quarta-feira, 31 de julho de 2013

A leitura seria nociva à saúde?

leitura, livros, criança
© RIA Novosti


Anna Fedorova no Voz da Rússia

Desde os tempos em que os seres humanos inventaram as letras, aprenderam a juntar elas em palavras e escrever livros, o debate sobre os benefícios ou prejuízos da leitura não perde a intensidade no mundo.


Em todas as épocas, nunca faltavam adeptos e defensores da leitura: todos os homens de ciência, monges e iluministas apoiavam unanimemente a leitura, insistindo na necessidade da última para a formação de cidadãos integralmente desenvolvidos, capacitados a dirigir o Estado e servir fielmente a Pátria. Os mais radicais deles afirmavam que aquele que não gosta ou não quer ler não pode crescer uma boa pessoa.

Seria assim? Seria verdade que o “homo legens” é o melhor componente da sociedade? Se a leitura traz benefícios ou apenas prejuízos?

Para a saúde do ser humano, uma leitura desmesurada é, incontestavelmente, nociva, afirmam os “inimigos de livros”. Em primeiro lugar, a maioria dos bibliófilos usam óculos, pois têm problemas de visão por lerem em condições de luz escassa, deitados na cama, durante viagens no metrô ou ônibus. Em segundo lugar, em muitos amantes de livros são observados a curvatura da coluna vertebral e, como consequência, dores nas costas, nevralgias do ciático, escoliose e outros males. Em terceiro lugar, os “devoradores de livros” levam a vida sedentária e, portanto, em muitos casos têm peso excessivo, engolindo com prazer não só livros mas também os conteúdos do frigorífico. Além disso, entre os amantes da leitura estão bastante difundidas as enfermidades como dores de cabeça de etiologia variada, distonia vegetativa vascular e distúrbios nervosos. E algo mais: a imunidade dos amigos da leitura costuma ser várias vezes mais débil do que a de seus antagonistas, porquanto as “brocas dos livros” ou “ratazanas livreiras”, como os chamam depreciativamente seus opositores, uma maior parte do tempo passam em ambientes fechados e pouco passeiam ao ar livre. Durante certas épocas, havia inclusive persecuções do público leitor. Esse hábito era considerado como nocivo, porque supostamente causava dano ao Estado, socavava a estrutura social e estragava o relacionamento com os poderes.

O que pensam os cientistas sobre o tema em questão? Especialistas franceses do Instituto Nacional da Saúde e das Pesquisas Médicas chegaram à conclusão de que a leitura, sendo um fenômeno relativamente recente na vida do gênero humano, obriga o cérebro a adaptar para seus objetivos as regiões responsáveis por controlar outros hábitos.

Os autores do experimento formaram um grupo composto por 63 portugueses e brasileiros, dos quais 11 eram analfabetos, 22 aprenderam a ler já na idade adulta e os restantes 30 frequentavam na infância a escola. Vale notar que os cientistas propositadamente não escolheram “estudantes universitários eruditos” que em pesquisas neurológicas comumente constituem o núcleo do voluntariado. O resultado obtido mostrou que os hábitos de leitura se desenvolvem a expensas da capacidade de identificar rostos humanos.

Uma outra equipe de estudiosos verificou que o intelecto, que dizer, a faculdade geral de adquirir conhecimentos e resolver problemas, a qual engloba em seres humanos todas as capacidades cognitivas – sensação, percepção, memória, representação, pensamento, imaginação – e a quantidade de livros lidos pelo indivíduo não estão relacionados de maneira alguma entre si. Com outras palavras, o indivíduo pode ler muito, porém os conhecimentos dele não se tornarão mais vastos com isso, especialmente se ele lê para se divertir ou passar o tempo.

No processo de leitura, o cérebro humano obtém informação. Todavia, esta última muito frequentemente não só é inútil para a vida e para o intelecto mas também carece de qualquer sistematização. Durante a leitura para entretenimento, a qual não pressupõe uma análise interpretativa do texto lido, o intelecto permanece inativo e, por conseguinte, não se desenvolve. A fim de manter a inteligência em estado ativo, é necessário, para além de ler, ainda resolver problemas analíticos de diversa índole, incluindo quebra-cabeças. Segue-se a seguinte conclusão: a despeito de ter lido muitos livros, o indivíduo pode ficar absolutamente inadequado para a vida real.

A excessividade, como se sabe, é nociva em qualquer assunto. Não devemos esquecer que a leitura é um dos melhores meios para obter a informação. Aliás, as formas e os objetivos para os quais utilizamos essa informação dependem plenamente de nós próprios. Como ler corretamente, com proveito para si mesmo e para a saúde? – este será o tema de nosso artigo a seguir.




Fonte: Site Livros só mudam pessoas

ESQUERDA DO PT QUER PMDB FORA E VÊ TEMER 'SABOTADOR'


Hegemonia em declínio


por Johnny Bernardo

O Brasil não é mais o maior país católico do mundo, pelo menos não em número de praticantes. A declaração do cardeal Dom Geraldo Majella, ao G1, de que “aqueles que aparentemente mudaram, nunca pertenceram (à Igreja Católica)” e que “não se perde o que não tem”, reflete uma realidade cada vez mais perceptível dentro e fora da Igreja. O Censo 2010 do IBGE apontou uma média de 123,3 milhões de pessoas que se declaram “católicas”, mas sem levar em conta a frequência destas em comunidades. 


Católicos nominais

Por ocasião do 50º Assembleia Geral da Conferência Nacional de Bispos do Brasil, realizada entre os dias 18 a 26 de abril de 2012, o padre jesuíta Thierry Lierry de Guertechin, apresentou, com base em dados coletados pela Fundação Getúlio Vargas e das Pesquisas de Orçamentos Familiares do IBGE, um quadro preocupante. Segundo o padre jesuíta, apenas 5%, ou cerca de 7 milhões de brasileiros vão à missa e recebem os sacramentos, de um universo de 123,3 milhões que se declaram “católicos”. 

Sincretismo religioso

Outro problema identificado é o sincretismo religioso. Diferente de igrejas evangélicas - cujos membros possuem uma vivência denominacional –, no Catolicismo Romano o sincretismo de crenças e práticas cria um transito religioso que torna difícil uma classificação precisa. Por exemplo, em estados do nordeste é comum um fiel católico orbitar em torno de templos católicos e terreiros de umbanda, candomblé e xambá.  

Herança religiosa

Os novos brasileiros veem ao mundo em um período em que a diversidade religiosa, cultural e social oferece multiplicas opções de escolha. A herança católica, comum até pelo menos a metade do século XX, é outra realidade que começa a perder sentido no Brasil. Apenas em áreas rurais do nordeste, norte e sul a herança religiosa continua sendo observada por tradicionalistas, muitos dos quais de origem espanhola, portuguesa e italiana, por exemplo. No entanto, nas grandes cidades há uma liberdade cada vez maior com relação à escolha de uma confissão religiosa e que começa já na juventude. 

Estratégias de retomada

A chegada da Renovação Católica Carismática (RCC) ao Brasil, no começo da década de 70, o investimento em padres jovens e midiáticos, e a realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio, representam parte do esforço da Igreja no sentido de retomada da dianteira. Foi com a Constituição de 1891 que a Igreja começou a perder parte de sua hegemonia, sendo finalmente ameaçada com o crescimento pentecostal e neopentecostal, a partir da década de 50. Atualmente, os esforços pela manutenção de uma confissão religiosa contextualizada parecem começar a surtir efeito, principalmente em um momento em que o protestantismo demonstra dar sinais de enfraquecimento, com evasão de crentes e um crescente liberalismo teológico. 

JMJ na Polônia

A movimentação católica visa fortalecer suas áreas de influência, como o Brasil, na América do Sul, México, na América Central, Filipinas, na Ásia, Itália, no Mediterrâneo e a Polônia, no leste europeu. A escolha de Cracóvia, na Polônia, como a próxima cidade-sede da JMJ segue uma agenda de fortalecimento regional. Com uma população de 38,53 milhões, a Polônia é de especial interesse para o Vaticano pelo o fato de que possui o maior número de católicos por habitantes da região, com algo em torno de 86,7% de fieis. Situação diferente ocorre na Ucrânia, onde há apenas 11,1% de católicos, contra os 54,3% de ortodoxos, e na Romênia, onde o número de católicos não passa de 4,7%, contra os 86,7% de ortodoxos. Há outros desafios, como a predominância protestante na Letônia (a Igreja Luterana possui 30 mil fieis a mais que a Igreja Católica), o secularismo da Estônia (dos países europeus é o menos religioso), a influência da Igreja Ortodoxa Russa (IOR), além de politicas liberais e o narcotráfico. 



Johnny Bernardo é jornalista, pesquisador da 
religiosidade brasileira e colaborador do Genizah 


Fonte: Genizah

Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2013/07/hegemonia-em-declinio.html#ixzz2afF5T8wN
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terça-feira, 30 de julho de 2013

Político até quando não parece

Classificados Gazeta do Povo
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Danilo Verpa/Folhapress
 Danilo Verpa/Folhapress / Papa abençoa indígena durante evento, ontem, no Teatro Municipal do RioPapa abençoa indígena durante evento, ontem, no Teatro Municipal do Rio

Político até quando não parece

MARCIO ANTONIO CAMPOS
Ao reforçar o protagonismo do indivíduo e a solidariedade do povo, Francisco adota tom altamente político em seus discursos
Para quem esperava um forte conteúdo social nas palavras do papa Francisco, o pontífice pode até soar pouco político em suas falas no Rio de Janeiro. Mas, para o professor Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo de Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o discurso do santo padre vem sendo, sim, altamente político. “Nós é que entendemos errado a política, nos acostumamos a vê-la como a mera atitude reivindicatória. As palavras de Francisco remetem a um contexto em que a grande contribuição política está na criação de uma unidade popular para se contrapor ao poder do dinheiro e ao poder do Estado. Por isso o papa privilegia o papel do indivíduo e da solidariedade que une o povo”, explica. Em Varginha, comunidade do subúrbio do Rio, por exemplo, Francisco pediu que “cada um, na medida das próprias possibilidades e responsabilidades, saiba dar a sua contribuição para acabar com tantas injustiças sociais”, sem jogar toda a responsabilidade para o poder público.
Borba acrescenta que, com seu discurso, Francisco recupera o pobre como elemento de conversão para a Igreja. “Não pelo mero fato de ser pobre, como se fosse uma figura sociológica, mas por ele viver uma experiência de solidariedade e despojamento dos bens materiais com a qual a Igreja pode aprender”, explica.
“Vem pra urna”
Francisco pede participação de bons cristãos na política
Em Varginha, o papa fez um apelo aos jovens para que não deixem a corrupção acabar com a esperança de mudanças. “Também para vocês e para todas as pessoas repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem ao mal, mas a vencê-lo”, disse. No início de junho, em Roma, Francisco fez um apelo ainda mais explícito aos jovens cristãos: que se envolvessem na política.
Respondendo à pergunta de um jovem durante uma audiência, o papa afirmou que “envolver-se na política é uma obrigação para um cristão. Nós não podemos fazer como Pilatos e lavar as mãos”. Disse, ainda, que “devemos participar na vida política porque a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum. E os leigos cristãos devem trabalhar na política”, acrescentando que “a política é muito suja”, mas só é assim “porque os cristãos não estão revestidos do espírito evangélico”.
“Quando se prepara um bom prato e vê que falta sal, você então bota o sal; falta azeite, bota o azeite... Bote fé e a vida terá um sabor novo.”
Segundo discurso em Copacabana, na missa de acolhida da Jornada Mundial da Juventude.
“A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço; tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida.”
Primeira fala, no Palácio da Guanabara.
“Deixar-se surpreender por Deus. Quem é homem e mulher de esperança – a grande esperança que a fé nos dá – sabe que, mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende. A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Paraíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição.”
Homilia da missa no Santuário de Aparecida.
“Peço um favor. Com jeitinho. Rezem por mim. Eu preciso. Que Deus os abençoe. E até 2017, quando voltarei.”
Em Aparecida.
“Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações.”
Discurso antes da oração do Angelus.
“Vocês, queridos jovens, têm uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício. Também para vocês e todas as pessoas repito: nunca desanimem.”
Discurso em Varginha.
Parte dessa experiência se manifesta na religiosidade popular, que vai muito além das práticas populares de piedade que Francisco também fomenta. “O ‘colocar água no feijão’ de que o papa fala, por exemplo, é uma profunda manifestação de religiosidade popular: é a atitude de quem confia na providência divina, de quem sabe que Deus cuida de cada um”, exemplifica. Isso distancia o papa do discurso tradicional da Teologia da Libertação, que abre pouco espaço para a espiritualidade.
Valores
O que também afasta o papa dos teólogos da libertação é sua ênfase no fato de que os valores de justiça social são pouco efetivos se dissociados dos valores cristãos. “Para horror da Teologia da Libertação, a cada vez que o papa nos lembra a necessidade de exercer a caridade física, ele faz questão de lembrar que ela não é um fim em si. Nas palavras do papa em Varginha, ‘certamente é necessário dar pão a quem tem fome; é um ato de justiça. Mas existe também uma fome mais profunda, a fome de uma felicidade que só Deus pode saciar’”, afirma o professor Carlos Ramalhete, colunista da Gazeta do Povo e que, durante a JMJ, participou como debatedor do DSI Talks, um evento dedicado à Doutrina Social da Igreja. Em Varginha, antes de citar saúde, educação e segurança, Francisco colocou entre os “pilares fundamentais que sustentam uma nação” a defesa da vida e da família.
Pobreza espiritual
O tema não é novo para Francisco: logo após sua eleição, discursando aos embaixadores de diversos países, ele afirmou que “há ainda outra pobreza: é a pobreza espiritual dos nossos dias, que afeta gravemente também os países considerados mais ricos”. Na mesma linha está o mote da “Igreja como ONG piedosa”, que Francisco retomou no Rio. “Mas existe uma diferença sutil: na sua primeira missa como papa, ele falou que a Igreja não pode perder a dimensão espiritual, quando afirmou que ‘se nós não professarmos Jesus Cristo, nos converteremos em uma ONG piedosa, não na esposa do Senhor’. Agora, falando aos argentinos na Jornada, disse que ‘as paróquias, as instituições foram feitas para sair. Se não saem, viram uma ONG’. Ou seja, se eu não professar Cristo para o outro, não conseguirei professá-lo para mim mesmo”, compara Borba.
“O papa veio lembrar à juventude que cada cristão é chamado a levar Cristo ao próximo, a não enterrar seus talentos. Ao falar a seus compatriotas, ele resumiu seu ‘programa’ às bem-aventuranças e no capítulo 25 do Evangelho de São Mateus (a “parábola dos talentos”), que ele disse ser ‘o protocolo com que nos julgarão’”, acrescenta Ramalhete.
Falas indicam continuidade
As intervenções de Fran­cisco também servem para deixar claro que não existe ruptura entre seu magistério e o dos antecessores, afirma Francisco Borba, da PUC-SP. “O que mudou é a recepção do discurso, por causa do apelo popular de Francisco. Mas o que ele transmite representa uma continuidade dos papados anteriores”, diz. A importância dos valores cristãos na construção de uma cultura que valorize integralmente a pessoa humana, por exemplo, era um tema muito caro a Bento XVI.
O professor Carlos Ra­malhete ressalta outra chave de continuidade: “o clericalismo vem sendo um dos alvos principais do papa. Criou-se o péssimo hábito de ter clérigos no mundo, cantando na tevê, fazendo política e pronunciando-se sobre todo tipo de questão imanente, enquanto os leigos lotam os presbitérios e as sacristias. O papa nos chama a fazer o contrário, devolvendo a cada um o que é de direito: os leigos devem agir no mundo e os clérigos, nas sacristias e presbitérios”, explica.
“João Paulo II e Bento XVI já trabalharam neste sentido. O papa Francisco, no entanto, tem uma vantagem que eles não tinham: ele é latino-americano e conhece o nosso clero; já trabalhou com eles, já teve de lidar com os ‘libertadores’ que tentam há décadas fazer da Igreja um partido político”, acrescenta.


Fonte: Site do Jornal Gazeta do Povo

Revolução cultural para baixinhos

Vivemos em uma época em que a nova moda é desconstruir os velhos contos e reescrevê-los, esvaziando-os totalmente dos ensinamentos morais e espirituais que auxiliavam no desenvolvimento, manutenção e fortalecimento das virtudes características da cultura judaico-cristã.
Super Why

Iludem-se aqueles que imaginam que as cartilhas e livros governamentais são os únicos materiais nocivos dos quais nossas crianças precisam ser protegidas. Sim, neles há toda sorte de erros, de concepções ideológicas travestidas de "fatos", estímulos às drogas, ao desenvolvimento prematuro da sexualidade, entre outras coisas. No entanto, nossos adversários são bem mais espertos do que isso e seus braços são bem mais longos também.
Não raras vezes vejo pais e mães comemorando o interesse dos filhos em livrinhos infantis. Dizem, aliviados, que os filhos gostam de ler, que pegaram gosto pela coisa, que serão estudiosos e por aí vai. O problema é que poucas vezes os pais têm o mesmo entusiasmo para averiguar o tipo de conteúdo presente nos livrinhos e a respectiva mensagem que eles transmitem. Tal imprudência é mais ou menos o mesmo que deixar a criança entregue à TV, alegando que, afinal de contas, trata-se de um inofensivo canal de TV a cabo infantil.
Os engenheiros sociais sabem que juntamente com a influência dos pais (cada vez menor, dado o esfacelamento das famílias e as altíssimas cargas horárias de atividades que as crianças cumprem, hoje em dia, fora do cuidado e da supervisão familiar), a influência exercida sobre o imaginário infantil através das histórias, desenhos, fábulas e até músicas será decisiva para a construção do tipo de "cidadão" desejável. Não por acaso vivemos em uma época em que a nova moda é desconstruir os velhos contos e reescrevê-los, esvaziando-os totalmente dos ensinamentos morais e espirituais que auxiliavam no desenvolvimento, manutenção e fortalecimento das virtudes características da cultura judaico-cristã. 

Como exemplos concretos daquilo a que me refiro, citarei apenas dois casos, dos mais óbvios dentre muitos outros e mais sutis:
Super Why é um desenho exibido no Discovey Kids Brasil, um canal de TV a cabo voltado para o público da primeira infância, desde bebês até crianças por volta dos seis anos de idade. Sob o pretexto de ensinar novas palavras às crianças, expandindo seu vocabulário, o Super Why reescreve os contos clássicos, tais como "O lobo mau" e "João e o pé de feijão", alterando-lhes por completo o sentido. No episódio, por exemplo, do lobo mau, que é a representação alegórica do pedófilo, é transformado na raposa legal, de modo que todo o desenrolar da trama original é adulterado, e, portanto, a moral da história, que pretendia alertar as meninas para os perigos das conversas com homens desconhecidos, é perdida. 
The night dad went to jail
Lançado em 2011, nos EUA, o livrinho acima, cuja tradução do título poderia ser "A noite em que papai foi para prisão", faz parte de uma série chamada Life's Challenges, da CapstoneComo vocês podem imaginar, a proposta do livro é bastante explícita em sua intenção de ajudar as crianças a lidar com problemas reais e cada vez mais comuns nas famílias (se você não se chocou com o que acabei de escrever, por favor, faça soar o alarme). A obra, bem como a série da qual faz parte, não receberam, até onde pude averiguar, tradução para a língua portuguesa, mas se não o receberam, certamente apontam para uma nova tendência e para um novo nicho do mercado editorial infantil. Já pensaram no quão úteis podem ser historinhas como "O dia em que mamãe virou prostituta", "Quando meu irmão tornou-se um dependente químico" e coisas semelhantes?
Em outras palavras, não basta apenas que as crianças adquiram o hábito da leitura ou assistam a programações pretensamente selecionadas de acordo com a idade em que estão. Não. É preciso que adquiram o hábito da leitura lendo boas obras, preferencialmente mais antigas e clássicas, as quais ainda transmitem a riqueza do patrimônio imaginativo e cultural sobre o qual se assenta o Ocidente. Investindo em obras desse tipo, que geralmente encontram-se disponíveis em sebos a preços bem mais em conta do que os últimos lançamentos editoriais, bem como investindo em brinquedos e jogos que realmente estimulem a imaginação e a participação das crianças, não haverá tanto tempo nem tanto desejo de programas de TV. Além disso, é preciso que tenhamos sempre claro que, assim como a qualidade daquilo que comemos afetará nossa saúde física, assim também a qualidade daquilo que lemos, assistimos e ouvimos repercutirá sobre nossa saúde psíquica, moral e espiritual. Os engenheiros socias sabem muito bem disso. Mas e nós, pais e mães brasileiros?

Camila Hochmüller Abadie é mãe, esposa e mestre em filosofia. Edita o blog Encontrando Alegria.

Fonte: Site Mídia Sem Máscara

Aumenta a hostilidade anticristã pelo Mundo



Os cristãos da Europa enfrentam prisões, multas, vandalismo e penalidades profissionais devido a uma tendência crescente de intolerância social e restrições governamentais, de acordo com um recente relatório.

O relatório liga a discriminação a uma onda de novas leis que de forma seletiva afetam os cristãos.

“É aqueles que lutam para viver de acordo com os elevados requisitos éticos do Cristianismo que experimentam um confronto,” não os cristãos nominais que se alinham com as tendências predominantes da sociedade, diz o Dr. Gudrun Kugler.


Kugler dirige o Observatório da Intolerância e Discriminação contra Cristãos, que lançou o relatório numa conferência internacional sobre tolerância e discriminação na Albânia em maio.



Os países europeus se orgulham de estar na vanguarda dos direitos humanos, muitas vezes usando foros como o Conselho de Direitos Humanos da ONU para pressionar outros países.

Contudo, o relatório revela uma explosão de novas leis que estigmatizam os cristãos e desafiam os direitos humanos internacionais como a liberdade de consciência, expressão e direitos dos pais.


1)- Na Holanda, apesar de um direito de não participar de procedimentos médicos antiéticos, os abortos são parte do treinamento obrigatório de obstetras e ginecologistas. Um tribunal do Reino Unido (RU) ordenou que duas parteiras católicas supervisionassem outras parteiras cometendo abortos.


2)- A Suécia não permite nenhum direito de consciência para profissionais da saúde, parteiras, estudantes de medicina ou farmacêuticos.

3)- Os escrivães civis da Irlanda podem ser presos por até seis meses se não celebrarem cerimônias de mesmo sexo. Igrejas podem ser multadas por não permitirem que sua propriedade seja usada para celebrações de mesmo sexo.


4)-A França proíbe discursos negativos contra a homossexualidade. Os pregadores cristãos de rua, manifestantes pró-vida e um casal cristão numa conversa particular foram acusados de violar uma lei inglesa contra palavras ou conduta “com probabilidade de provocar importunação, susto ou angústia.”


5)-Embora as marchas de orgulho gay sejam permitidas, o direito dos cristãos se associarem é visto com suspeita. Protestos silenciosos, aconselhamento e orações na frente de clínicas de aborto podem resultar em prisões por assédio na Áustria.


6)-Os donos de uma pensão cristã na Inglaterra foram multados por não alugarem um quarto em sua casa, onde eles vivem com seus filhos, para uma dupla homossexual. A Holanda exige que os órgãos governamentais quebrem contratos com entidades particulares que objetam participar de uniões homossexuais.


7)-Um médico cristão na Inglaterra foi demitido por mandar por e-mail uma oração aos colegas. Um juiz deu o veredicto de que os cristãos não têm nenhum direito de se abster do trabalho nos domingos afirmando que não é “um componente essencial” de suas convicções.
8)-Os pais têm o direito universal de educar seus filhos. Entretanto, a educação escolar em casa é criminalizada na Alemanha, enquanto a Áustria ameaça tirar os filhos das famílias. A educação sexual explícita da Suécia é obrigatória para crianças, onde uma menina de 11 anos fez dois abortos sem o consentimento de seus pais.

O relatório pressupõe que essas leis estimulam um clima hostil que permite impunidade aos ataques.


Um artista da Eslovênia colocou fogo numa cruz o mesmo ato que ele cometeu 10 anos antes, mas foi inocentado no tribunal. Uma livraria católica na França sofreu vandalismo 26 vezes sem nenhuma resposta das autoridades públicas ou meios de comunicação. A Associação Polonesa de Futebol proibiu cruzes e Bíblias como “materiais racistas e xenofóbicos.”



Na França, 84% dos vandalismos em 2010 foram contra lugares cristãos. Uma cidade da Espanha proibiu um bispo de eventos oficiais da cidade por criticar os estilos de vida homossexuais.


“Os cristãos não estão pedindo tratamento especial,” disse Gary Streeter, membro do Parlamento da Inglaterra, “mas estamos buscando oportunidades iguais, para que convicções sinceras recebam espaço igual em nossas leis e em nossa sociedade.”


Abortistas em plena missa INVADEM Catedral no Chile, destroem, blasfemam e expõem suas entranhas de ódio à Igreja de Jesus Cristo.

Centenas de abortistas quebraram na Catedral de Santiago (Chile), em plena missa, confessionários, destruíram altares fizeram  pinturas e imagens, jogaram  lixo e gritaram blasfêmias. Os fiéis presentes, entre os quais estavam o prefeito da capital, Carolina Toha, tentaram impedir que a profanação chegasse ao altar.

Dentro da noite, os fiéis foram celebrar a festa de St. James, em uma missa presidida pelo arcebispo local, Dom Ricardo Ezzati, quando abortistas inesperadamente entraram  no templo para completar a sua marcha "Eu aborto em 25 de julho ".

Entre os participantes estavam os membros da Articulação Feminista Freedom of Choice, que tem Isabel Carcamo como representante disse à CNN do Chile, não compartilhar o ataque, mas entendeu "a ira do povo" contra a Igreja, porque o aborto não é legal no país .

Hazteoir.org Conforme relatado na marcha não faltam "as provocações de mulheres seminuas ou fetos banners com silhuetas em um fundo de sangue." Uma vez dentro do templo, cerca de 300 abortistas atacaram bancos puxando móveis para a rua com a intenção de queimar, destruindo um confessionário, e realizando várias pinturas no interior do local de culto, pintando "blasfêmia contra Deus e a Virgem Maria e demonstrando  ódio contra os católicos”.


O Bispo Auxiliar de Santiago, Dom Pedro Ossandón, disse que "estávamos comemorando a missa da festa de São Tiago, é claro, com a presença do Prefeito (Carolina Toha), e também para agradecer a muitos católicos que fazem o serviço público numa atmosfera de paz e privacidade, e de repente entraram os manifestantes, e a verdade é que estamos sempre em diálogo, e no debate a altura, acredita na razão pela qual Deus nos deu. "

"Então, convidou a todos para se manifestar como quiser, mas a fazê-lo no ambiente de um estado de direito, a democracia, respeitando plenamente a dignidade das pessoas", disse ele. O Bispo Auxiliar lamentou o que aconteceu e chamou as pessoas  a demonstrarem "um clima, especialmente neste momento em que o Chile passa a  escolher candidatos a presidente e parlamento, que tenham o cuidado em manter o Estado de Direito".

Finalmente, os aborteiros foram expulsos pelos guardas da Catedral e os fiéis, enquanto a polícia dispersou os manifestantes que estavam no exterior, fazendo alguns prisioneiros por baderna e vandalismo gratuito.

De acordo com o comandante da Terceira Delegacia de Santiago, Alex Moreno Farfán, vários envolvidos foram presos na rua, como o arcebispo pediu para não operar dentro da catedral, a fim de evitar que a situação se agrave. Funcionários da polícia afirmaram que era o crime era de dano qualificado ao monumento nacional. A Igreja vai apresentar uma queixa contra os responsáveis.


ACI-Digital 

Fonte: Blog Beraká

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Entrevista Papa Francisco na Globo Fantástico




Fonte: Youtube

Leitura obrigatória para ateus:Os protocolos dos sábios ateus


Denner Coutinho


Neo-ateureligioso é hipócrita, por isso a religião deve acabar!

AteuUai! Não tem lógica o que você está falando. Se o problema está na hipocrisia, no se dizer crente e não seguir as orientações do Novo Testamento cristão, então o correto seria exatamente o contrário disso. A solução seria desejar o fortalecimento da religião para que os cristãos valorizem a sua fé, pratiquem a piedade e, consequentemente, a religião retorne ao fundamentalismo, às suas raízes.

Na verdade, aqui pra nós, como ATEU, não acredito sequer que Jesus Cristo tenha de fato existido, porque não há nenhum registro histórico sobre este personagem em escritos de historiadores da época. A meia dúzia de menções alegadas pelos teólogos, pra mim, está claro que foram inseridas séculos depois por aquela que detinha o poder sobre as bibliotecas. Pra mim (opinião pessoal deste que vos escreve), o Novo Testamento não passa de uma compilação de várias novelas messiânicas e, obviamente, não tem nenhuma realidade sobrenatural ou metafísica. Porém, excelentes novelas e com valor social e moral incauculáveis! Por isso mesmo, como CONSERVADOR, julgo que não se deva andar falando isso por aí, pois isso contribui para o descrédito no cristianismo. E sem este corpo intermédio com seu elevadíssimo manual de conduta moral e social, o ser humano estará perdido! A sociedade entrará num caos total. Não precisa ser um profundo estudioso pra se constatar isso, basta observar que o desumanismo, a imoralidade e a anarquiavêm avançando à medida que o cristianismo recua [1] [2] [3].

Os principais "protocolos dos sábios ateus", são:

1 - Não ficar se declarando ateu a toda hora; 
2 - Não fazer propaganda do ateísmo;
3 - Não se envolver em discussões públicas sobre a existência de deus.
 
Além de ser copiado do gayzismo, é BURRICE esse negócio de "orgulho ateu" e toda essa ondinha de anticristianismo, uma mera instrumentalização do ateísmo para fins políticos. Um ateu INTELIGENTE não anda bradando por aí que "deus não existe" ou que "Jesus Cristo nunca existiu", mas fica na dele e, no máximo, concede o benefício da dúvida aos cristãos: "será que deus existe? É provável que sim, é provável que não". Diferentemente de um agnóstico que concede o benefício da dúvida por alegar não conhecer (gnose), não poder saber intelectualmente se deus existe ou não, nós o fazemos porque somos SÁBIOS. O que é mais proveitoso para mim e para a sociedade? O prazerzinho besta, inútil e "revô" (revoltado, revolucionário), de ficar berrando e pregando com megafone em praça pública que "deus não existe" e contribuir para mergulhar a humanidade no caos, ou ficar "na minha", e poder viver minha vida sossegada num mundo de ordem, civilizado e decente?

Portanto, meu camarada ateu, se você não quer que voltemos à Idade da Pedra Lascada e tenhamos que redescobrir o fogo, onde era cada um por si e todos contra todos, barbárie total, considere isto que estou falando e, se preciso for, faça um ajuste de conduta. "Orgulho ateu", "sair do armário", "assuma-se": são lemas de gays e não de ateus.

Eu já fui neoateu e anticristão. Acho que o início do ateísmo de muitos ateus passou por essa fase histérica. Sei bem o que é isso. Convido-vos a parar a agitação, amadurecer e dar um passo adiante. Não é apenas uma questão de inteligência, mas de sobrevivência.

Fonte: Blog Sociedade Conservadores Ateus

Aluna evangélica é expulsa da escola por recusar “marca da besta”

Cristãos se revoltam contra imposição de uso de chip rastreador.

por Jarbas Aragão

Aluna evangélica é expulsa da escola por recusar “marca da besta”Aluna evangélica é expulsa da escola por recusar "marca da besta"
Aos 15 anos de idade, a evangélica Andrea Hernandez, está no centro de um debate nos Estados Unidos sobre segurança e liberdade de expressão. Ela foi expulsa no final de 2012 da escola de ensino médio John Jay, em San Antonio, Texas, porque não aceitou receber o que chama de “marca da besta”.
Trata-se de um microchip de rastreamento que faz parte dos novos crachás de identificação dos alunos. Ele serve para indicar a localização dos alunos durante o tempo que eles permanecem na escola. Através de dispositivos de leitura ‘escondidos’ em lugares como portas, paredes, telas e pisos da escola, as informações contidas nos chips RFID são lidas. Andrea acredita que isso é uma ofensa a sua fé cristã, pois seria uma forma de monitoramento previsto no Livro de Apocalipse.
Sua postura gerou um grande debate depois que recebeu atenção da mídia. De um lado a escola assegura que é uma medida de segurança para os alunos. Por outro, muitos evangélicos da cidade apoiaram a adolescente, exigindo que lhe seja garantido o direito de expressão e o de culto.
Cracha Andrea
Uma batalha judicial está sendo travada no tribunal do Texas e a primeira vitória de Andrea já ocorreu. De maneira preventiva, a escola decidiu interromper o “programa de monitoramento de estudantes” até a decisão legal definitiva. O projeto de San Antonio era um piloto que deveria ser expandido para todas as escolas do Texas num futuro próximo.
De acordo com funcionários da escola, a repercussão do caso de Andrea motivou outros alunos a não quererem ser monitorados pela escola. O Instituto Rutherford está defendendo a família Hernandez, que exige que a filha seja readmitida e possa concluir seus estudos.
Os primeiros 4.200 estudantes das escolas John Jay High School e Jones Middle School foram obrigados a usar o chamado “SmartID”, um crachá com chip RFID (Identificação por Radio- Frequência). Essa tecnologia faz com que o chip envie sinais para um receptor que indica a localização da pessoa dentro da escola, controlava a presença nas aulas e dava acesso à biblioteca.
Quando Andrea pediu que seu crachá não tivesse esse chip, a escola a alertou que haveria sérias consequências se ela se negasse. Por ser cristã, ela temia que esse seria o primeiro passo para a “marca da besta” e alegou seu direito à liberdade religiosa. Não foi ouvida e posteriormente expulsa.
Os advogados do Instituto Rutherford, especializado em defender questões de fé nos EUA, alegaram a violação de direitos segundo a Constituição norte-americana. Recentemente, o juiz distrital deu ganho de causa a Andrea. Mas o tribunal de apelações do Distrito de San Antonio, não aceitou o argumento religioso e deu ganho à escola.
Apoiado por membros de diversas igrejas da cidade, Andrea disse que continuará lutando pelo seu direito de não ser monitorada.
Os RFID estão disponíveis no mercado com opções subcutâneas. Já são usados em larga escala, por exemplo, para o rastreamento de animais de estimação. Recentemente, um programa parecido com esse tipo de chip RFID colocado sob a pele, foi testado pelo exército americano.
Porém, também sofreu críticas e foi interrompido. Há propostas nos EUA que chips desse tipo  fossem usados na área da saúde. Eles contendo o histórico de saúde dos pacientes e poderiam facilitar os atendimentos em hospitais e clínicas. Na Arábia Saudita eles já são usados para controle nos aeroportos.
Aqui no Brasil, o uso desses chips está previsto no Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos, criado em 2006 e que tem como objetivo fiscalizar o tráfego em tempo real. A colocação compulsória em automóveis deve iniciar em breve.
Esse chip carrega várias informações: identificação da placa, categoria, espécie e tipo do veículo. Com isso, a polícia poderá identificar se existem problemas com a documentação do carro ou multas pendentes, por exemplo. Poderá ainda ser um substituto dos cartões de pedágios. Com informações Charisma News e Closed Truth.

Fonte: Site Notícias Gospel Prime