terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Antropologia em uma imagem




Fonte: Blog Ciência Social Ceará

O totalitarismo singular no Brasil

Por wander

DO Congresso em Foco

O Brasil reinventa o totalitarismo – a nova máquina policial
“Estamos dentro de uma espiral de violência e repressão policial que ultrapassa a média histórica, já extremamente alta, que caracterizou sempre a história de um país elitista e discriminador.”

Bajonas Teixeira de Brito Junior*

Há muitos sintomas que hoje indicam a eclosão de uma forma peculiar de totalitarismo no Brasil. Thomas Mann, exilado durante a maior parte do tempo que durou o Terceiro Reich, definiu a Alemanha do período como o “bem que infeccionou”. O bem, porque o alemão era tradicionalmente conhecido por seu senso de ordem, disciplina, dedicação ao trabalho e obediência às leis. O agigantamento de alguns poucos sentimentos alemães (o anti-semitismo, o nacionalismo, a necessidade de obediência e hierarquia, o revanchismo, o misticismo) levaram à catástrofe. No Brasil de hoje, ainda temos que descobrir o que está por trás dos traços totalitários que se avolumam.

traços se ramificarem em diversas direções: nas alterações (sempre para cima) dos contratos bilionários das empreiteiras; nas concessões inconstitucionais para as obras da Copa e outros megaeventos esportivos — que, como tem enfatizado o professor Carlos Vainer, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano da UFRJ, assumem a forma de um efetivo Estado de Exceção, com as garantias constitucionais anuladas em benefício da especulação imobiliária e outros grandes interesses econômicos; o mesmo aparece nos projetos colossais, como o do Plano Nacional de Banda Larga, em que salta aos olhos o modo com que, como faca quente sobre a manteiga, os “parceiros” do governo federal infringem ou denunciam os acordos no mesmo dia em que os firmam e obtém os privilégios que Estado algum concederia.
Por fim, o que provoca estremecimento e pavor, temos as operações policiais destinadas aos pobres e aos movimentos sociais, cada vez mais aparatosas em que se pode admirar a pujança do aparelhamento da repressão: helicópteros blindados em sobrevôo rasante, enormes carros blindados, viaturas novinhas em folha, armaduras articuladas com proteção amortecedora e design futurista, semelhantes às dos soldados americanos no Iraque, veículos especiais para transporte rápido de grande quantidade de cavalos, utilização da cavalaria como técnica de cerco e perseguição, etc.

Uma atenção especial merece esse último aspecto, a força repressiva, em vista da escalada da violência policial que se cristalizou em diversos acontecimentos repulsivos nos últimos tempos. Para entender suas causas é preciso, primeiro, mostrar os fatos que se acumulam e, em seguida, buscar as raízes do presente surto de totalitarismo no país. Citamos alguns dos fatos marcantes:

1. 02 junho de 2011. Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Durante uma manifestação contra as altas tarifas dos ônibus e melhoria do transporte público, a tropa de choque local atua com grande violência contra estudantes universitários e secundaristas. O vídeo no You Tube pode ser visto aqui. E reproduzo parcialmente o pequeno, mas preciso, relato que acompanha o vídeo:

“Durante manifestação pacífica, o BME-ES (Batalhão de Missões Especiais do Espírito Santo [...] ) age com bombas, tiros de balas de borracha (muitos à queima-roupa), spray de pimenta e tapas/pontapés contra manifestantes desarmados (em sua maioria estudantes).
Detalhe 1: a tropa atira nos manifestantes antes de qualquer iniciativa de confronto por parte deles, apontando para dentro da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), ferindo gente desde o pescoço (!) até o pé, inclusive acertando pessoas que não estavam na manifestação.
Detalhe 2: A tropa age sob ordem do governador Renato Casagrande, que havia baixado nota dizendo que abria mesa para diálogo com os manifestantes, mas não atenderia a nenhuma das reivindicações (no entender da autoridade facista, isso é abertura para diálogo).”

2. 21 de Outubro de 2011. Durante a greve de professores e estudantes da Universidade Federal de Rondônia (Unir) — contra a administração corrupta do reitor Januário Amaral, que se viu ao fim obrigado a renunciar e é hoje acusado pelo promotor do Ministério Público Estadual de Rondônia (MPRO) Pedro Abi-Eçad de ter liderado uma organização criminosa dentro da universidade — a Polícia Federal (PF) efetuou a prisão, não do reitor, mas de um professor presente nos protestos, o professor e doutor em história Valdir Aparecido de Souza. É interessante observar a perfeita calma e autocontrole do professor, característica da coragem sem arrogância, em contraste com a histeria dos policiais federais, que chegam a mostrar uma arma no momento da prisão arbitrária do docente. Parecem duas vertentes da humanidade, entre as quais não há ponte possível. O vídeo não deixa dúvidas.

3. 08 de novembro de 2011. A desocupação da USP. Um policial aponta a arma para o rosto de uma aluna. Cavalaria, tropa de choque, alarido de sirenes, explosões, bombas de gás lacrimogêneo, helicópteros voando próximos ao prédio. A moradia estudantil (CRUSP) fica sitiada por grande contingente policial. Enfim, cenas de horror e desespero. O saldo de 73 estudantes presos.

4. 09 de janeiro de 2012. Um estudante negro na USP foi tratado com extrema violência por um policial militar, levou tapas, foi arremessado contra os móveis que estavam no caminho, humilhado de forma assombrosa por um agente público em serviço. Isso foi feito, sem o menor escrúpulo e sem qualquer hesitação, diante de câmeras. Fica-se a imaginar o que acontece longe das câmeras.

5. 03 de janeiro de 2012. Longe das câmeras, acorrem as abordagens sempre cruéis e marcadas pela brutalidade. Um doutorando em Filosofia, em Barão Geraldo, Campinas, se atreveu a questionar a forma de tratamento dada por policiais aos jovens pobres e negros da localidade. Recebeu uma série de ameaças e teve que enfrentar vários constrangimentos, inclusive desfile de viaturas na sua porta. Não se intimidou e, num segundo questionamento das abordagens policiais, foi preso por “desacato”. Ele fez então, por temer represálias ainda mais graves, o relato dos fatos que foi publicado no site do Yahoo, na coluna de Walter Hupsel.

6. 05 de janeiro de 2012. Com os métodos truculentos que se tornaram a rotina da atividade policial nas ruas, se procede à “limpeza” da região da Cracolândia em São Paulo. O pretexto é o revigoramento do Centro. O motivo real, apontado por todos os movimentos sociais, é a simbiose de interesses políticos e especulação imobiliária. Na desocupação de Cracolândia, não só se desconsiderou qualquer ação para amenizar a síndrome de abstinência dos dependentes químicos, mas se explicitou o que está no íntimo do tratamento brutal oferecido pela polícia, e a política, aos miseráveis da sociedade brasileira: a Prefeitura de São Paulo declarou que sua estratégia se baseava em “dor e sofrimento” para atingir os seus objetivos. Veja-se a matéria doEstadão: SP usa ‘dor e sofrimento’ para acabar com cracolândia.

7. 22 de janeiro de 2012. Desocupação de Pinheirinho em São José dos Campos (SP). Reproduzo o texto de Raquel Rolnik que, junto com Walter Hupsel, tem sido uma das poucas vozes indignadas com a escalada policial: “Milhares de homens, mulheres, crianças e idosos moradores da ocupação Pinheirinho são surpreendidos por um cerco formado por helicópteros, carros blindados e mais de 1.800 homens armados da Polícia Militar. Além de terem sido interditadas as saídas da ocupação, foram cortados água, luz e telefone, e a ordem era que famílias se recolhessem para dar início ao processo de retirada. Determinados a resistir — já que a reintegração de posse havia sido suspensa na sexta feira – os moradores não aceitaram o comando, dando início a uma situação dramaticamente violenta que se prolongou durante todo o dia e que teve como resultado famílias desabrigadas, pessoas feridas, detenções e rumores, inclusive, sobre a existência de mortos.”

Os fatos listados deixam pouca margem a dúvidas. Sua concentração em janeiro de 2012, é sintomática. Estamos dentro de uma espiral de violência e repressão policial que ultrapassa a média histórica, já extremamente alta, que caracterizou sempre a história de um país elitista e discriminador. Um tripé repressivo, que envolve o judiciário, a polícia e a política, manipulando uma consciência pública cada vez mais debilitada, em que os próprios intelectuais praticamente se recolheram ao mais absoluto mutismo, salvo raríssimas exceções, está bem montado e, tudo indica, atuará daqui para frente sempre com maior ferocidade. Estamos já muito além de acontecimentos episódicos e passageiros. Há por trás de tudo isso um comércio de armamento, viaturas, blindados, helicópteros, munições, armas, etc. O Rio de Janeiro já é palco de uma das maiores feiras mundiais, a Feira Internacional de Segurança, para a aquisição de armamentos destinados à repressão pública.

O que já está em prática é um projeto, que foi articulado pelo então ministro da defesa, Nelson Jobim, que evocou à época a “expertise” adquirida pelo exército em conflitos urbanos na missão do Haiti, e cujos aspectos mais perturbadores tentamos apresentar num artigo publicado aqui nesse site em 2008 — Nelson Jobim e o projeto de super polícia. Uma conclusão que se pode tirar nessa altura é a seguinte: se um ministro da defesa é quem articula um projeto policial, em que o exército, a marinha e aeronáutica são peças decisivas, então o inimigo contra o qual o país pretende se defender é um inimigo interno. Ao longo da história, nos regimes totalitários, o ponto crucial foi sempre o domínio sob o aparato policial visando a liquidação do “inimigo interno”.

O que não é fácil de compreender é como, no governo de um partido que sempre se disse comprometido com as causas populares, foi chocado o ovo da serpente. Enquanto há pouco mais de uma década discutia-se ainda o absurdo da existência de duas polícias, a militar e a civil, e se falava na extinção de uma delas para a consolidação do sistema democrático, o que acompanhamos nos últimos tempos foi o reforço de toda a maquinaria policial: o uso da Polícia Federal contra mobilizações sociais (como no caso da Unir, citado acima), a criação da Força Nacional de Segurança Pública, a mobilização das Forças Armadas para operações em favelas, o fortalecimento da divisão da polícia em Civil e Militar, a quase que autonomia dos batalhões especiais, como o Bope.

Surtos de totalitarismo se deram em muitas partes do mundo. Hannah Arendt e Herbert Marcuse, para citar um caso, apontaram diversos desses sintomas nos EUA nas décadas posteriores à Segunda Guerra. Pode-se dizer que desde a chamada guerra ao terror esses traços não só retornaram como se revestiram de evidência muito maior. No cenário da crise econômica iniciada em 2008, originada de acordo com vários economistas pelos gastos astronômicos da guerra no Iraque e no Afeganistão, o combate ao terror teve sua prioridade rebaixada. Já o Brasil, nesse mesmo período, criou sua própria versão da guerra ao terror, na forma da guerra contra o tráfico. Para compreender seu sentido, é preciso dar uma passada de olhos sobre nossa história colonial e ver, como nela, se enraíza a figura do “inimigo interno”. Só assim compreenderemos como o nosso Ministério da Defesa pode, hoje, estar envolvido no combate dentro do front interno.

O inimigo a ser erradicado, desde os primórdios da colonização, tem sido entre nós principalmente o inimigo interno. Esse inimigo foi, primeiramente, desenhado pela pena da teologia dos padres como o portador por excelência do mal. Primeiros foram os indígenas, depois os escravos, quilombolas, negros livres e mestiços, e, atualmente, esses inimigos são os que se abrigam em favelas, ocupações e invasões. O historiador inglês Charles Boxer definiu o princípio fundamental da colonização portuguesa nos termos seguintes: “Salvar suas as almas imortais associado com o anseio de escravizar os seus corpos vis”. Trata-se de uma troca metafísica, em que os padres e a Igreja Católica representam a salvação, impondo o cristianismo aonde chegavam e, como complemento inseparável, os traficantes escravistas, os bandeirantes, os capitães-do-mato e as forças policiais, garantiam a subjugação.

Ser escravo era o preço pago por ser cristianizado e adquirir uma alma imortal. O Brasil, ou aquilo que veio a ser chamado Brasil, era visto como um paraíso terreno (o que, na perspectiva portuguesa, significava um campo aberto à exploração extrativa indefinida) habitado, porém, por demônios que deviam ser redimidos ao mesmo tempo pela cruz e pela espada. Um dos melhores exemplos dessa parceria é a do major Vidigal, chefe de polícia no Rio de Janeiro na época em que a Corte esteve no Brasil. Além de reprimir barbaramente qualquer rebeldia negra na cidade, Vidigal destruía os quilombos próximos e, em troca, recebia presentes e homenagens.

Como é bem conhecido, os monges beneditinos o presentearam com uma grande área no Morro Dois Irmãos, em 1820, por serviços prestados. Que interesses teriam os beneditinos? Um viajante, poucas décadas antes, anotou que eles possuíam 1,2 mil escravos, que usavam na exploração de quatro enormes engenhos de açúcar. Assim, o major Vidigal, na sua época, foi uma engrenagem fundamental para assegurar os bens da ordem. Isto talvez já estivesse esquecido, ou enterrado sob grossa crosta de dissimulação histórica, não fosse um detalhe irônico: o terreno doado a Vidigal foi ocupado posteriormente por Sem Tetos, e recebeu o nome de Favela do Vidigal.

O Brasil foi dominado por quatro séculos por traficantes. As maiores fortunas nesses 400 anos de escravidão eram as dos traficantes de escravos e, abaixo deles, a dos exploradores de mão de obra escrava nas monoculturas, como os beneditinos (ver o livro de João Luis Ribeiro Fragoso,Homens de grossa aventura). Mas esses traficantes, motores de uma trama genocida que trucidou mais de 10 milhões de escravos, só na América, nunca foram punidos. Ao contrário. Foram presenteados com títulos de nobreza, premiados, promovidos, honrados e festejados. Como paradoxo histórico bem característico do Brasil, deparamos hoje com uma guerra aberta contra os descendentes das vítimas da escravização. E essa guerra foi chamada de guerra contra o tráfico.

A nossa guerra contra o tráfico segue o modelo colonial da guerra ao inimigo interno. Em todas as justificativas dos atos violentos praticados pelas forças policiais, se repete o mesmo relatório: “foram encontradas tais e tais armas e munições; tantos e tantos quilos de cocaína; presos diversos evadidos do sistema prisional, etc.”. A lógica permanece, sem tirar nem pôr, a lógica da colonização sendo os lugares atacados os que abrigam os maiores contingentes de herdeiros do pesadelo escravista, isto é, o maior contingente de negros e mestiços. Por isso é engraçado ler coisas como essa:

“O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) disse nesta segunda-feira que a Policia Militar transformou em “praça de guerra” a ação de reintegração de posse da área invadida do Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de São Paulo), determinada pela Justiça estadual.” Folha.com: Ministro chama de “praça de guerra” episódio em Pinheirinho.

Mas como é possível tanto cinismo, se os instrumentos dessa guerra foram criados por esse governo e por sua base política?

Enquanto isso os grandes interesses, os negócios gigantescos, predatórios para o Estado, mas indispensáveis para a política, têm seus contratos bilionários sempre reajustados para cima, recebem todo tipo de incentivo, e se esquivam a toda responsabilidade. Compara-se isso com a explosão dos trabalhadores dos canteiros de obras de Jirau, que forma um afresco histórico dos mais claros sobre o Brasil de hoje. Milhares de trabalhadores em condições miseráveis de trabalho aguardam providência de um Estado que não passa de um simulacro de garantidor do interesse público. Em 2009, 38 trabalhadores foram libertados de condições de trabalho análogo à escravidão; em 2010, já foram 330 os autos de infração por crimes trabalhistas e em 2011, no mês de abril, depois de compreenderem que nenhum apoio viria do governo federal, os trabalhadores cederam ao desespero e promoveram uma explosão de fúria. Só então o Estado se fez presente: a Força de Segurança Nacional, veloz como um raio, apareceu e tocou para longe os trabalhadores, demitidos e expulsos da área. Nenhuma reparação lhes foi dada ou prometida. Agora, surge o conflito entre as empreiteiras e as seguradoras para o pagamento dos prejuízos e, como era de se esperar, o BNDES já entrou na discussão. E a discussão diz respeito ao pagamento, ao consórcio construtor, de uma soma que pode chegar a US$ 1,3 bilhão. Indenização alguma cabe aos trabalhadores tratados como bestas de carga.

É interessante notar que, ao que parece, todas aquelas operações grandiosas da polícia federal contra os muito ricos (como a Operação Satiagraha), não deram em nada. Ou entraram no processador lento dos tribunais, na caverna obscura na qual muitos processos entram, porém, raros saem. Serviram só para proibir as “humilhações” e “exposições” a que antes eram sujeitos banqueiros ou especuladores: fim das algemas, imposição do segredo de justiça, etc. Por outro lado, na esfera dos conflitos sociais normais em toda sociedade democrática, a polícia das balas de borracha, dos gases de pimenta e lacrimogêneo, das pancadas e humilhações, das mortes que no meio do tumulto nunca são responsabilidade dos agentes públicos, avançam sobre um território novo e inexplorado: o público universitário.

Ao mesmo tempo em que se reforça sobre as periferias, favelas e ocupações, em que intimida e maltrata mais os negros e mestiços do que nunca, a polícia começa a sentir o gostinho de estender a mão também a um público mais seleto, carne nova, de classe média, que, até pouco tempo, não fazia parte do seu cardápio habitual: alunos do ensino secundário, estudantes de universidades federais, doutorandos, professores doutores.

Como foi possível ao PT criar esse aparelho repressivo? Foi possível porque para os intelectuais, políticos e setores religiosos que formam o partido, a grande referência permanece a Europa e a sua brancura mítica. Ao pensar em refazer as estruturas sociais do país, em desenvolvimento e modernização, o inconsciente do PT almeja por algo parecido com o que considera o Bem, isto é, algo semelhante a um país europeu e uma população branca. Nessa lógica, as massas de negros, mulatos, mestiços, e também índios, não esqueçamos deles — todas essas faces estranhas e inquietantes para quem só vê beleza em corpos brancos — aparecem como um estorvo estético, um desvio moral e um sinal da vocação para o crime. As classes dominantes delinqüentes sempre fizeram assim: transferiram a sua própria carga criminosa para seus subordinados sociais.

O que fazer com eles? O PT pôs em prática a mesma teologia e a mesma interação de público e privado da nossa história colonial. Os brancos, e quanto mais brancos melhor, os donos de empreiteiras, bancos, latifundiários, especuladores, etc., afiguram o Bem. A ‘plebe’ descendente da escravidão, surge como a raiz de todo Mal. Esse mal, o pior mal, o mais concentrado, foi fixado na figura do traficante — síntese e prova do mal que se engendra nas favelas. Os pobres, em sua grande maioria negros e mestiços, os índios, devem ser salvos pelo Bem, mas por essa salvação têm que pagar um preço muito alto. Esse preço é hoje, não mais a cristianização meramente cosmética, mas a submissão à ordem pela violência, como se, em sua essência, esses setores constituíssem focos de infecção social. As UPPs, em cujo projeto inicial se incluía muros e guaritas em torno das favelas (Ver o nosso artigo publicado aqui no site: A Alpha Ville das Comunidades – a Alpha Vella) mostram claramente isso. Repetem os aldeamentos e missões, em que os índios eram totalmente extraídos de sua cultura original e submetidos a mais rígida ordem sob a vigilância cruel dos monges.

O que o PT parece perder de vista é que, como sempre acontece na história com os partidos fracos, gelatinosos, dispostos a todas as concessões e vilanias, a sua política policial se voltará, mais cedo ou mais tarde, contra ele mesmo. E isso pode acontecer logo que, despido de sua auréola e credibilidade, por força da violência que criou e tem gerido, deixe de ser um instrumento útil nas garras da fauna de bilionários que hoje se alimenta do Estado. Nesse momento, o criador será entregue como repasto para sua criatura.

PS: Tenho muita simpatia pelos meus colegas que se dedicam aos estudos pós-coloniais, especialmente pela seriedade de seus trabalhos acadêmicos e pelo seu engajamento crítico, mas, não obstante isso, para o caso brasileiro, não posso deixar de alimentar sérias dúvidas. Em que sentido o Brasil se mostra como uma sociedade pós-colonial? O que caracteriza a nossa história são as mudanças sem rupturas, as transições transacionadas. Assim, falar em “pós” pressupõe um corte efetivo, coisa que nunca ocorreu em nossa história marcada pela ambivalência. Parece-me muito mais explicativa a idéia de neo-escravismo, sublinhando a velha continuidade da corrupção, da violência contra os cativos, dos privilégios escancarados para as elites.

*Doutor em Filosofia, autor dos livros Lógica do disparate, Método e delírio e Lógica dos fantasmas. Foi duas vezes premiado pelo Ministério da Cultura por seus ensaios sobre o pensamento social e cultura no Brasil. É coordenador da revista eletrônica, Revista Humanas , órgão de divulgação científica da Cátedra Unesco de Multilinguismo Digital (Unicamp) e professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Ufes



Fonte: Site do Luis Nassif Online

As Riquezas do Vaticano Por que não são derretidas e dadas aos pobres?


Riquezas do vaticano.



Muitas pessoas falam, criticam, ou indagam o vaticano por ter certos "bens" que possuem ouro ou prata. Porém é necessário sabermos algumas coisas mais profundamente.
No vídeo a seguir o Padre Paulo Ricardo, alguém que esteve bastante tempo e de certa forma está muito ligado ao Vaticano, pode nos falar melhor o que realmente acontece com essas "riquezas" que o Vaticano possui e porque não são desfeitas pela igreja.
Já ouvi comentários do tipo: Se derreter todo o ouro que tem no Vaticano, acaba com a fome no mundo.
Convido você, meu abençoado leitor, a assistir com atenção esse vídeo que é muito bem explicado também as dificuldades do vaticano, e as tuas obras e em seguida ler o artigo sobre as obras da igreja (http://cotidianoespiritual.blogspot.com/2011/10/igreja-catolica-maior-obra-caritativa.html).




Bom vídeo pra você!






Fonte: Blog Cotidiano Espiritual



OBS:Amigos! Este é muitooooo interessante! ainda não tinha visto tal explicação a respeito do assunto, tirem suas conclusões...

Cinco segredos do Vaticano revelados

Saiba mais sobre o misterioso cotidiano da organização da Igreja Católica
por Redação Galileu


Nesta lista você não irá encontrar teorias sobre a ressurreição de Jesus, nenhuma informação sobre os evangelhos apócrifos ou sobre Maria Madalena. No entanto, o site Neatorama revelou cinco segredos sobre o Vaticano, cidade com pouco mais de mil habitantes, mas que tem uma complexa rotina e que, mesmo na atualidade, ainda é cercada de mistérios.

1. O exorcismo está em alta

Segundo a Igreja Católica, os demônios ainda rondam o “reino dos mortais” e dominam o corpo de pessoas inocentes. Parece absurdo? Pois saiba que existem registros de que o próprio Papa João Paulo II realizou pelo menos três exorcismos durante sua regência. E não pense que esses foram casos isolados – a verdade é que a vida dos exorcistas da Igreja é bem agitada. Um dos esconjuradores oficiais do Vaticano, o padre Gabriele Amorth, diz que expulsa, pelo menos, 300 demônios por ano. A atividade é tão intensa que o Papa Bento XVI até aumentou o número de exorcistas licenciados pela Igreja. Quer saber como essa prática ainda existe, mesmo após a ciência ter descoberto doenças que explicariam os casos de “possessão”? O padre Amorth conta que, para saber se um paciente está realmente possuído ou se está apenas doente, mostra um crucifixo e água benta para ele – os possessos não suportam a visão dos objetos sagrados.

2. Os pecados (quase) imperdoáveis

Padres e bispos podem absolver assassinos e até genocidas, caso eles se confessem, mas existem pecados ainda mais graves aos olhos da Igreja, que não podem ser perdoados após uma simples confissão. São cinco ações quase imperdoáveis e, destas, três só podem ser cometidas por membros do clero: quebrar o segredo de confissão, participar diretamente de um aborto ou ter relações sexuais e depois oferecer absolvição ao seu parceiro. Os outros dois pecados, que podem ser cometidos por qualquer pessoa, são profanar a eucaristia (quando católicos repartem pão e vinho, representando o corpo e o sangue de Jesus) e tentar assassinar o Papa. Após realizar qualquer uma dessas ações, a pessoa é automaticamente excomungada da Igreja e só poderá ser absolvida por um tribunal do catolicismo, conhecido como Penitenciária Apostólica. Essa organização formada por cardeais existe há mais de 800 anos, mas foi só em 2009 que ela deixou de ser secreta e parte de suas atividades foram reveladas ao público. Usando o poder investido a ela pelo Papa, a Penitenciária decide se irá readmitir o “réu” no catolicismo e qual será sua penitência – que, suspeitamos, é mais do que algumas “Ave Marias”.

3. Papa tecnológico

Acha o clero arcaico em pleno século XXI? Caso você não saiba, o Papa Bento XVI envia, constantemente, resumos de seus sermões via SMS para o celular de milhares de fiéis ao redor do mundo – para receber as mensagens, basta se inscrever no serviço mobile do Vaticano. Além disso, a Igreja tem um canal oficial no YouTube para transmitir cerimônias papais e um aplicativo para iPhone que distribui o conteúdo do Breviário, famoso livro de orações. E a ligação do Papa com a tecnologia não para por aí: como ele se comprometeu a combater o aquecimento global, foram instalados painéis solares sobre o auditório “Papa Paulo VI”.

4. Igreja e máfia

Na manhã do dia 29 de setembro de 1978, o Papa João Paulo I foi encontrado morto em sua cama, apenas 33 dias após assumir o papado. Um ataque cardíaco foi apontado como a causa oficial da morte, mas não houve autópsia. Parece estranho? Após um escândalo que expôs a ligação da máfia italiana com o Banco do Vaticano, foi levantada a hipótese de que o presidente do banco, o padre Paul Marcinkus, poderia estar envolvido na morte de João Paulo I. Sem perder tempo, Marcinkus fugiu para os Estados Unidos, pediu imunidade diplomática e ficou por lá. O mais inquietante é que mesmo com a sua conexão com a Máfia, com a possível morte do Papa e após ter causado um rombo no Banco do Vaticano, ele nunca foi indiciado. Sua frase mais conhecida? “A Igreja não funciona apenas de ‘Ave Marias’”.

5. Vaticano no vermelho?

De quanto dinheiro o Vaticano precisa para funcionar? Pense nos gastos da religião católica, com todas as igrejas ao redor do mundo, todo o clero, as bibliotecas, escolas e hospitais mantidos pela organização. A cada ano são gastos centenas de milhões de dólares com a manutenção destas estruturas. E de onde vem o dinheiro? Os católicos pagam cerca de 100 milhões de dólares, anualmente, diretamente para o Vaticano, em forma de doação. Isso sem contar o que é coletado nas igrejas ao redor do mundo. Mesmo assim, as “cestinhas” passadas pelos fiéis em todas as missas não são a única forma de lucro da Igreja. A própria cidade-estado, no centro de Roma, gera uma grande renda através do turismo e com a venda de produtos como selos, cartões-postais, livros e tudo o que se pode encontrar em lojas de souvenir. Mas isso nem sempre é suficiente. Em 2007, por exemplo, o Vaticano estava com uma dívida de 13,5 milhões de dólares, causada pela baixa da moeda americana e pela queda nas vendas e nas assinaturas do jornal oficial da Igreja, o L’Osservatore Romano. Tanto que, para aumentar a saída da publicação, o Papa autorizou a publicação de notícias e de imagens chamativas, além do conteúdo religioso tradicional.
Quer saber mais cinco curiosidades sobre o funcionamento do Vaticano?

Confira a lista na íntegra no site Neatorama (em inglês).


Fonte: Site da Revista Galileu

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

10 datas em que o Mundo já acabou

Visto no Lista 10






Fonte: Blog Humor Ateu

Essência do totalitarismo está em querer fazer o 'bem para todos'

Título original: Tentação totalitária

por Luiz Felipe Pondé para Folha


Você se considera uma pessoa totalitária? Claro que não, imagino. Você deve ser uma pessoa legal, somos todos.

Às vezes, me emociono e choro diante de minhas boas intenções e me pergunto: como pode existir o mal no mundo? Fossem todos iguais a mim, o mundo seria tão bom... (risadas).

Totalitários são aqueles skinheads que batem em negros, nordestinos e gays.

Mas a verdade é que ser totalitário é mais complexo do que ser uma caricatura ridícula de nazista na periferia de São Paulo.

A essência do totalitarismo não é apenas governos fortes no estilo do fascismo e comunismo clássicos do século 20.

Chama minha atenção um dado essencial do totalitarismo, quase sempre esquecido, e que também era presente nos totalitarismos do século 20.

Você, amante profundo do bem, sabe qual é? Calma, chegaremos lá.

Você se lembra de um filme chamado "Um Homem Bom", com Viggo Mortensen, no qual ele é um cara legal, um professor universitário não simpatizante do nazismo (o filme se passa na Alemanha nazista), e que acaba sendo "usado" pelo partido?

Pois bem. Neste filme, há uma cena maravilhosa, entre outras. Uma cena num parque lindo, verde, cheio de árvores (a propósito, os nazistas eram sabidamente amantes da natureza e dos animais), famílias brincando, casais se amando, cachorros correndo, até parece o Ibirapuera de domingo.

Aliás, este é um dos melhores filmes sobre como o nazismo se implantou em sua casa, às vezes, sem você perceber e, às vezes, até achando legal porque graças a ele (o partido) você arrumaria um melhor emprego e mais estabilidade na vida.

Fosse hoje em dia, quem sabe, um desses consultores por aí diria, "para ter uma melhor qualidade de vida".

E aí, a jovem esposa do professor legal (ele acabara de trocar sua esposa de 40 anos por uma de 25 -é, eu sei, banal como a morte) o puxa pelo braço querendo levá-lo para o comício do partido que ia rolar naquele domingão no parque onde as famílias iam em busca de uma melhor qualidade de vida.

Mas ele não tem nenhuma vontade de ir para o comício porque sente um certo "mal-estar" com aquilo tudo. Mas ela, bonita, gostosa, loira, jovem e apaixonada (não se iluda, um par de pernas e uma boca vermelha são mais fortes do que qualquer "visão política de mundo"), diz: "Meu amor, tanta gente junta querendo o bem não pode ser tão mal assim".

É, meu caro amante do bem, esta frase é uma das melhores definições do processo, às vezes invisível, que leva uma pessoa a ser totalitária sem saber: "Quero apenas o bem de todos".

Aí está a característica do totalitarismo que sempre nos escapa, porque ficamos presos nas caricaturas dos skinheads: aquelas pessoas, sim, se emocionavam e choravam diante de tanta boa vontade, diante de tanta emoção coletiva e determinação para o bem.

Esquecemos que naqueles comícios, as pessoas estavam ali "para o bem".

Se você tem absoluta certeza que "você é do bem", cuidado, um dia você pode chorar num comício achando que aquilo tudo é lindo e em nome de um futuro melhor.

E se essa certeza vier acompanhada de alguma "verdade cientifica" (como foi comum nos totalitarismos históricos) associada a educadores que querem "fazer seres humanos melhores" (como foi comum nos totalitarismos históricos) e, finalmente, se tiver a ambição política, aí, então, já era.

Toda vez que alguém quiser fazer um ser humano melhor, associando ciência (o ideal da verdade), educação (o ideal de homem) e política (o ideal de mundo), estamos diante da essência do totalitarismo.

O que move uma personalidade totalitária é a certeza de que ela está fazendo o "bem para todos", não é a vontade de destruir grupos diferentes do dela.

Primeiro vem a certeza de si mesmo como agente do "bem total", depois você vira autoritário em nome desse bem total.

O melhor antídoto para a tentação do totalitarismo não é a certeza de um "outro bem", mas a dúvida acerca do que é o bem, aquilo que desde Aristóteles chamamos de prudência, a maior de todas as virtudes políticas.

Não confio em ninguém que queira criar um homem melhor.

Um homem bom


Trailer do filme Um Homem Bom por Paulopes


Fonte: Paulopes Weblog

Pondé escreve que o comunismo matou mais gente que o nazismo

Título original: A mulher, o bebê e o intelectual

por Luiz Felipe Pondé para Folha

Os comunistas mataram muito mais gente no século 20 do que o nazismo, o que é óbvio para qualquer pessoa minimamente alfabetizada em história contemporânea.

Disse isso recentemente num programa de televisão. Alguns telespectadores indignados (hoje em dia ficar indignado facilmente é quase índice de mau-caratismo) se revoltaram contra o que eu disse.

Claro, a maior parte dos intelectuais de esquerda mente sobre isso para continuar sua pregação evangélica (no mau sentido) e fazer a cabeça dos coitados dos alunos. Junto com eles, também estão os partidos políticos como os que se aproveitam, por exemplo, do caso Pinheirinho para "armar" a população.

O desespero da esquerda no Brasil se dá pelo fato de que, depois da melhoria econômica do país, fica ainda mais claro que as pessoas não gostam de vagabundos, ladrões e drogados travestidos de revolucionários. Bandido bom é bandido preso. A esquerda torce para o mundo dar errado e assim poder exercer seu terror de sempre.

Mas voltemos ao fato histórico sobre o qual os intelectuais de esquerda mentem: os comunistas (Stálin, Lênin, Trótski, Mao Tse-tung, Pol Pot e caterva) mataram mais do que Hitler e em nome das mesmas coisas que nossos intelectuais/políticos radicais de esquerda hoje pregam.

Caro leitor, peço licença para pedir a você que leia com atenção o trecho abaixo e depois explico o que é. Peço principalmente para as meninas que respirem fundo.

"(...) um novo interrogador, um que eu não tinha visto antes, descia a alameda das árvores segurando uma faca longa e afiada. Eu não conseguia ouvir suas palavras, mas ele falava com uma mulher grávida e ela respondia pra ele. O que aconteceu em seguida me dá náuseas só em pensar. (...): Ele tira as roupas dela, abre seu estômago, e arranca o bebê. Eu fugi, mas era impossível escapar do som de sua agonia, os gritos que lentamente deram lugar a gemidos e depois caíram no piedoso silêncio da morte. O assassino passou por mim calmamente segurando o feto pelo pescoço. Quando ele chegou à prisão, (...), amarrou um cordão ao redor do feto e o pendurou junto com outros, que estavam secos e negros e encolhidos."

Este trecho é citado pelo psiquiatra inglês Theodore Dalrymple em seu livro "Anything Goes - The Death of Honesty", Londres, Monday Books, 2011. Trata-se de um relato contido na coletânea organizada pelo "scholar" Paul Hollander, "From Gulag to the Killing Fields", que trata dos massacres cometidos pela esquerda na União Soviética, Leste Europeu, China, Vietnã, Camboja (este relato citado está na parte dedicada a este país), Cuba e Etiópia.

Dalrymple devia ser leitura obrigatória para todo mundo que tem um professor ou segue um guru de esquerda que fala como o mundo é mau e que devemos transformá-lo a todo custo. Ou que a sociedade devia ser "gerida" por filósofos e cientistas sociais.

Pol Pot, o assassino de esquerda e líder responsável por este interrogador descrito no trecho ao lado, estudou na França com filósofos e cientistas sociais (que fizeram sua cabeça) antes de fazer sua revolução, e provavelmente tinha como professor um desses intelectuais (do tipo Alain Badiou e Slavoj Zizek) que tomam vinho chique num ambiente burguês seguro, mas que falam para seus alunos e seguidores que devem "mudar o mundo".

De início, se mostram amantes da "democracia e da liberdade", mas logo, quando podem, revelam que sua democracia ("real", como dizem) não passa de matar quem não concorda com eles ou destruir toda oposição a sua utopia. O século 20 é a prova cabal deste fato.

Escondem isso dos jovens a fim de não ter que enfrentar sua ascendência histórica criminosa, como qualquer idiota nazista careca racista tem que enfrentar seu parentesco com Auschwitz.

Proponho uma "comissão da verdade" para todas as escolas e universidades (trata-se apenas de uma ironia de minha parte), onde se mente dizendo que Stálin foi um louco raro na horda de revolucionários da esquerda no século 20. Não, ele foi a regra.

Com a crise do euro e a Primavera Árabe, o "coro das utopias" está de volta.


Fonte: Paulopes Weblog

Quadrinhos: Obras do capiroto

Por Pastor Paulo

Dentre as maleitas e obras que guiam aos caminhos tortuosos que levam ao inferno, além dos gueimes , animes e mangás , que são comprovadamente obras primas das seitas satânicas que se infiltraram e criaram a mídia e o entretenimento da carne, estão as histórias em quadrinhos.

O Gênero já prova ser obra do tinhoso pois sua origem remonta aos "homens das cavernas"(filhos de adão de antigamente) que , incorporados por demônios, retratavam o inferno e os seres que existiam naquela época nas paredes das cavernas. Os cientistas, seguidores da falsa ciência que leva ao materialismo de Lucifer, dizem ser esses desenhos pinturas rupestres que retratam "os animais " que existiram antigamente. Nós, fiéis, sabemos que todos os animais do Senhor foram salvos por Noé no dilúvio ; os que ficaram eram impuros , obras dos experimentos sádicos e zoofílicos dos demônios e humanóides infernais que aqui viveram.

Essas estórias em quadrinho tem temática que retrata situações contrárias as leis Universais(ex.: homens voam , são super fortes, tem visão leizer, lançam teia e etc) ou seja , zomba da perfeição das leis criadas por Deus, coisa que Lucifer adora fazer. Além disso , usam uma (falsa) forma da (falsa) ciência para gerar uma (falsa) sensação de normalidade e trazer para a leitura aqueles que se autoproclamam racionais. Outras , em contra partida, são descaradamente obras de Satã: pregam feitiçarias de várias formas de Umbandismo e Espiritismo, ou seja , Satãnismo.


X-Men

Um grupo de seres chamados mutantes que, na verdade, são humanóides: filhos dos demônios, provindos da partenogênese diabólica ou da concepção corrupta entre demônios e mulheres(bruxas).Eles apresentam poderes que são contra as leis de Deus para os homens , mostrando a zombaria Luciferiana e caracterizando claramente serem esses seres demônios.


As estórias possuem temática violenta , incentivando as crianças que lerem a agressividade, e retratam claramente a luta entre esses mutantes e os fiéis seguidores do senhor que estão nesta peleja : os humanos que sabem a verdade sobre os demônios/mutantes. Existe também uma (falsa) filosofia nessas histórias: "devemos respeitar as diferenças".O Senhor deixa claro na Bíblia que aqueles que são deformados, e comprovadamente impuros, foram tocados pelo tinhoso e pelos próprios pecados:

"O SENHOR falou a Moisés, dizendo: Dize a Arão: o homem que tiver deformidade (corporal) não oferecerá pães ao seu DEUS, nem se aproximará do seu ministério, se for cego, se coxo,se tiver nariz pequeno, ou grande, ou torcido, se tiver um pé quebrado ou mão, se for corcunda, se remeloso, se tiver belide na vista, se sarna pertinaz,se tiver herpes pelo corpo ou uma hérnia. Todo homem da estirpe do sacerdote Arão que tiver qualquer deformidade (corporal) não se aproximará a oferecerhóstias ao SENHOR, nem pães ao seu DEUS. Comerá, todavia, dos pães que se oferecem no santuário, contanto, porém, que não entre do véu para dentro,nem chegue ao altar, porque tem defeito, e não deve contaminar o meu santuário"
(Levítico c.21 v.16 a 24)

Pois o homem , sem deformidades , foi criado a imagem e semelhança divina, ou seja, perfeito. Os defeitos são obras do pecado e do tinhoso.

O líder do grupo é o próprio Chico Xavier: humanóide kardecista que viveu em Uberaba e já foi enviado a outra vida. Ele usa seus poderes de psicografia e telepatia para convocar seus servos a atacarem as centrais das intituições cristãs. Ele também tem o poder de controlar as pessoas como a um encosto da macumbaria e pode apagar a mente das pessoas como os encostos do alcoolismo!

(Imagem ao lado : o lider dos Exemeim , Xavier , psicografando para seus alunos em sua mansão/quartel-general em Uberaba)


Existe também um demônio azul, peludo e rabudo que é padre católico , o que mostra a ligação direta dessa Igreja idólatra com Satã. Esse demônio pode se teletransportar , saltando diretamente ao inferno e aparecendo quase instantâneamente em outro local.

Homem-Aranha



Essa estória parace pueril e inocente a primeira vista mas, como todo o resto , é puro satanismo. Um garoto que é picado por uma aranha, criada pela tecnologia da NWO , que está incorporada por uma entidade africana candomblecista , adquire poderes iguais ,se tornando um demônio aracnídeo.

Mais uma obra violenta e sanguinária.

Veja que o elemento "aranha" é exposto como uma analogia ao "modus operanti" de Lúcifer: Prende os homens em sua teia, trazendo-os, depois de totalmente envolvidos, para saciar sua fome de almas impuras. Notem que a personegem se utiliza do símbolo dos chifres de satan no paganismo, o rengui lusi, uma clara referência ao Diabo , para lançar a sua teia!

Vingadores

O que dizer?Vingador é um termo descarado para Inimigo do SENHOR. Só a Deus e a seus seguidores é dado o direito de justiça , sendo Satã aquele que tenta imitar a Deus todo poderoso, ele alega ser O Vingador pois prega a sua torpe justiça pela almejada vingança. Lucifer quer se vingar do homem achar ter sido injustiçado na revolta e consequente expulsão do paraíso.

Vingadores = seguidores do demo.

Mais uma estória violenta onde existem mulheres em trajes minúsculos e heróis bombados com as vergonhas a mostra ao usarem colant.Alguns integrantes do grupo:

-Thor : a divindade pagã do Trovão
-Hulk: uma entidade(demônio) da natureza
-Hércules: a divindade da força no umbandismo grego


Super-Homem


Mais um com poderes que desafiam as leis de Deus, porém este é O Próprio Demônio, simboliza diretamente O Caído e sua queda ao fosso do Abismo:

Um ser superpoderoso que vai contra as leis divinas, "caiu na Terra" vindo em uma "nave" de seu "planeta natal" após uma "explosão", se tornando "herói dos fracos e oprimidos", que enfraquece, perde seus poderes e tem como ponto fraco a "luz e radiação" inserida numa "rocha"( Criptonita) de seu "planeta natal" , sendo:


-"Caiu na Terra": analogia direta a queda de Lúcifer do Paraíso para o inferno

-"Nave": Mostra a ligação direta que o capiroto tem nos "fenômenos da ufologia", demônios que viajam pelo espaço como em naves espaciais.

-"Planeta natal": Paraíso, antes de ser expulso e cair no inferno!

-"Explosão": A justiça divina irrompida no Paraíso após a revolta dos anjos rebeldes, instanâneo e energético como uma explosão

-"Herói dos fracos e oprimidos": Herói dos satanistas e infiéis que não conhecem a palavra de
Deu, única que fortalece e liberta

-"Luz e radiação": Luz divina, poderes de Deus todo poderoso.

-"Rocha": Igreja de Jesus edificada em Pedro , a Rocha!

Ou seja , o ser é o próprio Lucifer que enfraquece perante os poderes de Deus(Luz e radiação brilhante) inseridos na Igreja Divina( Rocha) que foi edificada na Terra diretamente vinda do Paraíso(Planeta Natal).

Observe que a personagem sofre do desprezo total pela humanidade , ao qual ele julga fraca e incapaz, se fazendo passar por um alter-ego que é fraco e tímido( Clarque Quente). Quando coloca a fantasia de 'super-heroi' ele assume sua verdadeira personalidade e aceita sua homossexualidade enrustida ao usar sua vestimenta em colant bem justo e em cores extravagantes.

Vale lembrar que o nome, Super-Homem, foi profetizado anos antes por um vidente demonista chamado "Nietzsche", que ridicularizada Deus e pregada a sua inexistência(com certeza esse Nietzsche deve estar ardendo no Inferno agora...)

Mulher Maravilha

Obra que além de violenta e de desafiar as leis Universais de Deus , como a gravidade, apresenta alto teor pornográfico. É uma espécie de versão feminína do Super-Homem: ela vivia em uma ilha cheia de mulheres(Homossexuais e sapatonas) que odeiam os homens( ao contrário do que ordena o Senhor Deus) e adoravam a seus deuses(demônios) do Umbanda, resolve sair pelo mundo professando a palavra de seu senhor, Satanás.

Tem um avião invisível , o que é uma obvia referência aos "Objetos voadores não identificos" que são obra do cão coxo do inferno. Tem um laço que amarra os inimigos, uma alusão direta ao laço do pecado do Diabo, e braceletes com o símbolos de Satã .

HellBlazer

O nome já diz, Bleizer do inferno, Blusão do inferno.
O protagonista é um umbandista que usa um bleizer(casaco, blusão) do inferno( sobretudo marrom) que tem a própria alma em contrato com a trindade demoníaca infernal.Temática cheia de magia , satanismo, violência e morte.

O protagonista , João Constantino, é a cara do Estingue , cantor Satanista do grupo A Polícia, o que prova a ligação da banda com chifrudo. Lembrando que o sobrenome da personagem é uma homenagem ao 'santo católico', Constantino Cloro, um dos piores demônios e o criador da abominação de nome Igreja Católica Apostólica Romana.

HellBoy

Nem precisa dizer mais nada, a tradução do título diz tudo: Garoto do Inferno.

É a própria estória do chifrudo após a queda do paraíso e suas posteriores incursões na Terra.
O protagonista , Rél Bói, é um Exu chifrudo, vermelho , de casco fendido , e rabo pontiagudo, que tem no braço direito a chave para o fim do mundo. Trabalha para o governo, prova da ligação de políticos com o demônio, e com outros seres diabólicos como exemplo:

-Uma filha de Satã que manipula o fogo.
-Um humanoide anfíbio que sobreviveu ao dilúvio.
-Um humanóide criado pela partenogênese por alquimia infernal.
-Um espírito ex-seguidor das mentiras do kardecismo e de Chico Xavier, preso em uma roupa especial condenado a vagar no limbo ou seguir ao Inferno.


Abram os ólhos , irmãos! O Inimigo espreita em suas portas, não deixais vossas crianças alheias a ele.


Fonte: Blog Igreja do Primeiro Impacto


OBS: Amigos! Foi a coisa mais TOSCA que já li até hoje! tanto que tive que compartilhar, após dar umas boas gargalhadas é claro. O camarada tem uma criatividade e tanto...pobres crianças...coitados de nós que lemos estes gibis em nossa infância...mente fértil é outra coisa...tem que rir para não chorar

domingo, 29 de janeiro de 2012

Igreja dos Mórmons cresce no Brasil e logo será a segunda maior do mundo

Smith, criador da igreja, dizia
que conversava com anjo


Os fiéis da SUD (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias), que é o nome oficial da Igreja dos Mórmons, têm de seguir normas rígidas de conduta, que incluem não fazer sexo antes do casamento, a exemplo de outras religiões, mas também não beber café, chá e bebidas alcoólicas. A SUD não aceita homossexuais, pelo menos os assumidos. Já houve época em que os negros também não eram bem-vindos. Ela não tem bispos solteiros nem divorciados. Os postos de maiores prestígio da sua hierarquia são vetados às mulheres. Ex-fiéis afirmam que quem não paga o dízimo em dia é excluído de atividades da igreja.

Apesar dessas restrições, entre outras, e de sua pregação ultraconservadora que se chocam contra alguns dos valores da contemporaneidade, como a tolerância e a aceitação do outro como ele é, a Igreja dos Mórmons tem tido nos últimos anos um crescimento acelerado no Brasil, onde se instalou em 1926.

Elder Carlos Godoy, conselheiro da presidência da SUD no país, informou ao jornal O Globo que os membros aqui da igreja chegaram a 1,167 milhão.

Se o atual ritmo de crescimento de novos adeptos se mantiver, o Brasil nos próximos cinco anos será o segundo país com maior número de fiéis do mundo, desbancando o México. A liderança em quantidade de devotos é dos Estados Unidos, onde a igreja foi criada em 1830 por Joseph Smith Jr. (1805-1844). Em todo o mundo há 14,1 milhões de seguidores.

A explicação de Godoy para a expansão do mormonismo no Brasil é de que em países emergentes as pessoas têm experimentado melhoria material, mas “sofrem com um vazio espiritual grande”.

Entre os novos adeptos, contudo, há uma parcela que procura a igreja para obter apoio material, como ajuda para conseguir emprego. A SUD está equipada para atender a esse tipo de demanda, talvez mais do que as outras. Tem um Centro de Recolocação de Empregos e ajuda a pagar os custos de estudos de filhos das famílias convertidas. Uma das mensagens da igreja é de que o “Senhor gosta que todos sejam bem-sucedidos”.

A SUD não acredita em proselitismo em massa, pela TV, por exemplo. A sua abordagem é individual, no bater na porta das pessoas para tentar doutriná-las.

No Brasil há 4 mil missionários, 50% brasileiros e 50% americanos. São os jovens usam gravata com camisa de manga curta os quais os brasileiros se acostumaram vê-los na rua sempre em dupla.

Quem não gosta de ser alvo de proselitismo religioso acusa esses jovens de lhe acordarem no domingo de manhã. Mas os missionários não trabalham apenas nos fins de semana. Eles fazem sua pregação inclusive à noite, quando as pessoas estão chegando do trabalho.

Os mórmons, como outros religiosos, acham que eles são os escolhidos de Deus, que vão para céu. Acreditam no Juízo Final e na volta de Jesus. Eles estocam comida para ter o que comer quando houver o fim dos tempos.

Smith resolveu criar a igreja após, seguindo ele, ter sido visitado pelo anjo Moroni, que lhe disse onde estava uma placa de ouro com inscrições que diziam, entre outras coisas, que Jesus, após a ressurreição, passou pelas Américas. O “Livro de Mórmon” seria uma tradução de parte dessas inscrições. Ele é considerado pela igreja mais importante do que a Bíblia.

O economista Antonio Carlos Popinhaki, 48, se dedica em seu blog “Sobre o mormonismo” a apresentar a SUD de um ponto de vista crítico. Ele conhece bem a igreja porque por oito anos foi bispo dela, em Santa Catarina.

Títulos de alguns de seus posts: “Não há provas do “Livro de Mórmon”, “A exploração financeira do Templo Mórmon!” e “Enganando as pessoas!”.

Com informação de O Globo e do blog Sobre Mormonismo.



Fonte: Paulopes Weblog

Brasil e Venezuela reafirmam desejo de cooperação na Defesa

Sanguessugado do BURGOS


O ministro da Defesa, Celso Amorim, e seu colega da Venezuela, Henry Rangel Silva, reforçaram nesta quarta-feira a vontade de reforçar os laços bilaterais no âmbito da pasta que comandam. "Temos uma relação excelente, como se sabe, entre Brasil e Venezuela, mas talvez a dimensão de defesa não esteja suficientemente desenvolvida", declarou Amorim aos jornalistas depois de se reunir com Rangel e o alto comando militar venezuelano em Caracas.Por sua parte, Rangel garantiu que após as reuniões com Amorim "começam a materializar-se uma série de necessidades que ambos países têm para poder coexistir nas Forças Armadas de uma maneira muito harmônica". "Vamos conseguir que nossas Forças Armadas se complementem para oferecer proteção interna ao bloco sul-americano, mas que também se transformem em um elemento dissuasivo contra os que querem vir de fora rumo ao bloco, que está a cada dia mais coeso", ressaltou Rangel.

O ministro brasileiro, que se reuniu na terça-feira pela noite com o presidente Hugo Chávez, voltará hoje mesmo ao Brasil. Amorim destacou que durante seu encontro com Chávez trataram de "vários aspectos", entre eles "a cooperação em matéria industrial e tecnológica". "Em defesa falou-se da troca de escolas militares, escolas tecnológicas, aperfeiçoamento de oficiais", acrescentou. Amorim disse que falou também da possibilidade de uma maior cooperação na fronteira entre Venezuela e Brasil.

A reunião com Chávez incluiu a possibilidade, segundo Amorim, de fazer um "posto conjunto" de defesa em certos lugares da fronteira, já que existe muita distância entre os grandes centros povoados dos dois países. O ministro destacou, por outra parte, que "a ênfase neste momento é na América do Sul, no Conselho de Defesa sul-americano", e assinalou que ao estreitar laços com os países da região "se eliminam dúvidas, rivalidades" e se avança na cooperação contra o crime organizado e o narcotráfico. "Temos que nos ajudar mutuamente", frisou Amorim, ressaltando que o Brasil quer fortalecer sua relação com todos os países da América do Sul.

Fonte: navalbrasil.com/ Blog do Gilson Sampaio

Mapa do Brasil na perspectiva de um Político




Fonte: Blog Não Salvo

O clichê anti-BBB

Matheus Pichonelli

Como no Big Brother, existe uma maneira muito simples de a gente parecer mais interessante do que de fato é diante de uma multidão. Basta criar uma conta no Facebook e manifestar desprezo por qualquer coisa que seja popular. Como o Big Brother ou o Orkut.

Em janeiro, quando as inserções do Pedro Bial passam a ser mais frequentes na tevê, o movimento de pudores eletrônicos ganha um tom de campanha política.
Depois do Facebook, ficou muito fácil manifestar nossos bons gostos e engajamentos pela internet. Foto: GOIABA (Goiabarea)/Flickr

Depois que inventaram as correntes de Facebook (espécie de tevê a cores a substituir o pré-histórico jogo da velha que indicava uma hashtag), ficou muito fácil manifestar nossos bons gostos e engajamentos pela internet.

Basta compartilhar as fotos com as inscrições “Odeio BBB”, “Fora Pedro Bial”, “Meu sofá da sala não é privada”, “Morte ao Paredão”.

Pega muito bem.

Se houvesse um guia prático do internauta moderno (sim, porque existem os internautas da velha guarda, uns que se deixarem mandam até a íntegra da missa aos domingos), a ojeriza aos reality shows seria a regra número 1.

Mas não só.

Para parecer um cara muito legal na internet e na vida, é preciso também:

- Bater no Michel Teló. Sem dó. Como se ele fosse o Sarney. Todo mundo vai pensar que você morre de saudade dos tempos do sertanejão de raiz, ainda que o mais perto que você tenha chegado de um boi foi naquela visita ao Pet Zoo;

- Ter sempre em seu mural algum auto-retrato pintado da Frida Khalo (serve uma foto em preto e branco) e desenhos estilizados do Tarantino, do Almodóvar, do Che Guevara e daqueles quatro meninos de Liverpool atravessando a zebra de pedestres em Abbey Road. Não é preciso esclarecer a conexão entre eles;

- Fazer um minuto a minuto sobre a sua ansiedade pelo próximo show dos Strokes ou do Arcade Fire no Brasil. De preferência, sem pontos de exclamação nos posts, para não ser confundido (a) com fã de pagode;

- Vale a pena também iniciar, em sua página, uma contagem regressiva para a Feira Literária Internacional de Paraty. Pode começar em qualquer época do ano: “Faltam 291 dias para Flip”;

- De vez em quando, diga como anda sua vida acadêmica e comemore em letras garrafais quando chegar a formatura. Não se esqueça de dizer que A-M-A a profissão escolhida. No Facebook não existe gente frustada no campo profissional;

- Conte sempre coisas fofas vividas em ambiente familiar, ainda que te digam que o que se vive entre quatro paredes deva ficar entre quatro paredes;

-Vai a Paris, Roma, Viena ou Nova York? Avise todo mundo pedindo dicas de lugares para os amigos. Chegando lá, não espere a volta para postar impressões e fotos, ainda que você passe 90% do seu tempo livre na sala de internet do hotel;

- Não importa que o Parque Nacional do Xingu fique em Mato Grosso: seja sempre contra qualquer intervenção humana no Pará. Se não colar, lembre também que o País da corrupção não está pronto para receber eventos do porte de uma Copa, uma Olimpíada, um Cirque du Soleil;

- Lista de artistas brasileiros que DEVEM constar das suas preferências musicais: João Gilberto (aquele do “vai, minha tristeeeeeza…”), Chico Buarque (“estava à toa na vida, o meu amor me chamou”), Cartola (ver também: Mangueira. É um morro, além de escola de samba), Noel (o daquela caricatura com nariz grande, cigarro meio desprendido na boca…), Pixinguinha (o moço das bochechas). Engenheiros do Hawaii e Roupa Nova, que te levaram às lágrimas depois daquele fora no colegial, NEM PENSAR. Mantenha certa distância também de Raul Seixas (tiozão demais, coisa de hippie doido);

-Tome duas doses de Clarice Lispector todos os dias. Adicione, de vez em quando, aquele poema da Fidelidade do Vinícius de Moraes (“de tudo ao meu amor serei atento antes…”) e algum pensamento do dia escrito por Mário Quintana ou Caio Fernando Abreu (se não tiver nenhum livro deles em casa, jogue no Google alguma letra sobre despedidas cantada pelo Alexandre Pires. Se não citar a autoria, todo mundo vai achar o máximo). Se estiver de bom humor, use qualquer frase atribuída ao Luís Fernando Veríssimo. Em dias de mau humor, use Arnaldo Jabor (o cineasta e o comentarista são as mesmas pessoas, mas não parece);

- Faça print screen de erros gramaticais alheios e compartilhe, em tom de lamento, o que você considera um erro grosseiro. De quando em quando, solte um: “Maldita inclusão digital”. É tiro e queda;

- Quando algum autor de renome for dar aquela palestra marota no Sesc perto de casa, marque dois ou três amigos em seu mural e provoque alarde para todo mundo saber: “Vamos, né??????”. Não esqueça de postar o link relacionado;

- Curta a página de qualquer bar com mais de cinco anos de fundação no entorno da rua Augusta; dê preferência ao Ibotirama;

-Use e abuse de qualquer onda retrô. Está sempre em moda;

- Compartilhe diariamente sua indignação com a política nacional. Lembre todos os dias que o governo não presta e que Brasília seria muito melhor se, no lugar do Congresso, funcionasse um estacionamento. É de bom tom ignorar que os governos totalitários do século XX também transformaram seus Legislativos em estacionamento;

- Não conte, nem sob tortura, que você adora passar no Mcdonalds depois do rolé pelo Espaço Unibanco;

- Deixe sempre claro que você é habitué de lugares incríveis, como as praias de Trindade-Paraty ou o sofá do Outback;

- Compartilhe qualquer reportagem relacionada ao D.O.M, o mais premiado restaurante brasileiro lá fora, e expresse sua intimidade com o nome de Alex Atala.

Feito isso, você espantará qualquer fantasma da breguice e do lugar-comum que contamina este país que a gente gosta de chamar de atrasado.

Ninguém vai dar a mínima, mas o importante é ficar bem com a gente mesmo. Ou viver cada minuto como se fosse o último. E dormir com a consciência tranquila. Ou qualquer outro clichê que sirva.


Fonte: Site Carta Capital


OBS:Publiquei este artigo em alusão ao anterior, "Narloquinhos" do Blog Mingau de Aço, onde o autor escreve seu texto, baseado neste.

Dom & Ravel: traidores ou injustiçados?

A difícil carreira da dupla acusada de compor e gravar canções em favor da Ditadura Militar

“Nunca fiz música encomendada pra governo nenhum, nem pra representante de
governo nenhum”


O nome de Dom & Ravel está, até os dias de hoje, ligado ao sucesso “Eu te amo meu
Brasil”. A canção, que ecoou pelo país durante os tempos em que se alardeava o
milagre brasileiro e se comemorava os bons resultados do futebol, foi rotulada como
símbolo de um governo militar que comemorava a vitória para si próprio.
Em entrevista ao censuramusical.com, Eduardo Gomes de Farias, o Ravel, recorda os
tempos de censura, nos quais a dupla recebeu críticas que marcaram definitivamente
sua história.

Simpático, Ravel conta com detalhes a ascensão da dupla no cenário nacional da
década de 70 por meio de suas músicas de conteúdo ufanista, exaltando as belezas do
Brasil e abordando temas como luta de classes e exclusão social. Além disso, revela
algo que poucos sabem: Dom & Ravel também foram censurados e passaram por
interrogatórios no Departamento de Censura. Isso, para Ravel, prova que eles jamais
fizeram músicas encomendadas para o governo – mas que apenas seguiam o
patriotismo inerente ao comportamento de bandas como Beatles e Rolling Stones.

CENSURA MUSICAL: Quem é Ravel?

RAVEL: Meu nome é Eduardo Gomes de Farias. Nasci no Estado do Ceará. Fui para o
Rio de Janeiro com três anos de idade. Ravel é meu nome artístico. Meu pai, Antônio
Eustáquio de Farias, foi um simples vendedor ambulante, conhecido como Antônio
Paraíba. Eu sempre acompanhava meu pai. Com 10 anos de idade fui com ele para
São Paulo. Sobre a imprensa dizer, como foi publicado em alguns lugares que eu era
filho de militar, isto é mentira, eu sou sim, filho de Antônio Paraíba, vendedor ambulante

que após muito trabalho foi dono de uma alfaiataria.

CM: Você e seu irmão Dom sonhavam em ser músicos?

RAVEL: O Dom aos 17 anos tentou formar uma banda com influência do Beatles.
Acabou a banda e ele formou uma dupla “Dim e Dom”, mas o Dim foi embora para o 2
interior e meu irmão acabou me convidando para cantar com ele. Comecei a estudar
música. Peguei gosto e de repente percebi que tinha talento pra isso, começando assim
a carreira da dupla Dom e Ravel.

Sobre a “patrulha” política

O Dom faleceu em 1° de dezembro de 2000, vítima de um câncer no estômago.Câncer este, contraído por aporrinhações e perseguições políticas, que até hoje
não dão trégua a carreira de Dom e Ravel.

CM: Como foi início da carreira de vocês?

RAVEL: Quando surgimos como dupla foi muito difícil. Nós
batíamos nas portas das gravadoras e nunca dava certo. Vimos
que música aqui no Brasil é monopólio, uma máfia. O cara que
está na mídia nunca vai ajudar ninguém, dividir seu espaço com
quem está começando, de jeito nenhum. Tudo gira em torno de
interesses econômicos. Eu e o Dom observamos que
dificilmente veríamos alguma porta aberta para mostrar nosso
talento. E como meu irmão era um cara que falava muitos
idiomas, ele começou a ler matérias sobre música internacional,
e estudou o marketing dos Beatles e Rolling Stones. E assim
descobriu uma fórmula para romper todas as barreiras e
monopólios do Brasil como cantores e compositores.

Então Dom sugeriu que deveríamos começar como
compositores. Ele era uma pessoa inteligente e muito esforçada. Sempre estava lendo
diversas revistas de outros países.

Assim percebemos que no Brasil existia uma lacuna, e começamos a montar um novo
estilo de música, inicialmente músicas com temática social construtiva.

CM: Então inicialmente vocês surgiram como compositores. Quem interpretava
suas músicas?

RAVEL: A partir das composições começamos a ser gravados por todos os artistas da
mídia na época, gravamos com Demônios da Garoa, com Sérgio Reis, Vanuza, Antônio
Marcos, Wanderléia, Wanderley Cardoso, Moacyr Franco, Os Incríveis, além de outros
artistas que faziam sucesso na época. Então como compositores ficamos ricos,
tínhamos até produção pessoal. Com grana você tem amigo por toda parte e abre
qualquer porta. Aí a Editora RCA Jaguaré ficou interessada na dupla Dom e Ravel e
propôs um contrato exclusivo. 3

CM: Vocês imaginavam uma carreira de sucesso na música?

RAVEL: Numa dessas idas ao prédio da RCA tivemos que levar 24 músicas, fechar um
contrato e receber um adiantamento. Quando nós estávamos gravando no estúdio,
chegou um “bam-bam-bam”, o diretor da RCA nos EUA, o mister David Jones.
Aí o gringo parou, ficou nos olhando e elogiou nossa voz.

No caminho de casa, meu irmão me disse: “ Acabamos de ganhar na loteria!”
Sabe por quê?

O número um da RCA mundial adorou a dupla Dom e Ravel. E partir desse momento
nós já assinamos um contrato para gravar um LP. Nós tínhamos ido à RCA para assinar
um contrato como compositor e acabamos assinando um contrato de dois anos como
cantores. No primeiro ano quando saiu o disco, em 1969, já foi o maior sucesso e aí a
carreira de Dom e Ravel emplacou.

CM: Quais foram os grandes hits de Dom e Ravel?

RAVEL: Existia no país um clima de euforia, de otimismo por causa da conquista do tricampeonato mundial de futebol.

Na Inglaterra, os Beatles usavam símbolos patrióticos, bandeiras, camisetas
estampadas com figuras nacionais. Um marketing voltado ao patriotismo. Então nós
fizemos “Eu te amo meu Brasil”, decidimos despertar o patriotismo também no povo
brasileiro.

A música tem um refrão que diz assim:

(Ravel canta “Eu te amo meu Brasil”) “As praias do Brasil ensolaradas, o chão onde o
país se elevou, a mão de Deus abençoou, mulher que nasce aqui tem muito mais amor,
o céu do meu Brasil tem mais estrelas, o sol do meu país mais esplendor, a mão de
Deus abençoou, em terras brasileiras vou plantar amor...eu te amo meu Brasil, eu te
amo, meu coração é verde-amarelo-branco-azul-anil...”

CM: Vários cantores gravaram “Eu te amo meu Brasil”. Fale um pouco dessa
canção.

RAVEL: Esta música foi gravada pela banda Os Incríveis. Gravamos a música um
tempo depois. Ficamos defendendo um ano essa música no programa do Chacrinha e
outros. Acho que foi lançada em 26 países. Na França ela chegou aos primeiros lugares
das paradas de sucesso.

CM: Quais músicas de sua autoria, o regime militar utilizou? 4

RAVEL: O governo militar utilizou sucessos como “Eu te amo meu Brasil”, “Só amor
constrói” e “Você também é responsável”. Quando fizemos “Você também é
responsável” logo em seguida o governo lançou o MOBRAL (Movimento Brasileiro de
Alfabetização).

CM: Mas os militares usavam as músicas com o consentimento de vocês?

RAVEL: Na época da ditadura eles nunca pediam nada. Eles mandavam. O medo
pairava porque nós ouvíamos os papos que sumiu fulano, desapareceu ciclano!.. Os
artistas procuravam tomar precauções.

Há alguns comentários que a música “Você também é responsável” foi feita para o
MOBRAL, mas nunca fizemos músicas encomendadas pra ninguém, não! Essa
música é nossa.

CM: No livro “Eu não sou cachorro, não”, do historiador
Paulo César de Araújo (Record), é contado um episódio
de 1971 em que a dupla Dom e Ravel se encontrou com
então presidente Médici. Como foi esse encontro?

RAVEL: Foi na ocasião do primeiro aniversário do Mobral,
em um ginásio de esportes na cidade de Jundiaí. Nós fomos
convidados. Nós sempre éramos convidados, não só pra
essa festa do Mobral, mas pra outros shows do governo. E
nunca ganhamos nada. Só que essas aparições públicas nos
prejudicavam porque a mídia nos associava aos militares.

CM: Vocês conversaram com o presidente?

RAVEL: Sim, o presidente Médici quebrou o protocolo, e veio
nos cumprimentar. A repercussão na imprensa foi muito grande. Fomos manchete no
país inteiro. Tinha os dois lados da balança. Por um lado nos ajudava em termo de
mídia, de projeção, por outro lado nos prejudicava porque as pessoas nos associavam
aos militares.

CM: Ao mesmo tempo em que existiam pessoas que se identificavam com as
músicas de vocês, também existiam que referiam à dupla como “fabricada” pela
ditadura. Como você vê isso?5

RAVEL: Quando nós estouramos todos esses sucessos o governo se interessou eusou essas músicas. Automaticamente se criou uma situação complicada para quem
monopolizava o mercado, para as gravadoras multinacionais, para os artistas, porque
você vendendo mais colocava outros “em baixa”. O público estava conosco. Causando
esses prejuízos, começaram a inventar mentiras a nosso respeito. Diziam que Dom e
Ravel eram puxa-sacos do governo, fabricados pela ditadura militar, etc...

CM: E por causa dessa utilização de músicas da dupla, vocês foram perseguidos
e até hoje são marcados como os defensores dos militares...

RAVEL: Isso aconteceu depois dessa mentira, que se tornou pública pelos maus
jornalistas da época, e muitos destes nos perseguem até hoje, dizendo que nós fomos
puxa-sacos do governo militar, e as conseqüências destas mentiras tornaram-se muito
graves para nós.

Começamos a sofrer muitas perseguições políticas, violência, agressividade em toda
parte do país, por onde íamos fazer os shows.

CM: Nos shows ocorriam brigas entre as pessoas que gostavam da dupla e as
que eram contra?

RAVEL: Você lidar com o público é um problema muito sério, tem pessoas que vão ao
show porque gostam do artista e outras vão porque são contra, daí resulta o confronto.

CM: Em algum show ocorreu alguma conseqüência mais grave por causa das
brigas?

RAVEL: Sim. Se você parar pra analisar todas as letras de Dom e Ravel, você percebe
que tem um forte conteúdo social. Fomos perseguidos e agredidos em diversos locais
por pessoas enquadradas na tal patrulha ideológica da época. Percebemos que não
dava mais pra irmos à nenhum lugar de badalação e tivemos que mudar nossos hábitos
e não freqüentamos mais locais públicos sozinhos, só com seguranças.

CM: Vocês recebiam críticas dos seus colegas cantores e compositores?

RAVEL: Sim, alguns artistas eram contra Dom e Ravel. Falavam de nós, porque nós
seguíamos uma linha de trabalho social construtiva, muitos se sentiam incomodados
porque falávamos a verdade sobre a luta e o sofrimento do povo, onde apontávamos,
os preconceitos e as desigualdades sociais. O nosso compromisso era compor para o
povo brasileiro. Queríamos ver um país transparente, compromissado com a verdade, com a liberdade de expressão, enfim, queríamos ver o país crescendo e nós
contribuímos da nossa maneira.

CM: Essas críticas influenciaram no trabalho de vocês?

RAVEL: As críticas mexeram com minha cabeça, então
resolvemos fazer uma música pra pararem de nos
chamarem de puxa-saco do governo.

Então em 1974, lançamos “Animais Irracionais” e ela foi
censurada;

“Às vezes eu olho pra terra sem compreender a luta dos
seres humanos para sobreviver, um grande açoitando
um pequeno...e tem vezes que um desesperado se põe
a pensar...eu passo por muitas igrejas, pedindo
respostas de Deus, pra ele calado no espaço, ouvir os
lamentos meus. Animais, Animais, nós os homens
somos todos meio... animais irracionais.
Resultado, o disco foi censurado e recolhido das rádios
em todo o país, e a partir daí começamos a perder o
nosso direito de trabalho.
Conversei com meu irmão o que iríamos fazer a partir
deste fato, e ele resolveu ir para Brasília tentar a
liberação da música. Mas nós tínhamos um show marcado que resolvi fazer sozinho.
No meio do show, que estava super lotado, resolvi cantar a música “Animais Irracionais”
e a Polícia Federal invadiu o palco, interrompeu o show e causou uma confusão geral.
Sobre as “perseguições”
Eu que já era perseguido pela esquerda que dizia que eu era engajado da direita,
passei a ser perseguido pela direita também.

CM: Você chegou a ser intimado a comparecer na Polícia Federal?

RAVEL: Todo show tinha homens da Polícia Federal. Tive algumas intimações para
me apresentar no departamento de censura de São Paulo que era na rua Xavier de
Toledo no centro de São Paulo.

No departamento de censura eles colocavam você numa sala escura gelada e te davam
uma canseira, porque você ficava lá horas e horas sem ninguém dizer nada, era um 7
clima psicologicamente pesado, um frio danado. E depois de horas questionavam sobre
a letra de “Animais Irracionais”.

CM: Fale sobre o show que vocês fizeram no Araguaia, em que o contratante
pediu para que a dupla não cantasse a música “O Caminhante”.

RAVEL: O contratante enfiou uma pistola nove milímetros na boca do Dom e disse que
se nós cantássemos “O Caminhante”, não iria ter mais show de Dom e Ravel em lugar
algum. O Dom foi frio. E essa questão de não tocar algumas músicas acontecia em
quase todo o país. Tem uma música “A Canção da Fraternidade”. Esta música também
não se podia cantar em alguns lugares. Ela foi a primeira música que o Papa João
Paulo II ouviu quando veio pela primeira vez ao Brasil. Ela foi cantada por um coral de
1.700 vozes de Brasília.

CM: O que você sente ao relembrar do passado, principalmente o tempo do
regime militar?

RAVEL: Olha, dói muito, e eu não gosto de lembrar do passado não, porque dói você
saber que foi usado e não reparado pelos danos sofridos. Na época se eu tivesse a
cabeça que tenho hoje, teria algumas atitudes bem diferentes. No passado passei por
tantas humilhações, tantos problemas de perseguições políticas, violências físicas que
causaram minha perda da visão, e hoje a escuridão pra mim é fichinha, pois me fez
aproximar mais de Deus. Hoje eu digo que sou um cara muito espiritualista.
CM: Qual sua opinião em relação aos artistas engajados politicamente contra a
ditadura militar?

RAVEL: Neste sentido, a história musical do Brasil é muito duvidosa, você pega um
cara como Geraldo Vandré, todo mundo diz que o cara apanhou, e tal. Nunca ninguém
colocou um dedo nele. Nunca levou um tapa. No entanto disseram que ele foi vítima de
lavagem cerebral, muita coisa, tudo mentira.

Tem muita gente aí, não vou citar nomes, mas que saíram do Brasil, foi pra outros
lugares, se aproveitando da situação no esquema de exílio, pra curtir outro país. Tem
muita mentira nisso tudo.

Eu sofri exílio no meu próprio país e nunca fui remunerado pelo governo



Fonte: Censura musical.com

Dilma pede confisco de terras flagradas com escravos

Sanguessugado do Sakamoto

Porto Alegre – Durante o debate “Com trabalho escravo, não há desenvolvimento sustentável”, no Fórum Social, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, informou que a prioridade legislativa para o governo federal em direitos humanos, neste ano, é a aprovação da proposta de emenda constitucional que prevê o confisco de propriedades em que trabalho escravo for encontrado (PEC 438/2001).

Segundo ela, Dilma Roussef considera que é necessária a aprovação de uma medida “dura” contra quem se utiliza desse tipo de mão-de-obra.

A chamada “PEC do Trabalho Escravo” prevê o confisco, sem direito à indenização, e sua destinação à reforma agrária e ao uso urbano. Aprovada em dois turnos pelo Senado e em primeiro pela Câmara dos Deputados, a PEC está engavetada desde 2004, muito por pressão da bancada ruralista.

Isso significa muita articulação e até uma boa briga com um grupo relevante de parlamentares que tem força e peso econômico e atuação contra mudanças na legislação dessa área.

Uma das principais críticas de movimentos e organizações sociais é de que o Palácio do Planalto não tem dedicado energia suficiente pela aprovação da emenda.

A PEC 438/2001 faz uma alteração ao artigo da Constituição que já contempla o confisco de áreas em que são encontradas lavouras de plantas usadas na produção de psicotrópicos. E, se considerarmos as versões anteriores do projeto, está tramitando no Congresso Nacional desde 1995.


Fonte: Blog do Gilson Sampaio

sábado, 28 de janeiro de 2012

Pastor Silas Malafaia vai lançar um dos pastores de sua denominação como candidato a vereador pelo PMDB


O pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), foi um dos principais responsáveis pela eleição do seu irmão o pr. Samuel Malafaia (PSD/RJ) ao cargo de deputado estadual no último pleito. Ele agora prepara o lançamento de um dos pastores de sua denominação ao cargo de vereador nas eleições desse ano.

De acordo com o jornalista Lauro Jardim, da Revista Veja o candidato que Malafaia irá lançar será o pastor Alexandre Isquierdo, da ADVEC, que se filiou recentemente ao PMDB.

Isquierdo, como é conhecido, é pessoa de confiança de Malafaia e participou ativamente da coordenação da candidatura do pr. Samuel Malafaia ao cargo de deputado estadual e, atualmente, é chefe de gabinete do deputado.


O futuro candidato do líder da ADVEC foi também um dos responsáveis pela organização da Marcha Para Jesus realizada em junho de 2011, no Rio de Janeiro.


Fonte: Gospel+/ Blog O Diário Alexandrino


OBS: Olha só o partido...

Qual é o Terceiro Segredo de Fátima?


Nenhum sofrimento é vivido em vão se for acolhido na fé


Infelizmente circula na internet um tal “Terceiro Segredo de Fátima”, que muito assusta as pessoas, como se o Papa João Paulo II não tivesse revelado o verdadeiro no ano 2000. No dia 26 de junho deste ano foi revelado, com a devida autorização do Papa, o verdadeiro Terceiro Segredo de Fátima, que tanta curiosidade, medo e, às vezes, pavor, despertava no povo. Na verdade, houve muita fantasia prejudicial às pessoas. Nas suas três partes o Segredo nada tem de previsões sobre o fim do mundo, nem de catástrofes ou flagelos.

Com a revelação do Segredo, feita através da Sagrada Congregação da Fé, com uma interpretação feita, a pedido do Papa, pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, hoje o Papa Bento XVI, prefeito da citada congregação na época, viu-se que se trata de uma visão do século XX, século este impregnado de mártires do comunismo, do nazismo e de outras forças inimigas da Igreja e de Deus. Milhões morreram pela fé.

Na entrevista que Dom Tarcísio Bertone, então Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, teve com a Irmã Lúcia, por ordem do Sumo Pontífice, em 27 de abril de 2000, no Carmelo de Coimbra, onde vivia a religiosa, esta, lúcida e calma, concordou com a interpretação do Segredo, segundo a qual a terceira parte do Segredo de Fátima consiste numa visão profética, comparável às da história sagrada. Ela reafirmou a sua convicção de que a visão de Fátima se refere “sobretudo à luta do comunismo ateu contra a Igreja e os cristãos” e descreve os duros sofrimentos das milhões de vítimas do século XX.

Irmã Lúcia confirmou que a principal personagem do Segredo era o Santo Padre e recordou como os Pastorinhos tinham pena dele. Com relação ao "Bispo vestido de branco" (o Papa), que é ferido de morte e cai por terra, a Irmã concordou plenamente com a afirmação do saudoso Papa João Paulo II: "Foi uma mão materna que guiou a trajetória da bala e o Santo Padre deteve-se no limiar da morte" (Meditação com os Bispos italianos na Policlínica Gemelli, 13 de maio de 1994).

É interessante destacar o que diz a Irmã Lúcia: "Eu escrevi o que vi; não compete a mim a interpretação, mas ao Papa." A ela foi dada a visão, não a interpretação. Mais uma vez vemos aí a importância da Igreja e do Pontífice. E a Irmã concordou com a interpretação dada pela Igreja. Na interpretação do Segredo, já bastante publicado e conhecido, feita pelo Cardeal Ratzinger, alguns pontos merecem ser destacados:

1 - A palavra-chave da primeira e segunda parte do Segredo é "Salvar as almas"; a palavra-chave da terceira parte é "Penitência, penitência, penitência". O mesmo cardeal lembrou que a Irmã Lúcia lhe disse que o objetivo de todas as Aparições da Santíssima Virgem era fazer crescer cada vez mais a fé, a esperança e a caridade.

2 - A visão do anjo com a espada de fogo representa o perigo da destruição da humanidade por si mesma, por meio da guerra e de outras formas. O brilho da Mãe de Deus aparece como a força capaz de vencer as forças da terrível destruição.

3 - O sentido da visão não é mostrar um filme sobre o futuro, mas uma forma de orientar a liberdade humana a buscar o bem. Há que se evitar, portanto, as interpretações fatalistas do Segredo, como se tudo já fosse traçado para acontecer, sem respeitar a liberdade dos homens. O futuro é visto como que num espelho, de maneira simbólica.

4 - Três sinais aparecem: uma montanha alta; uma grande cidade meio em ruínas e uma grande cruz de troncos toscos. A montanha e a cidade são o lugar da história humana, de convivência, mas de luta; como uma subida árdua no qual o homem destrói, com as próprias mãos, o que ele mesmo construiu (cidade em ruínas). No alto da montanha está a Cruz, meta e orientação da história humana, sinal da miséria humana e promessa de salvação.

A visão mostra o caminho da Igreja como uma Via-Sacra, ladeado de violência, destruição e morte, mas de esperança. Diz o cardeal que nesta imagem pode-se ver a história de um século que se finda. O século dos mártires, dos sofrimentos e das perseguições à Igreja. Século de duas guerras mundiais e de muitas guerras locais. No espelho desta visão vemos passar as testemunhas da fé deste século.

O cardeal fez questão de recordar o que a Irmã Lúcia disse ao Papa João Paulo II, em 12 de maio de 1982, um ano após o atentado sofrido por ele: "A terceira parte do segredo se refere às palavras de Nossa Senhora: "Se não [a Rússia] espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas."

Os Papas deste século tiveram um papel preponderante na árdua "subida da montanha" do Segredo. Desde Pio X até João Paulo II, todos os Santos Padres sofreram no caminho que leva à Cruz.

5 - Destaca o mesmo cardeal que o fato de o Papa não ter não ter morrido no atentado de 13/5/81 significa que não existe um destino imutável (na visão Sua Santidade aparece morta), e se a mão de Nossa Senhora guiou a bala para que não o matasse é porque a força da oração e da penitência é maior do que as balas, e a fé é mais poderosa do que os exércitos. Tudo pode ser mudado pela oração e pela conversão!

6 - Por fim a visão mostra os anjos que recolhem da cruz o sangue dos mártires e com ele regam as almas que se aproximam de Deus. O Sangue de Cristo e o dos mártires são vistos juntos a significar que o nosso sofrimento completa a salvação do mundo (cf. Cl 1, 24). O sangue dos mártires é semente de novos cristãos, como dizia Tertuliano. E assim, o terceiro Segredo termina com uma forte mensagem de esperança: nenhum sofrimento é vivido em vão se é acolhido na fé. É de todo o sofrimento e de todo o sangue derramado pela Igreja, no século XX, que brotarão as forças de um novo Cristianismo no século XXI. Haverá uma forte purificação e um renovamento que já se faz sentir no coração da Igreja. É a eficácia salvífica que brota do Sangue de Cristo misturado ao dos Seus mártires.

7 - Os acontecimentos, a que se refere o Segredo, já são do passado; fica o permanente apelo à oração e à penitência para a salvação das almas. O cardeal termina afirmando que a certeza de Nossa Senhora de que por fim "o meu Imaculado Coração triunfará" significa que um coração voltado inteiramente para Deus é mais forte do que as pistolas ou as outras armas de fogo. A mensagem do Terceiro Segredo é uma mensagem de confiança no Cristo que venceu o mundo (cf Jo 16, 33).

Estive em Portugal, logo após a morte de Irmã Lúcia, em Coimbra, com a Dra. Branca, que cuidou da religiosa até a sua morte. A médica disse-me que Irmã Lúcia concordou inteiramente com a revelação feita pela Igreja sobre o Segredo e que mais nada havia a revelar. Portanto, é preciso cessar a divulgação de um falso Terceiro Segredo de Fátima, como se a Igreja não tivesse revelado o verdadeiro.


Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br



Fonte: Site Canção Nova.com

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A instituição que mais faz caridade no mundo!


O Conselho Pontifício – Cor Unum – (organismo da Santa Sé encarregado de promover e organizar as instituições de caridade e assistência da Igreja) publicou, no ano de 2010, um guia de organismos da Igreja Católica comprometidos com a ação social e a caridade no mundo, entre os quais 1.100 entidades especializadas, principalmente, em casos de catástrofes ou necessidades urgentes, sem distinção de religião ou credo. Note-se que este levantamento não engloba absolutamente todas as ações católicas em prol da caridade no mundo, mas apenas os principais.


Principais organismos de assistência social e caridade que a Igreja Católica mantinha no mundo, segundo apuração feita em 2010:

Ásia:


1.076 hospitais


3.400 dispensários


330 leprosários


1.685 asilos


3.900 orfanatos


2.960 jardins de infância


África:


964 hospitais


5.000 dispensários


260 leprosários 650 asilos


800 orfanatos 2.000 jardins de infância

América:
1.900 hospitais


5.400 dispensários


50 leprosários


3.700 asilos


2.500 orfanatos


4.200 jardins de infância


Oceania:

170 hospitais


180 dispensários


1 leprosário


360 asilos


60 orfanatos


90 jardins de infância


Europa:


1.230 hospitais


2.450 dispensários


4 Leprosários


7.970 asilos


2.370 jardins de infância


Fonte: Conselho Pontifício – Cor Unum/ Blog O Diário Alexandrino


OBS: Procede? Parece ser bem interessante, vou pesquisar mais sobre o assunto...

Dawkins critica projeto de Botton: ‘Ateus não precisam de templos’

Dawkins e Botton: aumentou
a rivalidade entre os dois

O cientista e militante ateu Richard Dawkins (foto, a de cima), 71, criticou o filósofo Alain de Botton (foto), 42, por ter planejado a construção no centro financeiro de Londres do primeiro templo de ateus do mundo.

"Os ateus não precisam de templos", disse Dawkins ao jornal britânico The Guardian. “Acho que há coisas melhores para se gastar dinheiro, como a educação secular e a construção de escolas não religiosas que se dediquem ao pensamento cético.”

Para o autor do best-seller “Deus – um delírio”, o edifício de Botton é “quase religioso” e “os ateus não precisam disso para investigar o significado da vida”.

O jornal informou que Botton já conseguiu metade do dinheiro para construir o templo, que consistirá de uma torre de 151 metros de altura, representando a idade da Terra. Em seu interior haverá a inscrição de um código binário da sequência do genoma humano.

Se o departamento de obras de Londres aprovar logo o projeto, a construção começará até o final de 2013.

O filósofo suíço radicado na Grã-Bretanha tem sido um critico de Dawkins por apregoar “um ateísmo agressivo”. O anúncio da construção do “templo do novo ateísmo” acirrou a rivalidade entre os dois.

Botton declarou ao The Guardian que, por causa do Dawkins e de Christopher Hitchens (1949-2011), autor do "Deus não é grande – como a religião envenena tudo”, “o ateísmo se tornou uma força destrutiva”.

Para ele, "há muitas pessoas que não acreditam em Deus e nem por isso são agressivas em relação às religiões”.


Fonte: Paulopes Weblog

Vaticano: Papa diz que mundo atravessa «profunda crise de fé»

Bento XVI quer que Igrejas cristãs falem a uma só voz sobre questões morais

Cidade do Vaticano, 27 jan 2012 (Ecclesia) – Bento XVI disse hoje no Vaticano que o mundo atravessa uma “profunda crise de fé”, acompanhada pela “perda do sentido religioso”, fatores que constituem “o maior desafio para a Igreja de hoje”.

Depois de sublinhar que a “renovação da fé” deve ser a “prioridade” de “toda a Igreja” e do diálogo ecuménico, o Papa expressou o desejo de que o “Ano da Fé”, a iniciar em outubro, contribua para “tornar Deus novamente presente no mundo”, refere a Sala de Imprensa da Santa Sé.

O discurso aos participantes na assembleia da Congregação para a Doutrina da Fé, organismo que Bento XVI dirigiu antes de ser eleito Papa, centrou-se no diálogo ecuménico, no âmbito da Semana de Oração para a Unidade dos Cristãos, que terminou na quarta-feira.

A intervenção realçou os “bons frutos” do diálogo ecuménico mas alertou para o risco de uma falsa paz entre os cristãos e de um indiferentismo, que exigem “vigilância”.

Bento XVI pretende que os cristãos sejam unânimes nas questões morais, como a vida, família, sexualidade, bioética, justiça e paz, que constituem “um novo desafio para o caminho ecuménico: “Será importante falar sobre estes temas a uma só voz”, frisou.

É preciso “enfrentar com coragem também as questões controversas, sempre no espírito de fraternidade e do respeito recíproco”, acentuou o Papa, que valorizou os documentos resultantes dos diálogos ecuménicos mas advertiu que a “autoridade” da Igreja é “a única” que pode “julgá-los de modo definitivo”.

Os avanços no ecumenismo dependem, segundo o Papa, da distinção entre “a Tradição, com maiúscula, e as tradições”, ou seja, entre os fundamentos da fé e a forma como se expressam.

“Um passo importante” nessa distinção ocorreu na elaboração de medidas para os fiéis procedentes do Anglicanismo “que desejam entrar na plena comunhão da Igreja, na unidade da comum e essencial Tradição divina, conservando as próprias tradições espirituais, litúrgicas e pastorais que são conformes à fé católica", observou.

Há “uma riqueza espiritual nas diversas confissões cristãs que é expressão da única fé e dom para partilhar”, acrescentou.

RJM


Fonte: Site Agência Ecclesia