terça-feira, 5 de novembro de 2013

Muita “Esquerda Caviar” no Brasil e no Mundo

O Brasil vive um momento estranho. Além dos indicadores de violência que assolam o país, o Brasil parece viver de uma nova perseguição ideológica. Hoje no país, qualquer comentário contra o governo e políticos gera, literalmente, assassinatos morais. A democracia brasileira necessita de uma nova revisão, pois sua ordem atual, além de viver sob óticas do passado, e utopias perdidas, muitos brasileiros não estão conseguindo efetivamente desenvolver um debate sério, e principalmente democrático.
Mas na lógica de ampliar a liberdade de visão, e principalmente de pensamento, alguns autores, e até mesmo filósofos se mostram como “arautos” para um novo processo de pensar e ver o Brasil. E, é lógico, que estes “arautos” são perseguidos por uma parcela da sociedade, e tratados como “cachorros”. Mas se pensarmos em um país, que nos últimos anos perdeu seu rumo, aumentou sua violência, perdeu competitividade internacional, tem os piores indicadores educacionais do mundo, entre outros problemas econômicos e sociais, eu ainda prefiro me lembrar e ver estes novos “arautos”, até por uma liberdade de formar minha visão. Como diria Ernest Hemingway, “quando um homem tem a habilidade de escrever e o desejo de escrever, não há crítico que possa causar danos a seu trabalho se este for bom, ou salvá-lo se for ruim”. Assim, prefiro as opções de visões, e liberdades ideológicas. Mas infelizmente a lógica socialista, que insiste em se desenvolver no país, parece atrapalhar a tão sonhada liberdade democrática brasileira.
Recentemente fiz uma resenha aqui neste blog Exame com o economista e jornalista, Rodrigo Constantino, referente ao lançamento da sua obra, “Esquerda Caviar – a hipocrisia dos artistas e intelectuais progressistas no Brasil e no mundo”, e por interessante do tema, principalmente sob a lógica da hipocrisia cultural, o momento é oportuno para analisar alguns contextos reais da sociedade brasileira, que parece viver ainda sob passados perdidos, onde a história parece ter um só lado, como por exemplo a Comissão da Verdade. Sem contar a lógica de bater constantemente nos Estados Unidos e na ditadura de 1964, sempre para justificar os erros do presente, mas pensar no futuro, jamais. Não sou defensor dos Estados Unidos, e muito menos de uma ditadura, mas a fala piegas dos adoradores de caviar, cansam o desenvolvimento nacional, e criam fumaças na inteligência brasileira.
Rodrigo Constantino, que além de economista, escreve periodicamente na Revista Veja, no Jornal O Globo e também no Instituto Millenium, além de ser Presidente do Instituto Liberal. O mesmo conversou com o Blog Exame Brasil no Mundo, sobre sua visão, e também como a “Esquerda Caviar” se desenvolve no Brasil e no mundo. E parece que diariamente, a “Esquerda Caviar” cada dia que passa, mostra suas garras. E o mais interessante, o caviar ganha corpo em terras brasileiras. Me lembrei do caso do governo do Ceará que trocou a buchada de bode por caviar em suas recepções oficiais, como também as alimentações de viagens oficiais do Ministro da Fazenda, que também tem caviar. Mas a visão do Rodrigo Constantino é bem completa, principalmente com os defensores dos pobres, mas sem efetivar a defesa. Como diria o super herói, “são verdadeiros defensores dos frascos e comprimidos”.
Rodrigo Constantino - Fonte: imil.org.br
Rodrigo Constantino – Fonte: imil.org.br
Brasil no Mundo: Sua obra, “Esquerda Caviar”, literalmente é um “tapa na cara” da ignorância artística brasileira, e até mesmo mundial. O que te inspirou ao projeto? Como você construiu a obra?
Rodrigo Constantino: A inspiração veio da revolta com tanta hipocrisia que vejo diariamente em volta, especialmente por parte desses artistas e intelectuais de esquerda. Pregam uma coisa, fazem o oposto em suas vidas. Monopolizam as virtudes e impedem o debate sério sobre os meios, rotulando os que discordam com base em suas supostas más intenções. Escrevi um artigo para o GLOBO sobre o assunto, e meu editor procurou um amigo em comum para sugerir transformá-lo em livro. Aceitei na hora, e mergulhei no projeto. Dividi o livro em três partes. A primeira trata das origens do fenômeno, com vinte potenciais causas. A segunda fala das bandeiras, e refuto cada uma com bastante argumento. Por fim, a última trata dos ícones, esfregando as contradições em suas caras, mostrando como não levam a sério seus próprios discursos sensacionalistas.
Brasil no Mundo: Na sua visão, por quê o mundo “esquerda caviar”, insiste em lutar por causas nobres, sem efetivamente desenvolver causas nobres?
Rodrigo Constantino: Porque para essa gente as aparências valem mais do que os resultados concretos. Estão em busca de uma boa imagem, de algum ganho material, do regozijo próprio, da sensação de superioridade moral frente aos demais. É tudo vaidade ou egoísmo, no fundo. As causas “nobres” vendem bem ou garantem a fama de bom moço. O que elas produzem de fato já não interessa tanto. Se interessasse, deixariam de defender os caminhos de esquerda, que jamais foram capazes de entregar os resultados prometidos.
Brasil no Mundo: Se o Brasil tomasse uma referência mundial, qual país você escolheria como modelo cultural? E por quê?
Rodrigo Constantino: Confesso ter simpatia pela tradição anglo-saxônica, pelo apreço pela liberdade individual, a racionalidade (sem a arrogância típica dos franceses), o empirismo. Considero a civilização ocidental superior às demais, e em boa parte isso se deve ao legado anglo-saxônico. Todos os países têm defeitos, não existe perfeição quando se trata de seres humanos. Mas vejo os Estados Unidos, a Inglaterra, a Escócia, a Austrália, e penso que são países que representam boas referências. Já foram melhores, é verdade. Não ficaram livres da praga esquerdista.
Brasil no Mundo: Percebemos que no Brasil, os grandes nomes da cultura brasileira, são os mesmos que gritaram e bateram na ditadura. Os mesmos hoje mantêm seus apartamentos em Paris e Nova York. Que histórico de projeto de país os mesmos têm em sua visão?
Rodrigo Constantino: Não lutavam pela democracia. Isso precisa ser dito. Ao combaterem um regime militar, ficaram automaticamente com a fama de defensores da democracia. Mas a verdade é que a maioria queria um modelo cubano para o Brasil. Flertavam com o comunismo. E esse ranço autoritário sempre esteve presente. Para muitos, como fica claro hoje, a luta foi um bom investimento financeiro também. Construíram carreiras inteiras com a ajuda dessa postura de vítimas, de perseguidos. Normalmente, isso vende muito bem.
Brasil no Mundo: “Esquerda Caviar” daria um bom filme. Você já pensou nisso?
Rodrigo Constantino: Confesso que não. Mas seria engraçado ver certos artistas retratados no cinema sem a típica máscara da hipocrisia na vida real. Só não acho que haveria financiamento por meio da Lei Rouanet… (risos)
Brasil no Mundo: Hitler, Stalin e Mao, além das metralhadoras, câmaras de gás, tortura extrema, utilizaram da propaganda como instrumento fundamental para “ferrarem” com os seus países, e com a própria humanidade. Como você vê a propaganda política hoje no Brasil? O que você espera em 2014?
Rodrigo Constantino: A presidente Dilma claramente alçou ao posto de ministro poderoso o seu marqueteiro. Isso mostra como seu governo é voltado basicamente para o objetivo de perpetuação no poder. Todo o resto é secundário. É um governo autoritário, sem dúvida, e disposto a “fazer o diabo”, nas palavras da própria presidente, para continuar no poder. Nesse aspecto, vejo semelhanças a todos os regimes populistas e com viés autoritário. O que resta saber é se nossas instituições vão suportar o ataque. Pois se depender do desejo deles, o caminho será o mesmo da Venezuela ou Argentina.
Brasil no Mundo: FACEBOOK, YOUTUBE, TWITTER, invenções americanas, capitalistas, por quê o fetiche nos socialistas e comunistas de plantão?
Rodrigo Constantino: O que o socialismo trouxe ao mundo além de escravidão, miséria e terror? Não há nada! Eles não podem celebrar nada que veio do socialismo, incluindo o campo da medicina. Compare-se a isso todo o avanço com os laboratórios farmacêuticos dos países capitalistas em busca de lucro. É humilhante! Falemos de todas as invenções tecnológicas. Mais humilhação ainda. Logo, o que resta aos esquerdistas mais caricatos é cuspir em tudo aquilo que aproveitam, que utilizam. Eles adoram odiar o capitalismo, e usufruir das coisas que só ele permite…
Brasil no Mundo: Quais os seus próximos projetos? Um “Esquerda Caviar – Parte II – A lógica porrada no sistema X o quinhão do Estado”?
Rodrigo Constantino: Pode ser. Ainda não pensei, mas sem dúvida o “Esquerda Caviar” é uma obra que permite continuação. Até porque o tema não se esgota! A cada dia temos mais evidências de que o fenômeno é enorme e veio para ficar. Ratos colocados acima dos seres humanos na hierarquia de valores, militantes jovens de classe média que vão “salvar o mundo”, mas são incapazes de arrumar o próprio quarto, artistas que querem censurar biografias, atores que gravam vídeo chamando de “presos políticos” os criminosos que depredam patrimônio público e atacam policiais, enfim, há muito que falar sobre a esquerda caviar.


Fonte: Site da Revista Exame

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