sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A massacrante felicidade dos outros...


Marcia Maria Karasinski



"Ninguém é tão feio como na identidade, tão bonito como no Orkut, tão feliz quanto no Facebook, tão simpático como no Twitter, tão ausente como no skype e nem tão ocupado como no MSN." Autor desconhecido

 Olá! Esses dias uma amiga do facebook publicou este pensamento acima e eu dei umas risadas. Até hoje procurei ser mais séria neste espaço, então decidi começar com uma frase mais divertida. Porém ao mesmo tempo acho que ela carrega uma verdade muito profunda: o julgamento que fazemos dos outros e as eternas e quase automáticas comparações. No fundo queremos saber como os outros estão, embora a razão disso possa não ser tão "bela".


"A curiosidade, instinto de complexidade infinita, leva por um lado a escutar atrás das portas e por outro a descobrir a América." ( Eça de Queiroz )

 Atualmente muitas pessoas estão interconectadas através da internet e geralmente nos atualizamos quase que diariamente sobre nossos conhecidos. Por causa disso, mesmo que incoscientemente, nos comparamos também. Pior ainda, sinto que o primeiro objeto de análise acaba infelizmente sendo o aspecto físico. Quantas vezes percebi que meus conhecidos perguntavam por fotos atuais minhas, por que? Curiosidade apenas? Para ver se emagreci? Engordei? Envelheci? Estou me cuidando? Sou feliz? Tenho viajado? Estou comprometida? Se sim, com quem? Onde trabalho? Etc.


"Haverá ocupação pior do que a ocisidade? Sim, a curiosidade inútil." ( Baltasar Gracian )

Acho esta curiosidade algo extremamente normal. O pensamento acima é muito radical. Querer saber parece fazer parte da natureza de todo ser humano. Mas há dois pontos que eu gostaria de chamar a atenção:


1) Não somos este corpo físico. Somos seres espirituais, eternos, temporariamente usando um uniforme físico transitório. Nenhum ser humano deveria ser classificado baseado em seu aspecto físico. Não importa quão belo, feio, alto, baixo, rico, pobre, gordo, magro, jovem ou velho seja. Devemos lembrar disso sempre que possível. Já existem muitas cobranças e comparações no mundo atual. Muito vivem uma exigência irracional na busca do corpo perfeito, querem estar na moda, ter "sucesso". Nada disso é algo verdadeiro, significativo e nem traz sentido para as nossas vidas.


                                                       Campanha da Dove: beleza real

 2) Você não convive diretamente no lar de seus amigos, colegas e conhecidos, então não os julgue pelo que possam estar demonstrando na internet. Não importa o quão bem pareçam estar, a verdade é que podem estar usando um escudo para esconder o que na verdade sentem. Podem naturalmente estar tristes, chateados, inseguros, desanimados, preocupados, infelizes ou frustrados; mas muitas vezes não tem coragem de se abrir.


                                   "Todos nós sofremos, mas o falar nos dá alívio. " Voltaire

 O mais interessante é que quando observo meus conhecidos (e faço isso sempre, confesso), acho que há ainda um terceiro ponto a ser analisado. O que me deixa um pouco chateada é quando alguns parecem reclamar o tempo todo de qualquer coisa. Parecem viver zangados. E olha só... Você percebe que eu (sem querer) estou julgando o comportamento deles também? Afinal sou adepta do pensamento positivo e penso que eles podem estar fazendo isso "de barriga cheia"; mas será que estão mesmo? Será que não é um pequeno desabafo escondendo algo maior que gostariam de expressar todos os dias mas não tem coragem?


                "Hoje, não se sabe falar porque já não se sabe ouvir. " ( Jules Renard )

Não sei o que se passa exatamente na vida de todos os meus conhecidos. Desconfio dos que estão sempre bem ou sempre mal, pois todos temos desafios. O que sei é que a cada dia procuro oferecer um ombro amigo. Ninguém entra na nossa vida por acaso e sempre desejo poder ajudar, se estiver ao meu alcance. Quanto aos julgamentos antecipados, tento evitá-los sempre que possível, pois somente aquela pessoa pode saber porque está agindo assim. Só sei que aprendi uma coisa: a grama do vizinho não é mais verde não, a minha é maravilhosa, se eu estiver disposta a "olhar além" perceberei isso e sentirei uma profunda gratidão.


                               Curiosidade: verde é a minha cor favorita, amo a natureza!

E agora deixarei uma mensagem fantástica, para dar continuidade a este mesmo tema:


                                                 "A massacrante felicidade dos outros..."




Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões muito claras.

 Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso? 

 Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: 'Eu espero acontecimentos, só que quando anoitece, é festa no outro apartamento' . 

 Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. 

É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho. 

 As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. 

 Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. 

 Ao amadurecer, descobrimos que estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados pra consumo externo. 

 'Todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores, social e filosoficamente corretos. Parece que ninguém, nenhum deles, nunca levou porrada. Parece que todos têm sido campeões em tudo'. 

 Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem. 

 Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores?

 Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Será bom só sair de casa com alguém todo tempo na sua cola a título de segurança?

 Estarão mesmo todas essas pessoas realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está em casa, lendo, desenhando, ouvindo música, vendo seu time jogar, escrevendo, tomando seu uisquinho? 

 Tenha certeza que as melhores festas acontecem sempre dentro do nosso próprio apartamento.

 (Martha Medeiros, gaúcha, 49 anos, Jornalista e Poeta)



"Em vão procuramos a verdadeira felicidade fora de nós, se não possuímos a sua fonte dentro de nós." (Marquês de Maricá) 

 PS.: A massacrante felicidade dos outros pode ser uma utopia e a sua a mais pura realidade, você não acha? Pense nisso!


 Fonte: Blog Conquistando uma vida com sentido

PSDB, o socialismo água com açúcar



Esse artigo tem com objetivo principal tentar desmistificar a posição política que o PSDB ocupa na sociedade brasileira. Ao longo dos anos nos meios em que frequento, sejam eles o ambiente de trabalho, o ambiente acadêmico, os ambientes de lazer, entre outros, tenho me deparado com discussões políticas onde o partido acima era citado como exemplo de partido de direita e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que é o seu mais ilustre representante, apontado como um adepto do Liberalismo Econômico, ou então chamado de forma pejorativa como “neo-liberal”, mesmo nunca tendo existido uma “Escola Neo-Liberal”.

De onde então surge esse equívoco que só serve para confundir a cabeça do eleitor? Em primeiro lugar, acredito que vem pela falta de informação. É notório que muito brasileiros tem aversão à leitura e quando esta se trata de política alguns fogem do assunto como o diabo foge da cruz. Sobra então o papel educacional aos professores nas escolas e universidades, à mídia e aos próprios políticos. Porém estes que acabam desempenhando essa função informativa, às vezes também por falta de conhecimento ou a maioria das vezes propositalmente, induzem as pessoas ao erro classificando erroneamente o PSDB.

 Pra começar, vamos traduzir a sigla PSDB. O PSDB é o Partido da Social Democracia Brasileira. A Social Democracia nada mais é que uma corrente política que surgiu no final do século XIX, oriunda do Marxismo. Essa corrente acredita que a evolução para o socialismo deverá ocorrer não pela revolução, como acreditam algumas correntes de esquerda, mas sim pelo que eles acreditam ser uma “evolução democrática”. Já no século XX, a Social Democracia ganha ares moderados, podendo ser considerado o Socialismo água com açúcar. Os adeptos da Social Democracia pregam o Estado de Bem Estar Social ou Estado Providência, que nada mais é que um tipo de organização que coloca o Estado como agente protetor, provedor social e organizador da economia. Cabe ao Estado fornecer serviços públicos e proteção à população. Essa ideia de público vem a ser uma ilusão, pois qualquer pessoa esclarecida sabe que a alta carga tributária é o que sustenta um Estado com tantos poderes de intervenção na vida dos cidadãos, ou seja, não seria público já que o Estado toma com impostos e retorna com serviços, diga-se de passagem, de péssima qualidade.

 Mais características da Social Democracia: sua linguagem inclui o Marxismo, o Socialismo Utópico e o Revisionismo. Tem visão igualitária e nega as políticas liberais. Eles acreditam que a desigualdade é criada pelo mercado e deve ser compensada através de políticas assistencialistas, que nada mais é que dar dinheiro ao povo sem que para isso estes precisem trabalhar para obtê-lo. Esse tipo de política não só tira a dignidade do cidadão como cria também um monte de parasitas sustentados pelo resto da população produtiva do país. Nada mais é que uma forma de dar esmola deixando parte da população dependente e garantindo inúmeras reeleições ao longo dos anos. Observem que graças a esses programas federais, a esquerda está no poder no Brasil desde 1995 até os dias atuais.

 Exemplo de políticas assistencialistas: Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, ambos criados no governo de Fernando Henrique Cardoso e tendo seu nome modificado para Bolsa Família na Gestão de Lula.

 Agora que entendemos o que é a Social Democracia, venho aqui ressaltar que jamais Fernando Henrique Cardoso poderia ser chamado de Liberal, pois precisa muito mais que meia dúzia de privatizações para que um político seja considerado adepto do Liberalismo Econômico. O liberalismo prega o Estado mínimo, enquanto a Social Democracia prega o Estado Intervencionista. Eis a principal e gritante diferença entre as duas correntes ideológicas.

 Resumindo, não é porque vota no PSDB que você é de direita.



Fonte: Blog Direitas Já

Tiririca reclama de outros interesses no Congresso e pode deixar a política

O deputado federal Tiririca (PR-SP) afirmou que existem outros interesses no Congresso e que, por conta disso, admite que talvez não tente a reeleição nas eleições de 2014. Ele se disse desacreditado da política. "Eu não sei se pretendo continuar, por ser muito difícil lá dentro da Câmara dos Deputados]", disse Tiririca, na quarta-feira, em entrevista à rádio Liberdade FM, de Aracaju (SE).

 Palhaço eleito com 1,3 milhão de votos, ele demonstra decepção com a burocracia do Congresso. "Eu pensei que chegando à condição que eu cheguei, ia lá e ia aprovar projetos que iam beneficiar a população e essas coisas todas, mas não é assim. Há outros interesses", afirmou.

 Tiririca também disse que para boa parte da população, o político é visto como ladrão, mas ressaltou que se sente muito feliz quando as pessoas o elogiam por seu trabalho na Câmara.

 Fonte: Folhapress/ Blog do Gari Martins da Cachoeira

A Igreja Universal e seu plano de domínio do Brasil

por Johnny Bernardo

 O objetivo é claro: A Igreja Universal quer dominar o Brasil. Pré-definido no livro Plano de Poder, Deus, os cristãos e a política (Edir Macedo com Carlos Oliveira, 2008), o objetivo vem se desenvolvendo ao longo dos anos, e, nas eleições municipais de 2012, pretende se consolidar. Fé e política, no entender de Edir Macedo, são elementos interligados aos quais os crentes devem se engajar.

 Para realizar seu intento – de criar uma nação evangélica e “governada” por Deus -, Macedo estabeleceu uma série de estratégias, como eliminação das concorrências, investimento maciço em meios de comunicação, influência da sociedade por meio de campanhas de marketing e defesa de temas polêmicos, a exemplo da legalização do aborto, e a busca do poder pela organização política.

 Tomando como base São Paulo – onde o candidato do Partido Republicano Brasileiro (PRB) ao Executivo, Celso Russomanno, lidera as intenções de voto -, a Igreja Universal coloca em prática sua estratégia de dominação política. Segundo o presidente nacional do PRB e também bispo Marcos Antonio Pereira, a meta para 2012 é a eleição de pelo menos 100 prefeitos e até dois mil vereadores, em todo o país.

 Questionado pela relação da campanha de Russomanno com a Igreja Universal e a TV Record - em uma entrevista concedida ao portal UOL e Folha de São Paulo, no último dia 26 de setembro - Marcos Pereira saiu em defesa da laicidade do Estado e a total independência administrativa, caso Russomanno seja eleito, mas teve dificuldade em explicar o motivo da composição “evangélica” do partido – dos 18 dirigentes nacionais pelo menos dez são oriundos da Igreja Universal ou da TV Record, segundo apontamento feito pelo cientista político Claudio Gonçalves Couto.

 Um projeto de Deus

 De olho no crescimento dos evangélicos no Brasil – sendo hoje algo em torno de 42,3 milhões, segundo última estimativa feita pelo IBGE – o bispo Edir Macedo lançou seu plano de domínio do Brasil, conclamando os crentes a participarem da tomada do Poder. Afirmando seguir orientações divinas, Macedo relaciona à chegada ao Poder como um projeto “elaborado” e “pretendido” por Deus.

 "Vamos nos aprofundar, através desta leitura, no conhecimento de um grande projeto de nação elaborado e pretendido pelo próprio Deus e descobrir qual é a nossa responsabilidade neste processo. [...] Desde o início de tudo Ele nos esclarece de sua intenção de estadista e de formação de uma grande nação." (Plano de Poder, pág. 8)

 A Bíblia, segundo Macedo, não é apenas um livro de orientações religiosas ou de exercício da fé, mas também um livro que sugere resistência, tomada e estabelecimento do poder político e de governo. “Somente quando todos ou a maioria dos que a seguem estiverem convictos de que ela é a Palavra de Deus, então ocorrerá a realização do grande sonho Divino”, conclui Macedo colocando-se como canal da realização do “grande sonho Divino”, que é o estabelecimento do Brasil como nação “evangélica”. 

Lançado às vésperas das eleições municipais de 2008, o livro Plano de Poder revela o prognóstico feito por Edir Macedo em seu plano de tomada do governo. Nele ressalta que tudo é uma questão de engajamento, consenso e mobilização dos evangélicos. “Nunca, em nenhum tempo da História do evangelho no Brasil, foi tão oportuno como agora chamá-los de forma incisiva a participar da política nacional (...). A potencialidade numérica dos evangélicos como eleitores pode decidir qualquer pleito eletivo, tanto no Legislativo, quanto no Executivo, em qualquer que seja o escalão, municipal, estadual ou federal”, afirma Macedo.

  Semelhanças 

As estratégias definidas e seguidas por Edir Macedo possuem paralelos com diversos movimentos destrutivos dos EUA e Europa, mas, em especial, com a Igreja da Unificação, fundada em 1954 pelo Rev. Moon (1920–2012). Assim como a IU, a Igreja Universal encara a formação da opinião pública e o recrutamento de seguidores como elementos cruciais para o alcance de seus objetivos. Desenvolve, assim como na IU, uma acirrada guerra contra meios de comunicação e religiosos concorrentes, além de investir em times de futebol com foco em marketing de massa, e na ideia de que estão “colaborando” com o estabelecimento do Reino de Deus, no mundo. Acima de tudo, dizem atuar como canais de comunicação de Deus e dão forte ênfase ao crescimento financeiro – sinal, segundo as igrejas, da retribuição divina.

 Johnny Bernardo é jornalista, pesquisador da religiosidade brasileira e colaborador do Genizah

 Fonte: Blog Genizah

Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2012/09/a-igreja-universal-e-seu-plano-de.html#ixzz27o5cenuK Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Pesquisa mostra que estagiários perdem vagas em empresas por falta de leitura


Publicado no Blog do Galeno

 Baixo aproveitamento em língua portuguesa é um dos motivos que mais reprovam candidatos. Pesquisa do Núcleo Brasileiro de Estágios, feita em todo o país, com cerca de sete mil pessoas, entre 16 e 24 anos, apresentou a seguinte pergunta: “Qual o motivo de os jovens se saírem cada vez pior nos testes de língua portuguesa?”. Para 70% dos entrevistados, o problema está na falta de leitura.

 Veja o vídeo aqui.

 Reportagem apresentada no Jornal Nacional no ano passado já mostrava essa realidade: Português reprova candidatos a vagas de estágio.
 


 Fonte: Site Livros só mudam pessoas

Gloria Dei, vivens homo


Ed René Kivitz

 O ateísmo é um fenômeno da modernidade. Foi a partir do Iluminismo que se fez a distinção entre fé e ciência, o que resultou no surgimento dos campos religioso e secular. A modernidade exclui Deus como hipótese para explicar o universo e normatizar a vida social. Enquanto a religião explica o mundo com afirmações metafísicas sustentadas pela fé, a secularização se vale do método científico que demonstra os fatos: contra fatos não há argumentos. O que a ciência não pode provar não pode ser imposto como paradigma para a vida em sociedade, é objeto de fé individual e privativa.

 Copérnico e Galileu iniciaram o processo de desmanche das explicações teológicas do mundo da física. Karl Marx condenou a religião como ópio do povo e instrumento de alienação social. Friedrich Nietzsche denunciou a fé em Deus como impedimento para o desenvolvimento de uma humanidade autêntica. Sigmund Freud afirmou a busca de deus como manifestação de uma recusa à maturidade, uma opção pela infantilidade que insiste em se manter sob os cuidados de um Deus que mais se parece com um pai super-protetor.

 Todos eles tinham em comum a preocupação de emancipar o ser humano da ignorância científica, a opressão social, a covardia existencial, e a infantilidade psicológica. Suas palavras negaram a Deus, mas sua intenção afirmou Deus com todas as letras. Como Queruga esclarece, o ateísmo da modernidade pode ser compreendido, não como negação do divino, mas afirmação do humano.

 O tiro moderno saiu pela culatra. A "morte de Deus" matou o homem e esvaziou o universo de sentido: direção e significado. E então surgiu a modernidade líquida (Bauman), quando já se sabe que o humano não se basta, a ciência e a tecnologia não são suficientes, as ideologias carecem de suplemento de alma e a razão não abarca a totalidade da realidade: "á mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia" decretou Shakespeare.

 Eis a oportunidade de resgate da religião, ou melhor do Cristianismo - o grande condenado no banco dos réus da modernidade. Agora é hora de mostrar que o sonho da modernidade se realiza no Cristianismo adulto. Somente a partir da fé e de relação com a transcendência, além dos limites da razão, o ser humano desenvolve sua plena humanidade. O Cristianismo também quer o surgimento do homem novo, ou como disse Santo Irineu de Lião, no segundo século: Gloria Dei, vivens homo - a glória de Deus é o homem na plenitude de sua vida.


 Fonte: Blog Outra Espiritualidade

São Paulo, uma capital conservadora, segundo o Datafolha


Uma pesquisa realizada pela Datafolha, comprovou que maioria das pessoas em São Paulo são conservadoras. Esse numero passa dos 30% e é esse eleitorado que tende eleger Celso Russomanno (PRB) o próximo prefeito da cidade.
 

 O interessante do vídeo é que muitas pessoas se definem como liberais, mas na verdade são conservadores. Me espanta como nenhum partido vai atrás dessa enorme parcela do eleitorado. Russomanno se mostrou esperto, pois além de abocanhar esse grupo, também consegue pegar os moderados que estão cansados de PSDB X PT.  


 Fonte: Blog Direitas Já

CONTRA OS COMISSÁRIOS DA IGNORÂNCIA



A dúvida cética conservadora é filha da mais pura tradição empirista britânica


O que é conservadorismo? Tratar o pensamento político conservador ("liberal-conservative") como boçalidade da classe média é filosofia de gente que tem medo de debater ideias e gosta de séquitos babões, e não de alunos.


Proponho a leitura de "Conservative Reader" (uma antologia excelente de textos clássicos), organizada pelo filósofo Russel Kirk. Segundo Kirk, o termo começou a ser usado na França pós-revolucionária.
Edmund Burke, autor de "Reflexões sobre a Revolução na França" (ed. UnB, esgotado), no século 18, pai da tradição conservadora, nunca usou o termo. Tampouco outros três pensadores, também ancestrais da tradição, os escoceses David Hume e Adam Smith, ambos do século 18, e o francês Alexis de Tocqueville, do século 19.



Sobre este, vale elogiar o lançamento pela Record de sua biografia, "Alexis de Tocqueville: O Profeta da Democracia", de Hugh Brogan.



Ainda que correta a relação com a Revolução Francesa, a tradição "liberal-conservative" não é apenas reativa. Adam Smith, autor do colossal "Riqueza das Nações", fundou a ideia de "free market society", central na posição "liberal-conservative". Não existe liberdade individual e política sem liberdade de mercado na experiência histórica material.



A historiadora conservadora Gertrude Himmelfarb, no seu essencial "Os Caminhos para a Modernidade" (ed. É Realizações), dá outra descrição para a gênese da oposição "conservador x progressista" na modernidade.



Enquanto os britânicos se preocupavam em pensar uma "sociologia das virtudes" e os americanos, uma "política da liberdade", inaugurando a moderna ciência política de fato, os franceses deliravam com uma razão descolada da realidade e que pretendia "refazer" o mundo como ela achava que devia ser e, com isso, fundaram a falsa ciência política, a da esquerda. Segundo Himmelfarb, uma "ideologia da razão".



O pensamento conservador se caracteriza pela dúvida cética com relação às engenharias político-sociais herdeiras de Jean-Jacques Rousseau (a "ideologia da razão").



Marx nada mais é do que o rebento mais famoso desta herança que costuma "amar a humanidade, mas detestar seu semelhante" (Burke).



O resultado prático desse "amor abstrato" é a maior engenharia de morte que o mundo conheceu: as revoluções marxistas que ainda são levadas a sério por nossos comissários da ignorância que discutem conservadorismo na cozinha de suas casas para sua própria torcida.



Outro traço desta tradição é criar "teorias de gabinete" (Burke), que se caracterizam pelo seguinte: nos termos de David Hume ("Investigações sobre o Entendimento Humano e sobre os Princípios da Moral", ed. Unesp), o racionalismo político é idêntico ao fanatismo calvinista, e nesta posição a razão política delira se fingindo de redentora do mundo. Mundo este que na realidade abomina na sua forma concreta.



A dúvida conservadora é filha da mais pura tradição empirista britânica, ao passo que os comissários da ignorância são filhos dos delírios de Rousseau e de seus fanáticos.



No século 20, proponho a leitura de I. Berlin e M. Oakeshott. No primeiro, "Estudos sobre a Humanidade" (Companhia das Letras), a liberdade negativa, gerada a partir do movimento autônomo das pessoas, é a única verdadeira. A outra, a liberdade positiva (abstrata), decretada por tecnocratas do governo, só destrói a liberdade concreta.



Em Oakeshott, "Rationalism in Politics" (racionalismo na política), os conceitos de Hume de hábito e afeto voltam à tona como matrizes de política e moral, contra delírios violentos dos fanáticos da razão.
No 21, Thomas Sowell (contra os que dizem que conservadores americanos são sempre brancos babões), "Os Intelectuais e a Sociedade" (É Realizações), uma brilhante descrição do que são os comissários da ignorância operando na vida intelectual pública.



Conservador não é gente que quer que pobre se ferre, é gente que acha que pobre só para de se ferrar quando vive numa sociedade de mercado que gera emprego. Não existe partido "liberal-conservative" no Brasil, só esquerda fanática e corruptos de esquerda e de direita.


Luiz Felipe Pondé
Folha de São Paulo em 24/09/2012
ponde.folha@uol.com.br


Fonte: Blog Poucas Palavras, Muitas Coisas...

domingo, 23 de setembro de 2012

Vernard Eller e sua Anarquia Cristã: a negação das “arquias”

Para um estudo detalhado recomendo o excelente trabalho de Vernand Eller. Esta obra traz à luz o verdadeiro caráter do anabatismo, que rejeita o poder das regras e que não é apolítico, como normalmente se diz, mas verdadeiramente anarquista. Jacques Ellul – Anarquia e Cristianismo

 O livro Anarquia Cristã: a supremacia de Jesus sobre os poderes, do estadunidense Vernard Eller, é no mínimo, desconcertante. Eller trabalha com um conceito de Anarquia Cristã que à primeira vista, pode soar até mesmo como estranha. Sem importar-se com o que anarquistas ou cristãos possam pensar, ele cai atirando para todos os lados, firme em sua posição.

 Bem fundamentado biblicamente, o livro é um trabalho primoroso, que demonstra uma pequena parcela da produção teológica de Vernard Eller, infelizmente desconhecida pelo grande público brasileiro, mesmo por alguns envolvidos “no ramo”.

 Nascido em 11 de julho de 1927, Eller foi um autor, professor e pacifista cristão. Sua visão é enraizada no contexto anabatista, e ele foi membro da Igreja Irmanista (uma das três igrejas pacifistas históricas, junto com os Menonitas e os Quakers). O livro Anarquia Cristã foi originalmente publicado pela Eerdmans em 1987.

 O livro é dividido em onze capítulos, dentro do seguinte esquema :

  1° – “Anarquia Cristã – A boa idéia!” – Nesse capítulo, o autor trabalha a idéia em si, quase que à guisa de tradução, ele trabalha alguns conceitos primários para um desenvolvimento mais satisfatório da obra, inclusive o mais importante para tal: o termo “arquia”. Ainda, Eller expõe os motivos que o levaram a escrever a obra.

  2° – “Nesse canto – Fé-Arquia” – Aqui, Eller conceitua o que ele vai chamar de a “alternativa humana” de salvação, a fé-arquia, a crença da humanidade em algo que vá salvá-la, e que não seja o Deus Vivo.

  3° – “O Arquismo da Igreja” – Creio que o título do capítulo fala por si só. Eller não poupa a atual instituição igreja de suas críticas, traçando um paralelo desta com a ekklesia primitiva.

  4° – “Sobre o pecado seletivo e a justiça” – Nesse, Eller fala acerca do que ele irá denominar como o “zelotismo” das arquias, na distinção da moral que estas fazem, buscando colocar-se como superiores umas às outras. Ainda nesse capítulo, há um histórico interessante de levantes e revoltas bíblicas que reivindicaram para si estar fazendo a vontade de Deus.

  5° – “Karl Barth – Uma teologia da Anarquia Cristã” – Pessoalmente, esse foi o capítulo que mais deu trabalho para a tradução, por conta do número de citações. Entretanto, foi o mais prazeroso, principalmente por conta de minha admiração pessoal pelo teólogo suíço que dá nome ao capítulo. Polêmico e audaz, Karl Barth é responsável pelo rompimento com uma teologia que estava em voga, e declara a Total Alteridade de Deus. Para Eller, esse é um dos fundamentos da “teologia da Anarquia Cristã”.

  6° – “Dietrich Bonhoeffer” – Aqui, Eller fala sobre o controverso teólogo alemão, morto em um campo de concentração nazista, acusado de participar de um plano para assassinar Hitler. Para Eller, Bonhoeffer é “mais ou menos” anarquista cristão, mas ainda assim, merecedor de todo um capítulo.

  7° – “Teologia política e política árquicas” – Nesse capítulo, o autor vai trabalhar a questão da diferenciação entre a política das arquias e o papel que esta pode ocupar frente à tarefa de “salvação”, em contraste com a política de Deus.

  8° – “Anarquia Cristã e desobediência civil” – Mais um capítulo que o título fala por si. Nele, Eller discorre acerca da sua posição sobre os movimentos de desobediência civil, trabalhando dentro de um contexto bíblico e também do atual.

  9° – “O modus operandi da História” – Aqui, Eller vai falar sobre a maneira que ele enxerga a maneira que a História age, para encontrar o seu “fim”. Para o autor, as arquias crêem em uma “evolução moral” da humanidade, que irá culminar em uma sociedade pacífica, quase “utópica”. Entretanto, para Eller, a coisa não funciona bem assim.

  10° – “Mais de uma maneira de esfolar gatos, ou alcançando bons finais” – Nesse capítulo, por meio de uma excelente análise bíblico-histórica da epístola de Paulo a Filemom, Eller demonstra que é possível fugir de certos “determinismos” que muitas vezes as lutas sociais buscam impor.

  11° – “Justiça, Liberdade e Graça – Os frutos da Anarquia” – Para fechar o livro, Eller vai falar sobre a Graça de Deus, e a maneira que essa age, dentro de um contexto totalmente divino.

 Obviamente, o livro é muito mais complexo e completo do que esse breve resumo pode sugerir. A obra é repleta de exemplos, Eller é muito bom ao construir imagens evocativas. Provavelmente existirão pontos onde a única expressão que cabe é: “mas do que ele tá falando?” Porém, independentemente de concordar com ele ou não, compreende-se facilmente as suas colocações.

 Como fica evidente ao longo da leitura (começando pelo agradecimento), a influência de Jacques Ellul é evidente. Apesar do livro Anarquia e Cristianismo do autor francês ter sido publicado depois da obra de Eller, artigos e citações de Ellul são extremamente presentes ao longo de Anarquia Cristã. Da mesma maneira, Ellul cita Eller algumas vezes em seu livro.

 Por fim, o livro de Vernard Eller é provocativo, e oferece diversos questionamentos que podem levar à uma reflexão de nossas próprias práticas no dia-a-dia, sejam elas cristãs, anarquistas, ou anarco-cristãs.


 Fonte: Blog Peplo Zine

FALECEU A "IRMÃZINHA DOS MENDIGOS", IRMÃ EMMANUELLE

Callian, Var, 21 out (RV) - A Irmã Emmanuelle, a mulher mais popular e querida na França, faleceu, na noite de domingo para segunda-feira, aos 99 anos, no asilo onde estava hospedada, em Calliar (Var).

Conhecida pela opinião pública como “ícone da solidariedade e apoio dos pobres e marginalizados”, Irmã Emmanuelle, no civil Madeleine Cinquin, nasceu em Bruxelas, filha de pai francês e de mãe belga. Completaria 100 anos, em 16 de novembro.

 Em 1971, quando tinha 63 anos, Irmã Emmanuelle decidiu compartilhar a sua vida com os pobres do Cairo, no Egito, motivo pelo qual era chamada petite soeur des chiffonniers : “Irmãzinha dos mendigos”.

 Na favela de Ezbet-Nakhl, no Cairo, ela se dedicou com abnegação para a construção de escolas, asilos e casas de acolhimento.

 A associação ASMAE, que recebe seu nome, fundada por ela em 1980, continua ajudando milhares de crianças pobres no mundo inteiro.

 A “Irmãzinha do mendigos” deixou o Egito em 1993, aos 85 anos, e regressou à França, estabelecendo-se na comunidade da Congregação de Nossa Senhora do Sion, para a qual havia entrado aos 20 anos, dedicando seu tempo à oração e à meditação, sem jamais deixar de ajudar os sem-teto e os imigrantes irregulares.

 Tendo estudado na Universidade Sorbonne de Paris, Irmã Emmanuelle foi docente de Filosofia e Letras em Istambul, Túnis, Cairo e Alexandria.

 Era também escritora: sua última obra “Tenho 100 anos, e queria dizer-lhes” (J'ai cent ans et je voudrais vous dire), foi publicada há dois meses. No último dia 31 de janeiro, o Presidente da França, Nicolas Sarkozy, a condecorou com a medalha de “grande oficial da Legião de Honra”. (MT)


 Fonte: RV/ Blog O Diário Alexandrino

sábado, 22 de setembro de 2012

Confissões de um viciado em Facebook

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” João 1:14

 Volta e meia, leio algum artigo ou mais um estudo falando sobre os efeitos negativos do facebook. Já chegou até ao ponto de ser associado a casos de depressão. Coisa de louco! E aí comecei a pensar sobre o assunto…

 Qual é a grande graça do facebook? Qual é a jogada que deu certo? Qual é o segredo do Mark Zuckerberg? Bem, ele simplesmente enxergou uma necessidade primordial do homem e trabalhou em cima disso. Ou será que foram os irmãos Winklevoss? Enfim. Isso aí é conversa para os tribunais.

 Por que será que não conseguimos ficar longe do facebook? Entramos para passar uns dez minutinhos, e quinze minutos depois passaram-se três horas. Não vemos o tempo passar. Mas somos fisgados por essa ferramenta social. Por que? Bem… pessoas. Simplesmente. O homem não nasceu para viver só, seja casamento ou amizade. Eu preciso me socializar com outros. E o facebook “permite” justamente isso. E não só o facebook. Desde as épocas de ICQ, MSN, orkut, fotolog, fotolist, blogs, vlogs, twitter, skype, Hi5, linkedin e por aí vai. As ferramentas sempre foram das mais variadas. O objetivo continua sendo o mesmo.

 Mas será que essas ferramentas são eficazes em alcançar esse objetivo?

 Vamos viajar um pouco…

 Quantos conhecem a Mona Lisa, o famoso quadro de Leonardo da Vinci? Difícil não conhecer. Aquela jovem sentada com vestido escuro e cabelos negros lisos com um esboço de sorriso. Tipo Gioconda. Já virou, inclusive, até piada no nosso querido facebook numa suposta propaganda de alisamento de cabelo (Mona lisa X Mona crespa). Você sabe de qual quadro estou falando. Porém, reza a lenda que quando as pessoas vão visitar o quadro em si, a tela exposta no museu do Louvre, ficam um pouco desapontadas. Como? Acham a tela pequena. Ou seja, pessoas que nunca viram a tela pessoalmente se decepcionam com o tamanho reduzido do famoso quadro. Desapontamento vem de uma esperança ou expectativa frustrada. De onde veio tamanha expectativa em torno de algo que jamais se conheceu? Bem, a fama, a reputação da senhora Lisa Gherardini se tornou algo numa proporção tão grandiosa que superou o próprio quadro em si. Não faz sentido. A origem da reputação (o quadro) está aquém da reputação construída em torno da obra. Ou seja, a origem do frisson deixa a desejar. Devido a tantas reproduções e, de certo modo, falsificações da obra, o quadro original perde valor. Cria-se um simulacro, uma reprodução imperfeita, uma simulação a tal ponto que aquilo que inicialmente lhe conferiu sentido torna-se vazio. O quadro em si, por mais que nunca tenha-se verdadeiramente conhecido, se torna uma decepção.

 O que o facebook está fazendo com nossos relacionamentos? O quanto será que essa ferramenta de socialização está criando um simulacro de amizade ou até corrompendo a maneira como nos relacionamos com o próximo?

 Estou beirando os dois mil amigos no facebook. Amigos? Olhando para esta lista, eu talvez conheça (e por conhecer quero dizer com quem troquei palavras ao vivo, no mínimo) metade. Dessa metade, talvez quinhentos (estou chutando alto) sejam pessoas que vejo face a face algumas vezes por ano. Há muitos colegas de colégio com quem não falo há quase dez anos. Há outros que conheci numa viagem que fiz e com quem passei uma semana muito legal. E há outros com quem sequer troquei uma palavra na vida. Não faço a mínima ideia de quem são. Quando alguém me adiciona, não faço muita questão de filtrar. Como escrevo um blog e viajo bastante pela minha função na editora, imagino que sejam pessoas que acompanham meus textos ou com quem esbarrei numa conferência. Mas além disso, nunca trocamos uma palavra sequer. Já tive quem me encontrasse num congresso e perguntasse: “Você é o Andrew do blog do Andrew?” Respondo que sim. Isso é legal, porque a partir disso inicia-se uma conversa e posso até ter uma resposta aos meus textos. Mas em outros casos, alguém chega pra mim e fala: “Oi Andrew, sou seu amigo no facebook.” E fica aquele silêncio. Respondo educadamente, mas não sei muito o que dizer. Nem ele. Continua o silêncio estranho, como se tivéssemos uma relação estabelecida anteriormente e aqui estamos “botando o papo em dia”. Mas nunca houve papo. Nunca conversamos. No lugar de começarmos uma conversa nova e criarmos algo a partir do zero, fica aquela reputação, uma ideia de que já somos amigos. Será?

 Como é que se conhece alguém via facebook? De verdade? Eu não coloco tudo que sou no “face”, até por uma questão de segurança. Recentemente, um parente meu começou a namorar e me espantei quando dei de cara com ele e a menina. Minha reação inicial foi preocupante: “Mas você não atualizou seustatus no facebook! Como assim você está namorando?” Só foi depois que me dei conta do que eu tinha pensado. Temos agora o timeline, para a angústia de muitos. Mais uma ferramenta para postarmos nossa vida (ou pelo menos aquilo que queremos que seja conhecido) na internet. “Fulano anda sumido, afinal, quase não posta mais no facebook.” “Estou achando que o João não vai com a minha cara, afinal, ele não respondeu à minha solicitação de amizade no facebook.” “Ela está de mal comigo. Sei disso porque ela não curtiu aquela foto em que estamos juntos. Sequer comentou no meu status hoje.”

 Criamos uma nova modalidade de relacionamento, e nós estamos viciados. Sou o primeiro a admitir o quanto o facebook tem me feito mal. Estou “por dentro” da vida de pessoas que, na vida real, não fazem parte da minha realidade. Faz mais de oito anos que eu não vejo aquela menina com quem eu estudei ao longo de quinze anos. Hoje eu sei que está casada. Legal. E aí? Alguém fez aniversário, logo, mandei um recado e tá tudo certo. Quando foi a última vez que você ligou para alguém no seu aniversário? Pior, quando foi a última vez que você falou encontrou alguém na semana do seu aniversário e pensou: “Ih caramba, não dei parabéns. Mas deixei recado no face, então tá legal.” Como é que a gente foge de encontros reais e saudáveis lançando mão da praticidade do facebook? É só postar uma foto, entrar no chat, mandar uma mensagem, criar um evento e tá tudo certo.

 Fico pensando em quando lançaram o cinema 3D e muitos começaram a ter dor de cabeça e náuseas (fui ver Avatar e aconteceu comigo). Li um estudo que fala que isso acontece porque o cérebro percebe o movimento e se prepara para que o corpo responda. Na falta de resposta, da reação normal à percepção de movimento, essa mistura de sinais causa esses efeitos colaterais. Será que o mesmo não acontece com o facebook? O meu cérebro percebe uma realidade e se prepara para uma interação social, mas o meu dia a dia não corresponde àquilo. Será que é daí que vem meu mal estar?

 Deus nos criou à sua imagem e semelhança. Deus é um Deus relacional. Pai, Filho e Espírito Santo vivem numa eterna comunhão relacional perfeita. Ao enviar Cristo para morrer em nosso lugar, o Pai quebrou a barreira entre os mundos divino e material (dando um nó na cabeça da filosofia platônica) e se colocou como homem, ao nosso lado, para morrer em nosso lugar. Fomos criados, tanto biologicamente quanto emocionalmente, para isso. A Bíblia fala tanto da necessidade de interagir, aprender e servir o próximo e tantas coisas mais.

 Por que será que o facebook causa depressão? Qual será o desapontamento causado por esse site de relacionamentos? Ele toma o lugar (teoricamente) das nossas relações humanas. Por mais que estejamos em contato com nossos amigos ao redor do planeta, continuamos a mercê da telinha intermediária que tira nosso sono com “apenas mais cinco minutinhos antes de dormir”.

 Sou o primeiro a dizer o quanto o facebook tem me feito mal. O problema é que estou viciado nele e não sei como largar.

 Facebook é legal, é prático. Mas nenhuma mídia, por mais social que seja, é capaz de transmitir a nuança de um sorriso, a firmeza de um aperto de mão, uma gargalhada constrangedora, um espirro dado fora de hora, uma palavra balbuciada, uma voz trêmula, um choro engasgado, um cheiro gostoso ou um abraço apertado.

 Tenho que reaprender a me relacionar com pessoas, e creio que não sou o único.

 Fonte: Blog do Andrew/ Blog Libertos do Opressor

Candidatos nanicos a vereador têm a função de cabo eleitoral dos políticos

Fonte: Blog Homem Culto

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

José Sarney, ou como ficar 50 anos no poder:

                                                                  SARNEY e JK

                                                              SARNEY E JÂNIO

                                                 SARNEY COM OS MILITARES 

                                                         SARNEY E TANCREDO

                                                               SARNEY E COLLOR

                                                             SARNEY E FHC

                                                            SARNEY E LULA


Fonte: Blog Homem Culto

A origem de 9 superstições comuns


Algumas superstições são tão arraigadas nas sociedades modernas que todo mundo, de leigo a cientista, sucumbe a esses atos insensatos (ou, pelo menos, se sente um pouco desconfortável se não o faz). Mas por que não andamos debaixo de escadas? Por que, depois de expressar otimismo, batemos na madeira? Por que as pessoas não religiosas pedem que “Deus abençoe” um espirro? E por que evitar a todo custo abrir um guarda-chuva dentro de casa? Conheça essas e outras origens de superstições comuns:

  1 – DÁ AZAR ABRIR UM GUARDA-CHUVA DENTRO DE CASA
Embora alguns historiadores acreditem que esta crença vem de tempos antigos egípcios, as superstições a cerca dos guarda-sóis dos faraós eram realmente muito diferentes e, provavelmente não relacionadas a crença moderna do guarda-chuva. A maioria dos historiadores acha que o alerta contra guarda-chuva dentro de casa se originou muito mais recentemente, na Inglaterra vitoriana. Em “Extraordinary Origins of Everyday Things” (tradução livre, “Origens Extraordinárias de Coisas Cotidianas”) (Harper, 1989), o cientista e autor Charles Panati escreveu: “Em Londres do século XVIII, quando os guarda-chuvas à prova d’água de metal começaram a se tornar uma visão comum, o seu mecanismo rígido tornava um verdadeiro perigo para ser aberto dentro de casa. Um guarda-chuva abrindo de repente em um quarto pequeno poderia ferir gravemente um adulto ou uma criança, ou quebrar um objeto. Mesmo um acidente menor poderia provocar palavras desagradáveis ou uma briga, sinal de má sorte em uma família ou entre amigos. Assim, a superstição surgiu como um elemento para impedir as pessoas de abrirem um guarda-chuva dentro de casa”

  2 – É MÁ SORTE ANDAR DEBAIXO DE UMA ESCADA INCLINADA
Esta superstição realmente tem origem há 5.000 anos no Egito antigo. Uma escada encostada a uma parede forma um triângulo, e os egípcios consideravam esta forma sagrada (como exibida, por exemplo, por suas pirâmides). Para eles, triângulos representavam a trindade dos deuses, e passar por um triângulo era profaná-los. Essa crença fez seu caminho através dos tempos. “Séculos mais tarde, os seguidores de Jesus Cristo usurparam a superstição, interpretando-a à luz da morte de Cristo”, explicou Panati. “Como uma escada descansou contra o crucifixo, tornou-se um símbolo de maldade, morte e traição. Andar sob uma escada trazia desgraça”. Na Inglaterra, em 1600, os criminosos eram obrigados a caminhar debaixo de uma escada em seu caminho para a forca.

  3 – ESPELHO QUEBRADO DÁ SETE ANOS DE AZAR
Na Grécia antiga, era comum que as pessoas consultassem “videntes de espelho”, que diziam suas fortunas através da análise de suas reflexões. Como o historiador Milton Goldsmith explicou em seu livro “Signs, Omens and Superstitions” (tradução livre, “Sinais, Presságios e Superstições”) (1918), “a adivinhação era realizada por meio de água e um espelho. Isto era chamado catoptromancia. O espelho era mergulhado na água e uma pessoa doente era convidada a olhar para o copo. Se sua imagem aparecia distorcida, ela corria o risco de morrer; se clara, ela viveria”. No primeiro século d.C., os romanos acrescentaram uma ressalva para a superstição. Naquela época, acreditava-se que a saúde das pessoas mudava em ciclos de sete anos. Uma imagem distorcida resultante de um espelho quebrado, portanto, significava sete anos de má saúde e infortúnio, em vez de morte.

  4 – QUANDO VOCÊ DERRAMAR SAL, JOGUE UM POUCO SOBRE SEU OMBRO ESQUERDO PARA EVITAR AZAR
Derramar sal tem sido considerado azar por milhares de anos. Cerca de 3.500 a.C., os sumérios antigos anulavam a má sorte de derramar sal jogando uma pitada sobre seus ombros esquerdos. Este ritual se espalhou para os egípcios, os assírios e, mais tarde, os gregos. A superstição, em última análise, reflete o quanto as pessoas valorizavam (e ainda valorizam) o sal como tempero para o alimento. A etimologia da palavra “salário” mostra o quão altamente valorizamos isso. De acordo com Panati, “O escritor romano Petrônio, no Satyricon, originou ‘não vale o seu sal’ como opróbrio para os soldados romanos, que recebiam subsídios especiais de porções de sal, chamados salarium – “dinheiro sal” -, a origem da nossa palavra ‘salário’”.

  5 – BATER NA MADEIRA PARA EVITAR A DECEPÇÃO
Embora os historiadores digam que isso pode ser um dos costumes mais prevalentes nos Estados Unidos, sua origem é muito duvidosa. “Alguns atribuem isso ao rito religioso antigo de tocar um crucifixo ao fazer um juramento”, Goldsmith escreveu. Alternativamente, “entre os camponeses ignorantes da Europa, pode ter tido o seu início o hábito de bater bem forte para manter os maus espíritos longe”.

  6 – SEMPRE “DEUS ABENÇOE” UM ESPIRRO
Na maioria dos países de língua inglesa, é educado responder a um espirro de uma outra pessoa dizendo “Deus te abençoe”. No Brasil, também há o costume de dizer simplesmente “Saúde”. Apesar de encantamentos de boa sorte terem acompanhado em todas as culturas os espirros durante milhares de anos (todos em grande parte ligados à crença de que o espirro expulsa espíritos malignos), esse costume em particular começou no século VI d.C., por ordem expressa do Papa Gregório, o Grande. A peste terrível estava se espalhando através da Itália na época. O primeiro sintoma era espirros crônicos graves, e isso muitas vezes era rapidamente seguido de morte. O Papa Gregório pediu que os saudáveis orassem pelos enfermos, e ordenou que respondessem a espirros, ao invés do normal “Que você possa desfrutar de boa saúde” pelo mais urgente “Deus te abençoe!”. Se uma pessoa espirrasse quando estivesse sozinha, o Papa recomendou que dissesse para si mesma uma oração em forma de “Deus me ajude”.

  7 – PENDURAR UMA FERRADURA EM FORMA DE U PARA A BOA SORTE
A ferradura é considerada um amuleto de boa sorte em uma ampla gama de culturas. A crença em seus poderes mágicos remonta aos gregos, que pensavam que o elemento ferro tinha a capacidade de afastar o mal. Não só o ferro, mas a forma da lua crescente para os gregos no século IV era um símbolo de fertilidade e boa sorte. A crença nos poderes talismânicos de ferraduras passou dos gregos para os romanos, e deles para os cristãos. Nas Ilhas Britânicas na Idade Média, quando o medo da bruxaria era galopante, as pessoas penduravam ferraduras de cabeça para baixo em suas casas e portas. As pessoas pensavam que as bruxas temiam cavalos, e fugiam de qualquer lembrança deles.

  8 – UM GATO PRETO CRUZAR SEU CAMINHO É SORTE/AZAR
Muitas culturas concordam que os gatos pretos são presságios poderosos – mas eles significam coisa boa ou má? Os antigos egípcios reverenciavam todos os gatos, pretos ou não, e foi lá que começou a crença de que um gato preto cruzar seu caminho traz boa sorte. Sua reputação positiva é registrada novamente muito mais tarde, no início do século XVII na Inglaterra: o rei Charles I tinha um gato preto como animal de estimação. Após a sua morte, ele disse ter lamentado que sua sorte tinha ido embora. A suposta verdade da superstição foi reforçada quando ele foi preso no dia seguinte e acusado de alta traição. Durante a Idade Média, as pessoas em muitas outras partes da Europa tinham uma crença bastante oposta. Elas achavam que os gatos pretos eram os “familiares”, ou companheiros, de bruxas, ou mesmo as próprias bruxas disfarçadas, e que um gato preto cruzar seu caminho era uma indicação de má sorte – um sinal de que o diabo estava vendo você. Esta parece ter sido a crença dominante que os peregrinos trouxeram quando vieram para a América, o que talvez explique a forte associação entre os gatos pretos e a bruxaria que existe no país até hoje.

  9 – O NÚMERO 13 DÁ AZAR
O medo do número 13 tem suas origens na mitologia nórdica. Em um conto bem conhecido, 12 deuses foram convidados para jantar no Valhalla, a sala do banquete magnífico em Asgard, a cidade dos deuses. Loki, o deus da discórdia e do mal, chegou de bicão, aumentando o número de participantes para 13. Os outros deuses tentaram expulsar Loki, e na luta que se seguiu, Balder, o favorito entre eles, foi morto. Os escandinavos evitavam jantares de 13 membros e não gostavam do número 13 em si, crença que se espalhou para o resto da Europa. Ela foi reforçada na era cristã pela história da Última Ceia, em que Judas, o discípulo que traiu Jesus, foi o décimo terceiro convidado da ceia. Muitas pessoas ainda se assustam com o número, mas não há evidências estatísticas de que 13 dá azar.[Life'sLittleMysteries]


 Fonte: Site Hype Science

Cão dorme ao lado do túmulo do dono há seis anos

Um cão de Córdoba (Argentina) mostra que o amor pode mesmo ser eterno. Fiel, Capitán dorme ao lado do túmulo do dono, Miguel, há seis anos. Miguel morreu em 24 de março de 2006.

Capitán saiu de casa e, depois de alguns dias, nunca mais foi visto. Até que a viúva e o filho de Miguel foram ao cemitério e encontraram Capitán ao lado do túmulo. "Ele se aproximou de nós latindo, como se estivesse chorando", contou Verónica, a viúva, à rádio LV7.

 No domingo seguinte, após nova visita, o cão retornou para casa com a viúva e o filho. Pouco tempo depois, entretanto, desapareceu novamente. E lá se foi para o cemitério... Ninguém entende como Capitán achou o túmulo de Miguel, já que no dia do enterro o cão ficara em casa. "Eu acredito na fidelidade do cão. Mas agora vejo com muito mais afeto", comentou Verónica.

 Fonte: Page not found/ Blog Libertos do Opressor

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Você é direita ou esquerda?




Aposto que você é esquerda... acertei? Lógico, direita é conservador e ser conservador é coisa fora de moda. É embarcar numa grande furada porque todos os conservadores são retrógrados, ditadores e militaristas convictos. É ser hoje o comedor de criancinhas que no passado a ditadura militar dizia que o comunista era.

Conclusões como essas fazem parte das tristes heranças deixadas pela ditadura militar, acentuadas pela falta de conhecimento da história política, não só do Brasil, mas também da humanidade. Não entendem que ser conservador não é ser a favor da ditadura e do militarismo.

A situação no Brasil chegou a este ponto justamente porque todos hoje são esquerda, ou pensam que são. A maioria se diz esquerda e nem sabe o que significa, mas precisa ser porque é moderno e seria terrível não ser esquerda numa roda de amigos. Ninguém entende que não há democracia e justiça sem equilíbrio de forças. Conservador não é bicho-papão. Desperta e promove discussões mais profundas antes que se efetuem mudanças. Serve de freio para evitar injustiças sociais. E todo governo - seja de direita ou de esquerda - para ser justo, necessita de uma oposição forte e atuante para evitar os vícios inerentes à falta de alternância do poder.

O conservadorismo não retorna a 1964 (aliás, pode até pular esse infeliz período), mas passa por Juscelino e vai até o iluminismo de Voltaire. Isto para não retroagir mais. Temos algumas boas coisas no conservadorismo, por exemplo, na figura de D. Pedro II que, com todo ranço imperial, tinha mais senso de igualdade republicana do que muitos socialistas de carteirinha deste século.

TODA ditadura é prejudicial e tende a ser criminosa, seja direita ou esquerda. Todos os governos que tendem a se perpetuar no poder, infalivelmente tenderão à ditadura. O poder envenena a mente dos poderosos e os faz cometer injustiças, chegando ao cúmulo de não notar que as estão cometendo. É a cegueira da vaidade movida por interesses partidários e pessoais, disfarçados de boas intenções. Benjamim Franklin dizia "Não existe nenhuma guerra boa e nenhuma paz ruim" e eu digo "Não existe nenhuma ditadura boa e nenhuma democracia ruim". Albert Einstein também resumiu esse pensamento numa frase: "O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado"

Na política partidária, todos os partidos hoje no Brasil também são de esquerda. É esquerda radical, esquerda, mais-ou-menos esquerda e levemente da esquerda. Direita não dá IBOPE, ou seja, não dá votos. TODAS as ideologias morreram.

Com todas essas cenas tristes que estamos presenciando e que deveriam provocar sentimento de revolta em TODOS os brasileiros, ainda vemos fanáticos de TODOS os partidos brigando como torcidas de futebol, mais preocupados com seus domínios do que com os fatos lamentáveis em si. Que ideologias partidárias são essas?


Resta o humanismo, não como ideologia ou partido, mas como filosofia de vida, seja para governantes, legisladores ou eleitores. Todos têm direito à dignidade de seres-humanos, dignidade esta que vai além do pão, da caridade e do assistencialismo. Merecem ser considerados cidadãos integrais. Eleger representantes é apenas uma pequena parte de seus direitos. É só dar uma lida na Constituição.


Fonte: Blog Pura Reflexão
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Eleições - conscientização em quadrinhos



NÃO VENDA SEU VOTO!



NÃO TROQUE SUA CONSCIÊNCIA POR PROMESSAS!





Fonte: Blog Pura Reflexão

Entre direita ou esquerda, siga reto




Este é um tema delicado que deve ser lido integralmente, atitude difícil tanto para radicais de direita quanto de esquerda. Isto porque o radical não suporta a possibilidade de não ter razão para continuar agarrado em suas crenças. E quanto mais corpo ganham as razões do contraditório, mais cego e possesso ele fica. Parafraseando o escritor Oliver Holmes, "A mente de um fanático é como a pupila do olho: quanto mais luz incide sobre ela, mais ela irá se contrair". Portanto, se você é fanático, melhor parar de ler e continuar decorando suas escrituras ideológicas.

Não gosto e jamais gostei da palavra patriota. Muita injustiça no mundo foi feita em nome do patriotismo, "qualidade" esta exaltada por ditadores para criar o ufanismo popular, ambiente conveniente para desviar a atenção das massas diante da necessidade estratégica dos governos opressivos de justificar ações que contrariam alguns dos mais importantes e elementares direitos do ser humano. Direitos estes que, principalmente, envolvem a liberdade e o direito de defesa dos contrários ao regime implantado. Albert Einstein dizia, com razão, que "o nacionalismo é uma doença infantil; o sarampo da humanidade."

E quando falamos sobre opressores e oprimidos para brasileiros, a primeira ideia nos remete aos tempos da ditadura militar que, muito antes das razões, nos revelam um período de violência que nos causaram - e ainda causam - apreensão e espécie. Razões estas que, por mais fortes que sejam, tanto no Brasil militar quanto nos "paredons" de Cuba, da antiga União soviética ou de outros povos oprimidos, jamais conseguirão se sobrepor às dores das torturas e injustiças sofridas por seres humanos e suas famílias em nome do que quer que seja. Pior ainda foram violências cometidas contra pessoas que nem sequer sabiam o que elas mesmas haviam feito, vítimas de denúncias vazias como nos tempos da terrível santa inquisição.

No entanto, também já estou cansado desses esquerdistazinhos de araque que repetem o tempo todo palavras de ordem da esquerda retrógrada, como se ainda estivéssemos ouvindo ecos de tempos remotos que ficaram ricocheteando no vale do tempo. Catequizadores fora de moda que decoraram bordões do empoeirado manual de práticas estalinistas e que até hoje vêem fantasmas aterrorizando seus castelos medievais ideológicos. Não percebem que já estamos mais politizados, cansados dessas idiotices ideológicas que tentam nos meter goela abaixo por imaginarem que estamos ainda trancados nas masmorras desses seus castelos, sem sinal de Internet e sem acesso à informação. É a pretensão de nos impor uma espécie de tutela inconscientemente consentida por meio de frases ultrapassadas, imaginando que essas besteiras se acomodarão silenciosamente em nossos subconscientes imaturos, transformando-nos em zumbis a serviço de uma esquerda retrógrada que já faz parte do mundo dos espíritos.

Estamos entrando na era do humanismo. Atrasados, mas estamos. O mundo está menor e os seres humanos encontram-se irreversivelmente mais próximos, além de cansados de tantas tentativas frustradas desses dominadores dissimulados que se escondem sob o pano vermelho-acinzentado de suas propostas pseudo-humanistas, prometendo-nos uma nação mais justa, igualitária e rica. Igualitária, mas só para os membros do politburo tupiniquim que desejam formar; justa, mas no sentido da estreiteza de suas ideias e pensamentos, e rica para que alguns privilegiados do regime possam roubar mais para seus partidos políticos e para si próprios.

Fanatismo e compulsão ao roubo são doenças, mas não virais. Podem ser facilmente prevenidas por meio da educação social e política. E para os portadores dessa patologia, a cura está no repouso absoluto até esvaziar suas mentes doentes para depois reeducá-las dentro de conceitos mais atuais e mais humanistas.

Se não conseguirem curar-se com esses remédios, tentem saltar no próprio abismo negro que criaram. Farão um grande bem para a humanidade.


Fonte: Blog Pura Reflexão
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O país do 6º PIB mundial e o 84º no IDH




O povo é capaz de sair às ruas pra pedir a saída dos técnicos da seleção de futebol e do volei pelo 2º lugar nas olimpíadas, mas...

O PNUD (Programa Nacional das Nações Unidas para o Desenvolvimento) mudou a classificação do IDH mundial em 2011 em 187 países, entre eles a do Brasil. O índice existe desde 1980.

A Noruega é o país com melhor IDH, cerca de 0,943 com expectativa de vida de 81,1 anos, média de 12,6 anos de escolaridade e rendimento bruto nacional per capita de U$ 47.557. Em seguida, aparecerem a Austrália com IDH de 0,929, os Países Baixos com 0,910, os EUA com 0,910 e a Nova Zelândia com 0,908, completando os cinco primeiros países que apresentam índice elevado (IDH > 0,79). Nas últimas posições do novo IDH mundial aparecem Burundi (0,316), Níger (0,295) e Congo (0,286). O Brasil apresenta um novo IDH de 0,718.

O Brasil é o 84º e na América Latina está atrás do Chile (44º no ranking), Argentina (45º), Uruguai (48º), Cuba (51º), Bahamas (53º), México (57º), Panamá (58º), Antígua e Barbuda (60º), Trinidad e Tobago (62º), Costa Rica (69º), Venezuela (73º), Jamaica (79º), Peru (80º), e Equador (83º).

O IDH é a pedra no sapato do governo e o IPEA vive contestando a metodologia empregada pelo Pnud no cálculo desse índice.

Vamos supor então que haja problemas na metodologia e até nos números considerados nos cálculos, mas a pergunta é a seguinte: "O quanto esse ajuste melhoraria a situação REAL do Brasil atual?" Cairia de 84º lugar para 80º, 79º, 78º? Faria com que o governo atual provasse que melhoramos x% em relação à classificação anterior ou aos governos anteriores? Se considerássemos a América Latina como um país ele estaria em 76º lugar na classificação do IDH mundial.

Em trocados e miúdos, PIB alto e IDH baixo significa incompetência e é por isso que desejam esconder números. Aliás, esconder verdades é prática comum em governos com tendência ao totalitarismo e que lutam para impor suas ideologias radicais, sejam de esquerda ou de direita. Governos estes que consideram a tutela e a lavagem cerebral como estratégias fundamentais para poderem implantar suas ideologias ou, mais especificamente, seus governos oligárquicos permanentes.

Não adianta... quanto maior o PIB e menor o IDH, mais incompetente é o governo no repasse da riqueza gerada para o povo em forma de qualidade de vida. Podem espernear à vontade, brigar por metodologias e apresentarem índices mostrando que houve evolução.

Enquanto observarmos doentes no chão dos hospitais públicos; enquanto não pudermos sair de casa, chegarmos ou permanecermos nela com segurança; enquanto a educação e os professores forem deixados em segundo plano; enquanto os governos (federal, estadual e municipal) continuarem contingenciando verbas dos orçamentos para utilização em ano eleitoral; enquanto nossos governantes fizerem vistas grossas para roubos do erário; enquanto a justiça brasileira continuar premiando ladrões com a liberdade, continuaremos despencando no Índice de Desenvolvimento Humano.

PIB é riqueza do país e não mede a eficiência da administração pública e muito menos a qualidade de vida do povo. "Hoje, no Brasil, cerca de 49 milhões recebem até meio salário mínimo per capita, cerca de 54 milhões de brasileiros não possuem rendimento, esses são considerados pobres. As disparidades são explícitas entre regiões e estados brasileiros, no nordeste 51% da população vive com até meio salário mínimo, ao contrário da região sudeste que é de apenas 18%. Outra desigualdade está entre homens e mulheres, pois as mulheres são em média mais pobres que os homens." (Fonte Brasil Escola)

O Brasil é um país privilegiado em relação a recursos naturais, reservas energéticas, clima, localização geográfica e topografia. Essas são as principais causas do sucesso brasileiro no mundo de hoje e, felizmente, não haverá "incompetência competente o suficiente" para acabar com isso tudo. Políticos ladrões irão embora e a "Terra Brasilis" continuará de pé.

Como no "Poeminho do Contra" de Mário Quintana:

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!


Fonte: Blog Pura Reflexão
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Heloísa Helena abandona PSOL e desabafa: ‘me obrigaram a defender o aborto’



Heloísa Helena afirmou que deverá ingressar no novo partido de Marina Silva, previsto para ser fundado em 2013. A ex presidenciável do PSOL não se despediu sem deixar recado: ‘todo partido tem malandros’

Heloísa Helena deixa PSOL e dispara: “todo partido tem malandros”. Foto: divulgação

A fundadora do PSOL vai deixar o próprio partido no primeiro semestre de 2013. A ex-senadora Heloísa Helena só espera Marina Silva dar o sinal verde para a criação de uma legenda. ‘Pretendo generosamente ajudá-la’.

O seu partido cresceu tanto a ponto de Heloísa perder as rédeas, diante das correntes diversas nas hostes. ‘As centelhas que o PSOL criou foram grandes’, desabafa, e complementa com uma ironia sem medo de tiro no pé: ‘Todo partido tem malandros’, insinuando nisso a sua sigla.

De palavra

Heloísa lembra que o PSOL é totalmente diferente do que criou e justifica a iminente saída: ‘Não tenho relação mística com os partidos, perdi isso com o PT’.

Decisão

Heloísa perdeu a vontade com o PSOL desde quando saiu da Executiva Nacional. ‘Eles me obrigaram a defender o aborto, e vi que não era mais o partido que fundei’.


Fonte: Site Pragmatismo Político