, não tem uma maquininha para trabalhar, tem que cavar cada covinha, colocar lá e pisar com pé, depois não tem água para irrigar, quando ele colhe não tem preço. Esse vai pro inferno.”

Mais: “Queremos que todo mundo vá pro céu, agora. Queremos ir pro céu vivo. Não venha pedir para a gente morrer para ir pro céu que a gente quer ficar aqui mesmo.”


Fonte: Paulopes Weblog

Fome




Enquanto a Europa só olha para o seu próprio umbigo – roto – a África agoniza. Na foto, uma mulher de Ruanda tenta amamentar o filho ao lado de centenas de cadáveres à espera de ser enterrados em uma vala comum perto do campo de refugiados Munigi, a 20 km ao norte de Goma. Milhares de refugiados sucumbem à cólera e à desidratação. Corinne Dufka/Reuters.


Fonte: Blog Diário Gauche

De Borges de Medeiros a Trotsky



João Neves da Fontoura foi diplomata e ex-vice-presidente do RS, quando Getúlio Vargas fora presidente de 1928 a 1930.

Fontoura publica suas “Memórias” a partir de 1958, quando sai o primeiro volume de 401 páginas, editado pela velha Livraria do Globo, da família Bertaso. O segundo volume porta 490 páginas e foi publicado em 1963, semanas antes de sua morte, em março. É uma leitura muito agradável e rica em informações sobre os acontecimentos políticos do Rio Grande e do Brasil na primeira metade do século 20. Ao contrário das demais lideranças políticas do estado sulino, com raras exceções, João Neves – como ficou conhecido – era um sujeito com uma boa formação intelectual, nunca foi positivista, como seus companheiros do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), porque estudou com os jesuítas de São Leopoldo, onde hoje ergue-se a Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Unisinos.

Leitor refinado, era apreciador da obra de Romain Rolland, aquele da qual Gramsci subtraíra-lhe a genial expressão de que o “pessimismo da inteligência” não deveria abalar o “otimismo da vontade”.

Muito ligado ao grande líder republicano Borges de Medeiros (foto do alto), para bem além dos laços familiares que os uniam, bem como o fato de ambos terem nascido na mesma região do estado, Borges em Caçapava e Fontoura em Cachoeira.

A certa altura da primeira parte de “Memórias”, João Neves arrisca narrar sobre o perfil psicológico de Borges, uma personalidade forte, introspectiva, “que detestava o exibicionismo, a galeria, a popularidade fácil”. Em tempos de grandes e graves crises políticas, João Neves afirma que jamais vira Borges diferente. “Sua voz não traía emoções, nada denotava nele ansiedade ou receio”. É preciso lembrar que o governo Borges durou mais de 25 anos: da morte prematura de Julio de Castilhos, em 1903, até entregar o poder estadual a Getúlio Vargas, em janeiro de 1928. Sem esquecer que houve a sangrenta guerra civil de 1923, entre borgistas-chimangos e partidários de Assis Brasil, os maragatos, velhos federalistas da revolução de 1893.

João Neves especula que a técnica de contenção do espírito do líder republicano “consistia em compenetrar-se de que os acontecimentos não correm com maior velocidade porque os homens procurem antecipá-los ou impedí-los com força”. Para Fontoura, Borges – determinista - socorria-se de Comte, quando este dizia que “o homem se agita, e a humanidade o conduz”.


Anos depois, conta João Neves, lendo a autobiografia de Trotsky (foto ao lado), ele teria encontrado um traço comum na personalidade destes líderes de natureza e ideologias tão distintas, embora, ambos revolucionários. O “profeta desarmado”, criador do Exército Vermelho, escrevera: “Sei, por experiência, o que são os fluxos e refluxos da história, submetidos a certas leis. Não basta que nos impacientemos para os transformar mais depressa. Acostumei-me a considerar a perspectiva da história de um outro ponto de vista que não o da minha situação pessoal” – arrematou o inimigo número um de Stálin.

As “Memórias” de João Neves da Fontoura estão esgotadas há muitos anos. Encontraremos alguns exemplares, talvez, em sebos e colecionadores. É hora, pois, de reeditar esse precioso material de testemunho dos acontecimentos regionais e nacionais da primeira metade do século passado. Leitura prazeirosa, imperdível, mesmo. Não é possível compreender as singularidades e idiossincrasias do Rio Grande do Sul sem conhecer essa obra sensível do militante João Neves. Pode-se – deve-se – discordar das suas convicções pequeno-burguesas e conservadoras, mas jamais dizer que foi um político vulgar e despreocupado com a cidadania e seus requerimentos republicanos, dos quais até hoje tanto carecemos.

By: Diário Gauche


Fonte: Blog Com Texto Livre

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Brasil precisa deixar o Haiti



Telegramas diplomáticos dos EUA divulgados pelo WikiLeaks deixam claro que as tropas estrangeiras que ocupam o Haiti há mais de sete anos não têm razão legítima para estar no país e que esta é uma ocupação americana, tanto quanto o são as do Iraque e Afeganistão.

Também mostram que faz parte de uma estratégia adotada pelos EUA há décadas para negar aos haitianos o direito à democracia e autodeterminação e que os governos latino-americanos que fornecem tropas - entre eles, o brasileiro - estão ficando cansados de participar.

Um documento americano vazado mostra como os EUA tentaram forçar o Haiti a rejeitar US$ 100 milhões anuais em ajuda (equivalentes a R$ 50 bi na economia brasileira) porque vinha da Venezuela.

Como o presidente haitiano, René Préval, se recusou a fazê-lo, o governo americano se voltou contra ele. Consequentemente, Washington reverteu os resultados do primeiro turno da eleição presidencial de novembro de 2010, para eliminar do segundo turno o candidato apoiado por Préval.

Isso foi feito por meio da manipulação da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de ameaças abertas de cortar o auxílio pós-terremoto concedido ao país desesperadoramente pobre, se ele não aceitasse a mudança. Tudo isso é amplamente documentado. As tropas da ONU foram levadas ao Haiti para ocupar o país depois de os EUA terem organizado a deposição do presidente haitiano democraticamente eleito Jean-Bertrand Aristide, em 2004.

Cerca de 4.000 haitianos foram perseguidos e mortos no período que se seguiu ao golpe, sendo autoridades do governo constitucional detidas enquanto as tropas da ONU "mantinham a ordem".

Outro documento vazado mostra como Edmund Mulet, o então chefe da missão da ONU (a Minustah), receou que Aristide pudesse reconquistar sua influência e recomendou que fossem registradas denúncias criminais contra ele.
Mulet vem sendo abertamente enviesado em suas interferências na política haitiana e tachou de "inimigos" os haitianos que se revoltaram com o fato de a missão ter levado o cólera ao Haiti. Hoje 380 mil haitianos foram contaminados pela doença, que já matou 5.800.

Se a Minustah fosse uma entidade privada, estaria encarando ações judiciais pedindo reparações de muitos bilhões de dólares, além de uma possível ação criminal em razão de sua negligência hedionda ao poluir as fontes de água do Haiti com essa bactéria mortífera.

Ironicamente, o custo anual da Minustah, US$ 850 milhões, é mais de nove vezes o que a ONU levantou para combater a epidemia. O Brasil não é um império, como os EUA, e não tem razão para ser parceiro júnior de um, especialmente em empreendimento tão brutal e censurável. Isso contraria tudo o que representam Lula, Dilma e o PT.

Isso eviscera o potencial do Brasil de exercer liderança moral no mundo - algo que o país já demonstrou em muitas áreas, desde as mudanças históricas iniciadas sob a administração de Lula. Já passou da hora de o Brasil retirar suas tropas do Haiti.

Artigo de Mark Weisbrot, codiretor do Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas, em Washington (www.cepr.net), e presidente da Just Foreign Policy (www.justforeignpolicy.org). Publicado hoje na Folha.

By: Diário Gauche


Fonte: Blog Com Texto Livre

Pérolas dos Nossos Deputados

fiscaisdefiofo:

A gente pensa que já viu de tudo, mas não tem noção das coisas que rolam nos bastidores da Câmara. Os projetos abaixo são todos reais, foram apresentados formalmente e se encontram ou arquivados devido ao artigo 105 do regimento interno da câmara (fim da legislatura, podendo ser desarquivado a pedido) ou foram considerados inconstitucionais. O dinheiro que foi gasto para a elaboração deles no entando, não foi devolvido:

-> PEC 335/2001 do então deputado Paulo Octávio do extinto PFL: DISPONDO SOBRE A BÍBLIA SAGRADA SER ACEITA COMO INSPIRAÇÃO DE DEUS, PODENDO SER USADA PARA O ENSINO E PARA A EDUCAÇÃO NA JUSTIÇA; ALTERANDO A Constituição Federal de 1988

-> PL 2327/2003 do então Deputado Pastor Reinaldo PTB/RS : torna obrigatória a presença de um exemplar da Bíblia em todas as salas de aula do território nacional

-> INC 1884/2008 do então Deputado Walter Brito Neto PRB/PB Sugere ao Ministro da Educação a adoção da Bíblia Sagrada como livro didático na disciplina de história nas escolas de ensino fundamental e de ensino médio.

-> PL 6533/2006 do então Deputado Carlos Nader do PL/RJ Dispõe sobre a obrigatoriedade de manutenção de exemplares da Bíblia Sagrada nos acervos das bibliotecas das unidades escolares públicas em todo o território nacional. (projeto ressucitado pelo Deputado Filipe Pereira PSC/RJ com novo número. Aguarda parecer)

-> INC 5078/2005 do então Deputado Milton Cardia PTB/RS sugere ao ministro da educação a inclusão do criacionismo no currículo das escolas de ensino fundamental e médio (APROVADO e encaminhado ao ministério que felizmente ignorou)

Entre 2007 e 2011 existem 23 requerimentos de sessões solenes em homenagem ou com relação direta à Bíblia.

Esse é o nosso Estado quase Laico


Fonte: Blog Igreja Ateísta

Noite feliz na terra de ninguém: Natal de 1914

No Natal de 1914, em plena Primeira Guerra Mundial, soldados ingleses e alemães deixaram as trincheiras e fizeram uma trégua. Durante seis dias, eles enterraram seus mortos, trocaram presentes e jogaram futebol

Bruno Leuzinger | 01/03/2004 00h00

Finalmente parou de chover. A noite está clara, com céu limpo, estrelado, como os soldados não viam há muito tempo. Ao contrário da chuva, porém, o frio segue sem dar trégua. Normal nesta época do ano. O que não seria normal em outros anos é o fedor no ar. Cheiro de morte, que invade as narinas e mexe com a cabeça dos vivos – alemães e britânicos, inimigos separados por 80, 100 metros no máximo. Entre eles está a “terra de ninguém”, assim chamada porque não se sobreviveria ali muito tempo. Cadáveres de combatentes de ambos os lados compõem a paisagem com cercas de arame farpado, troncos de árvores calcinadas e crateras abertas pelas explosões de granadas. O barulho delas é ensurdecedor, mas no momento não se ouve nada. Nenhuma explosão, nenhum tiro. Nenhum recruta agonizante gritando por socorro ou chamando pela mãe. Nada.

E de repente o silêncio é quebrado. Das trincheiras alemãs, ouve-se alguém cantando. Os companheiros fazem coro e logo há dezenas, talvez centenas de vozes no escuro. Cantam “Stille Nacht, Heilige Nacht”. Atônitos, os britânicos escutam a melodia sem compreender o que diz a letra. Mas nem precisam: mesmo quem jamais a tivesse escutado descobriria que a música fala de paz. Em inglês, ela é conhecida como “Silent Night”; em português, foi batizada de “Noite Feliz”. Quando a música acaba, o silêncio retorna. Por pouco tempo.

“Good, old Fritz!”, gritam os britânicos. Os “Fritz” respondem com “Merry Christmas, Englishmen!”, seguido de palavras num inglês arrastado: “We not shoot, you not shoot!”(“Nós não atiramos, vocês também não”).

Estamos em algum lugar de Flandres, na Bélgica, em 24 de dezembro de 1914. E esta história faz parte de um dos mais surpreendentes e esquecidos capítulos da Primeira Guerra Mundial: as confraternizações entre soldados inimigos no Natal daquele ano. Ao longo de toda a frente ocidental – que se estendia do mar do Norte aos Alpes suíços, cruzando a França –, soldados cessaram fogo e deixaram por alguns dias as diferenças para trás. A paz não havia sido acertada nos gabinetes dos generais; ela surgiu ali mesmo nas trincheiras, de forma espontânea. Jamais acontecera algo igual antes. É o que diz o jornalista alemão Michael Jürgs em seu livro Der Kleine Frieden im Grossen Krieg – Westfront 1914: Als Deutsche, Franzosen und Briten Gemeinsam Weihnachten Feierten (“A Pequena Paz na Grande Guerra – Frente Ocidental 1914: Quando Alemães, Franceses e Britânicos Celebraram Juntos o Natal”, inédito no Brasil).

Conhecido então como Grande Guerra (pouca gente imaginava que uma segunda como aquela seria possível), o conflito estourou após a morte do arquiduque Francisco Ferdinando. Herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, ele e sua esposa Sofia foram assassinados em Sarajevo, na Sérvia, no dia 28 de junho. O atentado, cometido por um estudante, fora tramado por um membro do governo sérvio. Um mês mais tarde, em 28 de julho, a Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia. As nações européias se dividiram. Grã-Bretanha, França e Rússia se aliaram aos sérvios; a Alemanha, aos austro-húngaros. Nas semanas seguintes, os alemães invadiram a Bélgica, que até então se mantivera neutra, e, ainda em agosto, atravessaram a fronteira com a França. Chegaram perto de tomar Paris, mas os franceses os detiveram, em setembro.

Nos primeiros meses, a propaganda militar conseguiu inflar o orgulho dos soldados – de lado a lado. O fervor patriótico crescia paralelamente ao ódio pelos inimigos. Entretanto, em dezembro o moral das tropas já despencara. A guerra se arrastava havia quase um semestre. Os britânicos haviam perdido 160 mil homens até então; Alemanha e França, 300 mil cada. Para piorar, as condições nas trincheiras eram péssimas. O odor beirava o insuportável, devido às latrinas descobertas e aos corpos em decomposição. Estirados pela terra de ninguém, cadáveres atraíam ratazanas aos milhares. Era um verdadeiro banquete. Com tanta carne, elas engordavam tanto que algumas eram confundidas com gatos. Pior que as ratazanas, só os piolhos. Milhões deles, nos cabelos, barbas, uniformes. Em toda parte.

Quando chovia forte, a água batia na altura dos joelhos. Dormia-se em buracos escavados na parede e era comum acordar assustado no meio da noite, por causa das explosões ou de uma ratazana mordiscando seu rosto. Durante o dia, quem levantasse a cabeça sobre o parapeito era um homem morto. Os franco-atiradores estavam sempre à espreita (no final da tarde, praticavam tiro ao alvo no inimigo e, quando acertavam, diziam que era um “beijo de boa-noite”). O soldado entrincheirado passava longos períodos sem ter o que fazer. Horas e horas de tédio sentado no inferno. Só restava esperar e olhar para céu – onde não havia ratazanas nem cadáveres.

O cotidiano de horrores foi minando a vontade de lutar. Uma semana antes do Natal já havia sinais disso. Foi assim em Armentières, na França, perto da fronteira com a Bélgica. Soldados alemães arremessaram um pacote para a trincheira britânica. Cuidadosamente embalado, trazia um bolo de chocolate e dentro, escondido, um bilhete. Os alemães pediam um cessar-fogo naquela noite, entre 19h30 e 20h30. Era aniversário do capitão deles e queriam surpreendê-lo com uma serenata. O bolo era uma demonstração de boa vontade. Os britânicos concordaram e, na hora da festa inimiga, sentaram no parapeito para apreciar a música. Aplaudidos pelos rivais, os alemães anunciaram o encerramento da serenata – e da trégua – com tiros para cima. Em meio à barbárie, esses pequenos gestos de cordialidade significavam muito.

Ainda assim, era difícil imaginar o que estava por vir. Na noite do dia 24, em Fleurbaix, na França, uma visão deixou os britânicos intrigados: iluminadas por velas, pequenas árvores de Natal enfeitavam as trincheiras inimigas. A surpresa aumentou quando um tenente alemão gritou em inglês perfeito: “Senhores, minha vida está em suas mãos. Estou caminhando na direção de vocês. Algum oficial poderia me encontrar no meio do caminho?” Silêncio. Seria uma armadilha? Ele prosseguiu: “Estou sozinho e desarmado. Trinta de seus homens estão mortos perto das nossas trincheiras. Gostaria de providenciar o enterro”. Dezenas de armas estavam apontadas para ele. Mas, antes que disparassem, um sargento inglês, contrariando ordens, foi ao seu encontro. Após minutos de conversa, combinaram de se reunir no dia seguinte, às 9 horas da manhã.

No dia seguinte, 25 de dezembro, ao longo de toda a frente ocidental, soldados armados apenas com pás escalaram suas trincheiras e encontraram os inimigos no meio da terra de ninguém. Era hora de enterrar os companheiros, mostrar respeito por eles – ainda que a morte ali fosse um acontecimento banal. O capelão escocês J. Esslemont Adams organizou um funeral coletivo para mais de 100 vítimas. Os corpos foram divididos por nacionalidade, mas a separação acabou aí: na hora de cavar, todos se ajudaram. O capelão abriu a cerimônia recitando o salmo 23. “O senhor é meu pastor, nada me faltará”, disse. Depois, um soldado alemão, ex-seminarista, repetiu tudo em seu idioma. No fim, acompanhado pelos soldados dos dois países, Adams rezou o pai-nosso. Outros enterros semelhantes foram realizados naquele dia, mas o de Fleurbaix foi o maior de todos.

Aquela situação por si só já era inusitada: alemães e britânicos cavando e rezando juntos. Mas o que se viu depois foi um desfile de cenas surreais. Em Wez Macquart, França, um britânico cortava os cabelos de qualquer um – aliado ou inimigo – em troca de alguns cigarros. Em Neuve Chapelle, também na França, os soldados indicavam discretamente para seus novos amigos a localização das minas subterrâneas. Em Pervize, na Bélgica, homens que na véspera tentavam se matar agora trocavam presentes: tabaco, vinho, carne enlatada, sabonete. Uns disputavam corridas de bicicleta, outros caçavam coelhos. Uma luta de boxe entre um escocês e um alemão foi interrompida antes que os dois se matassem. Alguém sugeriu um duelo de pistolas entre um alemão e um inglês, mas a idéia foi rechaçada – afinal, aquilo era um cessar-fogo.

Porém, o melhor estava por vir. Nos dias 25 e 26, foram organizadas animadas partidas de futebol. Centenas jogaram bola nos campos de batalha. “Bola” em muitos casos era força de expressão; podia ser apenas um monte de palha amarrado com arame, ou uma lata de conserva vazia. E, no lugar de traves, capacetes, tocos de madeira ou o que estivesse à mão. Foi assim em Wulvergem, na Bélgica, onde o jogo foi só pelo prazer da brincadeira, ninguém prestou atenção no resultado. Mas houve também partidas “sérias”, com direito a juiz e a troca de campo depois do intervalo. Numa delas, que se tornou lendária, os alemães derrotaram os britânicos por 3 a 2. A vitória suada foi cercada de polêmica: o terceiro gol alemão teria sido marcado em posição irregular (o atacante estava impedido) e a partida, encerrada depois que a bola – esta de verdade, feita de couro – furou ao cair no arame farpado.

A maioria das confraternizações se deu nos 50 quilômetros entre Diksmuide (Bélgica) e Neuve Chapelle. Os soldados britânicos e alemães descobriam ter mais em comum entre si que com seus superiores – instalados confortavelmente bem longe da frente de batalha. O medo da morte e a saudade de casa eram compartilhados por todos. Já franceses e belgas eram menos afeitos a tomar parte no clima festivo. Seus países haviam sido invadidos (no caso da Bélgica, 90 por cento de seu território estava ocupado), para eles era mais difícil apertar a mão do inimigo. Em Wijtschate, na Bélgica, uma pessoa em particular também ficou muito irritada com a situação. Lutando ao lado dos alemães, o jovem cabo austríaco Adolf Hitler queixava-se do fato de seus companheiros cantarem com os britânicos, em vez de atirarem neles.

Naquele tempo, Hitler ainda não apitava nada. Entretanto, os homens que davam as cartas também não estavam nem um pouco felizes. Dos quartéis-generais, os senhores da guerra mandaram ordens contra qualquer tipo de confraternização. Quem desrespeitasse se arriscava a ir à corte marcial. A ameaça fez os soldados voltarem para as trincheiras. Durante os dias seguintes, muitos ainda se recusavam a matar os adversários. Para manter as aparências, continuavam atirando, mas sempre longe do alvo. Na noite do dia 31, em La Boutillerie, na França, o fuzileiro britânico W.A. Quinton e mais dois homens transportavam sua metralhadora para um novo local, quando de repente ouviram disparos da trincheira alemã. Os três se jogaram no chão, até perceberem que os tiros eram para o alto: os alemães comemoravam a virada do ano.

A trégua velada resistiu ainda por um tempo. Até março de 1915, alemães e britânicos entrincheirados em Festubert, na França, faziam de conta que a guerra não existia – ficava cada um na sua. Mas a lembrança das confraternizações foi aos poucos cedendo espaço para o ódio. A carnificina recrudesceu, prosseguindo até a rendição da Alemanha, em novembro de 1918, arrasando a Europa e deixando cerca de 10 milhões de mortos. Talvez a matança até valesse a pena, se a profecia do escritor de ficção científica H.G. Wells tivesse dado certo. O autor de A Máquina do Tempo escrevera em um ensaio que aquela seria “a guerra que acabaria com todas as guerras”. Wells, é claro, estava enganado. Os momentos de paz, como os do Natal de 1914, seriam escassos também ao longo de todo o século 20. A Grande Guerra tinha sido só o começo.

Saiba mais

Livro

Der Kleine Frieden im Grossen Krieg, de Michael Jürgs, Ed. Bertelsmann, 2003 351 páginas, 23 euros


Fonte: Site Revista Aventuras na História

TRABALHO ESCRAVO E MODA


Em pleno século XXI é espantoso saber que ainda existe trabalho escravo no Brasil. O modo de produção escravista esta sendo reeditado agora pelas grandes redes de Magazine de moda entre elas figuram empresas renomadas. Em vez em quando surgem denuncias nas redes da internet de empresas de destaques tais como: Marisa, C&A, Pernambucanas e outras do ramo de roupas de moda.

O processo escravista se da quando os grandes Magazines de modas desmontam suas oficinas de confecção e repassam o serviço para pequenas oficinas de costuras que por sua vez empregam trabalhadores de origem em países sul-americanos vizinhos próximos, a grade maioria é proveniente da Bolívia.

Esses trabalhadores bolivianos se tornam uma mão de obra barata e fácil de explorar, no fundo o que se procura é a facilidade de obter mais lucros com menos despesas, ou seja, a eterna busca do capitalismo sem escrúpulos por mais valias, sem nenhuma consideração humana por quem produz.

As pequenas oficinas de costuras quase sempre são administradas por imigrantes coreanos ou até mesmos bolivianos. Os trabalhadores na sua maioria de origem boliviana vêm para o Brasil na condição de clandestinos e a partir daí caem em uma armadilha de ilusões e chegam a trabalhar quase que 24 horas apenas por dormida e comida e nada mais, quando ganham alguma coisa é pouquíssimo e bem abaixo do salário oficial estipulado pela lei.

Esse sistema de exploração garante aos grandes magazines de modas um fabuloso lucro e ainda ficam com uma boa imagem já que quem explora a atividade escravista são as pequenas oficinas e não elas as grandes redes de lojas de roupas, porém são as grandes lojas de modas que alimentam essa cadeia produtiva sem ética e sem escrúpulos nenhum que resultam em uma forma de escravidão urbana.

Fique atento consumidor, você pode contribuir, quando souber de alguma denuncia referente a esses tristes e vergonhosos fatos não comprem dessas lojas que sustentam confecções com origem na fabricação escrava, BOICOTE você pode fazer isso.



Links sobre esse assunto:
http://lucianoalvarenga.blogspot.com/2011/04/pernambucanas-e-trabalho-escravo.html
http://passapalavra.info/?p=31342
http://sinait.org.br/hotsite/noticia.php?id=2219
http://www.oliberalnet.com.br/noticia/6E56CAD0AD9-acao_flagra_exploracao_em_americana
http://mmdamoda.blogspot.com/2011/04/quando-os-auditores-do-ministerio-do.html
http://www.direitoshumanos.etc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7032:mao-de-obra-de-migrantes-sul-americanos-e-explorada-em-oficinas-de-costura&catid=25:migrantes&Itemid=166


Fonte: Blog Pensar é Causar!

Natal dos inimigos



Quando estudamos as motivações para a deflagração da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), os livros costumam assinalar as rixas políticas e as tendências nacionalistas que instalaram um clima de tensão e ódio entre as nações européias. Contudo, o tom generalizador da narrativa contida nesses textos deixa de abraçar muitas situações peculiares que ocorreram durante esse conflito. Para exemplificar tal ponto, passemos a falar um pouco dos primeiros conflitos da guerra, ocorridos entre 1914 e 1915.

Nessa fase, as nações inimigas se entrincheiravam em enormes valas repletas de armamentos e soldados. Contudo, preparados para um conflito desde os fins do século XIX, os países inseridos naquela grande guerra não conseguiam obter vantagem contra inimigos que tinham um poder de destruição equivalente. Além disso, vários relatos contam sobre uma série de práticas e condutas que fugiam daquele “ideal romântico” de luta ininterrupta contra as odiáveis tropas estrangeiras.

Na verdade, o ambiente nas trincheiras propiciava uma grande aproximação entre os solados envolvidos no conflito. Segundo alguns escritos dos que estiveram em combate, os solados de uma trincheira conseguiam ouvir as conversas, risadas e cantos de uma trincheira inimiga localizada a poucos metros de distância. De fato, a inserção em uma guerra onde muitos não compreendiam ou acreditavam em suas motivações acabou criando situações de comunhão entre os rivais.

Em dezembro de 1914, houve diversas tréguas entre as tropas inimigas, soldados britânicos, franceses e alemães se encontraram para comemorar o Natal. Esse tipo de situação, além de demonstrar a inconsistência do ideário nacionalista, também simbolizava a frustração de uma guerra onde ambos os lados acreditavam em uma vitória rápida. Em certas regiões, inimigos chegaram a trocar presentes e montar pequenas árvores de Natal improvisadas.

A surpreendente atitude tomada pelos combatentes acabou incitando uma fiscalização maior dos altos escalões, que passaram a evitar qualquer tipo de trégua não autorizada pelos comandantes. No entanto, para evitar problemas com os comandantes superiores, muitos soldados relatavam em seus diários a aproximação dos inimigos, tentado se eximir de qualquer culpa das tréguas estabelecidas. Contudo, outros diários de soldados de baixo escalão faziam menção sobre “bons vizinhos” ou realizando o chamado “live and let live” (viver e deixar viver).

Dessa forma, podemos enxergar nesse tipo de situação uma rica fonte de compreensão do passado onde vemos o descompasso entre o relato oficial e a narrativa dos indivíduos que viveram uma determinada História. Seria, no mínimo, estranho pensar que o ódio e a matança predominaram todos aqueles cinqüenta meses que marcaram a Primeira Guerra. Sendo feita pela ação de homens, a História experimenta descaminhos que, muitas vezes, fogem do nosso olhar.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola


Fonte: Site Brasil Escola

Resignificação do “gaúcho” e a propaganda enganosa do latifúndio sul-rio-grandense



O general Joca Tavares é um dos tantos mitos do Rio Grande do Sul. Como todo o mito, resulta pois de relatos fantásticos da tradição oral, cujo objetivo é sustentar a ideologia do presente ornado-a com justificações heróicas e feitos edificantes. Especialmente por força da propaganda dos pecuaristas da fronteira oeste do estado mais meridional do Brasil. Com 75 anos de idade, o velho latifundiário de Bagé inicia a revolta armada contra Julio de Castilhos em fevereiro de 1893. O levante civil ficou conhecido como Revolução Federalista de 1893/95, a rigor, uma reação dos estancieiros da fronteira contra os ventos modernizantes do positivismo castilhista. Foi um movimento violento, de ambas as partes, seja do lado dos insurgentes federalistas, seja do lado legalista, sob o comando do presidente (governador da provîncia) Julio Prates de Castilhos. Cálculos conservadores indicam que morreu cerca de 4% da população do Rio Grande, nas escaramuças da guerra de guerrilha, como prisioneiros depois mortos pela degola, feridos que sucumbiam à infecção, ao frio e à fome, etc.

Os federalistas do regime pastoril, já naquela época, faziam autopropaganda das suas raízes farroupilhas, evocando assim um passado épico e glorioso. O chefe militar Gumercindo Saraiva, em incursão rebelde pelo Paraná, ousou blefar contra o próprio presidente da República, Floriano Peixoto. Ao pedir a renúncia de Peixoto, Saraiva (mega latifundiário no Uruguai) se intitulava como “descendente de um farroupilha”, o que constituía uma atrevida inverdade. A imprensa federalista (também conhecida como maragata ou gasparista) era forte e atuante. Em Porto Alegre, no final do século 19, circulavam diariamente cinco jornais, entre os quais o republicano-castilhista A Federação e o parlamentarista-monárquico A Reforma. Este, trazia como subtítulo no cabeçalho a inscrição em favor de uma memória farroupilha: “A lenda de ‘35”, aludindo a 1835, quando se inicia a revolta separatista farrapa no estado. O jornal O Maragato, editado em Rivera, no Uruguai, fazia propaganda e ajudava a estruturar o mito Joca Tavares, assim: “Os gaúchos reúnem-se, armam-se, rebelam-se e proclamam-no seu chefe militar. Ei-lo ali, apesar dos seus oitenta anos, ágil como um jovem domador...”.

Notem que, nesta altura, já se modificava a noção depreciativa da figura do “gaúcho” ou “gaucho”, como dizem no Prata. A expressão gaúcho fora sempre um insulto a alguém. Informava sobre andarilhos, ladrões, marginais e mestiços, sem qualquer habilitação para o trabalho e a guerra permanente dos caudilhos e montoneras. Entretanto, depois da publicação do poema campeiro “O gaúcho Martin Fierro” do autor argentino José Hernandez, as noções negativas deram lugar a um constructo positivo, épico e até heróico.

O fenômeno da releitura de uma expressão antes desprezível, agora um honorável adjetivo gentílico, tem a ver com interesses ideológicos, culturais, sobretudo econômicos, e até eleitorais. A raiz dessa virada está na Argentina, onde por todo o século 19 se digladiavam os caudilhos do interior, conhecidos como Federalistas, e os urbanos e modernizantes de Buenos Aires, liderados pelo intelectual Domingo Faustino Sarmiento, conhecidos como Unitaristas. Estes denegriam aqueles com expressões de profundo desprezo físico e político, como “gauchos”. Ora, Martin Fierro acabou servindo aos propósitos de recuperação da imagem dos bravos peões de estância, agora cantados como heróis ancestrais e portadores de alma nobre e injustiçada. A resignificação – mesmo que à custa de uma disputa nacional no país vizinho – acabou chegando ao Rio Grande do Sul, por obra dos estacieiros revoltosos contra o republicano Castilhos. Com ela, a mitologia farroupilha que falava de glórias e feitos que jamais existiram. Uma das grandes empulhações era afirmar – em tom ufanista - que o general latifundiário Joca Tavares fora farroupilha em 1835. Tavares lutou sim, tanto na guerra farroupilha quanto na guerra “inglesa” contra o Paraguai, e em ambos os casos foi um rematado legalista. Em 1836, foi preso após perder um combate para as forças farroupilhas do coronel Afonso Corte Real, em Rosário do Sul.

Não é à toa que o general Joca Tavares (na foto, com ar de pasteleiro oriental) é homenageado em São Paulo, dando o nome – de nobreza - à Praça Barão de Itaqui, situada no bairro do Tatuapé, zona leste da cidade de São Paulo. Agora me perguntem: em quantos logradouros de São Paulo foram dados nomes de vultos do Rio Grande? De um só, Getúlio Vargas, o maior de todos? Resposta: nenhum.

Fotografia de 1870, autor desconhecido.

By: Diário Gauche


Fonte: Blog Com Texto Livre

terça-feira, 19 de julho de 2011

Os cinco pastores evangélicos mais ricos do mundo são da África e pregam teologia da prosperidade



Poucas pessoas esperavam por essa notícias, mas foi revelado recentemente que os cinco pastores evangélicos mais ricos do mundo são todos africanos, mais precisamente nascidos na Nigéria. A revelação é da revista americana Forbes, conhecida por suas listas e matérias sofre finanças, e levou em consideração apenas o patrimônio declarado legalmente pelos pastores e não o que está em nome das igrejas, empresas ou entidades ligadas a eles.

O continente mais pobre do mundo tem também o menor índice de vida e de educação e por isso muitas africanos acabam acreditando em qualquer tipo de solução milagrosa para resolver seus problemas e melhorarem suas vidas. Embora isso tenha feito que a África seja dominada por religiões ligadas a bruxaria e seitas vindas das antigas tribos residentes no local, a cristianismo vem crescendo com força no continente. Diversas igrejas conhecidas no Brasil já estão lá a muito tempo como a Quadrangular e Assembléia de Deus, além de outras que aterrissaram no continente a menos anos como as igrejas Universal, Mundial e Internacional.

Segundo a revista Forbes, os cinco pastores mais ricos do mundo conseguiram suas posses vendendo produtos diversos, desde livros e dvds a outros itens criados pelos líderes. Eles também não vivem apenas do que recebem em suas igrejas tendo diferentes tipos de ganhos como emissoras de tv evangélicas e redes de fast-foods. O Pastor Chris Oyakhilome, por exemplo, vende um devocional a 1 dolar, são dois milhões de cópias vendidas mensalmente. A Forbes também destaca que esses pastores possuem aviões próprios, relógios de marca e grandes carros de famosas e – caras – marcas.

O Bispo David Oyedepo da Living Faith World Outreach Ministry, também conhecida como Winners Chapel, tem um patrimônio líquido de 150 milhões de dólares americanos. David é o mais rico pregador da Nigéria. Desde que fundou a Living Faith World Outreach Ministry em 1981, ela cresceu e se tornou uma das maiores congregações da África com cerca de 50 mil membros. Ele possui quatro jatos particulares, residências em Londres e nos Estados Unidos, sua própria editora de livros e uma universidade voltada para alunos ricos.

Chris Oyakhilome da Believers’ Loveworld Ministries, também conhecida como Christ Embassy, possui um valor estimado entre 30 e 50 milhões de dólares. Sua igreja possui 40 mil membros, dentre eles muitos são executivos e políticos. No ano passado o carismático pregador era o centro de um caso de lavagem de dinheiro em que ele foi acusado de desvio de 35 milhões dólares de sua igreja para bancos estrangeiros. Após afirmar que sofria uma injustiça o caso foi arquivado. Oyakhilome possui jornais, revistas, uma estação de televisão local, uma gravadora, TV via satélite, hotéis e muitos imóveis próprios. Sua rede de tv é a primeira do meio cristão da África a transmitir sua programação para o resto do mundo 24 horas por dia.

Temitope Joshua da Synagogue Church Of All Nations (SCOAN) tem fortuna estimada em 15 milhões de dólares americanos. É também um dos pastor mais controversos da Nigéria e que tem mais instituições filantrópicas. Joshua comanda a SCOAN, fundada por ele em 1987, que acomoda mais de 15.000 membros aos domingos e possui ainda filiais em Gana, Reino Unido, África do Sul e Grécia. Ele é conhecido por afirmar ter poderes de curar doenças incuráveis como AIDS, câncer e paralisia. Ele é dono da Emmanuel TV, uma rede de televisão cristã e é amigo íntimo do Presidente de Gana, Atta Mills.

Matthew Ashimolowo (foto) é líder da igreja Kingsway International Christian Centre (KICC). Estima-se que Ashimolowo possua um património em torno de 10 milhões dólares. O nascimento da denominação deu-se em 1992, quando sua então igreja, a Quadrangular, decidiu envia-lo para abrir uma sucursal em Londres, mas o pastor tinha outras ideias e decidiu criar sua própria congregação no lugar. Hoje, a Kingsway International Christian Center é supostamente a maior igreja Pentecostal no Reino Unido. Em 2009, a igreja registrou lucros de quase US $ 10 milhões e ativos de US $ 40 milhões. Ashimolowo ganha de sua denominação um salário anual de US$ 200.000, mas a sua verdadeira riqueza vem de interesses empresariais variados, incluindo a sua empresa de mídia, a “Matthew Ashimolowo Mídia”, que agita a literatura cristã e e o ramo de documentários.

Chris Okotie da Household of God Church, tem as propriedade avaliadas em aproximadamente US$ 10 milhões. Pastor Okotie fazia sucesso primeiro como músico pop nos anos 80. Ele descobriu a Palavra, abraçou a Bíblia e fundou a Household of God, uma das congregações mais extravagante da Nigéria que possui hoje cerca de 5 mil membros entre eles a grande maioria formado por celebridades, músicos e pessoas da sociedade. Contestou e perdeu as eleições presidenciais na Nigéria pela terceira vez este ano com o Partido Fresh, o qual ele mesmo criou e financia. É um amante de grandes carros sendo dono de um Mercedes S600, Hummer, Porsche, entre vários outros.

Segundo a Forbes todos os valores dos patrimônios foram confirmados pelos respectivos ministérios através de emails. Apenas a igreja do Pastor Matthew Ashimolowo não respondeu aos contatos.


Fonte: Gospel+/Blog Libertos do Opressor