sábado, 5 de julho de 2014

Do medo que os comunistas têm de almas e cemitérios

Imagem: Cemitério Pere Lachaise (Paris)
Vejam o trecho do romance alemão Luvas Vermelhas, de Eginald Schlattner, que estou traduzindo para a É Realizações (nesta parte do livro, dois estudantes procuram escapar da perseguição de um agente da Securitate, a polícia secreta da Romênia comunista):

“Nós pegamos um atalho através do Cemitério Central, que se destaca sobre a encosta de uma montanha no meio da cidade. A neve rangia sob nossos pés. Logo após passar por alguns túmulos, o homem que nos seguia guardou o jornal. Ele sacou uma lanterna de um bolso com a qual esperava encontrar-nos, mas em vão, pois procedíamos em silêncio e com cuidado. De repente, o cone de luz deu meia-volta e retrocedeu titubeante para a entrada do cemitério. Elisa disse: “Eles têm medo das almas dos mortos”.

Do facebook de Karleno Bocarro


Fonte: Blog O Camponês
http://www.ocampones.com/?p=5560

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