quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Economia Política Marxista na grade curricular?

Rodrigo Constantino

Na Universidade Federal do Ceará, consta como parte obrigatória do currículo de ciência econômica o estudo de Economia Política Marxista. Como se não bastasse, tem a I e II. Sabe como é, são muitos conceitos importantes para ensinar aos alunos.
Economia Marxista
O sujeito aprende estatística, depois contabilidade, passar pela aula sobre os clássicos, e aí finalmente pode ficar uma aula inteira escutando sobre os maravilhosos conceitos de “mais-valia” e “ditadura do proletário”. Ludwig von Mises, Friedrich Hayek, Milton Friedman, Bohn-Bawerk, Frank Knight, George Stigler, Murray Rothbard, Roger Garrison, Mark Skousen, Israel Kirzner, esses são alguns dos nomes que esses alunos jamais vão escutar em sala de aula.
Chicago e Áustria serão apenas referências para Al Capone e Hitler, nada mais. Quem precisa estudar esses economistas quando há o gigante, o infalível, o certeiro, o profeta Karl Marx, não é mesmo? Um pensador que acertou em quase todas as suas previsões, que dissecou a economia como ninguém, cujas ideias ajudaram a criar verdadeiros paraísos terrestres igualitários e prósperos, certo?
Só que não. Perder tanto tempo assim com cadeiras exclusivas dedicadas ao pensamento marxista é coisa de país tupiniquim que idolatra o atraso mesmo. Uma coisa seria estudar seu pensamento, para conhecer a história, ou de preferência para saber o que evitar e como refutar um sistema completamente equivocado. Outra, bem diferente, é enfiar goela abaixo dos jovens alunos dois períodos de puro marxismo, como se fosse a coisa mais interessante e importante do mundo. Isso é doutrinação pura. Um atraso!

Fonte: Site da Revista Veja

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