domingo, 17 de julho de 2011

Até quando a comunidade butiaense será refém do monopólio?

Adriano Couto

Nossa comunidade desde sempre foi dominada por “monopólios” até pouco tempo por três, no setor de lojas de móveis, confecções e eletrodomésticos, setor de mineração e logística e no setor de supermercados. Hoje ainda estão muito presente os dois últimos, apesar de o primeiro citado ainda ter muita força, não é mais unanimidade no setor de móveis e eletrodomésticos.

Estas empresas sempre controlaram o comércio nesta cidade, dificultando o ingresso de outras, formando cartéis, colocam os preços e deixando as pessoas sem opções. Alegam empregar grande mão-de-obra, porém pagam-se salários miseráveis, não existe possibilidade de crescimento profissional e além da literal exploração, é a famosa lei da oferta e da procura que é uma das bases do famigerado capitalismo.

Uma dessas empresas tem forte influência no cenário político municipal, dando as cartas, apoiando candidatos, manipulando a uns e outros, chantageando vez ou outra o executivo com supostas ameaças de deixar a cidade.

A comunidade está acostumada a esta situação, tanto que vejo muitos dizendo: “Temos que agradecer por ter este emprego, se não quisermos, lá na rua tem cinquenta que querem.” Perpetuando assim a exploração.

Quem tem dinheiro desloca-se a Porto Alegre ou cidades mais próximas para fazer compras, e quem não tem? É obrigado a se submeter ao monopólio, sem contra que os produtos são muito mais caros! Recorrer a quem? Onde quer que você compre, estará comprando deles, não existe escape!

Convém acrescentar que o salário das pessoas mais humildes é comprometido pelo monopólio, é a velha política de retira o “rancho” na “notinha” para pagar no mês seguinte, fica sempre devendo um e para sair fora é necessário endividar-se mais ainda ou se não aquele velho Plano Bis em apenas 25 vezes sem entrada, com o pagamento daqui a 60 dias... Além de você estar pagando praticamente quase 3 vezes o produto com o valor do juro, tu não pode escolher o número de parcelas que deseja negociar, tem que ser de acordo com os planos pré-estabelecidos por eles e sem contar que dificultam ao máximo a compra a vista e desconto é coisa que não existe...

Chega! Isso tem que ter fim! Tem que dar um basta! Acredito que deveria haver uma intervenção da Secretaria de Desenvolvimento Econômico para atrair mais empresas deste segmento, fomentar a concorrência, não ceder às chantagens monopolistas e libertar a comunidade, gerando mais emprego e renda e promovendo assim o progresso da nossa cidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário