terça-feira, 30 de abril de 2013

Por que cães cheiram o rabo uns dos outros?


Praticamente tudo o que um cão precisa saber de outro está no ânus. Naquela região se encontram as glândulas anais, que produzem um líquido de cor castanha de cheiro forte. O odor fornece a outros cachorros informações preciosas, como a raça, se é macho ou fêmea e, especialmente, o estado de espírito do animal, explica a médica veterinária Karine Evangelho.

 "Funciona como se fosse uma espécie de carteira de identidade animal", exemplifica. A comunicação canina é feita pelo olfato de duas maneiras: pela eliminação de aromas específicos nas fezes, urina ou secreções glandulares e também pelo cheiro de seu próprio corpo.

Essa comunicação usa mensagens químicas chamadas de feromônios. E, quem diria, saber porque um cão cheiro o rabo do próximo explica também uma famosa expressão em português.

Cachorros muito submissos tapam completamente suas glândulas anais, para evitar que os outros sintam seu cheiro. Ou seja, saem por aí literalmente com o rabo entre as pernas. E o contrário também é verdadeiro: quando um cão deseja demonstrar autoridade, levanta o rabo para exalar mais cheiro, explica Karine.

Nos grupos, a identificação do líder é feita justamente por esse processo. O animal abana o rabo para mostrar que é o dono do pedaço. "Porém, se não existe relação de liderança, eles se cheiram, reconhecem-se, mas não abanam o rabo", conta a veterinária.


 Fonte: Portal Terra
http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/noticias/0,,OI3247298-EI8399,00-Por+que+caes+cheiram+o+rabo+uns+dos+outros.html

Com mais de 250 novos sindicatos por ano, Brasil já tem mais de 15 mil entidades


Valor movimentado atinge R$ 2,4 bilhões por ano


RIO - Nos últimos oito anos, foram criados no Brasil mais de 250 sindicatos por ano. De 2005 para cá, 2.050 sindicatos surgiram no país, somando 15.007 até a última sexta-feira. Somente neste ano, já nasceram 57 novos sindicatos. E algumas dessas entidades são criadas apenas para arrecadar a contribuição obrigatória, admite o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas. Esses sindicatos movimentam pelo menos R$ 2,4 bilhões, valor do imposto obrigatório em 2011, segundo o Ministério do Trabalho.

Nesse universo, um consenso se fecha: a reforma sindical é mais prioritária que a trabalhista. Sindicalistas e juristas afirmam que a falta de liberdade para escolher quem vai representar o trabalhador, de comissões em locais de trabalho e a contribuição compulsória ainda deixam o país no século passado, mantendo na lei um entulho autoritário, da ditadura de Vargas, já que os sindicatos precisam da autorização do Ministério do Trabalho para existir. O controle sindical permitiu conter os conflitos em épocas de exceção.

Mesmo com o avanço no número de sindicatos, a quantidade de trabalhadores sindicalizados tem caído. Hoje, são 16 milhões de trabalhadores associados a sindicatos, ou 17,2% dos ocupados, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2011, do IBGE. . Entre os sindicatos, 10.167 são de trabalhadores e 4.840, patronais.

‘Existe sindicato que não existe’

Em fevereiro, o então ministro Brizola Neto fez uma campanha contra sindicatos de fachada. Na época foram suspensos 862 entidades das 940 consideradas irregulares. Números levantados em congressos sindicais recentes mostram que cerca de três mil sindicatos nunca participaram de uma negociação coletiva. Os motivos são diversos: há os de profissionais liberais que não fazem negociações, como o de dentistas, e aqueles nos quais as convenções são assinadas por federações e confederações.

— E existe sindicato que não existe mesmo. Problema da contribuição compulsória que não é vinculada à ação sindical — afirmou Manoel Messias, secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

O ministério não confirma o número de três mil sindicatos e diz que está fazendo o levantamento de quantos nunca participaram de negociações coletivas. Freitas, da CUT, tomou conhecimento, citando fontes do próprio ministério, desse montante de sindicatos sem atuação.

— São sindicatos de cartório, criados só para arrecadar, fruto da contribuição compulsória.
O procurador chefe do Ministério Público do Trabalho, Luis Camargo, diz que as leis que regem a atividade sindical são anacrônicas e atrasada. E a unicidade sindical, que permite a criação de um sindicato por município para cada categoria, acaba provocando a abertura de mais entidades. Mas o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lucio, vê um lado positivo em mais representações: o surgimento de categorias que não têm organização. Mas reconhece que o número é grande para os 5.570 municípios do Brasil.

A CUT defende a pluralidade sindical e o fim do imposto obrigatório, mas aceita debater a forma de financiar as entidades, desde que seja comprovada representação expressiva. Já a Força Sindical diz que a unicidade não inibe a ação sindical nem faz proliferar mais entidades. Para a central, a pluralidade nas federações poderia existir:

— Quem não estiver satisfeito com a atuação de seu sindicato pode formar chapas e tentar mudar o rumo da entidade — afirma João Gonçalves Juruna, secretário geral da Força Sindical.

Na avaliação do professor da Faculdade de Direito da USP Estêvão Mallet, o maior problema da CLT hoje é não permitir a liberdade sindical:

— Isso cria sindicatos fracos e artificiais. Em países em que há liberdade, há menos sindicatos porque os mais fracos são absorvidos.

A defesa da pluralidade sindical é compartilhada por Sergio Pinto Martins, também professor da USP e desembargador do TRT/2ª Região, que diz que há sindicatos sem representatividade e que ainda assim recebem o imposto obrigatório.

Distante da organização sindical, Tereza Cristina de Araújo Lopes destaca a importância do trabalho formal. Ela acaba de renovar sua carteira de trabalho e diz que foi graças aos 33 anos de trabalho que pôde criar os três filhos:

— Cada assinatura é minha história. Essa carteira é meu troféu.


Fonte: Site Tribuna do Maranhão

As duas grandes contribuições de de Karl Marx


Um dos melhores vídeos feitos sobre Karl Marx:




Fonte: Blog Conservadorismo Brasil

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Velha Esquerda Quer Acabar Com A Democracia ✰ Arnaldo Jabor ✰ 26.04.2013

                                                         


Fonte: Arnaldo Jabor Youtube

E se Eduardo e Mônica fossem um casal dos dias de hoje? Assista!





Por Gustavo Magnani,

 Só nesse ano temos duas produções inspiradas em Renato Russo que chegarão aos cinemas: FAROESTE CABOCLO | Divulgado Trailer da Adaptação da música de Renato Russo e Trailer de “Somos Tão Jovens” mostra juventude de Renato Russo. Eduardo e Mônica é outra das várias canções de Renato que renderiam uma adaptação cinematográfica. Mas, enquanto isso não acontece, vamos com a versão moderna que o “youtuber” Gui Toledo postou em seu canal.

 Na adaptação dele, Eduardo é um blogueiro e Mônica, uma atriz de teatro. A história que se desenrola é bastante divertida e vale como homenagem a um dos casais mais famosos da música brasileira! Assissta ao clipe:

 


Fonte: Site Literatortura

Jornalista Desmente as Falsas Alegações do Movimento Gay do Brasil

                                                         


Fonte: Blog Descontradizendo Contradições

ENCÍCLICA QUOD APOSTOLICI MUNERIS (Sobre o socialismo e comunismo)


aos Veneráveis Irmãos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos e outros Ordinários em paz e comunhão com a Santa Sé Apostólica:


Sobre o socialismo e comunismo.


LEÃO XIII, PAPA



Veneráveis Irmãos, Saúde e Bênção Apostólica.

INTRODUÇÃO

Crescem os males da sociedade.

1. Obedecendo ao dever do Nosso cargo apostólico, não deixamos logo no princípio do Nosso Pontificado, nas cartas encíclicas que Vos dirigimos, Veneráveis Irmãos, de apontar esta peste mortal que se introduz como a Serpente por entre as articulações mais íntimas dos membros da sociedade humana, e a coloca num perigo extremo. Ao mesmo tempo vos indicamos os remédios mais eficazes para que a sociedade possa voltar ao caminho da salvação e escapar aos graves perigos que a ameaçam. Mas os males, que então deploramos, aumentam tão rapidamente, que somos de novo obrigado a dirigir-Vos a palavra, porque nos pareceu ouvir mais uma vez ressoar aos nossos ouvidos estas palavras do Profeta: ‘Clama, não cesses de clamar, levanta a tua voz e que ela seja semelhante a uma trombeta” (Is 63,1).


Socialismo, comunismo, niilismo.

2. Vós compreendereis facilmente que Nos referimos a essa seita de homens que, debaixo de nomes diversos e quase bárbaros, se chamam socialistas, comunistas ou niilistas, e que, espalhados sobre toda a superfície da terra, e estreitamente ligados entre si por um pacto de iniquidade, já não procuram um abrigo nas trevas dos conciliábulos secretos, mas caminham ousadamente à luz do dia, e se esforçam por levar a cabo o desígnio, que têm formado de há muito, de destruir os alicerces da sociedade civil. É a eles, certamente, que se referem as sagradas letras quando dizem: “Eles mancham a carne, desprezam o poder e blasfemam da majestade” (Jud 8).


Contra a sociedade.

3. Nada deixam intacto ou inteiro do que foi sabiamente estabelecido pelas leis divinas e humanas para a segurança e honra da vida. Enquanto censuram a obediência, devida às autoridades às quais o Apóstolo nos ensina que toda a alma deve ser sujeita e que receberam por empréstimo de Deus o direito de mandar, eles pregam a igualdade absoluta de todos os homens no que diz respeito aos direitos e deveres. A união natural do homem e da mulher, sagrada até entre as próprias nações bárbaras, eles a desonestam; e este laço, no qual se encerra principalmente a sociedade doméstica, enfraquecem-no e até o entregam ao mero capricho da sensualidade.


Contra a propriedade.

4. Seduzidos por fim pela cobiça dos bens presentes, que é “a origem de todos os males e que faz errar na fé aqueles em quem domina” (1 Tim 6,10), eles combatem o direito de propriedade, sancionado pela lei natural; e, por um atentado monstruoso, enquanto afectam tomar interesse pelas necessidades de todos os homens e pretendem satisfazer todos os seus desejos, trabalham por arrebatar e pôr em comum tudo o que tem sido adquirido ou por título de legitima herança, ou pelo trabalho do espírito e das mãos, ou pela economia.


Contra a autoridade.

5. E estes monstruosos erros, eles os proclamam nas suas reuniões, os advogam nos seus panfletos e os semeiam entre o povo por meio de uma nuvem de jornais. De onde se segue que a majestade respeitável dos Reis e a autoridade estão expostas, a tal ódio da plebe sediciosa, que alguns culpáveis traidores, insofridos de todo o freio, várias vezes num curto espaço de tempo, animados de ímpia audácia, têm apontado repetidamente as suas armas contra os próprios chefes das nações.


ORIGEM DE TAIS DOUTRINAS


O racionalismo.

6. Esta audácia de homens pérfidos, que ameaça com uma ruína cada vez mais grave a sociedade civil, e enche de inquietação e temor todos os espíritos, tira a sua origem e a sua causa dessas doutrinas envenenadas, que, em tempos anteriores, espalhadas como germe de corrupção entre os povos, têm produzido a seu tempo frutos deletérios.

7. Efectivamente sabeis muito bem, Veneráveis Irmãos, que a guerra encarniçada que os Inovadores declararam, a partir do século XVI, contra a fé católica, e que tem aumentado de dia para dia cada vez mais, até à nossa época, tende a este fim, que, recusando toda a revelação e suprimindo toda a ordem sobrenatural, esteja aberto o campo às invenções, ou antes aos delírios da razão somente. Este erro, que da razão indevidamente tira o nome, lisonjeia e excita o orgulho do homem e tira o freio a todas as suas paixões: por isso invadiu naturalmente não só o espírito de muitos indivíduos, mas também, em grande escala, a sociedade civil.


SEUS FRUTOS


O Estado, e o Ensino sem Deus.

8. Daí veio que, por uma nova iniquidade, desconhecida até aos pagãos, os Estados se constituíram sem fazerem caso algum de Deus, nem da ordem por Ele estabelecida; a autoridade pública foi declarada corno não tirando de Deus nem o seu principio, nem a majestade, nem a força de mandar, mas que provinha da multidão, que, reputando-se livre de toda a sanção divina, julgou que devia submissão apenas às leis que ela mesma fizesse, consoante o seu capricho. Sendo combatidas e rejeitadas as verdades sobrenaturais da fé como contrárias à razão, o próprio Autor e Redentor do género humano é insensivelmente e pouco a pouco banido das Universidades, dos liceus, dos colégios e de todo o uso púbico da vida humana.


A rebelião dos necessitados.

9. Entregues ao olvido recompensas e castigos da vida futura e eterna, o desejo ardente da felicidade foi circunscrito aos limites do tempo presente. Estando por toda parte profusamente espalhadas estas doutrinas e introduzindo-se em todos os lugares esta extrema licenciosidade de pensamento e de acção, não é para admirar que os homens de ínfima condição, cansados da pobreza de suas casas ou pequenas oficinas, tenham inveja de se elevarem até aos palácios e à fortuna dos ricos: não é para admirar que já não haja tranquilidade na vida pública e particular, e que o género humano esteja já chegado quase à borda do abismo.


OS PAPAS ALERTAM OS POVOS


10. Entretanto os Pastores Supremos da Igreja, a quem incumbe o cuidado de preservar o rebanho do Senhor dos embustes do inimigo, empregaram logo ao princípio todos os seus esforços para afastar o perigo e prover à salvação dos fiéis. Efectivamente, depois que começaram a formar-se as sociedades secretas, em cujo seio já se iam desenvolvendo os germes dos erros que temos apontado, os Pontífices romanos Clemente XII e Bento XIV não se descuidaram em desmascarar os desígnios ímpios das seitas e avisar os fiéis do mundo inteiro do mal que s1hes preparava secretamente.


O filosofismo, As seitas ocultas.

11. Depois que os que se ufanavam do nome de filósofos atribuíram ao homem uma espécie de independência desenfreada e começaram a inventar e sancionar o que chamam o direito novo, contrário à lei natural e divina, o Papa Pio VI, de saudosa memória, assinalou imediatamente, com documentos públicos, o carácter iníquo e a falsidade destas doutrinas e ao mesmo tempo predisse, com previdência apostólica, o estado ruinoso ao qual o povo, miseravelmente enganado, seria conduzido. Contudo, como se não tomou medida alguma eficaz para impedir que as perversas doutrinas das seitas se espalhassem cada vez mais pelos povos e penetrassem nos altos públicos dos governos, os Papas Pio VII e Leão XII anatematizaram estas seitas secretas e avisaram de novo a sociedade do perigo que a ameaçava.


O socialismo.

12. Finalmente, todos sabem com que gravidade de linguagem, com que firmeza e constância o Nosso glorioso Predecessor Pio IX, de saudosa memória, combateu, quer nas suas alocuções, quer nas suas Encíclicas dirigidas aos Bispos de todo o mundo, tanto os esforços iníquos das seitas, como nomeadamente a peste do socialismo, que já irrompia dos seus antros.


Os governantes desconfiam da Igreja.

13. Mas é muito para lastimar que os que se encarregaram de vigiar, pelo bem público, enganados pelos ardis dos ímpios e assustados pelas suas ameaças, sempre deram prova de desconfiança e até de injustiça para com a Igreja, não compreendendo que todos os esforços das seitas teriam sido impotentes se a doutrina da Igreja católica e a autoridade dos Pontífices romanos tivessem sempre sido devidamente respeitadas pelos príncipes e pelos povos. Porque “a Igreja do Deus vivo, que é a coluna e o sustentáculo da verdade” (1 Tim 3,15), ensina as doutrinas e princípios, cuja verdade consiste em assegurar inteiramente a salvação e tranquilidade da sociedade e desarreigar completamente o germe funesto do socialismo.


OPOSIÇÃO ENTRE A DOUTRINA DO EVANGELHO E O SOCIALISMO


O igualitarismo socialista.

14. Porque, ainda que os socialistas, abusando do próprio Evangelho, a fim de enganarem mais facilmente os espíritos incautos, tenham adoptado o costume de o torcerem em proveito da sua opinião, -entretanto a divergência entre as suas doutrinas depravadas e a puríssima doutrina de Cristo é tamanha que maior não podia ser. Pois “que pode haver de comum entre a justiça e a iniquidade. Ou que união entre a luz e as trevas?” (2 Cor 6,14). Os socialistas não cessam, como todos sabemos, de proclamar a igualdade de todos os homens segundo a natureza; afirmam, como consequência, que não se devem honras nem veneração à majestade dos soberanos, nem obediência às leis, a não serem estabelecidos por eles próprios e segundo o seu gosto.


A Igualdade evangélica.

15. Mas, ao contrário, segundo as doutrinas do Evangelho, a igualdade dos homens consiste em que todos, dotados da mesma natureza, são chamados à mesma e eminente dignidade de filhos de Deus, e que, tendo todos o mesmo fim, cada um será julgado pela mesma lei e receberá o castigo ou a recompensa que merecer. Entretanto a desigualdade de direitos e de poder provém do próprio Autor da natureza, “de quem toda a paternidade tira o nome, no céu e na terra” (Ef 3,15).

16. Mas as almas dos príncipes e dos súbditos estão, segundo a doutrina e preceitos católicos, ligadas de tal sorte, por deveres e direitos mútuos, que se modere o desejo de dominar e o motivo da obediência se torne fácil, constante e nobilíssimo.


Doutrina da Igreja sobre o poder.

17. Por isso a Igreja inculca constantemente aos súbditos o preceito do Apóstolo: “Não há poder que não venha de Deus e os que existem foram ordenados por Deus. Aquele, pois, que resiste ao poder resiste à ordem de Deus e os que resistem atraem sobre si a condenação”. E de novo ordena que sejam submissos não só por temor, mas também por motivos de consciência, e que se dê a cada um o que for devido: “a quem o imposto, o imposto; a quem o temor, o temor; a quem a honra, a honra” (Rom 13,1-7). Aquele que criou e governa todas as coisas regulou com a sua sabedoria providencial que as íntimas coisas ajudadas pelas medianas, e estas pelas superiores, consigam todas o seu fim.

18. Por isso, assim como no céu quis os coros dos Anjos fossem distintos e subordinados uns aos outros, e na Igreja instituiu graus nas ordens e diversidade de ministérios de tal forma que nem todos fossem apóstolos, nem todos doutores, nem todos pastores (1 Cor 12,27) assim estabeleceu que haveria na sociedade civil várias ordens diferentes em dignidade, em direitos e em poder, a fim de que a sociedade fosse, como a Igreja, um só corpo, compreendendo um grande número de membros, uns mais nobres que os outros, mas todos reciprocamente necessários e preocupados com o bem comum.


Admoestação aos que governam.

19. Mas, para que os regentes dos povos usem do poder que lhes é concedido para edificar e não para destruir, a Igreja de Cristo avisa-os muito a propósito de que a severidade do julgamento supremo ameaça também os príncipes, e repetindo as palavras da Divina Sabedoria brada a todos em nome de Deus:“Prestai atenção, vós que dirigis as multidões e que vos comprazeis do número das nações, porque o poder vos foi dado por Deus e a força pelo Altíssimo que examinará as vossas obras e perscrutará os vossos pensamentos... Porque o julgamento dos que governam será muito severo.. . Deus efectivamente não exceptuará pessoa alguma nem terá atenção com as grandezas de ninguém, pois Deus criou o pequeno e o grande e tem igual cuidado por todos; mas para os mais fortes está reservado um castigo mais forte” (Sab 6,3 ss).

Contra o abuso do poder. 

A paciência e a oração.

20. Se, portanto, acontecer alguma vez que o poder púbico seja exercido pelos príncipes temerariamente e ultrapassando os limites da justiça, a doutrina da Igreja católica não permite que os súbitos se revoltem contra eles, com receio de que a tranquilidade da ordem fique ainda mais perturbada e por isso a sociedade sofra um prejuízo muito maior. E, quando as coisas chegarem ao ponto de já não brilhar esperança alguma de salvação, a Igreja ensina que o remédio deve ser rogado e apressado pelos merecimentos da paciência cristã e com fervorosas orações a Deus.

21. Se a vontade dos legisladores e dos príncipes sancionar ou ordenar alguma coisa que esteja em oposição com a lei divina ou natural, a dignidade e o dever do nome cristão, assim como o preceito apostólico, prescrevem que devemos “obedecer a Deus antes que aos homens” (At 5,29).


A SOCIEDADE DOMÉSTICA


22. A própria sociedade doméstica, que é o princípio e a base da cidade e do reino, ressente e experimenta necessariamente esta virtude salutar da Igreja, que contribui para a perfeita organização e para a conservação da sociedade civil. Pois bem sabeis, Veneráveis Irmãos, que a verdadeira constituição da sociedade é baseada, segundo a necessidade do direito natural, directamente sobre a união indissolúvel do homem e da mulher e que é completada pelos direitos e deveres mútuos entre os pais e os filhos, entre os amos e os criados. Sabeis também que as doutrinas do socialismo desorganizam completamente a sociedade, porque, perdendo o apoio que lhe dá o casamento religioso, tem forçosamente de ver enfraquecer-se o poder do pai sobre os filhos, e os deveres dos filhos para com os pais.

23. A Igreja, pelo contrário, nos ensina que o casamento respeitável em tudo (Heb 13,4), instituído pelo próprio Deus no princípio do mundo para a propagação e conservação do género humano, e por Ele decretado indissolúvel, foi feito mais indissolúvel e mais santo ainda por Cristo, que lhe conferiu a dignidade de Sacramento, e dele fez a figura da sua união com a Igreja.

24. Por consequência, é necessário, segundo as exortações do Apóstolo (Ef 5,23), que o homem seja o chefe da mulher como Cristo é o Chefe da Igreja, e que as mulheres sejam submissas a seus maridos e deles recebam as provas de amor fiel e constante, como a Igreja é submissa a Cristo, que a abraça com amor eterno e castíssimo.


Poder paterno e heril.

25. A Igreja regula igualmente o poder dos pais e dos amos, a fim de que possam conter os filhos e os criados no cumprimento dos seus deveres, sem se afastarem dos Imites da justiça. Porque, segundo a doutrina católica, a autoridade dos pais e dos amos deriva da autoridade do Pai e do Senhor celeste. Por consequência tira dela não somente a origem a força, mas até, e muito necessariamente, a sua essência e carácter. Daí vem que o Apóstolo exorta os filhos “a obedecer a seus pais no Senhor e a honrarem seu pai e mãe, que é o primeiro mandamento acompanhado de promessa” (Ef 6,1-2). E aos pais diz: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à cólera, mas dai-lhes educação instruindo-os e corrigindo-os segundo o Senhor” (Ef 6,4).


Relações entre amos e criados.

26. E mais adiante o mesmo Apóstolo recomenda aos criados e aos amos: aos primeiros que “Obedeçam a seus senhores segundo a carne, como ao próprio Jesus Cristo servindo-os de bom grado como ao Senhor; aos outros que e não excedam em ameaças nem maus tratos, lembrando-se que Deus é o Senhor de todos, e que para Ele não há distinção de pessoas” (Ef 6,5-9).

27. Se todas estas coisas fossem observadas por aqueles a quem dizem respeito, conforme a disposição da vontade divina, cada família ofereceria a imagem da morada celeste e os insignes benefícios que dai resultariam não ficariam encerrados unicamente dentro das paredes da casa, mas espalhar-se-iam também profusamente nos Estados.


DIREITO DE PROPRIEDADE


28. Quanto à tranquilidade da sociedade pública e doméstica, a sabedoria católica, apoiada nos preceitos da lei natural e divina, a isso provê muito prudentemente com suas doutrinas e ensinos sobre o direito da propriedade e sobre a partilha dos bens que são arranjados para as necessidades e utilidades da vida. Porque os sectários do socialismo, apresentando o direito de propriedade como uma invenção humana que repugna à igualdade natural dos homens, e reclamando o comunismo dos bens, declaram que é impossível suportar com paciência e pobreza e que as propriedades e regalias dos ricos podem ser violadas impunemente. Mas a Igreja, que reconhece muito mais útil e sabiamente que existe a desigualdade entre os homens, naturalmente diferentes nas forças do corpo e do espírito, e que esta desigualdade também existe na propriedade dos bens, determina que o direito de propriedade ou domínio, que vem da própria natureza, fique intacto e inviolável para cada um.


Condenação da rapina.

Desv1o pelos pobres.

29. Ela sabe, efectivamente, que o roubo e o latrocínio foram proibidos por Deus, autor e defensor de todos os direitos, de tal forma que nem sequer é permitido desejar os bens doutrem, e que os ladrões e roubadores, assim como os adúlteros e idólatras, são excluídos do reino dos céus. Mas entretanto a Igreja, esta piedosa mãe, nem por isso despreza o cuidado pelos pobres nem se descuida de prover às suas necessidades, porque, abraçando-os com a sua ternura maternal e sabendo que eles representam o próprio Jesus Cristo, que considera como feito a EIe o bem que por qualquer for feito ao mais ínfimo dos pobres, os tem em grande consideração; ela os ajuda por todos os meios possíveis, toma a seu cargo mandar levantar por todo o mundo casas e hospícios para os receber, sustentar e tratar, e os toma debaixo da sua protecção.

30 Além disso, impõe como rigoroso dever aos ricos dar o supérfluo aos pobres e ameaça-os com o juízo de Deus que os condenará aos suplícios eternos, se não acudirem às necessidades dos indigentes. Enfim, atenta e consola o coração dos pobres, quer apresentando-lhes o exemplo de Jesus Cristo que, “sendo rico, quis fazer-se pobre por nós” (2 Cor 8,9), quer lembrando-lhes as suas palavras, pelas quais declara felizes os pobres e ordena-lhes que esperem as recompensas da felicidade eterna.

31. Quem não verá, na verdade, que é este o melhor meio de apaziguar a antiga questão entre os pobres e os ricos? Porque, a própria evidência das coisas e dos fatos bem o demonstra, desprezado ou rejeitado este meio, terá de acontecer necessariamente uma de duas Coisas: ou a maior parte do género humano será reduzida à ignominiosa condição dos escravos, como o foi por muito tempo entre os pagãos, ou a sociedade será agitada por perturbações continuas e desolada pelos roubos e assassínios, como muito recentemente ainda tivemos o desgosto de ver.


Exortação aos povos e autoridades.

32. Sendo isto assim, Veneráveis Irmãos, Nós, a quem incumbe, há pouco tempo, o governo de toda a Igreja, depois de termos mostrado desde o princípio do Nosso Pontificado aos povos e aos príncipes, acossados pelo furor da tempestade, o porto onde encontrariam um abrigo seguro, impelidos agora pelo gravíssimo perigo que está ameaçando, fazemos de novo ressoar a seus ouvidos a palavra apostólica para a salvação dos mesmos, bem como para a salvação de seus Estados. Nós lhes pedimos, Nós lhes rogamos instantemente que aceitem o magistério da Igreja tão benemérita dos Estados, debaixo do ponto de vista da prosperidade pública, e que atentem bem que os interesses do Estado e os da religião, estão de tal forma unidos entre si, que tudo quanto se fizer perder a esta última, outro tanto enfraquece o dever dos sóditos e a majestade do poder.

E quando reconhecerem que, para afastar esta peste do socialismo, a Igreja possui uma força como nunca tiveram nem as leis humanas, nem as repressões dos magistrados, nem as armas dos soldados, tratarão de restituir logo à Igreja a condição e liberdade tais, que possa exercer esta força tão salutar para o bem comum de toda a sociedade humana.


EXORTAÇÃO AO EPISCOPADO


Prevenir as crianças.

33. Quanto a Vós, Veneráveis Irmãos, que reconheceis perfeitamente a origem e o carácter dos males que nos assolam por toda a parte, tratai com todas as veras e com todo o esforço do vosso espírito de espalhar e fazer penetrar profundamente nas, almas a doutrina católica. Esforçai-vos por que todos os cristãos acostumem seus filhos desde a mais tenra idade a amar a Deus e a respeitar a Sua santa vontade, a inclinarem-se perante a majestade dos príncipes e das leis, e refrear as paixões e a conservar escrupulosamente a ordem que Deus estabeleceu na sociedade civil e na sociedade doméstica.


Não apoiar o socialismo.

34. É necessário, além disto, que trabalheis para que os filhos da Igreja Católica não ousem, seja debaixo de que pretexto for, filiar-se na seita abominável, nem favorecê-la. E também que por acções nobres e pela honradez do seu comportamento mostrem como a sociedade humana seria feliz, se cada um dos seus membros brilhasse pela rectidão dos seus actos e pelas suas virtudes.


Fomentar as associações de proletários sob a tutela da Igreja.

35. Finalmente, como se procuram sobretudo sectários na classe dos homens que exercem oficio, que alugam o seu trabalho e que, cansados da condição de trabalhadores, são muito facilmente seduzidos pela esperança das riquezas e pelas promessas de fortuna, parece oportuno sustentar as sociedades de artistas e operários, que, fundadas debaixo da protecção da Religião, ensinam a todos os associados que se contentem com a sua sorte e suportem o trabalho com paciência e os persuadam a que tenham uma vida sossegada e tranquila.


Confiança em Deus.

36. Favoreça os Nossos esforços e os Vossos, Veneráveis Irmãos, Aquele a quem somos obrigados a atribuir o princípio e o êxito de todo o bem. Aliás, nestes dias em que celebramos o Nascimento de Nosso Senhor, encontramos motivos de esperança de um socorro muito próximo. Efectivamente, esta nova salvação que Cristo recém-nascido trouxe ao mundo já envelhecido e quase decomposto pela enormidade de seus males, Ele nos ordena que a esperemos também; e aquela paz anunciada aos homens pelos Anjos, também prometeu que no-la dava. “A mão do Senhor não se retirou para não nos poder salvar, nem aos seus ouvidos se obstruíram para não nos poder ouvir” (Is 59,1). Nestes dias, pois, de feliz auspício, Nós vos desejamos a Vós, Veneráveis Irmãos, e a todos os fiéis das Vossas Igrejas, todas as felicidades e todas as alegrias; e Nós rogamos com instância Àquele que dá todos os bens — “para que de novo apareça aos homens a benignidade de Deus nosso Salvador” (T-ito 3,4), que, depois de nos ter arrancado do poder do Nosso terrível inimigo, nos elevou à nobilíssima dignidade de filhos.

37. E a fim de que os Nossos votos sejam mais pronta e completamente realizados, juntai-Vos a Nós, Veneráveis Irmãos, para dirigir a Deus fervorosas orações; invocai também a protecção da bem-aventurada Virgem Maria, Imaculada desde a origem, e de S. José seu esposo, e dos bem-aventurados Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, em cuja intercessão temos a maior confiança. Entretanto, como penhor dos favores celestes, Nós Vos damos do fundo do coração, no Senhor, a Bênção Apostólica, a Vós, Veneráveis Irmãos, ao Vosso clero e a todos os povos fiéis.

Dada em Roma, junto de S. Pedro, aos 28 de dezembro de 1878, primeiro ano do Nosso Pontificado.


LEÃO XIII, PAPA





Fonte: Blog É Razoável Crer?

Diabo - Quem ele é, e/ou era?



1. O diabo era um anjo?
A resposta: Pelo menos é o que a Bíblia revela em alguns textos:

Jó 1:6 - "Certo dia os anjos vieram apresentar-se ao Senhor, e Satanás também veio com eles".

Mt 41 - "Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: ´Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos".

Veja que ele é sempre colocado junto com a palavra anjos.

Esta tem sido a opinião que vem de séculos nas três maiores religiões: Cristianismo, Judaísmo e Islamismo.

2. Ele foi um anjo que se revoltou contra Deus?
Sim, apesar da Bíblia não falar claramente a respeito disto. Fica implícito que se trate de um anjo que caiu do seu estado original:

Lc 10:18 - "Ele respondeu: "Eu vi Satanás caindo do céu como relâmpago".

Jd 6 - "E, quanto aos anjos que não conservaram suas posições de autoridade mas abandonaram sua própria morada, ele os tem guardado em trevas, presos com correntes eternas para o juízo do grande dia".

e outros textos mais que demonstram que de fato ele caiu do seu estado original de anjo de luz.

3. Ele era o "regente da orquestra celestial"?

Bom, esta história é bem falada no meio evangélico. Porém, de onde tiraram isto eu não tenho nem idéia. Eu asseguro que se trata de uma falácia e que não tem nenhum fundamento bíblico.

4. "Por isso o ministerio de musica é o mais atacado nas igrejas"?

O ministério de música não é o mais atacado pelo Diabo. É o mais atacado pelos super-egos do músicos e não pelo diabo.

O inimigo do ministério de música é o meu próprio ego. O mais se trata apenas de questões normais em qualquer relação humana. Conviver não é fácil e nem sempre as coisas aconteceme como desejamos.

Quem fala este tipo de coisa deveria ir perguntar para os evangelistas de rua, os missionários na janela 10/40 (região islâmica), etc... se eles também não são ou até, mais atacados pelas investidas do diabo.

Isto tudo é falácia pura que se cria no meio evangélico e o povo ignorante engole sem ver de fato o fundamento bíblico disto.

É aquela velha conversa de colocar no diabo a culpa de tudo, ao invés de tratar com o ego dos músicos.

5. O nome dele é Lúcifer?

Is 14:12 - "Como caíste do céu, ó estrela da manhã (Lúcifer), filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!"

"Lúcifer (em latim, ´portador da luz`) - Esse era o nome latino para o planeta Vênus, o objeto mais brilhante do céu, excetuando o sol e a lua, que algumas vezes aparece de noite, e outras vezes de manhã, como estrela matutina.

Em Isaías 14:12 aparece como tradução do vocábulo helel (´brilhante`: a septuaginta traduz por heosphoros, ´portador da luz`; cf. o árabe para Vênus, zuhratum, ´o brilhante resplandecente`), sendo título aplicado insultosamente ao rei da Babilônia, o qual, em sua glória e pomposidade, se considerava entre os deuses.

Esse nome é apropriado em vista do fato que a civilização da babilônia teve início na madrugada cinzenta da história, e tinha fortes ligações astrológicas. Os babilônicos e assírios costumavam personificar a estrela matutina como Belite e Istar.

A similaridade da descrição dessa passagem bíblica com outros trechos como Lc 10:18 e Ap 9:1 (cf.12:9) tem levado à aplicação desse título a Satanás.

Lc 10:18 - "E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu.

Ap 1:9 - "E o quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo".

Mas o verdadeiro candidato a esse título, conforme é demonstrado em Ap 22:16, é o Senhor Jesus Cristo em sua glória que agora tem, depois da sua ascensão".

Ap 22:16 - "Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a resplandecente Estrela da manhã (Lúcifer)".



Fonte: "O Novo Dicionário da Bíblia"; organizado por J. D. Douglas; ed. Vida Nova; pg.967.

domingo, 28 de abril de 2013

Filhos da Classe C

O DATA POPULAR acaba de divulgar a pesquisa "Filhos da Nova Classe Média" que projeta mudanças de comportamento e valores da segunda geração daqueles que aumentaram sua renda e se inseriram, nos últimos dez anos, no mercado de consumo de massas, incluindo produtos de alta tecnologia.De acordo com a pesquisa, a mudança será significativa: mais informados, mais conectados à internet, com opiniões menos conservadores que seus pais (como papel da mulher e homossexualidade). São 23 milhões de jovens entre 18 e 30 anos de idade com renda mensal entre 291 reais e 1.019 mensais (55% dos brasileiros nesta faixa etária).
Vamos ao resumo dos dados:


5 tendências para 2022


1. Empoderamento tecnológico
A internet e o celular tendem a ser cada vez mais utilizados para a realização de compras, denúncia das relações de consumo e dos serviços do Estado.
_ 51% acompanham notícias pela internet diariamente
_ 65% têm perfil em rede social (principalmente Facebook)
_ 75% concordam com a frase: "adoro produtos tecnológicos de última geração".
_ 57% dos acessos a redes sociais é da classe média (23% alta e 20% baixa)

2. Amadurecimento da educação financeira
Trajetória da família de privações financeiras e o fato de terem que ajudar nas despesas de casa faz com que eles sejam consumidores mais atentos à necessidade de poupar e de planejar sua vida financeira para o futuro.
_ 70% do que ganham vai para despesas da casa (ajuda é de 20% na classe mais alta)
_ obrigações em primeiro lugar, depois o lazer (em 70% nas duas gerações)

3. Valor do Mérito
São mais escolarizados que seus pais e, por essa razão, têm conseguido acessar melhores empregos e obter renda mais elevada. Por isso, tendem a valorizar ainda mais do que a geração anterior o esforço pessoal como forma de melhorar de vida.
_ 72% dos jovens de 18 a 30 anos tem pelo menos o ensino médio completo, enquanto na geração anterior (48-60) esse índice era de 34% (eles estudam 49% a mais que os pais).
_ 61% consideram o trabalho como instrumento para progredir na vida (nas duas gerações), e 82% dos jovens acreditam que a faculdade serve para melhorar o currículo.
Lembremos que dados de análise do sociólogo Arnaldo Montalvão, que cruzou dados do PNAD 2009 e Censo 2010, revela que filhos de pais com ensino fundamental completo têm duas vezes mais chances de chegar à faculdade que aqueles com pais analfabetos. Se os pais tiverem ensino médio, a chande aumento para quatro vezes; se os pais tiverem título universitários, a chance se multiplica por 16.

4. Flexibilidade nos formatos de família
A nova geração cresceu vendo o ingresso das mulheres no mercado de trabalho. Por essa razão, tendem a consolidar mudanças no papel do casal dentro do lar.
_ 42% discordam que o papel da mulher é cuidar da casa (na geração anterior eram 22%)
_ 20% delas não casariam com um homem que ganha menos, mas 80% deles casariam com uma mulher que ganha mais (eram 58% na geração anterior)
_ 49% aprovam casamento gay (na geração anterior eram 26%)
_ 52% dizem que aceitariam "numa boa" ter um filho homossexual (eram 33%)

5. Relação com o Estado
O acesso da classe média a bens e serviços privados tem crescido nos últimos anos, o que faz com que aumente também a demanda pela manutenção da qualidade desses serviços. Em razão disso, o Estado tende a ser mais cobrado como regulador desses serviços e fiscalizador de sua qualidade.





Fonte: Blog do Rudá Ricci

Livro cita 'sexo no céu' e aumenta revolta de parentes das vítimas do incêndio na boate Kiss


Obra sobre incêndio na boate Kiss sugere que pode haver sexo no paraíso. Autor não quis se manifestar 'por enquanto', pois já disse o que tinha a dizer.

A polêmica do livro "Kiss – Uma Porta para o Céu", escrito pelo padre Lauro Trevisan sobre o incêndio que causou 241 mortes em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, prossegue. Depois de levar o autor a suprimir trechos da obra em uma nova edição e dar explicações à polícia, familiares de vítimas se revoltaram com outras partes da publicação, que sugere que há "sexo no céu".

 Segundo a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), vários pais deverão entrar na Justiça com ações separadas, pedindo indenização.

 "Cada um se danificou conforme sua natureza, então cada um que se sentiu prejudicado que entre com uma ação. A associação não pode ingressar na Justiça, mas muitos pais comentaram que farão isso. Nossa parte é coletiva, de ajudar o pai em geral", disse ao G1 o presidente da AVTSM, Adherbal Ferreira.

Trecho do livro sobre o incêndio na boate Kiss sugere que há sexo no céu
O trecho lido por Adherbal, na página 44, diz o seguinte: "No céu há abundância conforme desejos individuais. Há muita alegria, música inesquecível e muito amor nos corações. Haverá sexo por lá? Se você achar bom e tiver vontade, haverá". Na página seguinte, outra frase irritou o presidente da entidade: "Pode haver muitas boates no céu, mas boates Kiss, nenhuma".

 Para o pai de uma das vítimas, os trechos são "absurdos". "Este tipo de coisa não se fala. Ele está dizendo que o céu é uma zona, uma bagunça", contestou. Por meio de sua assessoria de imprensa, Trevisan declarou que "por enquanto" não se manifestará sobre o assunto, pois já disse tudo o que tinha a dizer em diversas entrevistas que concedeu à imprensa. Trechos suprimidos Lançada na última semana, a primeira edição do livro, com 2 mil exemplares, se esgotou. Segundo a Editora da Mente, não há mais cópias à venda na Livraria da Mente, em Santa Maria, da qual o padre Trevisan também é sócio-proprietário. A editora diz que não tem como controlar as obras que já foram distribuídas pelo país. A segunda tiragem do livro, vendido a R$ 20, também tem 2 mil exemplares.

Em seu escritório, Adherbal Ferreira exibe faixa da AVTSM
Dois trechos foram suprimidos. Um deles, na página cinco da edição antiga, dizia que duas pessoas estavam vivas dentro do caminhão frigorífico que levava os corpos das vítimas para serem reconhecidos no dia da tragédia. "No auge da balada celestial, o Pai perguntou se alguém queria voltar. Dois ou três disseram que sim e foram encontrados vivos no caminhão frigorífico que transportava os corpos ao Ginásio de Esportes”, diz o trecho do texto em questão.

 Na página 11, o uso do verbo "agonizar" no trecho "Por que foram ceifados pela morte, sem dó nem piedade, aqueles que se dedicaram, num imenso gesto heroico de solidariedade, a salvar os que agonizavam em meio à fumaça funérea?!" foi visto como ofensivo.

 Autor de mais de 70 livros e figura conhecida na cidade, Lauro Trevisan diz que seu objetivo com a obra era oferecer "conforto aos familiares", "erguer o ânimo de Santa Maria" e "oferecer uma lição de humanidade". Ele esclarece que trata-se de uma obra ficcional, de autoajuda, e não uma reportagem ou documentário com o relato fidedigno dos fatos.



 Fonte: G1/ Blog do Gari Martins da Cachoeira

Clarice Lispector e a procura do livro desejado



Marcela Ortolan, no Livros e Afins

Já vi em alguns lugares a seguinte fala: “Não existem pessoas que não gostam de ler, existem pessoas que ainda não encontraram um livro que gostem de ler”. Gostei do mote da campanha.

Uma das variações é dizer que “a pessoa não achou o seu livro preferido”, que me fez pensar: simplesmente não é possível achar um livro preferido lendo apenas um. Para descobrir que aquele é seu livro preferido a pessoa vai ter que ler, pelo menos, alguns livros para comparar. Além disso, é possível ter vários livros preferidos ao longo da vida.

De toda forma não é esse o foco da discussão que proponho aqui.

O fato é que leitores habituais ou esporádicos volta e meia estão atrás de um livro que os encante. Aquele livro mágico que os faça querer ler em qualquer lugar e momento, que diga mais sobre o leitor do que ele podia desconfiar.
Livro bom é aquele que a gente quer ler em qualquer lugar. (Foto: Márcio Pimenta)


E a gente nunca sabe que livro é esse, mas o queremos.

A notícia que trago para aqueles que já passaram por isso é que não estamos sozinhos: mesmo grandes autores passam por isso. Pelo menos é a conclusão que cheguei após ler este pequeno texto que faz parte da coletânea de crônicas A Descoberta do Mundo, de Clarice Lispector:


O Livro Desconhecido

“Estou à procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o imagino como a um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. Quem sabe, às vezes penso que estou à procura de um livro que eu mesma escreveria. Não sei. Mas faço tantas fantasias a respeito desse livro desconhecido e já tão profundamente amado. Uma das fantasias é assim: eu o estaria lendo e de súbito, a uma frase lida, com lágrimas nos olhos diria em êxtase de dor e de enfim libertação: “Mas é que eu não sabia que se pode tudo, meu Deus!” p. 233, Clarice Lispector, A Descoberta do Mundo (1999/1984)

Estamos todos sempre a procura do livro desconhecido.

A minha sugestão é: continue a sua busca. Leia, leia, leia. Talvez você nunca ache o livro perfeito, entretanto esse caminho será ainda mais prazeroso e cheio de descobertas do que seria sem todos estes livros.

Boa procura.




Fonte: Site Livros só mudam pessoas

Cristãos são mantidos presos na Coreia do Norte por recusar a reconhecer ditador como divindade



Os norte-coreanos que exercem a fé cristã na Coreia do Norte e que não reconhecem o ditador Kim Jong Un (foto) como uma divindade, segundo informações do Acontecer Cristiano, estão sendo mantidos presos nos centros de detenção e privados de alimentação. A publicação aponta que existem imagens de satélite que localizaram os campos de concentração e, no local, estão sendo mantido cerca de 200 mil pessoas que são consideradas pelo governo coreano como religiosos criminosos.

O acontecimento contra os cristãos ocorre em meio ao momento que a Coreia do Norte está no centro das atenções mundiais por conta das ameaças de ataque contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos. O país é conhecido internacionalmente pelas organizações de missionários como a nação mais fechada ao Cristianismo, e consequentemente o país que mais persegue cristãos em todo o mundo.

Mesmo com todas as impossibilidades de exercer a fé, sob o risco de serem condenados à prisão perpétua ou pena de morte, os cristãos secretos na Coreia do Norte, segundo a Missão Portas Abertas, somam entre 200 e 400 mil fieis. A sentença de prisão perpétua ou pena de morte acontece caso os fieis cristãos forem flagrados cultuando a Deus ou apenas com uma Bíblia.

O país, que começou a perseguição aos cristãos em 1953 e é oficialmente ateu, tornou-se comunista depois da guerra das Coreias e, no entanto, existe no local uma imposição por parte do governo para a população deva cultuar à dinastia Kim.

Segundo a crença local, o avô do atual ditador Kim Jong Sung Un, o já falecido Kim Jong Sung, é adorado na Coreia como um ser de natureza divina, e seus descendentes herdaram o direito de ocupar o posto de chefe da nação e o dom da divindade do líder.



Fonte: The Christian Post / Blog Libertos do Opressor

Homofobia,liberdade de expressão e tolerância – O que está acontecendo ?



*Por Vanderlei de Lima

Dom Estevão Bettencourt (1919-2008), monge beneditino poliglota, escrevia na revista Pergunte e Responderemos n. 546, dezembro de 2007, p. 558-560, uma constatação importantíssima para os nossos dias quando muito se usa – por “engenharia verbal” .

O termo homofobia a fim de condenar quem, em nome de princípios religiosos ou éticos, rejeita práticas (e não pessoas) homossexuais.

Com efeito, diz Bettencourt:

“Chama-se ‘Engenharia Verbal’ a manipulação de certas palavras para exprimir condutas de vida novas e causadoras de polêmica na sociedade”.

A seguir, ele dá um exemplo de homofobia:

“Phobos em grego quer dizer ‘medo’. Em consequência, homofobia seria o medo frente aos homossexuais.


Todavia, não é isto que se entende hoje por homofobia; a palavra significa a censura à prática homossexual, de modo que não se poderia condenar em público a homossexualidade significado este que não está contido no sentido original de homofobia”.

Trata-se de manipulação interesseira da linguagem.
A fim de bem ilustrar o que está dito acima, reproduzimos as páginas 45 e 46 do livro Homem e mulher Deus os criou, do Padre David Francisquini (São Paulo: Artpress, 2011).

1)- O que é homofobia?

Homofobia é um termo inventado pelo psicólogo americano George Weinberg para desacreditar os opositores da homossexualidade. No seu sentido etimológico, a palavra homofobia deveria significar aversão irracional a pessoas do mesmo sexo, por paralelismo com homoafetividade.


No entanto, o movimento homossexual emprega a palavra para rotular de modo depreciativo as pessoas que se manifestam contrárias às práticas homossexuais, que desse modo passam a ser vistas como preconceituosas ou desequilibradas.

Uma resolução do Parlamento Europeu a favor da legalização do “casamento” homossexual, emitida em 2006, define homofobia, sem nenhuma base na realidade, como “um sentimento irracional de medo e de aversão em relação à homossexualidade e às pessoas lésbicas, bissexuais e transgêneros e propõe que esse sentimento seja combatido desde a idade escolar.

2) Por que o movimento homossexual insiste em utilizar a palavra homofobia?

Porque se trata de um recurso publicitário, e se tem mostrado eficiente. Arthur Evans, cofundador de Gay Activist Alliance (Aliança de Ativistas Homossexuais), explica como o movimento homossexual criou a palavra homofobia para caracterizar seus opositores:“O psicólogo George Weinberg não-homossexual, mas amigo de nossa comunidade, comparecia regularmente aos encontros do GAA. Observando fascinado a nossa energia e excitação e as respostas da mídia, ele apareceu com a palavra que nos empenhávamos em conseguir: homofobia, que significa o temor irracional de amar alguém do mesmo sexo”.

George Weinberg classificou então a oposição moral à homossexualidade como uma anomalia, uma fobia. Ele vai além “Eu nunca consideraria um paciente saudável se ele não tivesse superado seu preconceito contra a homossexualidade”.

Fica assim claro o caráter ideológico e propagandístico da palavra, que poderíamos qualificar de arma semântica.

Aplicando aos opositores o rótulo de homófobos, os homossexuais procuram intimidá-los e desqualificá-los, descartando como “temores irracionais” os seus argumentos.

3) Existe algum fundamento para essa alegada homofobia?

Como expusemos acima, a palavra homofobia foi artificialmente criada e divulgada para facilitar a aceitação social e legal do modo de vida homossexual, e tem como objetivo colocar em posição desconfortável e odiosa todos os que a ela se opõem, ou mesmo criminalizá-los.

Os que defendem a Lei natural e os Dez Mandamentos devem denunciar e desmontar essa tática desonesta, pois os que fazem esse uso demagógico do rótulo homófobo nunca conseguem apresentar provas científicas dessa suposta fobia, que só existe no arsenal de qualificativos com que a propaganda homossexual procura desmerecer os seus opositores.
Corresponde à mesma tática empregada outrora pelos comunistas, que acusavam de fascistas quem se opusesse aos seus desígnios e ideologia.


*Vanderlei de Lima cursou Filosofia e Iniciação Teológica pela Escola Mater Ecclesiae, no Rio de Janeiro. É formado em Filosofia pela PUC-Campinas, e pós-graduado em Psicopedagogia no processo ensino-aprendizagem pelo Centro Universitário Amparense-UNIFIA.



Fonte: Blog Beraká