sábado, 29 de dezembro de 2012

Kit Left Revolution

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Fonte: Youtube

Na Faculdade X Em Casa




Fonte: Pavablog

PT já fez tudo o que podia por condenados, diz Tarso


Governador do Rio Grande do Sul, ministro da Educação e da Justiça no governo Lula, Tarso Genro afirma que o PT precisa esgotar a "agenda de solidariedade" aos condenados no mensalão. "Já falamos o suficiente sobre isso."

 Tarso, 65, foi presidente interino do PT de julho a outubro de 2005, durante a crise do mensalão. Ele assumiu o cargo logo depois que o escândalo derrubou o então presidente da legenda, José Genoino, e passou a defender uma "refundação" do partido. Disse que Lula não se reelegeria e passou a criticar José Dirceu e o ministro Antonio Palocci. Sem apoio para comandar a sigla, foi substituído por Ricardo Berzoini.

  Jefferson Bernardes/Folhapress


Tarso Genro durante entrevista à Folha em Porto Alegre


  Em artigo na Folha, em setembro, o sr. disse que não havia "pressões insuportáveis" sobre os juízes do mensalão. Recentemente afirmou que a "luta contra a corrupção" teve "impacto brutal" sobre os ministros. O sr. mudou de opinião? 

 Tarso Genro - As opiniões não são conflitantes. O Supremo tomou posições porque achou correto tomá-las. Mas, na democracia, os efeitos políticos sobre as instituições são sempre importantes. Houve uma pressão política muito forte, e ele acolheu por livre e espontânea vontade. Não precisaria ter acolhido: nenhum ministro seria cassado como no regime militar.

O que houve foi que transitou por dentro da mídia um prejulgamento, que incriminou todos os réus antes. Isso fez com que o Supremo buscasse fundamentar a condenação através de uma teoria que permitisse a condenação sem provas suficientes.

A ampla maioria das condenações foi adequada. Um exemplo: Delúbio [Soares]. Ele era réu confesso, é natural que fosse condenado. Eu me refiro às condenações de dirigentes do PT como Genoino e Dirceu. Independentemente das responsabilidades que tiveram de natureza política, do ponto de vista criminal não ficou provado.

E o atrito entre STF e Congresso sobre os mandatos? 

É um atrito normal da conjuntura democrática que estamos vivendo. O Legislativo tem sido bastante omisso ao decidir algumas questões essenciais para o país. E esse espaço em branco determina um avanço na posição vanguardista no Supremo.

E isso ocorre por falha dos congressistas? 

Não. No sistema político atual o Parlamento é mais um conjunto de retalhos de interesses regionais, que não têm a questão da Federação como elemento central.

O sr. falava em 2005 em "refundação" do PT e defende mudanças internas. O que há de errado no partido? 

O partido tem que se atualizar profundamente em relação aos métodos de direção, ao seu programa de governo. É o que defendemos para que o PT retorne às suas origens. Mas retorne sabendo que existe uma outra sociedade de classes hoje, que o projeto socialista concreto faliu.

O que temo é que, se o PT não atualizar a sua mensagem, se torne um partido democrático comum, que repita, no futuro, aquilo que o velho MDB foi na resistência ao regime militar.

O que o sr. quis dizer quando afirmou que o PT não pode virar escritório de explicações?

 Nossa agenda não pode ser ficar a vida inteira explicando a ação penal 470 [o mensalão]. E nem uma agenda que seja predominantemente de solidariedade aos companheiros condenados. Eles têm de ter a solidariedade devida em função de um julgamento sem provas, mas é uma agenda que o partido tem de esgotar. Quando falo que nossa agenda não pode ser composta por um escritório de explicações quero dizer que já falamos o suficiente sobre isso. A ação penal, para nós, é história agora.

Como ex-ministro da Justiça o sr. vê falta de articulação entre Estados e União na segurança? 

Temos hoje dois modelos de segurança pública: São Paulo e Rio. Basta observar os resultados para ver qual está dando mais certo. O impulso do Rio é o do Pronasci, e isso não é dito por mim, mas pelo governador Sérgio Cabral. São Paulo tem um modelo tradicional, teve secretários esforçados, tem quadros respeitáveis.

No modelo tradicional a polícia entra, prende, bate quando enfrenta, mata por enfrentamento, e sai. No modelo de policiamento moderno a polícia entra junto com programas culturais, educacionais, se integra na comunidade. Gera um projeto que isola o banditismo organizado. Esse é o modelo moderno, o adequado.



 Fonte: Blog Com Texto Livre

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Silas Malafaia tem potencial para ser presidente do Brasil, sugere cientista político



O Pastor Silas Malafaia concedeu uma entrevista exclusiva para a revista Veja das últimas semanas mostrando seu ponto de vista sobre diversas situações. Diante do que foi dito, o cientista político Murillo Aragão passou a acreditar que o líder religioso, mesmo não sendo candidato a nada, poderia se candidatar a tudo.

“Em suas pregações, Malafaia embute muitas reflexões de natureza política, e não apenas no que tange a questões como o aborto ou o homossexualismo. Suas afirmações demonstram que ele é mais do que um pastor; é uma personalidade política com sofisticação em suas articulações”, escreve Aragão.

Pela forma como se expressa conseguindo se tornar um grande formador de opinião é que o cientista político acredita que Malafaia tenha potencial eleitoral. “Até mesmo pelo fato de que sua vida, pelo menos o que se sabe dela, não envolve nenhum aspecto que entre em contradição com sua pregação”.

A entrevista que foi avaliada por Murillo foi publicada em destaque nas Páginas Amarelas da Veja, um espaço destinado para grandes personalidades, mostrando o tamanho da relevância que o pastor presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo tem conquistado.

Mas Malafaia já deixou claro que não tem intensão de se tornar político, mas por defender que os religiosos tem sim papel político ele acaba se tornando um poderoso cabo eleitoral, como lembra o escritor do artigo publicado no Blog do Noblat.

“Ao usar essa sua influência para abdicar da possibilidade de ser candidato, prepara-se para ser um poderoso cabo eleitoral. Talvez o mais influente de todos para as eleições de 2014 dentro do mundo evangélico”.



Fonte: Site Notícias Gospel Prime

Cartunista da Marvel fala sobre a "Bíblia em Ação"



Com o intuito de ensinar histórias bíblicas para as crianças de forma divertida e envolvente, o ilustrador Sergio Cariello, conhecido por trabalhar para a Marvel e DC Comics, desenhando personagens de histórias em quadrinhos como Capitão Amperica, X-Men, Batman, Incrível Hulk, entre outros que marcaram gerações, foi convidado a fazer parte da obra literária “The Action Bible”.

 A publicação já está disponível no Brasil como “Bíblia em Ação”. A obra traz mais de 200 histórias bíblicas, envolvendo o Antigo e o Novo Testamento, com ilustrações contemporâneas no estilo HQ (história em quadrinhos). Totalizando 750 páginas.

 Em entrevista ao programa O2TV, o cartunista contou seu testemunho e como desenvolveu a “Bíblia em Ação”. Confira:

 

 A "Bíblia em Ação" está disponível nas livrarias Saraiva e Siciliano.


 Fonte: Raquel Tenuta no iGospel/ Blog Libertos do Opressor

Dilma sanciona projeto de lei que cria o Vale-Cultura



A ministra da cultura, Marta Suplicy e a presidente Dilma Rousseff (Agência Brasil)

 As empresas que aderirem ao programa terão isenção de impostos de R$ 45 por vale doado e o trabalhador contribuirá com R$ 5 

 Karla Santana Mamona, no InfoMoney

 A presidenta Dilma Rousseff sancionou, há pouco, o projeto de lei que cria o Vale-Cultura, no valor de R$ 50 por mês, para trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos. O projeto depende ainda de regulamentação e deve entrar em vigor no segundo semestre de 2013.

 O anúncio foi feito pela ministra da Cultura, Marta Suplicy. A ministra lembrou que a iniciativa do governo Lula de criar o Bolsa Família teve como objetivo acabar com a fome e a miséria e disse que Dilma, agora, com o Vale-Cultura, ”dá o alimento para a alma”. Segundo a ministra, “existe uma enorme sede de conhecimento”.

 As empresas que aderirem ao programa terão isenção de impostos de R$ 45 por vale doado e o trabalhador contribuirá com R$ 5. “Temos cerca de 17 milhões de trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos, mas trabalhamos com muito menos [adesões]. Devagarzinho, paulatinamente, como foi com a Lei Rouanet e o tíquete alimentação.”

 Segundo a ministra, a estimativa é que o governo deixe de arrecadar R$ 500 milhões [renúncia fiscal] se o Vale-Cultura entrar em vigor em agosto. “Depois, haverá um aumento [no número de adesões]. Vai depender da adesão das empresas e do interesse do trabalhador”, explicou.

 O Vale-Cultura é cumulativo e poderá ser usado para comprar livros, ingressos de teatro, de cinema, de espetáculos de dança, disse a ministra. “O trabalhador pode escolher onde quer consumir.”

 Marta esclareceu que o Vale-Cultura não é obrigatório nem para as empresas, nem para os trabalhadores, mas acredita que haverá uma grande adesão. As empresas poderão usar até 1% do rendimento bruto para concessão do benefício.



 Fonte: Site Livros Só mudam pessoas

Acusado de destruir livros do Alcorão é queimado vivo no Paquistão


Uma multidão queimou vivo neste sábado, no sul do Paquistão, um homem que supostamente tinha incinerado exemplares do Alcorão, o livro santo do islamismo, informou em sua versão digital o jornal Express. O grupo o retirou de uma delegacia da cidade de Seeta, na província de Sindh, onde ele estava preso acusado de blasfêmia. Em seguida, a multidão ateou fogo no homem em frente ao local.

 Segundo o imã de Seeta, Usman Memon, a vítima tinha dormido uma noite na mesquita do povoado, onde os fiéis encontraram no dia seguinte exemplares queimados do Alcorão. "Como ele foi a única pessoa que tinha dormido na mesquita, levamos o homem à delegacia", explicou Memon.

 O jornal Express informou que 200 moradores da cidade foram acusados de assassinato e obstrução ao trabalho da justiça, e que dez policiais foram suspensos por "negligência".

 A dura legislação antiblasfêmia vigente no Paquistão foi estabelecida durante a dominação colonial britânica para prevenir choques religiosos, mas nos anos 80 uma série de reformas comandadas pelo ditador Ziaul Haq favoreceu o abuso da lei. Desde então, ocorreram no Paquistão milhares de acusações de blasfêmia, quase sempre a pedido de imãs locais que tentam amedrontar minorias religiosas, especialmente cristãos e ahmadis, vertente do islamismo considerado herético no Paquistão.

 O caso que adquiriu mais notoriedade nos últimos anos foi da menina cristã Rimsha Masih. Um tribunal de Islamabad libertou em setembro a menor, que sofre de problemas mentais, ao rejeitar a acusação de que ela teria queimado páginas do Alcorão.



 Fonte: EFE/ Blog do Gari Martins da Cachoeira

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

“Nossa luta é democrática”


Instituto Millenium

Henrique Capriles Radonski está em nova disputa eleitoral. Depois de ameaçar o poder de Hugo Chávez, que está exercendo seu quarto mandato como presidente da Venezuela, o jovem político da oposição busca se reeleger como governador de Miranda, o segundo estado mais populoso do país. Apesar do alto índice de popularidade, a briga não será fácil.

 Chávez não se esqueceu da ameaça ao seu poder e destacou o ex-vice-presidente Elías Jaua para concorrer com Capriles em Miranda. O resultado será conhecido neste domingo, 16 de dezembro. As pesquisas apontam, no entanto, para a vitória de Capriles.

 Capriles, do partido Primero Justicia, obteve 44,13% dos votos nas eleições presidenciais de outubro com o apoio de 20 partidos de oposição. “O importante é garantir a unidade e seguir trabalhando por esses mais de seis milhões e meio de venezuelanos que nos deram seu voto. Nossa luta é democrática, nosso objetivo é trabalhar com todos e nossa gestão em Miranda foi e seguirá sendo exemplo disso”, afirmou.

  Imil: O senhor teve 44,13% dos votos na eleição presidencial. A melhor votação para um candidato da oposição desde que Hugo Chávez chegou ao poder, há 14 anos. Foi a primeira vez que ele se viu ameaçado. O senhor acredita que as eleições ocorreram dentro da lei? 
Henrique Capriles: Certamente avançamos como alternativa em nosso país e estivemos muito perto de chegar à presidência. Isso mostra que devemos seguir trabalhando e construindo um caminho para um futuro melhor para nossa Venezuela. Mas muitas coisas devem ser avaliadas. Essa não foi uma luta contra outro candidato, foi uma luta contra todo o poder do Estado, toda a sua estrutura… Contra o abuso do poder, o uso dos recursos públicos, a mídia do Estado e as instituições tendenciosas. Muito do que ocorreu no dia da eleição foi produto da falta de equilíbrio nas instituições. E é essa a luta que estamos abraçando, porque nosso fim não deve ser unicamente ganhar uma eleição. Percorremos a Venezuela como nunca ninguém havia feito e vamos seguir trabalhando pelo progresso que todos merecemos.

  Imil: Qual é o seu balanço das eleições presidenciais? 
Henrique Capriles: Há seis anos iniciamos a construção de uma unidade sólida para dar uma alternativa democrática ao país. Desde então estamos crescendo passo a passo e a eleição demonstrou que avançamos, que ganhamos a confiança de milhões de venezuelanos. Temos que seguir trabalhando para construir um grande movimento que escute o nosso povo, conheça seus problemas e se comprometa a oferecer as melhores soluções.

  Imil: Chávez foi reeleito com 55,25% dos votos, o que demonstra que o país está dividido. Como será esse novo governo, considerando o novo entorno político do país?
 Henrique Capriles: Esperamos que o presidente Chávez tenha claro que existem 6,6 milhões de venezuelanos que querem um projeto distinto, melhor que o atual. Temos que nos respeitar e nos escutar se queremos construir uma Venezuela melhor. Quando há diálogo e acordo os avanços são mais rápidos.

  Imil: Durante a campanha presidencial, o senhor disse que vê o Brasil como “um país que entende as relações internacionais como relações entre estados, não entre governos”. Qual é a sua opinião sobre as relações políticas e econômicas entre Brasil e Venezuela? 
Henrique Capriles: Disse e reafirmo: a condução das relações internacionais deve responder a políticas de Estado que devem se traduzir em benefícios para ambos os povos. Isso se aplica particularmente ao Brasil, um país vizinho com quem temos uma visão comum em torno aos temas centrais da agenda. Agora, sempre se deve ter equidade nas relações comerciais.

  Imil: O vice-presidente da Venezuela, Elías Jaua, um dos nomes mais fortes do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), competirá nas eleições regionais em Miranda. O senhor teme que o uso da máquina estatal possa prejudicar a oposição?
 Henrique Capriles: O candidato do partido do governo está prometendo o que não fez como vice-presidente, tendo todo o poder nas mãos. É a mesma pessoa que negou recursos aos mirandinos. Sabemos que andam montando pequenas campanhas para prejudicar a imagem de nossa gestão. E sabemos também que o interesse do governo não é estender a mão ao povo mirandino, e sim impedir o governo de Henrique Capriles. Mas os mirandinos sabem que têm um governador que sempre esteve ao seu lado, porque desde nosso primeiro dia de gestão fomos de casa em casa, escutando o povo e resolvendo os problemas de cada comunidade. Confiamos na decisão que o povo tomará no dia 16 de dezembro, pois demonstramos que é possível fazer as coisas bem.

  Imil: Caso reeleito, o senhor reafirmará sua posição no panorama político de Venezuela. Qual é a importância de Miranda para sua carreira política? 
Henrique Capriles: Chegamos à disputa presidencial graças a nossa gestão em Miranda. Tivemos a oportunidade de mostrar aos venezuelanos que as coisas podem ser feitas de forma distinta. Em quatro anos conseguimos que Miranda avançasse em educação e saúde, apoiamos a produtividade de nossos empreendedores e desenvolvemos importantes planos sociais para os mais necessitados. Miranda encontrou seu caminho e a Venezuela também encontrará o seu.

  Imil: Miranda, o segundo estado mais povoado do país, ainda tem altos índices de violência e insegurança. Caso reeleito, como será resolvido esse problema? Quais são suas prioridades para o novo governo? 
Henrique Capriles: Em Miranda entendemos a segurança como um tema integral. Fortalecemos a polícia e devolvemos sua institucionalidade. Mas também focamos no fortalecimento da educação, na criação de mais espaços esportivos e de recreação, além de incentivar o empreendedorismo. A educação é um escudo contra a pobreza. Quando garantimos um emprego com qualidade, jamais a fome toca a porta. Segurança é um tema amplo, em nosso país há altos índices de impunidade e o sistema carcerário não funciona. Nada adianta prender um delinquente se em pouco tempo ele estará nas ruas novamente. Devemos ter um sistema de justiça que funcione para todos igualmente, que todos sejamos iguais perante a lei e que nossas cadeias sirvam realmente para regenerar quem comete um delito. Devolver a segurança ao nosso povo exige o trabalho de todos os níveis de governo.


 Fonte: Exame.com Blog do Instituto Millenium

Líder muçulmano afirma que mulheres cristãs podem ser violentadas


Um vídeo em que o aiatolá Ahmad Al Baghdadi Al Hassani declara que os cristãos são politeístas e amigos dos sionistas (judeus), causou revolta das comunidades cristãs no Oriente Médio. Ele é muçulmano xiita nascido no Iraque, com um histórico de confrontos com outros aiatolás importantes. Atualmente está ligado a uma facção síria.

Durante entrevista ao Al Baghdadia, canal de TV egípcio, Al Hassanim, conhecido defensor da jihad (guerra santa), assegurou que os cristãos do país precisam escolher “o Islã ou a morte”; além de afirmar que suas mulheres e filhas podiam ser consideradas legitimamente como “esposas de muçulmanos”.

Essa é uma maneira indireta de dizer que toda mulher cristã pode ser capturada e estuprada, mesmo que já seja casada, pois para os extremistas do Islã as mulheres mantidas em cativeiro podem ser violentadas sexualmente por seus captores.

O Al Baghdadi é um dos veículos de mídia mais radicais da jihad islâmica. Durante sua fala, Al Hassanim deixou claro que é uma questão de tempo até que a minoria cristã no Iraque seja convertida ou exterminada.

 Na véspera do Natal ele emitiu uma fatwa (ordem sagrada) contra os cristãos do país, justamente quando a catedral de Bagdá foi reaberta ao público.



 Fonte: Front Page Magazine/Gospel Prime/ Site Verdade Gospel

Sons do espaço gravados pela NASA


No vácuo não existe som mas sim radiação. Lembra do contador Gaiger? Mede a radiação e emite som de estalos. Os satélites têm equipamento parecido, Antena de Ondas de Plasma. A radiação passa por esse aparelho que converte o que chega em som. Existem várias freqüências de radiação que geram vibrações no aparelho. Logo cada planeta tem seu som.
 


 Fonte: Blog Com Texto Livre

Orgasmos de crente



Do conservador
Assim, assim, assim, fica só assim, assim não! Assim, não feche o manual, isso, assim! assssiiiiimm! Assssiiiimmmm!

  Do neo-pentecostal
Ai...Vou tomar posse, vou tomar posse...Toma... Tomaaaa... – Então desamarra! Desamarraaaa! Repreendemos agora toda manifestação precoce! Eu declaro, esse gozo é meeeeu! Oh Vitóóóriaaaa!

Do carismático
Oh amor... Receba o dom... Levante suas mãos... Levante seus pés... Repita comigo: Eu tenho poder! Eu tenho poder... Clame! Clame! Liberte sua língua... O dom está vindo... Está vindoooo... Diga ao parceiro ao lado: eu te abençou-ooooo!

  Do pentecostal histórico
Oh... Alê...Alê... Meu amor, Alê, alabachúrias, ondebachúrias, aquibachúrias, quantabachúrias, oh língua... Manifesta-se como prova do meu amor... Oh lábios... Ohhh, Alê... Aleluiaaaaaa... 

Do adventista
Vem... Vem... Vem... VEM... VEEM ... VEEEEMM!

  Do metodista
Aiiiii... Ééééhhhh... Iiiiihhhh! Ohhhhh... UUUiiiii.... Ahhhmém! 

Do presbiteriano
Oh...intróito... Oh santo goooozo eu te invoco! Vamos gemer alternadamente amor! Oh, podemos nos assentar... (silencio) ... Fala, não pare, fala alguma coisa... Fala alguma coisa... Agora! Vou impetrar a benção, eu vou, eu vou, amémmm! Amémmm! Amémmm. (- Boa noite irmã... Foi uma benção pra você? - Foi sim... e pro irmão?) 

Do presbiteriano independente
Oh...intróito...oh santo goooozo eu te invoco! Vamos gemer alternadamente amor! Oh, podemos nos assentar... (silencio)... Fala não pare, fala alguma coisa... Fala alguma coisa... Agora! Oh amor, levemos esse gozo também aos pobreeeees...Vou impetrar a benção, eu vou, eu vooou, amémmm! Amémmm! Amééémmm. (- Boa noite irmã... Foi uma benção pra você? - Foi sim irmão... Quer um cigarro?)

  Do universal do reino
Deposita... Depositaaa! Vai depositaaaa! Unzinho só, depositaaaaa, agora, vai, vai amor, prova tua fééé, isso, deposita... Oh gozo-filácio... DEpositaaaaa....

  Do renascer
Oh... Me ame, me ame... Estou quase em Miame... Invista em mim, que eu invisto em você... Me ame meu amor, Miami... Eu também vou chegar, eu vou... Me ame! Estou quase em Miameeeeeee...

  Do batista
Oh... Sou feliz! - Sou feliz! - Ah amor, se paz da mais doce me deres gozaaar... – Oh amor, vou mergulhar de cabeçaaaaa... – Oh, já ouço o coral... Vamos em uníssono ser feliiiiiizzzzzzz! 

Do gospel
Oh... Me dá um lá maior... Isso... Fica aí, lá... Lá... Láááá... Isso... Oh amor... Libere as vocalizações... Tenha liberdade de posições... Oh lá maior... Lá, lá, lááááá... 

Do bíblico
Oh meu amor... Do grego, “eros”! Oh introdução, conteúdo e conclusão! Oh exegese impossível do termo “orgasmo”, do grego antigo “orgasmos”... Derivado de “orgaw”, “órgão”... Oh Órgão! O que é o estudo histórico-gramatical diante de ti?! Oh tradição oral... Ai amor... Oh gaudiis exultare! Oh líquido seminal, não de “seminário”, mas dos testículos dessa perícope! Oh não para... Não para... Não parábolaaaaaa.... 

Do fundamentalista
Isto sim é um orgasmo! Isto que é um orgaaasmo absolutooo, não outra coisaaaa! É isto! Só istooo! oh MEEEU Deus! (interrompeu por estar perdendo o controle)



 Wilson Toniolli no Verticontes



 Fonte: Blog Genizah
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2012/12/orgasmos-de-crente.html#ixzz2Ftl1Tl9G Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike

Pastor Youcef Nadarkhani é preso no Irã durante o Natal


Pr. Youcef Nadarkhani esteve na Conferência Nacional da CSW em Londres, em novembro deste ano

 O pastor Youcef Nadarkhani foi preso novamente no dia de Natal no Irã. Após ficar três anos detido, sob sentença de morte por apostasia, ele foi libertado em setembro deste ano. Segundo a site do Centro Americano de Lei e Justiça (ACLJ, sigla em inglês), em um movimento claramente malicioso, o pastor foi arrancado de sua esposa e filhos no dia de Natal. Ele foi enviado para a prisão de Lakan, em Rasht, local onde cumpriu pena anteriormente.

A alegação das autoridades desta vez é que ele deve completar o restante de sua sentença. Segundo o site The Christian Post, o diretor da prisão de Lakan, disse que o pastor havia sido liberado antes do tempo por causa da insistência de seu advogado, Mohammed Ali Dadkhah.

Em um flagrante desrespeito ao direito internacional, o governo iraniano está aprisionando pela segunda vez o pastor Youcef, devido sua fé em Cristo. “O Irã está perseguindo cada vez mais os cristãos e qualquer um que esteja disposto a defendê-los”, declarou o site da ACLJ.

Prova dessa perseguição foi a prisão do advogado iraniano do pastor Youcef, Mohammed Ali Dadkhah, que teve papel fundamental em sua libertação. “Confirmamos que sua saúde está se deteriorando rapidamente devido as condições desesperadas de sua prisão. Ele foi preso logo após a libertação de Youcef, em aparente retaliação por sua defesa dos direitos humanos contra os ataques do regime islâmico radical iraniano”, divulgou a ACLJ.

Ainda segundo a ACLJ, outro pastor, o americano Saeed Abedini, permanece preso no Irã, simplesmente por causa de sua fé cristã.

Em novembro deste ano, o pastor Youcef Nadarkhani esteve na Conferência Nacional da Christian Solidarity Worldwide (CSW), em Londres, como convidado especial. Na ocasião, ele agradeceu as orações e as campanhas realizadas em favor de sua libertação.

O pastor Youcef também disse que acreditava ter sido posto à prova, assim como o ouro, para ser refinado e aprovado pelo Senhor.



 Fonte: ACLJ /TCP/ Site Verdade Gospel

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Sobre os debates entre Ateus e Teístas




Fonte: Sociedade Conservadores Ateus

O verdadeiro Papai Noel gostava de dar tapa na cara de hereges


Mesmo que o Natal tenha se tornado essa festa mercantilista, com o Papai Noel como figura proeminente (e exótica), em substituição ao menino Jesus, é interessante pesquisar as raízes do “bom velhinho” na cultura popular.

 Primeiro, é curioso ver como a nomenclatura varia de país para país, inclusive dentro do mesmo idioma, como acontece em Portugal, onde Papai Noel é conhecido como Pai Natal.

 Isto se justifica pelo fato de que Noël significa Natal em francês, e a influência gaulesa se fez sentir também nos países hispânicos, que o chamam de Papá Noel, com a divertida e defasada exceção do Chile, que o chama deViejito Pascuero (Páscoa?!).

 Entretanto, é pelo idioma inglês, sobretudo americano, que o nome Santa Claus remete à origem mais remota (e cristã) do Papai Noel.

 O personagem histórico que teria inspirado a criação do mito do bom velhinho foi Nicolau de Mira, também conhecido como São Nicolau de Bari, canonizado por católicos e ortodoxos, e entronizado como santo padroeiro da Rússia, da Grécia e da Noruega.

 Lembre-se de que a Lapônia, terra onde habitaria o Papai Noel, é uma região ártica que engloba parte dos territórios de Suécia, Noruega, Finlândia e um pequeno trecho da Rússia.

 Só que São Nicolau de Mira nasceu mais ao sul, em Patara, hoje Demre (na Turquia), supostamente na segunda metade do século III, vindo a morrer no mesmo local em 6 de dezembro de 342 d. C.

 O santo continua tão popular na Europa que, depois do alegado descobrimento – em 1993 - de sua tumba na ilha turca de Gemile, o governo muçulmano da Turquia requereu formalmente à Itália, em 2009, a devolução dos restos mortais de Nicolau, que haviam sido levados a Bari em 1087, ainda na época das Cruzadas.

 Em 2000, governo russo chegou a doar uma estátua de São Nicolau à cidade de Demre, mas em 2005 o prefeito da cidade trocou o pobre Nicolau de bronze por um Papai Noel de plástico (vermelho, é claro - foto abaixo), de olho nos ganhos monetários advindos do turismo.

Os protestos russos não tardaram a ser ouvidos, mas o prefeito turco foi irredutível. Deixou Papai Noel no seu pedestal e retornou São Nicolau a uma esquina próxima da igreja ortodoxa da cidade.


É difícil separar o que é lenda do que é real na vida de São Nicolau, mas o fato incontestável é que ele era muito popular no seu tempo. Conta-se, por exemplo, que ele teria ressuscitado três crianças vítimas de um macabro assassinato, além de ter convertido hereges que queriam saquear a sua igreja.

 A mais famosa história que se conta a seu respeito é a de um pai muito pobre que não tinha como prover o dote para casar as três filhas. Nicolau, à noite, teria atirado três sacos de moedas de ouro e prata na casa da família, e assim salvou as moças de se tornarem prostitutas, o que fatalmente seria o seu fim caso não pudessem se casar.

 Por esse dado (histórico ou não), você pode perceber de onde vem boa parte da inspiração que, associada a pitadas de mitos germânicos e escandinavos (a figura idosa e bonachona de Odin, por exemplo), resultou na “invenção” folclórica do Papai Noel.

 Já que o mito suplantou em larga escala o personagem histórico, é bom voltar às origens e resgatar um pouco da humanidade e da cristandade de São Nicolau.

 Ele era muito religioso desde a mais tenra idade, e após perder os pais ainda muito jovem, em decorrência de uma epidemia, foi criado pelo tio, que também se chamava Nicolau e era bispo de Patara à época.

 O jovem Nicolau teria ido a Jerusalém, buscando se dedicar a uma vida eremita de oração, como era comum naqueles tempos, mas Deus conseguiria convencê-lo de que devia voltar a sua terra, onde seria mais útil ao Senhor.

 Foi assim que ele subiu paulatinamente na hierarquia eclesiástica e, por ocasião do Concílio de Niceia, em 325 d.C., Nicolau de Mira foi um dos cerca de 300 bispos presentes para decidir questões cruciais que ameaçavam os rumos da ortodoxia da Igreja.

 O tema mais disputado em Niceia foi a doutrina da Trindade, combatido por Ário de Alexandria e seus seguidores.

 Reza a lenda que, enquanto Ário defendia sua doutrina de que Jesus, o Filho, não era nem nunca havia sido igual (ou consubstancial) ao Pai, Nicolau ficou tão furioso que cruzou o recinto (na presença do imperador Constantino) e deu um tapa na cara do herege alexandrino.

 O ato intempestivo teria causado profundo constrangimento no concílio, e Nicolau foi sumariamente despido de suas vestes episcopais e lançado na masmorra, onde Jesus e Maria teriam aparecido a ele para dizer que ele não seria punido.

 Lendas à parte, o fato é que, terminado o concílio, o arianismo foi derrotado e suas ideias declaradas como anátemas, consolidando-se o dogma da Trindade, e Nicolau foi restituído à sua posição de bispo.

 Talvez outra semelhança entre São Nicolau e o Papai Noel seja a dificuldade em separar o que é lendário e o que é real, mas – obviamente – é muito mais fácil acreditar que (pelo menos) algumas coisas que se contam sobre Nicolau tenham muito mais substrato fático do que sobre um bom velhinho de roupa vermelha esquisita que voa numa carruagem puxada por renas aladas.

 De qualquer maneira, o tapa que São Nicolau teria dado em Ário por conta de sua heresia é uma história (ou estória) boa demais para não ser recordada.

 Muito provavelmente, se vivo fosse, ele daria um tapa na cara do consumismo que impera no tal "espírito natalino" dos tempos atuais.

 Feliz Natal, Nicolau!



 Fonte: O Contorno da Sombra/ Blog Libertos do Opressor

Jornalista denuncia: Brasil tem o maior escândalo de direitos humanos do mundo


Após produzir documentário ganhador de prêmio na TV, repórter e escritor retorna ao Brasil em defesa da vida dos índios de tribos isoladas.

 O jornalista australiano Paul Raffaele presente na audiência pública na Comissão de Direitos Humanos no dia 29 de novembro, na quinta-feira. Ele manifestou repúdio com o que chama de tolerância do governo brasileiro à prática do infanticídio em tribos isoladas.


Por duas semanas o jornalista e escritor premiado esteve no sudoeste da Amazônia gravando documentário para uma TV da Austrália. Conheceu de perto os índios da etnia Suruwahá, uma tribo que a exemplo de outras, também pratica o assassinato de recém-nascidos.

Há 50 anos Raffaele visita tribos isoladas em dezenas de países, mas enfatiza que ainda não havia se deparado com nada parecido com o que encontrou no Brasil. Ele discorda da política da FUNAI – Fundação Nacional de Assistência ao Índio - e do governo brasileiro em manter as tribos indígenas isoladas da civilização. Dessa forma, ele entende que o Brasil concorda e aprova essa, que é uma das piores violações dos direitos humanos do mundo.

Paul também aponta que a FUNAI e governantes negam que exista infanticídio nos dias de hoje; informação que ele contesta com veemência, uma vez que testemunhou esse costume sendo aceito, incentivado e praticado especialmente entre os Suruwahá.

O senador Magno Malta, quem requereu a audiência, apóia o princípio que a cultura é sempre menor que a vida, e que toda defesa à morte é injustificável. Membros do ministério público, do Conselho Nacional de Justiça e parlamentares vendo a grandeza e gravidade do assunto afirmaram que, debates irão acontecer dentro de seus respectivos órgãos, para o desenvolvimento de projetos e politicas que possam levar cidadania a tribos indígenas isoladas.

Nós da redação lembramos que artigos publicados na internet e revistas impressas fizeram, tempos atrás declarações difamatórias e desqualificativas do trabalho da JOCUM, chegando até mesmo a classificar a presença nas tribos indígenas dos missionários de “nefasta”. E ainda, o absurdo de associar o infanticídio entre os Suruwahá e a missão JOCUM, conhecida e respeitada há décadas no Brasil e internacionalmente por seus esforços voluntários na esfera da evangelização urbana e transcultural. É sabido que a prática em abandonar na floresta, enterrar vivas ou envenenar as crianças nascidas deficientes, gêmeas e mesmo filhas de mães solteiras, faz parte da tradição cultural não só da tribo Suruwahá, mas de várias outras etnias.

A JOCUM esteve entre os índios justamente pra combater essa violação, mas acabou sendo proibida de atuar sob a alegação de interferência cultural indevida. Os mesmos veículos de notícia, tempo após a verdadeira expulsão dos missionários divulgaram tendenciosamente que com a saída da JOCUM (Jovens com Uma Missão), suicídio e mortes haviam cessado. Para quem conhece o trabalho desta missão e o contexto real da atuação da FUNAI na causa indígena, sabe que só pode existir interesses políticos por esse desserviço. Paul Raffaele, ouvido com exclusividade por nossa reportagem declarou que, “os índios gostam e pedem a volta dos missionários, para que ouçam mais sobre o amor de Deus e o evangelho, mas os funcionários da FUNAI, dizem que não, que eles (missionários) devem sair. Paul concluiu perguntando: -” Afinal, quem são os verdadeiros caciques; os índios ou funcionários da FUNAI?

Confira no vídeo abaixo a declaração completa de Raffaele.

 


 Fonte: Portal Fé em Jesus/ Blog do Júlio Severo

Tendência conservadora é forte no país, diz Datafolha


A maioria dos brasileiros é tolerante com a homossexualidade, mas é contra a liberação do uso de drogas. A maioria acha que a desigualdade social alimenta a pobreza, mas acredita que a maldade das pessoas é a principal causa da criminalidade.

Esse contraste entre posições liberais e conservadoras é uma marca da sociedade brasileira, de acordo com pesquisa nacional feita pelo Datafolha no último dia 13. Foram realizadas 2.588 entrevistas em 160 municípios.

Inspirado por uma metodologia adotada por institutos de pesquisa estrangeiros, o Datafolha submeteu os entrevistados a uma bateria de perguntas sobre assuntos polêmicos para verificar a inclinação das pessoas por valores liberais e conservadores.

Entre os temas explorados pelo levantamento, a questão que menos divide a sociedade brasileira diz respeito à influência da religião na vida das pessoas. Para 86%, crer em Deus torna as pessoas melhores. Só 13% acham que isso não é necessariamente verdadeiro, afirma o Datafolha.

A questão que mais divide os brasileiros, de acordo com a pesquisa, tem a ver com o papel dos sindicatos. Para 49%, eles são importantes para defender os interesses dos trabalhadores.

Mas 46% acham que eles servem mais para fazer política do que para representar seus filiados.

Para 61% dos entrevistados, parte da pobreza brasileira pode ser explicada pela falta de oportunidades iguais para que todos possam subir na vida. Para 37% o problema é a preguiça de pessoas que não querem trabalhar.

A desigualdade é o fator principal na opinião dos mais jovens, e uma explicação menos convincente para os mais velhos. Na região Sul do país, 50% acham que a falta de oportunidades é o problema, e 48% culpam a preguiça.

 

                                                                                                            Fonte: Blog Com Texto Livre

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O contra-ataque da Igreja Pentecostal Deus é Amor



Enquanto denominações como a Universal do Reino de Deus e a Mundial do Poder de Deus crescem em ritmo acelerado, a Igreja Pentecostal Deus é Amor possui algo em torno de 900.000 membros, segundo último levantamento feito pelo IBGE, em 2010. O baixo crescimento passou a ser visto com preocupação por parte da liderança da IPDA, por motivos óbvios: apesar de possuir mais tempo de atividade no Brasil e no mundo – completou 50 anos no último dia 3 de junho – e ter experimentado um significativo crescimento entre as décadas de 80 e 90, a IPDA tem encontrado dificuldade para competir com outras denominações com menos tempo de atividade, mas que ocupam cada vez mais espaço nas capitais e grandes cidades do Brasil.

 Fora a sede mundial e umas poucas sedes regionais, grande parte das igrejas da IPDA são compostas por pequenos salões alugados e com não mais de que 50 membros, o que dificulta a competição com outras denominações com maior presença nas principais vias como a IURD e a IMPD, além de outras denominações pentecostais com grande presença nos bairros, como as Assembleias de Deus. Há outras razões do baixo crescimento experimentado nos últimos anos, como a rigidez doutrinária e de usos e costumes, escândalos envolvendo lideres máximos da Igreja, campanhas de cura e libertação adaptadas a partir da IPDA pelas igrejas neopentecostais e o não investimento em meios de comunicação de massa, como a televisão.

 Com a liberalização de costumes e o investimento na comunicação direta com os telespectadores, as igrejas neopentecostais criaram um mecanismo “eficaz” de captação de contribuintes e avanço em áreas dominadas por igrejas pentecostais e históricas. O uso de mecanismos comuns à Segunda Onda Pentecostal Brasileira (Paul Freston, 1993), como às campanhas de cura e libertação permitiu às igrejas neopentecostais garantias de um crescimento contínuo. Seduzidas pelas promessas de prosperidade e cura “divina” e a não exigência de usos e costumes, os ouvintes encontraram em denominações como a Mundial do Poder de Deus a solução para seus problemas.

  Campanha publicitária

 Penalizada pelo avanço das igrejas neopentecostais – baseado nos programas televisivos – e sem poder abrir mão de sua história e costumes, recentemente a Igreja Pentecostal Deus é Amor passou a desenvolver uma campanha publicitária que envolve anúncios em jornais como o Metro, panfletos e a associação da imagem do fundador, David Miranda, à denominação. No jornal e nas fachadas das filiais da IPDA, uma imagem do fundador com sua coleção particular de cadeiras de rodas e muletas – frutos de suas campanhas “milagrosas” na sede mundial e em cruzadas pelo mundo – é exibida na tentativa de atrair mais seguidores. Associada à imagem de Miranda, no Metro uma frase chama a atenção: “Estas são algumas das milhares de muletas, cadeiras de rodas e aparelhos ortopédicos de pessoas que alcançaram o milagre de Jesus, na Igreja Pentecostal Deus é Amor.”

 Por Johnny Bernardo



 Fonte: Gospel +/ Blog O Diário Alexandrino

Feliz natal!!!




Fonte: Blog Ciência Social Ceará

Número de monjas enclausuradas no país é o maior desde o século 18


JULIANA COISSI
DE RIBEIRÃO PRETO

 Os olhos verdes de Laura, 27, brilham, e o rosto se abre em um largo sorriso ao relembrar seus 12 anos, quando viu pela primeira vez aquelas mulheres através de grades. "O primeiro impacto foi sentir a alegria delas atrás de uma grade", diz. "Decidi que queria viver também aquela mesma alegria."

 Aos 15, chegou a pedir ao bispo autorização para se juntar a elas antes do tempo, mas só aos 18 entrou em um mosteiro em Franca. Em pleno século 21, Laura e outras mulheres monjas enclausuradas são parte de uma realidade cada vez mais crescente no país. Elas vivem em uma cela, atrás das grades, longe de parentes e amigos, sem acesso a TV e jornal.

Laura Teresa do Menino Jesus, 27, enclausurada há 9 anos, e Maria Eunice do Coração de Jesus, 84, no mosteiro em Franca (SP)

 Desde o século 18 --quando a Igreja Católica tinha enorme projeção social no mundo--, nunca a Ordem das Carmelitas Descalças, à qual pertence Laura, teve tantas mulheres "atrás das grades" como agora.

 Uma das maiores do país, a ordem, que se instalou no Brasil naqueles anos 1700, tem hoje cerca de mil monjas. Dez anos atrás, eram 700.

 Entre as religiosas clarissas, outra ordem no país, são hoje cerca de 300 mulheres, em 30 mosteiros. Em 1955, eram 59 monjas e três casas.

 Também as passionistas, concepcionistas, visitandinas, trapistas e adoradoras estão entre as poucas nas quais mulheres vivem a forma mais radical de isolamento: a chamada clausura papal ou de vida contemplativa.

 Ao contrário de freiras que atuam em hospitais e orfanatos, essas religiosas vivem reservadas. "As grades não são para elas não saírem, mas sim para ninguém entrar", diz frei Geraldo Afonso de Santa Teresinha, 52, das carmelitas.

 O pouco contato com o mundo ocorre nas missas. As monjas as assistem em um canto, isoladas por grade. Há ainda o locutório, sala onde as pessoas, por uma tela, podem pedir orações às monjas.

 Sair do mosteiro só em caso extremo, para ir ao médico ou ver os pais, quando estão muito doentes. Ainda hoje novos mosteiros femininos são criados, como o das adoradoras perpétuas, em 2009, e o das trapistas, em 2010.

  HOMENS 

Entre os homens, a clausura radical é menor -no Brasil, só com os monges trapistas e cartuxos. A casa dos trapistas no Paraná foi criada em 1977, com quatro monges americanos. Hoje são 20.

 Representantes das ordens são unânimes ao explicar a razão de, no século 21, tantos jovens adotarem esse modo de vida. "O mundo oferece muito, mas coisas passageiras. A clausura oferece algo duradouro, que preenche o vazio", disse Maria Lúcia de Jesus, das irmãs visitandinas.



 Fonte: Site da Folha de São Paulo

Papa concede indulto a ex-mordomo que traiu sua confiança



France Press

 O Papa Bento XVI concedeu neste sábado (22/12) indulto a seu ex-mordomo Paolo Gabriele, condenado em outubro por ter roubado documentos secretos do Vaticano, anunciou o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

 “O Santo Padre, em um ato muito paternal, foi ver Paolo Gabriele pessoalmente para informá-lo que ele havia concedido sua graça”, indicou o padre Lombardi aos repórteres. O encontro durou cerca de 15 minutos, segundo o Vaticano.

 Paolo Gabriele imediatamente recuperou a liberdade e voltou para sua casa, no Vaticano, com sua esposa e três filhos. No entanto, em sua declaração oficial, o Vaticano disse que ele “não poderá retomar seu trabalho anterior, nem continuar a residir no Vaticano”. A Santa Sé irá ajudá-lo “a retomar uma vida tranquila com sua família”.

 “O Santo Padre visitou-o na prisão, para confirmar o seu perdão e comunicar pessoalmente que ele acolheu seu pedido de perdão, apagando a sentença que tinha sido imposta”, disse o porta-voz.

 Gabriele foi condenado no dia 2 de outubro a 18 meses de prisão pelo tribunal do Vaticano por “furto qualificado” de documentos confidenciais. Ele não recorreu.

 O mordomo passou um total de 117 dias na prisão, entre o período de detenção depois de sua prisão em 23 de maio e o período de encarceramento em uma cela da Gendarmaria do Vaticano após o veredicto.

 “É um gesto paternal do Santo Padre a uma pessoa com quem o Papa compartilhou por vários anos uma proximidade”, explicou o padre Lombardi.



 Fonte: Blog Carmadélio

Onde estava Deus na tragédia da escola americana?

                       

Fonte: Blog Carmadélio

"O humanismo do Deus da carnificina"


Luiz Felipe Pondé

 Hoje é véspera de Natal. Noite feliz. Proponho como espiritualidade natalina a hipótese do filme "Deus da Carnificina", de Roman Polanski. O filme é uma peça de teatro, uma prova perfeita de que menos é mais.

 O elenco arrasa: Jodie Foster (a chata politicamente correta azeda), Kate Winslet (a gostosa reprimida e histérica que vomita quando fica nervosa e se ressente da ausência do marido que não larga o celular), Christoph Waltz (advogado cínico de uma indústria farmacêutica, marido da Winslet) e John C. Reilly (marido da Foster, aparentemente pacífico e submisso a ela, com medo de hamsters, mas que estoura no fim e a acusa de ser moralista e "fake").

 Dois casais se encontram na casa de um deles (Foster e Reilly) para conversar sobre a porrada na cara que o filho deles recebeu do filho do outro casal (Winslet e Waltz).

 O que de início parece ser uma conversa civilizada entre pessoas que têm um conflito para resolver num "espírito Obama de ser", do tipo "a guerra do Oriente Médio pode ser resolvida com um ciclo de filmes chatos sobre a paz", acaba por se transformar num desentendimento geral em que as verdadeiras e sombrias personalidades e vergonhas aparecem.

 Exceção feita ao advogado que, desde cedo, revela sua impaciência com o blá-blá-blá do amor à África da personagem da Foster e sua ideia de que nós ocidentais de fato superamos nossas misérias em favor de uma sociedade com "consciência social". Consciência social é sempre tão falsa como bolsa Prada "fake", ou se não é falsa, você é um puritano fanático que baba sangue na mesa.

 Ela escreve livros sobre Darfur e a miséria na África e, em meio a seus berros contidos de histérica, ela decreta que quem não se preocupa com a pobreza mundial não tem caráter. Tenta passar a imagem de que ama e perdoa a todos, inclusive o filho da Winslet que bateu em seu filho, mas no fundo é uma passiva agressiva, aquele tipo de mulher descrita por Woody Allen, que fala baixinho, mas fere fundo com sua saliva venenosa e cruel.

 Outro traço risível da personagem da Foster é seu "amor à cultura". Quando Winslet vomita em seus livros de arte (aquele tipo de livro-trambolho de arte que a classe média "semiletrada", termo usado pelo crítico Otto Maria Carpeaux, deixa em sua mesa de centro como atestado de sua ilustração afetada), Foster começa a gritar e fala como eles procuram dar aos filhos uma educação "cultural" para fazer deles pessoas melhores.

 Risadas? Se não bastasse o clichê dos nazistas que choravam com Bach à noite e torravam judeus de dia, qualquer pessoa inteligente e não afetada por essa falácia de que a cultura deixa alguém melhor sabe do ridículo dessa hipótese pedagógica.

 Foster é aquele tipo de mãe que acha que seus filhos ficam nas redes sociais discutindo a fome em Zâmbia, quando na realidade estão fazendo bullying em rede com algum colega feio da escola.

 O conflito central do enredo se dá entre esse novo puritanismo "fake" que assola o mundo contemporâneo de gente chiquezinha de Nova York e São Paulo (gente que fala frases do tipo "Nova York é outra coisa"), representada por Jodie Foster, e o cinismo niilista do advogado interpretado por Waltz.

 A hipótese do advogado, que dá nome ao filme (em inglês "Carnage", que é carnificina), é de que talvez exista um Deus, mas ele é mal e gosta de nos ver nos matando, daí a carnificina. Em oposição ao besteirol da África vítima, ele narra suas viagens à África, nas quais vê como eles se matam entre si com prazer, cortando-se mutuamente em pedaços. E Deus se diverte com isso.

 Essa hipótese é conhecida por todo estudioso do cristianismo antigo: alguns textos antigos falam de um Deus mau, o Deus dos gnósticos.

 Ele seria um sádico e nos criou para nos torturar. Essa hipótese, com diferenças locais, aparece em heréticos como os bogomilos e cátaros na Idade Média, em Sade no século 18, em Cioran no 20 e em Lars von Trier na sua releitura do Éden, no "Anticristo".

 Eu prefiro o niilismo do advogado Waltz ao amor "político" da Foster. Escolho a dor, e não a mentira, porque sou um humanista.



Fonte: Blog O bico do tentilhão

Papa abre caminho para beatificação de Paulo VI


Bacharel em teologia José Benedito Schumann Cunha


O Papa Bento XVI assinou o decreto que reconhece "as virtudes heróicas" de Paulo VI, primeiro passo para sua beatificação, anunciou nesta quinta-feira o Vaticano. Paulo VI, que comandou a igreja de 1963 a 1978, foi o idealizador com seu antecessor, João XXIII, do Concílio Vaticano II, que modernizou a igreja católica, e também foi o primeiro pontífice da história a visitar a América Latina, quando viajou até a Colômbia em 1968 para o Congresso Eucarístico Mundial.

 Com o decreto, o Papa autoriza que Paulo VI seja considerado "venerável" pelos católicos e inicia o processo para demonstrar que intercedeu em ao menos um milagre, necessário para sua beatificação. Para a canonização são necessários dois. O pontífice italiano, cujo nome era Giovanni Battista Montini, pode ser beatificado no fim do próximo ano, por ocasião das celebrações pelo 50º aniversário do Concílio Vaticano II e durante o proclamado "Ano da Fé".Segundo o postulador da causa de beatificação, padre Antonio Mazzarro, vários casos de curas milagrosas por intercessão de Paulo VI foram apresentados.

Durante o pontificado do Papa Montini, como costumava ser chamado, formado como diplomata e um influente colaborador do papa Pio XII, foram realizadas muitas mudanças no mundo, das revoltas estudantis à Guerra do Vietnã, passando pela liberação sexual.Paulo VI tentou entender tais mudanças e "dialogar com o mundo", realizando as primeiras viagens internacionais e históricas de um pontífice.

Ao mesmo tempo defendeu com rigor a tradicional doutrina da Igreja através de importantes encíclicas, entre elas a "Humanae Vitae" (1968), sobre o controle da natalidade que condenava o contraceptivo, e "Populorum Progressio" (1967), sobre os países em desenvolvimento.


 Fonte www.uol.com.br/ Blog Vocacionados Menores

domingo, 23 de dezembro de 2012

Último Repórter Esso

                                                 
Fonte: Youtube

5 cartas de amor escritas por personagens históricos


Marcel Verrumo

 Beethoven declarou-se a uma amada imortal, desconhecida até hoje. Napoleão errou a mira e escreveu cartas de amor para uma pretendente infiel. Marx trocou mensagens românticas com sua noiva para driblar as proibições dos pais da moça. Lewis Carroll, escritor de Alice no país das maravilhas, declarou-se para uma menina que conheceu quando ela tinha 9 anos e ele já estava na casa dos 30. Yoko Ono continuou declarando seu amor para John Lennon 27 anos após o cantor ser assassinado.

  O História sem fim reuniu cinco cartas de amor de quem marcou a História. São documentos de diferentes épocas, escritos por personagens de diferentes áreas, vivendo em contextos diferentes. Confira como cada um expressou seu amor e conte: qual é sua favorita?

  1. De Beethoven para sua Amada Imortal


Após a morte do gênio em 1827, seu assistente, Anton Schindler, encontrou uma carta de amor guardada entre os pertences do compositor. Em 1840, Schindler publicou uma biografia sobre Beethoven e divulgou o material. Somente o dia e o mês estão registrados na carta. O local em que a carta foi escrita e o nome da destinatária – identificada na carta como “Amada Imortal” – não aparecem. A história inspirou o filme “Minha Amada Imortal”, de 1995.

 Em 1880, a carta foi comprada pela Biblioteca Estatal de Berlim, onde permanece até hoje. Leia:

  “Meu anjo, meu tudo, meu próprio ser – Hoje apenas algumas palavras à caneta (à tua caneta). Só amanhã os meus alugueres estarão definidos – que desperdício de tempo… Por que sinto essa tristeza profunda se é a necessidade quem manda? Pode o teu amor resistir a todo sacrifício embora não exijamos tudo um do outro? Podes tu mudar o fato de que és completamente minha e eu completamente teu? Oh Deus! Olha para as belezas da natureza e conforta o teu coração. O amor exige tudo, assim sou como tu, e tu és comigo. Mas esqueces-te tão facilmente que eu vivo por ti e por mim. Se estivéssemos completamente unidos, tu sentirias essa dor assim como eu a sinto. [...] Nós provavelmente devemos nos ver em breve, entretanto, hoje eu não posso dividir contigo os pensamentos que tive nos últimos dias sobre minha própria vida – Se os nossos corações estivessem sempre juntos, eu não teria nenhum… O meu coração está cheio de coisas que eu gostaria de te dizer – ah – há momentos em que sinto que esse discurso é tão vazio – Alegra-te – Lembra-te da minha verdade, o meu único tesouro, o meu tudo como eu sou o teu. Os deuses devem-nos mandar paz… Teu fiel Ludwig”

2. De Napoleão Bonaparte para Josefina


É como dizem: sorte no front, seca no amor. Napoleão era desses. Até que conheceu Josefina de Beauharnais, viúva de um visconde e seis anos mais velha que ele. Não demorou muito até que o baixinho subisse ao altar com a dama. Enviado para o campo de batalhas, Napoleão declarava em cartas o seu amor pela esposa. O problema é que Josefina não estava na mesma vibe que o cara: além de não retribuir as correspondências, começou a traí-lo. Ao tomar conhecimento do chifre, Napoleão decidiu dar o troco: começou a se relacionar com uma mulher que se disfarçava de homem para lutar. Confira a carta que Napoleão escrevia, enquanto Josefina o traía…

  “Já não te amo: ao contrário, detesto-te. És uma desgraçada, verdadeiramente perversa, verdadeiramente tola, uma verdadeira Cinderela. Nunca me escreves; não amas o teu marido; sabes quanto prazer tuas cartas dão a ele e ainda assim não podes sequer escrever-lhe meia dúzia de linhas, rabiscadas apressadamente. Que fazes o dia todo, Madame? Que negócio é assim tão importante que te rouba o tempo para escrever ao teu devotado amante? Que afeição abala e põe de lado o amor, o terno e constante amor que lhe prometeste? Quem será esse maravilhoso novo amante que te ocupa todos os momentos, tiraniza seus dias e te impede de dedicar qualquer atenção ao teu esposo? Cuidado, Josefina: alguma bela noite as portas se abrirão e eu surgirei. Na verdade, meu amor, estou preocupado por não receber notícias tuas; escreve-me neste instante quatro páginas plenas daquelas palavras agradáveis que me enchem o coração de emoção e alegria. Espero poder em breve segurar-te em meus braços e cobrir-te com um milhão de beijos, candentes como o sol do Equador. Bonaparte”

  3. De Karl Marx para sua esposa Jenny von Westphalen


O intelectual alemão escreveu cartas à mulher que viria a ser sua esposa e mãe de seus filhos, Jenny von Westphalen, filha de um barão da Prússia. Os dois se conheceram ainda na universidade e, para driblar a proibição familiar de namorar, mantiveram durante anos uma relação de amor por meio de cartas. Confira uma delas.

  “Meu amor, enquanto nos separa um espaço, estou convencido de que o tempo é para o meu amor como o sol e a chuva são para uma planta: fazem crescer. Basta você ir, meu amor por você apresenta-se a mim como ele realmente é: gigantesco; e nele se concentra toda minha energia espiritual e toda a força dos meus sentidos …. Você vai sorrir, meu amor, e te perguntarás por que eu caí na retórica. Mas se eu pudesse pressionar contra o meu coração o seu, puro e delicado, guardaria em silêncio e não deixaria escapar nem uma só palavra.”

4. De Lewis Carroll para Gertrude Chataway


Gertrude Chataway foi a mais importante criança que o escritor Lewis Carroll teve como amiga. O poema A caça ao Snark, inclusive, é dedicado a ela e aberto com um acróstico com seu nome. Biógrafos de Carroll, conhecido por escrever Alice no país das maravilhas, revelam que ele conheceu a garota quando ela tinha apenas 9 anos e que, desde então, os dois mantiveram uma amizade que se estendeu até a vida adulta. Meio estranho? Espere até ler a carta.

  “Minha querida Gertrude, você vai ficar admirada, surpresa, desolada ao saber que terrível indisposição eu senti quando você partiu. Mandei chamar um médico e lhe disse: ‘Dê-me um remédio contra o cansaço porque eu estou cansado’. Ele me respondeu: ‘Nunca! Você não precisa de remédio! Se você está cansado, vá para a cama!’ ‘Não’, repliquei, ‘não se trata desse tipo de cansaço que passa quando se deita. Eu estou cansado no rosto.’ Ele ficou muito sério e depois disse: ‘Sim, estou vendo, é seu nariz que está cansado; e isso acontece por que você mete o nariz em tudo’. E eu respondi: ‘Não, não é bem o nariz. Talvez tenha sido um gole de ar’. Então ele fez uma expressão de espanto e disse: ‘Agora estou entendendo: naturalmente você tocou muitas árias em seu piano’. ‘De forma nenhuma, protestei. Nada de árias, mas de alguma coisa que fica entre o meu nariz e o meu queixo’. Aí ele ficou muito sério e perguntou: ‘Ultimamente você tem andado muito com seu queixo?’ Eu disse: ‘Não’. ‘Bem!’ disse ele, ‘isso me preocupa muito. Não sente alguma coisa nos lábios? ‘Claro!’ exclamei. É exatamente isso que eu sinto!’ Então ele ficou mais sério do que nunca e disse: ‘Acho que você andou dando muitos beijos’. ‘Bem’, respondi, ‘na verdade eu dei um beijo numa menininha que é muito minha amiga.’ ‘Pense bem’. disse ele, ‘você tem certeza de que foi somente um?’ Eu pensei bem e disse: ‘Talvez tenham sido onze’. Então o doutor respondeu: ‘Você não deve dar nenhum beijo até que seus lábios tenham descansado bastante’. ‘Mas o que devo fazer’, repliquei, ‘se ainda estou devendo a ela cento e oitenta e dois beijos?’ Nessa hora ele ficou tão triste, mas tão triste, que as lágrimas começaram a rolar em seu rosto. E ele disse: ‘Você pode enviálos numa caixa’. Então eu me lembrei de uma pequena caixa que eu havia comprado em Dover, pensando em poder um dia oferecê-la a uma menininha. Por isso é que eu lhe envio essa caixa depois de ter colocado nela todos os meus beijos. Diga-me se eles chegaram bem, ou se algum se perdeu pelo caminho.”

  5. De Yoko Ono para John Lennon


 Às vésperas do 27º aniversário de morte de Lennon, Yoko Ono escreveu em seu blog uma declaração de amor para o músico. Ora dirigindo-se a John, ora ao leitor, Ono pediu Paz, como fizera anos antes ao lado do cantor, lutando pelos direitos das mulheres, dos trabalhadores e pelo fim da Guerra do Vietnã. Falou das saudades, do vazio ao olhar para a cama vazia, do filho órfão. Falou da dor de amar quem não está ao nosso lado.

  Sinto saudades, John. 27 anos se passaram e ainda desejo poder voltar no tempo até aquele verão de 1980. Lembro-me de tudo – dividindo nosso café da manhã, caminhando juntos no parque em um dia bonito, e ver sua mão pegando a minha – que me garantia que não deveria me preocupar com nada, porque nossa vida era boa. Não tinha ideia de que a vida estava a ponto de me ensinar a lição mais dura de todas. Aprendi a intensa dor de perder um ser amado de repente, sem aviso prévio, e sem ter o tempo para um último abraço e a oportunidade de dizer “Te amo” uma última vez. A dor e o choque de perder você tão de repente está comigo a cada momento de cada dia. Quando toquei o lado de John na nossa cama na noite de 08 de dezembro de 1980, percebi que ainda estava quente. Esse momento ficou comigo nos últimos 27 anos – e vai ficar comigo para sempre. Ainda mais difícil foi ver o que foi tirado de nosso lindo filho Sean. Ele vive com uma raiva silenciosa por não ter seu pai, a quem ele tanto amava e com quem compartilhou sua vida. Eu sei que não estamos sozinhos. Nossa dor é compartilhada com muitas outras famílias que sofrem por serem vítimas de violência sem sentido. Esta dor tem de parar. Não percamos as vidas daqueles que perdemos. Juntos, façamos o mundo um lugar de amor e alegria e não um lugar de medo e raiva. Este dia em que se comemora a morte de John, tornou-se cada vez mais importante para muitas pessoas ao redor do mundo como um dia para lembrar a sua mensagem de Paz e Amor e fazer o que cada um de nós podemos fazer para curar este planeta que nos acolhe. Pensem em Paz. Atuem em paz. Compartilhem a Paz. John trabalhou para ele toda a sua vida. Ele costumava dizer: “Sem problemas, somente soluções”. Lembre-se, estamos todos juntos. Podemos fazê-lo, devemos. Eu te amo! Yoko Ono Lennon.”

 E aí, quem mais mexeu com seu coração? 


 Fonte: Site da Revista Superinteressante

‘Cota não resolve problema da educação. Ela cria ilusão’



Eunice Durham, professora de antropologia da USP (Carol Carquejeiro)

  A estudiosa afirma que, apesar da propaganda acerca da reserva de vagas, a esmagadora maioria dos jovens seguirá sem lugar na universidade pública

 Nathalia Goulart, na Veja on-line

 ‘O vestibular é talvez o mecanismo mais justo de seleção. Só passa quem tem capacidade. O filho do senador e o filho da doméstica fazem exatamente a mesma prova. Agora, se os que passam são majoritariamente provenientes da parte mais rica de população é por culpa do sistema público, que é de péssima qualidade. Não é o vestibular que é elitista – é o sistema básico que é desigual’

Em agosto, a presidente Dilma Rousseff assinou a chamada lei das cotas, que reserva 50% das vagas de universidades federais a estudantes oriundos de escolas públicas de ensino médio. Nesta semana, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, lançou um programa de inclusão social para as três universidades públicas paulistas, USP, Unicamp e Unesp – apontadas nos rankings internacionais como centros de excelência em pesquisa no Brasil. “Embora a proposta pareça um pouco melhor do que a lei federal, está longe de ser a solução”, diz a antropóloga Eunice Durham.

 Ex-secretária de política educacional do Ministério da Educação, membro do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP e estudiosa do ensino superior, Eunice acusa a nova proposta de carregar o mesmo discurso e enganos revelados em 2002, quando foi adotada pela primeira vez no país o mecanismo de reserva de vagas (por raça, então), na UFRJ. “Tanto as cotas raciais como as cotas sociais são remendos demagógicos”, diz. “Existe uma grande desigualdade educacional entre pobres e ricos, negros e brancos. Mas a questão é que isso está sendo combatido no lugar errado. Querem consertar as desigualdades do Brasil na porta da universidade, sendo que o problema se origina na educação básica.” 

 Para quem acha que a posição é ideológica, a professora oferece números. “Mesmo com toda essa propaganda de que a universidade agora está de portas abertas para os alunos da rede pública, 95% da população jovem vai seguir fora da universidade pública.” Mais efetivo e justo, defende a antropóloga, seria a criação e manutenção, pelas universidades públicas, de cursos pré-vestibulares que preparassem os estudantes da rede pública para o ingresso no vestibular. “Desde que a universidade chegou ao Brasil, as famílias ricas recorrem a esse tipo de aulas adicionais para garantir que seus filhos tenham o conhecimento necessário para passar no vestibular. Por que não oferecer a mesma oportunidade para os pobres?”, indaga a estudiosa. Confira a seguir trechos da entrevista que ela concedeu ao site de VEJA.

  Como docente da USP e membro da comunidade acadêmica, como a senhora recebeu a notícia de que a universidade deve aderir ao programa de cotas do estado? Embora pareça um pouco melhor do que a lei federal, a proposta do governo estadual está longe de ser a solução. A ideia pode até ser aproveitada, mas precisa ser melhor analisada. Não podemos implementar um plano assim, sem testar outras alternativas.

  Quais os problemas das políticas de cotas? Tanto as cotas raciais como as cotas sociais são remendos demagógicos. Entendo que os problemas que elas visam combater são reais. De fato, existe uma grande desigualdade educacional entre pobres e ricos, negros e brancos. Mas a questão é que isso está sendo combatido no lugar errado. Querem consertar as desigualdades do Brasil na porta da universidade, sendo que o problema se origina na educação básica. Não é o vestibular que discrimina. O vestibular é talvez o mecanismo mais justo de seleção. Só passa quem tem capacidade de passar, não há beneficiados. O filho do senador e o filho da doméstica fazem exatamente a mesma prova. Agora, se os que passam são majoritariamente provenientes da parte mais rica de população é por culpa do sistema público, que é de péssima qualidade. Não é o vestibular que é elitista – é o sistema básico que é desigual.

  Hoje, cerca de 80% dos alunos da educação básica estão matriculados na rede pública. Não é natural desejar que universidades federais e estaduais atendam também a essa população? A questão primordial é que as cotas não dão conta de incluir toda essa gente. Posso citar alguns números: no estado de São Paulo, menos de 30% dos jovens estão matriculados no ensino superior – há, portanto, pelo menos 70% de excluídos. Dos 30% incluídos, as universidades públicas atendem apenas 15% do total de matriculados, isto é, 4,5% dos jovens – menos de 5%. As cotas não mudam esse cenário porque não criam vagas, elas apenas fazem a redistribuição. Querem criar um programa para incluir mais negros nesse porcentual de 4,5%, mas isso em nada vai alterar o nível crucial de exclusão que temos. Eu sou contra cota racial: ela penaliza outra parte da população que também precisa de estímulos: os brancos pobres. 

  As cotas são uma falsa ideia de inclusão, então? Exatamente. Mesmo com toda essa propaganda de que a universidade agora está de portas abertas para os alunos da rede pública, 95% da população jovem vai seguir fora da universidade pública. Por isso as cotas são demagógicas. Elas não lidam com o problema, elas criam uma ilusão.

  E qual é o verdadeiro problema? No Brasil, existe uma cultura de que ensino superior é sinônimo de universidade. Criou-se esse mito de que todo mundo precisa ser doutor e que curso técnico profissionalizante é algo menor, degradante. O país precisa oferecer cursos diferenciados para populações diferenciadas. Tem gente quem quer aprender sobre as coisas e tem gente que quer aprender a fazer coisas. Temos que oferecer escola para todo mundo, ou você acha que todo mundo precisa estudar física quântica na USP? O Brasil tem que decidir se quer colocar todo mundo na universidade ou se quer criar um ensino superior que ofereça condições para dar à maioria da população a condição para continuar os estudos depois do ensino médio, aprender uma profissão, se inserir no mercado de trabalho e exercer uma cidadania responsável. Mas você vê alguém discutindo isso? Eu não vejo. Só vejo um monte de gente querendo sair bem na foto dizendo que vai colocar mais meia dúzia de estudantes nas universidade federais e estaduais. E achando que com isso vai resolver o problema da educação no Brasil.

  Equacionar esses problemas levaria anos. O que fazer pela população pobre, majoritária nas escolas públicas, que está no ensino médio e precisa ser incluída no ensino superior? A solução mais imediatista que vejo é a criação, por parte das universidades públicas, de cursos pré-vestibulares de qualidade para alunos de baixa renda empenhados em ingressar no ensino superior. Alunos das próprias instituições poderiam atuar junto a professores como tutores e, estudantes que almejam ser professores, por exemplo, poderiam fazer estágio nesses cursos. Desde que a universidade chegou ao Brasil, as famílias ricas recorrem a aulas adicionais para garantir que seus filhos tenham o conhecimento necessário para passar no vestibular. Por que não oferecer a mesma oportunidade para os pobres? Esse pré-vestibular permitiria checar quais são as reais dificuldades dos alunos e os métodos mais eficazes para saná-las, pensando em depois replicá-los para a rede pública de educação básica.

  O programa do governo estadual prevê que os alunos realizem um curso prévio, de dois anos, antes de ingressar nas universidades, uma espécie de ‘college’ que garantiria um diploma de nível superior. Isso não seria suficiente? O programa prevê apenas que os que forem selecionados passem pelo curso. Não adianta nada privilegiar meia dúzia de pobres. É preciso oferecer oportunidade de crescimento a muito mais jovens. Pelo sistema que eu proponho, mesmo os jovens que não ingressarão na universidade pública terão a oportunidade de suprir as deficiências que acumularam ao longo da vida escolar. E estarão assim mais preparados para o mercado de trabalho.

  Mas a senhora considera que os ‘colleges’ poderiam ser uma alternativa às universidades no futuro? Eu sou a favor da criação de ‘colleges’. Seria uma proposta revolucionária para o ensino superior brasileiro, mas não pode ser um ‘college’ emendado a um projeto de cotas para a universidade. Nos Estados Unidos, eles funcionam bem e atendem a mais da metade da população. Mas, no Brasil, o projeto ainda está muito cru. É preciso discuti-lo, saber como seria implantado, sua vigência e avaliação. Do jeito que foi apresentado, me parece apenas a resposta a uma pressão demagógica.

  Indicadores internacionais mostram que as universidades públicas paulistas são a elite do ensino superior brasileiro, instituições dedicadas ao ensino e à pesquisa. As cotas podem afetar a qualidade dessas universidades? Eu acredito que sim. Existem algumas pesquisas que apontam o contrário. Elas, em geral, dizem que alunos cotistas têm desempenho inclusive superior aos não cotistas. Isso tem a ver com resiliência, a capacidade do estudante de se adaptar e vencer os obstáculos quando lhe é dada oportunidade. Mas no momento que essas pesquisas foram realizadas, as cotas tinham outra dimensão, incluíam um percentual muito menor de alunos. Agora estamos falando que metade de uma universidade será formada por alunos oriundos de uma escola de má qualidade. Não há como prever o futuro, mas acredito que a qualidade de uma instituição não depende apenas de bons professores, mas também do ingresso de bons alunos.



 Fonte: Site Livros só mudam pessoas

sábado, 22 de dezembro de 2012

Sobre Falsos Heróis - José Fighera Salgado

 

Sobre Falsos Heróis
José Fighera Salgado


Que heróis são esses que ergueram massas
Pregando o fim de alheias propriedades?
Tramando golpes com base em mentiras,
Ideologias de falsa igualdade.

Que heróis fajutos, que com mil falácias
Organizaram hordas de iludidos.
Disseminando ódio entre as classes
Com seus conceitos falsos e falidos.

Que heróis de Araque que até hoje guiam
Servos que travam inúteis contendas;
E assim militam por ruas e becos,
E cortam cercas pra invadir fazendas.

Que heróis bandidos que pregaram roubo
E caridade com dinheiro alheio.
Mas cujo os bolsos de seus seguidores
Não se abstende a se manterem cheios.

Legado tosco o destes heróis,
Que greves tolas vão influenciando.
Pelas escolas, poluindo livros;
Nas faculdades, mitos se tornando.

E os seguidores dos heróis de barro,
Que alcançando pleno poder,
Confiscam armas do povo que, assim,
Nem mais a vida pode defender.

Sagaz macabras as destes heróis,
Cujos ideais, pátrias degeneram.
Destroem jovens, corrompendo mentes
Com utopias que nunca prosperam.

São cultuados em todas as partes;
Cidades, campus e universidades.
E assim, aos poucos, seus servis soldados
Calam as vozes que falam verdades.

Triste destino o dos que lutaram
Nas intentonas dos heróis falsários.
Fortalecendo o perigo vermelho,
Feito de ódio e rancor proletário.

Pobre cabeça que acata as idéias
De um falso herói mal-intencionado.
Pobre do homem, que iludido entrega
Sua devoção aos heróis errados.



 Fonte: Letras.mus.br / Youtube

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A sabedoria de Joaquim Barbosa


Juremir Machado da Silva

 O ministro Joaquim Barbosa, como se sabe, não atendeu ao pedido do procurador-geral da República, Joaquim Barbosa, para que fosse decretada a prisão imediata dos condenados no julgamento do mensalão pelo STF.

 Foi uma jogada de mestre de Barbosa.

 Uma astúcia de grande jogador.

 Ao frustrar a expectativa da mídia, do MP e de parte da população brasileira, Joaquim Barbosa sinalizou para seus críticos que está acima de pressões. 

Foi uma gesto destinado a provar a sua independência.

 Uma estratégia simbólica para mostrar que só toma decisões técnicas.

 Como diz Heidegger, a essência da técnica não é técnica.

 É o quê?

 Política.

 Heidegger ou Hegel?

 Astúcia da razão?

 Ou razão da astúcia?

 Sabedoria.


 Fonte: Site do Correio do Povo

Cristãos Do Cazaquistão E Quirguistão Enfrentam Medidas Severas


Os cristãos do Cazaquistão e do vizinho Quirguistão têm testemunhado o fechamento de suas igrejas e o rígido controle estatal sobre literaturas cristãs como medidas de repressão por parte de autoridades.
No Cazaquistão, onde o presidente Nursultan Nazarbayev governa praticamente sem contestação desde a independência da União Soviética, em 1991, várias igrejas protestantes foram fechadas nas últimas semanas.

Os membros de uma igreja protestante no sul do Cazaquistão, alegam que um tribunal regional ordenou "o fechamento" de sua congregação bem como de outras "cinco ou seis igrejas protestantes".

Segundo o grupo de direitos Forum 18, os membros da igreja se recusaram a revelar sua localização exata por temerem sofrer represálias do Estado. As autoridades se manifestam defendendo suas ações, alegando que os cristãos não cumprem os prazos e documentos exigidos.

Um Problema Étnico 

Os cristãos locais acreditam que a sua Igreja foi alvo de represálias "porque sua membresia é composta predominantemente de cazaques", e acrescentou que as igrejas protestantes russas e coreanas receberam seu recadastramento.

Mas eles não são os únicos a enfrentarem esse tipo de ataque. Em 28 de novembro, o Tribunal Econômico Regional do Sul do Cazaquistão aprovou o fechamento do templo da ‘Igreja Pentecostal Luz do Mundo’, segundo o pastor da igreja.

Em declarações publicadas pelo Forum 18, o Pastor Pavel Semlyanskikh deixou claro que ficou surpreso com o fechamento da igreja. "A igreja está devidamente registrada e ativa há pelo menos dez anos. Somos uma comunidade pacífica e nunca tivemos problemas."

Várias mesquitas também foram fechadas, segundo o Forum 18, como parte de uma ofensiva mais ampla contra organizações e grupos religiosos independentes.

 Quirguistão, nova lei religiosa 

Os cristãos também se queixaram da perseguição no vizinho Quirguistão, que teve no ano passado a primeira mudança política pacífica de sua história pós-comunista.

Em uma ação surpresa em 7 de dezembro, o presidente Almazbek Atambayev teria sancionado novas leis de censura à Religião.

De acordo com o Forum 18 a legislação visa "aumentar o controle estatal sobre a literatura religiosa e outros materiais", afetando potencialmente a impressão e distribuição de Bíblias e outras publicações cristãs.

Funcionários do governo negaram que nova lei viole os direitos religiosos. "Isso não é censura", disse Kanatbek Mamadaliyev da Comissão Estatal para os Assuntos Religiosos (SCRA) em um comunicado. "Medidas serão adotadas para a implementação dessa lei, mas eu não posso afirmar ainda como isso se dará".

Segundo o Forum 18, o oficial foi incapaz de explicar o que significa as categorias estabelecidas pela nova lei de censura quando fala de "extremismo", "separatismo" e "fundamentalismo".

O analista político Ivan Kamenko disse temer que a "aplicação da nova lei seja caótica, seletiva e arbitrária".

 Ele disse que se espera que as autoridades "inspecione as literaturas do Conselho Muçulmano ou das Igrejas Ortodoxas Russas, mas que as religiões consideradas" não-tradicionais "poderão enfrentar problemas".

Grupos de direitos humanos estão preocupados com a situação dos cristãos locais, principalmente os evangélicos, que são o principal alvo das ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central.

Fonte: BosNewLife
Tradução: Marcelo Peixoto


Fonte: Site Seara News

Filósofo Cria A Bíblia Para Ateus


O professor de filosofia da Universidade de Londres A. C. Grayling lançou o livro The Good Book: A Secular Bible (O Livro Bom: Uma Bíblia Secular), uma espécie de guia para ateus.

Ao lado do cientista Richard Dawkins e do escritor Christopher Hitchens, Grayling, 62 anos, é um dos expoentes do chamado Novo Ateísmo, que milita pelo abandono de religiões e superstições. Assim como na bíblia cristã, a obra de Grayling começa no Gênesis e segue para Lamentações e Provérbios, tudo organizado em capítulos e versos. “A estrutura bíblica é convidativa e acessível. O leitor pode escolher trechos ou seções para ler separadamente”, diz o autor.

Porém, nas 608 páginas da obra de Grayling não há sequer uma menção à palavra “Deus” ou qualquer outra referência divina, mas sim citações e conceitos de grandes pensadores como Aristóteles, Isaac Newton e, não podia faltar, Charles Darwin. O autor acredita que há pensamentos profundos e sérios sobre o bem nas grandes tradições não-religiosas que seriam mais humanos e vivíveis — sem estar sob o comando de uma autoridade.

Antevendo críticas, Grayling já declara: “Quase tudo escrito em meu livro vem de grandes mentes do passado. Quem atacá-lo automaticamente atacará Cícero, Confúcio e por aí vai”. Para terror dos católicos, Grayling chegou a elaborar os 10 mandamentos dos ateus, estes sim redigidos a partir de suas próprias ideias. “Só espero não me tornar um ‘deus’. Certamente eu não seria bom nisso.”

OS 10 MANDAMENTOS ATEUS 

1. Ame bem

2. Busque o bem em todas as coisas

3. Não faça mal aos outros

4. Pense por si mesmo

5. Assuma responsabilidade

6. Respeite a natureza

7. Faça o seu melhor

8. Seja informado

9. Seja bondoso

10. Seja corajoso – ao menos tente sinceramente



 Fonte: Galileu online / Folha Gospel/ Seara News

SUICÍDIO É A SEGUNDA MAIOR CAUSA DE MORTE ENTRE JOVENS NO MUNDO


Uma série de estudos publicada no periódico "Lancet" chama a atenção para um assunto tabu: o suicídio.

 Segundo um dos artigos, essa é a primeira causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos. Entre os homens, o suicídio ocupa o terceiro lugar, depois de acidentes de trânsito e da violência.

 No Brasil, o suicídio é a terceira causa de morte entre jovens, ficando atrás de acidentes e homicídios. "As taxas sempre foram maiores na terceira idade. Hoje a gente observa que, entre os jovens, elas sobem assustadoramente", afirma Alexandrina Meleiro, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.

 Entre os jovens, a taxa multiplicou-se por dez de 1980 a 2000: de 0,4 para 4 a cada 100 mil pessoas.

 Segundo o estudo, os adolescentes evitam procurar ajuda por temerem o estigma e que rumores sobre seus pensamentos suicidas se espalhem pela escola.

 Há outra mudança no perfil dos que cometem suicídio. O risco, que sempre foi maior entre homens, tem aumentado entre as meninas.

 Segundo Meleiro, isso se deve a gestações precoces e não desejadas, prostituição e abuso de drogas.

 SILÊNCIO 

 O problema, porém, é negligenciado, como mostram dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). A entidade afirma que os casos de suicídio aumentaram 60% nos últimos 45 anos e que 1 milhão de pessoas no mundo morrem dessa forma por ano.

 No Brasil, estima-se que ocorram 24 suicídios por dia. O número de tentativas é até 20 vezes maior que o de mortes.

 "O suicídio é uma epidemia silenciosa. E o preconceito em torno das doenças mentais faz com que as pessoas não procurem ajuda", diz Meleiro. Cerca de 90% dos suicídios estão ligados a transtornos mentais. Segundo a OMS, pouco tem sido feito em termos de prevenção. Os pesquisadores, da Universidade de Oxford e da Universidade Stirling, na Escócia, dizem que mais pesquisas são necessárias para compreender os fatores de risco e melhorar a prevenção.

 Uma estratégia é limitar o acesso a meios que facilitem o suicídio, como armas.

 Meleiro diz ainda que as pessoas costumam dar sinais antes de uma tentativa. "Acredita-se que perguntar se a pessoa tem pensamentos suicidas vai estimulá-la, mas isso pode levá-la a procurar ajuda."

 A psiquiatra da infância e da adolescência Jackeline Giusti, do Hospital das Clínicas da USP, afirma que é importante prestar atenção a sinais de automutilação nos adolescentes, porque a prática aumenta o risco de suicídio.

 "Professores, clínicos e pediatras têm que ficar atentos a essa possibilidade e investigar. É um sinal de que algo não está legal e merece cuidados. Em geral os adolecescentes que se mutilam são deprimidos, têm ansiedade e têm uma dificuldade enorme pra dizer o que estão sentindo ou para pedir ajuda."



 Fonte: JORNAL FLORIPA/ Site da Igreja Evangélica Encontros de Fé