quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Com apenas 16% de crentes, Estônia é o país menos religioso do mundo



No país, quem vai à igreja é o turista

da BBC

Vinte anos após o colapso da União Soviética, a Estônia, uma das antigas repúblicas do regime comunista, mantém praticamente intacto um traço marcante dos anos em que era dirigida por Moscou - o desinteresse pela religião.

Uma pesquisa do Instituto Gallup, de 2009, indica que os estonianos são o povo menos religioso do mundo, pelo menos estatisticamente. Apenas 16% da população considera que a religião desempenha um papel importante em suas vidas (contra 99% dos habitantes de Bangladesh, os mais religiosos).

O repórter Tom Esslemont, da BBC, foi ao país báltico conhecer a espiritualidade dos seus habitantes. Segue seu relato:

A princípio, as ruas da cidade litorânea da capital estoniana Tallinn podem até dar ao visitante uma sensação distinta: cúpulas fazem parte da paisagem, sinos tocam aos domingos e hinos religiosos são ouvidos nas catedrais.

Uma olhada mais atenta, no entanto, revela a realidade da espiritualidade estoniana. Cerca de 70 dos fiéis que participavam do culto dominical da Igreja Luterana de Tallinn eram turistas holandeses. Apenas 15 eram estonianos.

O pastor Arho Tuhkru não vê a baixa frequência como um problema: "As pessoas creem, mas não querem se ligar a uma igreja. Por aqui não temos a tradição de uma família inteira vir à igreja", disse

Embora a Igreja Luterana seja a maior denominação religiosa da Estônia, ela representa apenas 13% da população do país.

A falta de interesse pela religião começa já nas escolas, onde os alunos aprendem que o cristianismo foi imposto no país pelos invasores germânicos e dinamarqueses.

Ringo Ringvee, especialista em religião, diz que a Estônia "é uma sociedade secular onde a identidade religiosa e nacional não se cruzam".

A língua também cumpriu um papel determinante na rejeição de muitos estonianos à religião, segundo Ringvee.

"Os luteranos falavam alemão. Os russos ortodoxos chegaram no século 19 e até o século 20 continuavam falando russo", disse.

Com a fundação da Igreja Ordoxa Estoniana, em 1920, o culto passou a ser na língua local (com o ramo estoniano fiel ao patriarca de Constantinopla, e não ao de Moscou).

Nos anos 1940, a União Soviética anexou o país báltico. Até o fim do regime comunista, em 1991, a religião foi desincentivada pelo Estado.

Diferente de outros países, que experimentaram um reavivamento religioso após a desintegração soviética, a Estônia continuou pouco crente. Mas o desapego às igrejas tradicionais não significa que os estonianos não acreditem em nada.

A 300 km de Tallinn, no meio da floresta, um grupo de fiéis cultuam as forças da natureza.

"Somos pagãos", diz Aigar Piho. "Nosso deus é a natureza. Você deve parar, sentar e ouvir".

Como muitos estonianos, Piho se considera um espiritualista. Ele também é membro da comunidade Maausk, um culto pagão que venera a terra e as árvores, sem rituais pré-estabelecidos.

Durante um festival religioso, os seguidores cantam e dançam ao redor de uma grande fogueira.

Tradições como essa estão arraigadas na sociedade local, onde mais de 50% dos estonianos dizem acreditam em alguma força espiritual, mesmo que não consigam definí-la.

Para alguns pesquisadores, no entanto, as tradições não são tão antigas quanto parecem.

"Elas são geralmente baseada no folclore do século 19 e 20", segundo o arqueólogo Tonno Jonuk, especialista em religião pré-histórica.

"É algo que eles acreditam e seguem. Mas não é nada medieval ou anterior ao Cristianismo", diz.

A concepção de Jonuk não é, no entanto, compartilhada pelo grupo Maavalla Koda. A organização com 400 integrantes diz ser baseada no antigo calendário rúnico (baseado em runas).

Entre os seguidores estão Andres Heinapuu e seu filho Ott. Para ambos, espiritualidade é uma experiência intensamente pessoal.

"A árvore não tem ouvido. Eu penso na questão em frente à árvore. Então, sinto que recebo a resposta", diz. Para o estoniano, "a árvore é um sujeito, não um objeto".


Fonte:Paulopes Weblog

terça-feira, 30 de agosto de 2011

'Lula não é de esquerda, é um conservador'



Jornalista, que lançou livro sobre o ex-presidente, diz que ele recusou proposta de Golbery de apoiar volta dos exilados

Observador privilegiado da ascensão do ex-presidente Lula, desde os tempos de líder sindical, o jornalista e escritor José Nêumanne Pinto defende em seu livro "O que sei de Lula", lançado na semana passada, a desmistificação do petista como revolucionário e representante da esquerda. Considera Lula o maior político da História do país, mas diz que, na essência, ele é um "conservadoraço".

Nêumanne acompanhou, como repórter, a rotina de Lula no tempo das greves no ABC paulista. Os dois foram amigos, mas, com a eleição de Lula, a relação acabou.

- Sempre me rebelei com a imagem feita ao longo do tempo e pensei: tenho o privilégio de conhecer bem o assunto, a origem, a saga dele e o fato de ele nunca ter sido revolucionário de esquerda.

NÊUMANNE PINTO: "O Lula foi o primeiro cara que uniu a esquerda, mesmo sem ser de esquerda"

Silvia Amorim

Qual a maior revelação que o livro traz?

JOSÉ NÊUMANNE PINTO: É que Lula não é de esquerda, é um conservador e grande conciliador.

O senhor questiona o mito em que ele se transformou. O que o fez chegar a essa conclusão?

NÊUMANNE: Isso não é uma opinião. Eu mostro isso com episódios. Entre 1978 e 1979, eu fui procurado pelo Claudio Lembo, presidente da Arena na época, porque ele tinha uma missão. O general Golbery do Couto e Silva queria fazer a volta dos exilados e queria apoio do Lula. A reunião foi em um sítio do sindicato, e lá eu ouvi o Lula dizer: "Doutor Claudio, fala para o general que eu não entro nessa porque eu quero que esses caras se danem. Os caras estão lá tomando vinho e vêm para cá mandar em nós?" O Lula falava que a Igreja tinha dois mil anos de dívidas com a classe trabalhadora e que não resolveria em dois anos. Com os estudantes, dizia que poderia fazer um pacto: eles não encheriam o saco do sindicato e o sindicato não encheria o deles. Isso tudo eu vi, ninguém me contou. Ele é um conservadoraço. Nunca foi revolucionário.

E a história dele com o PT?

NÊUMANNE: Costumo usar a seguinte imagem para ilustrar a história da esquerda na vida dele. Pense numa cebola. O núcleo da cebola é o homem. O resto é casca ideológica e política construída ao longo do tempo. O meu objetivo era descascar essa cebola e chegar ao homem, porque eu acho que o segredo do sucesso do Lula é a condição humana dele, a origem, o ambiente familiar, a carreira no sindicato e, sobretudo, dois talentos, que não têm nada a ver com ideologia. O primeiro é o talento que ele tem de se comunicar. O segundo é que Lula é o maior de todos os conciliadores da História do Brasil. O Lula conseguiu um milagre. Quando eu conheci o Lula, falava-se muito que a esquerda brasileira só se reunia na cadeia, porque eram todos inimigos. E o Lula foi o primeiro cara que uniu a esquerda, mesmo sem ser de esquerda.

Qual dessas caraterísticas é, na sua opinião, a responsável por torná-lo, como o senhor diz, o maior político do Brasil?

NÊUMANNE: Ele é o maior político brasileiro e não considero isso, necessariamente, um elogio. Você sabe o que é o político brasileiro? É o cara que faz qualquer coisa para ficar no poder, e isso é o Lula. A primeira vez que eu usei essa expressão, o (ex-governador José) Serra me chamou e disse que Getulio Vargas era o maior político que o país tivera. Falei: "Serra, o Getulio meteu uma bala no peito por causa de uma corrupçãozinha por causa de um segurança do pai dele. O Lula administrou uma quadrilha chamada mensalão e a oposição não tem um cara para enfrentá-lo na eleição. Nunca houve um conciliador como Lula".

Isso foi aprendido ou é inato?

NÊUMANNE: É inato e foi desenvolvido. Quando conheci o Lula, ele não tinha noção desses talentos. Nas primeiras entrevistas que fiz com ele, na época do sindicato, ele era terrível, despreparado. Fui vendo, aos poucos, ele se transformar num cara genial, no meu melhor entrevistado. O talento de conciliador ele descobriu no bar da Tia Rosa, em frente ao sindicato em São Bernardo do Campo, onde fazia as negociações quando sindicalista. O PT que Lula fundou é a soma dos sindicalistas autênticos, a Igreja progressista e a esquerda armada.

Todos esses setores tinham como plano usá-lo para chegar ao poder, mas foi ele quem acabou usando todos eles?

NÊUMANNE: Defendo isso no livro. Primeiro, o Golbery pensou que ia dominar o Lula. A Igreja tentou usá-lo, mas, na primeira oportunidade, ele jogou a Igreja para escanteio ao escolher José Alencar para vice, representante de um partido evangélico.

E o ex-ministro José Dirceu?

NÊUMANNE. Lula usou o Zé Dirceu. O PT era esfacelado, e o Lula não tinha domínio sobre o PT. O Zé Dirceu é quem tinha e deu o domínio a Lula. Na primeira chance que ele teve, despachou o Zé Dirceu. Eu sempre achei que o projeto do Lula era o Palocci (ministro da Fazenda na gestão Lula).

O senhor diz que Lula não mudou tanto nesses quase 40 anos. Em que ele continua o mesmo?

NÊUMANNE: Apesar de ele dizer que é uma metamorfose ambulante, ele não mudou. Usa os mesmos métodos. No palanque, nos tempos do sindicalismo, a primeira coisa que aprendi foi o método dele. Ele botava dois companheiros para defender teses diferentes: um a favor de manter a greve e o outro contra. Ele olhava a reação do povo e decidia. Esse é o cara que colocou Dirceu versus Palocci. Ele governa na cizânia. Tem a sabedoria ancestral de dividir para reinar. Um repórter da revista "Playboy" perguntou a ele quais eram as duas maiores personalidades do século XX. Ele disse Gandhi e Hitler. Um pacifista e um assassino. Isso é ele.

Acredita que ele voltará a disputar a Presidência?

NÊUMANNE: Cada dia mais eu me convenço de que esse é o plano dele.

Há algo que o senhor sabe sobre Lula e não está no livro?

NÊUMANNE: Tem coisas que não posso provar e, se escrevo, ou vou para a cadeia ou tomo um tiro.

FONTE: O GLOBO/ Blog do Gari Martins da Cachoeira



Obs: amigo leitor! você concorda com as palavras de Nêumanne Pinto nesta entrevista???

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sobre a inquietação humana acerca de sua existência





Adriano Couto


Trago dentro de mim, a mesma inquietação dos filósofos, a sede insaciável pelo conhecimento, almejo a sabedoria. Essa inquietação faz com que eu busque as respostas para as questões primeiras de nossa existência, isso é praticar a filosofia no cotidiano.

Questões que movem o pensamento humano, provocando a reflexão, instigando a sublime arte de filosofar, o homem sempre buscou afugentar o fantasma do vazio existencial, aonde ao longo de sua vida, sempre vêm à tona, os questionamentos de sua adolescência: “De onde venho?” “Para onde vou?” “O que estou fazendo aqui?”

Filosofar é algo apaixonante, é a eterna busca pelo indivíduo, muito bem representada nas obras do filósofo dinamarquês Sören Kierkegaard. Os homens que julgam tudo saber, na realidade são tolos por excelência, quanto mais avançamos no conhecimento humano, chegamos a conclusão que absolutamente nada sabemos e quão diminuta e ínfima é nossa pretensa sabedoria, representada na máxima de Sócrates: “ Só sei que nada sei”.

René Descartes, grande homem de seu tempo, também se dedicou com afinco a esta questão inquietante, concluindo magistralmente em sua Magnum Opus (Magna Obra), “Discurso sobre o método”, a seguinte afirmativa: “Cogito ergo sum” (“Penso logo existo”).

O grande teólogo e filósofo Agostinho de Hipona, um dos Pais da Igreja Latina, busca na transcendência a resposta para este dilema milenar, afirmando categoricamente em suas “Confissões” (autobiografia): “Inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em ti ó Deus!”. Acalmando assim aqueles corações religiosos mais aflitos. Em contrapartida a este pensamento, séculos mais tarde, Feuerbach afirma: “O homem vai hierarquizando os seus sonhos, o mais bonito ele dá o nome de Deus. Assim o homem criou Deus a sua imagem e semelhança.” Esta afirmativa, mais uma vez traz instabilidade a muitos corações inquietos que buscam incessantemente o fim último da razão de sua existência.

Mas meu objetivo aqui não é buscar respostas na esfera transcendental, pois estaria entrando inevitavelmente no campo religioso, para isto depende muito da fé de cada indivíduo, não quer dizer que eu não tenha, mas meu interesse é não ultrapassar os limites da filosofia, não pretendo entrar em querelas metafísicas, busco respostas no cerne do existencialismo humano, concluir com uma afirmação puramente metafísica seria muito fácil, exemplo “Deus criou o homem e ponto final”, como citei antes, para entoar esta premissa é questão de fé individual, mas isso me levaria à acomodação e afirmo que as grandes descobertas, avanços que aconteceram ao longo da história, foi justamente porque os homens não se acomodaram e muito menos se conformaram diante dos primeiros resultados de suas pesquisas, buscaram sempre mais! Além do comodismo, isso extinguiria a chama da minha busca inquietante. Mas a inquietação exige mais! Busca apaixonadamente a sabedoria, a sapiência, o esplendor do conhecimento.

Não estaria praticando o princípio básico da filosofia se concebesse da forma citada acima, que não devemos dar fácil aceitação as coisas sem antes ter questionado e entendido. Já dizia Sartre, “o existencialismo é um humanismo”, colocava também que “a existência precede a essência”.

Concluindo esta reflexão inquietante e um tanto provocativa, já que vivemos em um eterno retorno, onde os fatos se repetem, volto nos primórdios do pensamento filosófico, mais precisamente ao Portal do Templo do consagrado ao deus Apolo em Delfos, onde estava gravada a seguinte afirmação: “CONHECE-TE A TI MESMO E CONHECERÁS O UNIVERSO E OS DEUSES”

Aumenta número dos sem religião no Brasil




O grupo dos que se declaram sem religião é o que mais cresce no Brasil, aumentando de 0,5% para expressivos 7,4% da população em 50 anos, de acordo com o censo do IBGE. Isto, no entanto, não significa que deixaram de crer em Deus. Do grupo de brasileiros sem religião, somente 0,5% se declaram ateus. Os outros declararam não ter vínculo com nenhuma igreja, o que não significa ausência de fé.

O levantamento faz parte do livro “Mudança de Religião no Brasil - Desvendando Sentidos e Motivações” e foi realizado pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris), da CNBB. Foram ouvidas, em 2004, 2.870 pessoas de 50 cidades.

Entre os sem religião há 41,4% convencidos que, para ter fé, não se precisa de igreja. Há ainda duas categorias muito parecidas: a daqueles que não acreditam nas doutrinas (29,4%) e a dos que são críticos das doutrinas (15,1%). A diferença é que o segundo grupo avalia que as religiões manipulam e alienam. “As pessoas mantêm uma relação com Deus, mas não têm uma relação com uma instituição”, avalia o teólogo Joel Portella, da PUC-Rio.

Já é sabido que quase um quarto dos brasileiros (23,5%) já mudou de religião alguma vez na vida. “A religião se tornou uma questão de opção, de liberdade. As pessoas não são mais conduzidas pelo social, pela pressão da família”, acrescenta o padre Joel Portella.

De acordo com o levantamento, a maior parte dos sem religião (80,1%) já teve uma religião no passado. A maioria, antes de abandonar sua doutrina, era católica (42,1%) e evangélica pentecostal (23,9%). Muitos trocaram de igreja mais de uma vez. Dos sem religião, 60,5% foram católicos em algum momento da vida.

Há um quinto grupo de sem religião, que não segue nenhuma doutrina por falta de tempo. Representam 23,2% dos sem religião. A soma das cinco categorias dá um pouco mais de 100% porque algumas pessoas entrevistadas se encaixaram em dois perfis. É um grupo curioso porque gostaria de participar mas não tem tempo.


Fonte: Estadão/ Blog Libertos do Opressor

Faça a sua parte (trouxa!)


Via Diário Liberdade

Sergio Domingues

A frase acima se tornou parte do senso comum. Alguns a utilizam com as melhores intenções. Mas, há quem a diga pensando no complemento “trouxa” no final. Neste último caso, estão a grande mídia, governos e as empresas cheias de “responsabilidade social”.

Faça sua parte. Use sacolas retornáveis. Jogue o lixo no lixo. Economize luz, água, gás. Não polua o ar com seu churrasco de laje. Não seja consumista.

As indústrias de Eike Batista emporcalham o ar e a água de regiões inteiras do país. Marcas de grife utilizam mão de obra escrava. Os governos europeus e americano bancaram o prejuízo que os banqueiros tiveram em 2008.

A Copa e as Olimpíadas serão a grande festa das empreiteiras no Brasil. Enquanto isso, populações pobres são expulsas para a construção de arenas esportivas. E não nos esqueçamos das centenas de lutadores sociais mortos anualmente sem que praticamente ninguém tenha sido punido.

Ou seja, quando eles fazem a parte deles, destroem a nossa. Passam por cima de tudo o que não sirva a seus interesses.

O chamado senso comum é assim. Tem elementos verdadeiros e corretos, mas eles precisam ser contextualizados. Devemos arrancá-los de seu uso sujo pelos poderosos. Faz parte da chamada disputa de hegemonia.

Claro que cada um deve fazer sua parte. Num time, numa greve, no local de trabalho, na família e na vizinhança, na escola, entre amigos. Só que há interesses opostos na sociedade.

A parte que cabe a cada um de nós precisa integrar a luta coletiva dos explorados e ofendidos.


Fonte: Blog Gilson Sampaio

domingo, 28 de agosto de 2011

A Terra é quadrada e o sol gira em torno dela, diz pastor utilizando versículos bíblicos




O pastor Carlos da cidade de Goianésia (GO) diz que a Bíblia afirma que a Terra é quadrada quando se refere aos quatro cantos da Terra.

“A palavra do Senhor diz que a Terra é quadrada, porque a palavra diz que enquanto o evangelho não for pregado nos quatro cantos da Terra não virá o fim”, diz ele.

Não há informações sobre qual a denominação que esse pastor representa, o vídeo foi postado no Youtube e gerou muita polêmica nos comentários.

Outra tese levantada pelo pastor Carlos é que a Terra não gira, e sim o Sol. “A Terra também não gira, quem gira é o Sol”, diz ele citando Eclesiastes 1:5 e também o capítulo Josué 10:12 que fala da oração que parou o Sol.

Os rapazes que filmaram o vídeo o questionam sobre a gravidade, querendo entender como estamos firmados na Terra se ela não gira e não é redonda, o pastor desconversa e tenta levantar outra polêmica: “O papagaio fala, mas o macaco não. Pela ciência diz que o homem veio do macaco, mas eu digo pra você e provo na Bíblia que Deus abre o bico do papagaio, mas não abre a boca do macaco”.

Assista:




Fonte: Gospel Prime/ Blog Libertos do Opressor

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Inquisição no Brasil Colônia #2


Kaio Costa

Esse tipo de comportamento na colônia também poderia ser fruto de uma administração mal organizada, ineficiente, a confusão de funções e competências, a complexidade dos órgãos, o excesso de burocracia faziam com que o poder estatal fosse praticamente nulo aqui, não imprimindo à sociedade nenhum tipo de senso moral coletivo ou noção de sociedade (Que já existia na Europa). A falência do estado permitia a ingerência da Igreja na formação de uma conduta moral rígida, e a Inquisição entra em cena na colônia praticamente quando a situação da moral, ou da falta dela já era consolidada na colônia e a imagem demoníaca da vida cotidiana estava vinculada à idéia de um mundo novo a ser civilizado.

A expansão do poder do papa sobre uma colônia em desenvolvimento, e a possibilidade de sua inserção no sistema católico é apontada como um dos fatores que levaram a Inquisição a estender seu braço sobre os domínios tropicais. Isso representaria a reprodução do estado português aqui na colônia, fato que deveria ocorrer em todas as instancias. Para garantir o poder de seu controle de repressão, o Estado e a Igreja dispunham entre outros artifícios dos sermões, onde eram transmitidas as idéias de céu e inferno, que aterrorizava os colonos com a possibilidade da danação eterna.
Porém, Anita Novinsky nos mostra outra visão referente ao assunto em detalhado estudo a partir da leitura dos processos que a “Santa” Inquisição realizou aqui no Brasil nos séculos XVI e XVII. Segundo dados recolhidos por essa autora, o principal crime de que foram acusados os brasileiros e portugueses residentes aqui no Brasil pela Inquisição, teria sido o da prática do judaísmo (Praticar o Judaísmo era considerado heresia), dos 1.067 prisioneiros relatados no livro, 46,13% dos homens e 89,92% das mulheres foram acusados de judaísmo o que nos obriga a acrescentar uma idéia à teoria de que além do Brasil ser uma terra sem leis e de certa forma carente de regras de moralização, era também terra de negócios lucrativos, e com a presença de cristãos novos oriundos da própria península.

Analisando os dados sobre as pessoas que foram denunciadas, presas, julgadas e sentenciadas (torturadas, humilhadas e mortas) podemos ver uma predominância de mercadores e agricultores (27,76%) sobre as outras ocupações liberais e artesãos (12,86%), o que pode demonstrar certa pré-disposição à procura de possíveis hereges nas áreas em que os judeus oriundos da Espanha, expulsos em 1492 pelos reis católicos, estavam mais presentes.
Esses boatos de prosperidade colonial também ecoavam na metrópole e isso pode ter aguçado a ganância dos reis Filipes que também sabiam da quantidade de comerciantes e senhores de engenhos bem estabelecidos na região, muitos até de origem judaica.Os cristãos novos que aqui estavam tinham ligações comerciais com os paises baixos, e os holandeses que estavam em guerra com a Espanha incomodavam a Coroa, que assumia o trono português em 1580.

Chegou a ser cogitado e estruturado em 1621 que se estabelecesse um tribunal da Inquisição no Brasil, assim como havia em Lima (1570), e no México (1571), mas o Brasil ficou livre não só do seu próprio tribunal, mas inclusive do auto da fé, espetáculo de execução e julgamento popular muito apreciado e repetido nos domínios do Santo Oficio.

“Eles vieram com uma Bíblia e sua religião – roubaram nossa terra, esmagaram nosso espírito… e agora nos dizem que devemos ser agradecidos ao ‘Senhor’ por sermos salvos.” Chefe Pontiac, Chefe Indígena Americano.


Bibliografia:
Brasil: É Muita História - Eduardo Bueno
Coleção: História Geral da Civilização Brasileira – Boris Fausto
A Inquisição - Michael Baigent


Fonte: Blog Ateísmo Pelo Mundo

O FIM DOS PROFESSORES


texto acima que circula na internet desde 2009, o autor é desconhecido

O ano é 2.209 D.C. - ou seja, daqui a duzentos anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:
– Vovô, por que o mundo está acabando?

A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta:

– Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo.

– Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?

O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.

– Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios?

– Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos.

– E como foi que eles desapareceram, vovô?

– Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. O vovô não se lembra direito do que
veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito. Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa.

Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos. Estes foram ensinados a dizer “eu estou pagando e você tem que me ensinar”, ou “para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você” ou ainda “meu pai me dá mais de mesada do que você ganha”. Isso quando não iam os próprios
pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas
mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo “gerenciar a relação com o aluno”. Os professores eram vítimas da violência – física, verbal e moral – que lhes era destinada por pobres e ricos. Viraram saco de pancadas de todo mundo.

Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. “Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular”, diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos
passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de idéias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.

Em seguida, os professores foram desmoralizados. Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à
profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas também se tornaram
descrentes da educação, pois viam que as pessoas “bem sucedidas” eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol,
artistas de novelas da televisão, sindicalistas – enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade.

Ah, mas teve um fator chave nessa história toda. Teve uma época longa chamada ditadura, quando os milicos colocaram os professores na alça de mira e quase acabaram com eles, que foram perseguidos, aposentados, expulsos do país, em nome do combate aos subversivos e à instalação de uma república sindical no país. Eles fracassaram, porque a tal da república sindical se
instalou, os tais subversivos tomaram o poder, implantaram uma tal de “educação libertadora” que ninguém nunca soube o que é, fizeram a aprovação
automática dos alunos com apoio dos políticos... Foi o tiro de misericórdia nos professores. Não sei o que foi pior – os milicos ou os tais dos subversivos.

– Não conheço essa palavra. O que é um milico, vovô?

– Era, meu filho, era, não é. Também não existem mais...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Teólogo protestante deseja que papa lidere os cristãos




O teólogo protestante Reinhard Frieling defende que o papa Bento XVI seja nomeado líder honorário de todos os cristãos. A proposta surge poucas semanas antes da visita do líder católico a Alemanha.

“O sonho da comunhão de todos os cristãos pode se tornar realidade se os protestantes oferecerem ao papa o papel de chefe honorário da cristandade”, disse o ex-líder do Institute Kundlichen, de Bensheim.

Para o professor emérito da Universidade de Marburg, o papa poderia “falar em nome da cristandade em situações extraordinárias”. Ele argumentou que uma liderança comum daria crédito ao cristianismo como mensagem.

Se a proposta se viabilizar, o aniversário da Reforma em 2017, com seus 500 anos, poderá ser a ocasião certa para concretizar a visão, baseada em sua opinião do papa já ser “porta-voz para todos os cristãos.”

O teólogo protestante sugere que as igrejas da Reforma abandonem sua “auto-suficiência” e assumam as “corajosas consequências ecumênicas”.

Essa proposta lembra a que foi feita pelo bispo Johannes Friedrich, da Igreja Luterana da Baviera, há dez anos. Friedrich argumentava que o papa poderia ser aceito como porta-voz do cristianismo mundial como serviço ecumênico de unidade.

A visita do papa a Alemanha está prevista para os dias 22 a 25 de setembro, e inclui as cidades de Freiburg e Berlim, com um discurso diante do Bundestag (Parlamento) alemão, e uma reunião com representantes da Igreja Evangélica na Alemanha (EKD) no mosteiro agostiniano em Erfurt.


Fonte: Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)/ Blog Libertos do Opressor

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Como seria o Facebook na vida real...




Fonte: Youtube

FGV aponta recuo histórico do catolicismo no Brasil




Segundo pesquisa divulgada pela FGV, o catolicismo apresentou o maior recuo do total de fiéis que declaram alguma fé religiosa, a queda foi de 5,4% p.p. em apenas seis anos.

Marcelo Néri, da FGV declarou: "Chegamos em 2009 ao menor nível de adeptos ao catolicismo na nossa história estatisticamente documentada. (...) Observamos a queda na proporção de católicos em todas as faixas etárias. Essa mudança foi menor para os grupos com idade mais avançada e maior entre os jovens" .

Para se ter uma idéia sobre o tamanho desta queda sabe-se que entre 1940 e 1980, a taxa de adesão à religião católica apresentou queda de 6 pontos percentuais e passou de 95,01% para 89,19%, em um espaço de tempo de quatro décadas.

Nos últimos vinte anos, no entanto, a perda de fiéis ganhou fôlego e a adesão caiu 14 pontos percentuais. Em 2000, os católicos representavam 73,9% dos brasileiros.
A pesquisa ainda discorre sobre o crescimento dos segmentos evangélicos, dos sem religião e ateus e sobre questões sócio-econômicas daqueles que seguem (ou não) uma religião no país.

Sem fazer qualquer tipo de análise aprofundada sobre o dado apresentado pela FGV e divulgado pela BBC Brasil, pode-se questionar se o encolhimento crescente no número de adeptos ao catolicismo poderia estar ligado a uma descrença com os rumos da Igreja no país e o avanço cada vez mais rápido de evangélicos entre os mais pobres, principalmente nas periferias das grandes cidades.

A pesquisa ainda afirma que o catolicismo continua sendo a religião predominante entre os mais ricos, mas que entre os mais pobres começa a perder fiéis, apesar de liderar nos dois segmentos.

Confira:

Proporção de católicos volta a cair no Brasil; crescem evangélicos e ateus

Segundo estudo da FGV, católicos são 68,4% da população brasileira, contra 73,8% em 2003

A Igreja Católica voltou a perder adeptos no Brasil, enquanto cresceu a quantidade de evangélicos e de pessoas que se declaram sem religião, aponta estudo publicado nesta terça-feira pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas.
Segundo o Novo Mapa das Religiões, coordenado pelo pesquisador Marcelo Néri, os católicos passaram de 73,8% da população em 2003 para 68,4% em 2009 - uma queda de 5,4 pontos percentuais.

Ao mesmo tempo, os evangélicos passaram a representar 20,2% da população, contra 17,9% em 2003. O grupo dos “sem religião” (ateus e agnósticos), que era de 5,1% em 2003, subiu para 6,7% em 2009.

O levantamento foi feito a partir de dados de mais de 200 mil entrevistas da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do IBGE.

A queda na participação dos católicos na população vem sendo lenta, porém constante, desde o início do século passado, mas havia se mantido estável na medição anterior da FGV, entre 2000 e 2003.

Estudo Novo Mapa das Religiões, da FGV

“Chegamos em 2009 ao menor nível de adeptos ao catolicismo na nossa história estatisticamente documentada”, diz o estudo. “Observamos a queda na proporção de católicos em todas as faixas etárias. Essa mudança foi menor para os grupos com idade mais avançada e maior entre os jovens.”

Tal redução abriu espaço tanto para ateus e agnósticos como para outras crenças.
“A (igreja evangélica) Assembleia de Deus já é a segunda maior igreja do Brasil (em número de adeptos), com grande importância nas classes D e E”, explicou Marcelo Néri à BBC Brasil. “E a crença espírita já é a segunda maior na classe AB.”

No caso dos evangélicos, o crescimento relativo de adeptos se dá em todas as faixas etárias, embora de maneira mais pronunciada entre os jovens.

Na emergente classe C, os evangélicos representam 21,5% da população – mais do que a média nacional (20,2%).

Religião e renda

O catolicismo é a religião é mais presente nos níveis extremos do espectro de renda (72,7% na classe E e 69% na AB), enquanto as crenças evangélicas pentecostais se popularizam nos níveis intermediários inferiores da distribuição de renda (representa 15,3% na classe D). Os evangélicos tradicionais estão concentrados na faixa AB (8,35%) e C (8,7%).

No que diz respeito à divisão geográfica, a maior concentração de católicos é nos Estados do Nordeste brasileiro - no Piauí, 87,9% da população é católica, contra 68,4% da média nacional.

“Os dados demonstram claramente que a velha pobreza brasileira (como áreas rurais do Nordeste, mais assistidas por programas sociais) continua católica, enquanto a nova pobreza (como a periferia dessasistida das grandes cidades) estaria migrando para as novas igrejas pentecostais e para os segmentos sem religião”, diz o estudo da FGV.
Ao mesmo tempo, porém, a renda familiar per capita dos evangélicos é 6,9% inferior à dos católicos - justamente pelo fato de o catolicismo ainda ter presença relevante na elite econômica brasileira.

Com relação aos gêneros, as mulheres brasileiras, ao mesmo tempo em que são mais religiosas do que os homens, hoje são menos católicas: entre os que possuem religião, 75,3% dos homens são católicos; entre as mulheres, esse índice cai para 71,3%.

“Enquanto os homens abandonaram as crenças, as mulheres trocaram de crença, preservando mais do que eles a religiosidade”, diz a pesquisa.

No Palavras Diversas


Fonte: Blog Com Texto Livre

Acre é o Estado mais evangélico pentecostal; Sergipe é o menor



A população da Acre é a mais evangélica pentecostal do país, com 24,18% do total. Em Rio Branco, a capital, a proporção é de 28,43%. Em segundo lugar, na relação de Estados, vem Rondônia, com 19,95%, seguido por Pará (19,41%) e Amapá (19,01%). São Paulo ficou em 13º lugar, com 14,62%, e o Rio de Janeiro em 15º, com 14,18%. Esses dados são do Novo Mapa das Religiões elaborado pela Fundação Getúlio Vargas com dados de 2009 da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar), do IBGE.

Os fiéis das pentecostais representaram naquele ano 12,76% da população. As igrejas pentecostais são as que mais têm se expandido. O pesquisador Marcelo Néri, o responsável pelo mapa, disse que a Assembleia de Deus já é a segunda maior igreja do Brasil, abaixo da Católica.

Os evangélicos -- pentecostais e de outras denominações -- subiram de 17,9% em 2003 para 20,2% em 2009. Eles são representativos principalmente nas classes D e E, afirmou Néri.

Ranking dos mais evangélicos pentecostais

Estados

1 - Acre: 24,18%
2 - Rondônia: 19,75%
3 - Pará: 19,41%
4 - Amapá: 19,01%
5 - Distrito Federal: 18,87%
6 - Roraima: 18,28%
7 - Goiás: 15,65%
8 - Mato Grosso do Sul: 15,52%
9 - Tocantins: 15,51%
10 - Espírito Santo: 15,09%
11 - Amazonas: 15,09%
12 - Mato Grosso: 14,95%
13 - São Paulo: 14,62%
14 - Paraná: 14,48%
15 - Rio de Janeiro: 14,18%
16 - Pernambuco: 12,24%
17 - Minas Gerais: 11,63%
18 - Maranhão: 11,58%
19 - Rio Grande do Norte: 11,34%
20 - Rio Grande do Sul: 9.78%
21 - Santa Catarina: 9,18%
22 - Ceará: 9,17%
23 - Alagoas: 8,63%
24 - Bahia: 8,44%
25 - Paraíba: 7,80%
26 - Piauí: 6,18%
27 - Sergipe: 4,75%

Região metropolitana (só a periferia da capital)

1 - Belo Horizonte: 24,48%
2 - Curitiba: 24,21%
3 - Salvador: 24,02%
4 - Rio de Janeiro: 20,25%
5 - Belém: 20,05%
6 - Recife: 16,95%
7 - São Paulo: 16,19%
8 - Porto Alegre: 12,69%
9 - Fortaleza: 10,45%

Capitais

1 - Rio Branco (AC): 28,43%
2 - Belém (PA): 22,99%
3 - Boa Vista (RR): 21,21%
4 - Porto Velho (RO): 19,02%
5 - Brasília (DF): 18,82%
6 - Macapá (AP): 18,38%
7 - Palmas (TO): 17,44%
8 - Campo Grande (MS): 17,18%
9 - Curitiba (PR): 16,07%
10 - Manaus (AM): 15,30%
11 - Goiânia (GO): 14,91%
12 - Belo Horizonte (MG): 13,44%
13 - São Luís (MA): 13,11%
14 - Cuiabá (MT): 13,04%
15 - Natal (RN): 12,18%
16 - Maceió (AL): 11,84%
17 - Fortaleza (CE): 11,56%
18 - João Pessoa (PB): 11,01%
19 - Rio de Janeiro (RJ): 10,95%
20 - São Paulo (SP): 10,67%
21 - Recife (PE): 10,36%
22 - Salvador (BA): 10,01%
23 - Vitória (ES): 8,42%
24 - Porto Alegre ( RS): 8,03%
25 - Florianópolis (SC): 6,81%
26 - Teresina (PI): 5,90%
27 - Aracaju (SE): 4,18%


Fonte: Paulopes Weblog

Piauí é o Estado mais católico, com 87,93%; Roraima é o menor



Nos últimos anos, o número de fiéis do catolicismo vem caindo lenta e persistentemente no Brasil, mas no Piauí essa religião ainda mantém uma hegemonia confortável -- o Estado é o mais católico do país. Do total da população, 87,93% são fiéis da igreja romana.

O dado é do Novo Mapa das Religiões, feito pela Fundação Getúlio Vargas com dados de 2009 da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar), do IBGE.

Ceará ficou em segundo lugar no ranking dos Estados mais católicos, com 81,08%, seguido por Paraíba (80,25%).

São Paulo ficou em 18º lugar, com 66,12%, e o Rio, na penúltima colocação, a 26ª, com 49,83%. O Estado com o menor índice de católicos é Roraima, com 46,78%. É onde também se verificou o maior índice de pessoas sem religião, com 19,39%.

Em 1991, do total da população do país, 83,34% eram católicos. Esse índice caiu para 68,43% em 2009. O número de evangélicos cresceu no período de 17,88% para 20,23%.

O número de católicos brasileiros é o menor da história estatisticamente documentada, informou o pesquisador Marcelo Néri, responsável pelo mapa. “A queda se verifica em todas as faixas etárias”, disse.

Ranking dos mais católicos

Estados

1 - Piauí: 87,93%
2 - Ceará: 81,08%
3 - Paraíba: 80,25%
4 - Sergipe: 79,96%
5 - Maranhão: 78,04%
6 - Alagoas: 77,10%
7 - Santa Catarina: 75,88%
8 - Rio Grande do Norte: 73,98%
9 - Minas Gerais: 73,32%
10 - Bahia: 71,39%
11 - Rio Grande do Sul: 71,37%
12 - Amapá: 70,89%
13 - Mato Grosso: 70,63%
14 - Tocantins: 70,60%
15 - Paraná: 69,82%
16 - Amazonas: 67,68%
17 - Pará: 66,55%
18 - São Paulo: 66,12%
19 - Goiás: 65,42%
20 - Pernambuco: 63,84%
21 - Mato Grosso do Sul: 63,70%
22 - Espírito Santo: 57,04%
23 - Espírito Santo: 57,04%
24 - Rondônia: 52,89%
25 - Acre: 50,73%
26 - Rio de Janeiro: 49,83%
27 - Roraima: 46,78%

Região metropolitana (periferia da capital)

1 - Fortaleza: 74,30%
2 - Porto Alegre: 68,74%
3 - Belém: 65,46%
4 - São Paulo: 61,26%
5 - Belo Horizonte: 57,23%
6 - Curitiba: 55,87%
7 - Salvador: 52,%
8 - Recife: 45,75%
9 - Rio de Janeiro: 40,02%

Capitais

1 - Teresina (PI): 80,66%
2 - Fortaleza (CE): 74,25%
3 - Florianópolis (SC): 73,91%
4 - Macapá (AP): 72,54%
5 - Aracaju (SE): 72,26%
6 - São Luís (MA): 71,85%
7 - Natal (RN): 71,58%
8 - Cuiabá (MT): 68,66%
9 - João Pessoa (PB): 67,33%
10 - Porto Alegre (RS): 66,70%
11 - São Paulo (SP): 66,13%
12 - Manaus (AM): 65,26%
13 - Curitiba (PR): 64,64%
14 - Maceió (AL): 63,92%
15 - Palmas (TO): 62,65%
16 - Belo Horizonte (MG): 61,91%
17 - Goiânia (GO): 61,39%
18 - Belém (PA): 60,89%
19 - Vitória (ES): 56,69%
20 - Brasília (DF): 55,36%
21 - Rio de Janeiro (RJ): 53,71%
22 - Recife (PE): 53,07%
23 - Campo Grande (MS): 52,85%
24 - Salvador (BA): 52,34%
25 - Porto Velho (RO): 49,49%
26 - Rio Branco (AC): 41,99%
27 - Boa Vista (RR): 40,87%



Fonte: Paulopes Weblog

Luiz Datena se parece cada vez mais com um Malafaia dos católicos



Datena e Malafaia: ambos estão em missão divina

O apresentador da Band José Luiz Datena (foto) deu uma entrevista na terça-feira (16) ao programa da Hebe Camargo, na Rede TV!, na qual informou estar em uma missão divina. Disse que o jornalismo que faz parece ser sensacionalista, mas não é. “A minha missão que Deus me deu é esta: é falar, gritar, contestar”.

Com essa declaração, Datena fica mais parecido com o pastor Silas Malafaia (foto), da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Ainda que professem religiões diferentes, ambos exercitam a estridência em nome de Deus. Há outras semelhanças, além da retórica do grito. Eles são tidos como homofóbicos, por exemplo.

Luiz Datena é católico fanático, e ele realmente acredita ser um soldado de Jesus. Em seu antebraço esquerdo há uma enorme tatuagem com o nome de Cristo e em seu camarim costuma ter imagens de santos. Reza antes de entrar no ar.

A tatuagem, as imagens e as rezas são, obviamente, de fórum íntimo -- ninguém tem nada a ver com isso.

Mas o problema é quando o fanatismo religioso se extrapola para a esfera pública. Um problema que se potencializa nesse caso porque os dois são comunicadores de TVs, de um veículo que atinge muitas pessoas.

Quanto a Datena, o caso é mais grave porque, em seu programa, não fica explícita a sua missão divina. Ele se coloca como profissional de jornalismo. Ao criticar ateus e homossexuais, fala como homem religioso, mas isso não fica claro.

Malafaia ao menos não engana ninguém. Fica explícito em nome de quem fala. Ele se apresenta como pregador e o é de fato.

Com Datena é diferente. O tempo todo faz proselitismo religioso como se fosse jornalismo.

Ele deveria sair de vez do armário e se declarar um pregador católico, dizer que seu programa é religioso. Seria mais digno e honesto.



Fonte: Blog Paulopes Weblog

A Inquisição no Brasil Colônia #1


Kaio Costa

Depois da colonização no Brasil, a grande expansão do catolicismo foi marcada pela ação dos jesuítas nas tribos e nas populações nativas. Contudo, não podemos deixar de levar em conta que, como o Brasil sendo um lugar de encontro de várias culturas, o território brasileiro se tornou próprio para a prática de rituais religiosos e outras manifestações que iam contra os ensinamentos católicos. Muitas vezes, com a grande influência dos indígenas ou dos escravos africanos, os fieis católicos se desviavam de seus dogmas e recorriam a outras crenças.

A primeira visita do Santo Oficio chega no Brasil no fim do século XVI desembarcando na Bahia em junho de 1591, o desembargador Heitor Furtado de Mendonça chega e recebe grande pompa entre juramentos de fidelidade das autoridades coloniais, mas com a impressão causada pelas leituras dos relatos feitos por Nóbrega sobre o Brasil e seu povo, onde “não se guarda um só mandamento de deus e muito menos os mandamentos da Igreja”. A notícia da presença do Santo Oficio aqui no Brasil deixou a população em pânico. O Brasil era uma terra sem leis tanto religiosas, quanto administrativas.

A falta de fé e de obediência certamente representava para o poder do papa uma derrota no campo da “conscientização” (alienação) e da formação de uma sociedade que deveria ser adepta aos costumes católicos o que facilitaria a centralização do poder estatal, que estava aliado à Igreja, na reconstrução do modelo de estado português na sua colônia. Sonia Siqueira afirma que a Igreja tinha interesse em “integrar o Brasil no mundo cristão” e descobrir “onde se calcava a fé de nossos moradores”.

A população colonial era em sua grande maioria analfabeta, desregrada, sofria com a falta de mulheres brancas (Um fato curioso é que com a falta de mulheres brancas, Portugal mandava para o Brasil grande parte das prostitutas que vivam em Portugal Sim, somos realmente filhos de putas) e realmente não se tocava às sublimidades dos ensinamentos da Igreja, diversas vezes ridicularizados e muito raramente seguidos. Podemos citar como exemplo rápido a ocasião em que mesmo antes das visitas, em 1546, Pero do Campo Tourinho, donatário da capitania de Porto Seguro foi denunciado à Inquisição de Lisboa simplesmente por ter dito que em suas terras quem mandava era ele, ele seria o “papa” e deus em sua propriedade, e não deveriam ser respeitados os domingos e dias santos, pois não se poderia perder dia de trabalho. Era comum aos colonos amaldiçoarem os santos e maldizerem os sacramentos. Aos jesuítas muitas vezes era necessário afastar os nativos dos colonos, para que esses não assimilassem ou copiassem seus hábitos e vice-versa, dada à visão demoníaca que inicialmente a Igreja fez da poligamia e do antropofagismo dos índios, e do proveito que tiravam os colonos dos nativos, que viram sua cultura, seu povo, sua vida sendo acabada pelos colonos.

As práticas que eram realizadas na colônia chegaram a ser tidas como uma doutrina, o “Ultra equinoxialem non peccatur”, a idéia de que não existia pecado ao sul do equador (Isso era até um ditado da época) onde colonos e degredados viviam às fornicações, sodomia, adultérios e incestos. Esses comportamentos fizeram alguns acreditarem que o próprio nome Brasil estaria associado a essa idéia, pois a figura da brasa quente como o inferno, vermelha como a madeira, produto que daria o nome ao país teria substituído o nome inicialmente adotado de “Terra de Santa Cruz”. (O nome dado à população do Brasil é brasileiro – Diferente, por exemplo, da Holanda, que são chamados de holandeses, ou em Portugal que são os portugueses – porque sufixo ‘eiro’ é ligado a um oficio ou um trabalho. Na época da colônia, os ‘brasileiros’ eram os traficantes de pau-brasil, sim além de sermos filhos de puta, nosso nome é derivado de pessoas que faziam o trafico na colônia).


Vou dividir esse post em dois pra não ficar muito cansativo de ler.

Bibliografia:
Brasil: É Muita História - Eduardo Bueno
Coleção: História Geral da Civilização Brasileira – Boris Fausto
A Inquisição - Michael Baigent


Fonte: Blog Ateísmo Pelo Mundo

Não Faz Sentido! - Políticos




Fonte: Youtube

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

BOB ACRI - Sleep Away




Fonte: Youtube

A vassoura e a caneta



O jingle da campanha de Jânio Quadros à presidência é um dos mais famosos da história. Até hoje muitos de lembram dele. Certamente foi decisivo para sua esmagadora vitória.

O apelo da vassoura varrendo a "bandalheira", como se vê, é antigo - e funciona.

Nesses últimos tempos, a oposição neoudenista usou e abusou do moralismo para ganhar votos suficientes para tirar o poder do PT, já que não tem outra bandeira.

O problema todo é que, embora tenham acusado o governo Lula de, no mínimo, ser conivente com a corrupção, nunca fizeram nada, na prática para baní-la de suas próprias administrações.

É tudo papo furado. Quem vai acreditar que um sujeito como, por exemplo, o senador Álvaro Dias, passe incólume por um detector de mentiras? Ou que tantos outros aprendizes de Lacerda tenham coragem de abrir as suas contas bancárias - ou a de seus familiares?

O esforço que o governo Dilma está fazendo, extirpando da máquina administrativa os tumores que irradiam as células malignas para todos os cantos, recebe aplausos gerais da população e um tímido apoio dos políticos - incluindo os do PT.

É que, neste exato instante, todos eles estão se perguntando até onde a higienização irá. E, enquanto a resposta a essa pergunta não vem, todos correm riscos.

Outra coisa que intriga os nossos castos e puros políticos é sobre quem é, na verdade, essa mulher chamada Dilma Rousseff. Poucos sabem a resposta, mas a maioria já deve ter percebido que ela não é um Jânio Quadros de saias que precisa de uma marchinha para enganar o povo.

Nem de uma vassoura.

Pois com uma caneta ela pode fazer muito mais para livrar o país desse câncer chamado corrupção.

By: Crônicas do Motta


Fonte: Blog Com Texto Livre

domingo, 21 de agosto de 2011

Padre astrônomo afirma: “Não há contradição entre a religião e vida extraterrestre”




O padre argentino José Gabriel Funes não gosta de polêmicas, embora seu nome sempre seja citado quando o assunto envolve vida extraterrestre e a crença na religião católica. Astrônomo e diretor do Observatório de Astronomia do Vaticano, o religioso, que já declarou acreditar na possibilidade de Deus ter criado vidas em outros planetas, garante que não vive em conflito com a Igreja Católica. “Não existem contradições e oposições. O interesse científico é o que me motiva. Busco Deus em tudo o que faço e o encontro em minhas pesquisas também”.

O interesse pelas estrelas começou cedo. Mais precisamente quando o primeiro astronauta pousou na Lua e ele tinha apenas 6 anos. E sua ordenação como membro da ordem jesuíta só aconteceu na fase adulta. Hoje, aos 48 anos, o padre se orgulha de poder participar de palestras e seminários de estudo sobre a formação das galáxias. “Encontro todo o apoio possível do Santo Padre às minhas pesquisas”, afirma, referindo-se ao Papa Bento XVI.

Em entrevista ao iG, padre José disse que apenas lamenta não ter mais tempo de observar as estrelas como na infância e adolescência. “Essa é uma das coisas que mais gosto de fazer. Mesmo que seja apenas para olhar e não estudar. Pena que o tempo seja curto”.

iG: No que consiste sua pesquisa?
Padre José Gabriel Funes: Estudar galáxias que não estão há mais de 100 anos-luz, como se formam estrelas e novas galáxias. É um tema complexo, da atualidade e muito interessante.

iG: Como surgiu a astronomia na vida do senhor?
Padre José Gabriel Funes: Desde pequeno me senti atraído pelas estrelas. Quando o homem chegou à Lua, fiquei fascinado. E como era muito estudioso em física e matemática achei que poderia me dedicar ao estudo da Astronomia. Tinha grande curiosidade em entender o universo.

iG: O Vaticano interfere em suas pesquisas?
Padre José Gabriel Funes: Pelo contrário. Me dá grande apoio para realizar as investigações e também ajuda a promover eventos ligados à astronomia.

iG: O Papa acompanha o trabalho no observatório?
Padre José Gabriel Funes: Há cerca de 3 anos, pude explicar pessoalmente ao Papa Bento XVI como trabalhamos no observatório. Recentemente, o Santo Padre também nos visitou e quis ver nossa exposição de meteoritos.

iG: Ciência e religião podem caminhar juntos?
Padre José Gabriel Funes: Isso é perfeitamente possível. Pertencem à ordem da escola dos jesuítas tanto astrônomos, como físicos e matemáticos. Esse é um pequeno exemplo de como a Igreja sempre promoveu o desenvolvimento científico. Não existem contradições e oposições.

iG: Seus estudos afetam suas crenças religiosas?
Padre José Gabriel Funes: Não diretamente. O interesse científico é o que me motiva. Busco Deus em tudo o que faço e o encontro em minhas pesquisas também.

iG: A Igreja Católica já aceita a existência de vida extraterrestre?
Padre José Gabriel Funes: Não faço um pronunciamento oficial. Simplesmente, no meu ponto de vista, vejo que há a possibilidade de vida em outros planetas. E que isso não gera contradição alguma com a religião católica e com a crença na criação.

iG: Quem criou o Universo: Deus ou o Big Bang?
Padre José Gabriel Funes: É preciso explicar que o Big Bang é um modo de falar sobre a compreensão científica que temos da origem do Universo. E Deus está presente em tudo e em todos os momentos.

iG: Com frequência o senhor costuma observar as estrelas?
Padre José Gabriel Funes: Atualmente, menos do que gostaria. Mas é uma das coisas que mais gosto de fazer. Mesmo que seja apenas para olhar e não estudar. Pena que o tempo seja curto.

Padre José Gabriel Funes é diretor do observatório do Vaticano


Fonte: Ultimo Segundo/ Blog Libertos do Opressor

O funeral de Trotsky (video)




Fonte: Blog Molotov/Youtube

Será Deus homofóbico?


Por Maria Berenice Dias *

Recente pesquisa do Ibope revelou que mais da metade dos entrevistados se manifestaram contrários ao direito de homossexuais constituírem uma família. Não foi revelada – e por certo não foi questionada – a orientação sexual dos pesquisados. Mas caberia. Aliás, a pesquisa, para ter maior legitimidade, deveria ser feita somente entre a população LGBT. Afinal, é a ela que diz respeito.

Qual a justificativa para perguntar a alguém qual o direito do outro? Quem poderia falar, com mais propriedade, sobre o desejo de casar, de ser professor, médico ou policial? Um dado consolador é que os jovens, as pessoas com melhor nível de escolaridade e maior poder aquisitivo se mostraram mais tolerantes. Pelo jeito esse é o caminho. Educação. Só ela permite melhor renda e mais condições sociais.

Talvez o resultado mais surpreendente seja o quesito que identifica a religião dos pesquisados. Os mais intransigentes são os que se dizem evangélicos ou protestantes, seguidos pelos católicos e os adeptos de outras crenças e credos. De qualquer modo, das religiões que existem, não deve haver nenhuma que não pregue o amor ao próximo. As mais próximas, por terem sido trazidas com a colonização, acreditam em um Deus que veio à Terra encarnado na pessoa do próprio filho. Jesus Cristo desde menino exercitou a tolerância. Em nenhuma de suas pregações incitou o ódio ao semelhante ou negou a alguém o direito de subir ao reino do céu. Basta lembrar que impediu que Madalena fosse apedrejada, multiplicou pães para dar de comer a quem tinha fome e morreu na cruz para salvar toda a humanidade.

Assim, cabe questionar qual a justificativa de evangélicos, protestantes e católicos se posicionarem de modo tão assustadoramente preconceituoso contra quem tem orientação sexual diversa da maioria, mas não significa alguma ameaça nem causa mal a ninguém.

Afinal, o que querem lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis são os direitos mais elementares: direito à cidadania, à inclusão social. Direito de terem sua integridade física resguardada. Para isso é indispensável a garantia de acesso ao trabalho, para exercerem a profissão que lhes garantir a subsistência. Também precisam que lhes seja assegurado o direito de constituírem família, terem filhos. Enfim, eles, como todas as pessoas, querem somente o direito de ser felizes.

Mas o que se vê nos meios de comunicação, em face de chocante número de concessões a segmentos religiosos é a instigação sistemática e reiterada ao preconceito e à discriminação. As caminhadas e marchas que proliferam, em vez de pregarem o amor ao Deus que professam, nada mais fazem do que incitar o ódio a um determinado segmento da população.

A tudo isso a sociedade se mantém indiferente. Como o legislador se omite, vem o Judiciário fazendo justiça e o Executivo criando alguns mecanismos protetivos. Ainda assim, não há justificativa para tamanha rejeição. Não se atina a origem de tanta perseguição. Ao certo não pode ser a suposta incapacidade de procriar. Esse óbice, aliás, nem mais existe, quer com o advento de modernas técnicas de reprodução assistida, quer pela disposição dos casais homoafetivos de adotarem crianças cujos pais não souberem amar a ponto de protegê-las. Deste modo, cabe perguntar: quem disse aos pregadores, padres e pastores que é pecado amar o seu igual? Quem lhes outorgou a missão de banir a diversidade sexual da face da Terra? Será que Deus é homofóbico?


* Maria Berenice Dias é advogada

Fonte: Jornal Estado de Minas – 17 de agosto de 2011/ Blog Observadores Sociais

sábado, 20 de agosto de 2011

Un niño con cáncer le pregunta al Papa Benedicto XVI: “¿Por qué Dios permite mi enfermedad?”



Sentado en su silla de ruedas no sonreía ni a las cámaras de Telemadrid que se interesaban por su historia. Un niño enfermo y en silla de ruedas se empeñó en hablar con el Papa para darle un sobre con una pregunta, entregárselo en mano y esperar la respuesta de Benedicto XVI. Una pregunta clara, concisa y directa que reza así: "Santo Padre, ¿por qué Dios, si es bueno y omnipotente, permite enfermedades como la mía en personas inocentes?". El chaval movió Roma con Santiago y, a través de unos contactos en la organización, consiguió que el Papa se parase ante su silla de ruedas un minuto. El tiempo suficiente para que el chaval le entregase su pregunta y el Papa le prometiese una respuesta.

Por El Mundo España en Agosto 19, 2011



¿Y si no te responde?, le preguntaba la reportera de la televisión madrileña. Y el chico, siempre triste y serio, en medio del jolgorio de un mar de monjas, contestaba lacónico: "Si no me contesta, me llevaría una gran decepción, porque hace años que me vengo planteando esta pregunta". Probablemente reciba una respuesta amable del Papa, pero sin demasiadas explicaciones sobre la pregunta formulada.

'¿Por qué se quedó callado?'

Una pregunta (la gran pregunta) con difícil respuesta. La pregunta por el mal inocente, para la que el propio Papa teólogo no encontró respuesta, cuando visitó el campo de exterminio de Auschwitz el 28 de mayo de 2006. "En un sitio como este -dijo entonces el Papa-, las palabras no sirven. Al final, sólo puede haber un terrible silencio, un silencio que es un llanto del corazón a Dios: ¿Por qué, Señor, se quedó callado? ¿Cómo pudo tolerar esto?¿Dónde estaba Dios en este momento? ¿Por qué se quedó callado? ¿Cómo pudo permitir esta eterna matanza, el triunfo del mal?"

Y, a continuación avanzaba cierta explicación y decía que los humanos no podían "meterse en el misterioso plan de Dios" para entender tanto mal, sino sólo "pedirle humilde e insistentemente que se levante y no se olvide de la humanidad, su criatura". ¿Qué contestará al chaval que le entregó su pregunta en El Escorial?


Fuente: http://www.elmundo.es/elmundo/2011/08/19/espana/1313768364.html

DJ



Fonte: Site Informe 21.Com

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O RANKING DA BAIXARIA NA TELEVISÃO


RAIMUNDO RUI REPÓTER



A coordenação da campanha "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania" divulgou o 18º ranking da baixaria na TV, que teve o programa Pânico na TV, da Rede TV!, no topo da lista dos mais denunciados pelo público. Do último ranking, divulgado em maio de 2010, até agora, foram recebidas 892 denúncias de telespectadores, por meio do site www.eticanatv.org.br e do Disque Câmara (0800 619 619). Apelo sexual, incitação à violência, apologia ao crime, desrespeito aos valores éticos da família e preconceito são as principais reclamações que nortearam a elaboração do novo ranking. Dentre os cinco programas mais denunciados, dois são reincidentes: o Pânico na TV e o Se liga Bocão, da TV Itapoan, afiliada da Rede Record. Outros três listados são: Brasil Urgente, da TV Bandeirantes; A Fazenda, da Rede Record; e Chumbo Grosso, um programa regional de gênero policial exibido pela TV Goiânia, afiliada à Rede Bandeirantes.


Fonte: Blog Raimundo Rui News

domingo, 14 de agosto de 2011

A quem compete a tarefa de educar?





Texto publicado na coluna "Espaço Aberto" do Jornal Sobral, edição nº393, do dia 12/08/2011


Adriano Couto


Vivemos em uma sociedade pós-moderna, na era do consumismo e da informação, onde muitos valores caíram no ostracismo e no âmbito educacional esta realidade não difere desta constatação.

Existe um debate intenso sobre a quem compete à tarefa de educar as crianças, para isto, voltamos em um passado não muito distante, onde o professor era autoridade máxima e muitas vezes até temido por alunos avessos a ordem. No lar, os pais transmitiam aos filhos desde a mais tenra idade valores e princípios morais que eram seguidos a risca, sem objeções, estruturando uma educação sólida e complementada com o ensino escolar, formando o cidadão do futuro.

Hoje muita coisa mudou, os pais devido a correria do dia a dia, praticamente não tem tempo para os seus filhos, deixando os sob os “cuidados” da TV e os “depositando” nas escolas, para que os professores lhes dêem a educação necessária e o ensino para formar o cidadão.

Porém as crianças de hoje não são tão submissas e obedientes como fora as de outrora. Muitas delas desafiam os professores, questionam reprovações, alunos adolescentes cometem atos de vandalismo contra o patrimônio escolar e acabam até mesmo agredindo professores e colegas.

Quando os pais são chamados a escola para saber do rendimento do filho, acabam na maioria dos casos responsabilizando o professor pelo desempenho pífio do mesmo, isentando-se do dever de educá-los, sendo que se tal fato acontecesse alguns anos atrás, este filho com certeza sofreria uma severa reprimenda.

Devemos observar que hoje, aos professores são atribuídos papéis de pai, mãe, psicólogo, conselheiro, assistente social, sendo que na realidade, ele é mal remunerado e perante a mídia, é sempre o vilão da história quando ocorre um incidente com aluno, esquecendo-se o estresse diário que vive este profissional.
Analisados estes fatos, deixo a você leitor a seguinte questão: A quem compete o papel de educar crianças e adolescentes? Aos pais ou a escola? Ou então a ambos? Tire suas conclusões.



sábado, 13 de agosto de 2011

Quando a Igreja se afasta dos pobres e se alia aos poderosos


Adriano Couto

Não é minha intenção pregar sermão religioso e muito menos um moralismo farisaico, desejo apenas expressar a minha indignação para com a instituição que deveria ser um modelo irrepreensível de virtude. Quando faço minhas críticas ao meio eclesiástico, faço com conhecimento de causa, pois já estive em suas fileiras, posso não estar atualmente inserido no contexto religioso, porém conheço muito bem suas diretrizes e o principal, os ensinamentos do Cristo conforme a Bíblia descreve.

Não vou me deter em escândalos de pedofilia, genocídios e outras mediocridades promovidas pela mesma. Sabemos que desde sempre a Igreja foi aliada do Estado, isso não é novidade, mas quero trazer para o contexto local.

Cristo dizia: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" (Mt 22,21), delimitando assim os limites entre o “profano” e o “sagrado”. Quando ele explanou o objetivo de seu apostolado, citou: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor ”(Lc 4,18).

Nestas citações vemos claramente que o compromisso do Cristo era preferencialmente pelos POBRES e se a instituição seguisse a risca os ensinamentos de seu Mestre jamais se aliaria aos poderosos, pois o próprio Cristo foi um revolucionário, um marginalizado político (refugiado político no Egito, com sua família; estava em um país dominado por potência estrangeiras; viveu na Galiléia, área periférica de seu país); foi um marginalizado religioso (tendo sido excomungado da sinagoga); viveu como pobre e morreu como um marginalizado social-político-religioso (condenação capital). Foi o primeiro socialista da história, ensinando a partilha igual dos bens e jamais acumulou nada para si, pois também está escrito: “O Filho do homem não tem onde repousar a cabeça". (Mt 8,20).

Concluímos que onde está o pobre, aí está a Igreja em sua totalidade, já dizia o saudoso Dom Oscar Romero assassinado pelos poderosos por fazer sua opção pelos pobres: “A missão da Igreja é identificar-se com os pobres. Assim a Igreja encontra a sua salvação.” Assim como este verdadeiro profeta, tivemos a Irmã Dorothy Stang, Dom Hélder Câmara, Dom Pedro Casaldáliga, Madre Teresa de Calcutá, Papa João XXIII, Irmã Dulce, São Francisco de Assis e tantos outros que compreenderam em sua plenitude a mensagem de amor aos pobres de seu Mestre.

Mas por aqui encontramos uma discrepância entre a teoria e a prática, uma instituição que fecha as portas aos pobres, que abriga sobre o seu teto alianças eleitoreiras entre políticos e empresários, verdadeiros lobos em pele de cordeiro, estes que sempre oprimiram a população mais humilde ao longo da história. O Cristo jamais “abençoaria” uma sordidez deste patamar, uma verdadeira “trindade do mal”: Igreja-Político-Monopólio.

Onde há troca de afagos entre o político e o monopólio sob as “bênçãos” da instituição, a mensagem de justiça e libertação se afasta, dando lugar a promiscuidade, a corrupção, ao “pecado social”, tirando o pão da boca do pobre, das crianças famintas e relegando a miséria os mais humildes, perpetuando a exploração, a ganância e o interesse das elites oligárquicas.

Finalizo com as palavras do próprio Cristo como advertência para estes que cometem estas práticas abomináveis e excluem os pobres do contexto político-social-reigioso: “Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos. Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram para beber; fui estrangeiro, e vocês não me acolheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram’.” Eles também responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome ou com sede ou estrangeiro ou necessitado de roupas ou enfermo ou preso, e não te ajudamos? ’"Ele responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também a mim deixaram de fazê-lo’. (Mt 25, 41-45)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Família de homem morto diz que cavalo visita túmulo de dono em MT



Zelador do cemitério em Várzea Grande proibiu visitas para evitar prejuízos.
'Animal sente falta do relacionamento', diz professora de zootecnia.

Kelly Martins Do G1 MT


Cavalo percorre sete quadras até o cemitério onde antigo dono está enterrado. (Foto: kelly Martins/G1)


Um caso de amizade entre um animal e seu dono tem intrigado moradores da cidade de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Desde que o estudante Geovani Marques Crisóstomo morreu, o cavalo que pertencia a ele percorre as ruas de dois bairros da cidade para "visitar" o túmulo do antigo dono. Crisóstomo, que era conhecido como Gege, morreu vítima de uma doença cardíaca no mês de abril deste ano.

O cavalo chamado Raposa, desde o dia da morte de Gege, sai da casa do jovem no bairro Portal da Amazônia e caminha por sete quadras até o Jardim Primavera, onde está localizado o cemitério. O percurso é feito há quatro meses. “A vida dele era cuidar de cavalos. Essa era a sua grande motivação”, contou ao G1 a mãe do estudante, Maria Eunice Marques.

Ela revelou que toda a família está impressionada com a atitude do animal e contou que o filho tinha comprado o cavalo há quase dois anos. Disse também que no primeiro mês, após a morte do estudante, Raposa passava as noites relinchando. “Parecia que estava chorando de saudade ou porque sabia que alguma coisa tinha acontecido”, declarou.

Maria Eunice, que trabalha como balconista de uma empresa, é moradora antiga do Portal da Amazônia. Ela relatou que Geovani gostava de participar de cavalgadas na região e também trabalhava como domador de cavalos. Apesar de ter tido três cavalos de estimação, segundo Maria, Raposa era o animal que o filho mais gostava e mais usava para as montarias.

Por conta disso, a mãe disse que desde a morte do filho o animal não participou mais das cavalgadas e está apenas sob os cuidados da família. “Acho que é uma forma de preservar o amor e a dedicação que ele [Geovani] tinha”, disse emocionada.

Visita ameaçada
Porém, é só deixar o cavalo solto que ele já sabe para onde ir. Ao que tudo indica, o trajeto parece ter ficado conhecido no dia do velório, quando Raposa acompanhou o cortejo de seu antigo dono até o cemitério, realizado por meio de uma cavalgada como homenagem feita por amigos e familiares do jovem estudante.

Jovem que morreu em abril cuidava do cavalo há
dois anos. (Foto: Arquivo Pessoal)

Mas, a entrada do cavalo no cemitério já foi proibida pelo setor administrativo. O zelador Sidnei Nascimento disse ao G1 que parte de um túmulo foi destruída nos últimos dias, quando o animal pastava no local. Isso fez com que a administração notificasse a família responsável pelo cavalo impedindo a entrada dele no cemitério, desde a última semana.

Por outro lado, o próprio funcionário admite estar diante de uma história cheia de mistério e confirma já ter flagrado Raposa ao lado do túmulo do seu antigo dono. O intrigante é que o pasto existe por todo o percurso feito pelo animal até a entrada do cemitério.

Percepção e sentimento
“Os animais possuem sensibilidade e percepção muito maior que a dos seres humanos, o que leva, em muitos casos, a uma manifestação física”, explicou a professora de Zootecnia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Lisiane Pereira de Jesus.

A professora, que também atua como coordenadora da implantação do Centro de Ecoterapia da UFMT, ressaltou que a relação de afetividade entre o animal e o seu dono é o que provoca tais reações. “O animal não sabe da perda, mas sente falta do relacionamento. E como tinha uma afetividade, também procura o cheiro do dono nos locais”, frisa.

A professora destacou também que o animal pode ter a percepção da energia do seu dono, o que o leva a percorrer diversos lugares em busca da pessoa como, segundo ela, o caso do cavalo no cemitério.

Outro ponto, de acordo com Lisiane Pereira, é que a perda do laço afetivo leva o animal a desenvolver doenças emocionais e patologias clínicas. “Há casos em que animais domésticos, por exemplo, ficam doentes quando os donos viajam, outros deixam de se alimentar e muitos até morrem devido à ausência do dono. Isso é a demonstração física do sentimento”, pontua a especialista.


Fonte:Portal G1 Mato Grosso

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Os Sete Sábios Cegos




do Folclore Hindu

Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos.

Como seus conselhos eram sempre excelentes, todas as pessoas que tinham problemas os consultavam.

Embora fossem amigos, havia uma certa rivalidade entre eles que, de vez em quando, discutiam sobre o qual seria o mais sábio.

Certa noite, depois de muito conversarem acerca da verdade da vida e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir morar sozinho numa caverna da montanha. Disse aos companheiros:

- Somos cegos para que possamos ouvir e compreender melhor do que as outras pessoas a verdade da vida. E, em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam aí brigando como se quisessem ganhar uma competição. Não agüento mais! Vou-me embora.

No dia seguinte, chegou à cidade um comerciante montado num elefante imenso. Os cegos jamais haviam tocado nesse animal e correram para a rua ao encontro dele.

O primeiro sábio apalpou a barriga do animal e declarou:

- Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar os seus músculos e eles não se movem; parecem paredes…

- Que bobagem! - disse o segundo sábio, tocando na presa do elefante. - Este animal é pontudo como uma lança, uma arma de guerra…

- Ambos se enganam - retrucou o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante. - Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia…

- Vocês estão totalmente alucinados! - gritou o quinto sábio, que mexia as orelhas do elefante. - Este animal não se parece com nenhum outro. Seus movimentos são ondeantes, como se seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante…

- Vejam só! - Todos vocês, mas todos mesmos, estão completamente errados! - irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena cauda do elefante. - Este animal é como uma rocha com uma cordinha presa no corpo. Posso até me pendurar nele.

E assim ficaram horas debatendo, aos gritos, os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava a montanha, apareceu conduzido por uma criança.

Ouvindo a discussão, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tateou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e enganados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou:

- Assim os homens se comportam diante da verdade. Pegam apenas uma parte, pensam que é o todo, e continuam tolos.


Fonte: Blog Igreja Ateísta

Empresários pagarão bolsas para estudantes, diz Dilma


A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje, em seu programa semanal de rádio "Café com a Presidenta", que já conta com a palavra de empresários para bancar 25 mil bolsas de estudo no exterior para estudantes e pesquisadores. Ela disse que já obteve o comprometimento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), além de companhias estrangeiras instaladas em território nacional. Junto com outras 75 mil bolsas bancadas pelo governo federal, as 25 mil fazem parte do programa Ciência sem Fronteiras, que busca incentivar a inovação tecnológica para impulsionar a indústria nacional. "Eu tenho certeza de que vamos alcançar as 25 mil bolsas", afirmou.

O plano do governo é oferecer oportunidade de estudo e pesquisa em universidades do exterior nas áreas de ciências exatas, engenharia, matemática, física, biologia, ciência da computação, ciência médica e a todas as áreas tecnológicas. De acordo com Dilma, o Brasil precisa de qualificação profissional para competir em condições de igualdade com países que são referência tecnológica.

"São especialidades fundamentais para a nossa economia, sobretudo para dar competitividade à indústria para que nós possamos criar empregos de qualidade em larga escala", disse a presidente. "Em um cenário internacional de alta competitividade, ou nós inovamos ou nossos produtos não vão ter mercado lá fora."

De acordo com Dilma, a seleção dos bolsistas será realizada por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os alunos que atingirem ao menos 600 pontos na prova estarão habilitados para concorrer a uma das bolsas de estudo. Além disso, as vagas podem ser ofertadas a premiados em olimpíadas científicas e a estudantes já envolvidos em iniciação científica. "A partir de agora, estudar no exterior não vai ser um privilégio dos mais ricos, vai ser uma oportunidade para os estudantes que se esforçarem, mesmo aqueles de famílias mais pobres."


Fonte: Blog do Gari Martins da Cachoeira

domingo, 7 de agosto de 2011

Dilma desarma a cilada de FHC

Por Mauricio Dias, na Carta Capital

Nas últimas semanas, a oposição, orientada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pensou ter encontrado o remédio certo para confundir a opinião pública, rachar a base governista e desestabilizar a presidenta Dilma.

Por que FHC? Por ter ditado a palavra de ordem ao pregar a adesão da oposição à onda de demissões contra aliados do governo acusados de corrupção na sequência da intervenção feita no Ministério dos Transportes/Dnit. O ex-presidente conclamou a oposição a apoiar a faxina que Dilma supostamente promoveria ao longo de uma cruzada pelas virtudes.

Dilma chegou a garantir que a faxina não tinha “limites”.

Esse remédio sugerido pela oposição seria um veneno para o governo.

A equação é simples assim: a base oposicionista empurraria Dilma contra a base governista, levando adiante denúncias sem provas.

Até mesmo as pesquisas, que apontavam a aprovação da sociedade, tornam-se perigosas aliadas neste momento.

A sociedade está sempre disposta a apoiar as ações de faxina na administração pública. Esse foi um condimento forte, por exemplo, no processo de renúncia de Jânio Quadros, em 1961, e também uma das razões que levaram Fernando Collor, o enaltecido “caçador de marajás”, ao impeachment, em 1992.

O “golpe moralista” é identificável por muito barulho por nada. E sempre promove a inversão de um dos princípios básicos da justiça democrática: a inversão do ônus da prova passa do acusador ao acusado.

A corrupção deve ser punida como qualquer dos outros crimes previstos nos códigos penais. Neles, porém, há o rito que começa com a denúncia e se sustenta com provas. O crime é julgado e o criminoso punido na forma da lei.

Mas não é isso o que ocorre com a denúncia, vazia de fatos, feita por Oscar Jucá Neto. Após ter sido demitido da diretoria financeira da Conab, ele desferiu ataques contra o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, do PMDB, sem apresentar provas, como admitiu a própria revista que veiculou a entrevista. Rossi é ligado ao vice-presidente, Michel Temer.

Tudo indica, no entanto, que a presidenta percebeu a cilada armada para ela.

Na terça-feira 2, durante lançamento do programa da nova política industrial do governo, no Palácio do Planalto, Dilma deu sinais de que vai adotar a dose certa e transformar o veneno da oposição em remédio: “O governo não irá abraçar nenhum caso de corrupção, mas o governo também não se pautará por medidas midiáticas no combate à corrupção”.

Essa bandeira os oposicionistas empunham, sem sucesso, desde o “mensalão” (2005), um nome fantasia, bem bolado, dada à prática de arrecadação ilícita de dinheiro para financiar a campanha política de alguns e para enriquecer outros.

A corrupção é uma epidemia mundial. Por aqui, tanto no “Brasil de cima” quanto no “Brasil de baixo”, valendo-me da expressão cunhada pelo poeta cearense Patativa do Assaré, há o sentimento de que o mundo político é só corrupção e contamina todos os níveis de poder: Executivo, Legislativo e Judiciário.

Talvez seja. Afinal, essa semente germina na própria sociedade. É regada por corruptos e corruptores. Daí se concluir inversamente que em uma sociedade virtuosa não brotaria um mundo político corrompido.


Fonte: Blog do Miro

sábado, 6 de agosto de 2011

Quem se importa com a Somália?


A Somália e demais países do chamado “chifre africano” sofrem uma das piores crises de fome de sua história, ocasionada por uma das piores secas dos últimos anos além de uma guerra civil regada a contrabando de armas exportadas por respeitáveis homens de negócios.

Mas quem se importa?

Neste momento os maiores chefes de Estado, com o pretexto de socorrer o mundo da “crise mundial”, jorram trilhões de dólares nas mãos de banqueiros e especuladores para acalmar a sanha do famigerado MERCADO.

Esta crise foi criada pela farra especulativa.

Os Estados se endividaram em operações de salvamento dos mercados globais. Quebraram suas economias para salvar os bilionários banqueiros.

Agora, os grandes capitalistas exigem a “austeridade fiscal” dos países quebrados.
Querem continuar sendo os únicos beneficiários da economia global enquanto milhões de desempregados perambulam pelas ruas da Europa e os imigrantes africanos, árabes e latinos são acusados pela degradação de suas economias.

Melhor seria para a humanidade a ruptura deste modelo econômico que boicota a produção em benefício dos grandes monetaristas.

O dinheiro despejado pelos Estados desregulou o câmbio dos países emergentes, mas não foi suficiente para salvar o capitalismo global.

Este dinheiro que ficou represado com os grandes bancos seria suficiente para acabar com a fome no mundo.

Mas esta não parece ser a prioridade da humanidade neste momento.

Quem se importa com a Somália?

By: Blog do Rafael Castilho


Fonte: Blog OpenSante

Bravos soldados americanos no Iraque

Este vídeo contém imagens fortes


As imagens revelam o espancamento covarde de crianças iraquianas pelas forças americanas que se propuseram a instaurar a "democracia" naquele país. São violações e arbitrariedades conhecidas por todo o mundo, mas que transitam incólumes já que praticadas pela nação mais poderosa do planeta e os seus aliados.

No vídeo, as crianças imploram para não serem torturadas pelos soldados americanos, embora quanto mais peçam, mais apanhem. O sujeito com a câmera registrando as imagens sente prazer ao assistir a brutalidade. É mais um dos soldados "doentes" que ali estão para "impor democracia".






Fonte: Youtube/ Blog Com Texto Livre

A crise financeira dos gregos explicada às crianças




Fonte: Youtube/Blog OpenSante

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Tarso aprova novas cédulas de pila

Notas começam a circular em 20 de setembro.


PORTO ALEGRE, C.F - Aprovada pelo Presidente Tarso Genro, entra em vigor no dia 20 de setembro a nova moeda do RS. O já conhecido "pila" terá modelos de notas exclusivos que exaltarão as riquezas do RS.

De acordo com o Presidente do Banco Central do RS, Marlon Hopner Borowski, as cédulas não poderão ser falsificadas e serão extremamente resistentes:

- O material utilizado na confecção das notas é indestrutível. É feito com couro de búfalo e uma mistura de erva mate e sal grosso. Se uma bomba nuclear cair sobre o RS apenas as baratas e as notas de pila sobrariam.

Além do material ultra-resistente o câmbio será ajustado. Agora todas as outras moedas do mundo girarão em torno do pila:

- Agora que o Banrisul ajudou os EUA e eles tão com dinheiro o dólar vale algo como RS$ 0,57 de pila. A nossa moeda é a mais valiosa do RS e do mundo - encerrou Borowski.


Fonte: Site O Bairrista

O papel da Juventude do PT para um Novo Brasil

David Almansa


Em novembro acontecerá o 2° ConJPT, antecedido por etapas municipais e estaduais, a Juventude do Partido dos Trabalhadores irá discutir o Brasil que queremos e o PT que queremos, debatendo os espaços conquistados pela juventude nos Governos Lula e Dilma e os avanços que devemos promover.

O PT é o partido que mais tem priorizado a juventude ao longo dos anos, mas temos sofrido com o efeito de institucionalização dos nossos quadros políticos, isso nos leva a um afastamento dos movimentos sociais, nos afasta das escolas, das universidades, das associações de bairro e outros movimentos, mesmo sendo a juventude que tem protagonizado grandes conquistas para a juventude através da Secretária Nacional de Juventude e o Conselho Nacional de Juventude, CONJUV. Estes dois instrumentos têm desempenhado um papel muito importante na conquista de políticas públicas para a nossa mocidade, cito o PROJOVEM, o PROUNI e as Conferências de Juventude.

Por outro lado sofremos um desgaste na base, que está desnorteada, muitas vezes cooptada por juventudes partidárias que tem um mero objetivo eleitoreiro, como pude presenciar no 52° Congresso da UNE, a JPT tem política para oferecer a está juventude, e ao contrario de outras forças partidárias, quem da às cartas por aqui é a JUVENTUDE e não um colegiado de anciões, dizendo o que pode ou não pode fazer, isso é combater a alienação, proporcionar à juventude a libertação da mídia golpista, dos pudores de uma sociedade arcaica e incentivar a revolução através da educação tem que ser compromisso da Juventude do PT.

O retorno para a base

Temos que estar felizes pelos espaços conquistados, mas sempre lutar por mais! Vivemos em um governo de coalizão progressista, isso não é um governo de esquerda e muito menos socialista, embora os rumos do PT e do campo popular e de esquerda tenha como objetivo o socialismo, a realidade do sistema Brasileiro e mundial nos proporciona outra maneira de governar. Não duraríamos um mês no governo sem ter o PMDB, e eu não estou defendendo uma aliança ideológica, pois ela não é, mas sim estratégica para realizar as mudanças necessárias para uma nova sociedade. Você não pode debater política com alguém que tem fome, pois quem tem fome quer comer e não debater se é errado ele vender o seu voto por um cesto básico, chamar o povo de ignorante, desinformado, e sem interesse é fácil para esta elite burguesa que nunca passou fome e não vive sobre miséria, o Brasil sem miséria irá dar o primeiro passo de uma revolução gradual, o PT e seus aliados fazem uma revolução democrática e gradual.

A mídia a serviço das elites políticas

Essa pauta sobre corrupção que a mídia tanto aborda tem um só objetivo, enfraquecer a relação do Governo com a população, todos sabem que a corrupção não está vedada a um governo, este sistema político Brasileiro não foi pesado para a diversidade do povo, mas sim por uma minoria poderosa e se arrasta a anos nas entranhas do poder. Governar com está classe política não é fácil, mas governar sem ela, que seria o ideal, é impossível, por exemplo, a Reforma Política, o PT apresentou uma proposta de mudança não só no sistema eleitoral, como propõe os partidos retrógrados, ma suma mudança no sistema político do Brasil, o resultado? Não passou isso por que o parlamento é constituído da elite que criou e se beneficia com este sistema, é necessária uma representação verdadeiramente popular e democrática para efetuar estas mudanças.

Só com a revolução cultural e educacional vamos mudar este quadro, afastar os corruptores e transformar a sociedade brasileira, o alicerce está sendo preparado, logo ergueremos as paredes e quando colocarmos o telhado, com certeza ele não será de vidro.


Fonte: Blog David Almansa Juventude que faz agora