sábado, 31 de dezembro de 2011

A Privataria Tucana - O Filme

A Privataria Tucana - O Filme from Cloaca News on Vimeo.



Fonte: Cloaca News

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Chávez diz que EUA usaram tecnologia para causar câncer em líderes latinos


Depois de prestar solidariedade à presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, que iniciará um tratamento de combate a um câncer de tireoide, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse estranhar o fato de cinco chefes de Estado da América Latina estarem sofrendo do mesmo mal: tumor maligno. Para Chávez, há uma estratégia liderada por norte-americanos para minar os líderes latino-americanos.

Durante seu programa de rádio, Chávez lembrou que há provas de que médicos dos Estados Unidos fizeram, nos anos de 1940, na Guatemala, experiências com cidadãos guatemaltecos sobre doenças sexualmente transmissíveis que levaram 83 pessoas à morte.

O caso teve repercussão internacional e o governo dos Estados Unidos se desculpou pelo fato. "É muito difícil explicar, com base na lei das probabilidades, por exemplo, o que tem ocorrido com alguns de nós [líderes] na América Latina", disse Chávez, que também está em tratamento médico para combater um câncer. Em meados deste ano, ele retirou um abscesso na região pélvica durante cirurgia em Cuba. Além de Chávez e Cristina Kirchner, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz quimioterapia para curar um câncer na laringe.

A presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, foram submetidos a um tratamento para a cura de linfoma. "Fidel [Castro, ex-presidente de Cuba] sempre me disse: 'Chávez tenha cuidado, essa gente desenvolveu tecnologia, atenção ao que te dão para comer e cuidado com uma pequena agulha que te injetem e não se sabe o porquê'", disse o venezuelano.


JB Online

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

83 países podem deixar de existir

Estudo da ONU aponta países onde as taxas de natalidade são baixas demais ­ e não nasce gente suficiente para repor os mortos



Fonte: Site da Revista Superinteressante

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Judeus, muçulmanos e episcopais vão construir bairro multireligioso



A Iniciativa das Três Fés, organismo integrado pelas comunidades judaica, islamita e episcopal de Omaha, adquiriu 14 hectares de um antigo campo de golfe no centro da cidade, onde vão erguer residências, uma instalação de moradia assistida, escritórios, lojas e hotel.

O Sterling Ridge, nome que será dado ao empreendimento, é uma iniciativa do Templo Israel, do Instituto Americano de Estudos e Cultura Islâmicos e da Diocese Episcopal de Nebraska. O conjunto foi denominado de “bairro de colaboração multireligiosa”, e incluirá uma sinagoga, uma mesquita e um templo episcopal junto a um centro ecumênico.

A área foi adquirida por cerca de 6 milhões de dólares, informou o The Omaha World-Herald. As três organizações contrataram arquitetos e os primeiros prédios devem estar concluídos em 2013.

A bispa Katherine Jefferts Schori, primaz da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, saudou a iniciativa e apontou-a como um dos exemplos mais notáveis do que é possível fazer quando irmãos habitam juntos em paz.

"As tradições abraâmicas compartilham uma visão comum do que seria um mundo restaurado, e esta comunidade de Omaha é um modelo vivo", disse a primaz ao Serviço Episcopal de Noticias.

O objetivo de Três Fés é conseguir um maior entendimento mediante uma maior proximidade. "A experiência nos ensina que a interação pode transformar a intolerância, a ignorância e o temor em entendimento, respeito e confiança", disse o presidente da Junta Diretiva da Tri-Faith Iniciative, Bob Freeman.

A declaração de princípios de Três Fés enfatiza que sua missão é a de “estender pontes de respeito, confiança e aceitação, recusar os estereótipos e neutralizar a influência dos extremistas e agentes do ódio”.

O reverendo anglicano Tim Anderson lembrou que diálogos inter-religiosos acontecem em várias partes do mundo. “Mas quando o evento termina, a gente se vai do hotel, volta para casa. Nós já estamos em casa e seguiremos vendo os mesmos vizinhos todos os dias”, disse.

O presidente do Templo Israel, John Lehr, classificou de extraordinário o fato de judeus de Omaha, que costumavam reunir-se no único clube que os admitia, estejam agora a ponto de se congregarem de novo, “mas desta vez num formoso e pacífico bairro multireligioso, vinculados pelas pontes de diálogo e do entendimento mútuo”.

"Num momento em que o mundo se dedica a levantar muros, essa é uma celebração da extensão das pontes”, disse o presidente do Instituto Islâmico, Syed M. Mohiuddin. O Alcorão, frisou, diz que “nosso Deus e vosso Deus é um só e o mesmo”.

A Iniciativa das Três Fés foi constituída formalmente em 2006, depois de anos de debates e diálogos.


Fonte: Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)/ Blog Libertos do Opressor



OBS: Uma iniciativa pela paz tão sonhada, é um modelo a ser seguido.

Prates, Neymar e o "retardado mental"




Fonte: Youtube

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"Igreja da Maconha" é descoberta em São Paulo



Uma horta de maconha foi descoberta em Americana, no interior de São Paulo pela polícia da cidade, que recebeu denúncia de que havia plantação da erva no local. Quando os guardas municipais chegaram lá, descobriram que era uma igreja onde os frequentadores idolatram a droga.

Os policiais encontraram 32 árvores da erva e em um dos cômodos da casa acharam um prato com maconha pronta para uso.

O dono da igreja já havia sido preso por tráfico de drogas, mas garante que as árvores plantadas em seu quintal eram para uso pessoal e para o consumo dos membros de sua religião.

A ação da polícia foi filmada e divulgada no programa Brasil Urgente, da Band. Confira!








Fonte: Band/ Blog Libertos do Opressor

Hezbollah aos cristãos do mundo: “Mensagem de Natal”


24/12/2011, Al-Manar TV, Beirute
Hezbollah Congratulates Lebanese, Christians on Christmas
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

“O Hezbollah congratula-se com os libaneses cristãos e o povo cristão em todo o mundo, nessa data abençoada. Rogamos que Alá, o Generoso, traga de volta aos cristãos, no Líbano e em todo o mundo, tempos de bem-estar e bênçãos, esperando que nossa região e todo o mundo sejam iluminados com as graças da unidade e da cooperação, superando a longa crise que atinge o mundo e especialmente essa nossa parte do mundo.

O nascimento de Cristo é ocasião para reafirmar a conexão que liga todas as santas religiões, nos seus clamores por justiça e igualdade, na defesa dos oprimidos contra os tiranos de todos os tempos.

Hoje, a violência maior, a maior tirania, é a que atinge Belém, lugar santo onde nasceu Jesus, filho de Maria, e Jerusalém e toda a Palestina.

Esses locais sagrados para todos nós continuam a enfrentar a violência da ocupação pela entidade sionista, apoiada ainda pelos Estados Unidos da América, onde hoje se concentram todos os poderes arrogantes do mundo.”


Fonte: Blog Redecastorphoto

domingo, 25 de dezembro de 2011

Veja porque o setor da segurança privada cresce tanto no Brasil




Fonte: Portal R7

7 dicas de como ler um ebook sem doer a vista

Publicado originalmente na Universia


Usar ebooks é uma ótima forma de alternativa ao papel. O meio-ambiente agradece. No entanto, há muitos que reclamam que ler coisas digitais cansa e dói a vista. Mesmo assim, por mais que seja difícil se acostumar, eles vieram para ficar. Mais cedo ou mais tarde, eles substituirão os livros impressos.

Por isso, não adianta nadar contra a maré. Leia sete dicas para ler ebooks sem doer a vista:

1- Não os use quando estiver cansado de mais
2- Utilize-o em uma iluminação uniforme evitando gerar sombrar e reflexos
3- Adeque o tipo de letra para enxergar corretamente a 30/45 centímetros de distância
4- Evite a secura ocular piscando várias vezes
5- Realize pausas a cada hora, para relaxar a vista
6- Administre de forma inteligente sua exposição ocular
7- Não se esqueça de realizar uma revisão anual da sua vista


Fonte: Blog Livros só mudam pessoas

sábado, 24 de dezembro de 2011

Quais os truques do shopping para você comprar mais?

Arquitetura, decoração e administração dos shopping centers conspiram para que você consuma mais. Veja como essas estratégias são aplicadas


por Emiliano Urbim, Gabriel Gianordoli, Lívia Aguiar e Samuel Rodrigues

PORTA POPULAR
Na maioria dos shoppings, quem chega sem carro é quem tem menos grana. Pensando nisso, o comércio popular fica perto da porta. Além disso, o público de menor poder aquisitivo fica mais à vontade ao ver marcas conhecidas logo de cara.

EXPOR EXEMPLO
Todo centro de compras tem um espacinho para pequenas exposições - processos industriais, esculturas de material reciclado, roupas da Barbie, por aí vai. Pode inspirar bocejos, mas quem é do ramo jura que isso atrai visitantes.

180 DEGRAUS
Ainda há shopping em que a escassez de escadas rolantes obriga a caminhar e "conhecer lojas". Felizmente, hoje a regra é atrolhar o prédio de escadas, até de meio andar, para que você chegue aonde quiser sem se cansar.

DANÇA DAS VITRINES
Lojas substituídas, reformadas, mudando de ponto - a administração prevê e estimula essas alterações. Isso dá aos visitantes desculpa para voltar: conhecer os novos espaços.

EM CASA
Espaços com poltronas e plantas existem para criar "situações residenciais". A ideia é que um marido sinta-se na sua sala de estar e deixe a esposa livre para consumir.

AOS ESTACIONADOS
Calculando que o público que chega de carro é o que tem mais dinheiro, as lojas mais luxuosas costumam ficar próximas do acesso aos estacionamentos.

LUZ E SOMBRA
Repare: os corredores dos shoppings são muito mal iluminados. Mas isso não é um acidente, a pouca iluminação das passagens faz as luzes das vitrines se destacar, atraindo seus olhos.

CHEIRO, SOM E FÚRIA
No exterior dá certo, mas aromatização e sonorização do ambiente foram banidos dos shoppings brasileiros - se tem, irrita, se não tem, ninguém liga. Perfume e trilha sonora ficam restritos a algumas lojas.

A PRAÇA É FOSSA
Sim, praças de alimentação são legais pela variedade de opções. Mas esse não é o único motivo para sua existência: o shopping concentra canalização de água e esgoto em apenas um local e barateia custos.

MUNDO LÁ FORA
Shoppings eram como cassinos, sem janelas que lembrassem a passagem do tempo. Para amenizar a sensação de que você perdeu o dia lá dentro, os prédios mais modernos incluíram painéis de vidro ou mesmo aberturas para o sol (e o luar) entrar.


Fontes Manoel Alves Lima, diretor da FAL Design Estratégico para Varejo; Alberto Botti, diretor da Botti Rubin Arquitetos Associados.


Fonte: Site da Revista Superinteressante

Por que não festejo e me faz mal o Natal


por Mário Maestri*

Não festejo e me faz mal o Natal por diversas razões, algumas fracas, outras mais fortes. Primeiro, sou ateu praticante e, sobretudo, adulto. Portanto, não participo da solução fácil e infantil de responsabilizar entidade superior, o tal de “pai eterno”, pelos desastres espirituais e materiais de cuja produção e, sobretudo, necessária reparação, nós mesmos, humanos, somos responsáveis.

Sobretudo como historiador, não vejo como celebrar o natalício de personagem sobre o qual quase não temos informação positiva e não sabemos nada sobre a data, local e condições de nascimento. Personagem que, confesso, não me é simpático, mesmo na narrativa mítico-religiosa, pois amarelou na hora de liderar seu povo, mandando-o pagar o exigido pelo invasor romano: “Dai a deus o que é de deus, dai a César, o que é de César”!

O Natal me faz mal por constituir promoção mercadológica escandalosa que invade crescentemente o mundo exigindo que, sob a pena da imediata sanção moral e afetiva, a população, seja qual for o credo, caso o tenha, presenteie familiares, amigos, superiores e subalternos, para o gáudio do comércio e tristeza de suas finanças, numa redução miserável do valor do sentimento ao custo do presente.

Não festejo e me desgosta o Natal por ser momento de ritual mecânico de hipócrita fraternidade que, em vez de fortalecer a solidariedade agonizante em cada um de nós, reforça a pretensão da redenção e do poder do indivíduo, maldição mitológica do liberalismo, simbolizada na excelência do aniversariante, exclusivo e único demiurgo dos males sociais e espirituais da humanidade.

Desgosta-me o caráter anti-social e exclusivista de celebração que reúne egoísta apenas os membros da família restrita, mesmo os que não se freqüentaram e se suportaram durante o ano vencido, e não o farão, no ano vindouro. Festa que acolhe somente os estrangeiros incorporados por vínculos matrimoniais ao grupo familiar excelente, expulsos da cerimônia apenas ousam romper aqueles liames.

Horroriza-me o sentimento de falsa e melosa fraternidade geral, com que nos intoxica com impudícia crescente a grande mídia, ano após ano, quando a celebração aproxima-se, no contexto da contraditória santificação social do egoísmo e do individualismo, ao igual dos armistícios natalinos das grandes guerras que reforçavam, e ainda reforçam – vide o peru de Bush, no Iraque – o consenso sobre a bondade dos valores que justificavam o massacre de cada dia, interrompendo-o por uma noite apenas.

Não festejo o Natal porque, desde criança, como creio para muitíssimos de nós, a festa, não sei muito bem por que, constituía um momento de tensão e angústia, talvez por prometer sentimentos de paz e fraternidade há muito perdidos, substituindo-os pela comilança indigesta e a abertura sôfrega de presentes, ciumentamente cotejados com os cantos dos olhos aos dos outros presenteados.

Por tudo isso, celebro, sim, o Primeiro do Ano, festa plebéia, hedonista, aberta a todos, sem discursos melosos, celebrada na praça e na rua, no virar da noite, ao pipocar dos fogos lançados contra os céus. Celebro o Primeiro do Ano, tradição pagã, sem religião e cor, quando os extrovertidos abraçam os mais próximos e os introvertidos levantam tímidos a taça aos estranhos, despedindo-se com esperança de um ano mais ou menos pesado, mais ou menos frutífero, mais ou menos sofrido, na certeza renovada de que, enquanto houver vida e luta, haverá esperança.


* Historiador e professor do curso de História e do Programa de Pós-Graduação em História da UPF, RS. Publicado em La Insignia.



Fonte: Blog da Revista Espaço Acadêmico

O verdadeiro sentido do Natal




Fonte: Blog Humor Ateu

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Por que deletamos amigos das redes sociais?

Basta surgir uma nova rede social para as pessoas começarem a adicionar contatos aos montes: no começo os amigos mais próximos, depois a família, os colegas de trabalho, os amigos de amigos, aquele cara que você meio que acha que estudou contigo na terceira série…

O resultado é que os usuários do Facebook têm 130 contatos, em média. Um monte de gente possui centenas a mais. Mas acontece que, com frequentes mudanças no Facebook, as atualizações dos amigos ganharam mais evidência. E não sei quanto a vocês, leitores, mas a gente aqui do blog se depara de vez em quando com umas coisas desagradáveis em nossa página.

Quero fazer uma pausa na entrevista que estou transcrevendo, abro o Facebook e PAM, lá está a foto de uma pessoa morta em um acidente de carro. A Letícia decide procurar por um contato entre seus amigos e se depara com a foto de algum animal de estimação morto. Ou criança doente. As causas podem ser nobres, como conscientizar as pessoas sobre acidentes no trânsito ou maus tratos aos animais. Só que muitos não querem ter esse tipo de imagem na tela de seus computadores. A solução? Para 55% dos usuários, a saída é deletar. Pelo menos isso é o que diz uma pesquisa recente da Nielsen.

Depois dos comentários ofensivos, o principal motivo para tirar alguém de seus contatos é não conhecer aquela pessoa tão bem. Sabe quando você começa a seguir cada passo do fulano: o aniversário da sobrinha, as fotos na piscina, os comentários alegres ou tristes, e em um momento pensa “por que estou vendo isso, nem sei direito quem é esse cara?” Acho que é isso que acontece com os 41% dos usuários que excluem os amigos não tão amigos assim. A falta de interação entre o dono da conta e o ex-amigo também ocupa 20% dos “delete” na pesquisa.

Em seguida na pesquisa, o principal motivo para excluir alguém é “ele tentou me vender alguma coisa”, com 39%. Acho que o meu poder de compra deve ser baixo, porque ninguém nunca tentou me vender nada. (Ok, leitores, não tentem. Juro que excluo vocês! Rá!)

E aquelas pessoas que postam coisas como “hoje o dia não poderia ser pior”, “solidão, minha grande companheira”, “acaba 2011, ano insuportável”?! Pois os comentários depressivos são motivos para 23% dos amigos deletados. Então tente superar a tristeza – ou pelo menos não espalhe a melancolia para todo o Facebook.

Em sequência na pesquisa, temos duas coisas complicadas. Os fins de relacionamentos (com 11%) e os comentários políticos (com 14%). Aposto que épocas de eleições são épocas de exclusões de amigos. Quanto aos fins de namoros, não excluí ninguém quando terminei o meu último, mas já deletei uma pessoa por amor à amiga que levou o fora. Irmandade é isso!

A última coisa interessante da pesquisa é que 6% das pessoas deletam quem atualiza muito o perfil. Facebook não é Twitter, né?

E você, por que limou seus últimos amigos? Conte pra gente. E por falar nisso, adicione o Mulher 7X7 no Facebook, hein?

Margarida Telles é repórter de ÉPOCA em São Paulo.


Fonte: Site da Revista Época

A síndrome do Natal

WALCYR CARRASCO

A pior coisa do Natal é a obrigação de ser feliz. Haja data complicada. À medida que os dias de dezembro são devorados pelo calendário, a pessoa se defronta com a questão inexorável: onde passar o Natal? Com quem? É mais cruel que o Carnaval. Sim, nos dias de Momo também impera a obrigação de exalar felicidade. Os precavidos entram numa escola de samba meses antes e desfilam na avenida. Em última análise, os solitários podem comprar ingresso para um baile, saltitar num bloco ou rasgar a fantasia num trio elétrico. Até mesmo se faz retiro espiritual. É socialmente aceitável. O Natal é bem mais exigente. Há de ter alguém para partilhar a data. Ou a pessoa sente que tem alguma coisa errada.

WALCYR CARRASCO
é jornalista, autor de livros, peças teatrais e novelas de televisão

Pode parecer uma visão bem negativa do Natal. Admito que é. Já passei pelo trauma. Meu pior Natal foi aquele em que toda a minha família decidiu comemorar na casa de meu irmão Ney. Minha mãe ainda era viva. Eu morava numa chácara distante, de difícil acesso na época, a mais de 200 quilômetros da casa fraterna. No final da tarde do dia 24, quando provavelmente o peru já estava no forno e minha cunhada Bia, excelente cozinheira, tirava um pudim da forma, tomei banho, me arrumei e entrei no carro repleto de presentes. Dei a partida. E o traidor do carro não pegou. De jeito nenhum. Um vizinho até me ajudou a empurrá-lo ladeira abaixo, para ver se funcionava. Não teve jeito. Mecânico em final de tarde do dia 24 era impossível. Meu seguro não oferecia ajuda do tipo. Voltei para casa. Telefonei avisando que não ia. E fritei dois ovos para passar a noite de Natal. Teria me conformado se não fossem as luzes nas casas mais próximas. O som de risadas. Alegria. Meu espírito natalino foi para o ralo. Nunca tive tanta raiva da felicidade alheia. Confesso, desde então peguei certo trauma do Natal. Não sou o único. Tenho um amigo cuja família simplesmente não se importa com a data. É raro, mas existe. Na infância, poucas vezes ganhou presentes. Mesmo assim, das tias. Encontrou uma maneira especial de passar pela noite fatídica sem pensar em suicídio – cujo número costuma crescer na data. Arrumou trabalho como Papai Noel em ceias particulares. Famílias ricas costumam contratar atores para alegrar as crianças enquanto se esbaldam nos comes e bebes. De barriga falsa, barba e gorro, meu amigo circula de mansão em mansão. Passa a noite levando alegria aos pequeninos. Ou tentando.

– Em muitas casas, as crianças estão tristes. Entro, faço “ho ho ho” e ninguém dá a mínima.
Dezembro é o mês da síndrome natalina, aquela obrigação de exalar felicidade. Dá para se libertar dela?

A mídia pressiona: no Natal é preciso confraternizar com os seus. Não fazê-lo é uma derrota. A cultura ocidental reforça esse sentimento. Um dos mais famosos textos do britânico Charles Dickens, do século XIX, chama-se, não por acaso, “Conto de Natal”. É a história do avarento Scrooge, que, com a visita do fantasma de seu antigo sócio, Marley, confronta-se com a própria solidão. Mais trágica é a “Menina dos fósforos”, do dinamarquês Hans Christian Andersen, também do século XIX. Sozinha na noite fria, a garota vê as pessoas comemorar a data através das janelas. Morre, gélida, sonhando com um Natal onde possa ser feliz. Diante de tais patrimônios literários, que lemos ou a que assistimos em versões cinematográficas desde criança, quem se atreve a dizer que não se importa? Pode até fingir. Mas se importa, sim.

A competição para evitar rusgas familiares torna o trânsito da noite perigosíssimo. Mães, sogras, avós, tias, madrinhas exigem como prova de amor que filhos, noras, genros, netos, sobrinhos e afilhados façam pelo menos uma visitinha durante a ceia. O resultado são comboios vagando de endereço em endereço para entregar o presente, trinar amenidades e voar em direção ao próximo parente. Um cansaço. Pior é ir à festa da família alheia. Reforça o sentimento de exclusão. Passar sozinho é mico, já disse. E depois fica dificílimo explicar aos amigos que tudo está bem. Suportar os olhares de dó. Não ganhar coisa alguma depois da maciça campanha publicitária que nos faz relacionar presente com amor? Impossível.

Quem se separou, tem família distante, perdeu alguém ou nunca teve apavora-se em dezembro. É a síndrome natalina. Já quis me libertar dela. Não consegui. Lutar contra séculos de felicidade obrigatória? Não dá. Prefiro me organizar com antecedência. É o melhor. Para na noite em questão não cair na armadilha de fazer uma revisão da vida inteira e arrancar os cabelos ao som de “Jingle bells”.


Fonte: Site da Revista Época

domingo, 11 de dezembro de 2011

Parece que somos incapazes de viver sem crer em algo superior, diz Gleiser

Título original: Acreditar é humano

por Marcelo Gleiser para Folha


O ser humano é um animal acreditador. Talvez esse seja um bom modo de definir nossa espécie. "Humanos são primatas com autoconsciência e a habilidade de acreditar." Já que " acreditar" sempre pede um "em quê?", refiro-me aqui a acreditar em poderes que transcendem a percepção do real, algo além da dimensão da vida ordinária, além do que podemos perceber apenas com nossos sentidos.

Eu me pergunto se a necessidade de acreditar em algo (não uso a palavra "fé", pois essa tem toda uma conotação religiosa) é consequência da consciência. Será que outras inteligências cósmicas também acreditam?

Parece que somos incapazes de viver nossas vidas sem acreditar na existência de algo maior do que nós, algo além do "meramente" humano. Bem, nem todos nós, mas a maioria. Isso desde muito tempo. Para os babilônios e egípcios, os céus eram mágicos, a morada dos deuses, ponte entre o humano e o divino. Interpretar os céus era interpretar mensagens dos deuses, muitas vezes dirigidas a nós mortais.

Essa divinização da natureza é muito mais antiga do que a civilização. Pinturas rupestres, os símbolos mais antigos da expressão humana, já demonstram a atração que nossos ancestrais nas cavernas tinham pelo desconhecido, sua reverência por poderes além de seu controle. As pinturas de animais representavam encantamentos, uma mágica gráfica criada com o objetivo de auxiliar os caçadores em sua empreitada, cujo sucesso garantia a sobrevivência do grupo.

Fico imaginando o poder que essas imagens -que dançavam à luz do fogo- exerciam sobre o grupo reunido na caverna, uma tentativa de recriar a realidade para ter algum controle sobre ela. A religião nasceu da combinação de reverência e necessidade. E assim continua, definindo como a maioria dos humanos vê o mundo.

Mesmo após termos desenvolvido meios para explorar fontes de energia da natureza, estamos ainda à mercê dos elementos. Muitos chamam enchentes, tornados, erupções vulcânicas ou terremotos de atos divinos, representando forças além do nosso controle.

A ciência, claro, atribui esses desastres a causas naturais, o que acarreta abandonar a crença de que a fé pode nos ajudar de alguma forma a controlá-los. Fica difícil, hoje em dia, rezar para o deus do vulcão ou para o deus da chuva.

Esse é um desafio para a ciência e para os seus educadores: a ciência pode explicar, às vezes prever e, até certo ponto, proteger-nos de desastres naturais. Porém, não pode competir com o poder da crença na imaginação humana, mesmo na completa ausência de evidência de que possa nos proteger contra desastres naturais.

O mundo estava cheio de deuses no início da história da nossa espécie e, para muitas pessoas, assim continua. A resposta, parece, não é tentar transformar a ciência numa espécie de deus, substituindo uma crença por outra, mas, ao contrário, mostrar que vidas podem ser vividas sem a crença em poderes divinos cuja intenção é nos manipular, seja para o bem ou para o mal.

Talvez a maior invenção da vida na Terra tenha sido essa espécie de primatas com a capacidade de imaginar realidades que a transcendem.

Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de "Criação Imperfeita".



Fonte: Paulopes Weblog

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Quem é judeu?

Abraão não era judeu.

Moisés não era judeu.

Davi não era judeu.

Salomão não era judeu.

Sobrou Israel que era judeu e na acepção da palavra significa inimigo de Deus.

Como é que ficamos?

Mas vamos aos fatos para que não pairem dúvidas.

Abraão não era judeu porque ele é anterior ao judaísmo.

Historicamente, Abraão era iraquiano da cidade de Ur.

Moisés era egípcio no nome e pelo nascimento e não se sabe quem foi sua mãe.

Davi não era judeu porque os judeus só reconhecem quem é judeu pelo lado materno. E a mãe de Davi era moabita.

Salomão, filho de Davi, era neto de Ruth, a moabita.

E por falar em descendência, Jesus, o Messias, é descendente, de acordo com a Bíblia, de Davi, o neto da moabita.

Jesus era palestino de nascimento.

Sobrou Israel.

Israel era judeu e arrogante.

O nome verdadeiro de Israel é Jacó e recebeu o nome de Israel porque ofendeu e lutou contra o anjo do Senhor.

Isso também está na Bíblia.

E quem agride um anjo não se torna seu amigo, mas inimigo.

Portanto, tecnicamente Israel significa inimigo de Deus.

Talvez agora se consiga entender porque os governantes de Israel são tão arrogantes e cruéis.


Fonte: Blog do Bourdoukan

Escolhendo sua religião… Ou não…

Um pequeno manual para os perdidos no tempo ou aqueles que não têm tempo para pensar por sí mesmo.

Visto no Treta

por Rick Machado






Fonte: Blog Humor Ateu

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O QUE DEVEMOS (OU NÃO) FAZER NAS REDES SOCIAIS

Especialistas em etiqueta e usuários das plataformas dão dicas de como tornar o ambiente virtual mais harmonioso.



Quando Luis XIV, rei da França no século 17, inventou as regras de etiqueta, nem imaginava que algumas delas seriam seguidas até hoje. Muito menos que certas práticas, que ele escrevia em pequenos bilhetes para ensinar os convidados da Corte a se comportar, seriam levadas até para o mundo digital.

Segundo a jornalista e consultora de etiqueta Claudia Matarazzo, autora do livro “Net.com.classe”, é essencial que as pessoas transportem a etiqueta convencional para o mundo virtual, ainda que seja difícil. “Se você não bate a porta na cara de ninguém que vai te visitar, não deve rejeitar uma pessoa que te adicionou no Orkut ou Facebook”, explica.

Nessas horas, o ideal é encontrar uma maneira de ser educado, mas, também não passar por cima de suas vontades. Fábio Arruda, consultor de estilo, acredita que os recursos dos sites como Facebook ou Orkut conseguem dar conta do recado. Portanto, usar ferramentas para bloquear um conhecido ou manter certos posts em anonimato não faz mal algum. Pelo contrário, é uma ótima forma de garantir discrição e não se expor para pessoas que você não gostaria.

Outro ponto que sempre merece atenção é a publicação de fotos. Para Fábio, é muito importante que dentro das redes sociais as pessoas não exponham seus amigos, familiares e, muito menos, a si mesmos. “É de bom tom pedir autorização da pessoa antes de publicar uma foto em que ela esteja aparecendo”, sugere. Ainda que pareça exagero para alguns, para outros, isso faz uma grande diferença. “Já tive problemas com fotos que amigos postaram no Facebook. Briguei com namorado e discuti com os próprios colegas por terem exposto fotos de mim em uma balada”, lembra Juliana, que não quis se identificar.

No Facebook também é bastante comum pessoas marcarem umas às outras em publicações. E isso pode ser bastante constrangedor para a pessoa “taggeada”, especialmente se a marcação envolve algum tipo de cobrança. “Já vi gente cobrando dinheiro e, outras, favores. Esse tipo de comportamento é muito mal educado”, comenta Juliana. Para essas situações, o jornalista Gavroche Fukuma, usuário assíduo do Facebook, dá a dica: “Se você não falaria em público, então não publique”.

A falta de etiqueta também ocorre na quantidade de mensagens pessoais publicadas por alguns usuários. Ao questionarmos nossos leitores sobre essa mania, todos foram unânimes: ninguém gosta de saber o que os outros estão fazendo a cada momento. É constrangedor e enche a timeline com assuntos irrelevantes. Há ainda outras manias que têm afastado alguns usuários das redes sociais: retuítes constantes e a repetição de informações e brincadeirinhas. O gestor de TI William Ribeiro, um de nossos leitores, conta que excluiu sua conta no Facebook justamente pela alta exposição e irrelevância dos assuntos postados na rede. “Acho que é primordial, antes de se postar qualquer coisa, avaliar como a mensagem vai ‘atingir’ a outra pessoa”, diz.

E ele tem razão. Os consultores acreditam que as redes sociais são uma extensão de nossas vidas, portanto, ter educação é essencial. Além disso, o bom senso e o critério na hora das postagens podem ajudar a construir plataformas mais interessantes e seguras. “O princípio básico da etiqueta é ser educado com todos e se aprimorar como ser humano dentro e fora da rede”, conclui Fábio.

Então, vamos recapitular? Veja abaixo as principais dicas de etiquetas nas redes sociais.

Facebook:

Antes de marcar alguém em alguma foto, peça permissão. Afinal, nunca sabemos se a pessoa vai querer se expor naquela situação.

Se você precisa dar um recado a alguém, cobrar ou até mesmo relembrar algum caso, faça por mensagem privada. Nem sempre a pessoa marcada no post gostaria de compartilhar essas informações com todos os amigos da rede.

Cuidado ao compartilhar correntes, vídeo, fotos e textos pronto. Você pode estar entupindo a timeline de seu amigo com coisas repetidas, além de ser tachado de chato ou sem opinião. Tenha critério ao republicar conteúdos.

Evite postar informações irrelevantes sobre o seu dia a dia. Se expor sem necessidade pode soar egocêntrico da sua parte, além de, mais uma vez, encher a timeline de seus colegas com conteúdos pouco interessantes.

Tenha cuidado ao expor suas opiniões, especialmente sobre assuntos polêmicos. Lembre-se que, diferente de uma discussão ao vivo, suas palavras serão armazenadas por muito tempo e, se você for grosso ou mal educado, todos vão se lembrar disso com frequência.

Jogos e aplicativos são legais, mas pare de ficar mandando convite para esse tipo de coisa dentro da rede social. Cada um tem suas preferências e, provavelmente, já deve conhecer algum joguinho que o agrade.

Twitter:

O retuíte é uma ferramenta que deve ser usada de vez em quando, ou seja, nada de ficar retuitando qualquer post. Assim como no Facebook, o critério é essencial para não atrapalhar a timeline dos outros e não queimar seu próprio filme.

Como a rede social só permite 140 caracteres, é preciso se expressar com cuidado. Uma frase pode ser facilmente mal interpretada. Por isso, preste atenção no que você tem a dizer e diga com cautela.

Nada mais feio do que “roubar” frases de alguém. Se você gostou de alguma citação, dê a fonte e indique qual amigo foi o autor da mensagem.

Não use o Twitter como MSN. Poste mensagens relevantes e com intervalos de tempo. As pessoas não vão querer que você encha a timeline delas somente com seus posts.

Uma das vantagens do Twitter é poder estar próximo de seus ídolos. Mas, cuidado para não bancar o fã maluco e ficar enviando mensagens de cinco em cinco minutos. E muito menos comentando qualquer post da pessoa.


Fonte: OlharDigital/ Blog História Vermelha