domingo, 31 de março de 2013

O Contragolpe 1964-A Verdade Sufocada

 



Fonte: Youtube

Maior genocídio da história foi contra os cristãos na ex-União Soviética


Documentário quer mostrar o terrível custo humano do "ateísmo militante". 

 por Jarbas Aragão

Maior genocídio da história foi contra os cristãos na ex-URSS
  A história do mundo está repleta de mostras da violência dos seres humanos contra o seu próximo. Entre os grandes genocídios das últimas décadas estão as guerras étnicas em Ruanda, com 800.000 mortos, da Armênia com 1 milhão e o Holocausto, que exterminou mais de 6 milhões.

Porém, um novo projeto está em andamento para contar uma história que nunca recebeu a atenção que merece: a campanha dos “ateus militantes” contra a fé na ex-União Soviética. Estima-se que o número de cristãos mortos pelo regime socialista ateu chega a 12 milhões. Esses dados são mostrados em detalhes no documentário “Martirizados na URSS”, que mostra as atrocidades dos regimes de Lênin, Stalin, Kruschev e outros.

“O objetivo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas”, explica o produtor do filme “era eliminar a religião. Para atingir esse objetivo, eles destruíram igrejas, mesquitas, sinagogas, e todos os monumentos religiosos, bem como o envio em massa de pessoas religiosas para campos de trabalho forçado da Sibéria”.

A Liga de militantes ateus, fundada em 1929, ajudou o governo soviético no assassinato de milhares de crentes e de seus líderes. Muitos templos foram convertidos em celeiros, depósitos e “museus do ateísmo”, enquanto eram realizados com frequências manifestações que promoviam o escárnio da religião e dos fieis. Ao longo da década de 1960, por exemplo, metade das igrejas ortodoxas russas foram fechadas, além de cinco de seus oito seminários. Os ortodoxos são a maior denominação cristã da região, mas também foram perseguidos os batistas, presbiterianos, metodistas e luteranos.

Além do martírio de cerca de 12 milhões de cristãos, centenas de milhares de judeus, muçulmanos e budistas também foram mortos por causa de sua fé.

Kevin Gonzalez, produtor e diretor do documentário disse que o projeto surgiu quase que por acaso. Ele conheceu uma mulher em sua igreja, que veio da Rússia, e ela contou algumas das atrocidades que ocorreram por lá. Gonzalez se interessou e decidiu entrevistar os avós, os pais e alguns amigos dessa senhora e decidiu que tudo aquilo precisava ser exposto.

Gonzalez disse ao WND que as gerações mais jovens nos países da ex-União Soviética não sabem muito sobre essa época, porque o governo decidiu eliminar esses relatos dos livros de história.

Sob a doutrina soviética, de separação entre Igreja e Estado, as igrejas foram proibidas de doar comidas aos pobres e de realizar atividades educativas. Era uma tentativa de fazer a população “curvar-se apenas ao governo soviético”.

Os fiéis não podiam publicar literatura religiosa e muitas igrejas foram impedidas de realizar cultos com a presença de crianças e jovens. O sistema escolar e universitário foi tomado pelos ensinamentos ateístas e antirreligiosos. Gonzalez acredita que existe o perigo de esse tipo de perseguição voltar a ocorrer em pleno século 21.

“A nossa esperança é que as pessoas aprendam com a história da perseguição dos cristãos na URSS para reconhecer o dano causado pelo movimento ateu militante, algo que ainda existe e está decidido a ridicularizar e proibir toda forma de religião na sociedade.”

Os criadores do filme estão lançando o DVD este mês nos EUA, e já anunciam que pretendem mostrar as consequências dos regimes ateus na Revolução Francesa, na República Popular da China, na República Socialista da Albânia, na Coreia do Norte e outros.

 Com informações WND.

  Assista:





Fonte: Notícias Gospel Prime

10 dicas para criar um poema


André Ricardo Aguiar

Gostar de ler poesia: É necessário que você adquira o hábito de ler poemas. Cercar-se de bons autores, discutir com seus amigos, ler em voz alta, tudo isso prepara a sua herança cultural.

  Ser versátil e curioso: Não existe regra para temas poéticos. Tudo o que é o nosso mundo rende um poema. Não existe inspiração apenas para temas distantes e abstratos. Até um cisco no olho pode render um poema.

  Conhecer as regras é fundamental: entender dos processos e técnicas, mesmo que você não as use, abre um leque maior de possibilidades. Livros sobre teoria, os mais básicos, não são chatos. E oferecem exemplos maravilhosos.

  Use a imaginação: poema é uma janela para as imagens. Tente visualizar tudo o que dirá num poema. Não estranhe se as imagens parecem dizer algo além da lógica. Poesia não é uma aula didática, não precisa explicar nada. Você precisa apenas mostrar o novo e ver beleza nisso.

  Leia o dicionário: é um amigo para a vida toda e com uma vantagem extra, ele gosta de ser usado. Quanto mais palavras você acrescentar no seu vocabulário, melhor dirá uma imagem, uma idéia. Poesia é feita de palavras, lembre-se disso.

  Veja e observe outras formas de arte: vá a uma exposição, veja um bom filme, leia quadrinhos. A arte é combinável e tudo está interligado. Preparar seu espírito para uma visão artística é como exercitar todo dia os músculos do seu corpo. Você jamais perderá a disposição.

  Aceite o olhar do outro: Não se tranque numa concha, achando que fez uma obra-prima e que só a sua opinião importa. Poesia não é expressão com a finalidade de apenas mostrar o que está sentindo. Poesia é linguagem elevada a potência máxima e como tal, depende de recursos expressivos. Aceite críticas, inclusive as suas.

  Rabisque e revise: poema é sujeito a versões e revisões. Uma idéia nunca fica pronta de vez. Faça esboços, anote tudo, corte, edite. Poesia é como montar um quebra-cabeça.

  Tudo tem mais de um ângulo – Não caia na tentação em dizer o óbvio. Não dê nada mastigadinho para o leitor. Não suborne sua inteligência. Dizer de uma forma diferente algo que está dentro de você é 100% mais eficiente do que cair em lugar comum. Não crie preconceitos em poesia. Diga e ouse o novo.

  Poesia também é humor – Nem pompa demais, nem bagunça ao extremo. A linguagem pede para desapertar o cinto. Não seja nobre demais. Você não vai discursar, vai cantar a beleza da linguagem. E com esta lição, seja breve, seja enxuto.

  (Texto de minha autoria apresentado em palestra no Senac-PB em evento realizado para alunos)



Fonte: Blog Canivete Suíço

Quem escreve e o que escreve? Perfil de autores de Literatura no Brasil



A professora e pesquisadora da UNB, Regina Dalcastagnè, dedicou seus últimos 15 anos a estudar os modelos sociais construídos e validados pela literatura brasileira contemporânea. Qual a porcentagem de mulheres escritoras? Como os negros costumam ser retratados em obras de ficção? Os resultados mostram uma ficção que é ainda menos múltipla que a realidade nacional, com um perfil de autores médios desconfortavelmente menos uniforme que o Brasil.

 Vejam os outros dados

http://pontoeletronico.me/2013/02/18/eu-quero-escrever-um-livro-sobre-literatura-brasileira/



Fonte: Blog Ciência Social Ceará

50 ANOS DE BUNDESLIGA EM UM MINUTO


Por: Jean Vieira


Para celebrar os 50 anos da Bundesliga a Coca-Cola Zero, parceira do torneio, divulgou um filme que mostra em um minuto alguns dos principais momentos da história deste que é considerado um dos melhores campeonatos do mundo.

 

 Muito bom!

 Via Futebol Marketing.

 Fonte: Blog Testosterona

Maconha: Jamaica já era, a onda agora é Coreia do Norte


Via Diario Liberdade 

 A Coreia do Norte fuma maconha todo dia


 Coreia do Norte - Outras Palavras - [Ben Young, Vice] Choque cultural: num dos países que mais restringem direitos civis e políticos, a erva é fumada livremente — e apreciada em especial pelos soldados...

 Ilustrações: Emily Bakes

 Há anos, o correspondente/freela de longa-data Alex Hoban vem desvendando a Coreia do Norte pra gente, mas aconteceu que ele tinha tanto para dizer sobre o assunto que decidiu abrir um site de notícias destinado ao país. NK NEWS é o resultado disso, e desde o seu lançamento no último mês de setembro, ótimas histórias têm saído diariamente – como esta que trazemos aqui, do Ben Young. Então vai conferir o site, siga os caras no Twitter e, se você estiver afim de grandes desafios, eles também têm esse misterioso formulário de cadastro que dá a chance de se unir a eles na próxima grande aventura no reino eremita.

 Coreia do Norte, o país mais amordaçado, conservador e controlador do mundo também é um paraíso para os maconheiros. Apesar da postura séria do governo sobre uso e distribuição de drogas pesadas, como cristal de metanfetamina (que tem um legado notório no país), a maconha não é considerada droga. Como resultado, a escolha perspicaz bolada no papel de seda de arroz dos norte-coreanos sugere que, no mínimo para a maconheirada, a Coreia pode ser, enfim, o paraíso.

 A NK NEWS recebe relatos frequentes de visitantes retornando da Coreia do Norte, dizendo que há plantas de maconha crescendo livremente ao longo das estradas, da cidade portuária de Chongjin, ao norte, até as ruas da capital Pyongyang, no sudoeste, onde é possível dar uma bola livremente pelas ruas e a doce marofa pega as suas narinas de surpresa. Nossas fontes são pessoas que nós sabemos que trabalham dentro da Coreia e fazem viagens para o país periodicamente.

 Não existe tabu acerca da erva e seus apreciadores por lá – muitos residentes a conhecem e já a experimentaram. Na Coreia do Norte, a droga atende pelo nome de ip tambae, ou "folha de tabaco", comumente relatada por ser especialmente popular entre os jovens soldados do exército norte-coreano. Ao invés de ficarem viciados em alcatrão e nicotina como os milicos do Ocidente, eles conseguem relaxar acendendo um baseado king-size durante a folga na ronda.

 Apesar do fato de o governo não pegar no pé do uso da maconha (ou do ópio) e do seu predomínio entre as pessoas comuns, os mochileiros-maconheiros ansiosos por uma amostra do broto da erva vão se decepcionar. Se um turista ocidental perguntar para o seu guia qual o melhor lugar para se conseguir a "planta especial", como é eufemisticamente chamada, o guia provavelmente evitará responder. A maioria deles é educada o suficiente quanto às legislações ocidentais a respeito da substância, e não sente a necessidade de promover algo que pode atrair propaganda negativa. Mas apareça com uma garrafa de conhaque e eles poderão ficar subitamente mais dispostos a lhe ajudar.
 
 As razões para se fumar maconha na Coreia do Norte diferem para o continente americano. Na Coreia, você não acende "unzinho" simplesmente para ficar chapado e rir até suas tripas saírem pra fora, você fuma para economizar e dar um tempo dos cigarros baratos locais. No mercado negro, maconha costuma ser vendida por um preço baixo e é fácil de se conseguir. Portanto, a droga é muito popular entre as pessoas das classes mais baixas da sociedade norte-coreana. Depois de um longo dia de trabalho duro manual, é normal para os trabalhadores locais dar um tapa para relaxar e acalmar os músculos.

 Um dos grandes ensinamentos do senso comum norte-coreano e que nós já ouvimos milhares de vezes diz sobre os cidadãos não poderem dobrar seus jornais, para que não dobrem acidentalmente a foto de seus líderes. Mas, felizmente, não é toda página de jornal que traz esses homens poderosos em busca de atenção, então todas as partes do jornal mais fáceis de reciclar (esportes, previsão do tempo, programação da TV) acabam sendo usadas para enrolar tabaco e maconha.

 O jornal Rodong Sinmun é a seda preferida entre os fumantes de lá. Ele é cortado em quadrados e então enrolado em forma de pequenos cones. Uma fonte confirmou à NK NEWS que já encontrou uma ponta semifumada no chão de uma área rural do país, enrolada num Rodong Sinmun. A mesma fonte também notou, tragicamente, que a erva na Coreia Norte não é lá muito forte.

 Embora cresça naturalmente pela península coreana, ela é cultivada mais formalmente em determinadas áreas. A maconha costuma ser cultivada em jardins particulares da Coreia do Norte. Um americano que viaja anualmente para lá comentou no Reddit: "Nós fomos a um jardim um dia, demos uma boa olhada e dissemos 'hei, isso é maconha!'. Nós olhamos de perto e nos certificamos de que era cannabis. Eu ouvi que era usada para fins medicinais, e encontrá-la foi interessante".

 Relatos da erva na região vêm desde a formação do país. Após a Guerra da Coreia (1950-1953), soldados estadunidenses começaram a arrancá-la de áreas próximas da fronteira das Coreias e fumar. Histórias de tendas virarem saunas enfumaçadas por combatentes cansados são uma lembrança comum do folclore daqueles tempos difíceis.

 De volta ao Ocidente, com a recente legalização nos estados de Washington e Colorado, alguns americanos estão clamando pela legalização em todo o país. Enquanto isso, permanece uma questão controversa o fato de a erva parecer costumeiramente usada na Coreia do Norte como uma fuga barata de uma sociedade rigidamente controlada, sugerindo que, para todas as outras preocupações que eles têm de aturar, pelo menos os norte-coreanos desfrutam de um privilégio negado às pessoas, como eu, que vivem aqui na terra dos livres.

 



Fonte: Blog do Gilson Sampaio

sábado, 30 de março de 2013

Marco Feliciano nega ser racista e homofóbico no Agora é Tarde


Pastor também comentou que Dilma está perdendo apoio dos evangélicos. 

 por Jarbas Aragão

O programa Agora é Tarde desta quinta-feira (28) recebeu o pastor Marco Feliciano. Entrevistado pelo humorista Danilo Gentili, o deputado lamentou só ter a oportunidade de “falar sobre coisas sérias em programas de humor”.

Durante o programa, Gentili, que já foi evangélico na adolescência, questionou o pastor sobre todo o imbróglio que se desenvolve desde sua eleição para a Comissão de Direitos Humanos. Curiosamente, Feliciano reconheceu que tratou-se de uma questão meramente política ele ter ficado com uma Comissão “quase inexpressiva”. Porém, tem sido valorizada após a sua eleição.

Questionado pelo entrevistador sobre a traição do PT, que o indicou e, com isso, desviou a atenção do fato de dois mensalistas condenados ocuparem a Comissão de Constituição e Justiça. O deputado estaria sendo um “bode expiatório”.

Feliciano atribuiu a perseguição que tem sofrido à militância LGBT, que segundo ele, exerce uma influência exagerada no Brasil. O pastor negou que seja racista, lembrando que sua mãe é negra e que fez trabalhos na África. Insistindo que suas colocações no Twitter foram distorcidas, tentando se defender de algumas das acusações feitas contra ele.

Ressaltou que o governo Dilma está perdendo o apoio dos evangélicos com toda a repercussão negativa de sua eleição. Afinal, o PT abriu mão da presidência dessa comissão após anos, apoiou sua eleição e agora se voltou contra ele.

Também negou ser homofóbico, insistindo que “a sociedade brasileira não está preparada” para demonstrações públicas de homossexualismo. Questionado sobre o que faria se um filho fosse homossexual, disse que não aprovaria sua conduta, mas o continuaria amando.

Negou que os pastores ligados à sua igreja sejam funcionários fantasmas da Câmara dos Deputados. Durante a conversa, o pastor afirmou ainda ser contrário as pesquisas com células tronco, favorável ao sexo somente dentro do casamento, contrário ao sexo anal, e nega a teoria da evolução.

Curiosamente, Gentili mostrou cenas do talk show de Marco Feliciano, que tem o cenário “inspirado” no do programa Agora é Tarde.

Assista:

 


 Fonte: Notícias Gospel Prime

sexta-feira, 29 de março de 2013

Formas de matar um escritor


Michel Laub

 Exemplo de frase atribuída a Clarice Lispector na internet: "Ainda bem que sempre existe outro dia, e outros sonhos, e outros risos, e outras pessoas, e outras coisas". Outro exemplo: "Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome".

 Ambas estão num site que, reagindo ao que o mundo virtual faz contra autores como Luis Fernando Verissimo e Caio Fernando Abreu, dispõe-se a conferir a autenticidade de citações. Tarefa digna, embora eu fique em dúvida sobre o que é pior: a Clarice falsa (sonhos e pessoas) ou a verdadeira (desejo sem nome).

 Quer dizer, a Clarice transformada em autoajuda ou a tirada de contexto, numa vulgarização do registro original. A segunda frase é o ponto de vista de uma personagem --a protagonista de "Perto do Coração Selvagem"--, e fora do ambiente claustrofóbico e idiossincrático do romance vira apenas banalidade.

 Há muitas formas de matar um escritor, e a mais segura talvez seja botá-lo num pedestal, escondendo as falhas e oscilações que o tornam humano --e, portanto, próximo do que a literatura deve ser. Acontece quando o transformamos num oráculo, com verdades a revelar sobre temas que pouco ou nada têm a ver com os seus.

 Caso dramático é o de ficcionistas cujo mérito maior não é a capacidade de síntese, ou mesmo as ideias. "Grande Sertão: Veredas" é um clássico por vários motivos, um deles o acúmulo caudaloso e virtuoso de termos raros e palavras inventadas por Guimarães Rosa, num ritmo e ambientação a serviço de uma grande narrativa de aventura.

 É um efeito que só se potencializa por causa desse fluxo --ao qual o leitor precisa dedicar tempo, paciência e atenção diversos do que exige uma simples frase. Destacar do romance uma fala como "pão ou pães, é questão de opiniães", do jagunço Riobaldo, é escolher (e indiretamente apontar como essência) apenas o que Rosa tem de diluído --uma celebração algo ingênua, ou algo demagógica, de uma suposta sabedoria popular.

 Se a fala até pode ser charmosa pela sintaxe, sonoridade e empatia que evoca no contexto de "Grande Sertão", na vida real equivale a uma criança dizendo espertezas diante de adultos. "Viver é muito perigoso", outra máxima conhecida do livro, não é uma tolice, ok, mas repita-a sem a muleta de um medalhão das letras, em tom compenetrado, numa festa ou reunião de trabalho, e saboreie o efeito que causará.

 Claro que citar é inevitável. Há autores talhados para isso, de frasistas como Nelson Rodrigues e Paulo Francis a romancistas cujos diálogos valem de maneira autônoma. Isso ocorre quando os personagens estão no mesmo nível do criador, sem que o último precise se rebaixar ou distanciar --com ironia, crueldade, paternalismo ou condescendência-- para exprimir a voz dos primeiros.

 Também quando não emprestamos às frases uma filosofia moral adaptada a conveniências. Transformar Rubem Braga num militante da ecologia, como fez um programa recente de TV por causa de um trecho sobre passarinhos, é alistar o cronista numa batalha que não era a sua, ao menos nos termos ideológicos de hoje. E trair o que ele tinha de particular, sua melancolia cética e nunca açucarada, na contramão de qualquer bom sentimento da moda.

 Da mesma forma, "o que desejo ainda não tem nome" talvez diga algo de "Perto do Coração Selvagem", mas usar isso em confissões de Facebook --como se houvesse grande transcendência nos anseios indizíveis do eu feminino-- é puxar para si uma sugestão de mistério, profundidade, alma complexa. Um egocentrismo tão contemporâneo e distante do que o texto de Clarice significou, inclusive em risco de incompreensão e fracasso, à época em que foi escrito (1943).

 A boa ficção usa mentiras para dizer a verdade, e as citações malfeitas são o contrário: usam verdades (trechos reais) para mentir (atribuir ao livro um sentido que ele não quer ter). Ao contrário do que pensa quem as promove, é um desserviço à literatura. Apenas mais um, num tempo em que pouca gente tem disposição para abrir um romance --ou pensar qualquer coisa-- e ir além de meia dúzia de slogans.



 Fonte: Site da Folha de São Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/michellaub/1254151-formas-de-matar-um-escritor.shtml

Passado soviético como culto religioso



 Tal como o comunismo, o passado soviético, a “Grande Guerra Patriótica” e o dia 9 de maio se tornam cada vez mais um culto religioso com todo o respetivo cerimonial.

 por: Mykola Malukha

 Sobre a vitória em termos religiosos escrevem os próprios trovadores do império soviético. O chefe-editor do jornal “Zavtra”, Alexander Prokhanov, no seu artigo “Vitória – religião, Estaline – santo”, escreveu: “A vitória na Grande Guerra Patriótica deve ser equiparada à criação do Adão, salvamento da vida humana na arca do Noé e o advento à terra do Jesus”. Todos aqueles que não professam a fé “verdadeira” – são objetos das repressões e da perseguição pela heresia e blasfémia.

 Por isso decidimos analisar detalhadamente as parcelas integrantes do novo culto religioso:

 Estaline – messias, parecido com Jesus Cristo que veio para este mundo para vencer o satanás. Tal como Cristo, ele foi o autor dos diversos milagres, por exemplo “recebeu a Rússia com a charrua e a deixou com a bomba atómica”. 

 Hitler – satanás, também conhecido como Lucífero. Primeiramente estava ao lado das forças da luz, por isso foi lhe conferida a tarefa gloriosa de ocupar os “maldosos dos polacos”. Mas tal, como na história bíblica, encabeçou a sublevação contra o Deus (Estaline), por isso, posteriormente foi derrotado e exilado.

 Os generais do exército – são apóstolos. O seu papel era de seguir o Profeta e difundir a “boa nova” sobre ele. Aos mais fieis era prometido a paz terrestre, glorificação posterior e claro, entrada no paraíso. Georgi Zhukov até ganhou o direito de ter o monumento praticamente no local sagrado.

 A Praça Vermelha – não é menos importante do que a Gólgota na fé cristã. Aqui se passaram os acontecimentos mais dramáticos que ditaram o andamento posterior da guerra.

 Traidor Andrey Vlasov – Judas e canalha absoluto. As esperanças enormes eram colocadas nele, ele foi chamado de “comandante amado pelo Estaline” e “salvador do Moscovo”. Até estavam preparados para escrever o livro, “Cabo-de-guerra do Estaline”, do género “vidas dos santos”. E aqui, ele, escória, foi encantado pelo Lucifer, caiu na tentação e passou para o lado do mal. Por isso foi enforcado, tal como Judas, embora este parou na garrote pela vontade própria.

 NKVD – a “santa inquisição” que tinha a tarefa de reforçar as leis de Deus, e no caso do cisma, julgar qualquer blasfémia com toda a dureza.

 Campos de concentração – purgatório, para onde foram enviados todos os pecadores, ainda não absolvidos. O homem soviético estava sobrecarregado com os pecados, que não o deixavam entrar livremente na casa de Deus, recebia a “purga” e só depois entrava no paraíso.

 O estado soviético após a II G.M. é uma espécie de paraíso, onde tentava entrar todo o cidadão soviético temente da lei. Este país tinha tudo – a linguiça barata, a medicina gratuita, a educação acessível, as guias aos santórios. Simplesmente aquilo tudo sobre o que um coitado capitalista – imperialista ocidental só podia sonhar.

 As paradas militares – uma espécie de cruzadas para a afirmação da bondade na terra. Geralmente eram acompanhadas de bandeiras (pendões) e retratos do messias (ícones). Durante a vida do Estaline não havia as paradas, pois o homem – deus era modesto por natureza e por isso evitava as honras devidas.

 Os túmulos dos combatentes soviéticos – relíquias sagradas. As visitas às relíquias melhoram a carma, fortalecem as sabedorias (patriotismo, dedicação, firmeza ideológica, etc.) e até permitem ao cidadão subir na hierarquia profissional soviética. As visitas aos monumentos e aos túmulos com a colocação das flores é uma peregrinação às “terras santas”. Toda a sua importância é descrita no ponto anterior.

 Nacionalistas ucranianos, bandeiristas – são demónios, tal como anjos caídos, eles foram tentados pelo Lucífero e o seguiram, renegando o Deus. As criaturas que continuamente disparavam nas costas, nos cús. Mas foram derrotados pelos bravos funcionários do NKVD.

 “Se levanta, grande país! Se levanta para a luta mortífera” (A Guerra Sagrada) – como a maioria das peças musicais daquele tempo, essa composição cumpria a papel dos hinos religiosos. A sua meta – aumentar o autoconhecimento religioso e levar até a êxtase religioso.

 A faixa de São George é uma espécie de crucifixo  Permite saber quem pertence à fé verdadeira e quem é apóstata. Quanto mais as tiver é melhor, pois faixa defende da influência diabólica e dos nacionalistas ucranianos. De preferência a colocar no lugar mais visível. A faixa é multifuncional – pode ser colocada nas antenas dos carros, nas carteiras femininas, nos balcões das lojas, e outros lugares.

 Essa lista de simbologia religiosa e cerimonial do dia 9 de maio não é definitiva. Vocês podem ajudar a aumentar. Pois apenas conhecendo a verdade, vocês se tornem livres! 


Fonte: http://infoporn.org.ua/materials/articles/Ko_Dnyu_pobedi_Religiozniy_kult_9_maya/50668
Blog Ucrânia em África

quinta-feira, 28 de março de 2013

Os reacionários no Brasil de Lula e do PT


Por Época, 

 “Hoje, o sujeito prefere que lhe xinguem a mãe e não o chamem de reacionário”, disse Nelson Rodrigues numa de suas crônicas, à qual deu o título de O ex-covarde. Publicada em sua coluna no jornal “O Globo”, em 18 de outubro de 1968, a crônica do grande Nelson, na qual ele falava sobre a superação do medo que sentia de expressar publicamente suas ideias libertárias e anti-esquerdistas, é uma daquelas obras primas que sobrevivem ao tempo e ao contexto em que foram produzidas. Não fosse pela menção a alguns personagens da época, como o escritor e pensador católico Alceu Amoroso Lima (1893-1983), o líder chinês Mao Tsé Tung, o “Grande Timoneiro”, e Che Guevara, o “herói” da “Revolução Cubana”, ela poderia ser republicada hoje sem que ninguém pudesse desconfiar de que foi escrita 45 anos atrás.

 No Brasil atual, como nos tempos de Nelson Rodrigues, é preciso ser de esquerda ou pelo menos parecer de esquerda, para não se tornar alvo do escárnio das “patrulhas ideológicas”. Não importa se você é da situação ou da oposição, se é rico ou pobre, doutor ou analfabeto. Pode ser empresário da Fiesp, a entidade que reúne os industriais paulistas, banqueiro de terno escuro, coronel do Nordeste, artista, intelectual, jornalista e até “rato de praia” da zona sul carioca. Ninguém quer ser chamado de “reacionário”, “de direita”, “conservador”, “liberal” ou “neoliberal” – as palavras de baixo calão que designam hoje no país o ser “abominável” capaz de acreditar que “a liberdade é mais importante do que o pão”, como dizia Nelson Rodrigues. “Por medo das esquerdas, grã finas e milionários fazem poses socialistas”, escreveu ele em sua crônica – um fenômeno que continua acontecer no Brasil, em pleno século XXI. Poucos, muito poucos, têm a coragem que ele teve de manter suas convicções e enfrentar o ímpeto difamatório da tropa de choque da gauche. Caberiam numa Kombi.

 Embora o Muro de Berlim tenha caído em 1989 e a União Soviética se desintegrado em 1991, a impressão que se tem no Brasil hoje é de que ainda estamos em plena Guerra Fria. Experimente, por exemplo, defender abertamente o capitalismo numa mesa de bar na Vila Madalena, em São Paulo, ou no Baixo Leblon, no Rio. Ou, se preferir, diga que a Cuba de Fidel Castro é uma ditadura que não respeita os direitos humanos. Ou, então, tente defender abertamente os Estados Unidos, considerado o satã mundial pela esquerda tupiniquim. Os “patrulheiros” de plantão provavelmente vão ridicularizá-lo em praça pública, como fazia o regime de Mao, durante a Revolução Cultural, nos anos 1960.

 A diferença dos tempos de Nelson Rodrigues é que, na época de Nelson, Lula e o PT ainda não existiam e eram os comunistas de tonalidades variadas que formavam as milícias ideológicas. Hoje, no Brasil, o patrulhamento parte, com frequencia, do próprio governo, que divide a sociedade entre “nós” – a situação -, os defensores dos pobres e oprimidos, e “eles” – a oposição -, os representantes das elites, “que não aceitam a ascensão de um líder popular como Lula”.

 No Brasil dominado pelo PT e por seus simpatizantes, o maniqueísmo ideológico transformou-se em política de Estado. Quem ousa dizer que Lula deveria ser investigado por sua participação no mensalão e defende abertamente a condenação dos mensaleiros petistas pelo Supremo Tribunal Federal, por compra de votos no Congresso Nacional e desvio de dinheiro público, é tratado como inimigo público pela turma de Brasília, pelos dirigentes do PT e pela “guarda revolucionária”, que se multiplica pelas redes sociais.

 Muitas vezes, como ocorreu com a blogueira cubana Yoani Sánchez, impedida pelos fundamentalistas de esquerda de realizar palestras e noites de autógrafos de seu livro no país, os patrulheiros reagem com truculência. Com frequencia, disparam campanhas difamatórias pela internet, por meio de ONGs obscuras financiadas com recursos públicos ou, nas palavras do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, com “o seu o meu, o nosso” dinheirinho. Se alguém tiver alguma pretensão política e não rezar pela cartilha da esquerda, será carimbado como “inimigo do povo” e dificilmente conseguirá se livrar do rótulo incômodo, por mais que ele tenha pouco ou nada a ver com a realidade. De toda forma, o que é ser “inimigo do povo”? Não foi o capitalismo, afinal, o regime que permitiu o maior desenvolvimento da história às sociedades que o adotaram?

 Diante desse patrulhamento obsoleto e inaceitável, ressuscitado com aval oficial, talvez seja o caso de todos os que se sentem incomodados por esse ímpeto difamatório deixarem o medo para trás e repetirem, para si mesmos, as sábias palavras de Nelson Rodrigues: “Sou um ex-covarde”. “Para mim, é de um ridículo abjeto ter medo das Esquerdas, ou do Poder Jovem, ou do Poder Velho, ou de Mao Tsé-Tung, ou de Guevara. (...) Para ter coragem, precisei sofrer muito. Mas a tenho”, disse ele, ao fechar sua crônica imortal.




 Fonte: Blog O bico do tentilhão

MARCO FELICIANO, OS ARTISTAS, OS POLITICOS E A COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS



Por Renato Vargens

 Eu já tinha decidido não escrever mais sobre assunto, mesmo porque, não se faz outra coisa no Brasil além de se criticar o deputado paulista Marco Feliciano. No entanto, depois das últimas manifestações públicas por parte de alguns políticos, artistas e membros da sociedade civil, resolvi mais uma vez escrever sobre o tema.

 Ora, como falei anteriormente eu não tenho nenhuma relação com o Marco Feliciano. Na verdade eu sou um daqueles que discorda de sua teologia e doutrina, considerando os seus ensinos absolutamente antagônicos aos ensinamentos cristãos. Além disso eu nunca votei em Feliciano e mesmo que morasse no estado de São Paulo, nele não votaria, portanto, posso afirmar sem a menor sombra de dúvidas que ele não me representa no Congresso Nacional. Todavia, por questão de justiça, uso deste espaço para manifestar minha preocupação com a forma agressiva com que algumas pessoas tem se dirigido ao politico paulista.

 Caro leitor, na minha opinião a perseguição a Feliciano tem em muito extrapolado o bom senso. Ora, por favor, pare, pense e responda: Por que será que os "apedrejadores" de Feliciano não agiram com o mesmo rigor com José Genuíno, Paulo Maluf e João Paulo Cunha que tornaram-se membros de uma das mais importantes comissões do congresso, a comissão de constituição e justiça? Por qual motivo os artistas, políticos e membros da sociedade civil não tentaram invadir o gabinete de Renan Calheiros quando este foi eleito presidente do senado? Ora, será que "pau que bate em chico, não deveria também bater em Francisco? Pois é, parece que não, não é verdade? Mesmo porque, para alguns Feliciano se tornou a própria encarnação do capeta.

 Prezado amigo, como afirmei anteriormente eu não votei em Feliciano, no entanto, se ele eleito foi, deve cumprir o seu papel sim, obedecendo assim as regras democráticas estabelecidas pela constituição do Brasil. Isto posto, reitero que sou contra a todo aquele que de forma arbitrária queira tirar Feliciano da presidência da comissão dos direitos humanos do Congresso Nacional.

 Sinceramente eu gostaria de ver em alguns do povo brasileiro a mesma veemência em protestar contra o mensalão que cobriu de vergonha o país, ou contra a "privataria tucana", ou até mesmo contra os roubos e desvios financeiros feitos pelos deputados que envergonham a nação brasileira. Ficaria feliz em ver a população saindo as ruas exigindo honestidade e decência por parte dos governantes, como também exigindo do Estado politicas públicas que tratem o tão sofrido cidadão brasileiro com respeito e dignidade.

 Diante do exposto afirmo que muitos dos ataques sofridos por Feliciano são exagerados. Ouso afirmar que boa parte destes aparentam ser de cunho religioso. Digo mais, se outra pessoa diferente do pastor paulista tivesse sido eleito presidente da comissão de direitos humanos, a pressão não seria a mesma.

 Aproveito o ensejo para fazer coro com a ex-senadora Marina Silva que ao falar do pastor Feliciano, disse que um deputado deve ser analisado com base em suas posições políticas e não em sua religião.


 Que Deus misericórdia da nação brasileira.


 Em Cristo,


Renato Vargens




Fonte: Blog do Pr. Renato Vargens

quarta-feira, 27 de março de 2013

5 tipos de livros que aumentam a inteligência


Quer ser uma pessoa mais inteligente? Que tal fazer isso mudando os próximos títulos da sua lista de leitura? Confira 5 categorias que podem torná-lo alguém mais inteligente 

Publicado no Universia Brasil

  A leitura pode ter várias finalidades, como a informação, a inspiração, etc. Seja qual for o objetivo com ela, você acaba desenvolvendo a sua mente de alguma maneira. Existem certos tipos de leitura capazes de desenvolver de maneira mais plena a sua inteligência. Portanto, é fundamental dedicar seu tempo aos livros que cultivem a sua inteligência e sabedoria. Mas, como saber se você está escolhendo os livros certos? Confira uma lista com 5 categorias que aumentam a sua inteligência:

1. Ciências

A categoria não inclui apenas os livros científicos, mas todos aqueles que melhoram o nosso conhecimento sobre o mundo “natural”, como estudos sobre a sociedade, etc. O valor desses livros não vem das teorias que eles provam (ou questionam), mas do desenvolvimento da curiosidade que eles despertam, bem como os métodos de aprendizado. Os livros científicos podem ensinar a conduzir uma investigação, confiar na sua intuição e validar temas a partir de evidências.

2. Filosofia

Assim como a ciência, a filosofia cresce a partir do pensamento crítico. Ao contrário das ciências, que nos ajudam a entender o mundo exterior, a filosofia é voltada para dentro, facilitando o processo de entender a si mesmo. A filosofia vai melhorar o seu entendimento das necessidades e desejos humanos, além de aumentar o seu conhecimento sobre as principais prerrogativas do comportamento humano.

3. Ficções científicas

O fato de um livro não ser baseado em uma história real não diminui o seu valor de ensinamentos. Os melhores trabalhos de ficção contêm mais verdade que muitos outros gêneros literários, pois permitem ao seu leitor uma experiência com novas realidades. As ficções criam experiências que elevam o nível de consciência e lidam com questões como a filosofia, a psicologia e até mesmo a história. Lendo ficções você pode desenvolver a sua linguagem e se tornar um melhor escritor, pensador e orador.

4. História

A história pode parecer bastante entediante a princípio, como todos aqueles nomes e datas distantes. Contudo, a história pode ser bastante estimulante se discutida da maneira correta. Ao invés de longos textos explicativos, por exemplo, é possível encarar os fatos como grandes anedotas, cheia de personagens complexos e ideias inovadoras para a época. Aprendendo o passado você se torna mais capaz de interpretar os fatos do seu tempo e consegue reconhecer, inclusive, as heranças deixadas por outras épocas.

  5. Poesia

A leitura de grandes poesias produz um sentimento de admiração e reverência com relação ao poder das palavras. Ela aguça suas competências linguísticas e ajuda a desenvolver a sua eloquência. Além disso, você desenvolve o seu vocabulário e compreende melhor o significado das palavras.



 Fonte: Site Livros só mudam pessoas

É bom para o Brasil o aumento da mineração?


"Como a mineração não foi sequer lembrada nos debates e promessas eleitorais, não deveria haver uma consulta à soberania popular para decidir se o Brasil deve ou não extrair e entregar aos grupos econômicos mundiais suas riquezas naturais, exportando com elas água, floresta, energia"? O comentário é de Ivo Poletto, coordenador do Fórum de Mudanças Climáticas em artigo publicado no seu blog, 25-03-2013.

  Eis o artigo.

 Participei, no dia 22 de março, de uma reunião com o objetivo de criar uma articulação e possível ação conjunta de entidades, pastorais e movimentos que, de alguma forma, têm relação com o que está acontecendo com a mineração em nosso país. A decisão foi a de aprofundar o intercâmbio de pesquisas e dados, avançando na direção de ações conjuntas, tendo presente os poderosos interesses ligados ao avanço da mineração de exportação, especialmente na Amazônia.

 A Carta Aberta da CNBB serviu de base para esse esforço de articulação. Sem sombra de dúvida, se os pedidos de lavra existentes forem efetivados, a mineração aumentará sua contribuição ao Produto Interno Bruto, mas significará também um avanço impressionante na direção do desmatamento e da destruição do que a Amazônia ainda é hoje. Pelo que sabe, o governo federal, contradizendo seu pretenso discurso ecologicamente correto voltado para o exterior, quer dar mais uma contribuição a esse setor do crescimento econômico: a publicação, talvez por Medida Provisória, do novo marco regulatório da mineração, abrindo para ela as reservas ambientais, os territórios indígenas e tudo mais que for necessário, anulando as leis que já determinam que os povos indígenas devem tem o direito de aceitar ou não esses negócios capitalistas. Coerentemente, os planos decenais da Agência Nacional de Energia Elétrica ratificam que, para fornecer a energia necessária para essa expansão, devem ser construídas, com apoio de recursos públicos, grandes e médias hidrelétricas na Amazônia.

 Em outras palavras, o governo está colocando o Estado brasileiro a serviço da espoliação das riquezas naturais, em nova avalanche de exportação de minérios. Quem ganhará com isso? Com certeza não os povos indígenas e demais comunidades tradicionais amazônidas. Menos ainda o ambiente vital do bioma Amazônia e, por isso, nem os povos do Brasil nem os do mundo todo, já que, com o desequilíbrio amazônico, todos sofrerão com o agravamento das mudanças climáticas.

 É realmente urgente criar esta articulação de forças sociais contra essa nova febre colonial de mineração, e em favor da redefinição concreta do que necessitam as pessoas humanas da Terra para serem felizes. Se for desmontada a gula absurda das empresas capitalistas por lucros infinitamente crescentes, haverá real necessidade de todos estes minérios, de todas esta energia, do sacrifício do que resta das florestas tropicais?

 Uma vez mais, a prática efetiva da democracia pode e deve ser o caminho para que nós, brasileiros e brasileiras, participemos da definição do que é melhor para nós e para a humanidade. Os governantes, por maior que tenha sido o percentual dos votos que lhe concederam por um tempo o poder político, não receberam da cidadania um cheque em branco; como a mineração não foi sequer lembrada nos debates e promessas eleitorais, não deveria haver uma consulta à soberania popular para decidir se o Brasil deve ou não extrair e entregar aos grupos econômicos mundiais suas riquezas naturais, exportando com elas água, floresta, energia? Melhor ainda, não deveria haver um debate amplo e uma decisão da soberania popular sobre o tipo de sociedade, incluindo o tipo de economia, que os povos do Brasil querem?



Fonte: IHU Online

terça-feira, 26 de março de 2013

Descoberta carta de Oscar Wilde com conselhos para escritores


O documento do século XIX é uma resposta a um candidato a escritor. Oscar Wilde deixou-lhe claro que não devia depender da literatura para viver.

  Uma carta escrita por Oscar Wilde, com conselhos a escritores, foi descoberta na parte de trás de um velho guarda-roupa, em Inglaterra, de acordo com o jornal inglês "The Telegraph".

 O documento, com 13 páginas, não está datado, mas deve ter sido escrito por volta de 1890, quando Wilde se estava tornar famoso.

 Dirigida a um aspirante a escritor, a carta aconselhava a não depender da escrita para sobreviver. "O melhor trabalho na literatura é sempre feita por aqueles que não dependem dela para ganhar o pão de cada dia.

 Juntamente com a carta foi também encontrado o primeiro rascunho do soneto "The new remorse" ("O novo remorso"), que Oscar Wilde escreveu para o seu amante, o Lord Alfred Douglas.

 Os dois documentos pertenciam ao dono de uma cervejaria vitoriana que, ao longo dos anos, recolheu cartas autografadas e manuscritos.



 Fonte: Site Expresso XL 

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/descoberta-carta-de-oscar-wilde-com-conselhos-para-escritores=f795779#ixzz2OcKoxsWP

Vídeo – Pastor Marco Feliciano concede entrevista a Sabrina Sato, do Pânico na Band, e fala sobre as polêmicas em torno da Comissão de Direitos Humanos, vida e família. Assista na íntegra



Ontem, 24 de março, o programa Pânico na Band apresentou uma entrevista do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) à repórter e apresentadora Sabrina Sato.

No bate-papo, descontraído, o pastor respondeu às perguntas sobre as polêmicas em que tem se envolvido e também sobre outras questões políticas que envolvem as disputas no Congresso Nacional.

Sabrina iniciou a entrevista perguntando a Feliciano se ele havia se casado virgem: “Eu posso não responder essa pergunta? É constrangedora… Eu sou um ser humano normal, tenho minhas necessidades, tenho a minha vida. Nem toda vida eu fui evangélico. Eu sou ortodoxo nesse assunto… Pra mim, sexo [é] depois do casamento.

Sobre o ex-deputado federal Domingos Dutra (PT-MA), que ocupou o cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) antes dele, o pastor Marco Feliciano voltou a reforçar sua postura expressa na entrevista à revista Veja. “No dia anterior, ele conversou comigo, e tava tudo bem. No dia seguinte, deu aquele espetáculo. A pessoa que age assim tem duas caras”.

Questionado sobre sua interpretação para os direitos humanos, Feliciano lembrou de sua atuação no caso do pastor iraniano Yousef Nadarkhani: “Você não sabe, mas foi eu que provoquei uma notícia sobre um iraniano que estava preso no corredor da morte. Ele havia sido acusado do crime de apostasia. Havia deixado o islã, e havia se transformado em cristão. Eu lutei por ele aqui dentro, fui até o Itamaray, tiramos ele do corredor da morte, o Irã perdoou ele, não morreu. Isso é direitos humanos”.

O pastor foi perguntado sobre os dois segmentos sociais que mais estão rendendo polêmicas em torno de seu mandato à frente da CDHM, e repetiu o discurso que vem apresentando desde sua eleição para o cargo: “Qualquer direito que eles tenham roubados, e procurarem a comissão, serão ouvidos da mesma forma. Qual é o poder da Comissão de Direitos Humanos? Ouvir, e encaminhar para o Ministério da Justiça, para os departamentos necessários”, pontuou o pastor, que foi além na questão dos cidadãos de etnia negra: “Existem comunidades no Brasil que são negros herdeiros da época da escravidão, e algumas terras deles estão sendo tomadas. Temos aqui, duas audiências públicas programadas para isso”.

Sobre sua publicação no Twitter em que abordou a maldição proferida por Noé a seu neto, Canaã, Feliciano voltou a negar as acusações de racismo: “Eu nunca disse que negro é amaldiçoado. 70% dos membros da igreja evangélica brasileira são afrodescendentes. Eu sou afrodescendente”. O pastor foi ainda perguntado hipoteticamente sobre como reagiria caso descobrisse que uma de suas filhas se relaciona com um negro: “Se minha filha amasse uma pessoa, de qualquer cor que fosse, eu ia respeitá-la porque é a vida dela”.

Sabrina optou por perguntar diretamente sobre a publicação da maldição ao descendente de Noé: “A Bíblia é um livro muito complexo. Quando eu estava dando esse ensino pelo Twitter, uma das vertentes intelectuais que eu citei foi essa: de que há um pensamento que o continente africano foi formado por um dos descendentes de Noé, e esse foi amaldiçoado. Eu nunca disse que essa era minha posição. O Twitter tem 140 caracteres só. Não se pode falar isso ou aquilo por causa de 140 caracteres. Pra pessoa ser racista, ela tem que ter um histórico racista”.

A repórter e apresentadora do programa Pânico na Band perguntou a Feliciano sobre sua relação com o pastor Silas Malafaia, que recentemente saiu em sua defesa, apesar de ressaltar que possuem “diferenças públicas”. Marco Feliciano foi sucinto: “É um amigo, grande líder”. Sabrina perguntou sobre a relação dele com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), outra figura polêmica da Câmara dos Deputados, e o pastor respondeu: “Gente boa também”. A entrevistadora então perguntou se eles formariam o trio parada dura, e Feliciano respondeu prontamente: “Eu sou um pouquinho diferente, sou mais tranquilo, não sou tão briguento”.

As manifestações públicas e contrárias de artistas e outros ativistas sobre o pastor foram abordadas pela repórter, que perguntou se não seria melhor que Feliciano divulgasse o amor. O pastor respondeu à pergunta contextualizando a fonte de boa parte das críticas: “Meu pessoal me apresentou uma página no Facebook, com minha foto e mais de cem frases racistas. E na verdade, era falso. O brasileiro tem uma cultura de ir pela cabeça dos outros, e não procura saber a fonte”.

Sabrina voltou à questão da homossexualidade, e perguntou ao pastor qual havia sido a verdadeira declaração dele contra a prática que havia causado tanta repercussão: “Como deputado, eu sou um guardião da Constituição. No artigo 226, parágrafo 13, diz assim: ‘Só é reconhecido como casamento civil, aquele que se tornou depois de uma união estável, a união entre um homem e uma mulher. Isso é o que está escrito na Constituição. Qualquer luta para que isso seja ao contrário, é preciso que seja apresentado no Congresso Nacional um projeto de emenda constitucional”, disse, interrompido pela repórter que questionou se Feliciano não concordava que era um direito dos homossexuais: “Direitos sim, privilégios não. Se você quebra uma lei estabelecida aqui dentro [Constituição Federal], você abre o presságio e quebra todas as outras”.

“Você acredita que eles têm que continuar lutando?”, perguntou Sabrina Sato. O pastor respondeu contra-atacando: “Sim. Mas eles têm que lutar com um pouco mais de inteligência. Tragam o projeto, coloquemos em votação. Isso é votado pelo colegiado, e que vença o melhor argumento. Porque esses ativistas nunca fizeram isso? Eles tem que mudar a Constituição, para depois serem votadas as outras coisas”.

A respeito da PL 122, que prevê a criminalização da homofobia, e que enfrenta resistência da bancada evangélica por não especificar o que caracterizaria o crime e por ser, ao entender da maioria dos líderes cristãos, uma tipificação de cidadão privilegiado, Feliciano afirmou que “do jeito que está, não [pode ser votada]”, e explicou um pouco sobre os bastidores do Congresso: “Nós já tentamos sentar com o pessoal da PL 122 para apresentar uma coisa que chegue ao bem comum de todas as pessoas. O deputado Jean Wyllys, antes da votação, eu chamei ele ali no cafezinho do Plenário e falei: ‘Jean, vamos tentar um diálogo?’”.

Marco Feliciano disse ainda que tenta manter um relacionamento no âmbito parlamentar com o ativista gay e deputado federal Jean Wyllys, e posicionou-se sobre a ameaça de processo feita por ele: “Meu relacionamento com o Jean aqui dentro, nós sempre conversamos amigavelmente. Mesmo ele me alfinetando sempre no Twitter. A diferença é que o povo dele vem pra briga, e o meu povo só ora. Os evangélicos não são contra gays, eu não sou [...] O problema não são os gays, [eles] são gente boa. Tem um menino que mora na minha cidade, é ele que faz o aniversário das minhas filhas, mobília minha casa, enfeita minha casa, almoça comigo e com a minha esposa e é homossexual [...] O problema são os ativistas. Eles recebem pra isso, e vem pra tumultuar, não vem para o diálogo”, explicou Marco Feliciano.

O pastor revelou ainda que os ativistas que tem tumultuado as sessões da CDHM impediram que fosse votada uma moção de repúdio ao presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, que tenta a reeleição e que já fez declarações homofóbicas. “Pergunta se a militância deixou a gente votar? Eles não queriam saber o que estava fazendo. Me rotularam como homofóbico porque eu luto pelos votos que eu represento. 212 mil fiéis evangélicos que pensam como eu”.

Perguntado sobre uma eventual renúncia ao cargo de presidente da CDHM, Feliciano frisou que não pensa nessa opção: “Uma coisa é você dialogar como adulto. Uma coisa é você chegar em casa e ter que explicar para uma criança de dez anos porque que na escola falam que seu pai é racista. Isso dói, isso machuca. Então uma renúncia minha agora, é como se eu assinasse um atestado de confissão. ‘Eu sou mesmo, então eu estou abandonando’. Então, eu não sou, e estou aqui para provar isso”.

Confira abaixo, a íntegra da entrevista, em que o pastor Marco Feliciano falou ainda sobre questões teológicas a respeito do dízimo e explicou novamente o episódio do cartão de débito:




Corintianos presos na Bolívia

Marco Feliciano afirmou que irá à Bolívia conversar com a família do adolescente Kevin Espada, torcedor do San José e que acabou morto numa partida contra o Corinthians, pela Libertadores da América.

O embaixador da Bolívia facilitará o encontro do deputado com os familiares do torcedor, para que o deputado solicite à família a retirada da queixa contra os 12 torcedores corintianos que são mantidos presos sob a acusação de assassinato.

De acordo com a RedeTV!, o presidente da CDHM justificou a iniciativa afirmando que a defesa de brasileiros presos no exterior sempre foi uma prerrogativa do Congresso Nacional.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

domingo, 24 de março de 2013

E se......A Terra tivesse só um continente?


por Alexandre Versignassi e Ricardo Neves Torres

 Para começar, a humanidade não existiria. Só estamos aqui porque uma floresta tropical na África secou há 5 milhões de anos, virou savana. Aí meia dúzia de macacos ficou sem árvores. Teve de se virar no chão. E os filhos dos filhos desse bando são a gente. Num mundo de um continente só, o clima seria tão diferente que acontecer a mesma coisa no mesmo lugar seria coincidência demais. Mas ok: vamos trabalhar com a hipótese de que a coincidência aconteceu. Nesse caso, viveríamos num mundo mais seco. É que, se os continentes fossem unidos, não haveria o Atlântico. A maior parte do planeta ficaria longe do mar. Quando isso acontece, a umidade do ar baixa. Então as chuvas diminuem e a quantidade de água doce também. Vira quase tudo um desertão. Só isso já mudaria os rumos da história. Só que o mais surreal é outra coisa. Isso já aconteceu pelo menos duas vezes: há 750 milhões e há 250 milhões de anos. Os continentes se movem devagar, mas sempre. Se desse para ver esse movimento em câmera acelerada, veríamos os continentes pulsar como um coração. Agora mesmo, as Américas se afastam da África e da Europa a uma velocidade de 7 cm/ano. O deslocamento dessa massa levantou a cordilheira dos Andes - e continua levantando: sabe quando você arrasta areia com a mão e um montinho se forma naturalmente? É a mesma coisa. Só que com terremotos - por isso a área mais sujeita a eles no mundo é justamente a linha onde estão os Andes. Daqui a 50 milhões de anos, a Europa e a África vão estar bem mais longe daqui. Mais tarde o processo deve se inverter e formar outro supercontinente. E aí tudo o que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia. Num indo e vindo infinito.

 Unidos perderemos

 Além de virar a história do Brasil de ponta-cabeça, o continente único faria com que perdêssemos o que temos de melhor. E para a Antártida 

  SEM ÍNDIOS
O que chamamos de "índios" são povos que saíram do Extremo Oriente e entraram nas Américas há 15 mil anos pelo estreito de Bering. Com um supercontinente, não haveria o estreito. E sem os índios não teria nada com nome indígena! Aí adeus Pará (rio), pindaíba (anzol ruim), Itaú (pedra preta), Tijuca (pântano)...

  ALL BLACKS
A espécie humana surgiu negra, provavelmente onde hoje fica a Etiópia. Quem subiu para a Europa embranqueceu, quem foi mais para o leste ganhou olhos puxados - duas adaptações para o frio. Com a América do Sul logo ali , pertinho da África, nosso continente acabaria ocupado logo. E o Brasil nasceria 100% negro.

  BRASIL ROMANO
Um mundo de continentes parados não é só um mundo unido, mas um mais plano, já que é o movimento deles que levanta montanhas. Assim ficaria fácil para que os grandes impérios fossem maiores ainda. Os romanos, por exemplo, poderiam ter chegado até aqui.

  VIDAS SECAS
O Brasil se daria mal. O que hoje são 8 mil quilômetros de praia seria um território distante do mar. Um desertão, já que chove pouco longe da praia. O rio Amazonas também seria impossível, já que não existiria a neve dos Andes para abastecê-lo.

  ANTÁRTIDA 40 GRAUS
Da última vez em que os continentes estavam juntos, há 250 milhões de anos, a Antártida ficava numa zona de clima quente. O litoral relativamente grande trazia chuvas - e água doce à vontade. Então, nesta realidade aqui, lá é que seria o lugar abençoado por Deus e bonito por natureza. Mas que beleza.



 Fonte: Site da Revista Superinteressante

Ler devia ser proibido


A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido. Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social.

 Guiomar de Grammont, no site Vermelho

 Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madamme Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram, meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

 Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

 Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

 Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem necessariamente ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

 Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas.

 É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

 Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, podem levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, podem estimular um curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

 Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos, em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

 O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais, etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

 É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova… Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um. Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos. Para obedecer, não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submisso. Para executar ordens, a palavra é inútil.

 Alem disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.

 Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

  Guiomar de Grammont é mineira de Ouro Preto, historiadora, filósofa e escritora. Já publicou contos, antologias, livros sobre historiografia e o romance A casa dos espelhos.

Fonte: Trecho do livro, PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp. 71-3.



 Fonte: Site Livros só mudam pessoas

Dicas para conservar os livros da sua estante


Criar espaço entre livros e puxá-los da prateleira pelo meio da lombada estão entre as sugestões para manter o cantinho literário bem cuidado

Publicado em O Globo

Estante curva sob medida para um nicho na sala criada pela dupla Christiane Laclau e Rafael Borelli Terceiro / Divulgação
Sua estante de livros anda bagunçada, com as páginas de algumas publicações amareladas e tão soltas que já mudaram o rumo de seus romances prediletos. Não bastasse isso, traças e fungos estão prejudicando a integridade dos livros. Mas calma, pois é possível criar um novo desfecho para essa história. A designer e restauradora de livros Christiana Lee, associada da ABER (Associação Brasileira de Encadernação e Restauro), dá algumas dicas de como dar vida nova para o seu cantinho literário.

Luz

 Posicione a sua estante em locais protegidos do sol e da iluminação direta dos ambientes internos. Uma grande incidência de luz, seja ela natural ou artificial, faz com que os livros fiquem amarelados e desbotados, além de adiantar o processo de acidez natural em publicações em papel de madeira (modernos). Jornais têm uma maior tendência a amarelar, por isso, é bom guardá-los em caixas ou encaderná-los.

  Espaço na estante

 Quando o livros estiverem em pé, deixe um espaço entre eles e o fundo da estante (ou parede) para o ar circular

  Poeira

 A poeira que fica acumulada sobre o livro escurece o corte e pode se instalar no meio das folhas. Passe um espanador de plumas sobre os livros ao menos uma vez por semana. Um vez por ano, limpe os livros por dentro passando uma trincha de cerdas macias bem perto da costura, apenas nas 10 páginas iniciais e finais. Se o livro estiver muito sujo, faça isso em todas as páginas.

  Cheiro ruim

Livros que ficam muito tempo sem serem abertos tendem a ficar com cheiro ruim. Livros são para serem lidos e não guardados. Para tirar o odor, deixe o livro aberto em local seco e ventilado (naturalmente) por algumas horas, sempre alternado as páginas que estão aberta.

  Lembranças

 Nunca guarde flores, plantas, papéis de bombom e similares dentro do livro, pois pode manchá-lo e facilitar o aparecimento de fungos e bichos.

  Fita adesiva

 Nunca utilize fitas adesivas, como crepe ou durex, para consertar um livro. Com o tempo, a cola solta da fita e fica permanentemente no livro, manchando-o e aumentando a acidez das páginas. Se um livro começar a “desmontar”, procure um profissional.

  Cadernos soltos

 Nunca segure um livro por uma só capa ou puxe-o da estante pela lombada. Com o tempo, a capa solta e estraga a encadernação.

  Retirando livros da estante

 Para tirar um livro da estante, empurre os dois livros ao lado para trás e puxe o livro pelo meio da lombada. Para colocar, puxe os dois livros para frente coloque o livro no meio e empurre os três juntos até a posição.

  Pilha de livros:

Quando estiverem deitados, o ideal é que os livros tenham o mesmo tamanho. Se forem de tamanhos diferentes faça uma pirâmide, coloque o maior embaixo e o menor por cima. Mas não coloque muitos livros pois, com o tempo, o peso marca o livro que estiver embaixo.

 Para mais informações, consulte também o site da Aber!


 Fonte: Site Livros só mudam pessoas

Garoto de 8 anos relaxa durante jantar com esposa de 61 anos


Sanele Masilela e Helen Shabangu casaram-se no dia 12 de março, a pedido do avô do menino
Foto: The Sun / Reprodução
 O jovem Sanele Masilela, de 8 anos, aproveitou a noite de sábado para relaxar em um jantar com sua esposa, Helen Shabangu, de 61 anos. O pequeno sul-africano de Tshwane diz que a vida de casado é "fácil como brincadeira de criança".

 As informações são do The Sun.

 Sanele e Helen casaram-se no dia 12 de março, em cerimônia que custou R$ 4,6 mil à família do menino. Segundo ele, o casamento foi um pedido do seu avô, antes de morrer. "Eu disse para minha mãe que queria me casar porque eu realmente queria. Estou feliz que casei com a Helen. Quando eu crescer vou me casar com uma mulher da minha idade", explicou o então noivo.

 Sanele passou o sábado brincando com amigos e depois foi jantar com Helen, que é mãe de cinco filhos e já casada, por isso a união dela com o garoto não é oficial. "O dia foi ótimo, exatamente como eu imaginava. Meus amigos acharam muito engraçado eu estar me casando, mas eu agora realmente me sinto como um marido", declarou o menino.

 Helen encara o casamento com naturalidade. "Era o que os ancestrais (de Sanele) queriam", diz. A mãe do sul-africano explica: "Foi o avô de Sanele que pediu para que casasse. Ele escolheu a Helen porque a ama. Com isso, deixamos os ancestrais felizes. Se não o tivéssemos feito, algo ruim teria acontecido com a família", explica.



 Fonte: Portal Terra

A esquerda brasileira e o desprezo pela família


desvio à esquerda

Por João Cruzué


A família? Ora, a família... esta instituição atrasada e desnecessária. Antigamente, a sociedade aceitava a união de um homem com uma mulher com a base de um lar, Hoje, estamos na pós-modernidade e todas as instituições devem ser desconstruídas para dar lugar a novas formas de relacionamentos. 

A mulher? A mulher deve ser dona do próprio corpo; se decidir abortar outra mulher, é direito dela. 

Os religiosos? No começo é um mal necessário para estabelecer a comunicação com o povo, depois não passam de reacionários. 

Os Pastores? São todos ladrões e exploradores da fé de "coitadinhos" que só procuram a porta da igreja por que estão em situação de fragilidade. 

A virtude? Ora a virtude... É coisa de otários; deve ser a máscara dos lobos e dos espertos. 

A corrupção? Viva! a corrupção, os outros também roubam. 

O poder? Para conquistar e manter o poder, toda forma de ação é aceita. Inaceitável é ser um perder. De nada vale um perdedor honesto.

Os pobres? Nunca deveriam sair da pobreza, porque no dia que saírem vão deixar de votar no partido do "puder" Quanto mais bolsas-misérias, melhor. Quanto mais dependentes, melhor. Quanto mais ignorantes, melhor!

Estas são as máximas da dominação de que eu sou contra.

É inegável os paradoxos do pensamento marxista-leninista: Que se dane a família. Se possível, desde o início da adolescência os filhos devem ficar sob a tutela do estado, para crescerem vazios e sem alma e sem solidariedade.  A semântica da palavra socialismo ou comunismo é como uma flor de uma planta carnívora cuja beleza  externa foi feita para enganar e engodar. 

De onde tem vindo todo tipo de ação e maquinação para desconstruir a família em nosso século? Se você analisar de onde elas partem, vai ver que têm apenas uma origem: os políticos dos partidos populares, que no caso do Brasil são PT e outros mais radicais. 

Vejo com grande desaprovação o séquito de políticos cristãos misturados no meio dessa gente que não tem nenhum compromisso com a instituição familiar. O trigo nada tem a ver com o joio, ainda que cresçam juntos.  De onde vem as pressões "modernas" para homens se casarem com homens e mulheres com mulheres? Quem corre apressuradamente para dar apoio a estas ideias? São os chamados governos populares. Elas, por acaso, são de fato modernas? Mas, nunca! É coisa tão velha, que já existia bem antes de Cristo. A Grécia Antiga, um dos berços do homossexualismo, caiu em pouco tempo.

Estive visitando neste mês de março/13 muitas instituições de caridade, por missão do meu trabalho. Estive em  asilos, e fiquei sensibilizado. Estive em casas que cuidam de pessoas especiais, e fiquei muito sensibilizado. Mas quando estive nos orfanatos, eu fiquei chocado e emocionado com estes depósitos de crianças. De onde veio isso? De encontros sem amor. De famílias desconstruídas. Da miséria econômica. 

Infelizmente o que a sociedade esconde, ou não quer ver,  não não dá ibope na TV. Mas as consequências de uma família frágil é uma triste realidade nas grandes cidades. 
O poder público vem, e por não terem condições as  mínimas condições econômicas, os pais perdem a guarda dos filhos, os Conselhos Tutelares os entregam ao estado, e o estado, que não sabe lidar com isso, lava as mãos amontoando  estes pequenos em Orfanatos, que por muito bem geridos que sejam, não conseguem dar o amor  necessário até apagar a tristeza da face de uma criança. Eu ainda não tinha estado em um orfanato. Crianças de seis/sete anos, jururus, dormindo com a cabeça coberta por cobertores, como se quisessem ter uma vida só em sonhos, para não enxergar uma realidade dura. Vi, e não gostei do que vi: o lugar onde a sociedade da qual faço parte, e não nego, esconde seus piores  problemas debaixo do tapete. Gente sem família. 

Será a Igreja, de fato,  uma instituição, fundamentalista, que só faz atrapalha a modernização da sociedade? Eu penso que não.  Em minhas visitas a trabalho eu a vejo religiosos cuidando da parte que a sociedade não quer ver e o Estado não tem vocação de lidar: orfanatos, creches, asilos, casas de recuperação de dependentes químicos. Se a Igreja diz que a parte mais importante da sociedade é a família e que esta deve ser preservada, fortalecida e respeitada, será mesmo que sua visão é retrógrada, anti-moderna e atrasada?  Não. A Igreja não é o corvo do atraso. Ela é o arauto da vida. Jesus foi o arquiteto da Igreja, e as forças do inferno não podem prevaler contra ela - a menos  que se torne muda diante da oportunidade de falar.

Qual é a bandeira da esquerda brasileira? Respostas: 

  • Aborto
  • Casamento gay
  • Apologia da rapinagem
  • Defesa da impunidade
  • Calar a imprensa livre
  • Amordaçar o Ministério Público
  • Tributar a Igreja Evangélica.

Será incentivando uma mulher a abortar ou criando leis para homens se casarem com homens que o Estado vai resolver os problemas sociais pós-modernos? 

Por acaso os mentores dessas mudanças estão mesmo interessados nos problemas  existenciais dos homossexuais? 

Estariam eles preocupados com a liberdade da mulher quando ela é incentivada a abortar?

 De jeito nenhum! 

Quando o Estado governado por socialistas apoia  a causa homossexual, na verdade está mais interessado em impostos.  Hoje, se dois homossexuais se separam o  Estado não vê nem a cor do imposto.

Quando as senhoras representantes-político defendem o direito da mulher pobre  abortar, na verdade não estão interessadas na pessoa, da mulher coisa nenhuma,  mas na redução de crianças pobres na sociedade e na redução da dívida social sem desembolsar um tostão. A ideia é  diminuir o número de delinquentes? Elas  associam, sim,  pobreza com delinquência. 

A maioria dos fetos abortados são do sexo feminino. Conversa de que a mulher é quem deve decidir sobre o aborto, uma ova. Se um feto do sexo feminino tivesse a capacidade de se comunicar ele diria  para todo hipócrita ouvir que uma mulher matando outra mulher não é liberdade feminina m. nenhuma. 

Podemos ser até enganados por sofismas, mas somente se não aprendermos a ter um pensamento crítico. E um cristão tem o dever de conhecer as verdades bíblicas. E uma delas é que não devemos nos associar com os ímpios nem comer na cartilha deles. É por isso que Deus cuidou para os homens escolhessem  este assunto para registrá-lo como o primeiro Salmo.

Há uma voz soturna vindo da penumbra do poder dizendo que os pastores são ladrões, charlatães e exploradores  de coitadinhos. Sendo dúvida, há mesmo uma minoria que se presta a este desserviço. Até Jesus Cristo não ficou livre de corruptos. 

Mas não é esta a verdadeira preocupação da esquerda no Brasil. Quando ela repete com insistência uma mentira, ela sabe que  opinião do povo muda.  Muda e começa a descrer de tudo e de todos que apregoam o nome de Deus. 

O que a esquerda mais teme da Igreja é a sua capacidade de desmascarar os sofismas. A esquerda difama os pastores de ladrões e rotula os padres de pedófilos. O povo ouve, e pensa que os pastores são ruins, os padres não prestam  e a esquerda deve ser uma coisa boa. Esta é a velha tática comunista. Criticar, tendo o cuidado de não mostrar a que veio - a dominação do destino de um povo.

O Brasil está à beira de se tornar como uma Venezuela. 

Durante os anos de chumbo, o único  país da América do Sul que nadava na democracia era a Venezuela de Carlos Andrés Perez e outros presidentes. Mas, a roubalheira e corrupção  cresceram tanto que chegou um dia que o povo não aguentou mais. A primeira coisa que apareceu criticando os corruptos ganhou a sua simpatia. Pior do que estava, ficou. E quando isto acontece o povo perde a noção dos paradigmas, o mau se metamorfoseia em bom e os conceitos de bondade, honestidade e moralidade se tornam relativos.

Relativizar a família; 
relativizar a moral; 
relativizar a virtude; 
relativizar a Igreja; 
relativizar a mulher;
relativizar o casamento;
e relativizar a liberdade. 

Esta tem  sido a missão da esquerda brasileira. A desconstruir os marcos referenciais. Se tudo for relativizado, os conceitos do bem e do mal, do honesto e do desonesto, do corrupto e do não corruptível, do certo e do errado vão embotar a mente das pessoas e elas  vão se tornar confusas e  depois fáceis de tanger.

Não existe liberdade em meio à pobreza, mas existe maquiavelismo perpetuá-la. Não existe liberdade em meio à ignorância, pois quem não tem capacidade acadêmica para buscar uma boa fonte de renda sempre vai estar cativo de medos.  e fantasmas.

A melhor estratégia para sair da miséria e fugir da ignorância é aceitar Jesus como Salvador e Senhor. 

Ainda que existam espertalhões e ladrões, o Temor do Senhor Deus ainda é o primeiro passo no caminho da sabedoria, da prosperidade e da liberdade. A única pessoa que pode fazer o milagre desta transformação é o Senhor Jesus Cristo. Não é o comunismo, nem o homossexualismo, nem o socialismo nem outra pessoa a não ser o SENHOR JESUS CRISTO. Quem apregoa esta mensagem é a Igreja  Evangélica.

A Igreja é uma instituição divina. 

Sei que os homens que a governam podem cair da graça de Deus, Sei que quando ela deixa de cumprir  sua função social ela passa a a tirar do povo sem dar nada em troca. Todavia Deus tanto é o criador da Igreja quanto seu corregedor. Ele mesmo disse que as Portas do inferno não prevaleceriam contra ela. 

Diante do inenarrável e do imponderável só a fé pode vencer. A fé que cura, transforma e liberta não pode ser encontrada no comunismo, nem no homossexualismo, nem nos militantes do PT, nem  nas greves, muito menos nos sindicatos. Querendo ou não, quando tudo o mais falha, é na porta de uma Igreja que a esperança pode ser achada, um pecador pode ser perdoado, e um miserável pode encontrar o caminho da prosperidade.  

A Igreja é uma instituição que sempre sustentou os pilares da família tal como foi concebida na Bíblia Sagrada: "E deixará o moço a casa de seu pai e de sua mãe e unir-se-á a sua mulher". A família é a única sociedade do mundo onde pode o amor ser compartilhado e perpetuado  pelo abraço de uma mãe  e a segurança dos braços de um pai. O milagre da concepção só pode acontecer pela existência de homem e mulher. O resto é estéril.

A esquerda em todo mundo luta tenazmente para desestruturar a família. Por que será? Sem o berço familiar homens e mulheres perdem as referências e se tornam como animais sem rumo. Animais podem ser domesticados, homens lives não. Animais podem ser tangidos, maltratados e feridos; homens lutam conservar a liberdade. Com o tempo os animais se afeiçoam a seus algozes e passam a crer que eles são seus donos. Homens com noção de liberdade, nunca vão aceitar o mau. Mas quando um ser nasce e cresce em ambiente familiar cristão, ele será um homem ou uma mulher livre que anda com a cabeça erguida.

A Família e a Igreja são instituições de Deus. 

Quem ninguém se engane. Há muitos ímpios por aí convidando pastores e deputados crente para se reunir na rodas dos escarnecedores.  Se enturmar com esta gente pode trazer um perigo mortal. São eles que buscam a desestruturação familiar, fazendo publicidade de que isto é a modernidade. Diante da plateia procuram distância dos Evangélicos, mas procuram sua companhia quando ninguém está vendo. 

A Bíblia não deixa isso por menos no Salmo Primeiro:

1 BEM-AVENTURADO o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 

2 Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. 

3 Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará. 

4 Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha. 

5 Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. 

6 Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá. 




Fonte: Blog Olhar Cristão








As 14 características do homem perfeito segundo o Kama Sutra


Ser gentil e saber contar uma boa história são dois exemplos do que o grande livro recomenda.

Ilustração baseada no Kama Sutra
 Que características você, homem, deve ter para interessar aquela criatura suave e cruel, delicada e tirânica, sublime e miserável, generosa e avarenta, capaz de nos levar ao céu e logo depois à sarjeta, mas, em duas palavras, irresistível e incomparável, portanto insubstituível — a fêmea?

Bem, você definitivamente não é o primeiro a se formular essa questão tão complexa, nem será o último. Um sábio indiano, Vatsayana, que viveu numa época que não se sabe precisamente, mas que estudiosos chutam em algum ponto entre os séculos IV e VI AC, se deteve na pergunta fundamental, a mãe de todas, da vida de um homem. Ele é o autor, ou pelo menos se imagina que seja, do Kama Sutra, que está longe de ser o manual erótico que muitos pensam que é sem ter lido, depois de ver apenas algumas ilustrações e ouvir de orelha dizerem que é.

Para facilitar a minha vida e a sua, vou colar um trecho da Wikipedia sobre o Kama Sutra e Vatsayana:

 “Ao contrário do que muitos pensam, o Kama Sutra não é um manual de sexo, nem um trabalho sagrado ou religioso. Ele também não é, certamente, um texto tântrico. Na abertura de um debate sobre os três objetivos da antiga vida hindu – Darma, Artha e Kamadeva – a finalidade do Vatsyayana é estabelecer kama, ou gozo dos sentidos, no contexto. Assim, Darma (ou vida virtuosa) é o maior objetivo, Artha, o acúmulo de riqueza é a próxima, e Kama é o menor dos três.” 

Bem, de volta ao Planeta Terra. Vatsayana, de cujo Kama Sutra recomendo vivamente a leitura, elaborou uma lista de atributos do homem a quem elas entregam o coração, a alma e as demais coisas menos elevadas espiritualmente que, francamente, também interessam a nós. São 14. Aos homens, sugiro que vejam em quantos se enquadram. Caso se dêem bem serão o objeto invejado e admirado de desejáveis fêmeas angustiadas como a loira abaixo, desenhada por Roy Lichtenstein, um dos heróis da arte pop que floresceu nos Estados Unidos nos anos 60. Se não pontuarem bem, têm uma boa lição de casa, desde que persistentes e, mais que tudo, humildes para reconhecer fraquezas. Às mulheres, recomendo que verifiquem o grau de acerto ou não do velho indiano que, antes mesmo do Contardo Calligaris, investigou os mistérios metafísicos e físicos do amor. O debate está aberto. Os homens ideais, segundo ele, são:

 1) os versados na ciência do amor;

2) os que têm habilidade para contar histórias;

 3) os que conhecem as mulheres desde a infância;

 4) os que conquistaram a confiança delas, mulheres;

 5) os que lhes enviam presentes;

6) os que falam bem;

7) os que fazem coisas de que elas gostam;

8 ) os que nunca amaram outras mulheres;

 9) os que conhecem seus pontos fracos;

10) os que gostam de festas;

 11) os liberais;

12) os que são famosos por sua força;

 13) os empreendedores e corajosos;

14) os que superam os demais homens em cultura, aparência, boas qualidades e generosidade.


 Fabio Hernandez

No Diário do Centro do Mundo


 Fonte: Blog Com Texto Livre