quarta-feira, 28 de maio de 2014

Inventor da AK-47 sofria 'insuportável dor espiritual' por mortes

Mikhail Kalashnikov, falecido em dezembro, enviou carta a padre ortodoxo dizendo que 'temia ser culpado' pelas vidas tiradas por sua invenção

Mikhail Kalashnikov segura um modelo do AK-47, durante entrevista concedida em Moscou, em abril de 2006
Mikhail Kalashnikov segura um modelo do AK-47, durante entrevista concedida em Moscou, em abril de 2006 (Sergei Karpukhin/Reuters)
Mikhail Kalashnikov, inventor do fuzil AK-47, confessou a um padre ortodoxo que temia ser culpado pelas mortes que a arma causou ao redor do mundo. Morto em dezembro, aos 94 anos, o russo enviou uma extensa e emotiva carta ao líder da Igreja Ortodoxa Russa, Cirilo I, em maio de 2012. Segundo a BBC, Kalashnikov escreveu ao religioso que sentia uma “insuportável dor espiritual” ao pensar na questão. “Eu continuou com essa dúvida que não foi esclarecida. Se o meu fuzil tirou a vida das pessoas, então serei eu, um fiel cristão e ortodoxo, o responsável pelas mortes?”, indagou o russo, conforme noticiou o jornal Izvestia, ligado ao Kremlin. “Quanto mais eu vivo, mais essa questão toma conta do meu cérebro e mais eu me pergunto os motivos que levaram o Senhor a permitir que o homem tivesse desejos tão repugnantes como a inveja, cobiça e agressão."
O russo diz em sua carta que entrou pela primeira vez em uma igreja quando estava com 91 anos. Ele foi batizado posteriormente e passou a seguir a religião ortodoxa. O documento foi escrito no papel de carta oficial de Kalashnikov, mas não se sabe se o russo escreveu todo texto da correspondência. Elena, a sua filha, disse ao Izvestia que um padre possivelmente ajudou o pai a terminar a confissão. A carta, no entanto, é assinada com a letra trêmula de Kalashnikov, que se descreveu como um “escravo de Deus”.
De acordo com o porta-voz do líder ortodoxo, Cyril Alexander Volkov, o religioso recebeu a carta de Kalashnikov e escreveu a ele uma resposta. “A Igreja tem uma posição bem definida: quando armas servem para proteger a terra natal, a Igreja apoia tanto os criadores quanto os soldados que a usaram. Ele fez o fuzil para defender o seu país, e não para terroristas usarem na Arábia Saudita”, afirmou Volkov. Kalashnikov nunca aceitou a responsabilidade pelas mortes causadas pela AK-47 e, quando se orgulhava de sua invenção, geralmente culpava policiais e outros países por seu uso errôneo. Mas, nos últimos anos de vida, ele passou a alterar o discurso que sustentou durante tanto tempo. “É doloroso ver criminosos de todos os tipos atirando com minha arma”, afirmou, em 2008.
Kalashnikov morreu em 23 de dezembro, um mês depois de ser internado em um hospital russo com hemorragia interna. As causas da morte, no entanto, não foram divulgadas. Considerada uma arma confiável e apontada como a mais popular do mundo, a AK-47 foi inventada logo depois da II Guerra Mundial, em 1947. Dezenas de milhões foram fabricadas desde sua criação. Cópia melhorada do Sturmgewehr 44 da infantaria nazista, o fuzil se tornou a arma mais utilizada por rebeldes comunistas nos conflitos financiados pela antiga União Soviética e se tornou a favorita de guerrilheiros, terroristas traficantes.

Fonte: Site da Revista Veja
http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/inventor-da-ak-47-sofria-de-insuportavel-dor-espiritual-por-mortes

Um comentário:

  1. Esse comunista nunca criou nada! muito menos o AK -47 que como o texto mesmo diz e se contradiz é uma cópia tosca do MP-44 Sturmgewehr fabricado pela alemanha durante a 2ª Guerra Mundial.
    Mas quem perde não tem voz e os russos comunistas e salaafrarios apressentaram o fuzil como "invenção" genuina deste vigarista..
    Para a massa mundial que não entende do assunto acredita nesta palhaçada russa.
    o AK 47 russo traduz muito bem o carater deste povo, raças de eslavos velhacos ,terrosristas,golpistas e belicosos adoram atirar em seres humanos desarmaados e pelas costas.
    Cuspo na cara de toda a corja russa comunista e seus idolatradores .

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