terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O livro politicamente incorreto da esquerda e do socialismo

Rodrigo Constantino

O socialismo já apanhou tanto da história, que inventariar os seus podres pode parecer chute em cachorro morto. O problema é que o fantasma do cachorro está vivo. E morde.
O autor americano Kevin D. Williamson resolveu fazer a autópsia da utopia que mobilizou as melhores intenções no século XX – o sonho da igualdade que, para as almas boas e os corações solidários, representou praticamente o casamento da política com a poesia. Williamson mostra pacientemente com quantos pecados mortais se constrói uma utopia paradisíaca. 
O mais impressionante não é o proverbial fracasso do socialismo como experiência, mas o seu renitente sucesso como poesia para incautos e propaganda enganosa. A publicação deste livro no Brasil é mais uma chance – quantas outras haverá? – para a opinião pública despertar de longa letargia populista. E para entender de uma vez por todas os truques ideológicos da esquerda.
Se a impostura socialista continuar governando boa parte dos bem-intencionados no planeta, pelo menos este livro divertirá os que já entenderam o golpe. Margaret Thatcher dizia que o socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros. O economista Ludwig von Mises, um dos expoentes do liberalismo, completou: “O socialismo não é apenas um parasita econômico da propriedade capitalista, mas também um parasita intelectual do capitalismo.”
Se a doutrina lunática da esquerda ainda serve bem a políticos medíocres, entre os intelectuais ela é uma festa – como sintetizou Dwight Lee: “A existência de um enorme governo dá aos acadêmicos a possibilidade real de colocar em prática suas fantasias.”
Os lunáticos do bem vão muito além do campus de Harvard, esgrimindo por aí a sua bondade letal, como na defesa dos genocídios do Khmer Vermelho pelo novaiorquino Noam Chomsky, o “padroeiro da esquerda”. [...] o socialismo conseguiu se tornar a maior mentira da história: promete a felicidade estatal coletiva para obter vantagens privativas, comercializa a solidariedade, industrializa a boa fé. [...] a essência do socialismo não era a igualdade, mas o controle.
Ria com moderação e divirta-se se for capaz – porque o que dá para rir, dá para chorar.
Acima, trechos do excelente prefácio escrito pelo jornalista Guilherme Fiuza para O livro politicamente incorreto da esquerda e do socialismo, que recebi hoje de presente e, naturalmente, já estou louco para devorar!

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