quinta-feira, 6 de março de 2014

Tuma Júnior diz que sob o comando de Tarso o governo Lula produziu dossiês para desmoralizar adversários

Ao lado, Tuma Júnior na foto à esquerda. Na outra foto, Tarso e Lula ouvem Paulo Li, chefe da Máfia Chinesa no Brasil, cujas ligações com Tuma Júnior decretaram sua queda. Li chegava a usar cartões de visita com a logomarca do ministério da Justiça. Tuma Júnior denuncia que sob o comando do ministro Tarso Genro, o ministério foi uma fábrica de dossiês e "atiradores de elite" contratados para assassinar reputações, sobretudo no RS.

O editor já produziu centenas e centenas de notas e reportagens nesta página e escreveu um livro, "Cabo de Guerra", para denunciar de que modo o então chefe da Políicia Federal, Tarso Genro, atual governador do RS, usou seus delegados para subjugar o governo Yeda Crusius no RS e também quebrar as pernas dos adversários dos outros Partidos, promovendo a mais devastadora campanha de assassinatos de reputação jamais vista no Estado. A Polícia Federal no RS, operada pelo delegado Ildo Gasparetto, homem de confiança de Tarso, mirou diretamente sobre Yeda Cruius, PSDB, e José Otávio Germano, PP (Operação Rodin), Eliseu Padilha, PMDB. Agora, no seu livro "Assassinato de reputações", matéria de capa da revista Veja desta semana, o delegado Tuma Júnior, ex-secretário nacional de Justiça de Tarso Genro no ministério da Justiça, confirma tudo o que o livro do editor conta e denuncia que, sob o comando de Tarso Genro, hoje governador do Rio Grande do Sul, o governo patrocinava a produção de dossiês contra adversários políticos. Ele usou e abusou da Polícia Federal, inclusive no RS, onde usou até mesmo Partidos alinhados ou laranjas.

. Está tudo no livro. Tuma Júnior avisou que tem provas de tudo. Ele é um policial experimentado. E também é filho do ex-senador Romeu Tuma, chefe da Polícia Federal de SP durante a ditadura militar e carcereiro de Lula. Em relação a Lula, Tuma Júnior faz uma acusação mais grave. Afirma que ele foi "informante da ditadura". "Eu e o Lula vivemos juntos esse momento. Ninguém me contou. Eu vi o Lula dormir na sala do meu pai. Presenciei tudo", diz o delegado.

. Tuma Júnior não só foi secretário de Tarso Genro no ministério, como foi nomeado por ele presidente da Comissão Nacional de Pirataria. No dia 6 de setembro de 2010, quando Tarso era candidato ao governo do RS, ele foi escalado para ajudar seu antigo chefe na campanha, programado para participar do evento sobre o Plano de Governo do PT no Estado, a Quinta Plenária.

.O delegado Tuma Júnior revela na reportagem de Veja que um dos alvos das campanhas de desmoralização (espionagem e formação de dossiês falsos) foi Marconi Perillo, governador de Goiás. "Só porque ele avisou o Lula da existência do mensalão", diz Tuma. Outro alvo, segundo o delegado, teria sido o ex-senador cearense Tasso Jereissati, também adversário do ex-presidente. Tuma Júnior afirma que o pedido partiu do hoje ministro Aloizio Mercadante.

. José Dirceu também é alvo de chumbo grosso. Tuma afirma que caiu do governo não em razão dos supostos vínculos com a máfia chinesa, mas por ter descoberto a "conta do mensalão" no exterior. Ela teria sido criada nas Ilhas Cayman e seria operada pelo ex-ministro da Casa Civil, hoje preso na Papuda. "Mandei cópia para o ministro Tarso Genro apurar isso, e espero resposta até hoje... Será que fui defenestrado por ter chegado à conta caribenha do mensalão?"

. Tuma Júnior afirma ainda que Celso Daniel foi alvo de um assassinato político e que recursos desviados na prefeitura de Santo André alimentavam campanhas do PT. Diz que isso foi dito a ele pelo ministro Gilberto Carvalho.

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/o-livro-bomb para ler o que diz Veja sobre a reportagem.


Fonte: Blog do Políbio Braga
http://polibiobraga.blogspot.com.br/2014/03/tuma-junior-diz-que-sob-o-comando-de.html?spref=tw

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