quarta-feira, 12 de março de 2014

A ditadura comunista/socialista na America Latina e o Foro de São Paulo


O ex-presidente Lula e o ministroLuiz
Dulci durante celebração dos quinze
anos do Foro de São Paulo.
O Foro de São Paulo (FSP) é uma organização criada em 1990 a partir de um seminário internacional promovido pelo Partido dos Trabalhadores,1 que convidou outros partidos e organizações de esquerda da América Latina e do Caribe para discutir alternativas às políticas neoliberais dominantes na América Latina durante a década de 19902 3 e promover a integração econômica, política e cultural da região.
Segundo a organização, atualmente mais de 100 partidos e organizações políticas participam dos encontros. As posições políticas variam dentro de um largo espectro, que inclui partidos social-democratas, organizações comunitárias, sindicais e sociais ligados à esquerda católica, grupos étnicos eambientalistas, organizações nacionalistas, partidos comunistas e até mesmo grupos guerrilheiros, como as FARC. Estas, entretanto,4 acabaram por ser impedidas de participar a partir de 2005.5
O FSP foi criado em 1990 pelo Partido dos Trabalhadores, em São Paulo, onde se realizou a primeira reunião. Desde então, o Foro tem acontecido a cada um ou dois anos, em diferentes cidades: Manágua (1992), Havana (1993), Montevidéu (1995), San Salvador (1996), Porto Alegre (1997), Cidade do México (1998), Manágua (2000), Havana (2001), Antígua (2002), Quito (2003), São Paulo (2005), San Salvador (2007), Montevidéu (2008), Cidade do México (2009), Buenos Aires (2010), Manágua (2011), Caracas (2012) e São Paulo (2013).


HISTÓRIA


A ideia do Foro de São Paulo surgiu em julho de 1990, durante uma visita feita por Fidel Castro a Lula em São Bernardo do Campo e foi formalizada quando 48 organizações, partidos e frentes de esquerda da América Latina e do Caribe, atendendo a convite do Partido dos Trabalhadores, reuniram-se na cidade de São Paulo visando debater a nova conjuntura internacional pós-queda do Muro de Berlim (1989), elaborar estratégias para fazer face ao embargo dos Estados Unidos a Cuba e unir as forças de esquerda latino-americanas no debate das consequências da adoção de políticas neoliberais pela maioria dos governos latino-americanos da época.6
No encontro seguinte, realizado na Cidade do México, em 1991, com a participação de 68 organizações e partidos políticos de 22 países, examinou-se a situação e a perspectiva da América Latina e do Caribe frente à reestruturação hegemônica internacional. Na ocasião, consagrou-se o nome "Foro de São Paulo".7

PARTICIPANTES

Lista de participantes amigos do PT:
PaísesOrganizações associadas
 Argentina
  • Frente Grande
  • Frente Transversal Nacional y Popular
  • Movimiento Libres del Sur
  • Partido Comunista
  • Partido Comunista – Congreso Extraordinario
  • Partido Comunista Revolucionario
  • Partido Humanista
  • Partido Intransigente
  • Partido Obrero Revolucionario-Posadista
  • Partido Socialista
  • Partido Solidario
  • Unión de Militantes por el Socialismo.
 Bolívia
  • Movimiento al Socialismo
  • Movimiento Bolivia Libre
  • Partido Comunista de Bolivia
 Brasil
  • Partido Democrático Trabalhista
  • Partido Comunista do Brasil
  • Partido Comunista Brasileiro
  • Partido Socialista Brasileiro
  • Partido Popular Socialista
  • Partido Pátria Livre
  • Partido dos Trabalhadores
 Chile
  • Izquierda Cristiana
  • MIR
  • Partido Comunista
  • Partido Humanista
  • Partido Socialista
 Colômbia
  • Polo Democrático Alternativo
  • Presentes por el Socialismo
  • Partido Comunista Colombiano
  • Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - FARC
 Cuba
  • Partido Comunista de Cuba
 Equador
  • Movimiento de Unidad Plurinacional Pachakutik – Nuevo País
  • Movimiento PAIS
  • Movimiento Popular Democrático
  • Partido Comunista de Ecuador
  • Partido Comunista Marxista-Leninista del Ecuador
  • Partido Socialista-Frente Amplio
 El Salvador
  • Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional
 Guatemala
  • Alianza Nueva Nación
  • Unidad Revolucionaria Nacional Guatemalteca
 Martinica
  • Pati Kominis pou Lendépandans eh Sosyalizm
  • Conseil National des Comités Populaires
 México
  • Partido de los Comunistas Mexicanos
  • Partido Comunista de México
  • Partido de la Revolución Democrática
  • Partido del Trabajo
 Nicarágua
  • Frente Sandinista de Libertação Nacional
 Panamá
  • Partido del Pueblo de Panamá
 Paraguai
  • Partido Popular Tekojoja
  • Partido Convergencia Popular Socialista
  • Partido Comunista Paraguayo
  • Partido del Movimiento al Socialismo
  • Partido País Solidario
 Peru
  • Partido Comunista del Perú-Patria Roja
  • Partido Comunista Peruano
  • Partido Nacionalista del Perú
  • Partido Socialista
 Porto Rico
  • Frente Socialista
  • Movimiento Independentista Nacional Hostosiano
  • Partido Nacionalista de Puerto Rico
 República Dominicana
  • Alianza por la Democracia
  • Fuerza de la Revolución
  • Movimiento Izquierda Unida
  • Partido Comunista del Trabajo
  • Partido de la Liberación Dominicana
  • Partido de los Trabajadores Dominicanos
  • Partido Revolucionario Dominicano
 Uruguai
  • Frente Amplio
  • Asamblea Uruguay
  • Corriente de Unidad Frenteamplista
  • Movimiento de Participación Popular
  • Movimiento de Liberación Nacional Tupamaros (integra o MPP)
  • Partido Comunista de Uruguay
  • Partido Obrero Revolucionario Troskista-Posadista
  • Partido por la Victoria del Pueblo
  • Partido Socialista de los Trabajadores
  • Partido Socialista de Uruguay
  • Vertiente Artiguista (integrantes del Frente Amplio)
  • Movimiento 26 de Marzo
 Venezuela
  • Liga Socialista
  • Movimiento Electoral del Pueblo
  • Partido Comunista de Venezuela
  • Partido Socialista Unido de Venezuela
  • Patria Para Todos
A partir do ano de 2005, o Partido dos Trabalhadores não permitiu que as FARC participassem. 5 Posteriormente, as FARC pediram formalmente uma participação ativa no foro.9

ESTRUTURA EXECUTIVA


Lula conversa com Fidel Castro, no Palácio da Revolução, em Havana (2003)..
O Foro funcionou sem um grupo executivo apenas na sua primeira edição. No segundo encontro, realizado na cidade do México, em 1991, foi criado um grupo de trabalho encarregado de "consultar e promover estudos e ações unitárias em torno dos acordos do Foro". Já na reunião realizada em Montevidéu (1995), foi criado o Secretariado Permanente do FSP. Essas instâncias têm sua composição decidida a cada encontro e já foram integradas por organizações como:Partido dos Trabalhadores; FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia–Ejército del Pueblo) de esquerda; Izquierda Unida (Peru); Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional de esquerda (El Salvador); Frente Sandinista de Libertação Nacional de esquerda (Nicarágua); Partido Comunista de Cuba; Frente Ampla do Uruguai de esquerda; Partido da Revolução Democrática de esquerda (México); Movimiento Lavalás de esquerda (Haiti) e Movimiento Bolivia Libre de esquerda.[carece de fontes]

DECLARAÇÕES

Os objetivos iniciais do FSP estão expressos na "Declaração de São Paulo", documento final que foi aprovado no primeiro encontro, na cidade de São Paulo, em 1990. Os participantes manifestaram a "vontade comum de renovar o pensamento de esquerda e o socialismo, de reafirmar seu caráter emancipador, corrigir concepções errôneas, superar toda expressão de burocratismo e toda ausência de uma verdadeira democracia social e de massas."
A declaração afirmou, também, a solidariedade à Revolução Cubana de esquerda e à Revolução Sandinista de esquerda e apoiou as tentativas de desmilitarização e de solução política daguerra civil de El Salvador, além de se solidarizar com os povos andinos.
O texto definiu, adicionalmente, as bases de um "novo conceito de unidade e integração continental", que supõe: "defender o patrimônio latino-americano, pôr fim à fuga e exportação de capitais do sub-continente, encarar conjunta e unitariamente o flagelo da impagável dívida externa e a adoção de políticas econômicas em benefício das maiorias, capazes de combater a situação de miséria em que vivem milhões de latino-americanos."
A Declaração manifestou "compromisso ativo com a vigência dos direitos humanos e com a democracia e a soberania popular como valores estratégicos, colocando as forças de esquerda,socialistas e progressistas frente ao desafio de renovar constantemente seu pensamento e sua ação".
No II Encontro (no México, em 1991), surgiu a ideia de o FSP trabalhar também por maior integração continental, por meio do intercâmbio de experiências, da discussão das diferenças e da busca de consenso para ação entre as esquerdas. Os encontros seguintes reafirmam esta disposição para o diálogo entre as esquerdas, ao mesmo tempo em que — no cenário continental — cresceu a influência dos partidos participantes do Foro de São Paulo na política latino-americana, uma vez que houve a eleição de presidentes afinados com suas visões em vários países.
Posteriormente, Lula se afastou da direção do Foro de São Paulo, e cresceu a liderança de Hugo Chávez.

PAÍSES DA AMÉRICA LATINA ATUALMENTE GOVERNADOS POR MEMBROS DO FORO DE SÃO PAULO[EDITAR | EDITAR CÓDIGO-FONTE]


Países da América Latina atualmente governados por membros do Foro de São Paulo (em vermelho).
  • Argentina
  • Barbados
  • Belize
  • Bolívia
  • Brasil
  • Cuba
  • Dominica
  • Equador
  • El Salvador
  • Guatemala
  • Haiti
  • Nicarágua
  • Peru
  • República Dominicana
  • Uruguai
  • Venezuela
Em 15 de março de 2009, a Frente Farabundo Marti de Liberación Nacional (FMLN) venceu as eleições presidenciais em El Salvador, tornando-se o mais novo país a ser governado por um integrante do Foro de São Paulo, com a posse de Mauricio Funes de esquerda em 2 de junho de 2009.
Em 28 de junho de 2009, o presidente de Honduras Manuel Zelaya Rosales de esquerda, membro do Foro de São Paulo, foi deposto e substituído por Roberto Micheletti. Em 27 de janeiro de 2010, tomou posse, como presidente de Honduras, o candidato eleito, Porfírio Lobo, de direita.
Em 1° de julho de 2009, Martín Torrijos de esquerda, membro do Foro de São Paulo, deixou o cargo de presidente do Panamá, sendo sucedido pelo empresário supermercadista Ricardo Martinelli, do partido Mudança Democrática, populista de direita.
Em 17 de janeiro de 2010, Sebastián Piñera foi eleito presidente do Chile, sucedendo a Michelle Bachelet de esquerda, que era membro do Foro de São Paulo. Piñera tomou posse como presidente do Chile em 11 de março de 2010. Porém, em 15 de Dezembo de 2013, Michelle Bachelet foi novamente eleita para o cargo, tornando-se o primeiro presidente a ser reeleito na história do Chile.
Em 5 de junho de 2011, Ollanta Humala, do Foro de São Paulo, foi eleito presidente do Peru.

A REUNIÃO ANUAL EM MONTEVIDÉU 2008

Um dos temas centrais previstos para o encontro do Foro de São Paulo em Montevidéu (dias 22 a 25 de maio de 2008) foi a reivindicação de renegociação do tratado de criação da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional. O presidente do Paraguai, Fernando Lugo de esquerda, é membro do FSP e deseja aumentar a receita paraguaia proveniente da Usina de Itaipu, fixada no tratado de constituição da hidroeléctrica, de 1973.

FORO DE SÃO PAULO EM 2010

A reunião do Foro de São Paulo, que ocorreu em 2010 na capital argentina, faz críticas ao neoliberalismo e os Estados Unidos. O Foro recomendou que os países latino-americanos levem àONU o debate sobre a autodeterminação e a independência da população de Porto Rico.

OPOSIÇÃO AO FORO DE SÃO PAULO

Não há uma oposição organizada na América Latina ao Foro de São Paulo, mas apenas pequenos grupos de intelectuais liberais, tais como UnoAmerica, organização liderada pelo venezuelano Alejandro Peña Esclusa. Supostamente vinculado à TFP (Tradição, Família e Propriedade), organização católica ultraconservadora, e ao controverso movimento LaRouche, ligado à direita norte-americana, Peña Esclusa foi preso pelo governo de Hugo Chávez sob a acusação de terrorismo, em 13 de julho de 2010. Em 1998, Peña Esclusa havia sido candidato à presidência da Venezuela, obtendo 0,04% dos votos, isto é, 2.424 votos sobre mais de 16 milhões.
No Brasil, por mais de uma década o filósofo brasileiro Olavo de Carvalho tem acusado o Foro de São Paulo de ser o principal responsável pela ascensão da esquerda na América Latina.
Além disso, os opositores do Foro de São Paulo criticaram principalmente a participação das FARC nas reuniões - o que ocorreu anteriormente a 2005.





Fonte: Wikipédia
Blog do Gari Martins da Cachoeira
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