quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Saint Seya

..a verdade…





POR QUE AINDA ENSINAM ERRADO?!! POR QUEEEEE???????
por Rick Machado



Fonte: Blog Humor Ateu

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Discutindo a TV religiosa

Luciano Martins Costa - para o Observatório da Imprensa

Reportagem no jornal O Estado de S.Paulo informa que o Ministério Público Federal na cidade de Guaratinguetá pediu à Justiça a anulação das concessões das emissoras de TV Canção Nova e TV Aparecida, sediadas no interior paulista e controladas por organizações ligadas à igreja católica

O motivo apresentado é técnico – a TV Canção Nova é controlada pela Fundação João Paulo II, grupo ligado à Renovação Carismática, e a TV Aparecida é parte da rede do Santuário de Aparecida – e, nos processos administrativos no Ministério das Comunicações, seus pedidos de concessão têm como justificativa o suposto caráter educativo das emissoras.

Por essa razão, segundo o Ministério Público, deveria ter havido uma licitação para selecionar a organização que apresentasse o melhor projeto educacional.

É mais do que sabido que nenhuma das duas emissoras tem qualquer vínculo com projetos de educação. Elas servem como veículos para pregação religiosa e apoio a políticos ligados aos dois grupos católicos. Portanto, houve fraude no processo administrativo.

Suas programações são ocupadas por transmissões de missas, entrevistas com sacerdotes e próceres do catolicismo ligados a uma e outra das tendências que dominam a igreja, e alguns programas com palestras e debates variados, sempre pontuados por pregação religiosa.

Em meio aos religiosos profissionais, parlamentares e outras autoridades disputam o espaço de influência sobre os fiéis telespectadores.

Não há o menor sinal de diversidade de crenças ou sequer de tolerância com relação a outras confissões.

Motivação política

Mesmo com a declaração do Ministério Público de que se trata de um procedimento normal, uma vez que a concessão foi dada sem licitação, a reportagem do Estadão dá a entender que se trata de uma iniciativa de inspiração política.

As duas emissoras estiveram envolvidas, no ano passado, na polêmica em torno da questão do aborto. A TV Canção Nova chegou a transmitir, durante a campanha eleitoral, um programa ao vivo no qual um padre pedia aos católicos que não votassem na então candidata Dilma Rousseff.

A mera insinuação de que poderia estar havendo interesses políticos envolvidos na iniciativa do Ministério Público Federal desvia a questão do tema central, que se refere à democratização dos meios de comunicação.

A concessão para exploração de canais de televisão é feita pela Presidência da República, após análise do Ministério das Comunicações, e ratificada pelo Congresso.

No caso das duas emissoras católicas, o que está sendo contestado é o processo administrativo, onde costumam ocorrer os vícios que levam a transgressões na lei, como a outorga de canais de rádio e TV a parlamentares.

Televisão para todos

Contribui para desviar o assunto das razões apresentadas pelo Ministério Público o fato de que, recentemente, o conselho deliberativo da TV Canção Nova decidiu suspender a transmissão do programa Justiça e Paz, apresentado pelo presidente do PT de São Paulo, deputado estadual Edinho Silva. A suspensão ocorreu no dia da estreia, quando o dublê de parlamentar e apresentador levou como convidado, para uma entrevista, o secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho.

Segundo o Estadão, o ministro, que é católico e ligado a grupos religiosos, havia intermediado a reaproximação entre a presidente Dilma Rousseff e dirigentes da Canção Nova.

A inclusão dessa informação na notícia sobre a medida do Ministério Público contribui para dar um caráter político à iniciativa da procuradoria.

Segundo a direção da emissora, o afastamento do deputado-apresentador faz parte de um processo de mudanças na grade de programação. Também foram suspensos os programas de outros políticos, como o deputado federal Gabriel Chalita, os deputados estaduais Eros Biondini e Myriam Rios, além do secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Paulo Barbosa, e da primeira-dama paulista, Maria Lúcia Alckmin.

A ação do Ministério Público Federal abre espaço para uma discussão que a imprensa aparentemente não tem intenção de abrigar: a outorga de concessões de canais de rádio e TV para grupos eminentemente religiosos cuja militância é travestida de ação educativa.

Segundo o procurador Adjame Oliveira, autor das ações contra a TV Canção Nova e TV Aparecida, o processo de outorga sem licitação contraria o princípio da utilização democrática e transparente dos canais de televisão.

A rigor, se grupos católicos podem ter suas emissoras, com o argumento da atividade educacional, nada impede que qualquer cidadão crie uma seita e pleiteie também sua própria televisão.

Afinal, três jornalistas da Folha de S.Paulo já demonstraram em novembro de 2009 (ver aqui) que no Brasil se pode criar uma igreja em cinco dias úteis, com a quantia de R$ 418,42 em taxas e emolumentos.

Muito mais fácil do que abrir uma microempresa.


Comentário para o programa radiofônico do OI, 24/11/2011



Fonte: Site Observatório do Direito à Comunicação

Missionário desabafa e desafia pregadores da TV a levarem o “evangelho falso da prosperidade” ao sertão



Junto a uma ossada, o Missionário Claudio Pimenta gravou um protesto bastante contundente, e convidou os Pastores que pregam na TV a conhecerem a realidade das cidades mais pobres do sertão brasileiro.

“Esse vídeo é um desabafo. Eu queria convidar os senhores evangelistas da TV, que estão nas grandes metrópoles, cidades com maiores índices de desenvolvimento humano, para virem pregar o evangelho falso da prosperidade nessa região, uma terra em que urubu morre de fome e só missionário compromissado com o Reino dos céus sobrevive”, declara o Missionário.

Ironizando a prática recorrente nas igrejas neopentecostais, o Missionário pede para que os pregadores da televisão visitem a região assolada pela seca e pobreza para que levem as riquezas mencionadas em suas pregações ao local: “Eu faço um apelo a vocês: se quiserem conhecer essa região, uma das localidades menos evangelizadas do Brasil, já que tudo que vocês tocam vira ouro podem vir aqui, transformar a vida desse povo. Aí sim, nós vamos dar credibilidade ao falso evangelho da falsa prosperidade”.

Citando passagens bíblicas em que o cristão é exortado a viver com o básico, como roupas e alimento, ele desafia novamente os pregadores da teologia da prosperidade. “Quero ver você, pregador da TV, pregar o evangelho da prosperidade na favela da Rocinha, ou no sertão do Ceará ou do Piauí, nas regiões menos evangelizadas, com pobreza extrema, onde as pessoas vivem com bolsas do governo federal, R$ 90, R$ 130, R$ 160 por mês. Quero ver vocês construírem suas catedrais, comprarem aviões, viverem luxuosamente, num lugar como esse” desafia Pimenta.

O Missionário encerra seu desabafo convidando os líderes cristãos a uma reflexão: “Fica aqui o meu apelo: usem o dinheiro que vocês estão gastando na compra de jatinhos, mansões, ternos de R$ 10 a R$ 2o mil e relógios caros, para pregar o evangelho e abrir igrejas nas cidades de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano, que é estabelecido pela ONU – quanto menor, maior a pobreza) do Brasil, nas cidades mais miseráveis desse país. Aí sim, vocês estarão cumprindo o mandamento de Cristo”.

Assista ao vídeo na íntegra:




Fonte: Gospel +/ Blog Libertos do Opressor

Diga não à Renovação Carismática



Shaka (Rafael Vilaça)

A Renovação Carismática Católica é um movimento da Igreja surgido nos EUA no começo dos anos 60. Mesclando aspectos da espiritualidade cultuada no meio evangélico com os dogmas e a tradição Católica, a RCC tornou-se um fenômeno no Brasil principalmente no fim dos anos 90 com a popularização de fenômenos como Padre Marcelo Rossi, que tornaram a Igreja mais moderna frente a um novo milênio que vinha pela frente. Com essa renovação da Igreja, a imagem de uma instituição antiquada foi revista, criando uma nova onda de fiéis muito mais focados na reafirmação da tradição da Igreja. Entretanto com essa repaginação da prática da doutrina e do modo de vivenciar a fé católica, criou-se uma Igreja alienada, através de um movimento conservador que cresce perigosamente a cada dia desvirtuando cada vez mais o papel social da Igreja Católica.

O movimento originou-se nos EUA, no qual, grupos de católicos buscavam uma aproximação maior da espiritualidade. Através da afirmação de dogmas como os dons do Espírito Santo juntamente com a tradição católica, os fiéis iniciaram um movimento baseado no pentecostalismo evangélico americano, entretanto baseado na tradição da Igreja. Com isso criava-se o Movimento da Renovação Carismática. Ao chegar ao Brasil o movimento rapidamente se espalhou através das paróquias de cidades pequenas até atingir os grandes centros urbanos. Em uma época turbulenta vivida pelo país por causa da ditadura, cada vez mais buscava-se uma afirmação da fé por parte dos fiéis, e o Movimento Carismático era uma opção para terem uma aproximação mais direta com Deus. Por buscar uma espiritualidade puramente pautada na doutrina da Igreja, o movimento da RCC tornou-se bastante conservador. Para a RCC, a base da espiritualidade católica deve ser norteada pela total entrega do fiel à Deus, isto é, tornar-se um instrumento nas mãos de Deus. Por isso, o centro da espiritualidade é a figura de Jesus, incansavelmente adorado e louvado durante as missas e celebrações. Com isso a afirmação dos dogmas e das doutrinas da Igreja chega a ser praticada de modo cego, tornando a RCC um dos movimentos mais conservadores da Igreja, mascarado pelas músicas e celebrações fantásticas.

Muito se critica o fanatismo presente nas igrejas evangélicas, mas o fanatismo presente na RCC não é muito diferente. O show visto durante os cultos evangélicos também é presenciado nas celebrações da RCC onde práticas como o "falar em línguas", "exorcismos", "avivamento" e outras práticas exarcebadas são tão abordadas no movimento da Renovação quanto nos cultos protestantes. Outro fator muito valorizado na RCC é a crença na existência do Mal. Assim como no protestantismo pentencostalista, o Mal é tão abordado quanto a figura de Jesus chegando a "rivalizar" com o próprio. A questão do pecado e do arrependimento do homem é tratado de modo tão alienante quanto a própria espiritualidade. Para eles, tudo é obra do demônio, como se o homem atual vivesse na Idade Média. E pior, enquanto que para outros movimentos cristãos mais moderados, o Mal é algo abstrato, fruto das ações do homem, na RCC, o Mal é algo material, encarnado pela figura de Satanás, que é de fato um espírito malígno. Esse retrocesso doutrinário é um perigo para o fanatismo cristão, uma vez que com a personificação do Mal, há a personificação dos inimigos. E com esse dualismo entre Bem e Mal, Certo e Errado, a RCC passou atacar outras crenças assim como os movimentos evangélicos mais conservadores. Os alvos tornam-se comuns, sendo constantemente as religiões afro-brasileiras e o Espiritismo, tão difundido no Brasil, onde muitas vezes mescla-se com a crença católica, criando o chamado "Catolicismo Mesclado".

Esse fanatismo já rendeu até críticas da própria CNBB, que condena a prática do "falar em línguas" e do "avivamento", assim como os ataques gratuitos à outras religiões, o que distancia os fiéis da verdadeira prática da fé católica proposta pela Igreja. Por falar em ataques à outros credos, atualmente isto é o que mais tem na RCC, onde muitos padres, criticam em seus sermões, práticas e crenças de outras religiões simplesmente por não condizerem com a fé Católica. Estes ataques são principalmente realizados através dos meios de comunicação como emissoras de TV. Nesta área, a RCC tem feito seu maior avanço, onde a cada dia, expande a divulgação de sua doutrina através de vários meios de comunicação, como a rede de TV Canção Nova, a principal emissora da RCC. A Canção Nova tornou-se um meio de divulgação e financiamento do movimento, onde através de práticas originalmente evangélicas, aos moldes da Igreja Universal, Assembléia de Deus e demais igrejas pentencostais, a cada dia, são feitas inúmeras doações à emissora, numa verdadeira troca entre os "favores" prestados por Deus, e a "boa vontade" dos fiéis. A questão do dízimo é altamente explorada, fazendo desta, uma das principais fontes de financiamento do movimento, fora os diversos produtos vendidos, desde velas, medalhas, imagens, livros, filmes e terra santa direta de Jerusalém. Por sinal, a atual campanha de valorização do dízimo, que está varrendo todas as paróquias do Brasil, tem sua fonte neste incentivo da RCC.

O movimento da Renovação tornou-se um retrocesso à todo esforço que o Vaticano II e a ala progressista da Igreja produziu ultimamente na tentativa de criar uma Igreja mais voltada para a sociedade, enquanto que indo no caminho contrário, a RCC preocupa-se unicamente com a questão espiritual e a divulgação de sua doutrina. Curiosamente este conservadorismo doutrinário explica-se pelo fato dos fundadores do movimento nos EUA terem ligações diretas com membros da Opus Dei americana. Embora a Opus Dei seja contrária às inovações e modernidades do culto, características como a rígida defesa da doutrina e tradição católica são frutos da prática da Obra. Esse conservadorismo criou uma legião de fiéis alienados com sua fé, tornando-os verdadeiros "soldados de Cristo", um termo comumente utilizado na RCC. Essa ideia da estrita defesa da fé tem tornado a RCC alvo de várias críticas dentro e fora da Igreja, na qual a mesma vem sendo transformada num novo pasto, onde o rebanho segue obedientemente ao pastor, nesse caso, seus padres que teimam em não seguir os conselhos da CNBB, continuando a praticar uma fé sem nenhum compromisso social para com a população, apenas criando um verdadeiro show onde o artista principal é Jesus e eles são os animadores da torcida.

Por falar em animadores de torcida, o maior exemplo desse espetáculo é o Padre Marcelo Rossi. O grande popstar da RCC, Padre Marcelo tornou-se um fenônemo nacional no fim dos anos 90 com a explosão do movimento através da mídia relevisiva como a Rede Globo e o SBT, principalmente. Com seu carisma e animação, Padre Marcelo renovou o modo de conduzir as celebrações, de rezar e de praticar a fé católica. Apelando para uma espiritualidade escatológica, utilizou-se do fim do milênio, no qual ignorantemente a população interpretava como o Fim dos Tempos e a volta de Jesus, com isso, criando uma onda de espiritualidade centrada na adoração a Jesus e na rígida obediência aos ensinamentos da Igreja. Com isso garantia-se um maior número de fiéis assim como uma "cruzada" contra movimentos que ganhavam força na época como a Nova Era, que defendia uma "nova espiritualidade" com o começo do novo milênio. Com esse alistamento dos "soldados de Cristo", a Igreja criava literalmente um exército de fiéis que acreditavam numa espiritualidade renovada, resgatando coisas que há muito tempo não se viam. Anjos, Milagres, Salvação, Cura e Esperança eram os temas principais presentes nas músicas do movimento. A adoração a Jesus também tornou-se o centro do culto, criando uma fé fantasiosa, baseada puramente na crença: Ou você crê, ou você não crê. Ou você está conosco, ou está contra nós. Em resumo, a RCC tomava para si a velha afirmação de que "nós estamos certos, logo você está errado". Entretanto não era bem assim.

O novo milênio chegou, Jesus não veio, e agora a RCC precisava redirecionar o seu o foco, com isso buscou-se os problemas humanos numa nova sociedade. Novamente apelando para a emoção, o movimento buscou a conversão dos homens através da fé. Nesta linha, a atuação de Padre Marcelo é bem traduzida a partir de suas músicas. "Sucessos" como "Tudo é do Pai", "Como Zaqueu", dentre outras músicas, mostra o ser humano como algo sem valor ou capacidade de viver por si mesmo, tornando-se dependente de Deus. Com isso Deus torna-se literalmente uma muleta na qual os homens depositam seus problemas para o mesmo resolver. Ao invés de lutarem para encontrar soluções, o homem entrega-se a Deus na espera de um milagre, tornando-se um ser passivo no mundo, enquanto que Deus é o foco de tudo e de todos. Esta é a principal característica do movimento atual. A entrega a Deus torna-se algo cego, onde o homem deixa de agir, pensar e falar por si mesmo e coloca tudo isso nas "mãos de Deus". Essa alienação vem fazendo com que se crie uma nova leva de fiéis totalmente apáticos frente à Igreja e a sociedade. Além disso, atualmente esta alienação da RCC está atingindo também as crianças. Antes esta formação alienadora era "normal", se dava basicamente através do Batismo, do Catecismo e da regular ida à missa. Agora, a RCC vem alienando as crianças de modo direto através das suas músicas e celebrações.

Novamente pegando o exemplo de Padre Marcelo, o mesmo vem em seu programa diário de rádio, "Momentos de Fé" fazendo com que crianças cantem, rezem, e professem sua fé. O problema nisto tudo é que são crianças pequenas de 4, 5, 6 anos as quais não sabem nem o que é um "A", quanto mais o que é espiritualidade ou crença em Deus, mal conseguem proferir as palavras, quanto mais entenderem o significado de um "Creio em Deus Pai" ou "Salve Rainha". Desde cedo são doutrinadas a repetirem orações e músicas nas quais elas não tem um pingo de compreensão a respeito do conteúdo. E este é um dos problemas da religião. Desde cedo somos doutrinados a aceitar tudo isso como verdade. E como uma criança jamais contesta a "ordem superior", elas se tornarão adultos que também não contestarão a "ordem superior". Como disse, o movimento da RCC apela intensamente para a emoção. Com isso, várias pessoas que passam por problemas, ao ouvirem esta mensagem de renovação como "Deus está contigo nos teus problemas" ou "Deus mudará tua vida", depositam todas suas esperanças em Jesus, quando muitas vezes elas poderiam resolver seus próprios problemas. Deus não é o office boy que vai entregar o pão nosso de cada dia. O próprio Jesus enfatizava o fato de buscarmos resolver nossos problemas sozinhos e não largar tudo nas mãos de Deus como se ele fosse nosso empregado. E a RCC doutrina justamente o contrário com uma espiritualidade voltada somente à fé e não às obras.

E este é outro problema da RCC. Enquanto que outros movimentos como a Teologia da Libertação e ordens religiosas como os Jesuítas e Franciscanos fazem um grande trabalho social, a RCC dedica-se somente ao culto e às orações, esperando que algum dia Deus resolva por a mão na massa. Não há um trabalho social sério na RCC, há não ser doações e trabalhos assistencialistas vez ou outra. O que podemos chamar de trabalho social na RCC, seria o acompanhamento espiritual, os quais os padres chamam de psicológico-espiritual, um acompanhamento básico para que os fiéis tenham um contato mínimo com a Igreja. O resto é ir para a missa, dedicar-se à grupos de oração e outras coisas que envolvam somente a fé. O próprio Padre Marcelo já falou várias vezes em seus sermões que somente a oração pode mudar as coisas. Em nenhum momento ele cita o trabalho social, movimentos populares ou consciência crítica. Pelo contrário, ele desencoraja ações desse tipo, como se somente a fé em Deus pudesse resolver os problemas do país. E em ano de eleição isto é muito perigoso, uma vez que a própria RCC criou uma campanha que vem sendo lamentavelmente alimentada.

"Católico não vota em abortista". Com esse mote, a RCC não só reafirma a tradição católica de ser contra o aborto, mas manda uma mensagem política: Não votem em progressistas. Dilma, Plínio e outros candidatos que defendem o aborto legal ou a própria legalização são condenados pela RCC, onde a mesma dita em quem o fiel deve votar, neste caso, Serra, e os demais conservadores. O próprio Padre Marcelo votará em Serra. Nada contra o fato dele votar em Serra, embora ache isso falta de cultura política. O problema está no fato desta influência da Igreja e principalmente, dos religiosos. A CNBB está de parabéns, pois neste ano juntamente com as principais dioceses vêm criando uma campanha de consciência política, como aqui em Pernambuco, onde a Arquidiocese de Olinda e Recife, juntamente com a OAB e a Universidade Católica, criou o Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral. Mas o que se vê, principalmente no interior do país, e também nas capitais, são padres/ pastores/ religiosos utilizando-se da religião como palanque político. Principalmente Serra e Marina estão se utilizando das igrejas como um púlpito para defenderem questões intimamente ligadas à religião como a legalização do aborto e o casamento e adoção homossexual. Esta politização através da religião é um perigo para um país onde o povo é politicamente alienado e religiosamente obediente. As políticas públicas se mesclam com a crença religiosa, fazendo com que no fim das contas a religião dite a organização social.

As pessoas estão chegando ao cúmulo de decidirem seu voto à partir da visão religiosa do candidato. "Não voto em Dilma porque ela é abortista", "Não voto em Plínio porque ele é Comunista", "Eu voto em Marina porque ela é evangélica", "Eu voto em Serra porque ele é Católico", "Eu voto em Eymael porque ele é um democrata cristão". Venho ouvindo coisas desse tipo regularmente, e tenho medo de que a política realmente se torne refém da religião, principalmente através de movimentos fanáticos como a RCC, onde a cada dia desvirtua a função social da Igreja e a real prática da fé Católica. Por mais que a Igreja critique as fantásticas práticas pentencostais e evangélicas, a mesma está indo no mesmo caminho, se afastando da real mensagem de Jesus que era a libertação do homem da escravidão, não através da fé cega que disputa com as outras crenças quem é dono da verdade, mas por meio de uma consciência de mundo pautada no respeito ao próximo e na coexistência das diferenças. A única coisa que a RCC realmente constroi é seu império religioso com um exército de soldados alienados que financiam um movimento puramente apático sem ação na sociedade, o qual defende uma fé cega sem obras que não possui um mínimo de compromisso em construir o Reino de Deus na Terra. Portanto diga não à Renovação Carismática Católica, e busque os verdadeiros movimentos da Igreja que buscam agir ao lado de sua fé, não somente se limitando à Missa e seu estrito ritual dogmatizado. A verdadeira Igreja busca a prática da mensagem de Jesus, o Cristo Libertador.


Fonte: Blog O Iluminador

domingo, 27 de novembro de 2011

Defesa contra gás lacrimogênio


Este guia foi feito em solidariedade com o movimento occupy wall street e não é diretamente afiliado
O método abaixo é usado por muitas pessoas, incluindo fotógrafos na Grécia durante protestos


As dicas a seguir devem ser usadas apenas para defesa pessoal e em eventos onde a polícia/oficiais do governo usarem gás lacrimogênio em protestos pacíficos. Nunca incite a violência.

Itens de que você precisa

Máscaras para pintura/contra poeira - (Encontrada em lojas de materiais de construção)
Proteção para os olhos - (Também nestas lojas)
Borrifador de água - (Cuidado para não usar garrafas com produtos de limpeza)
Antiácido líquido - (Qualquer um, como Maalox ou Mylanta)

Ajude você mesm@ e os outros

- Depois de usar o método do antiácido líquido e água em você mesm@, use o borrifador em pessoas que venham até você pedindo ajuda. Borrife no rosto e na boca;
- Se você estiver usando proteção para os olhos ou a máscara, tenha atitude e chute a lata de gás pra longe da multidão. Se você chutar no esgoto ou mergulhar na água, você reduzirá os efeitos;
- Aja pacificamente. Protestos pacíficos são a única forma de ser levad@ a sério e de ser verdadeiramente ouvid@.

Conheça seu inimigo

Gás lacrimogênio é uma arma química não letal que estimula os nervos da córnea e faz lacrimejar, causa dor e até cegueira. O gás atua na irritação das membranas e muco dos olhos, nariz, boca e pulmões, e causa o lacrimejar, espirros, tosse, dificuldade para respirar, dor nos olhos, cegueira temporária etc.

Remédio para gás lacrimogênio (Antiácido Líquido e Água - ALA)

Esteja preparad@ para se expor. O gás lacrimogênio é composto por partículas, não é realmente um gás, assim as máscaras de pintura/contra poeira ajudam.
"Os gregos estão qualificados para escolher o equipamento de proteção correto. Maalox é o máximo"
1) Encontre um bom borrifador e limpe-o bem;
2) Encha metade da garrafa com antiácido líquido (Maalox);
3) Encha a outra metade com água;
4) Quando se expor, borrife nos olhos e boca e engula.
Também é eficaz como recurso para "spray" de pimenta
Um estudo baseado na Universidade da Califórnia verificou que a aplicação de antiácidos para dor induzida por capsaicina é eficaz, particularmente no tratamento logo após a exposição da capsaicina refinada.

Fique espert@. Fique unid@. Fique informad@. Proteja suas/seus compas. Não acredite na mídia.

No Boca no Trombone


Fonte: Blog Com Texto Livre

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O PMDB DO GOVERNO DILMA E O PARLAMENTARISMO DE JANGO



Por Alexandre Figueiredo

É de se notar que a pouca ousadia do governo Dilma Rousseff se deve sobretudo à influência do PMDB que, mesmo na condição de partido da vice-presidência, parece domar politicamente a titular.

Afinal, o PMDB é o único partido remanescente do regime militar que continua existindo até hoje. E que, herdeiro da antiga linha eclética do MDB, sofre os efeitos desse ecletismo. Afinal o (P)MDB sempre foi um balaio de gatos que misturou de setores flexíveis do PSD (o de Juscelino, não o de Kassab) a membros moderados do PCB que não foram pegos pelo AI-1 do começo do dito "governo revolucionário".

O PMDB de hoje parece asséptico, não-ideológico, mas torna-se o que o escritor Tariq Ali define como um dos maiores perigos da política contemporânea: a ascensão do "extremo-centro", de uma nova direita "limpa", "sem ideologias", "cordial" e com um verniz "progressista" que, mesmo bem apresentado, soa muito grotesco e forçado.

Aliás, a atual manobra da centro-direita contemporânea é "aliar para destruir". É uma espécie de sabotagem ideológica. Forja-se um apoio que esconde uma grande cobrança. "Eu te apoiei, não vá me decepcionar", diz o neo-direitista ao esquerdista que aquele disse ser aliado.

E é isso que vemos no governo Dilma Rousseff que tinha tudo para ser mais ousado do que os dois governos Lula que o antecederam. Condições não faltaram para isso, sobretudo pelo temperamento enérgico da presidenta. Expectativas também não faltaram, e lá estavam elas nas apostas que as esquerdas fizeram durante a campanha de 2010. E apoio também não faltava.

Mas se podemos comparar a campanha eleitoral de 2010 com a Campanha pela Legalidade da posse de João Goulart, podemos comparar o atual governo Dilma Rousseff ao governo parlamentarista que se seguiu à referida campanha de 1961, quando a oposição determinou como condição para a posse de Jango a criação de um governo parlamentarista, cujo primeiro presidente do Conselho de Ministros (ou primeiro-ministro) era o nosso conhecido Tancredo Neves, avô do tucano Aécio.

Para quem não sabe, a Campanha pela Legalidade de agosto-setembro de 1961, quando as esquerdas torciam para que João Goulart, o vice do renunciado Jânio Quadros, assumisse a presidência, condição prevista pela Constituição de 1946 mas que era radicalmente combatida pelos ministros militares, mesmo para o ministro da Guerra, Odílio Denys, que em 1955 chegou a aconselhar o marechal Henrique Lott a defender a posse de Juscelino, também ameaçada então (e Juscelino tinha o mesmo Jango como vice).

E os ministros militares eram o demotucanato da época, e havia até a tal "Operação Mosquito" que os milicos planejavam que era abater o avião em que estava Jango, e, fosse quem estivesse junto - desde que não seja algum udenista importante ou qualquer simpatizante da "boa sociedade" direitista - , sofreria a mesma sina trágica.

Mas felizmente os soldados da Aeronáutica, ao decidirem prender nos aviões seus superiores para não cumprirem o plano de atentado, enquanto o Rio Grande do Sul já havia descontentado os ministros militares quando o general Machado Lopes aderiu abertamente à causa da Legalidade, e assim tragédias maiores não aconteceram naquela época. De toda forma, outras tragédias ocorreriam depois, mas são outras histórias.

Dilma Rousseff carece de ousadia em seu governo. Enquanto hesita em relação à reforma agrária, hesitação que pode piorar com o "apoio" que receberá do PSD (o de Kassab, não o de Juscelino), que já conta com a ex-oposicionista Kátia Abreu, a musa do agronegócio, que reúne os "coronéis" de amanhã, hoje posando de neo-empreendedores rurais.

Enquanto isso, Dilma parece consentir com a construção da hidrelétrica de Belo Monte sem saber do risco sócio-ambiental que isso traz. E sem saber, sobretudo, que o projeto Belo Monte é herança do "milagre brasileiro", que originalmente bolou a hidrelétrica mas não pôs o projeto adiante porque a Transamazônica gerou muitas despesas e, naqueles idos de 1974, o regime militar foi abatido pela crise econômica mundial causada pelo aumento do preço de petróleo imposto pela OPEP, no ano anterior.

A hidrelétrica de Belo Monte é daqueles projetos "desenvolvimentistas" que no entanto ameaçam seriamente o meio ambiente, o ecossistema e a sociedade, como foi o projeto de transposição do Rio São Francisco durante o governo Lula, que só iria favorecer alguns fazendeiros, em detrimento da sociedade e do próprio desenho paisagístico da natureza.

E, como Belo Monte, a transposição do Velho Chico traria sérios danos ambientais, causando novos prejuízos em detrimento de supostos benefícios que não vão além de paliativos.

Isso lembra a castração política que o primeiro-ministro Tancredo Neves - que chegou a integrar o mesmo PMDB de Michel Temer - fez com Jango, sobretudo com uma equipe de governo conservadora em que o PSD (ainda o de Juscelino e Tancredo, não o de Kassab e Kátia Abreu) abocanhou seis pastas, e a UDN e o PDC (este com André Franco Montoro, depois um dos fundadores do PSDB) abocanharam uma pasta cada.

Além disso, a disputa partidária e a corrupção dos bastidores no governo Dilma, que atinge nas entranhas tanto o PT, o PDT quanto a centro-direita governista, é um prato cheio para a direitona oposicionista, que assim pode "lavar" seus pecados com o "purgatório" do denuncismo e da calúnia.

Por isso, é necessário que Dilma Rousseff repense sua política, talvez até abrindo mão do pragmatismo. A pressão dos movimentos sociais de fora e a realidade política que se desenha no exterior servem de bons exemplos para o que se deve fazer e para o que não se deve fazer, e os milhares de votos valem muito mais do que qualquer aliança partidária ou programática com forças conservadoras que só atrapalham o progresso do país.


Fonte: Blog Mingau de Aço

Nota 10: humor e criatividade a serviço da ciência (imperdível)

Sanguessugado do Janela do Mundo

Prova de Química - Olha a resposta!

Pergunta feita pelo Professor Fernando, da matéria Termodinâmica, no curso de Engenharia Química da FATEC em sua prova final.

Este Professor é conhecido por fazer perguntas do tipo 'Por que os aviões voam?'

Nos últimos exames, sua única questão nesta prova para a turma foi:

'O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta'

Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma.

Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:

Primeiramente, postulemos que o inferno exista e que esse é o lugar para onde vão algumas almas.

Agora postulemos que as almas existem; assim elas devem ter alguma massa e ocupam algum volume. Então um conjunto de almas também tem massa e também ocupa um certo volume.

Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do inferno?

Podemos assumir seguramente que, uma vez que certa alma entra no inferno ela nunca mais sai de lá. Logo, não há almas saindo.

Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo e no que pregam algumas delas hoje em dia.

Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno....

Se você descumprir algum dos 10 mandamentos ou se desagradar a Deus, você vai para o inferno.

Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno.

A experiência mostra que poucos acatam os mandamentos.

Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno.

A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante.

Existem, então, duas opções:

1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir, portanto EXOTÉRMICO.

2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele, portanto ENDOTÉRMICO.

Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FATEC me disse no primeiro ano: 'Só irei pra cama com você no dia que o inferno congelar' e, levando-se em conta que AINDA NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações amorosas com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o inferno é exotérmico.'

O aluno Thiago Faria Lima tirou o único 10 da turma.

CONCLUSÕES:

1) 'A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original.' (Albert Einstein)

2) 'A imaginação é muito mais importante que o conhecimento.' (Albert Einstein)

3) 'Um raciocínio lógico leva você de A a B. Imaginação leva você a qualquer lugar que você quiser.'

(Albert. Einstein)


Fonte: Blog Gilson Sampaio

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Pesquisa revela: O número crescente de ateus se dá por danos causados por igreja



O apologista cristão Dr. Alex McFarland concluiu, após entrevistar diversos céticos para seu novo livro, 10 respostas para céticos, que a maioria desenvolveu ceticismo devido à sua má experiência pessoal com a religião organizada.

"Através de quase um ano de pesquisas e numerosas entrevistas pessoais, meu objetivo era realmente entrar dentro da mente cética ", disse McFarland em entrevista ao The Christian Post.

"O tipo mais comum de céticos que encontro são pessoas feridas. Muitos foram atingidos pela igreja, religião, ou por outro cristão ", acrescentou McFarland, que explicou que" praticamente todos os céticos que conversou neste livro surgiram de um fundo religioso.

Em seu livro, McFarland identifica dez tipos diferentes de ateus. Nestes, estão incluidos "O Educado", que é alguém que tem objeções intelectuais ao cristianismo, "O Tolerante", que pensa em todas as crenças religiosas como sendo verdadeiras e não aceitam conversas sérias sobre a religião, e "O Ferido", que é alguém que rejeita o cristianismo porque teve uma má experiência com a igreja.

"Me compadeço com muito dos céticos que encontro. Dúvida intelectual é muitas vezes precedida por dor emocional", disse McFarland, que é presidente da Southern Evangelical Seminary na Carolina do Norte.

A situação espiritual nos Estados Unidos descrita pelo reconhecido orador cristão em seu livro pode ser angustiante. Muitas vezes ele descreve como uma mistura de laicidade no ensino público e más experiências pessoais tem levado muitos a rejeitar a crença cristã.

"Circunstâncias pessoais, feridas emocionais, experiências danosas na igreja - para não mencionar ensino público - tudo conspira para levar as pessoas longe da crença em um Deus benevolente, sábio e poderoso."

McFarland considera a ascensão do ceticismo anti-religioso nos Estados Unidos possa ter ocorrido em parte por causa do "recuo" da igreja provocado pela cultura popular durante o século 20.

"A igreja norte-americana, em grande parte, abdicou de seu papel como líder na sala de aula, a mídia, o Judiciário, o mercado, as artes, as ciências", disse ele.

"Nas mentes de muitos cristãos, tornou-se evidente que" religião e política não se misturam. "Imagino que essa dicotomia é exatamente o que os inimigos de Deus e da democracia querem os cristãos acreditam".

Apesar da situação melancólica geral descrito, McFarland, no entanto, inclui várias histórias promissor: Um homem que desiste de uma vida cheia de drogas para um relacionamento com Cristo, outro cujo sentimento de aceitação em uma igreja a levou a converter.

McFarland destaca em seu livro que construir relacionamentos é fundamental, independentemente do tipo de cético. Ele escreve em um ponto que "evangelismo eficaz para os céticos é provavelmente cerca de 80 relações por cento e 20 por cento evidência persuasiva".

"A importância de estabelecer e nutrir um relacionamento real é de vital importância se o diálogo significativo com um cético se vai realizar", escreve McFarland.

O livro é dividido em três seções com uma frente escrito pelo apologista do companheiro e autor best-seller Dinesh D'Souza. Seção I, intitulada "Dentro da Mente de um Cético", dá uma visão geral dos vários tipos de céticos e as experiências de vários apologistas que evangelizam e intelectualmente defender a fé. Seção II, intitulado "Respondendo a céticos", é dividido em dez capítulos, cada um descrevendo as dez categorias de céticos e depois termina com um capítulo conclusão. A última seção é um conjunto de apêndices sobre vários temas, inclusive respondendo equívocos comuns sobre o cristianismo e informações sobre as crenças de outras grandes religiões.

Além de livros de autoria diversas e sendo o presidente de um seminário, McFarland também hospeda um talk show na rede do Broadcaster Religioso Nacional, e participa de passeios falando sobre religião e cultura.

10 Respostas para Céticos foi lançado em outubro, e é um dos vários livros escritos por McFarland lançado este ano.


Fonte:Christian Post/ Blog Genizah

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Intolerância do secularismo quer excluir Deus da Europa, diz Vaticano


Dom Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, criticou o “secularismo intolerante” europeu que tem tentado construir uma ditadura do relativismo “para excluir Deus da sociedade”.

“Na Europa de hoje é cada vez mais difícil distinguir entre verdades, erros e mentiras”, disse o cardeal durante reunião do CCEE (Conselho de Conferências Episcopais Europeias) realizada recentemente em Roma.

“Hoje se fala em Deus em um contexto muitas vezes indiferente ou mesmo hostil”, disse, citando como exemplos a retirada de símbolos católicos do espaço público e a tentativa de restringir a fé a uma questão privada, de cada indivíduo.

Ele afirmou que, em consequência disso, “os valores cristãos tradicionais”, como o casamento entre homem e mulher e a defesa da vida desde a concepção até a morte natural, estão sendo atacados pelos secularistas radicais.

Aos participantes do encontro, ele disse que, tendo em vista essa hostilidade, hoje em dia é preciso "preparar antes o terreno" para se plantar as sementes do evangelho.

Com informação das agências e do Religión Digital.


Fonte: Paulopes Weblog

Os deuses do Brasil


Paramos de chamar as pessoas de burras. É proibido dizer de um estúpido que ele é estúpido. Na tentativa de sermos polidos, demos um passo a mais e nos tornamos, na verdade, um país de gênios. Mas, agora, já estamos chegando ao limite máximo da condescendência. Pois as pessoas não querem mais admitir erro – nenhuma errro. Assim, nunca estão erradas. Falam abobrinha e, no entanto, “é um ponto de vista”. Caso você aponte o erro para ensinar a pessoa e fazê-la crescer, ela não quer. Ela tem um “ponto de vista” que precisa ser respeitado! – eis aí o berro dos oprimidos do mundo. O aprendizado fica truncado e, assim, nossos jovens vão indo de “ponto de vista” em “ponto de vista” para o poço sagrado … dos pontos de vista.

A democracia é coisa boa. Ter direitos individuais garantidos é ótimo. Mas ter o direito de não ser corrigido não é ter direito algum, é apenas ganhar o tratamento “café com leite”. E isso é uma das coisas mais desrespeitosas no mundo.

Afirmar “pluralidade dos pontos de vista” é lutar contra o “absoluto”. Concordo, claro. Mas a discussão do absoluto é uma discussão filosófica, a discussão do erro e acerto é metodológica. A discussão do absoluto é uma discussão metafísica – tem a ver com o “Deus morreu”, de Nietzsche. O que Nietzsche aponta nessa expressão diz respeito à fase da história da filosofia em que nós, bípedes-sem-penas, começamos a desconfiar que não precisamos mais falar “de coisa em si” e “coisa para nós”, pois, uma vez que tudo com o que lidamos na ciência é só o “para nós”, o fenomênico, então, que acreditemos só nele. Eis aí o positivismo. Jogamos fora o absoluto. Mas, jogando fora uma parte da polaridade, perdemos também o outro polo, ou seja, diluímos as dicotomias. Ficamos em um mundo em que, do ponto de vista metafísico, não há verdade e mentira. Ora, então, não há nem mais a própria metafísica, mas também o próprio positivismo, inimigo da metafísica, perde sua razão de ser. Trata-se do fim da filosofia. Ou, na terminologia de Nietzsche, estamos diante da constatação de que “Deus está morto”.

E aí saímos nas ruas berrando “Deus morreu, Deus morreu, agora tudo é permitido”! Ora, será? É o fim então da vida social?

Erro e acerto são decididos a partir de parâmetros claros, fixados. Pode-se sempre avaliá-los, dado que o parâmetro é posto antecipadamente. Posto por nós, a cada tarefa humana! A questão filosófica e metafísica é diluída pela maioria das correntes filosóficas contemporâneas, a partir de Nietzsche, mas a discussão da avaliação de cada tarefa humana, dentro de parâmetros postos por nós segundo objetivos prévios, não é atingida e arranhada por isso. Nosso sistema axiológico, isto é, nossa tábua de valores é posta socialmente e, na sociedade, vamos articular valores a objetivos e, então, objetivos a notas de performance nas tarefas pedidas para se alcançar esse objetivos. Isso muda segundo nós mesmos a partir do que queremos fazer. Esse tipo de coisa é bem autônomo em relação à filosofia.

Caso eu queira que alguém faça um bolo, dou-lhe uma receita. Ele segue a receita e faz o bolo. O outro segue a receita e faz o bolo melhor. Um acertou. O outro acertou mais! O outro pode ter mais experiência e, então, não apenas colocou os ingredientes na panela e marcou o tempo, mas foi controlando o fogo alto e o fogo baixo, de modo que o bolo, por esse pequeno detalhe, ficou melhor. A performance de melhor resultado é apontada, então, como a correta. A primeira, de mais ou menos certa pode cair para algo que é errado. Pronto, eis aí como é fácil fixar o certo e o errado. Desse modo, daí para diante, há sim quem possa errar. E se a pessoa errar e errar e errar, ora, podemos não chamá-la de “uma anta” por respeito às antas ou por polidez com ela, a pessoa. Mas, a quatro paredes, não vamos deixar de dizer “nossa, como é uma anta, não consegue fazer um bolo com a receita na mão”.

Não entendendo isso, a diferença entre filosofia e discussão de avaliação de tarefas, os jovens e, agora, seu professores, não mais podem se envolver com o ensino, pois não podem ser avaliados e não podem avaliar, dado que não há mais quem erre ou acerte. O Brasil, agora, ficou acima do erro e do acerto. Já nem somos só gênios, somos deuses.

Paulo Ghiraldelli Jr. filósofo, escritor e professor da UFRRJ


Fonte: Blog do Paulo Ghiraldelli Jr

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Judeus são mesmos judeus?

Palavra da Bíblia


Ganhei uma bíblia, mas tive que assistir a missa.

O que acabou me remetendo à minha infância no Líbano quando era obrigado a assistir a missa todos os domingos.

Dos cinco aos nove anos de idade fui coroinha.

Explico: meu tio-avô era o padre da nossa aldeia.

Padre católico melquita, esclareça-se.

O sacerdote que me presenteou a Bíblia pediu para que eu lesse o capítulo que fala de Ruth.

Disse ao padre que já havia lido e relido a Bíblia, assim como também o Alcorão.
Ele insistiu para que eu lesse a história de Ruth.

Li e reli.

É impressionante como a gente deixa passar fatos tão importantes.

Repito, li, reli e conheço muitos trechos da Bíblia devidamente decorados, mas a leitura de Ruth me surpreendeu.

Principalmente quando descubro que ela não era judia, mas moabita.

Ruth, como os leitores do Livro Sagrado sabem, vem a ser Avó de David e bisavó de Salomão e, naturalmente de todos os seus descendentes, principalmente o mais nobre de todos, Jesus Cristo, o ilustre filho da Palestina.

E o que isso significa?

Tudo e muito mais.

Como se sabe, os judeus reconhecem como judeu somente quem nasce de mãe judia.

Em poucas palavras, Ruth era moabita, portanto David, Salomão e Jesus não são judeus.

É verdade que isso não teria a menor importância não fosse a avassaladora propaganda judaica, em nome deles e de Abraão, para justificar a invasão e a ocupação da Palestina.

E pesquisando ainda mais, não encontrei nenhuma escritura onde Deus oferece a Palestina ou qualquer pedaço de terra a Abraão e seus descendentes.

E se houve alguma oferta de Deus, ela sem dúvida alguma coube ao primogênito de Abraão, pois nas sociedades semíticas, o primogênito era sempre o herdeiro.

E o primogênito de Abraão como todos sabem foi Ismael, considerado o pai dos árabes.
Portanto meus amigos e de acordo com o Livro Sagrado, a Palestina ( incluindo Israel) sempre foi terra árabe e aos palestinos pertence.

Palavra da Bíblia.

Ou será que a Bíblia está equivocada?

No Blog do Bourdoukan


Fonte: Blog Com Texto Livre

O verdadeiro governante do planeta



Espanha quebrou.

Portugal quebrou.

Grécia quebrou.

Irlanda quebrou.

E falando claramente, a Europa está quebrada, os Estados Unidos também.

Mas os bancos estão cada vez mais robustos.

Alguém tem dúvidas sobre quem governa o planeta?

Eles é que decidem quem continua no poder e quem deve ceder o lugar.

O melhor exemplo é Berlusconi.

Que reinou como quis até o momento em que recebeu ordem para arrumar as malas.

Era um intocável.

Era.

Mas quem são esses bancos?

A quem pertencem?

Será que eles não têm face como nos querem fazer crer?

Dirão: bancos quebraram, outros fecharam, outros estão agonizantes.

Bobagem.

Os bancos pulverizados não passam de meros varejistas que são sempre sacrificados para manter as aparências.

O grande banco tem nome e endereço e há séculos manipula o sistema a seu bel prazer.

É o banco da família Rothschild.

Que desde o século XIV reina.

Seja o governo monarquia ou republica, capitalista ou socialista.

Jamais sofreu qualquer abalo, nem mesmo durante todas as guerras ou revoluções que afligiram a humanidade.

Até a Alemanha nazista teve que se curvar diante de seu poderio econômico.

Ou alguém acha que as guerras se ganham apenas com armas?

Não se esqueçam que sem fundos não se compra armamento.

O banco da família Rothschild controla também, através de prepostos, a mídia e a industria de entretenimento.

É tão poderosa essa família que controla até a Organização das Nações Unidas (ONU) que foi criada principalmente para criar o Estado de Israel.

E ameaçar e apoiar a invasão de nações que se recusam a se curvar ou entregar seus tesouros.

Alias essa família é tão poderosa que possui o titulo de “Guardiã do Tesouro do Vaticano”.

Quem quiser aprofundar esse texto, e ele precisa ser muito mais aprofundado e detalhado, basta consultar a História.

Alguém se habilita?

No Blog do Bourdoukan


Fonte: Blog Com Texto Livre

Sociologismos e psicologismos

Juremir Machado da Silva

Cada época tem a sua disciplina e o seu credo.

O século XIX teve a História e a Ciência.

Cabia descobrir as leis científicas da História.

Disso resultou um efeito perverso, o historicismo.

O mundo, segundo os marxistas, que pretendiam ser donos da verdade por se declarar científicos, caminhava inexoravelmente para a sua emancipação por força da dialética das suas contradições.

Nos anos 1960, uma disciplina do século XIX virou moda: a sociologia.

Era a disciplina dos que pretendiam enfrentar a psicologia comportamentalista conservadora.

Em paralelo, outra disciplina do século XIX, a antropologia, buscando mostrar o relativismo dos valores e das culturas.

Papo cabeça.

Pois é, a sociologia é uma explicação do mundo pelas estruturas, pela sociedade, pelos sistemas.

A sociologia está fora de moda.

Voltou a psicologia.

Faz sentido.

A psicologia é a disciplina por excelência das sociedades individualistas.

O sociologismo tira toda a responsabilidade das coisas das costas dos indivíduos, que se tornam marionetes da sociedade.

O psicologismo tira toda a responsabilidade das coisas das costas da sociedade, que se torna o produto das ações individuais.

Para o psicologismo todo fracasso é individual.

Sou formado em História.

Cursei mestrado em Antropologia.

Sou doutor em Sociologia.

Sei que o psicologismo é fenômeno histórico típico de determinadas culturas e que precisa ser estudado sociologicamente.

O psicologismo cai bem ao gosto do neoliberalismo.

A complexidade, pregada por Edgar Morin, consiste em ver o indivíduo na sociedade e a sociedade no indivíduo.

O indíviduo tem uma autonomia relativa.

Quando o psicologismo diz, “ele não faz nada para mudar”, a sociologia pergunta: “O que ele pode fazer?”

É o temas dos livros de Michel Houellebecq “Extensão do domínio da luta” e “Partículas elementares”.

A sociedade do espetáculo e do consumo estimula os indivíduos a desejar o que não podem alcançar.

Desejam o que a indústria do desejo deseja que eles desejem.

Iphone ou smartphone?

A não realização desses desejos gera frustração

E a doença da nossa época, a depressão.

É o tema do livro de Gilles Lipovestky, “A sociedade da decepção”.

O psicologismo é característico das sociedades da literatura de autoajuda.

Nelas, Harry Potter prepara os futuros leitores de Paulo Coelho.

Cada obra deve ter uma mensagem positiva.

O cientificismo do século XIX ainda permeia o marxismo anacrônico e o astrologismo intemporal.

A Nova Era é um velho tempo.

Com licença que quero ter ciência do que está escrito na minha mão.


Fonte: Site Correio do Povo

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Curso sul-coreano: 16 horas de aula por dia (South Korea CRAM school)




Fonte: Youtube

JIMMY CARTER QUERIA DOM PAULO EVARISTO ARNS COMO PAPA

DO PORTAL G1

A Globonews exibiu, neste domingo, às 17:05, no DOSSIÊ GLOBONEWS, a entrevista completa com dois ganhadores do Prêmio Nobel da Paz: o ex-presidente Jimmy Carter e o arcebispo sul-africano Desmond Tutu, herói da luta contra a discriminação racial.
Quando era presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter cumpriu um ritual : ao fim de cada jornada de trabalho, ditava para um gravador, sem qualquer autocensura, suas impressões pessoais sobre o que tinha visto e ouvido ao longo do dia.Um trecho foi publicado num livro inédito brasil: “O Diário da Casa Banca : Jimmy Carter” ( The White House Diary : Jimmy Carter ).

Há referências a dois brasileiros. Agora, é possível saber que um presidente americano queria ver um cardeal brasileiro escolhido Papa:

“De início, fiquei confuso sobre quem era o cardeal Arns, porque ele agia com modéstia. Depois, eu o convidei para ir conosco, no carro, até o aeroporto. Eu realmente gostei desta conversa pessoal. É um homem extremamente bom. Com certeza,eu gostaria que ele um dia fosse Papa. É extremamente corajoso”.

Carter confessadamente criou dificuldades para que o Brasil adquirisse tecnologia nuclear da Alemanha, mas simpatizou com o presidente Ernesto Geisel:

“Eu, pessoalmente, gostei muito do presidente Geisel. É um cavalheiro idoso, militar, franco, honesto, brusco; agiu com certa frieza ao fazer o discurso de boas vindas. Recusei a sugestão do secretário Zbigniew Brzezinski de que fôssemos frios também. Fiz um a declaração muito calorosa”.

Por uma grande coincidência, meses depois do comentário que Carter fez em seus diários pessoais sobre o desejo de ver Dom Paulo eleito Papa, haveria não apenas uma,mas duas eleições no Vaticano.

Morto Paulo VI, os cardeais elegeram o cardeal italiano Albino Luciani - que escolheu o nome de João Paulo I. O papado de João Paulo I duraria pouquíssimo: um enfarte o matou apenas trinta e três dias depois da eleição – uma notícia que chocou o mundo. O polonês Carol Woitila foi eleito Papa. Em homenagem ao antecessor, adotou o nome de João Paulo II. Dom Paulo Evaristo Arns participou de ambas as eleições – como eleitor.

Aos noventa anos de idade, recé-completados, Dom Paulo Evaristo Arns hoje vive, recolhido, numa instituição religiosa no interior de São Paulo.


Fonte: Blog História Vermelha

domingo, 20 de novembro de 2011

8 dicas: como identificar uma seita



Aquele sorriso amigável, aquela promessa de uma vida melhor, o sonho de, enfim, estar em paz com o Deus Todo Poderoso... Essa ânsia humana em ser feliz faz com que procuremos respostas, e nessa busca, nos submetamos às mais diversas situações, sem nos darmos conta em que "furada" nos enfiamos. Abaixo, algumas dicas. Daí, você responde: você está envolvido em uma seita?

CONTROLE DE PENSAMENTO - Não é permitido ler material ou falar com pessoas que tenham ideias contrárias às do grupo. Em alguns casos, a vítima é geograficamente isolada da família e dos amigos.

HIERARQUIA RÍGIDA - São criados modos uniformizados de agir e pensar, desenvolvidos para parecer espontâneos. A vítima é convencida da autoridade absoluta e do caráter especial- às vezes, sobrenatural - do líder.

MUNDO DIVIDIDO - O mundo é dividido entre “bons”(o grupo) e “maus”(todo o resto). Não existe meio-termo. É preciso se policiar e ser policiado para agir de acordo com o padrão de comportamento “ideal”.

DELAÇÃO PREMIADA - Qualquer atitude errada, ainda que cometida em pensamento, deve ser reportada ao líder. Também se deve delatar os erros alheios. Isso acaba com o senso de privacidade e fortalece o líder.

VERDADE VERDADEIRA - O grupo explica o mundo com regras próprias, vistas como cientificamente verdadeiras e inquestionáveis. A vítima acredita que sua doutrina é a única que oferece respostas válidas.

CÓDIGO SECRETO - O grupo cria termos próprios para se referir à realidade, muitas vezes incompreensíveis para as pessoas de fora. Uma linguagem muito específica ajuda a controlar os pensamentos e as ideias.

MEU MUNDO E NADA MAIS - O grupo passa a ser a coisa mais importante - se bobear, a única. Nenhum compromisso, plano ou sonho fora daquele ambiente é justificável.

NINGUÉM SAI - A vítima se sente presa, pois não pode imaginar uma vida completa e feliz fora do grupo. Isso pode ser usado por políticos e militares para justificar execuções.


Postada na Superinteressante - março/2009, reportagem sobre a Lavagem Cerebral (pags 94-97) e trazido pelo Zé Luís aqui na Redação do Genizah Corporation


Fonte: Blog Genizah

sábado, 19 de novembro de 2011

Católico não Praticante? Pessoas com Medo de assumir suas Crenças!



Fonte: Blog Tropa dos Lanternas Verdes


OBS: Me perdoe de antemão os meus amigos católicos que se ofenderem com a minha postagem, porém esta é a minha opinião. Católico é quem frequenta os sacramentos regularmente. Alguém poderá argumentar para mim, "ah, mas eu acredito em Deus!" muito bem, mas quanto ao se proclamar católico pelo fato de ter sido batizado, já é outra coisa totalmente diferente, então você é teista, mas não segue religião, é o termo mais correto. Cabe acrescentar que grande parte do povo brasileiro é sincretista, prática esta que destoa totalmente dos ensinamentos do catolicismo. Não to aqui defendendo a Igreja Católica, tanto que não sou católico.

Acho engraçado, quando falo com alguns amigos e familiares ( que se dizem religiosos não praticantes, e o pior que afirmam não acreditar na biblia mas acreditam em Deus) pergunto a eles como podem acreditar em alguém ou em algo sem acreditar nas suas palavras e ainda como podem ser religiosos se não praticam e não seguem os mandamentos...é contraditório, mas tudo bem, cada um com sua fé...fica a reflexão...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A fé que mais cresce no mundo ainda é o cristianismo, especialmente os pentecostais

O número de ateus tem diminuído, mas os ‘não religiosos’ estão crescendo


A fé que mais cresce no mundo ainda é o cristianismo, especialmente os pentecostais

Segundo o estudo anual “Estado das Missões Globais” o número de ateus e não religiosos diminui a cada dia no mundo. “Especificamente, neste milênio (de 2000 a 2011) a categoria ‘não religiosa’ perde cerca de 700 adeptos por dia, enquanto os ‘ateus’ perdem 300. Ou seja, nos últimos 11 anos, os “infiéis” perderam 2,7 milhões de adeptos e os ateus, 1,37 milhão.

O segmento de fé que mais cresce são os evangélicos, adicionando cerca de 60.000 fiéis por dia. Em seguida vem o catolicismo, que aumenta 34 mil pessoas por dia. No Islã nascem 79 mil fiéis diariamente e no Hinduísmo, 37.000.

Comparando esses números com 1970 (em plena revolução sexual no Ocidente e ateísmo comunista na Europa) percebe-se que, em 41 anos, o ateísmo perdeu 28 milhões de adeptos. Por outro lado, pessoas que se denominam ‘não-religiosas’ cresceram mais de cem milhões. Devido à queda dos regimes comunistas, muitos que antes se declaravam ateus agora dizem apenas ser ‘não-religiosos’. Da mesma forma, na China, no Vietnã e em outros países comunistas, muitos preferem dizer que são ‘não religiosos’ em vez de ateus.

Portanto, no século 21 o número de ateus irá diminuir enquanto as religiões continuarão crescendo. Isso inclui a recuperação do Judaísmo (15,1 milhões em 1970 e menos de 14 em 2000) que agora tem 14,9 milhões de membros.

Os seguidores de outras religiões estão distribuídos da seguinte forma:

- O cristianismo, com todas as suas variantes, soma 2,3 bilhões de pessoas, aumentando 94 mil pessoas por dia (entre protestantes, católicos e ortodoxos).
- Muçulmanos, com quase 1,580 bilhão de adeptos, cresce a uma taxa de 79.000 fiéis por dia.
- O Hinduísmo conta hoje com 952 milhões de adeptos e aumenta em 37 mil a cada dia.
- O Budismo tem 468 milhões fiéis, somando mais 13.800 por dia.
- Taoísmo chinês e o confucionismo já são 457 milhões, ganhando 9.300 seguidores por dia.
- As religiões étnicas totalizam 269 milhões de seguidores, aumentando cerca de 9.000 por dia.

Estima-se que ainda há no mundo dois bilhões de pessoas que nunca ouviram a mensagem do evangelho de forma clara. Outros 2,680 bilhões já ouviram falar ou conhecem um pouco, mas não são cristãos.

Entre os cristãos

A Igreja Católica totaliza 1,160 bilhão de fiéis, de acordo com este estudo, ganhando mais 34 mil por dia.
As igrejas protestantes (incluindo os anglicanos) totalizam 1,125 bilhão de fiéis no mundo.
O total de pentecostais é 612 milhões, crescendo 37 mil por dia.
Os protestantes “tradicionais” são 426 milhões, acrescendo 20.000 por dia.
Os anglicanos, principalmente da África e Ásia, totalizam 87 milhões, com mais 3.000 se unindo a eles a cada dia.

Finalmente, a igrejas ortodoxas possuem 271 milhões de seguidores, ganhando apenas 5.000 por dia.

O estudo entende que as “seitas cristãs” (Testemunhas de Jeová, mórmons, grupos que duvidam da Trindade ou da divindade de Jesus, etc …) são apenas 35 milhões, crescendo a uma taxa de 2.000 por dia.

Mais Dados

É preciso entender que a maneira mais fácil de fazer um grupo crescer é pelo nascimento. Quanto mais filhos, mais fácil é de ajudar a sua tradição religiosa. Outra forma é a conversão. Mesmo sendo menos fácil de contabilizar, especialmente onde são proibidas, ocorre aos milhões a cada ano. A situação mais comum é um cônjuge aderir à religião do outro.

Outro dado curioso é que em 2011, estima-se que são colocadas mais de 71 milhões de Bíblias (em suas diversas versões) no mundo a cada ano. Calcula-se que existe hoje 1.740 bilhão de Bíblias disponíveis no planeta, muitas delas de forma clandestina.

Traduzido e Adaptado por Gospel Prime de Protestante Digital


Fonte: Site Gospel Prime

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Regra é Clara II




Fonte: Blog Genizah

Brasil em 2008 – Marolinha




A Marolinha e os Abutres

Com 20 dias da explosão do Lehman Brothers e da crise instalada de forma incontrolada nos EUA e ameaçando a Europa, o ex-Presidente Lula de forma simples definiu o que seria a crise no Brasil: Marolinha. Depois reafirmou que “o Brasil será o último a entrar em crise e o primeiro a sair”.

A reação foi desenfreada para desqualificar o Presidente Lula, quilos e quilos de editoriais, “especialistas” nos programas de televisão para desmentir o que ele dizia, nem a humildade de perceber que as palavras ali eram para que o cidadão comum entendesse a crise e que o Brasil podia enfrentá-lo, nada foi considerado. Aqui uma pequena amostra do que disseram – a mídia e a oposição – na melhor fusão de ambos:

“Era um telhado com goteiras, e o dono da casa tentava pegar a água com baldinhos. Ontem caiu parte do telhado: a queda de 17,2% da produção industrial em janeiro, em comparação com janeiro de 2008 — o pior resultado desde 1991 —, fez cair a ficha de que o país pode ter recessão em 2009. Há fatos preocupantes. Quem acreditou na tese da “marolinha” tomou decisões que aprofundam a crise agora.
(…)

O governo Lula continua perdido. Para ele, o que há é uma crise do “neoliberalismo”. O que há é uma crise econômica, senhores e senhora. Ela é grande e nos atingiu há meses.
(Miriam Leitão 7/3/2009)
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“O quixotesco presidente Lula é outro que prefere indicar o caminho de um otimismo imaginário e enganador a aceitar a realidade. Diante da intensidade da crise nos últimos 30 dias, a tentativa de reduzi-la ao tamanho de uma marolinha mostrou-se ridícula. Lula até descreve direitinho a cadeia de acontecimentos: se o cidadão não compra, as vendas caem, as empresas reduzem a produção e o trabalhador perde o emprego. Afinal, é isso que ensinam manuais de economia e é o que está acontecendo. Só que Lula ignora um detalhe poderoso: quem desencadeia a perda de vendas, da produção e do emprego não é o cidadão, mas a pior crise econômica global dos últimos 70 anos. Não serão seus extravagantes conselhos de consumo que irão derrotá-la.” (O Estado SP – O real e o imaginário na crise 11/01/2009) *Suely Caldas, jornalista, é professora de Comunicação da PUC-Rio
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“A percepção popular é a de que a população está sendo lograda. A história da marolinha pegou e as pessoas estão vendo que o Lula as estava ludibriando”, afirmou Agripino Maia. “Há uma realidade que o governo não foi capaz de enfrentar, de encarar de frente o risco de uma crise interna e externa. A opinião pública está sentindo que, na prática, a crise não está sendo verdadeiramente enfrentada”, disse Sérgio Guerra. (O Estado SP – Para oposição, crise derrubou aprovação ao governo Lula 30/03/2009)
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“Os brasileiros, portanto, ainda acreditam em Papai Noel e que a crise é só uma marolinha, enquanto o tsunami devora 1,2 milhão de vagas em três meses e 533 mil num único mês nos EUA. E está vindo.
Isso demonstra má informação e confiança quase mística em Lula.”
* Eliane Catanhêde (Folha Sp – Bota tsunami nisso! 7/12/2008)
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“O governo perdeu a chance de preparar o Brasil para a crise. Num aspecto, estamos piores do que a própria Argentina, que não tem déficit na conta corrente do balanço de pagamentos nem déficit fiscal.
“A crise é do Bush, não é minha”. “Aqui, se a crise chegar, vai ser uma marolinha”. O talento do presidente Lula para se esquivar de responsabilidades é conhecido. Mas o país depende agora de duas habilidades que seu governo ainda não mostrou: firmeza e competência para tomar decisões difíceis e capacidade de negociação transparente e baseada no interesse nacional.
* Sérgio Guerra, economista, é senador da República pelo PSDB-PE e presidente nacional do PSDB. (Folha SP – Uma crise (inter) nacional 14/10/2008)
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“Mesmo os mais cabeludos já estão carecas de saber que o presidente Lula exagerou, exageradamente, ao dizer, em outubro passado, que a crise – “um tsunami lá nos Estados Unidos – chegaria ao Brasil, se chegasse, como uma “marolinha”. Hoje, Lula é malhado, com razão, sem dó nem piedade, por gregos e baianos – principalmente os que lhe fazem oposição.” José Paulo Kupfer, Estadão 17/03/2009)

O DataFolha foi usado para tentar “provar” que Lula estava errado, que a declaração sobre marolinha não era aprovada pela população:

“Diminuiu sensivelmente desde novembro a concordância com a frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a crise, se chegasse aqui, seria apenas “uma marolinha”, informa pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira pela Folha.

Segundo a pesquisa, a porcentagem dos que concordam caiu de 42% para 35%, enquanto os que discordam aumentaram de 39% para 50%. Mas segue alto o grau de concordância com outra frase –a de que “o Brasil, se tiver que passar por um aperto, será muito pequeno”: ele caiu de 53% para 50%.

A piora da crise econômica mundial fez a aprovação ao governo Lula cair cinco pontos percentuais –de 70% para 65%. O levantamento revela também que o percentual de brasileiros que tomaram conhecimento da crise subiu de 72% para 81%, em relação a última pesquisa divulgado em novembro do ano passado”. (Folha de S, Paulo 20/03/2009)




A Virada de Lula

Como toda declaração de Lula quase foi massacrado pela mídia e seus acólitos no parlamento. Porém ele jogou todo seu patrimônio político no combate a crise, enfrentou-a de peito aberto, com o significativo pronunciamento no natal de 2008.




Mesmo com toda torcida contra, Lula jogou todas as suas forças e recursos do Estado para que o Brasil fosse pouco atingido pelos efeitos da crise, importante lembrar os coveiros (Miriam Leitão, Sardenberg, PSDB e DEM) que torciam entusiasmados com a possibilidade de derrotar o governo, todo dia eles comemoravam um número ruim que saiam, em abril chegaram a dizer que o desemprego iria explodir em 2009, que a geração de novos empregos seria nula. No parlamento a ‘“marolinha” era motivo de chacota, os programas eleitorais do DEM/PSDB/PPS repetiam as piadas sobre a crise.

Logo em junho a situação se reverteu, o pior passara, o crescimento seria ZERO, mas o mundo todo em média seria de -4%, ou seja, estávamos no Lucro. A previsão de geração de emprego foi de 1 milhão(confirmado com 995 mil novos empregos).

Para variar Lula foi reconhecido no exterior pela sua imensa coragem de enfrentar a crise, ao contrário do governo FHC que sucumbira nas crises: Tigres Asiáticos e Russa. Lula saiu como o grande vencedor, mas melhor ler o que publicou o Le Monde no começo de Setembro de 2009:
Ao prever com ironia um ano atrás que “o tsunami” da crise provocaria em seu país uma simples “marola”, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, acertou: a recessão só duraria um semestre.

O produto interno bruto aumentou 1,9% no segundo trimestre de 2009, depois de ter recuado durante dois trimestres consecutivos: -3,4% (outubro-dezembro 2008) e -1% (janeiro-março 2009).

Segundo o ministro da economia, Guido Mantega, o gigante sulamericano deverá recuperar em 2010 sua velocidade média anterior à crise, em torno de +4,5%.

Atingido pela recessão mais tarde que a maioria dos países do mundo, o Brasil também saiu dela antes, como mostram dois outros índices: a Bolsa de São Paulo retomou seu alto nível de um ano atrás e a moeda, o real, recuperou toda sua força frente ao dólar e o euro.

A rápida recuperação do Brasil mostra como foi acertada a estratégia adotada pelo governo, com enfoque sobre o apoio do mercado interno. Reduções de impostos na indústria automobilística e de eletrodomésticos mantiveram as vendas nesses dois setores industriais cruciais.

O Banco Central ajudou os bancos em dificuldades, retirando de suas gordas reservas – US$ 200 bilhões – para irrigar o mercado que havia secado. Grandes empresas, como a gigante mineradora Vale, ficaram com medo, congelando seus investimentos, o que é criticado pelo presidente Lula hoje. Mas a confiança dos consumidores não foi abalada: “A economia sobreviveu graças aos mais pobres”, ressalta Lula.

Lula passou a ser visto no mundo como o “CARA” nas palavras de Obama, sua rapidez de agir, firmeza e principalmente a confiança de que só nós podíamos vencer a crise convenceu a população de que era possível.

Jamais, em tempo algum, aqueles acima citados fizeram ou farão mea-culpa do que escreveram e falaram, mas eles passarão para história apenas como ideólogos do caos, do sentimento de vira-latas que assolou por longos anos o Brasil.

No Arnobio Rocha


Fonte: Blog Com Texto Livre

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Gaúcho lança o Kama Sutra Bagual

Livro tem 300 mil posições sexuais.

PORTO ALEGRE, C.F - O Kama Sutra, famoso livro do sexo, ganhou sua versão definitiva. Aproveitando o embalo da Feira do Livro o Gaúcho Paulo César Fagundes, 45 anos, lança o seu Kama Sutra Bagual.

Recheado de posições mais apimentadas que linguiça do Morro da Borrúsia, o Kama Sutra Bagual já é sucesso entre os casais do Rio Grande do Sul. Algumas posições estão dando o que falar, inclusive salvando muitos casamentos que já estavam presos na armadilha da rotina.

O escritor explica alguma das posições mais famosas:

Prenda na picanha: jogue sal grosso e esfregue o carvão na parte interna das pernas da sua china pra deixar ela no ponto. A mistura de carvão e sal grosso excita o vivente.

Ovelha ensopada: pegue uma ovelha bem felpuda e vá para a sanga mais próxima.

Lobisomem do arvoredo: essa é pra deixar sua prenda maluca. O bagual tem que ter um casaco de pele e vestir nada além deste casaco. Depois é só ficar escondido atrás da porta. Quando a chinoca chegar em casa, abra o casaco e dê leves mordidas no pescoço da tua prenda.

Posição do Laçador: fique parado com um chicote na mão enquanto a prenda faz o serviço.

Poltrona do amor: esta posição foi inspirada num casal de pelotenses que se amava dentro de um ônibus. Funciona mais com casais do mesmo sexo. É também conhecida como "36".

Carinho na sobrinha: esta é para os adeptos do sexo pago.

Fonte: O Bairrista

A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico

A parábola do taxista e a intolerância. Reflexão a partir de uma conversa no trânsito de São Paulo. A expansão da fé evangélica está mudando “o homem cordial”?

ELIANE BRUM

ELIANE BRUM Jornalista, escritora e
documentarista. Ganhou mais
de 40 prêmios nacionais e
internacionais de reportagem.
É autora de um romance -
Uma Duas (LeYa) - e de três
livros de reportagem: Coluna
Prestes – O Avesso da Lenda
(Artes e Ofícios), A Vida Que
Ninguém Vê (Arquipélago
Editorial, Prêmio Jabuti 2007)
e O Olho da Rua (Globo).
E codiretora de dois
documentários: Uma História
Severina e Gretchen Filme
Estrada.
elianebrum@uol.com.br
@brumelianebrum

O diálogo aconteceu entre uma jornalista e um taxista na última sexta-feira. Ela entrou no táxi do ponto do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, por volta das 19h30. Como estava escuro demais para ler o jornal, como ela sempre faz, puxou conversa com o motorista de táxi, como ela nunca faz. Falaram do trânsito (inevitável em São Paulo) que, naquela sexta-feira chuvosa e às vésperas de um feriadão, contra todos os prognósticos, estava bom. Depois, outro taxista emparelhou o carro na Pedroso de Moraes para pedir um “Bom Ar” emprestado ao colega, porque tinha carregado um passageiro “com cheiro de jaula”. Continuaram, e ela comentou que trabalharia no feriado. Ele perguntou o que ela fazia. “Sou jornalista”, ela disse. E ele: “Eu quero muito melhorar o meu português. Estudei, mas escrevo tudo errado”. Ele era jovem, menos de 30 anos. “O melhor jeito de melhorar o português é lendo”, ela sugeriu. “Eu estou lendo mais agora, já li quatro livros neste ano. Para quem não lia nada...”, ele contou. “O importante é ler o que você gosta”, ela estimulou. “O que eu quero agora é ler a Bíblia”. Foi neste ponto que o diálogo conquistou o direito a seguir com travessões.

- Você é evangélico? – ela perguntou.
- Sou! – ele respondeu, animado.
- De que igreja?
- Tenho ido na Novidade de Vida. Mas já fui na Bola de Neve.
- Da Novidade de Vida eu nunca tinha ouvido falar, mas já li matérias sobre a Bola de Neve. É bacana a Novidade de Vida?
- Tou gostando muito. A Bola de Neve também é bem legal. De vez em quando eu vou lá.
- Legal.
- De que religião você é?
- Eu não tenho religião. Sou ateia.
- Deus me livre! Vai lá na Bola de Neve.
- Não, eu não sou religiosa. Sou ateia.
- Deus me livre!
- Engraçado isso. Eu respeito a sua escolha, mas você não respeita a minha.
- (riso nervoso).
- Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé?
- Por que as boas ações não salvam.
- Não?
- Só Jesus salva. Se você não aceitar Jesus, não será salva.
- Mas eu não quero ser salva.
- Deus me livre!
- Eu não acredito em salvação. Acredito em viver cada dia da melhor forma possível.
- Acho que você é espírita.
- Não, já disse a você. Sou ateia.
- É que Jesus não te pegou ainda. Mas ele vai pegar.
- Olha, sinceramente, acho difícil que Jesus vá me pegar. Mas sabe o que eu acho curioso? Que eu não queira tirar a sua fé, mas você queira tirar a minha não fé. Eu não acho que você seja pior do que eu por ser evangélico, mas você parece achar que é melhor do que eu porque é evangélico. Não era Jesus que pregava a tolerância?
- É, talvez seja melhor a gente mudar de assunto...

O taxista estava confuso. A passageira era ateia, mas parecia do bem. Era tranquila, doce e divertida. Mas ele fora doutrinado para acreditar que um ateu é uma espécie de Satanás. Como resolver esse impasse? (Talvez ele tenha lembrado, naquele momento, que o pastor avisara que o diabo assumia formas muito sedutoras para roubar a alma dos crentes. Mas, como não dá para ler pensamentos, só é possível afirmar que o taxista parecia viver um embate interno: ele não conseguia se convencer de que a mulher que agora falava sobre o cartão do banco que tinha perdido era a personificação do mal.)

Chegaram ao destino depois de mais algumas conversas corriqueiras. Ao se despedir, ela agradeceu a corrida e desejou a ele um bom fim de semana e uma boa noite. Ele retribuiu. E então, não conseguiu conter-se:

- Veja se aparece lá na igreja! – gritou, quando ela abria a porta.
- Veja se vira ateu! – ela retribuiu, bem humorada, antes de fechá-la.
Ainda deu tempo de ouvir uma risada nervosa.

A parábola do taxista me faz pensar em como a vida dos ateus poderá ser dura num Brasil cada vez mais evangélico – ou cada vez mais neopentecostal, já que é esta a característica das igrejas evangélicas que mais crescem. O catolicismo – no mundo contemporâneo, bem sublinhado – mantém uma relação de tolerância com o ateísmo. Por várias razões. Entre elas, a de que é possível ser católico – e não praticante. O fato de você não frequentar a igreja nem pagar o dízimo não chama maior atenção no Brasil católico nem condena ninguém ao inferno. Outra razão importante é que o catolicismo está disseminado na cultura, entrelaçado a uma forma de ver o mundo que influencia inclusive os ateus. Ser ateu num país de maioria católica nunca ameaçou a convivência entre os vizinhos. Ou entre taxistas e passageiros.

Já com os evangélicos neopentecostais, caso das inúmeras igrejas que se multiplicam com nomes cada vez mais imaginativos pelas esquinas das grandes e das pequenas cidades, pelos sertões e pela floresta amazônica, o caso é diferente. E não faço aqui nenhum juízo de valor sobre a fé católica ou a dos neopentecostais. Cada um tem o direito de professar a fé que quiser – assim como a sua não fé. Meu interesse é tentar compreender como essa porção cada vez mais numerosa do país está mudando o modo de ver o mundo e o modo de se relacionar com a cultura. Está mudando a forma de ser brasileiro.

Por que os ateus são uma ameaça às novas denominações evangélicas? Porque as neopentecostais – e não falo aqui nenhuma novidade – são constituídas no modo capitalista. Regidas, portanto, pelas leis de mercado. Por isso, nessas novas igrejas, não há como ser um evangélico não praticante. É possível, como o taxista exemplifica muito bem, pular de uma para outra, como um consumidor diante de vitrines que tentam seduzi-lo a entrar na loja pelo brilho de suas ofertas. Essa dificuldade de “fidelizar um fiel”, ao gerir a igreja como um modelo de negócio, obriga as neopentecostais a uma disputa de mercado cada vez mais agressiva e também a buscar fatias ainda inexploradas. É preciso que os fiéis estejam dentro das igrejas – e elas estão sempre de portas abertas – para consumir um dos muitos produtos milagrosos ou para serem consumidos por doações em dinheiro ou em espécie. O templo é um shopping da fé, com as vantagens e as desvantagens que isso implica.

É também por essa razão que a Igreja Católica, que em períodos de sua longa história atraiu fiéis com ossos de santos e passes para o céu, vive hoje o dilema de ser ameaçada pela vulgaridade das relações capitalistas numa fé de mercado. Dilema que procura resolver de uma maneira bastante inteligente, ao manter a salvo a tradição que tem lhe garantido poder e influência há dois mil anos, mas ao mesmo tempo estimular sua versão de mercado, encarnada pelos carismáticos. Como uma espécie de vanguarda, que contém o avanço das tropas “inimigas” lá na frente sem comprometer a integridade do exército que se mantém mais atrás, padres pop star como Marcelo Rossi e movimentos como a Canção Nova têm sido estratégicos para reduzir a sangria de fiéis para as neopentecostais. Não fosse esse tipo de abordagem mais agressiva e possivelmente já existiria uma porção ainda maior de evangélicos no país.

Tudo indica que a parábola do taxista se tornará cada vez mais frequente nas ruas do Brasil – em novas e ferozes versões. Afinal, não há nada mais ameaçador para o mercado do que quem está fora do mercado por convicção. E quem está fora do mercado da fé? Os ateus. É possível convencer um católico, um espírita ou um umbandista a mudar de religião. Mas é bem mais difícil – quando não impossível – converter um ateu. Para quem não acredita na existência de Deus, qualquer produto religioso, seja ele material, como um travesseiro que cura doenças, ou subjetivo, como o conforto da vida eterna, não tem qualquer apelo. Seria como vender gelo para um esquimó.

Tenho muitos amigos ateus. E eles me contam que têm evitado se apresentar dessa maneira porque a reação é cada vez mais hostil. Por enquanto, a reação é como a do taxista: “Deus me livre!”. Mas percebem que o cerco se aperta e, a qualquer momento, temem que alguém possa empunhar um punhado de dentes de alho diante deles ou iniciar um exorcismo ali mesmo, no sinal fechado ou na padaria da esquina. Acuados, têm preferido declarar-se “agnósticos”. Com sorte, parte dos crentes pode ficar em dúvida e pensar que é alguma igreja nova.

Já conhecia a “Bola de Neve” (ou “Bola de Neve Church, para os íntimos”, como diz o seu site), mas nunca tinha ouvido falar da “Novidade de Vida”. Busquei o site da igreja na internet. Na página de abertura, me deparei com uma preleção intitulada: “O perigo da tolerância”. O texto fala sobre as famílias, afirma que Deus não é tolerante e incita os fiéis a não tolerar o que não venha de Deus. Tolerar “coisas erradas” é o mesmo que “criar demônios de estimação”. Entre as muitas frases exemplares, uma se destaca: “Hoje em dia, o mal da sociedade tem sido a Tolerância (em negrito e em maiúscula)”. Deus me livre!, um ateu talvez tenha vontade de dizer. Mas nem esse conforto lhe resta.

Ainda que o crescimento evangélico no Brasil venha sendo investigado tanto pela academia como pelo jornalismo, é pouco para a profundidade das mudanças que tem trazido à vida cotidiana do país. As transformações no modo de ser brasileiro talvez sejam maiores do que possa parecer à primeira vista. Talvez estejam alterando o “homem cordial” – não no sentido estrito conferido por Sérgio Buarque de Holanda, mas no sentido atribuído pelo senso comum.

Me arriscaria a dizer que a liberdade de credo – e, portanto, também de não credo – determinada pela Constituição está sendo solapada na prática do dia a dia. Não deixa de ser curioso que, no século XXI, ser ateu volte a ter um conteúdo revolucionário. Mas, depois que Sarah Sheeva, uma das filhas de Pepeu Gomes e Baby do Brasil, passou a pastorear mulheres virgens – ou com vontade de voltar a ser – em busca de príncipes encantados, na “Igreja Celular Internacional”, nada mais me surpreende.

Se Deus existe, que nos livre de sermos obrigados a acreditar nele.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras)


Fonte: Site da Revista Época

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Grécia, Itália e a visão de Marx sobre os "governos técnicos"

Se retornasse ao debate jornalístico no mundo de hoje, analisando o caráter cíclico e estrutural das crises capitalistas, Marx poderia ser lido com particular interesse hoje na Grécia e na Itália por um motivo especial: a reaparição do “governo técnico”. Na qualidade de articulista do New York Daily Tribune, um dos diários de maior circulação de seu tempo, Marx observou os acontecimentos político-institucionais que levaram ao nascimento de um dos primeiros “governos técnicos” da história, em 1852, na Inglaterra: o gabinete Aberdeen (dezembro de 1852/janeiro de 1855).

A análise de Marx é notável por sua sagacidade e sarcasmo. Enquanto o Times celebrava o acontecimento como um sinal de ingresso “no milênio político, em uma época na qual o espírito de partido está destinado a desaparecer e no qual somente o gênio, a experiência, o trabalho e o patriotismo darão direito a acesso aos cargos públicos”, e pedia para esse governo o apoio dos “homens de todas as tendências”, porque “seus princípios exigem o consenso e o apoio universais”; enquanto os editorialistas do jornal diziam isso, Marx ridicularizava a situação inglesa no artigo “Um governo decrépito. Perspectivas do gabinete de coalizão”, publicado em janeiro de 1853.

O que o Times considerava tão moderno e bem articulado, era apresentado por Marx como uma farsa. Quando a imprensa de Londres anunciou “um ministério composto por homens novos”, Marx declarou que “o mundo ficará um tanto estupefato ao saber que a nova era da história está a ponto de ser inaugurada por cansados e decrépitos octogenários (...), burocratas que participaram de praticamente todos os governos desde o final do século passado, frequentadores assíduos de gabinetes duplamente mortos, por idade e por usura, e só mantidos vivos por artifício”.

Para além do juízo pessoal estava em questão, é claro, o de natureza política. Marx se pergunta: “quando nos promete a desaparição total das lutas entre os partidos, inclusive o desaparecimento dos próprios partidos, o que o Times quer dizer?” A interrogação é, infelizmente, de estrita atualidade no mundo de hoje, no qual o domínio do capital sobre o trabalho voltou a tornar-se tão selvagem como era em meados do século XIX.

A separação entre o “econômico” e o “político”, que diferencia o capitalismo de modos de produção que o precederam, chegou hoje ao seu ápice. A economia não só domina a política, fixando agendas e decisões, como retirou competências e atribuições que eram próprias desta, privando-a do controle democrático a tal ponto que uma mudança de governo já não altera as diretrizes da política econômica e social.

Nos últimos 30 anos, inexoravelmente, o poder de decisão foi sendo transferido da esfera política para a econômica, transformando possíveis decisões políticas em incontestáveis imperativos econômicos que, sob a máscara ideológica do “apolítico”, dissimulam, ao contrário, uma orientação claramente política e de conteúdo absolutamente reacionário. O deslocamento de uma parte da esfera política para a economia, como âmbito separável e inalterável, a passagem do poder dos parlamentos (já suficientemente esvaziados de valor representativo pelos sistemas eleitorais e majoritários e pela revisão autoritária da relação entre Poder Executivo e Poder Legislativo) para os mercados e suas instituições e oligarquias constitui, em nossa época, o maior e mais grave obstáculo interposto no caminho da democracia. As avaliações de Standard & Poor’s, os sinais vindos de Wall Street – esses enormes fetiches da sociedade contemporânea – valem muito mais do que a vontade popular.

No melhor dos casos, o poder político pode intervir na economia (as classes dominantes precisam disso, inclusive, para mitigar as destruições geradas pela anarquia do capitalismo e a violência de suas crises), mas sem que seja possível discutir as regras dessa intervenção e muito menos as opções de fundo.

Exemplos deslumbrantes disso são os acontecimentos dos últimos dias na Grécia e na Itália. Por trás da impostura da noção de um “governo técnico” – ou, como se dizia nos tempos de Marx, do “governo de todos os talentos” – esconde-se a suspensão da política (referendo e eleições estão excluídos), que deve ceder em tudo para a economia. No artigo “Operações de governo” (abril de 1853), Marx afirmou que “o mínimo que se pode dizer do governo de coalizão (“técnico”) é que ele representa a impotência do poder (político) em um momento de transição”. Os governos já não discutem as diretrizes econômicas, mas, ao contrário, as diretrizes econômicas é que são as parteiras dos governos.

No caso da Itália, a lista de seus pontos programáticos ficou clara em uma carta (que deveria ter sido secreta) dirigida pelo Banco Central europeu ao governo Berlusconi. Para “recuperar a confiança” dos mercados, é preciso avançar pela via das “reformas estruturais” – expressão que se tornou sinônimo de dano social – ou seja, redução de salários, revisão de direitos trabalhistas em matéria de contratações e demissões, aumento da idade de aposentadoria e privatizações em grande escala. Os novos “governos técnicos” encabeçados por homens crescidos sob o teto de algumas das principais instituições responsáveis pela crise (veja-se os currículos de Papademos e de Monti) seguirão esse caminho. Nem é preciso dizer, pelo “bem do país” e pelo “futuro das gerações vindouras”, é claro. Para o paredão com qualquer voz dissonante desse coro.

Mas se a esquerda não quer desaparecer tem que voltar a saber interpretar as verdadeiras causas da crise em curso e ter a coragem de propor e experimentar as respostas radicais exigidas para a sua superação.

*Marcello Musto é professor de Ciência Política na Universidade York, de Toronto.
**Artigo originalmente publicado na Carta Maior.


Fonte: Site Opera Mundi

Pastor Ricardo Gondim faz nova declaração polêmica sobre gays



Perguntado se era favor da união civil entre homossexuais, sua resposta foi contundente: “Sou a favor. O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis.

A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossexuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou heterossexualidade”.

Além de muitas críticas de outros pastores por conta desta posição, isso fez com que o pastor Gondim deixasse, após muitos anos, de ser colunista da revista Ultimato.

Dizendo-se o “herege da vez”, na mesma reportagem, Gondim explicou seu desgaste com os demais pastores por conta de suas posições teológicas a respeito de outras declarações suas a respeito da natureza de Deus e a interpretação da Bíblia.

O Brasil vive um clima de “guerra” declarada na luta pelos direitos da comunidade gay e a postura ferrenha dos pastores que veem nisso uma tentativa de destruir a família tradicional. Se por um lado a violência contra os homossexuais tem sido constantemente denunciada de forma acertada e o discurso religioso apontado [para alguns, de maneira equivocada] como um dos causadores, por outro, a tentativa de proibir qualquer expressão de pensamento contrário à prática homossexual é visto como censura.

Há, de fato, um elemento complicador nesse debate. Por isso, ao que nos parece, um consenso está longe de ser alcançado.

No início deste mês, em outra matéria da revista Carta Capital que questionava “Ser gay é pecado?”, Gondim voltou a falar sobre a questão homossexual. Sua declaração pareceu ambígua:

“A Bíblia, infelizmente, tem sido usada para defender quaisquer posicionamentos, desde a escravidão (sobram textos que legitimam a escravatura) ao genocídio. Como o sexo é uma pulsão fundamental da existência, o controle sobre essa pulsão mantém um fascínio enorme sobre quem procura preservar o poder. Assim, o celibato católico e a rígida norma puritana não passam de mecanismos de controle. O uso casuístico das Escrituras na defesa de posturas consideradas conservadoras ou ‘ortodoxas’ não passam, como dizia Michel Foucault, de instrumentos de dominação”.

Sem tomar posição sobre ser ou não ser pecado (a pergunta levantada pela revista), ele se exime de uma declaração teológica, optando por tratar o assunto dentro da esfera das “relações de poder”.

O pastor Zwinglio Rodrigues, por exemplo, não acredita ser esse o caminho mais indicado. Questionado pelo Gospel Prime sobre a declaração de Gondim, escreveu:

“Para o já falecido Foucault, a temática sexo demonstra de forma cristalina o interesse de um dado poder político [o qual chamo aqui de xy] em condicionar o comportamento e a conduta do sujeito. A partir disso, dá-se uma super-repressão dominadora que objetiva satisfazer os interesses do poder político xy. A isso é dado o nome de biopoder.

Quando Gondim fala sobre ‘o uso casuístico das Escrituras na defesa de posturas consideradas conservadoras ou ‘ortodoxas’, ele acusa os cristãos conservadores de ser o poder político xy. O interesse desse grupo é a [suposta] manutenção do status quo na visão ‘gondiniana’. Eu discordo frontalmente dessa conclusão.

Nossa abordagem do assunto parte do ensino claro das Escrituras, coisa que, em minha opinião, o senhor Gondim já abandonou a muito tempo. Não há projeto de poder por trás do nosso discurso. O que existe é fidelidade a textos como Romanos 1:24-27 que desaprova a prática homossexual e demonstra o estado de pecado dos praticantes do homossexualismo que precisam se reconciliar com Deus através do Mediador Jesus Cristo. Essa conversa sobre dominação, nesse caso, não passa de um papo sociológico que não respeita a Bíblia. Definitivamente, nosso interesse nada tem a ver com repressões e dominações, mas com a libertação dos cativos pelo conhecimento da Verdade [Jo 8:32, 36]”.

Certamente entre os evangélicos brasileiros existe quem tome um partido ou outro. Como em tantas outras questões, não há uma posição única no meio protestante. O que parece ser a questão principal é como a interpretação de textos bíblicos usada até hoje continuará sendo ensinada.

No momento em que as autoridades governamentais passam a reconhecer a possibilidade de casamento entre pessoas do mesmo sexo, resta às igrejas apenas ensinar a maneira como cada uma crê. O grande dilema de nossos tempos, evidenciado mais uma vez nessa matéria da revista, é que as vozes dissonantes dentro da igreja evangélica mais confundem do que esclarecem os “de fora”.

Ao mesmo tempo em que há pastores e pastoras defendendo que uma pessoa não precisa mudar de opção sexual, outros tantos não abrem mão de lembrar a necessidade de um novo nascimento.

Quando uma revista secular se dispõe a perguntar a cristãos de diferentes tradições se “Ser gay é pecado?” e ouve ao mesmo tempo, “sim”, “não” e “depende”, é sinal de que o conceito de pecado já não é mais o mesmo para os evangélicos brasileiros.

Confira a matéria completa da Revista Carta Capital


Fonte: Gospel Prime/ Blog Libertos do Opressor