domingo, 31 de agosto de 2014

"Bebês já fazem escolhas morais", diz psicólogo

Para o canadense Paul Bloom, temos um senso moral inato, moldado pela evolução para nossa sobrevivência. Nesta entrevista, o professor de ciências cognitivas da Universidade Yale, nos Estados Unidos, conta como seus experimentos com bebês de até um ano revelam aspectos de uma ética universal e mostram que, desde que nascemos, sabemos diferenciar o bem e o mal

Rita Loiola
Para o psicólogo Paul Bloom aperfeiçoamos nosso senso moral por meio da razão e do raciocínio
Para o psicólogo Paul Bloom aperfeiçoamos nosso senso moral por meio da razão e do raciocínio (Reprodução/Twitter)
O canadense Paul Bloom reuniu em seu último livro dois temas com apelo popular: bebês e moralidade. Referência mundial em estudos sobre desenvolvimento cognitivo, seu propósito é mostrar, em O que nos faz bons ou maus (Editora Best Seller, 304 páginas), que parte de nosso senso moral é inato. Seus experimentos com bebês, feitos no Centro de Cognição Infantil de Yale em conjunto com sua colega e mulher, Karen Wynn, dão pistas de como a moralidade seria mais uma característica moldada pela evolução para nossa sobrevivência e indicam quais aspectos do nosso sistema ético seriam universais e biológicos.
Professor da Universidade Yale desde 1999, Bloom gosta de temas pop — seus últimos livros discutem porque gostamos de obras de arte (How Pleasure Works, de 2010, sem edição em português) e como as crianças são capazes de ler emoções (Descartes’ baby: How the Scienceof child development explains what makes us human, de 2004, sem edição em português). Dessa vez, o autor aprofundou suas pesquisas com a infância para abordar as origens da moralidade. De Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde esteve para a sétima edição do ciclo de conferências Fronteiras do Pensamento, Bloom conversou com o site de VEJA e, em um bate-papo com contornos filosóficos, explicou por que está tão confiante de que sabemos diferenciar o bem do mal desde que nascemos.
Sua pesquisa é sobre a natureza humana. Como experimentos com bebês, seres humanos que ainda não são plenamente desenvolvidos, a revelariam? Quero saber o que há de natural em nosso sentimento de certo e errado, ou seja, o que não muda com a cultura. Eu poderia ver o que há de comum em diferentes sociedades ou analisar o que dividimos com outras espécies. No entanto, acredito que a melhor forma de descobrir o que todos os homens compartilham é estudar bebês e crianças. Se eu encontrar algo em uma pessoa tão jovem — estudamos crianças de três meses até um ano — é um bom sinal de que isso seja parte de nossa moralidade universal. Estudar bebês e, depois, adultos nos dá uma boa ideia de quais aspectos de nossa moral são universais e biológicos e quais são culturais.
Quais são as escolhas morais dos bebês? Eles são capazes de distinguir ações gentis e cruéis, sofrem com a dor dos que os cercam e têm vontade de acabar com esse sofrimento, e possuem um senso primitivo de igualdade e justiça, querendo que as boas ações sejam recompensadas e as más punidas. Um de nossos experimentos, com bebês entre seis e dez meses, mostrava um show de fantoches em que uma bola tentava subir uma ladeira e era auxiliada por um boneco ‘bom’, ou empurrada para baixo por um boneco ‘mau’. Eles preferiam, invariavelmente, a personagem ‘boazinha’. Isso sugere que eles contam com uma apreciação geral do comportamento bom e mau.
Como, mesmo sem falar ou se mover com independência, bebês são capazes de demonstrar seu senso de justiça? Em outro experimento, com bebês de cinco e oito meses, mostrávamos um fantoche ‘bom’ e outro ‘mau’ no centro de duas situações: em uma delas, o fantoche ‘bom’ jogava uma bola para um boneco que devolvia a bola para ele, sendo bonzinho e, em seguida, para um segundo, que saía correndo com a bola, sendo malvado. Em seguida, o fantoche ‘mau’ também lançava a bola para os dois bonecos, que agiam da mesma maneira. Queríamos ver como elas se comportavam em relação ao boneco 'mau' — se preferiam quem lhe fez bem ou quem lhe fez mal. Os bebês de cinco meses preferiam se aproximar dos fantoches que foram simpáticos com o cara ‘malvado’. Os bebês de oito meses, contudo, preferiam o fantoche que castigou o ‘malvado’. Isso mostra que, em algum momento depois dos cinco meses, os bebês começam a apoiar os responsáveis pelas punições — desde que elas sejam justas. 
Esses elementos morais, que parecem inatos, não poderiam ser aprendidos pelos bebês?Vivenciamos experiências antes e logo após nascer. E pode ser que algumas delas sejam necessárias para que a moral se desenvolva, como uma parte do corpo que só cresce com os nutrientes certos. Os bebês certamente têm alguma experiência do mundo e de sua cultura, mas eles não falam, leem ou estão expostos a ensinamentos religiosos. Além disso, mesmo com essa vivência, os testes que fizemos não envolvem situações familiares. Por isso, estou confiante de que alguém com três ou nove meses expressa algo não aprendido pela linguagem.
Se a moral é inata, então ela é um mecanismo de adaptação para nossa sobrevivência?A moralidade inata é muito limitada. Por meio da razão, também uma característica moldada pelas forças evolutivas, vamos ampliá-la e desenvolvê-la na idade adulta. Bebês, por exemplo, não têm nenhuma afeição natural por estranhos, mas, quando adultos, reconhecem que, mesmo que alguém viva em outro país, fale outra língua ou seja de outra família, têm direitos iguais. Isso não é óbvio para um bebê.
Um de seus argumentos é que a moralidade é composta de duas faces: emoções e princípios. Como isso funciona? Os princípios apontam caminhos, enquanto as emoções nos movem. O psicopata é alguém que não dispõe desses sentimentos e, por isso, é tão difícil para ele agir de acordo com princípios morais. Racionalmente, ele reconhece o certo e o errado, mas não sente nenhuma das emoções correspondentes e por isso age na contramão do que os princípios pregam. 
A razão tem um papel na moralidade? Sem dúvida. Embora atualmente qualquer um concorde que a escravidão é errada, durante a maior parte da nossa história, ela foi vista como algo moralmente defensável. O que aconteceu para mudar nossa visão? A resposta é clara: muitas pessoas argumentaram que isso era injusto, refletimos sobre o assunto e concordamos. A moral é resultado da racionalidade. Acreditar que ela é calcada apenas em instintos é como acreditar que a Terra é quadrada. Nos dilemas morais, fica evidente o emaranhado: há emoção, mas também um quebra-cabeça de argumentos que precisamos resolver.
O bebê tem uma relação fundamental com uma pessoa, a mãe. Isso influi na nossa formação moral? Sem dúvida. Nosso sistema moral é calibrado pelas pessoas mais próximas a nós. Há regras que dificilmente são quebradas, como o incesto. Além disso, nos importamos mais com nosso grupo. Acreditamos que devemos obrigações e favores a nossa família e amigos — há uma ética específica para os que estão ligados a nós, que não funciona para desconhecidos. 
Alguns filósofos argumentam que deveríamos tratar os estranhos da mesma maneira que aqueles que amamos. Esse é um dos princípios fundamentais das religiões cristãs. A religião tem algum papel na origem da moralidade? Muitas pessoas acreditam que é preciso ser religioso para ser bom. Não há evidências científicas para isso. Os ateus podem ser exemplos de bondade e, normalmente, a religião motiva as pessoas a fazer coisas terríveis — exemplos assim não faltam em nossa história. Mas a religião também pode fornecer grandes ensinamentos morais, construir comunidades beneficentes e ser uma força importante na direção do bem. Ela é apenas um fator a mais, como as experiências ou leituras de nossa vida, que podem levar para o bem ou para o mal.
Outro elemento citado em seus estudos como importante para a origem da moralidade é a aversão. Como ela moldaria nossas escolhas? É muito interessante descobrir de onde vêm a aversão ou repugnância a algumas coisas. Temos nojo, por exemplo, de fluidos corporais e alguns psicólogos argumentam que isso é devido à lembrança de nosso lado animal. Porém, não nascemos com essa náusea. Um experimento da década de 1980 ofereceu a crianças com menos de dois anos algo que foi descrito como fezes de cachorro — feitas com manteiga de amendoim e queijo — e a maioria delas comeu a preparação. Ela pode ser desenvolvida, ao longo do tempo, como um propósito adaptativo: para evitar a ingestão de alimentos estragados, parasitas ou doenças.
O senhor relaciona a repugnância à moral sexual. De que forma essa sensação pautaria nossas opções ou avaliações morais sobre o sexo? Minha teoria é que, por termos aversão a algumas coisas que poderiam nos fazer mal, consideramos que elas sejam erradas. Assim, se eu sou um heterossexual, penso em dois homens fazendo sexo e sinto nojo disso, acredito que o que eles fazem é errado. Mas isso é um equívoco. Fazemos centenas de coisas desagradáveis que são corretas — trocar as fraldas de nossos filhos é desagradável, mas não é errado e nem os amamos menos por causa disso. Reconhecer que nem tudo que nos causa náusea é ruim é um passo moral que ainda precisamos tomar.
Seus estudos mostraram que bebês exibem preferências pelos iguais. Essa seria uma das razões para a existência de preconceitos? Isso tem a ver com nossa predisposição natural ao estabelecimento de coalizões. Favorecemos nossos próprios grupos — o que tem lados positivos, como a valorização de línguas e culturas ou o sentimento de pertencimento e orgulho. Podemos usar nossa inteligência para dominar nossa tendência à coalizão quando sentimos que ela começa a sair do controle. Criamos tratados e organizações internacionais voltados à proteção dos direitos humanos universais. É assim que o progresso moral acontece: por meio da razão permitimos que o que há de melhor em nós suplante instintos e desejos negativos.


Fonte: Site da Revista Veja
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/bebes-ja-fazem-escolhas-morais-diz-psicologo?utm_source=redesabril_veja&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_veja&utm_content=feed&

Maria Alice Setubal: "O que o PT faz hoje é de esquerda? Não sei "

A socióloga que coordena o programa de governo de Marina diz que Fernando Henrique está à frente do PSDB e que Lula pensa a política de um jeito antiquado

JOSÉ FUCS
MILITÂNCIA SOCIAL Maria Alice afirma  respeitar Lula,  mas diz que o discurso dele  ficou anacrônico (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)
Entre os principais colaboradores de Marina Silva, a candidata do PSB à Presidência, nenhum ganhou tanta visibilidade nos últimos dias quanto a socióloga Maria Alice Setubal, conhecida como Neca.  Amiga de Marina, indicada por ela para coordenar o programa de governo de sua coligação, Maria Alice, de 63 anos, virou alvo preferencial dos ataques de outros candidatos, por ser filha do banqueiro Olavo Setubal, um dos maiores acionistas do banco Itaú, morto em 2008. Casada pela segunda vez, com o empresário Paulo Almeida Prado, dono do hotel Fazenda Capoava, em Itu, no interior de São Paulo, com três filhos do primeiro casamento,  Maria Alice se dedica hoje, praticamente em tempo integral, ao mundo da política e à campanha eleitoral.  Nesta entrevista, ela fala de sua ligação com Marina, de sua atuação política e do preconceito que sofreu por ter nascido em família rica e viver em redutos da esquerda. “Tenho orgulho de minha família e entendo que minha origem seja importante, mas não faz sentido reduzir meu currículo a isso”, diz.
ÉPOCA –  No debate da Band na semana passada, alguns  candidatos a chamaram de “banqueira” e “herdeira do Itaú”. Também atribuíram à senhora a proposta de conceder autonomia ao Banco Central, encampada por Marina. Como a senhora reage a isso?
Maria Alice Setubal – Sou parte da família, sou acionista. Sempre tive um ótimo relacionamento com eles e tenho orgulho de meu pai (Olavo Setubal, responsável pelo grande salto do banco, nos anos 1960 e 1970) e de meu irmão Roberto (atual presidente do Itaú Unibanco), padrinho do meu filho mais velho. Mas nunca ocupei nenhum cargo no banco. Entendo que seja importante e que tenha de responder por isso, mas minha atuação sempre foi nas áreas de educação e social. Acho uma pena que seja assim, reduzir meu currículo a isso. Tenho uma história, uma legitimidade e, hoje, tenho muito mais segurança e tranquilidade para lidar com essa questão.
ÉPOCA –  Como foi sua aproximação com Marina?
Maria Alice – Foi uma descoberta, em 2009. Marina me encantou. Eu a conheci por meio do Movimento Brasil Sustentável, que a apoiava. Era um grupo que já conhecia havia anos, de que faziam parte os empresários Guilherme Leal (um dos fundadores da Natura e candidato a vice-presidente de Marina em 2010), meu amigo desde a adolescência, Oded Grajew (um dos fundadores do Movimento Nacional das Bases Empresariais, o PNBE, em 1989, e ex-presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, a Abrinq) e Ricardo Young (vereador do PPS em São Paulo, ex-presidente do Instituto Ethos e também ex-integrante do PNBE). Era um grupo muito confiável. Guilherme me perguntou se eu não queria ajudar na campanha na área da educação, e eu fui. Fui assistir a uma palestra de Marina em São Paulo e fiquei encantada.
ÉPOCA – Hoje, além do forte vínculo político, a senhora e Marina dizem que são muito amigas. Que amizade é essa? Vão ao cinema juntas, saem para jantar juntas com os maridos?
Maria Alice –  Não, porque o marido dela mora no Acre, e ela está com apartamento em São Paulo, como Eduardo (Campos) estava, e Brasília. Está praticamente sediada em São Paulo hoje. Meu marido  mora na fazenda, em Itu, no interior de São Paulo. Fábio (marido de Marina) ainda não esteve lá, mas Marina já foi duas vezes à fazenda, conhece o Paulo (marido de Maria Alice), e ele gosta muito dela. Não vamos ao cinema juntas, mas falamos muito ao telefone.
ÉPOCA – Marina liga de madrugada?
Maria Alice – Ela não é o (José) Serra (ex-governador de São Paulo), mas a gente se fala cedo, de noite...
ÉPOCA – Dizem que sua influência com Marina é tão grande que, no debate, a senhora avisou para ela tirar os óculos. Como foi isso?
Maria Alice –
 Os óculos eram meus. Temos o mesmo grau. Logo que começou o debate, veio uma enxurrada de mensagens pelo celular, pedindo para ela tirar os óculos. Era uma armação grande, vermelha, e ela estava olhando por cima. Não dava para ver o olho – e ela tem um olhar firme. Achei engraçado que um dos comentários era de um dos meus filhos: “Mãe, ela está ótima. Está indo muito bem, mas o que são esses óculos bizarros?”.
ÉPOCA – Como Marina decide?
Maria Alice – 
Ela escuta muito. Sempre se diz que ela é intolerante, intransigente e não dialoga. Mas ela escuta as pessoas. Isso não quer dizer que ela seja alguém que demore séculos para tomar uma decisão. Como você viu nos debates, ela é uma pessoa que toma decisão de bate-pronto. Tem convicções firmes, e isso às vezes é confundido com intransigência, mas não é.
"Na USP, eu tinha a sensação de que precisava ter a palavra mais radical para ser aceita"
ÉPOCA – Qual sua opinião sobre Lula e Fernando Henrique?
Maria Alice – 
Admiro ambos. Fernando Henrique está muito à frente do PSDB. Ele compreende mais que qualquer outro do partido os movimentos de junho e o que se passa no mundo. Entende a Marina, tem um ótimo diálogo com ela. Lula também admiro muitíssimo, a história de vida dele. Acho que ele fez o Brasil mudar. Claro que o PSDB abriu o caminho com Fernando Henrique, com a estabilidade econômica. Se não fosse isso, Lula não teria conseguido fazer o que fez. Hoje, se a gente avaliar pela área social, onde mais milito, o Brasil é outro mundo. Só que Lula continua com o mesmo discurso de 2010. Não percebeu que o mundo mudou, e o Brasil também. Lula ainda pensa a política por meio das grandes estruturas, que são as estruturas sindicais, político-partidárias. Não consegue perceber que há algo maior hoje, embora ainda seja difuso. São essas figuras difusas que votam na Marina. As pessoas não querem mais ficar submissas aos partidos, aos sindicatos, às ONGs.
ÉPOCA –  O que a senhora pensa da presidente Dilma?
Maria Alice – Dilma é o oposto de Marina. Ela não ouve. Agora, é uma pessoa íntegra, que acredita na causa. Tem um compromisso com o país – dentro do modelo dela, do qual discordo – e é centralizadora.
ÉPOCA –  Como começou sua atividade política?
Maria Alice – 
Nunca havia me filiado a um partido. Nos anos 1970, na época da faculdade, participei de algumas reuniões do MDB, mas nunca me filiei. Nunca votei num candidato por causa de partido. Votei várias vezes em candidatos do PT, várias vezes no Lula. Luiza Erundina (ex-prefeita de São Paulo, deputada federal pelo PSB e coordenadora da atual campanha de Marina) também era uma candidata minha. Eventualmente, votei também em candidatos do PSDB. Meus filhos falam: “Mãe, para você só a Marina, mesmo”, porque eu já havia tido outros convites, mas nunca havia aceitado nenhum.
ÉPOCA – A senhora se considera de esquerda?
Maria Alice – 
Tenho um compromisso com a justiça social, com a sustentabilidade, com a liberdade, a democracia. Agora, se isso é ser de esquerda ou direita, não sei. Ser de esquerda é o que o PT faz hoje? Não sei.
ÉPOCA – A senhora já defendeu a cobrança de impostos sobre grandes fortunas. Ainda mantém essa posição?
Maria Alice – 
Falo do ponto de vista pessoal, porque não faz parte do programa de governo da Marina. É algo importante, que o Brasil deveria ter, como os Estados Unidos e países da Europa. Isso não trará mais recursos para educação, saúde, mas tem um simbolismo importante. Sei que isso é controverso e fará com que muitas pessoas levem seus recursos para fora, como acontece na França hoje, mas dará um sinal importante à sociedade.
ÉPOCA – A senhora vem de uma família de acionistas do banco Itaú e estudou ciências sociais na USP,  um dos principais polos da esquerda do país. Como era viver nesses dois mundos?
Maria Alice –
 Entrei na USP em 1970, no auge da repressão. Meu pai (o banqueiro Olavo Setubal) ainda não era prefeito de São Paulo. Só foi prefeito cinco anos depois, quando eu estava no mestrado. Era muito difícil para mim, uma relação muito ambígua de conseguir lidar, naquela época. Sempre tinha a sensação de que deveria ter a palavra mais radical possível, para poder ser aceita, para contrabalançar. Paulo, meu irmão, que estudava engenharia na FEI, queria que meu pai me proibisse de ir para a USP, dizia que era um antro de comunistas, mas ele respeitava muito o meu jeito de ser. Ele tinha muito orgulho,  incentivava e queria ver os textos que eu lia, os estudos do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) de José Arthur Giannotti, de Octavio Ianni. Era uma forma também de ele saber o que eles estavam pensando. A vida inteira meu pai, enquanto ele estava bem, convidava para almoçar lá no banco vários petistas, deputados, senadores. Ele gostava de conhecer as opiniões. Me lembro de vê-lo lá com o (economista do PT) Paul Singer, a Marta Suplicy (atual ministra da Cultura, do PT). 
ÉPOCA – Se Marina for eleita, a senhora trabalhará no governo?
Maria Alice –
 A gente nunca conversou sobre isso. Só sei que estarei com ela. Como? Do jeito que ela achar melhor.

Fonte: Site da Revista Época
http://epoca.globo.com/tempo/eleicoes/noticia/2014/08/bmaria-alice-setubalb-o-que-o-pt-faz-hoje-e-de-esquerda-nao-sei.html

1 Página de Cada Vez | Adam J. Kurtz




Já imaginou fazer uma tarefa de cada vez, uma por dia, durante um ano? Nós aceitamos o desafio!

Durante um encontro com a Companhia das Letras na 23ª Bienal do Livro em São Paulo, a editora nos apresentou esse lançamento do seloParalela, 1 Página de Cada Vez, que tem o objetivo de entreter pessoas de qualquer idade. Diferente de Destrua Esse Diário, esse livro pode ser o que você quiser: um diário, uma lembrança, um calendário, um amigo ou todas as alternativas anteriores.

Sinopse:Todo dia é uma oportunidade de criar algo novo. Largue o celular e pegue um lápis. Encontre um tempo para si mesmo. A internet não vai desaparecer enquanto isso. Comece com uma página de cada vez, e você vai se surpreender com o quanto é capaz de criar.

Com a intenção de incitar a criatividade das pessoas, Adam J. Kurtz cria um livro simples e envolvente para nos tirar da rotina pesada todos os dias do ano. Portanto, durante os próximos 365 dias, nós postaremos uma foto ou vídeo por dia na página do Facebook para que vocês nos acompanhem nessa jornada.

Se você tiver um livro desse em mãos, faça com a gente! Se não, corra comprar o seu por que vale muito a pena. :D


Fonte: Site Índice

http://www.canalindicex.com/2014/08/1-pagina-de-cada-vez-adam-j-kurtz.html?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super

sábado, 30 de agosto de 2014

A história oficial do ET de Varginha

Investigação do Exército conclui que um morador da cidade foi confundido com um ser de outro planeta e documentos explicam a movimentação anormal de militares na região

Rodrigo Cardoso
Confira o vídeo com mais três casos sobre estes supostos seres de outros planetas:
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O Caso Varginha, incidente ufológico apontado como o mais notável do gênero em todos os tempos no Brasil, completa 15 anos em janeiro. Localizada no sul de Minas Gerais, Varginha entrou para o mapa-múndi da ufologia após três garotas relatarem ter ficado frente a frente com um ser extraterrestre. O fascínio da história, além desse contato imediato de terceiro grau, estava ligado a um fato defendido pela comunidade ufológica, que patrocinou uma romaria à cidade mineira. Segundo ela, o Exército brasileiro, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros teriam capturado em 20 de janeiro de 1996 duas criaturas de outro planeta e as conduzido para análises em hospitais e necrópsia em Campinas (SP). Estas instituições, de acordo com os ufólogos, sonegavam, desde então, a divulgação desses fatos.
 
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Com exclusividade, ISTOÉ teve acesso aos dois únicos documentos produzidos pelo governo para apurar as ocorrências e as acusações feitas, principalmente contra militares, durante o caso do ET de Varginha. Trata-se de um Inquérito Policial Militar (IPM) e de uma sindicância arquivados no Superior Tribunal Militar (STM). É na página 334 do material – são 357 no total – que está a história oficial, contada pelos militares para o suposto ET avistado pelas três garotas após sete meses de investigação. Para o tenente-coronel Lúcio Carlos Pereira, encarregado do IPM, elas viram, na verdade, um homem popularmente conhecido como “Mudinho”. Ele costumava ficar agachado (mesma posição em que estaria o ET, segundo os relatos) e provavelmente apresentava algum desvio mental. Segundo o Exército, o ET nunca existiu. Na época, “Mudinho” tinha cerca de 30 anos e morava com a família em frente ao terreno onde as garotas afirmaram ter visto a criatura. Ainda hoje, esse morador é visto regularmente agachado recolhendo objetos do chão, como cigarros e galhos.
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“(É) mais provável a hipótese de que este cidadão, estando provavelmente sujo, em decorrência das chuvas, visto agachado junto a um muro, tenha sido confundido, por três meninas aterrorizadas, com uma ‘criatura do espaço’”, escreve ele, que juntou aos autos um estudo fotográfico que simula a semelhança entre o cidadão e o suposto ET.

Uma sequência de fatos ufológicos relatados em uma semana de janeiro de 1996 e uma movimentação incomum de militares em Varginha fizeram especialistas no tema acreditar que seres de outro planeta estiveram na cidade. Primeiro, naves espaciais teriam sido avistadas no céu da região. E, em seguida, correu a história do contato imediato com criaturas e a movimentação de Bombeiros e do Exército para capturar e levar ETs para análises em hospitais (leia quadro na página ao lado).

Em sua sentença, o então promotor da Justiça Militar Antônio Antero dos Santos tachou de inverídicos os fatos atribuídos às instituições militares. Para ele, nenhum órgão estadual e tampouco o Exército estiveram envolvidos em captura e transporte de ETs. “Tudo não passou de mera rotina de trabalho, quando caminhões do Exército saíram do quartel para serviço normal de manutenção numa oficina”, concluiu. 
 
Responsável pela Companhia de Manutenção e Transporte da Escola de Sargentos das Armas (ESA), de Três Corações, a unidade militar que estaria à frente da captura e do transporte dos ETs, o sargento Valdir Ernesto dos Santos teve de se explicar no IPM. E relatou que as viaturas do Exército estavam nas ruas porque, ainda por garantia, eram conduzidas à concessionária Automáco Comercial e Importadora, em Varginha, para fazer manutenção. Uma nota fiscal da concessionária, de 29/01/1996, de R$ 492, foi anexada ao processo. Ela indica a prestação de serviços de balanceamento e alinhamento dos caminhões.
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“Não há prova de que foi capturado 
um ser extraterrestre”
Ubirajara Rodrigues, ufólogo, que acreditou na história do ET e a divulgou em 1996

 


Nos oito dias em que durou a sindicância, em maio de 1996, dentro da ESA, 23 militares foram interrogados. Já no IPM, que ocorreu durante os sete primeiros meses de 1997, oito autoridades – entre membros do Exército, Polícia Militar e Bombeiros – e três civis prestaram esclarecimentos. Um deles, o advogado e ufólogo Ubirajara Rodrigues, hoje com 55 anos, afirmou à ­ISTOÉ que sua postura não é mais a mesma de quando depôs no IPM. “Não há prova de que foi capturado um ser extraterrestre em Varginha”, diz ele. 
Um dos membros da comunidade ufológica mais engajados na história, que atuou entrevistando militares, Rodrigues diz que o Caso Varginha tem todas as características de mito. “Acredito ainda que houve uma série de fatos complexos que envolveram Exército, Polícia Militar, Bombeiros e hospitais. Pessoas disseram que viram, que tocaram em um extraterrestre, mas isso não serve de comprovação científica. Naquela época, a nossa tendência era acreditar que teria sido um ser de outro planeta.”

Então tenente-coronel da ESA, Olímpio Vanderlei Santos depôs no IPM apontado como o chefe e o principal responsável pela equipe que teria capturado a criatura. Atualmente na reserva, aos 60 anos, vivendo em Franca (SP), ele voltou a negar seu envolvimento no caso. “Saíamos de viatura para Varginha porque a cidade era nosso ponto de apoio em termos de manutenção da frota”, diz ele. “Existia um clima de preocupação, colegas se assustaram na época. Fiquei surpreso quando vi meu nome envolvido.”
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ENGANO
ESA e as três garotas que teriam visto o ET
 

Outro fato intrigante do Caso Varginha é a morte de um policial militar supostamente em decorrência de um vírus estranho adquirido de um ET que teria sido capturado por ele. Marco Eli Cherese tinha um quisto debaixo da axila esquerda e já havia algum tempo tinha programado uma cirurgia para retirá-lo, segundo Maurício Antonio Santos, então comandante do 24º Batalhão da Polícia Militar de Varginha. “O falecimento ocorreu em função de uma forte infecção hospitalar após a operação”, contou o comandante, que fez constar do IPM cópias do laudo médico realizado pelo Instituto de Propedêutica e Diagnóstico de Varginha um dia após a morte do policial. “O ex-soldado Cherese não estava envolvido em nenhuma ocorrência com extraterrestres”, encerrou a testemunha. Fruto de fantasia ou não, o fato é que a cidade mineira abraçou a causa dos UFOs. Uma gigantesca caixa d’água em formato de nave espacial e pontos de ônibus que lembram discos voadores podem ser avistados na cidade. O ET é o mascote de Varginha.
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Fonte: ISTOÉ Independente
http://www.istoe.com.br/reportagens/105958_A+HISTORIA+OFICIAL+DO+ET+DE+VARGINHA

Evidência extraterrestre na Biblia

A Bíblia é um texto com muitos anos de história, onde podemos citar uma série de poderes sobrenaturais, supostamente vindos de Deus.
Mas e se essa força não era de Deus, e se foram, talvez, UFOs. Existem várias passagens na Bíblia que poderiam ser explicados como suposta intervenção extraterrestre.
Ao longo de toda a Bíblia, há vários eventos misteriosos pelos ares, por isso, muitos acreditam que é o poder de Deus, mas os cientistas relatam que pode ser contato com ovnis e seus tripulantes.
Temos que levar em conta, que na época em que os textos sagrados foram escritos, os autores não tinham noção do que seria um foguete, aviões, ou qualquer outra forma de tecnologia presente nos dias atuais.
Por isso acreditavam que essa tecnologia era divina e vinha de Deus, passavam a julgar todos os fenômenos naturais como intervenção divina. Mas a verdade pode ser outra...
No livro de Elias, narra que ele teve contato com um carro de fogo, a que talvez tenha sido um ovni, e não um carro de fogo. Elias sabia que sua vida estava em perigo e por isso pediu a Deus para ajudá-lo, quando de repente, foi cercado por carros de fogo ao redor como cavalos, e um deles o sequestrou e foi para o céu. Essa historia é muito parecida com supostos sequestros envolvendo Ufo nos dias atuais.
Com Moisés, no Êxodo, o Faraó permitiu a Moisés que levassem todos os israelitas, mas depois se arrepende e decide ir atrás dos israelitas. A Bíblia nos diz que a água do Mar Vermelho foi aberta e Moisés atravessou com os israelitas, e depois com a ajuda de Deus o mar foi fechado, matando todo o exercito de Faraó. Agora os ufólogos acreditam que poderia ser um OVNI voando sobre a água, e, assim, o mar foi aberto. Isso explica a grande nuvem que os seguiu durante a travessia.
Moisés e seu povo vagou por 40 anos no deserto, sempre ele menciona que uma grande nuvem no céu os guiou e os protegeu. Por que será que Deus se esconderia atrás de uma nuvem?
Essa mesma nuvem que os seguiu, mandava alimentos e água para o povo de Moisés, e de noite, os iluminavam.
Uma noite, Deus disse a Moisés para acordar cedo e ir até ao Monte Sinai. Deus disse que todas as pessoas deviam ficar longe, exceto Moisés, que subiu ao monte. Estando lá, se encheu de fumaça e penetrou na nuvem.
E se não fosse uma nuvem? e se fosse realmente uma nave extraterrestre? talvez quiseram mostrar algo a Moisés. Quando a nave baixou, Moisés trouxe os 10 mandamentos.
A estrela de Belém, cuja aparência é tão intimamente ligada ao evento do nascimento de Jesus, é, como pode ser revista nos Evangelhos. Uma "estrela" que se move e tem também o poder de parar.
Se fosse mesmo uma estrela, não seria inteligentemente controlada.
Outro evento que pode ser mencionado ovnis na Bíblia, acontece no Novo Testamento. Jesus se transfigura, "Sua roupa ficou muito branca e brilhante nada na terra poderia branquear-la novamente, então Moisés e Elias apareceram e começaram a conversar com Jesus." Como poderiam estar lá, se Moisés havia morrido e Elias nunca morreu na terra como ele foi levada pelo carro de fogo para o céu. Talvez tenha sido o mesmo OVNI da transfiguração de Jesus que levou Moisés e Elias até lá.
A Bíblia diz que Ezequiel foi seqüestrado por um corpo celeste: "quando olhei havia uma tempestade de vento norte se aproximando, e uma grande nuvem com um brilho em torno de um fogo constante sobre o fogo como o bronze mais brilhante" O que Ezequiel viu? Ele acha que teve um encontro com Deus. Mas especialistas agora acreditam que poderia ser um OVNI que Ezequiel efetivamente observou, depois de muito estudo é acreditado que é uma nave alienígena.
Sodoma e Gomorra, a Bíblia diz que essas cidades eram pecadoras e não teriam mais salvação, e deveriam ser exterminadas. Diz-se que começou a chover fogo sobre as cidades que pôs fim a esses lugares e todos os que lá viviam. Alguns cientistas acreditam que seja verdade sobre Sodoma e Gomorra, e mais, encontraram os supostos locais a sudeste do Mar Morto onde seriam o local dessas cidades. Mas o que caiu do céu? A evidencia mais lógica e de um ataque nuclear, pois,
no suposto local em que essas cidades se localizavam, encontraram vestígios de energia nuclear.
"Então o Senhor trouxe um grande peixe para engolir Jonas, e Jonas esteve no ventre do peixe três dias e três noites"

Este "peixe" não seria outra coisa senão um OVNI no fundo do mar, também chamado por alguns pesquisadores como Osni (objeto submarino não identificado), agora há muitos testemunhos de pessoas que afirmam ver nos mares objetos não identificados. Também a casos de sequestros em que pessoas passam dias dentro desses supostos submarinos bem como ocorreu com Jonas.


Fonte: Blog Teoria Extraterrestre
http://teoriaalien.blogspot.com.br/2011/06/evidencia-extraterrestre-na-biblia.html