domingo, 30 de março de 2014

Apologia as drogas: Usuários de drogas podem ter 10% de vagas em concurso


Ideia foi apresentada ontem, em ciclo de debates na ALMG
Ideia foi apresentada ontem, em ciclo de
debates na ALMG
Diante da escassez de investimentos públicos para os tratamentos de usuários de drogas no Estado e da alta taxa de ocupação das vagas públicas destinadas a esse tipo de abordagem, Minas poderá adotar uma medida polêmica: reservar 10% das vagas em concursos públicos no Estado para dependentes químicos.

A sugestão foi feita pelo presidente da Comissão de Enfrentamento ao Crack, o deputado estadual Vanderlei Miranda (PMDB), durante o ciclo de debates Um Novo Olhar sobre o Dependente Químico, encerrado, ontem, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na capital. “Fomos muito cobrados de que o poder público não ajuda na reinserção de usuários de drogas. Sugeri isso ao governo, mas ainda não obtive resposta para decidirmos o que fazer”, afirmou.

O projeto causa polêmica entre entidades que lidam com o tratamento de dependentes químicos. Para Robert William, da ONG Defesa Social, que trabalha com o tratamento de dependentes químicos, o investimento deveria ser em vagas públicas de tratamento. “Em certo ponto, pode parecer bom (reservar empregos públicos para usuários de drogas), ajudando o dependente a se reinserir. Mas o principal é que o Estado invista em vagas públicas de tratamento”, frisou.

Segundo Cleiton Dutra, assessor de política de gabinete da Subsecretaria de Política Anti-Drogas, a reserva de vagas para usuários de drogas em concursos públicos não foi analisada. “Não tenho conhecimento do assunto, isso deve ser analisado. Mas, independentemente disso, vamos expandir as vagas públicas futuramente”, disse.

Números


Minas oferece 1.600 vagas de para tratamento de dependentes químicos – 96,34% das quais ocupadas, segundo a subsecretaria de Polícia Anti-Drogas – e pretende chegar a 3.000 mil, mas a expansão não tem data prevista.



Fonte: O Tempo.com / Blog do Gari Martins da Cachoeira

http://martinsogaricgp.blogspot.com.br/2014/03/apologia-as-drogas-usuarios-de-drogas.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+BlogDoGariMartinsDaCachoeira+(Blog+do+Gari+Martins+da+Cachoeira)

O Bando - Paródia da música "A BANDA" de Chico Buarque




Fonte: Chinchila Youtube

Pais e Filhos de Esquerda




Fonte: Chinchila Youtube

Professor, Mestre, Doutor em Sociologia usa internet em busca de emprego alegando que passa forme mesmo com diplomas

Diploma sem valor e critica a Educação: Para que vale a Educação sem oportunidade de emprego no Brasil? 


Por meio do seu Blog: Blog do João - Politicandus,o professor João usa o seu site para apelar aos internautas que visite ou siga o mesmo, a fim de de tentar conseguir um emprego para poder exercer com a amor a função pela qual se qualificou durante toda sua vida e se ver impedido de trabalhar por falta de oportunidade de emprego. 

De forma contrariante e desfazendo a tese maluca dos governos,  burocratas do Estado e do Capitalismo enganador de que o estudo, ou melhor, a Educação é a chave do crescimento onde se diz que o jovem pobre tem que estudar para poder crescer na vida na ordem profissional e financeira, mas um bacharel em Historia, mestre e doutor em Sociológica usa a internet para contrariar essa ideia mostrando que está desempregado e passa fome. 


Em seu perfil no Blog, João mostra informações pessoais que aponta a evolução da Educação em sua vida mas resultado de trabalho nada.


Veja o Perfil de João: Tem formação em História pela Universidade Estadual da Parahyba (UEPB), é Mestre em Sociologia pela Universidade Federal da Parahyba (UFPB), é Doutor em Sociologia pela Universidade Federal da Parahyba (UFPB). Já atuou em escolas público-privadas. Pesquisador na área de Gênero, Sexualidade e Discurso. Mas, no entanto, apesar de ter todos estes títulos não deixou ainda de ser um morto de fome.


Isso revela que a tese maluca dos burocratas do Estado e do MEC de que a Educação é tudo não passa de balela e engano a sociedade, em especial os pobres para não entrar no mundo da produção e partir para a Educação como se fosse a salvadora da pátria e da desgraça do desemprego no Brasil.


Se você é dono de escola privada ou conhece algum que esteja precisando de um professor qualificado, João faz apelo de pedido de emprego formal, dizendo:" Sou formado em historia, mestre e doutor em sociologia. Desempregado, quase passando fome. Se souber de uma colocação (não faço questão de ganhar rios de dinheiro), por favor, entre em contato comigo pelo e-mail: lampiao.lampiao@yahoo.com.br".


Muitos jovens passam a vida toda dentro da escola, começa no jardim, depois passa para alfabetização então segue para o ensino fundamental, depois vai para o colégio terminar o Ensino Médio e por fim,  vai fazer o famoso vestibular para entrar na onda do desprezo de todo o seus estudos visando poder entrar na faculdade onde agora o seu alvo é obter um Diploma universitário, pois pensa que irá entrar logo no mundo do emprego, mas vemos que muitos deles pendura os Diplomas na parede e passa a ser trabalhador braçal, mototáxis, entregador de moto-pizza, ou entra no mundo do subemprego, como autônomo, vendedor de verdura em carroças de mão no meio da ruas, vendedor de sorvete e picolé, feirante, atendente logista, balconistas por que seu Diploma é sem valor: Para que vale a Educação sem oportunidade de emprego no Brasil? Quem deve responder o MEC dona Dilma e todos os burocratas da Tripartite do Poder, que colocam a Educação como uma Deusa que pode tudo em uma país onde a desigualdade social e econômica predomina e domina sobre todos os que não tem meios de produção de capital financeiro.


Sem falar naqueles estudantes que terminam o ensino médio e faz vestibular almejando a tentativa em ser aprovado para o Curso de Direito, são aprovados, entra no mundo da operação do Direito  e depois que gasta muitos com livros e xerox, e termina o curso de Direito, ele ver que no Brasil Direito é errado pois tem que passar pela avaliação da excludente "Santa OAB" que vai dizer a ele, ao MEC e ao Estado que o bacharel em Direito não vale nada, pois é a OAB que  diz que ele estar preparo para ser Advogado, se for aprovado ele vai pagar as mensalidade a Ordem dos Advogados do Brasil para poder manter a sua existência e poder dizer a Sociedade que o Direito é Direito

Existe também aqueles que passa um bom tempo na universidade e quando termina o seu curso vai fazer concurso pulico para gari, auxiliar de serviços gerias, vigilante, zelador, office-boy visando ter uma emprego publico e adquirir estabilidade funcional sendo efetivo e concursado, já que a área do curso universitário que escolheu, não lhe dar oportunidade de emprego. 

Para você ver, em 2009 no Rio, um concurso para garis atraiu 22 mestres e 45 doutores, onde o salário pago pela Prefeitura do Rio era de R$ 486,10; e mesmo assim teve mais de 109 mil inscritos para 1.400 vagas onde pessoas do nível médio estavam concorrendo com mestres e doutores. 

Para que vale mesmo o Diploma universitário no Brasil do Desemprego? 




Fonte: Blog do Gari Martins da Cachoeira 
http://martinsogaricgp.blogspot.com.br/2014/03/criticando-educacao-professor-mestre.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+BlogDoGariMartinsDaCachoeira+(Blog+do+Gari+Martins+da+Cachoeira)

O Marco Socialista da Internet, Vladimir Putin e o futuro da nossa liberdade

O Marco Civil quer regular as gigantes de telecomunicações dando seu poder a políticos. Foi contra políticos ou contra as teles que o gigante acordou em junho de 2013?


communist party congress O Marco Socialista da Internet, Vladimir Putin e o futuro da nossa liberdadeO projeto do Marco Civil da Internet - Projeto de Lei nº 2.126 de 2011, de autoria do deputado Alessandro Molon (PT-RJ) – foi aprovado pela Câmara dos Deputados e está em vias de ser votado pelo Senado. É uma espécie de versão para a internet do Controle Social da Imprensa, proposta do PT capitaneada por Franklin Martins, ex-comentarista do Jornal Nacional e do Jornal da Globo, antes de assumir o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) durante o governo Lula.
Objeto de muita polêmica, o Marco Civil visa garantir uma espécie de “Constituição” específica para o uso da internet no Brasil, atualmente território livre e não regulado. São leis feitas para se controlar a transmissão e armazenamento de dados. Hoje, os registros de atividade na internet, como histórico de sites acessados, ficam nas mãos dos provedores de serviço – as tais “empresas de telecomunicações”.
Com o Marco Civil, o governo passa a ter controle sobre tais dados, ainda que de maneira indireta. Por exemplo, o artigo 11 do Projeto de Lei afirma:
Na provisão de conexão à Internet, cabe ao administrador do sistema autônomo respectivo o dever de manter os registros de conexão, sob sigilo, em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de um ano, nos termos do regulamento.
E seu § 2º emenda:
§ 2º A autoridade policial ou administrativa poderá requerer cautelarmente que os registros de conexão sejam guardados por prazo superior ao previsto no caput.
Em outras palavras: o histórico de atividades de todos os usuários na internet não está mais dependendo de registro por provedores, e passa a ser controlado pelo Estado. Caso alguma autoridade resolva investigar o usuário por algum motivo, passa a poder investigar o histórico do usuário na rede do usuário, conhecendo tudo o que acessou na internet – e punindo o provedor de acesso que não garanta acesso dos dados do usuário à autoridade policial ou administrativa.
Na prática, isso significa, que, por exemplo, qualquer gasto de cartão de crédito, que é sempre um dado na internet, fica registrado pelo provedor. Caso alguma autoridade policial ou administrativa resolva investigar uma pessoa para verificar se seus gastos estão de acordo com a declaração do Imposto de Renda, para verificar se está se cometendo um ilícito tributário. Assim, poderá obter uma autorização judicial para apurar a diferença com juros e multa, utilizando as faturas.
Este é o Marco Civil. Estas são as definições mais concretas de termos abstratos e parnasianos com que a lei é edulcorada, como “buscar reduzir as desigualdades, sobretudo entre as diferentes regiões do País” ou “fomentar a produção e circulação de conteúdo nacional”, nos incisos do Artigo 22 sobre “promoção da Internet como ferramenta social”, o que não é possível conceber em termos factuais, a não ser pelo policiamento da internet em nome de ideais abstratos.
não me regule liberzone 281x300 O Marco Socialista da Internet, Vladimir Putin e o futuro da nossa liberdadeO projeto é apresentado por sumidades como o deputado e ex-BBB Jean Wyllys como sendo assentado em um tripé: neutralidade, privacidade e liberdade. São três substantivos abstratos de difícil definição. Jean Wyllys, do PSOL, crê que socialismo tenha alguma coisa a ver com “liberdade”, por exemplo – o que qualquer falante de inglês entende como o exato oposto de liberty, a liberdade para se tomar iniciativas que não firam outras pessoas – como criar uma empresa – e ter as conseqüências dessas iniciativas para si (seja lucro ou prejuízo). Já um manifestante da Marcha da Família considera que “liberdade” é livrar o mundo do socialismo.
Qual o critério de “liberdade” que será usado para “fomentar políticas públicas”? Isto não pode mudar do dia para a noite com um novo governante e um novo partido ganhando maiorias temporárias? É mesmo vantajoso tirar o “poder de lobby das gigantes das telecomunicações” para dar tais poderes para políticos?
O que, afinal, a classe política tem de mais confiável do que empresas de telecomunicações que, bem ou mal, até hoje não atacaram nossa liberdade – sob qualquer perspectiva? Não foi contra as empresas de telecomunicações que o gigante acordou em julho de 2013, dizendo que nenhuma delas lhes representa. Pelo contrário: foram elas que garantiram que a revolução fosse televisionada, tuitada, transmitida ao vivo em alta velocidade de wifi tanto para grandes portais quanto para blogs mequetrefes com a mesma eficiência.
Gostando-se ou não (e é difícil crer que alguém goste dos serviços de comunicação no Brasil), não parece de todo uma idéia muito “libertadora” trocar os registros de atividade e o controle do fluxo de informações de empresas, que concorrem entre si e não são uma autoridade central (pode-se sempre trocar de provedor ou operadora caso não se goste do serviço) por uma autoridade central e obrigatória.
Entre as novidades que aparecem, está a idéia da “função social da rede”, além do conceito de que a web deve atender aos “direitos humanos”, seja lá o que o manda-chuva da vez definir como “direitos humanos” – é de se crer que essa expressão tenha significado bem distinto nas bocas de Jean Wyllys e do PSOL (aquele partido que considera que qualquer opinião desabonadora à esquerda “fere os direitos humanos”, como já fizeram com Rachel Sheherazade e Jair Bolsonaro, só para ficar nos exemplos mais conhecidos), ou da turma da Marcha da Família 2.0. Qual o problema com as buscas no Google e o tráfego livre sem “atender” a essas demandas?
Devemos mesmo “regular” a internet para que algum governante tenha o poder de censurá-la a partir dessa premissa? Será que vale a pena deixar que o governo decida o que são coisas abstratas como “neutralidade”, “função social” ou “direitos humanos” e passe a ter um poder que não tem hoje – de censura – com base nestes princípios?
Os defensores do Marco Civil garantem que ele não busca censura, justamente graças a Artigos de valor duvidoso como o 20, que afirma:
Com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de Internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário.
É um texto suspeito. A responsabilização já existe, inclusive ao provedor, por conteúdo difamatório, ofensivo, criminoso. Não é possível postar pornografia infantil na internet sem correr o risco de ir pra cadeia, e mesmo o provedor já é responsabilizado por isso. Qualquer conteúdo criminoso, idem.
Até mesmo as injúrias mais banais: um empresário já foi condenado, em primeira instância, por terchamado, em uma conversa privada, o filho do Lula de “idiota” (ressalvando-se aqui, claro, que não achamos o filho de Lula idiota de forma alguma, o consideramos bem legal, inteligente, amigo da garotada e bem batuta). Não é suspeito que se discuta uma lei supostamente para fazer o que já faz? Nitidamente ela quer mais do que isso: abrir mais campo para a punição.
Yoani Recife 300x168 O Marco Socialista da Internet, Vladimir Putin e o futuro da nossa liberdadeNão deixa de ser motivo para levantar uma sobrancelha de suspeita quando Jean Wyllys, todo pimpão, apresenta o projeto lembrando que é um Marco Civil, e não Penal. Ora, um marco como esse quer colocar leis em comportamentos de empresas e usuários que não são objeto de lei hoje. Quer algo novo. Se está no âmbito civil, o que já pode ser muito ruim, se estivesse no âmbito penal estaria tratando todo cidadão brasileiro como criminoso até prova em contrário. A Rainha de Copas da internet cortando nossas cabeças como os jacobinos no Terror da Revolução Francesa.
Lembrando que toda Revolução começa trocando as leis para atender a fins futuros, e não mais verificar culpabilidade ou inocência através de uma régua escorreita que separe um do outro – prefere trocar este conceito por uma valoração de quem é a favor da revolução e quem é um “traidor” ou “anti-revolucionário”. E, por mais que o livro mais importante do século XX, Arquipélago Gulag, de Aleksandr Solzhenitsyn, demonstre o resultado desse princípio no âmbito penal, também urge lembrar que muitas das burocracias com concentração de poder exagerado começam, justamente, na esfera civil – caso da cleptocracia que virou a Argentina.
É um passo perigosíssimo para transformar todos os brasileiros em potenciais Francenildos.

A força não-neutra do Estado forçando a internet descentralizada a se tornar “neutra”

Outra proposta indecente que nós não podemos recusar, desde que estejamos sob a mira de uma arma, é a idéia da “neutralidade” da rede. Isto significa que um provedor de serviços tem de tratar a transmissão de todos os dados com igualdade, sem escolher um ou outro. Parece uma idéia realmente formidável – impediria que um provedor direcionasse a velocidade da conexão para que alguém só conseguisse acessar determinados sites em detrimento de outros. Imaginar as conseqüências disso no âmbito político nos faz entender a necessidade de uma certa neutralidade de dados, com efeito. Isto foi exemplificado por esta imagem, postada por @marcogomes, fundador do boo-box, a favor do Marco Civil:
marcocivil Neutralidade 463x338 O Marco Socialista da Internet, Vladimir Putin e o futuro da nossa liberdade
Todavia, a internet, até hoje funcionando sem Marco Socialista, não funciona dessa forma. Nenhum provedor parece interessado em garantir acesso a apenas alguns sites, exigindo mais pagamento para os outros. Pelo contrário: quanto mais provedores aparecem, por uma lei de mercado natural e óbvia, mais opções de acesso, mais baratas e amplas, aparecem.
Em quase 20 anos de internet massificada, não houve nenhuma tentativa de barrar conteúdo, como crê Marco Gomes que a internet “seria” sem o Marco Civil – pelo contrário. O conteúdo a que temos acesso rapidamente hoje era inconcebível no começo da década de 2000 – que dirá no mesozóico período da internet discada, quando as privatizações ainda eram incipientes.
A única exceção são companhias de telefone que oferecem acesso irrestrito a redes sociais como o Facebook por um preço mais baixo – justamente para a população de baixa renda poder ter acesso a uma rede livre, de produção de conteúdo sem controle governamental, que não quer ou pode pagar por um plano completo de internet para o celular – algumas oferecem até o acesso de graça. Se a companhia não quiser disponibilizar apenas o acesso ao Facebook muitas vezes gratuitamente, pelo Marco Socialista, também por uma lei de mercado natural e inlutável, deixará de oferecer o serviço de todo.
Trata-se, então, de algo prejudicial aos mais pobres, justamente em nome da “diminuição da desigualdade”. São intenções muitas vezes notáveis, mas de conseqüências práticas que aproximarão perigosamente a internet brasileira, que até hoje funcionou com o mesmo nível do Primeiro Mundo e dos países mais civilizados e progressistas, ao padrão de internet chinesa.
Curiosamente, o professor de Comunicação da USP Luli Radfahrer, em um estranho momento pouco feliz por defender o Marco Civil, em “debate” (com opiniões concordantes de antemão) noMetrópole, da TV Cultura, tenha dito ao menos que é melhor a internet como está do que com um Marco Civil ruim, que poderia nos levar ao nível da internet chinesa ou da era stalinista. O socialista Jean Wyllys, ali do lado, permaneceu em envergonhado silêncio para não comentar como é o reino de internet ideal para os socialistas.
Pode-se fazer uma sugestão ao deputado petista Alessandro Molon, relator do projeto: se os preços ficarem caros com os provedores oferecendo pacotes de serviços cada vez menores (não vemos um único caso disso acontecendo, mas “vai que”), o nobre deputado pode não apenas enriquecer criando o único provedor no Brasil que mantenha a internet com acesso restrito – exatamente do jeitinho que está hoje – como também gastar tudo o que arrecadar como verba para o PT se reeleger indiscriminadamente. Cremos que até nós usaremos esse provedor do deputado. E o PT não precisará mais de mensalão para se perpetuar no poder. Essa proposta o deputado pode recusar?
É uma crença estranha a idéia de que, para proteger nossa privacidade, nossa neutralidade e nossa liberdade, devemos modificar o modelo descentralizado da internet atual para darmos ao governo o poder de acessar nossos dados.
corporações governo marcocivil 600x193 O Marco Socialista da Internet, Vladimir Putin e o futuro da nossa liberdade
O projeto, que partiu de típicas entidades “discutindo” a portas fechadas, e depois apresentadas como “a sociedade civil” ou “a população”, estava em marcha lenta desde 2009. Com as revelações da espionagem da agência de inteligência americana NSA sobre a Petrobras e a presidente Dilma Rousseff, o PT passou a considerar a aprovação do Marx Civil como de caráter urgente.
Não é uma invenção petista a idéia de que a internet, uma rede descentralizada, em “nós” (em que alguns computadores conseguem acessar vários outros computadores ao mesmo tempo, então não é preciso acessar um por um para se ter uma informação – basta-se acessar o computador ponto de nó e encurtar o caminho), deva ser cada vez mais centralizada pelo governo. E é aí que a porca dá um nó no rabo.

Vladimir Putin e o “controle social” da internet mundial

Barack Obama, na única lambança de sua administração conhecida suficientemente pelos brasileiros (que costumam desconhecer a operação Fast and Furious, o caso do atentado terrorista em Benghazi ou mesmo o escândalo do Imposto de Renda), usou da agência de inteligência americana NSA (National Security Agency) para espionar aliados, numa operação que foi revelada pelo ex-técnico da NSA Edward Snowden e pelo Wikileaks. Snowden, acusado do crime de revelação de material confidencial do governo, fugiu da América e pediu asilo na Rússia de Vladimir Putin.
Apesar de o Wikileaks e de Snowden parecerem ser reveladores de grandes mistérios sobre governos, é preciso entender que há dois tipos de “desertores”: os heróis que revelam mesmo os podres dos políticos sem distinção e os aproveitadores. Snowden, antes mesmo de correr para a barra de saia de Vladimir Putin, parece fazer parte deste último grupo.
Os endereços da internet precisam de um índice, para que o navegador emita um sinal e consiga encontrar o conteúdo que está no endereço “implicante.org”, por exemplo. Como a internet foi uma criação militar americana, este catálogo de endereços fica no Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, o ICANN, com base em Los Angeles, Califórnia. É este o sistema que regula o DNS – Domain Name Service, o serviço mundial que faz com que qualquer computador do mundo, ao procurar por “implicante.org” tenha acesso ao mesmo site.
É, atualmente, um monopólio americano, já que a internet é, afinal, uma invenção americana – todavia, seguindo o espírito de livre expressão americana, o ICANN tem várias partes interessadas tomando parte em suas decisões, incluindo empresas, governos estrangeiros e ativistas de sociedades civis.
Não é uma garantia total que os americanos consigam garantir a liberdade da internet no mundo inteiro, como o caso Snowden revela – todavia, a estratégia agora é pedir uma mudança da arquitetura da rede em nível global, já que Putin faz uma pressão significativa para que o ICANN seja removido da América. Os americanos, em um espírito de diplomacia tolerante não muito justificável, já concordaram em retirar o ICANN para compartilhar o seu poder com governos locais, sobretudo a Rússia e a China, extremamente interessadas no caso (e dois países com regras para a internet muito mais heterodoxas do que as nossas).
Em novembro último, uma delegação de senadores russos, acompanhados de oficiais do Ministério de Relações Exteriores, esteve na América para reclamar da falha americana em garantir a privacidade dos usuários e fazer pressão para reformar o ICANN. Um discurso quase de um Marco Civil Mundial – o que foi, inclusive, declarado pelo PT como o próximo passo para a internet.
dot net communism 249x300 O Marco Socialista da Internet, Vladimir Putin e o futuro da nossa liberdadeO caso Snowden deu pasto e circunstância para que Vladimir Putin tivesse pasto e circunstância para não apenas controlar o seu sistema local de internet – o que todos os governos já possuem – mas o do mundo inteiro, criando novas categorias de cyberterrorismo. É para isso que projetos como o Marco Servil da Internet servem: cria-se novos crimes para ações já tipificadas penalmente atualmente, para que, invocando uma lei anti-terror, um site na Alemanha possa ser fechado por uma ordem de governo na Rússia, no Irã, na China ou no Equador. É o que alerta a imprescindível revista britânica The Spectator, ao revelar os planos de Vladimit Putin para sua dominação imperialista.
Todos vão sendo planejados para se descentralizar a garantia de endereços dada pelos americanos, ainda que nem sempre 100% funcional, e se centralize o controle nas mãos de governos locais. De acordo com Alexander Klimburg, consultor de segurança virtual para a Organização de Segurança e Cooperação Européia, “as únicas implicações práticas de uma mudança como essa serão permitir aos governos praticar repressão em dissidentes”.
Cada vez mais ficará difícil ter até mesmo um endereço virtual na rede sem permissão do governo, se ele já até cataloga suas atividades e pode enquadrar cada um facilmente em leis anti-terrorismo ou qualquer lei civil, tendo todo o seu histórico a ser bisbilhotado por uma ordem judicial.
Rússia e China querem ter controle sobre o DNS – e imagine-se não poder mais contar com a terrível benevolência da América e de suas “empresas de comunicação” para ter um endereço simples no WordPress ou um .com, mas sim ter de pedir autorização de um sistema global com voto do governo chinês para se poder ter um simples blog com um endereço claro, que faça todos os computadores do mundo terem acesso ao seu conteúdo quando se digita um dado endereço.
É um precedente perigosíssimo deixar o governo controlando dados, como as empresas lidam com esses dados (no sistema atual, como se sabe, muito bem, obrigado) e, logo, em escala global, até mesmo endereços.
Como afirma a American Thinker, que inclusive cita a tentativa de Dilma Rousseff de acelerar o Marx Civil usando como desculpa a espionagem de Obama (para ela, de todo inútil, já que o descalabro da Petrobras partiu de suas próprias mãos – talvez fosse o caso de pedir conselhos para os espiões da CIA), os governos podem limitar o conteúdo da internet com base no que os próprios governos achem “ofensivo” ou “perigoso” – ou, no caso brasileiro, que não “promovam a igualdade e distribuição de renda”, ou os “direitos humanos” ou qualquer outra abstração de definição esponjosa.
Zangief by Fikkoro 231x300 O Marco Socialista da Internet, Vladimir Putin e o futuro da nossa liberdadeA Rússia pode querer “perder” domínios ucranianos; a China pode querer fazer o mesmo com o endereço “FreedomforUyghurs.org” (sim, a América e seu conluio militar e empresarial permitem endereços como esse). Como será a visão de Israel em um mundo com maioria de votos de governos que querem riscá-lo do mapa? Como acessar informações sobre o massacre de de um milhão de armênios cristãos pelo governo islâmico turco? Como ficará o blog de Yoani Sánchez, com endereço “votado” pela comunidade de países bolivarianos ligados ao Foro de São Paulo? Como pesquisar pela Irmandade Muçulmana em países com tentativas totalitárias como Qatar e Egito?
Como ficará a internet na Venezuela, onde qualquer um pode ser enquadrado por ilícitos “não-penais” e ser acusado de “ferir os direitos humanos”, como parlamentares do PSOL fizeram com a apresentadora Rachel Sheherazade tão somente por ter opiniões contrárias à cultura do coitadismo penal? A web com função social, e com interesse em “não violar os direitos humanos”, permitirá que Rachel seja vista e ouvida pela população, antes de ser julgada e ter seu conteúdo averiguado por um Marco Civil criando “responsabilidades” a quem divulga algo? Caso Rachel Sheherazade seja presa por suas opiniões, todos os divulgadores de seus vídeos e falas poderão também ser enquadrados por ferir os “direitos humanos”, com o governo tendo completo acesso aos seus históricos?
E mesmo essa visão de “promover” e “fomentar” oficialmente coisas como “direitos humanos” através de ações governamentais pode gerar efeitos contrários ao esperado, já que quem ganha cada vez mais controle sobre a internet, o único território “livre” de manipulação estatal existente (com a exceção da propaganda de empresas estatais em blogs e sites favoráveis ao partido no governo, como se faz no Brasil), será justamente o Estado e suas mãos cheias de dedos sobre a rede. Por exemplo, e se o Partido da Aurora Dourada, da Grécia, com o seu controle local e suas várias cadeiras do parlamento, requisitar o nome de domínio “nazi.com”? A internet livre, nas mãos das “empresas de telecomunicação”, não permitiu isso até hoje. Mas governos, ao contrário, só precisam de votos e poder o suficiente para permitir.
Há governos demais querendo nos proteger de “empresas” que podem prestar um serviço ruim, mas que podemos recusar tão somente usando uma concorrente. Ao invés da neutralidade, queremos este auto-balanceamento do mercado que funciona tão bem – a internet brasileira, a despeito dos milhões em propaganda eleitoral 24/7, funciona bem e de forma livre desta forma.
Não parece uma boa idéia, a despeito das boas intenções, exigir uma internet “igualitária” e voltada aos “direitos humanos” nas mãos de governo. O que é anátema para o governo, coisas das quais ele quer nos proteger, pode ser muito bem o que mais queremos. Se não gostam do Marco Feliciano, por exemplo, imaginemos o deputado requisitando nossos dados com ordens judiciais na internet para ver o que andamos vendo e lendo. O governo da Arábia Saudita, por exemplo, proibiu recentemente 51 nomes de bebês “ofensivos à cultura saudita”, incluindo Alice, Linda, Eleanor, Benyamin.
É esta internet com “direitos humanos” que queremos? O Partido Comunista Chinês, ou todos os totalitarismos comunistas, nazi-fascistas e de teocracias islâmicas no mundo não instauraram a censura apenas dizendo “Vamos impedir vocês de lerem isso” – pelo contrário. Apelaram para definições esponjosas, abstratas e de difícil definição para que as próprias pessoas quisessem uma imprensa “libertada” – o resultado é conhecido da História.

O caminho para a censura totalitária e a internet chinesa é pavimentado com muito humanitarismo.

Fonte: Site Implicante
http://www.implicante.org/artigos/o-marco-socialista-da-internet-vladimir-putin-e-o-futuro-da-nossa-liberdade/

Ana Amélia é sondada para vice de Aécio

MARCELO SPERANDIO

MULHER DE VERDADE Ana Amélia, líder nas pesquisas do Rio Grande do Sul, é cobiçada para vice de Aécio (Foto: Kenia Ribeiro/ Divulgação)
A senadora Ana Amélia (RS) é uma das esperanças do PP. No primeiro mandato, já lidera as pesquisas eleitorais para o governo gaúcho. Firme na oposição ao PT, foi o maior entrave para que o PP fechasse uma composição com a presidente Dilma Rousseff em todos os estados. Agora, tornou-se uma ideia fixa do presidenciável tucano Aécio Neves, que sonha com Ana Amélia como sua vice. “São só rumores”, diz ela. Aécio acredita que, ao lado de Ana Amélia, será capaz de solapar Dilma em dois de seus principais redutos eleitorais: Minas, terra natal sua e da presidente, e Rio Grande do Sul, onde Dilma passou a maior parte de sua vida.

Fonte: Site da Revista Época
http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/felipe-patury/noticia/2014/03/bana-ameliab-e-sondada-para-vice-de-aecio.html
 

Cabernet, Merlot, Malbec: um manual para degustar os vinhos preferidos no RS

Reconhecendo o tipo de uva pelo rótulo, apreciadores podem aproveitar melhor o prazer de degustar um bom vinho


Cabernet, Merlot, Malbec: um manual para degustar os vinhos preferidos no RS Alvarélio Kurossu/Agencia RBS
Foto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS
Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Tempranillo, Syrah, Malbec, Carmenère. E tantas outras que seria impossível enumerar. Mesmo para quem gosta de vinho, é difícil saber quem é quem. É preciso ser muito, mas muito especialista para acertar em cheio a uva só pelo aroma ou paladar. Para os simples apreciadores que desejam apenas desfrutar do enorme prazer de degustar um bom vinho, saber do que se trata quando aparece aquele nomezinho no rótulo já é conhecimento suficiente. Por isso, Donna preparou um miniguia com informações sobre as principais cepas que costumamos beber no Rio Grande do Sul. Assim, a degustação pode ficar ainda mais rica.
     

Fonte: Site do Jornal Zero Hora
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/donna/noticia/2014/03/cabernet-merlot-malbec-um-manual-para-degustar-os-vinhos-preferidos-no-rs-4459299.html

sábado, 29 de março de 2014

Como transformar os debates do Diretório de Estudantes da sua Universidade em pura diversão

DCE BINGO
Época de eleições do DCE. Você já cansou de ser interrompido nas aulas e receber panfletos das chapas com propostas engraçadíssimas das mais bizarras possíveis? Você está de bobeira andando pelos corredores da universidade porque o professor faltou e não tem aula? Você resolve parar pra assistir a um debate da eleição para o DCE e sente um tédio imenso durante os discursos e fica se perguntando o que está fazendo no meio daquele bando de gente à toa? Aqui tem um método eficaz para combater esse problema!

Como Jogar:

Imprima o quadro abaixo antes de começar o debate com as chapas do DCE. Sempre que ouvir a palavra ou expressão contida numa das casas, marque a mesma com um (X). Quando completar uma linha, coluna ou diagonal, grite "BINGO"!
Depoimento de jogadores satisfeitos:

a) "O debate já tinha começado há 5 minutos quando ganhei!";
b) "A minha capacidade para escutar aumentou muito desde comecei a jogar o DCE Bingo";
c) "A atmosfera do último debate foi muito tensa porque 14 pessoas estavam à espera de preencher a 5ª casa";
d) "A organização ficou surpresa ao ouvir oito pessoas gritando "BINGO", pela 3ª vez numa hora";
e) "Agora, vou a todos os debates do DCE, mesmo que esteja em horário de aula".

Se você é candidato ou te passaram o microfone para dar opinião, siga estas instruções para mandar bem e ser aplaudido:

MONTE SEU PRÓPRIO DISCURSO PARA PARTICIPAR DOS DEBATES!

A tabela abaixo permite a composição de até cem mil sentenças!

Basta combinar, em seqüência, qualquer frase da primeira coluna, com alguma da segunda, em seguida outra da terceira e finalmente qualquer uma da quarta. Termine sempre gritando alguma frase da quinta coluna. O resultado sempre será uma sentença correta, mas sem nenhum conteúdo inteligente. Monte agora mesmo seu discurso aleatório, democrático e popular! Experimente na próxima reunião do DCE e impressione até mesmo os comunistas mais ortodoxos que lá habitam há décadas, nunca se formaram e demonstram um profundo amor pela universidade “daqui não saio, ninguém me tira”!
Termino aqui deixando minha opinião sobre as eleições do DCE. Eu acho que o DCE deve permanecer fechado enquanto continuarem escrevendo com arrobas (@) e usando vírgula entre sujeito e predicado além de insistirem em escrever faCismo (com c) nos cartazes. Enquanto isso, alguém precisa estudar.
(Adaptado de outro texto sobre reuniões chatas da empresa)
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Fonte: Site da Vanguarda Popular
http://www.vanguardapopular.com.br/portal/comentario-popular/80-como-transformar-os-debates-do-diretorio-dos-estudantes-da-sua-universidade-em-pura-diversao

Teste seu esquerdismo

Rodrigo Sias
Mídia Sem Máscara


A esquerda brasileira alcançou o auge de seu poder com a vitória eleitoral de Dilma Rousseff para presidência da nação em 2010. Depois de 8 anos de FHC e mais 8 anos de Lula, a esquerda já garantiu, no mínimo, 20 anos ininterruptos de comando do país.

E assim seria mesmo caso Dilma não tivesse vencido. Em todas as últimas três eleições presidenciais, não havia um único representante de algo que pudéssemos caracterizar vagamente de “expressão política de direita”.

Quando muito, observaram-se algumas vozes isoladas ou forças descaracterizadas e fazendo mil e uma concessões ao discurso esquerdista reinante.

Na última eleição, a única boa novidade para a “direita”, foi o movimento anti-abortista, o qual levou as eleições para o 2º turno, quando já não havia mais dúvida de que Dilma seria vitoriosa ainda no 1º turno.

Como isto aconteceu?

Uma das explicações é de que as forças conservadoras do país, convencidas por seus próprios adversários de que a queda do Muro de Berlim em 1989 e o fim da URSS dois anos depois punham fim ao marxismo e a ideia de revolução, foram todas subjugadas e dominadas com seu próprio consentimento, caindo na estratégia gramsciana de FHC e do Partido dos Trabalhadores.

Uma direita descaracterizada e usando a linguagem da esquerda é justamente o resultado da “guerra cultural” preconizada por Antônio Gramsci, cujo objetivo era a transformação do Partido Comunista em um “ente invisível”, um “imperativo categórico”, o qual dominaria todos os aspectos da vida terrena, antes mesmo da tomada do poder propriamente dito.

Invariavelmente, percebo que várias pessoas que se consideram conservadoras ou liberais – ou basicamente de “direita” – acreditam e, muitas vezes defendem, a agenda política da esquerda em temas como liberação das drogas, aborto, eutanásia e casamento entre pessoas do mesmo sexo. Muitas ainda possuem uma percepção totalmente equivocada da história e mesmo dos processos políticos.

Essa constatação empírica mostra como a esquerda no Brasil alcançou o ideal do lendário estrategista militar chinês Sun Tzu em seu clássico livro “A Arte da Guerra”:
Lutar e vencer todas as batalhas não é a glória suprema. A glória suprema consiste em quebrar a resistência do inimigo sem lutar. É preferível capturar o exército inimigo a destruí-lo. (…) Dominar o inimigo sem combater, isso sim é o cúmulo da habilidade.
Para reverter esse estado de coisas, as forças contrárias ao chamado “marxismo cultural” devem estar cientes da estratégia dos adversários e conhecer profundamente as teses nas quais devem contrapor-se.

Tendo esse panorama em mente, bolei uma série de três testes com perguntas sobre história mundial, história do Brasil, cultura, política, direito, economia, dentre outros assuntos, para diagnosticar o quanto a mente de liberais e conservadores – “direitistas” por assim dizer – foi abalada pela guerra cultural.

Recorrendo novamente a Sun Tzu, para vencer uma batalha é necessário conhecer seu adversário e ter um profundo autoconhecimento.

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas. (...) É de suprema importância atacar a estratégia do inimigo.”

Serão 21 perguntas divididas em três testes. Cada pergunta possui quatro alternativas com uma pontuação distinta. Ao final do teste, soma-se a pontuação e tem-se um pequeno diagnóstico da situação. As respostas serão apresentadas no fim de cada teste.

TESTE 1

1) Qual foi o serviço secreto estrangeiro que mais operou durante o início da década de 60 no Brasil, em especial, no período antes da deposição de João Goulart?
a) CIA, o serviço secreto dos EUA.
b) MI6, o serviço secreto da Inglaterra.
c) Mossad, o serviço secreto de Israel.
d) O serviço secreto de Cuba, DGI, contado com apoio do serviço secreto soviético, a KGB.

2) O “Regime de 64” (1964-1985) foi responsável por quantas mortes e desaparecimentos políticos?
a) Cerca de 400 mortes e desaparecimentos.
b) Cerca de 30 mil mortes e desaparecimentos.
c) Cerca de 1 milhão de mortes e desaparecimentos.
d) Cerca de 3 mil mortes e desaparecimentos.

3) O Nacional Socialismo ou Nazismo de Adolf Hitler era um movimento:
a) Capitalista e reacionário.
b) Revolucionário e totalitário.
c) Nacionalista de direita.
d) Conservador de direita.

4) O Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB, pertence a qual posição ideológica?
a) Direita.
b) Centro-direita.
c) Extrema-direita.
d) Centro-esquerda.

5) A Inquisição da Igreja Católica, em 12 séculos de funcionamento, condenou à morte por heresias e outros crimes:
a) Estatísticas variam, mas é seguro afirmar que a Inquisição matou menos de 10 mil pessoas em mais de 1.200 anos de funcionamento, mostrando inclusive maior clemência que tribunais civis da época.
b) De 4 a 5 milhões de pessoas, perseguindo judeus, gays e minorias em geral.
c) De 10 a 20 milhões de pessoas, destruindo grande parte da população europeia.
d) De 700 a 900 mil pessoas, em sua maioria acusadas de bruxaria ou sodomia.

6) A grande mídia brasileira – jornais de circulação nacional e TV de alcance nacional –, em relação ao fenômeno da “guerra cultural”, são ideologicamente:
a) Comprometidos, ou seja, colaboram com a “guerra cultural”.
b) De direita, ou seja, atacam os valores progressistas e oprimem a livre expressão artística, só a aceitando, quando são lucrativas.
c) De extrema direita, ou seja, tentam impor seus valores reacionários à população.
d) Neutros, ou seja, apenas transmitem com preocupações na audiência e na lucratividade.

7) A “Teologia da Libertação” é:
a) Um sintoma e o resultado da infiltração comunista na Igreja Católica.
b) Um movimento de renovação da Igreja Católica.
c) Uma ala da Igreja com maiores preocupações com os pobres e excluídos.
d) Um movimento teológico que se desvirtuou e se transformou em um movimento meramente político.

TESTE 2

1) As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – FARC são um grupo de guerrilheiros militantes que:

a) Se desvirtuaram dos ideais comunistas para seguir práticas capitalistas como o tráfico de drogas.
b) É ligado aos indígenas e à população excluída da Colômbia.
c) Seguem a tradição comunista de se financiar com atividades ilegais, estando integradas na ação do Foro de São Paulo.
d) Não abandonou os ideais políticos e usa o tráfico de drogas para se manter ativamente na vida política colombiana.

2) Ernesto “Che” Guevara foi:
a) Um assassino guerrilheiro, tipicamente comunista.
b) Um homem de belos ideais e preocupações humanitárias, mal compreendido.
c) Um combatente contra o Imperialismo dos EUA.
d) Um bandido assassino sem nenhuma ideologia que só criou problemas por onde andou.

3) O Foro de São Paulo, criado em 1990, é:
a) Um ambiente de debates com viés de esquerda, sobre os problemas latino-americanos.
b) Um órgão conspirador e articulador das esquerdas latino-americanas para orquestrar e articular a tomada de poder na região.
c) Um fórum de debates entre fósseis comunistas, cheios de ideais retrógrados, mas sem implicações práticas para a política na América Latina.
d) Uma invenção da extrema-direita com o objetivo de denegrir a imagem das esquerdas latino-americanas.

4) A recém-inaugurada “Comissão da Verdade” tem como principal objetivo:
a) Satisfazer o desejo de dinheiro por parte de ex-militantes de esquerda.
b) Reparar e promover conforto às vitimas da perseguição do Estado durante a Ditadura Militar.
c) Permitir investigações sobre o período da Ditadura Militar Brasileira.
d) Desmoralizar as Forças Armadas e reescrever a história com mentiras oficiais,além de extorquir recursos financeiros do Estado.

5) Escolha a sentença que melhor representa o significado da chamada “luta pela legalização do aborto”.
a) É um direito de a mulher decidir sobre seu próprio corpo sem as limitações impostas pela sociedade machista.
b) Trata-se do nome propagandístico dado ao subsídio direto e indireto de grandes fundações bilionárias para viabilizar um necessário controle de natalidade, em especial, no 3º Mundo.
c) É parte de um programa fanático cujo objetivo é o controle de natalidade, a destruição da família tradicional e a maior intervenção do Estado na vida dos cidadãos.
d) Baseia-se no princípio do Estado Laico e é necessário para um aprimoramento do planejamento familiar, impedindo mulheres pobres de abortarem em clínicas clandestinas.

6) O poderoso comércio internacional de drogas desenvolveu-se:
a) Por conta da proibição arbitrária do consumo de drogas.
b) Como parte de uma estratégia soviética para atacar as bases da civilização ocidental.
c) Como consequência da dinâmica perversa do Capitalismo, que possibilita o conluio entre bancos, traficantes e vendedores de armas.
d) Como caminho natural da ação de gângsteres e bandidos, no rastro de Estados falidos e polícias corruptas.

7) A visão da esquerda sobre os fatos e realidades do mundo:
a) É decorrente de um senso moral invertido e de uma ideia psicótica da realidade baseada, entre outras premissas, na “luta de classes”.
b) Expõe maiores preocupações sobre a situação dos pobres e excluídos.
c) É moldada por ideias estereotipadas e simplistas acerca das grandes questões.
d) Baseia-se em interpretações equivocadas, porém, utópicas sobre os problemas das pessoas.

TESTE 3

Terminando a série “Teste seu esquerdismo”, apresento mais uma rodada de 7 perguntas para testar a dimensão do estrago feito pela Guerra Cultural gramsciana. Vamos a elas:

1) O casamento entre pessoas do mesmo sexo é:
a) Um direito negado aos homossexuais por conta de preconceitos religiosos.
b) Uma anomalia jurídica inventada com o objetivo de demolir as bases do Direito de família e reinventar a própria noção de família.
c) Uma modernização no arcabouço legal para abarcar novas modalidades de relacionamento.
d) Uma reinvindicação desnecessária do ponto de vista legal, uma vez que os parceiros homossexuais podem recorrer a outros mecanismos em casos de herança e partilha de bens.

2) O projeto de desarmamento com fins de diminuição da violência no Brasil é uma campanha:
a)  Patética do ponto de vista prático e repressora do ponto de vista moral e político, pois quer retirar do cidadão comum o direito a autodefesa.
b) Uma medida populista, sempre aventada em grandes emergências, mas sem grandes efeitos.
c) Muito necessária, pois somente o Estado possui o monopólio do uso da força.
d) Essencial, pois precisamos de uma sociedade sem armas e sem violência.

3) Quando assumiu o governo, Lula passou a aplicar o programa econômico constante na “Carta ao Povo Brasileiro”, que, em resumo, se comprometia com o respeito aos contratos e com uma gestão ortodoxa da economia brasileira. Deste fato podemos tirar as seguintes conclusões:a) Lula abandonou os ideais da esquerda e passou para o lado conservador.
b) Tratava-se apenas de uma concessão temporária para ganhar a confiança do empresariado – tal como fez Lenin com a NEP de 1921 – enquanto o ideal esquerdista ia sendo implementado em todas as outras áreas.
c) Lula manteve-se fiel às ideias de esquerda, mas como é pragmático, preferiu uma gestão mais conservadora na economia.
d) Na área econômica, com a queda do Muro de Berlim, todas as esquerdas que tomaram o poder, passaram a utilizar uma politica econômica ortodoxa, e Lula não foi uma exceção.

4) A Segunda Guerra Mundial foi causada fundamentalmente por:
a) Por uma disputa imperialista por mercados e recursos naturais
b)  Stalin, que foi quem a planejou, armando a Alemanha nazista para usá-la como “navio quebra gelo da revolução”.
c) Por regimes militaristas e suas ambições de conquista mundial.
d) Por interesse das potências europeias em destruir a URSS.

5) O século XX foi o mais violento da história. Isso se deveu, entre outras coisas:
a) Devido ao grande avanço do capitalismo imperialista, que tentou destruir o bloco socialista através de inúmeras guerras, em especial, durante a 2ª Guerra Mundial.
b) O desenvolvimento da indústria armamentista, que passou a produzir armas cada vez mais mortíferas, visando lucros.
c) A inauguração da era do genocídio em massa, baseada em ideologias totalitárias e revolucionárias, dentre elas, o nazismo e o comunismo.
d) O advento das armas nucleares que passaram a assombrar o mundo desde então.

6) A ascensão das esquerdas em toda a América Latina deve-se principalmente:
a) À insatisfação com os governos neoliberais anteriores, que falharam em atender as necessidades básicas da população.
b) À articulação estratégica e tática feita por diversas forças políticas latino-americanas no âmbito do Foro de São Paulo.
c) Uma “onda política” típica em uma região marcada pela desigualdade e a exclusão social.
d) À conscientização política da população de baixa renda e à articulação de movimentos sociais.

7) A suspensão do Paraguai do bloco econômico MERCOSUL é mais bem explicada pela seguinte sentença abaixo:
a) Os governos de Argentina, Brasil e Uruguai estão comprometidos com a democracia e não poderiam tolerar o “golpe de Estado branco” contra o ex-presidente Fernando Lugo.
b) A deposição de Lugo foi uma desculpa oportunista para incorporar a Venezuela no Mercosul, ignorando a vontade do Parlamento paraguaio e cumprindo a estratégia moldada no Foro de São Paulo.
c) Foi uma jogada audaciosa da diplomacia brasileira para ganhar mercados para nossa indústria na Venezuela.
d) Revela mais uma vez a incompetência e o despreparo da diplomacia presidencial petista para lidar com os conflitos no âmbito regional.

Gabarito do Teste 1

Pergunta 1
a) 2 pontos
b) 1 ponto
c) 3 pontos
d) 0 pontos

Pergunta 2
a) 0 pontos
b) 2 pontos
c) 3 pontos
d) 1 ponto

Pergunta 3
a) 2 pontos
b) 0 pontos
c) 1 ponto
d) 3 pontos

Pergunta 4
a) 2 pontos
b) 1 ponto
c) 3 pontos
d) 0 pontos

Pergunta 5
a) 0 pontos
b) 2 pontos
c) 3 pontos
d) 1 ponto

Pergunta 6
a) 0 pontos
b) 2 pontos
c) 3 pontos
d) 1 ponto

Pergunta 7
a) 0 pontos
b) 3 pontos
c) 2 pontos
d) 1 ponto

Resultado

0 pontos – Parabéns, você não foi contaminado pela guerra cultural marxista, tem ideias coerentes com seu pensamento conservador e percepções acertadas sobre a realidade.
1 a 6 pontos – Você está bem preparado para resistir à guerra cultural. Mais um pouco de estudo e a cantilena revolucionária nunca mais irá lhe afetar.
7 a 16 pontos – O estágio de contaminação gramsciana em sua cabeça atingiu níveis alarmantes. Um pouco de estudo faria bem.
17 a 21 pontos – Você tem certeza que não é comunista? Está na hora de rever todos os seus conceitos.

Gabarito do Teste 2

Pergunta 1
a) 3 pontos
b) 2 pontos
c) 0 pontos
d) 1 ponto

Pergunta 2
a) 0 pontos
b) 3 pontos
c) 2 pontos
d) 1 ponto

Pergunta 3
a) 2 pontos
b) 0 pontos
c) 1 pontos
d) 3 pontos

Pergunta 4
a) 1 ponto
b) 3 pontos
c) 2 pontos
d) 0 pontos

Pergunta 5
a) 3 pontos
b) 1 ponto
c) 0 pontos
d) 2 pontos

Pergunta 6
a) 2 pontos
b) 0 pontos
c) 3 pontos
d) 1 ponto

Pergunta 7
a) 0 pontos
b) 3 pontos
c) 1 ponto
d) 2 pontos

Resultado

0 pontos – Parabéns! Seu pensamento conservador está intacto e você não foi contaminado pela guerra cultural marxista.

1 a 6 pontos – Alguns deslizes pouco sérios. Nada que um pouco mais de leitura e amadurecimento não resolva.

7 a 16 pontos – Sinal de alerta. A contaminação esquerdista em sua cabeça atingiu níveis perigosos. Evite contato prolongado com professores de história do ensino médio e busque outras fontes de conhecimento que não jornais e livros didáticos.

17 a 21 pontos – Você tem certeza que não é filiado ao Partido Comunista?

Gabarito do teste 3

Pergunta 1
a) 3 pontos
b) 0 pontos
c) 2 pontos
d) 1 ponto

Pergunta 2
a) 0 pontos
b) 1 ponto
c) 2 pontos
d) 3 pontos

Pergunta 3
a) 3 pontos
b) 0 pontos
c) 1 ponto
d) 2 pontos

Pergunta 4
a) 3 pontos
b) 0 pontos
c) 1 ponto
d) 2 pontos

Pergunta 5
a) 3 pontos
b) 2 pontos
c) 0 pontos
d) 1 ponto

Pergunta 6
a) 3 pontos
b) 0 pontos
c) 2 pontos
d) 1 ponto

Pergunta 7
a) 3 pontos
b) 0 pontos
c) 2 pontos
d) 1 ponto

Resultado

0 pontos – Parabéns, você não foi contaminado pelo bombardeio esquerdista, e mantém ideias coerentes com seu pensamento conservador.

1 a 6 pontos – Você está bem preparado para resistir à guerra cultural. Basta corrigir alguns conceitos e a cantilena revolucionária nunca mais irá lhe afetar.

7 a 16 pontos – A contaminação gramsciana em sua cabeça já praticamente destruiu todos os seus resquícios conservadores. É necessária muita reflexão para reparar os danos.

17 a 21 pontos – Você tem certeza de que não é um petista?


Fonte: Blog Juventude Conservadora da UNB
http://unbconservadora.blogspot.com.br/2012/09/teste-seu-esquerdismo.html