sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Igreja quer veto a enterro de cão junto com dono em cemitério


d. Odilo Sherer
Para d. Sherer, colocar animais em jazigo de
pessoas é depreciar a dignidade humana
A Igreja Católica está pressionando os políticos de São Paulo para que não seja aprovado o projeto de lei da Câmara Municipal que autoriza o sepultamento de cães e gatos, entre outros animais de estimação, em jazigos onde já se encontram os restos mortais de seus donos.

O arcebispo de São Paulo, d. Odilo Sherer (foto), já teve um encontro com o prefeito Fernando Haddad (PT), a quem caberá sancionar (ou não) o projeto de lei, caso seja aprovado.

Sherer argumentou que sepultar animais junto com pessoas pode deflagrar um processo de depreciação da dignidade humana, colocando os bichos de estimação no mesmo patamar, “o que seria inaceitável”.

O projeto de lei já foi aprovado em primeira discussão e agora aguarda nova e última apreciação. Seus autores são os vereadores Roberto Tripoli (PV), na foto abaixo, e Antonio Goulart (PSD).

Para esses vereadores, as pessoas consideram os animais de estimação como parte de sua família.

Roberto Tripoli
Tripoli: Família pode
usar jazido como quiser
Diz a proposta de lei: "Quando um deles [animais] vem a falecer, além do extremo sofrimento da perda, as pessoas em geral se desesperam sem saber para onde destinar o cadáver".

Tripoli disse que o assunto não é da alçada da Igreja, porque o jazigo é um espaço privado, e a sociedade pode utilizá-lo também para sepultar seus animais queridos.

"A pessoa que compra o espaço pode usá-lo como quiser”, disse. “Se quiser enterrar um cachorro ali, qual é o problema?”

A cidade tem cemitérios e crematórios particulares destinados a bichos domésticos, mas, segundo Tripoli, eles cobram taxas altíssimas.

O prefeito Haddad ainda não manifestou sua opinião.

Com informação do Estado de S.Paulo.

Fonte: Paulopes
Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2013/08/igreja-quer-veto-a-enterro-de-animais-em-cemiterio.html#ixzz2dUudtsH5
Paulopes informa que reprodução deste texto só poderá ser feita com o CRÉDITO e LINK da origem. 



Estratégia: 6 dicas para ler mais livros.

Desenvolvemos 6 estratégias especialmente úteis para você ler mais livros,simplesmente vamos mostrar para você de forma eficaz as melhores estratégias para você dar conta de todas as leituras que você pretende para cada ano da sua vida. Livros da escola, faculdade, novas descobertas da ciência, humor... não importa qual o tipo de leitura que você mais se interessa, o que importa aqui, é fazer que você leia todos os livros que planeja.
1- Comece do Zero

Faça um nova lista para cada novo ano e os livros que já tinha em mente para ler no ano anterior, coloque-os em uma lista separada. Organize suas leituras por mês, mas se tiver muito tempo para ler pode organizar por semana.


2- Três no Máximo


Não misture mais do que três leituras ao mesmo tempo. Você pode separar 3 livros para ler por mês, como por ex, um da escola/faculdade, outro das novidades da ciência e tecnologia que você faz suas pesquisas e um que você lê somente para se divertir.

Se você já releu um livro você já sentiu a sensação de ler e absorver algo que parece que não leu na primeira vez, mas não se assuste, pois é assim mesmo. Se na leitura de um único livro já não absorvemos todo seu conteúdo imagine lendo 3 ao mesmo tempo. Pegue leve e vá com calma.

3- Redes Sociais, E-mail e Internet

Se você se analisar na internet, verá que perde muito tempo fazendo coisas sem utilidade alguma, ou simplesmente andando sempre na mesma. Se você tem forte participação na internet, precisa se organizar para não ficar perdido. Só você sabe em qual horário do dia se sente melhor para ler, ou seja, no horário inverso dedique-se as suas redes sociais e e-mail.
Você não precisa abrir seu e-mail mais do que 3 vezes por dia. Abra seu e-mail de 7 em 7 horas, não é necessário mais que isso.
Redes Sociais já estão de bom tamanho se você acessar no máximo 2 vezes ao dia.
O Twitter é o Crack das redes sociais e se você busca informação na Rede é impossível acessar somente 2 vezes ao dia. Porém se você faz bom uso do Twitter não há problemas em acessar bastante.

4- Quando fazer o que?

Como já falamos só você se conhece e sabe quando se sente mais a vontade para ler, para navegar na internet ou para assistir um filme. Analise bem isso e coloque ordem na casa, para você adaptar também seu cérebro para as atividades e não perder mais tempo.

5- Você está na privada? E não está lendo?

Aproveite o famoso "tempo morto" para ler na fila do banco, ônibus, no consultório médico, trabalho, trânsito, banheiro e etc...
Tem pessoas que são muito dispersas e precisam do total silêncio para ler, mas outras mais concentradas aproveitam todo e qualquer lugar para ler.

6 - Tecnologia - Use Agora!

No Papel, no Celular, Notebook, iPad, Kindle, ÁudioBook ou outra que podem estar lançando neste momento. Hoje em dia o livro está em todo lugar e não mais apenas no papel. Hoje alguns lançamentos já vem em formato de papel e disponível em e-books ou audiobooks, O ser humano é feito de hábitos e você já pode incluir estas novidades tecnológicas na sua vida. Se você é daqueles que passa horas na estrada já pensou quantos livros você pode "ler/ouvir" nas suas viagens?


Fonte: Site No mundo e nos livros

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

50 sombras de Grey: Estudio muestra que abuso sexual y emocional dominan la trama




WASHINGTON D.C., 13 Ago. 13 / 06:20 am (ACI).- Un estudio publicado en la revista Journal of Women’s Health de Estados Unidos señala que el abuso sexual y el emocional de las mujeres dominan la trama del best seller “50 sombras de Grey” (50 shades of Grey), un libro pornográfico publicado en 2011 y que ha vendido más de 70 millones de ejemplares.

Esta es la conclusión a la que ha llegado la profesora Ana Bonomi, de la Universidad estatal de Ohio, quien con sus colaboradoras del departamento de Psicología investigaron la novela de E.L. James mientras que su protagonista, “Anastasia”, termina sufriendo daños como resultado de sus experiencias sexuales, entre las cuales están varias aberraciones como el sadomasoquismo.

“Si bien la violencia de pareja afecta al 25 por ciento de las mujeres con perjuicio para su salud, las condiciones sociales actuales -incluida la normalización del abuso en la cultura popular mediante novelas, películas y canciones- crean el contexto que sustenta tal violencia”, indica el estudio.

La investigación describe como “romántica“ y “erótica” la relación del multimillonario Christian Grey, de 28 años de edad, y la estudiante universitaria Anasasia Steele, de 22 años.

Según señala la agencia Efe, Bonomi y sus colaboradoras, Lauren E. Altenburger y Nicole L. Walton, leyeron la novela y escribieron resúmenes de los capítulos para identificar los temas principales.

Para su estudio usaron como definición de violencia de pareja íntima la de los Centros para Control y Prevención de Enfermedades de EE.UU, que incluye el abuso emocional mediante la intimidación y las amenazas, el aislamiento, la vigilancia y la humillación.

En el área de la violencia sexual la definición gubernamental incluye los actos y contactos forzados contra la voluntad de la persona, incluidos el uso de alcohol y drogas o la intimidación.

“Este libro perpetúa los estándares de abuso peligrosos y sin embargo se le presenta como una novela romántica y erótica para las mujeres”, indicó Bonomi. “El contenido erótico podría haberse logrado sin el tema del abuso”, añadió.

Alejandro Bermúdez, director de ACI Prensa, dedicó uno de sus acostumbrados “Punto de Vista” a comentar este libro y señaló que de este “no hay nada bueno que sacar”.

“Si se cree que la intimidad (entre los esposos) va a mejorar cuando se introducen perversiones, entonces estamos ante una mala interpretación de lo que es el matrimonio”.

En cuanto al éxito de la novela, Bermúdez dijo que se explica porque “las mujeres tienden más a la imaginación y por eso algunos escriben pornografía para ellas. La palabra escrita o hablada tiene más efecto en las mujeres que en los hombres”.

“Cualquiera que pretenda justificar su lectura, que no mienta. Que diga lo que le pasa en realidad: ‘leo este libro porque quiero leer pornografía’ (…) No llamemos bien al mal ni mal al bien”, aseguró.

Para escuchar el Punto de Vista completo ingrese a:http://youtu.be/QXVUfSWxWFg




Fonte: Site aciprensa

http://www.aciprensa.com/noticias/50-sombras-de-grey-estudio-muestra-que-abuso-sexual-y-emocional-dominan-la-trama-53119/#.Uh7Oy5KsiSr

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

10 livros para idiotas

Está enganado quem acha que idiotas não leem. A verdade é que boa parte da literatura está voltada para eles, que tratam de transformar autores sem talento em multimilionários. Acontece desde antes do tempo em que seu bisavô era criança. Antes disso, Schopenhauer já dizia que “quem escreve para os tolos encontra sempre um grande público”.
Também é notado que não só os livros ruins conseguem leitores idiotas. Clássicos da literatura, alguns dos livros mais brilhantes já escritos, também carregam esse fardo. Nesta lista, elejo os 10 maiores livros para idiotas, que chamam de burro quem fala “indiota”, mas citam “Harry Potter” como um dos melhores livros já escritos na história.
10 — O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Brontë)
Muita calma nessa hora! Antes que me xingue, deixe-me explicar: livros para idiotas não significa o mesmo que livros idiotas. Acontece que a memória do clássico de Ellis Bell, pseudônimo da britânica Emily Brontë, está sendo perturbada nos últimos anos. Culpa dela, talvez a rainha dos livros para idiotas: Stephenie Meyer. A dita cuja teve a ideia de escolher “O Morro dos Ventos Uivantes” para ser o livro preferido do casal vampiresco de sua saga. Resultado: reedição do clássico com direito a uma das cenas mais tristes da minha vida — na capa, em destaque, uma inscrição: “O livro favorito de Bella e Edward da série Crepúsculo”. Descanse em paz, Emily.
9 — Inferno (Dan Brown)
“Inferno”, o mais recente livro do autor best-seller Dan Brown, é a perfeita definição de “mais do mesmo”. O autor escreveu seis livros; são meia dúzia de histórias iguais com panos de fundo diferentes. Só muda o tema (às vezes nem isso) e as informações pesquisadas. Seus livros possuem personagens sempre iguais, superficiais e ordinários. Dan Brown é um autor para se ler de vez em quando, para relaxar a mente, não ter compromisso algum. Adorar Dan Brown é, digamos… idiotice.
8 — Assim Falou Zaratustra (Friedrich Nietzsche)
Um exemplo de um livro e escritor genial que é lido por um grande público idiota. Nove entre dez idiotas que querem falar sobre filosofia citam Nietzsche. A razão, confesso, desconheço, mas o fato sempre me incomodou. Talvez seja pelo seu conhecido ateísmo. Existe muito ateu fanático atualmente. Quer algo mais idiota?
7 — A Hora da Estrela (Clarice Lispector)
Seguindo o exemplo do filósofo alemão, Clarice Lispector é a grande escritora pop dos dias atuais (mesmo falecida há décadas). Diria que ela e Caio Fernando Abreu são os autores oficiais das redes sociais, já que aparecem todos os dias citações desconhecidas assinadas por um dos dois. Ainda acaba que, por isso, muita gente se interessa e busca conhecer os autores. O livro oficial desse público é “A Hora da Estrela”, muito porque o livro não chega nem a 100 páginas. Esse status pop de Clarice Lispector se elevou ainda mais, recentemente, entre o público adolescente no Brasil por causa do seriado “Malhação”. Uma das personagens costumava soltar frases aleatórias e remetê-las a Clarice. “Então a anta pisca o olho e os burros vem atrás” — Fatinha Lispector.
6 — Saga Crepúsculo (Stephenie Meyer)
Tanto já se disse sobre “Crepúsculo” que falar mal já virou clichê, mas uma saga que mistura história de monstros com romance platônico e que, incrivelmente, consegue ter seus livros entre os mais vendidos do mundo por anos, merece um lugar cativo entre os maiores livros para públicos idiotas.
5 — O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)
Oscar Wilde é um dos maiores escritores da língua inglesa de todos os tempos e “O Retrato de Dorian Gray” é sua obra-prima, porém, um fator inusitado está seduzindo boa parte dos leitores do autor irlandês: a homossexualidade. Wilde era sabidamente homossexual e pode-se dizer que ele morreu por isso (foi preso por “cometer atos imorais com diversos rapazes” e, na prisão, entrou em depressão, adoeceu e quando saiu, não foi mais o mesmo até seu falecimento). O que se vê ultimamente é um culto à memória de Wilde mais pela sua herança de mártir do que pela sua capacidade intelectual. E não é incomum ouvir palavras proferidas por seus personagens na boca de seus leitores sem nenhum traço de personalidade.
4 — Justin Bieber: A Biografia
Biografias geralmente não são grandes obras literárias e o que se pode dizer da biografia de, na época, uma criança de 16 anos? Biografias deveriam ser feitas apenas para grandes personagens da história na maturidade ou fim de suas vidas, pois praticamente toda sua estória já estaria escrita. Acontece que, para se aproveitar dos milhões de fãs idiotas que possui, Justin Bieber decidiu fazer mais dinheiro e lançar um livro sobre seus 16 anos de vida. O que me deixa horrorizado é que nem sempre são crianças que compram esse tipo de livro.
3 — Porta dos Fundos / Não faz Sentido: Por Trás da Câmera
De sensações do Youtube para escritores best-sellers, os comediantes do Porta dos Fundos e o vlogger Felipe Neto parece que decidiram aventurar-se em novas mídias para fazer um pouco mais de dinheiro explorando seu enorme público idiota. Pessoalmente, acho que eles estão certos mesmo, errado está quem gasta seu dinheirinho com um livro que não acrescentará nada a sua vida.
2 — Kafka para Sobrecarregados (Allan Percy)
Livros de autoajuda já são, essencialmente, destinados a pessoas idiotas. Pessoas que leem esse tipo de literatura são tipos frágeis, inseguros e com pouco autoconhecimento. O título é autoajuda, mas se isso fosse lavado ao pé da letra, não se precisaria de um livro — a solução dos problemas pessoais viria da própria pessoa e não de um livro escrito por alguém totalmente desconhecido. No caso dessa série do autor Allan Percy, que também escreveu outros títulos, como “Nietzsche para Estressados”, os livros além de almejarem ensinar o leitor a pensar em si, não conseguem nem ao menos ser originais e precisam usar o intelecto e a obra de outros autores, estes sim, verdadeiros escritores, para cumprir seu objetivo.
1 — Cinquenta Tons de Cinza (E.L. James)
Sim! Ele ainda reina soberano entre os (a) idiotas do mundo. Um livro voltado para o público feminino em meio ao amadurecimento dos movimentos feministas que ainda ocorrem, como a Marcha das Vadias, no Brasil. Uma estória sobre o fim da insegurança e a liberdade sexual da mulher. Com essas credenciais, o livro até poderia ser chamado de um “Orgulho e Preconceito” contemporâneo. Poderia. Não pode. Não deve. Não faça. “Cinquenta Tons de Cinza” é um livro extremamente banal que, tal como a série “Crepúsculo”, busca aliciar adolescentes imaturas e mulheres inseguras espelhando suas características em uma personagem superficial que vai descobrindo sua sexualidade em meio a um relacionamento absurdo com um bilionário sadomasoquista que a trata como lixo. O pior é que a personagem descobre que ama essa vida e as suas leitoras pensam: que exemplo de mulher. Mas que exemplo de “vadia”. Que exemplo de idiota.
Fonte: Site da Revista Bula

Jornais europeus destacam crescimento dos "sem religião" no Brasil



"Sem religião" são os que optaram pela não pertença formal a uma instituição religiosa. "São pessoas que mantêm a fé, ou pelo menos uma forma de espiritualidade, mas rejeitam o rótulo religioso. São a expressão de uma crise geral das instituições, que não poupa as igrejas", definiu o professor universitário, doutor em Sociologia e colunista da revista Ultimato, Paul Freston, à repórter Chantal Rayes, correspondente em São Paulo do jornal francês “Libération”.

Em artigo para a revista Ultimato 338 (setembro-outubro/2012), Freston já dizia a respeito dos “sem-religião” com base no Censo Religioso de 2010:

“Os sem-religião também cresceram, mas não tanto quanto nas últimas décadas do século 20. De 7,3% em 2000, chegaram a 8,0% em 2010. Pela primeira vez, o Censo mostrou claramente o que já se desconfiava: apenas 4% dos sem-religião são ateus!”

Também ouvido pela repórter, o professor Dario Paulo Barrera, doutor em Ciências da Religião, destacou que os "sem religião" não se restringem às camadas mais ricas da sociedade, mas também se manifestam com intensidade nas periferias das metrópoles e entre pessoas de baixa escolaridade. O fenômeno está presente em outros países da América Latina, como Chile, Argentina e Uruguai.

Além do “Liberátion,” a matéria foi reproduzida no “Le Temps”, da Suiça e “Le Soir”, da Bélgica, por motivo da visita do papa Francisco ao Brasil.

______
Com informações da ALC Notícias.







Fonte: Site Portal Ultimato

http://www.ultimato.com.br/conteudo/jornais-europeus-destacam-crescimento-dos-sem-religiao-no-brasil

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Porque o sapo não lava o pé, segundo vários intelectuais


POR QUE O SAPO NÃO LAVA O PÉ?
Explicações de vário estudiosos…
Olavo de Carvalho: O sapo não lava o pé. Não lava porque não quer. Ele mora lá na lagoa, não lava o pé porque não quer e ainda culpa o sistema, quando a culpa é da PREGUIÇA. Este tipo de atitude é que infesta o Brasil e o Mundo, um tipo de atitude oriundo de uma complexa conspiração moscovita contra a livre-iniciativa e os valores humanos da educação e da higiene!
Karl Marx: A lavagem do pé, enquanto atividade vital do anfíbio, encontra-se profundamente alterada no panorama capitalista. O sapo, obviamente um proletário, tendo que vender sua força de trabalho para um sistema de produção baseado na detenção da propriedade privada pelas classes dominantes, gasta em atividade produtiva alienada o tempo que deveria ter para si próprio. Em conseqüência, a miséria domina os campos, e o sapo não tem acesso à própria lagoa, que em tempos imemoriais fazia parte do sistema comum de produção.
Friedrich Engels: isso mesmo.
Michael Foucault: Em primeiro lugar, creio que deveríamos começar a análise do poder a partir de suas extremidades menos visíveis, a partir dos discursos médicos de saúde, por exemplo. Por que deveria o sapo lavar o pé? Se analisarmos os hábitos higiênicos e sanitários da Europa no século XII, veremos que os sapos possuíam uma menor preocupação em relação à higiene do pé – bem como de outras áreas do corpo. Somente com a preocupação burguesa em relação às disciplinas – domesticação do corpo do indivíduo, sem a qual o sistema capitalista jamais seria possível – é que surge a preocupação com a lavagem do pé. Portanto, temos o discurso da lavagem do pé como sinal sintomático da sociedade disciplinar.
Max Weber: A conduta do sapo só poderá ser compreendida em termos de ação social racional orientada por valores. A crescente racionalização e o desencantamento do mundo provocaram, no pensamento ocidental, uma preocupação excessiva na orientação racional com relação a fins. Eis que, portanto, parece absurdo à maior parte das pessoas o sapo não lavar o pé. Entretanto, é fundamental que seja compreendido que, se o sapo não lava o pé, é porque tal atitude encontra-se perfeitamente coerente com seu sistema valorativo – a vida na lagoa.
Friedrich Nietzsche: Um espírito astucioso e camuflado, um gosto anfíbio pela dissimulação – herança de povos mediterrâneos, certamente – uma incisividade de espírito ainda não encontrada nas mais ermas redondezas de quaisquer lagoas do mundo dito civilizado. Um animal que, livrando-se de qualquer metafísica, e que, aprimorando seu instinto de realidade, com a dolcezza audaciosa já perdida pelo europeu moderno, nega o ato supremo, o ato cuja negação configura a mais nítida – e difícil – fronteira entre o Sapo e aquele que está por vir, o Além- do-Sapo: a lavagem do pé.
John Locke: Em primeiro lugar, faz-se mister refutar a tese de Filmer sobre a lavagem bíblica dos pés. Se fosse assim, eu próprio seria obrigado a lavar meus pés na lagoa, o que, sustento, não é o caso. Cada súdito contrata com o Soberano para proteger sua propriedade, e entendo contido nesse ideal o conceito de liberdade. Se o sapo não quer lavar o pé, o Soberano não pode obrigá-lo, tampouco recriminá-lo pelo chulé. E ainda afirmo: caso o Soberano queira, incorrendo em erro, obrigá-lo, o sapo possuirá legítimo direito de resistência contra esta reconhecida injustiça e opressão.
Immanuel Kant: O sapo age moralmente, pois, ao deixar de lavar seu pé, nada faz além de agir segundo sua lei moral universal apriorística, que prescreve atitudes consoantes com o que o sujeito cognoscente possa querer que se torne uma ação universal.
Nota de Freud: Kant jamais lavou seus pés.
Sigmund Freud: Um superego exacerbado pode ser a causa da falta de higiene do sapo. Quando analisava o caso de Dora, há vinte anos, pude perceber alguns dos traços deste problema. De fato, em meus numerosos estudos posteriores, pude constatar que a aversão pela limpeza, do mesmo modo que a obsessão por ela, podem constituir-se num desejo de autopunição. A causa disso encontra-se, sem dúvida, na construção do superego a partir das figuras perdidas dos pais, que antes representavam a fonte de todo conteúdo moral do girino.
Carl Jung: O mito do sapo do deserto, presente no imaginário semita, vem a calhar para a compreensão do fenômeno. O inconsciente coletivo do sapo, em outras épocas desenvolvido, guardou em sua composição mais íntima a idéia da seca, da privação, da necessidade. Por isso, mesmo quando colocado frente a uma lagoa, em época de abundância, o sapo não lava o pé.
Soren Kierkegaard: O sapo lavando o pé ou não, o que importa é a existência.
George Hegel: podemos observar na lavagem do pé a manifestação da Dialética. Observando a História, constatamos uma evolução gradativa da ignorância absoluta do sapo – em relação à higiene – para uma preocupação maior em relação a esta. Ao longo da evolução do Espírito da História, vemos os sapos se aproximando cada vez mais das lagoas, cada vez mais comprando esponjas e sabões. O que falta agora é, tão somente, lavar o pé, coisa que, quando concluída, representará o fim da História e o ápice do progresso.
Auguste Comte: O sapo deve lavar o pé, posto que a higiene é imprescindível. A lavagem do pé deve ser submetida a procedimentos científicos universal e atemporalmente válidos. Só assim poder-se-á obter um conhecimento verdadeiro a respeito.
Arthur Schopenhauer: O sapo cujo pé vejo lavar é nada mais que uma representação, um fenômeno, oriundo da ilusão fundamental que é o meu princípio de razão, parte componente do principio individuationis, a que a sabedoria vedanta chamou “véu de Maya”. A Vontade, que o velho e grande filósofo de Königsberg chamou de Coisa-em si, e que Platão localizava no mundo das idéias, essa força cega que está por trás de qualquer fenômeno, jamais poderá ser capturada por nós, seres individuados, através do princípio da razão, conforme já demonstrado por mim em uma série de trabalhos, entre os quais o que considero o maior livro de filosofia já escrito no passado, no presente e no futuro: “O mundo como vontade e representação”.
Aristóteles. O [sapo] lava de acordo com sua natureza! Se imitasse, estaria fazendo arte . Como [a arte] é digna somente do homem, é forçoso reconhecer que o sapo lava segundo sua natureza de sapo, passando da potência ao ato. O sapo que não lava o pé é o ser que não consegue realizar [essa] transição da potência ao ato.
Platão:
Górgias: Por Zeus, Sócrates, os sapos não lavam os seus pés porque não gostam da água!
Sócrates: Pensemos um pouco, ó Górgias. Tu assumiste, quando há pouco dialogava com Filebo, que o sapo é um ser vivo, correto?
Górgias: Sou forçado a admitir que sim.
Sócrates: Pois bem, e se o sapo é um ser vivo, deve forçosamente fazer parte de uma categoria determinada de seres vivos, posto que estes dividem-se em categorias segundo seu modo de vida e sua forma corporal; os cavalos são diferentes das hidras e estas dos falcões, e assim por diante, correto?
Górgias: Sim, tu estás novamente correto.
Sócrates: A característica dos sapos é a de ser habitante da água e da terra, pois é isso que os antigos queriam dizer quando afirmaram que este animal era anfíbio, como, aliás, Homero e Hesíodo já nos atestam. Tu pensas que seria possível um sapo viver somente no deserto, tendo ele necessidade de duas vidas por natureza,ó Górgias?
Górgias: Jamais ouvi qualquer notícia a respeito.
Sócrates: Pois isto se dá porque os sapos vivem nas lagoas, nos lagos e nas poças, vistos que são animais, pertencem e uma categoria, e esta categoria é dada segundo a característica dos sapos serem anfíbios.
Górgias: É verdade.
Sócrates: precisando da lagoa, ó Górgias meu caro, tu achas que seria o sapo insano o suficiente para não gostar de água?
Górgias: não, não, não, mil vezes não, Ó Sócrates!
Sócrates: Então somos forçados a concluir que o sapo não lava o pé por outro motivo, que não a repulsa à água
Górgias: de acordo
Diógenes, o Cínico: Dane-se o sapo, eu só quero tomar meu sol.
Parmênides de Eléia: Como poderia o sapo lavar os pés, ó deuses, se o movimento não existe?
Heráclito de Éfeso: Quando o sapo lava o pé, nem ele nem o pé são mais os mesmos, pois ambos se modificam na lavagem, devido à impermanência das coisas.
Epicuro: O sapo deve alcançar o prazer, que é o Bem supremo, mas sem excessos. Que lave ou não o pé, decida-se de acordo com a circunstância. O vital é que mantenha a serenidade de espírito e fuja da dor.
Estóicos: O sapo deve lavar seu pé de acordo com as estações do ano. No inverno, mantenha-o sujo, que é de acordo com a natureza. No verão, lave-o delicadamente à beira das fontes, mas sem exageros. E que pare de comer tantas moscas, a comida só serve para o sustento do corpo.
Descartes: nada distingo na lavagem do pé senão figura, movimento e extensão. O sapo é nada mais que um autômato, um mecanismo. Deve lavar seus pés para promover a autoconservação, como um relógio precisa de corda.
Nicolau Maquiavel: A lavagem do pé deve ser exigida sem rigor excessivo, o que poderia causar ódio ao Príncipe, mas com força tal que traga a este o respeito e o temor dos súditos. Luís da França, ao imperar na Itália, atraído pela ambição dos venezianos, mal agiu ao exigir que os sapos da Lombardia tivessem os pés cortados e os lagos tomados caso não aquiescessem à sua vontade. Como se vê, pagou integralmente o preço de tal crueldade, pois os sapos esquecem mais facilmente um pai assassinado que um pé cortado e uma lagoa confiscada.
Jacques Rousseau: Os sapos nascem livres, mas em toda parte coaxam agrilhoados; são presos, é certo, pela própria ganância dos seus semelhantes, que impedem uns aos outros de lavarem os pés à beira da lagoa. Somente com a alienação de cada qual de seu ramo ou touceira de capim, e mesmo de sua própria pessoa, poder-se-á firmar um contrato justo, no qual a liberdade do estado de natureza é substituída pela liberdade civil.
Max Horkheimer e Theoror Adorno: A cultura popular diferencia-se da cultura de massas, filha bastarda da indústria cultural. Para a primeira, a lavagem do pé é algo ritual e sazonal, inerente ao grupamento societário; para a segunda, a ação impetuosa da razão instrumental, em sua irracionalidade galopante, transforma em mercadoria e modismo a lavagem do pé, exterminando antigas tradições e obrigando os sapos a um procedimento diário de higienização.
Antonio Gramsci: O sapo, e além dele, todos os sapos, só poderão lavar seus pés a partir do momento em que, devido à ação dos intelectuais orgânicos, uma consciência coletiva principiar a se desenvolver gradativamente na classe batráquia. Consciência de sua importância e função social no modo de produção da vida. Com a guerra de posições – representada pela progressiva formação, através do aparato ideológico da sociedade civil, de consensos favoráveis – serão criadas possibilidades para uma nova hegemonia, dessa vez sob a direção das classes anteriormente subordinadas.
Norberto Bobbio: existem três tipos de teoria sobre o sapo não lavar o pé. O primeiro tipo aceita a não-lavagem do pé como natural, nada existindo a reprovar nesse ato. O segundo tipo acredita que ela seja moral ou axiologicamente errada. A terceira espécie limita-se a descrever o fenômeno, procurando uma certa neutralidade.
Liberal de Orkut (esse indivíduo cada vez mais anônimo): o sapo não lava o pé por ser um indivíduo liberto da opressão estatal. Mas qualquer coisa é só arrumar um emprego público e utilizar o lavado do Leviatã!
Fonte: (Socio) lizando

Maioria dos moradores de rua são homens desiludidos com o amor

Publicado em Brasil por .

João de Paula Ribeiro conversa com a coordenadora do Creas-Pop Renata Cristina Correa da Silva em praça de Ribeirão Preto-SP (foto: Edson Silva/Folhapress)
João de Paula Ribeiro conversa com a coordenadora do Creas-Pop Renata Cristina Correa da Silva em praça de Ribeirão Preto-SP (foto: Edson Silva/Folhapress)

Publicado na Folha Ribeirão

Há 30 anos, João de Paula Ribeiro, 52, tinha um casamento aparentemente feliz, quatro filhos, casa, carro, um comércio e uma profissão em Serrana (313 km de São Paulo), sua cidade natal.

Hoje, ele passa o dia nas ruas de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), come o que os outros dão, toma banho quando arruma um lugar, ingere bebida alcoólica a todo momento e tem um barraco em uma favela na zona norte, que pouco frequenta.

Essa reviravolta aconteceu depois que a mulher o abandonou e o trocou pelo sócio de sua própria empresa. A desilusão amorosa acabou com os sonhos de toda a vida, com a vontade de seguir em frente e com as perspectivas de um futuro com a família.

Segundo dados do Creas-Pop, ao menos 92% dos moradores de rua são homens e uma grande parte é usuária de drogas, ingere álcool com frequência e já sofreu alguma desilusão amorosa.

Ele não gosta muito de falar sobre a própria vida. Com olhar triste, barba grande e um chapéu escondendo os cabelos brancos, Ribeiro tenta abafar a tristeza do passado com as pessoas que conheceu nas ruas.

“Sou feliz aqui com meus amigos. Visito os meus filhos de vez em quando, mas não gosto de depender de ninguém”, disse Ribeiro.




Fonte: Pavablog

http://networkedblogs.com/OsEYv

domingo, 25 de agosto de 2013

Importação de Ministro da Saúde para o Brasil

O BRASIL ASSINOU UM ACORDO PARA IMPORTAR 4.000 MÉDICOS CUBANOS

Na verdade,  nós estamos precisando mesmo é de importar coisas mais urgentes. Por exemplo, um ministro de verdade para a Saúde.


Medico de Posto de Saúde em Alagoas

O interior do Posto de Saúde

O prédio do posto de saúde


E o protesto de um  verdadeiro alagoano 

Protesto do Blogueiro:
Eu discordo do final do texto da cartolina. O que nós precisamos é importar um  bom Ministro da Saúde, porque  o que está aí até agora não tem feito nada! (João Cruzué)


Fonte: Blog Olhar Cristão

Read more: http://olharcristao.blogspot.com/2013/08/importacao-de-ministro-da-saude-para-o.html#ixzz2d1XPohBy

Sorte - Manual de instruções


Todo mundo tem sorte (e azar) na vida. Mas isso não acontece por acaso. É uma mistura de matemática e psicologia - da sua atitude diante das coisas. Sim, você pode mudar a própria sorte. Comece agora

por Alexandre de Santi e Cristine Kist

Quando você terminar de ler esta reportagem, não podemos garantir que vá ganhar na loteria. (Sua chance de acertar na Mega-Sena é de apenas 1 em 50 milhões. Sorry.) Mas você vai virar craque em jogos de dados. E, principalmente, vai aprender a fazer escolhas melhores e atrair mais oportunidades na vida - em especial aquelas que são geradas por uma sequência de acasos e parecem cair do céu. Aquelas que parecem pura... sorte. E também talvez aprenda a pegar pênaltis.

No dia 19 de maio deste ano, 62 500 torcedores viram o jogador holandês Arjen Robben, do Bayern de Munique, ajeitar a bola a 11 metros do gol de Petr Cech, do Chelsea. O cronômetro marcava 4 minutos da prorrogação da final da Copa dos Campeões da Europa, e Robben tinha a chance de marcar um pênalti que provavelmente daria o título a seu time.

Pênalti é loteria, dizem. Quem chuta tem o controle da situação, mas para o goleiro tudo depende do acaso. Ele pouco pode fazer além de treinar seus reflexos e tentar adivinhar o canto onde a bola vai. Robben correu e chutou rasteiro no canto esquerdo - bem nos braços do goleiro. Será que Cech teve sorte de adivinhar o lado? O jogo foi para os pênaltis, e ele mostrou que era mais do que isso. Em 5 cobranças, defendeu duas - e acertou o canto escolhido pelo batedor em absolutamente todas. É impossível ter mais sorte do que isso em um jogo de futebol.

Sorte? Cech revelou seu segredo ao final do jogo. Ele tinha um DVD com todos os pênaltis batidos pelo Bayern desde 2007. Ao longo desses anos, Robben certamente não mandou a bola sempre no mesmo lugar. Cada vez ele chutava de um jeito, numa sequência de variações aparentemente aleatórias. Só que, estudando dezenas de cobranças, o goleiro percebeu que não era bem assim. Notou que Robben tinha ligeira preferência por chutar rasteiro e no canto esquerdo. Uma tendência discreta, que jamais chamaria a atenção - a não ser que você tivesse a paciência, como Cech teve, de estudar 5 anos de cobranças. Ele encontrou um padrão no que parecia aleatório. E, a partir dele, constatou: a chance de que a bola fosse baixa e no canto esquerdo era maior. Pulou nessa direção e pegou o pênalti.

Sorte é acaso. Mas você pode influenciar esse acaso a seu favor: basta encontrar alguma lógica naquilo que parece aleatório. É mais fácil do que parece, mesmo porque o ser humano já vem fazendo isso há muito tempo. Veja a questão do clima, por exemplo. Num dia chove, no outro faz sol. Essa alternância não tinha nenhum sentido para os homens das cavernas. Parecia apenas uma questão de sorte. Mas aos poucos, nossos antepassados foram decifrando a lógica daquilo. A humanidade inventou o primeiro calendário, e a partir daí percebeu que existiam anos, meses e estações, épocas em que a probabilidade de chover ou fazer sol é maior ou menor. E isso permitiu que fizéssemos nossa primeira grande invenção: a agricultura. Sabendo a melhor época do ano para plantar e colher, o homem se tornou capaz de produzir a própria comida. Analisou o que parecia indefinido (o clima), encontrou uma lógica naquilo (as estações), calculou as probabilidades (de chuva ou sol) e as explorou. Em suma: controlou a própria sorte. Isso aconteceu muitas vezes na história (as grandes navegações, por exemplo, só foram possíveis porque a humanidade encontrou lógica no movimento aparentemente aleatório dos astros e das marés). E pode acontecer na sua vida.

Claro, sempre acontecerão coisas que parecem - e são - aleatórias. Imagine que a sorte são bolinhas caindo do céu. Você não sabe quando elas vão cair nem de que lado. Mas se construir um funil bem grande, a chance de pegar as bolinhas será maior. Como construir esse funil? Reunindo o máximo possível de informações sobre cada situação e calculando as probabilidades envolvidas. "A previsão fica melhor conforme você tem mais informações sobre o fenômeno", diz Jason Gallas, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em Teoria do Caos, ramo da ciência que estuda o acaso.

Tudo é uma questão de probabilidade. Suponha que você more em São Paulo e tenha um carro. Pode ter o azar de se envolver num acidente de trânsito, e até, azar supremo, morrer em consequência dele. Cruz-credo. Para esquecer o sinistro trânsito paulistano, que tal relaxar nas belas praias de Vitória, Espîrito Santo? Afinal, que sorte, as suas férias estão chegando. Sorte? No caso, você deu azar: em Vitória, a chance de morrer em decorrência de acidentes de trânsito é 3,4 vezes maior do que em São Paulo, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O que parecia sorte (descansar na praia), na verdade, pode ser um foco de azar. Muito do que entendemos por sorte e azar depende das informações que temos sobre o que acontece a nosso redor. Veja o caso da americana Marilyn Vos Savant, que nos anos 80 entrou no livro Guinness dos recordes como a pessoa com o maior QI já registrado até então (228). Nessa época, ela começou a assinar uma coluna chamada Ask Marilyn ("pergunte a Marilyn"), meio parecida com o Oráculo, da SUPER. A coluna era publicada em mais de 300 jornais e revistas mundo afora.

E, em setembro de 1990, Marilyn recebeu uma pergunta que a tornaria ainda mais famosa: "Os participantes de um programa de auditório podem escolher entre 3 portas. Atrás de uma delas, há um carro. Atrás das outras, há apenas cabras. Depois que um dos participantes escolhe uma porta, o apresentador, que sabe o que há atrás de cada porta, abre uma das que não foram escolhidas, revelando uma cabra. Ele então pergunta ao participante: `Você gostaria de mudar sua escolha para a outra porta fechada?¿ Para o participante, é vantajoso mudar?"

A resposta parece óbvia. Cada uma das portas restantes tem 50% de chance de ser a que esconde o carro e, portanto, tanto faz se você mudar ou ficar no mesmo lugar. Mas Marilyn respondeu que era mais vantajoso trocar de porta. Foi um escândalo. Ela recebeu mais de 10 mil cartas, quase todas dizendo, basicamente, que seu QI altíssimo era uma fraude. Até professores de matemática pediram, enfurecidos, que ela se retratasse. A repercussão foi tanta que o caso ficou conhecido entre matemáticos como "o problema de Monty Hall", já que a pergunta havia sido feita com base no programa Let¿s Make a Deal ("Vamos Fazer um Acordo"), game show apresentado por Monty Hall na TV americana.

Vamos à explicação de Marilyn: quando você escolhe uma das 3 portas, sua chance de ganhar o carro é de 1/3. Isso significa que a probabilidade de encontrar uma cabra é 2/3, ou seja, o dobro. Acontece que essa probabilidade, embora não pareça, se mantém a mesma depois que o apresentador abre uma das portas (mesmo porque o carro continua no mesmo lugar). Se você tiver escolhido a porta certa (probabilidade de 1/3) e mudar, perderá. Mas se você tiver escolhido uma porta errada (probabilidade de 2/3) e mudar, ganhará. Então, se você mudar, sua chance de ganhar se torna duas vezes maior do que a probabilidade de errar de novo. A história do programa comprovou a tese. Houve duas vezes mais ganhadores entre aqueles que mudaram de porta do que entre os que mantiveram a escolha inicial.

Conclusão: você pode aumentar suas chances se conhecer as probabilidades envolvidas, e arriscar na vida pode ser uma boa ideia. Mas o que significa arriscar, exatamente? No dia a dia, é ter a coragem de fazer algo aparentemente muito simples: se comportar como se você fosse uma pessoa de sorte.


COMO ATRAIR A SORTE
Sorte não é uma coisa mágica, que abençoa algumas pessoas e outras não. A rigor, ela é a mesma para todo mundo. Numa experiência que ficou famosa, o psicólogo inglês Richard Wiseman foi a um programa de televisão inglês que tinha 13 milhões de telespectadores e pediu: se você é muito sortudo ou muito azarado, entre em contato. Um milhão de pessoas respondeu, e as mil primeiras receberam um formulário que permitiria aos pesquisadores classificá-las como sortudas ou azaradas. Nesse formulário, os voluntários também deviam fazer uma aposta na loteria. A tese do pesquisador era a seguinte: se os sortudos possuem algum dom "divino", sobrenatural, extrassensorial ou qualquer coisa que o valha, eles se sairiam melhor na loteria - que depende apenas da sorte pura e simples. Pouco mais de 700 pessoas responderam. Dessas, apenas 36 acertaram algum número da loteria - igualmente separadas entre sortudas e azaradas. Duas pessoas acertaram 4 números e ganharam 58 libras. Uma se considerava sortuda e a outra azarada. Empate. Ou seja: todos temos a mesma chance de ter sorte. Só achamos que somos diferentes uns dos outros. E isso acaba nos tornando diferentes.

Ou seja: uma pessoa é sortuda porque se comporta de maneira sortuda. Como coisas boas acontecem para quem age com otimismo e está aberto às oportunidades, os sortudos se beneficiam de um ciclo virtuoso de sorte: eles se consideram sortudos e, a partir dessa crença, agem do jeito certo para aproveitar a sorte. O azarado se irrita na fila do supermercado, evita conversas com estranhos e, quando aceita trocar algumas palavras com alguém, frequentemente está preocupado com outra coisa - a ponto de não perceber que está diante do amor da sua vida ou de seu futuro empregador. Depois de jogar uma oportunidade fora, evita passar debaixo de uma escada, uma superstição boba e vazia. Enquanto isso, o sortudo aproveita a fila para bater papo (porque as pessoas que se consideram sortudas, como ele, exibem em média 27% maior extroversão em testes de personalidade). E descobre que o cara da frente está vendendo um ótimo carro, justamente aquele modelo que ele queria, na cor que ele queria, e com um preço incrível. Mais tarde, ao contar aos amigos, diz que deu sorte de cair justo naquela fila. Percebeu? Em ambos os casos, a situação e o contexto são exatamente os mesmos. Só muda o que cada um fez deles. E esse é o segundo eixo da sorte: a capacidade de transformar encontros casuais em situações positivas. Porque sorte é, sim, uma questão de comportamento. Depois de realizar centenas de entrevistas e submeter um grupo de pessoas a testes de personalidade, além de acompanhar a rotina dos participantes do estudo através de diários preenchidos pelos próprios voluntários, Richard Wiseman concluiu que há uma consistência na sorte. Se ela fosse totalmente aleatória, seria razoável supor que algumas pessoas terão sorte no amor, mas azar no trabalho. Certo? Errado. Em seus testes, Wiseman descobriu que quem se sentia azarado na carreira invariavelmente também estava mal resolvido no relacionamento. E vice-versa: os abençoados nas finanças diziam ter sorte na família. "Algumas pessoas parecem capazes de atrair boa sorte, enquanto outras são um imã para o azar", explica Wiseman em seu livro O Fator Sorte.

Existem 8 truques que comprovadamente ajudam a atrair sorte [veja quadro ao lado]. Dedique-se a eles por algum tempo, como um mês, e você certamente notará diferenças na sua vida. Vale a pena. "O esforço pessoal é importante. Porque, por meio dele, você pode estar preparado para tirar vantagem da sorte. Ou porque, tentando muitas e muitas vezes, tem mais chances de ser ajudado por ela", diz o físico Leonard Mlodinow, autor de um livro sobre os acasos do dia a dia (O Andar do Bêbado) e, aliás, um sortudo sobrevivente dos atentados de 11 de Setembro - ele teve o azar de estar no World Trade Center no momento dos ataques terroristas, mas a sorte de conseguir escapar. Com determinados comportamentos, é possível, sim, mudar a própria sorte.

Ela não é só isso, claro. Sorte também depende da genética: que é influenciada por coisas que acontecem antes de você nascer, sobre as quais você não tem controle. Você não pode mudar a genética - mas pode aprender a tirar proveito dela.


SORTE DE NASCENÇA
O goleiro Petr Cech soube construir a própria sorte. Mas é claro que ele também teve sorte ao longo da vida para chegar aonde chegou. Sorte de nascer com os genes necessários para ser alto. E sorte de ter nascido no mês de maio. Assim como a esmagadora maioria dos atletas de elite, Cech passou por categorias de base, que são separadas por idade. Só que os garotos que fazem aniversário num determinado ano sempre são agrupados na mesma categoria. Na prática, isso significa que um menino que nasceu no começo do ano leva vantagem física sobre os demais - simplesmente porque, na prática, ele é mais velho. Quando era um garoto de 12 anos, Cech provavelmente era mais alto e forte que seus companheiros, que ainda tinham 11 anos e só iriam completar 12 no final do ano. E ele soube tirar proveito disso. Quando olheiros viam Cech jogar, enxergavam nele um rapaz mais preparado e o chamavam para times melhores, com técnicos melhores. Aos poucos, o pequeno Petr se transformou num atleta melhor que os colegas nascidos no segundo semestre. Uma vantagem aleatória (data de nascimento) se transforma numa vantagem real.

Esse efeito foi observado pela primeira vez em meados dos anos 80 pelo psicólogo canadense Roger Barnsley. Por acaso, olhando a planilha de jogadores de um time júnior de hóquei, Barnsley percebeu que 51% dos garotos haviam nascido entre janeiro e abril. O pesquisador decidiu estudar o fenômeno e viu que ele se repetia por toda parte. Havia 5,5 vezes mais garotos nascidos em janeiro do que em novembro na liga júnior de Ontario, no Canadá. Essa regra é uma espécie de lei não escrita dos esportes. Sempre funciona. Por exemplo: na seleção de juniores de 2007 da República Checa, terra de Petr Cech, 76% dos jogadores faziam aniversário nos primeiros quatro meses do ano e apenas 5% assopravam as velinhas entre setembro e dezembro. Quer mais? Pegue a lista de convocados para a Seleção Brasileira em maio. Dos 23 jogadores, apenas 4 (17,4%) nasceram entre setembro e dezembro. A maioria dos convocados, 14, faz aniversário no primeiro semestre (caso você esteja se perguntando, Neymar é de 5 de fevereiro).

Outros elementos genéticos, como nascer alto e bonito, também influem na sorte. Uma famosa pesquisa feita pela Universidade da Flórida constatou que pessoas mais altas ganham mais: a cada 2,5 cm de altura, são US$ 789 a mais por ano. E mulheres bonitas ganham 8% a mais que as medianas, segundo um estudo feito pelo economista Daniel Hamermesh, da Universidade do Texas. No caso das gêmeas Gisele e Patrícia Bündchen, muito mais do que 8%. As duas são bonitas. Mas uma é mais bonita, e por isso se tornou a modelo mais bem-paga do mundo, com patrimônio estimado em mais de US$ 250 milhões. A outra não. Patrícia teve o `azar¿ de ser gêmea bivitelina (geneticamente não idêntica) de Gisele. Mas soube transformar isso em sorte: abriu a própria agência para administrar a carreira da irmã.

A genética também está na base de muitas doenças graves, de alzheimer e alcoolismo a câncer e problemas cardíacos. Se você nasceu com um DNA que predispõe a essas coisas, deu azar. Mas pode transformar isso em sorte: várias empresas, como a americana 23andMe (23andme.com), já oferecem testes genéticos que podem ser feitos pelo correio: você envia uma pequena amostra de saliva para a empresa, paga uma taxa de US$ 300 e recebe os resultados em casa. Aí, se descobrir que tem propensão a desenvolver alguma doença, pode começar o tratamento décadas antes de os sintomas aparecerem, e com isso reduzir seu risco de ter problemas. "Eu vejo a sorte e o azar acontecendo na minha frente todos os dias. A verdade é que a sorte depende do acesso à informação e, a partir daí, do cuidado com a saúde", diz o geneticista Salmo Raskin, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e um dos diretores da Sociedade Brasileira de Genética Médica.

Tendo informação, é possível entender a própria genética e se adaptar a ela. Sabe aquele seu conhecido que adora comer salada e, por causa disso, nunca engorda? Provavelmente ele nasceu com a versão "boa" do gene TAS2R38 - que regula a sensibilidade do paladar a determinados vegetais, como brócolis, couve-flor e espinafre, e determina quão saborosos eles são para a pessoa. Quem tem a versão ruim desse gene, cerca de 75% da população, percebe certos alimentos como amargos, e não gosta muito deles. Se você não gosta de salada, agora sabe o provável motivo disso. E pode mudar a própria alimentação (que tal experimentar a couve-flor grelhada?).


EFEITO BORBOLETA
Ok, você aprendeu que é importante calcular as probabilidades das coisas - e que, para ter sorte, é fundamental se comportar como uma pessoa de sorte. Mas sempre existirão coisas totalmente incontroláveis, puramente dependentes do acaso.

A ciência faz um grande esforço para dar ordem ao emaranhado de ações e reações da natureza. Mas a tarefa não é simples. Se fosse, você não chegaria em casa ensopado depois de confiar na previsão furada feita pela moça do telejornal. Nem sempre os padrões identificados no passado podem ser aplicados no presente e, menos ainda, no futuro. Curiosamente, foi logo um meteorologista, o americano Edward Lorenz, o primeiro a perceber isso. Em 1961, ele tentou jogar num computador toda a informação sobre as condições climáticas do planeta - e, se baseando nisso, fazer uma previsão do tempo. Deu certo. Até que um dia ele resolveu tentar fazer uma previsão mais distante. Imprimiu a última simulação que tinha feito e começou uma nova a partir dos resultados daquela, confiante de que o computador acertaria. Não foi isso o que aconteceu. O clima se comportou de maneira totalmente diferente da prevista por Lorenz, e por um motivo muito simples: a máquina armazenava os dados de maneira mais complexa, com até seis casas decimais (como 0,293416, por exemplo), enquanto os dados impressos eram simplificados para no máximo três casas (como 0,293). Lorenz se deu conta que alterações quase insignificantes poderiam mudar drasticamente o resultado final, e chamou isso de Efeito Borboleta: porque algo muito pequeno, como o bater de asas de uma borboleta, poderia causar algo muito grande, como um tornado em outra parte do mundo. Esse conceito transformou o estudo do caos. Na vida, existem coisas que são realmente imprevisíveis, e por isso impossíveis de influenciar. Nesses casos, nos resta apenas interpretar os acontecimentos de uma forma que favoreça a nossa sorte. Como Frano Selak.

Nascido na Croácia, Selak teve uma vida incrível. Escapou da morte 7 vezes, ao se envolver em acidentes graves a bordo de aviões, trens, carros e ônibus. Mas sobreviveu a todos - e acabou ganhando uma fortuna na loteria. Selak ficou conhecido na Europa como "o homem mais sortudo do mundo". Na mais espetacular das disputas contra a morte, em 1963, o croata estava voando em um avião. De repente, uma porta abriu sozinha. Os passageiros foram ejetados e despencaram para a morte. Dezenove deles morreram. Frank? Caiu bem em cima de uma pilha de feno, e se salvou.

Mas, provando que sorte sempre é uma questão de interpretação, o croata se achava um azarado. "Nunca pensei que eu era sortudo por ter sobrevivido. Eu achava que era azarado de estar envolvido nos acidentes", disse a um jornal britânico. Trinta anos depois, ele ganhou na loteria, comprou uma ilha privada e viveu com luxo por anos. Até que percebeu que o dinheiro não lhe trazia felicidade e decidiu doar tudo, vender a mansão e se mudar para uma residência modesta com a quinta esposa. Selak só começou a se considerar sortudo depois de conhecer a mulher atual. "Todos os outros casamentos foram desastres", disse.

Outra história ajuda a mostrar como o que interessa não é ganhar ou perder, mas o modo como encaramos os fatos. No início deste ano, os moradores da vila de Sodeto, na Espanha, fizeram um bolão para jogar numa espécie de Mega-Sena acumulada, o maior prêmio da loteria espanhola. Um membro de uma associação local bateu em cada uma das 70 casas do vilarejo para vender os tíquetes. E, para sorte geral, todos os 250 moradores ganharam na loteria. Exceto Costis Mitsotakis. O funcionário havia esquecido de oferecer o bolão para ele. De uma hora para outra, todos os conhecidos de Mitsotakis estavam ricos, menos ele. Mas o grego, que estava tentando vender um terreno, sem sucesso, percebeu que a riqueza dos vizinhos podia lhe beneficiar. Logo recebeu duas propostas. Transformou o azar em sorte.

O que é o mesmo que dizer que você pode conhecer a pessoa da sua vida porque perdeu um voo - ou perdê-la porque conseguiu embarcar no avião e ela não. Então, da próxima vez que você der de cara com um embarque encerrado, pegar uma fila, tropeçar na rua ou se deparar com algum contratempo que pareça azar, lembre-se: pode ser seu dia de sorte.
Você tem sorte?
Responda às perguntas deste teste, Baseado nas teorias do psicólogo inglês Richard Wiseman - especialista no estudo da sorte

SORTE
Com que frequência você ganha em sorteios?
Você costuma encontrar pessoas que possam lhe ajudar de alguma forma?
Com qual frequência a sorte lhe ajuda a conseguir alguma coisa?
Some as respostas e divida por 3 para obter sua média de sorte.
AZAR
Com que frequência você perde em competições, sorteios e jogos?
Com que frequência sofre acidentes?
Com que frequência você tem azar?
Some suas respostas e divida por 3 para obter sua média de azar.
RESULTADO
Subtraia sua média de azar pela média da sorte. Depois, compare com a escala abaixo
-3 : Você é azarado. Mas pode mudar isso. Veja as dicas abaixo.
-2/ -1 / 0 / 1 / 2 : Você está na média - não pode se considerar especialmente sortudo nem azarado. 
3 : Parabéns, você tem mais sorte do que as outras pessoas. Aproveite.


Aja como uma pessoa de sorte
As pessoas que se consideram sortudas têm algumas características em comum - que você pode facilmente adotar na sua vida

1. Multiplique as chances
Sabe aquele conhecido que vive ganhando em promoções? Ele ganha porque joga. Participe mais de concursos.

2. Seja sociável
Quanto mais pessoas você conhecer, maior é a chance de que alguma delas traga boas notícias - como uma oferta de trabalho.

3. Tenha calma
Se você vive correndo, jamais terá a sorte de notar aquela nota de R$ 50 dando sopa na calçada.

4. Busque o novo
Faça coisas diferentes. Com isso, sua chance de ter sorte se torna estatisticamente maior.

5. Aceite o acaso
Não tente ser racional o tempo todo. Aceite que a vida tem coisas aleatórias.

6. Medite
Ajuda a tomar boas decisões, o que é essencial à sorte. Um estudo constatou que as pessoas sortudas meditam com mais frequência.

7. Acredite
Se você não acredita que vai encontrar sua cara-metade, provavelmente não vai encontrar mesmo. Seja otimista.

8. Não dê bola para os números
Queria se candidatar a um concurso concorridíssimo, mas desistiu porque a chance era pequena? Ao desistir ela passou a ser de 0%. E facilitou a vida do sortudo que conquistou a vaga.

Transforme o azar em sorte
Você terá azar de vez em quando. Mas, quando isso acontecer, esteja preparado

1. Seja positivo
Quando você está no banco, assaltantes entram e atiram e acertam seu braço de raspão. O azarado reclama de estar ali. O sortudo comemora ter se salvado por pouco.

2. Pense a longo prazo
Talvez você seja demitido hoje, mas encontre um trabalho melhor amanhã - oportunidade que só notou porque estava desempregado.

3. Não se lamente
Ficar pensando no pneu furado não fará com que um novo apareça magicamente no lugar dele.

4. Seja ativo
Analise objetivamente a situação de azar, e mude sua conduta a partir disso (encha menos o pneu ou tente evitar ir ao banco, por exemplo).

Para saber mais
The Luck Factor: The Four Essential Principles
Richard Wiseman, Miramax Books, 2004

O Andar do Bêbado
Leonard Mlodninow, Zahar, 2009


Fonte: Site da Revista Superinteressante