sábado, 26 de julho de 2014

O Papa tarado e safado que transava com sua filha

Cobiça, corrupção e libertinagem na cúpula da Igreja assustam fiéis e ameaçam a unidade do cristianismo



A Igreja Católica vem perdendo sua autoridade de redentora dos pecados dos homens para converter-se, ela própria, num antro de perdição. Isso é o que se vê em Roma em nossos dias e, talvez mais do que nunca, no papado atual. Os últimos papas desviaram-se da tarefa pastoral para viver como chefes de Estado, movidos a cobiça, corrupção e libertinagem. Mas o grande exemplo desse descalabro, que amedronta a cristandade e ameaça a mais coesa religião da Europa, vem do alto do trono de São Pedro pela figura de Alexandre VI.


Para que você possa conhecer melhor quem foi o papa sangrento e sanguinário Alexandre VI, nascido Rodrigo de Borja, italianizado em Roderico Borgia (Valência, 1 de Janeiro de 1431 — Roma, 18 de Agosto de 1503) foi o 214º papa da Igreja Católica, de 10 de Agosto de 1492 até a data da sua morte1 2 , adotou o nome de Rodrigo Borgia ao chegar à Itália.


Natural de Valência2 , estudou em Roma depois foi com seu primo Luis Juan del Milà y Borja foi para a Universidade de Bolonha aonde completou os estudos obtendo a graduação em leis.3


O nome de sua família foi elevado à cátedra do Vaticano com a eleição do seu tio materno, Afonso Bórgia, como Papa Calisto III, por quem foi feito cardeal.2 Foi sucessivamente elevado a cargos de mais qualidade: bispo, cardeal e vice-chanceler da Igreja. Se tornou um grande diplomata após servir à Cúria Romana durante cinco pontificados, adquiriu experiência administrativa, influência e riqueza, mas não grande poder.


Ele teve várias amantes, em particular Vanozza Catanei, tendo sido também sua amante Giulia Farnese, mulher de seu primo Orsino Orsini Migliorati.


Saiba mais obre o papa tarado que usava a filha como instrumento sexua de Poder:


Alexandre foi eleito papa em 1492. Alexandre VI usa como nenhum outro a influência da coroa papal em benefício de suas paixões terrenas. Famoso por colecionar amantes e nomear parentes para cargos eclesiásticos com a facilidade de quem distribui hóstia na missa, Alexandre VI empenha-se em um único objetivo: concentrar poder nas mãos de sua família. Prova disso é o modo como protege e ao mesmo tempo manipula os filhos, sempre visando a conquistas políticas.


A prole do papa espanhol, em si, não é propriamente motivo de escândalo no ambiente de liberalidade de costumes que se vive em Roma desde meados do século passado, quando pontífices passaram a assumir os filhos bastardos nascidos antes da coroação papal. O que torna a crônica religiosa de nossos dias espantosa é a incansável ambição de Alexandre VI, papa que coloca a Igreja e a família a seu serviço. No próximo mês, o sumo pontífice abrirá os salões da fortaleza de Sant'Angelo, seu castelo em Roma, para um baile grandioso. Segundo o mestre de cerimonial do Vaticano, o papa ordenou que vários edifícios da Cidade Eterna sejam embandeirados e iluminados. Escadarias e muradas serão cobertas por tapetes. Espera-se o troar de canhões e bombardas desde as primeiras horas do dia. O festim foi organizado para comemorar o anúncio oficial do terceiro casamento de Lucrécia Bórgia, a filha do papa, com o jovem Alfonso D'Este, herdeiro do ducado de Ferrara.


Terceiro casamento, note-se bem. Celebrar esse terceiro casamento para a filha está longe de parecer um ato perturbador para o papa. Ao contrário, é mais uma das suas articulações políticas, coisa que faz com evidente prazer, mesmo tendo chegado aos 70 anos com saúde debilitada. O novo matrimônio acontece após as sucessivas alianças de poder do papa terem sofrido mudanças inesperadas. Com isso, o primeiro casamento de Lucrécia foi anulado. Já o segundo teve um fim bem mais trágico: o assassínio do esposo. Há quem garanta que o crime aconteceu no próprio Vaticano, ordenado por César Bórgia, o filho do papa Alexandre VI cujas demonstrações de valentia o transformaram em terror de Roma.


Sob o pretexto de proteger a cristandade da expansão muçulmana, Alexandre VI criou um exército católico, chamado Santa Liga, do qual seu filho César foi nomeado comandante. A utilidade prática da milícia dos Bórgia não é defender os domínios cristãos, e sim invadir, saquear e intimidar cidades que pareçam hostis a seu desígnio. César tem-se tornado soberano dessas cidades. Conquista pela força as possessões territoriais que Alexandre VI não obtém por decreto do Vaticano. Já não é segredo em Roma que o papa pretende fazer de seu filho rei da Itália. César Bórgia, fascinado pelo poder que o pai representa, não dissimula sequer suas ações criminosas. "Toda noite, quatro ou cinco pessoas assassinadas são encontradas em Roma", escreveu o embaixador veneziano Paolo Capello, insinuando que César Bórgia estaria por trás de cada uma das mortes.


Colaborando com essa tese, aparece o testemunho anônimo: "O duque de Valência deu uma punhalada em pleno peito num assistente, em presença do papa e de numerosos prelados, e como este, indignado, o repreendesse severamente, o duque ameaçou fazer o mesmo com ele". Duque de Valência é o título que Alexandre VI concedeu ao filho César, depois que este desistiu da tiara cardinalícia que o pai, redefinindo a palavra nepotismo, lhe havia arranjado. Queria fazer do filho um cardeal, mas o rapaz achou que era pouco. Está de fato tendo mais sem a tiara religiosa. As demonstrações de valentia de César são parte fundamental das histórias que o acompanham. No ano passado, durante os festejos do dia de São João, vestiu-se de toureiro e, com uma espada na mão, enfrentou vários touros ferozes em uma arena especialmente construída para o evento.


O clã do papa espanhol é merecidamente temível, mas os analistas costumam reconhecer que parte de sua má fama decorre da rejeição do clero italiano, que tradicionalmente controla a Igreja e não gosta de vê-la nas mãos da família Bórgia, de origem espanhola. Os melhores empregos da Santa Sé têm sido ocupados por espanhóis desde a investidura cardinalícia de Alfonso Borja, tio do atual pontífice e primeiro membro do clã a ser sagrado papa, sob o nome Calixto III. Entre outros postos de confiança, até a polícia de Roma foi entregue aos espanhóis. Não é de estranhar, portanto, que o então cardeal Rodrigo Borja só tenha conseguido ser eleito papa, há nove anos, elevando a níveis nunca vistos a venda de benefícios eclesiásticos, artimanha amplamente conhecida pelo nome de simonia.



Há muito que práticas assim vêm abalando o prestígio da Igreja, com conseqüências ainda imprevisíveis. Não se pense, contudo, que Alexandre VI seja a ovelha negra entre aquelas que têm dominado o Vaticano nas últimas gerações. Houve escândalos semelhantes anteriormente. Inocêncio VIII (papa entre 1484 e 1492) teve seu pontificado marcado pela hostilidade com que facções antagônicas disputavam cargos importantes no Sacro Colégio. Para se ter uma idéia, Inocêncio atribuiu o título de cardeal a Giovanni de Medici, filho de Lourenço, o Magnífico, então com apenas 13 anos e provavelmente ainda sem sequer ter recebido o sacramento da crisma. Seu predecessor, Sisto IV (papa entre 1471 e 1484), fez cardeais quatro membros de sua família, entre sobrinhos e primos. Autoridades do governo de Roma também eram nomeadas pelo papa, que priorizava seus familiares. O nepotismo e o comércio de cargos eclesiásticos não são, portanto, privilégios de Alexandre VI. Como ele, os papas que o antecederam também ambicionavam fazer do Vaticano uma corte suntuosa. Diga-se a favor de Sisto IV, no entanto, que ele empenhou dinheiro da Igreja na construção da Capela Sistina, um marco arquitetônico de nossos tempos, decorada com obras de pintores como Sandro Boticcelli.


O que se observa, porém, é um incremento nas más qualidades. Instalado no centro de uma opulenta corte inspirada nos moldes franceses, onde até a sola dos sapatos de seus privilegiados freqüentadores é feita de brocados preciosos, Alexandre VI sofre acusações bem mais graves do que as que pesaram sobre outros papas. Além de manter uma ligação amorosa estável com a bela Giulia Farnese, o papa seria dono de um verdadeiro harém, desfrutado em conjunto com os próprios filhos. Entre as fantásticas histórias que se contam sobre a devassidão na casa dos Bórgia, uma é especialmente rica em detalhes. Depois de um jantar oferecido no Vaticano para cerca de cinq&ueml;enta cortesãs, estas se teriam entregado, nuas, a todos os presentes. O papa e Lucrécia acompanhavam tudo, estimulando as cortesãs a enfrentar um desafio inusitado: transpor, engatinhando, uma fileira de velas acesas, para apanhar, com a boca, castanhas espalhadas do outro lado do fogo. Orgias assim seriam rotina nos luxuosos apartamentos dos Bórgia no Vaticano.


As denúncias de hoje soam particularmente sérias quando comparadas à expectativa que se tinha em relação a Alexandre VI quando o espanhol assumiu o trono de São Pedro. Na época, foi saudado com os seguintes versos pelo poeta Delfini: "Roma foi grande com César, maior ainda o é com Alexandre/ O primeiro era apenas mortal, mas o segundo é um Deus". Embora o elogio soe mais como sacrilégio, Alexandre tem méritos incontestáveis. Enquanto os reis católicos Isabel de Castela e Fernando de Aragão inauguravam a era das perseguições religiosas na Espanha, o papa protegia judeus, chegando a ser acusado de trair o cristianismo. Seus defeitos, ironicamente, podem produzir resultados positivos. Ao promover tão ativamente os interesses de sua família, ele vem reforçando a hegemonia política da Igreja sobre os Estados Pontifícios, tantas vezes retalhados entre os nobres feudais. Na qualidade de "senhor do mundo", detentor de um poder temporal e espiritual que exerce com tanto gosto, pôs todo o peso de sua autoridade para intermediar as negociações entre Portugal e Espanha acerca da divisão das novas terras que estão sendo descobertas. Alexandre VI é também um incentivador das artes, qualidade tão apreciada nos dias de hoje entre os poderosos. Contratou Pinturicchio, colorista até então visto como imitador do célebre Perugino, para decorar os aposentos de sua família no Vaticano. O protegido do papa firmou-se como artista com luz própria, embora tenha exagerado um pouco na gratidão a seu mecenas com o quadro Disputa de Santa Catarina, no qual Lucrécia aparece retratada como a santa de Alexandria e seu irmão César aparece como o imperador romano Maxêncio.


Enquanto festeja a união de sua família à casa D'Este, Alexandre VI é alvo de uma campanha difamatória. Uma carta anônima circula por cidades italianas enumerando os pecados do papa. "O bom pontífice dedica-se ao amor de sua filha, juntando as pedrarias e jóias vindas de todos os lados para enfeitá-la com luxo jamais visto no caminho nupcial, uma filha ligada a ele por um crime imundo", diz o documento. "Cobrem-no de elogios e de admiração, mas temem sobretudo o seu filho, o fratricida que de cardeal se fez assassino e age a seu bel-prazer. Este, à moda turca, está sempre cercado de um enxame de prostitutas e guardado por soldados armados. A fome do pai e do filho só se satisfaz com o roubo e só com o sangue humano matam a sede." O panfleto enumera aquilo que o povo diz abertamente sobre a família do santo padre, mas ninguém, até agora, havia ousado colocar num pedaço de papel. Conseguirá impedir o casamento de Lucrécia Bórgia com Alfonso D'Este? Alexandre VI está tão seguro de suas ardilosas manobras que, mais além da festa de noivado, já está pensando nas bodas. O cerimonial do Vaticano planeja comédias, bailes, representações alegóricas, corridas, touradas, torneios e até uma batalha naval. É gente que sabe aproveitar a vida.



Ainda são recentes na memória dos povos da península italiana os excessos radicais que o repúdio à dissolução de costumes e à corrupção protagonizadas em Roma pelo papa Alexandre VI pode provocar. Há apenas três anos, depois de liderar um movimento puritano e reformista na opulenta Florença, o frei dominicano Jerônimo de Savonarola foi excomungado, torturado, enforcado com correntes e queimado por ordem do papa. Savonarola insurgiu-se contra o clero corrupto em geral e o papa em particular. "A Igreja está atolada, dos pés até a cabeça, na vergonha e no crime. Além dos outros vícios de Alexandre VI, que são conhecidos de todos, afirmo que ele não é cristão, não acredita na existência de Deus", dizia.


Pregador carismático, cujos sermões exaltados atraíam milhares de fiéis, quando exércitos franceses invadiram Florença, o dominicano aliou-se ao conquistador. De líder espiritual, tornou-se regente. O poder político deu-lhe a oportunidade para pôr em prática seu radicalismo. Recrutando adolescentes para o que chamava "grupos santos", impôs leis proibindo o uso de trajes pomposos, tabuleiros de xadrez e até retratos femininos em trajes sumários, como se usa agora. Alguns desses "símbolos do pecado" foram queimados em praça pública, nas chamadas fogueiras da vaidade.


Savonarola enfrentou o papa, mas não poderia vencê-lo. Tentou formar um concílio com poderes para depor Alexandre VI por depravação notória e não obteve apoio. Terminou executado em praça pública, mas lançou uma semente, que talvez venha a germinar, de uma Igreja mais comprometida com os ideais cristãos de fraternidade e solidariedade. Se a sua advertência insistente – "A igreja deve ser reformada e renovada" – continuar ignorada, certamente outras insurgências virão.

Esperá o que de um sujeito que transava com a própria filha, corrupto, pode se esperar de tudo? Segundo rumores (embora ainda sem nenhuma prova), Rodrigo Bórgia usou sua fortuna para comprar a maior parte dos votos dos cardeais quando se realizou o conclave para definir a sucessão do papa Inocêncio VIII. Havia três candidatos: ele próprio, Ascanio Sforza e Giuliano della Rovere. O conclave que o elegeu compunha-se de apenas 23 cardeais. O papado de Alexandre VI começou tranqüilo, mas não tardou para que se manifestasse sua ganância em sacrificar todos os interesses em favor da família. Fez seu filho de dezesseis anos, César Bórgia, arcebispo de Valência, e seu sobrinho João Bórgia(it. Giovanni), cardeal. César seria posteriormente retratado por Maquiavel em sua obra O príncipe como o ideal do monarca pragmático.

Em 1494 sofreu tentativa de deposição (por causa de simonia e corrupção) da parte de prelados à frente dos quais aparecia o cardeal Della Rovere, futuro Papa Júlio II. Resistiu, mas continuou a praticar atos imorais, apesar da condenação que lhe dirigiam (entre outros, o padre Girolamo Savonarola).

Seu pontificado é um paradigma de corrupção papal, mais tarde tido como desculpa da separação dos protestantes. Alexandre VI foi, sem dúvida, um papa corrupto, pouco dado às virtudes cristãs. Teve pelo menos sete filhos, entre os quais César e Lucrécia Bórgia. Lucrécia Bórgia, filha do Papa, com uma beleza exuberante dançava alegremente para os cardeais, foi acusada de ser "filha, esposa e nora" de seu pai pelo satírico Filofila, embora sem comprovações. Durante seu pontificado, foram decretadas as Bulas Alexandrinas, tratados responsáveis pela divisão das possessões portuguesas e espanholas no mundo. Dentre eles, vale destacar as bulas Inter Coetera, Eximiae Devotionis e Dudum Siquidem. As negociações ibéricas iriam desembocar no famoso Tratado de Tordesilhas que confirmaria a divisão do mundo entre Portugal e Espanha e seria contestado por outros monarcas, dos quais o mais famoso foi Francisco I de Angoulême, rei da França.
    ELEIÇÃO Rodrigo Bórgia usou sua fortuna e promessas para comprar a maior parte dos votos dos vinte e três cardeais quando se realizou o conclave para definir a sucessão do papa Inocêncio VIII. No conclave houve três candidatos: ele próprio, Ascanio Sforza e Giuliano della Rovere. Reuniram-se em agosto de 1492, na capela apelidada Capela Sistina, por ter sido construída pelo papa Sisto IV, adornada com obras-primas de Botticelli, Pinturicchio, Ghirlandaio e Michelangelo. A eleição foi definida na madrugada de 10 para 11 de agosto. A coroação se deu em 26 de agosto Rodrigo Bórgia tinha 60 anos, adotou o nome de Alexandre VI (em latim, Alexander VI), e teve infeliz distinção de ser considerado, por muitos, o pior de todos os papas.

    PAPADO

    O papado de Alexandre VI começou tranqüilo, mas não tardou para que se manifestasse sua ganância em sacrificar todos os interesses em favor da família. Nomeou Cardeais o seu filho de dezesseis anos, César Bórgia, os seus sobrinhos Francisco Borgia e Juan Lanzol de Bórgia de Romaní, o maior, um primo deste último Juan Castellar y de Borgia(it. Giovanni), os seus sobrinhos-neto Juan de Borja Llançol de Romaní, o menor, Pedro Luis de Borja Llançol de Romaní e Francisco Lloris y de Borja e o cunhado do seu filho César, Amanieu d'Albret. César seria posteriormente retratado por Maquiavel em sua obra O príncipe como o ideal do político e governante pragmático.

    Detalhe do afresco Ressurreição do apartamento de Borgia que mostra o Alexandre VI em oração.


    O cardeal Della Rovere o acusou de simonia, e trouxe o rei da França Carlos VIII para depô-lo, mas Bórgia fez um acordo, permitindo o trânsito dos exércitos franceses, e foi reconhecido como Papa pelo rei francês. Enquanto isto, ele negociou com o imperador alemão Maximiliano I e os governantes da Espanha e Veneza uma aliança, que derrotaram os franceses.


    Um de seus acusadores era o frei dominicano Girolamo Savonarola, que havia conseguido reformar Florença através de muita coragem e uma brilhante oratória. Alexandre se conteve, diante dos ataques de Savonarola, até que, enfraquecido por ter repetidamente quebrado seu voto de obediência ao chefe da Igreja, Savonarola sofreu a sentença de excomunhão. Savonarola, porém, continuou seus ataques, e a ministrar a comunhão, e desafiou caminhar nas chamas para provar que ele tinha a palavra de Deus. Um outro frei dominicano se ofereceu para ir junto, porém quando o circo foi armado, e a multidão estava ansiosa para assistir ou um milagre ou uma tragédia, o frei se recusou a entrar nas chamas, e a influência de Savonarola diminuiu.


    Um dos seus maiores desgostos foi quando seu filho, o Duque de Gandia, foi assassinato, com suspeitas recaindo sobre César Bórgia; quando seu corpo, mutilado, foi encontrado no Rio Tibre, o papa, entristecido, clamou que isto era uma punição por seus pecados. Após a morte do filho, Alexandre convocou os cardeais para reformar a Igreja e acabar com o nepotismo. Mas as reformas não foram adiante.


    Seu pontificado é um paradigma de corrupção papal ocasionada pela invasão secular dentro da Igreja, mais tarde esse fato foi tido como desculpa para a separação dos protestantes. Alexandre VI protegeu as Ordens Religiosas, aprovando Congregações recém-fundadas e a evangelização do Novo Mundo e da Groelândia.


    Durante seu pontificado, foram decretadas as Bulas Alexandrinas, tratados responsáveis pela divisão das possessões portuguesas e espanholas no mundo. Dentre elas são destaque as bulas Inter Coetera, Eximiae Devotionis e Dudum Siquidem. As negociações ibéricas levaram ao Tratado de Tordesilhas que confirmaria a divisão do mundo entre Portugal e Espanha, que foi contestado por outros monarcas, com destaque para Francisco I de Angoulême, rei da França. Tanto a França como a Inglaterra não reconheceram a decisão papal e estabeleceram colônias nas novas terras descobertas.

    MORTE

    Tumba dos papas Calisto III e Alexandre VI, na igreja Santa Maria in Monserrato degli Spagnoli, em Roma.


    Segundo Charles Haddon Spurgeon, ele foi envenenado pela sífilis que ele havia pegado por ter feito relações impróprias com um pivete africano


    .6 Seu funeral foi breve e sem grandes comemorações, tendo sido sepultado com a seguinte epígrafe em seu túmulo na Espanha: "Aqui Jaz Alexandre VI, que foi papa". O seu túmulo encontra-se na igreja de Santa Maria in Monserrato.

    LEGADO

    Alguns historiadores consideram que as histórias sobre ele foram escritas com malícia, e questionam as acusações feitas contra ele, mas, exageros à parte, ele não estava preparado para o cargo. De acordo com John Farrow, o melhor que se pode dizer dele é que sua moral privada não era diferente dos príncipes de sua época, e que, se as histórias soam escandalosas hoje, na sua época não causavam nenhuma surpresa.


    Como a maior parte dos papas do Renascimento, Alexandre patrocinou as artes, e Roma beneficiou-se de seu programa de restaurações e decorações. A cidade floresceu com poetas e autores.2

    A favor

    Nem todos seus contemporâneos o acusaram; Sigismundo Conti, que o conhecia bem, elogiou sua dedicação à Igreja e sua atuação nos trinta e sete anos em que foi cardeal (nos papados de Pio II, Paulo II, Sixto IV e Inocêncio VIII), seu trabalho como legado na Espanha e na Itália, seu conhecimento da etiqueta, e seus esforços em se mostrar brilhante nas conversas e digno em seus modos.


    Hieronimus Portius o descreveu como um homem alto, nem muito pálido nem muito moreno, de olhos negros, de boca cheia; sua saúde era ótima, e ele conseguia resistir a qualquer esforço; era eloquente no discurso e uma natureza boa.


    O historiador alemão Hartmann Schedel, após fazer um resumo de sua carreira, o descreve como um homem de visão ampla, abençoado com grande prudência, habilidade de ver o futuro, e conhecimento do mundo; por seu conhecimento dos livros, apreciação da arte e probidade ele foi um sucessor digno do seu tio Calisto III; ele era amável, confiável, prudente, piedoso e conhecedor dos assuntos relacionados ao seu digno cargo; Schedel termina dizendo que foi uma bênção que uma pessoa com tantas virtudes tenha sido elevada a esta posição digna.


    Quanto às críticas que eram feitas, Alexandre comentou que "Roma é uma cidade livre, aqui todos tem o direito de escrever e falar o que quiserem".


    Um autor escreveu "Não existe abuso ou vício que não seja praticado abertamente no palácio do Papa. A perfidez dos Citas e dos Cartagineses, a bestialidade e selvageria de Nero ou Calígula, são superadas. Rodrigo Bórgia é um abismo de vício, um subversor de todas as justiças, humana e divina". Este autor não sofreu nenhuma vingança, e foi recebido pelo Papa em audiência.

    Contra


    O julgamento de Savonarola, porém, foi diferente; ele escreveu aos reis cristãos pedindo que fosse convocado um concílio para depô-lo, o acusando de simonia, heresia e descrença. Ainda segundo Savonarola, Alexandre não era um papa, e não era nem cristão, porque não acreditava em Deus.


    Alexandre Vi morreu subitamente, suspeitando-se que tenha sido envenenado por arsênico, adicionado à sua comida em um banquete – o que provocou o enegrecimento do cadáver e o inchaço do mesmo, já dentro do caixão, levando a que alguns assistentes tenham inserido o corpo num caixão maior. Seu funeral foi breve e sem grandes comemorações, tendo sido sepultado com a seguinte epígrafe em seu túmulo em Espanha: “Aqui Jaz Alexandre VI, que foi papa”.

    Peripécias do papa Alexandre 6º viram história em quadrinhos para adulto


    Uma história de assassinatos, orgias e incesto



    A Editora Conrad tem em seu catálogo a história em quadrinhos para adulto da vida de Rodrigo Bórgia (1431-1503), o Alexandre 6º, o papa mais devasso da história. Cada um dos quatro volumes custa R$ 30,10. O desenho é do italiano Milo Manara e o texto do chileno Alejandro Jodorowsky.

    A história mostra o quanto a Igreja Católica estava degradada no século 15. Alexandre 6º teve amantes e sete filhos. Dois deles foram César e Lucrécia, que participaram da devassidão do pai. Lucrécia era tida como “o veneno da família Bórgia”

    Rodrigo Bórgia foi corrupto (ele teria se tornado papa por intermédio de suborno) e despótico. Esteve envolvido em negócios escusos, assassinatos e incesto.

    A Igreja Católica contemporânea nunca fez referência a ele, como se não estivesse existido, mas o papa safado com certeza serviu de inspiração ao fundador da Legionários de Cristo, o padre mexicano Marcial Maciel (1920-2008), que foi estuprador de coroinhas e viciado em cocaína e teve amantes e filhos, um deles também vítima de abuso.

    O santo dos padres pedófilos



    Fonte:Wikipedia, Veja, Paulopes


    Blog do Gari Martins da Cachoeira


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