sábado, 30 de junho de 2012

A maneira certa de pagar o dízimo





Fonte: Blog O Esquerdopata

DEZ ANOS DE UMA CONQUISTA COMPRADA

Por Alexandre Figueiredo


Hoje não é uma data para comemorar, mas para lamentar. Afinal, hoje faz dez anos de uma "vitória" que não se deu por méritos naturais, num evento esportivo em que as manobras políticas valeram mais do que qualquer talento de qualquer time.

A Copa do Mundo Fifa de 2002, o evento realizado no Japão e na Coreia do Sul, foi um evento de cartas marcadas onde o nome Brasil não faz o papel de herói, mas de vilão. Afinal, o evento representa o auge das manobras políticas do dirigente esportivo Ricardo Teixeira.

A seleção que jogou todas as partidas nem de longe era um time admirável. É aquele time que ganhava as partidas mas sem jogadas seguras e empolgantes. Muito fraca em campo, não tinha coragem de ir para o campo do adversário fazer dribles habilidosos, antes enrolasse as torcidas com passes dentro do campo de defesa.

Desde as eliminatórias de 2001, a seleção brasileira se comportou assim. Sem jogadas confiáveis, teria sido melhor que a Copa de 2002 fosse a primeira que excluísse a seleção brasileira do seu elenco. Os bastidores do futebol eram marcados por muita corrupção e uma CPI foi feita para avaliar os conchavos políticos dos dirigentes esportivos e até mesmo as ligações da mídia com os chamados "cartolas".

Uma das estranhezas é que, tanto nas eliminatórias como na copa propriamente dita, a seleção chilena, que não era das mais fracas, se comportou pior do que um time ruim de futebol de várzea. E a partida de 2001 mostrou que a "vitória" da "nossa" seleção se deu mais porque os adversários "liberaram" o campo, numa cena que se tornou comum em 2002.

A seleção brasileira vivia sob a pressão dos anunciantes, sobretudo a Nike, que tinha jogadores brasileiros como seus contratados. Além disso, os interesses da FIFA e da CBF sinalizaram para forjar a vitória brasileira a qualquer custo. Isto é ilegal. Não existe vitória a qualquer custo, e mesmo os melhores times sempre vivem fases de derrotas em sua trajetória. Isto é natural.

Portanto, não dá para comprar 2002 a 1958. Na Copa de 1958, além do ineditismo da vitória do time brasileiro, havia espontaneidade e boas jogadas. Não era uma copa motivada por interesses comerciais obsessivos, e o que se viu em 2002 foi praticamente uma jogada pessoal de Ricardo Teixeira, driblando a ética e causando a derrota estranhamente sucessiva de seleções europeias mais fortes.

Até mesmo o Brasil X Inglaterra foi vergonhoso. A seleção brasileira jogou mal, Ronaldinho Gaúcho perdeu a cabeça e levou cartão vermelho e tudo indicava uma derrota da "nossa" seleção (ou melhor, a seleção de Ricardo Teixeira). Nada disso. De repente, o segundo tempo tornou-se praticamente uma encenação e os jogadores ingleses tão somente "liberaram" o campo para Ronaldo Nazário, o único craque de uma seleção de inseguros, correr para o gol sem ser sequer ameaçado pelos adversários.

Tudo muito estranho. De repente outros times se deixaram perder, o que mostra que a Copa de 2002 nem de longe foi competitiva. E a "vitória" da "nossa" seleção foi feita mais pelas manobras de bastidor como aquelas que a seleção da França fez na copa anterior, a de 1998, quando o país europeu foi sede.

A Copa do Mundo de 2002, sem competitividade, sempre "liberando" o espaço para uma seleção insegura e sem cumplicidade, não deve ser lembrada. Aquele "penta" foi uma conquista comprada, desde as eliminatórias, e não existe coisa mais desagradável do que obter vantagem dessa maneira.

A Copa do Mundo de 2002 foi a copa da CBF, da FIFA, da Rede Globo. Eles é que comemoram o penta obtido pela esperteza e pelos dribles éticos. O povo brasileiro foi iludido com a pregação midiática. E muita gente foi comemorar uma vitória que não é realmente sua, não bastasse o futebol ser tão somente um lazer, mas que é superestimado pela publicidade midiática.

Fiquemos com as vitórias de 1958 e 1962, as únicas em que o time brasileiro venceu com méritos naturais.


Fonte: Blog Mingau de Aço

Mero Marketing Francês? Ou será a Revolução Francesa o “Ícone” ABSOLUTO da verdadeira Liberdade?

Luiz Felipe Pondé ( Folha de São Paulo)



A Revolução Francesa (1789-1799) é um fenômeno de marketing. Foi importante para medirmos a febre de um país sob um rei incompetente e não para nos ensinar a vida cotidiana em democracia.


Nada há nada na Revolução Francesa que tenha a ver com a verdadeira liberdade, igualdade e fraternidade. Essas palavras são apenas um slogan que faz inveja a qualquer redator publicitário.Esse slogan, aliado ao que os revolucionários fizeram (mataram, roubaram, violentaram, enfim, ideologizaram a violência em grande escala), é uma piada.


(Grifo meu {de quem escreveu o texto}:A prova é tanta que quando se fala de Revolução Francesa, a primeira imagem que nos vem a mente é a Guilhotina que foi fiel companheira de todo este período revolucionário na França).



É uma aula de mero marketing político ideológico-socialista: todo mundo cita a Revolução Francesa como ícone da liberdade.

O marketing da revolução ficou a cargo da filosofia. Primeiro caso na história de um fato claramente ideologizado para vermos nele outra coisa. Os “philosophes” do Iluminismo contribuíram muito para essa matriz do marketing político de todos os tempos, a Revolução Francesa.

Começa com a criação da ideia de que existe uma coisa chamada “povo que ama a liberdade” para além da violência que ele representa quando desagradado.“Povo” é uma das palavras mais usadas na retórica democrática e mais sem sentido preciso.A única precisão é quando há violência popular ou quando muitos morrem de fome por conta da velha miséria moral humana.

As “cheerleaders” da primavera árabe nas ruas de Damasco, Trípoli, Cairo e Tunis. Já imaginam os árabes lendo Rousseau, Marx e Foucault (que, de início, “adotou” a revolução iraniana).

Dançam para esses movimentos como se ali não estivessem em jogo divisões religiosas atávicas do próprio islamismo, quase total ausência de instituições políticas, tribalismo atroz, grupos religiosos fanáticos muito próximos do crime organizado, para não falar do óbvio terrorismo, pois de vez em quando, o “povo” mata, lincha, violenta e destrói cidades, a casa dos outros e o diabo a quatro.

Mas como (e isso é um dado essencial do efeito do marketing da Revolução Francesa) pensamos que o mundo começou em 1789, achamos que o “povo” nunca destruiu tudo o que viu pela frente antes da queda da Bastilha.

A historiadora americana Gertrude Himmelfarb, em seu livro essencial “Caminhos para a Modernidade”, publicado no Brasil pela É Realizações, chama o iluminismo francês de “ideologia da razão”, com toda razão.Os “philosophes” criaram um fantasma chamado “la raison”, que seria a deusa dos revolucionários.

Se no plano bruto “la raison” justificaria assassinatos nos tribunais populares (que deixam as “cheerleaders” dos movimentos populares !!), no plano sofisticado do pensamento, seria a única capaz de entender e organizar o mundo desde então.


Essa deusa da “la raison” nada tem a ver com a necessária faculdade humana de pensar para além dos desejos e medos humanos, que é muito dolorosa e rara.Ela é uma deusa mítica que ficaria no lugar do Deus morto, dando a última palavra para tudo.


Foram muito mais os britânicos e americanos que nos ensinaram a vida cotidiana em democracia. Mas o iluminismo anglo-saxão infelizmente não soube ser marqueteiro, pois foi mais prático e empírico que o apriorismo ideológico francês.


Nas palavras de Himmelfarb, os britânicos, com sua “sociologia das virtudes”, buscavam compreender como as pessoas e as sociedades geram virtudes e vícios. Entre elas, a benevolência e o hábito de respeito à lei comum.Os filósofos americanos criaram uma “política da liberdade”, nas palavras de Himmelfarb.


Eles associavam a qualidade de pensadores a de homens políticos práticos que investigavam a liberdade, não como uma ideia abstrata, mas como algo a ser preservado pela lei da tentativa contínua do homem em destruí-la em nome de qualquer delírio.


Daí as instituições americanas serem as mais sólidas, até hoje, em termos de defesa dos indivíduos contra os delírios do governo e do Estado.Os britânicos e os americanos nos ensinaram a liberdade que conhecemos e que dá a você o direito de dizer e pensar o que quiser nos limites da lei.


É hora de deixar nossos alunos lerem mais :Locke, Hume, Burke, Tocqueville, Stuart Mill, Oakeshott, Berlin, os federalistas e antifederalistas, Rawls, Strauss e não apenas Rousseau, Marx e suas crias.


Luiz Felipe Pondé ( Folha de São Paulo)


Fonte: Blog Beraká

Brasil caminha para algo raro: mudança de religião hegemônica

Título original: Revolução quase silenciosa

por Hélio Schwartsman, da Folha

Número de evangélico continuará
a crescer, preveem demógrafos


Dados do IBGE mostram que a proporção de católicos no Brasil continuou caindo entre 2000 e 2010 e que, pela primeira vez, verificou-se também uma redução em seu número absoluto. Isso tudo era mais ou menos esperado. A questão que intriga os especialistas é saber se há ou não um fundo do poço, um piso abaixo do qual os católicos não despencam.

E uma análise dos números de 2010 sugere que não. No ainda inédito artigo acadêmico "A dinâmica das filiações religiosas no Brasil entre 2000 e 2010", os demógrafos José Eustáquio Diniz Alves, Luiz Felipe Walter Barros e Suzana Cavenaghi mostram que a população evangélica tem proporcionalmente mais mulheres e jovens, e menos idosos. Isso significa que apenas pelo efeito da inércia demográfica, ou seja, mesmo que não houvesse novas conversões, o rebanho evangélico já cresceria mais do que o católico.

Mais interessante ainda, o texto mostra que o colar da região metropolitana do Rio de Janeiro, excluída a capital, funciona como uma espécie de "eu sou você amanhã" para o Brasil. O que ocorre nessa área em termos de religião acaba se repetindo no país 20 ou 30 anos depois.

E, olhado para esse conurbado, verificamos que os católicos são só 39%, enquanto os evangélicos já chegam a 34%. Mantidas as tendências atuais, no Brasil, até 2030, os católicos serão menos de 50% e, até 2040, deverá haver empate entre as filiações de católicos e evangélicos. Detalhe importante: os católicos caem com mais rapidez onde é maior a pluralidade de denominações. Ou seja, diversidade gera diversidade.

Ao que tudo indica, o Brasil caminha para um feito relativamente raro na história das nações, que é o de mudar sua religião hegemônica. E deve fazê-lo sem derramamento de sangue ou autos de fé. Só não será uma revolução silenciosa, brincam os autores, porque evangélicos não costumam respeitar a lei do silêncio.


Fonte: Paulopes Weblog
Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2012/06/religiao-hegemonica.html#ixzz1zIQXevJJ

Urbanização e intransigência são causas apontadas

Os dados do Censo 2010 surpreendem estudiosos do fenômeno religioso e a cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), porque a queda da porcentagem e do número absoluto de católicos foi maior do que se esperava. O que mais assusta é a constatação de que a Igreja Católica perdeu 1,7 milhão de seguidores em dez anos, enquanto os evangélicos continuaram aumentando, embora em ritmo inferior ao da década anterior, de 1990 a 2000.

A reportagem é de José Maria Mayrink e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 30-06-2012.

"Se permanecer essa tendência, é possível que daqui a uns 20 anos os católicos não cheguem à metade da população", admite o padre João Batista Libânio, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Essa redução, diz ele, deve ser analisada no contexto cultural de uma pós-modernidade líquida e fragmentada. "Uma instituição compacta como a Igreja Católica sofre essa fragmentação (perde terreno para outras igrejas), na medida em que não abre mão de seus princípios."

O número de católicos só deixaria de cair se a Igreja tivesse flexibilidade em questões da moral sexual, por exemplo. Como a Igreja não cede em questões relativas a aborto, contracepção, divórcio e segunda união, os descontentes buscam outras religiões. Evangélicos pentecostais crescem, pois oferecem produtos e não uma instituição. Essa realidade não deveria assustar a quem analisa a perda de fiéis nessa perspectiva, diz padre Libânio.

Para Edin Sued Abumanssur, chefe do Departamento de Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, é normal que uma religião hegemônica, como era a Igreja Católica, ceda mais membros para outras quando ocorre o pluralismo. "A tendência é a queda se estabilizar, ficando os católicos em torno de 60%, porque é difícil acreditar que eles vão diminuir até se tornarem minoria e que os evangélicos vão crescer indefinidamente", observou. O professor atribui o crescimento dos evangélicos pentecostais também ao poder da mídia, que suas igrejas utilizam.

Outros dois professores da PUC, Fernando Altemeyer e Jorge Cláudio Ribeiro, analisam a queda de católicos num contexto social que ultrapassa a religião. "A urbanização tem de ser levada em conta", diz Altemeyer. Para Ribeiro, chama a atenção o crescimento da porcentagem dos seguidores de igrejas evangélicas não determinadas - que no Censo se disseram evangélicos sem pertencer a nenhuma comunidade. O número deles quadruplicou.

A CNBB informou que, segundo o secretário-geral, d. Leonardo Steiner, a Igreja não adotará uma estratégia para estancar a sangria antes de analisar com calma os dados. Os bispos consideram que campanhas de evangelização e a Jornada Mundial da Juventude, que se realizará no Rio em julho de 2013, enquadram-se numa pastoral de conquista e manutenção de fiéis.

Ao noticiar a divulgação dos dados do IBGE sobre religião, a CNBB republicou ontem em seu site resultados de levantamento feito, no ano passado, pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) que apontam para o crescimento da Igreja no Brasil. São dados sobre o aumento do número de padres e de paróquias, não sobre o aumento de católicos.

Fonte: IHU Online

Em marcha, a transformação da demografia religiosa do país

"Liderada pela Renovação Carismática e apoiada na criação de redes de TV e no evangelismo midiático, a reação católica à expansão pentecostal fracassou", analisa Ricardo Mariano, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 30-06-2012.

Segundo ele, "causa surpresa o declínio, em números absolutos, de Congregação Cristã no Brasil e Universal do Reino de Deus. Elas perderam, respectivamente, 200 mil e 228 mil adeptos. Até então, só uma grande evangélica, a Luterana, havia declinado, o que se explica por ser uma denominação de tradição étnica pouco dedicada ao proselitismo".

Eis o artigo.

O Censo confirma as tendências de mudança radical da demografia religiosa nas últimas décadas: queda da hegemonia católica, avanço vertiginoso dos evangélicos e diversificação religiosa.

pela Renovação Carismática e apoiada na criação de redes de TV e no evangelismo midiático, a reação católica à expansão pentecostal fracassou.

O inchaço da categoria "evangélica não determinada" reduziu artificialmente o crescimento pentecostal. Mostra limitações do Censo, mas também pode estar sinalizando a expansão da privatização religiosa nesse grupo, situação em que o crente mantém a identidade religiosa e a crença, mas opta por fazê-lo fora de instituições.

Tal privatização resultaria da massiva difusão do individualismo, da crescente busca de autonomia em relação aos poderes eclesiásticos, à imposição de moralidades tradicionalistas, aos elevados custos do compromisso religioso. Ela pode ter ocorrido, em especial, entre indivíduos dos grupos mais beneficiados pelo crescimento da renda e das oportunidades no mercado de trabalho e no ensino superior.

O Censo também reitera o crescimento do pentecostalismo na base da pirâmide social: 64% dos pentecostais ganham até um salário mínimo, 28% recebem entre um e três salários, 42% têm ensino fundamental incompleto. Avança nos segmentos mais vulneráveis da população, nas periferias urbanas e regiões mais violentas, nas fronteiras agrícolas do Norte e do Centro-Oeste, onde a presença católica é rarefeita.

Causa surpresa o declínio, em números absolutos, de Congregação Cristã no Brasil e Universal do Reino de Deus. Elas perderam, respectivamente, 200 mil e 228 mil adeptos. Até então, só uma grande evangélica, a Luterana, havia declinado, o que se explica por ser uma denominação de tradição étnica pouco dedicada ao proselitismo.

Parte da "queda" (improvável, cabe frisar) da Congregação e da Universal decorre da indefinição da identidade denominacional de 9,2 milhões de evangélicos. Mas há outras hipóteses.

Fiel aos princípios de não fazer uso proselitista de mídias e não apelar para a oferta sistemática de serviços mágico-religiosos, a Congregação perde competitividade.

Já a Universal tem sido fortemente pressionada por igrejas que passaram a clonar seus métodos, especialmente a Mundial do Poder de Deus, liderada por Valdemiro Santiago (315 mil adeptos). Pela TV Record, Edir Macedo já acusou o golpe, ao atacar ferozmente o oponente, que, tal como Silas Malafaia, passou a ser estrategicamente apoiado pela Rede Globo.

Seus megatemplos desfavorecem uma sociabilidade fraternal e comunitária. E a ênfase na oferta ritual de soluções mágicas faz com que muitos frequentadores ajam mais como clientela flutuante. Eles pagam por serviços recebidos, mas refutam compromissos duradouros.

A Universal carece da capacidade de formar comunidades e da pregação de uma teodiceia redentora de longo prazo. É o que se propõem a fazer várias independentes sob o grande guarda-chuva "Assembleia de Deus".


Fonte: IHU Online

Nordeste e Sul são últimos 'bastiões' católicos do Brasil

O Nordeste e o Sul do Brasil são as únicas regiões onde a parcela da população católica ainda não caiu para um patamar inferior a 70%, registrando uma redução mais lenta do que no resto do país na última década.

A reportagem é de Júlia Dias Carneiro e publicada pela BBC Brasil, 29-06-2012.

O Censo 2010, divulgado pelo IBGE, confirmou a tendência de queda do contingente católico no Brasil, que baixou para 64,6% da população, e o aumento dos evangélicos, que hoje representam 22,2%. Os resultados da pesquisa sobre o perfil religioso brasileiro, divulgados nesta sexta-feira, revelam que as regiões com a menor proporção de católicos no Brasil são o Sudeste e o Centro-Oeste, ambos com 59,5% de sua população autodeclarada católica.

Já no Nordeste e no Sul, a proporção de católicos é de 72,2% e 70,1%, respectivamente, a maior taxa do país, como ocorria no censo de 2000.

Por trás desses números estão não só questões da fé, como também fatores sociais, econômicos e históricos da sociedade brasileira. O aumento da população evangélica, por exemplo, acompanha a expansão da fronteira agrícola, evidenciando a influência de deslocamentos populacionais no fenômeno.

"A mudança se dá no processo migratório", afirma o cientista político Cesar Romero Jacob, professor da PUC-Rio. "O crescimento das igrejas evangélicas se dá basicamente na fronteira agrícola e mineral do país e nas favelas e municípios de regiões metropolitanas. O que há em comum entre esses dois elementos? Os migrantes", ressalta ele.

Jacob desenvolveu a pesquisa "Atlas da Filiação Religiosa" com base nos dados do censo de 2000. Ele considera que a chegada de migrantes a periferias metropolitanas geram uma concentração de população em regiões onde há ausência tanto do estado quanto da Igreja Católica, " que não tem agilidade para deslocar padres e paróquias".

"Mas há as necessidades espirituais dos imigrantes e a presença dos evangélicos, que são mais ágeis. Essa combinação abre espaço para as pessoas aderirem a novas propostas religiosas", afirma Jacob.

Para o pesquisador, as rupturas que ocorrem no processo migratório, onde pessoas se desenraízam de suas comunidades, geram uma abertura para mudar de religião. O mesmo não ocorre em populações mais estabelecidas, seja nos grandes centros urbanos ou no interior rural. "A tendência é as pessoas continuarem seguindo a mesma religião com a qual cresceram", diz.

Assim, o catolicismo continua mais solidamente implantado nas regiões de origem, e não de destino, de migrantes - como o interior do Nordeste e de Minas Gerais - e também em uma área extensa no Sul colonizada por comunidades católicas italianas.

De uma maneira geral, o contingente católico continua mais forte em áreas rurais, com 78% da população; outros 15% são evangélicos. Já em áreas urbanas, 62% dos brasileiros são adeptos do catolicismo, enquanto 23,5% são evangélicos. Os dados do censo mostram a evolução dos fiéis brasileiros desde 1872, quando a filiação à religião católica apostólica romana ainda era oficial no país, algo que perdurou até a Constituição da República de 1891.

No primeiro século de estado laico brasileiro, a mudança não foi grande: a proporção de católicos, que era de quase 100% nos tempos de Dom Pedro II, caiu para 91,8% em 1970. Foi a partir de 1980 que a queda se acentuou, com o número de católicos baixando quase 10 pontos percentuais por década até o patamar atual de 64,6%.

"Acho que esse movimento ainda vai continuar por algum tempo", considera o jornalista Luiz Paulo Horta. "Mas depois deve se estabilizar e pode até gerar alguma reação católica", acredita ele, autor de A Bíblia: um diário de leitura (Editora Zahar) e imortal da Academia Brasileira de Letras.

Assim como Jacob, Horta considera os aspectos sociológicos associados a essa mudança. Ele aponta para fatores como a movimentação demográfica e a criação de "bolsões de pessoas socialmente deslocadas" em cidades grandes ou médias, deslocadas de seus ambientes originais. E carentes de um senso de comunidade que os evangélicos foram mais ágeis em proporcionar.

"A Igreja Católica já sentiu o golpe. Está levando essa pancada e acho que pode ter efeitos positivos, porque pode passar a trabalhar com coisas mais autênticas e deixar de ser uma afiliação tão tradicional", diz.

Esta "sacudida" pode contribuir para tornar a igreja menos formal com o tempo, como já se vê com os padres carismáticos que, aponta Horta, fazem parte do processo de buscar uma linguagem nova.

Mas o declínio do peso do catolicismo na sociedade brasileira é de certa forma uma consequência de sua hegemonia no passado e está relacionado ao maior secularismo da sociedade atual, onde a religião ocupa um espaço menor do que no passado.

"Uma palavra-chave hoje é o pluralismo", diz Horta. Você tem mil ideias novas, cultos religiosos orientais, e as pessoas se sentem mais abertas para escolher de um cardápio variado."

Os resultados do censo também refletem essa pluralidade, com mais adeptos do espiritismo (hoje 2% da população brasileira); mais pessoas que afirmaram seguir "outras religiosidades" (2,7%); e um maior número de pessoas sem religião (8%). Dentre estes, pela primeira vez, o censo especificou o número de ateus no país, que chega hoje a 615 mil.


Fonte: IHU Online

Embora maioria da população seja cristã, país tem pluralidade religiosa formada por grupos minoritários

Embora os católicos continuem sendo maioria no país, somando mais de 123 milhões de brasileiros, os dados do Censo Demográfico 2010 – Características Gerais da População, Religião e Pessoas com Deficiência, divulgado nessa sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam uma grande diversidade religiosa entre a população brasileira.

A reportagem é de Thais Leitão e publicada pela Agência Brasil, 29-06-2012.

Na última década, além dos evangélicos, grupo que mais cresceu no período, passando de 15,4% para 22,2% e totalizando 42,3 milhões de pessoas no país, também tiveram expansão os espíritas, que passaram de 1,3% para 2% e somaram 3,8 milhões em 2010; os que se declararam sem religião, que subiram de 7,4% para 8%, ultrapassando os 15 milhões; e o conjunto pertencente a outras religiosidades, que cresceu de 1,8% para 2,7%, totalizando pouco mais de 5 milhões de brasileiros. Os adeptos da umbanda e do candomblé mantiveram-se em 0,3% ao longo da década, representando quase 590 mil pessoas.

De acordo com o pesquisador da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Cláudio Crespo, os números apontam que, embora a tradição cristã seja forte no país, há um convívio com grupos minoritários.

“Uma coisa que chama a atenção no campo religioso no Brasil, diferentemente de muitos países, é a pluralidade religiosa. Apesar da hegemonia dos grupamentos cristãos, que representam 88,8% da população, a própria lista do censo é um exemplo desse convívio com grupos minoritários. O país, embora tenha raízes na sua colonização, influências regionais em função da ocupação e das migrações, tem também uma diversidade religiosa bastante significativa e isso é importante em um contexto em que há uma maioria definida”, destacou.

Cláudio Crespo enfatizou ainda que pela primeira vez foi identificado um contingente de ateus. Ao todo, 615 mil brasileiros se declararam com essa classificação, o que corresponde a 4% do grupo sem religião. O pesquisador do IBGE explicou que esse número pode ser maior, já que a declaração nessa subdivisão foi feita espontaneamente, sem que houvesse um campo específico.

Dados do Censo 2010 sobre o perfil religioso do Brasil

Católicos: Continuam sendo a maioria da população, mas baixaram de 73,6% em 2000 para 64,6% em 2010, ou 123 milhões de pessoas.

Evangélicos: A população evangélica foi a que mais cresceu. Os fiéis passaram de 15,4% em 2000 para 22,2%, ganhando 16 milhões de adeptos. O Brasil tem hoje 42,3 milhões de evangélicos.

Espíritas: O grupo aumentou de 1,3% para 2% na década, passando a abranger 3,8 milhões de brasileiros.

Sem religião: O número dos que se declararam sem religião cresceu de 7,4% para 8%, um aumento inferior ao registrado nas décadas anteriores. Em 1980, apenas 1,9% dos brasileiros se diziam sem religião.

Ascensão e queda: A igreja que mais ganhou adeptos entre 2000 e 2010 foi a Assembleia de Deus, que passou de 8,4 milhões para 12,3 milhões de fiéis. Já a Igreja Universal do Reino de Deus perdeu quase 300 mil adeptos, passando de 2,1 milhões para 1,8 milhões.

Escolaridade: O ensino fundamental incompleto é mais comum entre os católicos (40%), os sem religião (39%) e os evangélicos pentecostais (42%). A menor proporção está entre os espíritas (15%), entre o nível superior completo é mais frequente (31,5%).


Fonte: IHU Online

Catolicismo no Brasil em Declínio: os dados do Censo de 2010

"Os dados (do Censo Demográfio de 2010) indicam que o Brasil continua tendo uma maioria católica, mas se a tendência apontada nesse último censo continuar a ocorrer teremos em breve uma significativa alteração no campo religioso brasileiro, com impactos importantes em vários campos', analisa Faustino Teixeira, professor e pesquisador Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – UFJF,

Segundo ele, "com base nos dados do censo agora apresentado, os cristãos configuram 86,8% da declaração de crença". Mas, observa o teólogo, "isso pode ser problematizado com a questão complexa da múltipla pertença ou então da malha larga do catolicismo, que envolve, como diz Pierre Sanchis a presença de “muitas religiões” em seu interior.

Eis o artigo.

Os dados que acabam de ser apresentados pelo IBGE com respeito às religiões brasileiras no Censo Demográfico de 2010 confirmam a situação de progressivo declínio na declaração de crença católica. Os dados apresentados indicam que a proporção de católicos caiu de 73,8% registrados no censo de 2000 para 64,6% nesse último Censo, ou seja, uma queda considerável. Trata-se de uma queda que vem ocorrendo de forma mais impressionante desde o censo de 1980, quando então a declaração de crença católica registrava o índice de 89,2%. Daí em diante, a sangria só aumentou: 83,3% em 1991, 73,8 % em 2000 e 64,6% em 2010. O catolicismo continua sendo um “doador universal” de fiéis, ou seja, “o principal celeiro no qual outros credos arregimentam adeptos”, para utilizar a expressão dos antropólogos Paula Montero e Ronaldo de Almeida. A redução católica ocorreu em todas as regiões do país, sendo a queda mais expressiva registrada no Norte, de 71,3% para 60,6%. O estado que apresenta o menor percentual de católicos continua sendo o do Rio de Janeiro, com 45,8% (uma diminuição com respeito ao censo anterior que apontava 57,2%). O estado brasileiro com maior percentual de católicos continua sendo o Piauí, com 85,1% de declarantes (no censo anterior o registro era de 91,4%). Os dados indicam que o Brasil continua tendo uma maioria católica, mas se a tendência apontada nesse último censo continuar a ocorrer teremos em breve uma significativa alteração no campo religioso brasileiro, com impactos importantes em vários campos.

O novo censo aponta um dado que já era previsível, a continuidade do crescimento evangélico no Brasil. Foi o segmento que mais cresceu segundos os dados agora apresentados: de 15,4% registrado no censo de 2000 para 22,2%. O aumento é bem significativo, em torno de 16 milhões de pessoas. Um olhar sobre os três últimos censos possibilita ver claramente essa irradiação crescente: 6,6% em 1989, 9,0% em 1991, 15,4% em 2000 e 22,2% em 2010. O Brasil vai, assim, se tornando cada vez mais um país de presença evangélica. Há que sublinhar, porém, que a força desse crescimento encontra-se no grupo pentecostal, que é o responsável principal por tal crescimento, compondo 60% dos que se declararam evangélicos (no censo anterior, o peso decisivo no crescimento dos evangélicos, em 15,44% da declaração de crença, foi dado também pelo pentecostais, que sozinhos mantinham 10,43% do índice geral evangélico). Os evangélicos de missão não registram esse crescimento expressivo, firmando-se em 18,5% da declaração de crença evangélica.

Os “sem religião”, que no censo de 2000 representavam a terceira maior declaração de crença no Brasil mantiveram o seu crescimento, ainda que em ritmo menor do que o ocorrido na década anterior. Eles eram 7,28% no censo de 2000 e subiram agora para 8% (um índice que comporta mais de 15 milhões de pessoas), e o seu registro mais significativo continua sendo no Sudeste. Esse crescimento não indica, necessariamente, um crescimento do ateísmo, mas uma desfiliação religiosa, um certo desencanto das pessoas com as instituições religiosas tradicionais de afirmação do sentido. Reflete um certo “desencaixe” dos antigos laços, como bem mostrou Antônio Flávio Pierucci em suas pesquisas.

Os espíritas também seguem crescendo. Os dados do censo de 2010 indicam um crescimento importante, com respeito ao censo anterior: de 1,3% para 2%. São agora cerca de 3,8 milhões de adeptos declarantes. Trata-se do núcleo que tem os melhores indicadores de educação, envolvendo o maior número de pessoas cm nível superior completo (31,5%). Os dados apontados pelo censo são importantes, mas há que lembrar a presença de uma “impregnação espírita” na sociedade brasileira que escapa à abordagem estatística. Isso os estudiosos do espiritismo têm mostrado com pertinência. As crenças e práticas espíritas têm uma alta “ressonância social”, transbordando a dinâmica de vinculação aos centros espíritas.

Quanto às religiões afro-brasileiras, tanto a umbanda como o candomblé mantiveram-se no eixo de 0,3% de declaração de crença. Não houve mudança substantiva com respeito ao censo anterior, que indicava a porcentagem de 0,26% para a umbanda e 0,08 para o candomblé.

Com respeito às outras religiões, permanecem com uma representatividade pequena que em sua soma geral não ultrapassa 3,2% de declaração de crença. Mantém-se viva a provocação feita por Pierucci em artigo escrito depois do censo de 2000 sobre a diversidade religiosa no Brasil, de que o Brasil continua hegemonicamente cristão, e a diversidade religiosa – ainda que em crescimento -, permanece apertada em estreita faixa um pouco acima de 3% da declaração de crença. Com base nos dados do censo agora apresentado, os cristãos configuram 86,8% da declaração de crença. Não há dúvida que isso pode ser problematizado com a questão complexa da múltipla pertença ou então da malha larga do catolicismo, que envolve, como diz Pierre Sanchis a presença de “muitas religiões” em seu interior.


Fonte: IHU Online

Igreja Católica tem queda recorde e perde 465 fiéis por dia em uma década

Na última década, a Igreja Católica teve uma perda sem precedentes na História, embora continue a religião majoritária do País. Além da queda recorde na proporção de fiéis, a população católica encolheu pela primeira vez em números absolutos. Dados do Censo divulgados ontem mostram que em 2010 havia quase 1,7 milhão de católicos a menos que em 2000. Em média, a Igreja perdeu 465 fiéis por dia.

A reportagem é de Luciana Nunes Leal e Clarissa Thomé e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 30-06-2012.

Dados do Censo indicam que o total de católicos diminuiu 1,4%, enquanto a população brasileira aumentou 12,3%. Em 2010, havia 123,2 milhões de católicos no País; em 2000, eram 124,9 milhões. Em dez anos, a comunidade católica perdeu uma população equivalente à de Curitiba.

Em 2010, 64,6% da população brasileira era católica. Houve uma queda de 12,2% em relação aos 73,6% de 2000, a maior perda proporcional desde o início da contagem da população, em 1872. Há 50 anos, a religião católica tinha predomínio absoluto, com 93% da população. Se for mantido o ritmo da última década, em 20 anos os católicos serão menos da metade da população.

O crescimento dos evangélicos é a maior causa da queda dos católicos, embora também tenham crescido os brasileiros que se declaram sem religião e os de religiões minoritárias, como o espiritismo.

Divididos em três grandes categorias, os evangélicos seguem crescendo, mas em ritmo bem menor que na década anterior e chegaram a mais de um quinto da população brasileira, com 22,2%, ou 42,2 milhões de fieis. Houve um aumento em números absolutos de 16 milhões de evangélicos entre 2000 e 2010 - ou 4.383 novos fiéis por dia.

O aumento dos evangélicos é puxado pelos pentecostais, principalmente os da Assembleia de Deus, e por um novo fenômeno do mundo evangélico, o fiel "independente", que segue a religião, mas não se vincula a nenhuma igreja específica. A pulverização dos evangélicos acompanha o surgimento de novas igrejas a cada dia.

Diversificação

"Não existe uma inversão da sociedade católica para a protestante. O que se vê é um processo mais agudo de diversificação. O brasileiro não tem mais constrangimento de dizer que não é católico. A diversificação da sociedade, a modernização e o acesso a novas tecnologias fazem com que as pessoas tenham mais liberdade para dizer 'sou sem religião'. Mas essa afirmação de identidade tem caráter muito fluido. A religião passa a ser um aspecto da vida social, onde é permitido experimentar. Com isso, católicos e protestantes tradicionais ficam mais vulneráveis", diz a professora e pesquisadora da religião Sílvia Fernandes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Os evangélicos tradicionais (de missão), de igrejas históricas trazidas ao Brasil pela imigração europeia, como luterana, presbiteriana, batista e adventista, entre outras, cresceram em números absolutos, mas estão estagnados na proporção em relação à população. Eram 4,1% dos brasileiros em 2000 e agora são 4%. O número de luteranos e presbiterianos diminuiu na última década.

No conjunto da população, evangélicos pentecostais, católicos e sem religião são os que têm menor renda e menor escolaridade. Os espíritas e os evangélicos tradicionais se destacam por terem mais anos de estudo. Os espíritas têm renda bem superior aos demais.

Professor de antropologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Ronaldo de Almeida acredita que a Igreja Católica perde fiéis em quantidade, mas os que ficam são mais convictos. "O que está perdendo é o catolicismo tradicional: você não sabe muito o que dizer, diz que é católico. Não sabe o que fazer com seu filho, põe na catequese. Mas, se ele começar a usar drogas, vai para uma evangélica. O catolicismo perde gordura, mas se fortalece também. Eu não apostaria em fragilidade do catolicismo. Ao ficarem mais convictos, os católicos ficam mais parecidos com os evangélicos", diz o pesquisador.

Aparentemente, o crescimento dos padres cantores, que arregimentam multidões de católicos, ainda não surtiu efeito no objetivo de trazer novos fieis. "Os padres cantores têm um fator de atração, sim. Vendem muitos CDs. Mas há um dado interessante. Não é o caso do padre Marcelo Rossi, mas o padre Fábio de Melo atrai gente de todas as religiões", diz Sílvia Fernandes.






Fonte: IHU Online

Sam Harris é o ateu mais temido por religiosos dos EUA, diz site

Harris defende a substituição das
religiões pelo autoconhecimento


O neurocientista e filósofo Sam Harris (foto), 45, é o ateu mais temido pelos líderes religiosos dos Estados Unidos por sua habilidade na contestação das crenças com o uso de argumentos extraídos da ciência. É o que diz o site judeu Tablet como introito de uma longa entrevista com Harris.

Filho de mãe judia e de pai Quaker, Harris é, na atualidade, um dos Cavaleiros do Ateísmo, ao lado do britânico Richard Dawkins e do americano Daniel Dennet.

Nos Estados Unidos, o mais temido ateu era o afiado Christopher Hitchens, jornalista e escritor que morreu aos 62 anos em dezembro de 2011 vítima de um câncer. Pelo que Tablet diz, o título de enfant terrible dos ateísmo nos EUA é agora de Harris.

De acordo com o site, Harris tem pouca paciência com líderes religiosos cristãos, como Rick Warren (tido como o pastor de maior prestígio nos Estados Unidos), e com fundamentalistas islâmicos, além dos esquerdistas seculares que têm simpatia pelo Hamas e seus congêneres.

Tablet destacou que os questionamentos de Harris aos religiosos em debates públicos são tão enfáticos, que ele tem sido com frequência alvo de ameaças de morte por parte de fiéis.

O neurocientista se especializou em polêmica, disse o site. “Ele é engraçado, lógico, destemido e às vezes impulsivo”, afirmou, acrescentando que também possui a “qualidade rara” de admitir estar errado, se alguém demonstrar haver falha no seu argumento.

Harris é o autor, entre outros, do livro “A morte da Fé” (R$ 55, Companhia das Letras), onde defende a substituição das religiões organizadas pelo autoconhecimento. Para ele, essa é a única saída que se vislumbra nesse início do milênio para a humanidade, é a único caminho possível para a felicidade.

Ele é defensor da polêmica ideia de que a ciência pode deixar de ser neutra e se tornar fonte de padrões de moralidade, substituindo a religião na função de estabelecer o que é bom ou mau. A vantagem da “ciência da moralidade”, segundo ele, é que ela não ignora os sofrimentos humanos, diferentemente do que ocorre com as religiões, que chegam inclusive a incentivá-los.

Tablet lembrou que Harris começou a estudar as religiões aos 13 anos de idade, quando o seu melhor amigo morreu em um acidente de bicicleta, e ele se perguntou o que vem após a morte. Leu sobre as crenças religiosas, inclusive as orientais — viajou para Índia e Nepal, onde estudou meditação com mestres budistas. A conclusão de Harris é que não existe absolutamente nada após a morte.

Para ele, a ideia da existência de um ser onisciente que exige obediência de seus seguidores em troca de promessa de vida após a morte é uma grande besteira com consequências danosas, porque tem patrocinado guerras e ignorância, entre outros males.

David Samuels, colaborador de Tablet, perguntou a Harris por que ele, como neurocientista e ateu, ocupa tanto o seu tempo com as religiões.

Harris citou um exemplo para responder que hoje em dia essa é uma questão que interessa a todos. “Se você tiver um motorista que acredita no poder da oração, a ponto disso afetá-lo em suas decisões, ele poderá de vez em quando tirar as mãos do volante por acreditar que Jesus está no controle de tudo", disse. "Essa pessoa é perigosa, [...] e nós precisamos falar sobre isso.”


Fonte: Paulopes Weblog
Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2012/06/sam-harris-e-o-ateu-mais-temido-por.html#ixzz1zFPL3us4

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Zygmunt Bauman



"Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar"

Sociólogo polonês cria tese para justificar atual paranoia contra a violência e a instabilidade dos relacionamentos amorosos


Adriana Prado


O sociólogo polonês radicado na Inglaterra Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados e produtivos da atualidade. Aos 84 anos, escreveu mais de 50 livros. Dois dos mais recentes, “Vida a crédito” e “Capitalismo Parasitário” chegam ao Brasil pela Zahar. As quase duas dezenas de títulos já publicados no País pela editora venderam mais de 200 mil cópias. Um resultado e tanto para um teórico. Pode-se explicar o apelo de sua obra pela relativa simplicidade com que esmiúça aspectos diversos da “modernidade líquida”, seu conceito fundamental. É assim que ele se refere ao momento da História em que vivemos. Os tempos são “líquidos” porque tudo muda tão rapidamente. Nada é feito para durar, para ser “sólido”. Disso resultariam, entre outras questões, a obsessão pelo corpo ideal, o culto às celebridades, o endividamento geral, a paranóia com segurança e até a instabilidade dos relacionamentos amorosos. É um mundo de incertezas. E cada um por si. “Nossos ancestrais eram esperançosos: quando falavam de ‘progresso’, se referiam à perspectiva de cada dia ser melhor do que o anterior. Nós estamos assustados: ‘progresso’, para nós, significa uma constante ameaça de ser chutado para fora de um carro em aceleração”, afirma. Em entrevista à ISTOÉ, por e-mail, o professor emérito das universidades de Leeds, no Reino Unido, e de Varsóvia, na Polônia, falou também sobre temas que começou a estudar recentemente, mas são muito caros aos brasileiros: tráfico de drogas, favelas e violência policial.


Istoé -

O que caracteriza a “modernidade líquida”?


Zygmunt Bauman -

Líquidos mudam de forma muito rapidamente, sob a menor pressão. Na verdade, são incapazes de manter a mesma forma por muito tempo. No atual estágio “líquido” da modernidade, os líquidos são deliberadamente impedidos de se solidificarem. A temperatura elevada — ou seja, o impulso de transgredir, de substituir, de acelerar a circulação de mercadorias rentáveis — não dá ao fluxo uma oportunidade de abrandar, nem o tempo necessário para condensar e solidificar-se em formas estáveis, com uma maior expectativa de vida.


Istoé -

As pessoas estão conscientes dessa situação?


Zygmunt Bauman -

Acredito que todos estamos cientes disso, num grau ou outro. Pelo menos às vezes, quando uma catástrofe, natural ou provocada pelo homem, torna impossível ignorar as falhas. Portanto, não é uma questão de “abrir os olhos”. O verdadeiro problema é: quem é capaz de fazer o que deve ser feito para evitar o desastre que já podemos prever? O problema não é a nossa falta de conhecimento, mas a falta de um agente capaz de fazer o que o conhecimento nos diz ser necessário fazer, e urgentemente. Por exemplo: estamos todos conscientes das conseqüências apocalípticas do aquecimento do planeta. E todos estamos conscientes de que os recursos planetários serão incapazes de sustentar a nossa filosofia e prática de “crescimento econômico infinito” e de crescimento infinito do consumo. Sabemos que esses recursos estão rapidamente se aproximando de seu esgotamento. Estamos conscientes — mas e daí? Há poucos (ou nenhum) sinais de que, de própria vontade, estamos caminhando para mudar as formas de vida que estão na origem de todos esses problemas.


Istoé -

A atual crise financeira tem potencial para mudar a forma como vivemos?


Zygmunt Bauman -

Pode ter ou não. Primeiramente, a crise está longe de terminar. Ainda veremos suas conseqüências de longo prazo (um grande desemprego, entre outras). Em segundo lugar, as reações à crise não foram até agora animadoras. A resposta quase unânime dos governos foi de recapitalizar os bancos, para voltar ao “normal”. Mas foi precisamente esse “normal” o responsável pela atual crise. Essa reação significa armazenar problemas para o futuro. Mas a crise pode nos obrigar a mudar a maneira como vivemos. A recapitalização dos bancos e instituições de crédito resultou em dívidas públicas altíssimas, que precisão ser pagas pelos nossos filhos e netos — e isso pode empobrecer as próximas gerações. As dívidas exorbitantes podem levar a uma considerável redistribuição da riqueza. São os países ricos agora os mais endividados. De qualquer forma, não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas.


Istoé -

Ao se conectarem ao mundo pela internet, as pessoas estariam se desconectando da sua própria realidade?


Zygmunt Bauman -

Os contatos online têm uma vantagem sobre os offline: são mais fáceis e menos arriscados — o que muita gente acha atraente. Eles tornam mais fácil se conectar e se desconectar. Casos as coisas fiquem “quentes” demais para o conforto, você pode simplesmente desligar, sem necessidade de explicações complexas, sem inventar desculpas, sem censuras ou culpa. Atrás do seu laptop ou iPhone, com fones no ouvido, você pode se cortar fora dos desconfortos do mundo offline. Mas não há almoços grátis, como diz um provérbio inglês: se você ganha algo, perde alguma coisa. Entre as coisas perdidas estão as habilidades necessárias para estabelecer relações de confiança, as para o que der vier, na saúde ou na tristeza, com outras pessoas. Relações cujos encantos você nunca conhecerá a menos que pratique. O problema é que, quanto mais você busca fugir dos inconvenientes da vida offline, maior será a tendência a se desconectar.


Istoé -

E o que o senhor chama de “amor líquido”?


Zygmunt Bauman -

Amor líquido é um amor “até segundo aviso”, o amor a partir do padrão dos bens de consumo: mantenha-os enquanto eles te trouxerem satisfação e os substitua por outros que prometem ainda mais satisfação. O amor com um espectro de eliminação imediata e, assim, também de ansiedade permanente, pairando acima dele. Na sua forma “líquida”, o amor tenta substituir a qualidade por quantidade — mas isso nunca pode ser feito, como seus praticantes mais cedo ou mais tarde acabam percebendo. É bom lembrar que o amor não é um “objeto encontrado”, mas um produto de um longo e muitas vezes difícil esforço e de boa vontade.


Istoé -

Nesse contexto, ainda faz sentido sonhar com um relacionamento estável e duradouro?


Zygmunt Bauman -

Ambos os tipos de relacionamento têm suas próprias vantagens e riscos. Em um mundo “líquido”, em rápida mutação, “compromissos para a vida” podem se revelar como sendo promessas que não podem ser cumpridas — deixando de serem algo valioso para virarem dificuldades. O legado do passado, afinal, é a restrição mais grave que a vida pode impor à liberdade de escolha. Mas, por outro lado, como se pode lutar contra as adversidades do destino sozinho, sem a ajuda de amigos fiéis e dedicados, sem um companheiro de vida, pronto para compartilhar os altos e baixo? Nenhuma das duas variedades de relação é infalível. Mas a vida também não o é. Além disso, o valor de um relacionamento é medido não só pelo que ele oferece a você, mas também pelo que oferece aos seus parceiros. O melhor relacionamento imaginável é aquele em que ambos os parceiros praticam essa verdade.


Istoé -

O que explicaria o crescimento do consumo de antidepressivos?


Zygmunt Bauman -

Você colocou o dedo em um dos muitos sintomas da nossa crescente intolerância ao sofrimento – na verdade, uma intolerância a cada desconforto ou mesmo ligeira inconveniência. Em uma vida regulada por mercados consumidores, as pessoas passaram a acreditar que, para cada problema, há uma solução. E que esta solução pode ser comprada na loja. Que a tarefa do doente não é tanto usar sua habilidade para superar a dificuldade, mas para encontrar a loja certa que venda o produto certo que irá superar a dificuldade em seu lugar. Não foi provado que essa nova atitude diminui nossas dores. Mas foi provado, além de qualquer dúvida razoável, que a nossa induzida intolerância à dor é uma fonte inesgotável de lucros comerciais. Por essa razão, podemos esperar que essa nossa intolerância se agrave ainda mais, em vez de ser atenuada.


Istoé -

E a obsessão pelo corpo perfeito?


Zygmunt Bauman -

Não é o ideal de perfeição que lubrifica as engrenagens da indústria de cosméticos, mas o desejo de melhorar. E isso significa seguir a moda atual. Todos os aspectos da aparência corporal são, atualmente, objetos da moda, não apenas o cabelo ou a cor dos lábios, mas os tamanhos dos quadris ou dos seios. A “perfeição” significaria um fim a outras “melhorias”. Na cirurgia plástica, são oferecidos aos clientes cartões de “fidelidade”, garantindo um desconto nas sucessivas cirurgias que eles certamente irão realizar. Assim como a indústria de celebridades, a indústria cosmética não tem limites e a demanda por seus serviços pode, a princípio, se expandir infinitamente.


Istoé -

O que está por trás desse culto às celebridades?


Zygmunt Bauman -

Não é só uma questão de candidatos a celebridades e seu desejo por notoriedade. O que também é uma questão é que o “grande público” precisa de celebridades, de pessoas que estejam no centro das atenções. Pessoas que, na ausência de autoridades confiáveis, líderes, guias, professores, se oferecem como exemplos. Diante do enfraquecimento das comunidades, essas pessoas fornecem “assuntos-chave” em torno dos quais as quase-comunidades, mesmo que apenas por um breve momento, se condensam —para desmoronar logo depois e se recondensar em torno de outras celebridades momentâneas. É por isso que a indústria de celebridades está garantida contra todas as depressões econômicas.


Istoé -

Como fica o futuro nesse contexto de constantes mudanças?


Zygmunt Bauman -

Nossos ancestrais eram esperançosos: quando falavam de "progresso", se referiam à perspectiva de cada dia ser melhor do que o anterior. Nós estamos assustados: “progresso”, para nós, significa uma constante ameaça de ser chutado para fora de um carro em aceleração. De não descer ou embarcar a tempo. De não estar atualizado com a nova moda. De não abandonar rapidamente o suficiente habilidades e hábitos ultrapassados e de falhar ao desenvolver as novas habilidades e hábitos que os substituem. Além disso, ocupamos um mundo pautado pelo “agora”, que promete satisfações imediatas e ridiculariza todos os atrasos e esforços a longo prazo. Em um mundo composto de “agoras”, de momentos e episódios breves, não há espaço para a preocupação com “futuro”. Como diz um outro provérbio inglês: “Vamos cruzar essa ponte quando chegarmos a ela”. Mas quem pode dizer quando (e se) chegar e em que ponte?


Istoé -

Há cinco anos, a polícia de Londres matou o brasileiro Jean Charles de Menezes, alegando tê-lo confundido com um terrorista. Por que o mundo está tão paranóico com segurança?


Zygmunt Bauman -

Essa obsessão e a nossa gestão dos assuntos globais, responsável por reforçá-la, constituem a ameaça mais terrível à nossa segurança. O fantástico crescimento das “indústrias de segurança”, juntamente com a crescente suspeita de perigo que ela evoca, são motivos para antever uma piora das coisas. Se não por qualquer outro motivo, então porque, na lógica das armas de fogo, uma vez carregadas, em algum elas deverão ser descarregadas.


Istoé -

No Brasil, a violência é uma questão especialmente preocupante. Como o sr. enxerga isso?


Zygmunt Bauman -

Para começar, as favelas servem como uma lixeira para um número enorme de pessoas tornadas desnecessárias em partes do País onde suas fontes tradicionais de sustento foram destruídas — para quem o Estado não tinha nada a oferecer nem um plano de futuro. Mesmo que não declararem isso abertamente, as agências estatais devem estar felizes pelo fato de o povo nas favelas tomar os problemas em suas próprias mãos. Por exemplo, ao construir seus barracos rapidamente e de qualquer forma, usando materiais instáveis, encontrados ou roubados, na ausência de habitações planejadas e construídas pelas autoridades estaduais ou municipais para acomodá-los.


Istoé -

Essa ausência do Estado abriu espaço para os traficantes. O combate às quadrilhas às vezes é usado com justificativa para excessos da polícia. Por que tanta violência?


Zygmunt Bauman -

As relações entre a polícia e as empresas de tráfico de drogas são, na apropriada expressão de Bernardo Sorj (sociólogo brasileiro, professor da Universidade Federal do Rio), “nem de guerra nem de paz”. Esse amor e ódio entre as duas principais agências de terror aumenta o estigma da favela como o local da violência genocida. Ao mesmo tempo, porém, também contribui para a “funcionalidade” das favelas na manutenção do atual sistema de poder no Brasil. A polícia brasileira tem um longo histórico de tratamento brutal aos pobres, anterior à proliferação relativamente recente das favelas. A brutalidade da polícia é mesmo para ser espetacular. Como não é particularmente bem sucedida no combate à criminalidade e à corrupção, a polícia, para convencer a população de seu potencial coercitivo, deve assustá-la e coagi-la a ser passivamente obediente.


Istoé -

O sr. vê uma solução?


Zygmunt Bauman -

Algo está sendo feito, mesmo que, até agora, não seja suficiente para cortar um nó firmemente amarrado por décadas, senão séculos. Um exemplo é o Viva Rio (ONG que atua contra a violência). Pequenos passos, talvez, sopros não fortes o suficiente para romper a armadura do ressentimento mútuo e indiferença moral de anos entre “morro” e “asfalto” no Rio. Mas a escolha é, afinal, entre erguer paredes de pedra e aço ou o desmantelamento de cercas espirituais.


Istoé -

O que o sr. diria ao jovens?


Zygmunt Bauman -

Eu desejo que os jovens percebam razoavelmente cedo que há tanto significado na vida quando eles conseguem adicionar isso a ela através de esforço e dedicação. Que a árdua tarefa de compor uma vida não pode ser reduzida a adicionar episódios agradáveis. A vida é maior que a soma de seus momentos.



Fonte: Site Istoé Independente

Instituto de pesquisa lista oito dicas para quem deseja ter um perfil de destaque no Twitter

Edgard Matsuki



Após realizar uma pesquisa sobre quais os tipos de perfis no Twitter que conseguem mais retweets e menções, o instituto de pesquisa Buddy Media (voltado para mídias digitais) listou oito práticas para quem deseja popularizar um perfil no Twitter. As dicas podem servir para quem divulga uma marca ou usa a rede social profissionalmente. O Gigablog listou estas dicas:

1 – Use menos de 100 caracteres nas postagens do Twitter

Com a limitação de 140 caracteres, o Twitter já é um exercício de concisão. Mas que tal se exercitar mais um pouco tentar escrever tudo com menos de 100 caracteres? De acordo com a pesquisa, tweets curtos têm 17% a mais de eficácia. O principal motivo é que uma mensagem menor dá espaço para quem quer fazer algum comentário sobre o que você disse.

2 – Colocar links nos seus tweets

A pesquisa indicou que 92% das mensagens que tiveram interação são as que tinha algum link. Entre as que receberam RT, 86% tinham links.

3 – Atualize o Twitter menos de quatro vezes ao dia

Quanto mais você posta no Twitter, menos tem interação. O ideal é postar até quatro vezes ao dia na rede social. Segundo a pesquisa, o limite máximo é seis tweets diários.

4 – Mantenha um espaço antes da URL postada no Twitter para evitar erros de link

Esta dica é mais para evitar erros. Quando o link fica junto a um caractere, o encurtador pode dar erro. Tenha atenção a isso.

5 – Peça retweets e não RT

Pedir retweet é estranho, mas dá certo. Para quem gosta de pedir que as mensagens sejam repassadas, o ideal é pedir “Retweet” e não “RT”. A pesquisa indica que quem pede Retweet usando a palavra inteira consegue 2 vezes repliques do que quem pede escrevendo RT.

6 – Use imagens sempre que possível

Quem usa imagens nos posts tem envolvimento duas vezes maior no tweets.

7 – Faça uso sábio das hashtags

Usar hashtags pode ajudar, mas não exagere. Quando se usa uma hashtag na mensagem, o engajamento do público aumenta. Duas ou mais é um tiro no pé.

8 – Poste entre sete e oito da manhã e em fins de semana

A última dica é sobre o horário de postar as mensagens. De acordo com o estudo, postagens agendadas pela manhã têm muito mais inserção do que em outros horários do dia. Sábado e domingo são os dias em que as pessoas mais dão RT.

E aí. O que vocês acham dessas dicas?


Fonte: UOL Notícias Tecnologia

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Fonte: Blog Com Texto Livre

Arcebispo Desmond Tutu diz que Deus não é monopólio da fé cristã



O arcebispo Tutu, cuja trajetória é respeitada mundialmente pela defesa intransigente dos direitos humanos, em entrevista exclusiva ao Cristianismo Hoje, afirma que Deus não é cristão.

Não é muito comum um cristão relativizar sua crença a ponto de considerar outras religiões em pé de igualdade com ela. Menos ainda quando esse cristão é um líder respeitado dentro e fora de sua Igreja, e faz do Evangelho de Jesus a bandeira de sua atuação, de esfera mundial. Contudo, o arcebispo sul-africano Desmond Tutu, aos 80 anos de idade, pode dizer o que pensa sem medo de patrulhamento. É que ele já sofreu ao longo da vida o seu quinhão de questionamentos e restrições e hoje é uma personalidade global situada no mesmo patamar mítico de ilustres pacifistas como o conterrâneo Nelson Mandela, o indiano Mahatma Gandhi ou o tibetano Dalai Lama. A visão lúcida que tem da própria fé é o escopo do livro Deus não é cristão e outras provocações, organizado pelo jornalista – e também sul-africano – John Allen. A obra chegou ao país pela Thomas Nelson Brasil com a presença do próprio arcebispo, por ocasião do 5º Congresso Brasileiro da Indústria da Comunicação, em São Paulo.

O livro reúne diversos mensagens e discursos do religioso, arcebispo jubilado da Cidade do Cabo, o mais alto posto da Igreja Anglicana na África do Sul. Nobel da Paz em 1984, Tutu teve papel de protagonista na luta contra o regime racista do appartheid em seu país, extinto no início da década de 1990 sob a execração mundial. Tolerância, solidariedade, igualdade entre os homens e o amor divino perpassam as páginas, nas quais Tutu se revela extremamente doce e contundente ao mesmo tempo – sem abrir mão da polêmica, inclusive em temas espinhosos para os crentes em geral, como homossexualismo e ecumenismo.

Antes de sua chegada ao Brasil, o arcebispo Desmond Tutu atendeu com exclusividade a reportagem de CRISTIANISMO HOJE através de seus editores no Brasil:

CRISTIANISMO HOJE – O senhor lança Deus não é cristão em um momento de grandes contestações à fé que ainda é majoritária no mundo. Não teme estar relativizando a própria crença e reduzindo-a ao lugar comum que diz que “todos os caminhos levam a Deus”?

DESMOND TUTU – O cristianismo é relativamente novo no cenário do mundo – tem pouco mais de 2 mil anos. Compare-o, por exemplo, ao hinduísmo, ao budismo e ao judaísmo. Quem Deus teria sido antes do advento do cristianismo? E qual teria sido o lugar do judaísmo, uma vez que o cristianismo aceita em grande parte o que está contido na Bíblia hebraica como verdadeiro? Nenhuma religião possui toda verdade sobre Deus. Ele é infinito, e toda religião é, em medida insignificante, uma construção humana, de modo que não devemos nos envergonhar de aprender com outros. Nós seres humanos somos finitos e nenhum de nós conseguirá saber tudo sobre Deus, que é a fonte de toda bondade e de toda sabedoria. Podemos verdadeiramente dizer que somente os cristãos são sábios, inteligentes, santos ou bons? Então, o que falar de Mahatma Gandhi, Dalai Lama, Albert Einstein etc? Ora, Deus nos ama a todos. Cada um de nós é preciso a seus olhos, e cada religião tem percepções valiosas e válidas acerca do mistério de quem Deus é. Os cristãos não possuem o monopólio de nenhuma virtude. Esta é uma das razões pelas quais afirmamos que Deus não é cristão! Todos os seus filhos, sejam eles cristãos ou não, estão qualificados para receberem as muitas virtudes.

O senhor tem sido conhecido como apóstolo da tolerância e da reconciliação. Muitas das causas pelas quais tem se batido, contudo, continuam sem solução. Sente-se frustrado?

É claro que me sinto frustrado. Quando os opressores perceberão que estão sempre ao lado dos perdedores porque este é um universo moral? Por que eles causam tanto sofrimento quando, ao final, serão derrotados? Porém, não é uma frustração que me fará desistir da luta. Rapaz! Eu eu estou do lado vencedor!

A Igreja Anglicana tem sofrido sérios questionamentos ao redor do mundo por conta da ordenação de religiosos homossexuais, que já provocou sérios rachas. Afinal, homossexualidade é pecado? E, neste caso, por que a Igreja tem falhado em encontrar o ponto de equilíbrio entre a denúncia bíblica e o amor e respeito à pessoa do homossexual?

O amor jamais será pecado. Se duas pessoas se amam, isso é algo tremendo – trata-se de uma revelação do amor divino. Há muitas coisas que agora aceitamos e que a Bíblia declara serem erradas. Paulo parece ter aceitado a escravidão e disse que as mulheres não deveriam falar na igreja e que deveriam sempre ter suas cabeças cobertas. E nós o temos rejeitado tais determinações com veemência. A Bíblia registra que Jesus condenou firmemente o divórcio. No entanto, muitas igrejas permitem que seus membros se divorciem e se casem novamente.

Como a Igreja Cristã pode oferecer respostas cristãs convincentes em meio a uma sociedade como a ocidental, cada vez mais relativista e avessa a dogmas?

Eu me entristeço que, diante de tantas coisas erradas em nosso mundo tais como a pobreza, a doença, a fome, a corrupção, os distúrbios e as guerras, nós na Igreja estejamos concentrados na questão da sexualidade humana. O Senhor da Igreja deve estar muito triste. Ele que não veio para julgar e sim para salvar o mundo. Muitas pessoas se importam com as coisas do Espírito. Muitos oram, meditam, tentam ser compassivas e sensíveis; porém, são desencorajadas pela Igreja organizada, que gasta uma energia enorme, na maioria das vezes, com coisas que têm muito pouco a ver com o Reino de Deus. Olhem para as manifestações contra a guerra e a injustiça em muitas partes do mundo. Muitos desses manifestantes se sentem desanimados quando lembram que a Igreja está demasiadamente voltada para si mesma.

Lembrando que foram cristãos brancos que instituíram o appartheid, que ações poderiam ser encetadas para a conscientização efetiva dos cristãos acerca da intolerância?

Um perseguidor muçulmano é tão ruim quanto um perseguidor judeu, cristão ou de qualquer outra religião. Pessoas de todas as crenças são boas ou más. Minha esperança é que os adeptos de todas elas pertençam eles a uma comunidade multirreligiosa ou que os seguidores de uma única fé sejam compelidos por sua crença a se opor ao mal e a encorajar o bem.

A Igreja da África é das que mais crescem no mundo. Já se pode falar numa teologia cristã africana?

Desde que os povos africanos compreenderam que não tinham de ser “circuncidados” e se tornarem como os cristãos ocidentais, e sim, que poderiam e deveriam achegar-se a Deus como são. É por isso que o número de convertidos se multiplicou na África; hoje eles podem dançar sem constrangimento, podem tocar seus tambores. Há uma teologia africana vibrante, assim como na América Latina houve uma teologia da libertação viva e que tem nos influenciado. O anglicanismo, assim como outras confissões históricas, professam o ecumenismo.

No entanto, várias das crenças envolvidas no diálogo ecumênico têm diferenças fundamentais. Como fechar essa conta?

O ecumenismo não é apenas possível. Ele está acontecendo. Há iniciativas ecumênicas expressivas. Na África, temos a Conferência Toda a África de Igrejas, com base em Nairóbi [Quênia]. Cristãos trabalham juntos em prol da educação teológica, opondo-se à injustiça, encorajando a ecologia – e não apenas as denominações cristãs estão cooperando de maneira efetiva.


Fonte: Site da revista Cristianismo Hoje/ Blog O Diário Alexandrino

Número de espíritas está em ascensão e chega a 3,8 milhões

O número de brasileiros espíritas cresceu de 2,2 milhões em 2000 para 3,8 milhões em 2010, representando 2% da população. De acordo com dados divulgados hoje pelo IBGE, a religião teve expansão mais expressiva no Sudeste, onde passou de 2% da população para 3,1%.

Rio é o Estado com o maior índice de pessoas que se declararam espírita, com 4%, seguido de São Paulo (3,3%), Minas Gerais (2,1%) e Espírito Santo (1%).

Os espíritas apresentaram o nível de renda mais elevado. Do total deles, 6,5% ganham mais de 10 salários mínimos, deixando longe o segundo lugar, 2,2% dos adeptos da umbanda e candomblé.

Eles também fazem parte dos mais alfabetizados da população. Do total, 31,5% têm nível superior completo, 1,8% não possui 15% têm ensino fundamental incompleto. Os não alfabetizados representam apenas 1,4%.

Índice de pessoas adeptas da umbanda e candomblé, juntas, estacionou na década em 0,3% da população. Em relação ao candomblé, ouve um pequeno aumento no número absoluto, de 127 mil seguidores para 167 mil.

Os seguidores do islamismo tiveram o expressivo crescimento de 29%, mas em número absolutos são apenas 35.167. Os seguidores do hinduísmo praticamente dobraram, em números absolutos - passaram de 2.905 para 5.675 -, mas representam 0,002% dos brasileiros.

As tradições indígenas foram citadas por 63.082 entrevistados — um aumento de 269% em relação aos 17.088 de dez anos antes.



Com informação do Censo de 2010.


Fonte: Paulopes Weblog
Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2012/06/crescem-adeptos-do-espiritismo.html#ixzz1zE5sinCR

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Perfil do facebook ou tipos ideais?

Qual a relação entre perfis em redes sociais e os tipos ideais de Max Weber?




Via: Não salvo



Fonte: Blog Ciência Social Ceará

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Paraguai queixa-se de 'nova Tríplice Aliança'

Embora a cúpula do novo governo de Federico Franco meça cuidadosamente as palavras que dirige ao Brasil, vozes na política e na imprensa favoráveis à deposição do ex-bispo Fernando Lugo fazem cada vez mais alusão ao fantasma do "imperialismo brasileiro" para explicar o isolamento paraguaio.

A reportagem é de Roberto Simon e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 25-06-2012.

A manchete de ontem do La Nación, de Assunção, falava em uma "nova Tríplice Aliança" contra o Paraguai, uma "reedição" da união de forças entre Brasil, Argentina e Uruguai que, de 1864 a 1870, esmagou o pequeno país vizinho. O jornal ABC Color, também da capital, levantava suspeitas sobre "negócios" entre o governo brasileiro e Lugo, supostamente o verdadeiro motivo para Brasília querer isolar o novo governo paraguaio. "Isso considerando que, ao lado da Venezuela, (o Brasil) é o que mais grita contra o 'imperialismo' que impõe um 'injusto' bloqueio a Cuba". O diário vai além: "Poderia ser também para negociar depois alguma vantagem adicional em Itaipú. Daqui a pouco descobriremos isso".

O alto escalão do governo Franco mantém um discurso elogioso em relação ao Brasil e, sobretudo, à presidente Dilma Rousseff. Em entrevista à imprensa brasileira, o recém-indicado chanceler José Félix Estigarribia afirmou "admirar muito a biografia de luta" da presidente brasileira, "uma heroína", e completou que seria "maravilhoso" um encontro entre ela e Franco na próxima cúpula do Mercosul, que ocorre nesta semana na Argentina.

Mas dentro do Partido Liberal, legenda do novo presidente, as invectivas com ranço antibrasileiro não são raras. "O Brasil tem de entender que o Paraguai não é um simples Estado brasileiro. Somos um país soberano, com nossas próprias leis e regras, com nossos próprios interesses. Quando vocês começarem a ver isso, nossa relação certamente melhorará", disse ao Estado o deputado liberal Enrique Mineur, enquanto deixava o palácio presidencial.


Fonte: IHU Online

Com suspensão do Paraguai, Mercosul pode aprovar adesão da Venezuela

Aprovação no Senado paraguaio, que depôs o presidente Fernando Lugo, era o último entrave à entrada dos venezuelanos no bloco

Com a suspensão do Paraguai na Cúpula do Mercosul, que será realizada a partir desta quarta-feira (27/06), na Argentina, os países do bloco consideram a possibilidade de aprovar a inclusão da Venezuela como membro permanente, segundo fontes diplomáticas consultadas pelo Opera Mundi.

A suspensão do novo governo paraguaio na 43ª Reunião do Conselho de Mercado Comum e Cúpula de Presidentes do Mercosul" foi anunciada neste domingo (24/06) em um comunicado conjunto dos governos da Argentina, Brasil e Uruguai. A decisão foi tomada em repúdio à deposição do presidente Fernando Lugo, na última sexta-feira (22/06), que viola a cláusula democrática do bloco regional.

As intenções de inclusão da Venezuela para o fortalecimento econômico do bloco tiveram início em 2005, quando o país solicitou a adesão como sócio pleno. Na última cúpula, realizada em dezembro do ano passado, em Montevidéu, a proposta foi discutida, mas encontrou resistência do parlamento paraguaio. Segundo as regras do bloco, a medida necessita apoio dos poderes Executivo e Legislativo dos países sócios.

Atualmente, a Venezuela tem um status de Estado em processo de adesão no Mercosul, enquanto outros países, como Bolívia, Chile, Peru, Colômbia e Equador, são membros associados.

Com a crise política causada pela deposição de Fernando Lugo, que exercia presidência temporária do bloco, Brasil, Argentina e Uruguai decidiram suspender a participação do Paraguai da próxima cúpula do bloco, que será realizada na próxima sexta-feira (29/06) em Buenos Airesz e na qual serão discutidas que medidas tomar em relação ao país.

Em comunicado conjunto, Argentina, os três países anunciaram sua decisão de "suspender o Paraguai, de forma imediata e por este ato, do direito a participar da 43ª Reunião do Conselho de Mercado Comum e Cúpula de Presidentes do Mercosul".


Fonte: Opera Mundi

Qual é o país com mais ateus no mundo?



É a Suécia. Lá, 85% da população não tem nenhuma crença ou não acredita em Deus.

Esse foi o resultado da pesquisa Ateísmo: Taxas e Padrões Contemporâneos, do sociólogo norte-americano Phil Zuckerman. Segundo ele, os suecos aprendem sobre cada uma das religiões na escola e são livres para escolher seguir ou não uma delas. E isso se repete na maioria dos países com alto índice de ateísmo. Vale lembrar que o estudo engloba ateus, agnósticos e não-crentes em Deus e o ranking é baseado na porcentagem populacional de cada país.

Enquanto os ateus negam a existência de Deus, os agnósticos garantem não ser possível provar a existência divina.

Crer ou não crer? - Os números da religião e do ateísmo no mundo

Suécia: 85%
População: 8,9 milhões
Ateus: 7,6 milhões

Vietnã: 81%População: 82,6 milhões
Ateus: 66,9 milhões
O budismo e o taoísmo, religiões comuns por lá, são vistos como uma tradição, e não crença.

Dinamarca: 80%População: 5,4 milhões
Ateus: 4,3 milhões
Um levantamento da ONU aponta que países com boa taxa de alfabetização tendem a ser mais descrentes.

Noruega: 72%População:4,5 milhões
Ateus: 3,2 milhões

Japão: 65%
População: 127 milhões
Ateus:82 milhões
Em 2008, o pesquisador britânico Richard Lynn concluiu que países com alto QI são mais ateus. É o caso da população japonesa, que mantém a média 105 - uma das mais altas já registradas.

República Tcheca: 61%População: 10 milhões
Ateus: 6,2 milhões

Finlândia: 60%
População: 5,2 milhões
Ateus: 3,1 milhões

França: 54%População: 60,4 milhões
Ateus: 32,6 milhões

Coreia do Sul: 52%
População: 48,5 milhões
Ateus: 25,2 milhões

Crenças no mundo
Cristianismo: 33,3% ou 2 bilhões de pessoas (católicos: 16,8%; protestantes: 6%; ortodoxos: 4%; anglicanos: 1,2%)
Outras: 23%
Islamismo: 22,4% ou 1,2 bilhão de pessoas
Hinduísmo: 13,7% ou 900 milhões de pessoas
Budismo: 7,1%
Sikhismo: 0,3%
Judaísmo: 0,2%

Ateísmo por idade
18 e 34 anos - 54%
35 e 49 anos - 24%
50 a 64 anos - 15%
65 anos - 7%

Países com maior número de ateus
181,8 milhões de chineses são ateus - A China ocupa o 36º lugar no ranking de países com mais percentual de ateus (14%). Em números absolutos, porém, é onde vivem mais pessoas sem crença.

Japão: 82 milhões.
Rússia: 69 milhões.
Vietnã: 66 milhões.
Alemanha: 40 milhões.
França: 32 milhões.
Eua: 26,8 milhões.
Inglaterra: 26,5 milhões.
Coreia do Sul: 25 milhões.

Os mais fiéis - Países cuja maioria da população tem alguma crença:
Itália: 90% (53 milhões)
Filipinas: 80% (75 milhões)
México: 76% (96 milhões)
Brasil: 73% (137 milhões)

Ateísmo por sexo
Homens: 56%
Mulheres: 44%

Ateus no mundo - 749,2 milhões (11% da população mundial)

Na ciência - 50% dos cientistas têm alguma religiosidade. Entre eles, 36% acreditam em Deus. Ateus: 10%. Cristãos: 2%.



Fonte: Mundo Estranho Abril com informações de Pesquisas de Phil Zuckerman (2007), Richard Lynn (2008) e Elaine Howard Ecklund (2010), ONU, adherents.com, American ReligiousIdentification Survey, The Pew Research Center, Gallup Poll, The New York Times, Good, Nature, Live Science e Discovery Magazine. Blog Libertos do Opressor

domingo, 24 de junho de 2012

Cristãos brasileiros apelam ao presidente Ahmadinejad por libertação do Pastor Youssef durante Rio +20



Na ocasião da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio +20, que aconteceu durante esta semana, manifestantes brasileiros protestaram contra o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em prol da libertação do pastor Youssef Nadarkhani.

Na última quinta-feira um protesto, organizado por Silas Malafaia, ocorreu em frente ao Hotel Royal Tulip, em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o presidente iraniano ficou hospedado.

Com a intençaõ de chamar a atenção do presidente e da imprensa internacional, manifestantes seguraram faixas que diziam “Presidente Ahamdinejad, liberte o Pastor Yousef Nadarkhani!!! Liberdade Religiosa no Irã já!”

A mídia internacional presenciou e registrou o protesto dirigido ao presidente do Irã enfatizando o apelo do Pastor Youssef mundialmente.

Uma carta oficial também foi entregue so presidente iraniano, onde pastores cristãos brasileiros fizeram um apelo pela vida do pastor preso e condenado à morte, acusado de ter abandonado a fé islâmica.

“Nós, pastores cristãos do Brasil, representando milhões de evangélicos em nosso país, vemos por meio desta apelar pela vida de seu co-cidadão preso, Sr. Youssef Nadarkhani, que tem através da internet enviado apelos por orações em seu nome e em nome de sua família”.

“Nós evangélicos do Brasil, seguindo o princípio bíblico de tolerância e acima de tudo todos os direitos de livre vontade, defendemos os direitos de todos os muçulmanos que estão neste momento vivendo no Brasil para professar livremente sua fé e sua cultura, e, da mesma maneira, nós esperamos reciprocidade de seu governo para com os cristãos iranianos em seu país.”

Na carta assinaram: Bispo Manoel Ferreira, da Assembleia de Deus no Brasil do Ministério Madureira; Pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo no Mundo; Pastor Samuel Camara, da Assembleia de Deus no Brasil (CGADB); Bispo Marcelo Crivella, ministro da pesca do Brasil; Reverendo Guilhermino Cunha, da Igreja Presbiteriana no Brasil; Pastor Jorge Linhares, da Igreja Batista no Brasil e o Reverendo Isaías Souza Maciel, da Associação de Ministros Evangélicos do Brasil.

As boas relações diplomáticas entre o Brasil e o Irã estão sendo a esperança de soltura do Pastor Youssef. Segundo JordanSekulow, diretor do Centro Americano de Lei e Justiça (ACLJ) dos Estados Unidos, que acompanha o caso, a única coisa que pode salvar é a pressão internacional, principalmente de países como o Brasil que tem laços próximos com o Irã.



Fonte: The Christian Post/ Blog Libertos do Opressor

Governo brasileiro condena "rito sumário" e retira embaixador do Paraguai

Brasil e Argentina divulgam notas em que afirmam ter havido "ruptura da ordem democrática" no país vizinho



O governo brasileiro divulgou, na noite de sábado (23/6), uma nota em que condena o "rito sumário" que resultou na queda do presidente paraguaio Fernando Lugo e que informa que o Embaixador do Brasil em Assunção "está sendo chamado a Brasília para consultas". A mesma medida diplomática de condenação ao golpe, classificado como "ruptura da ordem democrática", foi adotada no mesmo sábado pela Argentina.

A nota do Ministério de Relações Exteriores afirma que o processo de impeachment a que Lugo foi submetido, iniciado no dia 21 e concluído no dia 22 deste mês, não assegurou "o amplo direito de defesa". A nota diz ainda que "o Brasil considera que o procedimento adotado compromete pilar fundamental da democracia, condição essencial para a integração regional".

De acordo com a nota, ocorreu uma "ruptura da ordem democrática". Segundo o Itamaraty, "os parceiros do Mercosul e da Unasul" vão avaliar possíveis sanções, mas ressalta que o país "não tomará medidas que prejudiquem o povo irmão do Paraguai".

Leia abaixo a íntegra da nota do governo brasileiro

O Governo brasileiro condena o rito sumário de destituição do mandatário do Paraguai, decidido em 22 de junho último, em que não foi adequadamente assegurado o amplo direito de defesa. O Brasil considera que o procedimento adotado compromete pilar fundamental da democracia, condição essencial para a integração regional.

Medidas a serem aplicadas em decorrência da ruptura da ordem democrática no Paraguai estão sendo avaliadas com os parceiros do MERCOSUL e da UNASUL, à luz de compromissos no âmbito regional com a democracia.

O Governo brasileiro ressalta que não tomará medidas que prejudiquem o povo irmão do Paraguai.

O Brasil reafirma que a democracia foi conquistada com esforço e sacrifício pelos países da região e deve ser defendida sem hesitação.

O Embaixador do Brasil em Assunção está sendo chamado a Brasília para consultas.



Fonte: Opera Mundi/ Blog História UPF

Lugo vai à manifestação de rua e diz que saiu para evitar novo massacre

O ex-presidente deposto Fernando Lugo surpreendeu as centenas de manifestantes que protestavam na rua Alberdi, centro de Assunção, em ato organizado pela “TV Pública”, e apareceu no local por volta de 0h10 deste domingo (24).

O ex-bispo fez um discurso no qual voltou a criticar seus algozes e afirmou que aceitou a destituição para evitar um novo massacre, como o ocorrido em março de 1999, quando sete jovens foram mortos por atiradores de elite durante protesto em frente ao Congresso.

Lugo disse que tinha informações de que um grupo preparava algo semelhante ao ocorrido em 1999, episódio que ficou conhecido como “Março Paraguaio”. “Aceitei o veredicto injusto daquele Parlamento pela paz e pela não violência”, afirmou.

UOL - Guilherme Balza


Fonte: Blog O Esquerdopata

quarta-feira, 20 de junho de 2012

DIA 19 DE JUNHO - DIA DO VIGILANTE



A segurança privada nasceu em 1820 nos Estados Unidos, quando Allan Pinkerton organizou um grupo de homens para dar proteção ao então presidente Abrahan Lincoln. Desse modo criou a primeira empresa de segurança privada do mundo, a Pinkerton's.

No Brasil, as empresas surgiram nos anos 60, devido ao aumento de assaltos a instituições financeiras, com o objetivo de proteger patrimônios e pessoas e realizar transporte de valores. Desde então surgiram os trabalhadores em segurança privada, sob várias denominações, como os vigias, guardiões, rondantes, fiscais de pátio, fiscais de piso e similares, que atuam em estabelecimentos industriais, comerciais ou residenciais. Mas essa categoria conhecida genericamente por "vigilante", só ganhou qualificação profissional a partir de junho de 1983, quando a segurança privada foi regulamentada através da lei 7.102.

Assim auxiliadas, as empresas prestadoras de serviços de segurança puderam padronizar as normas de constituição e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de segurança privada. Atualmente, existem no país cerca de duas mil empresas de segurança privada, que geram mais de quinhentos e oitenta mil postos de trabalho formais e diretos.

Porém, com o aumento da criminalidade, o número cresce dia-a-dia. No dia 1º de março de 1989, com sede em Brasília, foi fundada a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores - Fenavist, com a função de estudar, defender e coordenar os interesses das categorias representadas pelos sindicatos das empresas de segurança transporte de valores e curso de formação de vigilantes. A Federação agrega trinta sindicatos regionais e duas associações de todo o país, e representa todas as empresas regulamentadas. Enquanto os Sindicatos representam diretamente as empresas dos estados e municípios, a Federação tem jurisdição nacional, congrega todos os sindicatos estaduais e, por sua vez, é filiada à Confederação Nacional do Comércio - CNC.

Os serviços de Segurança Privada só podem ser executados por empresas de segurança registradas no Ministério da Justiça através da Polícia Federal e que receberam o certificado de segurança e autorização para funcionamento, emitidos pelo Departamento da Polícia Federal. Também os funcionários, ou seja, os vigilantes dessa empresa deverão possuir o diploma do curso regular para esse exercício profissional. Devendo ter, ainda, o seu registro na carteira de trabalho pela referida empresa contratada.

O profissional "vigilante" não pode executar outras tarefas que não as próprias de segurança sob pena de prejudicar as tarefas de segurança às quais o mesmo está designado. Antes de contratar os serviços de vigilante, consulte o Sindicato do estado ou a Fenavist sobre a idoneidade e antecedentes.

No dia 19 de junho aqui no Brasil é comemorado o Dia Nacional do Vigilante e nesta data fica aí quem é o vigilante no seu dia a dia.

Quem é o vigilante?
É aquele que...
Está de pé quando todos estão sentados,
Está acordado quando todos estão dormindo,
Está velando quando todos estão tranquilos,
Expõe-se ao risco quando todos estão sem perigo,
Vê a realidade quando todos estão sonhando,
Fala consigo próprio por não ter ninguém a lhe ouvir,
Ignora o sono quando todos dele desfrutam,
Está consciente quando todos estão inconscientes,
Vigia patrimônio alheio enquanto o seu está sem vigília,
Protege vidas enquanto a sua está desprotegida,
Tem um livro de ocorrência e uma caneta como seus defensores,
É humano e não tem direito de errar,Faz da observação ferramenta de sua proteção...Por acaso alguém lhe agradece quando o dia amanhece?
Alguém reconhece o bem que ele merece?
Ele é só um vigilante...
Nas palavras escritas pelo poeta Caetano Pavão, do Amapá, estão expressos os sentimentos de uma categoria que luta por seu reconhecimento.
Parabéns pelo seu dia companheiro!


Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

Fonte: http://www.paulinas.org.br/diafeliz/ Blog Segurança Privada do Brasil

terça-feira, 19 de junho de 2012

Assange pede asilo ao Equador

Por Altamiro Borges

O criador do Wikileaks, Julian Assange, fugiu de sua prisão domiciliar na Inglaterra e se alojou na embaixada do Equador em Londres, segundo informou nesta terça-feira (19) o chanceler equatoriano Ricardo Patiño. Conforme o seu relato, o jornalista, que teve a sua ordem de extradição para a Suécia confirmada em última instância pela Justiça britânica, já solicitou asilo político ao governo de Rafael Correa.



Assange é vítima de brutal perseguição política, principalmente por parte do governo imperial dos EUA. Numa campanha orquestrada, ele é acusado por crimes sexuais, mas o objetivo das investidas é o de silenciar o Wikileaks. O sítio tornou-se famoso ao romper com o segredo de negociações diplomáticas, publicando mais de 1,2 milhão de documentos sigilosos – em especial, da “diplomacia” ianque.

Prisão em Guantánamo?

Em recente entrevista à jornalista Natalia Viana, da agência Pública, o porta-voz do Wikileaks demonstrou preocupação diante da decisão da corte suprema do Reino Unido favorável à extradição de Assange para a Suécia. Kristinn Hrafnsson, que em outubro do ano passado participou do I Encontro Mundial de Blogueiros em Foz do Iguaçu (PR), afirmou que a decisão poderia ter graves efeitos.

“Temos fortes indícios de que os Estados Unidos podem pedir sua extradição da Suécia. Não há nenhum pedido formal ainda, mas sabemos, com base nos emails vazados da empresa de inteligência Stratfor, que existe uma acusação secreta contra Julian. Essa acusação teria sido expedida por um júri secreto que se reuniu durante meses em Alexandria, na Virgínia”, alertou Kristinn.

O temor é que Assange seja extraditado para a Suécia e, na sequência, enviado aos EUA – possivelmente para o macabro presídio de Guantánamo. Diante deste risco, o fundador do Wikileaks, que recentemente entrevistou o presidente Rafael Correa, solicitou o asilo no Equador. Na ocasião, Correa até brincou: “Seja bem-vindo ao clube dos perseguidos” pelo império.


Fonte: Blog do Miro

JAPAO - LICAO DE VIDA PARA O OCIDENTE‏



ISSO SIM É EXEMPLO DE UM PAÍS CIVILIZADO!!!

DEZ COISAS A SEREM APRENDIDAS COM O JAPÃO

1 – A CALMA

Nenhuma imagem de gente se lamentando, gritando e reclamando que “havia perdido tudo”. A tristeza por si só já bastava.

2 – A DIGNIDADE

Filas disciplinadas para água e comida. Nenhuma palavra dura e nenhum gesto de agravo.

3 – A HABILIDADE

Arquitetos fantásticos, por exemplo. Vários prédios balançaram, mas não caíram.

4 – A SOLIDARIEDADE

As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa.

5 – A ORDEM

Nenhum saque a lojas. Sem buzinaço e tráfego pesado nas estradas. Apenas compreensão.

6 – O SACRIFÍCIO

Cinquenta trabalhadores ficaram para bombear água do mar para os reatores da usina de Fukushima. Como poderão ser recompensados?

7 – A TERNURA

Os restaurantes cortaram pela metade seus preços. Caixas eletrônicos deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos.

8 – O TREINAMENTO

Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes foi ensinado.

9 – A IMPRENSA JAPONESA

Grande discrição nos boletins de notícias. Nada de reportagens sensacionalistas com repórteres imbecis. Apenas calmas reportagens dos fatos.

10 – A CONSCIÊNCIA

Quando a energia acabava em uma loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saiam calmamente.


NENHUM ARRASTÃO, CONTRA O POVO ou PARA ROUBAR O COMÉRCIO


Fonte: Blog Bicho Maluka Beleza!!!

Trabalho Escravo na Rio+20: Ambientalistas servem comida podre aos índios

Por Código Florestal Brasileiro


"Nem porco come isso aqui. Se comer, morre", reclamou Uaratã pataxó, mostrando uma marmita podre com arroz, feijão preto, macarrão e um pedaço de gordura. A comida estragada foi servida aos índios que participam da Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20, no Aterro do Flamengo.

"Quem dá isso aqui não tem amor à vida. O índio é vida", dizia o pataxó, do alto de um palco. A seu lado, outro índio filmava tudo com um smartphone. Os índios se revezavam ao microfone para uma plateia atraída pela gritaria.

Representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), responsável pela alimentação dos índios, reconheceram que as quentinhas estavam estragadas. "Já estamos resolvendo a situação da comida. Não conhecemos as empresas aqui no Rio. A que contratamos não tinha condições de atender a demanda. Já mudamos de fornecedor, hoje à noite já vai ser servido por outra empresa", disse Kretã, um índio kaingang, membro da Apib.

Por fim, o representante da Apib disse que nesse tipo de evento os índios costumam montar um restaurante local, com cozinha coletiva, mas que a Prefeitura do Rio não permitiu tal estrutura no Aterro (cujos jardins são tombados pelo Iphan).

"Vamos à prefeitura para pedir a liberação da cozinha comunitária, para fazermos um restaurante aqui. Não tem como servir direito 1.700 quentinhas por
refeição."

Em tempo, por muito menos do isso vários produtores rurais entraram para lista de trabalho análogo à escravidão.


A foto é de Fábio Rodrigues Pozzebom, da Agência Brasil.


Fonte: Blog OpenSante