sábado, 24 de maio de 2014

Facebook sabe quais são as chances de um namoro acabar


mulher-internet-laptop-quarto-cama-01-original
Fotos e frases apaixonadas no Facebook parecem indicar que tudo vai bem em uma relação. Mas, garante um estudo, a tecnologia é a chave para identificar, por meio da rede social, as chances reais de um namoro ter sucesso – ou fracassar. Jon Kleinberg, cientista de computação da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, e Lars Backstrom, engenheiro do Facebook, revelaram ter criado um algoritmo capaz de identificar quando um relacionamento terá fim.

Em fevereiro, será apresentado em Baltimore, nos Estados Unidos, um artigo acadêmico sobre o tema. Mas o estudo já está disponível para consulta (em inglês). E revela que, quanto maior o número de amizades surgidas na rede social em decorrência do relacionamento, mais duradouro será o namoro. “O cônjuge ou namorado é a ponte entre diferentes mundos sociais de uma pessoa”, explica Kleinberg. Os relacionamentos cujo fim é iminente seriam, portanto, os que não provocam expansão do círculo social no Facebook.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas recorreram a técnicas de análise de Big Data, nome em inglês usado para definir uma tectônica quantidade de dados e informações produzidas no universo digital. Por dois anos, foram selecionados aleatoriamente 1,3 milhão de usuários acima dos 20 anos que possuem uma rede com até 2 000 amigos e, claro, um parceiro amoroso identificado em seu perfil. Mais de oito bilhões de links e 379 milhões de conexões foram examinados.
Segundo os cientistas, o algoritmo só foi concebido graças a um fenômeno na rede chamado de “dispersão”. Foram analisados os tipos de conexão que algumas pessoas têm com diferentes grupos de amigos na rede social. Os mais próximos costumam ter contatos próximos em comum, mas, quando entram em algum relacionamento, tendem a se conectar com outros círculos de amizade. O algoritmo acertou em 60% dos casos analisados.
O Facebook, evidentemente, pode ser o maior beneficiado deste estudo. Ao identificar, aprofundar e cruzar ainda mais conteúdos publicados na rede social, a companhia criada em fevereiro de 2004 terá melhores condições de comercializar essas informações, ofertando anúncios ainda mais precisos. Backstrom, por exemplo, é um dos responsáveis por gerenciar o recurso feed de notícias, área responsável por mostrar aos usuários conteúdos publicados por amigos e também páginas das quais o cadastrado é fã. Casais, porém, podem não curtir o artigo.

Momentos decisivos da história do Facebook

2 de 22

Começam as batalhas jurídicas (2004)

Em fevereiro de 2004, Zuckerberg e seus amigos decidem lançar o Thefacebook.com, rede social dedicada aos alunos de Harvard. A ideia, que permite a criação de laços digitais entre estudantes, agrada: em 24 horas, mais de mil usuários se cadastram. Seis dias após o lançamento do serviço, aparecem os primeiros problemas. Três estudantes da instituição – Divya Narenda e os irmãos Cameron e Tyler Winklevoss – acusam Zuckerberg de violar regras de propriedade intelectual (a batalha judicial só seria finalizada em 2008, quando Narenda e os Winklevoss receberiam 20 milhões de dólares em ações do Facebook). Ainda em 2004, a startup recebe 500.000 dólares em investimentos de Peter Thiel, cofundador do PayPal. Em dezembro do mesmo ano, a rede alcança 1 milhão de usuários.

Fonte: Site da Revista Veja
http://veja.abril.com.br/blog/vida-em-rede/facebook/facebook-sabe-quais-sao-as-chances-de-um-namoro-acabar/#.U4AHZhzGv6U.twitter

Nenhum comentário:

Postar um comentário