segunda-feira, 31 de outubro de 2011

494 anos da Reforma Protestante!!!





Fonte: Youtube

Caso Lula: O prazer mórbido de alguns evangélicos

Por Pr. Renato Vargens


Estou assustado com o comportamento de alguns dos evangélicos. Bastou a imprensa anunciar que o ex-presidente da República Luiz Inácio da Silva estava com câncer na laringe, que alguns vieram a público, manifestar sua satisfação pessoal. Para piorar a situação, tais pessoas desprovidas de compaixão lançaram pérolas na Internet dizendo que a mão de Deus havia pesado sobre a vida do ex-presidente.

Como bem falou o pastor Marcio de Souza, na visão dessa gente, Deus sente prazer na dor, se vingando de quem "sacaneia" a igreja com uma "sacanagem" maior.

Lamentavelmente diante da dor e das tragédias que sacodem a vida daqueles que sofrem em virtude de uma enfermidade, o que mais temos visto por parte de alguns evangélicos são explicações duras, despóticas e vingativas que apontam exclusivamente para a existência de um Deus que se regozija no castigo.

Caro leitor, por favor responda sinceramente: Como um cristão pode se alegrar com o sofrimento de outro? De que maneira um crente em Jesus pode sorrir diante da tristeza do outro? Que evangelho é esse? Que Cristo é esse que esses caras tem pregado?

Como falei no post anterior, eu não votei nele, nem tampouco na Dilma ,muito menos nos candidatos que ele indicou, mas daí, alegrar-se com a noticia de que o ex-presidente está com câncer é de um verdadeiro absurdo!

Repudio veementemente este tipo de comportamento. Afirmo sem titubeios que pessoas que agem assim demonstram não conhecer o Cristianismo.


Vou orar pelo ex-presidente pedindo a Deus que tenha misericórdia de sua vida e alma.


Fonte: Blog do Pr. Renato Vargens

A estratégia política do denuncismo


É curioso como está se processando o xadrez político. Em muitos aspectos, lembra bastante o pré-64 - o que não significa necessariamente que o desfecho será o mesmo.
Dilma assumiu pretendendo acabar com a polarização política dos últimos anos. Fez acenos em direção aos jornais, colocou-se acima dos partidos e do próprio PT, afastou-se dos sindicatos - no início, com imprudência, depois com cuidado - e da blogosfera.

Um dos pontos centrais da sua estratégia foi o de aceitar as denúncias contra Ministros. Fez como o lutador de judô que calibra o golpe aproveitando o embalo do adversário.

Nas primeiras rodadas, acumulou pontos. Na sequência, o jogo está indefinido. Essa estratégia fortaleceu o denuncismo de forma nunca vista desde a campanha do "mensalão". Aparentemente a presidente saiu ilesa, por não estar no centro do fogo que está consumindo seus ministros.

Só aparentemente. O ímpeto redobrado com que a velha mídia coloca os ministros em fila e os vai fuzilando conseguiu criar no seio da classe média midiática o mesmo clima do "mar de lama" de Getúlio e Jango.

Repito: não significa que o desfecho será o mesmo. Significa que o cadinho de cultura para um golpe é o mesmo.

Por que se usa a palavra "golpe" com tanta semcerimônia? Pela relevante razão de que, quando se adota o "denuncismo" como estratégia política única, o caminho democrático só é viável quando se tem um candidato competitivo empunhando a bandeira - como Jânio Quadros, por exemplo. Nas circunstâncias atuais, não existe um Jânio no meio do caminho da oposição.

Assim como em 1964, não há uma oposição política com musculatura, com projetos claros de poder, candidatos competitivos. José Serra é carta fora do baralho. Nos seus primeiros movimentos, Aécio Neves não mostrou estatura política. Geraldo Alckmin não conseguirá avançar além da província.

Candidatos de maior potencial - como Eduardo Campos - estão fora, por enquanto, do leque de alianças da velha mídia, além de ser de um Estado fora do eixo politico do sudeste. Resta o quê, então?

A história, quando se repete em tempo real, permite um estupendo aprendizado. A partir do que ocorre agora, é possível mergulhar no passado, intuir sobre o que foi o dia a dia político de outras crises, como as que tolheu Vargas e Jango, ou mesmo como teria sido a habilidade política de JK, toureando as diversas tentativas de golpes.

A história é um jogador de xadrez caprichoso, que vai utilizando as circunstâncias para redefinir o papel das peças do tabuleiro. Jornalistas, políticos, de história de lutas contra a intolerância, contra o arbítrio, de repente são colocados em um novo papel, intolerante, fora do reino das ideias, para se situar exclusivamente na tática de salientar a corrupção, no "mar de lamas", no perigo Chávez, utilizando o mesmo repertório que o grande Afonso Arinos - um oposicionista civilizado - considerava fora de moda em 1964.

Naqueles tempos, havia as Forças Armadas no fim da estratégia.

E agora? Confesso que não sei.

Numa ponta tem-se o avanço das novas mídias, novos grupos jornalísticos tirando a influência da velha mídia, novos jornais de papel, os portais exercendo um contraponto ao menos no reino da audiência e da publicidade.

Mas é inegável que a ideologia predominante do jornalismo formal ainda é pautado pelo pacto dos quatro - Globo, Abril, Folha e Estadão. E é inegável que, fora de períodos eleitorais, a opinião pública midiática permanece com inegável influência.
Por seu lado, a blogosfera ainda fala para uma militância. Faz o contraponto, desconstroi factóides, mas não forma opinião ainda, a não ser a dos convertidos.

Na física (ou na química) há determinados corpos em equilíbrio até que ocorre um fato qualquer que provoca o desequilíbrio. Esses movimentos mudam totalmente a força dos agentes internos.

O pilar do equilíbrio atual é o quadro econômico razoavelmente estável. Em caso de crise econômica - uma hipótese por enquanto (felizmente) fora do horizonte - esse cadinho de indignação plantado diariamente pela velha mídia terá desfechos imprevisíveis. Há amplo espaço no horizonte para a ampliação ilimitada da radicalização.

Será um belo desafio para Dilma Rousseff e seu maior aliado, Lula.

Luís Nassif

No Advivo


Fonte: Blog Com Texto Livre

sábado, 29 de outubro de 2011

Como seria um Brasil sem Lula?


Agora que as notícias dão conta da boa perspectiva de restabelecimento do Lula, é curioso debruçar nas análises apressadas sobre uma era pós-Lula.

Aliás, chocante a maneira como algumas comentaristas celebraram a doença de Lula. Até nos ambientes mais selvagens - das guerras, por exemplo - há a ética do guerreiro, de embainhar as armas quando vê o inimigo caído, por doença, tragédia ou mesmo na derrota. Por aqui, não: é selvageria em estado puro.

A analista-torcedora supos que, com a doença de Lula, haveria uma mudança radical no quadro político. Sem voz, Lula seria como um Sansão sem cabelos. Sem Lula, não haveria Fernando Haddad. Sem contar os diagnósticos médico-políticos-morais, de que Lula foi castigado por sua vida desregrada. Zerado o jogo político, concluiu triunfante.

Num de seus discursos mais conhecidos, Lula bradava para a multidão: "Se cortarem um braço meu, vocês serão meu braço; se calarem a minha voz, vocês serão minha voz...".
Qualquer tragédia com Lula o alçaria à condição de semideus, como foi com Vargas. O suicídio de Vargas pavimentou por dez anos as eleições de seus seguidores. É só imaginar o que seriam os comícios com a reprodução dos discursos de Lula. Haveria comoção geral.

A falta de Lula seria visível em outra ponta: é ele quem segura a peteca da radicalização. Quem seguraria suas hostes, em caso da sua falta? Seu grande feito político foi promover um pacto que envolveu os mais diversos setores do país, dos movimentos sociais e sindicais aos grandes grupos empresariais. E em nenhum momento ter cedido a esbirros autoritários, a represálias contra seus adversários - a não ser no campo do voto -, mesmo sofrendo ataques implacáveis.

Ouvindo os analistas radicais, lembrando-se da campanha passada, como seria o país caso Serra tivesse sido eleito? É um bom exercício. Não sobraria inteiro um adversário. Na fase Lula, há dois poderes se contrapondo: o do Estado e o da mídia e um presidente que nunca exorbitou de suas funções. No caso de Serra, haveria a junção desses dois poderes, em mãos absolutamente raivosas, vingativas.

Ao fechar todos os canais de participação, Serra sentaria em cima de uma panela de pressão. Sem canais de expressão, muitos dos adversários ganhariam as ruas. Sem a mediação de Lula, não haveria como não resultar em confrontos. Seria uma longa noite de São Bartolomeu.

Essa teria sido a grande tragédia nacional, que provavelmente comprometeria 27 anos de luta pela consolidação democrática.

Luís Nassif

No Blog De Um Sem-Mídia


Fonte: Blog Com Texto Livre

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Somos 7 bilhões - é possível oferecer bem-estar a todos?

Cada habitante da Terra tem direito a uma vida digna, água, comida, educação, moradia e saúde. Se todos seguirem o estilo de vida dos países ricos, seriam necessários três planetas, dizem os especialistas.
A Índia será em breve o país mais populoso do planeta



Ela nasce por estes dias: a pessoa que, até o final de outubro, elevará a 7 bilhões o cálculo estatístico do crescimento populacional do planeta. O termo empregado pelos especialistas é "explosão demográfica": nos últimos 200 anos ocorreu o mais veloz crescimento da população na história da humanidade.

Até 2050 deverão ser até mesmo 9,1 bilhões de habitantes. Cada um deles com direito a uma vida digna, água e alimento, educação, moradia e saúde. E quase todos sonham com um pouquinho de prosperidade, geralmente segundo os padrões ocidentais de qualidade de vida.

Mas o globo será capaz de comportar tudo isso? "Se todos seguirem o estilo de vida norte-americano ou ocidental, isso não será possível", descarta o cientista Ernst Ulrich von Weizsäcker, especialista em meio ambiente e membro do Conselho para o Futuro do Mundo (WFC, em inglês), fundado em 2007, em Hamburgo. "Para tal, seriam necessários três planetas Terra."

Modelo falido

Há 40 anos, a ideia do crescimento ilimitado já era posta em dúvida pelo Clube de Roma em seu famoso estudo Limits to growth (Limites do crescimento). "Diante da população crescente, contudo, o fim do crescimento é mera ficção", afirma o político verde alemão Ralf Fücks.
Especialistas pedem apoio aos pequenos agricultores nos países em desenvolvimento
Jean Ziegler, perito das Nações Unidas para o assunto, não vê problemas mesmo para alimentar 12 bilhões de pessoas no globo. Contudo somente se os alimentos forem melhor distribuídos e as regiões rurais e os pequenos agricultores no hemisfério sul receberem apoio de forma sustentável. Devido à carência de recursos em diversos setores, "continuar do jeito que está" só é possível por mais algum tempo.

Segundo os prognósticos da ONU, em breve a Índia tomará o lugar da China como o país mais populoso do mundo, enquanto mingua o número de habitantes das nações industrializadas ocidentais. Ao mesmo tempo, essas sociedades minguantes e os populosos emergentes são os maiores consumidores de recursos naturais: alimentos, água, terras e combustíveis fósseis, assim como metais nobres envolvidos na produção de tecnologia digital.

É a era fóssil que de fato chega aos seus limites, diagnostica Fücks. Segundo o político verde, nem o atual sistema de energia nem o sistema de transportes erguido sobre o petróleo barato são "globalizáveis".

Multiplicar recursos

Há projeções de que, devido às mudanças climáticas globais já em curso, as temperaturas médias em todo o mundo possam se elevar em cerca de 4ºC no decorrer do século. Caso esses temores se tornem realidade, dentro em breve 330 milhões de pessoas serão forçadas por devastadoras inundações a abandonar seus locais de residência.
Inundações como as das Tailândia são outro desafio
Somente em Bangladesh, a cifra dos atingidos chegaria a 70 milhões. Porém outros extremos climáticos também podem tornar inabitáveis certas regiões do mundo, elevando ainda mais a pressão sobre as reservas de água potável, os alimentos e as terras.

Não se pode mais tentar superar o problema da escassez de recursos seguindo o modelo progressista do "cada vez maior, mais alto e mais forte". Tal noção é absurda, afirma Von Weizsäcker. Também a promessa de progresso através dos mercados globais e liberalizados perdeu a validade. Pelo contrário, critica o cientista: "A crença religiosa no poder criador dos mercados revelou-se avassaladoramente equivocada, o mais tardar desde a crise financeira de 2008. Os mercados podem causar danos inacreditáveis".

É preciso "re-regulamentar", paralelamente a reformas radicais em direção à eficiência no uso de recursos, exige Von Weizsäcker. "Em termos bem banais, isso significa retirar de um metro quadrado de terra, de um kilowatt/hora ou de um metro cúbico de água três, quatro, dez vezes mais bem-estar. E isso é tecnicamente possível." Não se trata de nenhuma utopia, enfatiza, mas sim de uma nova meta real, na qual a Alemanha deveria ser pioneira.

Nova onda verde

Essa noção de uma era moderna ambiental é discutida na Alemanha – e não apenas pelo Partido Verde e no recém-inaugurado Fórum do Progresso, da Fundação Friedrich Ebert (ligada ao Partido Social Democrata). O tema também concerne uma recém-formada comissão do Parlamento alemão. Sob o título "Crescimento, bem-estar, qualidade de vida", o grupo de trabalho transpartidário examinará possibilidades de desvincular o crescimento do consumo de recursos.

Empregos "verdes" para as gerações futuras de uma população em crescimento também estão entre as prioridades da Organização Mundial do Trabalho. Recentemente, seu secretário-geral, Juan Somavia, manifestou-se a favor de organizar uma economia pobre em emissões de CO2, em conexão com uma nova política ambiental e social.

No entanto, a atenção de políticos e parlamentos ainda está voltada para o atual modelo econômico e para a superação da crise econômica. Até que ponto a comunidade internacional já está comprometida com o bem-estar de uma população mundial em crescimento só ficará claro em dezembro próximo, quando se realiza na África do Sul a cúpula do clima da ONU.

Autoria: Ulrike Mast-Kirschning (av)

Revisão: Alexandre Schossler

Fonte: DW-World/ Blog História UPF

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Queda do ministro serve de alerta

Como o império Murdoch, hoje investigado por seus subornos e escutas ilegais, a mídia nativa é criminosa, mafiosa, sádica e abjeta. Ela manipula informações e deforma comportamentos.



Por Altamiro Borges

O lamentável episódio da queda do ministro Orlando Silva deveria servir de alerta às forças democráticas da sociedade brasileira – que lutaram contra as torturas e assassinatos na ditadura militar e que, hoje, precisam encarar como estratégica a luta contra a ditadura midiática, em defesa da verdadeira liberdade de expressão e da efetiva ampliação da democracia no Brasil.

A mídia hegemônica hoje tem um poder tão descomunal que ela “investiga”, sempre de forma seletiva (blindando seus capachos); tortura (seviciando, inclusive, as famílias das vítimas); usa testemunhas “bandidas” (como um policial preso por corrupção, enriquecimento ilícito e suspeito de assassinato); julga (sem dar espaço aos “acusados”); condena (como nos tribunais nazistas); e fuzila!

Um pragmatismo covarde e suicida

Ninguém está imune ao poder ditatorial da mídia, controlada por sete famílias – Marinho (Globo), Macedo (Record), Saad (Band), Abravanel (SBT), Civita (Abril), Frias (Folha) e Mesquita (Estadão). Como o império Murdoch, hoje investigado por seus subornos e escutas ilegais, a mídia nativa é criminosa, mafiosa, sádica e abjeta. Ela manipula informações e deforma comportamentos.

Não dá mais para aceitar passivamente seu poder altamente concentrado, que, como disse o governador Tarso Genro – pena que não tenha agido com esta visão quando ministro da Justiça –, ruma para um “fascismo pós-moderno”. Essa ditadura amedronta e acovarda políticos sem vértebra, pauta a agenda política, difunde os dogmas do “deus-mercado” e criminaliza as lutas sociais.

Três desafios diante da ditadura midiática

Esta ditadura é cruel, sem qualquer escrúpulo ou compaixão. Ela utiliza seus jagunços bem pagos, sob o invólucro de “colunista” e “comentaristas”, para fazer o trabalho sujo. Muitos são agentes do “deus-mercado”, lucram com seus negócios rentistas; outros são adeptos da “massa cheirosa”, das elites arrogantes e burras. Eles fingem ser “neutros”, mas são adoradores da direita fascistóide.

Enquanto não se enfrentar esta ditadura midiática, não haverá avanços na democracia brasileira, na luta dos trabalhadores ou na superação das barbáries capitalistas. Neste enfrentamento, três desafios estão colocados:

1- Não ter qualquer ilusão com a mídia hegemônica; chega de babaquice e servilismo diante da chamada “grande imprensa”;

2- Investir em instrumentos próprios de comunicação. A luta de idéias não é “gasto”, é investimento estratégico;

3- Lutar pela regulação da mídia e por políticas públicas na comunicação, que coíbam o poder fascista do império midiático.

Chega de covardia diante dos fascistas midiáticos

O criminoso episódio da tentativa de invasão do apartamento do ex-ministro José Dirceu num hotel em Brasília parece que serviu de sinal de alerta ao PT. Em seu encontro nacional, o partido aprovou a urgência de um novo marco regulatório da comunicação. Um seminário está previsto para final de novembro. Já no caso da queda Orlando Silva, o clima é de total indignação e revolta.

Que estes trágicos casos sirvam para mostrar que, de fato, a luta pela democratização da comunicação é uma questão estratégica. Não dá mais para se acovardar diante da ditadura da mídia. O governo Dilma precisa ficar esperto. Hoje são ministros depostos; amanhã será o sangramento e a derrota da própria presidenta e do seu projeto, moderado, de mudanças no Brasil.

Superar a choradeira e a defensiva

A esquerda política e social precisa rapidamente definir um plano de ação unitário de enfrentamento à ditadura midiática. As centrais sindicais e os movimentos populares, tão criminalizados em suas lutas, precisam sair da defensiva e da choradeira. Os partidos progressistas também precisam superar seu pragmatismo acovardado. A conjuntura exige respostas altivas e corajosas!

É urgente pressionar o governo Dilma Rousseff, pautado e refém da mídia, a mudar de atitude. Do contrário, não sobrará que defenda a continuidade deste projeto, moderado, de mudanças no Brasil. A direita retornará ao poder, alavancada pela mídia! Aécio Neves, o chefe de censura em Minas Gerais, será presidente! E ACM Neto, o herói da degola de Orlando Silva, será o chefe da Casa Civil!


Fonte: Blog Tudo em Cima

Vaticano pede uma “autoridade pública global” e um “banco central mundial”


Igreja Católica condena a idolatria do mercado
O Vaticano apelou hoje à criação de uma “autoridade pública global” e um “banco central mundial” para regular as instituições financeiras e impedir uma nova crise internacional.


Num comunicado citado pela agência Reuters, o Vaticano começa por dizer que “a crise económica e financeira pela qual o mundo está a passar exige que todos examinem em profundidade os princípios e os valores culturais e morais que estão na base na coexistência social”.

A instituição que representa a Igreja Católica condena aquilo que chama a “idolatria do mercado” e o “pensamento neo-liberal” que colocaram o mundo na rota da crise. Para tentar evitar uma nova turbulência na economia mundial, o Vaticano considera essencial a criação de uma “autoridade supranacional” de âmbito mundial e com jurisdição universal para orientar as decisões e políticas económicas.

De acordo com a instituição, uma autoridade deste género deveria começar tendo como ponto de referência as Nações Unidas e, mais tarde, tornar-se-ia independente.
Além disso, o Vaticano considera que é necessário um banco central mundial, visto que, “em termos económicos e financeiros, as maiores dificuldades vieram da falta de um conjunto efectivo de estruturas que pudessem garantir, a par de um sistema de governança, um sistema de governo para o sistema financeiro e económico internacional”.

Para a instituição, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já não tem o poder ou a capacidade de estabilizar o mundo financeiro, pelo que é necessário “um banco central mundial, que regule o fluxo e o sistema de trocas monetárias semelhante aos dos bancos centrais nacionais”.

No Publico

Dica de Fada do Bosque


Fonte: Blog Com Texto Livre



OBS: Na bíblia, mas precisamente ao final do livro de Apocalipse, existe uam profecia muito semelhante ao fato citado no texto, muitos interpretam o Vaticano como sendo a prostituta e com o apoio dela surgirá o Anticristo, uma única religião, um único governo, uma única moeda, bem ao estilo das teorias de Nova Ordem Mundial... Não sei precisar uam opinião a respeito, cada um interpreta de uma forma, mas vale a pena conferir e olha que faz sentido...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Qual o melhor esquema no futebol?


O primeiro grande teórico do futebol foi Adam Smith, técnico do Liberal Esporte Clube. Um século depois surgiu K. Henrich Marx, que dirigiu o Grêmio Recreativo Das Kapital. Por fim, houve o caso de Mikhail Bakunin, jogador do Dínamo de Premikhimo. Mas houve um técnico melhor que todos eles. Quem é ele e qual seu segredo?


Desde o início dos tempos a humanidade se faz três perguntas:

O que existe depois da morte?

Qual o sentido da vida?

E qual o melhor esquema no futebol?

São três perguntas que estão presentes nas estantes das bibliotecas e nas mesas dos bares.

Para as duas primeiras, eu responderia simplesmente “nada e nenhum”. Mas a terceira questão é bem mais complexa. Esta, sim, exige raciocínio, debate e conhecimentos filosóficos.

O primeiro grande teórico do futebol foi Adam Smith, técnico do Liberal Esporte Clube, time escocês da pequena cidade de Kirkcaldy. Smith acreditava que os jogadores só dariam o máximo de si se fossem movidos pelo próprio interesse. Assim, sua equipe cultivava o individualismo ao extremo, com muitos dribles e poucos passes.
Um século depois surgiu outro importante filósofo ludopédico: K. Henrich Marx, que dirigiu o Grêmio Recreativo Das Kapital, time alemão que privilegiava o jogo coletivo, com um sólido planejamento central, feito pelo técnico no vestiário. O Das Kapital criou um novo conceito de futebol, com uma interessante filosofia de conjunto.

Por fim, houve o caso de Mikhail Bakunin, jogador do Dínamo de Premikhimo, que dizia que o melhor era que não houvesse técnico e que cada atleta um fizesse o quisesse, mas sempre pensando no time. A equipe deveria ser como um organismo vivo, feito a partir da liberdade de seus jogadores. Infelizmente as experiências com times que seguiam a tese de Bakunin não duraram muito, e assim ainda não podemos saber como seria sua equipe na prática.

Pois bem, nenhum desses esquemas deu muito certo até hoje. O de Adam privilegia demais o individualismo, o de Henrich engessa as habilidades individuais, e o de Mikhail é tão complexo que ainda não conseguiu ser testado.

Mas há um técnico que conseguiu unir o melhor destes três esquemas. Um técnico que finalmente amalgamou o melhor das três grandes teorias. Quem é este gênio? O senhor Josep Guardiola i Sala.

Sim, revolucionários leitores, Pep Guardiola, o técnico do Barcelona, conseguiu unir as três grandes filosofias ludopédicas.

Quereis provas? É só ver um jogo da equipe catalã. Ali você terá belos avanços individuais, cheios de dribles desconcertantes, terá um jogo coletivo, repleto de passes inteligentes, e perceberá que os jogadores têm a liberdade para criar novas jogadas a partir das circunstâncias, com a equipe atuando como se fosse um organismo vivo.

Mas Pep não inventou sua teoria do nada. Assim como os grandes filósofos, ele teve antecessores. Antes dele, no Barcelona passaram Johan Cruyff, Bobby Robson, Van Gaal e Frank Rijkaard, que foram dando a base da filosofia atual.

Para os que pensam que o time apenas joga bonito (como se jogar bonito fosse “apenas” um detalhe), eis o que o clube ganhou este ano: Campeonato Espanhol, Copa da Espanha, Copa dos Campeões e Supercopa da Europa. Ou seja, tudo que disputou.
Pep Guardiola conseguiu unir talento individual, organização coletiva e liberdade. Beleza e eficiência. Solidariedade e prazer. É meu candidato ao Nobel de economia.

José Roberto Torero é formado em Letras e Jornalismo pela USP, publicou 24 livros, entre eles O Chalaça (Prêmio Jabuti e Livro do ano em 1995), Pequenos Amores (Prêmio Jabuti 2004) e, mais recentemente, O Evangelho de Barrabás. É colunista de futebol na Folha de S.Paulo desde 1998. Escreveu também para o Jornal da Tarde e para a revista Placar. Dirigiu alguns curtas-metragens e o longa Como fazer um filme de amor. É roteirista de cinema e tevê, onde por oito anos escreveu o Retrato Falado.

No Carta Maior



Fonte: Blog Com Texto Livre

PSD: o partido onde os ricos se encontram


Ele foi anunciado em março por seu criador como um partido que não é de direita, nem de esquerda, nem de centro. Sete meses após a famosa declaração do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o Partido Social Democrático (PSD) nasce oficialmente hoje no Congresso como uma legenda de ricos e empresários. A maioria deles, ruralistas. Mais da metade da nova bancada tem na atividade empresarial sua principal ocupação. A soma dos bens declarados à Justiça eleitoral pelos congressistas do PSD também faz dele o segundo partido mais rico do Parlamento, atrás apenas do PMDB.

Entre titulares, suplentes e licenciados, o PSD havia arrebanhado 57 deputados e dois senadores até a última segunda-feira. Um número que ainda pode crescer. Desses 59 nomes, 42 (71%) são empresários urbanos ou rurais. Praticamente o mesmo número atua na defesa do agronegócio, como integrantes da bancada ruralista. Juntos, os discípulos do prefeito paulistano no Congresso acumulam um patrimônio de R$ 367,6 milhões. Ou seja, embora representem apenas 8,8% dos congressistas, eles respondem por quase 20% do total de R$ 1,94 bilhão declarado em bens pelos 667 parlamentares que exerceram mandato na atual legislatura.

O PSD abriga o parlamentar mais rico de todo o Congresso, o deputado João Lyra (AL), usineiro dono de uma fortuna declarada de R$ 240,4 milhões, acusado de trabalho escravo no Supremo Tribunal Federal (STF). Outros dois deputados do novo partido também somam mais de R$ 10 milhões em bens, Paulo Magalhães (BA) e Roberto Dorner (MT). Ao todo, 34 representantes do partido de Kassab no Congresso informaram à Justiça possuir mais de R$ 1 milhão em bens.

Plural e eclética

O número de empresários na bancada surpreendeu até o futuro líder do partido na Câmara, Guilherme Campos (SP), ele próprio empresário em Campinas. “Tudo isso? É surpreendente. Temos também muitos representantes do agronegócio. A força da nossa representação está na pluralidade. É uma bancada eclética e diversa com gente de vários setores”, afirma o deputado, recém-desfiliado do DEM.

Como exemplo dessa diversidade, Guilherme cita a presença dos deputados Ademir Camilo (MG), ex-PDT, e Roberto Santiago (SP), ex-PV, que têm origem no movimento sindical e ligações com a União Geral dos Trabalhadores (UGT). “Não somos de direita, nem de esquerda. Nem temos perfil conservador. Somos de centro”, avalia o novo líder, destoando da célebre frase de Kassab.

Embora rechace que a representação do PSD no Congresso seja conservadora, Guilherme Campos admite que o novo partido ainda não tem uma identidade bem definida. “Estamos em um processo de construção, que ainda vai definir a cara do partido. Mas isso, por enquanto, ainda não está claro”, reconhece.

Ruralistas

A cara do novo partido concilia hoje traços urbanos e rurais. Atualmente, 28 parlamentares do novo partido fazem parte da Frente Parlamentar da Agropecuária. Entre eles, o presidente da frente, deputado Moreira Mendes (RO), e a presidenta da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu (TO). Outros nove deputados do PSD também têm atuação destacada na defesa do agronegócio, embora não façam parte da principal frente parlamentar dos ruralistas.

Integrante da frente, empresário rural com patrimônio avaliado em R$ 12,5 milhões, o deputado Roberto Dorner vê em sua nova legenda um caminho para atuar com mais liberdade. “Não somos a favor nem contra o governo”, diz o deputado, que se desfiliou do governista PP. “Não tenho nada contra meu ex-partido, mas precisava de mais espaço para ter opinião e palavra”, afirma.

O novo líder do PSD conta que trabalhará para conciliar eventuais divergências dentro da bancada. “Primeiro, temos de acertar a estrutura do partido, com espaço físico e assessoria. Depois, teremos de respeitar a história de cada parlamentar quando tratarmos de questões que não forem consensuais”, explica. A formação da nova bancada será oficializada em ato na Câmara nesta quarta-feira (26). Guilherme Campos acredita que o PSD possa aumentar, nos próximos dias, sua representação nas duas Casas.

Só a numerosa bancada do PMDB é mais endinheirada que a do PSD. Os 110 peemedebistas acumulam R$ 408,29 milhões em patrimônio. A bancada assumiu a liderança após ser reforçada, no último mês, com a filiação do deputado Sandro Mabel (GO), ex-PR. O dono da fábrica de bolachas figura entre os dez congressistas mais ricos, com mais de R$ 70 milhões em bens. Sem ele, o PMDB ficaria atrás do PSD em volume patrimonial.

Edson Sardinha, do Congresso em Foco

No Escrevinhador


Fonte: Blog Com Texto Livre

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Como lidar com os anjos e demônios interiores

por Leonardo Boff

O ser humano constitui uma unidade complexa: é simultaneamente homem-corpo, homem-psiqué e homem-espírito. Detenhamo-nos no homem-psiqué, vale dizer, no seu mundo interior, urdido de emoções e paixões, luzes e sombras, sonhos e utopias. Como há um universo exterior, feito de ordens-desordens-novas ordens, de devastações medonhas e de emergâncias promissoras, assim há também um mundo interior, habitado por anjos e os demônios. Eles revelam tendências que podem levar à loucura e à morte e energias de generosidade e de amor que nos podem trazer autorealização e felicidade.

Como observava o grande conhecedor dos meandros da psiqué humana C.G. Jung: a viagem rumo ao próprio Centro, devido a estas contradições, pode ser mais perigosa e longa do que a viagem à Lua e às estrelas.

Há uma questão nunca resolvida satisfatoriamente entre os pensadores da condição humana: qual é a estrutura de base de nossa interioridade, de nosso ser psíquico? Muitas são as escolas de intérpretes.

Resumindo, sustentamos a tese de que a razão não comparece como a realidade primeira. Antes dela há todo um universo de paixões e emoções que agitam o ser humano. Acima dela há inteligência pela qual intuimos a totalidade, nossa abertura ao infinito e o êxtase da contemplação do Ser. As razões começam com a razão. A razão mesma é sem razão. Ela simplesmente está aí, indecifrável.

Mas ela remete a dimensões mais primitivas de nossa realidade humana das quais se alimenta e que a perpassam em todas as suas expressões. A razão pura kantiana é uma ilusão. A razão sempre vem impregnada de emoção e de paixão, fato aceito pelo moderna epistemologia. A cosmologia contemporânea inclui na idéia do universo não apenas energias, galáxias e estrelas mas também a presença do espírito e da subjetividade.

Conhecer é sempre um entrar em comunhão interessada e afetiva com o objeto do conhecimento. Apoiado por uma plêiade de outros pensadores, tenho sempre sustentado que o estatuto de base do ser humano não reside no cogito cartesiano (no eu penso, logo sou), mas no sentio platônico-agostiniano (no sinto, logo existo), no sentimento profundo. Este nos põe em contacto vivo com as coisas, percebendo-nos parte de um todo maior, sempre afetando e sendo afetados. Mais que idéias e visões de mundo, são paixões, sentimentos fortes, experiências seminais, o amor e também seus contrários, as rejeições e os ódios avassaladores que nos movem e nos põem marcha.

A razão sensível lança suas raizes no surgimento da vida, há 3,8 bilhões de anos, quando as primeiras bactérias irromperam e começaram a dialogar quimicante com o meio para poder sobreviver. Esse processo se aprofundou a partir do momento em que surgiu o cérebro límbico, dos mamíferos, há mais de 125 milhões de anos, cérebro portador de cuidado, enternecimento, carinho e amor pela cria. É a razão emocional que alcançou o patamar autoconsciente e inteligente com os seres humanos, pois somos também mamíferos.

O pensamento ocidental é logocêntrico e antropocêntrico e sempre colocou sob suspeita a emoção por medo de prejudicar a objetividade da razão. Em alguns setores da cultura, criou-se uma espécie de lobotomia, quer dizer, uma grande insensibilidade face ao sofrimento humano e aos padecimentos pelos quais tem passado a natureza e o planeta Terra.

Nos dias atuais, nos damos conta da urgência de, junto com a razão intelectual irrenunciável, importa incluir fortemente a razão sensível e cordial. Se não voltarmos a sentir com afeto e amor a Terra como nossa Mãe e nós, como a parte consciente e inteligente dela, dificilmente nos moveremos para salvar a vida, sanar feridas e impedir catástrofes.

Um dos méritos inegáveis da tradição psicanalítica, a partir do mestre-fundador Sigmund Freud, foi o de ter estabelecido cientificamente a passsionalidade como a base, em grau zero, da existência humana. O psicanalista trabalha não a partir do que o paciente pensa mas a partir de suas reações afetivas, de seus anjos e demônios, buscando estabelecer certo equilíbrio e uma serenidade interior sustentável.

A questão toda é como nos assenhorear criativamente de nossa passaionalidade de natureza vulcânica. Freud se centra na integração da libido, Jung na busca da individuação, Adler no controle da vontade de poder, Carl Rogers no desenvolvimento da personalidade, Abraham Maslow no esforço de autorealização das potencialidades latentes. Outros nomes poderiam ser citados como Lacan, Reich, Pavlov, Skinner, a psicologia transpessoal e a cognitiva comportamental e outros.

O que nos é permitido afirmar é que, independentemente, das várias escolas psicanalíticas e filosóficas, o homem-psiqué se vê obrigado a integrar criativamente seu universo interior sempre em movimento, com tendências dia-bólicas e sim-bólicas, destrutivas e construtivas. Por acertos e erros vamos, processualmente, descobrindo nosso caminho.

Ninguém nos poderá substituir. Somos condenados a ser mestres e discípulos de nós mesmos.


Fonte: Blog Leonardo Boff

FURO! ESTADUNIDENSE SUGERE RUMOS AO PSDB

Do Blog do Azenha


‘PSDB precisa assumir-se como partido de centro-direita’, diz pesquisadora de Harvard
Frances Habopian, do Centro de Estudos David Rockefeller, diz que a própria legenda fez essa escolha nos anos 90 e que retomá-la seria um bem ao debate político

Gabriel Manzano e Roldão Arruda / SÃO PAULO – O Estado de S.Paulo

No momento em que o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) expõe publicamente, via Twitter, a carência de um rumo claro para o seu PSDB, a professora americana Frances Hagopian, uma estudiosa dos partidos brasileiros, se arrisca a oferecer um norte aos tucanos: ocupar o espaço da centro-direita no espectro ideológico.

Hagopian não está sozinha. “Ela disse a verdade”, endossou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao ser informado pelo Estado da entrevista concedida pela americana.
“Acredito que eles (os tucanos) podem se destacar nesse espaço de centro-direita, se tiverem coragem para fazer isso”, afirma a professora da Universidade Harvard. “Precisam mostrar o que fizeram, ser fiéis a si mesmos”, completa ela, referindo-se às transformações capitaneadas pela PSDB na gestão FHC (1995-2002)

A receita, no entanto, não é nova, avisa ela. “Na Inglaterra, Tony Blair levou os trabalhistas para o centro e deixou os conservadores sem chão. No Chile, a Concertación criou uma ampla agenda que confundiu os partidos.”

Em São Paulo, onde participou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de um debate no Centro Ruth Cardoso, ela falou ao Estado semana passada: “Por toda parte há muita insatisfação com a política, mas isso é parte do jogo. As coisas ficaram assim por causa da rapidez da globalização. Não temos um governo mundial, mas temos uma economia mundial, em que as soluções nacionais são lentas e ineficazes”.
Há uma grande insatisfação, no Brasil, com os partidos e os políticos. O governo tem uma aliança de 14 partidos, manda demais, domina o Legislativo…

É a mesma queixa que se faz no Chile, em países da Europa, até nos Estados Unidos. Lá a Casa Branca envia uma reforma da saúde, ou leis para o meio ambiente, e elas ficam 18 meses, até mais, encalhadas. Isso de fato complica a democracia, pois os governos acabam não dando respostas a questões urgentes da sociedade. Mas acho que, no geral, a democracia amadureceu por aqui, está melhor do que há 20 anos. Os partidos, pelo menos os grandes, se fortaleceram. Refiro-me a dois ou três, os âncoras, com grandes bancadas e com presidenciáveis.

Um desses âncoras, o PSDB, vive um momento difícil. O PT incorporou as bandeiras da social-democracia e ele perdeu espaço, votos e o discurso. De que modo deveria reagir?

Nos anos 90, na Inglaterra, ocorreu o mesmo. Tony Blair levou o Partido Trabalhista para o centro e os conservadores ficaram sem chão – e isso durou 15 anos. Também no Chile se fez a Concertación e foi a mesma coisa. Isso é parte do jogo.
Mas aqui o PSDB precisa encontrar um rumo. De que modo?
O que a democracia social viveu aqui foi interessante. Por razões ideológicas, que eu entendi, o partido deu um primeiro passo à direita, para reformar o Estado.
Perceberam que não dava para avançar em saúde ou educação com um Estado desestruturado, na bancarrota. Precisavam recuperar a solvência fiscal, vender as empresas de aço, depois outras, fazer uma reforma administrativa, a previdenciária. E veja, foi o PSDB que deu essa guinada para a centro-direita. Pois agora devia assumir o que fez, valorizar metas como os investimentos na infraestrutura, sanear o sistema fiscal. Acredito que eles podem destacar-se nesse espaço, de centro-direita, se tiverem coragem para fazer isso.

Mas uma guinada para a direita, por menor que seja, é política e eleitoralmente arriscada. No Brasil ‘é proibido’ ser de direita…

Não estou dizendo que um partido da social-democracia deva “se reinventar” como partido de direita. A coragem de que falo é para debater metas concretas, ousadas. Seria um bem para o País. O debate político aqui tem áreas de consenso, como melhorar a educação, que é tarefa urgente para se chegar à justiça social. Mas você pode ter um grande projeto, que inclua novas reformas, modernizar portos, atacar de fato toda a infraestrutura. Isso pode ser feito de diferentes maneiras, e uma delas é diminuindo o tamanho do Estado, para recuperar recursos e destiná-los, aí sim, às urgências sociais. Como se vê, estas são causas da social-democracia. Sei que isso nos leva a outra questão, que é a de definir o que é uma social-democracia em 2012. É um bom debate. Sabemos que ela é certamente diferente dos anos 90 ou dos anos 70. O País teria muito a ganhar abrindo essa discussão.

Como fica o PT nesse cenário?

O problema das esquerdas, como já se viu na Europa, sempre foi descobrir como se manter fiel às suas bases e moderar o discurso para ganhar eleições. O PT fez isso em 2002. No longo prazo, esse movimento para o centro pode matar sua identidade como partido de esquerda. Se isso se agravar, aparece outro partido de esquerda e lhe toma o lugar. A propósito, lembro-me de um artigo do Thomas Friedman, que veio ao Brasil e escreveu que Lula e FHC faziam uma dança do tipo nado sincronizado. E atribuiu essa dança à globalização.

Marina Silva tentou criar uma alternativa, em 2010, e chegou aos 20% do eleitorado. Há os indignados na Espanha e protestos de jovens por toda parte. Para a sra., o que isso representa?

Não acho que a crise seja no modelo político. Eu não ligaria os votos de Marina aos indignados da Espanha. Se há uma crise, é econômica, uma crise de globalização. Não temos um governo mundial, mas sim uma economia mundial. A economia muda mais rápido do que os governos conseguem regular. Pactos vão caindo e as pessoas se sentem inseguras. Mas não vejo como superar isso com políticas nacionais ou de partidos.
Enfim, a sra. acha que a insatisfação política no Brasil é apenas parte de uma crise maior?

Eu não acho que o Brasil esteja vivendo uma crise. Há diferenças de opinião, dentro da normalidade. E olhe que, hoje, a normalidade não é pouca coisa.
PS do Viomundo: Não é uma ironia que uma pesquisadora norte-americana sugira rumos para o PSDB?


Fonte: Blog História Vermelha

domingo, 23 de outubro de 2011

iPobre




Fonte: Site G17

Peripécias do papa Alexandre 6º viram história em quadrinhos para adulto


Uma história de assassinatos, orgias e incesto


A Editora Conrad tem em seu catálogo a história em quadrinhos para adulto da vida de Rodrigo Bórgia (1431-1503), o Alexandre 6º, o papa mais devasso da história. Cada um dos quatro volumes custa R$ 30,10. O desenho é do italiano Milo Manara e o texto do chileno Alejandro Jodorowsky.

A história mostra o quanto a Igreja Católica estava degradada no século 15. Alexandre 6º teve amantes e sete filhos. Dois deles foram César e Lucrécia, que participaram da devassidão do pai. Lucrécia era tida como “o veneno da família Bórgia”.

Rodrigo Bórgia foi corrupto (ele teria se tornado papa por intermédio de suborno) e despótico. Esteve envolvido em negócios escusos, assassinatos e incesto.

A Igreja Católica contemporânea nunca fez referência a ele, como se não estivesse existido, mas o papa safado com certeza serviu de inspiração ao fundador da Legionários de Cristo, o padre mexicano Marcial Maciel (1920-2008), que foi estuprador de coroinhas e viciado em cocaína e teve amantes e filhos, um deles também vítima de abuso.

O santo dos padres pedófilos








Fonte: Paulopes Weblog

Batismo do café para que se tornasse 'bebida cristã' foi questão do Enem

Clemente VIII gostou da
"bebida do diabo"

O primeiro dia do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), ontem (22), trouxe um episódio protagonizado pela Igreja Católica que, à luz de hoje, é bizarro: o batismo do café por um papa para que a bebida deixasse ser do diabo.

Segue a questão 40 da prova azul.

"O café tem origem na região onde hoje se encontra a Etiópia, mas seu cultivo e consumo se disseminaram a partir da Península Árabe. Aportou à Europa por Constantinopla e, finalmente, em 1615, ganhou a cidade de Veneza. Quando o café chegou à região europeia, alguns clérigos sugeriram que o produto deveria ser excomungado, por ser obra do diabo. O papa Clemente VIII (1592-1605), contudo, resolveu provar a bebida. Tendo gostado do sabor, decidiu que ela deveria ser batizada para que se tornasse uma "bebida verdadeiramente cristã". THORN, J. Guia do café. Lisboa: Livros e livros, 1998 (adaptado)

A postura dos clérigos e do papa Clemente VIII diante da introdução do café na Europa Ocidental pode ser explicada pela associação dessa bebida ao

A) ateísmo
(B) judaísmo
(C) hinduísmo
(D) islamismo
(E) protestantismo

A resposta correta é a D, islamismo.

A explicação do cursinho Anglo é esta: "As tentativas de excomungar o café e a decisão do papa de batizá-lo, no início da Idade Moderna, podem ser explicadas pela associação entre o produto e a Península Árabe, região de predomínio da religião islâmica, considerada demoníaca pelo clero católico. Observamos, ainda, que no período também eram perseguidas pelo papado as práticas do ateísmo e do judaísmo".


Fonte: Paulopes Weblog

Eu, Ateu - E Se Eu Estiver Errado?




Fonte: Blog Tropa dos Lanternas Verdes


OBS: Sensacional! Vale a reflexão!

sábado, 22 de outubro de 2011

Polêmica: Pastor afirma que tomar refrigerante é pecado contra o Espírito Santo



Segundo o Pastor Jhonatan Ferreira dos Santos, tomar refrigerante é pecado. Ele declarou à assessoria da Expocristã que ao tomar refrigerantes, a pessoa não está cuidando do corpo, que é o templo do Espírito Santo. A curiosa declaração foi feita durante o evento, no último mês de Setembro.

No café da manhã promovido pela Convenção Batista Nacional, o líder do Ministério Vale da Bênção, instituição que promove inclusão social a crianças e adolescentes no interior de São Paulo, o Pastor Jhonathan, como é conhecido afirmou que “quem bebe Coca-Cola bebe água suja e está pecando, pois não está cuidando do corpo, que é templo do Espírito Santo”.

Segundo o Pastor, que tem 80 anos, evitar esse tipo de bebida é a fórmula para viver bem e com saúde. “Estou seguindo as orientações de Daniel 1 dando preferência por legumes”, conta.

Estudos científicos comprovam que bebidas como refrigerantes, causam um efeito danoso ao organismo. Pessoas que bebem grandes quantidades de refrigerante acabam tendo uma redução no nível de potássio no sangue, o que pode levar a problemas cardíacos e musculares. Os componentes dos refrigerantes que causam a redução do potássio no sangue são a glicose, frutose e cafeína.

Fonte: Gospel+

Escravidão “Moderna” no McDonald’s




Fonte: Site Olhar Jornalístico (Frei Petrônio de Miranda, 0.Carm.)

Cura pelo 'pensamento mágico' foi fatal para Jobs, afirma biógrafo

Jobs demorou nove meses para
se submeter a uma cirurgia

Se Steve Jobs (foto) não tivesse perdido tempo na busca de cura pelo “pensamento mágico”, em vez de se submeter logo a uma cirurgia para extirpar o câncer de pâncreas, ele ainda estaria vivo, disse o biógrafo Walter Isaacson.

Em entrevista ao 60 Minutes, da CBS, Isaacson contou que o fundador da Apple só resolveu em 2004 pela cirurgia nove meses depois de o câncer raro ter sido diagnosticado.

“Já era tarde demais”, disse o biógrafo. “O cirurgião [de Jobs] me contou que o câncer já tinha se espalhado pelo corpo.”

A vida de Jobs foi marcada pelas excursões que fez à Índia para receber orientação espiritual. Ele se tornou budista e a cultura zen passou a permear seu estilo de vida e suas decisões, inclusive as profissionais.

Quando soube que estava com câncer, disse Isaacons, Jobs descartou a medicina tradicional e recorreu a espiritualistas. Como a doença não se deteve, ele experimentou dietas macrobióticas, mantendo-se longe da cirurgia.

O jornalista Isaacson é o biógrafo autorizado do fundador da Apple. Ele foi procurado pelo próprio Jobs (já doente), que lhe deu longas entrevistas.

“Ele [Jobs] me disse que, de início, não quis abrir o seu corpo”, contou Isaascons. O que foi fatal.

Com informação das agências.


Fonte: Paulopes Weblog

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A suposta vida de Hitler na Argentina após 1945

Gianni Carta


Dois autores britânicos alegam que o ditador nazista fugiu à América do Sul, onde viveu até 1962
Adolf Hitler não se suicidou em 30 de abril de 1945 no seu bunker em Berlim. Eva Braun, sua mulher, também não se matou após ingerir uma dose de cianeto. O ditador nazista e sua companheira escaparam num submarino para as costas argentinas. Viveram anos a fio nas cercanias de San Carlos de Bariloche, onde tiveram duas filhas antes da morte de Hitler, em 1962. O Fuhrer tinha 73 anos.

Essa é a polêmica tese de um livro publicado no Reino Unido, Grey Wolf: The Escape of Adolf Hitler, dos autores britânicos Gerrard Williams e Simon Dunstan.

Especialista em Segunda Guerra Mundial, William é historiador e diz ter encontrado suficientes provas para co-escrever o livro.

A Argentina era o país ideal, argumentam os autores, porque este país era “um enclave fascista e pró-nazista”. Adolf Eichmann e Joseph Mengele, dois notórios criminosos nazistas, também se refugiaram na Argentina.

Hitler e Braun, alegam Williams e Dunstan, teriam sido ajudados na sua fuga pelos serviços de segurança norte-americanos. Em troca, os espiões tiveram acesso à tecnologia de guerra de ponta dos nazistas.

Houve pressão para que o livro não fosse publicado.

Segundo os autores de Grey Wolf, duas de suas testemunhas oculares teriam sido ameaçadas de morte quando a obra estava sendo redigida.

O livro cita inúmeras fontes, incluindo médicos e cozinheiros. Todos dizem ter visto ou conhecido o líder nazista antes de sua morte, em 13 de fevereiro de 1962. Suas duas filhas estariam vivas.

No entanto, esta não é a primeira vez que um livro narra a suposta fuga de Hitler e Braun para a Argentina. Em 2003, foi publicada a obra Hitler in Argentina, de Abel Basti.

Agora, contudo, a história ganhará ímpeto com um novo filme baseado em Grey Wolf.


Fonte: Site Carta Capital

O Funk do dízimo. Agora eu pedi pra sair!




Fonte: Blog Genizah

Posições sexuais segundo a IURD...



Fonte: via email


OBS: FOI UMA DAS COISAS MAIS BIZARRAS QUE JÁ LI ATÉ HOJE!!!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

20 de outubro: Há um ano, Serra sofria um “atentado” que o fez morrer politicamente



Miguel Baia Bargas

Em 20 de outubro de 2010, 11 dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, a direita golpista e o PIG estavam desesperados com o crescimento vertiginoso nas pesquisas de Dilma Rousseff, o “poste” indicado pelo “apedeuta”. Ela só não venceu no primeiro turno porque a verde Marina Silva deu um fôlego a mais para a tropa das elites reacionárias e tomou milhares de votos para si dos modernos e descolados que, com certeza, iriam para a atual presidenta.

No período eleitoral, a mídia “democrática, isenta e imparcial” já tinha tentado de tudo para desbancar Dilma. Falaram que ela comia criancinha e que liberaria o aborto no Brasil; o bispo de Guarulhos divulgou panfletos “apócrifos” dizendo que o papa Ratzinger não queria que ela fosse presidenta, além da ficha falsa publicada pela Folha e das capas da revista (da) marginal, a não-Veja, que semanalmente anunciava o fim do mundo.

Porém, na quarta-feira, dia 20 de outubro de 2010, surgiu um fato inesperado, que o PIG logo tratou de potencializá-lo ao extremo. Durante uma caminhada pelo bairro de Campo Grande no Rio de Janeiro, o demotucano José Serra, o “mais bem preparado dos candidatos a presidente”, sofreu um “atentado”, quando seu grupo de aliados entrou em conflito com os partidários da Búlgara Escarlate, como diria o Professor Hariovaldo.

Na confusão, Serra foi atingido na cabeça por um objeto. O ataque, que provocou imensa comoção nos meios de comunicação “democráticos, isentos e imparciais”, levou o candidato a suspender sua agenda. As Organizações Globo, em seus telejornais, ouviram as opiniões de seus “especialistas” para saber tudo: qual era o objeto, se a velocidade e o peso poderiam ter afetado o cérebro (?) do candidato... E passaram “n” vezes o momento do atentado.

Só que o SBT, que também cobria a caminhada, filmou a trajetória inteira do “projétil” até bater na careca do derrotadíssimo Serra. Era uma pequenina bolinha de papel. No vídeo abaixo, você poderá ver (ou rever) a reação tranquila do demotucano após o impacto. Porém, Serra recebe um telefonema, cerca de 20 minutos depois do “ataque”, e imediatamente começa a passar mal devido ao selvagem golpe desferido pelos petistas. O candidato foi levado até um hospital, onde o médico Jacob Kligerman explicou que o golpe havia sido na região occitoparietal, mas que não houve ferimento aparente. Serra foi submetido a uma tomografia computadorizada para evitar complicações.

Ou seja, tudo não passou de uma farsa para tentar fazê-lo uma vítima. Porém, quem nasceu para ser Serra nunca chega a um Lacerda... No máximo, no máximo a um Rojas. Depois disso, Serra virou motivo de chacota até de seus companheiros de legenda. Agora, é presidente de um instituto que não serve para nada, não participa das decisões de seu partido e passa suas noites de insônia no Twitter falando mal do governo. Como diria minha falecida avó: “Aqui se faz, aqui se paga.”



Blog Limpinho e Cheiroso


Fonte: Blog Terra Brasilis

Pastor diz que masturbação é uma forma de homossexualidade

O pastor Mark Driscoll (foto), 41, de uma megaigreja de Seattle (EUA), escreveu no capítulo 5º do livro Porn-Again Christian que a masturbação masculina é uma forma de homossexualidade por não haver contato com mulher. “Principalmente quando masturbador olha para um espelho, excitado com o seu próprio corpo.”


Driscoll virou motivo de piada na internet

Pelos critérios do pastor, a prática deixa de ser condenável no caso de um marido que se masturba na presença de sua mulher, com ou não a participação direta dela.

Livro ensina como
evitar a masturbação

De acordo com ele, também não é comportamento homossexual quando um marido estiver distante de sua mulher, em viagem, por exemplo, e se masturbar se excitando com uma foto dela. Para ele, se a foto for de outra pessoa, é traição.

O Porn-Again Christian é apresentado como um “debate franco para os homens de Deus sobre a pornografia e masturbação”. A proposta do livro é expor argumentos “práticos e teológicos” para que o cristão evite a masturbação.

Na internet, o pastor virou motivo de piada porque, pelos critérios dele, quase a totalidade dos homens é gay.


Fonte: Paulopes Weblog

Video de lançamento das comemorações dos 500 anos da Reforma




Video de lançamento das comemorações dos 500 anos da Reforma Luterana.
Realização: IELB e IECLB


Fonte: Youtube

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Matemático polemiza em "Por que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus"



O matemático britânico John C. Lennox, da Universidade de Oxford, defende com argumentos sólidos a possibilidade de coexistência entre o conhecimento científico e a religião em "Por que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus". O objetivo do livro é fornecer um amparo fortemente embasado para os cientistas, ou qualquer leitor, que sintam necessidade de debater em favor de sua crença.

Para o autor, alguns ateístas têm um "fervor religioso" tão grande, que chegam a perseguir homens da ciência que possuem algum tipo de fé. Em casos extremos, diz, eles não conseguem nem aceitar que pessoas com uma crença possam ser inteligentes e construir conhecimentos com base na realidade.

Ao longo dos capítulos, o autor usa linguagem simples e citações de outros autores para mostrar que as descobertas feitas pelo homem não excluem a existência de um Deus. Lennox também expõe o que considera as fraquezas da ciência e revela que a maior parte das respostas que ela oferece são especulações teóricas que precisam da fé da comunidade científica para existir. Ele ainda ressalta momentos em que os acadêmicos precisaram se desmentir e até voltar atrás com suas afirmações.

Entre os temas discutidos estão o embate entre as cosmovisões, a organização da natureza e do universo, a complexidade da biosfera, a origem da vida e do código genético e a proximidade com a religião mantida por grandes cientistas como Francis Bacon, Galileu Galilei, Isaac Newton e Clerk Maxwell.

Deus - Uma Hipótese Desnecessária?

A ciência tem alcançado êxito impressionante na investigação do Universo físico e na elucidação de como ele funciona. A pesquisa científica também levou à erradicação de muitas doenças horríveis e nos deu esperanças de eliminar muitas outras. E a investigação científica alcançou outro efeito numa direção completamente diferente: ela serviu para libertar muita gente de medos supersticiosos. Por exemplo, ninguém precisa mais pensar que um eclipse da Lua é causado por algum demônio assustador, que necessita ser apaziguado. Por tudo isso e por inúmeras outras coisas devemos ser muito gratos.

Porém, em algumas áreas, o próprio sucesso da ciência tem também conduzido à ideia de que, por conseguirmos entender os mecanismos do Universo sem apelar para Deus, podemos concluir com segurança que nunca houve nenhum Deus que projetou e criou este Universo. Todavia, esse raciocínio segue uma falácia lógica comum, que podemos ilustrar como segue.

Tomemos um carro motorizado Ford. É concebível que alguém de uma parte remota do mundo que o visse pela primeira vez e nada soubesse sobre a engenharia moderna pudesse imaginar que existe um deus (o sr. Ford) dentro da máquina, fazendo-a funcionar. Essa pessoa também poderia imaginar que quando o motor funcionava suavemente o sr. Ford gostava dela, e quando ele se recusava a funcionar era porque o sr. Ford não gostava dela. É óbvio que, se em seguida a pessoa passasse a estudar engenharia e desmontasse o motor, ela descobriria que não existe nenhum sr. Ford dentro dele. Tampouco se exigiria muita inteligência da parte dela para ver que não é necessário introduzir o sr. Ford na explicação de funcionamento do motor. Sua compreensão dos princípios impessoais da combustão interna seria mais que suficiente para explicar como o motor funciona. Até aqui, tudo bem. Mas se a pessoa então decidisse que seu entendimento dos princípios do funcionamento do motor tornavam impossível sua crença na existência de um sr. Ford, que foi quem de fato projetou a máquina, isso seria evidentemente falso - na terminologia filosófica ela estaria cometendo um erro de categoria. Se nunca houvesse existido um sr. Ford para projetar os mecanismos, nenhum mecanismo existiria para que a pessoa entendesse.


Fonte: Folha/ Blog Libertos do Opressor

Golpe em Gravataí - RS baseou-se em decreto da ditadura



Nota da Comissão Executiva do PT/RS

A Executiva Estadual do PT/RS presta total solidariedade à Prefeita de Gravataí, Rita Sanco e ao Vice-Prefeito Cristiano Kingeski, cassados pelo voto de dez vereadores da Câmara daquele município.

O ato de cassação constitui-se numa violência antidemocrática e absolutamente ilegitima pois sustenta-se exclusivamente na maioria eventual acordada pelos vereadores.

A peça acusatória baseia-se em Decreto-Lei da Ditadura Militar, editado pelo Marechal Castello Branco [na foto, em traje civil] e, mesmo assim, não apresenta uma prova, uma evidencia sequer, de qualquer ato desabonador ou ilegal praticado pela Prefeita e seu Vice.

A disputa democrática das eleições transfere-se para maiorias eventuais na Câmara com o intuito de através desse golpe à democracia e ao respeito republicano das urnas violentar o voto dos cidadãos de Gravataí e alçar ao poder executivo quem não teve votos e legitimidade para tanto.

Um dos “crimes” da Prefeita que levaram a cassação é um acordo com o Banrisul para pagar dívida histórica do município junto à CEEE, cujos termos não só são favoráveis ao Município como foram aprovados pelos próprios vereadores.

As demais acusações são também infundadas, sem nenhuma prova nem evidência. Resta, apenas, uma insana e absurda disputa pelo poder de forma ilegítima e ilegal.
O PT/RS confia em seus mandatários, irá apoiá-los em suas demandas judiciais para reverter esse golpe à democracia e estará junto aos Partidos que compõem o legítimo governo de Gravataí para que a verdade se restabeleça.

O arbítrio e a prepotência não tem limites para esses senhores. Apesar do acordo republicano e civilizado da Prefeita Rita em fazer a transmissão do cargo nesta segunda-feira, dia 17, de maneira truculenta e prepotente os vereadores ocuparam ainda no domingo a Prefeitura e nomearam o presidente do legislativo como prefeito de Gravataí.

O PT e o povo de Gravataí confiam que o arbítrio e a prepotência serão derrotados em seu golpismo.

Porto Alegre, 17 de outubro de 2011


Fonte: Blog Com Texto Livre

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Alice Cooper dando aulas de catecismo?



O performático cantor, e pioneiro do shock rock, Alice Cooper, cujos shows costumam envolver artificios dos tipos mais excêntricos como cadeiras elétricas, sangue falso e cobras, contou ao jornal The Sun que agora dá aulas de catecismos como professor substituto no Arizona, Estados Unidos.

Ele disse: "Vocês precisam ver as caras deles. 'Alice Cooper dando aula de catecismo? Mas ele é o filho do Demônio!'"


Cooper, cujo nome real é Vincent Furnier, e é um alcoólatra em recuperação, diz que "a essa altura, as pessoas já entenderam que Alice é um personagem. Ele odeia ir a igreja, mas eu vou todo domingo".
Alice, que é filho de pastor disse que o nascimento da sua filha Calico, em 1981, mudou sua vida e o salvou da bebida.

E acrescentou: "Antes de Cali nascer, eu realmente levava a vida como Alice. Todo dia era uma festa, e só ficava feliz com uma caixa de cerveja e uma garrafa de uísque". Mas Deus e o amor por ela me salvaram.

Há menos de dois meses Alice Cooper lançou uma música com a cantora pop/trash Ke$ha, a faixa "What Baby Wants" do seu novo álbum "Welcome 2 My Nightmare", e ainda disse que a performer era um espécie de "Robert Plant de saia" . O que será que os fãs mais fieis e ortodoxos estão achando dessas revelações da Tia Alice? E os fãs de Led Zeppelin?

Fonte: Portal Rockline/Blog do Hermes Fernandes

Os Levitas do twitter #2 Um fogo tremendo no microblog!




Fonte: Blog Genizah

Fundação ateísta cria grupo de apoio para pastores que perderam a fé



A Freedom From Religion Foundation [Fundação para o fim da religião] http://ffrf.org e a Fundação Richard Dawkins acabam de anunciar a formação do “Projeto Clero”.

O grupo começou em março deste ano com 52 membros e já chegou a quase 100 membros. O objetivo é reunir todos os clérigos como pastores, padres, rabinos e outros líderes religiosos que escolheram “abandonar a fé”.

Dan Barker, co-fundador da Freedom from Religion, reuniu nomes de sacerdotes “apóstatas” durante décadas. Alguns entraram em contato com ele depois lerem seu novo livro Godless [Sem Deus] ou seu livro anterior, Losing Faith in Faith [Perdendo a Fé na Fé].

“Nós sabemos que deve haver milhares de líderes religiosos que secretamente já abandonaram sua fé, mas não têm para onde ir”, afirma Barker. Ele é um ex-pastor evangélico que “perdeu a fé na fé” após 19 anos de pregação do evangelho. “Agora eles têm um lugar para conhecer, um verdadeiro santuário, uma congregação daqueles que têm substituído fé e dogma pela razão e o bem-estar humano.”

Além de Barker, O Projeto Clero envolve o conhecido ateu Richard Dawkins, do filósofo Daniel Dennett e Linda LaScola. Alguns anos atrás, Dennett e LaScola realizaram um estudo, entrevistando pastores que já não acreditavam no que pregavam, mas não queriam abrir mãos de seus empregos.

Dawkins e Barker acreditam que os membros do clero precisam de ajuda para sair do ministério, pois a maioria diz ser “quase impossível” abandonar seu estilo de vida e recomeçar em alguma outra atividade sem prejudicar seus familiares e seus estilos de vida.

“Se um agricultor, que vive ao ar livre, decide se tornar um contador ou um professor ou um lojista, enfrentará dificuldades com o novo ambiente, pode ter certeza. Ele deve aprender novas habilidades, nova rotina, etc. Mas ele não risco de perder todos os seus amigos, ser rejeitado pela família, abandonado por todos com quem conviveu toda a vida. Sacerdotes que perdem sua fé sofrem uma penalização dupla. Eles perdem seu emprego, e ao mesmo tempo sua família e a vida que sempre tiveram”, escreve Dawkins no site.

O site do Projeto Clero reúne ambientes para discussão daqueles que perderam sua fé. Muitos são pastores que continuam cuidado de suas igrejas, mas poucos tem coragem de assumir quem são.

Atualmente, somente dois depoimentos podem ser lidos no site onde os autores se identificam. Um deles é de “Lynn”, que afirma: “Eu sou uma pastora metodista mas também uma ateia. Toda semana eu me sinto como uma fraude. Toda semana eu luto com o fato de que eu estou mentindo quando eu falo diante de minha congregação. Estou levando uma vida dupla. Eu tenho uma ‘estratégia de saída’, mas ainda preciso de algum tempo. Até lá, vou continuar a servir a minha igreja e lutar essa batalha em minha mente. ”

A Freedom from Religion afirma que não reúne apenas o clero de igrejas liberais, mas também “muitos padres e pastores tradicionais” além de “uma série de pregadores pentecostais.”

Para fazer parte do Projeto Clero, os líderes religiosos devem ” não têm crenças sobrenaturais e identificar-se como humanistas, livres-pensadores, agnósticos ou ateus”.


Fonte: Gospel Prime/ Blog Libertos do Opressor

Bento 16 convida ateus para encontro inter-religioso de oração pela paz

por Andrea Tornielli, do Vaticano Insider

"Foi o papa quem quis os ateus em Assis". O cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, de retorno de Bucareste, onde recebeu um diploma honoris causa e presidiu um encontro do Átrio dos Gentios, explica aos jornalistas os programas e projetos do seu dicastério. E explica também como nasceu a ideia de convidar, para o encontro inter-religioso de oração pela paz em Assis, no 25º aniversário do encontro liderado por João Paulo II em 1986, alguns não crentes.

Bento 16 quer manter
diálogo com descrentes


"Foi uma ideia de Bento 16 – diz o cardeal de Milão –, e ele mesmo a apresentou durante um encontro com alguns cardeais em vista da preparação de Assis". Com isso, explica Ravasi, "Ratzinger mostra levar em grande consideração um antigo ensinamento da teologia cristã: o homem é constituído de natureza e sobrenatural. O sobrenatural não remove ou destrói a natureza, mas a aperfeiçoa. Isto é, coloca-se como um elemento ulterior, mas não elimina a natureza humana. Portanto, no convite do papa, está a tentativa de reafirmar a importância da relação entre fé e razão".

Os quatro ateus que irão participar em Assis são a psicanalista e filósofa francesa Julia Kristeva (que irá falar perante Bento 16), o pensador italiano e professor de filosofia na Universidade da Califórnia de Los Angeles, Remo Bodei, o filósofo britânico Anthony Grayling, que instituiu o New College de letras e filosofia de Londres, o mexicano Guillermo Hurtado, fundador do segundo período da revista de história e filosofia Dianoia. No dia anterior ao encontro de Assis, 26 de outubro, os quatro irão participar de uma mesa redonda na sala magna da Reitoria da Universidade Roma 3.

Traçando um primeiro balanço – positivo – o Átrio dos Gentios, iniciativa de diálogo com os não crentes desejada pelo pontífice, Ravasi não escondeu também um limite e um problema: "Eu percebi – afirma – que o problema certamente não é mundo ateu, que dialoga em alto nível e certamente não considera a religião como um elemento de subdesenvolvimento, mas sim a indiferença, a apatia, a ausência de perguntas, a banalidade e às vezes a vulgaridade... Em suma, precisamos nos confrontamo-nos com um horizonte mais difícil, uma espécie de mucilagem".

Além de apresentar os próximos eventos, como o que está programado para novembro em Florença (um debate entre Moni Ovadia e Sergio Givone, e entre Erri de Luca e Antonio Paolucci), Ravasi também respondeu a perguntas sobre os possíveis horizontes futuros do "Átrio", falando particularmente do Oriente Médio. "É um sonho meu – explicou – abrir um diálogo no território do mundo que é, em absoluto, o mais árduo mas também o mais criativo, porque ali há religiões que vivem o seu caráter fortemente identitário, mas também estão crescendo forças seculares nas sociedades. Seria bom poder levar um diálogo desse gênero entre crentes e não crentes a Israel, lá onde havia o átrio dos gentios original.

Finalmente, Ravasi e os seus colaboradores apresentaram o novo site do Átrio dos Gentios (www.cortiledeigentili.com) e também a sua chegada ao Twitter, onde o cardeal (cujo perfil é @CardRavasi) envia um pensamento bíblico diariamente, além de mensagens relacionadas à sua presença nos encontros e nos diálogos.

Com tradução de Moisés Sbardelotto para IHU Online.


Fonte: Paulopes Weblog

domingo, 16 de outubro de 2011

'Deus e pátria' guiam visão de candidatos republicanos nos EUA



Ao anunciar que não concorreria, Sarah Palin disse ser devota "a Deus, à sua família e ao país"
Foto: AP

Desde sua independência em 1776, os Estados Unidos estiveram marcados por valores judaicos-cristãos, mas, com a proximidade das eleições de 2012, o ideal de "Deus e pátria" parece guiar a visão de governo dos candidatos presidenciais republicanos.

A ex-governadora do Alasca, Sarah Palin, o ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, e o governador do Texas, Rick Perry, deixaram claro que acreditam que seus passos estão guiados, principalmente, pela força divina. Desde 2008, Sarah flerta com a idéia de se lançar na disputa das eleições presidenciais, mas essa hipótese foi descartada no último dia 6 de outubro. A ex-governadora do Alasca anunciou que, após "estudar seriamente a proposta e fazer muitas orações", não disputará as eleições de 2012.

Sarah, que era a vice de John McCain na última campanha presidencial, perdeu a oportunidade de chegar à Casa Branca, porém, permanece no cenário público, onde faz constantes referências à Bíblia e ao lema "Deus e pátria". Aliás, este é o principal lema do movimento conservador Tea Party.

Durante o primeiro discurso sobre sua política externa, Romney afirmou que "Deus não criou este país para ser uma nação de seguidores". Segundo Romney, o destino dos EUA é "liderar o mundo". Falar de Deus e de sua fé é algo praticamente natural para qualquer líder político no país. Desde os discursos do presidente Barack Obama até o de um aspirante a vereador, a conclusão é uma só: "Que Deus abençoe America".

Afinal de contas, embora a Constituição separe a Igreja e o Estado, a própria Declaração de Independência, de 1776, faz referência ao "Criador". Segundo algumas pesquisas, mais de 90% dos americanos afirmam acreditar em Deus e, como eleitores, esperam que seus líderes políticos sejam homens e mulheres "de fé".

"Desde sempre os candidatos costumam citar Deus em seus discursos. Romney e os demais candidatos seriam tolos se não fizessem o mesmo, especialmente os que desejam ganhar o apoio dos evangélicos", disse Adam Christing, cineasta e membro da Associação da História Mórmon.

"Não quer dizer que sejam desonestos, mas frente aos eleitores evangélicos não podem faltar essa referência: "Deus e pátria", afirmou Christing, diretor do documentário "Um Presidente Mórmon", que narra a história dos mórmons e seus vínculos com a Presidência nos EUA.

Além de Romney, Jon Huntsman, outro candidato republicano, também segue os ideais dos mórmons, uma religião minoritária nos Estados Unidos. Para chegarem à Presidência, os candidatos teriam que romper uma barreira parecida com a que enfrentou o democrata John F. Kennedy, que foi o primeiro e único presidente católico dos EUA.

Na semana passada, o senador independente Joseph Lieberman, um dos 31 judeus no Congresso, lembrou em um fórum de Nova York que o governo foi formado para "resguardar os direitos outorgados por Deus". O senador de Connecticut celebra a relação "sublime e séria" da religião e a democracia nos EUA porque, segundo sua opinião, foi uma força catalisadora "para o bem" da vida nacional.

"Alguns dos grandes movimentos de consciência nos EUA surgiram das convicções de religiosos, e utilizam a linguagem e a liturgia da fé" para mobilizar suas bases, assinalou. Se a aparente religiosidade dos americanos já foi retratada no século 19 na obra prima do célebre historiador francês Alexis de Tocqueville, "A democracia na América", no século 21, a fé é uma constante na política republicana.

A situação pode ser comprovada com a chamada "Cúpula dos Eleitores com Valores", realizada na semana passada para reunir em Washington os grupos da direita religiosa do país. Em 2008, durante um programa da emissora Fox NewsM/I>, Sarah Palin disse que se deixaria se guiar por Deus para decidir sobre sua eventual candidatura presidencial. Aparentemente, Palin deve ter escutado o sussurro de Deus: "não concorra".


Fonte: Terra/ Blog Libertos do Opressor

Nós, os inimigos


O mentor: Darke Figueiredo e a mulher. O general coordenou a confecção do documento

Em 24 de abril de 2009, sob as barbas do então presidente Lula e com o apoio do ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Exército do Brasil produziu um documento impressionante. Classificado internamente como “reservado” e desconhecido, até agora, de Celso Amorim, que sucedeu a Jobim no ministério, o texto de 162 páginas recebeu o nome Manual de Campanha – Contra-Inteligência. Trata-se de um conjunto de normas e orientações técnicas que reúne, em um só universo, todas as paranoias de segurança herdadas da Guerra Fria e mantidas intocadas, décadas depois da queda do Muro de Berlim, do fim da ditadura e nove anos após a chegada do “temido” PT ao poder.

Há de tudo e um pouco mais no documento elaborado pelo Estado Maior do Exército. A começar pelo fato de os generais ainda não terem se despido da prática de espionar a vida dos cidadãos comuns. O manual lista como potenciais inimigos (chamados no texto de “forças/elementos adversos”) praticamente toda a população não fardada do País e os estrangeiros. Citados de forma genérica estão movimentos sociais, ONGs e os demais órgãos governamentais, de “cunho ideológico ou não”. Só não explica como um órgão governamental pode estar incluído nesse conceito, embora seja fácil deduzir que a Secretaria de Direitos Humanos, empenhada em investigar os crimes da ditadura, seja um deles.

O manual foi liberado a setores da tropa por força de uma portaria assinada pelo então chefe do Estado Maior, general Darke Nunes de Figueiredo. Ex-chefe da segurança pessoal do ex-presidente Fernando Collor de Mello, Figueiredo é hoje assessor do senador do PTB de Alagoas. O texto é dividido em sete capítulos, com centenas de itens. O documento confirma oficialmente que o Exército desrespeita frontalmente a Constituição Brasileira. Em um trecho registrado como norma de conhecimento, descreve-se a política de infiltração de agentes de inteligência militar em organizações civis, notadamente movimentos sociais e sindicatos. O expediente, usado à farta na ditadura, está vetado a arapongas militares desde a Carta de 1988, embora nunca tenha, como se vê no documento, deixado de ser usado pela caserna.*

*Leia a íntegra da matéria na edição 668 de CartaCapital.

Leandro Fortes


Fonte: Blog Com Texto Livre

sábado, 15 de outubro de 2011

Grupo na Espanha afirma que Jesus Cristo volta no dia 15 de outubro



A seita chamada “A Verdade Eterna” também chamada de “Sentinelas da Divindade”, um grupo ligado a igreja Adventista, está colocando anúncios pela Espanha, América Latina e também nos Estados Unidos anunciando que o fim do mundo acontecerá no dia 15 de outubro.

Eles acreditam em um estudo que marca o dia 15 de Tishri de 2011 acontecerá a vinda de Cristo à Terra, fato que virá acompanhado do fim do mundo, ou o fim de uma era.

O grupo não acredita na Trindade e pede para que todos que tenham o interesse de participar do grupo também neguem a Trindade. Em uma dos outdoors está escrito “Nem 3, Nem 1. São 2 Deus Pai e Deus Filho”, eles ensinam que o Espírito Santo é o próprio Cristo e por isso são apenas duas pessoas.

Na página virtual da entidade é possível encontrar vídeos, documentos, revelações e “toda a verdade que não foi revela”. No site www.laverdadeterna.com também encontramos eventos mundiais considerados como um prelúdio do fim do mundo como as viagens do Papa em um dia, a fumaça e chamas “de origem inexplicável” e outras notícias.


Fonte: Gospel Prime/ Blog Libertos do Opressor

Contra o fundamentalismo



O PSC diz que só Homem + mulher + filhos = família.

Então:

Avó(ô) + Mãe (pai) solteira (o) + Filho(s) + Amor = Isso não é família?

Avó(ô) + Neto (s) = Isso não é família?

Mae solteira + Filho(s) = Isso não é família?

Irmão (ã) maior de idade orfão + Irmãos(s) menores + Amor = Isso não é família?

Tia (o) + Sobrinhas(os) + Amor = Isso não é família?

Homem + Homem + Filho(s) + Amor = Isso não é família?

Mulher + Mulher + Filhos(s) + Amor = Isso não é família?

Fundamentalismo cristão + Preconceito + Ódio maquiado de fé “cristã” = PSC PARTIDO SOCIAL CRISTÃO

Nas próximas eleições diga um sonoro não aos candidatos desse partido intolerante e preconceituoso!

Joseclei Nunes

No Diário Ateísta


Fonte: Blog Com Texto Livre

SOU UM PROFESSOR...



Nasci no primeiro momento em que uma pergunta saltou da boca de uma criança. Tenho sido muitas pessoas em muitos lugares.
Sou Sócrates, estimulando a juventude de Atenas para descobrir novas idéias usando perguntas.
Sou Anne Sullivan, tamborilando os segredos do universo sobre a mão estendida de Helen Keller.
Sou Esopo e Hans Christian Andersen, revelando a verdade por meio de muitas, muitas estórias.
Sou Darcy Ribeiro, construindo uma universidade a partir do nada no planalto brasileiro.
Sou Ayrton Senna, que transforma sua fama de herói esportista em recursos para educar crianças em seu país.
Sou Anísio Teixeira, na sua luta de democratização da educação para que todas as crianças brasileiras tenham acesso à escola.
Os nomes daqueles que exerceram minha profissão constituem uma galeria da fama da humanidade.
Buda, Paulo Freire, Confucio, Montessori, Emilia Ferreiro, Moisés, Jesus.
Eu sou também aqueles nome e rostos que já foram esquecidos, mas cujas lições e cujo caráter serão para sempre lembrados nas realizações dos que educaram.
Já chorei de alegria em casamentos de ex-alunos, ri de felicidade pelo nascimento de seus filhos e me quedei de cabeça baixa, em dor e confusão, junto a sepulturas cavadas cedo demais para corpos jovens de mais.
No decorrer de um dia já fui chamado para ser artista, amigo, enfermeiro, médico, treinador, tive de encontrar objetos perdidos, emprestar dinheiro, fui motorista de táxi, psicólogo, substituto de pai e mãe, vendedor, político e guardião da fé.
Apesar de mapas, gráficos, fórmulas, verbos, histórias e livros, na verdade não tive nada a ensinar aos meus alunos porque eles de fato têm de aprender é quem eles são.
E eu sei que é preciso um mundo para ensinar a uma pessoa quem ela é.
Eu sou um paradoxo. Quanto mais escuto, mais alta se faz ouvir minha voz. Quanto mais estou disposto a receber com simpatia o que vem de meus alunos, mais tenho para oferecer-lhes.
Riqueza material não faz parte dos meus objetivos, mas eu sou um caçador de tesouros, dedicado em tempo integral à procura de novas oportunidades para meus alnuos usarem seus talentos e buscando sempre descobrir seu potencial, às vezes enterrado sob o sentimento do fracasso.
Sou o mais afortunado dos trabalhadores.
Um médico pode trazer uma vida ao mundo num só momento mágico. A mim é dado cuidar que a vida renasça a cada dia com novas perguntas, melhores idéias e amizades mais sólidas.
Um arquiteto sabe que, se construir com cuidado, sua estrutura pode durar séculos.
Um professor sabe que, se construir com amor de verdade, sua obra com certeza durará para sempre.
Sou um guerreiro que luta todos os dias contra a pressão de colegas, a negatividade, o medo, o conformismo, o preconceito, a ignorância e a apatia.
Mas tenho grandes grandes aliados: a inteligência, a curiosidade, o apoio dos pais, a individualidade, a criatividade, a fé, o amor e o riso.
Todos vêm reforçar minha trincheira.
E a quem devo agradecer pela vida maravilhosa que tenho senão a vocês, pais, que me honraram ao me confiar os seus filhos que são sua maior contribuição para eternidade.
E assim tenho um passado rico em recordações.
Tenho um presente desafiador, cheio de aventuras e alegrias, porque me é dado passar todos os meus dias com o futuro.
Sou um professor...e agradeço a Deus por isso todos os dias de minha vida...


FELIZ DIA DO PROFESSOR!!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ATÉ QUANDO A PSEUDO-ESQUERDA PEGARÁ NO PÉ?



GILBERTO KASSAB CONSEGUIRÁ ATRAIR OS PSEUDO-ESQUERDISTAS? OU ELES TORNARÃO ETERNO SEU TEATRINHO NEOLIBERAL MASCARADO DE MARXISTA?

Por Alexandre Figueiredo

A pseudo-esquerda está feliz porque o Brasil ainda não avançou de forma definitiva. Tivemos melhorias no quadro sócio-econômico e, em parte, político-institucional, mas ainda é muito pouco para que o país seja considerado próspero e justo.

Muitas das feridas de 1964 ainda não foram cicatrizadas e, o que é pior, muito do legado do regime militar é travestido de "projetos progressistas", com argumentos que variam da valentia tecnocrática a um paternalismo sócio-cultural ao povo pobre.

Tudo por conta de uma pseudo-esquerda que varia entre "simpatizantes" de centro (ou de centro-direita mais flexível) e "adesistas" das esquerdas, mas que sempre adota valores conservadores travestidos de "progressistas".

É como se eles concordassem com as esquerdas no enunciado das ideias. Quando chega a etapa do desenvolvimento das mesmas, a discordância torna-se até violenta, ainda que confusa e enrustida. E é isso que trava os avanços de muitos projetos em nosso país.

No entanto, são as mesmas pessoas felizes durante os governos de Collor e FHC que só pegaram carona no tipo bonachão de Lula e no fato de Dilma Rousseff ser a primeira presidenta do país. Pessoas que nem sequer possuem avaliação crítica da esquerda, só dizem "amém" e nem mesmo refletem se Belo Monte vale ou não a pena.

Os pseudo-esquerdistas, até certo ponto, são até mais submissos a orientações partidárias ou sindicais. Não analisam, não têm uma opinião propriamente esquerdista. Mas agem não por ingenuidade, mas por oportunismo. Por isso, agem aparentemente sem qualquer crítica séria. Se é governo, tudo bem.

Ou então existem os pseudo-esquerdistas que embarcam no PSOL e atacam o PT, ou embarcam no PT e atacam o PSOL, o PSTU e o PCO. Mas, em todo caso, os pseudo-esquerdistas são lobos quietos num rebanho de ovelhas, raposas que tomam conta dos galinheiros, até que num dado momento eles armam o bote.

Mas o grande problema é quando houver alguma crise política no governo do PT, por causa das pressões da própria pseudo-esquerda, sobretudo pela influência do PMDB ou do "apoio" do "ressuscitado" PSD de Gilberto Kassab. Será que os pseudo-esquerdistas vão continuar pegando no pé das esquerdas, tornando eterno seu teatrinho neoliberal mascarado de machista?

E se por algum infortúnio político houver brechas para uma aliança PMDB-PSD, com o crescimento de Gilberto Kassab, a adesão de Kátia Abreu ao neo-pessedismo (ou será pessedemismo?) e a vitória de seu grupinho nas eleições de 2014?

Será que a pseudo-esquerda se manterá "convictamente nas esquerdas", como uma suposta honra de suas "posições" atuais, ou será que eles, não conseguindo convencer como "esquerdistas com QI de direita", correrão chorando para o primeiro abrigo de centro-direita emergente que encontrarem adiante?

A "meca" do neoliberalismo, a Wall Street de Nova York, está vivendo um período único de manifestações contra valores que a pseudo-esquerda brasileira acredita piamente. Sendo os EUA, nosso país midiaticamente "vizinho", abalados com tamanhos protestos do Ocupar Wall Street, a pseudo-esquerda brasileira terá que pensar a respeito de suas posições. Ou, na pior das hipóteses, caprichar mais no seu teatrinho.


Fonte: Blog Mingau de Aço