quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Hezbollah treina soldados na Nicarágua com ajuda do Irã



Um meio de comunicação israelense informou que o Hezbollah estabeleceu uma base de treinamento na Nicarágua com o apoio do Irã. 

Segundo a Rádio Israel, cerca de 30 membros do grupo libanês Hezbollah estão sendo treinados em uma base no norte da Nicarágua, perto da fronteira com Honduras. O grupo recebe armas do Irã, com o objetivo de se preparar para ataques de retaliação caso os EUA realize um ataque contra as instalações nucleares iranianas.

 Em resposta à acusação, o porta-voz do Exército do país latino-americano, Orlando Palácios se recusou a comentar, dizendo apenas que desconhece o assunto.

 -- IAnotícia



 Fonte: Site Rádio Voz da Rússia

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Os 10 direitos do leitor






Fonte: Blog Livros só mudam pessoas

50 tons de cinza resumido numa única imagem






Fonte: Leticce [via Testosterona]/ Blog Livros só mudam pessoas

Presos que lerem Dostoiévski terão pena reduzida em SC


Detentos voluntários receberam um exemplar do livro, acompanhado de um dicionário (Foto: TJSC/Divulgação)


 Géssica Valentini, no G1


 Um projeto da Vara Criminal de Joaçaba, no Oeste de Santa Catarina, prevê a redução de até quatro dias na pena de detentos que lerem obras clássicas, de autores como Fiódor Dostoiévski. A proposta, chamada ‘Reeducação do Imaginário’, é coordenada pelo juiz Márcio Umberto Bragaglia e iniciou na manhã desta sexta-feira (23).

 De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ) do estado, a proposta consiste na distribuição dos livros aos apenados da comarca. Posteriormente, magistrado e assessores vão realizar entrevistas. “Os participantes que demonstrarem compreensão do conteúdo, respeitada a capacidade intelectual de cada apenado, poderão ser beneficiados com a remição de quatro dias de suas respectivas penas”, explica o TJ.

 “O projeto visa a reeducação do imaginário dos apenados pela leitura de obras que apresentam experiências humanas sobre a responsabilidade pessoal, a percepção da imortalidade da alma, a superação das situações difíceis pela busca de um sentido na vida, os valores morais e religiosos tradicionais e a redenção pelo arrependimento sincero e pela melhora progressiva da personalidade, o que a educação pela leitura dos clássicos fomenta”, explicou o juiz Bragaglia.


Apenados receberam o livro na sexta-feira (23), em Joaçaba (Foto: TJSC/Divulgação)

 O primeiro módulo prevê a leitura de ‘Crime e Castigo’, de Fiódor Dostoiévski. No segundo módulo, os apenados devem ler ‘O Coração das Trevas’, de Joseph Conrad. Depois, estão previstas obras de autores como William Shakespeare, Charles Dickens, Walter Scott, Camilo Castelo Branco, entre outros. Os livros serão adquiridos em edições de bolso, com verbas de transação penal destinadas ao Conselho da Comunidade.

 Na manhã de sexta (24), os participantes do projeto, todos apenados voluntários do Presídio Regional de Joaçaba, receberam uma edição de ‘Crime e Castigo’, acompanhada de um dicionário de bolso. As avaliações estão previstas para ocorrer após 30 dias. Ainda conforme o TJ, o projeto tem o apoio do Ministério Público de Santa Catarina.


 Fonte:Blog Livros só mudam pessoas

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Autor do best-seller "A cabana" William P. Young: "Ninguém mais aguenta um Deus distante"



Na fronteira obscura entre a autoajuda, a religião e a literatura, o canadense William P. Young ergueu sua tenda de milagres. Seu romance A cabana, de 2007, conquistou 18 milhões de leitores em todo o mundo com sua forte mensagem religiosa. O livro narra a história de um homem atraído para uma cabana misteriosa após o desaparecimento de sua filha. Lá ele encontra Deus, personificado como uma mulher negra e bondosa. Em seu novo romance, A travessia (Editora Arqueiro), Young retoma sua espiritualidade exótica com a história do executivo milionário que encontra Jesus e o Espírito Santo depois de entrar em coma devido a um derrame. Em entrevista a ÉPOCA, Young fala sobre seu novo livro, sua visão religiosa e as críticas que recebeu.

ÉPOCA – Seu livro é uma obra de ficção, mas concorrerá com títulos que relatam experiências sobrenaturais. O que acha dessa disputa? 
William P. Young – Acho que todos nós já tivemos alguma experiência sobrenatural. Muitas vezes o sobrenatural está oculto no dia a dia. Um pôr do sol, um arco-íris ou o choro de um recém-nascido podem ser experiências sobrenaturais. Já tive vários sonhos em que sei que conversei com Deus. Tenho certeza disso. Deus também fala comigo por meio da minha família, dos meus amigos ou até mesmo de inimigos. Não há motivo para separar as experiências sobrenaturais dos pequenos encontros com Deus que ocorrem em nossa vida cotidiana. Deus está presente em todos os momentos. Acreditar no sobrenatural é fácil demais. O mais difícil é encontrar a espiritualidade na vida real. É preciso trabalhar duro para isso.

ÉPOCA – A travessia pode ser lido como continuação de A cabana? 
Young – Não exatamente. É uma continuação de certa forma, porque é um livro sobre Deus, sobre a transformação do coração humano pela fé e sobre relacionamentos, mas com uma história totalmente diferente. É escrito naquele mesmo gênero que ninguém conseguiu explicar, incluindo eu.

ÉPOCA – Como o senhor descreveria esse estilo? 
Young – Espiritualidade realista, talvez (risos)? Tudo o que escrevo é centrado na mesma pergunta: o que aconteceria se, em meio a nossa vida cotidiana, deparássemos com as ações de um Deus que trabalha a nosso favor, que nos ama e quer que sejamos pessoas melhores? Quando decidi lançar A cabana, 26 editoras recusaram o livro. O motivo que elas davam era sempre este: o livro não era parecido com nada que havia sido lançado até então, e era um risco apostar em algo tão incomum.

ÉPOCA – Por que a espiritualidade vende tanto? 
Young – Os avanços da sociedade não atendem todas as nossas necessidades. A tecnologia só aumenta nossa angústia espiritual. Mesmo quando estamos conectados 24 horas por dia, temos muito tempo para pensar na vida e notamos que há espaços vazios em aspectos importantes dela. Queremos que a vida seja mais que isso. Não sou inteligente o suficiente para dizer que entendo as angústias da sociedade como um todo, mas o sucesso da espiritualidade mostra que há muitas pessoas fazendo as mesmas perguntas. O que meus livros fazem é colocar Deus no dia a dia, com uma linguagem amigável. Isso é algo que a religião organizada dificilmente faz. Com a linguagem de meus livros, os leitores podem falar de espiritualidade com seus amigos, com sua família.

ÉPOCA – É uma missão bastante ambiciosa... 
Young – Não diria que é uma missão. Nada disso foi proposital (risos). A primeira versão de A cabana foi escrita como um presente de Natal para meus filhos. Tenho seis filhos: o mais velho tem 32; o mais novo, 19. Juntando família e amigos, pensava em atingir 15 pessoas no máximo. Meus pais foram missionários, fui criado numa tribo indígena. Tive uma vida espiritual muito intensa. Sempre pensei muito sobre Deus e queria reunir num lugar todos os meus pensamentos sobre o assunto. Foi por isso que escrevi A cabana. A semana que o personagem principal passa na cabana corresponde a 11 anos da minha vida em busca de respostas. É minha história espiritual em forma de ficção. A travessia é o primeiro livro que escrevo com o propósito de ser lido. Gosto de contar as histórias que meu coração manda contar, e elas encontram lugar no coração do leitor sem pedir permissão. Quanto mais leitores quiserem compartilhar essa história comigo, mais satisfeito ficarei. Não vejo isso como uma meta. Se só minha mulher e meus filhos gostarem do livro, tudo bem. Eles gostaram, aliás.

ÉPOCA – A história de A travessia é tão pessoal quanto a de A cabana? 
Young – Tenho um pouco em comum com o personagem principal. Ele é um homem ambicioso, egoísta, com um coração fechado... Todos nós somos assim quando pisamos demais no acelerador e entramos numa rotina sem reflexão. Quis criar um personagem detestável, porque sei que eu mesmo não era um personagem muito agradável quando tinha meus 30 anos. Minha transformação é parecida com a dele. A travessia é um livro mais humano do que autobiográfico. A história é sobre como atravessamos momentos de cegueira. Atravessamos a vida sem pensar, mas momentos traumáticos como doenças e grandes perdas nos fazem parar e pensar em como nossas escolhas afetam quem está a nosso redor. A vida é um convite diário para mudarmos para melhor, mesmo nos menores gestos. Ao contrário do meu personagem, já cheguei aos 57 anos. É tempo o bastante para perceber que cada detalhe da vida é sagrado. É possível ouvir o Espírito Santo no rock. Ou na bossa nova!

ÉPOCA – Se o senhor lesse o livro aos 30 anos, quando era parecido com o personagem principal, como reagiria? 
Young – Nunca pensei nisso. Das duas, uma: ou acharia ridículo, pois tinha uma formação religiosa muito rigorosa e não daria bola para esse tipo de espiritualidade, ou daria uma chance ao livro e economizaria uns bons 30 anos de reflexão (risos). Acho que não me sentiria à vontade lendo um livro que mostrasse Deus como uma mulher negra. Fui criado para acreditar num Deus rigoroso, severo, e isso fez com que eu fosse uma pessoa severa por muito tempo. Não percebia que nossa visão de Deus é formada por meio de relacionamentos, e que eles podem nos curar. Essa é a mensagem central de A cabana, e ninguém dizia isso naquela época. Foi duro aprender sozinho.

ÉPOCA – Por que A cabana enfrentou resistência de religiosos? 
Young – Tem a ver com a maneira livre como A cabana representa Deus. Se eu lesse um livro como esse na minha juventude, também ficaria chocado. O uso de imagens e metáforas para falar de religião não deveria chocar. A Bíblia é cheia de metáforas. No Novo Testamento, Deus aparece como uma mulher que perdeu uma moeda. Há representações de Deus como uma águia, como uma rocha. As imagens não definem Deus. Elas servem apenas para nos ajudar a entender sua natureza. Sabemos que Deus não é um homem ou uma mulher, mas podemos abrir um pouco a cabeça. Ninguém mais aguenta aquela imagem ocidental de um Deus infinitamente distante, intocável, desconhecido e impassível, que assiste a nossas vidas com um olhar reprovador. Não é nisso que acredito.

ÉPOCA – O que o senhor diria a quem não leu seus livros, mas os critica? 
Young – Não sei se eles ouviriam o que tenho a dizer. Eu os convidaria a arriscar a ler uma página ou outra, quando estiverem prontos. A leitura pode ser crítica, não importa. O importante é que a leitura desperte um sentimento em alguém. As pessoas que criticam A cabana sem nem sequer ter lido só ouviram falar do livro, mas já o detestam. Imagino que não lerão A travessia e o detestarão também. Se realmente lessem, meus livros bagunçariam seus paradigmas religiosos e talvez causassem indignação. Gosto desse tipo de debate. A polêmica é um convite ao crescimento espiritual. Minhas crenças de hoje são muito diferentes das que eu tinha há dez anos. E há dez anos achava que estava certo sobre tudo.

ÉPOCA – Seu estilo lembra o de Paulo Coelho. O senhor conhece a obra dele? 
Young – Conheço, é claro. É uma grande honra ser comparado a ele. Mas ele lida com a espiritualidade de forma muito mais geral, cheia de misticismo. Tenho uma formação cristã muito tradicional, e isso transparece nos meus livros. Escrevo sobre Jesus, sobre o Espírito Santo. Gosto muito da obra de Paulo Coelho. Os brasileiros adoram livros como os meus graças a ele. São leitores que abraçaram a espiritualidade com muita força. A cabana foi lançado em 41 idiomas e vendeu bem em quase todos os países onde saiu, mas os leitores brasileiros sem dúvida são os mais apaixonados. E é recíproco. Fui ao Brasil duas vezes. É um país especial para mim. Sabia que já assisti a um show de Cauby Peixoto?

ÉPOCA – Como foi essa experiência? 
Young – Estive no Brasil em 2009 com alguns amigos e, antes de meus compromissos, tive um dia livre em São Paulo. Disse a meus amigos que queria ouvir música brasileira, e me ofereceram duas opções: um show instrumental de bossa nova por US$ 4 ou o “Frank Sinatra brasileiro” por US$ 20. Escolhi o Sinatra por US$ 20, claro (risos). Não tinha ideia de quem era o sujeito. De repente, aparece aquele senhor de peruca, que precisa de ajuda para subir ao palco. E, daquela boca, saíram alguns dos sons mais belos que já ouvi. Foi uma noite incrível. Depois fiquei sabendo que alguns amigos brasileiros tentam assistir àquele show há anos e nunca tinham conseguido. Deus tem um excelente senso de humor!



 Fonte: Época/ Blog Libertos do Opressor

sábado, 24 de novembro de 2012

Porque as mulheres amam Christian Grey.


Ricardo Jordão Magalhães


Na vida você vai perceber que existe um propósito para todo mundo que você conhece. Alguns vão testar você, alguns vão usar você, e alguns vão ensinar você. Mas mais importante que tudo, alguns vão fazer o melhor que existe em você aparecer.

 A não ser que você tenha tirado umas férias em Marte, não tenha nenhuma amiga-mulher na sua vida, ou faça parte do Clube do Bolinha, você provavelmente já ouviu falar do livro 50 Tons de Cinza.

 50 Tons de Cinza é o conto de fadas do Século 21. O livro conta a história de Christian Grey, um jovem bilionário, brilhante, maravilhoso, ultra lindo, intimidador, super bem sucedido, um líder nato dos seus funcionários que ainda ajuda os pobres, piloto do próprio avião, fiel, super atencioso com as mulheres, um cara super bom de cama que se apaixona por uma menina de 22 anos totalmente tapada, virgem e que nem é o supra sumo da beleza feminina.

 O livro é um mega-sucesso em todo o mundo, inclusive no Brasil onde lidera a parada dos mais vendidos desde que foi lançado por aqui.

 50 Tons de Cinza é uma trilogia, e eu já li os três livros no meu Kindle.

 Como marketeiro que sou, eu li os livros para entender porque “50 Tons de Cinza” faz tanto sucesso com as mulheres. No final da leitura, eu descobri que além de marketeiro, eu sou masoquista. Só sendo masoquista para ler os três livros até o final. A leitura do livro dói na alma, e um pé no saco, e vai piorando cada vez mais. O terceiro livro é o pior de todos.

 O livro é tosco, super mal escrito e repetitivo demais - até parece que a escritora deu uma série de “copiar-colar” em dezenas de diálogos e cenas de sexo que se repetem ao longo da história.

 50 Tons de Cinza é um livro erótico. O livro tem metelança para todo lado o tempo todo. O livro se parece muito com os filmes-pornô visto pelos homens. Entre uma cena ou outra de sexo você tem uma histórinha qualquer bem chinfrin que você tem vontade de avançar rápido no controle remoto porque sabe que não vai perder nada.

 A contribuição de 50 Tons de Cinza para a história da literatura mundial é igual a contribuição do McDonalds para a nutrição. Ou seja, um lixo.

 Mas isso não vem ao acaso.

 Eu prefiro acreditar que o livro vai influenciar as mulheres a lerem outros livros, e eventualmente se aventurar em histórias muito mais bem escritas do que essa. É melhor ler um livro - seja ele qual for - do que assistir televisão ou ficar com a mente vazia.

 Eu prefiro acreditar que o livro vai salvar o casamento de muita gente que precisa ler o livro do jeito que foi escrito para aprender alguma coisa. Quem sabe. Agora, por que o livro é um sucesso?

 50 Tons de Cinza foi escrito por uma mulher, inglesa, esposa, mãe de dois filhos.

 85% das leitoras que se dizem apaixonadas pelo Christian Grey são mulheres, casadas e mães.

 O que isso diz a você?

 Para mim só tem uma resposta, existem milhões de mulheres em todo o mundo sendo super mal tratadas, mal entendidas e mal amadas por milhões de homens modernos e toscos tipo Fred Flinstones 2.0.

 O sucesso do livro 50 Tons de Cinza deve ser visto como mais um alerta para os homens.

 Meses atrás eu fiz uma palestra em um evento fechado para 6 mil homens. O evento, bolado pelas mulheres da comunidade, reuniu seus maridos, filhos, cunhados, pais, sogros etc.

 As mulheres da comunidade levantaram os temas que os homens deveriam se aperfeiçoar, e convidaram palestrantes para falar a respeito. Eu fui até lá para falar sobre empreendedorismo, e o psicólogo que subiu ao palco depois de mim foi até lá para ensinar os homens a como tratar uma mulher. O cara falou sobre como conversar com uma mulher, como fazer carinho em uma mulher, como beijar uma mulher, como tocar uma mulher, como inspirar uma mulher etc etc etc.

 Na hora eu achei meio bizarro aquele monte de marmanjo metido a besta não saber nem como beijar uma mulher, mas a grande verdade é: os relacionamentos entre as pessoas hoje estão uma tristeza. Tudo joga contra para detonar as coisas. É preciso muita boa vontade de ambos os lados para fazer a coisa dar certo.

 Como homem que sou, eu entendo um pouco da minha raça, e imagino que a galera até sabe o que precisa fazer pelas mulheres, o que eles se perguntam é, “E vale a pena fazer todo o esforço para conquistar a mulher?”.

 Bom, cabe a cada um descobrir essa resposta por si mesmo, mas uma coisa eu digo, se você não tratar bem o seu cliente, o concorrente vai encontrar uma maneira de tratá-lo bem.

 Já que os homens não vão ler o livro, eu vou facilitar a vida de vocês e listar por aqui as razões porque as mulheres amam o Christian Grey:

  1. Porque o Grey elogia a mulherada o tempo todo. Toda mulher quer se sentir sexy e maravilhosa. Os homens de hoje elogiam tão pouco as mulheres que ao fazê-lo, a mulherada já acha que o cara fez algo de errado. Então, coloca na cabeça a meta de crescer em 500% o número de elogios que você faz para a mulher que você ama. Diga a ela que você admira a atenção e dedicação que ela coloca na educação dos filhos mesmo ela tendo que dividir o seu dia entre trabalhar fora e cuidar da casa. A maioria das mulheres vivem preocupadas com a falta de feedback que recebem dos homens. Tire esse peso das costas da mulher, dê feedback! Para elas nós somos um mistério porque falamos muito pouco. A mulher precisa e quer saber a sua opinião sobre as coisas. Todo mundo precisa ouvir elogios, capricha nessa parte!

  2. Porque o Grey faz a coisa acontecer. O FDP do Christian Grey além de pilotar um avião ainda sabe como consertar um ar condicionado. Mulher gosta de cara que resolve as coisas, tipo “Pode deixar que eu vou resolver isso em 2 horas” e “Pode deixar que hoje eu dou banho nos filhos, e coloco a turma para dormir”. O cara que só sabe encontrar a seção de batata frita em um supermercado e sintonizar o canal de esportes na televisão, tá danado. O homem precisa assumir a gerência de manutenção da casa e da família e fazer a coisa acontecer. Sim, todo mundo tem no mínimo dois empregos, aquele que traz o dinheiro para casa, e aquele que traz o amor para dentro do seu lar.

  3. Porque o Grey cria momentos de romance. Antes do sexo a mulher precisa de amor, antes do amor a mulher precisa de romance. Todo relacionamento esfria com o tempo, mas ninguém deseja para si um relacionamento frio onde as coisas são entediantes e sem paixão. Para mudar isso, o cara precisa dar 100% de atenção quando estiver presente. Ouvir mesmo, elogiar mesmo, dar a entender que qualquer pequeno gesto da mulher é a coisa mais maravilhosa do mundo. Uma das coisas mais irritantes do livro é a quantidade de vezes que o cara elogia a menina porque ela morde os lábios quando ela está envergonhada ou qualquer coisa do tipo. No primeiro livro isso acontece 46 vezes. Mas é isso, todas as pequenas coisas contam.

  4. Porque o Grey se importa com a mulher. A verdade é que a grande maioria dos Fred Flinstones que tem por ai procuram uma mulher para substituir a mãe deles. O cara acha que a mulher tem que serví-lo e fazer tudo do jeito que a mamãe dele fazia quando era criança. BANDO DE BABACAS!!! O papel do cara é empurrar a mulher para frente. Incentivá-la a malhar, fazer o cabelo, comprar roupas novas, se alimentar direito, se preocupar com a sua saúde, e, claro, a satisfazer sexualmente e não apenas a si mesmo. E MAIS, o cara tem que fazer tudo isso sem que a mulher DIGA QUE ELE TEM QUE FAZER. Sim, é isso mesmo, o homem tem que ler a mente das mulheres. Fácil, né?

  5. Porque o Grey tem seus problemas. Apesar das inúmeras virtudes, características e cliches de príncipe encantado, o cara não é perfeito - longe disso. Ele sofreu trocentos abusos quando era criança que afetaram drasticamente a maneira que ele se relaciona com as pessoas - nada muito diferente de qualquer homem que eu conheço. A heroína da história, por sua vez, apaixonada pelo cara que sempre faz a coisa acontecer, a elogia sempre, cria momentos de romance a todo momento e se importa com ela como mulher, acaba se vendo na responsabilidade de consertar o cara. Toda mulher que se preza acha que vai consertar os homens. É por isso que a mulherada se mete em relacionamentos furados, elas acham que podem mudar o homem. Kkk. Não rola. O ponto aqui é que ninguém precisa ser perfeito, mas todo mundo precisa se importar um pouco mais, ou muito mais, com aqueles que estão próximos da gente para que possamos pedir o mesmo em retorno.

 Os relacionamentos no Século 21 estão quebrando ou se quebrando, e cabe a VOCÊ consertar isso.

 A sociedade que queremos deixar para os nossos filhos e netos DEPENDE da qualidade dos relacionamentos que estamos construindo hoje. Se estivermos de bem com quem está próximo de nós, vamos conseguir tratar com amor as pessoas que encontramos nas ruas, nas empresas, nos clientes, em todo lugar.

  Ei Fred, coloque o seu coração e mente nessa questão!

 Ela vai te trazer MUITO MAIS retorno do que aprender a organizar o monte de emails que você recebe todos os dias.

 NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

  QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim. E Você?



 Fonte: Site Biz Revolution

A sociedade do fone de ouvido




Trata-se de um mundo bem estranho. Nesta sociedade cada um ouve apenas o que lhe interessa, razão do fone. As pessoas ficam profundamente aborrecidas quando alguém tenta falar com elas, pois precisam tirar o fone do ouvido, ouvir novamente e responder ao que foi dito. Geralmente, respondem bem rapidamente e voltam a pôr o fone. Somente falam com alguém quando precisam de alguma coisa que não podem resolver sozinhas. Ninguém compartilha nada... nem alegrias, nem sonhos, nem tristezas, nem angústias. Nessa sociedade os pais desconhecem os filhos (não falam com eles, que sempre estão com o fone no ouvido). Já os filhos não possuem amigos (somente virtuais). Muitos vivem à base de antidepressivos e acham normal, como chupar bala.

 Na sociedade do fone de ouvido muitos já desaprenderam a conversar, perderam a prática, não estão mais acostumados. Ficam com o fone o dia todo, e alguns, precisam do fone tocando alguma coisa para conseguir dormir.

 Na sociedade do fone de ouvido muitos desconhecem o silêncio tão salutar para refletir e conhecer. Todos nesta sociedade pensam saber muito, mas desconhecem a si mesmos.


Fonte: Blog Carbono 14

Os mais fiéis do mundo


Fernando Poffo

 fernando.poffo@folhauniversal.com.br

 Dez espécies de animais em que os casais habitualmente seguem juntos foram identificadas pela Scientific American como as mais fieis do planeta. A maioria da lista forma uma única parceria na vida, como o dik-dik, um antílope pequeno. Para essa espécie, o relacionamento é tão presente que a fêmea comprometida exala um cheiro para afastar outros machos. O peixe presidiário ciclídeo é bem paizão e protetor, tanto que fica na defesa da fêmea desde o acasalamento, cuida dos ovos e dos filhotes até a vida adulta, comportamento semelhante ao do lagarto shingle skink. A ratazana de pradaria é tão famosa nos Estados Unidos, por manter apenas um relacionamento na vida, que virou símbolo de amor eterno entre casais norte-americanos. Também há registro de fidelidade entre casais de pássaros, como o florida sandhill cane, que, além de monogâmico, emite som exclusivo para se comunicar à distância com sua parceira. A albatroz dos galápagos, o cisne mudo e o urubu de cabeça preta são outras aves consideradas fieis. Fonte: Site Folha Universal

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

CIMI desmente suicídio coletivo de indígenas


O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) publicou uma nota em seu site onde desmentiu um suposto suicídio coletivo de indígenas das tribos Kaiowá e Guarani, de Pyelito, no Estado do Mato Grosso do Sul. O CIMI atribui a divulgação da notícia na imprensa e redes sociais a uma interpretação equivocada da expressão “morte coletiva” utilizada em carta divulgada pelos indígenas.

A informação é do Boletim da CNBB, 24-10-2012.

O CIMI esclarece que quando os Kaiowá e Guarani usaram a expressão “morte-coletiva”, que é diferente de suicídio coletivo, se referiam ao contexto da luta pela terra. Isto é, se eles forem forçados a sair de suas terras pela Justiça ou por pistoleiros contratados por fazendeiros, estariam dispostos a morrer todos nela, sem jamais abandoná-la, pois vivos não sairiam do chão de seus antepassados.

Por outro lado, o CIMI esclarece que o suicídio entre os índios Kaiowá e Guarani ocorre, já há algum tempo, sobretudo entre os jovens. Entre 2003 e 2010 foram 555, motivados porém, por situações de confinamento, falta de perspectiva, violência, afastamento das terras tradicionais e vida de acampamento às margens de estradas. Nenhum dos referidos suicídios ocorreu de maneira coletiva, organizada ou anunciada. Fonte: Site IHU Online

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Paraíso: sonho de todos...


Enéias Teles Borges



A vida é muito curta. Além de curta é cheia de acidentes e avisos. Acidentes tornam nossa vida mais difícil do que já é. Os avisos são os falecimentos de conhecidos, muitos em idade bem baixa. A vida é curta, acidentada e repleta de acontecimentos tristes. O que podemos fazer? Pouco podemos fazer. Podemos, sim, desejar.

 Diante da finitude da vida e a tristeza que a acompanha, o ser humano passou a sonhar. No seu sonho a vida é bem diferente. Não é curta, ela é eterna. Não tem acidentes, somente alegria. Não possui avisos, pois ninguém morre.

 A finitude da vida fez o homem sonhar com a vida eterna no paraíso. Eis porque o paraíso acaba sendo o sonho de todos. Até mesmo o ateu aceitaria de bom grado um paraíso eterno e cheio de gente bonita.

 Tomara que o sonho seja uma realidade e não apenas o desejo de religiosos, muitas vezes alienados...



 Fonte: Blog Convictos ou alienados?

Guarani Kaiowá de boutique

Luiz Felipe Pondé, Folha de São Paulo, 19/20/2012

 As redes sociais são mesmo a maior vitrine da humanidade, nelas vemos sua rara inteligência e sua quase hegemônica banalidade. A moda agora é “assinar” sobrenomes indígenas no Facebook. Qualquer defesa de um modo de vida neolítico no Face é atestado de indigência mental.

As redes sociais são um dos maiores frutos da civilização ocidental. Não se “extrai” Macintosh dos povos da floresta; ao contrário, os povos da floresta querem desconto estatal para comprar Macintosh. E quem paga esses descontos somos nós.

Pintar-se como índios e postar no Face devia ser incluído no DSM-IV, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Desejo tudo de bom para nossos compatriotas indígenas. Não acho que devemos nada a eles. A humanidade sempre operou por contágio, contaminação e assimilação entre as culturas. Apenas hoje em dia equivocados de todos os tipos afirmam o contrário como modo de afetação ética.

Desejo que eles arrumem trabalho, paguem impostos como nós e deixem de ser dependentes do Estado. Sou contra parques temáticos culturais (reservas) que incentivam dependência estatal e vícios típicos de quem só tem direitos e nenhum dever. Adultos condenados a infância moral seguramente viram pessoas de mau-caráter com o tempo.

Recentemente, numa conversa profissional, surgiu a questão do porquê o mundo hoje tenderia à banalidade e ao ridículo. A resposta me parece simples: porque a banalidade e o ridículo foram dados a nós seres humanos em grandes quantidades e, por isso, quando muitos de nós se juntam, a banalidade e o ridículo se impõem como paisagem da alma. O ridículo é uma das caras da democracia.

O poeta russo Joseph Brodsky no seu ensaio “Discurso Inaugural”, parte da coletânea “Menos que Um” (Cia. das Letras; esgotado), diz que os maus sentimentos são os mais comuns na humanidade; por isso, quando a humanidade se reúne em bandos, a tendência é a de que os maus sentimentos nos sufoquem. Eu digo a mesma coisa da banalidade e do ridículo. A mediocridade só anda em bando.

Este fenômeno dos “índios de Perdizes” é um atestado dessa banalidade, desse ridículo e dessa mediocridade.

Por isso, apesar de as redes sociais servirem para muita coisa, entre elas coisas boas, na maior parte do tempo elas são o espelho social do ridículo na sua forma mais obscena.

O que faz alguém colocar nomes indígenas no seu “sobrenome” no Facebook? Carência afetiva? Carência cognitiva? Ausência de qualquer senso do ridículo? Falta de sexo? Falta de dinheiro? Tédio com causas mais comuns como ursinhos pandas e baleias da África? Saiu da moda o aquecimento global, esta pseudo-óbvia ciência?

Filosoficamente, a causa é descendente dos delírios do Rousseau e seu bom selvagem. O Rousseau e o Marx atrasaram a humanidade em mil anos. Mas, a favor do filósofo da vaidade, Rousseau, o homem que amava a humanidade, mas detestava seus semelhantes (inclusive mulher e filhos que abandonou para se preocupar em salvar o mundo enquanto vivia às custas das marquesas), há o fato de que ele nunca disse que os aborígenes seriam esse bom selvagem. O bom selvagem dele era um “conceito”? Um “mito”, sua releitura de Adão e Eva.

Essas pessoas que andam colocando nomes de tribos indígenas no seu “sobrenome” no Face acham que índios são lindos e vítimas sociais. Eles querem se sentir do lado do bem. Melhor se fossem a uma liquidação de algum shopping center brega qualquer comprar alguma máquina para emagrecer, e assim, ocupar o tempo livre que têm.

Elas não entendem que índios são gente como todo mundo. Na Rio+20 ficou claro que alguns continuam pobres e miseráveis enquanto outros conseguiram grandes negócios com europeus que, no fundo, querem meter a mão na Amazônia e perceberam que muitos índios aceitariam facilmente um “passaporte” da comunidade europeia em troca de grana. Quanto mais iPad e Macintosh dentro desses parques temáticos culturais melhor para falar mal da “opressão social”.

Minha proposta é a de que todos que estão “assinando” nomes assim no Face doem seus iPhones para os povos da floresta.



Fonte: Site O Camponês

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Consumo de cerveja pode proteger o coração



Segundo estudo, a bebida é capaz de reduzir a cicatriz no coração provocada por um infarto agudo do miocárdio 

 O estudo intitulado Efeitos Protetores da Cerveja no Sistema Cardiovascular concluiu que o consumo moderado de cerveja é capaz de reduzir a cicatriz no coração provocada por um infarto agudo do miocárdio. O resultado foi apresentado no IV Simpósio Internacional da Cerveja e na I Jornada Cerveja e Vida Ativa, realizado em Madri, na Espanha.

 Coordenado pela Dra. Lina Badimón, diretora da cadeira de pesquisas cardiovasculares da Universidade Autônoma de Barcelona, o trabalho acompanhou por 21 dias quatro grupos de porcos submetidos a uma dieta hipercalórica e, posteriormente, induzidos a um infarto.

 Durante 31 dias consecutivos, foram oferecidas doses de cerveja com álcool para dois desses grupos. Eles observaram uma melhora nas condições dos corações dos animais comparados aos outros dois grupos.

 Segundo Lina, estudos já apontaram que o consumo moderado de cerveja pode prevenir a aterosclerose (endurecimento da parede arterial).

 — Nosso objetivo foi investigar se haviam efeitos cardioprotetores proporcionados pelo consumo moderado de cerveja. Utilizamos as mesmas metodologias que são tradicionalmente aplicadas para pesquisas cardiovasculares. A conclusão nos surpreendeu.

 Os resultados foram obtidos sem alteração no peso ou tamanho do coração. Também não houve mudança da massa corporal dos animais que fizeram parte da experiência. Além disso, o estudo apontou uma melhora na quantidade e qualidade do HDL (colesterol bom), confirmando trabalhos anteriores que relacionam o consumo moderado da bebida à redução do LDL (colesterol ruim) e ao aumento do HDL.

 No Blog do Omar


 Fonte: Blog Com Texto Livre

domingo, 18 de novembro de 2012

Eu sou um conservador


Por João Melão Neto, Estadão,

 Embora conservadorismo, na cabeça das pessoas, lembre mofo e bolor, a verdade é que o conservadorismo está voltando a ser levado a sério por aqui. E quais são as principais teses defendidas pelos conservadores?

 A principal delas afirma que é muita pretensão a nossa de querer virar o mundo do avesso, ignorando toda a experiência, os ajustes e o processo de tentativas e erros obtidos em milênios de civilização. Tal abandono do passado pode ser útil no que tange às ciências exatas, mas revela-se quase sempre desastroso quando aplicado às ciências humanas. Na História humana, os grandes avanços sempre se deram pela evolução, nunca pela revolução. As grandes revoluções, como a francesa ou a russa, sempre foram muito eficientes na derrubada das instituições que já existiam, mas nunca souberam como pôr outras melhores em seu lugar.

 Outra tese, dentre as principais, se resume numa frase proclamada por sir Isaac Newton (1643-1727): àqueles que lhe indagavam como conseguira formular a Teoria da Física Mecânica, respondia que nada fizera de mais, apenas "se debruçara sobre os ombros de gigantes". Queria o cientista inglês dizer que nada daquilo seria possível se não tivesse contado com o conhecimento acumulado por todos os que o precederam. Os conservadores também pensam dessa forma. A realidade tal qual a conhecemos é o produto de milênios de tentativas, erros e acertos. Sendo assim, é muito pouco provável que nós, modernos, venhamos a fazer alguma grande descoberta em termos de moral ou de política.

 Filósofos de araque existem em profusão. Todos pregam mudanças radicais na natureza humana. E foram justamente eles - que prometiam a perfeição do homem e da sociedade - que transformaram grande parte do século passado num verdadeiro inferno terrestre.

 O ceticismo quanto à perfeição humana é outro aspecto importante do pensamento conservador. Nós conseguimos realizar mudanças na natureza exterior. Já a natureza humana se tem mostrado praticamente imutável. O conservador não acredita que exista algum homem tão acima da média, tão isento de paixões e preconceitos que se possa com tranquilidade entregar-lhe um poder sem limites. Assim sendo, a melhor forma de governo é mesmo a democracia. Esta dispõe dos freios e contrapesos (checks and balances) necessários para refrear logo no nascedouro qualquer tentação totalitária. A sociedade possui anticorpos. E eles são acionados sempre que há exorbitância de poder.

 O grande autor moderno do conservadorismo é Russell Kirk (1918-1994) e no passado foi Edmond Burke (1729-1797). Este último, além de ter sido o grande precursor dos princípios conservadores, notabilizou-se por ter escrito um livro intitulado Reflexões sobre a Revolução em França, no qual, ainda no calor dos acontecimentos, defende ardorosamente o sistema político inglês - de reformas graduais, em contraposição ao extremismo e às exorbitâncias que ocorriam do outro lado do Canal da Mancha. Depois que Luiz XVI foi guilhotinado, em 1792, Burke voltaria ao tema, argumentando que os franceses teriam cometido um erro político gravíssimo: "Vocês ainda haverão de se arrepender amargamente deste ato. Ao invés de fazer como a Inglaterra, que em 1688 promoveu todas as reformas necessárias pacificamente e ainda com a chancela real, vocês, franceses, acabam de proclamar oficialmente a sua orfandade. E viverão eternamente carentes de um rei". Os fatos demonstraram que Burke tinha razão. Depois de Luiz XVI, os franceses viriam a proclamar diversos reis e imperadores, sendo o mais importante deles Napoleão Bonaparte.

 Nos dias de hoje, quem passa por cima do viaduto d'Alma, em Paris, encontra uma espécie de santuário onde muitos acendem velas e pedem milagres. Nesse mesmo local, uns 20 metros abaixo, num acidente de automóvel, morreu Lady Di. Diana Frances Spencer não era uma santa (longe disso), mas foi uma princesa. Seria mais um indício de que Burke tinha razão?

 Voltando às principais teses conservadoras, um conservador de verdade não tolera o relativismo moral. Ainda no século passado, terríveis consequências sofreram os povos onde ocorreu um colapso da ordem moral, onde os cidadãos transigiram quanto a isso. A moral há de ser uma só, seja ela fruto de revelação divina ou tenha sido forjada pela convenção humana. Ela é o resultado de um arranjo costumeiro, cuja origem data de tempos imemoriais. E é ela que nos preserva do abismo.

 O pensamento conservador, nos dias atuais, vem ganhando relevo justamente porque os recursos naturais estão se tornando exíguos. Três décadas atrás ninguém demonstrava a menor preocupação com esse tema. Agora ele ocupa o proscênio das preocupações humanas. O polêmico aquecimento global e o esgotamento de matérias-primas importantes põem na ordem do dia a necessidade premente de preservar. E preservar é a principal bandeira do pensamento conservador - que não cuida somente de instituições sociais, mas abrange tudo o que diz respeito à humanidade.

 Quem imaginava ser a ecologia uma bandeira de esquerda percebe agora que não é. Foi o comunismo, aliás, o regime político que mais sacrificou a natureza. Tudo em nome do progresso, conceito que vem sendo cada vez mais questionado pela opinião pública esclarecida. Os adeptos mais exaltados do pensamento conservador não acreditam na existência de progresso algum. Eles defendem, sim, mudanças graduais.

 Os principais países desenvolvidos têm, todos eles, partidos conservadores que disputam e vencem eleições. Por que será que só aqui, no Brasil, os conservadores relutam em se admitir como tal?

Se o problema é a falta de alguém que puxe o cordão, tudo bem. Eu me declaro um conservador. E não tenho por que ter vergonha disso.



 Fonte: Blog O Bico do Tentilhão

É possível um ateu ser conservador (e vice-versa)?


Renan Felipe

 Frequentemente debato com outros colaboradores aqui do blog, ou mesmo contatos meus no Facebook, sobre mentalidades ou disposições políticas e religião. Uma pergunta que quase sempre aparece é “pode um ateu ser conservador?” ou “pode um conservador ser ateu?”. É uma pergunta bastante pertinente, já que o conservadorismo é frequentemente associado, no Ocidente, ao Cristianismo.


Talvez não seja muito comum no Brasil, mas nos EUA encontra-se ateus com disposições conservadoras. Inclusive há ótimos blogs e sites sobre isso como o The Atheist Conservative, o Skeptical Conservatives, o Secular Right e o Secular Conservative. Enfim, encontra-se conteúdo para os curiosos de plantão.

 No artigo de hoje tentarei esboçar o que seria um conservadorismo ateu ou agnóstico, quais seriam seus princípios e características básicas.

  1. Realidade

 Independente de como tenha surgido o Universo, sabemos que ele existe e sabemos que ele é ordenado. Sabemos que existe uma Realidade, uma Natureza, acessível aos sentidos do Homem, e que o Universo é ordenado de alguma forma. A regularidade das estações, do florescimento, da fisiologia, do tempo e da forma, são provas desta Ordem.

 (Nota: Uma Ordem particular é o que chamarei de “Espírito”, e portanto o adjetivo “espiritual” se refere aqui a uma disposição característica das coisas. O Espírito – ordem e disposição das coisas – faz contraponto portanto ao Corpo – material, essência e composição das coisas.)

  2. Racionalidade

 O Homem é capaz de compreender, abstrair e sintetizar a Ordem do Universo, ou seja, é capaz de raciocinar. O Homem é o animal racional por excelência, ainda que seja limitado pelas condições naturais.

 A Racionalidade do homem implica que ele é capaz de perceber a Ordem e adequar meios aos fins, entender causas e consequências, relações cronológicas e analógicas, etc. Mas não implica que ele sempre pondera sobre seus atos e que ele não pode agir por instinto ou repetição habitual.

  3. Ciência e Tradição

A constância do Universo nos permite estudar o passado e estimar o futuro, e portanto acumular Conhecimento (Ciência), Experiência (Sabedoria) e Hábito (Tradição).

 A Tradição ou Hábito é a Sabedoria cristalizada dos antepassados e não deve ser descartada sem ponderação. Se por um lado a Antiguidade não configura argumento que defenda a Tradição, a Novidade também não é uma qualidade em si. O conservador prefere o testado ao não testado, o certo ao duvidoso, o possível ao imaginado e portanto o ônus da prova recai sempre naquele que contesta o atual estado das coisas.

 Uma Sociedade não é composta só pelos Homens. Ela é caracterizada pela sua forma, pela Ordem em que estão dispostos, pelo Espírito: uma cultura é caracterizada pelos seus conhecimentos, experiências e hábitos acumulados. O modo como vivem, as festas que celebram, os mitos que contam, etc. Toda esta riqueza acumulada é o que forma uma cultura e portanto forma uma identidade coletiva e uma memória partilhada.

 Para manter uma Civilização, portanto, não basta assegurar a integridade física dos seus membros – o Corpo -, mas também a integridade espiritual, sua cultura.

  4. Contrato Social

 Uma sociedade é composta por seus membros vivos, mortos ou futuros. Os homens transmitem ao longo da vida o Conhecimento, a Experiência e o Hábito para os outros, e isto implica que os mortos tem participação no todo do Conhecimento, Experiência e Hábito acumulado pela Sociedade. Os vivos se encarregam de desenvolver e ampliar esta riqueza acumulada e legá-la para as futuras gerações, que por sua vez farão o mesmo, e assim numa sucessão infinita. Esta cooperação entre os que já se foram, os que estão entre nós os que ainda virão é o que se chama Contrato Social.

  5. Conservação

 O Progresso não deve ser um ídolo. Não se sacrifica o Corpo e o Espírito de uma Sociedade apenas para testar uma tecnologia ou uma ideologia. Mudanças só são positivas na medida que servem ao propósito da conservação da Sociedade.

 Em detrimento de uma visão progressista da Sociedade, que postula uma melhora constante com a modernização, o conservador tem uma visão mais ‘darwinista’: a evolução é a adaptação da Sociedade ao meio para sua própria manutenção. Deve-se recusar qualquer forma de engenharia social, de eugenia, de recriação do Homem e da Sociedade “do zero”.

  6. Ceticismo

 Somos tributários de milênios de evolução civilizacional, e não estamos destinados a ser muito mais do que as gerações passadas ou muito menos do que as gerações futuras. Devemos fugir do idealismo e da utopia para evitar que, na tentativa de criar um Paraíso terreno, criemos um Inferno como tantas vezes ocorreu ao longo da História. O conservador é cético quanto ao Poder e não acredita em políticos reformadores e iluminados, déspotas esclarecidos, burocratas, tecnocratas, planejadores centrais, etc.

  7. Laicismo

 O Estado deve ser laico e manter-se separado das instituições religiosas (Igreja, Mesquita, Sinagoga, etc…). A Religião, aspecto Cultural e como tal parte da Tradição, é de responsabilidade da Sociedade e não do Estado. Assim como a Tradição e a Educação, a Religião deve estar fora do alcance do dirigismo estatal, livre para operar na Sociedade e sem o risco de ser transformada em ferramenta dos fins políticos, partidários ou ideológicos.

  8. Sociedade Orgânica

 O conservador é contrário aqueles que ditam que o Estado tem de formar os cidadãos. Os cidadãos é que tem de formar o Estado. Não é o Estado que tem de patrocinar a Cultura, mas a Cultura que tem de adentrar no Estado. Não é o Estado que tem de divulgar a Tradição, mas a Tradição que tem de penetrar o Estado.

 Uma sociedade saudável só é possível quando os seus membros se responsabilizam pela manutenção de sua vida, educando a si e aos outros, enriquecendo a si e aos outros, cuidando de si e dos outros. Quando o Estado monopoliza em si as atribuições da Sociedade e as impõe de modo dirigista está substituindo o Espírito de uma sociedade natural e orgânica por uma reprodução mecânica e artificial que termina matando a Civilização.

  9. Aristocracia Natural

É de se esperar que em qualquer sociedade as pessoas escolham seguir representantes e líderes. Líderes religiosos, chefes familiares, guias espirituais, mestres e professores, instrutores profissionais, empreendedores, etc, são parte de uma aristocracia natural baseada no talento e na autoridade legítima dos líderes e no consentimento e confiança dos liderados.

 O conservador crê, portanto, que nunca uma sociedade será totalmente igualitária e que sempre haverá alguma forma de hierarquia. Este “governo dos virtuosos” – significado original da palavra Aristocracia – não deve ser confundido com a aristocracia de sangue (nobreza hereditária), mas ser entendido como um conjunto de organizações normais na sociedade, que se formam na busca por relações estáveis e de mútuo ganho, como ocorre nas relações familiares, nas associações sem fins lucrativos e nas empresas.


Henry Louis Mencken, Barry Goldwater e Antony Flew são exemplos de homens que mantiveram posições conservadoras sem filiação religiosa.

 Creio que estes são os pontos principais. Embora uma pessoa possa se considerar ateísta ou agnóstica e conservadora e divergir em algum destes pontos, de modo geral todas elas concordarão que as mudanças na sociedade devem ser feitas de maneira lenta e gradual, e que há um governo natural, uma ordem espontânea entre os Homens que necessariamente os reúne em Sociedade. Não há dúvidas portanto de que um ateu pode ser conservador, ou que um conservador possa ser ateu.



 Fonte: Blog Direitas Já

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

COLLOR PARA PRESIDENTE. DE NOVO?


(Foto ilustrativa: Revista Época)

  Vinte anos após a maior manifestação de massas dos anos 90, que culminou com sua renúncia ao tentar fugir da cassação dos seus direitos políticos e sofrer um processo por crime de responsabilidade, o atual senador Fernando Collor (PTB-AL), pretende disputar à presidência da República ao invés de tentar a reeleição do seu mandato.

 A notícia foi publicada por Igor Paulin na coluna política da revista Época:

 ''Já são três os partidos da base do governo que cogitam lançar candidatos próprios à Presidência da República. Depois do PSB e do PDT, foi o PTB que começou a falar no assunto. Quem seria o postulante petebista? O senador Fernando Collor(AL). 

Ex-presidente da República, Collor foi empossado no Palácio do Planalto em 1990 e deixou o cargo sob impeachment dois anos depois. Procurado, ele preferiu não se manifestar.''


 Fonte: Blog História Vermelha

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Somos ateus e não nos sentimos ofendidos com o "Deus seja louvado"



Denner Coutinho

 Antes de mais nada, faz-se necessário dizer que a cada dia esses caras alimentam o meu senso de humor com suas idiotices. Por outro lado, se não fosse a Conservadores Ateus, envergonharia-me de ser ateu por causa desse patético ateísmo militante. Vejamos uma breve exposição da diferença entre o ateísmo clássico e o neoateísmo:

 * O ateísmo CLÁSSICO, o dos filósofos gregos, ESPECULAVA, honestamente, a não existência de deus, baseados na observação.

 * Já o NEOATEÍSMO, BERRA, GRITA a não existência de deus, não honestamente, mas por meras razões pessoais, como meninos malcriados, especialmente porque a religião diz que práticas como dar o cu, fumar maconha e cagar fetos na privada, dentre outros comportamentos aberrantes, são coisas erradas.

 A última patetice do ateísmo militante foi o pedido de retirada da frase "Deus seja louvado" do nosso dinheiro.

 Um amigo ateu, publicou no Facebook, com relação ao assunto:

  "Tanta coisa para se preocupar e ainda tem gente preocupada com 'Deus seja louvado' nas notas de dinheiro. Com Deus ou sem Deus dinheiro é dinheiro, porra!"

O prezado colega foi acertado em sua provocação. Pois, por acaso, sem a frase, uma nota de cem teria seu valor fiduciário aumentado para mil? A mim, como ateu, a frase não me ofende em nada. Ofenderia se tivesse coisas como: "sua mãe é puta". Na verdade, é uma puta falta do que fazer ficar reclamando de uma frase no dinheiro.

 Povo abestado! Cristianismo faz parte da história da nação. Vai se fazer o quê? Rasgar a história é um atentado contra a ciência, contra o conhecimento. Como brasileiros, temos mais é que aceitar e respeitar nossas tradições e raízes.

 Quer saber? Pra falar a verdade, eu quero é que a frase continue constando nas notas do nosso dinheiro, não por causa de superstição ou fé que isso vá "abençoar" o dinheiro. Mas, para que essa turma se manque.

 Notem a desculpa esfarrapada do Ministério Pútico Público: “O Estado brasileiro é laico e, portanto, deve estar completamente desvinculado de qualquer manifestação religiosa”.

No meu modesto entendimento, retirar todas as manifestações religiosas do Estado brasileiro é torná-lo um Estado ateu e não laico. Ora, Estado laico é um Estado leigo, ou seja, que não é regido por um clero. Ora, quem rege o Brasil? É o Papa, por acaso? Temos uma Constituição democraticamente produzida e promulgada ou Encíclicas Papais como nossa Carta Magna? O que essa gente quer é um Estado ateu, antirreligioso. Essa é a verdade.

 Ô, pessoal do Ministério Público, sabe do que o Estado brasileiro deveria se desvincular? Da ONU. Deveria se desvincular e ser livre das imposições globalistas dessa organização. Isso sim. Ficam todos com o cu na mão frente às determinações da máfia globalista.

 Parodiando o neoateísta: "Ui, essa frase "deus seja louvado" no dinheiro está violando o meu LaiCU!"

 Fala sério, porra! O "God" nos livre de um Estado ateu. A velha URSS de Stálin manda lembranças!

 Alguém ainda pode dizer: "Ah! Mas essa frase é um desrespeito às outras religiões que não são cristãs".

 E o que um ateu tem com outras ou alguma religião? Além do mais é uma Falácia! De onde que a palavra "deus" é marca registrada do cristianismo? Poderia fazer algum sentido nesse argumento se a frase fosse: "Jesus seja louvado". Porém a frase faz menção a deus, de forma genérica. Todas as religiões acreditam num deus, assim sendo, todas estão contempladas. E não me venham falar que "os ateus não estão contemplados", porque ateísmo não é uma religião. A menos, é claro que queiram propor Dawkins ou Darwin como sua divindade. Daí, não seriam mais ateus.

 Sinistro é esse "zelo" dos ateus militantes para que não haja religião no Estado brasileiro! E quanto à substitução da belíssima e clássica ópera "O Guarani", de Carlos Gomes, por tambores de macumba no "A Voz do Brasil"? Ninguém reclama, né?

 Algumas implicâncias cômicas do Estado LaiCU (leia-se Estado ateu) dessa gente:

  * Santa Cruz, Corinthians (livro bíblico de Coríntios, em inglês), São Paulo, Santos, Vasco da Gama (o hino faz menção à Cruz de Malta), São Caetano, Paysandu, São Raimundo, Santo André: estariam todos fudidos! Os neoateus vão pedir o rebaixamento desses times para a Série Z porque o Estado é LaiCU; 

 * Os nomes destes estados brasileiros seriam alterados porque o Estado é LaiCU: Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Salvador, Belém, Natal; 

 * Inúmeros municípios em todo o território brasileiro também mudariam de nome porque o Estado é LaiCU;

 * Ambulâncias não teriam mas cruzes desenhadas em sua lataria porque o Estado é LaiCU;

 * Conselhos de medicina e de contabilidade teriam que retirar caduceu de seus símbolos porque o Estado é LaiCU; 

 * Imagens da deusa Iustitia seriam retiradas dos tribunais porque o Estado é LaiCU; 

 * A estátua do Cristo Redentor, uma das sete maravilha do mundo moderno, seria derrubado porque o Estado é LaiCU; 

 * Milhões de logradouros teriam que ter seus nomes alterados porque o Estado é LaiCU;

 * Os feriados Natal, Páscoa, Dia de Nossa Senhora Aparecida e Finados seriam abolidos porque o Estado é LaiCU;

E aí, senhores do Ministério Público, teriam vocês "peito" para isso? Lembrem-se que ao aceitar ações no sentido de retirar crucifixos de repartições, bíblias de cima de mesas e a frase do dinheiro, usando como argumento essa tal de "laicidade" (um pretenso novo significado do termo), estarão abrindo precedentes para tudo isso e muito mais. O sr. procurador Jefferson Aparecido Dias já é conhecido de outras investidas anticristãs. Lembram-se do processo de "homofobia" movido contra o Pastor Silas Malafaia por ter conclamado os cristãos a processarem os responsáveis pela Parada Gay, por esta estar exibindo e ridicularizando as imagens dos santos católicos? Pois é, este mesmo dito cujo que agora investe pra retirar a frase da nota de real.



 Fonte: Blog Sociedade Conservadores Ateus

domingo, 11 de novembro de 2012

A Guatemala e seu exemplo de privatização


O principal problema das privatizações no Brasil — como já explicado nestes dois artigos — é que simplesmente não houve uma desestatização do setor. O governo apenas trocou um monopólio estatal por um monopólio privado. E, para "garantir" que o monopólio privado "funcionasse bem", criou várias agências reguladores com o objetivo de especificar preços e determinar metas a serem cumpridas.

 De acordo com a ideia dominante à época, era perfeitamente possível entregar um serviço monopolístico a algumas poucas empresas e fazer com que os resultados fossem exatamente iguais aos que ocorreriam em um livre mercado — isto é, alta qualidade e preços baixos. Bastava para isso o governo criar agências reguladoras, as quais seriam geridas por burocratas preocupados com o bem-estar da população e que saberiam perfeitamente como estipular preços para os serviços e impor metas às empresas. Finalmente havia sido descoberta uma maneira de se obter resultados de livre mercado em um mercado totalmente controlado e planejado.

 Ou seja, não apenas o governo não se retirou do setor, como ainda continuou praticando controle de preços e, no melhor estilo soviético, passou a determinar objetivos a serem cumpridos, como nos planos quinquenais stalinistas.

 No caso do setor telefônico brasileiro, os serviços só melhoraram porque a base de comparação era péssima. Não tinha como ser pior do que a Telebrás.

 Como era para ter sido feito? A resposta vem da Guatemala, que possui um setor de telecomunicações totalmente desregulamentado e, consequentemente, com ótimos serviços a preços irrisórios.

 A história inicial é simples e praticamente idêntica à do Brasil, em termos proporcionais: em 1995, havia 11 milhões de habitantes no país e apenas 289 mil linhas telefônicas. Um novo presidente foi eleito e nomeou para a direção da estatal telefônica um economista de formação libertária, Alfredo Guzmán, graduado na Universidad Francisco Marroquin, atual centro austríaco da América Latina (graduandos de lá fazem matérias obrigatórias que utilizam Mises e Hayek como bibliografia).

 Ao nomear Guzmán, o presidente recém-eleito da Guatemala lhe fez um único pedido: "Quero muitos telefones por todo o país. E rápido!"

 A estatal obviamente detinha o monopólio das telecomunicações, era gerida por cinco sindicatos corruptos, cobrava caríssimo para instalar um linha telefônica (às vezes o serviço era pago mas não era feito) e não tinha a menor condição de sair espalhando telefones pelo país.

 A primeira tarefa de Guzmán — e a mais difícil — foi domar os sindicatos. E isso ele fez por meio de uma legislação. Uma vez controlados os sindicatos, veio a parte mais fácil, a qual sempre foi defendida por nós do IMB como sendo a única política moral, ética e economicamente correta a ser tomada em qualquer situação: retirar o governo de cena e dar plena liberdade ao mercado de trocas voluntárias.

 Guzmán simplesmente deu uma banana aos keynesianos do FMI e do Banco Mundial — que insistiam que ele vendesse o monopólio estatal a um monopólio privado e criasse agências reguladoras para estipular preços e determinar metas de expansão (exatamente como fizeram aqui os keynesianos tucanos) — e colocou em prática aquilo que Ludwig von Mises já havia sugerido ainda na década de 1920: acabar com as regulamentações e com todas as barreiras legais de entrada ao mercado, e permitir que a livre concorrência entre as empresas faça de tudo para agradar ao consumidor.

 Ato contínuo, Guzmán abriu o mercado para absolutamente toda e qualquer empresa, nacional ou estrangeira. Qualquer empresa, de qualquer país, que quisesse ir ofertar seus serviços na Guatemala tinha a total liberdade de fazê-lo. Sem qualquer restrição governamental. Não haveria privilégios, nem subsídios e nem restrições à livre concorrência.

 Resultado: hoje o país tem uma população de 13,5 milhões de pessoas e nada menos que 18 milhões de linhas telefônicas, móveis e fixas. Quatro operadoras privadas disputam clientes em um ambiente de genuína livre concorrência, sem regulamentações e sem controle de preços — considerando-se o tamanho do país e sua renda per capita, trata-se de um número significante. Conseguir uma nova linha de telefone "é tão fácil quanto comprar um cachorro-quente", a qualidade dos celulares chega a ser superior à existente em cidades como Nova York, Paris, Londres, Tóquio, e os preços por minuto são ridículos. E tudo isso, vale ressaltar, em um país pobre (renda per capita de US$ 4.800; a do Brasil está na casa dos US$ 10.500) e de infraestrutura bastante debilitada. Ao contrário do que preconiza o "senso comum", os malvados capitalistas não apenas se interessaram em investir maciçamente em uma economia pobre, como ainda cobram pouco por isso.

 (Este blog narra alguns casos interessantes que mostram como os celulares são baratos na Guatemala — de modo que até crianças engraxates possuem os seus —, e como as ligações internacionais possuem preços ínfimos).

 Enquanto isso, aqui no Brasil temos economistas dizendo que o mercado telefônico seria impensável sem suas volumosas regulamentações, pois as empresas certamente iriam explorar e extorquir seus clientes. Daí a importância indiscutível da ANATEL, a agência que protege os consumidores fechando o mercado, proibindo a livre concorrência e decidindo se um iPhone 4S pode ou não ser vendido por aqui...

 Outra diferença se dá na questão da internet. Ao passo que o Brasil possui apenas 3 grandes ISPs — Telefonica (Speedy), NET (Virtua) e Oi (Velox) —, a minúscula Guatemala possui quatro, fornecidos pelas mesmas empresas de telefonia. Embora não esteja em todas as residências, o acesso a internet chega a 90% da população, pois foi praticamente universalizado por meio de cafés, celulares, restaurantes e áreas públicas cobertas com Wi-Fi.

 Para infelicidade dos guatemaltecos, porém, as telecomunicações foram o único setor que o governo desregulamentou e se absteve de intervir. É de se imaginar como poderia estar a vida na Guatemala de hoje caso o governo tivesse se afastado de vários outros setores.

 Conclusão (óbvia, porém cada vez mais necessária de ser enfatizada): sempre que você quiser serviços de qualidade, a preços baixos e que atendam ao maior número possível de pessoas, de todas as rendas, só há uma opção: você tem de ter um livre mercado.

 Assim como funciona para a telefonia, funciona também para o setor alimentício, para o setor de informática, para o setor de vestuários, para o setor aéreo, e pode funcionar perfeitamente para o setor médico, para o setor elétrico, para o setor de saneamento e para todo e qualquer outro setor da economia.

 O livre mercado é a única "política" que genuinamente reduz as desigualdades sociais e materiais entre pobres e ricos. E de maneira ética e moralmente irretocável. Qualquer outro método inevitavelmente implicará violações de direitos básicos do indivíduo, sendo um ataque direto à sua propriedade e à sua liberdade. É um lamentável reflexo da indigência moral dos nossos tempos que algo tão ético e eficaz continue sendo atacado e vilipendiado por grande parte da população mundial.

 Veja o vídeo abaixo (são apenas 8 minutos), com legendas em português.

 O milagre nas telecomunicações da Guatemala

 

Agradecemos ao Portal Libertarianismo pela publicação e tradução do vídeo.


 Fonte: Site Instituto Ludwig von Mises Brasil

Católicos buscam anulação religiosa de casamentos



Depois de aceito o pedido de nulidade, Andreo (E) trocou alianças com Lucilene, a nova companheira

 Os casamentos católicos são considerados indissolúveis até a morte de um dos cônjuges, mas a Igreja deixou aberta uma porta que mais de 400 casais atravessaram nos últimos seis anos no Rio Grande do Sul: decretar que, apesar da cerimônia no altar, da bênção do padre, do testemunho dos padrinhos e do "sim" dos noivos, o matrimônio nunca existiu.

 Para essa regressão do histórico nupcial à estaca zero, a condição básica é convencer os juízes do Tribunal Eclesiástico de que a boda não ocorreu de fato, porque não foi abençoada por Deus. Já há 59 nulidades homologadas no Estado em 2012.

 A busca por esse tipo reconhecimento pode causar estranheza numa época em que o casamento religioso perde fôlego — o Censo revela que no Rio Grande do Sul já há mais gente em união consensual ou civil do que aqueles que subiram ao altar. No entanto, para quem é católico praticante e acredita na doutrina da Igreja, perseguir a nulidade faz todo o sentido.

 O empresário de Cachoeirinha Andreo Pereira da Costa, 29 anos, diz que trocou alianças aos 19 anos motivado pela festa e para contrariar a mãe. Divorciou-se em 2006 e ficou com a guarda do filho, Bruno. Em 2009, foi confessar-se e descobriu que estava impedido de fazê-lo — porque tinha uma nova companheira, Lucilene, apesar de ser casado com outra aos olhos da Igreja.

 Costa apresentou o pedido de nulidade em 2010. Foram oito meses até o reconhecimento em primeira instância e mais quatro para a decisão de segunda instância. A ex, que estava em um novo relacionamento e tinha outro filho, colaborou e prestou depoimento perante o Tribunal Eclesiástico.

 — Aleguei falta de liberdade na decisão de casar. Foi um casamento para agradar uma pessoa, sem discernimento. Conseguir a nulidade foi muito importante, porque eu estava indo contra o que minha religião pregava. Minha vida melhorou muito, por uma questão espiritual. Foi uma libertação do pecado — conta Costa.

 Uma motivação para o empresário era o desejo de um novo matrimônio na Igreja, possível apenas se o primeiro fosse considerado inexistente. Costa e Lucilene casaram-se em julho do ano passado, quatro meses depois de reconhecida a nulidade pelo Tribunal Eclesiástico.

 — Dessa vez foi uma decisão consciente — afirma o empresário.

  ENTREVISTA: Monsenhor Inácio José Schuster, vigário judicial do Tribunal Eclesiástico da Regional Sul 3 da CNBB 

Os casos de nulidade no RS passam pelo monsenhor Inácio José Schuster, vigário judicial do tribunal eclesiástico de segunda instância que tem sede em Porto Alegre. Na entrevista a seguir, ele revela que aproximadamente 80% dos pedidos são julgados favoravelmente. Confira:

  ZH — O que motiva as pessoas a apresentar o pedido de nulidade?

  Inácio José Schuster — Muitas vezes, a razão é fazer outro casamento na Igreja. Mas também há pessoas que estão bem sozinhas e não querem casar de novo, mas pedem a nulidade.

  ZH — O que é um casamento que não aconteceu? 

  Schuster — É um casamento em que os noivos não queriam casar e casaram por pressão ou conveniência social, por exemplo. Ou quando se esconde uma anomalia física, no sentido de ter filhos, ou uma anomalia psíquica.

  ZH — Em que casos o pedido de nulidade é negado? 

  Schuster — Às vezes não há o que fazer, porque é preciso que a incapacidade ou desequilíbrio já existam antes do casamento, mesmo que sejam desconhecidos.

  ZH — A ausência de relações sexuais justifica a nulidade? 

  Schuster — Também é um fator, porque o casamento deve ser consumado para ter valor, mesmo que tenham ocorrido várias relações sexuais antes de casar.

  Algumas justificativas que podem ser apresentadas para configurar a nulidade do matrimônio religioso:

  Erro de qualidades da pessoa: quando o cônjuge apresenta, depois do matrimônio, personalidade diferente

  Incapacidade psíquica: quando o cônjuge tem histórico de características que, na visão da Igreja, o impedem de assumir as obrigações essenciais do matrimônio (ninfomania ou sadismo, por exemplo)

  Exclusão de fidelidade: casos comprovados em que um dos cônjuges foi infiel. Só é aceito quando a traição ocorreu antes do matrimônio

  Medo grave: quando o casamento ocorreu sob pressão psicológica e familiar.

  Simulação: quando o cônjuge não assume o matrimônio e não acredita em sua indissolubilidade.

  Dolo: quando alguma informação importante ou relevante sobre a vida da pessoa foi omitida ou contada de forma inverídica. São exemplos o cônjuge que escondeu já ter filhos ou a mulher que afirmava ser virgem, mas não era

  Filhos: quando um dos cônjuges não quer filhos

  Uso da razão: quando um dos cônjuges não tinha, no momento da celebração, uso da razão.

  Impotência: pessoas incapazes de ter uma relação sexual completa

  Crime: quem, para poder casar com uma pessoa já casada, mata o cônjuge dela ou mata seu próprio cônjuge para ficar viúvo.



 Fonte: Zero Hora/ Blog Libertos do Opressor

sábado, 10 de novembro de 2012

As raízes socialistas de Benito Mussolini




Escrito por Bryan Caplan, professor de Economia na George Mason University. Revisão por Renan Felipe dos Santos.
  Mussolini não era só mais um socialista; ele era o Lênin italiano – o líder da facção revolucionária mais rígida. E Mussolini não era só um “jornalista”; ele era o editor do Avanti!, o jornal oficial do Partido Socialista.


Quando eu estava na 6ª série, uma cópia de 1967 do livro “The Pageant of World History” (por Gerald Leinwand) chegou-me as mãos. Embora eu tenha aprendido muito com o mesmo, ele contém omissões chocantes. Eis aqui o que Leinwand diz dos anos iniciais de Mussolini:

 “ Mussolini, que a dada altura havia sido um socialista, e um jornalista, escreveu alguns artigos apelando à subversão do capitalismo.” 

 Tudo verdade, mas muito enganador. Da forma como Leinwand escreve, ficamos com a impressão de que Mussolini havia sido um jornalista menor que, por acaso, havia sido um membro do partido socialista. Só décadas mais tarde, quando descobri os trabalhos de A. James Gregor, especialmente o seu Young Mussolini and the Intellectual Origins of Fascism, é que fiquei sabendo da história toda.

 Felizmente para os alunos que atualmente se encontram no 6º ano, a Wikipédia tem consigo os fatos que Leinwand deixou de fora.

 Mussolini não era só mais um socialista; ele era o Lênin italiano – o líder da facção revolucionária mais rígida. E Mussolini não era só um “jornalista”; ele era o editor do Avanti!, o jornal oficial do Partido Socialista.

 Por volta de 1910, ele era considerado um dos mais proeminentes socialistas de Itália. Em setembro de 1911, Mussolini participou de um motim, liderado por socialistas, contra a guerra italiana à Líbia. Ele denunciou amargamente a “guerra imperialista” italiana feita para capturar a capital da Líbia (Tripoli), ação esta que lhe custou 5 meses de prisão.

 Depois de liberto, ele ajudou a expulsar das fileiras do partido socialista dois “revisionistas” que haviam apoiado a guerra, Ivanoe Bonomi, e Leonida Bissolati. Como resultado, ele foi recompensado com o lugar de editor do jornal do Partido Socialista, Avanti!. Sob a sua liderança, a circulação do jornal subiu de 20 mil para 100 mil exemplares.

 O artigo da Wikipédia em torno do Partido Socialista Italiano contém ainda mais detalhes em torno do expurgo de “revisionistas” levado a cabo por Mussolini:

 No princípio do século XX, no entanto, o PSI escolheu não se opor de modo vigoroso ao governo liderado pela quinta vez pelo primeiro ministro Giovanni Giolitti. Esta conciliação com o governo existente e o aumento da sua influência eleitoral, ajudaram a estabelecer o PSI como um partido italiano “mainstream” por volta do início da década de 1910.

 No entanto, apesar da melhoria dos resultados eleitorais, o PSI permaneceu divido em dois ramos distintos: os reformistas, liderados por Filippo Turati, e bastante influentes junto dos sindicatos e dentro do grupo parlamentar, e os maximalistas, liderados por Costantino Lazzari, afiliados ao “London Bureau” de grupos socialistas, uma associação internacional de partidos socialistas.

 Em 1912 os maximalistas, liderados por Benito Mussolini, prevaleceram na convenção do partido, o que levou à divisão do Partido Socialista Reformador Italiano.Para os socialistas, obviamente, a apostasia de Mussolini nada mais prova que o fato dele ser o mal encarnado. Para todos os outros, a história em torno das origens de Mussolini coloca toda a sua carreira sob uma nova luz. Quem vê as coisas de fora, observa aquilo que quem se encontra do lado de dentro se nega a admitir: a fruta apóstata raramente cai longe da árvore ortodoxa.

 Sim, Mussolini percebeu que o socialismo mais o nacionalismo tinha um apelo de massas superior ao socialismo puro e simples. Sim, Mussolini percebeu que o socialismo ficaria mais forte se ele se aliasse com a Igreja em vez de tentar destruí-la. Sim, Mussolini percebeu que a apropriação em massa da propriedade privada devastaria a economia.

 E sim, Mussolini percebeu que a palavra “socialismo” alienaria milhões de italianos que estariam de outro modo receptivos à sua mensagem. Mas isto não faz de Mussolini um socialista radical que traiu tudo aquilo em que acreditava, mas sim um socialista radical que se livrou de dogmas socialistas periféricos como forma de desbravar o caminho entre ele e o poder absoluto.

 Se ele tivesse mantido a etiqueta socialista e tivesse evitado a aliança com Hitler (outro socialista), Mussolini hoje poderia ser um ícone esquerdista tão grande como Che Guevara.

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 Da Library of Economics and Liberty.

 Tradução e divulgação: blog O Marxismo Cultural


Fonte: Blog Direitas Já

Perseguição anticristã: relatório é apresentado em comissão da ONU


“Jornalistas e responsáveis por políticas públicas são muitas vezes mais anticristãos do que os cidadãos comuns. Mas eles moldam a disposição do país”, comentou a Dra. Gudrun Kugler, diretora do Observatório da Intolerância e Discriminação Contra Cristãos.

 Pais na Alemanha que querem educar seus filhos com uma cosmovisão cristã têm sido presos e multados por tentarem livrar seus filhos de programas estatais de educação sexual compulsórios, de acordo com um relatório do Observatório da Intolerância e Discriminação Contra Cristãos, apresentado ao Escritório do Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos (EACDH). Em pelo menos três exemplos separados pais cristãos foram punidos com base na alegação governamental de que se tentaria “impedir sociedades paralelas”. A educação escolar em casa continua ilegal na Alemanha, independente das razões religiosas e culturais dos pais para desejarem educar os filhos em casa.

 O relatório descreve numerosos exemplos de autoridades alemãs usando medidas opressivas contra os cristãos que agem de acordo com suas convicções religiosas e morais, tais como restringir atividade pró-vida perto de clínicas de aborto e centros de aconselhamento que encaminham para abortos. O relatório pede que a Alemanha faça uma emenda em sua lei para permitir isenções legais para farmacêuticos que objetam à distribuição de pílulas ‘do dia seguinte’ por motivos religiosos. A Alemanha não estende proteção legal para objeções por motivo de consciência para drogas potencialmente abortivas.

 A disposição de hostilidade na Alemanha para com o cristianismo passa por numerosos exemplos de vandalismo, destruição de propriedade e exibições difamatórias enumerados no relatório. Muitos deles envolvem a destruição ou difamação de símbolos, igrejas e cemitérios cristãos bem como locais de importância religiosa tais como o lugar de nascimento do Papa Bento 16.

 O Observatório da Intolerância e Discriminação Contra Cristãos vem documentando ataques à liberdade religiosa na Europa desde 2005, e compila relatórios para levar esses assuntos à atenção de instituições internacionais. O relatório preenche um vácuo criado pela falta de reportagens dos meios de comunicação sobre a opressão que sofrem os cristãos e a antipatia às suas convicções morais. “Jornalistas e responsáveis por políticas públicas são muitas vezes mais anticristãos do que os cidadãos comuns. Mas eles moldam a disposição do país”, comentou a Dra. Gudrun Kugler, diretora do Observatório, numa entrevista ao Mercatornet.

 O relatório do Observatório foi apresentado em antecipação da reunião da Comissão de Direitos Humanos encarregada de examinar como a Alemanha está implementando o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos. Esse tratado defende a “liberdade de fé, consciência de professar um credo religioso ou filosófico”, mas também declara sua proteção de uma “liberdade negativa de fé” definida como a rejeição de uma religião e seus símbolos. Os exemplos dados no relatório do Observatório avisam de uma sociedade que está se afastando de uma liberdade de fé e está caminhando para uma cultura que só tolera ser livre da fé.

 Na última sexta-feira, o Inspetor Especial da ONU sobre Liberdade ou Religião ou Convicção fez um discurso no Terceiro Comitê da Assembleia Geral em Nova Iorque. Ecoando preocupações semelhantes levantadas pelo Observatório, vários países membros perguntaram ao Dr. Heiner Bielefeldt sobre o equilíbrio entre os direitos das crianças e os direitos de seus pais no assunto de educação religiosa.

 “A grande filosofia por trás da convenção dos direitos das crianças é que os pais são guardiões dos direitos das crianças, de modo que os direitos das crianças naturalmente também exigem a orientação dos pais”, respondeu o Dr. Bielefeldt.

 Publicado no ‘Friday Fax’ do C-FAM.

 Tradução: www.juliosevero.com


Fonte: Site Movimento Aliança Cidadã

Índice de Democracia


O Índice de Democracia é um índice compilado pela revista The Economist para examinar o estado da democracia em 167 países, na tentativa de quantificar este com o Economist Intelligence Unit Democracy Index do que se concentrou em cinco categorias gerais: o processo eleitoral e pluralismo, as liberdades civis, o funcionamento do governo, participação política e cultura política. De acordo com a Economist Intelligence Unit Democracy Index 2011, a Noruega marcou um total de 9,80 numa escala de zero a dez, que foi o maior resultado, enquanto a Coreia do Norte teve a menor nota, com 1,08. Os países são classificados em "democracias plenas", "democracias imperfeitas", "regimes híbridos" (todos considerados democracias) e "regimes autoritários" (considerados ditatoriais). A The Economist avalia os países em cinco critérios (processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades civis), com notas que vão de 0 à 10.


Classificação de 2011


LocalizaçãoÍndiceCategoria
1Flag of Noruega Noruega9.80Democracia plena
2Flag of Islândia Islândia9.65Democracia plena
3Flag of Dinamarca Dinamarca9.52Democracia plena
4Flag of Suécia Suécia9.50Democracia plena
5Flag of Nova Zelândia Nova Zelândia9.26Democracia plena
6Flag of Austrália Austrália9.22Democracia plena
7Flag of Suíça Suíça9.09Democracia plena
8Flag of Canadá Canadá9.08Democracia plena
9Flag of Finlândia Finlândia9.06Democracia plena
10Flag of Países Baixos Países Baixos8.99Democracia plena
11Flag of Luxemburgo Luxemburgo8.88Democracia plena
12Flag of República da Irlanda Irlanda8.56Democracia plena
13Flag of Áustria Áustria8.49Democracia plena
14Flag of Alemanha Alemanha8.34Democracia plena
15Flag of Malta Malta8.28Democracia plena
16Flag of República Checa República Checa8.19Democracia plena
17Flag of Uruguai Uruguai8.17Democracia plena
18Flag of Reino Unido Reino Unido8.16Democracia plena
19Flag of Estados Unidos Estados Unidos8.11Democracia plena
20Flag of Costa Rica Costa Rica8.10Democracia plena
21Flag of Japão Japão8.08Democracia plena
22Flag of Coreia do Sul Coreia do Sul8.06Democracia plena
23Flag of Bélgica Bélgica8.05Democracia plena
24Flag of Maurícia Maurícia8.04Democracia plena
25Flag of Espanha Espanha8.02Democracia plena
26Flag of Cabo Verde Cabo Verde7.92Democracia imperfeita
27Flag of Portugal Portugal7.81Democracia imperfeita
28Flag of África do Sul África do Sul7.79Democracia imperfeita
29Flag of França França7.77Democracia imperfeita
30Flag of Eslovénia Eslovênia7.76Democracia imperfeita
31Flag of Itália Itália7.74Democracia imperfeita
32Flag of Grécia Grécia7.65Democracia imperfeita
33Flag of Botswana Botswana7.63Democracia imperfeita
34Flag of Estónia Estônia7.61Democracia imperfeita
35Flag of Chile Chile7.54Democracia imperfeita
36Flag of Israel Israel7.53Democracia imperfeita
37Flag of República da China República da China7.46Democracia imperfeita
38Flag of Eslováquia Eslováquia7.35Democracia imperfeita
39Flag of Índia Índia7.30Democracia imperfeita
40Flag of Chipre Chipre7.29Democracia imperfeita
41Flag of Lituânia Lituânia7.24Democracia imperfeita
42Flag of Timor-Leste Timor-Leste7.22Democracia imperfeita
43Flag of Trinidad e Tobago Trinidad and Tobago7.16Democracia imperfeita
44Flag of Jamaica Jamaica7.13Democracia imperfeita
45Flag of Polónia Polônia7.12Democracia imperfeita
45Flag of Brasil Brasil7.12Democracia imperfeita
47Flag of Panamá Panamá7.08Democracia imperfeita
48Flag of Letónia Letônia7.05Democracia imperfeita
48Flag of Hungria Hungria7.04Democracia imperfeita
50Flag of México México6.93Democracia imperfeita
51Flag of Argentina Argentina6.84Democracia imperfeita
52Flag of Bulgária Bulgária6.78Democracia imperfeita
53Flag of Croácia Croácia6.73Democracia imperfeita
54Flag of Suriname Suriname6.65Democracia imperfeita
55Flag of Colômbia Colômbia6.63Democracia imperfeita
56Flag of Peru Peru6.59Democracia imperfeita
57Flag of Sri Lanka Sri Lanka6.58Democracia imperfeita
58Flag of Tailândia Tailândia6.55Democracia imperfeita
59Flag of Roménia Romênia6.54Democracia imperfeita
60Flag of Indonésia Indonésia6.53Democracia imperfeita
61Flag of El Salvador El Salvador6.47Democracia imperfeita
62Flag of Paraguai Paraguai6.40Democracia imperfeita
62Flag of Mali Mali6.36Democracia imperfeita
64Flag of Sérvia Sérvia6.33Democracia imperfeita
64Flag of Lesoto Lesoto6.33Democracia imperfeita
64Flag of Moldávia Moldávia6.33Democracia imperfeita
67Flag of Papua-Nova Guiné Papua Nova Guiné6.32Democracia imperfeita
68Flag of Namíbia Namíbia6.24Democracia imperfeita
69Flag of Mongólia Mongólia6.23Democracia imperfeita
70Flag of República Dominicana República Dominicana6.20Democracia imperfeita
71Flag of Malásia Malásia6.19Democracia imperfeita
71Flag of Zâmbia Zâmbia6.19Democracia imperfeita
73Flag of República da Macedónia Macedônia6.16Democracia imperfeita
74Flag of Montenegro Montenegro6.15Democracia imperfeita
75Flag of Filipinas Filipinas6.12Democracia imperfeita
76Flag of Benim Benin6.06Democracia imperfeita
77Flag of Guiana Guiana6.05Democracia imperfeita
78Flag of Gana Gana6.02Democracia imperfeita
79Flag of Ucrânia Ucrânia5.94Regime híbrido
80Flag of Hong Kong Hong Kong5.92Regime híbrido
81Flag of Singapura Singapura5.89Regime híbrido
82Flag of Guatemala Guatemala5.88Regime híbrido
83Flag of Bangladesh Bangladesh5.86Regime híbrido
84Flag of Bolívia Bolívia5.84Regime híbrido
84Flag of Honduras Honduras5.84Regime híbrido
84Flag of Malawi Malawi5.82Regime híbrido
87Flag of Albânia Albânia5.81Regime híbrido
88Flag of Turquia Turquia5.73Regime híbrido
89Flag of Equador Equador5.72Regime híbrido
90Flag of Tanzânia Tanzânia5.64Regime híbrido
91Flag of Nicarágua Nicarágua5.56Regime híbrido
92Flag of Tunísia Tunísia5.53Regime híbrido
93Flag of Senegal Senegal5.44Regime híbrido
94Flag of Líbano Líbano5.32Regime híbrido
95Flag of Bósnia e Herzegovina Bósnia e Herzegovina5.24Regime híbrido
96Flag of Uganda Uganda5.13Regime híbrido
97Flag of Venezuela Venezuela5.08Regime híbrido
98Flag of Libéria Libéria5.07Regime híbrido
99Flag of Territórios palestinos Palestina4.97Regime híbrido
100Flag of Moçambique Moçambique4.90Regime híbrido
101Flag of Camboja Camboja4.87Regime híbrido
102Flag of Geórgia Geórgia4.74Regime híbrido
103Flag of Quénia Quénia4.71Regime híbrido
104Flag of Butão Butão4.57Regime híbrido
105Flag of Paquistão Paquistão4.55Regime híbrido
106Flag of Serra Leoa Serra Leoa4.51Regime híbrido
107Flag of Quirguistão Quirguistão4.34Regime híbrido
108Flag of Nepal Nepal4.24Regime híbrido
109Flag of Mauritânia Mauritânia4.17Regime híbrido
110Flag of Níger Níger4.16Regime híbrido
111Flag of Arménia Armênia4.09Regime híbrido
112Flag of Iraque Iraque4.03Regime híbrido
113Flag of Burundi Burundi4.01Regime híbrido
114Flag of Haiti Haiti4.00Regime híbrido
115Flag of Egito Egito3.95Regime híbrido
116Flag of Madagáscar Madagascar3.93Regime autoritário
117Flag of Rússia Rússia3.92Regime autoritário
118Flag of Jordânia Jordânia3.89Regime autoritário
119Flag of Nigéria Nigéria3.83Regime autoritário
119Flag of Marrocos Marrocos3.83Regime autoritário
121Flag of Etiópia Etiópia3.79Regime autoritário
122Flag of Kuwait Kuwait3.74Regime autoritário
123Flag of Fiji Fiji3.67Regime autoritário
124Flag of Burkina Faso Burkina Faso3.59Regime autoritário
125Flag of Líbia Líbia3.55Regime autoritário
126Flag of Cuba Cuba3.52Regime autoritário
126Flag of Comores Comores3.52Regime autoritário
128Flag of Gabão Gabão3.48Regime autoritário
129Flag of Togo Togo3.45Regime autoritário
130Flag of Argélia Argélia3.44Regime autoritário
131Flag of Camarões Camarões3.41Regime autoritário
132Flag of Gâmbia Gâmbia3.38Regime autoritário
133Flag of Angola Angola3.32Regime autoritário
134Flag of Oman Omã3.26Regime autoritário
134Flag of Suazilândia Suazilândia3.26Regime autoritário
136Flag of Rwanda Ruanda3.25Regime autoritário
137Flag of Cazaquistão Cazaquistão3.24Regime autoritário
138Flag of Catar Qatar3.18Regime autoritário
139Flag of Bielorrússia Bielorrússia3.16Regime autoritário
140Flag of Azerbaijão Azerbaijão3.15Regime autoritário
141Flag of República Popular da China República Popular da China3.14Regime autoritário
142Flag of Costa do Marfim Costa do Marfim3.08Regime autoritário
143Flag of Vietname Vietnã2.96Regime autoritário
144Flag of Bahrain Bahrein2.92Regime autoritário
145Flag of República do Congo República do Congo2.89Regime autoritário
146Flag of Guiné Guiné2.79Regime autoritário
147Flag of Zimbabwe Zimbábue2.68Regime autoritário
147Flag of Djibouti Djibouti2.68Regime autoritário
149Flag of Emirados Árabes Unidos Emirados Árabes Unidos2.58Regime autoritário
150Flag of Iémen Iêmen2.57Regime autoritário
151Flag of Tajiquistão Tadjiquistão2.51Regime autoritário
152Flag of Afeganistão Afeganistão2.48Regime autoritário
153Flag of Sudão Sudão2.38Regime autoritário
154Flag of Eritreia Eritreia2.34Regime autoritário
155Flag of República Democrática do Congo República Democrática do Congo2.15Regime autoritário
156Flag of Laos Laos2.10Regime autoritário
157Flag of Guiné-Bissau Guiné-Bissau1.99Regime autoritário
157Flag of Síria Síria1.99Regime autoritário
159Flag of Irão Irã1.98Regime autoritário
160Flag of República Centro-Africana República Centro-Africana1.82Regime autoritário
161Flag of Arábia Saudita Arábia Saudita1.77Regime autoritário
161Flag of Guiné Equatorial Guiné Equatorial1.77Regime autoritário
161Flag of Myanmar Myanmar1.77Regime autoritário
164Flag of Uzbequistão Uzbequistão1.74Regime autoritário
165Flag of Turquemenistão Turcomenistão1.72Regime autoritário
166Flag of Chade Chade1.62Regime autoritário
167Flag of Coreia do Norte Coreia do Norte1.08Regime autoritário

Fonte: Wikipédia