domingo, 30 de novembro de 2014

Livro com cartas psicografadas é lançado por pais de vítimas da Kiss

Matéria sugerida por Rosana de Cassia Pulcino

Familiares procuraram quatro médiuns para psicografar mensagens.
Cartas falam que muitos estão bem, e outras também relatam saudade.

Um ano e 10 meses depois da tragédia que causou a morte de 242 pessoas em Santa Maria, pais de sete vítimas do incêndio na boate Kiss se reuniram para lançar um livro com cartas psicografadas. Eles acreditam que as mensagens foram enviadas pelos filhos através de médiuns, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço (veja o vídeo).

As cartas teriam sido enviadas por sete jovens. Na noite de 27 de janeiro de 2013, eles foram se divertir na casa noturna, mas morreram após o local ser tomado pelo fogo. "Estou melhorando e só a saudade é que me maltrata tanto”, diz uma das cartas, que teria sido enviada por Daniela Betega Ahmad.

A mãe de Daniela, Adriana Betega Ahmad, é uma das mães que está lançando o livro. Ela conta que procurou os médiuns para tentar endender o que aconteceu com a filha e também buscar um pouco de conforto. “É para tentar entender um pouco melhor por que tudo aquilo, por que tudo aquilo aconteceu”, relata Adriana.
Cartas psicografadas livro Kiss (Foto: Reprodução)
"E despertei dsse lado como se desperta toda
manhã, um lugar lindo e cheio de paz, diz uma
das cartas (Foto: Reprodução)
      
Rose Simeoni, mãe de Stéfani, conta que um recado da filha a deixou mais calma durante uma consulta com médiuns. A mensagem que teria sido enviada pela jovem relata que ela fora socorrida pelo pai, já falecido na época do incêndio.
“Ela coloca que já estava fora da boate de forma muito rápida. E ela disse que alguém vestido de branco, um anjo, veio resgatá-la. E quando ela olhou para o rosto, ela reconheceu o pai dela. Esta parte da carta, para mim, foi a mais linda", lembra Rose.
As cartas foram psicografadas por três médiuns de Uberaba, em Minas Gerais, e outro do interior de São Paulo. Com o livro, intitulado "Nossa Nova Caminhada", as mensagens deixam de ser apenas de leitura exclusiva das famílias. As psicografias estão reproduzidas na íntegra na obra, que foi editada e custeada pelos próprios parentes.
Mariângela Pontes Gonçalves, mãe de Guilherme, sustenta que há detalhes nas cartas psicografadas que somente o filho poderia saber. Por isso, ela não tem dúvidas quanto à veracidade das mensagens.
"São muitos detalhes íntimos, detalhes de dentro de casa. Tem coisas que não teria como o médium saber, já que lá só se diz o nome da pessoa. Isso nos dá uma certeza absoluta de que elas são verdadeiras", afirma.
O lançamento ocorreu na quinta-feira (27), dia em que a tragédia completou um ano e 10 meses, em Cachoeira do Sul, a cerca de 120 quilômetros de Santa Maria, cidade onde nasceu Guilherme. Apenas mil exemplares da obra serão vendidos.

“Não se preocupem. Em sua maioria, estamos todos bem”, está escrito em uma das cartas do menino. "Isso nos trouxe um conforto, uma paz no coração. Única coisa que a gente quer saber é se nossos filhos estão bem, aqui ou lá", completa Mariângela.
Leia trecho

"Querida mamãe Mariângela e papai Ricardo, o senhor seja louvado.
Estou aqui em companhia da Stefani e da querida vovó Quirina.
Não vamos mais pensar no incêndio que nos vitimou em Santa Maria, no que nos sucedeu, como mais uma demonstração de Misericórdia Divina que dilui a dor que era nossa em 242 partes exatamente iguais... Felizmente não era nossa em 242 partes examente iguais... Felizmente não pudemos e, ainda não podemos chorar como se aquele sofrimento fosse apenas nosso.

Acredito, mamãe e papai, que muitas tem sido as manifestações espirituais em torno da tragédia que precisamos tentar minimizar em nossas lembranças.
Contudo, de minha parte compreendo que, no último quartel do século passado, mais de duas centenas de espíritos, desejosos de adentrar o Terceiro Milênio da Era Cristã sem maiores comprometimentos cósmicos reuniram-se no Mundo Espiritual e decidiram pelo resgate coletivo das faltas cometidas em séculos anteriores. 
Claro que referidos compromissos não dizem respeito tão somente a nós outros, visto que, em maioria, aqueles que nos acolhiam na condição de filhos igualmente se encontravam comprometidos perante as Leis Divinas, que nos compelem as quitações de nosso débitos para com a consciência ceitil. 
Cartas psicografadas livro Kiss (Foto: Reprodução)
Carta psicografada assinada por Sfefani
Posser Simino (Foto: Reprodução)
      
Em vidas que se foram, mamãe e papai, não raro, nos transformamos em incendiários e não foram poucos os filhos que, em nossas atitudes de violência, apartamos dos braços carinhosos de seus genitores.
Aqui nesta manhã, em nossa companhia orando conosco estão os irmãos Marcelo e Pedro, além de outros, com o nosso irmão Pedro me solicitando dizar aos pais Marcia e Marcelo, que, a semelhança do irmão Marcelo, ele se encontra muito bem, esclarecendo que ainda não escreveu a eles por absoluta falta de oportunidade. 
Não se preocupem. Em maioria estamos todos bem, porque a escolha efetuada por nós foi uma escolha consciente, porque conforme lhes disse, anelávamos adentrar o Terceiro Milênio que começa com novas e mais amplas perspectivas de avanço espiritual. 
Realmente ninguém deve ser considerado culpado pelo que nos sucedeu. Que o episódio naquela casa de espetáculos, em Santa Maria, simplesmente nos sirva de advertência para que sejamos mais cuidadosos, sobretudo, no respeito que nos cabe aos nossos semelhantes. 
Não posso continuar. O meu tempo já se esgotou e preciso ceder lugar e vez a outro comunicante.
Com meu amor a vocês dois, mamãe e papai, sou o filho que não os esquece e que, em nome de dezenas de outros filhos desencarnados na mesma tragédia, agradecem tudo que vocês dois vem fazendo para confortar aos seus pais.
Com meu carinho e da Stefani, que já escreveu aos seus familiares, sou o filho sempre agradecido."
Carta psicografada por Guilherme Pontes Gonçalves, recebida no Lar Espírita Pedro e Paulo, através do médium Carlos A. Baccelli – Uberaba, Minas Gerais, em 26 de julho de 2014.
Entenda
O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013. A tragédia matou 242 pessoas, sendo a maioria por asfixia, e deixou mais de 630 feridos. O fogo teve início durante uma apresentação da banda Gurizada Fandangueira e se espalhou rapidamente pela casa noturna, localizada na Rua dos Andradas, 1.925.
O local tinha capacidade para 691 pessoas, mas a suspeita é que mais de 800 estivessem no interior do estabelecimento. Os principais fatores que contribuíram para a tragédia, segundo a polícia, foram: o material empregado para isolamento acústico (espuma irregular), uso de sinalizador em ambiente fechado, saída única, indício de superlotação, falhas no extintor e exaustão de ar inadequada.
Ainda estão em andamento dois processos criminais contra oito réus, sendo quatro por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e tentativa de homicídio, e os outros quatro por falso testemunho e fraude processual. Os trabalhos estão sendo conduzidos pelo juiz Ulysses Fonseca Louzada. Sete bombeiros também estão respondendo pelo incêndio na Justiça Militar. O número inicial era oito, mas um deles fez acordo e deixou de ser réu.
Entre as pessoas que respondem por homicídio doloso, na modalidade de "dolo eventual", estão os sócios da boate Kiss, Elissandro Spohr (Kiko) e Mauro Hoffmann, além de dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o funcionário Luciano Bonilha Leão. Os quatro chegaram a ser presos nos dias seguintes ao incêndio, mas a Justiça concedeu liberdade provisória a eles em maio do ano passado.
Atualmente, o processo criminal ainda está em fase de instrução. Após ouvir mais de 100 pessoas arroladas como vítimas, a Justiça está em fase de recolher depoimentos das testemunhas. As testemunhas de acusação já foram ouvidas e agora são ouvidas as testemunhas de defesa. Os réus serão os últimos a falar. Quando essa fase for finalizada, Louzada deverá fazer a pronúncia, que é considerada uma etapa intermediária do processo.

Fonte: Site Espirit Book
http://www.espiritbook.com.br/profiles/blogs/tragedia-da-boate-kiss-cartas-psicografadas-sao-lancadas-no-livro

Os comunistas imbecis queriam proibir até o seriado Chaves na Televisão.

É mole? Os esquerdistas parecem ter pedido completamente a noção do ridículo com o tal tão sonhado por eles, “controle da mídia”. O ultimo caso aconteceu através da página “Brasil Vermelho”, que ergueu a bandeira da proibição do programa “Chaves”, que a mais de 30 anos é uma das maiores audiências do sbt.

E sabe qual foi o argumento máximo para tal? Segundo a página:
O dono dos meios de produção domina a vila e explora os moradores, mantendo vivas as relações de opressão presentes na sociedade capitalista.

Ainda segundo a página:

Valores de direita foram reproduzidos pelo seriado, que tenta mostrar a força da meritocracia e dizer que é normal viver em um barril. Não há nenhuma referência aos programas sociais do governo federal, tentando esconder os bens que o governo vem fazendo a população.

Veja o texto publicado pela página “Brasil Vermelho” na íntegra:
Companheiros!
O Brasil vem passando por um extenso processo de transformações sociais nos governos de Lula e Dilma. Nós precisamos de uma produção cultural compatível.
Para consolidar as mudanças sociais do projeto popular brasileiro, o próximo passo é a democratização da mídia, que vai colocar a voz do povo na televisão e acabar com programas que mantém uma imagem do povo oprimido.
O seriado Chaves, um exemplo de dominação cultural Brasileira pela América do Norte, é exibido pela emissora de propriedade de um bilionário, Silvio Santos, e não tem compromisso social. Pelo contrário: mostra a exploração de um jovem em uma vila repleta de trabalho infantil, a ridicularização da miséria, a humilhação dos mais pobres pelos mais ricos. O dono dos meios de produção domina a vila e explora os moradores, mantendo vivas as relações de opressão presentes na sociedade capitalista.
Valores de direita foram reproduzidos pelo seriado, que tenta mostrar a força da meritocracia e dizer que é normal viver em um barril. Não há nenhuma referência aos programas sociais do governo federal, tentando esconder os bens que o governo vem fazendo a população.
No mínimo, o seriado deveria ser refeito com a inclusão de políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e o Mais Médicos.
O Brasil não pode mais aceitar programas que reforcem a opressão. Precisamos de democratizar a mídia e dar um fim ao seriado Chaves.
E nem falamos do fato de um aluno acima do peso ser alvo de bullying de seus colegas e do professor fumar dentro da sala de aula.
...
............
Esse é o Brasil da esquerda totalitária. Um país onde Chaves precisa ser censurado por pregar a opressão social. E sabe do que mais? É nesse país que eu e você vivemos. 

Concluindo.

Como era de se esperar, até mesmo uma página voltada para a esquerda como esta não poderia passar em branco com tamanha boçalidade. O post já recebeu milhares de comentários, em sua grande maioria criticando duramente o texto.


Fonte: Blog A direita brasileira em ação
http://adireitabrasileira.blogspot.com.br/2014/11/os-comunistas-imbecis-queriam-proibir.html

sábado, 29 de novembro de 2014

Presidente da Venezuela cria 0800 para combater traidores da pátria

Sucessor de Hugo Chávez lançou linha especial para venezuelanos que desconfiarem de algo ligarem e acusarem a pessoa suspeita.



Começou a funcionar nesta segunda (16) na Venezuela uma central de atendimento para receber denúncias sobre traidores da pátria. A ideia foi do presidente Nicolás Maduro, que se diz vítima de inúmeras conspirações.

Para combater aqueles que denomina de "inimigos da pátria", o sucessor de Hugo Chávez lançou uma linha especial, o "0800-Sabotagem". O serviço serve para os venezuelanos que desconfiarem de algo ou de alguém liguem e acusem a pessoa suspeita.

Segundo Maduro, será um "centro de informação" para que as pessoas possam fazer as acusações em "tempo real". Nos últimos meses o presidente Maduro, mergulhado em uma série de problemas econômicos gerados, segundo os analistas, pelo próprio governo, viu conspirações por todos os lados. Foi o caso da escassez de papel higiênico, quando acusou os agentes do imperialismo de estocarem o produto, de forma a provocar mal-estar na população na hora de recorrer ao toalete.

Há poucos dias um apagão no sistema elétrico nacional assolou 70% do país. Os apagões não são uma novidade nos últimos anos na Venezuela. Mas Maduro sustentou que era uma "sabotagem do fascismo". Nas últimas semanas as mulheres venezuelanas que exibem longas cabeleiras estão sendo alvo de ataques de gangues as assaltam para cortar seus cabelos, que são revendidos no mercado negro de megahair. Maduro exclamou que estes cortes capilares constituem uma "guerra psicológica contra a Venezuela".

O presidente venezuelano fez denúncias de diversas conspirações, sempre prometendo apresentar as provas. Mas, de todas as denúncias que fez, não apresentou uma prova sequer. O presidente até anunciou a próxima conspiração, com data marcada, que seria em outubro, denominada "Colapso Total", segundo ele organizada desde a Casa Branca, em Washington. Esta sequência de denúncias feitas por Maduro está sendo ironicamente denominada de "A Conspiranóia".




Fonte: G1

http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/09/presidente-da-venezuela-cria-0800-para-combater-traidores-da-patria.html

Conheça Roberto Bolaños, o Chaves


Matéria publicada na edição 10 da revista Flashback, especial da Superinteressante, de dez/2005
O homem por trás do Barril
Ele é um dos homens mais famosos do mundo. Faz sucesso na TV brasileira há 21 anos. E a maioria dos fãs nem sabe o nome dele. Conheça Roberto Bolaños, vulgo Chaves…
Por Tarso Araújo
chaves-perfil-super-2005
“Você é meu ídolo de infância”. Roberto Gómez Bolaños ouve declarações como essa há décadas. Mas ouvi-la do craque Diego Armando Maradona, emocionado como uma criança recebendo o presente mais desejado em seu aniversário, é uma boa demonstração da popularidade que esse senhor mexicano de 76 anos conquistou com dois de seus maiores personagens: Chaves e Chapolin Colorado. Claro que o encontro deles no programa semanal do argentino, no dia em que ele comemorava seu aniversário de 45 anos, também foi um golaço de audiência. Afinal, os baixinhos – Maradona tem 1,67m e Bolaños 1,62 – são provavelmente os dois maiores ídolos da América Latina. Sim: os programas de Bolaños foram exibidos em mais de 80 países e são reprisados até hoje, com sucesso, como acontece no Brasil há pouco mais de 21 anos.
A história do sucesso de Bolaños começou no rádio, antes mesmo da chegada da televisão ao México. Órfão de pai desde a infância, ingressou na faculdade de engenharia elétrica, mas jamais exerceu a profissão. Descobriu antes o gosto pelas letras, na redação de uma agência publicitária, e logo em seguida criando roteiros de humor para o radiofônico “Cómicos y Canciones”. Quando o programa ganhou sua versão televisiva, passou a disputar a liderança de audiência do horário, sempre com o texto de Bolaños. É nesta mesma atração que ele começou sua carreira de ator, “sem querer querendo”, como faz questão de explicar. Em 1958, ele escreveu pela primeira vez para o cinema, e o diretor do filme, impressionado com o talento do baixinho para a dramaturgia, lhe deu o apelido de Chespirito, um diminutivo carinhoso de Shakespeare (“Cheispir”, na pronúncia em espanhol). É com este nome que Bolaños ficaria conhecido internacionalmente. Mas isso ainda estava para acontecer.
Em 1968, a emissora Televisión Independiente de México (TIM) o contratou para criar um programa inteiramente seu. E ele lançou um semanal de meia hora de duração chamado “Los Supergenios de la Mesa Cuadrada”. Era uma paródia das mesas redondas, com personagens fixos comentando as notícias do cotidiano, e logo tornou-se mais um sucesso de Bolaños no México, já com alguns atores do futuro elenco de Chaves. O programa durou apenas dois anos, mas serviu para mostrar que, àquela altura, Bolaños tinha se transformado em sinônimo de sucesso. Tanto que seu passo seguinte foi Ter um programa que não só era seu como levava seu nome. Ou melhor, seu apelido.
Chespirito, o programa, estreou no México em 1970, no horário nobre das segundas-feiras, às 20h. Com uma hora para fazer o que quisesse, Bolaños criou quadros com diversos personagens e o humor para toda a família que sempre caracterizou seu trabalho, inocente, sem vulgaridades. Assim, nasceram Chapolin Colorado, no mesmo ano, e Chaves, em 1971. Com seu carisma e talento, e um grupo de atores fazendo personagens criados especialmente para eles, Bolaños dominou a audiência do horário. O sucesso só não era maior porque o seu canal, o TIM, não era transmitido em rede nacional. Isso só foi acontecer em 1973, quando a Televisa comprou diversas emissoras e transformou-se na primeira rede de televisão do México.
A mudança de emissora teve várias conseqüências. A primeira foi que, graças ao sucesso com as crianças, Chaves e Chapolin viraram programas independentes na Televisa, substituindo “Chespirito”. Em escala nacional, “Chaves” chegou a dar 60 pontos de audiência. O México já parecia pequeno para tanta popularidade. A segunda foi justamente a conquista da América. A Televisa foi criada para operar em todo o mercado latino-americano e, no mesmo ano de sua estréia, começou a exportar seus programas. O primeiro país a exibir “Chaves” fora do México foi o Equador, ainda em 1973.
O que nem a Televisa suspeitava é que “El Chavo del Ocho” (nome original do programa) faria tanto sucesso em tão pouco tempo. Antes do fim dos 70, ele já era uma febre internacional, com altos índices de audiência em praticamente toda a América Latina, na Espanha e nos Estados Unidos. “Não esperava nem sonhava com isso”, disse Bolaños à Flashback. Os cerca de 1 300 episódios existentes de Chaves, Chapolin e outros personagens de Chespirito já foram comercializados para mais de 80 países. Em 1977, o elenco de “Chaves” realizou o que poucas bandas de rock conseguiram. No Chile, os atores apresentaram-se para 160 mil pessoas em dois shows num só domingo, no estádio Nacional de Santiago. Na argentina, chegaram a fazer 14 apresentações seguidas, para um total de 350 mil pessoas.
A Televisa está rindo até hoje com o sucesso internacional de Bolaños. Além de continuar a reprisar seus programas com boa audiência (diariamente, às 16h) e vender os episódios por preços cada vez mais altos, ela ganha dinheiro na venda de produtos com os personagens dele. Em 2005, a United Media, empresa de licenciamento que também representa as marcas de Charlie Brown e Dilbert, adquiriu os direitos de “Chaves” os EUA. Motivada pela venda de mais de 500 mil DVD’s do programa, ela já lançou uma grife de roupas do personagem e negocia outros produtos. “A marca Chaves vende muito bem no México e temos bons indicadores de que o interesse vai ser assim nos EUA”, diz Mary Rotter, diretora de licenciamentos da Televisa.
Apesar de o negócio não ter fim, Bolaños largou a TV há dez anos. Em 1979 foi gravada a última temporada de “Chaves” e “Chapolin”. Mas os dois seguiram como quadros de “Chespirito”, que voltou em 1980 e foi gravado até 1995, com outros personagens antigos e alguns novos. A trupe de Chaves chegou a fazer um filme em 1979, “El Chanfle”, escrito e estrelado por Bolaños. A produção foi um sucesso de bilheteria e teve uma continuação em 1982. No cinema, ele também produziu seis longas metragens, entre 1996 e 1999, como diretor da Televicine – braço cinematográfico da Televisa. Ainda nos anos 90, escreveu e atuou na peça “11 y 12”, que permaneceu em cartaz por sete anos e bateu recordes de bilheteria em seu país. E hoje, apesar de alguns problemas de saúde – tem diabetes, um pouco de surdez e enfisema pulmonar – continua escrevendo. Agora, livros.
A estréia na carreira literária foi com um livro de poemas, em 2003. E no ano passado publicou “El Diario del Chavo del Ocho”, que conta a história de Chaves sob o ponto de vista do personagem. Best seller no México, seu lançamento está sendo negociado no Brasil.
Ele também tem uma autobiografia pronta, que só não foi lançada para não competir com “El Diario”. Agora, ele se dedica às viagens para divulgação do livro e à família. Uma grande família. Bolaños mora há 28 anos com a atriz Florinda Meza, 57, a Dona Florinda do Chaves. O casal tem um filho. E ele ainda tem outros cinco do primeiro casamento. Doze netos completam o clã.
E o Brasil?
Nem tudo foi moleza na trajetória do homem. Depois de Chespirito conquistar toda a América hispânica e parte dos EUA, faltava o Brasil. E isso quase não aconteceu. Em 1981, Silvio Santos negociava com a Televisa a aquisição de um pacote de novelas. Para fechar o negócio, a emissora mexicana exigia a compra – e exibição – de episódios de “Chaves”, “Chapolin” e outros esquetes do programa “Chespirito”. Silvio mandou dublar dez episódios e pediu à sua diretoria que analisasse o programa em casa. Queria conhecer a opinião deles antes de comprá-los, ou não.
O veredicto dos diretores foi o mesmo: um programa antigo, com cenário pobre, iluminação terrível e um senhor de 40 anos vestido de criança não daria certo em nenhum horário da programação. Todos vetaram “Chaves”. Mas Silvio preferiu não dar ouvidos e comprou o programa. “Acho que o dono dessa emissora é um cara esperto e não ‘contavam com a sua astúcia’”, disse Bolaños à Flashback, quando soube da história.
Não foi preciso muito tempo para mostrar que Silvio acertara em sua decisão.
As dublagens começaram em 1983 e em 24 de agosto de 1984 “Chaves” estreou no Brasil, no programa do Bozo. Segundo a emissora, “Chapolin” estreou antes, no dia 20. Três anos depois, os programas de Chespirito ganharam horários independentes na grade.
A essa altura, exibidos na hora do almoço, “Chaves” e “Chapolin” chegavam a superar a audiência da Globo. Em 2001, quando Ana Maria Braga estreou na emissora de Roberto Marinho na parte da tarde, Silvio colocou Chaves no mesmo horário. E a mulher perdeu para o garoto do barril sistematicamente. Restou à Globo colocar Ana Maria de manhã. Chaves já contabiliza 21 anos no ar por aqui, com breves interrupções. E fechou o ano passado com 12 pontos de média, segundo o Ibope. Audiência maior que a de estrelas do SBT, como Adriane Galisteu, Ratinho e Ana Paula Padrão. Graças a isso, a emissora renovou o contrato com a Televisa mesmo depois de a empresa mexicana fazer um leilão com a Globo e superfaturar o valor do contrato de exibição.
Mesmo com essas demonstrações de força, “Chaves” ainda encontra dificuldades no Brasil. Em 2003, os colegas de faculdade Luís Joly, Fernando Thuler e Paulo Franco escolheram a turma da vila como tema de seu trabalho de conclusão no curso de jornalismo. Quando notaram que não havia nenhuma publicação sobre o programa ou sobre Bolaños no país, eles decidiram lançar um livro. Durante dois anos, bateram à porta de mais de 50 editoras e, mais estranho ainda, nenhuma editora apostou no projeto. Até que, em 2005, a Editora Matrix resolver e o livro “Chaves – Foi Sem Querer Querendo?” precisou de menos de um mês para entrar nas listas dos mais vendidos, por onde ficou durante dez semanas.
Uma história parecida precedeu o lançamento de um box de DVD’s de “Chespirito”, em dezembro de 2005. O estudante e fã de carteirinha Bruno Sampaio descobriu que a Televisa tinha lançado DVD’s de “Chaves” no exterior. Ele pesquisou o contato de todas as distribuidoras de DVD’s do país e mandou e-mails cobrando uma versão brasileira. Paulo Duarte, da Amazonas Filmes, respondeu um e-mail agradecendo a sugestão. E só.
“Duas semanas depois mandei outro e-mail perguntando quantas pessoas tinham respondido”, conta Duarte. Para sua surpresa, ele foi o único. “Quando soube que as distribuidoras maiores não se interessaram, fui atrás da Televisa”. Confiando no potencial do produto, Duarte negociou com a emissora um projeto ambicioso: lançar oito caixas com três DVD’s cada, com episódios raros e inéditos no Brasil, de todos os personagens de Chespirito.
Mas até Silvio Santos, o padrinho brasileiro de “Chaves”, já subestimou o poder do programa. Em 2003, já contabilizava 19 anos no ar e ele resolveu parar de exibi-lo, sem muita explicação. Mas não sem resposta. De cara, a emissora recebeu milhares de e-mails e telefonemas de fãs revoltados. E, em duas semanas, ele voltou. A reação serviu para mostrar outro lado da força de Chaves: os fãs-clubes.
O estudante Eduardo Gouvêa, de 20 anos, conta que aos 9 anos seu maior problema na escola era o horário. Quando “Chapolin” começava, às 12h, ele já estava pronto, almoçando em frente à TV. Só que “Chaves” começava às 12h30 e era impossível ver o episódio até o final e chegar à sala de aula às 13h, pontualmente. Claro que ele preferia se atrasar e mais tarde levar uma bronca da mãe. O tempo passou, Eduardo tem hoje 20 anos, grava os episódios para evitar problemas e há três anos comprou um computador. A primeira coisa que ele fez quando se conectou à internet foi ver se tinha mais alguém que gostasse das suas séries preferidas. “Eu achava que era o último fã do Chaves”, diz. Claro que ele estava errado.
Fãs como ele começaram a se conhecer pela internet e constituir os primeiros sites e fã-clubes sobre o assunto. Os primeiros grupos começaram a se organizar para pedir a volta de “Chapolin”. Ao contrário de seu colega da vila, o Polegar Vermelho perdeu algumas batalhas e entrou e saiu da programação várias vezes. A cada desaparecimento, a organização das milícias aumentava em torno de uma corrente “Volta, Chapolin”. Hoje existe na rede uma multiplicidade de sites, fóruns, fãs-clubes e todo tipo de comunidade real e virtual. Só no orkut, são mais de 2 mil comunidades de Chaves, Chapolin, Seu Madruga (um dos mais populares) e outros personagens da turma, todas em português.
Em 2004, aconteceu o primeiro encontro formal de um fã-clube, no Rio de Janeiro. Hoje, os eventos são regulares e estão sempre cheios de gente que se reúne para ver episódios inéditos, participar de concursos de fantasias, conhecer os dubladores brasileiros e até mesmo os outros fãs. O último Chavesmania aconteceu em novembro, no Rio de Janeiro e reuniu 800 pessoas. Em São Paulo, onde a audiência do SBT sempre foi maior, o Festival da Boa Vizinhança reuniu 1 650 pagantes em um colégio alugado para o evento. E a Polícia Militar ainda precisou vir para acalmar uma fila de cerca de 6 mil pessoas que não conseguiram entrar. Elas protestaram atirando os alimentos que trouxeram para doação e xingando “Gentalha! Gentalha!”.
O dublador Carlos Seidl, a voz brasileira de Seu Madruga, está na profissão há 27 anos e nunca viu isso antes. “Quando me convidaram para os primeiros encontros, eu estranhava. Que interesse poderiam ter por um dublador?”, diz. “Eu me impressionava que o programa continuasse no ar por tanto tempo. Mas nesses encontros é que eu fui ter noção do sucesso de Chaves”, conta Seidl, que é tratado pelos fãs como uma verdadeira celebridade, posando para fotos e distribuindo autógrafos.
“Quando criei o fã-clube, pensei em uma comunidade de amigos que, além de informações sobre ‘Chaves’, se conheceriam ao vivo. E ele realmente criou muitas amizades”, diz o estudante de jornalismo Gustavo Berriel, 22 anos, presidente do fã-clube Chespirito Brasil. E não só amizades. Dia 10 de dezembro Vinícius e Neiva casaram-se em São Paulo depois de se conhecerem nas reuniões de fãs. Tinha de ser o Chaves, mesmo.

Fonte: Site da Revista Superinteressante
http://super.abril.com.br/blogs/superblog/conheca-roberto-bolonos-chaves/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super

A "profecia" do General Figueiredo.




Fonte: Blog A direita brasileira em ação
http://adireitabrasileira.blogspot.com.br/2014/11/a-profecia-do-general-figueiredo.html

Veja como estão os atores que fizeram parte de ‘Chaves'


Roberto Bolaños, o criador e intérprete de Chaves e Chapolin, morreu aos 85 anos de uma parada cardíaca na última sexta-feira, em sua casa, no México. A rede de TV mexicana Televisa foi a primeira a confirmar a notícia. 

Querido por muitos fãs em todo o mundo, o comediante ganhou homenagens em forma de mensagens nas redes sociais, inclusive de alguns de seus ex-companheiros de cena, como Rubén Aguirre, o Professor Girafales, Edgar Vivar, o Seu Barriga, e Maria Antonieta de las Nievas, a Chiquinha.

Maria Antonieta de las Nieves:

Maria Antonieta de las Nieves se apresenta até hoje como Chiquinha
A intérprete de Chiquinha está com 63 anos e ainda vive de apresentações como a famosa personagem da vila. Por isso, a atriz e Bolaños ficaram muito tempo sem se falar. 

Em 2013, ela comentou que o amava muito e que já tinha tentado entrar em contato com o comediante ligando e mandando cartas, mas ele nunca respondeu. 

Nessa sexta-feira, ela usou sua conta no Twitter para falar sobre a morte de Bolaños: “Descanse em paz, Roberto”.

Edgar Vivar:

O ator está com 69 anos e veio ao Brasil em 2014. Na ocasião, o eterno Seu Barriga fez uma surpresa para Tatá Werneck: ele participou do “Tudo pela audiência” no dia do aniversário da atriz, que é uma grande fã de “Chaves”. 

Famoso por representar os personagens rechonchudos de “Chaves” — além do Seu Barriga, ele dava vida a Nhonho —, Vivar surpreendeu ao aparecer bem mais magro. 

Um dos últimos filmes de que participou foi “O orfanato”, dirigido por Guillermo del Toro. No longa, interpretava o médico paranormal Dr. Balaban.

No Brasil, ele também participou do programa "The noite" e do lançamento do jogo de Chaves Kart. Em nota enviada à imprensa antes do evento, ele brincou: “O público brasileiro finalmente poderá pilotar a Brasília do Sr. 

Barriga e ajudá-lo a correr atrás do Seu Madruga!”. No Twitter, Vivar comentou a morte do amigo: “Roberto não se vai, permanece no coração de todos aqueles que fez feliz. Adeus, Chavinho, até sempre”.

Rubén Aguirre:

Ruben Aguirre com a equipe da Telemundo, em outubro deste ano
O Professor Girafales está com 80 anos. Ele foi internado em setembro por conta de uma desidratação. Já em casa, ele recebeu a equipe da TV Telemundo para uma entrevista. 

O ator também usou sua conta no Twitter para falar sobre a morte de Bolaños. “Proponho uma homenagem póstuma no Palácio de Bellas Artes pelo legado de bom humor que deixou para este país (México)”, tuitou.

O último em que é creditado é “Las aventuras de Fray Valentino”, de 1994. No mesmo ano, produziu o programa “Aqui esta la Chilindrina”. 

Desde 1976, Aguirre é dono do “El circo del Professor Jirafales”. Atualmente, está pesando mais do que pesava antes o próprio Seu Barriga. 

O ator engordou mais de 25kg devido ao uso de medicamentos para curar um problema que tinha na perna há alguns anos.

Florinda Meza:

"Dona Florinda" é a viúva de Roberto Bolaños e está com 65 anos. De acordo com o jornal “El Universal”, ela estava com o marido quando ele morreu e está inconsolável, não para de chorar. 

Os dois nunca tiveram filhos juntos. Além de ser atriz, trabalhou também como produtora. 

Uma foto em que está ao lado de Thalia chamou a atenção recentemente: os internautas ressaltaram como ela está jovem.

Carlos Villagrán:

Carlos Villagrán, o Quico de “Chaves”, numa apresentação de 2013
Hoje com 70 anos, o ator continua se apresentando como o personagem Kiko. Por causa disso, assim como Maria Antonieta, teve problemas com Bolaños. 

Na verdade, os problemas entre os dois teriam começado por causa de Florinda Meza, a Dona Florinda de “Chaves”: antes namorada de Villagran, ela acabou se casando com Bolaños. 

Ele deixou o seriado em 1978 e teve que se mudar para a Venezuela para continuar se apresentando como Kiko, já que o intérprete de Chaves não permitiu que ele fizesse shows no México como o personagem.

Outros já deixaram saudade:

Ramón Valdés e Angelinas Fernandés eram muito amigos na vida realOutros atores que interpretaram personagens famosos de “Chaves” já deixaram saudade. Ramón Valdés, o Seu Madruga, morreu no dia 9 de agosto de 1988, aos 64 anos. 

Ele teve câncer no estômago e morreu depois que o tumor se espalhou, chegando à coluna vertebral. 

Edgar Vivar conta que quando foi visitar o amigo no hospital, ele brincou: “Senhor Barriga, não poderei mais lhe pagar o aluguel”.

Angelines Fernández era conhecida no seriado como A Bruxo do 71, mas, na vida real, já foi miss e considerada uma das mulheres mais bonitas do México. Era muito amiga de Ramón Valdés. Em “Chaves”, Dona Clotilde era apaixonada por Seu Madruga, que nunca lhe deu uma chance. 

Bolaños ao lado do carteiro Jaiminho, interpretado por Raúl Ela continuou trabalhando com Bolaños até 1991. Morreu em 1994, aos 71 anos, vítima de câncer no pulmão. A atriz sofria de depressão e chegava a fumar dois maços de cigarro na década de 90.

Raúl Padilha, que interpretava Jaiminho, o carteiro, morreu aos 75 anos, em 1994, devido a problemas de saúde relacionados ao diabetes. 

Seu bordão mais famosos no “Chaves” era: “Prefiro evitar a fadiga”. Começou a trabalhar com Bolaños no fim da década de 70.

Godinéz era interpretado por Horácio Gomez Bolaños, irmão de Chespirito
Horacio Goméz Bolaños, irmão de Roberto, deu vida a Godinez. O ator morreu aos 69 anos, em 1999, depois de sofrer um infarte. 

Depois que as gravações das séries do irmão acabaram, na década de 80, ele passou a produzir séries de TV e a trabalhar como roteirista. 

Em 1994, começou a trabalhar com seu sobrinho, Roberto Gómez Fernandez, para a produtora do irmão.




Fonte: Extra / Blog do Gari Martins da Cachoeira
http://martinsogaricgp.blogspot.com.br/2014/11/veja-como-estao-os-atores-que-fizeram.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+BlogDoGariMartinsDaCachoeira+(Blog+do+Gari+Martins+da+Cachoeira)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Catedral Mundial dos Orixás realiza reuniões inspiradas no Neopentecostalismo


por Johnny Bernardo

Inspirados no “sucesso” das igrejasneopentecostais, pais de candomblé do Rio de Janeiro decidiram dar um giro de 360 graus com o objetivo de atrair mais fieis. Com direção da Yalorixá Ya Yasmim de Iemanjá, e babalorixás Geremias de Ogum e Lázaro de Omulú, a Catedral Mundial dos Orixás ou Centro Espírita Ylê - Axé, com sede na Travessa Damião de Aguiar, nº 49, Maria das Graças, zona norte do Rio de Janeiro, tem chamado atenção por conta de seus trabalhos (“espirituais”) comparáveis aoNeopentecostalismo.


Além dos tradicionais jogos de tarô e de búzios, os pais de santo do Centro Espírita Ylê - Axé realizam sessões de cura e divulgam suas consultas em meios de comunicação do Rio de Janeiro e São Paulo, como em outdoors, programas radiofônicos e televisivos. Na rádio Metropolitana AM e TV NGT, são veiculados depoimentos de “cura” e utilizadas frases e palavras típicas de pastores neopentecostais, como "através de sua fé", "auxilio espiritual", "romper todos os obstáculos", "não se entregar", “equipe”, “fé”, “corrente”, "gente" etc.



Histórico


Principal líder e mentor do Centro Espírita Ylê - Axé, o pai-de-santo Donizete Souza Braga, conhecido como Geremias de Ogum, nasceu em outubro de 1952, em Candeias (BA). Aos cinco anos diz ter realizado seu primeiro “milagre”, quando, segundo o site do CEYA, teria “ressuscitado” um passarinho vítima de uma baladeira (estilingue). Aos 12, sua mãe, que havia sido diagnosticada com câncer, é “curada” após Donizete Braga realizar seis horas de preces. Em julho de 2001, novo “milagre”: uma mulher chamada Nádia, que sofria com um câncer de estômago, também teria sido “curada” após intervenção de Braga.


Apesar de famoso pelas “curas” e o fato de ter recebido, em 2009, a Honraria de Doutor Comendador da Ordem JK, Geremias de Ogum teve sua passagem pela justiça. Acusado de falsidade ideológica, foi preso em flagrante no dia 13 de julho de 2005, após determinação do então presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Antônio de Pádua Ribeiro. Segundo a Conjur, o investigado se fazia passar por padre em São Paulo e pastor em Santa Catarina, além de aplicar golpes em agências bancárias do Rio de Janeiro. Em julho de 2006, a 6ª Turma do STJ concedeu, por unanimidade, habeas-corpus em favor do pai-de-santo Donizete Souza Braga, segundo informações do Espaço Vital. Procurado, o Centro Espírita Ylê - Axé não se manifestou.



Acompanhe, aqui, um dos vários depoimentos onde expressões, articulações e métodos de persuasão inspirados no Neopentecostalismo são utilizados pela liderança do CEYA.





Johnny Bernardo é jornalista, pesquisador da
religiosidade brasileira e colaborador do Genizah


Fonte: Genizah
http://www.genizahvirtual.com/2014/11/catedral-mundial-dos-orixas-realiza.html

Altruísmo: a moralidade das falácias lógicas

Craig Biddle

O altruísmo sustenta que ser moral consiste em se auto-sacrificar a serviço dos outros. Apesar da sua natureza autodestrutiva, o altruísmo é aceito em alguma medida por quase todos hoje. Claro, ninguém o defende de forma consistente, pelo menos não por muito tempo. Ao invés disso, a maioria das pessoas aceita altruísmo como verdade – para em seguida não obedecê-lo.
Todos os religiosos – Cristãos, Judeus e Muçulmanos – são altruístas. Seus livros sagrados exigem isso. Todos os assim chamados “Humanistas Seculares” – Utilitaristas, Pós-modernistas e Igualitaristas são altruístas. Suas filosofias exigem isso.
Dos pontos de vista Cristão, Judaico e Muçulmano, os “outros” significantes são “Deus” e “os pobres.” Eles são os “outros” para quem você deve se sacrificar. Do ponto de vista Utilitário, o “outro” é “todas as pessoas em geral” (o princípio Utilitarista é “o maior bem para o maior número”). Dos pontos de vista Pós-moderno e Igualitarista, o “outro” é “qualquer pessoa com menos riqueza ou oportunidade do que você”, em outras palavras, “quanto melhor você estiver, mais você deve se sacrificar pelos outros – quanto pior você estiver, mais os outros devem se sacrificar por você.”
Sacrifício – Sacrifício – Sacrifício. Todo mundo acredita que é essa é a coisa moral a fazer. E nenhum filósofo esteve disposto a desafiar essa idéia.
Exceto Ayn Rand. Citação:
Há uma ação – uma única ação – que pode extinguir a moralidade do altruísmo da existência e a qual ela não pode enfrentar – perguntar o “porquê”? Por que o homem deve viver para o bem dos outros? Por que ele tem que ser um animal sacrificial? Por que isso é o bem? Não existe razão terrena para isso – e, senhoras e senhores, em toda a história da filosofia nenhuma razão terrena foi dada. [Philosophy: Who Needs It, pg. 61-62, Examinando, entende-se que é verdade. Nenhuma razão foi dada quanto ao porquê de as pessoas deverem se sacrificar para os outros. Claro, ALEGADAS razões foram dadas, mas não razões legítimas. Vamos considerar as razões alegadas – da quais há aproximadamente seis – cada uma das quais envolve uma falácia lógica.
1. “Você deve se sacrificar, porque Deus diz assim.” Isto não é uma razão – certamente não uma razão [u]terrena[/u]. Na melhor das hipóteses, é um apelo à autoridade – isto é: às “autoridades” que falam por Deus. (Mais precisamente, é uma afirmação arbitrária, desde que não há evidência para a existência de Deus. Mas aos nossos propósitos aqui, é suficiente dizer que é um apelo à autoridade.) Só porque algum pregador ou algum livro fez uma afirmação não significa que essa afirmação é verdadeira. Entre outras coisas, a Bíblia afirma que um arbusto falou.
2. “Você deve se sacrificar porque a Sociedade diz assim.” Isto também não é uma razão. É um apelo às massas. Questões de verdade e moralidade não são determinadas por aquilo que a sociedade ou um grupo de pessoas dizem. A sociedade norte-americana costumava afilrmar que a escravidão deveria ser legal; algumas sociedades ainda afirmam. Mas isso não a tornava, e ainda não a torna, correta.
3. “Você deve se sacrificar porque outras pessoas precisam dos benefícios de seu sacrifício.” Isso é um apelo à piedade. Mesmo se o sacrifício de uma pessoa pudesse produzir benefícios para outra pessoa (o que não pode – assunto para outra ocasião), não seguiria que esta é uma razão para o sacrifício. Se isso fosse uma razão para se sacrificar, então a qualquer momento alguém poderia ir em direção a outra pessoa e lhe exigir qualquer coisa: seu dinheiro, seu tempo, seu esforço, sua propriedade, sua mulher, ou sua vida. Todo mundo tem necessidades. Eu preciso de uma casa maior. As outras pessoas devem me dar uma? Por acaso a minha necessidade constitui um direito moral sobre o tempo, o dinheiro, ou o esforço dos outros?
4. “Você deve se sacrificar porque, se você não o fizer, você irá apanhar, ou será multado, ou jogado na prisão, ou agredido fisicamente de alguma outra maneira.” A ameaça de força não é uma razão; é o oposto de uma razão. Se os que se utilizam de força pudessem oferecer uma razão para você se sacrificar, eles não teriam que usar a força; eles poderiam usar a persuasão em vez de coerção.
5. “Você deve se sacrificar porque, bem, quando você crescer você entenderá que é isso o que você deve fazer.” Isto não é uma razão, mas um ataque pessoal e um insulto. O que se diz, efetivamente, é “você é imaturo” ou “você é estúpido” – como se exigir uma razão que sustente uma convicção moral pudesse indicar uma falta de maturidade ou inteligência.
6. “Você deve se sacrificar porque apenas uma má pessoa iria contestar este fato estabelecido.” Esse tipo de afirmação pressupõe que você considera as opiniões que os outros têm sobre você mais importantes do que o seu próprio julgamento da verdade. É também um exemplo do que Ayn Rand chamava de “o argumento da intimidação”: a tentativa de colocar pressão psicológica no lugar de argumentação racional. Tal como o ataque pessoal, é uma tentativa de se evitar a apresentação de uma defesa racional a favor de uma posição para a qual nenhuma defesa racional pode ser feita.
É isso. Tais são as “razões” oferecidas em apoio da exigência de que você deve se sacrificar pelos outros. Não tome a minha palavra como a final: tente pensar em outra razão. Questione em outros lugares. Pergunte a um padre ou a um rabino. Pergunte a um professor de filosofia. Envie este texto aos seus amigos por email, e veja se eles conseguem pensar em outra razão. Você vai descobrir que todas as “razões” oferecidas são variantes dessas – cada uma das quais, longe de ser uma “razão”, é uma falácia encontrada nos livros-texto de lógica. A maioria delas possui até mesmo nomes de fantasia latinos.
// Tradução de Breno Barreto.

Sobre o autor

Morality-Without-God-Still-301
Craig Biddle é o editor do The Objective Standard e o autor de "Loving Life: The Morality of Self-Interest and the Facts that Support It", uma introdução sistemática bastante concreta da ética de Ayn Rand. Atualmente ele escreve um livro, provisoriamente intitulado "Thinking in Principles: The Science of Selfishness" sobre como usar a própria mente a serviço da própria vida, liberdade e felicidade. Além de escrever, ele palestrar e ministra seminários em questões éticas e epistemológicas sob uma perspectiva Objetivista.


Fonte: Portal Libertarianismo
 http://www.libertarianismo.org/index.php/artigos/altruismo-moralidade-falacias-logicas/