sábado, 4 de abril de 2015

Entrevista Exclusiva com Gloria Alvarez – “A tecnologia como arma contra o populismo”

diario entrevista Gloria Alvarez
O Diário da Corte entrevistou Gloria Alvarez, uma guatemalteca que incendiou as redes sociais com seu discurso sobre a tecnologia como arma contra o populismo na América Latina e a importância dos valores da República. Até Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), compartilhou o vídeo em seu twitter. A entrevista para Alexandre Karamazov aconteceu por e-mail, no final do ano passado, com uma extrema boa vontade de Gloria, que estava no México e respondeu a todas perguntas com atenção. Para a entrevista não ficar muito longa, decidimos deixar algumas partes maiores para outra publicação. Não poderia haver maior “coincidência” entre o que ela fala e o que acontece no Brasil. A América Latina, de fato, precisa ver este vídeo. E fica a esperança no ar de sabermos que existe, ao menos para o futuro, a possibilidade de pessoas mais conscientes serem gestoras na América Latina, deixando os populistas para os livros empoeirados de História. Nós, do Diário da Corte, temos a honra de trazer a primeira entrevista de Gloria para o Brasil. Confira:
Antes da entrevista, veja o vídeo, caso não tenha visto ainda: 


Diário da Corte: Gloria, obrigado pela gentileza de conceder essa entrevista. O seu vídeo tem, somente em nossa página, com legendas em português, mais de 400 mil visualizações. É um sucesso nas redes sociais, inclusive no Brasil. Este sucesso já é uma prova prática do seu discurso sobre a tecnologia funcionando como arma contra o populismo?
Gloria Alvarez: Acredito que sim. Creio que a viralização deste discurso é uma prova de como a tecnologia (neste caso as redes sociais) é ferramenta chave para difundir informação e mensagens que ajudem o cidadão a incrementar sua análise crítica sobre a situação real de seu governo e de outros governos da região. Se este vídeo pôde se viralizar, existem muitos outros esforços que estão sendo feitos na região para resgatar nossa política, nossas liberdades, nossa economia e nosso meio ambiente que também podem se tornar virais.

DC: Você encontra muita resistência e oposição ao que você diz?
Gloria Alvarez: Sim, muitíssima. Apesar de que gostaria de não levar em conta a resistência daqueles que recebem algum salário da parte de algum partido populista, ou governo populista, para demonstrarem que resistem ao meu discurso. Eu gostaria de conhecer estes números para saber qual é a oposição real que há contra a República. Me dei conta que toda América Latina está dividida em duas mentalidades.

DC: Você não tem medo de falar o que pensa NUMA região dominada pelo que você critica?
Gloria Alvarez: O medo vai diminuindo quando você se dá conta que diz o que muitos também pensam mas não se atrevem a dizer. O medo também se vai quando se sabe que há muitos vigiando o que acontece com você, o que te transforma em alguém que convém mais viva do que morta, pois seus inimigos só lhe transformariam em mártir e isso não lhes convém. Prefiro falar, porque me dá mais medo perder a América Latina em uma espécie de nova Guerra Fria, quando creio que somos conscientes dos destroços do comunismo soviético, sabemos que esse tipo de sistema não nos levam a nenhum progresso.

DC: Qual a importância dos livros para o mundo, na sua opinião? Nossa geração parece que tem cada vez menos tempo para ler. Esse não é um lado negativo de nossos tempos? Esse fascínio pelo imediatismo e a não valorização dos bons livros?
Gloria Alvarez: Não creio que a tecnologia ou o imediatismo do mundo sejam os culpados pelas pessoas não lerem. Acredito que não se lê porque não se estimula a literatura em casa ou na escola. Um mundo mais imediato é um mundo que nos dá mais tempo para ler. Uma tecnologia ao alcance das massas põe os livros, agora, mais do que nunca, à disposição de populações tradicionalmente marginalizadas e excluídas da educação. Está cientificamente comprovado que as pessoas que leem com frequência desenvolvem uma capacidade de análise crítica da realidade muito superior aos que não o fazem. As pessoas que leem desenvolvem com mais perfeição sua imaginação e vocabulário. Criatividade e inteligência: essa habilidade de conectar dois pontos para chegar a uma solução. Se houvesse mais latino-americanos alfabetizados que lessem livros, haveria menos líderes populistas governando na base da falácia e discursos sem lógica? Aposto que sim.

DC: Você já recebeu propostas para concorrer a algum cargo eletivo? Gostaria de concorrer?
Gloria Alvarez: Recebi propostas de me filiar a alguns partidos políticos, mas nunca me ofereceram um posto específico. A realidade é que no momento e nos próximos anos não me interessa nenhum cargo. Muito menos nestas próximas eleições na Guatemala em 2015. Não há nenhum partido político que me atraia e nem com que sua trajetória possa comprovar que está comprometido com o resgate da República. E para ir ao Congresso e ser uma voz dentro de 157 vozes que estão interessadas que siga tudo igual, prefiro seguir influenciando de fora e despertando as mentes dos eleitores que ultimamente põe os medíocres em cargos públicos.

DC: Conte-nos um pouco mais sobre a situação política da Guatemala e o que você faria, se presidente fosse, para melhorar o seu país hoje?
Gloria Alvarez:  A situação da Guatemala é bastante precária. Temos 32 partidos políticos (a maior quantidade em toda América Latina) e, ao mesmo tempo, a menor quantidade de cidadãos filiados a um partido na região. O partido mais velho tem apenas 12 anos de existência. As leis em meu país servem para levantar privilégios e proteger interesses setoriais. Os sindicatos são manipulados por 4 ou 5 oportunistas que mobilizam todo o setor de saúde e educação, e no final não se concretiza nenhuma mudança para eles. Algumas das medidas que eu tomaria como presidente seriam: reduzir de 13 para 6 os ministérios do poder Executivo, juntando alguns Ministérios que deveriam operar em conjunto. Por ex: Saúde e Educação em um só ministério para tirar as crianças da desnutrição, em conjunto com um plano acadêmico que os capacite. Também juntaria a Economia com o Turismo, para nos abrirmos ao mundo com opções empresariais e ecológicas. Uniria em um só ministério: Agricultura, Energia, Minas e Meio Ambiente para que as políticas de produtividade da Guatemala fossem de acordo com um plano de bom uso dos recursos naturais. Eliminaria as 14 secretarias criadas no Executivo, que em sua maioria só duplicam as funções dos ministérios atuais. No Congresso incentivaria a legislação para remover leis: a Guatemala tem mais de 70 mil leis, entre as quais há muitas obsoletas, outras que só tornam a vida do cidadão mais complicada, com burocracia desnecessária e outras que impedem o comércio e a criação fácil de empregos. Também acabaria com a eleição de deputados por listas fechadas e permitiria a eleição do voto cruzado por listas abertas. Assim o guatemalteco poderia votar nos indivíduos que lhe agradem para o Congresso, de todos os partidos que lhe agradam. Aumentaria o orçamento do Judiciário. A Guatemala é um dos países mais violentos do mundo, e somente 2 de cada 100 quetzales (moeda da Guatemala) do orçamento nacional se destinam a segurança e justiça. Aumentaria o salário dos policiais e institucionalizaria os tribunais do júri, para compromisso com a cidadania e seu sistema; e para garantir que os casos sejam resolvidos com base no ‘Common Law‘ inglês, que convida o juiz à razão, ao invés do Positivismo Francês, que o convida somente a aceitar a lei por ser lei. Aumentaria o imposto ‘Flat Tax’. Toda sociedade pagando 15% de sua renda. Parelho. Assim, que ganhe 100 mil ou somente mil pagaria sempre 15%. Esta medida não desincentivaria as pessoas de enriquecerem. Também descentralizaria o gasto do orçamento: cada um dos 22 estados da Guatemala arrecadariam seus próprios impostos e, aí mesmo, decidiriam como gastá-los. Já não seria a cidade capital que se encarregaria de redistribuir tudo. Iniciaria relações comerciais os Emirados Árabes, com os chineses e japoneses com quem também buscaria estabelecer convenio para bolar grandes projetos de infraestrutura para a Guatemala como: um sistema de metrô, portos, trens e estradas. Na Educação implementaria um sistema de VOUCHERS que poderiam ser trocados por anos escolares na escola que os pais escolham. Desta forma se dá o poder ao pai e a mãe de família de tomar a melhor decisão, e premiar as escolas onde se está dando mais atenção ao aluno. Na Saúde, implementaria o sistema de pensão individual, para que cada guatemalteco tivesse sua conta individual, que sairia de seu salário como sempre, mas para uma conta com seu nome e sobrenome, para evitar a corrupção. Também implementaria um portal na internet, onde os mesmos cidadãos decidiriam para que causa ou projeto seus impostos se destinariam. Ali poderiam continuar os avanços da escola, ponte, hospital ou qualquer obra que tenham decidido financiar, inclusive conhecer os avanços dos funcionários públicos a quem estão pagando o salário. Pensei em outras coisas, mas creio que estas podem lhe dar uma ideia.

DC:Em Roma, havia o discurso do ‘pão e circo’, a América Latina continua, muitas vezes, sendo governada sob essa mentalidade. Como poderíamos fazer para, usando a tecnologia, o povo quebrar esse sistema e romper a hegemonia?
Gloria Alvarez: A tecnologia é uma ferramenta que serve para redescobrir a paixão pelo intelecto, para apostar em uma vida em liberdade, para conseguir os bens materiais por meios próprios, antes de exigir a segurança material temporária, que oferecem os populistas, em troca de renunciar às suas liberdades. A tecnologia serve para dar poder ao indivíduo que havia sido excluído da educação tradicional. Uma vez com este poder, este indivíduo se torna um jornalista em potencial. Um justiceiro em potencial, e pode usar esta ferramenta para mostrar a verdade dos crimes e casos de corrupção que os populistas cometem. A tecnologia também serve para implementar mecanismos que façam os gastos do governo transparentes, documentados e sustente o equilíbrio entre os poderes.
gloriaalvarez_SantiagoBilly-DiarioDigital
DC: A educação parece ser a palavra mais temida pelos populistas. E parece ser o mais perverso método de controle, há décadas, na região. A América Latina como um todo carece de uma educação de qualidade, o que fazer para mudar isso se a ignorância do povo interessa a quem está no poder?
Gloria Alvarez: De acordo com a revista ‘Asuntos Capitales’, em vários lugares e países já aplicam o sistema de voucher: Wisconsin, Suécia, Arkansar, Cingapura, Coréia do Sul, Chile e outros. Todos eles abandonaram seu velho sistema de FINANCIAMENTO e adotaram o esquema de VOUCHER. Os resultados tem sido surpreendentes. Os alunos saem melhor preparados, os professores melhoraram suas percepções e os recursos foram mais produtivos.  Tradicionalmente, o governo manda recursos às escolas, ou seja, à OFERTA. Assim ocorre na Guatemala e na maior parte da América Latina. Se designa um orçamento para cobrir os gastos de pessoal e manutenção. Mas este sistema de subsídio à oferta tem gerado muitos problema de corrupção, violência, sindicalismo, inconformidade, greves, paralisações e se descuida da função essencial da escola. Quando uma escola ou universidade vive diretamente do subsídio do governo, automaticamente começa a se degenerar, desde o primeiro momento que recebe a bolsa de dinheiro. O processo degenerativo de uma instituição subsdidiada, traz como consequência que se torne dependente do governo, perca sua iniciativa e se mova sabendo que deve fazer o que manda o agente que lhe subsidia. A perda da iniciativa, a subordinação, a dependência dos recursos governamentais envolve outros fenômenos como: a burocratização, o desvio de fundos, o autoritarismo, a deserção e os altos custos para alcançar o diploma universitário. O sistema de voucher, ou “cheque educacional”, consiste no governo subsidiar a demanda e não a oferta. É uma troca de fluxos financeiros, pois o dinheiro não mais se envia às escolas e, sim, aos alunos ou pais de família, para que eles sejam os que decidam colocar o dinheiro em sua escola pública de preferência. […]
Dito isso, para que o sistema de VOUCHER funcione eficientemente, é necessário ter em conta o seguinte:
1 – Não deve haver vínculo financeiro entre o governo e a escola.
2 – A escola pública deve viver do que os alunos lhe pagam por conceito de ensino.
3 – Os alunos recebem seu voucher de algum escritório do governo ou de um banco designado pelo Estado.
4 – O voucher é grátis, ou seja, o aluno não contrai nenhuma dívida. É um sistema de gratuidade, mas com subsídios à demanda.
5 – O pessoal da escola, junto com os pais, devem decidir como distribuir esta renda: salários, manutenção, laboratórios, biblioteca, etc.
6 – O voucher deve ser entregue pelo governo a cada mês. Pouco serviria se fosse entregue a cada ano. Com o recibo de pagamento da escola, o aluno resgata o voucher do mês seguinte.
7 – Se deve dar autonomia às escolas para que, por elas mesmas, determinem seus novos planos e programas de estudo, e os modifiquem sem necessidade de pedir autorização da Secretaria de Educação Pública.
8 – Os professores da cada escola devem decidir a contratação de novos professores.
9 – O pessoal de cada escola deve decidir se continuam ou não sindicalizados.
10 – Os professores de cada escola devem ter o direito de se converter em acionistas da escola.
O fundamento teórico para sustentar que é melhor estabelecer um sistema de subsidio à demanda é que, assim, os alunos se convertem em clientes e a escola se converte em uma empresa que deve satisfazer as necessidades de educação. Essa relação de cliente-servidor é a chave que faz um ofertante passe a dar o melhor produto ao seu cliente.

DC: Como levar as ideias que você acredita às pessoas mais pobres, que não tem acesso ao mais básico e não tem a tecnologia a seu dispor? Parcela que geralmente vota nos populistas.
Gloria Alvarez: Para mim, fazer isso através do rádio me ajudou muito. Meus programas no rádio me permitiram chegar à população remota e com uma linguagem fácil pude lhes transmitir ideias de empoderamento*. Graças a reputação que fiz no rádio, agora, quando vamos com o MCN dar palestras, muitas pessoas se identificam como sendo da área rural, porque souberam de mim pelo rádio. Creio que todas as pessoas por trás de um microfone na região deveriam fazer cursos de política e empoderamento para fazer uso do grande poder que tem de transformar vidas. As redes também são necessárias, já que estas populações estão adquirindo tecnologia sem adiquirir a educação para saber usá-la a seu favor.

DC: O que você acha do alinhamento “esquerdista” dos líderes latino americanos, guiados por Fidel Castro?
Gloria Alvarez: Acredito que é uma resposta lógica à uma região que a duras penas conhece sua história, e que muito menos entende as nefastas consequências que o comunismo trouxe à nações como China, ou ex nações da ditadura soviética. É muito fácil repetir a retórica vazia “levanta paixões” em um continente que tem sido atormentado por exclusão, privilégios monopólicos e uma rejeição pela competitividade e produtividade.

DC: Não é estranho pensar no ressurgimento do socialismo/comunismo e agora o “bolivarianismo” em pleno século XXI?
Gloria Alvarez: Dá pena, mas não me parece estranho. Mas é uma consequência direta de não se conhecer a história da Humanidade. Se não conhecemos a história, estamos condenados a repetir os erros que outros já deixaram para trás.

DC:O que você sabe e pensa sobre o governo brasileiro?
Gloria Alvarez: Sei que o governo atual de Dilma Rousseff tem sido muito questionado por metade da população brasileira, por falta de transparência durante as eleições. Sei que o Brasil está sofrendo as consequências de um discurso populista que polarizou e dividiu a população basicamente pela metade, o que se refletiu nos resultados das eleições mais recentes, onde por apenas 3 milhões de votos, se deu a vitória para o partido da situação (PT). Percebo muita preocupação de parte da população do Brasil pela falta de transparência nos programa sociais de assistencialismo, que não estão trazendo uma melhora na vida das pessoas a longo prazo. Sei que o Brasil sofre para erradicar as brechas da desigualdade e que ela tem servido de caldo para um discurso populista que está partindo o país pela metade.

DC: O governo brasileiro não cansa de inventar programas assistencialistas/populistas. No Brasil, 1/4 da população é dependente de um só programa, o “Bolsa Família”, que é copiado por toda América Latina. Existem discursos ou tecnologias capazes de tirar essas pessoas desta dependência do governo?
Gloria Alvarez: Sim. Para essas pessoas, talvez seja de mais interesse um programa de microcrédito ao estilo Yunus, do que receber uma bolsa perenemente sem nenhuma mudança. Os programas como a bolsa são uma bomba relógio: conforme mais passa o tempo e as populações seguem na pobreza, é mais fácil que as mesmas se deem conta que a bolsa não é suficiente para os levarem adiante, porque para isso se necessita: emprego.

DC: Outra característica dos governos populistas é a falta de respeito à liberdade de imprensa e à liberdade do indivíduo, a censura vigente em boa parte da América Latina ajuda a perpetuar o populismo?
Gloria Alvarez: Claro. Controlar os meios de comunicação e o que se diz, faz com que o trabalho do jornalista honesto seja repudiado. Mas nos momentos de maior censura são onde mais se necessitam essas vozes. Por exemplo: o trabalho que pude ver na Argentina de jornalistas e comunicadores como Jorge Lanata e Carlos Maslatón me parece digno de admiração, em um país onde a maioria dos meios respondem ao governo.

DC: Você não acha que essa mentalidade que divide a população em “coletivos”: brancos, negros, gays, índios, enfim, não acaba por esquecer o valor do indívuo, da unidade que cada ser humano tem e que cada cidadão merece? É tão complexo entender que proteger os valores universais de um indivíduo significa proteger toda a população? Ou eles se fingem de desentendidos e continuam nesta velha tática de “DIVIDIR para conquistar”?
Gloria AlvarezTotalmente. Por isso, em minhas palestras falo da dissonância cognitiva em que caem os que defendem os direitos das “minorias”, mas se recusam a defender os direitos do indivíduo. A menor minoria que existe é o indivíduo. E todos, por alguma razão ou outra, pertencemos a uma minoria. Nas minhas palestras eu explico isso com uma analogia do cubo de Rubk em uma versão que chamo Republiks Cubo. Para mostrar que todos somos minoria. Creio que muitos sabem perfeitamente a necessidade dos direitos individuais, mas preferem ignorá-los porque a defesa dos direitos individuais torna muito difícil enriquecer através do Estado. Um Estado que defende os direitos individuais não faz leis para privilegiar. Por isso não há concessões e as formas de roubar se limitam. Por isso, aos populistas não interessa falar sobre direitos individuais.

DC: A esquerda latino AMERICANA tem o FORO de São Paulo, uma organização que elegeu, direta ou indiretamente, praticamente todos os presidentes dos últimos tempos na região. Todos populistas. Ele foi criado em 1990 por Lula e Fidel Castro.Você acha que falta mobilização de outras correntes de pensamento, como o liberalismo, partidos moderados e até mesmo de “direita”, para enfrentar o populismo?
Gloria Alvarez: Sim, faz falta. Por isso a Red Iberoamérica LIDER busca ser essa via através da qual a mentalidade republicana possa consolidar-se com membros de toda a região.

DC: O que te inspira a continuar caminhando, levando suas palavras ao mundo inteiro, dia após dia?
Gloria Alvarez: Me inspira viver num país ecológico, de livre mercado, onde os direitos individuais sejam respeitados. Uma república sem divisões e privilégios. Me inspira deixar o mundo melhor do que eu encontrei para poder desfrutá-lo mais.

1005829_786904211325738_1282747115_nXuxa e Gloria – Reprodução Facebook

DC: E agora gostaríamos de fazer um “ping pongue”, diga uma pessoa que lhe inspire:
Gloria Alvarez: Meus amigos. Steve Jobs, Margaret Tatcher, Gandhi, Damisia Moyo e Malala.
DC: Uma pessoa que lhe causa repulsa:
Gloria Alvarez: Qualquer uma que assassine por seus ideais: Ernesto Guevara, por exemplo.
DC: Seu escritor-escritora favorito (a):
Gloria Alvarez: Ayn Rand, Fereico Bastiat, Ortega Y Gasset, Juan Bautista Alberdi.
DC: Um sonho para seu país:
Gloria Alvarez: Liberdade, oportunidade e justiça.
DC: Um pesadelo para a nossa região:
Gloria Alvarez: Enriquecer com dinheiro alheio.
DC: Um hobby:
Gloria Alvarez: Escutar música, plantar árvores e brincar com meu golden retriever que, aliás, chama-se Xuxa.
DC: Se pudesse indicar um livro para os que leem sua entrevista, qual seria?
Gloria Alvarez: “A Lei”, de Federico Bastiat.
DC: Para finalizar, você tem vontade de vir ao Brasil falar sobre os males do populismo? Deixamos o convite em aberto, publicamente, para o dia em que nosso site tiver 1% da fortuna do Fidel Castro.
Gloria Alvarez: Muito obrigado! Recebi muitos convites para ir ao Brasil e, no momento, estou organizando todas para poder realizar um “tour”
FIM
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