segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Novas evidências sugerem que a vida se originou em Marte

Todos nós somos marcianos, de acordo com um novo estudo.
Marte
Novas evidências sugerem que a vida da Terra se originou em Marte e foi trazida a nosso planeta a bordo de um meteorito, segundo o bioquímico Steven Benner, do Instituto Westheimer de Ciência e Tecnologia, na Flórida, EUA.
Uma forma oxidada do elemento molibdênio, que pode ter sido crucial para a origem da vida, provavelmente estava disponível na superfície do planeta vermelho há muito tempo, mas indisponível na Terra, disse Benner.
“Somente quando o molibdênio torna-se altamente oxidado é que ele é capaz de influenciar a forma como a vida primitiva é formada”, Benner disse em um comunicado. “Esta forma de molibdênio não poderia estar disponível na Terra quando o planeta era muito jovem, porque 3 bilhões de anos atrás, a superfície da Terra tinha muito pouco oxigênio, mas Marte não. É mais uma prova que apoia a tese de que a vida veio para a Terra a bordo de um meteorito marciano.”
Os compostos orgânicos são os blocos de construção da vida, mas eles precisam de um pouco de ajuda para fazer as coisas acontecerem. Basta adicionar energia, como calor ou luz, e eles viram uma sopa de moléculas orgânicas, Benner disse.
É aí que o molibdênio oxidado entra em cena. Inserindo-o (ou o boro, um outro elemento) na mistura ajudaria os compostos orgânicos a dar o salto para a vida, Benner acrescentou.
“A análise de um meteorito marciano recentemente mostrou que havia boro em Marte, e nós agora acreditamos que a forma oxidada do molibdênio estava lá também”, disse ele.
Outro ponto a favor da tese de que a vida surgiu em Marte é que a Terra primitiva estava completamente coberta por água, enquanto o antigo planeta vermelho tinha áreas secas substanciais, Benner disse. Um planeta coberto por líquido teria tornado difícil para o boro existir, que atualmente é encontrado apenas em locais extremamente secos.
Além disso, acrescentou Benner, a água é corrosiva para o RNA, que a maioria dos pesquisadores acredita que foi a primeira molécula genética (em vez do DNA, que veio mais tarde).
Nenhum organismo marciano nativo foi descoberto. Mas é possível que a vida em Marte – se é que já existiu – pode ter feito o seu caminho para a Terra em algum momento, muitos cientistas dizem.
Alguns micróbios são incrivelmente resistentes, e podem ser capazes de sobreviver a uma viagem interplanetária após serem expulsos de seu mundo de origem por um impacto de um asteróide. E a dinâmica orbital mostra que é muito mais fácil para as rochas viajarem de Marte à Terra do que o contrário.
“Se os nossos hipotéticos ancestrais marcianos tivessem permanecido em Marte, talvez não estivéssemos aqui hoje para contar a história.”, concluiu Benner.

Fonte: Site Mistérios do Mundo

10 coisas malucas que você deveria saber sobre o sistema solar

Quando a maioria de nós estávamos na escola, aprendemos sobre as diferenças de gravidade entre os planetas do nosso sistema solar. Nós também aprendemos sobre como o Sol é enorme e que os gigantes gasosos são propensos a algumas tempestades incomuns. Mas ao longo dos últimos anos, a astronomia moderna tem evoluído, revelando que nosso sistema solar é mais peculiar do que imaginávamos.

10. A superfície maluca de Marte

Superfície de Marte
Marte é um planeta muito mal compreendido. Na maioria das vezes, astrônomos estão discutindo a possibilidade de Marte ter abrigado oceanos de água líquida ou antigas formas de bactérias. Mais recentemente, foi revelado que as formas mais primordiais de micróbios terrestres provavelmente se originaram em Marte antes de serem transferidos para a Terra através de impactos de asteróides. [Novas evidências sugerem que a vida se originou em Marte]
Raramente vemos algumas das imagens alucinantes das características que a superfície marciana tem para oferecer, o que é uma pena, já que a maioria dessas imagens poderiam revigorar o interesse em Marte, um planeta com um passado incrível. Desde que a sonda Mars Reconnaissance Orbiter começou a orbitar o planeta vermelho em 2006, sua câmera HiRISE revelou algumas dessas regiões incríveis.
Uma das mais incríveis delas retrata trilhas deixadas por tornados marcianos. Eles levam para longe a camada mais externa de óxido de ferro (o agente responsável pela tonalidade avermelhada do solo), revelando a cor cinza escura do basalto localizada logo abaixo.

09. O planeta ausente

Planeta ausente
Astrônomos viram por muito tempo uma discrepância nas órbitas dos gigantes gasosos externos (Netuno e Urano), que aparentemente contradiz a maioria dos nossos modelos que retratam os primeiros anos após a formação do nosso sistema solar. A ideia é que, em um ponto, o nosso sistema solar era o lar de um  planeta bem grande, contendo a massa de mais de uma dúzia de Terras.
O planeta em questão – às vezes chamado de Tycho – provavelmente foi arremessado para fora do nosso sistema solar para o espaço interestelar bilhões de anos atrás, onde irá percorrer o éter celeste até o fim dos tempos.
Este planeta teórico teria estado há bilhões de quilômetros além de Plutão, em uma região que recebe pouca iluminação do Sol. Sua órbita também teria sido altamente elíptica, levando milhões de anos para completar uma órbita completa em torno do Sol. Tomados em conjunto, esses fatores poderiam explicar parcialmente o porquê de tal planeta nunca ter sido detectado.

08. Chuva de diamantes em Netuno e Urano

Chuva de diamantes
Além  do mistério em torno de suas órbitas excêntricas, esses planetas também têm pólos magnéticos que estão desalinhados em até 60 graus a partir de seus pólos geológicos. Uma explicação para isso é que os planetas se colidiram com um corpo celeste desconhecido há muito tempo, mas uma outra teoria (que é mais lógica) sugere algo muito mais frio.
Com base nas informações sobre suas inclinações estranhas e sua grande concentração de carbono, os astrônomos acreditam que Netuno e Urano são o lar de enormes oceanos de carbono líquido, com icebergs de diamante sólidos flutuantes no topo. Pode também chover diamantes sobre esses planetas como a chuva de água cai sobre a Terra.

07. A Terra está envolta por um halo de matéria escura

Matéria escura
A matéria escura é um dos mais profundos mistérios da cosmologia moderna. Os astrônomos sabem que estamos longe de decifrar suas propriedades exatas, mas sabemos que ela representa uma enorme fração da massa total do universo.
Atualmente, sabemos alguns dos seus comportamentos. Particularmente, a matéria escura atua como uma âncora para manter as galáxias e sistemas solares unidos. Como tal, a matéria escura também desempenha um papel no funcionamento interno do nosso sistema solar, o que é particularmente visível ao observar seus efeitos sobre tecnologias espaciais.
Uma observação aguçada, conhecida como anomalia de sobrevôo, observa que algumas de nossas naves espaciais e satélites mudam suas velocidades orbitais quando viajam em volta da Terra. A teoria para esta discrepância diz que a própria Terra está envolta por um enorme halo de matéria escura. Se fosse visível a comprimentos de onda ópticos, seria semelhante em tamanho a Júpiter!

06. Você pode voar em Titã

Titã
Titã, uma lua de Saturno, é um dos dos lugares mais fascinantes do nosso sistema de solar. Lá, não só chove uma substância semelhante a gasolina, mas também é possível nadar em grandes concentrações de metano e etano líquido, que podem ser vistas na sua superfície.
Mas há mais informações que você deve conhecer quando for passar um dia em Titã. Graças a uma combinação de baixa gravidade superficial e baixa pressão atmosférica, se os seres humanos visitassem Titã equipados com um conjunto artificial de asas, poderíamos voar como pássaros.

05. Nosso sistema solar tem uma cauda

Cauda do sistema solar
Recentemente, a NASA revelou que uma das suas missões tinha mapeado com sucesso a cauda do nosso sistema solar, descobrindo que ela é semelhante a um trevo de quatro folhas.
A cauda, apelidada de heliocauda, é composta por partículas neutras, que não podem ser vistas através de meios tradicionais. Desse modo, instrumentos especializados foram necessários para produzir uma imagem coerente.
A imagem revelou que a heliocauda se estende por mais de 13 bilhões de quilômetros, com fortes ventos fazendo com que o fluxo de material viaje a mais de 1,6 milhão de quilômetros por hora.

04. O campo magnético do Sol está prestes a inverter

Tempestade solar
O Sol é realmente muito previsível. Ele passa por um ciclo contínuo de 11 anos, em que a atividade solar atinge um pico antes de diminuir novamente, culminando com o campo magnético do Sol invertendo sua polaridade. De acordo com a NASA, todos os sinais apontam para que o evento aconteça muito em breve, talvez nos próximos meses. O Pólo Norte já começou as suas mudanças.
A mudança apenas sinaliza a segunda metade do máximo solar, quando o Sol vê um aumento na atividade das manchas solares – nada que afete muito a vida aqui na Terra.

03. Estamos cercados por buracos negros

Buraco negro
Os buracos negros existem em diversas variedades. Em primeiro lugar, há buracos negros de massa estelar, que são os mais comuns e que se formam quando estrelas massivas colapsam. Isto ocorre quando uma estrela não tem mais hidrogênio necessário para realizar a fusão nuclear, fazendo com que ela passe a queimar o hélio. Isso faz com que a estrela se torne instável, resultando em um dos dois cenários: o colapso da estrela em umaestrela de nêutrons ou o colapso em um buraco negro.
Eventualmente, muitos desses buracos negros se fundem e se combinam para formar um buraco negro supermassivo, e nossa galáxia, como milhões de outras, orbita um buraco negro supermassivo central.
Outro tipo de buraco negro, chamado de micro buraco negro, pode bombardear a Terra constantemente. Estas minúsculas singularidades podem, teoricamente, ser produzidas em colisões de partículas em aceleradores aqui na Terra quando feixes de prótons se colidem em velocidades próximas a da luz.
Não há necessidade de se preocupar, no entanto. Na maioria dos casos, eles evaporam imediatamente, sem trazer qualquer dano. Mesmo se não, ainda levaria um tempo mais longo do que a idade atual do universo para um micro buraco negro consumir um único átomo de matéria, e muito mais tempo para consumir um objeto com mais massa que a Terra.

02. O Sol cabe na magnetosfera de Júpiter

Sistema solar
Júpiter é o rei do nosso sistema solar, com espaço suficiente para acomodar cerca de 1.400 Terras. A única coisa maior do que Júpiter é o Sol.
A magnetosfera de Júpiter (uma bolha magnética que envolve o corpo celeste) é a maior e mais poderosa magnetosfera do nosso sistema solar (até mais forte que a da Sol). A magnetosfera de Júpiter poderia facilmente engolir o próprio Sol (com algum espaço de sobra), incluindo a totalidade da corona visível do Sol.
Para tornar isso um pouco mais acessível (se a imagem acima, de alguma forma não o impressiona em termos de comparação de tamanho), se pudéssemos ver a magnetosfera aqui da Terra, ela ficaria maior do que a lua cheia no nosso céu. Além disso, algumas partes da magnetosfera de Júpiter têm temperaturas mais quentes do que a superfície do sol.

Vida estranha pode existir nos gigantes gasosos

Vida em Júpiter
Certa vez, a nossa lista de componentes-chave necessários para a vida era muito mais rigorosa. Hoje em dia, sabemos que não, especialmente após a descoberta de certas bactérias prosperando em profundas aberturas geotérmicas no fundo dos oceanos, onde as temperaturas podem ultrapassar os 100 graus Celsius.
Independentemente disso, quando você pensa em vida fora da Terra vida, Júpiter provavelmente não é o primeiro lugar que vem à mente. É essencialmente uma gigantesca bola de gás, certo? Não há como a vida se desenvolver lá.
Mas isso pode estar errado. Um experimento feito no início dos anos 50 – conhecido como o experimento de Miller-Urey – demonstrou que podemos produzir compostos orgânicos, um pré-requisito para a vida, com alguns relâmpagos e compostos químicos certos. Considerando essas informações e o fato de que Júpiter já atende a vários requisitos, como ter água (Júpiter pode até ter o maior oceano de água em nosso sistema solar), metano, hidrogênio molecular e amônia, é possível que o gigante de gás possa suportar a vida.
Dito isto, Júpiter tem a maior pressão atmosférica do que qualquer planeta do nosso sistema solar. Ele também tem fortes ventos que poderiam, hipoteticamente, ajudar a circular os compostos apropriados. Alguns pesquisadores sugerem que formas de vida baseadas em amônia poderiam prosperar em algumas nuvens na atmosfera superior, região onde a temperatura e pressão permitiram que uma camada de água líquida existisse.
Carl Sagan foi um grande defensor dessa idéia, e não descartava a possibilidade de formas extremas de vida vivendo em Júpiter. Na sua opinião, as formas de vida que vivem na atmosfera de Júpiter são diversas, cada uma desempenhando um papel necessário na cadeia alimentar jupteriana.

Fonte: Site Mistérios do Mundo

Papa Francisco confirma canonização de João Paulo II e João XXIII em 2014

ANÚNCIO FOI FEITO PELO PAPA FRANCISCO EM ENCONTRO COM OS CARDEAIS NESTA SEGUNDA-FEIRA

O papa polonês João Paulo II e o italiano João XXIII serão canonizados em 27 de abril de 2014, anunciou nesta segunda-feira o papa Francisco em um consistório. Diante dos cardeais, Francisco confirmou que Karol Wojtyla e Angelo Giuseppe Roncalli serão declarados santos. Os dois foram muito importantes para a Igreja Católica: o primeiro foi papa entre 1978 e 2005 e o segundo entre 1962 e 1965.
A data da dupla canonização já havia sido revelada por fontes do Vaticano. No dia 27 de abril de 2014 será comemorada a festa da Divina Misericórdia, estabelecida por João Paulo II. A cerimônia provavelmente atrairá centenas de milhares de pessoas, principalmente da Itália e Polônia, até a praça de São Pedro.
João Paulo II, primeiro papa polonês da história, conservador e muito popular nos mais de 100 países aos quais levou a palavra da Igreja, será canonizado apenas nove anos depois de sua morte, um tempo recorde.
Bento XVI preferiu não levar em consideração o prazo obrigatório de cinco anos para abrir o processo de beatificação e canonização do antecessor, que foi beatificado em maio de 2011.
Francisco inovou para canonizar João XXIII, sem esperar a atribuição de um milagre. João XXIII convocou o grande Concílio Vaticano II (1962-1965), que pretendia abrir a Igreja ao mundo. Sempre conservou a imagem de um pastor próximo do povo, simples e de bom humor, atitude parecida com a de Francisco atualmente.
A canonização conjunta dos papas mostra a intenção de Francisco de manter o equilíbrio entre duas figuras muito diferentes da Igreja, assim como a de evitar um grande culto à personalidade de João Paulo II.
AFP
Fonte: Blog do Gari Martins da Cachoeira

domingo, 29 de setembro de 2013

A força das pastoras

01.jpg

As mulheres ganham espaço nos altares evangélicos do Brasil, conquistando cada vez mais fiéis para essas denominações. Em algumas igrejas, quase metade do corpo pastoral é feminino

O papa Francisco voltou a surpreender o mundo na quinta-feira 19, quando, durante longa entrevista, de 29 páginas, publicada no jornal jesuíta italiano “La Civiltà Cattolica”, não se furtou a falar sobre assuntos indigestos para a Igreja Católica, como aborto, gays e o papel das mulheres. “É necessário ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja. O gênio feminino é necessário nos locais onde se tomam decisões importantes”, afirmou, num discurso que, à primeira vista, pode soar progressista, mas continua tão engessado quanto as colunas da Praça de São Pedro. Em seu comentário, o pontífice enaltece o gênero, mas o coloca como apêndice dos homens na estrutura da Santa Madre Igreja. Ou seja, nada mudou desde sua visita ao Rio de Janeiro, para a Jornada Mundial da Juventude, há dois meses, quando, na volta para o Vaticano, foi questionado por um jornalista durante o voo, sobre o direito das religiosas. Francisco, assim como fizeram seus antecessores, deixou claro que as mulheres são semelhantes aos homens – mas não iguais; são importantes para o crescimento do catolicismo – mas jamais irão atingir o status de sacerdotes. “Sobre a ordenação das mulheres, a Igreja falou e disse: não! Esta porta está fechada”, sentenciou. Enquanto a Igreja Católica segue acorrentada a essa tradição milenar, o grupo dos evangélicos, aquele que mais cresce e faz frente aos católicos no País, anda em sintonia com as mudanças em relação ao lugar das mulheres na sociedade. Transformações essas que vêm fazendo com que elas ocupem cada vez mais postos de liderança e atraiam milhares de fiéis para os templos cristãos.
O mais novo e fulgurante exemplo de liderança feminina religiosa é Cristiane Cardoso, filha de Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. A jovem acaba de superar a marca de um milhão de cópias vendidas de seu livro “Casamento Blindado” e faz sucesso na tevê à frente do programa “Escola do Amor”, na Record, que apresenta junto com o marido, Renato. “Entendemos que a liderança da mulher é uma necessidade da igreja e vai muito além do título ou cargo que ela exerce”, afirma Cristiane. “Temos pastoras consagradas no Brasil e ao redor do mundo.” Quem abriu caminho para Cristiane e tantas outras foi Sônia Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo. Apesar de Estevam Hernandes, seu marido, ter o título de apóstolo, é atribuído à bispa Sônia o papel de protagonista. É ela quem arrebata multidões na Marcha para Jesus e reúne milhares de evangélicos nas ruas de São Paulo todos os anos. “Sem o viés feminino que Sônia trouxe à igreja, por certo a denominação não teria tido tanto avanço como houve no Brasil, sobretudo em São Paulo”, afirma Rogério Rodrigues da Silva, pesquisador da Universidade de Brasília.
PASTORAS-01-IE-2287.jpg
LIDERANÇA
Apresentadora da Rede Record, Cristiane Cardoso, filha de Edir Macedo,
da Universal do Reino de Deus, vendeu mais de um milhão de exemplares de seu último livro
Para a professora Sandra Duarte de Souza, de ciências sociais e religião da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), em muitas instituições religiosas as mulheres conseguem criar uma empatia muito mais sólida com a comunidade do que os homens. Na Igreja Batista da Lagoinha, fundada em Belo Horizonte (MG), 44,6% do corpo pastoral é do sexo feminino – a cultuada cantora gospel Ana Paula Valadão é uma delas. Entre os metodistas, as mulheres representam aproximadamente 30% dos pastores – a mesma porcentagem é verificada entre os presbíteros da Igreja Anglicana. Até mesmo uma das mais conservadoras denominações pentecostais brasileiras, a Assembleia de Deus, tem aberto caminhos para as fiéis ocuparem altos postos na sua hierarquia. No mês passado, a denominação permitiu pela primeira vez em sua história que mulheres assumissem o cargo de evangelistas. Para essa posição, que permite, por exemplo, que a eleita dirija um templo, duas jovens foram consagradas no ministério do Brás, em São Paulo. “Já não dá mais para negar a importância da mulher dentro das nossas igrejas”, diz Samuel Ferreira, pastor da Assembleia. “Eu não tenho o direito de negar a elas a prerrogativa de exercerem essa liderança.” Especialistas no tema ouvidos por ISTOÉ têm notado um aumento no número de ordenações de mulheres, principalmente daquelas que estudam para atingir um alto posto na instituição. Ainda é bem maior o contingente de religiosas escaladas para tarefas como limpar e ornamentar a igreja, cozinhar e assessorar pastores em visitas externas. Mas vê-las pregando em púlpitos, batizando, realizando casamentos e celebrando a ceia são cenas vistas já com normalidade e frequência em muitos templos.
PASTORAS-02-IE-2287.jpg
PROTAGONISTA
O carisma, na Renascer em Cristo, está em poder
da bispa Sônia Hernandes: referência para as fiéis
Aos 48 anos, a gaúcha Margarida Ribeiro é reverenda da Igreja Metodista, que possui uma bispa entre as oito pessoas que ocupam esse posto no Brasil. Para tanto, ela encarou seis anos de preparação por meio de estudos teológicos e experiências em comunidades. Hoje, em 27 anos de pastorado, já foi titular em 20 igrejas. Mas o início não foi fácil. Quando pisava em alguma comunidade para pregar a palavra, Margarida ouvia o seguinte questionamento: “Você quem vai fazer o culto? Onde está o seu pai ou marido?” Hoje, no entanto, conta com orgulho que, ao ser convidada a dirigir cultos em igrejas pentecostais que possuem dois púlpitos, é frequentemente instada a pregar no principal, local costumeiramente ocupado por um homem. A reverenda, hoje, cuida da criação da primeira comunidade em Santa Isabel, interior de São Paulo. No Rio Grande do Sul, já esteve à frente de templos em zonas rurais, atuou na pastoral do agricultor, desenvolveu atividades sociais, ecumênicas e com mulheres, além de ter supervisionado trabalhos de outros pastores.
“Uma liderança feminina dá credibilidade à igreja evangélica.
Mulher não é vista como exploradora da fé” 

Bispo Hermes C. Fernandes, da Igreja Reina
Para Margarida e outras lideranças femininas de origem protestante histórica, a ascensão dentro da hierarquia está muito atrelada à formação teológica, o que facilita o acesso delas a posições de destaque. É o que aponta a professora Sandra, da Umesp. No universo pentecostal e neopentecostal, no entanto, fazer parte do corpo sacerdotal depende em muitos casos do apadrinhamento de personalidades da instituição. Recentemente, só para citar um exemplo, um ministério da Assembleia de Deus consagrou compulsoriamente todas as mulheres de pastores presidentes no Brasil. “Ordenar ou não mulheres não classifica uma igreja como mais ou menos patriarcal. Ter mais mulheres na hierarquia pode significar apenas um dado”, alerta a professora Sandra.
PASTORAS-03-IE-2287.jpg
BELAS DA FÉ
Em Vila Velha, no Espírito Santo, três amigas fundaram e administram
uma igreja desde 2011: únicas pastoras de um templo
Sarah Sheeva é alvo de preconceito até hoje simplesmente por ser uma mulher que constrói sua trajetória no meio evangélico sem ser referendada por alguém do sexo masculino. Filha de Baby Consuelo e ex-membro da Igreja Celular Internacional, ela se tornou pastora aspirante aos 38 anos, depois de 16 dedicados à denominação. Hoje, aos 40, ela acaba de se mudar do Rio de Janeiro para Goiânia. Deixou de ser pastora da igreja local e, em vez de administrar uma igreja, preferiu ser pastora missionária e viajar pelo Brasil para realizar palestras e conferências em diferentes denominações evangélicas. “Pessoas ficam com um pé atrás quando chego. Pensam: ‘Mas é essa jovem que vai trazer a palavra, ministrar um congresso?’”, diz. “Temos de nos esforçar duas vezes mais para ganhar a confiança.” A missionária Sarah, ex-ninfomaníaca assumida e mãe de uma jovem de 21 anos, tem um canal no YouTube que já foi visto por dois milhões de pessoas. Alguns vídeos nos quais comanda o culto das princesas, uma espécie de pregação misturada à autoajuda, somam 150 mil visualizações. O que ela fala tem ressonância também no Twitter, onde é seguida por 120 mil pessoas, e no Facebook – sua página já recebeu 325 mil curtidas. Muitas são as confissões evangélicas que reconhecem o dom espiritual das mulheres, mas lhes negam um título, como o de pastora. “Dizem que não há respaldo na Bíblia”, afirma a pastora Simone Saiter, 40 anos, da Igreja Viva Praia da Costa. Uma passagem do apóstolo Paulo é frequentemente usada por lideranças evangélicas que excluem as mulheres de seus quadros: “As mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei” (1Coríntios 14:34)
PASTORAS-06-IE-2287.jpg
PREPARO
A gaúcha Margarida tornou-se uma referência na Igreja Metodista
depois de estudar seis anos antes de ser consagrada
O silêncio exigido naquela época, porém, fazia parte de um contexto cultural. Os cristãos se reuniam em sinagogas, onde as mulheres não podiam se manifestar. Para evitar atrito com os judeus, eram orientadas a apresentar seus questionamentos em casa, junto dos maridos. Hoje, a realidade é outra. A pastora Simone e duas amigas, casadas e formadas em teologia, resolveram dar voz à palavra que aprofundavam em núcleos de estudo. Decidiram abrir uma igreja evangélica, a Viva Praia da Costa, em Vila Velha, no Espírito Santo, em 2011. As três são as únicas pastoras da denominação, hoje frequentada por cerca de 100 membros. “Uma liderança feminina dá credibilidade. Mulher não é vista como exploradora da fé, como ocorre com os homens”, diz o bispo Hermes C. Fernandes, da Igreja Reina. Instituição com cerca de 120 templos, a Reina tem 40 mulheres entre seus 160 pastores. Uma delas, a carioca Miriam de Lourdes Silva, realiza uma próspera obra à frente de um templo na comunidade de Acari, no Rio de Janeiro. Naquela área dominada pelo tráfico de drogas, Miriam, 48 anos, já converteu cerca de 20 pessoas, segundo suas contas, todas ex-traficantes. Detalhe: nenhum de seus antecessores do sexo masculino conseguiu tal feito. “Teve um pastor que gastou R$ 20 mil para blindar a igreja dele. A nossa é blindada pelo Espírito Santo”, diz ela.
PASTORAS-07-IE-2287.jpg
CORAGEM
Em Acari, uma comunidade dominada por traficantes, a pastora
Miriam já ficou no fogo cruzado entre bandidos e a polícia:
cerca de 20 ex-traficantes foram convertidos por ela
Um dos motivos para o aumento do número de mulheres no corpo pastoral, segundo o sociólogo Ricardo Mariano, da Pontifícia Universidade Católica (PUC), do Rio Grande do Sul, é o crescente sucesso do movimento gospel, onde as estrelas são as cantoras. Aos 37 anos, Ana Paula Valadão é um dos maiores expoentes do gênero no País. “O movimento gospel colocou não somente homens, mas também mulheres em evidência”, diz Ana Paula, que estudou em um seminário para poder ser consagrada. “Algumas cantoras começaram a se destacar nos grupos de louvor e um dos desdobramentos disso foi o reconhecimento da capacidade que a mulher tem para exercer a função de liderança, inclusive em outras frentes.” Não é um diploma que faz uma pastora. Esse título se ganha na prática, com a comprovação da vocação e dos dons espirituais. Mesmo assim, a presença de fiéis do sexo feminino em seminários evangélicos é crescente já há duas décadas. A porta para o exercício do pastorado pode não se abrir para boa parte delas. Mas a busca por conhecimento é a melhor forma de forçar a maçaneta.
PASTORAS-05-IE-2287.jpg
PRESENÇA 
Na Igreja Batista da Lagoinha, onde a cantora Ana Paula Valadão
é pastora, 44,6% do corpo pastoral é composto por mulheres
PASTORAS-04-IE-2287.jpg
02.jpg

Fonte: Revista Istoé / Blog Libertos do Opressor

Branca de Neve Politicamente Correta – Rejeita o Príncipe símbolo da Classe Dominante


1234936_435555889886362_33991671_n


Fonte: Blog Homem Culto

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Os Benefícios do Sexo



1. Ter relações sexuais alivia dores de cabeça. Cada vez que você faz amor, libera a tensão das veias do cérebro.
2. Um grande número de relações sexuais pode limpar o nariz entupido. Sexo é um anti-histamínico natural. Ele ajuda a combater asma e alergias de primavera.
3. Fazer amor é um tratamento de beleza espetacular. Os cientistas descobriram que quando uma mulher faz sexo, produz grandes quantidades de estrógeno que dá brilho e maciez ao cabelo.
4. O sexo é um dos esportes mais seguros. Fazer amor quase todos os tons e fortalece os músculos do corpo feminino e masculino. É mais agradável do que nadar 20 voltas na piscina e não precisam de tênis especiais!
5. Fazer amor devagar, suave e relaxadamente reduz as chances de sofrer dermatites, erupções na pele e acne. O suor produzido limpa os poros e faz sua pele brilhar.
6. Fazer amor pode queimar todas as calorias que você acumulou nesse jantar romântico antes de dormir.
7. Sexo é um santo remédio para a depressão. Ele libera endorfina na corrente sanguínea, criando um estado de euforia e deixando mulheres e homens com um sentido de ser único.
8. O sexo é o tranquilizante e relaxante muscular mais seguro do mundo. É mil vezes mais eficaz do que o Valium.
9. Quanto mais sexo melhor, pois um corpo sexualmente ativo libera bem mais feromônio. Este perfume natural das glândulas do nosso corpo é imperceptível ao nosso nariz, mas que excita bastante as mulheres!
10. Beijar todos dias mantém você mais tempo longe do dentista. A arte de Beijar faz com que a saliva limpe os dentes e diminui a quantidade de ácido que causa a cárie, impedindo possíveis problemas bucais, sem contar que mantém o hálito sempre renovado!



Fonte: Blog Novo Mundo Radiológico
http://novomundoradiologico.blogspot.com.br/2013/09/reacao-do-corpo-na-hora-do-ato-sexual.html?spref=fb

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Caro professor



Rafaela Santos Jacintho

Recebi um e-mail de um aluno universitário que encontra-se enojado com o tipo de ensino e doutrinação que ocorre nas universidades de todo o país. Quando obrigado pelo professor doutrinador a escrever um trabalho sobre Karl Marx, e sabendo que se realmente escrevesse sua opinião correria o risco de jamais passar na matéria e ver seu sonho de ter um diploma então ameaçado, resolveu escrever essa carta. Ainda que não lida pelo tal professor, serve como uma forma de desabafo e de conscientização para os que ainda seguem e veneram as doutrinas marxistas.

Segue abaixo o e-mail recebido:
Fraga


Caro professor,

Como o senhor deve saber, eu repudio o filósofo Karl Marx e tudo o que ele representa e representou na história da humanidade, sendo um profundo exercício de resistência estomacal falar ou ouvir sobre ele por mais de meia hora. Aproveito através deste trabalho, não para seguir as questões que o senhor estipulou para a turma, mas para expor de forma livre minha crítica ao marxismo, e suas ramificações e influências mundo afora. Quero começar falando sobre a pressão psicológica que é, para uma pessoa defensora dos ideais liberais e democráticos, ter que falar sobre o teórico em questão de uma forma imparcial, sem fazer justiça com as próprias palavras.

Me é uma pressão terrível, escrever sobre Marx e sua ideologia nefasta, enquanto em nosso país o marxismo cultural, de Antonio Gramsci, encontra seu estágio mais avançado no mundo ocidental, vendo a cada dia, um governo comunista e autoritário rasgar a Constituição e destruir a democracia, sendo que foram estes os meios que chegaram ao poder, e até hoje se declararem como defensores supremos dos mesmos ideais, no Brasil. Outros reflexos disso, a criminalidade descontrolada, a epidemia das drogas cujo consumo só cresce (São aliados das FARCs), a crise de valores morais, destruição do belo como alicerce da arte (funk e outras coisas), desrespeito aos mais velhos, etc. Tudo isso sintomas da revolução gramscista em curso no Brasil. A revolução leninista está para o estupro, assim como a gramscista está para a sedução, ou seja, se no passado o comunismo chegou ao poder através de uma revolução armada, hoje ele buscar chegar por dentro da sociedade, moldando os cidadãos para pensarem como socialistas, e assim tomar o poder. Fazem isso através da educação, o velho e ‘’bom’’ Paulo Freire, que chamam de ‘’educação libertadora’’ ou ‘’pedagogia do oprimido’’, aplicando ao ensino, desde o infantil, a questão da luta de classes, sendo assim os brasileiros sofrem lavagem cerebral marxista desde os primeiros anos de vida. Em nosso país, os meios culturais, acadêmicos, midiáticos e artísticos são monopolizados pela esquerda a meio século, na universidade é quase uma luta pela sobrevivência ser de direita.

Agora gostaria de falar sobre as consequências físicas da ideologia marxista no mundo, as nações que sofreram sob regimes comunistas, todos eles genocidas, que apenas trouxeram miséria e morte para os seus povos. O professor já sabe do ocorrido em países como URSS, China, Coréia do Norte, Romênia e Cuba, dentre outros, mas gostaria de falar sobre um caso específico, o Camboja, que tive o prazer de visitar em 2010. Esta pequena nação do Sudeste Asiático talvez tenha testemunhado o maior terror que os psicopatas comunistas já foram capazes de infligir sobre a humanidade, primeiro esvaziaram os centros urbanos e transferiram toda a população para as zonas rurais. As estatísticas apontam para uma porcentagem de entre 21% a 25% da população morta por fome, doenças, cansaço, maus-tratos, desidratação e assassinadas compulsoriamente em campos de concentração no interior. Crianças também não escaparam, separadas dos pais, foram treinadas para serem ‘’vigias da Revolução’’, denunciando os próprios familiares, quando estes cometiam ‘’crimes contra a Revolução’’. Quais eram os crimes? Desde roubar uma saca de arroz para não morrer de fome, ou um pouco de água potável, até o fato de ser alfabetizado, ou usar óculos, suposto sinal de uma instrução elevada. Os castigos e formas de extermínio, mais uma vez preciso de uma resistência estomacal, incluíam lançar bebês recém-nascidos para o alto, e apanhá-los no ar, utilizando a baioneta do rifle, sim, isso mesmo, a baioneta contra um recém-nascido indefeso.

Bem, com isto, acho que meu manifesto é suficiente, para expor meu repúdio ao simples citar de Marx e tudo o que ele representa. Diante de um mundo, e particularmente o Brasil, em que comunistas são ovacionados como os verdadeiros defensores dos pobres e da liberdade, me sinto obrigado a me manifestar dessa maneira, pois ele está aí ainda, assombrando este mundo sofrido.

Para concluir gostaria de citar o decálogo de Lenin:

1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação em massa;
3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
4. Destrua a confiança do povo em seus líderes;
5. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo
6. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no Exterior e provoque o pânico e o desassossego na população;
7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes, nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa;
10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa.

Obrigado, caro professor, pela compreensão.

João Victor Gasparino da Silva.

Nota: João Victor Gasparino da Silva é estudante do curso de Relações Internacionais da Universidade do Vale do Itajaí (Univali)



Fonte: Site Direitas Já

Revolução silenciosa via livros didáticos


Encontram-se nas escolas da Prefeitura de Goiânia, amostras dos livros didáticos recomendados pelo Ministério da Educação (MEC) para o ano de 2014, a fim de que sejam selecionados pelos professores das disciplinas. É provável que os mesmos livros estejam em mais prefeituras de Goiás e de outros estados. Pelo menos em Goiânia, a escolha tem sido dolorosa para educadores inconformados com a vontade de revolução silenciosa que se faz pelo doutrinamento político, ideológico e de costumes presente em alguns desses livros.

Fonte: Diário da Manhã por ORLEY JOSÉ DA SILVA

Há neles emprego de textos e imagens institucionais de programas sociais do governo federal; exaltação de figuras socialistas brasileiras e estrangeiras; promoção do modelo socialista, relativista e sustentável de governar; releitura de períodos econômicos e históricos da Nação; sublimação de nomes importantes do governo; ironia a partido político oposicionista e dúvida sobre a capacidade de decisão de membros da oposição. Mesmo que sejam pontuais e implícitas, ocorrências assim podem ser interpretadas como intencionais para formar opinião política, partidária e ideológica a partir da escola.

"Leia também" - Escola provoca adoecimento de professores

Mas a tentativa do MEC de apontar rumos à opinião na escola não é nova. Em abril de 2011, ele quis enviar recursos didáticos voltados à afirmação homossexual para 6.000 escolas de ensino médio. Tratava-se de um estojo composto de três vídeos contando histórias fictícias de relacionamentos amorosos homossexuais, masculinos e femininos, acompanhados de um guia para orientação do professor. Apelidado na época de “kit gay”, o material foi elaborado pela organização não governamental Ecos – Comunicação em Sexualidade, em parceria com a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Teoricamente planejado para combater o preconceito contra a pessoa homossexual na escola, foi entendido pelos seus opositores como indutor para a escolha de conduta sexual.

O questionamento levantado pelas bancadas católica, evangélica e da famíliafoi levado à presidenta Dilma Rousseff que, depois de assistir aos vídeos, vetou a distribuição deles para as escolas. Um dos argumentos das bancadas que motivou a decisão da presidenta, foi o reconhecimento da necessidade de enfrentar as diversas situações de preconceito na escola, mas com outra abordagem. Como se tratava de material complementar que não respingava no conteúdo dos livros, não foi difícil para o MEC cumprir a determinação presidencial. Na oportunidade, o ministro Gilberto Carvalho prometeu às representações políticas que, dali em diante, toda edição de material sobre “costumes” passaria antes pelo crivo da Presidência e por um amplo debate com a sociedade civil.

Mas o MEC ignorou o acordo e adaptou o projeto ao livro didático de 2014, acrescentando o delicado tema da configuração familiar. Desse propósito de desconstrução da família tradicional, não escapa nem mesmo o Plano Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), ao apresentar de maneira lúdica as novas famílias para crianças com 8 anos de idade. Um dos livros traz cinco gravuras de pares gays masculinos e femininos acompanhados de crianças, comumente misturados aos modelos tradicionais de família. E este mesmo tema é recorrente em livros para as idades subsequentes. Um exemplar para crianças de 14 anos oferece dicas ao professor sobre maneiras criativas de auxiliar o aluno na escolha da opção sexual, mudança de nome, e orientações sobre a cirurgia para mudança de sexo. O educador pode, inclusive, montar estratégias de convencimento a partir de comportamentos sexuais de pessoas conhecidas pelo grande público e veiculados na mídia.

Caso haja nova pressão política e a determinação presidencial se repita, não poderia ser cumprida facilmente com o material didático do próximo ano porque ele foi cuidadosamente produzido para não sofrer alterações. Isto porque os temas homossexuais e familiares não mais se apresentam separados do conjunto didático, mas se misturam aos conteúdos de algumas disciplinas. Com isso, vale questionar se a quebra da promessa presidencial de não promover padrões de comportamento, ainda mais na escola, sem uma ampla discussão com a sociedade civil organizada foi por conta e risco do MEC ou teve o aval do Planalto.

Ao contrário do que pode pensar o MEC, estas mudanças produzem estranhamento entre os professores. Por mais que ofereça cursos e palestras com a finalidade de convencê-los e/ou convertê-los para essas ideias. É de se esperar que a proporção de educadores contrários e favoráveis à inserção destes temas na educação básica não seja diferente daquela encontrada na população. E, se estes livros são capazes de chocar professores e familiares numa grande cidade, a exemplo de Goiânia, não é difícil imaginar a dimensão do impacto que suas ideologias poderão causar às famílias das pequenas cidades e povoados do interior brasileiro, mais notadamente no Sertão, Cerrado, Caatinga, Pampa, Pantanal, ribeirinhos amazônidas, além de calungas e indígenas.

Mas o governo se propôs a uma revolução e acredita que ela possa ser operada por meio de uma educação que subjetive as pessoas. Deve ser por isso que ele investe no aparelhamento ideológico da escola e da universidade pública para que elas mesmas se incumbam de promover as mudanças por ele pretendidas na mente da sociedade. Inclusive, o viés de abordagem dos temas transversais que aparece nos livros é uma síntese de pesquisas, congressos, simpósios e seminários da universidade. A tendência é que os livros didáticos para a escola pública, que são recomendados pelo MEC, sirvam de parâmetro para o mercado editorial como um todo e alcance também as escolas particulares, inclusive as confessionais. Isto porque o milionário mercado dos livros didáticos e paradidáticos vive ao sabor das conveniências, mesmo que elas movimentem a sociedade para lugares estranhos.



(Orley José da Silva, professor na Rede Municipal de Ensino de Goiânia; mestre em Letras e Linguística - UFG)





Fonte: Site No mundo e nos livros
http://www.nomundoenoslivros.com/2013/09/revolucao-livros-didaticos.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

O futuro das religiões



por Johnny Bernardo

Há um processo em desenvolvimento, uma nítida adaptação religiosa, secular. Vivenciamos um período em que tudo passa rapidamente, como a tecnologia e a própria religião. Nada é exatamente estático, intocável, imutável. Os recentes pronunciamentos do papa Francisco, em que dá sinais de uma possível mudança ou inclinação à Pós-modernidade, por parte da Igreja Católica é um claro sinal de que as religiões passam por um processo de mutação, de conformação com a sociedade. O Estado pontifício não mais detém o mesmo poder do período medieval, ou mesmo da Idade Moderna, a exemplo do que ocorre em um pequeno país, menor da América do Sul, chamado Uruguai.

O Uruguai, oficialmente chamado de Republica Oriental do Uruguai, possuí uma população de 3,5 milhões de pessoas, das quais 1,5 milhões vivem em Montevidéu e região metropolitana. Mas o que há de especial em um país cuja população é quase quatro vezes menor do que a do município de São Paulo? A resposta está no fato de que o Uruguai possui uma das políticas mais liberais do continente. Apesar de contar com 47% de católicos a Republica do presidente e ex-guerrilheiro Mujica, possui um histórico de processos liberais, como a aprovação do divórcio (1907), o voto feminino (1927), o aborto com até 12 semanas de gestação (2012), o casamento homoafetivo e a legalização do uso da maconha (2013). A eutanásia também é uma pauta a ser discutida.

Não obstante a presença de diversas religiões no País, o laicismo é um tema levado a sério. Há restrições ao ensino religioso (foi regulamentado há mais de um século); são proibidos símbolos religiosos em hospitais e demais repartições públicas; não há capelães nas Forças Armadas; o casamento religioso não é reconhecido pelo Estado; não há feriados religiosos e o Dia de Reis é chamado de Dia das Crianças e o Natal é conhecido como o Dia da Família. Apesar de reconhecidamente laicos, os Estados Unidos e o Brasil ainda possuem resquícios da influência religiosa, como a presença de crucifixos em tribunais, câmaras e assembleias legislativas. Há de se acrescentar o fato de que as discussões políticas também são influenciadas pela religião.

O Uruguai é, portanto, um exemplo de pais cuja política supervaloriza o secular, o laico, em detrimento ao religioso. Não é a fé propriamente o foco do governo, mas a laicidade do Estado, das instituições públicas. A religião, por outro lado, tende a ceder às tendências sociais, como o verificado em algumas igrejas protestantes históricas (nos Estados Unidos e na Europa ocidental), como na Igreja Metodista, Presbiteriana, Anglicana. No Brasil, a ordenação das duas primeiras evangelistas pela Assembleia de Deus Madureira também é um indício de que mesmo as correntes mais conservadoras, pentecostais, são susceptíveis à dinâmica mundial, motivada por políticas de inclusão da mulher. São casos diferentes, mas que refletem uma tendência mundial.

Aos poucos as religiões irão se adaptar à sociedade, seja por força do Estado, por estatísticas sociais, ou mesmo por reinterpretações de sua doutrina ou filosofia. A Igreja Católica é um exemplo de que deverá, de fato, ceder as políticas internacionais relacionadas à legalização do aborto, do casamento ou união homoafetiva. Mesmo às religiões mais fechadas, dogmáticas, passam por um processo de adaptação, de mudança. O desmantelamento das repúblicas islâmicas, a aproximação de algumas com os EUA, a ocidentalização do Oriente e mesmo as divergências doutrinárias características das correntes islâmicas, seguem uma tendência universal de mudança, que resultará em readaptação e em uma maior abertura ao Ocidente. No extremo oriente, a Coreia do Sul e o Japão são outros exemplos de ocidentalização, nos costumes e também na religião.




Johnny Bernardo é jornalista, pesquisador da 
religiosidade brasileira e colaborador do Genizah 


Fonte: Genizah

Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2013/09/o-futuro-das-religioes.html#ixzz2fyCKU68H
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Nova orientação para psicólogos prega que adolescência agora vai até os 25 anos

Diretriz propõe extensão do período para que a maturidade emocional e o desenvolvimento hormonal esperem desenvolvimento total do córtex pré-frontal
Infantilização: mais anos dependentes dos pais (foto: Julia Freeman-Woolpert / StockPhoto)
Infantilização: mais anos dependentes dos pais (foto: Julia Freeman-Woolpert / StockPhoto)
Publicado em O Globo
LONDRES – Uma nova orientação para psicólogos americanos prega que a adolescência agora vai até os 25 anos, e não apenas até os 18 anos como estava previsto.
- A ideia de que de repente, aos 18 anos, a pessoa já é adulta não é bem verdade – disse à BBC a psicóloga infantil Laverne Antrobus, que trabalha na Clínica Tavistock, em Londres. – Minha experiência com jovens é de que eles ainda precisam de muito apoio e ajuda além dessa idade.
A mudança serve para ajudar a garantir que quando os jovens atingem a idade de 18 anos não caiam nas lacunas no sistema de saúde e educação – nem criança, nem adulto – e acompanha os acontecimentos em nossa compreensão de maturidade emocional, desenvolvimento hormonal e atividade cerebral.
Há três estágios da adolescência: dos 12 aos 14, dos 15 aos 17 e dos 18 em diante. A neurociência tem mostrado que o desenvolvimento cognitivo de uma pessoa jovem continua em um estágio mais tardio e que, sua maturidade emocional, a autoimagem e o julgamento são afetados até que o córtex pré-frontal seja totalmente desenvolvido.
O professor de sociologia Frank Furedi, da Universidade de Kent, defende que já há um grande número de jovens infantilizados e que a medida só vai fazer com que homens e mulheres fiquem ainda mais tempo na casa dos pais.
- Frequentemente se apontam as razões econômicas para este fenômeno, mas não é bem por causa disso – diz . – Houve uma perda da aspiração por independência. Quando eu fui para a universidade, se fosse visto com meus pais decretaria minha morte social. Agora parece que esta é a regra.
Furedi acredita que esta cultura da infantilização intensificou o sentimento de dependência passiva, que pode levar a dificuldades na condução dos relacionamentos maduros. E não acredita que o mundo virou um lugar mais difícil para se viver.
- Acho que o mundo não ficou mais cruel, nós seguramos nossas crianças por muito tempo. Com 11, 12, 13 anos não deixamos que saiam sozinhos. Com 14, 15, os isolamos da experiência da vida real. Tratamos os estudantes universitários da mesma maneira que tratamos alunos da escola, então eu acho que é esse tipo de efeito cumulativo de infantilização que é responsável por isso.

Fonte: Pavablog